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As cervejas preferidas dos torcedores brasileiros

Que o brasileiro gosta de cerveja todo mundo sabe. Que muita gente reclama que a Ambev pasteurizou o sabor de várias marcas tradicionais, também é verdade. Porém, saber quais marcas são as preferidas dos brasileiros na hora de ver uma partida de futebol pode ser fundamental na hora de reunir os amigos para assistir a um jogo da Copa.

Um levantamento do aplicativo Snapcart, em parceria com a agência de marketing esportivo Sport Track, mostrou que as campeãs de venda – Brahma, Skol e Itaipava – continuam sendo as preferidas dos beberrões.

Rio x São Paulo

O estudo pesquisou torcedores das 14 maiores torcidas do Brasil para saber qual marca é a preferida dos fãs de cada time. Por uma pequena margem (0,2%) a Brahma ficou na liderança com 20,2%, seguida pela Skol (20%) e deixando a Itaipava em terceiro, com 14,4% da preferência. Não sei como a Antarctica não está nesse pódio.

Em São Paulo, a preferida é mesmo a Brahma, enquanto no Rio a Skol ganha, com a Antarctica ficando como uma opção para duas das quatro maiores torcidas do estado. Foram ouvidas 10.800 pessoas com idades entre 18 e 64 anos.

Agora, vamos iniciar os trabalhos.

Fonte: Meio & Mensagem

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Pepsi “resgata” antigos “garotos-propaganda”

Enquanto, em terras tupiniquins, a líder do mercado de refrigerantes fez uma promoção para que os consumidores escolhessem os artistas que gravariam o novo sucesso da música brasileira, nos Estados Unidos a sua concorrente resgata ícones da música nas suas latas. Tudo bem que colocar a Britney Spears na mesma série onde estão Michael Jackson e Ray Charles pode ser um pouco forçação de barra, mas não deixa de ser uma boa iniciativa.

Divulgação

As latas fazem parte de uma edição limitada que segue o conceito lançado na propaganda no Super Bowl deste ano. A propaganda iniciou o conceito Pepsi Generations, onde a marca relembra alguns artistas que foram parceiros da marca e garrafas, rótulos e latas antigas.

Jovens ou velhos?

Os marqueteiros da Pepsi pensaram em atingir o público jovem, mas eu acho que essa campanha parece ser muito mais atraente aos mais velhos – o que você acha?

A ideia é parar a sangria nas vendas nos Estados Unidos – a Pepsi perdeu 4,5% e a Coca-Cola. Essa queda segue uma tendência dos últimos 13 anos, uma consequência da onda saudável que assola o mundo.

Tomara que continuem com a campanha.

Com informação do Meio & Mensagem

As marcas mais valiosas do Brasil

Pelo jeito o amor do brasileiro pela cerveja continua imbatível. Pela sexta vez consecutiva a Skol é a marca mais valiosa do Brasil. Além dela, Brahma, Antarctica e Bohemia também estão entre as dez primeiras.

Um brinde!

A Skol, da Ambev, é a marca mais valiosa do Brasil pela sexta vez consecutiva, segundo o ranking BrandZ Brasil, realizado há 12 anos pela Kantar e pelo WPP. A cerveja foi avaliada em US$ 8,2 bilhões (crescimento de 1%).

O Bradesco se manteve em segundo lugar, com aumento de 58% no valor, agora em US$ 7 bilhões. O Itaú conquistou uma posição e apareceu em terceiro (US$ 6,1 bilhões, alta de 42%). Brahma, Globo, Antarctica, Bohemia, Sadia, Ypê e Natura fecham a lista das dez primeiras. A Sadia foi a única delas a perder valor (veja quadro abaixo).

“A soma das marcas mais valiosas cresceu quase 23% o que significa que, em momentos de recuperação de crise, marcas mais valiosas crescem mais que o mercado, ou seja, marcas fortes agregam mais valor para recuperação de crise e se recuperam mais rápido que a média do mercado”, analisa Eduardo Tomiya, CEO da Kantar Consulting para América Latina.


O estudo combina dados financeiros da Bloomberg e da Kantar Millward Brown com opiniões de consumidores. No processo de coleta dos dados, os especialistas da Kantar observaram cinco pilares que ajudam a aumentar o valor das marcas: propósito bem definido, inovação, boa comunicação, experiência de marca e amabilidade (ser uma love brand). “Esses cinco fatores foram validados após 12 anos de BrandZ. Conseguimos quantificar esse impacto através das nossas análises estatísticas”, aponta Tomiya.

Neste ano, se destacaram nestes pilares Natura (propósito), Globo (inovação e experiência de marca), Itaú (comunicação) e Skol (love brand). Já Havaianas, com crescimento de 156% (ganhou 23 posições e agora é a a 31ª), Magazine Luiza, 133% (avançou 12 postos até o 27º), Banco do Brasil, 127% (passou da 53ª posição para a 38ª) e Arezzo, 101% (de 59ª para 45ª), foram as marcas mais valorizadas. O Bradesco foi outra marca que demonstrou a recuperação dos bancos.

“Marcas que apostaram num processo de construção de marca conseguiram ser bastante vitoriosas. No ranking das 10 mais valiosas, um dos maiores destaques são os bancos, que se recuperaram bastante, apostando num posicionamento claro nesse momento de crise, assim como Havaianas, que foi a marca que mais cresceu”, diz o CEO da Kantar Consulting para América Latina.

Fonte: Meio & Mensagem

O impacto das notícias falsas no conteúdo colaborativo

As fake news – expressão que parece ter sido criada pelo atual presidente dos EUA, mas que nada mais são do que mentiras ou notícias mal apuradas – estão fazendo cada vez mais vítimas. A decisão do HuffPost de suspender as publicações de colaboradores foi uma pancada no modelo de negócio da plataforma de notícias. Agora, os textos serão supervisionados. Esperava que essa decisão fosse temporária, mas, ao que tudo indica, é mesmo permanente.

Mais uma derrota para as redes sociais?

A decisão do HuffPost de suspender as publicações de colaboradores, inicia uma nova fase no combate às notícias falsas. A alegação da empresa, que surgiu tendo a colaboração como premissa, está ancorada, segundo Lydia Polgreen, editora-chefe, na tentativa de barrar o aumento crescente das fake news. A plataforma foi criticada recentemente por estar permitindo a proliferação deste tipo de conteúdo.

Para compensar a suspensão dos colaboradores, será criada uma sessão de opiniões com autores pagos e supervisionada pelos editores. “O HuffPost nasceu na época do auge do boom dos blogs e sua plataforma de colaboração foi criada como um local em que pessoas queriam expor suas opiniões. E foi muito positivo tanto para o próprio HuffPost como para muitos colaboradores. Hoje em dia esse papel foi tomado pelas redes sociais”, diz Vitor Conceição, CEO da plataforma Meio.

