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As empresas aéreas e as novas ‘Classes Econômicas’

Enquanto no Brasil aparecem as ‘Econômicas Premium’, lá fora a tendência são as ‘Econômicas Básicas

Uma das principais (e justas) reclamações dos viajantes brasileiros é em relação ao preço das passagens aéreas e a qualidade dos serviços prestados.

Enquanto no Brasil as empresas criam Classes Econômicas Premium para tentar compensar o aperto e a ausência de um simples amendoim ou barrinha de cereais, lá fora — principalmente nos Estados Unidos — as grandes companhias tentam combater os preços das empresas low-cost criando as Classes Econômicas Básicas.

Mas o que são as ‘econômicas básicas’?

Econômica básica é a denominação que algumas empresas — Delta e American, para citar alguns exemplos — utilizam para as passagens que praticamente não dão direito a nada (muitas vezes nem mesmo bagagem de mão). Há outros nomes como Eco Promo ou Light, mas a premissa é a mesma.

A ideia por trás dessas tarifas é rivalizar com os preços das empresas low-cost e ultra-low-cost, que, por lá, realmente cobram preços bem abaixo das companhias normais. Empresas que se encaixam na categoria ultra-low-cost (Allegiant, Frontier e Spirit, por exemplo) não chamam suas econômicas de Basic Economy. Afinal, isso seria um pleonasmo.

Sendo assim, fica claro que essas novas classes não possuem uma cabine especial. Elas se situam na mesma boa cabine onde os passageiros das classes econômicas normais se espremem.
Nada de barrinha de cereais

Nessas tarifas o passageiro geralmente não tem o direito de levar bagagem despachada, escolher o assento — o que não chega a ser um inconveniente em viagens curtas, mas que pode ser um empecilho para famílias em viagens mais longas — e não ganha nem uma barrinha de cerais sem ter que pagar.

Ah, em algumas empresas o assento nem mesmo reclina!

A vantagem é que as tarifas normalmente compensam, caso você esteja indo fazer um bate e volta, principalmente.

Mas vale destacar que na maioria das vezes não é possível fazer upgrade (nem mesmo pagando) e não há possibilidade de reembolso da passagem em (quase) nenhuma circunstância.

Portanto, nada de atrasos ou no shows.

Low-costs são confiáveis?

Assentos não reclináveis da Spirit

Essa é outra pergunta muito comum entre os brasileiros, já que não estão acostumados com empresas cobrando barato por qualquer tipo e voo. A resposta é simples: sim!

As razões para os preços serem mais baratos são muitas, mas a segurança e pontualidade dos voos é acima da média.

Essas empresas usam aeroportos secundários e suas partidas têm horários (muitas vezes) pouco convencionais e o uso de papel é mínimo.

Também não é incomum o funcionário que faz o check-in ser o comissário de bordo.

Na Europa, por conta das distâncias menores, utilizar o serviço dessas empresas pode ser muito interessante do ponto de vista econômico.

Dependendo da época do ano e da antecedência da compra da passagem, é possível ir de Londres para Edimburgo por meras £6!

Letrinhas pequenas

Como já citei, há várias restrições contidas nas tarifas chamadas básicas. É preciso ler com muito cuidado as letrinhas pequenas onde estão detalhadas as características de cada bilhete. Pode ser que o preço não compense.

Veja também em quais aeroportos a empresa atua. O custo do deslocamento pode ser até maior que o do voo.

Outro ponto importante é o acúmulo de milhas. Em alguns voos o acúmulo é normal, mas pode ter milhas reduzidas ou até mesmo não acumular milhas.

Caso queira despachar alguma bagagem, a tarifa média cobrada é de US$ 30.

Fora de alinhamento

Há empresas que não oferecem esse tipo de bilhete básico. Entre elas estão Avianca, Caribbean Airlines, e a Copa estão nessa categoria de dissidentes. Fique atento.

Dicas importantes

• Leve pouca bagagem. Tente ser o mais leve possível;

• Se for preciso levar alguma bagagem para despachar, procure fazer isso na hora da compra da passagem. Normalmente as tarifas são mais baratas.;

• Leve seus próprios salgadinhos ou lanches. Não há restrições;

• Leve seu game/laptop ou smartphone. Não é comum ter nenhum tipo de entretenimento nos voos;

• Faça uma pesquisa de preços e dos aeroportos utilizados antes de fazer a sua reserva.

Algumas características das principais ‘Econômicas Básicas’ (EUA/Canadá/México)

Aeromexico (Basic)

Permite uma bagagem de mão e um item pessoal (laptop), desde que os dois itens (combinados) não ultrapassem os 10 kg. Oferece refrigerantes e snacks. Milhas são creditadas em quantidade reduzida.

Air Canada (Economy Basic)

Permite uma bagagem de mão e um item pessoal (laptop). Oferece refrigerantes e snacks.

Não indica limite de peso, mas é bom checar. Não acumula milhas.

American Airlines (Basic Economy)

Permite uma bagagem de mão e um item pessoal (laptop). Oferece refrigerantes e snacks.

Não indica limite de peso, mas é bom checar. São creditadas apenas 50% das milhas.


Delta (Basic Economy)

Permite uma bagagem de mão e um item pessoal (laptop) e a escolha de acentos na hora do check-in. Oferece refrigerantes e snacks.

Não indica limite de peso da bagagem de mão e item pessoal, mas é bom checar. Milhas são creditadas normalmente como nas tarifas cheias.

United Airlines (Basic Economy)

Não permite bagagem de mão. Apenas um item pessoal que não ultrapasse as medidas 22cm x 25,4cm x 43cm. Oferece refrigerantes e snacks. Algumas milhas são creditadas.

Allegiant (Economy)

Não permite bagagem de mão. Apenas um item pessoal que não ultrapasse as medidas 17cm x 38cm x 40cm.

Cobra por todas as bebidas e salgadinhos. Milhas são creditadas normalmente como nas tarifas cheias.

Air Transat (Eco promo ou Eco)

Permite uma bagagem de mão e um item pessoal (laptop). Não indica limite de peso da bagagem de mão e item pessoal, mas é bom checar.

Oferece refrigerantes e snacks. Milhas são creditadas normalmente como nas tarifas cheias.

Frontier (Standard Fare)

Permite um item pessoal desde que não ultrapasse as medidas 20cm x 35cm x 45,7cm.

Cobra por todas as bebidas e salgadinhos. Milhas são creditadas normalmente como nas tarifas cheias.

Interjet (Light)

Permite uma bagagem de mão e um item pessoal (laptop), desde que os dois itens (combinados) não ultrapassem os 10 kg. Oferece refrigerantes e snacks. Milhas são creditadas em quantidade reduzida.

Europa

As principais empresas low-cost da Europa são:

Ryanair, Eurowings e EasyJet. Já usei os serviços das três e não me arrependi.

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Dicas de Viagem IV(c): Minivisto para a Europa

Dicas de Viagem V: Tipos de tomadas pelo mundo

Dicas de Viagem VI: Não se aperte com comida

Dicas de Viagem VII:  Vinho quente nos jardins de Paris

Dica de Viagem VIII: comer e beber bem em Veneza

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Os melhores cartões de crédito para acumular milhas e viajar

Levantamento do site Melhores Destinos aponta o Porto Seguro Visa Infinite como a melhor opção para os viajantes

Um dos grandes hábitos de quem gosta de viajar é acumular milhas nos seus cartões de crédito para trocar por passagens, seguros e outras vantagens. O site Melhores Destinos fez o seu ranking anual com os melhores cartões do mercado nesses quesitos.

O levantamento é bastante completo e elege os melhores 14 cartões, destacando suas diferenças, benefícios e o valor da anuidade de cada um deles.

Veja as diferenças aqui e leia o estudo completo neste link.

Porto Seguro Visa Infinite

O cartão Porto Seguro Visa Infinite foi considerado o mais vantajoso para quem gosta de viajar (infelizmente, não possuo um desses). Ele tomou a liderança do Santander Unlimited Mastercard Black (o antigo campeão), por ser mais acessível (você não precisa ser cliente na Porto) e por ter anuidade decrescente (quanto mais usa, menos paga).



Confira os dez primeiros do ranking
.

Fonte: Melhores Destinos

Leia outros posts sobre viagens

Dicas de Viagem V: Tipos de tomadas pelo mundo

Você pode achar que está preparado para a sua viagem – passagens compradas, hotéis reservados, passeios programados, seguro de viagem confirmado, etc. – mas será que você está mesmo? Sabe se vai conseguir carregar seus equipamentos eletrônicos?

Tomadas diferentes

Provavelmente você já se perguntou o porquê de o Brasil adotar um tipo de tomada que só existe por aqui. Essa escolha, que parece favorecer apenas aos fabricantes nacionais, ajudou apenas a complicar ainda mais a vida dos viajantes.

Praticamente cada país usa um tipo de tomada próprio e, embora sempre haja a boa vontade dos atendentes dos hotéis ao redor do globo, nem sempre dá para viver sem um adaptador próprio.

Adaptadores

Clique e procure o seu adaptador

Apesar de baratos, os adaptadores são um dos acessórios imprescindíveis em uma viagem ao exterior. Imagine chegar na Itália e descobrir que não há como carregar seu celular ou filmadora. Não é nada bom.

 

Infelizmente, com a invenção da nova tomada brasileira, a coisa ficou ainda mais confusa e, muito provavelmente, você vai precisar levar um adaptador do novo tipo brasileiro para qualquer outro existente (de preferência as de dois pinos ou duas lâminas/pinos achatados) e comprar um adaptador para as tomadas do país onde está, de preferência ainda no aeroporto ou em alguma loja de eletrônicos.

A coisa é mesmo difícil e vale pesquisar sobre o assunto antes de viajar.

Abaixo exemplos das tomadas ao redor do mundo.

Outros bizus

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Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

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Dicas de Viagem IV(c): Minivisto para a Europa

Dicas de Viagem IVc: minivisto para a Europa

Brasileiros precisarão de ‘minivisto’ eletrônico antes de viajar à Europa. Medida entra em vigor em 2021

A série de dicas para evitar ser barrado em um país estrangeiro já deveria ter terminado, mas a notícia de que a União Europeia vai passar a exigir um visto eletrônico para que cidadãos de vários países (inclusive o Brasil) me fez repensar e incluir mais um post na série.

A exigência só vai valer a partir de 2021 e é parte de uma estratégia para aumentar a segurança e evitar atentados terroristas e a imigração ilegal, alguns dos problemas mais graves do continente.

