Arquivo da tag: Música

Phil Collins ganha nova caixa e mostra que realmente não está morto

Plays Well With Others, coletânea com 4 CDs, cobre a carreira do arroz de festa Phil Collins como convidado de outros artistas

Não faz muito tempo Phil Collins ganhou uma caixa que trazia seus oito CDs solo remasterizados e por um preço ridiculamente barato (£9) – Take A look At Me Now… The Complete Studio Collection. Agora, Tio Phil vai ganhar outra caixa com suas aventuras em discos de outros artistas.

Plays Well With Others chega ao mercado no dia 28 de setembro e já está com a pré-venda aberta por módicas £22 na Amazon inglesa. Vale fazer a pre-order. Detalhe: não há informações sobre se ela será lançada no Brasil.

 

Onipresente

Quem viveu os anos 80 sabe que Phil Collins era onipresente. Quando não era com o Genesis, Phil podia ser ouvido solo ou ajudando artistas como Brian Eno, John Cale, Eric Clapton, Tears For Fears, Howard Jones, Paul McCartney, Adam Ant e quem mais requisitasse sua presença.

São 59 faixas divididas por eras (começando pela década de 1970, seguindo até 2011, com um disco bônus ao vivo). Interessante ver que Phil conseguiu autorização para incluir Angry, faixa que gravou com Pete Townshend para o disco Press to Play, de Paul McCartney, com quem Collins acabou criando um grande mal-estar depois do lançamento da sua autobiografia (que será resenhada em breve).

— Algumas pessoas dirão que vivi uma vida cheia de charme. Eu fiz o que eu quis fazer na maior parte dela e fui bem pago por uma coisa que faria de graça: tocar bateria. Durante esse tempo eu toquei com muitos dos meus heróis e alguns deles viraram grandes amigos. Nesses quatro CDs você vai encontrar uma pequena amostra desses momentos. Agradeço aos artistas por me deixarem fazer essa caixa, o que não foi fácil — diz Phil no material promocional da caixa.

Tempo vago

A quantidade de faixas, projetos e artistas incluídos em Plays Well With Others impressiona e confirma a fama de arroz de festa do baterista — figurinha fácil também em shows beneficentes e programas de TV — ainda mais se levarmos em conta que tudo foi feito nos intervalos das gravações e shows com o Genesis e da carreira solo.

Esses intervalos permitiram que Collins produzisse e até mesmo excursionasse com alguns desses artistas. Sua parceria com Eric Clapton, para citar um exemplo, gerou o ótimo e subestimado Behind the Sun e o esquecível August, além de uma turnê (1986).

Tudo isso sem contar com a tour de force que o baterista protagonizou no Live Aid, quando tocou em Londres, pegou um Concorde e ainda tocou nos EUA (com Clapton e o Led Zeppelin).

Destaques

Algumas faixas se destacam, seja pela qualidade, seja pelos nomes envolvidos. No quesito qualidade eu destaco No One Is To Blame (de Howard Jones), Woman In Chains (do Tears for Fears), Intruder (de Peter Gabriel) e Do They Know It’s Christmas (Feed The World) — do Band Aid e que se encaixa nas duas categorias.

Já falando em nomes, os destaques são, além das já citadas Angry e Do They Know It’s Christmas (Feed The World), Lead Me To The Water (de Gary Brooker), Hero (de David Crosby), Just Like A Prisoner (de Eric Clapton) e Pledge Pin (de Robert Plant).

No geral, a qualidade das canções é muito boa e deveria fazer muita gente repensar no que foram os anos 80, principalmente quando deixamos de lado as baterias eletrônicas.

Ao vivo

O disco bônus traz registros ao vivo, com destaque para as apresentações no Jubileu de Ouro da Rainha (Party at the Palace) e os shows onde dividiu o palco com Tony Bennett, George HarrisonRingo Starr e outros superastros.

Cotação: **** ½

Disco 1: 1969 – 1982

“Guide Me Orion” – Flaming Youth
“Knights (Reprise)” – Peter Banks
“Don’t You Feel It” – Eugene Wallace
“I Can’t Remember, But Yes” – Argent
“Over Fire Island” – Brian Eno
“Savannah Woman” – Tommy Bolin
“Pablo Picasso” – John Cale
“Nuclear Burn” – Brand X
“No-One Receiving” – Brian Eno
“Home” – Rod Argent
“M386” – Brian Eno
“And So To F” – Brand X
“North Star” – Robert Fripp
“Sweet Little Mystery” – John Martyn
“Intruder” – Peter Gabriel
“I Know There’s Something Going On” – Frida
“Pledge Pin” – Robert Plant
“Lead Me To The Water” – Gary Brooker

Disco 2: 1982 – 1991

“In The Mood”‘ – Robert Plant
“Island Dreamer” – Al Di Meola
“Puss ‘n’ Boots” – Adam Ant
“Walking On The Chinese Wall” – Philip Bailey
“Do They Know It’s Christmas (Feed The World)” – Band Aid
“Just Like A Prisoner” – Eric Clapton
“Because Of You” – Philip Bailey
“Watching The World” – Chaka Khan
“No One Is To Blame” (Phil Collins version) – Howard Jones
“If Leaving Me Is Easy” – The Isley Brothers
“Angry” – Paul McCartney
“Loco In Acapulco’ – Four Tops
“Walking On Air” – Stephen Bishop
“Hall Light” – Stephen Bishop
“Woman In Chains” – Tears For Fears
“Burn Down The Mission” – Phil Collins

Disco 3: 1991 – 2011

“No Son Of Mine” – Genesis
“Could’ve Been Me” – John Martyn
“Hero” – David Crosby
“Ways To Cry” – John Martyn
“I’ve Been Trying” – Phil Collins
“Do Nothing ‘Till You Hear From Me” – Quincy Jones
“Why Can’t It Wait Til Morning” – Fourplay
“Suzanne” – John Martyn
“Looking For An Angel” – Laura Pausini
“Golden Slumbers / Carry That Weight / The End” – George Martin
“In The Air Tonite” – Lil’ Kim featuring Phil Collins
“Welcome” – Phil Collins
“Can’t Turn Back The Years” – John Martyn

Disco 4: Ao Vivo 1981 – 2002

“In The Air Tonight” (Live At The Secret Policeman’s Other Ball) – Phil Collins
“While My Guitar Gently Weeps” – George Harrison
“You Win Again” – The Bee Gees
“There’ll Be Some Changes Made” – Phil Collins and Tony Bennett
“Stormy Weather” – Phil Collins and Quincy Jones
“Chips And Salsa” – The Phil Collins Big Band
“Birdland” – Phil Collins with The Buddy Rich Big Band
“Pick Up The Pieces” (Live At The Montreux Jazz Festival 1998) – The Phil Collins Big Band
“Layla” (Live At Party At The Palace, 3 June 2002) – Eric Clapton
“Why” (Live at Party At The Palace, 3 June 2002) – Annie Lennox
“Everything I Do (I Do It For You)” (Live at Party At The Palace, 3 June 2002) – Bryan Adams
“With A Little Help From My Friends” (Live at Party At The Palace, 3 June 2002) – Joe Cocker

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia.

Anúncios

Detonautas divulgam novo vídeo de Por Onde Você Anda?

Lucas Lucco atua como cantor, ator e divide direção no clipe que tem a atriz Ana Isabela Godinho como seu par romântico

Ainda aproveitando o sucesso da nova versão de Por Onde Você Anda?, conforme já publicado aqui no F(r)ases da Vida, o Detonautas Roque Clube e o cantor Lucas Lucco divulgaram um novo vídeo clipe para a canção.

Ficha Técnica

Videoclipe Por Onde Você Anda?

Detonautas Roque Clube, participação Lucas Lucco
Gravado em junho de 2018 no Studio Siriguela
Direção: Fred Siqueira e Lucas Lucco
Ass. Direção: Polly Stemut
Atriz: Ana Isabel Godinho
Montagem: Isaac Metanoia
Finalização e Color: Rafa Pereira
Makup: Leandro Ferreira

Fotos: Marcel Bianchi

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Os músicos mais vitoriosos da Billboard Hot 100

Mais importante parada de sucessos dos EUA divulga os artistas com mais músicas e álbuns em 1° lugar em todos os tempos

Ao completar seis décadas de existência – foi lançada no dia 4 de agosto de 1958 – a Billboard Hot 100 mantém-se como a mais importante dos Estados Unidos. Divulgada semanalmente pela revista homônima, ela já registrou mais de mil canções no seu topo.

Com tanto tempo de existência e esse grande número de canções n°1, é de se esperar que os artistas mais antigos estejam nos primeiros lugares, mas não é bem assim.

Abaixo, a lista dos músicos e bandas com mais singles na liderança da parada. Detalhe que dois desses artistas tiveram seus maiores sucessos em duetos com Paul McCartney.

