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Barão Vermelho lança música inédita

‘A Solidão te Engole Vivo’ é a primeira  com a nova formação

O Barão Vermelho, uma das veteranas bandas do rock dos anos 80 está lançando A Solidão te Engole Vivo, primeira composição inédita da nova formação — após a entrada de Rodrigo Suricato e da saída do baixista Rodrigo Santos.

A composição (de Guto Goffi, Fernando Magalhães e Maurício Barros) é um daqueles rock/pop com o DNA do Barão.

— A escolha da música aconteceu porque a gente gosta dela e porque ela tem uma sonoridade barãozona, que sem ser retrô agrada aos fãs mais antigos e ao mesmo tempo ela é pra frente, atual — disse Fernando Magalhães, guitarrista do Barão desde 1985.

Prévia do novo disco (ainda sem título) que a banda deve lançar no início do próximo ano, a canção fala dos perigos de ficar sozinho, especialmente nos dias de hoje, onde a intolerância facilita a construção de muros.

Da amizade quero muito
Tudo que puder sonhar
Para encontrarmos juntos
Direção pra caminhar
Por que andar tão só, não é justo

Somente uma canção

— A Solidão te Engole Vivo tem uma sonoridade roqueira e tem uma letra muito bonita, sem fazer alusão a nada. Não tem relação com o momento político ou qualquer coisa assim. É simplesmente uma bela letra de amor dizendo que é muito melhor estarmos juntos do que separados — decretou o guitarrista.

Pois ao lado dos amigos
Eu escapo de qualquer perigo
E se você deixar
A solidão te engole vivo
Se você deixar a solidão…

Gravada nos intervalos da turnê que a banda segue fazendo pelo país, a música, produzida por Maurício Barros, já está disponível em todas as plataformas de streaming e ganhou um Lyric Vídeo (veja abaixo).

Música por prazer

Com as mudanças na indústria da música, fica cada vez mais raro um artista lançar novas composições no ritmo que encontrávamos até a década de 1990.

Agora, quando a maior parte dos lucros vem com as apresentações, novos álbuns estão se tornando itens cada vez mais raros.

— Acho que ganhar dinheiro com venda de músicas não existe mais, principalmente em formato físico. Eu acho legal lançar coisas novas, mas o nosso último disco foi o Barão Vermelho, de 2004 — lembrou Fernando.

Test Drive no Circo

No próximo dia 28, o Barão Vermelho faz show no Circo Voador, no Rio de Janeiro, onde terá A Solidão te Engole Vivo no seu setlist, numa prova de que o Barão está mesmo sempre em mutação.

— Nesse show no Circo Voador já vamos tocar A Solidão te Engole Vivo. Nem ensaiamos as outras. Estão gravadas, mas não mixadas, etc. Muita coisa ainda pode mudar nelas.

A Solidão te Engole Vivo
Guto Goffi/Fernando Magalhães/Maurício Barros

Da amizade quero muito
Tudo que puder sonhar
Para encontrarmos juntos
Direção pra caminhar
Por que andar tão só, não é justo

Não desqualifique o mundo
Levantando outro muro
O importante é estar vivendo
E buscar prazer em tudo
Por que andar tão só, não é justo
Andar tão só...

Pois ao lado dos amigos
Eu escapo de qualquer perigo
E se você deixar
A solidão te engole vivo
Se você deixar a solidão...

Incensa desperdícios
Reinventa precipícios
Te protege e castra
Dessa ninguém escapa
Se for pra levar na cara
Amor e porrada
Que seja de um amigo
Verdadeiro e antigo

Pois ao lado dos amigos
Eu escapo de qualquer perigo
E se você deixar
A solidão te engole vivo
Se você deixar a solidão
Te escolhe um vício

Você poderia estar
Em outro lugar
Não corte esse laço
É preciso viver
E dar mais que receber
É preciso viver e dar mais, mais e mais
Que receber

Pois ao lado dos amigos
Eu escapo de qualquer perigo
E se você deixar
A solidão te engole vivo
Se você deixar a solidão
Te escolhe um vício

Ficha técnica
Rodrigo Suricato - voz, violão e guitarra
Guto Goffi - bateria
Maurício Barros - teclados e vocal
Fernando Magalhães - guitarra
Márcio Alencar - baixo

Produzido por Maurício Barros
Arranjos: Barão Vermelho
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Biografia de Peter Tork, dos Monkees, será lançada em São Paulo e Rio

Love is Understanding – A Vida e a Época de Peter Tork e os Monkees conta a história de uma das bandas mais subestimadas do rock

O rock é cheio de histórias não contadas (ou mal contadas). O biógrafo Sérgio Farias, que já escreveu um livro sobre John Lennon, conta agora a história dos Monkees, usando como fio condutor a vida do seu baixista/tecladista, Peter Tork.

Love is Understanding – A Vida e a Época de Peter Tork e os Monkees (Chiado Editora) tem lançamento em São Paulo — dia 14 (sexta-feira), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional — e no Rio de Janeiro — dia 18 (terça-feira), na Livraria Books, em Botafogo).

Em breve uma resenha completa do livro!

Monkees também lançam disco com canções natalinas

Grupo utiliza a mesma fórmula do excelente Good Times (2016), mas sem o mesmo resultado

Assim como Eric Clapton, que brindou seus fãs com o fantástico Happy Xmas, seu primeiro disco natalino, os Monkees também atiraram na mesma direção com o seu Christmas Party – lançado pela gravadora Rhino e disponível no Brasil (como sempre) apenas nas plataformas de streaming – para conseguir a sua edição em CD clique no link.

Infelizmente, apesar de não ser um disco ruim, fica muito longe da qualidade do lançado por Clapton e do próprio lançamento anterior da banda.

Seguindo a mesma fórmula utilizada em Good Times (e até o mesmo produtor, Adam Schlesinger), o novo trabalho traz canções compostas por grandes nomes do pop especialmente para a banda — Peter Buck (REM), por exemplo — clássicos natalinos, composições próprias e sobras de estúdio, que permitem reviver a voz de Davy Jones.

Mágica em fagulhas

Apesar do ótimo trabalho gráfico e dos clipes bastante interessantes (com visual de histórias em quadrinhos), falta o básico: a magia da música em todas as faixas.

Algumas canções até funcionam bem individualmente, mas fica a sensação de que algo se perdeu na tradução.

A festa natalina dos Monkees até começa bem. As duas primeiras canções — Unwrap You at Christmas e What Would Santa Do — dão a impressão de que ouviremos algo como um Good Times 2, mas o disco não mantém o nível.

Mele Kalikimaka, uma das duas canções de Davy Jones — gravadas originalmente para o seu disco de Natal, lançado nos anos 70, e que ganharam novos arranjos — tem algum charme havaiano, mas não se encaixa muito bem no espírito dos Monkees.

Aliás, somente Micky Dolenz parece ter se comprometido com o projeto. Peter Tork aparece apenas em uma faixa — Angels We Have Heard On High — e Michael Nesmith contribui com vocais em dois clássicos natalinos, sem muito entusiasmo, parece.

O repertório é irregular, mas o resgate de canções como Wonderful Xmastime (de Paul McCartney) mostrou-se uma jogada esperta e de qualidade.

Mais curioso ainda é a escolha da canção Merry Christmas, Baby para fechar o álbum. O blues ganhou um tempero pop, mas que perde para a versão lançada recentemente por Eric Clapton em seu álbum natalino.

Não dá para competir com Clapton quando se fala de blues!

Um grupo singular

Os Monkees foram (e são) mesmo um grupo singular. Os atores/músicos que, em 1967, venderam mais discos que os Beatles e os Rolling Stones juntos no mercado americano, passaram por problemas internos, um bom período de ostracismo e alguns retornos triunfantes.

O sucesso inesperado de Good Times — chegou ao Top 20 da Billboard — e as ótimas críticas recebidas pelos shows que Micky, Mike e Peter realizaram pelos Estados Unidos criaram uma pequena Monkeemania de volta.

Não era difícil prever que a banda (e a Rhino) aproveitaria essa onda para lançar novos produtos.

Christmas Party é uma saída rápida e fácil para manter a chama acessa. Pena que ele esteja disputando mercado com uma série de lançamentos de grandeza maior.

Neste Natal os fãs do rock têm uma série de grandes lançamentos para escolher — Beatles, Elvis, Stones, Eric Clapton, Paul McCartney e Bruce Springsteen, para citar só alguns — e os Monkees podem acabar não sendo uma prioridade.

Um bom Natal

Christmas Party é um disco sem muita unidade. Serve para animar uma festinha de Natal com os amigos e até pode contribuir com uma ou duas faixas em futuras coletâneas da banda, mas está longe de ser memorável.

É como se fosse um Natal daqueles sem presentes caríssimos, mas no qual você sabe que não vai ganhar uma lembrancinha.

Cotação: *** ½

Elton John estrela belo anúncio de Natal

A cadeia de lojas inglesa John Lewis & Partners faz mais uma obra prima natalina

Todo ano a cadeia de lojas de departamento John Lewis & Partners, uma das maiores da Inglaterra, é famosa pelos seus anúncios de Natal. Este ano, usaram Elton John como inspiração para a peça publicitária.

Elton aparece (em várias fases) para mostrar que um presente pode mudar a vida de uma criança. No seu caso, o presente foi o piano da avó. Afinal, há dons que são mais especiais que outros.

Encomende o seu Diamonds – a coletânea definitiva de Elton John


– A campanha de Natal da John Lewis trouxe muitas lembranças boas para mim e a minha família. Foi uma oportunidade para refletir sobre minha vida na música e a incrível jornada pela qual passei e como tocar o piano da minha avó pela primeira vez marcou o momento no qual a música entrou na minha vida. O anúncio é absolutamente fantástico e eu adorei cada minuto no qual participei dele – disse Elton.

The Boy and the Piano é realmente lindo.

Aproveite e veja também o anúncio de 2017 com Golden Slumbers como trilha sonora.

Show de retorno de Elvis ganha edição luxuosa

Especial de TV gravado em 1968 terá 5 CDs e 2 blu-ray

Elvis é um fenômeno que precisa ser estudado por muitas e muitas décadas. Como um caipira que nunca saiu dos Estados Unidos conseguiu ter um impacto tão profundo na cultura de tantas nações?