Como vai funcionar

O Etias (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem, na sigla em inglês) nem vai mudar muito a vida do turista brasileiro, apenas aumentar um pouco a burocracia na hora de planejar uma viagem. Segundo as informações divulgadas, o viajante que quiser visitar Paris ou Roma, por exemplo, terá que preencher um cadastro e pagar uma taxa de 7 euros (cerca de R$ 32, em valores de julho de 2018).

Relembrando: hoje, os turistas brasileiros que querem viajar para um dos países da União Europeia precisam apenas de um passaporte válido e responder a algumas perguntas sobre o motivo da viagem, além de comprovar a existência de um seguro de viagem e de fundos suficientes para se manter durante a estadia.

Quando o Etias estiver em vigor, será necessário preencher um formulário online com dados pessoais, número do passaporte e histórico anterior de viagens (o que deve facilitar a aceitação no continente). Esse formulário precisará ser preenchido com pelo menos 96 horas de antecedência do embarque e, conforme já mencionei, também será cobrada a tal taxa de 7 euros de taxa, sendo ou não concedida a autorização.

Os seus dados serão checados por vários órgãos – entre eles a Interpol – para saber se há algo que desabone a sua entrada no Velho Continente.

E o Reino Unido?

O Etias vai abranger toda a Área Econômica Europeia (AEE) e os países membros da Associação de Livre Comércio Europeia. Ou seja, toda a União Europeia, além da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. São, no total, 36 países que utilizarão a nova diretriz. Mas, e o Reino Unido? Bem, as Irlandas, a Inglaterra, País de Gales, Escócia, além de países como Bulgária, Croácia, Chipre e Romênia não vão exigir o Etias. Porém, como ele será exigido em caso de escalas em países da União Europeia, sua obrigatoriedade acontecerá em quase 100% dos casos.

Tempo de validade

A autorização de entrada na Europa será válida por até três anos.

Boa viagem (antes de 2021)!

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Continuando as dicas para evitar problemas no desembarque em solo estrangeiro, chega a hora de falar de um item importante e muitas vezes negligenciado pelo viajante: o seguro viagem.

A importância do seguro

Antes de falarmos sobre quais países exigem o seguro, é importante dizer que ele é importante para a sua saúde e segurança. Ao contrário do que muitos pensam, o seguro viagem não é apenas um plano de saúde. Ele cobre vários outros itens, como perda de bagagem, despesas jurídicas e remarcação de passagens, entre outras coisas. Mas, mesmo que sua função fosse apenas cobrir gastos médico-odontológicos – e falo por experiência própria – ele já seria mais que útil, já que uma consulta médica na Europa pode desfalcar em muito o orçamento.


Seguro ou Assistência Viagem?

Embora exista essa diferenciação, para o viajante o nome não faz muita diferença. O importante é saber quem se está contratando e quais as condições do produto escolhido. O importante é saber se você terá que pagar pelos procedimentos médicos (escolhendo os locais de consulta e exames, por exemplo) ou se terá que se dirigir até um local credenciado pelo seguro. Há prós e contras nas duas modalidades, mas a disponibilidade financeira é mesmo o mais importante na hora de decidir.

Normalmente, em uma emergência, ter a liberdade de escolher onde ir é muito bom, mas os custos podem ser bastante altos. Para os que se preocupam com a burocracia, aviso que já utilizei essa modalidade e não tive nenhum problema com o reembolso das despesas. Uma boa notícia é que as seguradoras, na maioria das vezes, vendem os dois serviços no mesmo pacote. É preciso ler bem as letras miúdas do contrato.

Leve em conta também que alguns países da Europa exigem um seguro com cláusulas especiais (falaremos disso mais para frente no texto).

Quanto custa?

Essa é a grande pergunta. O custo do seguro depende muito do tempo, destino da viagem e do tipo de cobertura que se escolhe. Comparado com outras despesas (até mesmo taxas de embarque) o seguro é barato e há maneiras de deixa-lo ainda mais em conta ou até sem qualquer custo. Em 2017, para uma viagem de 17 dias para os EUA, o gasto foi de menos de R$ 300. Há vários sites onde é possível comparar preços de diversas seguradoras.

Como conseguir o seguro grátis

Hoje em dia há várias maneiras de conseguir bons descontos ou até mesmo o seguro de maneira grátis. Clubes de milhagens, programas de descontos e até mesmo cartões de crédito oferecem seguros de viagem para seus associados. É preciso verificar todos os seus programas e quais as condições e características do seguro disponível. Existe a possibilidade das condições e preço não serem interessantes, mas também é possível conseguir um produto que satisfaça as suas necessidades totalmente de graça.

Quanto tempo de cobertura?

Esse é um item com o qual o viajante novato costuma se enrolar. O seguro precisa cobrir desde o dia do embarque até a data do desembarque de volta. Não adianta fazer o seguro para o dia da saída do voo, mas sim da chegada! Esse cuidado é importante para a sua segurança e para os fiscais alfandegários.

O seguro é obrigatório?

Sim, é obrigatório para quem vai viajar para a Europa, Estados Unidos, Cuba e alguns outros destinos.

Europa x EUA

Há diferenças nas exigências dos seguros para os Estados Unidos e para a Europa.
Na Europa é preciso que o seguro cubra pelo menos 30 mil euros em despesas médicas – pode parecer muito, mas como já mencionei, o preço é bastante baixo e vale muito. Mais importante ainda, sem ele a sua entrada no destino está gravemente ameaçada. A regulamentação do Velho Continente é guiada pelo Tratado de Schengen, um acordo feito por vários países – Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Romênia e Suécia – e que obriga todas as pessoas de outros países que vão para lá, a fazerem um seguro de viagem.

Atendimento em português?

Normalmente as seguradoras oferecem telefones onde podemos conversar com alguém em português (voz ou mensagens instantâneas), mas é muito importante ler as letras pequenas do contrato, para ter certeza desses detalhes.

E se o seguro falhar?

Como dizem os ingleses: shit happens. Embora as chances de alguma zebra com o seu seguro acontecer seja raríssima, imaginando que você escolheu uma boa seguradora, a possibilidade sempre existe.

Caso tenha dificuldades em entrar em contato com a sua seguradora quando estiver no exterior, o ideal é deixar cópias dos seus documentos e do contrato com alguém de sua confiança no Brasil, onde será (em teoria) falar com a empresa. Se o problema for algum reembolso não efetuado, a dica é guardar todos os comprovantes dos pagamentos realizados para poder reclamar nos órgãos competentes – A Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), ou mesmo para acionar a seguradora na Justiça.

Caso tenha dúvidas ou algum aspecto que ache que devesse ter sido abordado, deixe um comentário no post ou envie um e-mail para blogdoferoli@gmail.com

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Dicas de Viagem – Escócia – Parte IV – Um roteiro dos TOP 10 imperdíveis na capital

Edinburgh Castle

A capital da Escócia é um sonho! Duvido que alguém conheça e não caia de amores. E não interessa se o céu está azul e o sol brilha, ou se é um dia tipicamente escocês, com chuva e muito, muito vento.

Edinburgh é uma cidade linda e cheia de programas maravilhosos para fazer.

Mas o que não dá para perder numa primeira visita?

Para facilitar a vida de quem tem pouco tempo e quer ver só o principal, selecionei dez atrações imperdíveis em Edinburgh. Como já estava prometido uns posts atrás

Tive a chance de apresentar a cidade para alguns amigos, que ficaram curiosos de eu tanto falar. Para eles, costumo dizer, sem medo de errar: a Escócia é dourada.

Edinburgh também!

Apesar de ser bem cosmopolita, é uma cidade pequena para os padrões brasileiros. E para quem já conhece Londres, por exemplo. O que é melhor ainda!

Então, a primeira dica para quem vai é: conheça a cidade a pé!

Com uma arquitetura basicamente vitoriana, a sensação é que as coisas não mudaram muito por ali com o passar dos séculos. É a capital escocesa desde 1492.

Dividida em Old Town e New Town, tem muitas de suas ruas principais ligadas por vielas, ladeiras e escadarias. Por isso, para ir de um lado para o outro, prepare as perninhas para trabalhar!

1 – Castelo de Edimburgo

Construído a 120 metros de altura do nível do mar, o Edinburgh Castle é onipresente. Onde quer que você esteja ali no centro da cidade, ele está te vigiando. A estrutura, que já sofreu várias transformações e reconstruções ao lono do tempo, guarda mais de 1.400 anos de história.

A cidade nasceu em torno no castelo. Isso lá pelo século IX. A Castle Rock, montanha onde a construção foi erguida, é, na verdade, um vulcão extinto que, estima-se, esteve em atividade há uns 340 milhões de anos.

Irado, não?

Visitar o castelo é atravessar toda a história do país e da cidade. Foi moradia preferida dos reis da Escócia até a união com a coroa inglesa, em 1603, e seus dangeons serviram de prisão para os jacobitas, um pouco mais de um século depois. Também teve papel estratégico importante durante a segunda grande guerra para o exército britânico.

Do alto do pátio está uma das mais belas vistas da cidade. No interior, as Joias da Coroa escocesa (Crown Jewels) e a Pedra do Destino (Stone of Destiny), a famosa rocha onde os monarcas eram coroados, levada para Londres e foi devolvida à Escócia em 1996.

Dica de ouro: programe-se para estar no castelo às 13h em ponto. De segunda a sábado, o One O’clock Gun, um canhão que fica no Mills Mount Battery, é acionado — proteja os ouvidos!

2 – Royal Mile

Robert Fergusson

É a rua mais turística e movimentada da cidade. Na verdade, a Royal Mile é uma sucessão de ruas que descem do Castelo até o Palácio de Holyroodhouse.

A extensão entre um e outro é de exatamente uma milha — ou seja, quase dois quilômetros de subidas e descidas cheias de atrações.

Desde os primórdios, foi a rua mais importante da cidade. E mantém seu status. Um status tão importante que estou pensando em fazer um post especial com cada uma das paradas que devem ser feitas ao longo da Royal Mile, para você não perder nem um centímetro desses quase dois quilômetros.

Na foto, a estátua do notável poeta escocês Robert Fergusson, em frente à Kirk of Canongate, construída entre 1688 e 1691, na Old Town.

3 – Palace of Holyroodhouse

Se o Edinburgh Castle era o preferido da realeza escocesa, o Palácio de Holyroodhouse é o favorito da realeza inglesa há gerações. É a residência oficial da Rainha Elizabeth II quando está no país. E está aberta a visitação, para quem tiver um tempinho sobrando.

