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Elton John inicia mais uma turnê de despedida

A Farewell Yellow Brick Road teve seu início no sábado (8) em Allentown, na Pennsylvania. Turnê de Elton John terá mais de 300 shows e vai durar três anos

Sir Elton John é um veterano com muitos prêmios na prateleira e uma carreira recheada de clássicos. Foi o rei das paradas na década de 70 e manteve-se ativo e relevante por quase cinco décadas. Agora, parece que, aos 71 anos, ele vai mesmo pendurar as chuteiras.

— Gostaria de agradecer do fundo do meu coração por tudo o que vocês me deram nesses últimos 50 anos. Tenho a mais bela família de todas e eu realmente preciso passar mais tempo com eles. Eu sei que vocês vão entender isso, já que a maioria de vocês tem seus próprios filhos. Eu só quero que vocês saibam a razão pela qual estou fazendo essa turnê —explicou Elton durante o show.

Veja a primeira imagem de RocketMan, filme que vai contar a trajetória de Elton

Três anos de despedida

Anunciada em janeiro, a Farewell Yellow Brick Road está programada para ter mais de 300 datas, com shows em todos os continentes e duração de três anos. O Brasil vai estar no roteiro (embora ainda sem data definida) e podemos esperar mais uma inclusão de Skyline Pigeon no repertório.

Clássicos e números menos conhecidos

Acompanhado de um grupo formado por craques — alguns deles fazendo parte das bandas do músico desde 1968 e início dos anos 70 — Elton fez o que se espera dele: desfilou grande parte de seus sucessos e pinçou algumas obscuridades (veja o setlist no fim do texto).

Um show que reúne Ray Cooper, Dave Johnstone e Nilgel Olson no mesmo palco, não pode dar errado. Uma apresentação onde são interpretados números como Tiny Dancer, Someone Saved My Life Tonight, Don’t Let The Sun Go Down On Me e Your Song, só pode deixar o público extasiado.

Agora é esperar que o Rocket Man aterrisse no Brasil.

O setlist

Bennie and the Jets
All the Girls Love Alice
I Guess That’s Why They Call It the Blues
Border Song
Tiny Dancer
Philadelphia Freedom
Indian Sunset
Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long, Long Time)
Take Me to the Pilot
Someone Saved My Life Tonight
Levon
Candle in the Wind

Intervalo

Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding
Burn Down the Mission
Believe
Daniel
Sad Songs (Say So Much)
Don’t Let the Sun Go Down on Me
The Bitch Is Back
I’m Still Standing
Crocodile Rock
Saturday Night’s Alright for Fighting

Bis

Your Song
Goodbye Yellow Brick Road

Silvio Caldas inglês?

Reginald Kenneth Dwight nunca foi uma pessoa fácil. Seus chiliques são famosos e, assim como o nosso Silvio Caldas, seus anúncios de despedida dos palcos não foram poucos.

Abaixo alguns das mais famosas histórias de despedida de Elton John.

1977 (Wembley Stadium)

O primeiro dos anúncios de despedida aconteceu em novembro de 1977, antes de tocar (apropriadamente) Sorry Seems to be the Hardest World. A ideia não durou muito e dois anos depois ele já estava de volta aos estúdios e aos palcos.

1984 — turnê do disco Breaking Hearts

Drogas e uma extensa turnê parecem ter, novamente, esgotado o músico. Depois problemas em vários shows — teve de receber oxigênio durante uma apresentação no Madison Square Garden — Elton decidiu que esta seria a sua “última grande turnê e rock and roll”.

No entanto, um ano depois, Elton estava firme e forte nos palcos do mundo para promover seu álbum Ice on Fire.

2010 — em entrevista a revista GQ

Elton disse que, aos 63 anos, estava se sentindo velho e que não podia mais concorrer com os astros mais jovens.

— Eu não consigo mais escrever canções pop. Eu não posso mais sentar e fazer uma verdadeira canção de rock — disse.

Bem, em 2013, lá estava ele novamente na estrada para promover o disco The Diving Board, passando inclusive pelo Brasil (em 2014). Leia a crítica aqui.

