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Aparentemente, até Pokémon está na Escócia

Trailer mostra cenários como Devil’s Pulpit em Stirlingshire, River Affric em Cannich e, possivelmente, Glen Nevis

Assisti, com atraso, ao trailer oficial do live-action Pokémon: Detective Pikachu, que tem estreia prevista para 10 de maio de 2019. E levei um susto com vislumbres de panos de fundo de uma beleza estonteante. Só para espectadores atentos.

Pouco mais da metade do trailer, quatro dos protagonistas do filme — personagens humanos Tim Goodman, Lucy Stevens, um Psyduck e um Pikachu — podem ser vistos pilotando um REVA G-Wiz pelo inconfundível cenário naturalescocês. Só não ficou claro se a
montanha em neve é a de Glen Nevis ou Glen Affric.

Segundos depois, pinheiros da Caledônia, provavelmente de Glen Affric, podem ser vistos quando os quatro personagens parecem
surpreendidos por um objeto invisível/Pokémon/inimigo que surge no horizonte.

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O cenário, onde parece ocorrer uma espécie de explosão, sugere que as Highlands se tornarão palco de uma batalha épica de Pokémons.

Mais cedo, no trailer, uma escola de Bulbasaurs pode ser vista atravessando um riacho que poderia ser Finnich Glen,  enquanto a geração VI Pokemon Greninja também pode ser vista saltando através do que parece ser a floresta escocesa.

 

Produção jurou sigilo. Mas…

O blockbuster da Warner baseado na imensamente popular franquia de games terá Ryan Reynolds (como Pikachu), a cantora Rita Ora e o ator veterano Bill Nighy no elenco. A direção é assinada por Rob Letterman. O protagonista do filme, Tim, será interpretado por Justice Smith.

A personagem se une a Pikachu para “descobrir uma trama chocante que poderia destruir a coexistência pacífica e ameaçar todo o universo de Pokemon”.

O papel da Escócia no filme ainda não está claro. A produção jurou sigilo. Apesar disso, de acordo com o jornal The Scotsman, uma fonte disse:

“Quando o filme for lançado, certamente mostrará os encantos naturais da Escócia sob uma luz ótima para milhões de pessoas.”

Assista ao trailer!

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Netflix UK ‘rebrands’ para o lançamento de ‘Outlaw King’

A popular conta do Twitter foi renomeada de Netflix UK para  Netflix Scotland  (ps. assista Outlaw King)  para promover filme

Finalmente chegou o dia! Outlaw King, a grande aposta dos originais Netflix este ano, está disponível para todo o mundo no serviço de streaming. Para comemorar, a conta do Twitter da empresa no Reino Unido mudou até de nome.

E, claro, o social media está se divertindo horrores:

A Escócia como protagonista

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De Seacliff Beach, em East Lothian, até a Talisker Bay, na Ilha de Skye, o filme foi rodado em locais incríveis em toda a Escócia. Pode não ter um verdadeiro escocês no papel titular, mas os landscapes do país são o verdadeiro protagonista do longa.

A primeira versão de Outlaw King foi exibida durante o Toronto International Film Festival, no início deste semestre. Como a reação do público foi fria, o diretor David MacKenzie fez uma reedição. Versão que foi exibida em meados de outubro em
Edinburgh, com pré-estreia de gala.

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Outlaw King será exibido em salas de cinemas nas grandes cidades escocesas — Edinburgh, Glasgow e Inverness. O longa, estima-se, valeu pelo menos 17,5 milhões de libras para a economia. MacKenzie disse ao The Scotsman, em uma entrevista anterior:

“Braveheart fez um desserviço a Robert [The Bruce]. Retratou-o como uma pessoa molhada e muito desagradável. Achei que havia um buraco na história do cinema daquele período em que queríamos entrar.”

De acordo com a VisitScotland — que oferece visitas  guiadas a alguns das locações — o filme usou 45 locais escoceses diferentes em sua produção.

Algumas cenas foram filmadas em Northumberland — que teria ficado sob o domínio da Escócia nos dias de glória de Robert the Bruce.

Locais para visitar (um dia)

Aqui estão alguns dos melhores locais que serviram de set para o filme que você pode visitar quando decidir conhecer a Escócia.

Craigmillar Castle
 As ruínas do castelo medieval de Edimburgo parecem ter sido usadas para uma cena de batalha no filme, com fotógrafos de olhos
ágeis observando Chris Pine e James Cosmo vestindo roupas de batalha na área, bem como vários extras disparando flechas flamejantes em setembro de 2017.

O castelo não existia durante a época de Robert the Bruce, mas os produtores ignoraram um pouco da imprecisão histórica
para um impressionante local de filmagem.

Dunfermline Abbey
A Abadia de Dunfermline — agora o lugar de descanso final real de Robert the Bruce depois que ele foi enterrado lá, em 1329 — foi parcialmente fechado em setembro de 2017 para as filmagens de Outlaw King.

Linlithgow Palace  e St. Michael’s Parish Church 
O palácio localizado em West Lothian será familiar para os telespectadores da TV e dos filmes
escoceses como o local usado para servir
como prisão de Wentworth em Outlander.

Foi fechado no fim de agosto passado para
filmar, e a igreja paroquial próxima também
foi fechada.

Glasgow Cathedral
A armadura e os cavalos medievais foram trazidos para o prédio de 800 anos no ano passado, enquanto a equipe filmava cenas para o drama histórico, com Chris Pine sendo visto no set várias vezes.

Mugdock CastleA equipe de produção por trás do filme Netflix chegou a construir uma vila medieval em torno do histórico castelo escocês, construindo seis barracas medievais à frente das cenas de Chris Pine em novembro de 2017. Os planos para a vila também incluíram um estábulo temporário para 50 cavalos usados durante uma sequência de filmes no campo de batalha.

Inverbeg
Fotógrafos rápidos conseguiram tirar fotos de membros do elenco apertando garrafas de água quente enquanto filmavam cenas nas
margens do Loch Lomond no ano passado.

University of Glasgow Você pode não ter acesso aos icônicos cloisters da Universidade de Glasgow, a menos que você seja um estudante lá, mas é
interessante ver como eles foram transformados em um grande salão de banquetes, fazendo um banquete digno de um rei.

Blackness Castle
As filmagens que ocorreram no Blackness Castle no final de novembro passado podem ter sido as mais árduas do lote, já que as
temperaturas despencaram abaixo de zero durante um frio. Um extra foi suspenso em uma gaiola de ferro do lado de fora do
prédio, expondo-a aos elementos enquanto algumas tomadas eram feitas para obter certas cenas bem na margem sul do Firth of Forth.

Berwick-upon-TweedA cidade de Northumberland pode não estar na Escócia agora, mas durante a vida de Robert, o Bruce, foi.

Berwick Quayside foi transformado no porto de Glasgow, enquanto a ponte velha foi transformada em London Bridge para as filmagens.

Doune Castle
Não é estranho para a tela, Doune Castle é escolhido novamente como um local para Outlaw King, e torna-se o castelo e a igreja
de Douglas no filme. Fique atento para uma foto brilhante do castelo em chamas!

‘Bodyguard’ chega ao Netflix nesta quarta, dia 24

É a chance de já ver Richard Madden na pele de um agente britânico

A série britânica Bodyguard, que fez um enorme sucesso este ano na BBC One, está chegando na Netflix. O serviço de streaming disponibilizará os seis capítulos a partir desta quarta, 24 de outubro.

Mas por que assistir?

Primeiro, porque a série conseguiu atingir recorde de audiência da emissora desde 2006. Foram 10 milhões de espectadores em todo o Reino Unido.

Um outro motivo é conferir o desempenho de Richard Madden no papel de um agente federal.

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Novo James Bond pode ser Robb Stark de Games of Thrones

Madden dá vida a David Budd, um veterano de guerra que trabalha na Filial de Proteção Especial da Polícia Metropolitana de Londres.

O agente é designado para proteger a ambiciosa e poderosa secretária de Estado Julia Montague (Keeleu Howes).

Mas a política representa tudo o que Budd despreza. E ele se vê dividido entre suas crenças e seu dever.

Confira o trailer!

Is this the real life? Is this just fantasy?

Instalações inspiradas em filmes que estreiam em novembro iluminam a noite londrina

Para comemorar o lançamento de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald“, uma instalação mágica foi levantada em Londres. Nove varinhas gigantes se iluminam entre a Millenium Bridge e a Saint Paul Cathedral.

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O filme, baseado no livro homõnimo de J.K. Rowling, estreia no dia 15 de setembro. Confira o trailer oficial:

A ação tem como finalidade chamar atenção para a Lumos, criada pela escritora britânica. A missão é acabar com a institucionalização de crianças em todo o mundo.

As varinhas, que têm quinze metros de altura, são versões gigantes das varinhas usadas pelas personagens dos filmes Harry Potter e Fantastic Beasts. As instalações podem ser vistas até 13 de novembro.

As varinhas são acesas às 18h45, todas as noites.  A cada 30 minutos, até que as luzes se apaguem, às 22h45, tocam músicas.

Boa época para visitar Londres

bohemin-rhapsody-carnaby-frasesdavidaJá para os fãs do Queen, o Natal chegou mais cedo. Graças ao lançamento de “Bohemian Rhapsody“, a inauguração da anual luz festiva da Carnaby Street, no tradicional bairro boêmio de Soho, em Londres, foi antecipada.

