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Detonautas divulgam novo vídeo de Por Onde Você Anda?

Lucas Lucco atua como cantor, ator e divide direção no clipe que tem a atriz Ana Isabela Godinho como seu par romântico

Ainda aproveitando o sucesso da nova versão de Por Onde Você Anda?, conforme já publicado aqui no F(r)ases da Vida, o Detonautas Roque Clube e o cantor Lucas Lucco divulgaram um novo vídeo clipe para a canção.

Ficha Técnica

Videoclipe Por Onde Você Anda?

Detonautas Roque Clube, participação Lucas Lucco
Gravado em junho de 2018 no Studio Siriguela
Direção: Fred Siqueira e Lucas Lucco
Ass. Direção: Polly Stemut
Atriz: Ana Isabel Godinho
Montagem: Isaac Metanoia
Finalização e Color: Rafa Pereira
Makup: Leandro Ferreira

Fotos: Marcel Bianchi

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

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Música do Dia: I Know There’s An Answer

O álbum Pet Sounds, geralmente considerado o segundo disco mais importante da história, perdendo apenas para a produção que o teve como inspiração – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles – tem várias pequenas obras primas. Dentre as faixas menos comentadas está I Know There’s An Answer (Brian Wilson/Mike Love/Terry Sachen).

Tão brilhante quanto a melodia e o arranjo, é a letra, que fala daquelas pessoas que acham que podem resolver tudo sozinhas e fingem estarem cercadas de amigos. Que se mostram calmos, quando na verdade estão sempre desconfortavelmente tensos e passam as noites com seus pensamentos vazios.

Quem não conhece Pet Sounds precisa ouvi-lo logo.

Lembre: sempre há uma resposta.

I know so many people who think they can do it alone
They isolate their head and stay in their safety zone
Now what can you tell them
And what can you say that won’t make them defensive

I know there’s an answer
I know now but I had to find it by myself

They come on like they’re peaceful
But inside they’re so uptight
They trip through their day
And waste all their thoughts at night
Now how can I come on
And tell them the way that they live could be better

I know there’s an answer
I know now but I had to find it by myself

Now how can I come on
And tell them the way that they live could be better

I know there’s an answer
I know now but I had to find it by myself

Detonautas Roque Clube lança nova versão de Por Onde Você Anda?

A veterana banda Detonautas faz releitura com o cantor mineiro Lucas Lucco

Formada em 1997, o Detonautas Roque Clube surfa na onda do sucesso do álbum VI (2017) – que alcançou a marca de seis milhões de streams apenas no Spotify – e da faixa Por Onde Você Anda?, regravada com a participação do cantor e compositor mineiro Lucas Lucco.

– Estamos em ação com a turnê VI. Começamos a produzir versões de músicas desse último álbum com participações especialíssimas, como a do Lucas Lucco e em breve teremos mais convidados. Lançamos uma camisa comemorativa dos 20 anos da banda, junto com certificado de autenticidade assinado por todos nós, mais adesivos, que foi um grande sucesso, ficou à venda por apenas uma semana e os fãs e admiradores garantiram mais de 300 camisas – comemora Renato Rocha.

Sucesso nas redes

Detonautas

Tico Santa Cruz (vocal), Renato Rocha (guitarra), Fábio Brasil (bateria), DJ Cleston (percussão e programações), Phil (guitarra) e André Macca (baixo), construíram uma carreira onde o social, os protestos, a violência, o amor e a indignação sempre tiveram papel de destaque, e esse ainda parece ser um dos nortes da banda. O Detonautas está entre os artistas do rock nacional mais ouvidos no Spotify, com mais de 420 mil seguidores e 1 milhão de ouvintes por mês. O grupo também movimenta mais de 10 milhões de pessoas nas plataformas digitais e em suas redes sociais.

– É muito importante para nós essa linha direta com nossos fãs e sempre usamos a internet para estreitar essa relação. É nosso principal veículo de disseminação de conteúdo – conta Rocha.

Mesmo com o sucesso nas plataformas de streaming a banda não abandonou os fãs que ainda querem guardar CDs em suas coleções.

– Fizemos uma tiragem pequena de duas mil unidades em CD para atender aos fãs que ainda fazem questão de ter o material físico e para trabalhar com a imprensa. Todos nós usamos streaming e ouvimos os álbuns na íntegra quando é de nosso interesse. É possível ouvir o álbum do jeito que o artista concebeu nas plataformas de streaming. O modo aleatório é ótimo para descobrir novas bandas e artistas também – revela o guitarrista.

A nova Por Onde Você Anda?

Tico e Lucas

Quem ouviu a versão do disco VI, com as guitarras e a bateria em destaque e uma pegada mais rock, pode até se surpreender como com algumas pequenas mudanças – principalmente o destaque nos violões – e o acréscimo de uma nova voz podem fazer tanta diferença. A nova versão é mais pop e possui uma personalidade própria. A combinação das vozes de Tico e Lucas Lucco é matadora, parecendo que foram feitas uma para a outra e dando uma suavidade ainda mais triste a canção.

Difícil dizer qual a melhor versão, mas desconfio que a maioria dos fãs escolherá essa releitura.

Os dias ficaram estranhos
Até o cachorro percebeu
A chuva que molhava a planta
Encontrei um laço seu

Por onde você anda agora
Que não lembra mais de mim
Convivo com sua memória
Sentimento que me faz pensar, ah, ah

Por que você não quebra o silêncio?
Me diz o que que eu posso fazer?
Tô me sentindo muito sozinho

Se pelo menos eu pudesse te encontrar
E te pedir perdão
Pra mim já dava bom

Pensando em tudo que vivemos
É impossível não lembrar
Os banhos que tomamos juntos, até o dia clarear
O vidro do carro embaçado
O cheiro do seu edredom
As noites que passei em claro
Sentimento que me faz pensar, ah, ah

Mas, depois de tantos anos de estrada, sucesso e reconhecimento, quais as ambições da banda?

– Continuar produzindo música relevante e levar as pessoas aos shows. É no palco que a mágica acontece e é onde nos sentimos inteiros e vivos – conclui Renato.

Fotos: Fabiano Santos e divulgação

Erasmo Carlos continua acreditando no amor

…amor é isso, novo álbum do Tremendão, traz parcerias com Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Tim Maia!

