Alguns aniversariantes da música em julho

1 – Fred Schneider
1 – Delaney Bramlett
9 – Jack White
10 – Ronnie James Dio
12 – Christine McVie
15 – Linda Ronstadt
17 – Geezer Butler
19 – Keith Godchaux
22 – Don Henley
23 – Martin Gore
30 – Buddy Guy

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Catraca Livre: o melhor blog do mundo?

Essa coisa de escolha dos melhores do mundo na área do jornalismo ou tenologia é algo extremamente difícil. O Comunique-se falou com Gilberto Dimenstein (coordenador do projeto) e fica claro, para quem conhece o Catraca, que a iniciativa seria bem vinda em mais cidades (alô, Rio!).

Abaixo a matéria do Comunique-se

Criado em julho de 2009 por estudantes universitários sob a coordenação do jornalista Gilberto Dimenstein, o site Catraca Livre foi escolhido como o melhor blog do mundo em português, em premiação promovida pela Deustche Welle, emissora de TV pública da Alemanha. A votação, que tem a proposta de valorizar projetos com foco na cidadania, foi realizada em duas etapas: júri e, posteriormente, participação popular.

Sobre o prêmio vencido pelo site que está prestes a completar três anos de existência, o Comunique-se conversa com o idealizador do Catraca Livre, Gilberto Dimenstein. O jornalista conta como o projeto teve início, como funciona o trabalho da equipe e qual a principal proposta. A paixão pela comunicação comunitária e o “olhar diferente” que o profissional busca levar aos cidadãos por meio do jornalismo também fazem parte da entrevista. Confira a íntegra:

O site do Catraca Livre informa que a página foi desenvolvida por estudantes universitários. De qual forma você ingressou no projeto? Você participou do início?

Eu já vinha trabalhando o conceito de bairro-escola e esses estudantes da Metodista, Mackenzie, USP, FAAP e PUC tiveram a ideia de desenvolver o site com a proposta de mostrar o que a cidade de São Paulo tem de interessante e que muita gente não conhecia. Apoiei o projeto desde o começo. Andando pelo centro, eu via que as pessoas falavam que não iam a teatros e cinemas porque era tudo muito caro. Queria mostrar que há muita atividade interessante.

Qual o diferencial do Catraca Livre em comparação com os demais sites?

Acredito que o fato de desde o começo ter o objetivo de ser um espaço sócioeducativo. Investimos em dicas culturais, um site de serviços. Trabalhamos com um olhar diferente em relação à comunicação. Vemos a cidade como grande incubadora de serviços, apesar de termos notícias de outros lugares além de São Paulo. Contamos com a parceria de Harvard e Media Lab. E, além de tudo isso, o Catraca passou a ser sinônimo de eventos gratuitos; tornou-se comum ouvir alguém falar: “vamos, é um evento ‘catraca livre'”.

Os estudantes que deram origem ao Catraca Livre continuam trabalhando no site?

Boa parte deles, sim. Teve gente que saiu com o tempo, até para trabalhar em outro projeto, outro site, o que é absolutamente normal. Mas, da equipe inicial, tem muita gente que continua no Catraca Livre. E por aqui colocamos em prática o modo de cooperativa. A turma que ajudou a criar o site e continuou no projeto se tornou sócia do Catraca.

Em algum momento, desde a criação em junho de 2009, o Catraca Livre correu risco de acabar?

Sim. E posso até dizer que esse risco é contínuo. Somos um site que tem fins lucrativos e para se manter depende muito dos patrocínios. O que nos ajuda muito é a audiência, alavancada pelas redes sociais, e o perfil do nosso público. Temos média de 600 mil usuários únicos por mês, sendo que boa parte é formada por universitários. Segundo o Ibope, 28% dos leitores do Catraca são pós-graduados e 64% são do sexo feminino. Lidamos com um público formador de opinião e que é de interesse dos anunciantes.

Com a premiação realizada pela Deustche Welle (eleito o melhor blog em língua portuguesa), o Catraca Livre ganhará mais espaço e credibilidade perante o público e patrocinadores?

Um prêmio desse sempre dá maior visibilidade o que também chama a atenção das empresas a desejarem ter suas respectivas marcas associadas a um veículo como o Catraca Livre. Como disse anteriormente, nosso público é composto, em sua maioria, por formadores de opinião, pessoas com currículo acadêmico. A premiação ajuda a impulsionar ainda mais, assim como as redes sociais. Atualmente, temos mais de 120 mil fãs no Facebook e 70 mil seguidores no Twitter e passamos a ter nosso conteúdo exibido nos ônibus e no metrô de São Paulo.

Você esperava que o Catraca Livre tivesse esse reconhecimento com apenas três anos no ar?

Não esperava. Ele surgiu para ser uma experiência de jornalismo cidadão, publicar temas que fortalecessem a relação dos bairros com o que a cidade tem de melhor e de mais interessante. Criamos o Catraca para ser o laboratório de comunicação. Não imaginava essa repercussão. Ele entrou no ar em julho de 2009 com o trabalho de estudantes que estavam nos últimos períodos de suas faculdades, inclusive teve a presença dos meus filhos Marcos e Gabriel. Não poderia imaginar que teriámos essa força e nunca pensei que receberíamos um prêmio.

Qual a melhor notícia que o Catraca Livre publicou?

Não dá para citar uma única matéria. Há momentos em que damos um destaque maior a assuntos específicos. Um exemplo disso é a época da Virada Cultural (evento produzido pela Prefeitura de São Paulo que promove shows e atividades culturais durante todo um fim de semana). Sempre trabalhamos muito nessa fase pré-evento, como agora, com a produção de pautas sobre o assunto. É o ponto alto do site. Fora os eventos como o da Virada Cultural, apostamos em personagens.