Asletras da obra-prima de seis minutos foram recriadas em neon e erguidas acima da famosa rua para comemorar o lançamento do filme. Brian May e Roger Taylor, ao lado de membros do elenco incluindo Rami Malek, Lucy Boynton e Gwilym Lee, estiveram presentes ao mmomento em que as luzes foram acesas.

As luzes vão brilhar sobre Carnaby Street até 4 de janeiro. Uma loja temática “Bohemian Rhapsody” foi aberta no local. É possível comprar produtos inspirados na rainha para seus parentes que amam Freddie Mercury.

Leia mais sobre Londres

O “monstro fragmentado” já vai sair da jaula!

Sequência de  Fragmentado (Split), de 2016, e Corpo Fechado (Unbreakable), de 2000, Vidro (Glass) será lançado dia 17 de janeiro de 2019 no Brasil
Segue a alta a expectativa pela chegada do novo filme de M. Night Shyamalan aos cinemas. Vidro (Glass) é uma sequência das histórias de dois de seus filmes de grande destaque — Corpo Fechado (Unbreakable), de 2000, da Touchstone Pictures eFragmentado (Split), de 2016, da Universal — em um novo e explosivo suspense dos quadrinhos. O novo longa da Buena Vista Brasil chegará aos cinemas em 17 de janeiro de 2019, e acaba de ganhar novo trailer. Aperte o play!
O trailer saiu quentinho do forno, e com legendas!
Bruce Willis retorna como David Dunne Samuel L. Jackson como Elijah Price, também conhecido pelo pseudônimo de Sr. Vidro, ambos do filme De Corpo Fechado (Unbreakable). Vindos de Fragmentado (Split) estão James McAvoy, no papel de Kevin Wendell Crumb e suas múltiplas personalidades, e Anya Taylor-Joy como Casey Cooke — a única sobrevivente de um encontro com a Fera. Depois da conclusão de Fragmentado (Split)Vidro (Glass) mostra Dunn em uma série de encontros cada vez mais intensos com a figura super-humana conhecida como a Fera, uma das personalidades de Crumb. Enquanto isso, a presença sombria de Price surge como um articulador que guarda segredos críticos para os dois homens. Completando o elenco estão Spencer Treat Clark e Charlayne Woodard, de Corpo Fechado (Unbreakable), que reprisam seus papéis como o filho de Dunn e a mãe de Price, além d a vencedora do Globo de Ouro, Sarah Paulson (série American Horror Story).

Titãs: nova série da DC será exibida no Brasil pela Netflix

Lançamento no canal de streaming da DC será no dia 12 de outubro. Por aqui, data ainda é incerta

A live-action dos Jovens Titãs, série de animação criada por Sam Register e Glen Murakami e produzida pela Warner Bros. Pictures, vai, enfim, sair. O lançamento mundial acontecerá no dia 12 de outubro.

Nos Estados Unidos e em várias outras partes do mundo, Titãs será exibida pelo DC Universe, um serviço de streaming da companhia. Por aqui, os direitos de exibição são da Netflix. Por aqui, ainda não há data de lançamento.

Asa Noturna (Robin), Ciborg, Estelar, Ravena e Mutano, além de Columba e Rapina, formam os chamados Jovens Titãs. A série é protagonizada por Brenton Thwaites, Anna Diop, Teagan Croft, Ryan Potter, Alan Ritchson, Minka Kelly e Lindsey Gort.

Confira o trailer:

A produção é de de Greg Berlanti, o mesmo de ‘Arrow’, ‘The Flash’, ‘Supergirl’ e ‘Legends of Tomorrow’. O que promete cenários bem sombrios. A primeira temporada terá 12 episódios. A série gira em torno de Dick Grayson, um detetive da polícia de Detroit após Batman ter sido dado como morto em Gothan City.

Televisão: Os apartamentos de Jorge Bispo

Fotógrafo estreia no Canal Brasil “502”,  programa que aborda a nudez masculina

Neste post, faço um mea culpa, conto uma historinha rápida e aproveito para jogar umanovidade no colo de vocês. Não necessariamente nessa ordem, é claro.

Outro dia mesmo estava na lavanderia e a moça que ocupava uma das máquinas puxou papo. Aquela espera tipo fila. Nem adiantou o fato de eu estar com a cara enfiada no meu livro.

Conversamos amenidades por dois minutos.

Voltei para a leitura, mas ela disparou:

— Quando você terminar de ler, tenho uma pergunta para fazer. Uma curiosidade…

O livro na minha mão, bojudo, nem tinha chegado à metade de suas páginas. Respirei fundo e prestei atenção na companheira de roupa suja. Ela queria saber, antes de mais nada, se eu assistia ao Canal Brasil. E aqui vem o mea culpa.

Parei e pensei. Não lembrava a última vez que sintonizei na emissora. Inclusive, preciso frisar que, tirando futebol, não ligo mais canal de TV aberta e, com a facilidade do streaming, abandonei até a TV a cabo, que me prende a horários. Respondi que não, não tinha o costume.

Foi aí que ela introduziu seu desconforto com um programa com o qual se deparou, um belo dia, zapeando. Era o “302”. Desde 2014, o fotógrafo Jorge Bispo trabalha seu projeto, concebido para a internet — o “Apartamento 302” —, como programa televisivo.

Já foram ao ar quatro temporadas. Nele, mulheres comuns se despem, no sentido mais amplo da palavra, para a lente de Bispo. E as câmeras do Canal Brasil. O questionamento da companheira de lavanderia:

— O que leva essas mulheres a fazer isso? E por que mulheres, e não homens?

O que acontece em 10 minutos no 302

Curiosa, fui conferir.

Cada episódio tem duração de cerca de 10 minutos. A convidada, uma mulher “comum”, conta sua própria história diante das câmeras. O tratamento é típico de documentário.

Mulheres reais em seus próprios ambientes onde, teoricamente, se sentem mais confortáveis. Elas narram suas histórias, conversam com um interlocutor que nunca aparece. Não interessa; ela está falando com você, espectador.

No início, a nudez é metafórica. O assunto abordado deve ter o máximo de honestidade possível. A câmera é sua terapia, naquele momento. Depois de enfrentar seus fantasmas, é preciso se reencontrar. E, segundo Bispo, nenhuma maneira é melhor de fazê-lo, a não ser totalmente despida.

No fim, uma foto. E, talvez para muitas mulheres, a paz interior.

Para minha melhor amiga da lavanderia, a satisfação de tentar entender, agora, o universo masculino.

Nudez masculina dois andares acima: 502

A partir de 28 de setembro, o fotógrafo trará novidades para as telas: o “502”, programa que explora a nudez masculina. A série será dirigida por Helena de Castro. Matheus VK assina a trilha original da abertura.

Assim como no “302”, a relação com corpo será um tema bastante presente no “502”. Mas assuntos como racismo, masculinidade, virilidade, sexualidade e, claro, tamanho do pênis, também entram em questão quando homens tiram a roupa.

O programa ainda contará com a participação de um personagem trans que deixa bem clara sua motivação para estar ali: se reconhecer e se afirmar como homem. Quanto ao ato de despir-se, Bispo afirmou que os caras o fazem de forma bastante semelhante às mulheres.

“Venho me surpreendendo com como não faz muita diferença. Mesmo com o tabu do tamanho do pênis, masculinidade e etc. Vi que existem homens com perfis variados assim como acontecia com as mulheres. Não consigo identificar uma característica própria dos homens nesse aspecto”

Jorge Bispo

Enquanto nas mulheres fotografadas para o  “302”, liberdade e autoconhecimento apareciam entre os principais motivos para embarcar  no projeto, para os homens os motivos são mais variados: o desafio, vaidade, afirmação perante a sociedade de sua sexualidade.

Bateu curiosidade? Zapeia!

502 
Estreia: Sexta, dia 28, à 0h
Quando: Sextas, meia-noite
Classificação: 14 anos
Direção: Helena de Castro

Vem aí um épico escocês na Netflix

Confira o trailer de ‘Outlaw King’, que estreia em 9 de novembro no serviço de streaming

A Netflix divulgou nesta segunda-feira, 20 de agosto, o primeiro trailer de seu próximo filme de grande orçamento. O blockbuster histórico “Outlaw King” mostrará a ascensão desafiadora do herói escocês Robert The Bruce.

O filme tem um orçamento não confirmado de 100 milhões de libras. “Outlaw King” abrirá o Toronto International Film Festival, em setembro. Dirigido por David McKenzie, estreia na Netflix em 9 de novembro.

A história segue Robert The Bruce em sua jornada de nobre derrotado a herói nacional. Passa-se no século 14, durante a ocupação opressiva da Escócia medieval por Eduardo I da Inglaterra.

O filme mostrará Robert The Bruce se apoderando da coroa escocesa e reunindo partidários para lutar contra o poderoso exército inglês. Foram sete batalhas épicas, sendo as mais conhecidas travadas em Stirling e em Bannockburn, em 1314. Esta última tornou o herói Rei Robert I da Escócia.

Achou essa sinopse um tanto familiar? Pois está certíssimo se o resumo remeteu ao “Coração Valente” (Braveheart) de Mel Gibson.

Parem de odiar Robert The Bruce

Épico arrasa-quarteirão de 1995, “Coração Valente” é a representação do imaginário coletivo quando se fala de Escócia. Produzido, dirigido e estrelado por Mel Gibson, o filme recebeu dez indicações ao Oscar e ganhou em cinco categorias, incluindo melhor filme e melhor direção.