É possível passear por vários ambientes do palácio em uma visita guiada. Mas apenas quando a família real não está na área. Incluindo a Galeria de Artes da Rainha, que por si só já vale o bilhete.

Mas não deixe de visitar as ruínas da Abadia, nos jardins do palácio, que data de 1128.

4 – Holyrood Park & Arthur’s Seat

Ruínas da St. Anthony’s Chapel

O parque fica bem ao lado do Palácio de Holyroodhouse, com o luxo de ter uma enorme montanha só pra ele. Outro vulcão extinto.

O monte é conhecido como Arthur’s Seat e tem algumas trilhas que levam ao seu topo. As vistas para a cidade são as mais arrasadoras da região. Quem assistiu a Trainspotting 2 vai identificar logo o local.

Trainspotting 2

São 251 metros de altura. Mas a subida é muito mais tranquila do que pode parecer a princípio. E vale muito à pena. A vista é realmente de tirar o fôlego (tanto quanto a subida!), e pode se ver quase toda cidade e muito dos seus arredores.

No parque, as atrações são algumas ruínas e lagos — como a St. Anthony’s Chapel, que data de 100 —, que dão fotos espetaculares para guardar pro resto da vida.

5 – Grassmarket

Last Drop Pub, na Grassmarket. Prisioneiros eram executados em frente ao pub

A praça não fica muito distante da Royal Mile. É cheia de restaurantes e pubs; um lugar bacana para sentar e beber e ver o tempo passar.

Uma informação macabra é que a praça já foi local de execução pública. O nome de alguns pubs por ali fazem referência ao fato e não me deixam mentir.

6 – National Museum of Scotland

É a casa da ovelha Dolly! Tá lá o primeiro clone “britânico” empalhada no museu, que a Dolly é escocesa. O acervo do museu é bem diversificado e vale uma visita.

A melhor parte é a que conta muito da cultura e história do país, mostrando tradições e inovações tecnológicas.

A entrada é gratuita!

7 – Princes Street, Rose Street e Princes Street Gardens

A Princes Street é passagem obrigatória para quem cruza da New Town para a Old Town e vice-versa.

É a rua mais comercial da cidade, tipo um shopping a céu aberto. Lojas famosas como a Jenners, a Galerie Lafayette escocesa, estão ali.

Na rua paralela, a Rose Street é um grande calçadão. Cheia de pubs e restaurantes charmosos, é perfeita para descansar das compras e curtir uma boa refeição.

Se de um lado a Princes Street tem lojas e magazines, do outro fica um belo parque. O Princes Street Gardens tem pequenos cafés para lanches rápidos e diversos banquinhos para descansar — olhe a plaquinha ao sentar!

Passear por ali é uma delícia, sempre com vista para o castelo. Se estiver na cidade durante a primavera, não deixe de procurar pelo Floral Clock. O relógio de flores é o mais antigo do mundo e marca as horas de verdade!

8 – Scott Monument

O monumento que fica na Princes Street é uma homenagem da cidade ao popular escritor escocês Sir Walter Scott.

Sua torre de 61 metros de altura oferece uma vista incrível do centro e do castelo.

Subir os 287 degraus é para os fortes, mas compensa!

9 – The Balmoral

Hotel de luxo em pleno centro da cidade. Pode não ser pro seu bico, mas vale foto, especialmente ao anoitecer, quando seus contornos de arquitetura vitoriana ficam iluminados.

A construção data de 1895, resultado de uma competição financiada pela Scottish Railway para dar um up no turismo local. Do gaélico, The Balmoral significa morada majestosa. Em 1991, depois de ter sido trocado de dono, o hotel foi reinaugurado com presença de ninguém menos que Sir Sean Connery.

Em fevereiro de 2007, J.K. Rowling se trancou no quarto 230 para terminar a saga Harry Potter. Anos mais tarde, a escritora escocesa retornou ao mesmo quarto para ser entrevistada por Oprah.

10 – Calton Hill

Outra das montanhas bem no centro da cidade. A Calton Hill fica na New Town. O acesso é bem fácil, com subida pouco íngreme e com o caminho de pedras.

Para encontrar o acesso, é só seguir pela Regent Road e logo chega lá. O lugar também oferece um linda vista panorâmica da cidade e arredores. Do alto, pode-se ver o Arthur’s Seat e o porto de Leith, além de Portobello Beach.

Alguns dos monumentos mais famosos da cidade, como Dugald Stewart Monument, Nelson Monument e o National Monument, estão no alto do Calton, onde também acontece, tradicionalmente, a festa pagã de Beltane.

Texto de Débora Thomé

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Escócia I

Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

Dicas de Viagem – Escócia – Parte III – Afinal, o que não pode ser deixado de fora?

Outros posts sobre viagens e turismo

Número de brasileiros deportados dos EUA aumenta 29% entre 2016 e 2017

Antes de passar para o tópico Seguro de Viagem, das nossas Dicas de Viagens, acho que vale mostrar que a coisa não está fácil para os brasileiros que vivem nos Estados Unidos e, por conseguinte, para os brasileiros que pretendem viajar para o país.

Segundo dados oficiais do governo norte-americano, entre 2016 e 2017 houve um aumento de 29% de brasileiros deportados dos EUA. Foram 1.095 deportados em 2016, contra 1.413 em 2017.

As razões

Segundo alguns especialistas, um dos motivos para o aumento do número de brasileiros deportados é a entrada nos EUA com visto errado, embora permanecer no país após o prazo permitido também seja uma razão relevante.

De acordo com um relatório divulgado em dezembro pela Human Rights Watch, durante os sete primeiros meses da presidência de Trump, o número de imigrantes detidos no interior e não nas fronteiras dos EUA – sendo muitos deles arrancados de suas famílias e comunidades – aumentou 43% em comparação com o mesmo período em 2016. As detenções de imigrantes sem antecedentes criminais quase triplicaram.

Vale lembrar que se o seu visto for negado, um outro só pode ser pedido depois de seis meses e, caso seja deportado, a pessoa ficará sujeita a impedimento de retorno aos EUA por um período que varia entre 3 e 10 anos.

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Dicas de Viagem Parte I – Programação

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Dicas de Viagem Parte IV(a) – Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro

Viajar para o exterior requer uma série de procedimentos e precauções. Nada pior do que ter as férias ou uma viagem de trabalho frustradas por ter a sua (ou de algum acompanhante) entrada barrada no país de destino. Muita gente acha que é só obter o visto de entrada e tudo está resolvido. Ledo engano! O visto é muitas vezes obrigatório, mas não garante nada. Além disso, há muitos outros fatores que podem contribuir para que sua entrada seja negada em algum território. Neste post vou apontar os principais pontos que devem ser observados para garantir que sua admissão seja quase garantida. Portanto, preste atenção nessas Dicas para não ser barrado em um país estrangeiro.

Os vistos

Bem, para início de conversa, verifique se o país para o qual está indo e – MUITO IMPORTANTE – todos os países onde eventualmente fará escalas exigem visto. Caso o seu voo faça uma escala, digamos, no Canadá, é obrigatório que você tenha o visto de entrada no país ou você não vai seguir viagem (veja abaixo a lista dos países que exigem visto). As coisas são mais simples quando a viagem é para a América do Sul (para a maioria dos países não é necessário nem passaporte, apenas um documento de identidade original com foto, em bom estado (de preferência com menos de dez anos de emissão, como o RG ou a CNH). Porém, lembre-se de que mesmo a obtenção do visto (muitas vezes com o pagamento de taxas não muito suaves) não garante nada. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, “certificados de hospedagem, comprovantes do objetivo da viagem, cartas-convite e bilhetes de retorno ao Brasil podem ser exigidos pelas autoridades estrangeiras”. Fique preparado!

Pesquise também o tempo que cada país demora para a emissão do visto. Não são raros os problemas técnicos que podem fazer com que o documento demore meses para chegar até as suas mãos. Portanto, nunca marque sua passagem antes de ter certeza de que conseguiu o visto.

Onde o visto é obrigatório

Afeganistão, Angola, Arábia Saudita, Argélia, Austrália, Azerbaijão, Bangladesh, Bahrein, Belize, Benin, Brunei, Burkina Faso, Burundi, Butão, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Canadá, Catar, Chade, China, Comores, Coreia do Norte, Costa do Marfim, Cuba, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Eritreia, Estados Unidos, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiana Francesa, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Iêmen, Ilhas Cook, Ilhas Kiribati, Ilhas Marianas, Ilhas Marshall, Ilhas Maurício, Ilhas Salomão, Índia, Irã, Iraque, Japão, Jordânia, Kuwait, Laos, Lesoto, Líbano, Libéria, Líbia, Madagascar, Malawi, Mali, Mauritânia, Moçambique, Moldova, Myanmar, Nepal, Níger, Nigéria, Omã, Papua-Nova Guiné, Paquistão, Quênia, Quirguistão, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Síria, Somália, Sri Lanka, Suazilândia, Sudão, Sudão do Sul, Tadjiquistão, Taiwan, Tanzânia, Timor Leste, Togo, Turcomenistão, Uganda, Uzbequistão, Vanuatu, Vietnã, Zâmbia e Zimbábue.

Visto não exigido para viagens de até 30 dias

Bolívia, Cazaquistão, Cingapura, Honduras, Ilhas Maldivas, Indonésia, Micronésia, Nauru, Nicarágua, República Dominicana, República do Palau e Tonga.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 60 dias

Samoa Ocidental e Venezuela.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 90 dias

África do Sul, Albânia, Alemanha, Andorra, Argentina, Armênia, Áustria, Bahamas, Belarus, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Botsuana, Bulgária, Chile, Chipre, Coreia do Sul, Costa Risca, Croácia, Dinamarca, Dominica, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Geórgia, Granada, Grécia, Guatemala, Haiti, Holanda, Hong Kong, Hungria, Ilhas Fiji, Ilhas Seychelles, Ilhas Tuvalu, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Jamaica, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macau, Macedônia, Malásia, Malta, Marrocos, México, Mônaco, Mongólia, Montenegro, Namíbia, Noruega, Nova Zelândia, Palestina, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Rússia, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Martinho, São Vicente e Granadinas, Sérvia, Suécia, Suíça, Suriname, Tailândia, Trinidad e Tobago, Tunísia, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Vaticano.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 180 dias

Antígua e Barbuda, Barbados, Colômbia e Grã-Bretanha.