O Catraca Livre pode ser considerado um divisor de águas da sua carreira no jornalismo?

Passou a ser. Eu já estava me dedicando ao jornalismo voltado ao cidadão, mas o Catraca Livre fez esse trabalho ficar ainda mais focado. Devo muito ao jornalismo investigativo, que não é menos importante e por onde ganhei diversos prêmios. Porém, queria me dedicar a outra forma de encarar a comunicação e o Catraca me ajudou muito nesse objetivo.

Fonte: Comunique-se

Chá preto pode causar câncer de próstata

Os caras não são ingleses, mas da região, claro!

Uma pesquisa feita na Escócia mostra que tomar chá preto várias vezes ao dia pode aumentar o risco de câncer de próstata. Essa possibilidade foi verificada por cientistas da Universidade de Glasgow, que acompanharam, durante 37 anos, 6 mil voluntários do sexo masculino.

Segundo o estudo, homens que bebiam sete xícaras de chá preto por dia aumentaram em 50% a chance de desenvolver o problema do que aqueles que não tomavam chá. Lembrando que em países britânicos, essa quantidade de consumo da bebida é relativamente comum entre a população.

No entanto, não há certeza se o chá é um fator de risco, de fato, ou se os consumidores da bebida acabam vivendo mais, até quando o câncer de próstata é mais comum.

Estatísticas, prevenção e tratamento – Dados recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que o câncer de próstata figura como o segundo, atrás somente do câncer de pele, mais comum entre os homens no Brasil e o sexto tipo mais prevalente no mundo, representando cerca de 10% do total das neoplasias. Considerado um tumor da terceira idade, cerca de três quartos dos casos acometem pessoas com mais de 65 anos.

Diante da alta incidência, tão importante quanto a prevenção é o diagnóstico precoce e, em qualquer que seja o tipo de câncer, é consensual que a doença não precisa estar associada a um atestado de morte.

“Com as novas descobertas, tratamentos individualizados de acordo com a linha histológica e drogas cada vez mais avançadas, as taxas de remissão ou cura são hoje uma realidade incontestável, ao mesmo tempo em que a qualidade de vida do paciente é cada vez maior”, destaca o oncologista Dr. Anderson Silvestrini, presidente da SBOC – Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.

Para o câncer de próstata, por exemplo, a medicina conta com alternativas cada vez menos dolorosas. Uma dessas substâncias é o acetato de leuprorrelina, comercializado como Eligard(R). Com aplicação subcutânea (sob a pele), agulha mais fina e aplicado apenas trimestralmente, proporciona maior conforto, comodidade e qualidade de vida ao paciente em tratamento.

Uma receita para o Dia do Nhoque

Daquelas sem complicação para não atrapalhar o ócio dominical

Nhoque ao Forno

Ingredientes:

500g de nhoque
Sálvia
Alecrim
Azeite
Manhericão
Tomates picados ou tomates cereja
Sal
Pimenta do reino (moído na hora)
3 dentes de alho fatiados
20g de manteiga
150g Queijo ralado (da sua preferência)

Modo de fazer:

Misture as ervas (quantidades a gosto), os tomates e os alhos. Junte uma pitada de sal e um pouco de pimenta do reino e deixe descansar por aproximadamente 45 minutos. Pouco antes de terminar o tempo de descanso, coloque os nhoques para cozinhar e unte uma assadeira com manteiga.

Coloque os nhoques na assadeira e despeje a mistura das ervas sobre eles. Polvilhe de queijo ralado e leve ao forno por cerca de 20 minutos.

Sirva quente.

Foto: Divulgação

Eu não fui feito para os dias de hoje

Não gosto de batucada, letras ralas e arranjos popbres (pop+pobres), O último disco dos Beach Boys (That’s Why God Made The Radio) já se coloca, ao lado do último do Van Halen, como um dos melhores lançamentos do ano. Vocais fantásticos, nostalgia da melhor década de todos os tempos na música (anos 60) e letras que nos fazem pensar.

Leiam, ouçam e reflitam sobre suas vidas.

Abaixo duas das minhas prefridas do disco – From There to Back Again e Pacific Coast Highway

 

From There to Back Again

Why don’t you, run away
And spend some time with me
On this summer’s day
There’s nowhere else I’d rather be

Why don’t we feel the way we used to
Anymore
There’s a place we love the way
That maybe we could stay
Listen to the waves at my front door

You’ve been thinking about some things
We used to do
Thinking about while life was still in front of you
Back where you belong, our favorite song
Won’t you listen?

Don’t you understand the words
Are singing in the wind
I wish that we could get through that
And back again

The clouds are breaking it’s a beautiful day
Oow, wonderful, as if it comes a getaway
Sun is shining, could we just find a way
If you’d just fall, just fall, just fall
To the love

Through the compromised paradise
It’s just another place upon the wall
Through the common sense of it all
We had a lot to live, we gave it all
Through the consequence, of the war
Another place in time


Pacific Coast Highway

Sometimes I realise the days are getting on
Sometimes I will it’s time for me move on
And I wanna go home

Sunlight it’s fading and there no much left to say
My life I’m better off alone,
My life I’m better on my own.
Driving down pacific cost
Out on highway on the setting sun
Goodbye

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XVIII – Pessoa que sofrem de depressão dizem, nos perfis das redes sociais, serem bem-humoradas

Pelo jeito os nossos intrépidos pesquisadores ingleses andam focados no problema da depressão e da bipolaridade (vide pesquisa anterior publicada aqui no F(r)ases). Mas, pelo menos desta vez, a coisa parece passar longe do inútil e fica mais perto só do bizarro.