Mas a verdade é que o longa americano é uma grande piada sob o ponto de vista dos escoceses. Pelos erros (MUITOS!) de roteiro e produção, por causa do pífio sotaque escocês de Gibson — que nem chegou perto do autêntico burr escocês, o som rótico do
sotaque das highlands.

Mas, especialmente, pela falta de compromisso com a história do país. Para começo de conversa, o nome do filme já é errado. “Braveheart” era o apelido de Robert The Bruce, e não de Wallace.

Pois é. O verdadeiro “Coração Valente” foi justamente o cara que aparece como um dos vilões do filme — mas o pai de Bruce tinha mesmo lepra e era leal ao trono inglês.

Mel Gibson e Angus Macfadyen em ‘Braveheart’ (Reprodução/Paramount)

Robert The Bruce nunca traiu William Wallace. Na verdade, sequer esteva na Batalha de Falkirk. Wallace e suas conquistas o incentivaram a continuar lutando pela Escócia. Mas foi a persistência de Robert The Bruce que venceu os ingleses.

Depois de perder seis batalhas seguidas, Bruce teve que fugir e se esconder em uma caverna. Desanimado e abatido, pensou que sua jornada chegara ao fim. Mas sua atenção foi desviada para uma aranha que tentava fazer uma teia no teto na caverna.

A aranha tentava e caía. Tentava e caía, sem nunca desistir. Robert The Bruce observou como, na sétima tentativa, o inseto conseguiu se prender e formar a teia. Robert então decidiu que tentaria até conseguir. O que aconteceu na sétima batalha.

Ok. É uma lenda local. Mas serve para parar de detestar Robert The Bruce, não serve?

Será ‘Outlaw King’ um ‘Braveheart 2’?

“Outlaw King” se concentrará em retratar o ano turbulento em que Robert agarrou a glória, provou a derrota e se tornou um rebelde com uma causa. O roteiro foi escrito por uma equipe que inclui o diretor, Mackenzie, e o renomado dramaturgo escocês
David Harrower.

O escritor é autor da peça “BlackBird”, que esteve em cartaz por aqui em 2017, numa adaptação. Já Mackenzie é mais conhecido pela direção de “Hell or high water” (2016) . Mas se tiver oportunidade, assista aos seus excelentes “Perfect Sense” (2011), com Ewan McGregor e Eva Green, e “Starred up” (2013), com o espetacular (e ainda pouco conhecido) Jack O’Connell.

“Estou muito feliz em mergulhar fundo na história de Robert The Bruce e descobrir algumas das verdades que muitas vezes são obscurecidas pela lenda. [É] uma das grandes histórias de retorno da história”, disse Mckenzie à imprensa escocesa.

Só que eu não estou muito feliz, caro leitor. Não estou…

Vai faltar burr. De novo…

O longa mostra um importante trecho da história da Escócia. Tem escoceses no roteiro e na direção. Conta com escoceses na produção — a pequena produtora de Glasgow,  Sigma,  com apoio da Creative Scotland, agência de fomento às artes do governo escocês.

As filmagens ocorreram em locais históricos. Mostrará famosos landscapes do país como pano de fundo: Craigmillar, Blackness e Doune, Aviemore, Linlithgow Palace e Glencoe. Incluindo o último local conhecido de descanso dos restos mortais de Robert The Bruce.

Mas e o elenco, senhoras e senhores?

Chris Pine como Robert The Bruce (Foto: Netflix)

O elenco de apoio é basicamente britânico. Inclui os ingleses Aaron Taylor-Johnson (Animais Noturnos), Florence Pugh (Lady Macbeth), Stephen Dillane (Game of Thrones) e Billy Howle (Na praia Chesil). Os escoceses que aparecem nos créditos são Tony Curran, como Angus MacDonald, e James Cosmo no papel de Robert The Bruce pai, o 6th Lord of Annandale.

Curran recentemente desempenhou um papel crucial em outro filme da Netflix feito pela Escócia, Calibre. E Cosmo é conhecido pelas participações em filmes como Highlander, Braveheart, Trainspotting, Troy, The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe, Ben-Hur and Wonder Woman e séries da TV, como em Sons of Anarchy e Game of Thrones (como Jeor Mormont).

No papel principal… um americano.

Na tentativa de atrair um público americano forte, a produção peca e se prostitui ao escalar o protagonista. O ator de Hollywood Chris Pine (Star Trek, Wonder Woman) dará vida a Robert The Bruce, em vez um escocês legítimo assumir o papel. Pine já foi dirigido por Mackenzie, em “Hell or high water”.

Enfim, é esperar para ver.

Uma Madonna SessentoNNa e muito animada!

A Rainha do Pop Madonna completa 60 anos hoje e não resisti ao convite: obrigada pelo espaço no Blog do Feroli

O ano de 2018 está especialmente movimentado para Madonna. Seu primeiro álbum, que levava, simplesmente, seu nome, completou 35 anos de lançamento em 27 de julho. E nesta quinta, 16 de agosto, a rainha do pop completa 60 anos de uma vida animada e repleta de polêmicas.

Para iniciar as comemorações, Madonna fez uma apresentação es-pe-ta-cu-lar no MET Gala, em maio. O vídeo oficial foi liberado hoje, de presente para todos “wannabe”.

Traz “Like a prayer”, a nova “Beautiful game” e “Hallelujah”. Pode conferir!

A diva também é capa da Vogue Itália deste mês. E deve encerrar 2018 com o lançamento de um novo álbum inédito, anunciado desde janeiro deste ano.

Mas ainda vai ter festança! Pra lá de Marraquexe.

Só que para um petit-comité. E tudo no maior segredo, inclusive para os convivas. Dizem que a lista de felizardos não passará de 80 nomes. O local do evento é quase o quarto segredo de Fátima — o Marrocos é a maior aposta.

Os organizadores da festa assinaram contrato de confidencialidade. E o convite terá instruções sobre roupa (?!). Parece que Madonna planeja uma espécie de concurso entre os presentes. O look mais criativo e ousado ganhará como prêmio uma viagem para um dos melhores resorts na África.

Homenagens fotográficas

Vincent Flouret é um fotógrafo de moda de Paris. Mas o artista acumulou experiência recente em trabalhar com animais quando atuou como voluntário de abrigos em Los Angeles.

Flouret fazia retratos de cães em estúdios para ajudá-los a serem adotados. Agora vem trabalhando num projeto juntamente com seu cãozinho de 6 anos.

Max, o labrador de pelo dourado, começou a fazer ensaios fotográficos para recriar momentos icônicos da diva. Cenas de videoclipes e capas de discos de Madonna são o alvo do projeto, apelidado de “Maxdonna”.

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Todo o dinheiro arrecadado com “Maxdonna” será doado para a organização de caridade da pop star. Em sua conta no Instagram, Flouret e Max anunciaram um montante de US$ 12.000, até agora.

O Raising Malawi ajuda órfãos e crianças vulneráveis o Malauí. A arrecadação é feita por uma página de doações criada no Facebook. Mas o Brasil, infelizmente, não está listado para participar.

A campanha, em parceria com a Ripple, startup de pagamentos com criptomoedas, vai até o dia 31 de agosto. A estimativa era arrecadar 60 mil dólares. Mas já conseguiu três vezes mais: as doações já somam 199.462 mil dólares (cerca de 760 mil reais!). E a Ripple vai duplicar a quantia doada.

No The Sun também foram recriados momentos fotográficos de Madonna. O tabloide convidou quatro mulheres de 60 anos para um ensaio sexy.

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Os cliques foram inspirados na capa da Vogue Itália deste mês, que traz uma matéria especial com a cantora

Segundo o editorial do jornal britânico, “Madonna dá confiança às mulheres em vestir roupas que muitas não se atreveriam usar”.

Melina Krause

Avó, separada, fã dos filmes da Madonna. Acredita que a idade é um ótimo momento para se expressar

 

Sally Morse

Mora em Scarborough, North Yorkshire, trabalha num hospital e acha que Madonna está maravilhosa na capa da Vogue

 

Karen Hope

Enfermeira de Leeds, casada há cinco anos e com uma filha de 25 anos

 

 

Mercedes Yoshioka

Ex-dançarina e professora, tornou-se modelo há cinco anos. Mãe e grande fã da Madonna. É casada há 31 anos e mora no oeste de Londres

O que já vimos…

Madonna é um ícone da música pop desde a década de 1980. São três décadas e meia de sucesso, marcadas por trabalhos que sempre
pontuaram seu posicionamento desafiador. Nos shows, nunca teve medo de deixar clara sua opinião política ou de realizar referências
eróticas.

Algumas, vale a pena relembrar:

1 – ‘Blonde Ambition Tour’ (1990)

Vestida com os famosos bustiês conicos de Gualtier, Madonna simulava uma suruba com os dançarinos numa versão mais lenta e provocante de “Like a virgin”. O número terminava com a masturbação num cenário que recriava uma igreja.

2 – ‘The Girlie Show’ (1993)

A fase dominatrix de Madonna. A música “Erotica” chocava o mundo. O livro “Sex”, lançado em paralelo, com diversas fotos da cantora nua, abordando questões como homossexualidade e sadomasoquismo, chocou ainda mais. Foi nesse clima que Madonna veio pela primeira vez ao Brasil, para shows no Rio e em São Paulo.

3 – ‘The Confessions Tour’ (2006)

Madonna volta a meter o dedo na ferida da questão religiosa. Vestida como Jesus Cristo, a cantora aparecia “crucificada” no palco. Mas a cruz, toda espelhada, mostrava total coerência com o clima disco anos 1970 de “Confessions on a dance floor”.

