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‘Aladdin’ tem novo teaser que traz Will Smith azul!

Live action do clássico da Disney estreia nos cinemas em 24 de maio

Finalmente saiu um teaser de Aladdin que mostra Will Smith azul como o Gênio da Lâmpada.

O filme chega aos cinemas em 24 de maio de 2019.  A direção é de Guy Ritchie.

Marwan Kenzari será o vilão Jafar, Naomi Scott é Jasmine, Menda Massound é Aladdin e Will Smith, o Gênio da Lâmpada.

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O elenco conta, ainda, com Navid Negahban (Sultan), Nasim Pedrad (Dalia), Billy Magnussen (Anders) e Numan Acar (Hakim).

 

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Beatles anunciam ‘novo’ Let it Be

Filme/Documentário vai ser dirigido por Peter Jackson, o responsável pelos longas da saga Senhor dos Anéis e Hobbit

No dia 30 de janeiro de 1969, uma quinta-feira fria do inverno londrino, os Beatles fizeram sua última apresentação ao vivo, no teto do prédio do escritório da sua empresa, a Apple. Hoje, o prédio abriga uma loja de roupas para crianças, mas continua sendo um ponto turístico para os fãs da mais influente banda de rock de todos os tempos.

Pulamos para 30 de janeiro de 2019. Um comunicado na página da banda informa que um novo documentário baseado nas filmagens e gravações do que se tornaram o filme e LP Let it Be, será editado, sob a direção de Peter Jackson, o responsável pelos longas da saga Senhor dos Anéis e Hobbit. Além disso, uma versão restaurada do filme original também será lançada.

O nome do projeto e a data de lançamento não foram divulgados.

Um pouco de história

Em janeiro de 1969 os Beatles ainda estavam surfando no sucesso do Álbum Branco e do single Hey Jude. Enquanto isso, sua equipe (chefiada pelo produtor George Martin) finalizava os últimos detalhes da trilha sonora do filme Yellow Submarine.

Para manter o grupo funcionando, Paul McCartney (sempre ele) teve a ideia de filmar a banda ensaiando material novo, que seria usado em um especial de TV, cujo clímax seria uma apresentação ao vivo.

Get Back

O projeto, que tinha o título inicial de Get Back, já nasceu torto. O que deveria ser uma volta as raízes, acabou se esfarelando por conta do clima entre John, Paul George e Ringo não ser dos melhores, o estúdio de cinema escolhido como local para os ensaios e filmagens era (literalmente) frio e o horário matutino também não ajudava (os Beatles sempre preferiram gravar durante a noite).

Filme e disco controversos

O resultado foi que o projeto ficou engavetado depois de pronto e os resultados, apesar de algumas boas canções, ficou bem abaixo do que o grupo costumava apresentar ao público.

Os próprios Beatles não ficaram contentes, principalmente com a edição do filme. John achou que tinham deixado de fora muitas cenas dele e de Yoko, George discutiu com Paul, brigou (fisicamente) com John e não quis que nenhuma de suas canções fosse incluída no show do telhado. Ringo, nunca reclamou, mas sua cara em boa parte das cenas do filme não é de muita felicidade. Apenas McCartney parece animado na maioria das cenas registradas.

Já o disco, revoltou Paul, principalmente pelas orquestrações inseridas por Phil Spector em suas canções (Let it Be e The Long and Winding Road). Tanto que os Beatles lançaram uma nova versão do disco — Let it Be Naked —, em 2003.

O filme sempre foi relegado a um segundo plano, tendo sido lançado em VHS — numa versão pouco caprichada —, no início dos anos 80.

Mais de 55 horas de vídeo

Segundo Peter Jackson, são 55 horas de filmagem e 140 horas de áudio para serem vistas, ouvidas e editadas. Ele diz que o novo filme será o documento definitivo da intimidade da banda no estúdio, o que é o sonho de todo fã do grupo.

Agora, só resta esperar.