Quem disse que rockeiro não pode ser romântico? Erasmo Carlos é a prova viva de que rock e amor combinam. Responsável por grande parte das mais conhecidas canções de amor do país (compostas em parceria com o amigo Roberto Carlos) e depois de três discos de estúdio voltados mais para as guitarras, mas sem perder a gentileza – Rock n’ Roll (2007), Sexo (2011) e Gigante Gentil (2014) – o Tremendão vira o jogo e lança …amor é isso, baseado em e-mails com poesias que escreveu para a mulher, Fernanda Passos, durante os oito anos de namoro do casal.

O resultado, além das composições solo de Erasmo, é uma coleção de ótimas parcerias – Marisa Monte, Dadi, Samuel Rosa, Adriana Calcanhoto, Arnaldo Antunes, Emicida e Tim Maia – e presentes de amigos como Marcelo Camelo e Nando Reis, formando um repertório de altíssima qualidade, que fala sobre todas as faces do mais intenso dos sentimentos e passeia por vários estilos, não ficando preso apenas as baladas.

Paixão e inocência

Já na primeira canção – Convite para nascer de novo (Erasmo Carlos / Marisa Monte / Dadi), o ouvinte é levado a deixar a tristeza de lado e abraçar a oportunidade de uma nova paixão.

Houve um tempo em que eu chorava quase todo dia / Dando linha a uma vida extremamente chata / Com a vontade disponível de não existir… / Houve um tempo em que eu morava com minha tristeza / Era amigo e confidente das manhãs sem sol / Prisioneiro de mim mesmo, sem poder fugir… // De repente, o infinito de uma coisa boa / Começou devagarinho a orbitar em mim / Como num conto de fadas dos Irmãos Grimm… / Era um universo puro de uma pessoa / Que me viu um mundo morto portador de vida / Como um beija-flor perdido no próprio jardim… //

Mas se as letras dão o norte do disco, o instrumental também merece destaque. O baixo de Dadi, os violões e guitarras de Luiz Lopes, e os backings de Pedro Dias e Luiz Lopes, dão peso e unidade ao material pinçado por Erasmo. A faixa-título é um ótimo exemplo disso, com um arranjo delicado onde se destacam os violões e a ótima melodia.

Uma alegria de luz, o orgasmo da arte / Um sonho, uma ardência na alma / Uma dor, uma sorte / Mais que uma oferta egoísta e possessiva / Uma canção de ninar em carne viva… // Um universo inteiro de prazer no céu / A ressonância da paz no coração do seio / Nobre ilusão do horizonte da febre sem fim / E o som da banda avisando que o show é assim…

Sempre moderno

O romantismo não pode ser considerado uma novidade na carreira de Erasmo e mesmo assim ele ainda consegue encontrar formas de se manter novo e atualizado. Uma das surpresas do disco é a sua parceria com Emicida, que também faz uma participação vocal em Termos e Condições, faixa que fala sobre tecnologia e que é um dos destaques do disco. Até mesmo as semelhanças com trabalhos anteriores (Carlos Erasmo e A Banda dos Contentes) soam atuais e trazem um frescor reconhecível ao novo trabalho.

Erasmo pensou mesmo em tudo. O CD está sendo vendido (no site da Som Livre) com um lápis para que as pessoas possam expressar sua própria opinião sobre o que é o amor, já que o sentimento tem significados diferentes para cada alma.

Homenagem ao amigo

Se o sexo já foi tema de um disco recente, o amor expressado nas faixas de …amor é isso é daqueles que todos deveríamos querer viver: intenso, traidor, romântico, idealista e sem fim. Mesmo as canções onde o sentimento veio por conta de uma amizade – como a versão que Erasmo fez para a canção New Love, do companheiro de infância Tim Maia – têm um saboroso toque de inocência.

Eu amei / Todo o amor / Que eu tinha pra amar / O que eu não sabia / É que ela não me amava… / Eu chorei / Toda a dor / Que eu tinha pra chorar / E o pranto que eu chorava / Não fez ela voltar… / Foi então / Que a vida entre o cinza e o azul / Me mostrou / A beleza do mundo em você / Me pergunto / Se eu tenho alguma chance / De contar com seu amor nesse romance… / Ôôô love / Meu novo love / Foi tão bom achar você…

Muitos altos

Toda a unanimidade é burra, já diria Nelson Rodrigues, e dizer que …amor é isso é um trabalho perfeito seria muita pretensão, mas os altos são tantos que mesmo os mais exigentes vão se dobrar a qualidade das (12) canções e da produção (Pupillo). Convite para nascer de novo, Novo sentido, Novo Love e Parece que foi hoje, fazem os 50 minutos do álbum passarem muito mais rápido do que o normal, como num jogo de futebol bem jogado, que sempre passa mais rápido do que uma pelada.

Erasmo Carlos continua produzindo em um ritmo e com uma qualidade que impressionam, principalmente se compararmos com a preguiça do seu velho parceiro. Com …amar é isso, Erasmo deixa a estrada livre para mais canções e álbuns.

Graças a Deus!

Cotação: ****


Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Eduardo Dussek esbanja humor e ritmo – Niterói – 13/6/18

Cantor encantou a plateia no Teatro da UFF

O Tao de Dussek é PH*dd*! O ator/compositor/cantor entrega sempre um caminhão de alegria para suas plateias e não foi diferente na última quarta-feira (13), na sua apresentação no Show das 4, projeto que leva grandes nomes ao Teatro da UFF, em Niterói, sempre às 16h.

Comemorando 40 anos de carreira (completados ano passado) e com uma carreira musical que abrange vários ritmos e tendências – nada de sertanejo ou pagode, deixo claro -, Eduardo Dussek continua em forma musicalmente e no humor afiado, mesmo lutando há mais de uma década contra o mal de Parkinson.

 

Fazendo um show sem roteiro e escolhendo as canções de acordo com o seu humor (e o do público), Dussek ainda é uma usina de força. Para o pessoal mais jovem, ele desfila marchinhas e sucessos autorais que muitos nem devem conhecer ou saber que são de sua autoria – Seu tipo (gravada por Ney Matogrosso), por exemplo. Para os mais velhos, recorda pérolas como Nostradamus, Cabelos Negros e Barrados no Baile.