Vitor afirma que, se por um lado a plataforma de colaboração já não oferece grandes vantagens para quem quer escrever, por outro, ela se tornou um problema em meio ao aumento das fake news. “Um artigo escrito por um colaborador circula nas redes sociais como se fosse um artigo do próprio HuffPost. Com as mudanças recentes do Facebook de reduzir ainda mais o alcance orgânico de posts, mas manter o alcance de artigos compartilhados por usuários, a empresa ficou sem nenhum controle sobre o tipo de conteúdo que circula pelas redes com a sua marca”, diz Vitor Conceição.

Pedro Burgos, fundador da Impacto.jor, afirma que a decisão do HuffPost é “uma ótima notícia para todos os publishers” e aponta que outros veículos seguirão caminho semelhante. “Imagino que esse experimento de abertura total para ‘colaboração’ da comunidade esteja chegando ao fim para os publishers. Essa ideia de abrir a plataforma para colaboradores diversos fazia sentido em uma outra época, quando ‘volume’ era algo crucial, e a publicidade pagava melhor”’, diz Burgos.

Burgos reforça que, por um certo tempo, muitas empresas de mídia se viram como competidoras das redes sociais na criação de ‘plataformas’. “Iniciativas como “Vc no G1” ou o “iReport” da CNN ainda existem, mas a impressão que eu tenho é que eles estão tendo muito menos destaque, e os colaboradores muito menos liberdade. Empresas de mídia viram que o principal ativo deles em tempos de notícias falsas e boatos circulando a mil é justamente a marca, o carimbo de veracidade, de informação checada”, afirma Burgos.

Humberto Pereira da Silva, professor de filosofia na FAAP, afirma que serão criados cada vez mais mecanismos para combater e minimizar os riscos das fake news. “É legitima e oportuna a iniciativa do HuffPost que caminha na contramão de muitas outras plataformas”, afirma.

Fonte: Meio & Mensagem

Revistas crescem em digital

O mercado editorial continua a sua famigerada crise, apesar dos números das publicações digitais só subirem. Parece que a maioria das empresas ainda não descobriu a maneira certa de conseguir extrair verbas desse mercado (eu também quero saber essa fórmula), o que demonstra que o problema está mesmo dentro dos departamentos comerciais e de distribuição do que dentro das redações.

O levantamento também é interessante por mostrar que os maiores crescimentos no digital são de publicações que, dizem, têm forte hum… rejeição: Veja e Época, por exemplo, reforçando a impressão de que os brasileiros engajados são muito pouco coerentes, não é mesmo?

Vejam os números.

O ano de 2017 foi positivo para as edições digitais das maiores revistas do Brasil. De acordo com dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), entre as 16 maiores publicações do Brasil, contando mensais (dez revistas analisadas), semanais (cinco analisadas) e quinzenal (revista Exame) tiveram crescimento em sua circulação digital. Apesar disso, a maioria teve queda em seus números gerais, incluindo impresso e online, e o mercado como um todo caiu 16%.

Entre os maiores saltos digitais de 2017 está a revista Época, que cresceu 288% em digital. Também tiveram destaque Claudia (96%), Mundo Estranho (59%) e Veja (59%). A semanal segue como líder em circulação digital, com média de 355,8 mil exemplares em 2017.

Veja também foi das poucas revistas que viu seus números crescerem de maneira geral, assim como Claudia. A semanal teve alta de 9% de circulação, chegando a 1,23 milhões de exemplares em sua média de dezembro. A revista feminina teve alta 15,4% e fechou 2017 com 327,4 mil exemplares. Ambos os títulos são líderes em suas respectivas periodicidades (clique nas imagens para ver as imagens em maior resolução).

Considerando todas as revistas auditadas pelo IVC, o mercado caiu 16% em 2017 na comparação com o ano retrasado. Em 2016, a circulação média mensal foi de 6,8 milhões de exemplares mensais e, no ano passado, foi de 5,72 milhões. Há dois anos, o IVC auditou 104 títulos, enquanto que em 2017 auditou 73.

Fonte: Meio & Mensagem

Quem controla a mídia no Brasil? – Um estudo que comprova a hipocrisia da audiência brasileira

A Nestlé vai desistir do chocolate?

Não sei se a maioria das pessoas tem conhecimento, mas a Nestlé vendeu a sua divisão de doces nos Estados Unidos. Se isso vai ser uma tendência da empresa ou se foi apenas um negócio de ocasião, só o tempo vai dizer.

A venda da divisão de doces nos Estados Unidos para a Ferrero vai além de um alinhamento de portfólio e sinaliza o foco da empresa em alimentação saudável

A compra da divisão de doces da Nestlé nos Estados Unidos pela italiana Ferrero, anunciada nesta terça-feira, 16, foi a segunda grande transação envolvendo Mark Schneider, CEO da companhia suíça desde dezembro de 2016. Os analistas de mercado já davam a venda como certa e indicavam que esse movimento da Nestlé — em se desfazer de marcas de chocolates e confeitos como BabyRuth, Butterfinger e Crunch – vai muito além do que apenas redirecionar esforços no portfólio, mas compõe a missão de Schneider: orientar a companhia para um portfólio mais saudável.

O movimento da empresa, desde que Schneider assumiu, está em linha com o que outras grandes companhias de alimentos como PepsiCo, General Mills e Kraft Heinz vêm fazendo. Em dezembro do ano passado, a Nestlé pagou US$ 2,3 bilhões pela fabricante de vitaminas Atrium Innovations. Já sua divisão de doces nos Estados Unidos foi vendida por US$ 2,8 bilhões. De acordo com a Euromonitor, naquele país, o market share da Nestlé em chocolates é de 8,3%, atrás de Hershey’s, Mars e Lindt, a presença de mercado da Ferrero é de 3,2%. No mundo, a Nestlé ocupa a terceira posição com 9,6% de share, atrás de Mars e Mondelez.

Apesar do novo direcionamento estratégico da Nestlé, o argumento oficial dado pela empresa, de acordo com a Reuters, foi o baixo desempenho da divisão de chocolates nos EUA. Raphael Moreau, analista sênior de alimentação e nutrição da Euromonitor, afirma que uma das principais marcas da Nestlé no mercado americano, a Butterfinger, sofreu contra concorrentes com um posicionamento premium e marketing agressivo, incluindo Lindt e Mars. “Embora as empresas de private equity tenham demonstrado interesse, é provável que a Ferrero esteja disposta a pagar um prêmio de preço mais alto para alcançar seu objetivo estratégico de aumentar sua presença nos EUA. A transação pode fazer da Ferrero um dos maiores players de chocolate do mundo”, diz Moreau.

Gabriel Rossi, consultor e professor da ESPM, aponta que se trata de uma redução de portfólio, porém, há também a preocupação da empresa de crescer em novos nichos e segmentos promissores. “Cabe lembrar que o fato de uma marca ser forte e tradicional no mercado, além de ser flexível, não significa que a sua extensão seja um sucesso em relação aos concorrentes com maior economia de escala, mais rápidos e com melhor relacionamento com os fornecedores da categoria”, afirma.