Barão Vermelho lança música inédita

‘A Solidão te Engole Vivo’ é a primeira  com a nova formação

O Barão Vermelho, uma das veteranas bandas do rock dos anos 80 está lançando A Solidão te Engole Vivo, primeira composição inédita da nova formação — após a entrada de Rodrigo Suricato e da saída do baixista Rodrigo Santos.

A composição (de Guto Goffi, Fernando Magalhães e Maurício Barros) é um daqueles rock/pop com o DNA do Barão.

— A escolha da música aconteceu porque a gente gosta dela e porque ela tem uma sonoridade barãozona, que sem ser retrô agrada aos fãs mais antigos e ao mesmo tempo ela é pra frente, atual — disse Fernando Magalhães, guitarrista do Barão desde 1985.

Prévia do novo disco (ainda sem título) que a banda deve lançar no início do próximo ano, a canção fala dos perigos de ficar sozinho, especialmente nos dias de hoje, onde a intolerância facilita a construção de muros.

Da amizade quero muito
Tudo que puder sonhar
Para encontrarmos juntos
Direção pra caminhar
Por que andar tão só, não é justo

Somente uma canção

— A Solidão te Engole Vivo tem uma sonoridade roqueira e tem uma letra muito bonita, sem fazer alusão a nada. Não tem relação com o momento político ou qualquer coisa assim. É simplesmente uma bela letra de amor dizendo que é muito melhor estarmos juntos do que separados — decretou o guitarrista.

Pois ao lado dos amigos
Eu escapo de qualquer perigo
E se você deixar
A solidão te engole vivo
Se você deixar a solidão…

Gravada nos intervalos da turnê que a banda segue fazendo pelo país, a música, produzida por Maurício Barros, já está disponível em todas as plataformas de streaming e ganhou um Lyric Vídeo (veja abaixo).

Música por prazer

Com as mudanças na indústria da música, fica cada vez mais raro um artista lançar novas composições no ritmo que encontrávamos até a década de 1990.

Agora, quando a maior parte dos lucros vem com as apresentações, novos álbuns estão se tornando itens cada vez mais raros.

— Acho que ganhar dinheiro com venda de músicas não existe mais, principalmente em formato físico. Eu acho legal lançar coisas novas, mas o nosso último disco foi o Barão Vermelho, de 2004 — lembrou Fernando.

Test Drive no Circo

No próximo dia 28, o Barão Vermelho faz show no Circo Voador, no Rio de Janeiro, onde terá A Solidão te Engole Vivo no seu setlist, numa prova de que o Barão está mesmo sempre em mutação.

— Nesse show no Circo Voador já vamos tocar A Solidão te Engole Vivo. Nem ensaiamos as outras. Estão gravadas, mas não mixadas, etc. Muita coisa ainda pode mudar nelas.

A Solidão te Engole Vivo
Guto Goffi/Fernando Magalhães/Maurício Barros

Da amizade quero muito
Tudo que puder sonhar
Para encontrarmos juntos
Direção pra caminhar
Por que andar tão só, não é justo

Não desqualifique o mundo
Levantando outro muro
O importante é estar vivendo
E buscar prazer em tudo
Por que andar tão só, não é justo
Andar tão só...

Pois ao lado dos amigos
Eu escapo de qualquer perigo
E se você deixar
A solidão te engole vivo
Se você deixar a solidão...

Incensa desperdícios
Reinventa precipícios
Te protege e castra
Dessa ninguém escapa
Se for pra levar na cara
Amor e porrada
Que seja de um amigo
Verdadeiro e antigo

Pois ao lado dos amigos
Eu escapo de qualquer perigo
E se você deixar
A solidão te engole vivo
Se você deixar a solidão
Te escolhe um vício

Você poderia estar
Em outro lugar
Não corte esse laço
É preciso viver
E dar mais que receber
É preciso viver e dar mais, mais e mais
Que receber

Pois ao lado dos amigos
Eu escapo de qualquer perigo
E se você deixar
A solidão te engole vivo
Se você deixar a solidão
Te escolhe um vício

Ficha técnica
Rodrigo Suricato - voz, violão e guitarra
Guto Goffi - bateria
Maurício Barros - teclados e vocal
Fernando Magalhães - guitarra
Márcio Alencar - baixo