Uma ONG Britânica para Saúde Mental fez um acompanhamento com 3.789 pessoas que sofrem de depressão e/ou transtorno bipolar. Os pacientes, todos eles cientes do seu problema, tomando suas medicações tarja preta e sofrendo com os sintomas que atrapalham os seus desempenhos profissional e social, foram monitorados nas redes socias. Segundo os cientistas, nenhum dos pesquisados sabia que seus passos nas redes sociais seriam monitorados, para não inibir seus atos. Sendo assim, apesar de cientes e – segundo os cientistas – até um pouco orgulhosos em dizer que sofrem de uma das duas patologias, as pessoas pareceram não querer que certos círculos compartilhassem dessa informação.

O estudo mostra que mais de 82% preenchia seus perfis nas redes sociais (Facebook e Linkedln) se dizendo bem-humoradas e pró-ativas! Nota do editor: Seria isso um sintoma de falta de confiabilidade ou apenas um estratagema para enganar patrões e supostos amigos ou apenas mais um sintoma da doença? Indagados sobre essas características (ainda sem saberem do monitoramento) praticamente a mesma proporção (78%) disse que bom humor e pró-atividade aconteciam em momentos esporádicos e que a depressão e falta de disposição eram bem mais frequentes, além de um complexo de perseguição que eles mesmos não sabiam explicar o porquê.

Quando confrontados com os perfis fake, os pacientes disseram que deviam ter escrito aquilo em um momento de euforia e depois se esqueceram de mudar. Ou seja, papo para boi dormir, já que mesmo depois de desmascarados, a maioria não foi lá mudar seu perfil, principalmente nas áreas relacionadas com trabalho.

Pelo jeito, depressão e transtorno bipolar, também podem estar relacionados com vergonha ou falta de caráter. Tomara que seja só vergonha, algo que pode ser revertido.

Depressão na velhice

Para completar, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a expectativa de vida do brasileiro é de pelo menos 73,4 anos e, segundo especialistas, pessoas com mais de 60 anos têm mais chance de sofrer de depressão, que pode estar acompanhada de outros problemas físicos. O tema foi alvo de debates no XVIII Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia – Envelhecimento: oportunidades, desafios e conquistas, que aconteceu em maio, no Rio de Janeiro. Entre os sintomas da doença estão insônia, ansiedade e isolamento social.

Mais informações no site do congresso.

Apple e Samsung dominam mais de 50% do mercado de smartphones

Uma semana depois do anúncio de que a Samsung superou a Apple em vendas de smartphones no primeiro trimestre de 2012, uma pesquisa mostra que as duas empresas dominam o mercado dos aparelhos. Segundo números divulgados pela IDC, a Apple e a Samsung juntas detém um pouco mais de 53% do total de smartphones vendidos no mundo inteiro.

Nesta pesquisa, a IDC observou que a venda de smartphones cresceu 42% em 2011 e deverá ser ainda maior em 2012, segundo projeções. A IDC ainda aponta que os smartphones corresponderam a 37% do total do mercado de celulares. Com este crescimento, há possibilidades do mercado destes aparelhos superar o 50% do total de celulares.

Nos primeiros três meses deste ano foram vendidos 144,9 milhões de smartphones pelo mundo, de acordo com a pesquisa da IDC. Deste número,  42,2 milhões foram da Samsung, 35,1 foram da Apple e 11,9 da Nokia. A situação não está muito boa para a dona do BlackBerry, RIM e a HTC, duas empresas que basicamente só fabricam smartphones. Ambas tiveram suas vendas diminuídas no período, e foram, respectivamente,  4º e 5º na lista de marcas que mais vendem.

Fonte: UOL

Um Bee Gee erudito e sinfônico

Robin Gibb lança CD sobre o Titanic

Chega ao Brasil o disco The Titanic Requiem (ST2), obra clássica escrita por Robin Gibb, morto este ano, e seu filho RJ Gibb. O disco foi inspirado nos cem anos da tragédia que atingiu o teoricamente inafundável navio RMS Titanic.

Gravado no Air Studios, do quinto beatle Sir George Martin, pela Royal Philharmonic Orchestra, o disco tem inspiração notadamente erudita. Apesar de Robin fazer o vocal em uma das canções, a maioria delas é interpretada por cantores líricos como Mario Frangoulis (Daybreak) e Isabel Suckling (Christmas Day) ou pelo coral RVSP Voices Choir.

Os temas são sombrios, pesados, refletindo o que deve ter sido os últimos momentos do Titanic, em uma viagem que leva até um universo bem distante da alegria pop do imaginário coletivo dos Bee Gees.

Titanic Requiem é uma boa oportunidade de ver uma face não muito esperada de um músico que marcou a cultura pop.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

A elegância do baixo acústico de Dodo Ferreira

Um dos baixistas mais ecléticos da cena musical carioca, Dodo Ferreira lança seu terceiro disco solo, Olhar Submarino (Delira), colocando no liquidificador todas as influências que marcam seu trabalho. Arranjador e diretor musical de artistas tão diferentes como Wanda Sá, João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, Paulo Moura & Martinho da Vila, Celso Blues Boy & B.B. King, Marcelo D2 e muitos outros.

O projeto – que segue os passos de Farofa Blues (1993) e Dum Dum (2007) – tem a cara do seu criador: sofisticado e cariocamente bem-humorado, como antes da faixa de abertura Heloísa e Santo Antônio, onde podemos ouvir Dodo dizendo para a banda mandar brasa.

Das 11 composições de Olhar Submarino, dez são de autoria de Dodo Ferreira (exceção de Danny Boy, composição tradicional irlandesa), que passeiam belo baião, jazz, modinhas e baladas, com influências de todo o mundo. Olhar Submarino é o tipo de música que faz bem aos ouvidos cansados de tantos lançamentos populares e de gosto duvidoso que continuam a inundar as prateleiras das lojas (agora, virtuais).