1. Beatles – 20 canções
2. Elvis Presley – 18 canções
3. Mariah Carey – 18 canções
4. Rihanna – 14 canções
5. Michael Jackson – 13 canções
6. The Supremes – 12 canções
7. Madonna – 12 canções
8. Whitney Houston – 11 canções
9. Stevie Wonder – 10 canções
10. Janet Jackson – 10 canções

Também merecem registro, com nove canções em 1° lugar: Bee Gees, Katy Perry, Elton John, Paul McCartney e Usher.

Já a lista de artistas com mais álbuns no topo da parada tem:

1. Beatles – 19 discos
2. Jay-Z – 14 discos
3. Bruce Springsteen – 11 discos
4. Barbra Streisand – 11 discos
5. Elvis Presley – 10 discos
6. The Rolling Stones – 9 discos
7. Garth Brooks – 9 discos
8. Kenny Chesney – 8 discos
9. Madonna – 8 discos
10. U2 – 8 discos
11. Eminem – 8 discos
12. Kanye West – 8 discos
13. Paul McCartney/Wings – 7 discos
14. Led Zeppelin – 7 discos
15. Elton John – 7 discos

Observação: juntando os Beatles, Wings e carreira solo, Paul McCartney assume a liderança com 26 álbuns em 1° lugar.

Uma versão desse texto foi publicado na Revista Ambrosia

Música do Dia: I Know There’s An Answer

O álbum Pet Sounds, geralmente considerado o segundo disco mais importante da história, perdendo apenas para a produção que o teve como inspiração – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles – tem várias pequenas obras primas. Dentre as faixas menos comentadas está I Know There’s An Answer (Brian Wilson/Mike Love/Terry Sachen).

Tão brilhante quanto a melodia e o arranjo, é a letra, que fala daquelas pessoas que acham que podem resolver tudo sozinhas e fingem estarem cercadas de amigos. Que se mostram calmos, quando na verdade estão sempre desconfortavelmente tensos e passam as noites com seus pensamentos vazios.

Quem não conhece Pet Sounds precisa ouvi-lo logo.

Lembre: sempre há uma resposta.

I know so many people who think they can do it alone
They isolate their head and stay in their safety zone
Now what can you tell them
And what can you say that won’t make them defensive

I know there’s an answer
I know now but I had to find it by myself

They come on like they’re peaceful
But inside they’re so uptight
They trip through their day
And waste all their thoughts at night
Now how can I come on
And tell them the way that they live could be better

I know there’s an answer
I know now but I had to find it by myself

Now how can I come on
And tell them the way that they live could be better

I know there’s an answer
I know now but I had to find it by myself

Jards Macalé, muitíssimo bem e ao vivo

Artista ganha box com gravações ao vivo feitas entre 1977 e 1983. Muitas delas inéditas

Jards Macalé é o tipo de artista que não pode ser ouvido com pouca atenção. Nada nele ou em sua trajetória é óbvio. Por isso, sempre demanda um tempo maior para fazer a crítica de qualquer um de seus discos. Ainda mais quando são quatro, sendo três deles inéditos.

O box Jards Macalé ao vivo resgata registros históricos. Como o do show de lançamento do disco Contrastes (1977).

Lançado pelo selo Discobertas, capitaneado pelo pesquisador Marcelo Fróes, traz, ainda, uma rara apresentação: para os internos do Presídio da Papuda, em Brasília, em 11 de setembro de 1978.

— Esse projeto é decorrência do trabalho no acervo de Macalé. Faltava fazer esse box com shows memoráveis e que conta como ele se afastou das gravadoras e tornou-se independente — explica Fróes.

Documento histórico

A caixa ainda traz A volta para Vitória, gravado no Teatro Carlos Gomes, em 1981. E também o encontro ao vivo em estúdio com o percussionista Naná Vasconcelos (Let´s Play That, de 1983).

Como a maioria dos registros históricos — algumas das gravações vieram do acervo particular de Macalé —, a qualidade de som não se compara com a qualidade e importância das performances. O que não importa muito.

Os quatro shows de Macalé

Presídio da Papuda

Dos quatro shows, o mais interessante é o gravado no Presídio da Papuda (1978). Macalé desfila uma série de canções do repertório do também genial Moreira da Silva, com quem excursionava na época.

Jards Macalé Canta no Presídio é uma deliciosa, despretensiosa e improvisada homenagem ao mestre do samba de breque.

Acertei no Milhar, Olha o Padilha e Sim ou Não, valem deixar de lado qualquer deficiência na qualidade de áudio. Macalé & Cia aparecem em plena forma. E aparentam estarem se divertindo em divertir uma plateia nada comum.

Os comentários entre as canções são uma debochada viagem, assim como cantar Vara Criminal para os internos. Impagavelmente imperdível!

Contrastes ao Vivo

Contrastes ao Vivo marca o lançamento do disco homônimo. Foi gravado no Teatro Teresa Rachel, em Copacabana (atual Teatro NET Rio).

Nele, vemos um Macalé mais sério. Porém, não menos anárquico e maldito, com suas harmonias complexas e acordes dissonantes e surpreendentes saindo do seu violão.

São 22 canções (CD duplo) no formato banquinho e violão, em um registro bem mais profissional que o captado no presídio.

O trabalho de edição e masterização realça a qualidade das canções e da ótima nterpretação do artista.

A Volta para Vitória

A Volta para Vitória (1981) ajuda a compor um quadro melódico, louco e lírico de Macalé. Logo na abertura, A Melhor Coisa do Mundo (Jards Macalé/Xico Chaves) é um ótimo exemplo dessa mistura. Assim como a ode bossanoviana Chega de Saudade (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes), que fecha o disco.

No meio dele, o escrachado samba de breque Tira os Óculos e Recolhe o Homem, parceria de Jards e Moreira da Silva. Conta a história da prisão de Macalé, anos antes, por ter cantado músicas que não estavam no roteiro dos censores — coisas da ditadura militar.

Estava deitado no meu apartamento
Dormindo tranquilamente
Entregue aos braços de Morfeu
Quando chegou um fariseu…
Um só não, eram uns dez ou vinte, espadaúdos
Homens que davam a impressão
De terreno de dez de frente
Por vinte e quatro de fundos
Que foi dizendo: “levanta que está na hora
A hora é esta, vamo logo, sem demora”
Fiquei atônito e liguei pra Morengueira
Que estava hospedado naquele mesmo hotel
E fui dizendo: “ó Kid, venha cá!
O homem quer me conversar!”
Eu vou cumprir com meu papel
É seu destino, está escrito lá no céu…
A esta altura, pobre do meu coração:
Lá embaixo me esperava, de porta aberta, um camburão
E lá fui eu, com meu irmão Moreira
Fomos cantando, levando na brincadeira…

Let’s Play That

O CD que fecha a caixa é, talvez, o menos interessante, Let’s Play That. Não pela sua qualidade, mas por já ter sido lançado em 1994, apesar de ter sido gravado em 1983, num climão de jam session no estúdio, entre Macalé e o percussionista Naná Vasconcelos (1944-2016).

Nesse registro, a qualidade de som é impecável e os desempenhos, inspirados. Tudo bancado por um dos sócios do Ponto Frio!

Uma história estranha para um disco que merecia mesmo ser (re)descoberto.

— Eu e o Naná sempre quisemos gravar um disco juntos. Eu o conheci em “Gotham City“, no Maracanãzinho; a gente estava ensaiando, tal e coisa, aí de repente, de cima do palco eu olhei e vi, tinha aquele cara ali, já fazendo percussão: “Posso entrar nessa?”. Eu disse: “Esteja à vontade”. Foi aí que nós nos conhecemos e fizemos uma grande amizade — revela Macalé.

Let’s Play That traz composições solo e parcerias com Xico Chaves, Jorge Mautner e Fausto Nilo, entre outros. A excelência dos músicos é genialmente espalhada pelas dez faixas do álbum.

Mais uma vez, a elegância dissonante de Macalé se faz protagonista. Dessa vez com a luxuosa companhia da percussão louca de Naná Vasconcelos. O disco é tão diferente que talvez a música menosincomum se chame Estranha (Jards Macalé/Xico Chaves).

Quando eu nasci
Um anjo louco
Um anjo solto
Um anjo torto, muito
Veio ler a minha mão
Não era um anjo barroco
Era um anjo muito solto, solto, solto
Doido, doido
Com asas de avião
E eis que o anjo me disse
Apertando a minha mão
Entre o sorriso de dente
Vá, bicho, desafinar o coro dos contentes

Let’s play that

Para ouvir com atenção e reverência

Jards Macalé ao vivo reúne 53 faixas. Abraça um período dos mais ricos na trajetória de um dos artistas mais inquietos e criativos da nossa música.

Os shows contidos nessa caixa são daquelas obras para serem ouvidas com atenção, reverência e muito respeito.

Como já citei, a qualidade de som pode não ser 100% perfeita. Mas isso acaba dando um charme e valor ainda maiores aos registros.

O legado de Jards Macalé

Macalé já foi tema de outra (ótima) caixa do selo Discobertas (Anos 70). Lançada em 2016, que reúne seus dois primeiros discos, recheados com alguns demos e faixas ao vivo. Traz também outros dois CDs com gravações raras, muitas vezes tiradas de velhas fitas cassete.