A comemoração segue dia 20 com uma apresentação no Teatro Riachuelo, no centro do Rio, que vai contar com a participação especial de Silvia Machete.

Fotos e vídeo: Jo Nunes

Depois de Hendrix, o U2 se rende aos Monkees

Críticos musicais e muitos fãs de rock costumam ter atitudes pouco respeitosas por artistas que não eram puramente artistas. Provavelmente o maior exemplo disso são os Monkees, um grupo de atores/músicos contratados para estrelar uma série de TV sobre um grupo pop e que acabaram se tornando uma banda de verdade.

É verdade que, no início da carreira, Davy Jones (voz e percussão), Micky Dolenz (voz e bateria), Peter Tork (baixo, teclado e voz) e Mike Nesmith (voz e guitarra), não compunham ou tocavam nos discos (apenas cantavam), mas com canções escritas por nomes como Carole King, Harry Nilson, David GatesNeil SedakaNeil DiamondJerry Leiber e Mike Stoller, além do impulso de um ótimo programa na TV, não é de se admirar que seus singles e LPs fossem para o topo das paradas.

O que muita gente parece esquecer é que os rapazes eram talentosos (a voz de Micky Dolenz é um exemplo) e que eles nunca representaram ser o que não eram. Na verdade, quando decidiram que queriam mesmo ser uma banda, cavaram a sua sepultura. Pode parecer estranho, mas em 1967 os Monkees eram tão famosos que tinham como ato de abertura de seus shows um tal de Jimy Hendrix. Mais importante: eles foram os artistas que mais venderam discos nos Estados Unidos naquele ano. Repetindo: nem os Beatles, os Rolling Stones, Cream, Simon & Garfunkel ou Bob Dylan. Os maiores vendedores de discos foram os Monkees!

O reconhecimento

Apesar de todo o sucesso, a crença geral é de que só as crianças conhecem o grupo – graças aos filmes do Shrek e da canção I’m a Believer – ou os adultos que reconhecem a dança de Axl Rose, mas essa não é a verdade. No dia 21 de junho de 1997, em Los Angeles, o U2 – já uma das maiores bandas do mundo – fazia mais um show da sua turnê PopMart, na qual o guitarrista The Edge tinha o seu momento de destaque fazendo um karaokê onde a canção mais executada era Daydream Believer, um sucesso dos Monkees, claro. Então, do nada, Davy Jones entra no palco e rouba o show. Porém, mais surpreendente que a reverência de The Edge é ver que toda a plateia conhece a canção.

Viva a boa música!

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

Rosa Marya Colin – 19 de maio de 2018 – Festival Tudo Blues – Teatro da UFF (Niterói)

Música boa é atemporal! Dito isso, qualquer coisa que seja dita sobre a voz e o repertório da apresentação da cantora Rosa Marya Colin, na sexta-feira (18 de maio) no Teatro da UFF, como parte do Festival Tudo Blues, pode parecer supérfluo, mas não é. Acompanhada de uma banda de primeira – Flavinho Santos (bateria), Samir Aranha (contrabaixo) e Eduardo Ponti (guitarra) – e com a participação mais que especial do mestre da gaita, Jefferson Gonçalves.

O repertório foi um luxo, com clássicos do rock, soul e rithym and blues, como Precious Lord, St Louis Blues, Summertime, Sunshine of Your Love, The Weight e, claro, California Dreamin’, fizeram parte da apresentação. Com arranjos elegantemente certeiros e usando a gaita de Jefferson Gonçalves de maneira inteligente, não servindo apenas como instrumento de solo, a cantora fez uma apresentação empolgante.

Rosa Maria, cuja carreira iniciou nos anos 60, mas que estourou mesmo em 1998, com a gravação de California Dreamin’ para um comercial de TV, está em plena forma. Sua voz afinadíssima e potente, e sua imagem (quase uma Nina Simone) nos transportam para uma Lousiana imaginária, que se mistura com uma Londres psicodélica e alguma igreja do Harlen.

Quem perdeu o show (veja o vídeo completo abaixo) ainda pode se programar para ir até Rio das Ostras, onde a cantora se apresenta no dia 2 de junho (de graça), na 15ª edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

O Festival Tudo Blues segue até o dia 27 de maio, no Teatro da UFF, com shows de El84 Rock’n’ Blues Band (24), Ticão Freitas (25), Blues Etílicos (26) e The Al Pratt Blues Session (27).

 

Pepsi “resgata” antigos “garotos-propaganda”

Enquanto, em terras tupiniquins, a líder do mercado de refrigerantes fez uma promoção para que os consumidores escolhessem os artistas que gravariam o novo sucesso da música brasileira, nos Estados Unidos a sua concorrente resgata ícones da música nas suas latas. Tudo bem que colocar a Britney Spears na mesma série onde estão Michael Jackson e Ray Charles pode ser um pouco forçação de barra, mas não deixa de ser uma boa iniciativa.

Divulgação

As latas fazem parte de uma edição limitada que segue o conceito lançado na propaganda no Super Bowl deste ano. A propaganda iniciou o conceito Pepsi Generations, onde a marca relembra alguns artistas que foram parceiros da marca e garrafas, rótulos e latas antigas.

Jovens ou velhos?

Os marqueteiros da Pepsi pensaram em atingir o público jovem, mas eu acho que essa campanha parece ser muito mais atraente aos mais velhos – o que você acha?

A ideia é parar a sangria nas vendas nos Estados Unidos – a Pepsi perdeu 4,5% e a Coca-Cola. Essa queda segue uma tendência dos últimos 13 anos, uma consequência da onda saudável que assola o mundo.

Tomara que continuem com a campanha.

Com informação do Meio & Mensagem

Receita: Quibe de forno recheado

O quibe ou kibe é um salgado típico do Oriente Médio e muito popular por aqui. O quibe tem várias versões – cru, cozido ou frito – sendo que a frita é a mais comum. Dessa vez vou dar a minha versão do quibe assado. Como acho que ele fica meio seco, resolvi dar uma incrementada na receita, fazendo um recheio com molho branco, tomates e queijo.