Esse texto também foi publicano no jornal O Fluminense

O resgate musical de Sérgio Ricardo

O homem que jogou o violão na plateia em um festival, em 1967, ganha homenagens pelos 80 anos de vida

Um dos artistas brasileiros mais produtivos e ecléticos, o cantor, compositor, diretor, artista plástico e autor teatral Sérgio Ricardo volta aos holofotes no ano em que comemora 80 anos, com o relançamento de três discos que jamais haviam ganhado uma edição em CD e a montagem de um musical escrito por ele. O artista é mais conhecido pelo público em razão da cena em que destrói e joga um violão contra o público durante o II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record (1967), após levar uma vaia que o impediu de defender a sua canção Beto Bom de Bola.

O (re)lançamento dos discos Arrebentação (Equipe, 1970), Noite do Espantalho (1974) e Estória de João Joana (1985), todos pelo selo Discobertas, servem para traçar um panorama da produção musical de Sérgio Ricardo. Dos três, talvez o mais interessante seja Noite do Espantalho, trilha sonora do filme do mesmo nome e que conta com ótimas participações de Alceu Valença e Geraldo Azevedo.

Arrebentação, disco de carreira que ganhou várias faixas bônus, leva o ouvinte a uma época que parece muito distante, onde as interpretações, os arranjos e a produção tinham outra conotação. Até mesmo algumas expressões soam “retrô”, quando ouvimos coisas do tipo: “alto-falantes estereofônicos” ou “satélite artificial”.

Estória de João Joana, trilha do musical criado a partir de um texto de Carlos Drummond de Andrade, com arranjos de Radamés Gnattali, é um trabalho mais denso e que ganhou a estrada junto com seu autor, como parte das comemorações pelas oito décadas de vida.

Para completar essa primeira parte das homenagens, o grupo Nós No Morro está em cartaz com o musical Bandeira de Retalhos, que conta (de maneira ficcional) o episódio (verdadeiro) do governo tentando expulsar os moradores do Morro do Vidigal, em 1977. Escrita em 1979 para se transformar em filme, Bandeira de Retalhos conta com a trilha sonora e direção musical de Ricardo.

Para 2013 o Discobertas promete mais lançamentos da discografia original do artista. Bandeira de Retalhos está em cartaz no Teatro Maria Clara Machado, na Gávea, até 5 de agosto. Mais informações pelo telefone 2274-7722.


Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Tentativas de fraude disparam na Internet brasileira

Caros,

A tendência é sempre piorar. Tomem cuidado, mas não entrem em paranóia.

Segundo dados do CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil) houve, no segundo trimestre, um aumento de 89% no número de notificações de páginas falsas de instituições financeiras e de portais de comércio eletrônico (phising clássico) em relação ao apurado nos primeiros três meses de 2012. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento é ainda maior: 184%.

Segundo Cristine Hoepers, Gerente do CERT.br, “As páginas falsas continuam a representar mais da metade das notificações de tentativas de fraude recebidas pelo CERT.br”. O levantamento também observou um crescimento de 4% no número de notificações de páginas falsas não relacionadas a serviços financeiros ou comércio eletrônico, em relação ao primeiro trimestre de 2012. O número de notificações recebidas foi cinco vezes maior que no segundo trimestre de 2011.

As notificações sobre “cavalos de Troia”, utilizados para furtar informações e credenciais, representam 31% das notificações de tentativas de fraudes e cresceram 43% em relação ao primeiro trimestre de 2012 e 49% em relação ao segundo trimestre de 2011. O Cert.Br informa ainda que as notificações sobre ataques a servidores Web cresceram 11% em relação ao trimestre anterior e 176% em relação ao mesmo período de 2011.

Os atacantes exploram vulnerabilidades em aplicações Web para, então, hospedar nesses sítios páginas falsas de instituições financeiras, “cavalos de Troia”, ferramentas utilizadas em ataques a outros servidores Web e scripts para envio de spam ou scam. Por sua vez, as notificações referentes a varreduras cresceram 43% em relação ao trimestre anterior e aumentaram 81% em relação ao segundo trimestre de 2011.

As notificações de varreduras na porta 25 continuam em destaque, atingindo quase 40% do total. Já no trimestre anterior, elas atingiram quase 26% do total. A maior parte das reclamações se referem a computadores brasileiros conectados via banda larga que tentaram identificar relays abertos fora do Brasil com o intuito de possivelmente enviar spam.

Servidores proxy, 8080/TCP e 1080/TCP também estão sendo procurados, correspondendo a cerca de 2% das notificações cada um. Esses serviços também podem ser explorados para o envio de spam. O serviço de RDP (3389/TCP) tem sido visado desde o terceiro trimestre de 2011. Nesse trimestre, ele corresponde a 15% das notificações, ultrapassando o SSH (22/TCP) com 12% das notificações de incidentes de varredura. Os serviços TELNET (23/TCP) e FTP (21/TCP) e correspondem a, respectivamente, quase 3% e menos de 1% das notificações de varreduras do segundo trimestre de 2012.

As notificações de atividades relacionadas à propagação de worms e bots totalizaram mais de nove mil incidentes nesse trimestre, representando uma queda de 33% em relação ao primeiro trimestre de 2012. No segundo trimestre de 2012, as notificações quase triplicaram em relação ao segundo trimestre de 2011.

O levantamento também constatou que no segundo trimestre deste ano, mais de 33 mil notificações se enquadraram na categoria “outros”, correspondendo a um acréscimo de 44% em relação ao trimestre anterior e a uma queda de 62% em relação ao mesmo período de 2011.