Porém, o legado de Macalé vai além da sua própria obra autoral. Ele foi o responsável, por exemplo, pelos arranjos do ótimo Transa, gravado por Caetano Veloso durante o seu exílio em Londres.

Sua trajetória já foi alvo de dois documentários. Infelizmente, falta um registro mais histórico e pessoal da carreira do senhor Jards Anet da Silva. Aos 75 anos, ele tem muita história para contar. E muita gente quer e precisa ouvir.

O resgate do seu legado musical nos últimos anos vem conquistando uma legião de jovens fãs. Não se fazia ideia de que um som tão inovador pudesse ser produzido numa década (para eles) tão distante.

Tomara que esse resgate continue. E que Macalé não pare de produzir.

Cotação: ****

PS: Macalé é um apelido dado por conta da falta de habilidade do jovem Jards no futebol. Os amigos o comparavam a um jogador do Botafogo chamado Macalé, que podia jogar muito ou ser o perna de pau das partidas. No caso de Jards, na maioria das vezes, o perna de pau.

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Thanks Mr. WHO?!

Autobiografia de Roger Daltrey ganha data de publicação

Um post na página de Roger Daltrey no Facebook, nesta quarta (25), anunciava a pré-venda da tão esperada autobiografia do fundador do The Who. O lançamento acontecerá no dia 18 de outubro, no London Literature Festival de 2018 do Southbank Centre. Nos EUA, chega em 23 de outubro, pela Blink Publishing.

Os felizardos que têm ZIP Code apto para a encomenda concorrerão a um exemplar especial — são apenas cinco —, com assinatura e capa personalizada exclusiva. Verifiquem suas chances neste link.

roger daltrey autobiografia frasesdavida
Capa: Roger nos anos 1970 em frente a uma pilha de escombros (Divulgação)

“Thanks A Lot Mr. Kibblewhite: My Story” aborda os 50 anos de Daltrey com o The Who, além da carreira solo que reúne oito álbuns de estúdio. Não é apenas um livro de memórias, nem só as lembranças de uma das lendas vivas do rock’n’roll; é também um vislumbre da vida no Reino Unido entre 1940 e 1970 — décadas de tumultuadas mudanças.

Ben Dunn, editor e diretor da Blink Publishing na Inglaterra, falou sobre a autobiografia.

“Roger Daltrey escreveu um livro de memórias brilhante: envolvente, engraçado e cheio de histórias incríveis. É uma das últimas grandes lendas do rock, e nós estamos satisfeitos que Roger escolheu a Blink Publishing para ajudar a contar sua fascinante história.”

Who the hell is Mr. Kibblewhite?

Nascido no coração da Blitz, em março de 1944, Roger Daltrey pertence a uma geração que lutou (literalmente) pela educação e sobreviveu à pobreza do pós-guerra. São histórias de trabalho duro, resiliência e, especificamente no caso de Daltrey, uma energia de tirar o fôlego.

“Tive a sorte de viver em tempos interessantes. Testemunhei a sociedade, a música e a cultura mudarem além do reconhecimento. E ainda estou aqui para contar a minha história quando tantos outros ao meu redor não fizeram nada de um milagre”, disse Daltrey a respeito da obra.

No caminho do jovem aluno inteligente e promissor que se tornou um trabalhador diurno em uma fábrica de chapas metálicas, estava  Mr. Kibblewhite, diretor da Acton County Grammar School que disse a Daltrey que ele não seria nada na vida.

“Sempre resisti à vontade de ‘fazer memórias’, mas agora, finalmente, sinto que tenho uma perspectiva suficiente. Quando você passou mais de meio século no epicentro de uma banda como o Who, a perspectiva pode ser um problema. Tudo aconteceu no momento. Em um minuto estou no chão de fábrica em Shepherd’s Bush, e no outro sou atração em Woodstock.”

Roger Daltrey

O cantor batizou seu livro com o nome do diretor da escola — a mesma onde estudavam Pete Townshend e John Entwistle — com quem ele frequentemente colidia no auge da sua transformação em um adolescente rebelde. Até ser expulso.

O que a imprensa estrangeira já fala sobre o livro

“Tão imediata quanto a autobiografia de Keith Richards e tão franca e honesta quanto Springsteen e Clapton.”

“Thank You, o Sr. Kibblewhite é franco, autodepreciativo e cheio de humor.”

“É um must-have não apenas para os fãs do The Who em todo o mundo, mas também para qualquer amante do rock.”

Roger Daltrey montou o The Who em 1961, recrutando John Entwistle. Concordou com a proposta de John de que Pete Townshend deveria participar. Daltrey era o líder e a voz da banda. Uma potência vocal. Ficou conhecido por sua presença de palco e energia.

O reconhecimento a suas performances como frontman podem ser comprovados pela sua introdução ao Rock And Roll Hall of Fame (1990) e no Music Hall of Fame do Reino Unido (2005). No livro, Daltrey lembra de suas muitas aventuras como vocalista do The Who e da criação das gravações clássicas da banda.

Seus relatos dos excessos do rock’n’roll pelos quais o The Who se tornou notório — a destruição da guitarra no palco, as brigas, o caos — são tão divertidos quanto chocantes.

“Demorou três anos para desfazer os eventos da minha vida, para lembrar quem fez o quê quando e por que, separar os mitos da realidade, desvendar o que realmente aconteceu no Holiday Inn no aniversário de 21 anos de Keith Moon. Espero que o resultado seja mais do que apenas outra autobiografia”, disse Daltrey.

Mas tão convincente quanto o sexo, as drogas e o rock são as reflexões honestas de Roger sobre as relações que definiram sua vida e carreira — as memórias agridoces de sua amizade com Keith Moon e seu relacionamento tumultuado com Pete Townshend que definiu uma das maiores parcerias criativas da nossa época e deu origem a tantos sucessos inesquecíveis.

Não é apenas a história pessoal de Roger Daltrey; é a história definitiva de uma das maiores bandas do mundo.

Casuarina volta forte com o álbum +100

Grupo carioca reúne bambas como Martinho da Vila e Lecy Brandão e mostra que a saída de João Cavalcanti não diminuiu o apetite musical da banda

Já faz tempo que os meninos do CasuarinaDaniel Montes (violão de sete cordas e vocais), Gabriel Azevedo (voz e percussão), João Fernando (bandolim, violão e vocais) e Rafael Freire (cavaquinho, banjo e vocais) – não são mais meninos. O grupo, criado em 2001, chega ao 8° álbum (+100) sem a participação de João Cavalcanti, que até então era o principal vocalista e compositor do grupo. Mas se muitos ficaram preocupados com o efeito da saída do filho de Lenine na sonoridade do agora quarteto, podem se despreocupar: +100 é um dos melhores (se não o melhor) disco do grupo.

O samba chegou diferente
E agora é para ficar
Vem que a batucada tá quente
E a gente é de firmar

É bom pra curar a dor
Tem ginga que vem de lá
Trago no pandeiro a fé de um orixá

– A saída do João já era uma coisa esperada e, claro, teve um impacto sobre o grupo, mas tem sido uma mudança positiva. Isso nos tirou da zona de conforto e estão todos mais participativos. São 16 anos juntos e a saída reforçou a nossa condição de grupo, culminando com o lançamento do +100 – conta Gabriel Azevedo, principal vocalista do Casuarina.

Convidados de luxo

Leo Aversa

Cria da Lapa, no Rio de Janeiro, o Casuarina se consolidou depois de dois ótimos álbuns lançados pelo selo Biscoito Fino – Casuarina (2005) e Certidão (2007) -, o mesmo por onde gravaram +100, e parece que a volta a velha casa fez bem aos rapazes. Deixando de fora o lado autoral, o grupo peneirou um repertório extremamente inspirado e ainda recheou o álbum com algumas participações mais que especiais, como Lecy Brandão (Herança de Partideiro) e Martinho da Vila (Tempo Bom na Maré), além de Geraldo Azevedo (Embira) e Criolo (Quero Mais Um Samba).

– Tivemos essas quatro participações, mas Tempo Bom na Maré, com o Martinho, ficou exatamente da maneira que imaginamos. Além disso, ele é um cara que dignifica o samba e dá essa chancela de qualidade ao disco. Foi um sonho concretizado – confessa Gabriel.

Meu amor quando sorri é o tempo bom na Maré
Rede na beira do mar, fruta madura no pé
Água doce no riacho, lua cheia no céu
Camarão frito no tacho, sereno beijando o chapéu
Samba no pé da fogueira, mel de engenho no licor
É a vitória do sonho, vida vivida sem dor

Fôlego renovado

Foto: Leo AversaCom um título que remete aos 100 anos do samba (completados em 2017), o novo trabalho mostra que, se o presente da Lapa anda incerto, com os problemas econômicos do país e a insegurança e violência que assolam o Rio de Janeiro, o futuro do samba oriundo da região está mais que garantido. Com arranjos que unem simplicidade e sofisticação, e um trabalho vocal de primeira, +100 renova o fôlego do grupo.