Equipamento

2 travessas comuns (metal ou plástico)
1 travessa refratária
1 panela

Ingredientes

500g de carne moída
350g de trigo para quibe
½ litro de água quente
1 cebola picada grosseiramente
Pimenta síria, cayena ou jamaicana
1 xicara de farinha de trigo
Sal
250ml de leite
½ maço de hortelã
250ml de leite
200g de mussarela ralada
Noz-moscada
10 tomates cereja cortados ao meio
Azeite
25g de manteiga

 

Modo de fazer

Coloque o trigo em uma travessa, acrescente a água quente e deixe descansar por pelo menos 40 minutos. Enquanto isso, em uma outra travessa misture a carne, a cebola, uma pitada de sal, o hortelã e a pimenta (a gosto). Misture bem (com as mãos), depois coloque o trigo e misture mais até que todos os ingredientes estejam bem uniformes. Coloque um fio de azeite na travessa refratária, cubra com uma parte da mistura e reserve.

Na panela, em fogo baixo, coloque a manteiga, a farinha e faça uma espécie de roux. Acrescente o leite e vá mexendo até ficar com uma consistência cremosa. Coloque um pouco de noz-moscada e reserve. Quando esfriar, cubra a mistura que está no refratário e coloque os tomates por cima. ‘Feche’ com o resto da mistura, faça alguns riscos com uma faca e ‘regue’ com um fio de azeite. Agora, é só levar ao forno pré-aquecido (180ºC) por 45 minutos.

 

Veja outras receitas do blog

Documentário escancara os demônios e os dramas da vida de Eric Clapton

Life in 12 Bars, que foi exibido nos cinemas lá de fora e chega nas lojas em junho, emociona até mesmo quem não é fã do guitarrista



Eric Clapton
é um dos músicos mais famosos e talentosos do mundo. Já compôs canções que se tornaram clássicos do rock, já ganhou vários prêmios e amou várias mulheres. Porém, teve uma vida cheia de baixos e agora, depois dos 70 anos, decidiu abrir o coração em um documentário onde, mais que narrar sua carreira, conta sobre suas mágoas, seus vícios (álcool e drogas) e seus traumas. Life in 12 Bars (Vida em 12 compassos, em tradução livre) serve como um belo complemento para alguma das inúmeras biografias do músico e confirma que ele é mesmo um sobrevivente.

O filme, dirigido pela diretora e produtora vencedora do Oscar, Lili Fini Zanuck, teve como base uma série de entrevistas onde Clapton falou sem reservas sobre tudo. Por isso, talvez, a música fique em uma espécie de segundo plano, embora o próprio Clapton seja categórico: “A música me salvou”. O foco principal fica mesmo na vida do artista, desde a infância, quando foi abandonado pela mãe, criado pelos avós – ele passou boa parte da infância achando que a irmã era a sua mãe e só foi conhecer a mãe já grandinho -, até o family man dos dias de hoje, passando pelas loucuras dos anos 60 e 70 e pela morte do filho Connor, em 1991.

Vícios

Se os anos 60 foram a época da maconha e do LSD, os anos 70 foram a época – para Clapton – da heroína e do álcool. Embora amplamente divulgado, é diferente ler sobre os efeitos da droga em Clapton e ver e ouvir esses efeitos. Em uma entrevista, com a voz totalmente chapada, ele diz odiar a vida e que não vai ficar por aqui (na Terra) por muito tempo. Mais angustiante ainda é ver cenas de Clapton cheirando cocaína e bêbado no palco e fora dele, em um estado muito mais deplorável do que quando usava heroína. Os absurdos comentários racistas – que não são mostrados no documentário, que apenas apresenta recortes de jornais sobre o assunto – e o comportamento errático do músico, mostram a razão dessa década ser praticamente ignorada na maioria das biografias. Ele simplesmente não lembra de muita coisa.

Porém, em termos de vício, podemos dizer que tudo começou com uma mulher: Pattie Boyd/Layla/Harrison. A então mulher do beatle George Harrison, melhor amigo de Clapton, e dona de algum borogodó poderoso – vale lembrar que ela foi a inspiração para canções como Something, Layla, Wonderful Tonight e Breathe On Merevirou a cabeça do guitarrista, que mergulhou na heroína e acabou produzindo o seu melhor trabalho: Layla and Other Assorted Love Songs, um grito desesperado de amor, que acabou não surtindo efeito e só piorou a vida do Deus da Guitarra.

Música

Como citei anteriormente, Life in 12 Bars serve como complemento as biografias de Clapton, principalmente no que se refere a sua carreira. Há alguns momentos e outtakes interessantes da sua carreira com o Cream e, principalmente, sobre o processo de criação do primeiro e único álbum do Derek and the Dominos. Todo o resto – inclusive o encontro com Hendrix – é pincelado de maneira reverencial, mas que não dá a devida profundidade que sua música merece. Vários discos são apenas citados e outros totalmente ignorados, o que torna o documentário capenga nesse sentido.

A trilha sonora do documentário, que também será lançada em junho, traz algumas boas novidades, entre elas a versão completa do sucesso I Shot the Sheriff e duas mixagens feitas pelo próprio Clapton para canções do seu primeiro disco solo, embora também fique mais restrita aos primeiros anos da carreira do guitarrista. Mesmo assim, fica claro que ainda há muita coisa inédita nos arquivos do guitarrista. Outro ponto para a trilha sonora é trazer algumas participações de Clapton em discos de gente como os Beatles e Aretha Franklin.

Drama e emoção

Se a carreira musical é usada como uma estada secundária, fica impossível não se emocionar com momentos como o do nascimento do primeiro filho, Connor, de como Clapton nutriu e germinou o espírito paterno e de como a trágica morte do menino afetou para sempre a sua vida e, muito provavelmente, o manteve vivo. O momento no qual Clapton fica em casa lendo cartas de condolências e acaba descobrindo um tesouro do filho, é daqueles que fazem com que qualquer ser humano minimamente normal fique com os olhos cheios d’água. E se a primeira cena do documentário – uma mensagem de vídeo gravada no dia da morte do amigo e ídolo B. B. King – parece fora de contexto, a última cena do documentário faz tudo se encaixar.

Life in 12 Bars tem muitas qualidades e defeitos. Pode não ser o documentário definitivo sobre a carreira de um dos maiores nomes do rock e do blues de todos os tempos, mas é definitiva para alguém que precisava exorcizar tudo, exorcizar todos os fantasmas e demônios que tornaram possível se tornar um bom pai, marido e pessoa.