…e o que vem por aí!

Ativista, símbolo sexual e ícone pop, seu mais recente trabalho de estúdio data de 2015. “Rebel Heart” foi a última turnê da cantora, que ainda rendeu um álbum ao vivo lançado em 2017. Um dos reflexos desse trabalho — e dos, até então, 33 anos de carreira — foi o título de “Mulher do Ano”.

Relembre alguns trechos do discurso “matador” da Rainha do Pop.

“Estou aqui em frente a vocês como um capacho. Quer dizer, como uma artista feminina. Obrigada por reconhecerem minha habilidade de dar continuidade à minha carreira por 34 anos diante do sexismo e da misoginia gritante, e do bullying e abuso constante.”

“Não há regras se você é um garoto. Há regras se você é uma garota. Se você é uma garota, você tem que jogar o jogo. Você tem permissão para ser bonita, fofa e sexy. Mas não pareça muito esperta. Não aja como se você tivesse uma opinião que vá contra o status quo. Você pode ser objetificada pelos homens e pode se vestir como uma puta, mas não assuma e se orgulhe da puta em você.”

“Seja o que homens querem que você seja, e mais importante, seja alguém com quem as mulheres se sintam confortáveis por você estar perto de outros homens. E por fim, não envelheça. Porque envelhecer é um pecado.”

“Eu me lembro de desejar ter uma mulher para me apoiar. Camille Paglia, a famosa escritora feminista, disse que eu fiz as mulheres retrocederem ao me objetificar sexualmente. Então, eu pensei: ‘Se você é uma feminista, você não tem sexualidade, você a nega’. E eu disse: ‘Foda-se. Eu sou um tipo diferente de feminista. Sou uma feminista má’.”

“O que eu gostaria de dizer para todas as mulheres que estão aqui hoje é: Mulheres têm sido oprimidas por tanto tempo que elas acreditam no que os homens falam sobre elas. Elas acreditam que elas precisam apoiar um homem. E há alguns homens bons e dignos de serem apoiados, mas não por serem homens, mas porque eles valem a pena. Como mulheres, nós temos que começar a apreciar nosso próprio mérito. Procurem mulheres fortes para serem amigas, para serem aliadas, para aprenderem com elas, para serem inspiradas, para serem apoiadas e para serem instruídas.”

Desde 2016, Madonna tem se dedicado a outros projetos. Suas apresentações têm sido pontuais. Vem trabalhando em dois projetos para o cinema — “Taking flight”, na direção, e “The impossible lives of Greta Wells”, como roteirista.

Lançou uma linha de maquiagem, a MDNA Skin, no mesmo ano. Mudou-se para Lisboa em 2017, depois de adotar as gêmeas do Malaui, Esther e Stella. Tudo isso deverá se refletir no novo trabalho que vem pos aí.

“Você sempre vai ouvir muito Fado e muito Kuduro, um gênero de música angolana, por aqui. Mas também há muito jazz, jazz old school, que é algo lindo de se ouvir. Lisboa influenciou minha música e meu trabalho. Como isso poderia ter acontecido de outra forma? É impossível ficar um ano aqui sem se condicionar por toda a cultura que me cerca”, disse Madonna à Vogue Itália.

‘Your mission, should you choose to accept it’

Tom Cruise volta às telonas com muito humor e ação

Mais do que uma franquia, “Missão Impossível – Efeito Fallout“, a grande estreia deste fim de semana, é um filme de retornos. Sexto da série, M:I, iniciada em 1996, o longa traz de volta à telona o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) e equipe do IMF.

Junto com eles, os mocinhos, retornam outros personagens importantes — o vilão Solomon Lane (Sean Harris), a espiã badass britânica Ilsa Faust (Rebecca Ferguson) e Julia (Michelle Monaghan). Além de Christopher McQuarrie (Missão Impossível – Nação Secreta, 2015) na direção e no roteiro.

Fato que, até então, era inédito na história da franquia.

O argumento de Fallout está fortemente ligado ao filme anterior. Desta vez, Hunt e equipe precisam correr contra o tempo para evitar que o grupo terrorista Apóstolos concretize atentados a lugares sagrados.

Para isso, além de lidar mais uma vez com Lane, ele terá de trabalhar em parceria com o agente da CIA August Walker (Henry Cavill) — e, obviamente, seu famigerado e polêmico bigode.

A trama passa a ser uma sequência de decisões rápidas tomadas a partir da boa índole do espião, que levam seu time a situações perigosas e muita ação. Tudo costurado por lembranças e dramas de escolhas antigas.

Socos, tiros, explosões e muitos saltos e correria

Politicamente correto ao destacar personagens femininas fortes — Angela Bassett, Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan e Vanessa Kirby —, Efeito Fallout é tão tenso quanto divertido. As piadas não soam nada forçadas e, algumas vezes nem são feitas com palavras, mas pelas trocas de olhares entre os personagens.

Cena da sequência do acidente de Cruise (Foto: Chiabella James/Divulgação)

Simon Pegg (Benji) e Ving Rhames (Luther), os coadjuvantes de luxo, estão voando em cena. Dão aquele brilho às situações surreais em que Hunt sempre se envolve durante as missões, e o peso na medida ao famoso “azar” do espião.

“I’m working on it” é frase recorrente no longa.

Azar, inclusive, que fez o astro Tom Cruise, que dispensa dublês, ficar de molho por algumas semanas durante as filmagens. A cena do acidente está lá. A decisão de manter a sequência no longa foi, sem dúvida, acertadíssima.

Abrilhanta uma sequência espetacular da correria numa perseguição nas alturas — que poderia ser só mais uma cena de ação caso não fosse fechada com o momento onde Tom Cruise (que tem 56 anos!!!) quebra o tornozelo mas continua correndo para preservar a tomada.

Atenção, mesmo, é preciso ter à sequência final, com uma perseguição de helicópteros. Tom Cruise aprendeu a pilotar em questão de poucos meses para fazê-la. Não só pilotar, mas a fazer malabarismos no ar.

A Paramount chegou a divulgar um making of sobre a cena, onde Tom pilota, faz malabarismos, atua e ainda opera a câmera instalada no interior do helicóptero.

Mas como dizem os vilões do filme, “quanto maior o sofrimento, maior a paz”.

FICHA TÉCNICA

Missão:Impossível – Efeito Fallout
(Mission:Impossible – Fallout)
Direção e roteiro: Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise, Rebecca Ferguson, Henry
Cavill, Vanessa Kirby
Duração: 150min
Classificação: 14 anos

Cotação: ****

OBS: Eu quero beber da mesma água que bebem o Tom Cruise e Angela Bassett; alguém providencia, por favor!

This message will self-destruct in five seconds.

Thanks Mr. WHO?!

Autobiografia de Roger Daltrey ganha data de publicação

Um post na página de Roger Daltrey no Facebook, nesta quarta (25), anunciava a pré-venda da tão esperada autobiografia do fundador do The Who. O lançamento acontecerá no dia 18 de outubro, no London Literature Festival de 2018 do Southbank Centre. Nos EUA, chega em 23 de outubro, pela Blink Publishing.

Os felizardos que têm ZIP Code apto para a encomenda concorrerão a um exemplar especial — são apenas cinco —, com assinatura e capa personalizada exclusiva. Verifiquem suas chances neste link.

roger daltrey autobiografia frasesdavida
Capa: Roger nos anos 1970 em frente a uma pilha de escombros (Divulgação)

“Thanks A Lot Mr. Kibblewhite: My Story” aborda os 50 anos de Daltrey com o The Who, além da carreira solo que reúne oito álbuns de estúdio. Não é apenas um livro de memórias, nem só as lembranças de uma das lendas vivas do rock’n’roll; é também um vislumbre da vida no Reino Unido entre 1940 e 1970 — décadas de tumultuadas mudanças.

Ben Dunn, editor e diretor da Blink Publishing na Inglaterra, falou sobre a autobiografia.

“Roger Daltrey escreveu um livro de memórias brilhante: envolvente, engraçado e cheio de histórias incríveis. É uma das últimas grandes lendas do rock, e nós estamos satisfeitos que Roger escolheu a Blink Publishing para ajudar a contar sua fascinante história.”

Who the hell is Mr. Kibblewhite?

Nascido no coração da Blitz, em março de 1944, Roger Daltrey pertence a uma geração que lutou (literalmente) pela educação e sobreviveu à pobreza do pós-guerra. São histórias de trabalho duro, resiliência e, especificamente no caso de Daltrey, uma energia de tirar o fôlego.

“Tive a sorte de viver em tempos interessantes. Testemunhei a sociedade, a música e a cultura mudarem além do reconhecimento. E ainda estou aqui para contar a minha história quando tantos outros ao meu redor não fizeram nada de um milagre”, disse Daltrey a respeito da obra.

No caminho do jovem aluno inteligente e promissor que se tornou um trabalhador diurno em uma fábrica de chapas metálicas, estava  Mr. Kibblewhite, diretor da Acton County Grammar School que disse a Daltrey que ele não seria nada na vida.

“Sempre resisti à vontade de ‘fazer memórias’, mas agora, finalmente, sinto que tenho uma perspectiva suficiente. Quando você passou mais de meio século no epicentro de uma banda como o Who, a perspectiva pode ser um problema. Tudo aconteceu no momento. Em um minuto estou no chão de fábrica em Shepherd’s Bush, e no outro sou atração em Woodstock.”