Sambões, ritmos africanos e até forró estão na mistura que faz do novo trabalho casuarinense um prazer de ouvir. As 12 canções levam o ouvinte – seja ele amante do ritmo que for – por uma estrada pela qual não há como não trafegar com alegria.

– A gente vinha fazendo um show em homenagem ao centenário do samba e pensamos em gravar o disco novo baseado no repertório do show, mas achamos melhor apontar para frente e interpretar só com sambas inéditos. Isso reaproximou a gente da galera do samba, da qual nos afastamos um pouco nos dois últimos discos – No Passo de Caymmi (2014), um projeto totalmente conceitual e 7 (2016), um álbum autoral – explica Azevedo.

Força para a Lapa

Um dos principais polos de criação de novos talentos do samba, a Lapa, conforme já citado nesse texto, padece com os problemas do Rio de Janeiro (cidade e estado)

– A Lapa está sofrendo muito com o que está acontecendo com a cidade. Fizemos uma temporada lá em dezembro e janeiro e a coisa não está muito boa por lá. Tem muita casa fechando por conta da violência e da insegurança. Precisamos dar uma força para não deixar essa bela história morrer – diz o músico.

Até rapper vira sambista

Em um lançamento marcado pela sonoridade da percussão, com um repertório de novos sambas de primeira, o nome de Criolo pode até parecer um tanto deslocado, mas o rapper fecha o disco dividindo a faixa Quero Mais um Samba, mostrando que também caminha bem pela passarela do samba.

No fim das contas, +100 reforça a importância do Casuarina na cena do samba e da música brasileira. O disco também mostra que ainda há muita gente produzindo música boa e que a mistura do novo com nomes tradicionais é uma fórmula que vai sempre valorizar os trabalhos bem elaborados.

Nota: **** ½

Fotos: Leo Aversa e Diogo Montes

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia

Paul McCartney atravessa Abbey Road

Foi na segunda-feira (23 de julho) que, da mesma forma que há 49 anos, Paul McCartney saiu da sua casa e, calçando sandálias, foi andando até os estúdios da EMI, em Abbey Road (Londres). Lá, encontrou seus três companheiros de banda e fez uma das fotos mais famosas do mundo. Dessa vez ele repetiu o caminho para realizar um evento promocional do seu próximo disco “Egypt Station” – que será lançado dia 7 de setembro e terá uma canção sobre o Brasil.

Detalhe: ele não foi incomodado no caminho e não foi reconhecido por duas senhoras que atravessaram a faixa de pedestres junto com ele.

Vamos ver quais eventos teremos anos que vem, quando a foto completa 50 anos.

Moz ‘strikes again’!

Compositor e cantor britânico fará dois shows no Brasil em novembro e dezembro, em São Paulo e no Rio

Enquanto escrevo este post especialmente para o Blog do Feroli, Morrissey cancela uma penca de shows da turnê “Low in High School“, do álbum lançado em 2017, o 11º de sua carreira solo. O anúncio foi feito em sua página oficial. A alegação: “problemas logísticos além do controle”. O que afetou as apresentações no Reino Unido e na Europa.

Confira uma das melhores músicas do álbum:

A turnê Latino-Americana, no entanto, está confirmadíssima. O ex-vocalista do The Smiths marcou dois shows no Brasil. No dia 30 de novembro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, e em São Paulo, no dia 2 de dezembro, no Espaço das Américas. As vendas de ingressos já foram abertas.

Em apenas cinco dias, o primeiro lote promocional (R$ 170 ingresso solidário pista) para a Fundição Progresso se esgotou. Agora, quem não quer perder a chance de ficar pertinho desse ícone dos anos 1980 já encontrará valores que variam entre R$ 220 (ingresso solidário pista) e R$ 880 (frisa/camarote).

Como comprar seu ingresso para os shows:
smarturl.it/MorrisseySaoPaulo
smarturl.it/MorrisseyRio

‘Why is the last mile the hardest mile?’

GettyImages-Morrissey
Morrissey, em uma de suas apresentações no ano passado (Crédito: GettyImages)

Steven Patrick Morrissey, o Moz, nunca teve uma extensão vocal privilegiada. Mas compensou (e muito) com seu timbre inconfundível e interpretações cheias de personalidade, que bebem na fonte do iodelei e se equilibram ali entre o característico pedantismo britânico e uma atitude blasé tipicamente francesa.

O resultado de toda essa “alquimia” — duvido você ouvir uma música do Moz e não identificar o cantor logo nas primeiras palavras cantadas — é que o vocalista, nascido em Davyhulme, no noroeste da Inglaterra, há 59 anos, é um dos poucos artistas a ter músicas no “Top 10 de Vendas de Discos do Reino Unido” em três décadas diferentes.

Na estrada desde 1977, Morrissey é uma personagem interessantíssima. Boa parte de sua vida e carreira foram contadas no livro “Autobiografia”, lançado em 2013. O livro entrou na lista dos mais vendidos do Reino Unido, em número um, atingindo a marca das 35 mil cópias apenas na primeira semana.

Vegano ativista (quem lembra do álbum Meat Is Murder, o segundo dos Smiths, lançado em 1985?), celibatário, fã de punk rock, Oscar Wilde e figuras como James Dean, Alain Delon, Joe Dallesandro e Jean Marais. As letras de Morrissey — aparentemente deprimentes, mas muitas vezes cheias de humor mordaz — inspiraram toda uma nova geração indie britpop que surgiu na década de 1990.

Em 1986, quando o The Smiths se apresentou no programa de música britânica The Old Grey Whistle Test, Morrissey usou um aparelho auditivo falso para confortar um fã com deficiência auditiva que tinha vergonha de usar o dispositivo. Frequentemente, usava óculos de aro grosso fornecido pelo Serviço Nacional de Saúde. No palco, a presença de Morrissey com danças desajeitadas e flores chamavam a atenção. Era assim que encorajava jovens ‘tímidos e desajeitados’ a dançar mesmo não sabendo dançar. Isso transformou Morrissey num objeto de culto. Seus shows precisavam de cada vez mais seguranças devido ao número de pessoas que invadiam o palco para tocar no ídolo.

Trecho da Wikipedia

Mas a atual década não tem sido muito gentil com o popstar britânico. Há quatro anos, Morrissey deixou escapar ao jornal espanhol “El Mundo” que foi submetido a tratamentos contra câncer.

Em 2012, numa de suas cada vez mais raras entrevistas, afirmou ter envelhecido muito rapidamente nos últimos anos — hipertenso, reclamou que o remédio para controle de pressão afina seu cabelo “dramaticamente”. Nesse mesmo ano, Morrissey chegou a anunciar uma aposentadoria planejada para 2014.

Mas como ele mesmo deixa subentender na letra de Speedway, só a morte fechará sua adorável boca.

Histórico (quase bizarro) de cancelamentos

Morrissey já se apresentou no Brasil em três ocasiões: 2000, 2012 e 2015. Em 2013, a “perna” da turnê na América Latina foi totalmente cancelada. Incluindo a passagem que faria por aqui. Na ocasião, a produtora responsável (Time For Fun) divulgou nota informando apenas que o cancelamento se deu por “motivos pessoais” do britânico.

morrissey
O polêmico Morrissey

No ano passado, Morrissey cancelou sua apresentação em Paso Robles, na Califórnia, no último minuto — na verdade, o público já esperava há uma hora que ele subisse ao palco — porque estava sentindo muito frio.

Além de ser extremamente polêmico (a revista Rolling Stones montou uma galeria com os insultos do cantor e compositor britânico na sua versão online), Morrissey protagoniza um histórico de cancelamentos que é, no mínimo, absurdo. Rendeu um post que é constantemente atualizado, infelizmente, no site We Heart Music. Uma compilação de cancelamentos que cobre desde 1988 até os dias atuais.

So far: 289 datas canceladas ou adiadas.

Previsão de setlist para os shows do Morrissey em novembro

Este ano, Morrissey subiu 19 vezes em palcos. As setlist têm uma espinha dorsal formada por várias canções que compôs ao lado de Johnny Marr para os quatro discos de estúdio do The Smiths, entre 1982 e 1987.

Um levantamento simples no site Setlist.fm, que reúne 14 setlists dos shows de Morrissey em 2018 —, já dá uma ideia do que podemos esperar para as apresentações de novembro — se o Morrissey não cancelar, of course

Nos links, vídeos das apresentações deste ano. O topete não está mesmo mais lá essas coisa. Mas o gogó continua o mesmo!