As notificações desta categoria são em sua maioria relacionadas a dois tipos de incidentes: máquinas brasileiras tentando acessar arquivos de configuração de códigos maliciosos e servidores Web hospedando páginas maliciosas que infectam máquinas dos usuários através do método “drive-by-download”.

Fonte: Convergência Digital

Mais de 25% dos brasileiros não usam internet banking por medo de segurança

Ainda há gente que não se importa em comprar pelo telefone, passar dados do cartão de crédito e coisas do tipo, mas acha perigosíssimo fazer qualquer transação pela internet. Não sei de onde essas pessoas tiram essas ideias ou em qual época vivem, mas tenho pena.

Uma pesquisa feita pela  agência de relações públicas Edelman mostrou quais são as principais preocupações do internauta brasileiro em relação a seus dados, ao realizar compras ou utilizar serviços pela internet.

Entre os dados, chama a atenção o medo do internet banking. Apesar de contar com um dos sistemas mais desenvolvidos do mundo, mais de um quarto (27,3%) dos entrevistados afirma não acessar suas contas online. É mais do que o dobro da média mundial, de 13,4%.

No País, 60,2% dos consumidores considera a privacidade e a segurança na hora de adquirir produtos. A média global é de 38,2%, e estamos bem à frente dos Estados Unidos, segundo colocado com 41%.  Ao contrário de outros mercados, o Brasil enxerga nas companhias de segurança a principal fonte para orientações sobre segurança online e privacidade, seguidas por organizações de defesa de consumidores e amigos/família.

Em caso de quebra de privacidade do usuário, os pesquisados apontaram que a tendência seria deixar de usar produtos ou serviços da companhia ou ir para a concorrente. No setor bancário, 80,6% dos brasileiros afirmam que provavelmente ou muito provavelmente trocariam de instituição caso isto acontecesse, alinhados com a média global de 79,5%. No caso do varejo online, o brasileiro também é o mais propenso a abandonar as compras online com 80,2%, enquanto o índice global atingiu 75,1%.

Aproximadamente 35,5% dos brasileiros que usam a web estão significativamente mais preocupados hoje do que há cinco anos com segurança e privacidade de seus dados na rede. O Brasil ocupa a 3ª posição e fica acima da média global de 28,1% nesta categoria.

A pesquisa foi feita em mais seis países, sendo eles Alemanha, Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Índia e Reino Unido, e reuniu 4.050 depoimentos com pessoas com mais de 18 anos. Para mais informações, basta acessar http://datasecurity.edelman.com.

Fonte: IDG Now!

As novidades (nem tão novas) de Paul McCartney

Nas últimas semanas várias novidades vêm sendo divulgadas sobre as atividades do ex-beatle. Primeiro, disseram (erradamente) que ele divulgou através do seu Twitter que estaria trabalhando na trilha sonora de um game. Sim, ele está trabalhando junto ao pessoal do estúdio Bungie, criadores dos games da franquia Halo. Porém, essa informação não era novidade e Paul divulgou primeiro em seu site!

Outra novidade (essa mais nova) foi o corte do som durante o show de Bruce Springsteen, do qual Macca participava. O horário previsto para o fim do espetáculo foi desrespeitado (como acontece sempre em show do Boss) e as autoridades deixaram os músicos mudos. Para aproveitar que vai fechar a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos e para dar uma sacaneada em quem acabou com a festa musical de Bruce & Cia, Paul divulgou um vídeo bem humorado.


Para fechar, a notícia de que o produtor do próximo disco de Macca pode ser Mark Ronson, responsável pelo ótimo Back To Black (2006), de Amy Winehouse.

Pelo jeito o velhinho anda agitado.

Twitter é a rede social mais popular entre grandes empresas

O Twitter é a rede social mais utilizada entre as grandes empresas do mundo, aponta o “Estudo Global Social Mídia Check-up”, realizado pela Burson-Marsteller.

O relatório aponta que 80% das 100 primeiras empresas que estão na lista elaborada pela revista “Fortune”, que inclui nomes como Telefônica, Santander e Repsol, possuem pelo menos uma conta nesta rede.

Cada uma destas empresas, situadas entre as 100 primeiras na lista da “Fortune”, tem uma média de quase 15 mil seguidores no Twitter, um número que foi triplicado a partir de 2011.
Depois do Twitter, as redes sociais mais utilizadas pelas grandes companhias são YouTube e Facebook. Isso porque, 79% destas empresas possuem um canal próprio no site do YouTube, sendo que no último ano esse índice era situado em 57%.

No caso do Facebook, o número de empresas que possui pelo menos uma página nesta plataforma é de 74%. Apesar de sua recente implementação, a rede Google+ também já é utilizada por 48% das grandes corporações.

O “Estudo Global Social Media Check-up” foi desenvolvido pela empresa Burson-Marsteller, com dados da Visible Technologies, que se dedica ao acompanhamento, análise e serviços de mídias sociais para empresas internacionais.

Fonte:Exame

Microsoft dá adeus ao Windows Live no novo sistema operacional

A Microsoft dá adeus à sua marca Windows Live, que concentrou diversos serviços da empresa desde 2005. Com a chegada do novo sistema operacional Windows 8, todos os recursos voltam a ser individualizados.

Entre os serviços que faziam parte do Windows Live estavam o Hotmail, Skydrive, Movie Maker, Messenger e Calendário. Todos agora serão independentes. No entanto, o domínio live.com ainda poderá ser usado por muitos deles, segundo a empresa.

De acordo com a Microsoft, alguns nomes serão simplificados. A própria empresa admitiu que a falta de investimentos e a diversidade de nomes para o mesmo serviço influenciou a decisão da extinção do Live.

Outra novidade é que o Skydrive virá como algo nativo ao Windows 8. Ou seja, todos que tiverem um login de sistema já poderão utilizar os 7GB gratuitos disponíveis na versão gratuita.