De acordo com Luís Eduardo Ribeiro, diretor da Lelo Logística, esse movimento reflete diferentes momentos da Ferrero e da Nestlé. “A Ferrero busca escala — produtividade e força de negociação — e ganha participação de mercado se consolidando como gigante de doces e chocolates no mercado americano. Já a Nestlé quer apostar em segmentos saudáveis ou de margens maiores, como café, comida para animais, água e suplementos nutricionais”. Ele reforça que com a venda, a Nestlé ganha reforço de caixa para aquisições com foco saudável. “Outros negócios podem acontecer em breve de acordo com negociações que a empresa vem fazendo com a Merck”, diz Ribeiro referindo-se às tentativas da empresa suíça de tentar comprar a unidade de consumos da farmacêutica Merck.

Luiz Morcelli, CMO do Ahoy! Berlin, responsável pela chegada da Berlin School ao Brasil, afirma que o negócio é um sinal claro do caminho que a Nestlé está tomando. “Desde que escolheu esse novo CEO, que veio de uma empresa bem tradicional alemã, ela sinaliza o foco em produtos mais saudáveis com uma venda significativa num mercado de consumo tão pesado como americano. E, além dessa venda emblemática, ela é a principal candidata a adquirir as operações da Merck na área de produtos de consumo, como vitaminas e suplementos nutricionais”.

Fonte: Meio & Mensagem

 

Como os grandes jornais lidam com a crise

Continuando o tema do post anterior…

jornaisxxTenho uma pós-graduação e, infelizmente, nenhum MBA (Marketing Digital está sempre na mira), mas nem é preciso tanta qualificação para notar que as estratégias usadas pelos grandes jornais do mundo são radicalmente opostas aquelas usadas pelos jornais brasileiros.

Parece claro que a principal diferença está na qualidade das direções e nos objetivos das empresas. Parece óbvio que não é preciso que apareçam milionários para salvar nossos jornais (embora eles sejam bem-vindos), mas é absolutamente imperioso que as pessoas que vão decidir os rumos de nossos principais títulos.

Há decisões tão estapafúrdias que chega a ser difícil acreditar que foram tomadas (e aprovadas) por pessoas com um mínimo de visão.

Exemplo I: Transformar um jornal tradicional, com tamanho standard, e transformá-lo em um monstrengo de tamanho estranho, com menos oferta de conteúdo e gasto com papel (o maior gasto dos jornais), demissão de jornalistas (claro) e preço maior, só pode dar merda! Não precisa de MBA para saber disso.

Exemplo II: Você contrata para conduzir os rumos editoriais de um jornal econômico um jornalista especializado em reportagens policiais ou (pior) contratar alguém que gosta e só se preocupa com política para comandar um jornal popular. Outra vez, só pode dar merda.

Lá fora, se aposta na excelência da informação, na apuração bem-feita e nos profissionais (vide o caso do Washington Post) e, na maioria das vezes, na consolidação das suas raízes, mesmo que com algumas mudanças graduais de rumo, o que acaba sendo muito impactante no número de assinantes e visitantes das versões online, além de revitalizar e oxigenar a situação das versões impressas.

Aqui, o que se vê são apenas demissões a criação e descontinuação de cadernos especiais (automóveis, imóveis, etc) sem uma razão razoavelmente lógica, enquanto se mantém arcaicos departamentos comerciais que se recusam a evoluir e tentar atrair anunciantes para as versões online e, assim, diminuir as tabelas de preços dos impressos e conseguir manter os níveis de entrada de capital.

Parabéns aos envolvidos e aos que pagam seus salários com vários dígitos.

Em agosto de 2013, quando Jeff Bezos, fundador da Amazon, pagou US$ 250 milhões pelo jornal Washington Post, muitos questionaram a real intenção do empresário. Tão bem-sucedido em um negócio digital, o que ele queria em um segmento com dificuldades como a mídia impressa? Na ocasião, Bezos admitiu que não tinha um plano definido para reverter o quadro de queda de receitas e circulação, mas que ele iria testar e experimentar. E é isso que o empresário vem fazendo. Se apenas em busca de prestígio ou não, Bezos injetou quantias consideráveis no Post e contratou 100 repórteres e 40 engenheiros elevando o jornal à lista das empresas mais inovadoras do mundo, segundo a revista Fast Company.

Diante de uma série de notícias negativas relacionadas a meios impressos, destacar como grandes jornais estão lidando com suas crises financeiras e buscando maneiras de inovação no conteúdo, faz a diferença. Sobretudo, quando pesquisas indicam que o conteúdo noticioso continua com força no ambiente digital. Levantamento da PwC mostra que os meios tradicionais devem apresentar desaceleração no ritmo de alta, até então na casa de 4% ao ano. Porém, a procura deverá aumentar no ambiente digital. Marcelo Ribeiro, especialista em telecomunicações da PwC Brasil, explica que as assinaturas de jornais e revistas e títulos de e-books vão prevalecer no online. “Esse crescimento será impulsionado principalmente pelo ritmo de alta na compra de smartphones”, explica Ribeiro.

washintonpostWashington Post

Cenário financeiro

Antes de ser comprado por Bezos, o jornal sofria com queda de circulação e receita publicitária. A concorrência com a internet reduziu a audiência e pulverizou as verbas publicitárias, além de extinguir os classificados.

Solução para buscar novas receitas:

Investimento em conteúdo – Com a chegada de Bezos, o jornal contratou 100 jornalistas e 40 engenheiros para modernizar a redação que tem cerca de 680 profissionais de conteúdo. O resultado foi um aumento de 60% na audiência da internet, cerca de 50 milhões de visitantes únicos por mês.

Estratégia nacional – Antes restrito à capital dos Estados Unidos, o jornal está expandindo sua abrangência e cobertura para todo o País. Em médio prazo, a estratégia será de dar mais enfoque nacional e, posteriormente, internacional.

Interação entre técnica e conteúdo – Os 40 engenheiros contratados se integraram à redação e estão lado a lado com os jornalistas espalhados pelas editoras e times de infografia.

The New York Times Co. Post An 82 Percent Decline In 2nd Quarter ProfiThe New York Times

Cenário financeiro

A receita do jornal cresceu 22%, de 2010 a 2014, as verbas com anúncios caíram 15%, para US$ 662,3 milhões. As vendas de anúncios digitais somaram US$ 162 milhões em 2014 e estão longe de compensar o declínio da publicidade impressa.

Estratégia de redução de custos

Nos últimos anos, a empresa vem se desfazendo de algumas marcas para focar em seu negócio principal e fortalecer caixa. Foram vendidos os títulos Boston Globe, o site About.com, estações de rádio e TV.

Solução para buscar nova receitas

Assinatura digital – Desde 2011, o jornal cobra pelo acesso online, a iniciativa gerou US$ 169 milhões de receita em 2014 e superou a propaganda como principal fonte de recursos em 2012.

Adaptação do conteúdo às novas gerações – Está tornando disponível, aos poucos, o conteúdo em redes como Facebook e o aplicativo News, da Apple.

Estratégias com marcas fortes – A empresa anunciou, em julho, uma parceria para disponibilizar seu conteúdo no aplicativo da Starbucks, acordo que vale a partir de 2016.

el-pais-espanaEl País

Cenário financeiro

O jornal tinha um alto endividamento e vem buscando a redução, além de ampliar as receitas com projetos online. Nos seis primeiros meses de 2015, o grupo aumentou em 2,3% suas receitas para 650,9 milhões de euros e reverteu um prejuízo de 2,16 bilhões de euros, no primeiro semestre de 2014, para um lucro de 10,68 milhões de euros no primeiro semestre de 2015.