Seja lá quais explicações existirem, o fato é que o Rei do Rock nunca morre. No fim deste mês a Sony Music vai lançar uma caixa comemorativa pelos 50 anos do especial de TV que marcou a volta de Elvis.

Clique e garanta a sua cópia

 Elvis Presley‘s ’68 Comeback Special terá sete discos – 5 CDs e 2 blu-ray – e deve pôr fim aos relançamentos desse evento.

Acompanhado de Scotty Moore (guitarra) e D.J. Fontana (bateria) Elvis soltou a voz em clássicos como That’s All Right, Heartbreak Hotel e Lawdy, Miss Clawdy, só para citar os mais inspirados.

Batizado originalmente de Singer Presents…Elvis – Singer é mesmo aquela empresa que fabricava máquinas de costura – o especial de TV revitalizou a carreira de Presley e se transformou em um marco na história do rock.

Tudo

O programa foi gravado em duas partes – com Elvis cantando sentado e em pé. Na verdade, foram feitas duas gravações para cada parte, todas incluídas na caixa. Todo o material em áudio e vídeo disponível estará reunido nesse novo lançamento, saciando o apetite de qualquer tipo de fã.

Além das gravações oficiais, ensaios e outtakes serão parte do show, assim como um livro de 84 páginas com entrevistas e depoimentos sobre o programa.

A data de lançamento está marcada para 30 de novembro.

CD 1
The Original Album
1. “Trouble” / “Guitar Man” (Opening)
2. Medley:
“Lawdy, Miss Clawdy”
“Baby, What You Want Me To Do”
Dialogue; Medley: “Heartbreak Hotel” / “Hound Dog” / “All Shook Up”
“Can’t Help Falling In Love”
“Jailhouse Rock”
Dialogue; “Love Me Tender”
3. Medley:
Dialogue; “Where Could I Go But To The Lord” / “Up Above My Head” / “Saved”
4. Medley:
Dialogue; “Blue Christmas” (5:34)
Dialogue; “One Night”
5. Memories
6. Medley: “Nothingville” / Dialogue; “Big Boss Man” / “Guitar Man” / “Little Egypt” / “Trouble” / “Guitar Man”
7. “If I Can Dream”
Bonus Cuts
8. “It Hurts Me” (splice/edit of part 1 – take 7, part 2 – take 7 & part 1 – take 6)
9. “Let Yourself Go” (splice/edit of part 1 – take 1 & part 2 – take 2)
10. “Memories”
11. “If I Can Dream”

CD 2
First ‘Sit Down’ show
1. “That’s All Right”
2. “Heartbreak Hotel”
3. “Love Me”
4. “Baby, What You Want Me To Do”
5. “Blue Suede Shoes”
6. “Baby, What You Want Me To Do
7. Lawdy, Miss Clawdy”
8. “Are You Lonesome Tonight?”
9. “When My Blue Moon Turns to Gold Again”
10. “Blue Christmas”
11. “Trying to Get to You”
12. “One Night”
13. “Baby, What You Want Me to Do”
14. “One Night”
15. “Memories”

First ‘Stand Up’ show
16. “Heartbreak Hotel”
17. “Hound Dog”
18. “All Shook Up”
19. “Can’t Help Falling in Love”
20. “Jailhouse Rock”
21. “Don’t Be Cruel”
22. “Blue Suede Shoes”
23. “Love Me Tender”
24. “Trouble”
25. “Baby, What You Want Me to Do”
26. “If I Can Dream”

CD 3
Second ‘Sit Down’ show
1. “Heartbreak Hotel”
2. “Baby, What You Want Me to Do”
3. Introductions
4. “That’s All Right”
5. “Are You Lonesome Tonight?”
6. “Baby, What You Want Me to Do”
7. “Blue Suede Shoes”
8. “One Night”
9. “Love Me”
10. “Trying to Get to You”
11. “Lawdy, Miss Clawdy”
12. “Santa Claus is Back in Town”
13. “Blue Christmas”
14. “Tiger Man”
15. “When My Blue Moon Turns to Gold Again”
16. “Memories”

Second ‘Stand Up’ show
17. “Heartbreak Hotel”
18. “Hound Dog”
19. “All Shook Up”
20. “Can’t Help Falling in Love”
21. “Jailhouse Rock”
22. “Don’t Be Cruel”
23. “Blue Suede Shoes”
24. “Love Me Tender”
25. “Trouble” / “Guitar Man”
26. “Trouble” / “Guitar Man”
27. “If I Can Dream”

CD 4
First rehearsal
1. “I Got A Woman”
2. “Blue Moon” / “Young Love” / “Oh, Happy Day”
3. “When It Rains It Really Pours”
4. “Blue Christmas”
5. “Are You Lonesome Tonight?” / “That’s My Desire”
6. “That’s When Your Heartaches Begin”
7. “Peter Gunn Theme”
8. “Love Me”
9. “When My Blue Moon Turns to Gold Again”
10. “Blue Christmas” / “Santa Claus is Back in Town”

Second rehearsal
11. “Danny Boy”
12. “Baby, What You Want Me to Do”
13. “Love Me”
14. “Tiger Man”
15. “Santa Claus is Back in Town”
16. “Lawdy, Miss Clawdy”
17. “One Night”
18. “Blue Christmas”
19. “Baby, What You Want Me to Do”
20. “When My Blue Moon Turns to Gold Again”
21. “Blue Moon of Kentucky”

CD 5
The Wrecking Crew Sessions
1. “Nothingville (Guitar Man’s Evil #1)” – takes 5 & 6
2. “Guitar Man (Guitar Man’s Evil #1)” – take 2
3. “Let Yourself Go, part 1 (Guitar Man’s Evil #2)” – take 5 & 7/M
4. “Let Yourself Go, part 2 (Guitar Man’s Evil #3)” – take 7/M
5. “Guitar Man (Escape #1, fast)” – takes 1, 2 & 5
6. “Big Boss Man (Escape #3)” – take 2
7. “It Hurts Me, part 1 (Escape #4)” – take 5
8. “It Hurts Me, part 2 (After Karate #1)” – take 3
9. “Guitar Man (After Karate #2)” – take 1
10. “Little Egypt (After Karate #2)” – take 6
11. “Trouble / Guitar Man (After Karate #3)” – take 2
12. “Sometimes I Feel Like a Motherless Child” / “Where Could I Go But to the Lord (Gospel #1)” – rehearsal & take 1 (5:23)
13. “Up Above My Head” / “Saved (Gospel #2)” – takes 4 & 7
14. “Saved (Gospel #3)” – takes 2 & 4
15. “Trouble” / “Guitar Man (Opening)” – takes 6 & 7
16. “If I Can Dream” – take 1
17. “If I Can Dream” – takes 2, 3 & 4
18. “Memories” – takes 3 & 4/vocal overdub #1
19. “Let Yourself Go” (closing instrumental)

Blu-ray Disc 1:
Elvis NBC TV Special originally broadcast on Dec. 3, 1968
Black Leather Sit-Down Show #1 – June 27, 1968
Black Leather Sit-Down Show #2 – June 27, 1968
Black Leather Stand-Up Show #1 – June 29, 1968
Black Leather Stand-Up Show #2 – June 29, 1968

1. Opening Production Number
2. Lawdy Miss Clawdy
3. Baby, What You Want Me To Do
4. Medley: Heartbreak Hotel / Hound Dog / All Shook Up
5. Can’t Help Falling In Love
6. Jailhouse Rock
7. Can I borrow your little whatchacallit?/This leather suit’s hot
8. Love Me Tender
9. Are You Lonesome Tonight?
10. Rock & roll music is . . .
11. Gospel Production Number
12. Baby, What You Want Me To Do
13. Blue Christmas
14. Man, I just work here./No strap.
15. One Night
16. Memories
17. Guitar Man Production Number
18. If I Can Dream – Show Closer
19. Credits Roll
20. Elvis takes the stage.
21. Elvis introduces band-mates.
22. That’s All Right
23. Heartbreak Hotel/Spoken Word
24. Love Me
25. Swapping axes./Are we on television?
26. Baby, What You Want Me To Do
27. Touching body with hands./Rock & roll music is . . .
28. Blue Suede Shoes
29. Baby, What You Want Me To Do
30. Something wrong with my lip./He’s gotta be crazy.
31. Lawdy Miss Clawdy
32. Are You Lonesome Tonight?
33. When My Blue Moon Turns To Gold Again
34. Blue Christmas
35. Trying To Get To You
36. One Night – Somebody pulled the plug, man.
37. Baby, What You Want Me To Do
38. Man, I just work here./No strap.
39. One Night
40. Memories
41. Audience warm-up./Mr. Elvis Presley.
42. Heartbreak Hotel
43. Baby, What You Want Me To Do
44. Elvis refers to script./Introduces band-mates.
45. That’s All Right/Spoken Word
46. Are You Lonesome Tonight?
47. Baby, What You Want Me To Do
48. Can’t even touch myself./You gonna get arrested, boy.
49. Blue Suede Shoes
50. We don’t have a strap?/Lines from MacArthur Park.
51. One Night
52. Love Me
53. Hanky flies about./The new music./My style came from . . .
54. Trying To Get To You/Spoken Word
55. Lawdy Miss Clawdy
56. Girl saves Elvis tissue lint./Never ceases to amaze me, baby.
57. Santa Claus Is Back In Town
58. Blue Christmas
59. Tiger Man
60. Another tissue girl./MacArthur Park lines.
61. When My Blue Moon Turns To Gold Again
62. Memories/Spoken Word
63. Audience warm-up./Here’s Elvis Presley.
64. Heartbreak Hotel/One Night – Sound Goes Out/Spoken Word
65. Heartbreak Hotel/Hound Dog/All Shook Up/Spoken Word
66. Can’t Help Falling In Love
67. Jailhouse Rock
68. Don’t Be Cruel
69. Blue Suede Shoes
70. Love Me Tender/Spoken Word
71. Anybody got a handkerchief?
72. Trouble/Spoken Word
73. Baby, What You Want Me To Do – Impromptu Jam
74. If I Can Dream – Lip-Synch Performance.
75. Audience warm-up./And it stars Elvis Presley./Heartbreak Hotel – False start.
76. Heartbreak Hotel/Hound Dog/All Shook Up
77. Can’t Help Falling In Love
78. Jailhouse Rock
79. Don’t Be Cruel – Moby Dick!
80. Blue Suede Shoes – False start. One more time, gently.
81. Blue Suede Shoes
82. Can I borrow your little whatchacallit?/This leather suit’s hot.
83. Love Me Tender
84. Preparation./Who’s that strange man out there, Elvis?
85. Trouble – Should I be on the microphone here?/Spoken Word
86. Trouble – I got my lip hung on the microphone./Spoken Word
87. Trouble/Guitar Man
88. Lines from MacArthur Park and Tiptoe Through The Tulips
89. Trouble/Guitar Man/Spoken Word
90. If I Can Dream – Lip-Synch Performance./Spoken Word

Blu-ray Disc 2:
“Trouble” / “Guitar Man” TV Show Opener – June 30, 1968 – All Takes and Raw Components
If I Can Dream TV Show Closer – June 30, 1968 – All Takes
Huh-Huh-Huh Promo – June 30, 1968
Elvis Closing Credits Without Credit Roll – June 30, 1968
“If I Can Dream” Special Music Video 2004 – June 30, 1968
Gospel Production Number – All Takes and Raw Components
“Guitar Man” Production Number – All Takes and Raw Components
Blu-ray Special Feature Re-Cut

Já conhece a playlist do blog?