Valores de alguns vistos

Austrália US$ 135
Canadá US$ 150
Estados Unidos US$ 160
Nova Zelândia US$ 140
China / Taiwan US$ 100
Rússia US$ 160

Cuidado com a bagagem e declare tudo

Problemas na bagagem são um dos principais motivos para barrar a entrada de estrangeiros. Sendo assim, muito cuidado ao aceitar levar encomendas para amigos ou conhecidos. Virar mula e ser preso ou deportado por conta de um favor, não é bom.

Outra dica muito importante é declarar tudo. Caso esteja levando algum produto que possa ser considerado agrícola (café, por exemplo), de origem animal (patês, etc) ou que possa infringir alguma lei sanitária do país de destino (queijo, etc), declare! Normalmente o viajante precisa preencher um formulário respondendo uma série de perguntas sobre o que está levando e, em caso de dúvida, opte por dizer que sim. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, essa tática pode até ser benéfica, já que você é atendido por um agente da imigração fora da fila normal e, caso não tenha nada de ilegal na sua bagagem, pode ganhar um tempo precioso.

No próximo post: A importância do seguro de viagem e de ter um roteiro definido.

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Outros posts sobre viagem e turismo

Azul e Emirates são escolhidas as melhores companhias aéreas

O site Melhores Destinos – um dos que indico para pesquisa de preços de passagens aéreas – divulgou recentemente o resultado do seu prêmio sobre as melhores empresas no ramo de (suspense) viagens! Este ano foram mais de 68 mil participantes que votaram em 14 categorias.

Na categoria melhor empresa aérea (nacional e internacional) as vencedoras foram a Azul e a Emirates. As duas já haviam sido as vencedoras em 2017 e repetiram a dobradinha esse ano. Minhas experiências com a Azul foram mais que satisfatórias – embora conheça gente que acha a companhia muito ruim – e sobre a Emirates eu não posso comentar (ainda). O que me decepcionou foi o 14º lugar da British Airways (atrás até da Delta), já que considero a empresa uma das melhores em termos de serviço e conforto, e da Alitalia, que ficou nas últimas posições e da qual tenho boas lembranças.

Os itens avaliados foram preço, serviço de bordo, entretenimento, atendimento e avião, com os internautas dando notas de 1 a 10 para cada um desses quesitos.

Nacionais

A letra A parece estar em alta no Brasil. Azul e Avianca ficaram nas primeiras posições, bem à frente das grandes Latam e Gol, o que não é de se admirar, já que o preço e principalmente o serviço das duas líderes da pesquisa dão um banho nas que ficaram nas piores posições. Destaque também para os aviões da Azul, que foram muito bem avaliados em termos de limpeza, idade, etc.

Internacionais

O grande destaque – além da vencedora Emirates – foi novamente a Azul, que terminou numa ótima 3ª posição. Os resultados foram mais apertados, com a Qatar ficando na segunda posição por muito pouco (veja quadro abaixo e clique para ampliar).

No fim, fica a conclusão de que as empresas mais tradicionais estão oferecendo uma experiência que deixa muito a desejar para os seus clientes. O prêmio serve também para acabar com alguns preconceitos sobre determinadas companhias.

Boa viagem!

Fonte: Melhores Destinos

British Airways oferece voos grátis para crianças até 12 anos (na Inglaterra)

Seguindo a onda dos posts sobre a Escócia – da Querida Debinha Thomé – aproveito para divulgar uma ação que, sei lá o porquê, não recebeu a divulgação que merece, já que serve para todas as famílias que tenham filhos menores de 12 anos. A British Airways está com a promoção Kids fly free (Crianças voam de graça) – que dá voos de graça – para alguns destinos com voos saindo de Londres.

A promoção contempla até a época de férias escolares e vale tanto para a ida quanto para a volta, uma tremenda economia par as famílias. Para tanto, as reservas precisam ser feitas até o dia 13 de maio e os voos precisam acontecer entre os dias 1 de junho e 5 de novembro. Os destinos englobados na promoção são: Belfast, Edimburgo, Glasgow, Aberdeen, Leeds e Newcastle.

Ainda há outras boas promoções que incluem passagens grátis para os pimpolhos no Heathrow Express – que faz a ligação entre o aeroporto e a estação de Paddington, no centro de Londres – e até refeições grátis em alguns restaurantes do terminal 5 do aeroporto de Heathrow.


Portanto, caso esteja planejando uma viagem para Londres e uma esticada até algum dos destinos contemplados pela promoção, aproveite.

Saiba mais no link (em inglês).

Nota do editor: Infelizmente o blog não tem nenhuma parceria com a British Airways, mas posso dar o testemunho de que a empresa tem o melhor serviço de bordo, de entretenimento e a melhor classe econômica entre as companhias que operam o trecho Rio-Londres.

Dicas de Viagem – Escócia – Parte III – Afinal, o que não pode ser deixado de fora?

Mel Gibson – Braveheart

Conversei com o chefe feroli e a culpa de ainda não ser desta vez que exibirei meus dotes geométricos é dele. Blame on him!

Mas é verdade; além das considerações acerca de clima e etc., que abordei no post anterior, tem mais coisa para levar em conta na hora de montar o seu roteiro de viagem para a Escócia.

Vamos a elas, então — e deixemos o trabalho mastigado para o fim; a cereja do bolo.

Até aqui concordamos que o mês campeão para viajar para a Escócia é maio (ou não; é com você) e que o ideal é reservar um mínimo de dez dias para ter uma experiência realmente válida nessa trip (embora eu tenha feito justamente o contrário na minha primeira vez).

É preciso destacar uma outra possibilidade, a de montar um roteiro temático — ilhas, castelos, Outlander, Harry Potter, etílico — coisa bem modinha. Basta escolher o que pretende fazer e arregaçar as mangas na pesquisa. Prefiro seguir meus instintos e conhecer o que vai me chamando mais atenção, em vez de afunilar opções desse jeito.

Mas vamos pensar no que não pode faltar nesse itinerário. Pablo, uma nota:

EDINBURGH

Conhecer a capital escocesa deve ser a sua primeira opção. Sempre. Se você não conhece nada da Escócia nem nunca pisou no país, comece por Edinburgh. Caso tenha apenas quatro ou cinco dias para passear em solo escocês, escolha Edinburgh. Ou, até, se dispõe de 15, 20 dias para perambular pelo território, o ponto de partida precisa ser Edinburgo.

Mas e se você conhece Edinburgh e já passou alguns dias na cidade alguma vez na vida?

Edinburgh é um lugar que tem uma magia pairando no ar. O guia da tour Dark Edinburgh, que fiz em 2016, garante que é karma esse negócio, e que nem sempre é bom. Achei marketing dele.

E tem uma penca de filmes sendo rodados no país e, mais especificamente, na cidade.

Trainspotting 1 e 2, Sunshine on Leith, Cova rasa, Filth, Carruagens de fogo, Um dia e, mais recentemente, Avengers – Guerra Infinita, que entra em cartaz no próximo dia 26.

Para além da capital

Tá certo, todo mundo quer ouvir gaitas de foles, ver homens de saias, conhecer castelos medievais e beber umas boas doses de whisky. Só que a Escócia vai muito, mas muito além disso daí.

Montanhas nevadas, campos, vales, cachoeiras, castelos, cenários de cinema, penhascos paradisíacos, sítios arqueológicos, aurora boreal, animais exóticos, praias de “dar surra no Caribe”. Tem tudo isso e muito mais para se ver na Escócia.

O país, embora pequeno, é dividido em nove regiões:

– Edingurh and the Lothians
– Southern Scotland
– Glasgow and the Clyde
– Central Scotland
– Argyll & Bute
– Northeast Scotland
– The Highlands
– Skye an Western Isles
– Orkney and Shetland

Repito: a escolha é sua. Tem que ser sua. Só estou por aqui para dar aquele famoso empurrãozinho e te guiar com uma mão amiga.Portanto, confira no resumo a seguir alguns dos detaques/o que fazer/ver de cada uma das nove regiões de ‘Bonnie Scotland’. O que pode te facilitar muito a vida! De nada!

1 – Edingurh and the Lothians

O canhão original dos disparos, hoje substituído por um armamento mais moderno

Embro, para os mais íntimos, é a capital escocesa desde 1492. A cidade cresceu à margem do Firth of Forth, ainda no século IX — uma região bastante acidentada (leia-se: vai precisar do joelho em dia para perambular pelos altos e baixos e muitas, muitas escadarias do local) com direito até a um vulcão adormecido, onde foi erguido o famoso e onipresente castelo.

Tem muito a se fazer na Auld Reekie (“velha fedorenta”), como costumavam chamá-la no século XVIII. Mas se você dispuser de pouco tempo, escolha sair do e subir a Royal Mile até o Edinburgh Castle para uma visita — vai ter post especial com roteiro para a cidade, mais à frente, onde eu detalho o que observar nesse 1,6 km de ruas.

Dica de ouro: ajuste seu pace para cobrir toda a milha a tempo de estar a postos no castelo antes das 13h. Assim dá para assistir ao tradicional disparo de canhão da Mill’s Mount Battery, que fica na face norte do cartão postal da cidade, realizado há mais de um século e meio. O One O’Clock Gun só não acontece aos domingo. E é impreterivelmente às 13h. Afinal, britânicos, né gente.

2 – Southern Scotland

Rosslyn Chapel, famosa pela ‘ponta’ nas franquias de Dan Brown

Uma parte da Escócia que pouco ou quase nada conheço. Repleta de abadias e castelos, a região fez filhos pródigos como Robert Burns, o famoso bardo escocês, e Sir Walter Scott, também escritor e poeta de fama mundial. Guarda recantos medievais, como a Rosslyn Chapel (basicamente tudo o que conheci da área), muita arquitetura renascentista.

 

Fundada em 1451, a Universidade de Glasgow é uma atração pela sua arquitetura

3 – Glasgow and the Clyde

Maior cidade do país e a mais populosa do Reino Unido fora da Inglaterra, Glasgow (ou Glesga, como eles pronunciam por lá), acaba subestimada se comparada com a capital Edinburgh. Mas não se engane, tem muita riqueza por lá. Não à toa, o lema da cidade é “Let Glasgow flourish”.

Traduzido do gaélico, Glasgow significa “vale verde”. Mas há tempos que a cidade transpira progresso e tendências. De um centro mercantil de grande importância no século XVI ao terceiro maior centro de comércio do Reino Unido, a cidade vem acompanhando as mudanças e o crescimento econômico mundial através dos séculos.