  1. Jacky’s Only Happy When She’s Up on the Stage – 14 vezes
  2. Spent the Day in Bed – 13 vezes
    When You Open Your Legs – 13 vezes
  3. Who Will Protect Us From the Police? – 12 vezes
    The Bullfighter Dies – 12 vezes
    I Wish You Lonely – 12 vezes
    World Peace Is None of Your Business – 12 vezes
    Jack the Ripper – 12 vezes
    My Love, I’d Do Anything for You – 12 vezes
    Everyday Is Like Sunday – 12 vezes
    How Soon Is Now? – 12 vezes
    Hold On to Your Friends – 12 vezes
    There Is a Light That Never Goes Out – 12 vezes
    The Boy With The Thorn In His Side – 12 vezes
  4. Munich Air Disaster 1958 – 11 vezes
    Back on the Chain Gang (The Pretenders) – 11 vezes
    If You Don’t Like Me, Don’t Look at Me – 11 vezes
  5. I Bury the Living – 10 vezes
    Suedehead – 10 vezes
    Irish Blood, English Heart – 10 vezes
    Home Is a Question Mark 10 vezes
  6. You’ll Be Gone (Elvis Presley) – 8 vezes
    I Started Something I Couldn’t Finish – 8 vezes
    Cemetry Gates – 8 vezes
  7. First of the Gang to Die – 6 vezes
    Bigmouth Strikes Again – 6 vezes
  8. The Last of the Famous International Playboys – 5 vezes
    This Charming Man  – 5 vezes
    The Queen Is Dead – 5 vezes
  9. Speedway – 4  vezes
    Girlfriend in a coma – 4 vezes
    Shoplifters of the World Unite – 4 vezes
  10. Judy Is a Punk (Ramones) – 3 vezes
    Vicar In A Tutu – 3 vezes
  11. I’m Not Sorry – 2 vezes
    Frankly, Mr. Shankly  – 2 vezes
    I Know It’s Over – 2 vezes
    Never Had No One Ever – 2 vezes
  12. Alone Again (Naturally) (Gilbert O’Sullivan) – 1  vez
    Alma Matters – 1  vez
    Israel – 1  vez
    The Girl from Tel-Aviv Who Wouldn’t Kneel – 1  vez
    All You Need Is Me – 1  vez
    Glamorous Glue – 1  vez
    November Spawned a Monster – 1  vez

 

Livro mostra a diversidade da música brasileira em imagens

Brasilerô traz imagens de grandes artistas captadas pela lente do fotógrafo Marcos Hermes e textos exclusivos de Andreas Kisser, Sandy, Zé Ricardo, Chico César, Zeca Baleiro e Chico Chico

Um dos grandes nomes da fotografia nacional, o carioca Marcos Hermes reuniu cliques dos seus quase 30 anos de carreira registrando ícones da música nacional em um livro tão diverso quanto os ritmos encontrados no Brasil: Brasilerô.

— A ideia do livro começou no aniversário de 90 anos do Dorival Caymmi (2004). Já tinha 20 anos de carreira e trabalhado com muita gente (Caetano, Gil, Sepultura, Ney Matogrosso). Nesse dia tive um insight do conceito. De juntar as imagens de forma eclética, para ajudar a desmistificar que a música brasileira é só MPB — explicou Marcos.

São 224 páginas de imagens que mostram a excelência de um trabalho que começou nos anos 1990 — publicando fotos, escrevendo em fanzines musicais e passando por jornais diários, como O Dia e Jornal de Hoje. As lentes de Hermes eternizaram momentos de ícones como Legião Urbana, Criolo, Tim Maia, Sepultura, Cássia Eller, Dorival Caymmi, Anitta, Sorriso Maroto, Pabllo Vittar, Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Novos Baianos, Liniker, Moraes Moreira, Sandy & Júnior, O Rappa, Elza Soares e Marisa Monte, entre muitos outros.

Amigos de estrada

Com suas fotos ilustrando mais de 700 capas de CDs e DVDs, Hermes colecionou amigos durante essa caminhada, como Ney Matogrosso, que ilustra a imagem de capa (tirada em 1999) e Cássia Eller, para quem produziu o material promocional do Acústico MTV (2001).

— Colaboro com o Ney faz 18 anos. Ele é o artista que resume o que é a nossa música. É um artista muito original e respeitado por todos os músicos, de todas as vertentes, seja rock, heavy metal, bossa nova, sertanejo ou MPB. Por isso escolhi uma foto dele para a capa do livro. Um verdadeiro camaleão. Já a Cássia foi um furacão que passou na minha vida. O pouco tempo que tivemos juntos foi muito intenso. Ela era uma pessoa muito especial, e me marcou muito — disse.

Produção independente

Mas transformar o sonho em realidade não foi fácil. Apesar do reconhecimento profissional e do material de altíssima qualidade, Hermes teve que seguir o caminho do crowdfunding para levantar a verba necessária para o lançamento de Brasilerô.

— Valeu demais, apesar das dificuldades logísticas. Da tiragem inicial, de mil cópias, restam menos de 500, em pouquíssimo tempo de lançamento — comemorou o fotógrafo.

Digital ou película?

Hermes é uma daquelas pessoas que abraçam a tecnologia. Nada de puritanismos ou preconceitos em relação aos registros.

— Qualquer foto, seja feita com uma máquina profissional ou um celular, está valendo. Não há como ignorar a força das redes sociais e as suas necessidades e oportunidades — explicou.

Parte II

Marcos HermesEnquanto curte o sucesso de Brasilerô, Marcos Hermes já faz planos para a edição de um segundo volume.

— Estou preparando um segundo volume, já que neste primeiro não consegui incluir muita coisa que queria. Tinha planos para lançar o livro com 330 páginas. Acabou saindo com 224. Mas já tenho 30% do próximo livro com layout pronto — revelou Marcos Hermes.

Paul McCartney

Além de imortalizar imagens de artistas brasileiros, Marcos Hermes é, desde 2010, praticamente o fotógrafo oficial do ex-beatle Paul McCartney em suas visitas quase anuais ao Brasil. Agora, com o lançamento do novo disco (Egypt Station) marcado para o dia 7 de setembro, onde o país será homenageado com a canção Back to Brazil, Hermes espera voltar a encontrar o músico em terras brasileiras.

— Fotografar o Paul McCartney é algo sempre especial. Espero encontrá-lo novamente, e ter a oportunidade de registrar, mais uma vez, o maior de todos os tempos no palco — disse Hermes.

Onde comprar

No momento, a única maneira de adquirir o Brasilerô é diretamente no site do fotógrafo/autor, que está fechando uma parceria para distribuir o livro em todo o país.

Ficha técnica

Brasilerô
Número de páginas: 224
Preço: R$ 150
Onde comprar: Site do autor

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia

Eliana Pittman faz show em Niterói nesta quarta

Com o espetáculo ´Minhas novas influências’, Eliana Pittman se apresenta na série Show das 4, no Teatro da UFF

A veterana cantora Eliana Pittman – 72 anos de idade e 56 de carreira – vai até Niterói apresentar o repertório do seu mais recente CD (Minhas Novas Influências), como parte da série Show das 4, promovida pelo Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Acompanhada dos músicos Dudú Vianna (teclados), Jimmy Santacruz (baixo) e César Machado (bateria), a cantora interpreta canções dos maiores compositores do país como Milton Nascimento (Travessia), Ari Barroso (Aquarela do Brasil e Isso aqui o que é), Pixinguinha (Carinhoso), Luiz Gonzaga (Qui nem jiló), Cazuza (Codinome Beija-flor), Tom Jobim e Vinicius de Moraes (Chega de saudade, Garota de Ipanema e Eu sei que vou te amar), Adoniran Barbosa (Trem das onze), Marcos e Paulo Sérgio Valle (Viola enluarada), Edu Lobo (Ponteio), João Nogueira (Esse mar é meu), entre outros.

Serviço:

Série Show das 4 – Eliana Pittman – ‘Minhas novas influências’

Data: 4 de julho (quarta-feira)
Horário: 16h
Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Preço: R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia para maiores de 60 anos, professores e servidores da UFF e estudantes)

Jorge Ben Jor lança música inédita em homenagem ao futebol

Jorge Ben Jor lança música inédita em homenagem ao futebol

A febre da Copa parece ter atingido mesmo a nossa música. Não são poucos os lançamentos tendo o futebol como tema principal e, dessa vez, a nova canção chega através de um dos mais celebrados cantores e compositores brasileiros: Jorge Ben Jor.

Para embalar a Seleção, Bem Jor compôs Mete Goal, disponível na Claro Música. O vídeo clipe para a Mete Goal foi produzido pela Planalto Filmes, e dirigido por Deju Matos e Steve ePonto, explora a relação de respeito e desejo que existe entre o jogador e a bola. Jorge Ben Jor, bailarinos da Cia da Ideia, coreografados por Sueli Guerra, transmitem em cena a mesma relação. A captação das imagens aconteceu na Arena Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo e conta com a participação da jogadora Alline Calandrini.

Ouça Mete Goal

Detonautas Roque Clube lança nova versão de Por Onde Você Anda?

A veterana banda Detonautas faz releitura com o cantor mineiro Lucas Lucco

Formada em 1997, o Detonautas Roque Clube surfa na onda do sucesso do álbum VI (2017) – que alcançou a marca de seis milhões de streams apenas no Spotify – e da faixa Por Onde Você Anda?, regravada com a participação do cantor e compositor mineiro Lucas Lucco.

– Estamos em ação com a turnê VI. Começamos a produzir versões de músicas desse último álbum com participações especialíssimas, como a do Lucas Lucco e em breve teremos mais convidados. Lançamos uma camisa comemorativa dos 20 anos da banda, junto com certificado de autenticidade assinado por todos nós, mais adesivos, que foi um grande sucesso, ficou à venda por apenas uma semana e os fãs e admiradores garantiram mais de 300 camisas – comemora Renato Rocha.