Depois de um tempinho reunindo novidades, a playlist do F(r)adses da Vida está de volta atualizadíssima.

Além de canções dos discos que são resenhados por aqui, há também novidades nacionais e internacionais que pipocam pelo mundo.

Ouça e deixe a sua opinião/comentário/crítica.

Blues com a chancela dos Rolling Stones

Confessin’ The Blues é uma coletânea com clássicos do blues escolhidos pelos membros dos Stones

Os Rolling Stones, que antes de se tornarem a maior banda de rock de todos os tempos eram mais uma banda que fazia covers de clássicos do blues, não perdeu a sua essência.

Dois anos depois do excelente Blue & Lonesome, onde recriavam algumas das suas canções favoritas do blues, os Stones enveredam novamente pelos campos de colheita de algodão dos Estados Unidos com o lançamento de Confessin’ The Blues, uma coletânea de canções de artistas que são ícones do gênero.

O repertório escolhido por Ron Wood, Keith Richards, Mick Jagger e Charlie Watts não poderia ser mais certeiro. Elmore James, B.B King, Howlin’ Wolf e John Lee Hooker são alguns dos nomes que aparecem nas 42 faixas do CD duplo.

Capa caprichada

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Confessin’ The Blues ganhou, além do repertório, um trabalho cuidadoso no campo visual. Aproveitando o talento de Ron Wood como pintor, a banda decidiu colocar um de seus desenhos na capa do CD/vinil.

A ideia por trás do projeto é educar as novas gerações sobre um gênero que, infelizmente, não tem tanto espaço nas rádio, TVs e serviços de streaming.

Para isso, a banda decidiu doar 10% dos lucros com a venda do álbum para a Willie Dixon’s Blues Heaven Foundation, uma organização sem fins lucrativos baseada nos Estados Unidos.

O álbum já está disponível nas principais lojas que ainda vendem CDs pelo mundo. Lançamento no Brasil? Streaming? Por enquanto, nada, mas você pode ouvir algumas playlists bastante aproximadas com o produto oficial.

Disco 1
1. Rollin’ Stone – Muddy Waters
2. Little Red Rooster – Howlin’ Wolf
3. Boogie Chillen – John Lee Hooker
4. I Hate to See You Go – Little Walter
5. Little Queenie – Chuck Berry
6. You Can’t Judge A Book By It’s Cover – Bo Diddley
7. Ride ‘Em On Down – Eddie Taylor
8. I’m A King Bee – Slim Harpo
9. All Your Love – Magic Sam
10. Dust My Broom – Sonny Boy Williamson
11. Just Your Fool – Little Walter
12. I Want to Be Loved – Muddy Waters
13. Key to the Highway – Big Bill Broonzy
14. Love In Vain Blues – Robert Johnson
15. You Gotta Move – Mississippi Fred McDowell
16. Bright Lights, Big City – Jimmy Reed
17. Worried Life Blues – Big Maceo Merriweather
18. Everybody Knows About My Good Thing (Pt. 1) – Little Johnny Taylor
19. Commit a Crime (1991 Chess Box Version) – Howlin’ Wolf
20. I Can’t Quit You Baby – Otis Rush
21. Confessin’ the Blues (with Walter Brown) [Single Version] – Jay McShann

Disco 2
1. Just Like I Treat You – Howlin’ Wolf
2. I Got to Go – Little Walter
3. Carol – Chuck Berry
4. Mona – Bo Diddley
5. I Just Want to Make Love to You – Muddy Waters
6. Blues Before Sunrise – Elmore James & The Broom Dusters
7. Bad Boy – Eddie Taylor
8. Boogie Children – Boy Blue
9. Little Rain – Jimmy Reed
10. Stop Breakin’ Down Blues – Robert Johnson
11. The Prodigal Son – Reverend Robert Wilkins
12. Hoodoo Blues – Lightnin’ Slim
13. Don’t Stay Out All Night – Billy Boy Arnold
14. Crawdad. – Bo Diddley
15. Suzie Q – Dale Hawkins
16. Down The Road Apiece – Amos Milburn
17. Little Baby – Howlin’ Wolf
18. Blue and Lonesome – Little Walter
19. Rock Me Baby – B.B. King
20. Damn Right I Got The Blues – Buddy Guy
21. Mannish Boy – Muddy Waters

As mudanças do novo Álbum Branco

Novas mixagens, demos e outtakes revelam um universo paralelo dos Beatles em 1968

Já se passaram alguns dias desde o lançamento da caixa comemorativa dos 50 anos do Álbum Branco, tempo mais que suficiente para várias audições de todo o material e para tirar algumas conclusões.

Remix, demos e outtakes

Clique e encomende a sua cópia

A nova edição é dividida em compartimentos – o remix feito por Giles Martin e o engenheiro de som Sam Okell, os demos gravados pelo grupo no bangalô de George Harrison (em Esher), outtakes e ensaios das canções e, claro, a mixagem original em mono.

Difícil dizer o que é mais impactante. Portanto, vamos por partes, como diria Jack.

A nova mixagem

Primeiro vamos deixar claro que, ao contrário do que aconteceu com a caixa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, que se baseou na mixagem original mono – a única na qual os Beatles e George Martin estiveram envolvidos – para o Álbum Branco foi usada como modelo a mixagem estéreo, com todas as suas falhas e erros.

Dito isto, vamos ao que interessa.

Cozinha quente

Para resumir, a grande diferença na nova mixagem é o maior peso do baixo e da bateria. A cozinha formada por Paul McCartney e Ringo Starr ganhou maior destaque em quase todas as faixas, onde ficavam mais ao fundo, provavelmente por conta das limitações técnicas da época.

Mas não é apenas isso. Há muitos fades que ficaram mais longos e instrumentos que estão bem mais claros e destacados, surpreendendo quem já conhece o disco.

Um bom exemplo disso é While My Guitar Gently Weeps, onde a guitarra de Eric Clapton está mais baixa, mas é possível ouvir melhor as notas tocadas por Deus.

Porém, a maior diferença fica mesmo por conta de outra composição de George Harrison: Long, Long, Long. A canção, que na sua versão original tem um clima sombrio e um volume bastante baixo, ganhou punch e destaque no vocal de George. O resultado é bastante diferente das versões lançadas anteriormente.

Há diferenças bastante nítidas em várias outras canções como Honey Pie, Dear Prudence e Helter Skelter. Dizem até que é possível detectar diferenças em Revolution 9, mas isso eu deixo para os meus bravos leitores.

Na verdade, a impressão é a de que Martin e Okell fizeram questão de deixar sua marca em todas as canções, sempre com um acorde de guitarra ou violão, um martelar no piano ou backing vocal com alguma diferença que vai surpreender os fãs.

Esher Demos, o primeiro Unplugged

George fotografado na sua casa em Esher

Esher é a localidade onde George Harrison vivia com a esposa Pattie em um bangalô que, segundo relatos, era bem pouco confortável. Foi lá que os quatro Beatles se reuniram para gravar demos das canções compostas na Índia, durante sua estadia com o guru Maharishi Mahesh Yogi.

Reza a lenda que 1968 marcou o início do fim da banda, mas o que se ouve nesses demos é reveladoramente diferente. Para início de conversa, a qualidade de som das gravações feitas no equipamento portátil de George Harrison é absurdamente boa e apresentada aqui em estéreo

Também merece registro que, apesar de mutas dessas gravações já circularem entre os colecionadores faz anos, aqui estão todos os registros, editados na ordem do disco, além de todas as que não fizeram parte do Álbum Branco.

Para finalizar, o clima parece mais que alegre, com várias músicas já praticamente prontas. Na verdade, se algumas delas fossem lançadas nessas versões acústicas, não fariam feio.

Clique e encomende a versão nacional (tripla)

Mais que as canções lançadas pelos Beatles no White Album, merecem uma audição atenciosa as sobras Child of Nature – que mais tarde ganhou nova letra de Lennon e foi rebatizada de Jealous Guy -, Jubilee – que foi lançada pr Paul McCartney como Junk –, além de Circles e Not Guilty – que receberam novos registros durante a carreira solo de George Harrison.

Há também canções que foram parar no disco Abbey Road, mas não vou contar para não acabar com a surpresa.

Outtakes e ensaios

Os destaques dessa partição são muitos, mas se tiver pouco tempo e quiser realmente ser impactado pelo que vai ouvir, vá logo para as versões de Good Night.

A canção de ninar escrita por Lennon e cantada por Ringo é de arrepiar nessas novas versões. A que conta com backing vocals de John, Paul e George (nunca antes ouvida) vale o disco inteiro.

Assim como nas demos, há muitas brincadeiras e risos registrados. Difícil imaginar que eles estavam se engalfinhado por qualquer motivo, mas é isso que a história (e eles mesmos) contam.

Não há como não gostar dos takes escolhidos pelo novo Martin. Martha My Dear (sem o arranjo de cordas) ganha novo sabor, assim como é interessante ouvir a evolução de While My Guitar Gently Weeps e as improvisações durante os takes de I Will, que acabaram gerando Los Paranoias e Can You Take Me Back?.

Há até uma versão embrionária de Let it Be, mas o melhor são mesmo as gravações das versões iniciais da base de canções que acabou criando o Álbum Branco.

O disco original tem 30 faixas e tecer comentários sobre cada um dos outtakes tornaria esse texto longo, longo, longo.