Berço de feras do rock como Mark Knopfler (Dire Straits) e os irmãos Angus e Malcolm Young (AC/DC), a cidade respira cultura — seu patrono é St. Mungo, também patrono da cultura e das artes. Está em Gesga um dos museus mais legais que já tive a oportunidade de visitar, o Kelvingrove Art Gallery and Museum, que fica no coração da ebulição noturna e cultural da cidade, entre o West End, a Universidade de Glasgow e o River Clyde — onde estão localizados vários pubs e galerias de artes e ciências.

Em tempo: embora pareça estranho, não deixe de visitar o cemitério da cidade, o Necropolis; tão legal quanto o Père-Lachaise, em Paris.

4 – Central Scotland

A vista do Castelo de Stirling para o Wallace Monnument

– Stirling
– Falkirk
– The Kelpies
– St. Andrews
– Doune Castle
– Trossaschs National Park
– Loch Lomond
– Battle of Bannockburn Centre

Prato cheio para quem é fã de Braveheart, William Wallace e toda essa fase histórica de heróis e vitórias do país.

 

Vista aérea de Oban, uma das pequenas grandes cidades mais legais que já vi na vida

5 – Argyll & Bute

É uma das regiões mais antigas da Escócia, a oeste do país. Há duas informações importantíssimas sobre a área: tem o pôr-do-sol mais bonito que presenciei na Escócia e reúne uma enorme quantidade de destilarias de whisky do país — alguns dos melhores, inclusive.

Por enquanto, além de Oban, apenas conheci Mull. Mas Islay e Jura estão na lista para as próximas passagens por lá.

Não deixe de passar pela menor maior destilaria escocesa, bem no centro de Oban, saboreie o melhor fish&chips de todo o Reino Unido (ou não, né) em uma barraquinha ao lado da entrada da estação de ferry-boat, e faça sua viagem a Mull para conhecer o castelo da família de Sean Connery e então siga até Kintyre para pisar na mesma areia da praia onde foi gravado o clipe da música dos Wings que leva o nome do lugar.

6 – Northeast Scotland

Na peça de Shakespeare, Macbeth residia neste castelo, vai saber…

A região banhada pelo Mar do Norte. A má notícia é que trago pouca informação de lá.

Nunca fui, pouco pesquisei a respeito. Há rumores de que a região guarda impressionantes sítios arqueológicos, remanescentes dos Pictish, povo que habitava a região desde, bem… sempre.

Parece que ganharam esse nome pelo hábito de se tatuarem.

Vale a visita por essas curiosidades e para visitar o Glamis Castle, lar de veraneio da Rainha Vitória em Aberdeenshire. Desculpem, mas é só.

7 – The Highlands

O Culloden Battefield, perto de Inverness, onde os clãs escoceses foram dizimados, em 1746

Sem dúvida, a região que mais atrai turistas. E a culpa é de um único escocês famoso: o monstro do lago Ness. Mas tem muito, muito mis para ser conferido por lá.

Tem para ver:

– Inverness
– Culloden
– Fort William e Mallaig (entre essas duas cidades, sugiro pegar o trem do Harry Potter, é verdade, o trem do Harry Potter!!!)
– The Cairngorms
– Ben Nevis (a montanha mais alta de todo o Reino Unido)
– Glen Coe, Ullapool
– Kyle of Lochalsh
– John O’Groats

8 – Skye an Western Isles

Neist Point, o lugar mais DUCA onde já pisei

As raivosas correntes do Atlântico que açoitam a costa oeste do país não poderiam ter feito um trabalho artístico mais perfeito na natureza. A Ilha de Skye é totalmente formada por penhascos cobertos de acidentes geológicos absurdamente espetaculares. Para completar, o tom profundo do azul do mar se confunde com o do céu e engolem, ambos o horizonte.

Ali, naquele pedacinho de lugar, mora a mais fiel definição para a palavra INFINITO.

Se vocês querem ter orgasmos visuais e perseguir paisagens de tirar o fôlego, Skye, senhoras e senhores, é o lugar a visitar.

E palavras mais, não tenho para descrever.

9 – Orkney and Shetland

Reprodução da internet das Callanish Standing Stones, em Orkney

São as duas ilhas mais distantes da costa escocesa, no extremo norte do país. Ainda não conheço, mas já estão na lista.

Principalmente Orkney, onde se pode ver tesouros da Era da Pedra em sítios arqueológicos absurdamente bem conservados, como Skara Brae e as Callanish Stand Stones, que bota Stonehenge no chi-ne-lo.

Estou trabalhando, embora lentamente, num itinerário que inclua, pelo menos, Orkney. Mantenho vocês informados.

Nota do editor: Embora já tenha sido abordado no post anterior, lembro que todos devem evitar viagens no fim do outono e no inverno. Mesmo uma criatura dotada de generosa camada de tecido adiposo vai sentir muito frio por lá.

Texto de Débora Thomé

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Escócia I

Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

Outros posts sobre viagens e turismo

Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

Letreiro no aeroporto de Edingurgh, perto do ponto dos ‘tram’, como eles chamam o VLT

Existe uma corrente de nômades-mochileiros-viajantes-das-galáxias que defende a elaboração de roteiros geométricos. O objetivo, dizem, é economizar tempo, dinheiro e energia. Dá um trabalho do cacete fazer isso. Principalmente se você é libriano raiz, que fica totalmente perdido quando é obrigado a escolher entre tantas opções.

Aconteceu comigo. E foi uma morte horrível.

O lado bom é que agora tenho vários roteiros prontos, coisa de deixar o velho Euclides, pai da geometria, superorgulhoso!

Nos nossos próximos encontros por aqui explicarei como fazer um bom roteiro pela Escócia. E prometo mostrar minha experiência geométrica. Agora vamos falar de uns outros detalhes importantes. Tipo: qual é a melhor época do ano para visitar a Escócia? Eu poderia responder, simplesmente: TODAS.

Mas aí acabariam o post e a expectativa. Sendo assim, precisamos considerar alguns aspectos de calendário. E do mapa mundi também.

A Escócia fica ao norte do Reino Unido. Tem ilhas que pertencem ao país que estão até mais para a Noruega do que propriamente para a Escócia. E, vamos combinar, se a Inglaterra já tem fama de ser um lugar frio e chuvoso, imagina a Escócia, né. Por lá eles dizem que o país tem duas estações do ano: inverno e julho.

Já dá pra perceber que não é recomendável programar a viagem, especialmente se for a primeira visita, para os meses que correspondem ao inverno no hemisfério norte. Deixa pra fazer isso quando você estiver mais “corajoso”. Bem mais. Daí você fica de olho num troço chamado Hogmanay, o réveillon escocês, uma festa que dura TRÊS DIAS, companheiros, TRÊS! Com direito a banho no gelado Mar do Norte logo ao amanhecer.

Por outro lado, não acredito que seja uma boa ideia programar a estada para o verão deles, em julho/agosto. Até porque, como dizem por lá, o verão na Escócia dura apenas um dia.

Brincadeiras à parte, é bom ressaltar que em julho e agosto os europeus estão viajando. E os americanos também. E os japoneses (e esses são incrivelmente muitos). As cidades estão mais cheias, as atrações a serem visitadas são disputadas palmo a palmo e fica tudo mais caro. Muito mais caro. Sem falar na dificuldade de encontrar vagas em hotéis, que passam a ter diárias com valores exorbitantes, principalmente na capital escocesa, Edinburgh, que já não é um lugar barato. Mas não dá pra deixar fora da mira.

Outro aspecto negativo desses meses, que são o auge do verão, é que a Escócia fica mais verde. E a Escócia não pode ser vista tão verde, seria um absurdo; porque verde é a Irlanda.

A Escócia é dourada…

Kilt Rock, em Isle of Skye, nas Highlands

E é preciso conhecê-la na plenitude de seu tom mais belo sim. Portanto, esqueçam a fase de festas — Fringe, Military Tattoo e Highland Games — e optem por marcar viagem para o país na primavera ou no outono. A boa notícia é que nessa ocasiões os valores das passagens de avião estão sempre com valores mais agradáveis.

Por coincidência ou não, mesmo com o meu aniversário em outubro, nunca passei a data no “meu” país. Sempre opto por viajar na primavera. E em maio. Isso porque além da estação do ano, tenho levado em consideração outos tipos de calendário: o de corridas (esse eu explico em um papo bem mais reto, bem mais adiante) e a RODA DO ANO.

A melhor coisa que fiz na minha última viagem à Escócia foi levar em consideração o calendário pagão, que ainda é celebrado em várias partes do Reino Unido. Por isso, de olho nos Sabbats, defini, inicialmente, dois meses como preferidos: maio, mês de Beltane, comemorado no dia 1º, e outubro, mês de Samhain (pronucia “sôu-en”), a festa das bruxas, no dia 31.

Acabei indo em maio, e a experiência, amigos, de assistir ao Beltane em Edinburgh, num frio de 10 graus e sensação térmica em torno de 5 graus, no alto da Calton Hill, ainda não consegui explicar com palavras. Só “ibagens”.

Portanto, para responder, de verdade, à pergunta-título do post: maio vence. Tem corrida (maratonas e meias de Edinburgh e de Stirling), tem festa pagã, temfestival de whisky; também há mais dias ensolarados, os animais (na maioria, cavalos, ovelhas e as famosas hairy-coo) ficam soltos nos campos, as bluebells, marchairs e primroses já desabrocharam e o o clima está mais seco (embora possa mudar enlouquecidamente em uma única tarde, várias e várias vezes).

Mas, mesmo enfrentado vento e chuva (não tem como escapar; dizem que é isso em qualquer época do ano), você consegue se livrar dos “blood-sucking beasties”, como o povo se refere aos mosquitos por lá.

Resumindo, então. Fatores para pesar na definição do mês da viagem (aconselho passear por lá por, no mínimo, no mínimo, dez dias):

– Suas férias
– Tolerância do frio
– Tolerância a grandes grupos de turistas
– Poder aquisitivo
– Tempo de planejamento

Como no próximo post já prometi exibir meus dotes geométricos (pode chamar assim?), esses dois últimos ítens dessa listinha acima abordaremos logo em seguida. Mesmo que eu acredite que poder aquisitivo vai de cada um, correto?

Até a próxima!

Texto de Débora Thomé

Leia também:

Dicas de Viagem – Escócia I

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Dicas de Viagem – Escócia I

Scots Wha Hae!