Sucesso nas redes

Detonautas

Tico Santa Cruz (vocal), Renato Rocha (guitarra), Fábio Brasil (bateria), DJ Cleston (percussão e programações), Phil (guitarra) e André Macca (baixo), construíram uma carreira onde o social, os protestos, a violência, o amor e a indignação sempre tiveram papel de destaque, e esse ainda parece ser um dos nortes da banda. O Detonautas está entre os artistas do rock nacional mais ouvidos no Spotify, com mais de 420 mil seguidores e 1 milhão de ouvintes por mês. O grupo também movimenta mais de 10 milhões de pessoas nas plataformas digitais e em suas redes sociais.

– É muito importante para nós essa linha direta com nossos fãs e sempre usamos a internet para estreitar essa relação. É nosso principal veículo de disseminação de conteúdo – conta Rocha.

Mesmo com o sucesso nas plataformas de streaming a banda não abandonou os fãs que ainda querem guardar CDs em suas coleções.

– Fizemos uma tiragem pequena de duas mil unidades em CD para atender aos fãs que ainda fazem questão de ter o material físico e para trabalhar com a imprensa. Todos nós usamos streaming e ouvimos os álbuns na íntegra quando é de nosso interesse. É possível ouvir o álbum do jeito que o artista concebeu nas plataformas de streaming. O modo aleatório é ótimo para descobrir novas bandas e artistas também – revela o guitarrista.

A nova Por Onde Você Anda?

Tico e Lucas

Quem ouviu a versão do disco VI, com as guitarras e a bateria em destaque e uma pegada mais rock, pode até se surpreender como com algumas pequenas mudanças – principalmente o destaque nos violões – e o acréscimo de uma nova voz podem fazer tanta diferença. A nova versão é mais pop e possui uma personalidade própria. A combinação das vozes de Tico e Lucas Lucco é matadora, parecendo que foram feitas uma para a outra e dando uma suavidade ainda mais triste a canção.

Difícil dizer qual a melhor versão, mas desconfio que a maioria dos fãs escolherá essa releitura.

Os dias ficaram estranhos
Até o cachorro percebeu
A chuva que molhava a planta
Encontrei um laço seu

Por onde você anda agora
Que não lembra mais de mim
Convivo com sua memória
Sentimento que me faz pensar, ah, ah

Por que você não quebra o silêncio?
Me diz o que que eu posso fazer?
Tô me sentindo muito sozinho

Se pelo menos eu pudesse te encontrar
E te pedir perdão
Pra mim já dava bom

Pensando em tudo que vivemos
É impossível não lembrar
Os banhos que tomamos juntos, até o dia clarear
O vidro do carro embaçado
O cheiro do seu edredom
As noites que passei em claro
Sentimento que me faz pensar, ah, ah

Mas, depois de tantos anos de estrada, sucesso e reconhecimento, quais as ambições da banda?

– Continuar produzindo música relevante e levar as pessoas aos shows. É no palco que a mágica acontece e é onde nos sentimos inteiros e vivos – conclui Renato.

Fotos: Fabiano Santos e divulgação

BEATLES DIA A DIA – 23 de junho de 1973

BEATLES AND PAUL McCARTNEY ARE LOVE

23 de junho de 1973

A Billboard registra o álbum “Living in the Material World” de George em 1º lugar. Na lista de singles, “My Love” de Paul segue no topo há quatro semanas.

George 77George 98 - George Harrison was 1 in the US OTD 1971 with 'All Things Must Pass'.George 165George 166Paul 1972Paul 225 - 1972Paul 371Paul 363_35895492_paul150

Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Ver o post original

Orquestra Petrobras Sinfônica lança EP com versões de sucessos nacionais que homenageiam o futebol

Disco, que tem canções de Skank e MC Guimê, está disponível nas plataformas digitais

A Copa do Mundo mexe com os brasileiros em todos os níveis, da economia até cultura. Um bom exemplo dessa mobilização é o EP lançado pela Orquestra Petrobras Sinfônica, com três músicas que celebram essa paixão nacional.

Com arranjos inéditos de Ricardo Candido, um grupo de oito músicos dá nova roupagem às composições – “É uma partida de futebol” (Skank), “País do futebol” (MC Guimê) e “Pra frente Brasil” – por meio de violinos, violas, contrabaixo, flauta, trompa e percussão. O resultado pode ser conferido no novo EP da série “O Clássico É”, que foi lançado em um show no Teatro Rival Petrobras e se encontra disponível nas plataformas digitais.

Ouça aqui

A série

A série “O Clássico é” começou em 2016 e já homenageou os gêneros pop, rock, samba e reggae, integrando um grande conjunto de ações para popularizar a música clássica e renovar o público do gênero. A iniciativa faz parte do Mundo Pop, um dos três universos que compõe a Temporada 2018 da Petrobras Sinfônica, ao lado do Clássico e Urbano. As séries Djanira, Portinari, Armando Prazeres e Na Sala, além do Festival de Câmara, formam a programação clássica, enquanto projetos como Em Família, que apresenta versões de clássicos infantis (Prêmio da Música Brasileira 2017 – Saltimbancos Sinfônico), e #ConcertoSecreto (Prêmio Profissionais da Música 2016) fazem parte das ações que buscam reforçar o perfil agregador, democrático e desbravador do grupo de 80 músicos.

Paul McCartney lança single e anuncia novo álbum

Disco, chamado Egypt Station, será lançado no dia 7 de setembro

O ex-beatle Paul McCartney é mais um dos dinossauros do rock que apesar de todas as loucuras dos anos 60 e 70 parecem estar em forma e sem indícios de que vão diminuir o ritmo produtivo. Aos 76 anos, Paul, que faz turnês todos os anos, quase sempre incluindo o Brasil no roteiro, acaba de lançar um novo single com dois lados A (‘I Don’t Know‘ e ‘Come On To Me’) e um novo disco, que parece que vai se chamar Egypt Station.

O novo trabalho vem na sequência de New (2013) e pode contar com uma música gravada no e sobre o Brasil.

Será?

 

Erasmo Carlos continua acreditando no amor

…amor é isso, novo álbum do Tremendão, traz parcerias com Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Tim Maia!

Quem disse que rockeiro não pode ser romântico? Erasmo Carlos é a prova viva de que rock e amor combinam. Responsável por grande parte das mais conhecidas canções de amor do país (compostas em parceria com o amigo Roberto Carlos) e depois de três discos de estúdio voltados mais para as guitarras, mas sem perder a gentileza – Rock n’ Roll (2007), Sexo (2011) e Gigante Gentil (2014) – o Tremendão vira o jogo e lança …amor é isso, baseado em e-mails com poesias que escreveu para a mulher, Fernanda Passos, durante os oito anos de namoro do casal.

O resultado, além das composições solo de Erasmo, é uma coleção de ótimas parcerias – Marisa Monte, Dadi, Samuel Rosa, Adriana Calcanhoto, Arnaldo Antunes, Emicida e Tim Maia – e presentes de amigos como Marcelo Camelo e Nando Reis, formando um repertório de altíssima qualidade, que fala sobre todas as faces do mais intenso dos sentimentos e passeia por vários estilos, não ficando preso apenas as baladas.

Paixão e inocência

Já na primeira canção – Convite para nascer de novo (Erasmo Carlos / Marisa Monte / Dadi), o ouvinte é levado a deixar a tristeza de lado e abraçar a oportunidade de uma nova paixão.

Houve um tempo em que eu chorava quase todo dia / Dando linha a uma vida extremamente chata / Com a vontade disponível de não existir… / Houve um tempo em que eu morava com minha tristeza / Era amigo e confidente das manhãs sem sol / Prisioneiro de mim mesmo, sem poder fugir… // De repente, o infinito de uma coisa boa / Começou devagarinho a orbitar em mim / Como num conto de fadas dos Irmãos Grimm… / Era um universo puro de uma pessoa / Que me viu um mundo morto portador de vida / Como um beija-flor perdido no próprio jardim… //

Mas se as letras dão o norte do disco, o instrumental também merece destaque. O baixo de Dadi, os violões e guitarras de Luiz Lopes, e os backings de Pedro Dias e Luiz Lopes, dão peso e unidade ao material pinçado por Erasmo. A faixa-título é um ótimo exemplo disso, com um arranjo delicado onde se destacam os violões e a ótima melodia.

Uma alegria de luz, o orgasmo da arte / Um sonho, uma ardência na alma / Uma dor, uma sorte / Mais que uma oferta egoísta e possessiva / Uma canção de ninar em carne viva… // Um universo inteiro de prazer no céu / A ressonância da paz no coração do seio / Nobre ilusão do horizonte da febre sem fim / E o som da banda avisando que o show é assim…

Sempre moderno

O romantismo não pode ser considerado uma novidade na carreira de Erasmo e mesmo assim ele ainda consegue encontrar formas de se manter novo e atualizado. Uma das surpresas do disco é a sua parceria com Emicida, que também faz uma participação vocal em Termos e Condições, faixa que fala sobre tecnologia e que é um dos destaques do disco. Até mesmo as semelhanças com trabalhos anteriores (Carlos Erasmo e A Banda dos Contentes) soam atuais e trazem um frescor reconhecível ao novo trabalho.