2014 — no Festival de Carcassone, na França

No dia 15 de julho de 2014, durante a sua apresentação no Festival de Carcassone, na França, Elton disparou: “nada mais de shows, nada mais de música, nada mais de canções”.

Porém, apenas um dia depois, o músico disse ao tabloide The Mirror que “estava brincando” (e estava).

Será que essa será mesmo a sua última turnê?

Fotos: Ben Gibson

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Mônica Salmaso – Tributo a Wilson Baptista – 25/8

Cantora estreou no Rio a versão estendida do Tributo a Wilson Baptista, show que confirma a excelência na escolha dos seus projetos

Mônica Salmaso é, provavelmente, a dona da mais bela voz do Brasil, e Wilson Baptista (3 de julho de 1913 – 7 de julho de 1968) é um compositor com uma das mais ricas obras do samba. Embora muita gente, como é comum na falta de memória que aflige o país, não ligue o nome às composições. A junção do talento dos dois criou um espetáculo imperdível: Tributo a Wilson Baptista.

A apresentação deste sábado (25/8) no Teatro Rival, no Centro do Rio de Janeiro, serviu não só para celebrar as canções de Baptista como para apresentá-las ao público mais jovem.

Elegância acima de tudo

Obras-primas como Acertei no Milhar, Boca de Siri e Lá Vem a Mangueira, só para citar algumas, ganharam leituras delicadas e elegantes. Como tudo tocado por Salmaso.

Acompanhada de Paulo Aragão (violão), Luca Raele (clarinete) e Teco Cardoso (saxofone e flauta), a cantora trouxe para o seu universo a obra de Baptista, sem desfigurar a essência de nenhuma das canções.

Outro destaque da noite foi a indisfarçável alegria da intérprete com o roteiro do espetáculo, o público presente, os arranjos das canções e a história de Wilson Baptista.

— Gostaria de ressaltar a minha felicidade com o público que foi ao show. Fomos muito bem acolhidos, isso foi muito especial pra gente! Voltei pra casa muito feliz! De verdade! — agradeceu por e-mail uma supersimpática Mônica Salmaso.

Histórias deliciosas

Além dos belíssimos sambas pinçados das mais de 600 composições de Baptista, Mônica Salmaso costurou o roteiro com deliciosas histórias tiradas da biografia Wilson Batista – O samba foi sua glória!, escrita por Rodrigo Alzuguir e lançada em 2014.

Os causos contados entre as músicas serviram como deliciosos links para contextualizar o momento histórico das composições.

Além disso, histórias onde os personagens são figuras do calibre de Moreira da Silva, Ataulfo Alves e Noel Rosa (com quem Baptista teve uma rixa histórica e que rendeu vários clássicos), jamais serão desinteressantes.

As histórias, vale o registro, dão chance de vermos uma Mônica Salmaso descontraída e engraçada como poucas vezes.

— Este projeto tem o diferencial de ser contextualizado na história do Wilson Baptista e por isso ter mais falas. O que me tira um pouco da minha zona de conforto, por um lado. Mas ao mesmo tempo ajuda no aproveitamento da escuta das canções — explicou a intérprete.

Respeito do público

O envolvimento dos músicos e da cantora criaram um clima mágico que se irradiou por todo o Teatro Rival. A plateia, durante praticamente todo o show, se manteve com uma atitude de reverência. Difícil descobrir se para o espetáculo, as canções de Baptista ou o conjunto da obra.

Os longos aplausos, a atenção ao ouvir as histórias sobre as canções apresentadas e o silêncio poderoso que permitia ouvir cada nota e cada nuance dos sons vindos do palco mostraram que o poder da (boa) música, como repito sempre, é atemporal.

— Agora estamos entrando na fase de arredondar o show. Tirar excessos (principalmente nas falas). Gosto dessa ordem e do repertório. Sinto que o show está bem amarrado — explicou Mônica.

Planos

Lançar um CD ou DVD do projeto são possibilidades não descartadas pela artista.