Estratégia de redução de custos

Venda do Canal A+ para o Grupo Telefónica reduzindo sua dívida em 681 milhões de euros, passando de 2,58 bilhões de euros, em dezembro de 2014, para 1,9 bilhão de euros, em 30 de junho de 2015.

Solução para buscar nova receitas

Assinatura digital – A assinatura digital do jornal cresceu 21,4% no online e caiu 1,7% no impresso. O grupo acelerou a transformação digital e, em razão disso, as receitas ajustadas para esse conceito aumentaram 15,3%, até alcançar 94,7 milhões de euros.

Expansão regional – Com um plano de fortalecimento de suas operações regionais, a empresa conseguiu boa evolução no México e na Argentina.

Associar a marca à inovação – O esforço do jornal em se conectar com o público jovem também está na estratégia. Na semana passada, o El País lançou um blog com o objetivo de mostrar como sua equipe lida com as transformações tecnológicas.

Fonte: Meio & Mensagem

Meio digital estabiliza jornais em 2014

Pelo jeito, a crise é criativa. Falta encontrar um meio do mundo digital prover o mesmo lucro que o impresso, já que a circulação se mantém a mesma.

Um problema bem antigo esse!

jornaisA tendência de queda nos números de circulação não poupou as revistas e jornais impressos brasileiros em 2014. Mas, se o papel vem trazendo resultados não muito animadores, a área digital consegue, por outro lado, se provar como o novo meio de consumo para um público que ainda tem amplo interesse pela informação.

O balanço da circulação de jornais e revistas divulgados na terça-feira, 10, pelo IVC, mostram que o digital vem ganhando maior representatividade para o setor. No meio jornal, as vendas de assinaturas digitais foram responsáveis por deixar a média de circulação anual dos veículos brasileiros praticamente estáveis no ano passado, na comparação com 2013.

De acordo com os dados do Instituto – que considera o período entre janeiro e novembro de 2014 – os jornais brasileiros tiveram uma circulação média de 4.392.567 de exemplares. O número é praticamente o mesmo (com variação negativa de 0,02%) na comparação com o mesmo período de 2013, quando a média de circulação foi de 4.393.434. Nesse total, estão contempladas tanto as edições impressas quanto às digitais. Atualmente, as edições digitais já respondem pela fatia de 11,4% do total de exemplares em circulação no Brasil. Em dezembro do ano passado, essa fatia chegou a 15,1%.

Ainda em relação aos jornais, o IVC apontou um crescimento de 7,5% no total de assinaturas em 2014. Quando se analisa isoladamente a quantidade de assinaturas digitais, o aumento é ainda maior (118% mais na comparação com 2013). Em contrapartida, o número de vendas de exemplares em bancas caiu 7,6%.

“Os números consolidaram um movimento que já vínhamos observando há muito tempo. Os jornais que possuem modelo de assinatura digital já começam a se beneficiar dessa área, enquanto aqueles mais dependentes de venda avulsa enfrentam mais dificuldades”, explicou Pedro Silva, presidente executivo do IVC.

Revistas

A mesma força do segmento digital observada no meio jornal vem acontecendo com as revistas, de acordo com o IVC. Enquanto a circulação impressa das revistas sofreu uma queda de 9,6% no ano passado, a digital cresceu 42,3% no período, na comparação com 2013. Hoje, o digital responde por 5% do total de circulação das revistas no Brasil.

Na opinião de Pedro Silva, ainda é cedo para prever se se a circulação digital irá inverter a tendência de queda do meio, mas é certo que as plataformas digitais dos veículos ganhem maior importância e audiência com o passar do tempo. Apesar de sua força, o meio digital não conseguiu impedir que, na média geral, as assinaturas das revistas sofressem uma queda de 3,2% no período. As vendas avulsas também caíram, tendo uma retração de quase 20%.

Fonte: Meio & Mensagem

Cinema no Brasil bate recorde de bilheteria

Sala de cinemaJaneiro de 2015 representa um recorde para o mercado de exibição nacional. No mês passado, foram comercializados 17,9 milhões de ingressos no Brasil, segundo dados Observatório do Cinema e do Audiovisual (OCA) da Ancine. O número é o melhor resultado desde a década de 1980.

A elevada quantidade de ingressos vendida corresponde a um crescimento de mais de 15% em relação ao mesmo período de 2014. O faturamento também cresceu, intensificado pelo aumento no preço médio dos bilhetes. A arrecadação subiu 22%, em comparação a janeiro do ano passado, e chegou a R$ 232,2 milhões.

Fonte: Meio & Mensagem

SporTV e NBA fecham acordo de exibição

Essa é uma ótima notícia para os fãs de basquete e péssima para quem gosta da ESPN Brasil. Situação preocupante.

chicago_bulls_all_time_dream_team_by_jayray_by_artworkbyjayray-d7i448iO SporTV e a NBA bateram o martelo da negociação pela aquisição dos direitos de transmissão do principal torneio de basquete do mundo. A Globosat e a National Basketball Association assinaram um acordo de longo prazo para exibir três jogos por semana da temporada, além de partidas das séries de playoffs e as finais.

A estreia do SporTV na NBA acontecerá no dia 24, no jogo entre Toronto Raptors e Dallas Mavericks. A partida será transmitida às 22h30, no horário de Brasília. Além da exibição na televisão, todas as partidas da NBA exibidas pelo SporTV também serão mostradas na plataforma digital. O canal também pretende, no futuro, incluir os jogos em seu serviço on demand.

Com o acordo, o SporTV entra na lista dos canais pagos que transmitem a NBA, da qual a ESPN faz parte desde 1995. O canal esportivo, inclusive, renovou o acordo com a NBA por mais nove anos. O Space, da Turner, também possui os direitos de transmissão das partidas da liga norte-americana da basquete, exibindo os jogos realizados às quintas-feiras.

Fonte: Meio & Mensagem

Conexão Paris celebra receita e novidades

A notícia me deixa feliz: o blog Conexão Paris está dando lucro. Não consegui fazer o mesmo com o F(r)ases e com alguns outros projetos que tive, mas não perco a esperança. Para quem gosta ou vai visita a cidade, vale a visita.

conexao-paris-brandingUma conexão com Paris, ainda que pela internet, pode render R$ 1,2 milhão num ano. A quantia representa o faturamento que a brasileira Mariana Berutto obteve por seu trabalho no blog Conexão Paris, em 2014.

O site, que reúne dicas para turistas e informações sobre a capital francesa, nasceu em 2007 e já permitiu que Mariana e sua mãe e sócia, Lina Hauteville, editassem um guia caseiro e, posteriormente, criassem a Editora Conexão Paris, que atualmente tem seis livretos publicados.