Roger Daltrey

O cantor batizou seu livro com o nome do diretor da escola — a mesma onde estudavam Pete Townshend e John Entwistle — com quem ele frequentemente colidia no auge da sua transformação em um adolescente rebelde. Até ser expulso.

O que a imprensa estrangeira já fala sobre o livro

“Tão imediata quanto a autobiografia de Keith Richards e tão franca e honesta quanto Springsteen e Clapton.”

“Thank You, o Sr. Kibblewhite é franco, autodepreciativo e cheio de humor.”

“É um must-have não apenas para os fãs do The Who em todo o mundo, mas também para qualquer amante do rock.”

Roger Daltrey montou o The Who em 1961, recrutando John Entwistle. Concordou com a proposta de John de que Pete Townshend deveria participar. Daltrey era o líder e a voz da banda. Uma potência vocal. Ficou conhecido por sua presença de palco e energia.

O reconhecimento a suas performances como frontman podem ser comprovados pela sua introdução ao Rock And Roll Hall of Fame (1990) e no Music Hall of Fame do Reino Unido (2005). No livro, Daltrey lembra de suas muitas aventuras como vocalista do The Who e da criação das gravações clássicas da banda.

Seus relatos dos excessos do rock’n’roll pelos quais o The Who se tornou notório — a destruição da guitarra no palco, as brigas, o caos — são tão divertidos quanto chocantes.

“Demorou três anos para desfazer os eventos da minha vida, para lembrar quem fez o quê quando e por que, separar os mitos da realidade, desvendar o que realmente aconteceu no Holiday Inn no aniversário de 21 anos de Keith Moon. Espero que o resultado seja mais do que apenas outra autobiografia”, disse Daltrey.

Mas tão convincente quanto o sexo, as drogas e o rock são as reflexões honestas de Roger sobre as relações que definiram sua vida e carreira — as memórias agridoces de sua amizade com Keith Moon e seu relacionamento tumultuado com Pete Townshend que definiu uma das maiores parcerias criativas da nossa época e deu origem a tantos sucessos inesquecíveis.

Não é apenas a história pessoal de Roger Daltrey; é a história definitiva de uma das maiores bandas do mundo.

Moz ‘strikes again’!

Compositor e cantor britânico fará dois shows no Brasil em novembro e dezembro, em São Paulo e no Rio

Enquanto escrevo este post especialmente para o Blog do Feroli, Morrissey cancela uma penca de shows da turnê “Low in High School“, do álbum lançado em 2017, o 11º de sua carreira solo. O anúncio foi feito em sua página oficial. A alegação: “problemas logísticos além do controle”. O que afetou as apresentações no Reino Unido e na Europa.

Confira uma das melhores músicas do álbum:

A turnê Latino-Americana, no entanto, está confirmadíssima. O ex-vocalista do The Smiths marcou dois shows no Brasil. No dia 30 de novembro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, e em São Paulo, no dia 2 de dezembro, no Espaço das Américas. As vendas de ingressos já foram abertas.

Em apenas cinco dias, o primeiro lote promocional (R$ 170 ingresso solidário pista) para a Fundição Progresso se esgotou. Agora, quem não quer perder a chance de ficar pertinho desse ícone dos anos 1980 já encontrará valores que variam entre R$ 220 (ingresso solidário pista) e R$ 880 (frisa/camarote).

Como comprar seu ingresso para os shows:
smarturl.it/MorrisseySaoPaulo
smarturl.it/MorrisseyRio

‘Why is the last mile the hardest mile?’

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Morrissey, em uma de suas apresentações no ano passado (Crédito: GettyImages)

Steven Patrick Morrissey, o Moz, nunca teve uma extensão vocal privilegiada. Mas compensou (e muito) com seu timbre inconfundível e interpretações cheias de personalidade, que bebem na fonte do iodelei e se equilibram ali entre o característico pedantismo britânico e uma atitude blasé tipicamente francesa.

O resultado de toda essa “alquimia” — duvido você ouvir uma música do Moz e não identificar o cantor logo nas primeiras palavras cantadas — é que o vocalista, nascido em Davyhulme, no noroeste da Inglaterra, há 59 anos, é um dos poucos artistas a ter músicas no “Top 10 de Vendas de Discos do Reino Unido” em três décadas diferentes.

Na estrada desde 1977, Morrissey é uma personagem interessantíssima. Boa parte de sua vida e carreira foram contadas no livro “Autobiografia”, lançado em 2013. O livro entrou na lista dos mais vendidos do Reino Unido, em número um, atingindo a marca das 35 mil cópias apenas na primeira semana.

Vegano ativista (quem lembra do álbum Meat Is Murder, o segundo dos Smiths, lançado em 1985?), celibatário, fã de punk rock, Oscar Wilde e figuras como James Dean, Alain Delon, Joe Dallesandro e Jean Marais. As letras de Morrissey — aparentemente deprimentes, mas muitas vezes cheias de humor mordaz — inspiraram toda uma nova geração indie britpop que surgiu na década de 1990.

Em 1986, quando o The Smiths se apresentou no programa de música britânica The Old Grey Whistle Test, Morrissey usou um aparelho auditivo falso para confortar um fã com deficiência auditiva que tinha vergonha de usar o dispositivo. Frequentemente, usava óculos de aro grosso fornecido pelo Serviço Nacional de Saúde. No palco, a presença de Morrissey com danças desajeitadas e flores chamavam a atenção. Era assim que encorajava jovens ‘tímidos e desajeitados’ a dançar mesmo não sabendo dançar. Isso transformou Morrissey num objeto de culto. Seus shows precisavam de cada vez mais seguranças devido ao número de pessoas que invadiam o palco para tocar no ídolo.

Trecho da Wikipedia

Mas a atual década não tem sido muito gentil com o popstar britânico. Há quatro anos, Morrissey deixou escapar ao jornal espanhol “El Mundo” que foi submetido a tratamentos contra câncer.

Em 2012, numa de suas cada vez mais raras entrevistas, afirmou ter envelhecido muito rapidamente nos últimos anos — hipertenso, reclamou que o remédio para controle de pressão afina seu cabelo “dramaticamente”. Nesse mesmo ano, Morrissey chegou a anunciar uma aposentadoria planejada para 2014.

Mas como ele mesmo deixa subentender na letra de Speedway, só a morte fechará sua adorável boca.

Histórico (quase bizarro) de cancelamentos

Morrissey já se apresentou no Brasil em três ocasiões: 2000, 2012 e 2015. Em 2013, a “perna” da turnê na América Latina foi totalmente cancelada. Incluindo a passagem que faria por aqui. Na ocasião, a produtora responsável (Time For Fun) divulgou nota informando apenas que o cancelamento se deu por “motivos pessoais” do britânico.

morrissey
O polêmico Morrissey

No ano passado, Morrissey cancelou sua apresentação em Paso Robles, na Califórnia, no último minuto — na verdade, o público já esperava há uma hora que ele subisse ao palco — porque estava sentindo muito frio.

Além de ser extremamente polêmico (a revista Rolling Stones montou uma galeria com os insultos do cantor e compositor britânico na sua versão online), Morrissey protagoniza um histórico de cancelamentos que é, no mínimo, absurdo. Rendeu um post que é constantemente atualizado, infelizmente, no site We Heart Music. Uma compilação de cancelamentos que cobre desde 1988 até os dias atuais.

So far: 289 datas canceladas ou adiadas.

Previsão de setlist para os shows do Morrissey em novembro

Este ano, Morrissey subiu 19 vezes em palcos. As setlist têm uma espinha dorsal formada por várias canções que compôs ao lado de Johnny Marr para os quatro discos de estúdio do The Smiths, entre 1982 e 1987.

Um levantamento simples no site Setlist.fm, que reúne 14 setlists dos shows de Morrissey em 2018 —, já dá uma ideia do que podemos esperar para as apresentações de novembro — se o Morrissey não cancelar, of course

Nos links, vídeos das apresentações deste ano. O topete não está mesmo mais lá essas coisa. Mas o gogó continua o mesmo!

  1. Jacky’s Only Happy When She’s Up on the Stage – 14 vezes
  2. Spent the Day in Bed – 13 vezes
    When You Open Your Legs – 13 vezes
  3. Who Will Protect Us From the Police? – 12 vezes
    The Bullfighter Dies – 12 vezes
    I Wish You Lonely – 12 vezes
    World Peace Is None of Your Business – 12 vezes
    Jack the Ripper – 12 vezes
    My Love, I’d Do Anything for You – 12 vezes
    Everyday Is Like Sunday – 12 vezes
    How Soon Is Now? – 12 vezes
    Hold On to Your Friends – 12 vezes
    There Is a Light That Never Goes Out – 12 vezes
    The Boy With The Thorn In His Side – 12 vezes
  4. Munich Air Disaster 1958 – 11 vezes
    Back on the Chain Gang (The Pretenders) – 11 vezes
    If You Don’t Like Me, Don’t Look at Me – 11 vezes
  5. I Bury the Living – 10 vezes
    Suedehead – 10 vezes
    Irish Blood, English Heart – 10 vezes
    Home Is a Question Mark 10 vezes
  6. You’ll Be Gone (Elvis Presley) – 8 vezes
    I Started Something I Couldn’t Finish – 8 vezes
    Cemetry Gates – 8 vezes
  7. First of the Gang to Die – 6 vezes
    Bigmouth Strikes Again – 6 vezes
  8. The Last of the Famous International Playboys – 5 vezes
    This Charming Man  – 5 vezes
    The Queen Is Dead – 5 vezes
  9. Speedway – 4  vezes
    Girlfriend in a coma – 4 vezes
    Shoplifters of the World Unite – 4 vezes
  10. Judy Is a Punk (Ramones) – 3 vezes
    Vicar In A Tutu – 3 vezes
  11. I’m Not Sorry – 2 vezes
    Frankly, Mr. Shankly  – 2 vezes
    I Know It’s Over – 2 vezes
    Never Had No One Ever – 2 vezes
  12. Alone Again (Naturally) (Gilbert O’Sullivan) – 1  vez
    Alma Matters – 1  vez
    Israel – 1  vez
    The Girl from Tel-Aviv Who Wouldn’t Kneel – 1  vez
    All You Need Is Me – 1  vez
    Glamorous Glue – 1  vez
    November Spawned a Monster – 1  vez

 

Dicas de Viagem – Escócia – Parte IV – Um roteiro dos TOP 10 imperdíveis na capital

Edinburgh Castle

A capital da Escócia é um sonho! Duvido que alguém conheça e não caia de amores. E não interessa se o céu está azul e o sol brilha, ou se é um dia tipicamente escocês, com chuva e muito, muito vento.