O CD, DVD e Blu-ray tem lançamento programado para o dia 8 de junho – sem previsão de lançamento no Brasil – e (tomara) deve trazer alguns extras que podem enriquecer ainda mais a obra.

Clapton ganha show-tributo pelos 73 anos no Rio de Janeiro (13/04/18)

Big Gilson, provavelmente o maior expoente do blues nacional, e a Clapton Tribute BandCharles Zanol (vocal), Pedro Leão (baixo), Rubens Achilles, (guitarra) e Gil Eduardo (bateria) – celebraram a carreira do Deus da Guitarra em show no Teatro Rival. Com um repertório que percorreu toda a carreira de Clapton, a banda mostrou momentos afiados (Badge e I Shot the Sheriff) e alguns menos inspirados (Old Love). A (excelente) banda Oldstock, que abriu a noite, fez uma ótima mistura de rock clássico e blues e aqueceu a plateia para que Big Gilson & Cia transformassem o Rival em um autêntico bar de blues de Chicago.
Os 73 anos de Clapton, completados no dia 30 de março, foram muito bem comemorados. Que muitas outras comemorações ainda aconteçam.

 

As músicas do show

Key to the Highway (acústico)
Nobody Knows You When You’re Down and Out
Before You Accuse Me
Blues Before Sunrise
Tell the Truth
Riding With the King
Bad Love
Have You Ever Loved a Woman?
Badge
Old Love
I Shot the Sheriff
Tearing Us Apart
Cocaine

Bis
Layla

PS: Uma versão desse texto também foi publicado na Revista Ambrosia

 

 

Saiu o novo trailer de Solo – Uma História Star Wars

Aguardando nervosamente.

hqrock

Foi divulgado hoje o novo trailer de Solo – Uma História Star Wars, contando as aventuras do carismático personagem da saga Star Wars antes dos acontecimentos de Star Wars – Episódio IV – Uma Nova Esperança, quando apareceu pela primeira vez. Veja o vídeo abaixo:

O vídeo é muito bom! Mostra a ambiência e uma ideia de trama: Han Solo é convocado por Tobias Beckett para participar de uma missão especial – quase certo o roubo de algo pertencente ao Império. Os principais personagens são apresentados – Solo, Beckett, as versões jovens de Lando Calrisssian e Chewbacca e novos personagens, como Qi’ra (que deve ser o interesse amoroso do protagonista), L3-37 e o vilão Dryden Vos.

solo dryden vos Paul Bettany como Dryden Vos.

Neste caso, há uma grande curiosidade: originalmente, o ator Michael K. Williams foi contratado para viver o vilão, que seria um personagem digitado gravado

Ver o post original 514 mais palavras

Homem-Formiga – Uma boa Sessão da Tarde

Se você ficou entusiasmado com as aventuras do Homem de Ferro, se impressionou com os feitos do Capitão América, se emocionou com Thor e riu com a interação entre Os Vingadores, vai achar os feitos do Homem-Formiga (que entra em cartaz nesta sexta) engraçadinhos.

Estrelado por Paul Rudd e com a (ótima) participação de Michael Douglas, o projeto – que demorou muito para ser finalizado (havia rumores de que o personagem estaria no último filme dos Vingadores) -, mostra o Dr. Hank Pym (Douglas) já bem mais velho e tendo que recrutar o jovem ladrão Scott Lang (Rudd) para usar o seu velho traje de Homem-Formiga e salvar o mundo de uma terrível ameaça (nada de spoiler).

O problema é que o herói é um dos menos famosos e mostrou-se difícil de encaixar no atual universo da Marvel e as citações tiradas das histórias em quadrinhos são muitas, o que deve fazer com que o espectador normal tenha dificuldades em entender o passado do personagem. A saída encontrada pelo diretor Peyton Reed foi o humor em grandes doses, tornando o longa um grande candidato a sucesso na Sessão da Tarde. Claro que deve render bons milhões para a dupla Disney/Marvel e que a continuação já está garantida, mas fica longe da qualidade dos outros filmes baseados nas criações de Stan Lee & Cia, apesar das ótimas atuações de Michael Douglas, Evangeline Lilly, Paul Rudd, que mantém bem seu jeitão de galã de comédias românticas e do elenco de apoio, que mantêm o humor sempre em alta.

Homem-Formiga XI
Ficou a impressão de que com a interação com os demais Vingadores o Homem-Formiga pode ganhar corpo e crescer, mas isso só no próximo longa. Vá ao cinema sem grandes expectativas e divirta-se.divirta-se.

Fotos: Divulgação Marvel

Texto escrito para a Revista Ambrosia

Pete Townshend: um gênio que completa 70 anos

Pete Townshend 70 I
Não é incomum chamar uma pessoa de gênio, principalmente na música. Alguns deles – John Lennon, Paul McCartney, Jimmy Hendrix, Chico Buarque, Paul Simon e Muddy Waters, são mesmo – outros são pessoas super talentosas – Milton Nascimento, Keith Richards e Jack Bruce, por exemplo – e ainda há aqueles que viram deuses – Eric Clapton. Peter Dennis Blandford Townshend, que nesta terça-feira (19 de maio) completa 70 anos, faz parte do time dos gênios.

Para muitos, Pete Townshend é sinônimo de The Who e nada mais. Engano grave! A obra de Townshend não se resume a óperas-rock e clássicos adolescentes como I Can’t Explain ou Anyway, Anyhow, Anywhere. Também não fica apenas nos experimentos eletrônicos de Baba O’Riley ou We Won’t Get Fooled Again, e muito menos se restringe a personagens como Tommy. Ele trabalhou em editoras, teve um dos melhores websites do mundo e aventurou em muitos outros caminhos artísticos.

Para comemorar a data há o lançamento de uma nova coletânea com canções de sua discografia solo e duas novas composições. Mas disso falamos mais adiante.

Pete Townshend 70 IIITownshend não tinha um parceiro. Ele é/era uma fusão de personalidades – que em outras bandas eram representadas por duplas como Lennon e McCartney e Jagger e Richards. Portanto, sua evolução é impressionante. Do rapaz que escrevia canções para o público Mod até o homem que expunha suas amarguras em canções como Slit Skirts, do álbum All The Best Cowboys Have Chinese Eyes.