Erasmo pensou mesmo em tudo. O CD está sendo vendido (no site da Som Livre) com um lápis para que as pessoas possam expressar sua própria opinião sobre o que é o amor, já que o sentimento tem significados diferentes para cada alma.

Homenagem ao amigo

Se o sexo já foi tema de um disco recente, o amor expressado nas faixas de …amor é isso é daqueles que todos deveríamos querer viver: intenso, traidor, romântico, idealista e sem fim. Mesmo as canções onde o sentimento veio por conta de uma amizade – como a versão que Erasmo fez para a canção New Love, do companheiro de infância Tim Maia – têm um saboroso toque de inocência.

Eu amei / Todo o amor / Que eu tinha pra amar / O que eu não sabia / É que ela não me amava… / Eu chorei / Toda a dor / Que eu tinha pra chorar / E o pranto que eu chorava / Não fez ela voltar… / Foi então / Que a vida entre o cinza e o azul / Me mostrou / A beleza do mundo em você / Me pergunto / Se eu tenho alguma chance / De contar com seu amor nesse romance… / Ôôô love / Meu novo love / Foi tão bom achar você…

Muitos altos

Toda a unanimidade é burra, já diria Nelson Rodrigues, e dizer que …amor é isso é um trabalho perfeito seria muita pretensão, mas os altos são tantos que mesmo os mais exigentes vão se dobrar a qualidade das (12) canções e da produção (Pupillo). Convite para nascer de novo, Novo sentido, Novo Love e Parece que foi hoje, fazem os 50 minutos do álbum passarem muito mais rápido do que o normal, como num jogo de futebol bem jogado, que sempre passa mais rápido do que uma pelada.

Erasmo Carlos continua produzindo em um ritmo e com uma qualidade que impressionam, principalmente se compararmos com a preguiça do seu velho parceiro. Com …amar é isso, Erasmo deixa a estrada livre para mais canções e álbuns.

Graças a Deus!

Cotação: ****


Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Eduardo Dussek esbanja humor e ritmo – Niterói – 13/6/18

Cantor encantou a plateia no Teatro da UFF

O Tao de Dussek é PH*dd*! O ator/compositor/cantor entrega sempre um caminhão de alegria para suas plateias e não foi diferente na última quarta-feira (13), na sua apresentação no Show das 4, projeto que leva grandes nomes ao Teatro da UFF, em Niterói, sempre às 16h.

Comemorando 40 anos de carreira (completados ano passado) e com uma carreira musical que abrange vários ritmos e tendências – nada de sertanejo ou pagode, deixo claro -, Eduardo Dussek continua em forma musicalmente e no humor afiado, mesmo lutando há mais de uma década contra o mal de Parkinson.

 

Fazendo um show sem roteiro e escolhendo as canções de acordo com o seu humor (e o do público), Dussek ainda é uma usina de força. Para o pessoal mais jovem, ele desfila marchinhas e sucessos autorais que muitos nem devem conhecer ou saber que são de sua autoria – Seu tipo (gravada por Ney Matogrosso), por exemplo. Para os mais velhos, recorda pérolas como Nostradamus, Cabelos Negros e Barrados no Baile.

A comemoração segue dia 20 com uma apresentação no Teatro Riachuelo, no centro do Rio, que vai contar com a participação especial de Silvia Machete.

Fotos e vídeo: Jo Nunes

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival divulga nova programação

Festival acontece entre os dias 15 a 17 de junho

Depois de precisar ser adiado por conta da greve dos caminhoneiros, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, que será realizado entre 15 e 17 de junho, divulga as novas datas dos shows.

Sexta-Feira (15)

Palco Costa Azul
Orquestra de Sopros de Rio das Ostras
Big Gilson Blues Band
Amaro Freitas
Stanley Jordan Trio e Armadinho (USA)
Igor Prado e Just & Groove Band

Sábado (16)

Palco São Pedro
Laranjeletric

Palco Iriry
Lorenzo Thompson (USA) & Bruno Marques Band
Kynnie Williams

Rosa Marya Colin é um dos destaques do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival

Palco Costa Azul
Delicatessen
Rosa Marya Colin
Banda Black Rio
Marlon Sette e Banda (Jazz/funk/Soul)
Lorenzo Thompson (USA) & Bruno Marques Band

Domingo (17)

Palco São Pedro
Eduardo Ponti Guitar Jazz

Palco Iriry
Azimuthi e Léo Gandelman
Brasil X Suíça (Telão –15h)
Igor Prado e Just & Groove Band

Os shows acontecem em palcos localizados na Praça São Pedro (11h15), Lagoa de Iriry (14h30) e Costazul (20h). No último dia do festival o público poderá assistir a estreia do Brasil em um telão que será instalado na Lagoa de Iriry.

Depois de Hendrix, o U2 se rende aos Monkees

Críticos musicais e muitos fãs de rock costumam ter atitudes pouco respeitosas por artistas que não eram puramente artistas. Provavelmente o maior exemplo disso são os Monkees, um grupo de atores/músicos contratados para estrelar uma série de TV sobre um grupo pop e que acabaram se tornando uma banda de verdade.

É verdade que, no início da carreira, Davy Jones (voz e percussão), Micky Dolenz (voz e bateria), Peter Tork (baixo, teclado e voz) e Mike Nesmith (voz e guitarra), não compunham ou tocavam nos discos (apenas cantavam), mas com canções escritas por nomes como Carole King, Harry Nilson, David GatesNeil SedakaNeil DiamondJerry Leiber e Mike Stoller, além do impulso de um ótimo programa na TV, não é de se admirar que seus singles e LPs fossem para o topo das paradas.

O que muita gente parece esquecer é que os rapazes eram talentosos (a voz de Micky Dolenz é um exemplo) e que eles nunca representaram ser o que não eram. Na verdade, quando decidiram que queriam mesmo ser uma banda, cavaram a sua sepultura. Pode parecer estranho, mas em 1967 os Monkees eram tão famosos que tinham como ato de abertura de seus shows um tal de Jimy Hendrix. Mais importante: eles foram os artistas que mais venderam discos nos Estados Unidos naquele ano. Repetindo: nem os Beatles, os Rolling Stones, Cream, Simon & Garfunkel ou Bob Dylan. Os maiores vendedores de discos foram os Monkees!

O reconhecimento

Apesar de todo o sucesso, a crença geral é de que só as crianças conhecem o grupo – graças aos filmes do Shrek e da canção I’m a Believer – ou os adultos que reconhecem a dança de Axl Rose, mas essa não é a verdade. No dia 21 de junho de 1997, em Los Angeles, o U2 – já uma das maiores bandas do mundo – fazia mais um show da sua turnê PopMart, na qual o guitarrista The Edge tinha o seu momento de destaque fazendo um karaokê onde a canção mais executada era Daydream Believer, um sucesso dos Monkees, claro. Então, do nada, Davy Jones entra no palco e rouba o show. Porém, mais surpreendente que a reverência de The Edge é ver que toda a plateia conhece a canção.

Viva a boa música!

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

Roger Daltrey aposta no soul e se dá bem

As Long as I Have You traz canções originais e outras que inspiraram Daltrey na sua juventude

Uma das vozes mais marcantes do rock em todos os tempos, Roger Daltrey lança o seu 9º disco solo – ou 10º, se considerarmos o excelente Going Back Home (2014), feito em parceria com Wilko Johnson – dessa vez apostando no soul e no R&B, e se sai muito bem. Daltrey, que já passeou pelo e sempre será lembrado pelo trabalho com o The Who, mostra que, aos 74 anos, ainda tem muita lenha para queimar. A voz continua potente e afinada (apesar de algumas oitavas mais baixa) e ele consegue imprimir uma emoção genuína em todas as faixas.

Com a nobre presença do violão de Pete Townshend em sete das 11 faixas do disco, o frontman do The Who nos proporciona uma viagem por canções que fazem parte da sua vida desde jovem e por novas composições como Certified Rose, escrita para sua filha. Mas os destaques ficam mesmo com as regravações de How Far (Stephen Stills), Into My Arms (Nick Cave) e, principalmente, a faixa-título. As Long as I Have You é, inclusive, uma das canções que os High Nunbers (que depois se tornariam o The Who) tocavam em seus shows.

– Esse é um retorno ao tempo no qual Pete ainda não havia começado a compor, um tempo quando éramos uma banda de adolescentes tocando soul music para pequenas plateias em bailes de igreja – conta Daltrey.

Clima Who By Numbers

Townshend é, aliás, responsável por um clima Who by Numbers. How Far, por exemplo, poderia muito bem ter sido gravada pelo quarteto britânico em meados dos anos 70. Mas se o violão de Townshend remete aos anos 70, a inclusão de backing vocals gospel e o uso de metais em alguns arranjos fazem o disco soar denso e com a força de ícones como Otis Redding, que não é citado, mas está lá, em espírito.