Melhor não, né?

Mixagem mono

Muita gente vai estranhar o porquê da minha preferência pela mizagem mono, algo que pode até soar antiquado, mas é importante ter em mente que em 1968 a maioria das pessoas ainda não possuia equipamentos estéro e por isso os Beatles só se envolviam nas mixagens feitas em mono.

As diferenças são enormes. Vão desde o avião de Back in the USSR, passa pela ausência das palmas em Ob-La-Di-Ob-La-Da, a inexistência do fade in e do grito de Ringo Starr ao final de Helter Skelter. Até os pássaros e porcos são diferentes em Blackbrd e Piggies, respectivamente.

Praticamente todas as canções têm diferenças em relação ao que o grande público está acostumado a ouvir. Então, vá lá ouvir o verdadeiro Álbum Branco.

 

Lady Gaga surpreende pessoas em abrigo com pizza e café

I love this girl!

UFW

Cantora aproveitou o Dia Mundial da Gentileza para visitar quem teve de deixar suas casas na Califórnia devido ao incêndio florestal

‘Pizza quente, café e gift cards para o abrigo’, publicou Lady Gaga no Instagram Stories.Foto: Instagram/ladygaga


Lady Gagaaproveitou o Dia Mundial da Gentileza, celebrado nesta terça-feira, 13, para surpreender pessoas abrigadas pela Cruz Vermelha, que tiveram de deixar suas casas na Califórnia devido aoincêndio florestal que provocou, até o momento, 50 mortes.

A cantora foi até o local, em Los Angeles, com caixas de pizza e café. Antes, ela encorajou outras pessoas a fazer atos de gentileza naquele dia.

“Hoje é meu dia favorito do ano, Dia Mundial da Gentileza. Eu encorajo todos vocês a fazer um ato de gentileza, mesmo que seja para você mesmo”, disse no Instagram Stories.

Gaga foi uma daspersonalidades que tiveram de deixar suas casas, em Malibu, por conta da…

Ver o post original 85 mais palavras

True Meanings, um Paul Weller acústico

Disco, o 26º da carreira de Weller, conta com participações de Martin Carthy e Danny Thompson, Conor O’Brien, Noel Gallagher e Lucy Rose

Clique e encomende a sua versão standard

Paul Weller é um veterano com mais de 40 anos de uma carreira muito respeitada e, no Brasil, pouco popular. Membro e principal força dos grupos The Jam e Style Council, Weller já navegou pelo rock, punk, new wave, pop, jazz, r&b e soul, sempre com maestria.

Agora, Weller lançou True Meanings — 26º disco da carreira ou 14º da carreira solo — um trabalho mais introspectivo e quase todo acústico.

Gravado no conforto de seu próprio estúdio, o álbum (lançado em setembro) pode até não estar entre os seus melhores, mas oferece ótimos momentos e vai crescendo a cada audição.

Climão folk

O folk é a principal influência do disco, até mesmo pelos convidados convocados por Weller. Martin Carthy e Danny Thompson, Conor O’Brien, Noel Gallagher e Lucy Rose são, na sua maioria, grandes nomes do gênero.

Mas o pop/jazz/soul não está ausente nesse novo trabalho. Logo na faixa de abertura — The Soul Searchers — a belíssima voz de Weller adorna uma melodia folk com toques do pop típico do inglês.

Talvez o momento mais belo e interessante do álbum seja Mayfly, canção que tem um sabor de r&b e blues com aquele tempero que só os britânicos sabem colocar em canções que poderiam ter sido criadas no interior dos Estados Unidos.

Marcas do tempo e David Bowie

Clique e encomende a versão deluxe

As rugas não escondem a idade. Aos 60, Weller parece mais reflexivo, mas não parece ter perdido o tesão e a inspiração para continuar como um dos nomes mais respeitados da cena inglesa desde os anos 80.

Outro momento interessante do disco é a homenagem que Weller faz ao camaleão David Bowie. Depois de alguns arranca-rabos, a dupla se entendeu e os dois acabaram se tornando bons amigos.

Agora, a homenagem sincera ao amigo chega na canção singelamente intitulada Bowie. Dá até para imaginar o camaleão ouvindo a canção e sorrindo lisonjeado.

Deluxe

True Meanings também pode ser encontrado em uma versão deluxe, com 5 faixas bônus, entre versões instrumentais e remixes e um libreto com 28 páginas.

Já a versão standard vem com 14 canções e um libreto de 12 páginas.

Em qualquer versão, True Meanings é um belo trabalho.

Escolha a sua versão.

As faixas da versão standard

1. The Soul Searchers
2. Glide
3. Mayfly
4. Gravity
5. Old Castles
6. What Would He Say?
7. Aspects
8. Bowie
9. Wishing Well
10. Come Along
11. Books
12. Movin On
13. May Love Travel With You
14. White Horses

Springsteen on Broadway em CD e vinil

Registro do show onde The Boss conta e canta suas canções chega ao mercado em dezembro, junto a especial na Netflix

O fim de 2018 está mesmo sendo cruel com os bolsos dos apreciadores e colecionadores de boa música. Além dos mega lançamentos dos Beatles e de Paul McCartney, agora a Sony anuncia o lançamento do CD (duplo) e vinil (quádruplo) do registro do espetáculo Springsteen on Broadway, de Bruce Springsteen.

Clique na imagem e peça o seu

Intimidade e proximidade

Walter Kerr Theatre – simpático e acanhado

Springsteen on Broadway é um espetáculo único na história dos grandes astros do rock. Um chefão sobe ao palco de um pequeno (e nem muito badalado) teatro na Broadway (Walter Kerr Theatre) e, munido apenas de um piano e um violão, conta histórias sobre algumas de suas mais conhecidas canções.

O resultado foi — além do preço dos ingressos terem chegado a inacreditáveis US$ 2.500 — um espetáculo cujas datas foram lotadas em segundos e onde os fãs puderam ficar a pouco metros do ídolo e ainda ouvir piadas e causos deliciosos.

Baseado na autobiografia Born to Run, Springsteen on Broadway será lançado dia 14 de dezembro — um dia antes do 236º e último show — e ainda vai ganhar o registro em vídeo, através da Netflix (também em dezembro, nos EUA).

Aguardemos notícias sobre algum lançamento no Brasil.

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2CD set

DISC 1
1. Growin’ Up (Introduction)
2. Growin’ Up
3. My Hometown (Introduction)
4. My Hometown
5. My Father’s House (Introduction)
6. My Father’s House
7. The Wish (Introduction)
8. The Wish
9. Thunder Road (Introduction)
10. Thunder Road
11. The Promised Land (Introduction)
12. The Promised Land

DISC 2
1. Born In the U.S.A. (Introduction)
2. Born In the U.S.A.
3. Tenth Avenue Freeze-Out (Introduction)
4. Tenth Avenue Freeze-Out
5. Tougher Than the Rest (Introduction)
6. Tougher Than the Rest
7. Brilliant Disguise (Introduction)
8. Brilliant Disguise
9. Long Time Comin’ (Introduction)
10. Long Time Comin’
11. The Ghost of Tom Joad (Introduction)
12. The Ghost of Tom Joad
13. The Rising
14. Dancing In the Dark (Introduction)
15. Dancing In the Dark
16. Land of Hope and Dreams
17. Born To Run (Introduction)
18. Born To Run

Biquini Cavadão faz releituras de canções de Herbert Vianna

Projeto Ilustre Guerreiro recria oito canções dos Paralamas do Sucesso

A admiração e camaradagem entre as bandas do rock nacional não é segredo. Porém, são poucas as bandas que tomam a iniciativa de homenagear outros grupos. O Biquini Cavadão está, desde meados do mês passado, fazendo isso com a obra de Herbert Viana e Os Paralamas do Sucesso.

Toda sexta-feira o Biquini lança uma canção nas plataformas de streaming. Serão oito canções — Cuide Bem de Seu Amor, Ska, Só pra te Mostrar e Vital e Sua Moto, só para citar algumas e deixar o suspense em alta.

O projeto vai até o dia 30 de novembro, data da divulgação da última canção na internet.

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Biografia dos Beatles completa 50 anos

Às vésperas do relançamento da versão comemorativa dos 50 anos do Álbum Branco, A Vida dos Beatles, única biografia autorizada dos Beatles, continua uma leitura obrigatória

Os Beatles se separaram oficialmente em 1970. Portanto, é impressionante o efeito que a música e a atitude da banda ainda têm sobre a nossa sociedade.

Vários ótimos (e vários péssimos) livros já foram escritos sobre o grupo, mas um deles continua imprescindível.

The Beatles — que no Brasil teve a sua primeira edição publicada com o título A Vida dos Beatles — é a única biografia autorizada pela banda e a única na qual o autor realmente conviveu com a banda durante sua carreira, presenciando fatos reais e não apenas através de depoimentos de terceiros.

Um pouco de história

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Hunter Davies — hoje um respeitado senhor de 82 anos (que se recupera de uma cirurgia para a colocação de três pontes de safena) e autor de uma série de livros sobre turismo, esportes e, claro, Beatles — era um jovem jornalista trabalhando no Sunday Times, quando recebeu o sinal verde de Brian Epstein para escrever a biografia da maior banda de todos os tempos.

Isso, depois de ter sugerido a Paul McCartney a ideia do livro, em 1966, bem no meio da revolução psicodélica e do início das gravações de Sgt. Pepper’s, mas o OK final aconteceu apenas em 25 de janeiro de 1967, quando Penny Lane e Strawberry Fields Forever já estavam finalizadas.

— Eles sabiam que Pepper seria algo diferente e grande. Paul estava definitivamente no comando. Nesta época, John estava ficando entediado com os Beatles e se tornando preguiçoso — me disse Davies.

Lançado em 30 de setembro, o livro se tornou a única biografia da banda por conta de uma cláusula (sugerida por Brian Epstein) que garantia que nenhum outro escritor teria acesso aos Fab Four por dois anos. Como eles se separaram em 1970…

Fool on the Hill

Dentre as grandes histórias do livro está o dia no qual John falou para Paul gravar uma demo daquela música do cara da montanha e Paul respondeu que não iria esquecer dela. No fim, Fool on the Hill se tornou uma das canções mais conhecidas dos Beatles.