Produzido por Maurício Barros
Arranjos: Barão Vermelho

Monkees também lançam disco com canções natalinas

Grupo utiliza a mesma fórmula do excelente Good Times (2016), mas sem o mesmo resultado

Assim como Eric Clapton, que brindou seus fãs com o fantástico Happy Xmas, seu primeiro disco natalino, os Monkees também atiraram na mesma direção com o seu Christmas Party – lançado pela gravadora Rhino e disponível no Brasil (como sempre) apenas nas plataformas de streaming – para conseguir a sua edição em CD clique no link.

Infelizmente, apesar de não ser um disco ruim, fica muito longe da qualidade do lançado por Clapton e do próprio lançamento anterior da banda.

Seguindo a mesma fórmula utilizada em Good Times (e até o mesmo produtor, Adam Schlesinger), o novo trabalho traz canções compostas por grandes nomes do pop especialmente para a banda — Peter Buck (REM), por exemplo — clássicos natalinos, composições próprias e sobras de estúdio, que permitem reviver a voz de Davy Jones.

Mágica em fagulhas

Apesar do ótimo trabalho gráfico e dos clipes bastante interessantes (com visual de histórias em quadrinhos), falta o básico: a magia da música em todas as faixas.

Algumas canções até funcionam bem individualmente, mas fica a sensação de que algo se perdeu na tradução.

A festa natalina dos Monkees até começa bem. As duas primeiras canções — Unwrap You at Christmas e What Would Santa Do — dão a impressão de que ouviremos algo como um Good Times 2, mas o disco não mantém o nível.

Mele Kalikimaka, uma das duas canções de Davy Jones — gravadas originalmente para o seu disco de Natal, lançado nos anos 70, e que ganharam novos arranjos — tem algum charme havaiano, mas não se encaixa muito bem no espírito dos Monkees.

Aliás, somente Micky Dolenz parece ter se comprometido com o projeto. Peter Tork aparece apenas em uma faixa — Angels We Have Heard On High — e Michael Nesmith contribui com vocais em dois clássicos natalinos, sem muito entusiasmo, parece.

O repertório é irregular, mas o resgate de canções como Wonderful Xmastime (de Paul McCartney) mostrou-se uma jogada esperta e de qualidade.

Mais curioso ainda é a escolha da canção Merry Christmas, Baby para fechar o álbum. O blues ganhou um tempero pop, mas que perde para a versão lançada recentemente por Eric Clapton em seu álbum natalino.

Não dá para competir com Clapton quando se fala de blues!

Um grupo singular

Os Monkees foram (e são) mesmo um grupo singular. Os atores/músicos que, em 1967, venderam mais discos que os Beatles e os Rolling Stones juntos no mercado americano, passaram por problemas internos, um bom período de ostracismo e alguns retornos triunfantes.

O sucesso inesperado de Good Times — chegou ao Top 20 da Billboard — e as ótimas críticas recebidas pelos shows que Micky, Mike e Peter realizaram pelos Estados Unidos criaram uma pequena Monkeemania de volta.

Não era difícil prever que a banda (e a Rhino) aproveitaria essa onda para lançar novos produtos.

Christmas Party é uma saída rápida e fácil para manter a chama acessa. Pena que ele esteja disputando mercado com uma série de lançamentos de grandeza maior.

Neste Natal os fãs do rock têm uma série de grandes lançamentos para escolher — Beatles, Elvis, Stones, Eric Clapton, Paul McCartney e Bruce Springsteen, para citar só alguns — e os Monkees podem acabar não sendo uma prioridade.

Um bom Natal

Christmas Party é um disco sem muita unidade. Serve para animar uma festinha de Natal com os amigos e até pode contribuir com uma ou duas faixas em futuras coletâneas da banda, mas está longe de ser memorável.

É como se fosse um Natal daqueles sem presentes caríssimos, mas no qual você sabe que não vai ganhar uma lembrancinha.

Cotação: *** ½