Foto: Jo Nunes

O peso grave da voz de Daltrey é presença em números como Into My Arms, mas como mostrou na sua passagem pelo Brasil ano passado, ela ainda é versátil e potente o suficiente para segurar as canções mais balançadas, mostrando uma força e suingue bem maiores que os demonstrados no bom Endless Wire (2006), do The Who, e o já citado Going Back Home.

Mas nem tudo são flores. You Haven’t Done Nothing (Stevie Wonder) é um daqueles momentos que poderiam e deveriam ser evitados. Parece que faltou alguém avisar que ela destoa do resto do álbum, soando forçada e sem acrescentar nada ao disco ou a sua versão original.

Rumo ao topo

As Long as I Have You é uma prova de que o que é bom ainda faz sucesso. O disco – lançado no Brasil em CD e disponível nas plataformas de streaming – já alcançou o 3º lugar nas paradas britânicas, na frente até do moderninho Drake. Segundo as previsões, o álbum deve alcançar o topo até o início da próxima semana.

Coração: ****

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

Outros posts sobre música

As principais cidades do mundo para os amantes da música

Os músicos mais ricos do Reino Unido

Graham Nash vai ganhar nova coletânea com raridades

“Novo” Barão Vermelho revisita “velhos” sucessos

Stanley Jordan se apresenta no Teatro Municipal de Niterói

Foto: Joe Mabel

Um dos músicos mais consagrados da música mundial, o guitarrista Stanley Jordan, vai se apresentar em um palco nobre: o Teatro Municipal de Niterói, na próxima sexta-feira (8/5). Dono de uma técnica virtuosa (tapping), Jordan é apaixonado pelo Brasil, sua música e seu público.

– Fico muito feliz toda vez que venho ao Brasil, país que tem uma musicalidade única e onde o público é aberto para todo tipo de ritmo e experimentações – disse o músico em 2010, durante uma de suas várias passagens pelo país.

São mais de 200 shows em palcos tupiniquins e, dessa vez, Jordan vem acompanhado de dois músicos de muito respeito: Ivan “Mamão” Conti, baterista do lendário grupo Azymuth, e Dudu Lima no baixo. O repertório inclui clássicos da carreira de Jordan, como releituras de músicas dos Beatles, Mozart e Led Zeppelin, além de canções da nossa MPB.

Com uma discografia rica – desde a estreia com Touch Sensitive (1982), até o mais recente Duets (2015) – Jordan construiu um repertório admirado tanto pelo público quanto pela crítica, passando por vários ritmos, como o jazz, rock e bossa nova.

Serviço

Stanley Jordan Jazz trio
Local: Teatro Municipal de Niterói – Rua XV de Novembro, 35, Centro – Tel.: 2620-1624
Data: 8 de junho (sexta-feira)
Hora: 20 horas
Censura: Livre
Ingresso: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (estudantes, maiores de 60 anos, menores de 21 anos e pessoas com deficiência).

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

As principais cidades do mundo para os amantes da música

O Tripadvisor, um dos maiores sites de viagens do mundo e sempre com boas avaliações de colaboradores. Recentemente o site divulgou uma lista com as cidades mais importantes para os amantes da música. Infelizmente eles não divulgaram os critérios para a escolha, mas admito que não tenho muitas divergências quanto aos locais (com a exceção da falta de Londres e NY), apenas quanto ao seu ranking.

Toda lista é polêmica e fica claro que essa pesquisa teve como base os Estados Unidos, mas realmente o estudo parece ter sido bem feito.

O ranking

1. Nashville, EUA
2. Nova Orleans, EUA
3. Dublin, Irlanda
4. Menphis, USA
5. Branson, USA
6. Doolin, Irlanda
7. Budapeste, Hungria
8. Havana, Cuba
9. Key West, USA
10. Liverpool, Inglaterra
11. Salzburgo, Áustria
12. Montreal, Canadá

Para conhecer todas as cidades recomendadas, siga o link.

Os músicos mais ricos do Reino Unido

Adele e Paul McCartney estão na lista dos mais ricos. O velho Sir Macca é o primeiro colocado

Antiguidade é posto. A frase é antiga e batida, mas se encaixa perfeitamente no contexto dos músicos mais ricos do Reino Unido. Berço do melhor do rock (e outros ritmos) desde os anos 60, Inglaterra e adjacências também produziram alguns dos mais bem-sucedidos artistas do planeta. E, embora os mais jovens desdenhem do som que marcou e até hoje influencia o mundo, a maioria dos nomes é da velha guarda, com alguns que nem são tão levados a sério como talentos, mas que estão lá, marcados na história. Assim, membros dos Beatles, Stones, Pink Floyd e Queen, por exemplo, estão lá no topo da lista.

O ranking, produzido pelo jornal Sunday Times, é feita levando-se em conta vários fatores como terras, propriedades, bens móveis e ações em empresas públicas. Os valores guardados nos bancos não entram nessa conta. As cifras estão na moeda da Terra da Rainha (libras esterlinas), claro.

Chupa, garotada!

PS: O valor da libra está quase R$ 5

Os nomes e as cifras:

Eric Clapton, com £ 175 milhões, está na posição 12

1. Paul McCartney e Nancy Shevell – £ 820 milhões
2. Lord Lloyd Webber – £ 740 milhões
3. U2 – £ 569 milhões
4. Elton John – £ 300 milhões
5. Mick Jagger – £ 260 milhões
6. Keith Richards – £ 245 milhões
7. Olivia e Dhani Harrison – £ 230 milhões
8. Ringo Starr – £ 220 milhões
9. Michael Flatley – £ 202 milhões
10. Sting – £ 190 milhões
11. Rod Stewart – £ 180 milhões
12. Roger Waters – £ 175 milhões
12. Eric Clapton – £ 175 milhões
14. Robbie Williams – £ 165 milhões
15. Tom Jones – £ 163 mihões
16. Tim Rice – £ 152 milhões
17. Ozzy Ousbourne e Sharon Ousbourne – £ 145 milhões
18. Adele – £ 140 milhões
18. Calvin Harris – £ 140 milhões
18. Charlie Watts – £ 140 milhões
21. Brian May – £ 135 milhões
22. Roger Taylor – £ 130 milhões
23. Jimmy Page – £ 125 milhões
24. Phil Collins – £ 120 milhões
25. David Gilmour – £ 115 milhões
26. Robert Plant – £ 105 milhões
26. John Deacon – £ 105 milhões
28. Enya – £ 104 milhões
29. Chris Martin – £ 94 milhões
30. Nick Mason – £ 92 milhões
31. Pete Townshend – £ 82 milhões
31. Will Champion – £ 82 milhões
31. Jonny Buckland – £ 82 milhões
31. Guy Berryman – £ 82 milhões
35. Ed Sheeran – £ 80 milhões
35. Gary Barlow – £ 80 milhões

 

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Greve dos caminhoneiros muda datas do festival de jazz e blues de Rio das Ostras

O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival vai acontecer entre os dias 15 a 17 de junho. As novas datas dos shows serão divulgadas na próxima semana.

O bloqueio das estradas e o desabastecimento de combustíveis causaram uma série de transtornos ao povo brasileiro e afetaram até mesmo o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, que aconteceria de hoje (31) até o dia 3 de junho (no feriadão de Corpus Christi), teve que alterar as suas datas, passando para o período de 15 a 17 de junho. No último dia do festival o público poderá assistir a estreia do Brasil em um telão que será instalado na Lagoa de Iriry.

– Temos mais de 70% das atrações confirmadas para as novas datas. Stanley Jordan e Armandinho, Banda Black Rio, Marlon Sette, Rosa Marya Colin e Jefferson Gonçalves, Azymuth e DJ Nuts, Igor Prado & Just Groove, Fred Sun Walk & The Dog Brothers, Amaro Freitas e Big Gilson – conta Stenio Mattos, diretor do Festival.

A nova programação será divulgada na próxima semana, no site do festival.

Abaixo a nota oficial da produção da Prefeitura de Rio das Ostras:

É com bastante tristeza que viemos anunciar em nota oficial que o Rio das Ostras Jazz & Blues será realizado em nova data: 15 a 17 de junho.

A mudança se deu em função da gravidade do desabastecimento de combustíveis e seus reflexos no município. Em nota oficial, a Prefeitura de Rio das Ostras informa que a decisão foi tomada em conjunto com a produção do evento, representantes de hotéis, pousadas e restaurantes da cidade, durante uma reunião na tarde desta segunda-feira (28).

Ainda segundo a Prefeitura, o festival é de grande importância cultural e econômica para o município.

Para a produção do Festival, o adiamento torna-se necessário para garantir a qualidade do festival. Nós da produção não nos sentiríamos a vontade em manter o festival sem as condições ideais de infraestrutura, diz Stenio Mattos, diretor do Festival. Pedimos desculpas pelo transtorno, contamos com a compreensão de todos e esperamos vocês no dia 15 para comemorarmos finalmente os nossos 15 anos!