— Passei muitas tardes com eles no estúdio enquanto gravavam Sgt. Pepper’s e também em suas casas, observando Paul e John dando vida as canções. Infelizmente, eu nunca gravei nenhum desses momentos. Escrevi tudo em 30 pequenos cadernos de anotação e, hoje, nem consigo entender minha letra — revelou Davies.

Getting Better

Outro momento que causa inveja aos admiradores da música dos Beatles é a descrição da criação de Getting Better, até hoje uma das histórias citadas por Paul McCartney.

— Eu estava lá desde o início da composição. Eu caminhava com Paul quando ele teve a ideia pela primeira vez. Também estava em Cavendish Avenue (casa de Paul McCartney) quando ele e John escolhiam palavras e rimas para a canção — lembrou o escritor.

Álbum Branco

— Eu fui com eles para a Índia quando eles foram encontrar o Maharishi. As esposas e os rodies foram deixados para trás e eu viajei em um vagão com eles, Mick Jagger e Marianne Faithfull. Foi lá que compuseram a maior parte das canções do Álbum Branco — relembrou.

O disco que agora completa 50 anos é, de muitas maneiras, o ponto de ruptura da banda, principalmente pela presença de uma certa japonesa.

— Eu conheci Yoko antes do John. Um dia (em 1967) ela me ligou dizendo que estava fazendo um filme e se eu toparia participar. O problema é que era um filme sobre bundas nuas. Então, eu inventei uma desculpa e declinei do convite — confessou o jornalista.

Na casa de Hunter Davies (outubro/2013). Foto: Jo Nunes

E, apesar da camaradagem que Giles Martin diz ter encontrado nas fitas que ouviu para produzir a versão comemorativa do Álbum Branco, que sai no próximo dia 9, essa não é a lembrança de Hunter Davies.

— Em 68, o único que parecia ainda estar gostando de ser um beatle era Paul. Ele morava em uma casa perto de Abbey Road enquanto John e Ringo viviam bem mais afastados (em Weybridge) e George em Esher, não muito longe deles —relembrou.

Isso pode explicar tudo o que aconteceu depois e que culminou na separação do grupo.

Rebatendo John Lennon e George Harrison

Na sua famosa entrevista para a revista Rolling Stone (em 1970) John se referiu ao livro de Davies como bullshit (merda).

— Eu liguei para John em 1971, logo depois que a entrevista foi publicada, e ele me disse rindo: “Você me conhece, eu falo as coisas que me vêm à cabeça. Hunt”. Nem Paul ou Ringo tiveram objeções ao livro, embora George tenha ficado contrariado por eu não ter escrito mais sobre suas opiniões sobre o hinduísmo e crenças espirituais, coisas que achei que não se encaixavam no livro — revelou.

Outros livros

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 Hunter Davies é reconhecido hoje pela biografia dos Beatles, mas sua ligação com a banda vai além. Ele escreveu (e ainda escreve) vários outros títulos com relação ao grupo. Dois deles são especialmente relevantes e especiais.

As Letras dos Beatles é o livro onde Davies revela ao mundo uma série de manuscritos com versões (muitas originais) de letras de canções dos Beatles, algumas escritas em guardanapos e até mesmo no verso de cartões de aniversário. São imagens reveladoras.

O outro tem o título de As Cartas de John Lennon (The John Lennon Letters, no original), onde revela uma série de recados, cartas e cartões postais escritos por Lennon para assistentes, amigos e fãs.

Brasileiros em alta

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Em Lennon Letters o Brasil ganha destaque especial em dois momentos distintos. Um quando Davies mostra algumas raridades de Lizzie Bravo — a brasileira que gravou os backing vocals da canção Across the Universe — e quando conta a história de um certo fã carioca para o qual Lennon escreveu três cartões postais entre novembro de 1979 e janeiro de 1980.

Vale conferir.

Portanto, se algum fã dos Beatles ainda não leu a biografia autorizada, acredite, ela ainda é leitura obrigatória, mesmo que existam outros títulos mais completos sobre o fenômeno que até hoje influencia o mundo.

The Beatles – Glass Onion – o vídeo

Falta apenas uma semana para o lançamento oficial da versão comemorativa dos 50 anos do Álbum Branco, dos Beatles.

Já encomendou a sua cópia? Clique na imagem!


Para dar mais um gostinho do que vem por aí, a Apple (dos Beatles) divulgou um vídeo da canção Glass Onion.

 

Bohemian Rhapsody – A apoteose da rainha

Bohemian Rhapsody, que chega amanhã aos cinemas, emociona e vai fazer muita gente cantar, apesar de algumas licenças poéticas

Deus salve a rainha!

Provavelmente, mesmo o mais punk dos britânicos se renderá à magia da história do Queen contada no longa Bohemian Rhapsody, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1).

Bohemian Rhapsody é uma celebração exuberante do Queen, sua música e seu extraordinário cantor principal Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e quebrou convenções para se tornar um dos artistas mais amados do planeta.

O filme mostra o sucesso meteórico da banda e a sua quase implosão.

Durante esse processo, foi consolidado o legado do grupo, um bando de desajustados.

Bismillah, que filme!

A direção (Dexter Fletcher) é afiada, assim como as atuações de Rami Malek (Freddie Mercury), Ben Hardy (Roger Taylor), Joseph Mazzello (John Deacon) e, principalmente, Gwilym Lee (Brian May).

— Quando você faz Freddie Mercury o dia todo, passa a ser Freddie Mercury — disse Malek em uma de suas entrevistas durante a divulgação de Bohemian Rhapsody.

Mas, se as atuações são irretocáveis (até os gatos têm boas atuações), o figurino maravilhoso, os efeitos especiais super realistas e, óbvio, a trilha sonora é sensacional, por que o filme não é perfeito?

A reposta está no roteiro. Não que ele seja ruim (muito pelo contrário), há ótimas tiradas de um humor tipicamente britânico, mas a necessidade de apresentar um Mercury mais doce e sem falar quase nenhum palavrão e as licenças poéticas/graves erros de cronologia, vão incomodar o fã mais atento.

E olha que Brian May e Roger Taylor estão entre os produtores executivos do filme!

O Brasil, particularmente o Rio de Janeiro, ganha cenas que vão deixar os brasileiros emocionados em saber da importância da apresentação do Rock in Rio (em janeiro de 1985) para a banda. Infelizmente, é aí que acontece o mais grave desses erros de cronologia.

O longa usa o emblemático momento de Love of my life cantado em uníssono no Rock in Rio como mote para a cisão fundamental na vida de Mercury. Porém, o momento é descrito como se tivesse acontecido muitos anos antes da data verdadeira.

Outra licença poética foi alterar a data na qual Mercury revelou aos companheiros que estava com Aids. Talvez para caber tudo nas 2h15min de duração, adiantaram em alguns anos esse evento — Mercury só seria oficialmente diagnosticado em 1987.

Galileo, Galileo, Galileo, Figaro

Até chegar por aqui, Bohemian Rhapsody passou por diversas mudanças. Uma delas, crucial. O ator britânico Sacha Baron Cohen (conhecido por sua atuação em Borat) viveria Mercury inicialmente, sob direção de Bryan Singer. Dexter Fletcher — que era a primeira opção, quando se começou a falar no filme, em 2010 — assumiu a direção e Malek incorporou Mercury.

Mas para quem quer um relato mais preciso da história da banda, melhor ler o livro 40 Years of Queen.  Além da trajetória do Queen,  traz uma boa quantidade de memorabilia. Peça a sua cópia aqui (em inglês).

Live Aid

Já a apresentação no Live Aid — em 13 de julho de 1985 — é o momento usado para unir toda a história. Iniciando e fechando o filme, o show no estádio de Wembley. Ganha um registro quase tão poderoso quanto o da performance verdadeira.

Para quem não lembra (ou sabe), o Queen estava longe de ser uma das atrações principais do evento. Porém, com o tombo de Pete Townshend e uma apresentação burocrática do The Who, os desafinos do Duran Duran, a péssima noite do Led Zeppelin, o microfone desligado de Paul McCartney e a embaraçosa performance de Bob Dylan, Keith Richards e Ron Wood, foram Freddie & Cia e o U2 quem roubaram a cena.

Aliás, o áudio do show é a cereja do bolo da trilha sonora do filme, já que jamais havia sido lançada oficialmente. Mas não deixe de ouvir as outras canções. Você vai correr para elas assim que sair da sessão.

Veja os discos do Queen e escolha o seu

Como não querer escutar Don’t Stop Me Now, Somebody To Love, Crazy Little Thing Called Love ou Under Pressure em um looping infinito?

Clássicos

Bohemian Rhapsody (o filme) é também uma celebração da música criada pelo quarteto. Momentos da criação de clássicos como We Will Rock You, Another One Bites the Dust, Bohemian Rhapsody (claro) e outras canções icônicas estão lá.

Com certeza, as salas de cinema farão com que muita gente solte a voz — principalmente os desafinados — em volumes bem maiores que o recomendado, para desespero de quem quiser ouvir Freddie Mercury em todo o seu esplendor.

Pipoca e lenços

O filme não chega até os últimos dias do cantor — para no Live Aid, e apenas cita o que aconteceu depois. Não há nada sobre os discos da última fase da banda. Mas as lágrimas estão garantidas em grande parte das cenas.

Se a pipoca é a companhia inseparável para um bom filme, aconselho comprar também uma embalagem de lenços de papel. Eles serão muito necessários.

Freddie Mercury faleceu em 24 de novembro de 1991, aos 45 anos. Sua última aparição pública foi durante o BrittAwards, em 18 de fevereiro de 1990. Nesse período de um ano, viveu em reclusão, cercado apenas pela família e os amigos mais chegados. Foi na fase terminal da doença que Mercury gravou vocais para o Queen, que lançaria um disco inteiro póstumo.

Fãs tiveram a confirmação da doença a três dias de sua morte, por um comunicado oficial de “Miami” Beach, manager do Queen, feito a pedido do próprio Freddie Mercury.

Impressionante lembrar que já faz tanto tempo.

Deus salve a rainha!

Cotação **** ½

Texto: Fernando de Oliveira e Débora Thomé

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Ho Ho Ho, já é Natal para o Deus da Guitarra

Eric Clapton lança disco de canções natalinas e dá um presentão para os fãs

Falar sobre um trabalho de Eric Clapton é tarefa que demanda cuidado e várias audições. Porém, tudo fica mais fácil quando o disco é bom.