O amigo Feroli ousou, mais uma vez, abrir espaço para minhas sandices em seu blog. Desta vez, o convite é para falar de viagens, outra coisa que gosto pouco, além de shows e café. O problema é que tenho uma –fixação incontrolável– especialidade no quesito trip: Scotland.

Já nem lembro mais quando comecei a responder “Escócia”, sem piscar, quando perguntada sobre um lugar que sonhava conhecer. Data de antes de eu descobrir que os vocalistas das minhas bandas favoritas na adolescência eram escoceses. Ou que meu 007 preferido usava kilt. E ainda antes de Highlander, Rob Roy e Braveheart e muito, mas muito antes de… Valente 😬.

Descobri que começou assistindo aos MacGregor na sessão faroeste na extinta TVS.

O sonho de conhecer a Escócia foi realizado em 2010, numa Eurotrip, quando passei apenas quatro dias no país e achei que era a pessoa mais feliz do mundo.

Mas foi uma enganação do cacete aquilo.

Explico.

Hoje em dia ainda há pouca informação precisa na internet a respeito de viagens à Escócia. Imagina em 2010. Fui tateando no escuro. Noves fora, deu tudo certo.

Mas só conhecer a capital, Edinburgh, com um bate-volta até as “highlands” — peguei um busão na cidade e só fui até Fort Augustus e achei que estava abafando —, era um grão de areia na praia escocesa. E eu descobriria isso durante a ressaca que bate depois que voltamos duma viagem dessas.

Só na volta comecei a pesquisar de verdade sobre o país, porque voltei com um arrependimento enorme de só ter ficado lá por quatro dias. Comecei a procurar filmes ambientados (ou que falassem sobre) na Escócia. Pesquisei fatos históricos, personagens, música, folclore e aprendi alguns termos e frases em socottish english, glesga slang e até gaélico escocês!

Achar que lá é a terra do whisky, do kilt e da gaita de foles é pensar muito pequeno.

Televisão, telefone, radar, bicicleta, pneu, geladeira, papel higiênico, fotografia colorida, Sherlock Holmes, Peter Pan, clonagem (a Dolly é escocesa), Bóson de Higgs, Adam Smith (motor a vapor), David Hume (pai do iluminismo), James Watt (pai da economia), ultra-som, anestesia geral, insulina, penincilina. Tudo coisa de escocês.

Até a “Valsa da despedida”, amores, veio da Escócia, lidem!

Já deixei você com vontade de conhecer o país? Então acompanhe o Blog do Feroli, que vamos contribuir com uma série de posts ajudando a preparar sua viagem e apontando os cantos imperdíveis e coisas que você deve fazer de qualquer jeito para ter uma experiência maravilhosa no pequeno e bravo país chamado Escócia.

Na próxima participação darei dicas sobre a melhor época para visitar a Escócia e como planejar um roteiro épico (e básico) ao país.

Slàinte mhath!

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Programação

Dicas de Viagem – Orçamento

Dicas de Viagem – Transporte

Outros posts sobre viagens e turismo

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Chegar em uma cidade ou país diferente do seu é sempre um prazer, mas também traz seus desafios. Um dos principais é saber como se locomover e chegar até os locais de seu interesse. Nesse momento, muitas vezes o turista acaba embarcando em algumas furadas que podem (e devem) ser evitadas. Vale lembrar que, com exceção da maioria das cidades do Brasil, usar o transporte público é quase sempre a melhor opção.

Transporte no Brasil

Infelizmente a infraestrutura de transportes no Brasil é muito precária. Portanto, ao decidirmos por um destino nacional é preciso pensar bem se vale apostar em táxis, Uber ou similares, alugar um carro ou utilizar ônibus e metrô.

Caso o seu destino seja uma grande capital ou cidades de praia, montanha e serra, de grande fluxo de turistas, as chances de conseguir utilizar ônibus, metrô ou táxi, embora seja bom checar quanto custa a bandeirada do táxi e se existe mesmo a opção do Uber, são boas. Ônibus e metrô deveriam ser as decisões lógicas, mas a violência e a pequena malha metroviária inviabilizam ao turista utilizar esses meios de transporte sem correr nenhum risco, vide a situação da segurança em cidades como o Rio de Janeiro, Recife, Natal ou São Paulo. Nesse caso, a minha sugestão é mesmo utilizar táxi, Uber ou equivalente. Não vale correr o risco de seguir por um caminho errado e parar em uma área de risco. Em algumas capitais há bares e restaurante que possuem um serviço de transfer de hotéis até o estabelecimento. É sempre bom conferir essa opção.

Se o destino for uma cidade do interior, pode ser que alugar um carro seja uma opção mais em conta e mais prática do que o táxi. Um exemplo disso é Campos do Jordão. A cidade do interior de São Paulo, considerada a Suíça Brasileira, tem a maioria dos seus atrativos no centro de Capivari, podendo ser explorado a pé, sem problemas. Porém, dependendo da localização do seu hotel/pousada qualquer deslocamento pode exigir um carro ou táxi. O problema é que a bandeirada dos táxis faz com que qualquer corrida dificilmente saia por menos de R$ 50. Por esse preço, dependendo de quantas vezes você pretende se deslocar, vale mais a pena alugar um carro do que ficar na dependência dos táxis, que são poucos na cidade. Portanto, faça um cálculo aproximado de quanto deve gastar (normalmente as cidades turísticas possuem portais onde pode-se encontrar as informações básicas sobre preços dos transportes e distâncias dos principais pontos turísticos. Além disso, os próprios hotéis e pousadas costumam dar aos hóspedes esse tipo de informação. Vale ligar e checar.

No exterior

Caso a sua viagem seja para o exterior, mas o destino seja próximo (Argentina, Uruguai ou Chile, por exemplo) a dica é: use o táxi e, quando possível, o metrô. A diferença de câmbio favorece o turista brasileiro, tornando as viagens super baratas. Mas há de se tomar alguns cuidados. Em Buenos Aires, por exemplo, evite pagar as corridas com notas de valor muito alto. Há um enorme número de relatos de turistas que receberam o troco com notas falsas. Alugar um carro só mesmo se os planos incluírem deslocamentos por grandes distâncias. Normalmente não há problemas com as carteiras de motoristas. As emitidas no Brasil são válidas em praticamente todos os países.

Europa e Estados Unidos

Nos países do 1° Mundo a coisa é diferente. Cidades como Londres, Paris ou Nova York possuem sistemas de transporte público que são inimagináveis para o brasileiro comum. As redes de metrô levam a praticamente qualquer lugar e os ônibus são confortáveis e com intervalos mais que convenientes, embora sempre sofram com os engarrafamentos.

A grande dica para esses destinos é comprar passes relativos ao número de dias que você pretende ficar no destino. Normalmente há bilhetes para 1, 3 ou 7 dias. O melhor de tudo é que esses bilhetes permitem (na grande maioria das vezes) viagens ilimitadas em qualquer um dos meios de transporte (ônibus, trens e metrô). Há também a opção de comprar um cartão e carregar com o valor desejado, o que pode ser melhor para quem prefere caminhar. Porém, nas cidades citadas, as distâncias e a quantidade de atrações faz com que essa tática, apesar de saudável, seja pouco prática.

Há também a opção de incluir o transporte nos City Pass que oferecem descontos em atrações e evitam filas (falo sobre eles em um próximo post). É uma boa saída para economizar tempo e dinheiro caso a sua lista de atrações seja extensa e esteja contemplada na lista de locais englobados nesse passe turístico.

Pode-se comprar os City Pass no Brasil e receber em casa ou (minha opção preferida) recolher o passe em algum endereço da cidade destino (normalmente há algum ponto de recolhimento nos aeroportos ou perto dos centros turísticos e, algumas vezes pode mandar entregar no hotel onde vai ficar. Há também a opção de utilizar as cabines ou máquinas automáticas das estações de metrô locais, mas, mesmo com a possibilidade de usar o espanhol, pode ser complicado. Portanto, se você não domina a língua do país para onde vai, sugiro a compra antecipada – Dizer “A 7 day travelcard, please” deve funcionar nos guichês do metrô de países de língua inglesa.

Outra dica importante: verifique em qual parte da cidade você está hospedado e para onde vai precisar ir na maioria das vezes. O metrô costuma ser dividido em zonas (Londres é um exemplo disso) e a viagem para cada uma delas tem um preço diferente. Portanto, se você está na zona 1 e, no máximo, vai se deslocar para a zona 2, não é preciso comprar um ticket que dê direito de ir até as estações da zona 5. Observar esse detalhe pode economizar um bom dinheiro. Usei o exemplo de Londres, mas Nova York e Paris usam basicamente o mesmo sistema.

Nas três cidades há aplicativos que auxiliam o turista sobre qual a melhor linha e estação para chegar até determinado destino e o serviço de wi-fi nas estações funciona muito bem (esses aplicativos também serão tema de um post futuro).

Segurança

Apesar da possibilidade de você ser ameaçado por alguém portando ema faca ou uma arma de fogo, há um grande número de batedores de carteira (pickpockets) atuando nas estações de metrô de Londres e Paris (menos em NY) é grande. Muitas vezes á avisos sonoros nas estações avisando da atuação dessas gangues. Portanto, não relaxe apenas porque a sensação de segurança é grande. Não deixe sua carteira, bolsa ou celular dando mole. Mantenha sempre os olhos abertos e suas coisas perto de você.

Aluguel de carros

O aluguel de um carro pode ser feito de várias maneiras. Pode-se incluir essa opção na hora da compra da passagem aérea, diretamente nos sites ou balcões das empresas, no local de destino ou usando descontos de algum clube de vantagens (postos de gasolina ou cartões e crédito, por exemplo). Para destinos nacionais eu sugiro que o aluguel seja feito antes da chegada ao destino. Digo isso porque, apesar das grandes operadoras possuírem balcões nos principais aeroportos do país, a burocracia pode acabar causando dores de cabeça e atrasos. Além disso, é mais fácil verificar as diferenças de tarifa e os tipos de aluguel possíveis – quilometragem livre ou não, tipo de automóvel, wi-fi ou não, etc. – para as suas necessidades.