Se discos como Quadrophenia, Tommy, Who’s Next e Who By Numbers, são sempre lembrados quando se fala de Townshend, é a excelência de sua carreira solo que gostaria de destacar (é muito fácil falar do The Who, até mesmo para quem conhece a banda apenas pelas aberturas da série CSI). Pode parecer estranho que esse narigudo de voz anasalada se arriscasse em trabalhos sem a segurança do vozeirão de Roger Daltrey ou do talento do amigo John Entwistle, mas quem conhece algum dos demos que ele entregava a banda sabe que as canções já vinham praticamente perfeitas e que em algumas delas (Love Reign O’er Me, para citar um exemplo) seus vocais eram (quase) tão bons quanto os de Daltrey.

A força do seu talento também pode ser medida pela quantidade de nomes que aceitaram fazer parte de seus projetos ou que o recrutaram. Eric Clapton, Paul McCartney, David Gilmour, Charlie Watts, Phil Collins, Paul WellerBill Wyman, Nina Simone, John Lee Hooker e muitos outros. Só fera!

Carreira solo

Se o seu primeiro disco – Who Came First (1972) – é um apanhado de demos do abortado projeto Lifehouse (que acabou tendo canções aproveitadas no clássico Who’s Next) e de músicas que gravou para o seu mestre espiritual (Meher Baba), o resto de sua produção solo mostrou que o The Who não era o veículo apropriado para muitas de suas composições.

Pete Townshend on stage in New York, February 2013Rough Mix (1977), gravado em parceria com Ronnie Lane (do Small Faces), já mostrava que o talento de Pete não podia ficar preso nas paredes do The Who. A maioria das canções tinham um elemento folk e mesmo as mais pops (Keep Me Turning) não se encaixariam no rock de Keith Moon & Cia. Difícil imaginar que uma melodia e um arranjo tão melodicamente intricado como o de Street in the City pudesse fazer parte de algum dos álbuns de uma das bandas mais barulhentas do mundo.

Em 1980 Townshend lança aquele que ele mesmo considera seu primeiro disco solo e que, para muita gente boa, é seu melhor disco (discordo): Empty Glass, um disco cheio de álcool, solos de guitarra e uma boa dose de raiva. A maioria das canções foi composta e gravada na mesma época que o The Who preparava o material para o disco Face Dances, o que deixa muito claro que a esta altura da vida Townshend (mesmo que inconscientemente) já separava seu melhor material para si e não mais para sua banda. Surpreendentemente o single de maior sucesso do disco (Let My Love Open The Door) é uma canção de amor que não representa o espírito do disco, recheado de bons rocks como Gonna Get Ya, Cat’s in the Cupboard, Jools and Jim e a canção-título.

Pete Townshend All the best cowboys have chinese eyesEntão chega o ano de 1982 e com ele All The Best Cowboys Have Chinese Eyes, o trabalho mais profundo e bem produzido pelo artista até então. O disco veio acompanhado do lançamento de um vídeo (VHS) com clipes das canções Prelude, Face Dances, Pt. 2, Communication, Uniforms, Stardom in Acton, Exquisitely Bored e Slit Skirts. Era a época da MTV.

O disco foi um dos que mais causou impacto na minha vida, primeiro pelas melodias e arranjos (não sabia inglês naquela época) e depois pelas letras. Até hoje tenho certeza de que o segundo verso de Slit Skirts foi escrito para mim.

Let me tell you some more about myself, you know I’m sitting at home just now.
The big events of the day are passed and the late TV shows have come around.
I’m number one in the home team, but I still feel unfulfilled.
A silent voice in her broken heart complaining that I’m unskilled.

And I know that when she thinks of me, she thinks of me as him,
But, unlike me, she don’t work off her frustration in the gym.

Recriminations fester and the past can never change
A woman’s expectations run from both ends of the range

Once she walked with untamed lovers’ face between her legs
Now he’s cooled and stifled and it’s she who has to beg

http://www.youtube.com/watch?v=q1D_XNYTUGg

Mas a qualidade do material de Chinese Eyes é a comprovação da genialidade ambiciosa de Townshend (que foi massacrado pelos críticos por ser muito pretensioso). Todas as canções são de um nível tão alto que é praticamente impossível destacar alguma. Um disco para se levar para uma ilha deserta!

Pete Townshend 70 IIDepois de Chinese Eyes Pete ainda lançou White City: A Novel (1985), The Iron Man: The Musical by Pete Townshend (1989) e Psychoderelict (1993), voltando a flertar com a ópera-rock, teatro, literatura e até mesmo retomando o personagem principal do abortado e já mencionado projeto Lifehouse. Nesses discos há melodias letras e arranjos que poderiam criar um ótimo álbum duplo, já que em todos eles há momentos onde a inspiração não mantém a mesma pegada, mas músicas como Give Blood, Face the Face, Secondhand Love, White City Fighting, A Friend Is a Friend, Was There Life, A Fool Says…, English Boy, Let’s Get Pretentious, I Want That Thing, Predictable e Fake it, precisam ser citadas.

Além dos discos de carreira, Pete fez a felicidade dos fãs abrindo seus arquivos e lançando uma série de discos com demos e canções inéditas chamados Scoop. São três volumes até agora e ainda há muito para ser revelado. Scoop (1983) e Another Scoop (1987) têm algumas preciosidades imperdíveis.

Coletânea e novas canções

PeteTownshend-Truancy-front
Como disse no início do texto, uma nova coletânea – Truancy: The Very Best of Pete Townshend – que traz 15 sucessos e duas novas composições de Townshend chega ao mercado no fim do mês. A seleção pode até ser questionável – Street in the City e Slit Skirts ficaram de fora, por exemplo -, mas a remasterização feita em Abbey Road promete um ganho na qualidade de som bastante considerável. Outra boa notícia é que esse lançamento é só o primeiro de uma série que vai rever toda a discografia solo do criador de Tommy, que deve chegar ao mercado no ano que vem.