Mariana-Berutto-e-Lina-Hauteville---Blog-Conex-o-Paris--Div-300Além do conteúdo editorial, nesses sete anos de existência, o blog constituiu parcerias para vendas de serviços como passeios de bicicleta, degustação de vinhos e queijo e traslado, destinados principalmente aos brasileiros que visitam a França. O Conexão Paris recebe em média 300 mil visitantes únicos por mês e mais de um milhão de pageviews.

Os planos para 2015 incluem investimento no canal de vídeos no YouTube, reformulação no site e na loja de produtos, além de uma ampliação no portfólio de guias, que ganhará mais quatro volumes. As edições são comercializadas na Livraria Cultura desde o ano passado.

Fonte: Meio & Mensagem

TI deve movimentar US$ 165 bilhões no País

É, gente, só se fala de crise, mas as notícias mostram bons resultados e projeções em várias áreas. Crise mesmo só nos salários e oportunidades de emprego.

TI InvestmentCrescimento de 5% ainda se mantém acima do PIB, a despeito do impacto do câmbio. Internet das coisas é um dos fatores dessa expansão

O mercado brasileiro de TIC (tecnologia da informação e comunicação) deverá movimentar US$ 165,6 bilhões este ano, com crescimento de 5% em relação ao ano passado. O impulso será dado pela terceira plataforma – tecnologias como internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), impressão 3D, sistemas cognitivos, robótica, interfaces neurais e segurança de próxima geração, será a base para acelerar a inovação e os negócios nas empresas.

O resultado dessa indústria será fortemente influenciado pelo câmbio. O Brasil deve chegar ao final deste ano como o sexto mercado mais importante do mundo em TIC. No ano passado, a expectativa é que o País consolidasse-se como quarto mercado mundial. No mundo, TIC deve movimentar US$ 3,8 trilhões. Na AL, o crescimento deste ano deve chegar aos 5,7% em TI e 6% em telecomunicações. Ambos os segmentos, TI e telecom, compõem a indústria de TIC.

João Paulo Bruder, gerente de pesquisas de telecom da IDC Brasil, que produziu as projeções, afirma que o mercado de telecomunicações continuará em alta e ainda será quase 80% maior que o mercado de TI no Brasil, com geração de US$ 104 bilhões de receitas.

Para o consumidor final, os dispositivos móveis continuam em alta. O volume de vendas de computadores, tablets e smartphones, somados, representarão aproximadamente 45% dos investimentos de TI no Brasil em 2015, ou seja, US$ 27,5 bilhões. Uma nova tendência neste segmento para 2015 serão os produtos vestíveis (wearables), que deverão se difundir no País, com início de importação e produção em grande escala.

Também para o consumidor final, a IoT continuará em expansão. Até o fim do ano, a IDC Brasil estima que 130 milhões de dispositivos estejam conectados, o correspondente a quase metade de ‘coisas’ conectadas na América Latina.

Fonte: Meio & Mensagem

Páginas de notícias crescem no Facebook

Se souberem capitalizar não será preciso demitir…

As páginas de Mídia e de Notícias foram as que mais cresceram (em termos de curtidas) no Facebook no último trimestre de 2014. A informação foi extraída do estudo realizado pelo Núcleo de Inovação em Mídia Digital da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) em parceria com a Socialbakers.

De acordo com os dados, as páginas do segmento Mídias e Notícias possuíam, ao final de dezembro, uma média de 2,45 milhões de curtidas. Com isso, esse segmento ultrapassou o de Marcas/Institucional, que, até o terceiro trimestre de 2014 (julho, agosto e setembro), lideravam a rede social. Em dezembro, as páginas do segmento Marcas/Institucional tinham uma média de 2,15 milhões de curtidores.

De acordo com a Faap e a Socialbakers, o ritmo do crescimento dos fãs das páginas do Facebook teve uma desaceleração no último trimestre de 2014. Enquanto as páginas de e-commerce, por exemplo, ganharam uma média de 94,9 mil fãs no terceiro trimestre do ano passado, esse número caiu para a média de 91,9 mil fãs no último trimestre de 2014. (Veja gráfico abaixo)

VolumedeFas-Pesquisa-GrandeApesar da diminuição no crescimento de novos fãs, as páginas analisadas pelo Facebook geraram mais interação entre os usuários no último trimestre do ano. O gênero Mídia e Notícias, que tinha uma média 1,009 milhão de interações, ampliou o total para 6,885 milhões. As páginas de e-commerce também apresentaram um grande aumento em suas interações, passando da média de 43.876 para 265.107 no último trimestre.

Twitter

A mesma diminuição no ritmo da conquista de novos seguidores também foi registrada no Twitter. De acordo com a pesquisa da Faap, no último trimestre de 2014, os perfis de marcas conquistaram, em média 14.105 novos seguidores. No trimestre anterior, essa média havia sido de 18.681 seguidores. Os perfis de usuários comuns e celebridades também registraram uma média menor de conquista de novos seguidores: 224.588 no último trimestre de 2014, contra 238.923 no trimestre anterior.

Fonte: Meio & Mensagem

Verba de marketing digital crescerá 17%

É, pelo jeito a crise anda mesmo inclemente em todos os setores……

Marketing DigitalEstudo da Gartner avaliou companhias com faturamento superior a US$ 500 milhões

Embora ainda represente apenas um quarto do orçamento de marketing das empresas como um todo, o marketing digital deverá ganhar espaço em 2015.

Estudo realizado pela Gartner, uma das principais empresas de pesquisa do mundo na área de tecnologia, aponta que nada menos que a metade das companhias pesquisadas pretende elevar seus orçamentos de marketing este ano. A média de crescimento para os aportes em marketing digital deverá ser de 17%. As informações estão no relatório Digital Marketing Spending, cuja base foram entrevistas com 315 executivos de marketing de companhias dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, com faturamento anual superior a US$ 500 milhões.

As empresas representam seis setores: serviços financeiros, alta tecnologia, manufatura, mídia, varejo e transportes & hospitalidade. Laura McLellan, vice-presidente de pesquisas do Gartner destaca, no entanto, que a linha que separa o marketing digital e o tradicional segue nublada. “Para os executivos, o ano de 2014 significou menos marketing digital do que marketing em um mundo digital.”, afirmou. Seguindo a tendência dos últimos anos, 2015 ajudará ainda mais na transposição da já tênue linha entre marketing e marketing digital.

No que diz respeito à alocação do orçamento por atividade, predomina a propaganda digital — e os gastos com esta devem crescer este ano impulsionados por fatores como o uso da mídia programática.

Fonte: Meio & Mensagem

Patrocinadores fazem marcação em David Luiz

Um dos homens de confiança do técnico Luiz Felipe Scolari, o zagueiro David Luiz também tem se destacado fora das quatro linhas. Reconhecido pela molecada pela vasta cabeleira, o carismático jogador tem chamado a atenção dos patrocinadores e é um dos atletas mais requisitados pelas marcas para participar de comerciais.

De acordo com um levantamento do Controle da Concorrência, dentre os craques que vão disputar a Copa do Mundo de 2014, Luiz só perde para o parceiro de time Neymar em termos de número de inserções nos breaks comerciais no primeiro semestre deste ano. Garoto-propaganda de marcas como Nike, PepsiCo, Seguros Unimed, Tam, Vivo e Itaú (veja comerciais abaixo), David Luiz teve uma ascensão meteórica no ranking.