Fonte: NE10

Desktop perde a preferência dos consumidores

De acordo com uma pesquisa do Ibope Inteligência, em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), a preferência dos consumidores em 2012 será por laptops e tablets. Os resultados mostraram que 32% dos consumidores no mundo todo têm a intenção de comprar um laptop, 24% desejam comprar um tablet e 22% demonstram interesse em adquirir um desktop.

A Dell é a marca favorita na escolha de laptops (18%) e desktops (15%). Em segundo lugar vem a Apple (16% e 13%), seguida da HP (13% nas duas categorias), Acer (9% e 6%, respectivamente) e Samsung (7% e 6%, respectivamente). No Brasil, Apple e LG dividem as intenções de compra. Em segundo, empatam Samsung e Dell e, em terceiro, Acer e HP.

No mercado de tablets, a marca criada por Steve Jobs também lidera. Quase metade dos consumidores (47%) pretende adquirir um tablet da empresa. Em seguida está a Samsung (12%), Dell (4%), e Amazon, Sony e RIM/BlackBerry (3% cada).

Variação

A aquisição de laptops em 2011 ficou praticamente estável no mundo todo, com 60% em 2012 e 59% no ano passado. Já a posse de desktops apresentou queda no mesmo período, de 73% para 68%. No Brasil, em 2011, a posse de desktops foi de 37%, enquanto a de laptops, 16%.

Fonte: Computerworld

O Jubileu de Ouro dos Beach Boys

Não é só a rainha da Inglaterra quem comemora um jubileu importante neste 2012. Os Beach Boys, um dos mais importantes grupos da música pop mundial, completam 50 anos de carreira, lançam um novo disco – That’s Why God Made the Radio (EMI) – e fazem uma turnê para comemorar a data.

Formado originalmente pelos irmãos Brian, Carl e Dennis Wilson, o primo Mike Love e o amigo Al Jardine, os Beach Boys rivalizaram em talento e projeção com os Beatles durante meados dos anos 60, sempre liderados pelo talento de Brian, um dos mais geniais e atormentados compositores do século passado (e desse também). Primeiro, com canções que falavam de garotas, carros e ondas, embora somente um integrante do grupo soubesse nadar e surfar – Dennis, que ironicamente morreu afogado. Com isso, o grupo, sempre com harmonias vocais elaboradas, acabou se tornando sinônimo de surf music, com sucessos como Surfin’ USA, Surfin’ Safari, Hawaii, 409 e muitos outros.

Depois de todos os problemas, brigas, processos e mortes, os membros restantes do grupo – Brian, Mike, Al, Bruce Johnston (que entrou para a banda em 1965, quando Brian decidiu não mais fazer turnês) e David Marks – se reuniram para, provavelmente, um último esforço criativo, que terminasse o ciclo do grupo de maneira majestosa, como merece a sua obra.

That’s Why God Made the Radio é um disco que traz de volta os vocais angelicais, os carros, as ondas, as garotas de biquíni, as melodias intrincadas e algumas letras onde impera a agonia. Mas, acima de tudo, é um disco que recoloca o grupo no patamar de qualidade de seus melhores trabalhos. No mínimo, o novo disco é o melhor lançado desde Surf’s Up (1971).

Brigas

Como em toda família, as brigas também são uma marca registrada na história dos Beach Boys, principalmente entre Mike Love e Brian Wilson, pelo posto de líder da banda e pelo controle artístico do grupo. Mike sempre mais comercial enquanto Brian se colocava (mesmo que sem querer) na condição de gênio louco.

Por coincidência, o trabalho anterior dos Beach Boys foi lançado pouco depois da visita de Mike, Al, Bruce e Carl ao Rio, na época da Eco 92. Summer in Paradise foi um disco capitaneado por Mike Love, cheio de baterias eletrônicas e canções que tentavam ser ensolaradas, mas que pecavam pela falta de inspiração e pelo excesso de sons eletrônicos. That’s Why God Made the Radio veio para colocar as coisas em seu devido lugar.

Entretanto, rumores de que Mike Love – que detém os direitos sobre o nome Beach Boys – estaria negociando shows com sua banda cover (onde o único outro membro original é Bruce Johnston) na América do Sul, causaram mal estar entre os outros integrantes (em especial Brian) e podem até ofuscar um pouco do brilho da volta da banda, causando novas brigas.

Pet Sounds x Sgt. Pepper’s

Quem acha que Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band é o disco mais importante da história do rock deve procurar ouvir Pet Sounds (1966), disco que inspirou os Beatles a experimentar e serviu como modelo a ser superado por Lennon, McCartney & Cia. Em Pet Sounds os Beach Boys deixaram de lado a surf music para criar sons, texturas, melodias e harmonias que emocionam até hoje, apesar de, na época do seu lançamento, não ter agradado muito o público americano e os executivos da Capitol, gravadora da banda. No disco está, por exemplo, a canção God Only Knows, que, segundo Paul McCartney é a sua composição favorita.

Pet Sounds é o divisor de águas na carreira dos rapazes da praia, que apesar de alguns ótimos momentos nos anos seguintes, nunca mais conseguiram repetir o êxito e coesão criativa alcançados com ele, muito por causa da instabilidade mental de Brian.

Perdendo o foco

Brian Wilson sempre foi uma figura singular. Com um pai severo e controlador, o jovem Brian conviveu desde cedo com a pressão de tornar a banda em um sucesso. Em 1965, ele decidiu parar de fazer turnês para poder se concentrar na composição, produção e gravação das canções que fariam parte dos álbuns do grupo.