Tracklist 

Pure And Easy (from Who Came First)

Sheraton Gibson (from Who Came First)

Let’s See Action (Nothing Is Everything) (from Who Came First)

My Baby Gives It Away (from Rough Mix)

A Heart To Hang On To (from Rough Mix)

Keep Me Turning (from Rough Mix)

Let My Love Open The Door (from Empty Glass)

Rough Boys (from Empty Glass)

The Sea Refuses No River (from All The Best Cowboys Have Chinese Eyes)

Face Dances (Pt. 2) (from All The Best Cowboys Have Chinese Eyes)

White City Fighting (from White City)

Face The Face (from White City)

I Won’t Run Anymore (from The Iron Man)

English Boy (from Psychoderelict)

You Came Back (from Scoop)

Guantanamo (Inédita)*

How Can I Help You (Inédita)*

Provavelmente Pete Townshend será sempre lembrado pelo seu legado com o The Who (com que continua gravando e fazendo shows pelo mundo), mas quem quiser realmente entender a grandeza de sua obra os Spotifys da vida estão aí para ajudar.

Ainda sonho com o dia de ver Townshend no palco (no Brasil ou em qualquer lugar).

Grammy 2015 – A festa que premiou o plágio

A 57ª festa de entrega dos prêmios Grammy foi marcada pela diversidade, alguns encontros interessantes e a consagração de Sam Smith e a sua Stay With Me (Darkchild Version), plágio descarado da canção I Won’t Back Down, de Tom Petty. Claro que outros artistas mais talentosos e consagrados que Smith já escorregaram nessa área, mas não deixou de ser estranho ver uma canção tão não original ganhar tantos prêmios.

Musicalmente tivemos de (quase) tudo: AC/DC, ELO, Madonna, Lady Gaga e Tony Bennett, Annie Lennox e o trio McCartney, Rhianna e West, entre outros. Também tivemos Pharrell Williams tentado (sem sucesso) reinventar sua Happy – provavelmente a música mais tocada nos últimos 12 meses. Não funcionou!

Fora isso, não tivemos grandes surpresas. Talvez, acho, a maior delas foi a importância que se deu a música e não ao bate-papo e piadas dos apresentadores. A decisão foi acertada, deixando a festa mais ágil e dando aos espectadores exatamente o que eles mais querem: música.

Os vencedores (veja lista abaixo) dão a impressão de que a safra atual de talentos tem mais qualidade do que a de anos anteriores (tomara!). Mesmo assim, quem mais chamou a atenção foram os veteranos consagrados: Madonna, ELO, AC/DC, McCartney, Prince, Tony Bennet e a fogosa Lady Gaga. Fica a certeza de que quem tem talento não passa batido, seja lá quantas gerações/décadas já tenham passado.

Abaixo mais alguns vídeos da festa e a lista dos vencedores.

Gravação do Ano
“Stay With Me” – Sam Smith

Música do Ano
“Stay With Me” – Sam Smith

Álbum do Ano
Beck – Morning Phase

Artista Revelação
Sam Smith

Melhor Álbum Country
Platinum – Miranda Lambert

Melhor Performance Pop
Pharrell Williams – “Happy”

Melhor Álbum Pop Vocal
Sam Smith – In The Lonely Hour

Melhor Álbum Rock
Beck – Morning Phase

Melhor Performance R&B
Beyoncé part. Jay Z – “Drunk In Love”

Melhor Duo Pop/ Performance em Grupo
A Great Big World With Christina Aguilera – “Say Something”

Melhor Álbum Tradicional Pop Vocal
Tony Bennett & Lady Gaga – Cheek To Cheek

Melhor Performance Rock
Jack White – Lazaretto

Melhor Performance Metal
Tenacious D – The Last In Line

Melhor Canção Rock
Paramore – “Ain’t It Fun” – Hayley Williams & Taylor York, autores

Melhor Álbum Alternativo Rock
St. Vincent – St. Vincent

Melhor Performance Rap
Kendrick Lamar – “i””

Melhor Colaboração Rap
Eminem part. Rihanna – “The Monster”

Melhor Canção Rap?
Kendrick Lamar – “i” K. Duckworth & C. Smith, autores

Melhor Álbum Rap
Eminem – The Marshall Mathers LP2

Melhor Performance Tradicional R&B
Jesus Children – Robert Glasper Experiment part. Lalah Hathaway & Malcolm-Jamal Warner

Melhor Canção R&B
Beyoncé part. Jay Z – “Drunk In Love” – Shawn Carter, Rasool Diaz, Noel Fisher, Jerome Harmon, Beyoncé Knowles, Timothy Mosely, Andre Eric Proctor & Brian Soko, autores

Melhor Álbum Urbano Contemporâneo
Pharrell Williams – Girl

Melhor Álbum R&B
Toni Braxton & Babyface – Love, Marriage & Divorce

Melhor Álbum Instrumental Contemporâneo
Chris Thile & Edgar Meyer – Bass & Mandolin

Melhor Álbum Eletrônico/Dance
Aphex Twin – Syro

Melhor Gravação Dance
Clean Bandit part. Jess Glynne – “Rather Be”

Melhor Coletânea para Trilha-Sonora
Frozen – Kristen Anderson-Lopez, Robert Lopez, Tom MacDougall & Chris Montan, produtores

Melhor Trilha-Sonora Original
Grande Hotel Budapeste – Alexandre Desplat, compositor

Melhor Canção para Trilha-Sonora
“Let It Go” de Frozen – Kristen Anderson-Lopez & Robert Lopez, autores (Idina Menzel)

Melhor Performance Country
Carrie Underwood – “Something In The Water”

Melhor Duo/Performance Grupo Country
The Band Perry – “Gentle On My Mind”

Melhor Canção Country
“I’m Not Gonna Miss You” – Glen Campbell & Julian Raymond, autores (Glen Campbell)

Melhor Álbum Bluegrass
The Earls Of Leicester – The Earls Of Leicester

Melhor Performance Roots Norte-Americano
Rosanne Cash – “A Feather’s Not A Bird”

Melhor Canção Roots
Rosanne Cash – “A Feather’s Not A Bird”

Melhor Álbum Americana
Rosanne Cash – The River & The Thread

Melhor Álbum Folk
Old Crow Medicine Show – Remedy

Melhor Videoclipe
Pharrell Williams – “Happy”

Melhor Composição Instrumental
John Williams – “The Book Thief”

Melhor Arranjo Instrumental ou A Cappella
Pentatonix – “Daft Punk”

Melhor Arranjo, Instrumental e Vocal
Billy Childs – “New York Tendaberry”

Melhor Pacote de Gravação
Pearl Jam – Lightning Bolt – Jeff Ament, Don Pendleton, Joe Spix & Jerome Turner, diretores de arte

Melhores Notas de um Álbum
Ashley Kahn, John Coltrane – Offering: Live At Temple University

Melhor Engenharia de Som, Não Clássico
Beck – Morning Phase – Tom Elmhirst, David Greenbaum, Florian Lagatta, Cole Marsden Greif-Neill, Robbie Nelson, Darrell Thorp, Cassidy Turbin & Joe Visciano, engenheiros; Bob Ludwig, engenheiros de som

Melhor Álbum Surround Sound
Beyoncé – Beyoncé – Elliot Scheiner, engenheiro de mixagem; Bob Ludwig, engenheiro de mixagem; Beyoncé Knowles, produtora de mixagem

Jimmy Fallon e Nicole Kidman

Essa entrevista passou faz pouco tempo e é uma das coisas mais engraçadas que vi nos últimos tempos. A cara de Fallon ao descobrir que Nicole Kidman tentou ter um caso com ele. É sensacional!

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Quem não viu, veja. Quem já viu, reveja!

Paul McCartney & Rhyanna

É, admito que nunca pensei em escrever esses dois nomes na sequência para falar sobre música (ainda acho que não devo), mas… aí está o clipe da canção Fourfiveseconds, que também tem a participação de Kanye West.

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R.I.P. Jack Bruce

Jack-BruceAs eleições ofuscaram um pouco o destaque que a morte de Jack Bruce merecia. O sábado (25/10) ficou mais triste e a música mais pobre. Jack, um escocês de gênio não muito fácil, era um músico brilhante, principalmente quando empunhava um baixo elétrico.

Tendo passado por várias importantes bandas de jazz e blues do início dos anos 60 na Inglaterra, Jack se torou um mito ao se juntar com Ginger Baker e Eric Clapton e formar o Cream, um power trio com status de supergrupo. Com eles, criou clássicos como Sunshine of Your Love e, para muitos, a melhor linha de baixo de todos os tempos (Crossroads ao vivo). Só isso já seria suficiente para colocá-lo no Olimpo do rock. Porém, apesar de não ter obtido um sucesso comercial com sua carreira solo, Jack produziu sempre música de alta qualidade – para os não iniciados eu recomendo a coletânea Willpower.

Abaixo alguns vídeos para relembrar a música de Jack.

Monkees – Daydream Believer

A canção se tornou um clássico, principalmente a versão com a introdução entre Dave e o produtor Chip Douglas. Essa vai para levantar o moral.

Chip–“S-s-s-seven A.”

Davy–“What number is this, Chip?”

(Chip, Peter, Mickey and Mike)–SEVEN..A.”

Davy–“Alri’, alri’ (all right, all right) , there’s no need to get excited, man. ‘S jus’ ‘cause I’m short, I know.”

Same Love – Paul McCartney

Não é por conta do Dia dos Namorados, mas essa música vale ser ouvida. Um dos momentos nos quais Paul escreveu uma letra realmente boa.

 

beautiful_night-cd_2Same Love

If I give my love again to you,
Will it be the same love that we once thought was true?
Will it be the same love?
Will it feel the same, love?
Will it be the same love that you once made to me?

The love you made to me, oo, the love you made to me, the love you made to me, oo,
the love you made to me, oo, the love you made to me, the love you made to me.

If it’s nothing like the first love, we’ll enjoy it right or wrong.
Why keep referring to the worst time when you’ve waited for so long? (for so long, baby)
You’ve waited for so long.

Same Love backThough it may not be as good as new,
But still it must be better than the pain that I went through.
Oh-oh,
Will it be the same love?
Will it feel the same, love?
Will it be the same love that you once made to me?

The love you made to me, oo, the love you made to me, the love you made to me, oo,
the love you made to me, oo, the love you made to me, the love you made to me.

Can’t Turn My Heart Away – Art Garfunkel

Essa é para os que estão na fossa (eitcha expressão velha) ou para os que eternamente se sentem tocados por letras e melodias que refletem algum momento de nossas vidas.


Art Garfunkel XI know you’ve run out of time for a fool like me.
It’s all over now, you can’t disguise,
All these constant good-byes.

I can’t see, but I close my eyes and I walk away.
And try not to hear the words you say,
But I can’t seem to turn my heart away.

There’s a feeling out tonight, you’re beside me everywhere.
Anyone would say, “It’s over,” but I just don’t seem to care,
‘Cause I could never turn my heart away,
I just can’t seem to turn my heart away.

I can hear the music play, well I’m the only one who knows.
Maybe I’m a fool for listenin’, but it takes me where it goes,
Art_Garfunkel_-_Scissors_Cut‘Cause I can never turn my heart away,
I just can’t seem to turn my heart away.

Something inside me needs to know
I can live to love again.
What is now has always been.
I need to let you know.

But I just can’t turn away, and I can’t stop loving you.
I can feel the end is near, but I can’t admit it’s true,
‘Cause I could never turn my heart away,
I just can’t seem to turn my heart away.

You go…I’ll stay,
‘Cause I just can’t seem to turn my heart away.

Elton John – Social Disease

A letra é uma sobre um desajustado, a melodia um tipo de country-rock e esse vídeo que encontrei torna a canção ainda mais deliciosa.

Social Disease (Elton John & Bernie Taupin)

 
My bulldog is barking in the backyard
Enough to raise a dead man from his grave
And I can’t concentrate on what I’m doing
Disturbance going to crucify my days
And the days they get longer and longer
And the nighttime is a time of little use
For I just get ugly and older
I get juiced on Mateus and just hang loose

chorus:
And I get bombed for breakfast in the morning
I get bombed for dinner time and tea
I dress in rags, smell a lot, and have a real good time
I’m a genuine example of a social disease

My landlady lives in a caravan
Well that is when she isn’t in my arms
And it seems I pay the rent in human kindness
But my liquor also helps to grease her palms
And the ladies are all getting wrinkles
And they’re falling apart at the seams
Well I just get high on tequila
And see visions of vineyards in my dreams

(repeat chorus)

And the ladies are all getting wrinkles
And they’re falling apart at the seams
Well I just get high on tequila
And see visions of vineyards in my dreams

chorus:
And I get bombed for breakfast in the morning
I get bombed for dinner time and tea
I dress in rags, smell a lot, and have a heart of gold
I’m a genuine example of a social disease