No primeiro semestre do ano passado, o jogador nem fazia parte do top 10, e neste ano aparece em sexto, com 746 inserções, atrás de Neymar, Ronaldo, Felipão, Raí e Pelé, e à frente de craques em atividade como Cristiano Ronaldo e Kaká, e de personagens folclóricos como Joel Santana e Túlio Maravilha (veja quadro abaixo).

O levantamento do Controle da Concorrência analisou os intervalos comerciais de Bandeirantes, Globo, Record, Rede TV e SBT entre 1º de janeiro e 10 de junho. Os formatos incluem propaganda e patrocínio.

Nos comerciais, David Luiz faz tabelinha com Hulk e Bernard, para Vivo, com Thiago Silva e Marcelo, para a Tam, e até dá entrevista coletiva, no filme da Seguros Unimed. O zagueiro também virou personagem de animação ao lado de Ibrahimovic, Neymar, Cristiano Ronaldo e Iniesta, dentre outros, em um curta-metragem da Nike. Confira a seguir.

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Fonte: Meio & Mensagem

Sai a lista dos veículos mais admirados no Brasil

A lista dos veículos mais admirados (nõ confundir com o de maior tráfego ou vendagem) consolida o poder das grandes marcas e mostra que injetar dinheiro ou ter fieis seguidores não garante prestígio ou reputação. Na internet fica claro a onipresença do Google e a queda de grandes nomes como Terra e IG. Nas rádios, a ainda grande aceitação da CBN me surpreendeu.

Confira e tire suas conclusões!

Nova edição da pesquisa confirma liderança da Globo e ascensão das redes sociais

Globo, Veja, Estadão, GNT, CBN e Google formam o time dos veículos campeões em prestígio junto ao mercado publicitário, de acordo com a mais recente edição da pesquisa Veículos Mais Admirados, realizada pelo Grupo Troiano de Branding com exclusividade para o Meio & Mensagem. O resultado é medido por meio do Índice de Prestígio da Marca (IPM), uma metodologia criada pelo Grupo Troiano. É com base neste índice que os veículos, dentro de seus respectivos meios, são rankeados.

Os resultados de 2013 refletem a opinião de 888 profissionais do mercado publicitário, que responderam a um questionário online. Os participantes avaliaram os veículos em seis atributos: conteúdo editorial ou de programação, atendimento comercial, credibilidade, eficácia, inovação e ética. Anteriormente, eram pesquisados nove atributos. A mudança foi implementada para facilitar a participação dos entrevistados.

As alterações não permitem que se faça uma comparação automática com os resultados de 2013, embora apontem na mesma linha “Os resultados atuais estão em linha com a série histórica”, explica Jaime Troiano, presidente do Grupo Troiano de Branding.

Um dos destaques desta rodada é a Globo, que ampliou ainda mais a distância entre seus concorrentes e registra o maior IPM de todos os veículos pesquisados (veja tabela abaixo).

Outro destaque é no meio internet, com a ascensão do Twitter ao quarto lugar e a confirmação de Facebook e YouTube na segunda e terceira posições. Os três foram incluídos pela primeira vez em 2012 na lista dos veículos pesquisados e já estrearam no topo, deixando para trás players tradicionais como UOL, Terra, Globo.com, MSN e Yahoo.

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Fonte: Meio & Mensagem

Estudo indica CEOs descrentes das agências

Para chefes executivos, elas reclamam muito sobre pagamento, mas não conseguem entregar resultados de negócios

Criatividade x dinheiroSe a percepção que o diretor de marketing tem em relação à agência nem sempre é das melhores, essa distância parece ficar ainda maior quando se trata da opinião do chefe dele: o CEO. A maior parte dos chefes executivos pensa que as agências de publicidade que atendem suas marcas estão mais preocupadas com a criatividade do que com os resultados de negócios do cliente.

A conclusão é de um estudo da Fournaise Marketing Group divulgado pela empresa britânica especializada em pesquisas sobre publicidade Warc (que se chamava World Advertising Research Center até 2009). Foram ouvidos 1,2 mil executivos de empresas de grande, médio e pequeno portes da América do Norte, Europa, Ásia e Austrália.

Antes de se conhecer os números, vale ressaltar que esses executivos foram ouvidos dentro de um painel de pesquisas chamado “Global Marketing Effectiveness Program”, focado em efetividade, e que a Fournaise é uma empresa especializada em mensuração e gerenciamento de performance em marketing.

Segundo a opinião de 78% dos chefes executivos dentre os 1,2 mil entrevistados suas agências não são dirigidas pela performance de negócios do cliente e não dão o foco suficiente para gerar resultados de negócios esperados pelos departamentos de marketing.

Outro dado indica que 76% deles sentem que as agências falam muito sobre “criatividade como salvação”, mas não estão aptas a provar ou quantificar o impacto dela nos resultados. Eles acreditam que as agências são frequentemente oportunistas em clamar por crédito no resultados de vendas o que, na realidade, deve ser também atribuído a outros fatores como o produto, a força de vendas, o canal ou preço.

Agências de marketingO estudo traz outras dados sobre a relação agência-anunciante: 72% dos CEOs admitem que, apesar de no começo terem encarado suas agências como especialistas no entendimento dos consumidores e no comportamento de segmentos para melhor engajá-los com a marca, logo  perceberam que elas não são tão guiadas por dados e ciência para conseguir isso. “Há muita confiança em boatos, sentimentos, metodologias equivocadas e informações questionáveis”, afirma o estudo da Fournaise. E, para 70% dos CEOs, as agências dão a desculpa de que recebem budgets inadequados ou em prazos de pagamentos mais longos para mascararem sua falta de habilidade em entregar resultados de negócios.

Para eles, há ainda uma falta de sensibilidade em relação à realidade de negócios da empresa: 74% dos CEOs dizem que as agência estão desconectadas das metas de curto e médio prazo dos clientes. “Elas seguem falando sobre dar tempo para a criatividade para ver o impacto, mas falham na hora de entender as pressões que os executivos da empresa sofrem dos acionistas”, afirma o estudo.

A solução para essa desconexão entre agência e empresa estaria, segundo os executivos, na mudança do modelo de negócios sob o qual as agências atuam. Quase 90% dos entrevistados afirmam que as agências deveriam adotar um modelo de negócios baseado nos resultados de negócios. “Seria uma maneira de forçar as agências a focar no que o CEO realmente espera deles”.

Dois tipos de agências

Os executivos entrevistados apontaram que existem dois tipos muito característicos de agências. A primeira é dirigida por performance e é confiável e a outra finge ter esse viés de performance, mas não é confiável. Para Jerome Fontaine, CEO da Fournaise, a reação dessas agências que “fingem” se preocupar com resultados será atacar e questionar os resultados da pesquisa; “Já as que se preocupam com performance de verdade gostarão dos resultados e continuarão fazendo o que fazem bem: mapear constantemente sua performance criativa e de mídia e entregar resultados de negócios quantificáveis para seus clientes”, afirma.