Edinburgh é uma cidade linda e cheia de programas maravilhosos para fazer.

Mas o que não dá para perder numa primeira visita?

Para facilitar a vida de quem tem pouco tempo e quer ver só o principal, selecionei dez atrações imperdíveis em Edinburgh. Como já estava prometido uns posts atrás

Tive a chance de apresentar a cidade para alguns amigos, que ficaram curiosos de eu tanto falar. Para eles, costumo dizer, sem medo de errar: a Escócia é dourada.

Edinburgh também!

Apesar de ser bem cosmopolita, é uma cidade pequena para os padrões brasileiros. E para quem já conhece Londres, por exemplo. O que é melhor ainda!

Então, a primeira dica para quem vai é: conheça a cidade a pé!

Com uma arquitetura basicamente vitoriana, a sensação é que as coisas não mudaram muito por ali com o passar dos séculos. É a capital escocesa desde 1492.

Dividida em Old Town e New Town, tem muitas de suas ruas principais ligadas por vielas, ladeiras e escadarias. Por isso, para ir de um lado para o outro, prepare as perninhas para trabalhar!

1 – Castelo de Edimburgo

Construído a 120 metros de altura do nível do mar, o Edinburgh Castle é onipresente. Onde quer que você esteja ali no centro da cidade, ele está te vigiando. A estrutura, que já sofreu várias transformações e reconstruções ao lono do tempo, guarda mais de 1.400 anos de história.

A cidade nasceu em torno no castelo. Isso lá pelo século IX. A Castle Rock, montanha onde a construção foi erguida, é, na verdade, um vulcão extinto que, estima-se, esteve em atividade há uns 340 milhões de anos.

Irado, não?

Visitar o castelo é atravessar toda a história do país e da cidade. Foi moradia preferida dos reis da Escócia até a união com a coroa inglesa, em 1603, e seus dangeons serviram de prisão para os jacobitas, um pouco mais de um século depois. Também teve papel estratégico importante durante a segunda grande guerra para o exército britânico.

Do alto do pátio está uma das mais belas vistas da cidade. No interior, as Joias da Coroa escocesa (Crown Jewels) e a Pedra do Destino (Stone of Destiny), a famosa rocha onde os monarcas eram coroados, levada para Londres e foi devolvida à Escócia em 1996.

Dica de ouro: programe-se para estar no castelo às 13h em ponto. De segunda a sábado, o One O’clock Gun, um canhão que fica no Mills Mount Battery, é acionado — proteja os ouvidos!

2 – Royal Mile

Robert Fergusson

É a rua mais turística e movimentada da cidade. Na verdade, a Royal Mile é uma sucessão de ruas que descem do Castelo até o Palácio de Holyroodhouse.

A extensão entre um e outro é de exatamente uma milha — ou seja, quase dois quilômetros de subidas e descidas cheias de atrações.

Desde os primórdios, foi a rua mais importante da cidade. E mantém seu status. Um status tão importante que estou pensando em fazer um post especial com cada uma das paradas que devem ser feitas ao longo da Royal Mile, para você não perder nem um centímetro desses quase dois quilômetros.

Na foto, a estátua do notável poeta escocês Robert Fergusson, em frente à Kirk of Canongate, construída entre 1688 e 1691, na Old Town.

3 – Palace of Holyroodhouse

Se o Edinburgh Castle era o preferido da realeza escocesa, o Palácio de Holyroodhouse é o favorito da realeza inglesa há gerações. É a residência oficial da Rainha Elizabeth II quando está no país. E está aberta a visitação, para quem tiver um tempinho sobrando.

É possível passear por vários ambientes do palácio em uma visita guiada. Mas apenas quando a família real não está na área. Incluindo a Galeria de Artes da Rainha, que por si só já vale o bilhete.

Mas não deixe de visitar as ruínas da Abadia, nos jardins do palácio, que data de 1128.

4 – Holyrood Park & Arthur’s Seat

Ruínas da St. Anthony’s Chapel

O parque fica bem ao lado do Palácio de Holyroodhouse, com o luxo de ter uma enorme montanha só pra ele. Outro vulcão extinto.

O monte é conhecido como Arthur’s Seat e tem algumas trilhas que levam ao seu topo. As vistas para a cidade são as mais arrasadoras da região. Quem assistiu a Trainspotting 2 vai identificar logo o local.

Trainspotting 2

São 251 metros de altura. Mas a subida é muito mais tranquila do que pode parecer a princípio. E vale muito à pena. A vista é realmente de tirar o fôlego (tanto quanto a subida!), e pode se ver quase toda cidade e muito dos seus arredores.

No parque, as atrações são algumas ruínas e lagos — como a St. Anthony’s Chapel, que data de 100 —, que dão fotos espetaculares para guardar pro resto da vida.

5 – Grassmarket

Last Drop Pub, na Grassmarket. Prisioneiros eram executados em frente ao pub

A praça não fica muito distante da Royal Mile. É cheia de restaurantes e pubs; um lugar bacana para sentar e beber e ver o tempo passar.

Uma informação macabra é que a praça já foi local de execução pública. O nome de alguns pubs por ali fazem referência ao fato e não me deixam mentir.

6 – National Museum of Scotland

É a casa da ovelha Dolly! Tá lá o primeiro clone “britânico” empalhada no museu, que a Dolly é escocesa. O acervo do museu é bem diversificado e vale uma visita.

A melhor parte é a que conta muito da cultura e história do país, mostrando tradições e inovações tecnológicas.

A entrada é gratuita!

7 – Princes Street, Rose Street e Princes Street Gardens

A Princes Street é passagem obrigatória para quem cruza da New Town para a Old Town e vice-versa.

É a rua mais comercial da cidade, tipo um shopping a céu aberto. Lojas famosas como a Jenners, a Galerie Lafayette escocesa, estão ali.

Na rua paralela, a Rose Street é um grande calçadão. Cheia de pubs e restaurantes charmosos, é perfeita para descansar das compras e curtir uma boa refeição.

Se de um lado a Princes Street tem lojas e magazines, do outro fica um belo parque. O Princes Street Gardens tem pequenos cafés para lanches rápidos e diversos banquinhos para descansar — olhe a plaquinha ao sentar!

Passear por ali é uma delícia, sempre com vista para o castelo. Se estiver na cidade durante a primavera, não deixe de procurar pelo Floral Clock. O relógio de flores é o mais antigo do mundo e marca as horas de verdade!

8 – Scott Monument

O monumento que fica na Princes Street é uma homenagem da cidade ao popular escritor escocês Sir Walter Scott.

Sua torre de 61 metros de altura oferece uma vista incrível do centro e do castelo.

Subir os 287 degraus é para os fortes, mas compensa!

9 – The Balmoral

Hotel de luxo em pleno centro da cidade. Pode não ser pro seu bico, mas vale foto, especialmente ao anoitecer, quando seus contornos de arquitetura vitoriana ficam iluminados.

A construção data de 1895, resultado de uma competição financiada pela Scottish Railway para dar um up no turismo local. Do gaélico, The Balmoral significa morada majestosa. Em 1991, depois de ter sido trocado de dono, o hotel foi reinaugurado com presença de ninguém menos que Sir Sean Connery.

Em fevereiro de 2007, J.K. Rowling se trancou no quarto 230 para terminar a saga Harry Potter. Anos mais tarde, a escritora escocesa retornou ao mesmo quarto para ser entrevistada por Oprah.

10 – Calton Hill

Outra das montanhas bem no centro da cidade. A Calton Hill fica na New Town. O acesso é bem fácil, com subida pouco íngreme e com o caminho de pedras.

Para encontrar o acesso, é só seguir pela Regent Road e logo chega lá. O lugar também oferece um linda vista panorâmica da cidade e arredores. Do alto, pode-se ver o Arthur’s Seat e o porto de Leith, além de Portobello Beach.

Alguns dos monumentos mais famosos da cidade, como Dugald Stewart Monument, Nelson Monument e o National Monument, estão no alto do Calton, onde também acontece, tradicionalmente, a festa pagã de Beltane.

Texto de Débora Thomé

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Escócia I

Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

Dicas de Viagem – Escócia – Parte III – Afinal, o que não pode ser deixado de fora?

Outros posts sobre viagens e turismo

Dicas de Viagem – Escócia – Parte III – Afinal, o que não pode ser deixado de fora?

Mel Gibson – Braveheart

Conversei com o chefe feroli e a culpa de ainda não ser desta vez que exibirei meus dotes geométricos é dele. Blame on him!

Mas é verdade; além das considerações acerca de clima e etc., que abordei no post anterior, tem mais coisa para levar em conta na hora de montar o seu roteiro de viagem para a Escócia.

Vamos a elas, então — e deixemos o trabalho mastigado para o fim; a cereja do bolo.

Até aqui concordamos que o mês campeão para viajar para a Escócia é maio (ou não; é com você) e que o ideal é reservar um mínimo de dez dias para ter uma experiência realmente válida nessa trip (embora eu tenha feito justamente o contrário na minha primeira vez).

É preciso destacar uma outra possibilidade, a de montar um roteiro temático — ilhas, castelos, Outlander, Harry Potter, etílico — coisa bem modinha. Basta escolher o que pretende fazer e arregaçar as mangas na pesquisa. Prefiro seguir meus instintos e conhecer o que vai me chamando mais atenção, em vez de afunilar opções desse jeito.

Mas vamos pensar no que não pode faltar nesse itinerário. Pablo, uma nota:

EDINBURGH

Conhecer a capital escocesa deve ser a sua primeira opção. Sempre. Se você não conhece nada da Escócia nem nunca pisou no país, comece por Edinburgh. Caso tenha apenas quatro ou cinco dias para passear em solo escocês, escolha Edinburgh. Ou, até, se dispõe de 15, 20 dias para perambular pelo território, o ponto de partida precisa ser Edinburgo.

Mas e se você conhece Edinburgh e já passou alguns dias na cidade alguma vez na vida?

Edinburgh é um lugar que tem uma magia pairando no ar. O guia da tour Dark Edinburgh, que fiz em 2016, garante que é karma esse negócio, e que nem sempre é bom. Achei marketing dele.

E tem uma penca de filmes sendo rodados no país e, mais especificamente, na cidade.

Trainspotting 1 e 2, Sunshine on Leith, Cova rasa, Filth, Carruagens de fogo, Um dia e, mais recentemente, Avengers – Guerra Infinita, que entra em cartaz no próximo dia 26.

Para além da capital

Tá certo, todo mundo quer ouvir gaitas de foles, ver homens de saias, conhecer castelos medievais e beber umas boas doses de whisky. Só que a Escócia vai muito, mas muito além disso daí.

Montanhas nevadas, campos, vales, cachoeiras, castelos, cenários de cinema, penhascos paradisíacos, sítios arqueológicos, aurora boreal, animais exóticos, praias de “dar surra no Caribe”. Tem tudo isso e muito mais para se ver na Escócia.

O país, embora pequeno, é dividido em nove regiões:

– Edingurh and the Lothians
– Southern Scotland
– Glasgow and the Clyde
– Central Scotland
– Argyll & Bute
– Northeast Scotland
– The Highlands
– Skye an Western Isles
– Orkney and Shetland

Repito: a escolha é sua. Tem que ser sua. Só estou por aqui para dar aquele famoso empurrãozinho e te guiar com uma mão amiga.Portanto, confira no resumo a seguir alguns dos detaques/o que fazer/ver de cada uma das nove regiões de ‘Bonnie Scotland’. O que pode te facilitar muito a vida! De nada!

1 – Edingurh and the Lothians

O canhão original dos disparos, hoje substituído por um armamento mais moderno

Embro, para os mais íntimos, é a capital escocesa desde 1492. A cidade cresceu à margem do Firth of Forth, ainda no século IX — uma região bastante acidentada (leia-se: vai precisar do joelho em dia para perambular pelos altos e baixos e muitas, muitas escadarias do local) com direito até a um vulcão adormecido, onde foi erguido o famoso e onipresente castelo.

Tem muito a se fazer na Auld Reekie (“velha fedorenta”), como costumavam chamá-la no século XVIII. Mas se você dispuser de pouco tempo, escolha sair do e subir a Royal Mile até o Edinburgh Castle para uma visita — vai ter post especial com roteiro para a cidade, mais à frente, onde eu detalho o que observar nesse 1,6 km de ruas.

Dica de ouro: ajuste seu pace para cobrir toda a milha a tempo de estar a postos no castelo antes das 13h. Assim dá para assistir ao tradicional disparo de canhão da Mill’s Mount Battery, que fica na face norte do cartão postal da cidade, realizado há mais de um século e meio. O One O’Clock Gun só não acontece aos domingo. E é impreterivelmente às 13h. Afinal, britânicos, né gente.

2 – Southern Scotland

Rosslyn Chapel, famosa pela ‘ponta’ nas franquias de Dan Brown

Uma parte da Escócia que pouco ou quase nada conheço. Repleta de abadias e castelos, a região fez filhos pródigos como Robert Burns, o famoso bardo escocês, e Sir Walter Scott, também escritor e poeta de fama mundial. Guarda recantos medievais, como a Rosslyn Chapel (basicamente tudo o que conheci da área), muita arquitetura renascentista.

 

Fundada em 1451, a Universidade de Glasgow é uma atração pela sua arquitetura

3 – Glasgow and the Clyde

Maior cidade do país e a mais populosa do Reino Unido fora da Inglaterra, Glasgow (ou Glesga, como eles pronunciam por lá), acaba subestimada se comparada com a capital Edinburgh. Mas não se engane, tem muita riqueza por lá. Não à toa, o lema da cidade é “Let Glasgow flourish”.

Traduzido do gaélico, Glasgow significa “vale verde”. Mas há tempos que a cidade transpira progresso e tendências. De um centro mercantil de grande importância no século XVI ao terceiro maior centro de comércio do Reino Unido, a cidade vem acompanhando as mudanças e o crescimento econômico mundial através dos séculos.

Berço de feras do rock como Mark Knopfler (Dire Straits) e os irmãos Angus e Malcolm Young (AC/DC), a cidade respira cultura — seu patrono é St. Mungo, também patrono da cultura e das artes. Está em Gesga um dos museus mais legais que já tive a oportunidade de visitar, o Kelvingrove Art Gallery and Museum, que fica no coração da ebulição noturna e cultural da cidade, entre o West End, a Universidade de Glasgow e o River Clyde — onde estão localizados vários pubs e galerias de artes e ciências.

Em tempo: embora pareça estranho, não deixe de visitar o cemitério da cidade, o Necropolis; tão legal quanto o Père-Lachaise, em Paris.

4 – Central Scotland

A vista do Castelo de Stirling para o Wallace Monnument

– Stirling
– Falkirk
– The Kelpies
– St. Andrews
– Doune Castle
– Trossaschs National Park
– Loch Lomond
– Battle of Bannockburn Centre

Prato cheio para quem é fã de Braveheart, William Wallace e toda essa fase histórica de heróis e vitórias do país.

 

Vista aérea de Oban, uma das pequenas grandes cidades mais legais que já vi na vida

5 – Argyll & Bute

É uma das regiões mais antigas da Escócia, a oeste do país. Há duas informações importantíssimas sobre a área: tem o pôr-do-sol mais bonito que presenciei na Escócia e reúne uma enorme quantidade de destilarias de whisky do país — alguns dos melhores, inclusive.

Por enquanto, além de Oban, apenas conheci Mull. Mas Islay e Jura estão na lista para as próximas passagens por lá.

Não deixe de passar pela menor maior destilaria escocesa, bem no centro de Oban, saboreie o melhor fish&chips de todo o Reino Unido (ou não, né) em uma barraquinha ao lado da entrada da estação de ferry-boat, e faça sua viagem a Mull para conhecer o castelo da família de Sean Connery e então siga até Kintyre para pisar na mesma areia da praia onde foi gravado o clipe da música dos Wings que leva o nome do lugar.

6 – Northeast Scotland

Na peça de Shakespeare, Macbeth residia neste castelo, vai saber…

A região banhada pelo Mar do Norte. A má notícia é que trago pouca informação de lá.

Nunca fui, pouco pesquisei a respeito. Há rumores de que a região guarda impressionantes sítios arqueológicos, remanescentes dos Pictish, povo que habitava a região desde, bem… sempre.

Parece que ganharam esse nome pelo hábito de se tatuarem.

Vale a visita por essas curiosidades e para visitar o Glamis Castle, lar de veraneio da Rainha Vitória em Aberdeenshire. Desculpem, mas é só.

7 – The Highlands

O Culloden Battefield, perto de Inverness, onde os clãs escoceses foram dizimados, em 1746

Sem dúvida, a região que mais atrai turistas. E a culpa é de um único escocês famoso: o monstro do lago Ness. Mas tem muito, muito mis para ser conferido por lá.

Tem para ver:

– Inverness
– Culloden
– Fort William e Mallaig (entre essas duas cidades, sugiro pegar o trem do Harry Potter, é verdade, o trem do Harry Potter!!!)
– The Cairngorms
– Ben Nevis (a montanha mais alta de todo o Reino Unido)
– Glen Coe, Ullapool
– Kyle of Lochalsh
– John O’Groats

8 – Skye an Western Isles

Neist Point, o lugar mais DUCA onde já pisei

As raivosas correntes do Atlântico que açoitam a costa oeste do país não poderiam ter feito um trabalho artístico mais perfeito na natureza. A Ilha de Skye é totalmente formada por penhascos cobertos de acidentes geológicos absurdamente espetaculares. Para completar, o tom profundo do azul do mar se confunde com o do céu e engolem, ambos o horizonte.

Ali, naquele pedacinho de lugar, mora a mais fiel definição para a palavra INFINITO.

Se vocês querem ter orgasmos visuais e perseguir paisagens de tirar o fôlego, Skye, senhoras e senhores, é o lugar a visitar.

E palavras mais, não tenho para descrever.

9 – Orkney and Shetland

Reprodução da internet das Callanish Standing Stones, em Orkney

São as duas ilhas mais distantes da costa escocesa, no extremo norte do país. Ainda não conheço, mas já estão na lista.

Principalmente Orkney, onde se pode ver tesouros da Era da Pedra em sítios arqueológicos absurdamente bem conservados, como Skara Brae e as Callanish Stand Stones, que bota Stonehenge no chi-ne-lo.

Estou trabalhando, embora lentamente, num itinerário que inclua, pelo menos, Orkney. Mantenho vocês informados.

Nota do editor: Embora já tenha sido abordado no post anterior, lembro que todos devem evitar viagens no fim do outono e no inverno. Mesmo uma criatura dotada de generosa camada de tecido adiposo vai sentir muito frio por lá.

Texto de Débora Thomé

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Escócia I

Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

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Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

Letreiro no aeroporto de Edingurgh, perto do ponto dos ‘tram’, como eles chamam o VLT

Existe uma corrente de nômades-mochileiros-viajantes-das-galáxias que defende a elaboração de roteiros geométricos. O objetivo, dizem, é economizar tempo, dinheiro e energia. Dá um trabalho do cacete fazer isso. Principalmente se você é libriano raiz, que fica totalmente perdido quando é obrigado a escolher entre tantas opções.

Aconteceu comigo. E foi uma morte horrível.

O lado bom é que agora tenho vários roteiros prontos, coisa de deixar o velho Euclides, pai da geometria, superorgulhoso!

Nos nossos próximos encontros por aqui explicarei como fazer um bom roteiro pela Escócia. E prometo mostrar minha experiência geométrica. Agora vamos falar de uns outros detalhes importantes. Tipo: qual é a melhor época do ano para visitar a Escócia? Eu poderia responder, simplesmente: TODAS.

Mas aí acabariam o post e a expectativa. Sendo assim, precisamos considerar alguns aspectos de calendário. E do mapa mundi também.

A Escócia fica ao norte do Reino Unido. Tem ilhas que pertencem ao país que estão até mais para a Noruega do que propriamente para a Escócia. E, vamos combinar, se a Inglaterra já tem fama de ser um lugar frio e chuvoso, imagina a Escócia, né. Por lá eles dizem que o país tem duas estações do ano: inverno e julho.

Já dá pra perceber que não é recomendável programar a viagem, especialmente se for a primeira visita, para os meses que correspondem ao inverno no hemisfério norte. Deixa pra fazer isso quando você estiver mais “corajoso”. Bem mais. Daí você fica de olho num troço chamado Hogmanay, o réveillon escocês, uma festa que dura TRÊS DIAS, companheiros, TRÊS! Com direito a banho no gelado Mar do Norte logo ao amanhecer.

Por outro lado, não acredito que seja uma boa ideia programar a estada para o verão deles, em julho/agosto. Até porque, como dizem por lá, o verão na Escócia dura apenas um dia.

Brincadeiras à parte, é bom ressaltar que em julho e agosto os europeus estão viajando. E os americanos também. E os japoneses (e esses são incrivelmente muitos). As cidades estão mais cheias, as atrações a serem visitadas são disputadas palmo a palmo e fica tudo mais caro. Muito mais caro. Sem falar na dificuldade de encontrar vagas em hotéis, que passam a ter diárias com valores exorbitantes, principalmente na capital escocesa, Edinburgh, que já não é um lugar barato. Mas não dá pra deixar fora da mira.

Outro aspecto negativo desses meses, que são o auge do verão, é que a Escócia fica mais verde. E a Escócia não pode ser vista tão verde, seria um absurdo; porque verde é a Irlanda.

A Escócia é dourada…

Kilt Rock, em Isle of Skye, nas Highlands

E é preciso conhecê-la na plenitude de seu tom mais belo sim. Portanto, esqueçam a fase de festas — Fringe, Military Tattoo e Highland Games — e optem por marcar viagem para o país na primavera ou no outono. A boa notícia é que nessa ocasiões os valores das passagens de avião estão sempre com valores mais agradáveis.

Por coincidência ou não, mesmo com o meu aniversário em outubro, nunca passei a data no “meu” país. Sempre opto por viajar na primavera. E em maio. Isso porque além da estação do ano, tenho levado em consideração outos tipos de calendário: o de corridas (esse eu explico em um papo bem mais reto, bem mais adiante) e a RODA DO ANO.

A melhor coisa que fiz na minha última viagem à Escócia foi levar em consideração o calendário pagão, que ainda é celebrado em várias partes do Reino Unido. Por isso, de olho nos Sabbats, defini, inicialmente, dois meses como preferidos: maio, mês de Beltane, comemorado no dia 1º, e outubro, mês de Samhain (pronucia “sôu-en”), a festa das bruxas, no dia 31.

Acabei indo em maio, e a experiência, amigos, de assistir ao Beltane em Edinburgh, num frio de 10 graus e sensação térmica em torno de 5 graus, no alto da Calton Hill, ainda não consegui explicar com palavras. Só “ibagens”.

Portanto, para responder, de verdade, à pergunta-título do post: maio vence. Tem corrida (maratonas e meias de Edinburgh e de Stirling), tem festa pagã, temfestival de whisky; também há mais dias ensolarados, os animais (na maioria, cavalos, ovelhas e as famosas hairy-coo) ficam soltos nos campos, as bluebells, marchairs e primroses já desabrocharam e o o clima está mais seco (embora possa mudar enlouquecidamente em uma única tarde, várias e várias vezes).

Mas, mesmo enfrentado vento e chuva (não tem como escapar; dizem que é isso em qualquer época do ano), você consegue se livrar dos “blood-sucking beasties”, como o povo se refere aos mosquitos por lá.

Resumindo, então. Fatores para pesar na definição do mês da viagem (aconselho passear por lá por, no mínimo, no mínimo, dez dias):

– Suas férias
– Tolerância do frio
– Tolerância a grandes grupos de turistas
– Poder aquisitivo
– Tempo de planejamento

Como no próximo post já prometi exibir meus dotes geométricos (pode chamar assim?), esses dois últimos ítens dessa listinha acima abordaremos logo em seguida. Mesmo que eu acredite que poder aquisitivo vai de cada um, correto?

Até a próxima!

Texto de Débora Thomé

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Dicas de Viagem – Escócia I

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Dicas de Viagem – Escócia I

Scots Wha Hae!

O amigo Feroli ousou, mais uma vez, abrir espaço para minhas sandices em seu blog. Desta vez, o convite é para falar de viagens, outra coisa que gosto pouco, além de shows e café. O problema é que tenho uma –fixação incontrolável– especialidade no quesito trip: Scotland.

Já nem lembro mais quando comecei a responder “Escócia”, sem piscar, quando perguntada sobre um lugar que sonhava conhecer. Data de antes de eu descobrir que os vocalistas das minhas bandas favoritas na adolescência eram escoceses. Ou que meu 007 preferido usava kilt. E ainda antes de Highlander, Rob Roy e Braveheart e muito, mas muito antes de… Valente 😬.

Descobri que começou assistindo aos MacGregor na sessão faroeste na extinta TVS.

O sonho de conhecer a Escócia foi realizado em 2010, numa Eurotrip, quando passei apenas quatro dias no país e achei que era a pessoa mais feliz do mundo.

Mas foi uma enganação do cacete aquilo.

Explico.

Hoje em dia ainda há pouca informação precisa na internet a respeito de viagens à Escócia. Imagina em 2010. Fui tateando no escuro. Noves fora, deu tudo certo.

Mas só conhecer a capital, Edinburgh, com um bate-volta até as “highlands” — peguei um busão na cidade e só fui até Fort Augustus e achei que estava abafando —, era um grão de areia na praia escocesa. E eu descobriria isso durante a ressaca que bate depois que voltamos duma viagem dessas.

Só na volta comecei a pesquisar de verdade sobre o país, porque voltei com um arrependimento enorme de só ter ficado lá por quatro dias. Comecei a procurar filmes ambientados (ou que falassem sobre) na Escócia. Pesquisei fatos históricos, personagens, música, folclore e aprendi alguns termos e frases em socottish english, glesga slang e até gaélico escocês!

Achar que lá é a terra do whisky, do kilt e da gaita de foles é pensar muito pequeno.

Televisão, telefone, radar, bicicleta, pneu, geladeira, papel higiênico, fotografia colorida, Sherlock Holmes, Peter Pan, clonagem (a Dolly é escocesa), Bóson de Higgs, Adam Smith (motor a vapor), David Hume (pai do iluminismo), James Watt (pai da economia), ultra-som, anestesia geral, insulina, penincilina. Tudo coisa de escocês.

Até a “Valsa da despedida”, amores, veio da Escócia, lidem!

Já deixei você com vontade de conhecer o país? Então acompanhe o Blog do Feroli, que vamos contribuir com uma série de posts ajudando a preparar sua viagem e apontando os cantos imperdíveis e coisas que você deve fazer de qualquer jeito para ter uma experiência maravilhosa no pequeno e bravo país chamado Escócia.

Na próxima participação darei dicas sobre a melhor época para visitar a Escócia e como planejar um roteiro épico (e básico) ao país.

Slàinte mhath!

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Programação

Dicas de Viagem – Orçamento

Dicas de Viagem – Transporte

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