Porém, após o relativo sucesso de Pet Sounds e a audição do disco Revolver, dos Beatles, Brian decidiu que iria produzir o melhor álbum de todos os tempos. Porém, alguns problemas viriam a impedir Brian: o crescente uso de drogas, a pressão da gravadora e dos membros do grupo pelo lançamento do disco (que iria se chamar Smile) e um surto depressivo de Brian após ouvir Sgt. Pepper’s, que o fez desistir do projeto e até mesmo queimar as fitas com algumas das gravações já feitas.  Com isso, as canções de Smile foram sendo espalhadas por vários discos dos Beach Boys, até que em 2004 Brian resolveu terminar o projeto, compondo e recuperando algumas das canções perdidas. Mais recentemente os tapes originais de Smile foram lançados em vários formatos (inclusive um box com cinco CDs, um vinil duplo, dois compactos e um livro, com o título de The Smile Sessions, acabando com o mito do melhor disco não lançado de todos os tempos.

A depressão de Brian e o sua deterioração mental fizeram com que ele vivesse recluso, deitado em uma cama de areia durante anos. Brian chegou a ser demitido dos Beach Boys e para a sua volta (em meado dos anos 70) um professor foi contratado para ‘ensinar’ a ele as canções que ele havia composto.

Brian só voltou a produzir de verdade a partir de 1988, quando lançou seu primeiro disco solo. A partir dai, passou a lançar álbuns com freqüência e até voltou a fazer turnês – chegou a tocar no Brasil – no finado Tim Festival de 2004 -, sempre com um ar meio perdido e ainda assustado por vozes que vez ou outra diziam que iriam matá-lo.

That’s Why God Made the Radio

Primeiro disco de inéditas desde Summer in Paradise (1992) e o primeiro com a participação de Brian Wilson desde Still Cruisin’ (1989) e também o primeiro lançamento da banda após a morte de Carl Wilson (em 1998). O projeto, que causou grandes expectativas desde que foi anunciado, mostrou-se um sucesso tanto artístico quanto comercial (chegou ao 3º lugar na parada americana).

O disco, que foi precedido de uma nova gravação de Do it Again (faixa bônus na edição japonesa do disco) foi produzido por Brian, que também compôs a maior parte das músicas do álbum, That’s Why God Made the Radio, o disco tem todos os ingredientes de um clássico dos Beach Boys: letras falando sobre garotas, ondas e amores, vocais criativos e intrincados e até mesmo uma boa dose de humor, em momentos que o grupo brinca com o fato de estarem voltando, como na letra de Spring Vacation.

Spring Vacation
Good vibrations
Summer
We’re back together
Easy money, ain’t life funny

O disco começa com Think About The Days, que lembra um canto religioso, com inspiração em faixas como Our Prayer (do álbum Smile) e One For The Boys (do primeiro disco solo de Brian Wilson) onde as vozes de Brian, Al, Bruce voltam a se encaixar como nos velhos tempos, com a luxuosa ajuda de Jeff Foskett, hoje o responsável pelos falsetos que eram a marca registrada do jovem Brian, hoje um senhor de 70 anos.

A faixa-título, e primeira música de trabalho do disco, têm um sabor de novidade com um som totalmente característico do melhor dos Garotos da Praia. Não surpreende que ela tenha sido escrita em 1988. Na verdade, é uma música atemporal, que traz a alegria das canções ensolaradas do início da década de 60. Esse clima se repete em Beaches in Mind e Daybreak Over the Ocean, canções onde Mike Love parece assumir o comando.

Mas é mesmo Brian a principal força do disco. Com composições densas, harmonias mais elaboradas e muitos ecos do Summer of Love. O ponto alto talvez seja mesmo Summer’s Gone, que segundo Wilson, foi composta para ser a última música do último disco dos Beach Boys (será?).

Summer’s gone
It’s finally sinking in
One day begins
Another ends
I live them all and back again

That’s Why God Made the Radio traz aos fãs um disco que resgata o som que tornou a banda um ícone do rock. Se a produção a partir de meados dos anos 70 foi sempre inconsistente, pendendo para o fraco, o novo disco confirma que, bem produzidos, com os egos e mágoas deixados de lado, mesmo que apenas por algum tempo, os Beach Boys continuam relevantes e infinitamente mais afinados que a maioria dos jovens grupos em atividade.


Uma versão editada deste texto foi publicado no jornal O Fluminense

Skol faz parceria alcoólica para o dia do amigo

Ação online ganha as ruas com venda de garrafas de Skol pelo Groupon

A Skol está preparando uma campanha integrada com criação da F/Nazca para celebrar o dia do Amigo, data comemorada em 20 de julho. Desde a última semana, a marca colocou no ar um site que calcula as dívidas “sentimentais” que os amigos mantêm. De acordo com as informações apresentadas pelo usuário, o sistema entrega como resultado quantas latas de Skol seriam necessárias para pagar a dívida e ainda dá a possibilidade dos amigos marcarem o local e a data do encontro para o acerto de contas.

Além disso, a marca fechou uma parceria com a plataforma de compras coletivas Groupon que venderá vouchers que oferecem duas garrafas Skol de 600 ml por R$ 1,99 e escolher em qual bar quer usar o cupom. Ao todo, serão 1.000 bares participantes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza. Esta é a primeira vez que a Skol promove uma ação que saíra do digital para o ponto de venda.

De acordo com Marcelo Penna, diretor geral de atendimento da F/Nazca, amizade e diversão sempre estiveram presentes no DNA de Skol. “Mais uma vez a Skol é pioneira ao desenvolver uma ação integrada entre trade, o Groupon e todas as plataformas digitais da marca, onde amigos poderão fazer um ‘acerto de contas’ de forma irreverente e bem humorada”, avalia.

Fonte: Meio & Mensagem

Microsoft diz para usuários desativarem barra lateral no Windows 7

O cúmulo do abrsurdo! A Microsoft reconhece a falha e manda os consumidores se danaraem.