Fonte: Meio & Mensagem

Ibope começa a medir audiência via celular

Instituto de Pesquisas recruta dois mil moradores da Grande São Paulo para mensurar seu consumo de TV digital via telefones móveis

smartphonesO Ibope Media está recrutando voluntários para os primeiros testes de monitoramento de audiência de TV digital via telefone celular. Em seu site, o instituto de pesquisa anunciou que recrutará duas mil pessoas, residentes na região metropolitana de São Paulo e que possuem aparelhos equipados com TV Digital, para essa primeira fase de pesquisas.

Os donos dos celulares receberão uma mensagem, enviada pelo Ibope, com as explicações acerca da pesquisa e um convite para baixar o aplicativo TV Móvel, presente no Google Play. A partir daí, o Ibope conseguirá monitorar os programas de TV assistidos por essas pessoas no aparelho e, com isso, construir os primeiros resultados de audiência provenientes da TV móvel.

Esse teste é desenvolvido pelo Ibope Media Lab, área do Instituto dedicada às novas pesquisas e soluções para o mercado. A tecnologia de mensuração de audiência foi obtida por conta de uma parceria com a empresa japonesa Video Research. Como de costume, as identidades de todos os participantes da pesquisa do Ibope serão mantidas em sigilo. O instituto não precisou a data em que os primeiros resultados serão divulgados.

Fonte: Meio & Mensagem

Protestos colocam telejornais em alta

Coberturas das manifestações foram os assuntos mais comentados pelos espectadores de TV no Twitter

JN 2009 peqConsiderado o território de articulação de boa parte das manifestações que eclodiram no País na última semana, as redes sociais também foram um dos principais pontos de discussão e análise dos protestos e das reivindicações dos brasileiros. O ranking TTV, elaborado pela Tuilux para o Meio & Mensagem, mostra que metade das atrações televisivas mais comentadas no Twitter eram telejornais ou a cobertura especial das manifestações feitas pelas emissoras.

O Jornal Nacional, que nunca ocupou a primeira posição desde que o ranking TTV começou a ser publicado no site de Meio & Mensagem, foi o programa de TV mais comentados pelos usuários do Twitter na semana passada. A cobertura do Jornal Nacional desbancou a novela Amor à Vida, também da Globo, que vinha liderando o ranking.

Outros telejornais, como Cidade Alerta, Jornal da Record, Jornal da Globo e a cobertura ao vivo feita pela Rede Globo dos protestos – para a qual a programação foi modificada – também ganharam a atenção do público e aparecem no ranking TTV da semana.

Confira a lista das atrações mais comentadas da TV aberta:
1- Jornal Nacional (Globo)
2- Amor à Vida (Globo)
3 – Sangue Bom (Globo)
4- Cidade Alerta (Record)
5- Cobertura das Manifestações no Brasil ( Globo)
6- A Fazenda (Record)
7- Brasil X México – Ao Vivo
(Globo) 8- Malhação (Globo)
9- Jornal da Record (Globo)
10- Jornal da Globo (Globo)

TV Paga
Os protestos também mudaram os interesses dos espectadores dos canais pagos. Pela primeira vez no ranking TTV, duas atrações jornalísticas aparecem no ranking, sendo o Band News – Notícias e o Jornal Globo News – ambos com dedicação total as coberturas dos protestos. O programa Sai de Baixo, que havia ficado na primeira posição na semana passada, caiu para o oitavo lugar entre as atrações mais comentadas dos canais pagos.

Confira a lista:
1- Julie e os Fantasmas (Nickelodeon)
2- Band News – Notícias (BandNews)
3- TVZ (Multishow)
4- Jornal Globo News (Globo News)
5- Turma do Pagode – Ao Vivo (Multishow)
6- The Billboard Music Awards (TNT)
7- Revenge (Sony)
8- Sai de Baixo (Viva)
9- Violetta (Disney)
10- The Walking Dead (Fox).

Fonte: Meio & Mensagem

O impacto dos protestos no varejo

Neguinho só pode estar de sacanagem com a nossa cara. Senhores, R$ 1 bilhão é prejuízo para uma economia ultra-mega-plus aquecida!

DepredaçõesSegundo informações divulgadas nesta segunda-feira pela Bloomberg, os varejistas brasileiros já podem ter perdido o equivalente a R$ 1 bilhão em vendas, nas duas últimas semanas, por conta dos protestos por melhorias na mobilidade urbana nas cidades (e outras causas que a esta se somaram).

A ação de grupos que se aproveitaram do movimento para promover vandalismo e saques às lojas fez muitos comerciantes baixarem as portas mais cedo. Por outro lado, muitos consumidores também preferiram ficar em casa até a tensão social baixar. E a conjunção dos dois fatores levou à estimativa do prejuízo bilionário, feita pelo professor Daniel Pla, da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.

Foram destacados os casos de depredações e saques sofridos por lojas do Magazine Luiza e da Marisa, na capital paulista. No Rio, dois shoppings da rede Multiplan fecharam mais cedo dia 21 de junho (e quem não se lembra das cenas de destruição envolvendo uma das concessionárias da Hyundai, na mesma cidade?).

A reportagem da Bloomberg também ressalta que esses acontecimentos se somaram a um cenário de crescimento modesto da economia e alta nos preços dos alimentos, transporte e moradia.

Fonte: Meio & Mensagem

A Globo e a decisão de retirar os links do Facebook

Revista ÉpocaDemorou para acontecer, mas aconteceu: alguns “executivos” e/ou “especialistas” chegaram à conclusão (no início do mês) de que a divulgação de links com matérias dos veículos da Globo no Facebook prejudicavam o tráfego nos sites controlados por eles. Por conta disso, enviaram um e-mail aos funcionários proibindo essa divulgação nos canais oficiais da Editora Globo, jornal O Globo e G1 – por algum motivo a TV Globo ficou de fora dessa diretriz.

Segundo a empresa, um estudo mostrou que as pessoas estavam usando o Facebook como um RSS, lendo apenas a chamada, sem ir até o site para ver toda a notícia.

Ok. Não vou discutir a qualidade e validade da pesquisa, mas acho mais que válido discutir a qualidade da medida tomada para reverter ou redirecionar esse desvio. Parece àquela mentalidade de gestores de segurança – que preferem proibir todos os acessos para evitar falhas na segurança – ou dos maridos traídos – que preferem tirar o sofá da casa para evitar que a esposa o traia com alguém no móvel.

jornal O GloboA decisão lembra a velha briga entre mídias tradicionais e digitais (algo que eu até pensava já tinha acabado em muitas empresas) e me incentivou a escrever sobre ela, antes mesmo de ler a opinião de um dos gurus da internet – assunto sobre o qual farei um post -, o britânico Andrew Keen: historiador, cientista político e autor do best-seller O Culto do Amador, no site do Meio & Mensagem. Assim como eu, ele acha que a decisão da Globo foi “estúpida e imprudente“.

Será que ninguém pensou na repercussão negativa da iniciativa ou acharam que o burburinho criado valeria o risco? Acho que perderam a chance de aproveitar o desmanche no “‘conglomerado“‘ (com aspas triplas) do bispo.