É o caso de Happy Xmas, o disco com canções natalinas que o Slowhand lançou dia 12.

Depois de uma série de lançamentos irregulares — que vão desde os pouco inspirados e preguiçosos Clapton (2010) e I Still Do (2016), passando pelo razoável Old Sock (2013) e o ótimo The Breeze: An Appreciation of JJ Cale (2014) — o guitarrista surpreende com o excelente Happy Xmas.

Blues, reggae e country

Discos com canções natalinas são uma tradição na música pop. O difícil é se obter um resultado minimamente criativo.

Fazer com que clássicos como Have Yourself a Merry Little Christmas, White Christmas ou Silent Night soem novos é realmente um trabalho para um mestre.

Clapton conseguiu trazer essas canções para um universo onde reina. Blues, reggae, country e bons solos de guitarra fazem com que Happy Xmas seja um dos melhores discos de Clapton em décadas.

Os toques de blues que dão brilho a números como Christmas Tears, Lonesome Christmas, Merry Christmas Baby e White Christmas, mostram um Clapton em forma.

Confira os lançamentos de Eric Clapton na Amazon inglesa

O charme brejeiro de Christmas in My Hometown ou os toques doces das baladas For Love on Christmas Day — a única composição original do álbum — e Sentimental Moments, tornam o disco irresistível logo na primeira audição.

Há momentos acústicos e outros que lembram a atmosfera do 461 Ocean Boulevard, por exemplo. O Clapton de 2018 é mesmo uma simbiose dos vários mutantes que passaram pelo corpo do guitarrista durante todos esses anos.

Quase perfeito

Mas nem tudo são flores no Natal claptoniano. A canção mais badalada do álbum — Jingle Bells (In Memory of Avicii) — tira a chance de dar ao álbum a cotação máxima.

A versão techno do clássico natalino é pobre e fica totalmente fora do contexto delicadamente bluseiro do disco.

Pode ter sido uma homenagem genuína ao DJ morto este ano e provavelmente vai ter gente dizendo que é a melhor coisa do disco, mas o resultado não deveria fazer parte deste projeto.

Bem de saúde

Os relatos sobre os problemas de saúde de Clapton — alguns deles dados pelo próprio músico — ficam para trás ao ler sobre suas últimas apresentações e ao ouvir esse novo trabalho.

Único músico membro três vezes do Hall da Fama do Rock — como membro do Cream, dos Yardbirds e como artista solo — ele se cercou de um time de amigos/craques que não deixam nenhuma gravação com qualidade menor que perfeita.

Só os nomes de Jim Keltner e Doyle Bramhall II garantem um brilhoso selo de qualidade.

Canções extras e versão não muito deluxe

Happy Xmas é composto por 14 canções, mas há outras duas músicas — A Little Bit of Christmas Love e You Always Hurt The One You Love — que serão lançadas em um single especial no Record Store Day e que não foram incluídas nem mesmo na versão deluxe do álbum.

Essa versão deluxe é outra bola fora (ainda maior que Jingle Bells). Nada de demos, canções extras ou versões originais dos clássicos, mas você pode ser o feliz proprietário de uma árvore de Natal de metal e rascunhos do desenho da capa (feitos por Clapton).

Mais um Grammy?

Eric Clapton já abocanhou 18 prêmios Grammy. Com Happy Xmas, ele tem grande chances de conseguir mais um.

Cotação ****

Wings Wild Life e Red Rose Speedway serão relançados

Os dois primeiros discos dos Wings serão os próximos lançamentos da Paul McCartney Archive Collection e chegam recheados de vídeos raros

Desde 2010 que Paul McCartney vem, de maneira irregular, relançando seus discos da carreira solo e com os Wings, o grupo que formou nos anos 70. Já foram reeditados, sempre em edições luxuosas e cheias de raridades, os discos Band On The Run (1973), McCartney (1970), McCartney II (1980), Ram (1971), Venus and Mars(1975), Wings At Speed of Sound (1976), Wings Over America (1976), Tug Of War (1982),Pipes of Peace (1983) e Flowers in the Dirt (1989).

Agora, chegou a vez dos dois primeiros discos dos Wings — Wild Life (1971) e Red Rose Speedway (1973), além de uma caixa ainda mais limitada, chamada Paul McCartney and Wings 1971–73, que inclui todo o material das duas caixas anteriores, mais 20 canções gravadas ao vivo em vários shows da banda.

McCartney tomando tenência

A grande notícia para os fãs e colecionadores da música de McCartney é que parece que ele e sua equipe tomaram tenência depois da enxurrada de críticas na época do último (re)lançamento (Flowers in the Dirt), quando deram muito mais importância ao material gráfico do que ao que realmente interessa: a música.

Desta vez, nada de download only. Todo o material está espalhado fisicamente pelas várias versões das caixas.

Muito do material é conhecido dos colecionadores por década, embora normalmente com qualidade irregular. Afinal, bootlegs são bootlegs.

Mesmo assim, a quantidade de material inédito é mais do que atraente. Os dois aperitivos dados por Paul (ouça abaixo) já dão uma ideia do que está por vir.

Wild Life

No afã de conseguir uma respeitabilidade e ao mesmo tempo mostrar que era capaz de produzir algo com frescor e espontaneidade, Paul recrutou o guitarrista Denny Laine (ex-Moody Blues) e o baterista Denny Seiwell.

O grupo entrou em Abbey Road e gravou praticamente todas as canções entre julho e agosto de 1971.

Infelizmente, a pouca qualidade do material e o parco entrosamento da banda produziram um disco que para muitos é deliberadamente de segunda categoria.

Claro que, como em qualquer disco onde Paul McCartney esteja presente como protagonista, não importa sob qual nome, há composições que merecem destaque. No caso, Tomorrow, Some People Never Know e Dear Friend — esta, uma sobra do disco Ram — mas mesmo elas não são capazes de compensar Bip Bob, Mumbo ou I Am Your Singer.

Curiosamente, Love Is Strange, um sucesso de 1957, da dupla Mickey & Sylvia, agora em versão reggae, tornou-se a música mais conhecida e tocada nas rádios brasileiras. Agradável, mas nada memorável.

Os bônus em áudio trazem uma série de demos caseiras, mixagens preliminares e os dois lados do single Give Ireland Back To The Irish. São três CDs de música.

Red Rose Speedway

Depois do fracasso de Wild Life (chegou apenas ao 11º lugar na parada britânica) Paul e sua nova banda lançaram uma série de singles, entre eles o tema do filme de James Bond, Live and Let Die.

Os Wings também resolveram cair na estrada em uma turnê por universidades e outros pequenos espaços para shows na Inglaterra.

Neste clima de euforia, eles foram novamente para o estúdio apostando em um material de mais qualidade e no melhor entrosamento entre os músicos.

Nesta época, Paul já havia recrutado mais um músico — o guitarrista Henry McCullough — tornando os Wings um grupo de cinco músicos.

A ideia de Paul era lançar um álbum duplo, mas a EMI, preocupada com as baixas vendas do disco anterior (Wild Life) e a (falta de) qualidade do material, vetou o projeto, fazendo com que Paul lançasse um disco simples.

Segundo Glyn Johns, que havia sido convidado para produzir o álbum, mas abandonou o projeto depois de algumas semanas, ele ficava muito tempo lendo jornais na sala de controle enquanto Paul e a banda ficavam no estúdio fumando maconha e fazendo jam sessions sem qualidade.

Assim como em Wild Life, alguns dos melhores momentos do disco são sobras do disco Ram — Get On The Right Thing e Little Lamb Dragonfly.

Mas, o grande destaque do disco é mesmo a balada My Love, que chegou ao 1º lugar das paradas e ajudou o LP a ter a mesma performance.

Nos 3 CDs, 2 DVDs e 1 blu-ray, estão distribuídos outtakes, mixagens diferentes, algumas faixas ao vivo, uma mixagem 5.1 de todo o disco e todas as canções dos singles Live and Let Die, Hi Hi Hi e Mary Had a Little Lamb.

Finalmente Paul oferece aos fãs tudo o que eles querem de um lançamento de uma série chamada Archive Collection.

Paul McCartney and Wings 1971–73

Para os verdadeiros fãs e colecionadores, Paul ainda vai lançar — inicialmente apenas através do seu site oficial — uma caixa com mais material ainda.

Além de tudo que está contido nas caixas de Wild Life e Red Rose Speedway, há um CD extra com gravações ao vivo, um livro de fotos com 96 páginas e, uma réplica do tour book de 1972.

Vídeos raros

Musicalmente, os dois discos não estão entre os melhores de McCartney & Cia. Portanto, a enxurrada de demos e versões alternativas pode não ser tão atrativas para o fã casual — mesmo lembrando que nestas caixas iremos encontrar clássicos como My Love, Live and Let Die e Hi Hi Hi.

Mas o que deve mesmo atrair as atenções é o material audiovisual incluídos no pacote. Na nova versão de Wild Life estarão disponíveis vídeos caseiros onde Paul toca algumas versões embrionárias das canções para a família e vários ensaios da banda, nunca antes lançados na íntegra.

Já na caixa do Red Rose Speedway estarão os vídeos mais esperados pelos fãs: o especial de TV James Paul McCartney e o filme/animação The Bruce McMouse Show, uma produção que mistura animação com atuações dos Wings e que nunca foi exibido!

The Bruce McMouse Show conta a história de uma família de ratos que mora embaixo do palco onde os Wings ensaiam e se apresentam. Paul produziu tudo, viu a versão final e nunca permitiu a sua exibição (má qualidade?). Bem, poderemos conferir o porquê em dezembro.

Um McCartney ocupado

O início dos anos 70 foi uma época bastante produtiva para Paul. Mesmo que a qualidade de seus discos nem sempre tenha sido a desejada, ele praticamente lançou dois discos por anos, além de uma série de singles. E olha que ele queria mais ainda.

Entre 1970 e 1973 Macca lançou os LPs McCartney (1970); Ram e Wild Life (1971); e Red Rose Speedway e Band On The Run (1973). Como singles, tivemos Another Day (1971); Give Ireland Back to the Irish, Hi Hi Hi e Mary Had a Little Lamb (1972); e Live and Let Die (1973).

Se pensarmos que o disco Red Rose Speedway foi concebido como um álbum duplo — ideia barrada pela gravadora devido ao material apresentado, mas que agora será lançado em vinil — dá para notar que McCartney estava mesmo disposto a conquistar o seu lugar no mundo do pop/rock sem precisar lembrar da antiga banda.As novas caixas estarão disponíveis no dia 7 de dezembro, assim como as versões mais simples em CD e em vinil. Infelizmente, nada disso deve chegar ao Brasil (somente em streaming).

Os preços? Siga os links, veja e compre.

Abaixo o conteúdo de todas as versões

Wild Life – 3CD+DVD super deluxe edition

CD1 – Remastered Album
1. Mumbo (2018 Remaster)
2. Bip Bop (2018 Remaster)
3. Love Is Strange (2018 Remaster)
4. Wild Life (2018 Remaster)
5. Some People Never Know (2018 Remaster)
6. I Am Your Singer (2018 Remaster)
7. Bip Bop Link (2018 Remaster)
8. Tomorrow (2018 Remaster)
9. Dear Friend (2018 Remaster)
10. Mumbo Link (2018 Remaster)

CD2 – Rough Mixes
1. Mumbo [Rough Mix]
2. Bip Bop [Rough Mix]
3. Love Is Strange (Version) [Rough Mix]
4. Wild Life [Rough Mix]
5. Some People Never Know [Rough Mix]
6. I Am Your Singer [Rough Mix]
7. Tomorrow [Rough Mix]
8. Dear Friend [Rough Mix]

CD3 – Bonus Audio
1. Good Rockin’ Tonight [Home Recording]
2. Bip Bop [Home Recording]
3. Hey Diddle [Home Recording]
4. She Got It Good [Home Recording]
5. I Am Your Singer [Home Recording]
6. Outtake I
7. Dear Friend [Home Recording I]
8. Dear Friend [Home Recording II]
9. Outtake II
10. Indeed I Do
11. When The Wind Is Blowing
12. The Great Cock And Seagull Race [Rough Mix]
13. Outtake III
14. Give Ireland Back To The Irish
15. Give Ireland Back To The Irish (Version)
16. Love Is Strange [Single Edit]
17. African Yeah Yeah

DVD – Bonus Video
1. Scotland, 1971
2. The Ball
3. ICA Rehearsals
4. Give Ireland Back To The Irish (Rehearsal)

Red Rose Speedway 3CD+2DVD+blu-ray audio super deluxe

CD1 – Remastered Album
1. Big Barn Bed (2018 Remaster)
2. My Love (2018 Remaster)
3. Get On The Right Thing (2018 Remaster)
4. One More Kiss (2018 Remaster)
5. Little Lamb Dragonfly (2018 Remaster)
6. Single Pigeon (2018 Remaster)
7. When The Night (2018 Remaster)
8. Loup (1st Indian On The Moon) (2018 Remaster)
9. Medley (2018 Remaster)
* a) Hold Me Tight
* b) Lazy Dynamite
* c) Hands Of Love
* d) Power Cut

CD2 – “Double Album”
1. Night Out
2. Get On The Right Thing
3. Country Dreamer
4. Big Barn Bed
5. My Love
6. Single Pigeon
7. When The Night
8. Seaside Woman
9. I Lie Around
10. The Mess [Live At The Hague]
11. Best Friend [Live In Antwerp]
12. Loup (1st Indian On The Moon)
13. Medley
* a) Hold Me Tight
* b) Lazy Dynamite
* c) Hands Of Love
* d) Power Cut
14. Mama’s Little Girl
15. I Would Only Smile
16. One More Kiss
17. Tragedy
18. Little Lamb Dragonfly

CD3 – Bonus Audio
1. Mary Had A Little Lamb
2. Little Woman Love
3. Hi, Hi, Hi
4. C Moon
5. Live And Let Die
6. Get On The Right Thing [Early Mix]
7. Little Lamb Dragonfly [Early Mix]
8. Little Woman Love [Early Mix]
9. 1882 [Home Recording]
10. Big Barn Bed [Rough Mix]
11. The Mess
12. Thank You Darling
13. Mary Had A Little Lamb [Rough Mix]
14. 1882 [Live In Berlin]
15. 1882
16. Jazz Street
17. Live And Let Die [Group Only, Take 10]

DVD 1 – Bonus Video
1. Music Videos
2. James Paul McCartney TV Special
3. Live And Let Die [Live in Liverpool]
4. Newcastle Interview

DVD 2 – Bonus Film
1. The Bruce McMouse Show
5.1 Surround Dolby Digital, 16bit 48kHz /PCM Stereo

Blu-Ray – The Bruce McMouse Show
5.1 Surround DTS-HD Master Audio, 24bit 96kHz/PCM Stereo 24bit 96kHz

Wild Life – 2LP deluxe

Side A
1. Mumbo (2018 Remaster)
2. Bip Bop (2018 Remaster)
3. Love Is Strange (2018 Remaster)
4. Wild Life (2018 Remaster)

Side B
1. Some People Never Know (2018 Remaster)
2. I Am Your Singer (2018 Remaster)
3. Bip Bop (Link) (2018 Remaster)
4. Tomorrow (2018 Remaster)
5. Dear Friend (2018 Remaster)
6. Mumbo (Link) (2018 Remaster)

Side C
1. Good Rockin’ Tonight [Home Recording]
2. Bip Bop [Home Recording]
3. Hey Diddle [Home Recording]
4. She Got It Good [Home Recording]
5. I Am Your Singer [Home Recording]
6. Outtake I
7. Dear Friend [Home Recording I]
8. Dear Friend [Home Recording II]
9. Outtake II

Side D
1. Indeed I Do
2. When The Wind Is Blowing
3. The Great Cock And Seagull Race [Rough Mix]
4. Outtake III
5. Give Ireland Back To The Irish
6. Give Ireland Back To The Irish (Version)
7. Love Is Strange [Single Edit]
8. African Yeah Yeah

Red Rose Speedway – 2LP deluxe

Side a
1. Big Barn Ben (2018 Remaster)
2. My Love (2018 Remaster)
3. Get On The Right Thing (2018 Remaster)
4. One More Kiss (2018 Remaster)
5. Little Lamb Dragonfly (2018 Remaster)

Side b
1. Single Pigeon (2018 Remaster)
2. When The Night (2018 Remaster)
3. Loup (2018 Remaster)
4. Medley (2018 Remaster)
*(a) Hold Me Tight
*(b) Lazy Dynamite
*(c) Hands Of Love
*(d) Power Cut

Side c
1. Mary Had A Little Lamb
2. Little Woman Love
3. Hi, Hi, Hi
4. C Moon
5. Live And Let Die
6. I Lie Around

Side d
1. Thank You Darling
2. 1882 [Live In Berlin]
3. The Mess [Live At The Hague]
4. Jazz Street
5. Live And Let Die [Group Only, Take 10]

Red Rose Speedway – 2LP ‘Double Album’

Essa é o formato original de Paul para o álbum. O disco será prensado em vinil de 180 gramas e será acompanhado de um livro com 12 páginas. Esse lançamento terá uma edição limitada.

Side a
1. Night Out
2. Get On The Right Thing
3. Country Dreamer
4. Big Barn Bed
5. My Love

Side b
1. Single Pigeon
2. When The Night
3. Seaside Woman
4. I Lie Around
5. The Mess [Live At The Hague]

Side c
1. Best Friend [Live In Antwerp]
2. Loup (1st Indian On The Moon)
3. Medley:
* (a) Hold Me Tight
* (b) Lazy Dynamite
* (c) Hands Of Love
* (d) Power Cut

Side d
1. Mama’s Little Girl
2. I Would Only Smile
3. One More Kiss
4. Tragedy
5. Little Lamb Dragonfly

Wild Life 2CD digi-pak edition

CD1 – Remastered Album
1. Mumbo (2018 Remaster)
2. Bip Bop (2018 Remaster)
3. Love Is Strange (2018 Remaster)
4. Wild Life (2018 Remaster)
5. Some People Never Know (2018 Remaster)
6. I Am Your Singer (2018 Remaster)
7. Bip Bop (Link) (2018 Remaster)
8. Tomorrow (2018 Remaster)
9. Dear Friend (2018 Remaster)
10. Mumbo (Link) (2018 Remaster)

CD 2 – Bonus Audio
1. Good Rockin’ Tonight [Home Recording]
2. Bip Bop [Home Recording]
3. Hey Diddle [Home Recording]
4. She Got It Good [Home Recording]
5. I Am Your Singer [Home Recording]
6. Outtake I
7. Dear Friend [Home Recording I]
8. Dear Friend [Home Recording II]
9. Outtake II
10. Indeed I Do
11. When The Wind Is Blowing
12. The Great Cock And Seagull Race [Rough Mix]
13. Outtake III
14. Give Ireland Back To The Irish
15. Give Ireland Back To The Irish (Version)
16. Love Is Strange [Single Edit]
17. African Yeah Yeah

Red Rose Speedway 2CD digi-pak edition

CD 1 – Remastered Album
1. Big Barn Bed (2018 Remaster)
2. My Love (2018 Remaster)
3. Get On The Right Thing (2018 Remaster)
4. One More Kiss (2018 Remaster)
5. Little Lamb Dragonfly (2018 Remaster)
6. Single Pigeon (2018 Remaster)
7. When The Night (2018 Remaster)
8. Loup (1st Indian On The Moon) (2018 Remaster)
9. Medley (2018 Remaster)
*(a) Hold Me Tight
*(b) Lazy Dynamite
*(c) Hands Of Love
*(d) Power Cut

CD 2 – Bonus Audio
1. Mary Had A Little Lamb
2. Little Woman Love
3. Hi, Hi, Hi
4. C Moon
5. The Mess [Live At The Hague]
6. Live And Let Die
7. I Lie Around
8. Night Out
9. Country Dreamer
10. Seaside Woman
11. Best Friend [Live In Antwerp]
12. Mama’s Little Girl
13. I Would Only Smile
14. Tragedy
15. Thank You Darling
16. 1882 [Live In Berlin]
17. Jazz Street
18. Live And Let Die [Group Only, Take 10]

Paul McCartney and Wings: 1971-1973

Bonus CD track listing

CD 1
1. Big Barn Bed [Live In Newcastle/1973]
2. Eat At Home [Live At The Hague/1972]
3. Smile Away [Live In Berlin/1972]
4. Bip Bop (Link) [Live At The Hague/1972]
5. Mumbo (Link) [Live In Antwerp/1972]
6. Blue Moon Of Kentucky [Live At The Hague/1972]
7. 1882 [Live In Berlin/1972]
8. I Would Only Smile [Live In Antwerp/1972]
9. Give Ireland Back To The Irish [Live In Groningen/1972]
10. The Mess [Live In Berlin/1972]
11. Best Friend [Live In Antwerp/1972]
12. Soily [Live In Berlin/1972]
13. I Am Your Singer [Live At The Hague/1972]
14. Seaside Woman [Live In Groningen/1972]
15. Wild Life [Live At The Hague/1972]
16. My Love [Live At The Hague/1972]
17. Mary Had A Little Lamb [Live At The Hague/1972]
18. Maybe I’m Amazed [Live In Groningen/1972]
19. Hi, Hi, Hi [Live At The Hague/1972]
20. Long Tall Sally [Live In Groningen/1972]

Mais & Mais – um gol de placa de Ana Petkovic

Filha do ex-craque sérvio Dejan Petkovic lança o clipe de Na Fé, do ótimo CD Mais & Mais

Pode parecer estranho que a filha de um ex-esportista decida seguir pelo caminho da música, mas a escolha da jovem Ana Petkovic foi mais que acertada.

Nascida em Madri, a cantora, que se divide entre o Brasil e a Sérvia, onde mora e estuda, parece decidida a apostar na carreira.

— Como eu moro na Sérvia, durante o ano eu ficava um ou dois meses por aqui. Cada vez que eu vinha eu gravava três ou quatro músicas em uma semana.  Agora, eu passo cerca de sete meses no Brasil e estamos planejando fazer vários shows no Rio e em São Paulo — contou Ana.

Em família

O disco Mais & Mais, lançado no fim do ano passado, segue sendo divulgado, agora com o lançamento do clipe da canção Na Fé (Ana, Línox e Max Viana).

Dirigido por Dado Marietti, o clipe foi rodado no Rio e conta com a participação da irmã (Ines), do namorado (Dusan Zdravkovic), além do próprio Petkovic, tocando um… tromPETe (com direito a todos os trocadilhos possíveis).

— Meu pai é o meu empresário e meu maior fã. Sempre que ele chegava em casa, depois dos treinos ou jogos, ele me pedia para cantar algo novo que eu havia escrito. Ele ama música e sempre vai aos ensaios e shows, mas não interfere no processo criativo. É muito legal ter um pai que apoia tudo — contou Ana.

Gol de placa

Mais & Mais é um daqueles discos onde tudo funciona. A produção de Linux e Max Viana é certeira, dando destaque ao suingue das ótimas composições que fazem parte do repertório.

Navegando entre o soul, pop, blues e jazz, a bela voz de Ana (que em alguns momentos lembra o timbre de uma tal Amy Winehouse) se encaixa perfeitamente na pegada balançada e nas canções mais lentas. Ouça Unforgivable e tire suas conclusões.

— Como tenho um gosto bastante eclético eu sempre coloco dois ou três estilos nas minhas composições — explicou.

O soul e os metais de números como Pensa Bem (Línox/ Max Viana / Ana Petkovic) e Encurralado (Línox e Mauricio Oliveira) mostram uma produção de primeira e, se colocadas ao lado de números mais lentos como Cada Dia (Línox/ Max Viana/Ana Petkovic) e Suenos (Línox/ Max Viana / Ana Petkovic), confirmam o gol de placa da artista.

Jogando nas 11

Outro ponto alto de Mais & Mais é a desenvoltura com a qual Ana muda do português para o inglês ou espanhol, mostrando que é mesmo uma cidadã do mundo.

— Eu morei no Brasil 14 anos. Eu cresci aqui. Mesmo morando na Sérvia eu nunca esqueci a língua. Tenho muitos amigos aqui. É engraçado, que aqui em casa em uma frase nós misturamos três línguas — confidenciou a cantora.

Ídolos surpresa

Uma das revelações mais surpreendentes sobre a versatilidade de Ana Petkovic veio quando perguntada sobre quem são seus ídolos e com quem gostaria de trabalhar.

— Ana Carolina e Alcione são artistas que eu admiro e com as quais gostaria de trabalhar — disparou.

Pelo menos quando comparadas com as canções que fazem parte de Mais & Mais, esses são nomes bem pouco prováveis.

CD campeão

Não há como fugir dos clichês futebolísticos. Afinal, Dejan Petkovic foi craque e marcou belos e decisivos gols pelo Fluminense, Vasco, Real Madrid e outros times de menor expressão pelos quais passou. Sua filha segue o mesmo caminho.

Cotação: **** ½

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Milton Nascimento volta acústico e afinadíssimo

Cantor lança EP acústico com regravações de canções icônicas e divulga clipe da canção Maria, Maria

Um dos maiores talentos e uma das vozes mais privilegiadas da MPB, Milton Nascimento está de volta com o lançamento do EP A Festa, que traz versões acústicas de alguns de seus sucessos.

— Uma das minhas maiores vontades na vida era um dia poder lançar um projeto que tivesse minhas canções num formato mais acústico. E esse momento finalmente chegou! É com muita alegria que agora a gente tá lançando esse EP , com alguns de meus maiores sucessos acompanhado apenas pelo violão do meu maestro, Wilson Lopes, que já toca comigo há muitos anos. Foi tudo feito com muito carinho! — disse Milton.

Para quem acompanhou as duas últimas turnês de Milton, ficava evidente uma certa fragilidade (física e vocal) do artista. A voz, sempre poderosa e afinada, andou dando umas escorregadas, que parece ficaram para trás nestes registros. Uma ótima notícia para os fãs da boa música brasileira.


As canções

O Cio da Terra — Parceria de Milton com Chico Buarque, que fez sua estreia no LP Geraes (1976), O Cio da Terra ganhou um registro onde o arranjo de Wilson Lopes se destaca e dá mais brilho ainda a bela interpretação de Milton.

A nova versão é de uma delicadeza que rivaliza com a qualidade do registro original.

A Festa — Gravada por Maria Rita no seu disco de estreia (2003), A Festa ganha, finalmente, uma versão na voz de seu autor (outra escolha certeira).

Todos que imaginavam como a canção deve ter sido criada vão ficar mais que satisfeitos. Um dos pontos altos do EP.

Pôr do sol e aurora
Norte sul leste oeste
Lua nuvens estrelas e a banda toca
Parece magia e é pura beleza
E essa música sente e parece que a gente
Se enrola corrente e tão de repente você
Tem a mim

Maria, Maria — Uma das mais conhecidas e icônicas composições de Bituca, Maria, Maria é daquelas músicas difíceis de estragar e não seria o seu autor o responsável por fazê-lo. Talvez a necessidade de fazer algo diferente tenha atrapalhado um pouco.

É uma boa versão, mas o formato acústico e as mudanças de clima não melhoraram algo que é mesmo difícil de melhorar.

Confira os CDs de Milton Nascimento

A canção ganhou um clipe dirigido por Matheus Senra e estrelado pelas atrizes Simone Mazzer, Jéssica Ellen, Zezé Motta, Camila Pitanga, Sophie Charlotte, Georgiana Góes Arianne Botelho.

Beco do Mota — Provavelmente a menos feliz das gravações desse EP. Lançada no LP Milton Nascimento (1969), Beco do Mota não se beneficiou do formato acústico. Não chega a ser um mau registro, mas fica abaixo das demais canções do projeto.

Cuitelinho — Gravada pela primeira vez em 1983, no álbum Milton Nascimento ao Vivo, é o ponto alto do EP.

Composição tradicional, com origem no folclore do Pantanal de Mato Grosso do Sul, Cuitelinho é a prova definitiva de que uma boa música sempre pode ser melhorada. Bituca e Wilson Lopes mostram-se imbatíveis. É de ouvir sem parar.

Aí quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai

A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai

Canção da América — Assim como Maria, Maria, Canção da América é uma das marcas registradas de Milton Nascimento. A parceria com Fernando Brant, imortalizada no disco Sentinela (1980), ganha nova vida.

Os backings de Milton (em substituição aos originais do Boca Livre) são lindos. Uma ótima maneira de terminar A Festa.

Cotação **** ½

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Soprano espanhola Montserrat Caballé morre aos 85 anos — VEJA.com

 

Montserrat Caballé, diva mundial da ópera, faleceu neste sábado, 6, em Barcelona, ​​aos 85 anos. A soprano espanhola, que sofreu recentemente um acidente vascular cerebral, estava aposentada dos palcos há alguns anos. Segundo a imprensa local, sua internação no hospital de Sant Pau foi devido a problemas na vesícula. O motivo da morte não foi…

via Soprano espanhola Montserrat Caballé morre aos 85 anos — VEJA.com

Tim Maia, Jair Rodrigues e Wilson Simonal “revisitados”

Léo Maia, Jair Oliveira e Simoninha, Os Filhos dos Caras, anunciam novas gravações e a produção de um DVD

Tim Maia, Jair Rodrigues e Wilson Simonal são três nomes icônicos da nossa música. Seus herdeiros — Léo Maia, Jair Oliveira e Simoninha — se uniram para um projeto que pretende reler alguns clássicos das obras dos pais.

Chamado de Os Filhos dos Caras, o projeto terá, além das novas gravações, um registro em DVD, programado para 2019. O primeiro fruto dessa parceria já esta disponível nas plataformas digitais.

— Consideramos a possibilidade de ter no setlist músicas inéditas ou que tenham sido gravadas, mas nunca lançadas por nossos pais e também queremos contar com a participação de outros filhos de grandes músicos no nosso show — revelou Leo.

A canção Velho Camarada — originalmente interpretada por Fábio, Tim Maia e Hyldon — ganhou nova roupagem, com direito até a uma orquestra.

Confira o resultado.

Fotos: Divulgação

Goodbye Yellow Brick Road completa 45 anos

Álbum duplo de Elton John continua atual e moderno

No ano no qual o mundo celebra os 50 anos de outra obra-prima de quatro lados — o Álbum Branco, dos Beatles — uma outra obra faz um aniversário importante:
Goodbye Yellow Brick Road, de Elton John.

Lançado em 5 de outubro de 1973, o disco se tornou um marco na carreira do cantor e é, até hoje, um dos mais importantes álbuns duplos da história da música pop.

Já falei algumas vezes sobre esse disco e recomendo o link onde falo da caixa em comemoração aos 40 anos do álbum.

Encomende a sua cópia aqui.

Leia mais sobre Elton John