É possível andar sozinho nos ônibus de Nova York. O trânsito é pesado

Já para os destinos internacionais a burocracia é bem menor. Normalmente, em menos de meia-hora você resolve tudo e sai dirigindo um carro nos principais aeroportos do mundo. Outra facilidade é o grande número de locais onde você pode devolver o automóvel, mesmo em outra cidade/estado. Eu mesmo saí de Miami e fui até Nova York, dirigindo milhares de quilômetros e passando por mais de dez estados, sem nenhum problema (essa história ainda vai se transformar em uma série de posts). Outra coisa que vale destacar é que no exterior, além das marcas famosas, há muitas empresas que oferecem o serviço e que são extremamente confiáveis e, algumas vezes, com preços mais em conta. Mas aí, o melhor é conferir in loco todas as opções. No fim do post coloco o link para algumas empresas de aluguel de automóveis.

Para obter mais informações sobre o transporte público siga os links (em inglês)

Londres

Nova York

Paris


Empresas de aluguel de carros

Unidas

Localiza

Alamo

Caso tenha alguma sugestão sobre tema ou alguma crítica, deixe um comentário.

Dicas de Viagem Parte I

Dicas de Viagem Parte II

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Vamos continuar com as dicas pré-viagem. Mas antes, vamos relembrar algumas coisas que citamos na Parte I das Dicas de Viagem.

1- Já escolheu a época da viagem;
2- Já selecionou algumas opções de destinos (nacionais e internacionais);
3- Já definiu o orçamento e o tipo de viagem que gostaria de fazer;
4- Já fez uma pesquisa sobre as atrações e se há algum feriado ou evento na cidade destino que possa atrapalhar a sua diversão.

Chegou a hora de se aprofundar ainda mais na programação, a não ser que, como já citei no texto anterior, você seja um mochileiro, esteja viajando por impulso, ou seja daquele tipo de pessoa que acha que nada precisa de programação (um easy rider retardatário).

O Orçamento

Toda viagem depende, basicamente, de quanto você pode gastar. Há o mito de que as viagens nacionais são mais baratas do que as para o exterior. Infelizmente, muitas vezes é mais barato ir do Rio para Miami do que para Manaus ou Fernando de Noronha. O mesmo vale para as diárias de hotel. Muitos estabelecimentos em Nova York têm tarifas iguais às cobradas no Rio de Janeiro. Portanto, caso a sua intenção não seja fazer uma viagem curta e para bem perto, não fique preso ao conceito de que viagens internacionais são caras. No fim das contas, um fim de semana em Buenos Aires pode sair muito mais em conta do que um fim de semana em Recife.

Gastos obrigatórios

Há despesas óbvias e das quais não há como fugir. Passagens, hotéis, malas, vistos e seguros (no caso de destinos internacionais), são alguns deles. Os mais importantes são, claro, passagem e hospedagem. São esses gastos que podem definir a duração e o destino das suas férias. Há sempre maneiras de conseguir tarifas e/ou descontos para aliviar o bolso, desde que haja disposição para abrir mão de alguns luxos.

Viagens em ônibus regulares, nas classes econômicas de empresas aéreas de atendimento menos glamoroso e em voos com escalas podem fazer muita diferença, assim como quartos duplos em hotéis que não fiquem tão perto das atrações ou dos centros das cidades.

Dicas para economizar

Antes de fechar qualquer orçamento, lembre-se de verificar todo e qualquer programa de fidelidade do qual participe. Cartões de crédito e clubes de fidelidade podem dar descontos em hotéis, pacotes turísticos, seguros e muito mais. Então, faça uma pesquisa em todos os seus prêmios que possam estar pendentes.

Outra dica é verificar a enxurrada de sites que fazem levantamentos de preços de hotéis e viagens e que inundam os comerciais dos canais de TV. Infelizmente, nenhum desses sites ou aplicativos mostra todas as possibilidades de hospedagem ou preços de passagens. É preciso mesmo fazer uma verificação em cada um deles e – apesar de parecer uma aberração em tempos digitais – anotar as melhores tarifas de cada um deles, além dos sites de redes de hotéis e empresas aéreas.

Diferentemente de sites especializados em turismo, o F(r)ases da Vida não ganha nenhum centavo com opiniões positivas ou negativas sobre algum site ou companhia. Sendo assim, os links que vou indicar são por terem proporcionado boas experiências para este viajante.

Sites para pesquisa de passagens aéreas e hotéis

Trivago
Hoteis.com
Expedia
Booking.com
Accor Hotéis
Tripadvisor
Airbnb
Hotel Urbano
CVC
Kayak
Decolar
Maxmilhas
Viajanet
Latam
Gol
Azul
Skyscanner
Avianca
Birtish
American
Alitalia
Air France
United

No próximo post vamos falar mais especificamente sobre transporte.

Dicas de Viagem Parte I

Dicas de viagem I – Programação

O F(r)ases da Vida não é um blog especializado em viagens, mas tem expertise suficiente para dar algumas dicas sobre lugares, maneiras de reservar hotéis e atrações de maneira econômica e novidades do setor, além de sugestões e como programar a sua viagem de maneira eficiente. Uma vez por semana vamos publicar um post que (espero) vai ajudar na hora de decidir o que fazer.

Vamos ao primeiro post.

Os viajantes brasileiros vêm sendo assolados por mais e mais propagandas de sites de viagem, reserva de hotéis, etc. Mas a verdade é que nada vai ajudar a sua viagem se você não planejar o que quer fazer. Nada mais frustrante que fechar as datas de uma viagem e descobrir que aquele show que você queria ver acontece um dia antes da sua chegada ou um dia depois da sua partida. O mesmo raciocínio serve para um museu fechado ou um evento que interdite atrações ou torne o trânsito da cidade um inferno, entulhando de gente os transportes públicos e tornando praticamente inviável qualquer atividade turística. Portanto, a primeira coisa que é preciso fazer é decidir o que é prioridade na sua viagem.

Há várias razões para viajar. Pode ser para conhecer um país ou determinada cidade ou para participar de um evento (esportivo, musical ou de qualquer outra finalidade) ou até mesmo sem nenhum motivo específico, além do simples prazer de viajar. Seja lá qual for a razão, nada é justificativa para não aproveitar o máximo que o seu destino tem a oferecer por falta de planejamento. Claro que sempre haverá quem reclame de que a vida não é um roteiro de cinema, mas mesmo que você seja um mochileiro ou uma pessoa que já passou dessa fase, mas que quer acreditar que ainda está na casa dos 20, não há como fugir da obrigatoriedade de fazer um roteiro, mesmo que ele seja como de alguns filmes brasileiros, que começam querendo ser um documentário e terminam como uma obra surreal sobre a vida de alguém.

Então vamos lá. A primeira coisa é decidir qual a principal motivação da viagem. Se, por exemplo, a ideia é ir para um destino de praia e descansar vendo corpos bronzeados e experimentando drinks exóticos, a coisa pode ser razoavelmente simples, mas se você vai para um lugar onde as atrações são muitas e variadas (sítios arqueológicos, museus, shows, restaurantes, etc) volto ao ponto do primeiro parágrafo: é preciso pesquisar sobre o destino.

É imperativo saber o que e quando as coisas/lugares de interesse abrem e fecham e se há alguma atração de seu interesse acontecendo perto das datas nas quais você pretende viajar. Para isso, os blogs e sites especializados em viagem podem ajudar, mas não há porquê colocar para escanteio a ajuda de um bom agente de viagens. Claro que as redes sociais também podem ajudar, mas sugiro muita cautela com fontes de informações pouco confiáveis.

Amigos são sempre uma ótima escolha

As informações podem ser coletadas nos sites oficiais das autoridades de turismo do país ou cidade (algo como o nosso ministério ou secretarias de turismo), nos já citados blogs especializados em turismo (semana que vem indico alguns) ou nos sites das trações que se quer visitar, mas o melhor mesmo é seguir as indicações de amigos.

Caso tenha alguém (de confiança) que já tenha ido para o destino desejado, procure, pergunte, pegue todas a dicas possíveis. Nada como um turista para dar informações que muitas vezes não estão nos roteiros oficiais e que podem economizar muito tempo e dinheiro, além de permitir fugir de furadas e armadilhas para os mais desavisados.

Na próxima semana falo mais sobre como se programar e indico alguns sites para quem já escolheu o seu destino.

Leia outros posts sobre viagem e turismo

Cartórios conveniados com a PF poderão emitir passaportes

Os problemas para a emissão de passaportes vêm se repetindo ano após anos pelas mais diversas razões. A última delas, se dá por conta do temporal que atingiu o Rio de Janeiro nesta quinta-feira (14 de fevereiro de 2018). Agora, chega a notícia de que alguns cartórios vão poder emitir o documento. Se essa é uma notícia boa eu realmente não sei (dado os diversos casos de corrupção, além da burocracia), mas vale o registro, já que pode se tornar uma opção para quem não tem como se locomover até um dos postos da PF.

Cartórios conveniados com a Polícia Federal poderão emitir passaportes

Os cartórios de todo o Brasil receberam autorização para iniciar o processo de emissão de passaporte para cidadãos brasileiros. Com a novidade, não será mais obrigatório solicitar o documento apenas em órgãos públicos, assim diminuindo a burocracia. Mas atenção: a prestação deste serviço na unidade requer um convênio que terá de ser firmado entre a Polícia Federal e a Associação Nacional dos Cartórios de Registro Natural.

A Polícia Federal poderá autorizar, também, que os cartórios participem do processo de renovação de passaportes. Neste caso, quem pagar uma taxa extra pelo serviço poderá ir ao local, onde terá as digitais colhidas e enviadas à PF para validação dos dados pessoais. A medida administrativa foi anunciada em 26 de janeiro pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Marcio Evangelista, a medida não afeta a confiabilidade do passaporte brasileiro, que obedece a exigências internacionais de segurança. “A Polícia Federal continuará responsável por emitir o passaporte. O convênio só permitirá o compartilhamento do cadastro de informações dos cidadãos brasileiros com os cartórios, que apenas colherão as digitais e confirmarão para a Polícia Federal a identidade de quem solicitar o documento”.

Outro serviço disponibilizado é o de emissão de documento de identidade (RG), caso o cartório seja conveniado a Secretaria de Segurança Pública.

Fonte: Melhores Destinos

Mais conforto na classe econômica da Alitalia

Todo mundo que faz viagens longas nas classes econômicas sabe que as poltronas dos aviões costumam ser desconfortáveis e que nem sempre a empresa aérea acha interessante oferecer aos passageiros itens como kit de higiene, meias, máscaras ou travesseiros minimamente usáveis. De vez em quando uma companhia decide ser misericordiosa com os mais pobres e fazer uma graça. É o caso da Alitalia, que, desde meados do ano passado, passou a oferecer travesseiros ergonômicos para o povo do fundão.