— Pensamos em gravar e fazer um material pra exibição em TV ou vídeos em capítulos para a internet… Mas são ideias que começaram agora. O que eu quero mesmo é fazer este show mais vezes — disse a cantora.

Quem puder assistir a uma apresentação desse show não deve deixar a oportunidade passar. Ou vai se arrepender.

Show

Mônica Salmaso – Tributo a Wilson Baptista – Teatro Rival Petrobras – 25/8

Cotação: *****

Fotos: Jo Nunes e Divulgação
Vídeos: Jo Nunes — Oh! Seu Oscar, A Mulher do Seu Oscar, Acertei no Milhar e Meu Mundo é Hoje (Eu Sou Assim).

Eliana Pittman faz show em Niterói nesta quarta

Com o espetáculo ´Minhas novas influências’, Eliana Pittman se apresenta na série Show das 4, no Teatro da UFF

A veterana cantora Eliana Pittman – 72 anos de idade e 56 de carreira – vai até Niterói apresentar o repertório do seu mais recente CD (Minhas Novas Influências), como parte da série Show das 4, promovida pelo Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Acompanhada dos músicos Dudú Vianna (teclados), Jimmy Santacruz (baixo) e César Machado (bateria), a cantora interpreta canções dos maiores compositores do país como Milton Nascimento (Travessia), Ari Barroso (Aquarela do Brasil e Isso aqui o que é), Pixinguinha (Carinhoso), Luiz Gonzaga (Qui nem jiló), Cazuza (Codinome Beija-flor), Tom Jobim e Vinicius de Moraes (Chega de saudade, Garota de Ipanema e Eu sei que vou te amar), Adoniran Barbosa (Trem das onze), Marcos e Paulo Sérgio Valle (Viola enluarada), Edu Lobo (Ponteio), João Nogueira (Esse mar é meu), entre outros.

Serviço:

Série Show das 4 – Eliana Pittman – ‘Minhas novas influências’

Data: 4 de julho (quarta-feira)
Horário: 16h
Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Preço: R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia para maiores de 60 anos, professores e servidores da UFF e estudantes)

João Roberto Kelly comemora seus 80 anos e lança marchinha para a Copa

Aniversário será comemorado com dois shows no Rio de Janeiro

João Roberto Kelly, o Rei das Marchinhas comemorará seus 80 anos, em dois shows que lançarão sua mais recente marchinha para essa Copa do Mundo, em homenagem ao jogador Neymar e o técnico Tite.

No dia 24, dia de São João e seu aniversário, o show será na Sala Municipal Baden Powell, em Copacabana, e terá as participações dos cantores e compositores Neguinho da Beija Flor que ganhou apelido em seu programa na antiga TV Tupi, “Rio Que Dá Samba”, onde Kelly foi o apresentador, e Eduardo Dussek, que gravou algumas marchinhas dele, durante sua carreira. Já no dia 29, dia de São Pedro, a festa será na segunda casa do ‘Rei das Marchinhas’, a Sede do Cordão da Bola Preta, na Lapa e contará com as participações do cantor Makley Matos e da Banda do Cordão da Bola Preta.

Marchinha da Copa

Já encomendei meu sorriso
Dessa vez não vale chorar
Quero ver o mundo gritando
Neymar, Neymar, Neymar

A galera tá ligada
Um novo tempo surgiu
Sonhei com o Tite vibrando
Em cada gol do Brasil

Lançada no final de março, a composição traz palavras de incentivo à Seleção e foi planejada para conquistar a torcida em todo o Brasil. “Marchinha da Copa” já está disponível no Youtube e conta com a participação do próprio compositor:

Segundo Kelly, as marchinhas carnavalescas resistiram ao tempo por não serem datadas. “Alô, Alô, Gilmar”, seu trabalho mais recente envolvendo essa data, não trazia nenhuma referência à festa e, apesar da crítica, não foge da ironia considerada por ele necessária neste gênero. “Tem que ter uma pimentinha”, sugere. Por este motivo, critica o politicamente correto, o que, em sua visão, caminha para o exagero. Ainda assim, destaca que nem os blocos temáticos ignoram esses trabalhos: “Acho que carnaval é para todo mundo. No meio das músicas, sempre tocam marchinhas. Dou a maior força!”, elogia, dizendo ser fã desse tipo de desfile.

Nos shows, além das participações especiais já anunciadas acima, estarão ao lado do João Roberto Kelly que tocará seu piano eletrico, os cantores Gilson Bongil e Manu Santos e os músicos Adilson Werneck (bateria) e Claudio Mateus (contrabaixo).

Certamente sucessos como “A Cabeleira do Zezé” (a primeira do compositor, que estourou em 1964 e segue até hoje como uma das mais executadas nos blocos e bailes de clubes de todo o país); “Mulata Iê-Iê-Iê” , mais conhecida como “Mulata Bossa Nova” (composta em homenagem a 1a mulata a vencer o “Concurso Miss Guanabara de 1965, a Vera Lucia Couto), “Colombina”, “Joga a Chave, Meu Amor”; “Mormaço”, “Rancho da Praça Onze”, ”Paz e Amor”, “Israel”, “Boato”, “Dança do Bole Bole”, “Samba do Teleco – Teco”, na década de 1980, os sucessos “Maria Sapatão”, “Esse Menino é Gay” e “Bota a Camisinha”, lançadas pelo Chacrinha, além das mais atuais “Marcha do Barak OBama”, “Marchinha do Xixi”, “Marchinha do Porcalhão” e a mais atual, “Onde está o Meu Dinheiro” entre tantas outras serão lembradas pelo compositor João Roberto Kelly.

Campeão do Carnaval

Kelly é líder absoluto há mais de 10 anos do ranking do Ecad dos autores com maior rendimento no carnaval.

Serviço

João Roberto Kelly: 80 ANOS

Dia 24 de Junho 2018 – Domingo 19h.
Participações especiais de Eduardo Dussek e Neguinho da Beija Flor
Local: Sala Municipal Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana 360 – Copacabana)
Ingresso: R$ 70,00 / R$ 35,00 (moradores de Copacabana, estudantes, jovens até 21 anos e acima de 60 anos, passageiros do MetroRio e Assinantes de O Globo)

Dia 29 Junho 2018 – Sexta Feira a partir das 19h.
Participação especial do cantor Makley Matos e a Banda do Cordão da Bola Preta.
Local: Sede do Cordão da Bola Preta (Rua da Relação 03 – esquina com a Rua do Lavradio – Centro – Reservas pelo tel. 21- 2240-8049)
Ingresso: R$ 35,00 (preço único com direito a mesa)

Eduardo Dussek esbanja humor e ritmo – Niterói – 13/6/18

Cantor encantou a plateia no Teatro da UFF

O Tao de Dussek é PH*dd*! O ator/compositor/cantor entrega sempre um caminhão de alegria para suas plateias e não foi diferente na última quarta-feira (13), na sua apresentação no Show das 4, projeto que leva grandes nomes ao Teatro da UFF, em Niterói, sempre às 16h.

Comemorando 40 anos de carreira (completados ano passado) e com uma carreira musical que abrange vários ritmos e tendências – nada de sertanejo ou pagode, deixo claro -, Eduardo Dussek continua em forma musicalmente e no humor afiado, mesmo lutando há mais de uma década contra o mal de Parkinson.

 

Fazendo um show sem roteiro e escolhendo as canções de acordo com o seu humor (e o do público), Dussek ainda é uma usina de força. Para o pessoal mais jovem, ele desfila marchinhas e sucessos autorais que muitos nem devem conhecer ou saber que são de sua autoria – Seu tipo (gravada por Ney Matogrosso), por exemplo. Para os mais velhos, recorda pérolas como Nostradamus, Cabelos Negros e Barrados no Baile.

A comemoração segue dia 20 com uma apresentação no Teatro Riachuelo, no centro do Rio, que vai contar com a participação especial de Silvia Machete.

Fotos e vídeo: Jo Nunes