Os Touch Screem estão morrendo e “Os Intocáveis” estão chegando

Geração de computadores controlados por gestos pode fazer com que os modelos touch screen virem algo do passado, além de decretar de vez a aposentadoria do mouse

leap-motion-controlEnquanto as gigantes de tecnologia se preocupam cada vez mais em transformar suas telas em touch screen, já há empresas oferecendo dispositivos capazes de fazer com que os computadores funcionem apenas por meio de gestos. O que parece ficção, como no filme de Steven Spielberg, “Minority Report”, pode mesmo estar prestes a se tornar realidade, fazendo com que os modelos touch screen virem algo do passado, além de decretar de vez a aposentadoria do mouse.

Um dos expoentes deste mercado dos “intocáveis” é a americana Leap Motion, que acaba de receber um aporte de R$ 30 milhões de seus investidores, entre eles o Highland Capital Partners e Founders Fund, para preparar a estreia do seu sensor de movimentos ao mercado. “Este investimento permitirá que a nossa tecnologia chegue a todo o mundo, transformando a maneira como o homem interage com o computador. Estamos prontos para fazer de 2013 o ano da nova interface”, diz Michael Buckwald, CEO da Leap Motion, por meio de comunicado.

A expectativa é que os aparelhos equipados com a tecnologia de controle de gestos, anunciado pela Leap Motion em maio de 2012, comecem a ser vendidos ainda no início deste ano. Notebooks e computadores all-in-one da taiwanesa Asus devem ser os primeiros a receber a novidade, que possui cerca de 200 vezes mais precisão do que o Kinect, game da Microsoft, ou até mesmo o Wii, da Nintendo, que utilizam recursos similares de reconhecimento de gestos. Do tamanho de uma pequena caixa, o aparelho tem custo estimado de US$ 70 e pode ser adquirido por meio da pré-venda disponível no site oficial da Leap Motion.

Fonte: Meio & Mensagem

Publicidade no mobile dobra no mundo

Estimativas da eMarketer apontam que compra de mídia em 2012 chegou a US$ 8,4 bi, em valores globais. O crescimento se manterá em dois dígitos nos próximos anos, atingindo US$ 37 bi em 2016

Comércio na InternetO investimento em mídia no mobile mais do que dobrou no mundo no ano passado, estima a eMarketer. Relatório divulgado pela empresa, especializada em dados de marketing digital, mídia e comércio eletrônico, aponta que a publicidade para celulares e tablets atingiu US$ 8,41 bilhões em 2012. No ano anterior esse montante chegou a US$ 4 bilhões. E em 2010 o total investido ficou em US$ 2,34 bilhões.

Para 2013, o cálculo é que o aporte global seja mais moderado, porém o ritmo de crescimento na casa de dois dígitos se manterá nos próximos anos, com um budget próximo de US$ 37 bilhões em 2016, ano da Olimpíada no Rio. Esses valores levam em consideração o dinheiro vindo de display e de search.

Divulgado nesta sexta-feira, 4, o relatório indica que a expansão da publicidade no mobile veio principalmente da América do Norte, especialmente dos Estados Unidos. Nesse país, os investimentos em display e search no celular tiveram uma alta de 220% no ano passado. Em mercados emergentes, o ritmo de crescimento também impressiona. Na China, os investimentos em celulares e tablets subiram 138%.

Avanço brasileiro

Na América Latina, o Brasil se destaca, com aumento estimado de 90,4% (a região inteira teve crescimento de 86%, segundo o relatório). Em 2013, a eMarketer projeta que esse percentual será de 80,5%, enquanto que no ano da Copa do Mundo a alta atingiria 92%. Já para o período da Olimpíada do Rio, quando o mercado estiver mais maduro, a empresa estima que os investimentos em publicidade mobile irão crescer 40,2% no País.

Fonte: Meio & Mensagem

Mercado da bola deve faturar R$ 2,9 bilhões

Principais clubes do Brasil acumularam crescimento de 265% nos rendimentos entre 2003 e 2011

futebol e $$$O mercado brasileiro de clubes de futebol deve superar a marca de R$ 2,9 bilhões de faturamento na temporada 2012, de acordo com análise do consultor Amir Somoggi. Apenas entre 2003 e 2011, os principais times do País acumularam um crescimento de 235% nos rendimentos, passando de R$ 805 milhões para R$ 2,7 bilhões. No entanto, no mesmo período as dívidas saltaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 4,7 bilhões.

Embora o mercado total esteja crescendo, os principais times estão ampliando seu domínio financeiro. Os dez  clubes com maiores receitas do futebol brasileiro em 2011 atingiram um faturamento de R$ 1,7 bilhão, o que representou 65% do total arrecadado. Em 2003, os dez clubes mais ricos representavam 58% do total gerado pelo mercado. Já de acordo com as projeções do analista, em 2012 esse grupo de agremiações deve responder por 66% do total arrecadado, ou R$ 1,9 bilhão.Veja abaixo a evolução das receitas dos dez clubes mais ricos do País.

Fonfe: Meio & Mensagem

Credibilidade jornalística cai nos EUA

Enquanto as empresas confundirem juventude com renovação e novidade e continuarem elevando profissionais que na verdade são apenas Focas Arrogantes em Cargos de Chefia, a coisa vai continuar difícil, cheia de 171s, baratas, fuscas e séries históricas.

Também não adianta apostar em gente que só entende de um assunto. Já se foi o tempo dos setoristas puros. Hoje, o jornalista político precisa saber algo de esportes, assim como o esportivo precisa entender um pouco de economia.

Claro que o descrito acima é só um elemento da equação, mas um elemento de peso. Pelo menos esse não é um evento unicamente brasileiro.

Pesquisa do Pew Research Center aponta que os veículos noticiosos norte-americanos enfrentam o menor grau de confiança da década

Os norte-americanos nunca confiaram tão pouco nas principais organizações de notícia dos Estados Unidos, revela pesquisa elaborada pelo Pew Research Center For The People and The Press, divulgada no segundo semestre desse ano. De acordo com a pesquisa, em 2012 os veículos jornalísticos atingiram o menor grau de credibilidade da última década: 44% dos entrevistados atribuem nota 1 e 2 (negativa) para os meios. Em 2002 eram 30%. Já a avaliação positiva (3 e 4), hoje, é feita por 56% dos entrevistados, contra 71% em 2002.

Entre todos os veículos, as emissoras de TV locais têm a maior credibilidade, com 65% de avaliação positiva. O jornal USA Today, da Gannett Company, tem a pior avaliação entre os meios pesquisados, com 51% de percepção negativa por parte da opinião pública, junto da Fox News (51%) e New York Times (50%). 60 Minutos (64%), ABC News (59%) e Wall Street Journal (58%) são os mais bem avaliados. A pesquisa foi feita com 1001 moradores dos Estados Unidos maiores de 18 anos, entre os dias 19 e 21 de julho, por telefone e incluiu 13 veículos, de TV aberta, local, paga e jornais.

Fonte: Meio & Mensagem