Travesseiro ergonômico Alitalia

O travesseiro parece bom e, segundo a Alitalia, permite que o passageiro o utilize como um travesseiro macio e retangular padrão, aberto em dois, como um travesseiro de pescoço ou como um travesseiro de enfermagem, ajudando as mães que amamentam.

Espero poder experimentar em breve.

PS: Como é bom poder escrever sobre qualquer assunto, empresa ou produto, sem ter que se preocup01ar com nada.

Londres, uma cidade em constante movimento – Parte II

 

Fechando a pequena série sobre Londres, falo sobre segurança, esportes e passeios fora da cidade. Aproveite e (re)leia a primeira parte desse texto.


Ponto de partida para o resto do Reino Unido

BathLondres é uma cidade generosa. Dela você pode ir praticamente para qualquer cidade do mundo, com destaque para o Reino Unido, claro. O sistema ferroviário é pontual, barato e te leva para um número enorme de cidades. Mas o que deve mesmo chamar a atenção do trista são as excursões de um dia para locais como Bath ou Stonehenge.

Dica: Compre tudo o que puder no Brasil, com antecedência e descontos. Horários off peak são sempre mais baratos, mas não se engane: se o horário for 10h11 o trem vai sair 10h11, mesmo que você já esteja na plataforma. Não tem choro. Mas não deixe de pesquisar os preços antes de comprar seus tickets. Muitas vezes os sites das empresas têm promoções que não são encontradas no site do sistema ferroviário. Experimente sempre ir na Virgin Trains e cavar alguma tarifa especial.

StonehengeSão várias as empresas que oferecem essas viagens e a comodidade de ser pego no hotel por um ônibus/van e um guia é ótimo para o turista. Decida entre grupos grandes ou passeios com menos gente e aproveite. O que não falta é lugar para visitar no Reino Unido.

Outra ótima opção para passeios com partida de Londres é aproveitar as promoções das empresas aéreas de baixo custo (que, lá, realmente cobram barato) que possuem voos para as principais cidades “próximas” que merecem ser visitadas como Edimburgo e Glasgow.

Futebol e tênis só com muita antecedência ou pagando preços absurdos

Pickpocket IILondres tem quatro times de futebol (com estádios) e ainda um estádio local sagrado para os apreciadores (Wembley), que mesmo tendo sido reconstruído ainda vale uma visita. Porém, se a ideia for assistir uma partida a coisa pode se transformar em uma tarefa das mais árduas. Primeiro porque é praticamente impossível conseguir um ingresso para os jogos dos times maiores (Arsenal, Chelsea e Tottenham), já que a maioria dos torcedores compra carnês para toda a temporada. Além disso, mesmo que você vá até um site de compra e venda de ingressos (tanto de cambistas quanto de pessoas que desistiram de ir ao evento) os preços são estratosféricos. A melhor maneira de conseguir um lugar nas arquibancadas é mesmo comprar com (muitos) meses de antecedência. O mesmo vale para o tradicional torneio de Wimbledon, mesmo que seja para assistir a uma primeira rodada do torneio de duplas mistas, a competição menos concorrida.

Eu mesmo ainda não consegui concretizar nenhum desses dois sonhos, mas espero que isso se resolva na próxima visita.

Cuidado com os batedores de carteira

Pickpocket IO crime na Inglaterra, e particularmente em Londres, é bem diferente do que encontramos no Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo. O maior problema da cidade (que já disse, é a mais monitorada do mundo) são os batedores de carteira. Em várias estações de metrô – principalmente as mais antigas, onde os corredores são mais estreitos – é fácil encontrar placas nas paredes com o aviso “Beware of pickpockets” (cuidado com os batedores de carteira). Também não é incomum ouvir pelo serviço de som das estações avisos de que bandidos estão atuando na área. Portanto, nada de andar distraída com uma bolsa grande e nada de deixar o dinheiro em apenas um bolso. E, importantíssimo, nada de levar o passaporte original. Uma cópia é mais do que suficiente, já que eles acreditam quando você diz que é você.

Finalizando, você não vai encontrar gente assaltando com armas e usando da violência para conseguir seus ganhos, mas, como em todas as cidades do mundo, há pobreza e criminalidade. Não tema em pedir informações ou em denunciar alguém suspeito para um policial ou comerciante. Eles são solícitos e educados, mesmo que não tenham vontade de ser :p.

Boa viagem.

 

A travessia de Abbey Road – um templo sagrado da música mundial

Depois de falar do The Shard e da London Eye, é a vez de mais um ponto turístico de Londres: Abbey Road

Abbey Road INão é para qualquer um transformar uma simples travessia de rua em um dos ícones de uma cidade. Além disso, praticamente obrigar a mudança de nome de um dos mais famosos estúdios do mundo – onde obras primas como Dark Side of the Moon e vários discos dos Beatles, claro, foram gravadas – apenas por conta de uma foto estampada na capa de um LP. Mais interessante ainda é que a travessia nem fica em uma esquina, mas em um pedaço aparentemente pacato de uma rua nem tão importante assim para a vida da cidade. Sendo assim, fica impossível não ficar impressionado com a força da música e da imagem dos rapazes de Liverpool.

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Ir até Londres e não visitar Abbey Road, atravessando sua faixa de pedestres, é um pecado (mortal, diria eu). Não importa se você é ou não fã da banda (que não existe mais faz 43 anos), você já viu a tal foto dos rapazes cabeludos atravessando a rua. Hoje, são hordas de pessoas fazendo a mesma travessia, imitando a pose da capa do disco homônimo. Mas não pensem que isso é tudo. Depois de ser tombada (sim, tombaram uma faixa de pedestres), agora há até um pessoa para tirar as fotos dos turistas atravessando. Mais e melhor: é de graça! O estúdio continua sendo guardado por um simples portão, mas que, as vezes, dá para ser invadido – e, com dinheiro, é até possível marcar uma sessão de gravação.

Chegar até lá é fácil – é só sair na estação St. John’s Wood, na linha Jubilee – e seguir pela rua Groove End e pronto. Em pouco menos de 3 minutos de caminhada você está lá. Mas cuidado, em 2011, foi inaugurada uma nova seção da Docklands Light Rail (uma espécie de trem de superfície rápido) onde uma das estações foi batizada de….Abbey Road! O problema é que essa estação fica bem longe (mais de 15 km) da rua que você que ir. Portanto, não se confunda!

Abbey Road errada

Outras ações bem turísticas do local incluem escrever algo no muro do estúdio e procurar uma placa com o nome da rua para tirar uma foto (as perto do estúdio ficam em andares altos de prédios, para evitar roubos, mas há outras por toda a rua). Também vale dar uma passadinha na casa de Sir Paul McCartney, que fica bem pertinho, em Cavendish Avenue, que apesar do nome é uma rua até pequena.

Como disse no início, há muitos turistas o dia todo e uma webcam (com som), onde você pode ser visto fazendo a travessia e até guardar o vídeo (fica online por 24h). Bobo, mas divertido.

Além de Abbey Road, você pode aproveitar a viagem para visitar o museu de Sherlock Holmes e o museu da Madame Toussaud (um dos próximos tópicos dessa séria Londres 2013).

PS: Infelizmente várias fotos foram deletadas indevidamente, impedindo de fazer a sequência que gostaria e apagando um registro que agora só existe na minha memória. Tomara que não aconteça mais.

Fotos: Jo Nunes e Fernando de Oliveira

 

Gastronomia no Reino Unido

Fish and chips 2013Um dos poucos defeitos do Reino Unido é a sua (má) gastronomia. A não ser que você curta uma torta de rins (kidney pie ou um guisado ou até mesmo um pouco de carne com gravy, você ficaria restrito aos ótimos fish and chips, baratos e sempre bem servidos. Bem, fico feliz em informar que as coisas mudaram por lá (e para melhor). Além dos ótimos pubs espalhados pela cidade e do fantástico bairro chinês, com alguns dos melhores restaurantes do mundo, a cidade agora conta com várias redes de comida italiana, que vão desde restaurantes parecidos com os La Moles da vida, quanto estabelecimentos com a grife Jamie Oliver. Além disso, a quantidade de restaurantes indianos, malaios, turcos e tailandeses é impressionante. Infelizmente, as chip shops já não são tão fáceis de encontrar e os pubs andam sofisticando demais o prato. A saída é apelar para o restaurante Fish!, que foi escolhido o melhor fish and chips da cidade, embora não seja lá muito barato (para os padrões do prato).

London Market  2013Mesmo com a libra nas alturas é possível comer razoavelmente bem sem precisar chorar na hora de pagar. A dica principal é ir até o Borough Market – uma espécia de Ceasa/Cobal/Mercadão de SP, perto da estação de metrô London Bridge -, onde você encontra produtos dos melhores países da Europa, além de vários quiosques vendendo comidas, sanduíches e alimentos de primeira e tipicamente britânicos. Isso, sem contar a ótima filial do Fish! O negócio é ir lá, comprar vinhos, frios pães e outras guloseimas e fazer uma bela refeição em casa (quer dizer, no hotel), aproveitando que a maioria deles tem frigobar e máquina para preparar café ou chá.

Chá 2013Outra boa dica é aproveitar o que puder do café da manhã, já que os ingleses comem feijão, batatas, cogumelos, linguiças e ovos logo no início da manhã. Pode parecer pesado (e é), mas serve para forrar o estômago e pular uma refeição (dica de durango kid). Outra dica é sempre parar e beber uma cerveja ou cidra nos pubs da cidade durante a tarde. Isso também ajuda a deixar os Burguer Kings da vida para trás.

O Café

O que não tem jeito mesmo é o café. Mesmo os expressos italianos são ruins. Apelar para Starbucks ou Garfunkel’s é perda de tempo. O melhor é mesmo entrar no clima e na tradição e ir de chá. Não deixe de tentar ir em uma das milhares de casas de chá espalhadas pela cidade. Chá das 17h às 17h é tudo de bom, ainda mais com as milhares de opções de salgadinhos, canapés, bolos, tortas e doces. É outra boa opção para pular uma refeição.

O preço médio de uma refeição fica em 12 e 17 libras (algo próximo de R$ 50). A diferença é que essa refeição conta com entrada, prato principal e sobremesa. Melhor até do que a comparação com os preços do Rio, mas pesado para o viajante sem dinheiro.

Ah, encontrar uma barraca de água de coco no meio da Oxford Street é fogo.


Fotos: Fernando de Oliveira e Jo Nunes