Ao invés de corrigir as vulnerabilidades com os Gadgets e a Barra Lateral no Windows Vista e Windows 7, a Microsoft está aconselhando os usuários a desativar os recursos completamente.

Os Gadgets e a Barra Lateral permitem aos usuários adicionar informações visuais e pequenos programas ao desktop do Windows, como relógios, tocadores de música e leitores de feeds RSS.

A Microsoft lançou uma correção para desativar ambos os recursos. Esses recursos se forem deixados habilitados, podem permitir a execução de código arbitrário, e acabar permitindo que atacantes assumam controle completo do sistema, adverte a empresa.

Pesquisadores estão se preparando para revelar as vulnerabilidades nos Gadgets na conferência Black Hat deste mês. A MS descreve a correção como uma solução temporária, por isso é possível que a empresa lance uma adequada e definitiva.

De acordo com o site The Verge, a Microsoft vai eliminar ambas as ferramentas no Windows 8. Eles estão disponíveis nas edições Consumer e Release Preview do Win8, mas tal como o Aero, não devem aparecer no produto final. É importante notar que a correção de segurança não se aplica a qualquer versão do Windows 8.

O triste fim dos Gadgets e da barra lateral não é uma surpresa. O recurso não tem sido muito popular, e a Microsoft entrega apenas nove de seus Gadgets no Windows 7. A empresa oferecia mais apps online, mas parou de fazê-lo. O site da empresa agora aconselha os usuários a não procurar Gadgets de fontes não confiáveis.

Fonte: Site: IDG Now!

Maroon 5 superexposto

Overexposed (Universal), título do quarto disco de estúdio do grupo norte-americano Maroon 5, consolida a banda como uma das mais bem sucedidas do cenário musical atual. Com ótima performance nas paradas americanas e britânicas e chegando ao primeiro lugar na Escócia e na Coreia do Sul, o disco mostra a evolução de Adan Levine como cantor e compositor.

Alavancado pelos singles Payphone (com a participação do rapper Wiz Khalifa) e One More Night, Overexposed se beneficia também da decisão de usar vários produtores, criando sonoridades diferentes, neste que pode ser considerado o seu trabalho mais pop.

Lá fora o álbum recebeu críticas boas e más, apesar do sucesso nas vendas. A maior reclamação é sobre o pequeno espaço que os outros membros da banda receberam neste disco e que o Maroon 5 tentou ser extremamente pop (no que parecem ter sido bem sucedidos). Tirem suas conclusões.

Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense.

Thin Lizzy ao vivo

Um dos grupos mais influentes no cenário do hard rock dos anos 70 e 80, o irlandês Thin Lizzy, ganha o lançamento do DVD Live at the National Stadium – Dublin (Universal), que captura a banda em plena forma durante a turnê do álbum Fighting (1975).

Ainda com sua formação clássica – comandada pelo baixista/guitarrista/cantor/compositor Phil Lynott, morto em 1986 – o Thin Lizzy mostra, mesmo com os poucos recursos da época, como era possível tocar alto e forte. O DVD também traz o making of da última turnê da banda com Lynott e um documentário sobre a vida de Phil Lynott, poeticamente chamado de RenegadeThe Philip Lynott Story, que conjuga entrevistas e números musicais.

Mas o melhor mesmo é ver a banda tocando em sua cidade natal, em frente a uma plateia totalmente dentro do som e do clima do espetáculo, que é o único registro ao vivo das canções de Fighting. São 90 minutos de puro rock’n’roll.

As canções do DVD

1. Fighting My Way Back
2. It’s Only Money
3. Wild One
4. For Those Who Love To
5. Showdown
6. Suicide
7. Rosalie
8. The Rocker
9. Sha La La
10. Still In Love With You

The Sun Goes Down: Documentary
1. Are You Ready?
2. Cowboy Song
3. Baby Please Don’t Go
4. The Sun Goes Down

Philip Lynott – The Renegade: Documentary
1. Ode To A Blackman
2. Renegade
3. Whisky In The Jar
4. The Boys Are Back In Town
5. Wild One
6. Yellow Pearl
7. Kings Call
8. Waiting For An Alibi
9. Killer On The Loose
10. Are You Ready?
11. Dear Miss Lonely Heart
12. The Rocker
Bonus
1. Are you ready to rock?
2.Whiskey in the Jar.
3.Old Town

Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense.

David Bowie comemora 40 anos de Ziggy Stardust com edição remasterizada

Quem me conhece sabe que nem de longe sou fã de David Bowie, mas algumas de suas gravações são importantes para a história da música. É o caso de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars.

Para comemorar os 40 anos do disco que lhe catapultou ao estrelato, David Bowie volta ao mercado com uma edição especial de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars (EMI), lançado originalmente em 1972 e criando a aura de gênio andrógeno.

Escrito enquanto Bowie gravava o disco Hunky Dory (1971), Ziggy Stardust foi produzido por Bowie e o engenheiro Ken Scott e teve a participação de Mick Ronson (guitarra, piano, backing vocals, arranjos de cordas), Trevor Bolder (baixo), Mick Woodmansey (bateria), Rick Wakeman (teclados) e backing vocals de Dana Gillespie em It Ain’t Easy.

Ao contrário da edição comemorativa dos 30 anos de lançamento, essa nova versão não traz nenhuma faixa bônus. Todo o foco foi dado na melhoria da qualidade do som. Para isso, a remasterização ficou por conta de Ray Staff, engenheiro original do Trident Studios, em Londres.

The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars é um disco fundamental na história do rock e que serviu para abrir as portas para uma série de artistas que viriam seguir os passos de David Bowie.

Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense.