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Depois de Phil Collins, Steve Hackett

A música do Genesis parece ter sua mira apontada mesmo para o Brasil. Depois da passagem de Phil Collins pelo país, agora é a vez do guitarrista Steve Hackett desembarcar por aqui. No Rio, Hackett se apresenta no Vivo Rio, no dia 23, e o F(r)ases da Vida estará lá para conferir e dizer como foi o show.

A promessa é de que o show englobe canções de toda a carreira de Hackett, incluindo Genesis e o supergrupo GTR, que formou com Steve Howe, nos anos 80.

Serviço

Datas: 23/03/2018 – Sexta-feira
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Horário: 22h
Abertura dos portões: 20h
Preços: De R$ 190 a R$ 320

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Roger Hodgson – Vivo Rio – 18/10/14

Roger Hodgson0001Roger Hodgson é sempre sinônimo de ótima música. Por mais que muitos achem o finado rock progressivo chato e a música feita pelo Supertramp como uma espécie de pop/rock farofa, não dá para negar que a voz e as composições desse inglês de Portsmouth, que já virou habitué do Rio e do Brasil. São turnês quase contínuas desde 2008 por várias cidades do país (leia como foram os shows de 2008 e 2012, com entrevista). A paixão, sempre reafirmada em todos os shows, pode ser conferida em várias faixas de seu último CD ao vivo – Classics Live I -, que conta com várias faixas gravadas em Belo Horizonte.

Com estrutura azeitada e uma banda excelente – Aaron Macdonald (sax, gaita, teclados e backing vocals); Bryan Head (bateria); Kevin Adamson (teclados e backing vocals) e David J Carpenter (baixo e backing vocals) – Roger desfila sua coleção de hits e belas canções, interpretadas por uma voz que parece conservada em formol.

Se fechar os olhos é como se estivéssemos ouvindo um disco do Supertramp – dizia um fã durante a apresentação. Verdade absoluta!


Público barulhento

Roger Hodson 2014 IA configuração do Vivo Rio usada para o show foi um misto de mesas e plateia em pé, o que proporcionou que muitos tenham ido até a casa de espetáculos para azarar, beijar, dançar como se estivessem em um Woodstock retardatário, numa micareta gay e, infelizmente, muitos, mas muitos mesmo, apenas para conversar e serem vistos. Com isso, quem estava querendo ouvir as nuances das canções teve muitas dificuldades. Ouvir o que o artista dizia entre as canções era quase impossível. Somente nas canções mais conhecidas o som das vozes que cantavam conseguiam abafar o som dos mal educados.

Fica a questão: vale a pena lucrar um pouco mais e sacrificar a excelência de um ótimo espetáculo? Será que é interessante ter ingressos mais baratos para esse tipo de comportamento?


O show

Roger Hodson 2014 IIIBem, voltando ao que interessa – a música – podemos, mais uma vez, dizer que Roger Hodgson fez um dos melhores shows do ano na cidade. Do primeiro acorde de Take the Long Way Home até a última nota de It’s Raining Again, nenhuma falha pôde ser apontada. Essa volta ao Rio – depois de passagens por Florianópolis (16/100 e Curitiba (17/10) – confirma que alguns artistas têm o dom da longevidade e de se eternizarem nos corações das pessoas. Impossível não se emocionar ao ouvir Hide in Your Shell, The Logical Song ou Fool’s Overture. Houve até um momento guitar hero, quando Roger empunhou uma guitarra para arriscar alguns solos em Had a Dream, algo que nunca aconteceu em suas vindas anteriores. Mas, o mais importante é quem foi ao Vivo Rio não viu (mais uma vez) efeitos especiais de última geração, palcos hi-tech ou coreografias. Apenas um cenário com algumas árvores, o sorriso, simpatia e talento de um grande músico, que como todo bom inglês, respeita sua plateia e não admite mais de 15 minutos de atraso par o início das quase 2h de viagem por melodias que fazem parte da vida de milhões de pessoas.

Torço para que ele seja um homem de palavra. Afinal, suas últimas palavras foram: “Vejo vocês em breve. Prometo!”.

PS: Quem não foi ao Vivo Rio ainda pode se arriscar a ver algum show do músico pelo país: Vitória (dia 21), São Paulo (dia 23), Brasília (dia 24) e Belo Horizonte (dia 25)

Roger Hodson 2014 IVSetlist

Take the Long Way Home

School

In Jeopardy

Lovers in the Wind

Hide in Your Shell

Sister Moonshine

Breakfast in America

Lady

Lord Is It Mine

The Logical Song

Death and a Zoo

If Everyone Was Listening

Child of Vision

Dreamer

Fool’s Overture

Bis:

Had a Dream

Give a Little Bit

It’s Raining Again

Erasmo Carlos – Vivo Rio – 24/5/2014

Uma noite para não esquecer

ERASMO_foto_RICARDO-NUNES-9403A perda recente de um filho, a transmissão ao vivo pela TV (fechada) e toda a onda de solidariedade e de mensagens de carinho que emanaram de todos os lados já faziam prever uma apresentação cheia de emoção do Tremendão Gigante Gentil Erasmo Carlos, que fazia o lançamento do seu novo trabalho (Gigante Gentil) no Rio de Janeiro.

O Vivo Rio tinha um clima de solidariedade e com sua capacidade quase completa, misturava famosos, fãs e jornalistas famosos (como você pode ver em várias fotos), curiosos em ver como estaria o Tremendão. Com a obrigação de cumprir o horário da TV, Erasmo e banda – Luís Lopes (violão e guitarra), Pedro Dias (baixo), Rike Frainer (baterista), José Lourenço (teclados), Billy Brandão e Rogério Percy (guitarras), além da participação especial de Ana de Oliveira (violino) – entraram no palco pouco depois das 22h, mandando logo a canção que dá nome ao novo disco, recheada de guitarras e de peso. Logo nesse primeiro número foi possível notar que a voz do Gigante – que nunca foi um cantor de primeira linha – não estava em um bom dia. Essa sensação foi até menos sentida pela plateia presente ao Vivo Rio, mas o som nítido e a melhor mixagem do Multishow não deram trégua ao artista.

ERASMO_foto_RICARDO-NUNES-9411Mas se o Tremendão não estava em um dia de boa voz, sua banda mostrou que é uma máquina mais que azeitada. Os vocais dos ex (e ainda) Filhos da Judith (Luís e Pedro) continuam afinadíssimos e as guitarras de Billy e Rogério davam um quê rock’n’roll mesmo nas canções mais pop do repertório de Erasmo.

O show

Por falar em Erasmo, ele continua mostrando a mesma falta de conforto no palco, uma espécie de Art Garfunkel do rock brasileiro. O repertório, que incluiu várias músicas da nova safra, mantinha uma estrutura bastante próxima das últimas apresentações das turnês Rock’n’Roll e Sexo. Algumas canções ausentes fizeram falta, como Filho Único e Panorama Ecológico, mas as mudanças no setlist mantiveram o ótimo nível das composições, tarefa fácil para alguém que fez uma quantidade enorme de canções que estão carimbadas no DNA da música popular. Mulher (Sexo Frágil), Gatinha Manhosa, Quero que vá Tudo Para o Inferno, Mesmo Que Seja Eu e Sentado A Beira do Caminho, são bons exemplos de músicas que todo mundo conhece, gosta e canta.

As novas canções

ERASMO_foto_RICARDO-NUNES-9514Se o novo Gigante Gentil não tem a força do disco Rock’n’Roll, as novas canções incluídas no show não deixam o pique cair em nenhum momento. Se a faixa-título abre o show em alto astral, músicas como 50 Tons de Cor, Amor na Rede e Sentimentos Complicados (parceria inédita de Erasmo e Caetano Veloso), mostram que o Tremendão ainda é um compositor de mão cheia, mesmo depois de 50 anos de carreia e mais de 70 de idade. Um velhinho porreta!

Outro destaque do show, além do repertório, são as animações que ilustram o espetáculo. Nada comparado ao que foi visto com Marisa Monte, mas Erasmo conseguiu entrosar melodias e harmonias com alguns desenhos animados de primeira categoria e que só fortalecem a performance do artista.

Um final cheio de emoção

ERASMO_foto_RICARDO-NUNES-9347A noite corria bem, com tudo dentro do script – os comentários, as piadas, etc – até que perto do fim do show, durante a música É Preciso Saber Viver, o inevitável aconteceu: Erasmo desabou em um choro mais do que compreensível.

No fim, a festa de arromba acabou servindo para exorcizar os momentos ruins vividos nos últimos dias e deixar caro que o show deve continuar e que Erasmo ainda tem muito para dar a nossa música, principalmente como compositor.

A citação ao filho Gugu a letra de Festa de Arromba e as últimas palavras do show deixaram claro que a noite era especial.

“Obrigado a todos! Obrigado, Gugu! Te amo, porra!!”

Obrigado a você, Erasmo. Vida longa e próspera!

Fotos: Ricardo Nunes

Ney Matogrosso – Um trabalhador da Música

É sempre um prazer dividir um texto com um jovem e promissor talento. A matéria abaixo foi praticamente toda produzida pela ótima Vanessa Berthein, que deixou o jornal, por um tempo breve, espero.

Um beijo, Vanessa!

32fa1Ator, compositor, coreógrafo, iluminador, dançarino e, claro, cantor, Ney Matogrosso volta ao Rio com o seu show Atento aos sinais. Depois de uma temporada bem sucedida na cidade e que também passou por várias cidades brasileiras, Ney volta ao palco do Vivo Rio nos dias 21 e 22, para desfilar seu talento e versatilidade. Aos 72 anos, recém completados, o artista ainda se mostra em ótima forma, inquieto e com um espetáculo pensado nos mínimos detalhes, a marca perfeccionista do cantor, que ainda aproveita para interagir com artistas da nova geração e se autoproclamar um trabalhador da música.

Ney Matogrosso fala sobre a carreira, o show e sobre a liberdade artística que permite que continue em constante movimento.

Esse trabalho tem músicas de, entre outros artistas, Criolo, Dani Black e Vitor Pirralho, que são um pessoal da nova geração da música. Você é antenado com o que rola de novo ou chegou ao trabalho deles por acaso?

NEY_MATOGROSSO_foto_RICARDO-NUNES-829Tem o Tono também, o Zabomba. Eu cheguei de várias formas. Em 2009 comecei a mexer nesse disco. A primeira música que eu decidi que eu queria cantar foi a do Vitor Pirralho (Tupi Fusão), que eu conheci em 2009. Alguns me mandaram discos, outros eu vi na net e fui atrás, e ai assim foi, fui organizando o material. O Dani eu conheci já, porque ele é filho da Tetê Espíndola, então eu o conheço desde pequenininho. E ai, fui organizando muito calmamente esse repertório. Ai, teve um momento que eu percebi que era isso, era mostrar um monte de gente nova.

E acaba sendo uma espécie de homenagem/reconhecimento a esses novos artistas. Como eles receberam isso?

Todos gostaram, porque cada um é conhecido no seu Estado, mas ninguém é conhecido no Brasil todo, então e eu sou uma oportunidade de levar esses todos para o Brasil, para que as pessoas possam ficar conhecendo eles. Eu acho que eles gostaram.

NEY_MATOGROSSO_foto_RICARDO-NUNES-830O show retoma o seu lado mais pop/rock. É com essa pegada que você está encarando os seus recém-completados 72 anos?

Não sei dizer. Na verdade, resultou que o que eu gostava era assim. Então, ele é mais rock e pop mesmo. Porque o repertório que eu estava gostando e selecionando caminhava todo por ai.

Atento aos sinais foi gerado no Rio de Janeiro e agora está retornando a cidade. Qual é a expectativa para as novas apresentações na cidade?

A expectativa é a melhor possível, porque por onde eu tenho passado a receptividade é imensa. Todos os lugares por onde vou têm os ingressos esgotados com muita antecedência. Eu estou achando que vai acontecer a mesma coisa aqui no Rio.

Como você se sente em ser considerado uma das maiores influências da música popular brasileira, não só para a sua geração, mas para todas as outras, inclusive para os meninos que compõem o seu repertório do show?

32fa5  Ney Matogrosso-8805Eu, sinceramente, eu não me acho nada. Eu sou uma pessoa que trabalha, que gosta do que faz, e que está ainda em constante movimento. Eu não parei. Então, eu acho que é isso, eu sou um trabalhador da música. Não acho que eu tenha alcançado nada, porque também, se você achar que você já chegou a algum lugar, que você já alcançou, você para. E eu então, prefiro achar que não cheguei a lugar nenhum.

Esses bem sucedidos 40 anos de estrada incluem inúmeras apresentações e parcerias. O que ainda pretende fazer dentro de sua já brilhante carreira, já que frisa que não quer parar?

Eu tenho feito muito cinema paralelamente, mas eu não sei, eu não tenho uma ideia de qual será o próximo passo, porque eu ainda estou muito envolvido com isso. Acho que vou precisar de um certo distanciamento, fazer isso mais tempo, para eu poder entender qual é a próxima coisa que eu poderia fazer. Nesse momento, eu não sei.

Há algum gênero da música que ainda gostaria de explorar?

Não sei. O fato de eu não ser compositor me deixa em uma situação confortável, porque me da abertura pra tudo. Eu não tenho um estilo musical, eu desfruto de tudo que a música oferece. O fato de não compor, no meu caso, é positivo.

Serviço
Show – Ney Matogrosso “Atento aos sinais”
Local – Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Flamengo
Data – 20 e 21 de Setembro, às 22h
Preço – Entre R$ 40 e R$ 260

Fotos: Divulgação e Ricardo Nunes

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Joe Bonamassa – 11/8/2013 – Vivo Rio – Som alto e muitas notas

Joe Bonamassa Vivo Rio IVUma noite de domingo, Dia dos Pais e com uma temperatura baixa para os padrões do carioca, podem ter contribuído para que o Vivo Rio não recebesse um grande público na apresentação de Joe Bonamassa, considerado por muitos como A Nova Esperança branca do Blues.

Como prometeu, Bonamassa fez um show com som alto e muitas notas. O início do concerto, acústico, mostrou que o guitarrista também manda bem no violão, mas foi mesmo com o desfile de Gibsons que Bonamassa levantou a plateia, em vários momentos – memorável a citação ao mega sucesso do The Who, Won’t Get Fooled Again.

Joe Bonamassa Vivo Rio ISempre usando seus inseparáveis óculos escuros e, seguindo a tradição dos seus ídolos ingleses, falando pouquíssimo, Bonamassa deixou claro que, se ainda não está no patamar de nomes como Eric Clapton ou Buddy Guy, é uma força emergente e que faz tempo deixou de ser uma promessa.

As quase duas horas de espetáculo se passaram quase na mesma velocidade com a qual dedilha e arranca solos enfurecidos de suas Les Paul.

Tomara que da próxima vez sua apresentação seja programada para uma data mais favorável. Os cariocas merecem assisti-lo.

Joe Bonamassa Vivo Rio IISetlist:

Palm Trees Helicopters and Gasoline
Seagull
(Bad Company song)
Jelly Roll
(Charles Mingus song)
Athens to Athens
Woke Up Dreaming
Dust Bowl
Story of a Quarryman
Who’s Been Talking?
(Howlin’ Wolf songr)
Someday After a While
Dislocated Boy
Driving Towards the Daylight
Slow Train
Midnight Blues
(Gary Moore song)
Spanish Boots
(Jeff Beck song)
Song of Yesterday
(Black Country Communion song)
Django
Mountain Time

Bis:
Sloe Gin
(Tim Curry song)
The Ballad of John Henry

Fotos: Fernando de Oliveira e Jo Nunes

Agenda de shows internacionais no Rio em 2013

Bruce Springsteen

Atualizado em 6 de agosto

Como sempre acontece, começo o ano com a agenda de shows internacionais no Rio. Infelizmente, 2013 já começa com a notícia de que alguns astros não incluiram a cidade em seus roteiros (perda maior serão os show de Elton John), mas teremos um novo Rock in Rio.

Feliz temporada de concertos.

A lista será atualizada sempre que alguma novidade for confirmada e qualquer informação é sempre bem vinda (mande seu comentário).

Quem está certo:

16 de janeiro: Surfer Blood (Vivo Rio)

1 de março: Tim Reynolds (Miranda)

12 de março: Jonas Brothers (Citibank Hall)

19 de março: Alejandro Sanz (Citibank Hall)

4 de abril: The Cure (HSBC Arena)

11 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

12 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

13 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

14 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

18 de abril: Burt Bacharach (Vivo Rio)

29 de maio: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

30 de maio: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

31 de maio: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

1 de junho: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

2 de junho: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

8 de junho: James Farm e Esperanza Spalding Radio Music Society (Vivo Rio)

9 de junho: Brad Mehldau Trio e Joe Lovano & Dave Douglas Quintet: Sound Prints (Vivo Rio)

10 de junho: Pat Metheny Unity Band (Vivo Rio)

11 de junho: The Stylistics (Vivo Rio)

15 de junho: Chris Cornell (Vivo Rio)

29 de junho: Diana Ross (HSBC Arena)

20 de julho: Hanson (Citibank Hall)

25 de julho: Paramore (HSBC Arena)

4 de agosto: Morrisey (Citibank Hall) – CANCELADO

8 de agosto: Papa Roach (Vivo Rio)

11 de agosto: Joe Bonamassa (Vivo Rio)

24 de agosto: Herbie Hancock (Citibank Hall)

29 de agosto: Johnny Winter (Vivo Rio) – CANCELADO

13 de setembro: Rock in RioBeyoncé, David Guetta, Living Colour (Cidade do Rock)

14 de setembro: Rock in RioMuse, Florence and the Machine, Thirty Seconds to Mars, The Offspring (Cidade do Rock)

15 de setembro: Rock in Rio – Justin Timberlake, Alicia Keys, George Benson (Cidade do Rock)

19 de setembro: Rock in RioMetallica, Alice in Chains, Ghost B. C. (Cidade do Rock)

20 de setembro: Rock in Rio – Bon Jovi, Nickelback, Matchbox Twenty, Ben Harper (Cidade do Rock)

21 de setembro: Rock in Rio – Bruce Springsteen, John Mayer, Phillip Phillips (Cidade do Rock)

22 de setembro: Rock in Rio  – Iron Maiden, Slayer, Avenged Sevenfold (Cidade do Rock)

4 de outubro: B-52’s (Vivo Rio)

13 de outubro: Black Sabbath (Apoteose)

29 de outubro: Loreena McKennitt (Citibank Hall)

3 de novembro: Justin Bieber (Apoteose)

20 de novembro: Cat Stevens (Citibank Hall)

1 de dezembro: Sarah Brightman (Citibank Hall)

Como sempre, há boatos de uma possível vinda do The Who. Aguardemos.

Relembre os shows internacionais que passaram pelo Rio em 2012!

Relembre os shows internacionais que passaram pelo Rio em 2011!

Milton faz show histórico que vai virar DVD – Vivo Rio – 25/11/2012

São 50 anos de carreira, de um talento incomum e de uma voz que encanta por seu timbre e emoção. Com a participação especial dos amigos Lô Borges e Wagner Tiso, o mineiro Milton Nascimento subiu ao palco do Vivo Rio na noite deste domingo para registrar para a posteridade o show que comemora sua trajetória musical.

Confesso que fui com ao Vivo Rio com um pouco de receio. Embora amigos e coleguinhas tenham feito comentários mais que elogiosos aos espetáculos apresentados por Bituca nos últimos meses, ainda estava grudada na minha mente a sua apresentação na abertura do Rock in Rio, quando cantou Love of My Live de uma maneira assassina.  Sua entrada em cena, com passos, lentos, curtos e pesados, me deixou ainda mais tenso, mas a preocupação durou pouco.

Com um repertório que cobre todas as fases de sua extensa carreira – embora com mais destaque para as canções do Clube da Esquina e dos discos dos anos 60 e 70 – Milton mostrou que ainda está com a voz em forma.

Com canções como Maria. Maria, Para Lennon e McCartney, Coração de Estudante e Canção da América – onde a plateia cantou enquanto o autor ficava apenas ouvindo sua composição – a noite foi quase perfeita, com apenas três canções sendo repetidas ao fim do show. Além disso, se Wagner Tiso mostrou a sua habilidade ao piano em suas participações, o sempre tímido Lô Borges se mostrou solto, alegre e confortável ao lado do amigo (e nos momentos solo), quase roubando a cena, toda montada para reverenciar o anfitrião da noite. Sua presença em Nada Será Como Antes foi antológica e (tomara) deve ser um dos pontos altos do futuro DVD (ainda sem data definida para o lançamento).

Confira alguns vídeos da apresentação e comprove a boa forma do mineiro.

Uma noite de festa e boa música, com um cenário lembrando as rendas, típicas das Minas Gerais. Celebremos Milton, sempre!



Fotos e vídeos: Jo Nunes

Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense

Marisa Monte – Vivo Rio – 23 de agosto de 2012 – Crítica

Salão lotado, algumas pseudo-celebridades e até os genuinamente famosos circulando pelos corredores do Vivo Rio e aquela expectativa pela estreia de mais um espetáculo de Marisa Monte na cidade. Desde sua última turnê – Universo Particular, que aconteceu entre2006 e 2008 – que todos aguardavam a nova empreitada da cantora.

A primeira apresentação do show Verdade Uma Ilusão – espetáculo baseado no repertório do disco O Que Você Quer Saber de Verdade, lançado em 2011, se transformou em um evento sócio-cultural.

A turnê teve o seu pontapé inicial em Curitiba, no início de junho, e recebeu críticas positivas de todos os que assistiram ao show. Para o início da temporada carioca, Marisa não fez grandes modificações no roteiro, que mistura as novas canções com alguns sucessos de sua carreira. Em um setlist dominado pelo trabalho mais recente, sempre fica o sentimento de que está faltando algo, principalmente quando lembramos que sua última turnê trazia músicas de dois discos lançados simultaneamente e que fizeram grande sucesso. Agora, apenas Infinito Particular faz parte do roteiro.

Visualmente Marisa inovou. Para compor o clima das canções e o cenário do show há seis multi-telas espalhadas pelo palco, onde são projetadas 16 telas de artistas brasileiros, dando nova dimensão aos temas interpretados por Marisa e banda, transformando o espetáculo em um teste para os sentidos. A beleza e bom gosto das projeções reforçou a beleza das melodias e letras, sem nunca brigar com elas ou tirar a atenção do que realmente importa: a música. Até mesmo quando Marisa se veste de luz – em Verdade Uma Ilusão – é possível absorver o impacto visual sem perder qualquer detalhe das notas tocadas.

O figurino – a cargo de Rita Murtinho – é belíssimo e torna a figura de Marisa ainda mais sensual, em mais uma prova do cuidado com a produção do show. Palmas para Leonardo Netto e Claudio Torres, responsáveis pela direção do espetáculo.


Por falar em banda, o acréscimo dos três músicos que formam o núcleo do Nação ZumbiPupillo (bateria e cocktail drums), Lúcio Maia (guitarras, violões e cítara) e Dengue (baixo) – fez com que Dadi Carvalho, um dos melhores baixistas do país, fosse deslocado do seu instrumento, o que ao mesmo tempo é um luxo e uma pena. Já o acréscimo do quarteto de cordas é daquelas decisões que mostram a diferença entre Marisa e as várias outras cantoras que aparecem todos os das pelo país. Os violinos, viola e cello dão um colorido todo especial aos temas e conferem um tom de superprodução a apresentação.

A formação que se apresenta durante os (teoricamente) 12 shows que serão realizados na casa de espetáculos do MAM é:

Dadi: violões, guitarra e ukulele; Carlos Trilha: teclados, voz e programações; Pedro Mibielli: 1º violino e adaptação de arranjos para quarteto; Glauco Fernandes: violino; Bernardo Fantini: viola; e Marcus Ribeiro: cello. Além disso, a própria Marisa se divide entre violões, guitarra e ukelele.

O setlist (veja no fim do texto) incluiu duas canções que podem ser consideradas escolhas inusitadas: Sono Como Tu Mi Vuoi – sucesso da cantora italiana Mina Mazzini – e E.C.T. – composta por Marisa, Nando Reis e Carlinhos Brown, e que foi gravada por Cássia Eller. Outra novidade é a ausência de uma sequência sobre desilusões e amores perdidos, daqueles que deixam você com vontade de cortar os pulsos, deixando o clima do espetáculo bem mais leve.

Pela reação do público, a temporada de Verdade Uma Ilusão deverá se estender bem mais do que os 12 shows programados inicialmente. Marisa Monte montou – mais uma vez – um espetáculo que merece bis.

As canções:

1. Blanco (Marisa Monte, Octavio Paz e Haroldo de Campos)
2. O Que Você Quer Saber de Verdade (Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes)
3. Descalço no Parque (Jorge Benjor)
4. Arrepio (Carlinhos Brown)
5. Ilusão (Ilusión) (Julieta Venegas, Marisa Monte e Arnaldo Antunes)
6. Depois (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte)
7. Amar Alguém (Arnaldo Antunes, Dadi e Marisa Monte)
8. Diariamente (Nando Reis)
9. Infinito Particular (Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown)
10. E.C.T. (Nando Reis, Marisa Monte e Carlinhos Brown)
11. De Mais Ninguém (Marisa Monte e Arnaldo Antunes)
12. Beija Eu (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Arto Lindsay)
13. Eu Sei (Na Mira) (Marisa Monte)
14. Sono Como Tu Mi Vuoi (Antonio Amurri, Bruno Canfora e Maurizio Jurgens)
15. Ainda Bem (Marisa Monte e Arnaldo Antunes)
16. Verdade Uma Ilusão (Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e Marisa Monte)
17. A Sua (Marisa Monte)
18. O Que Se Quer (Marisa Monte e Rodrigo Amarante)
19. Gentileza (Marisa Monte)
20. Tema de Amor (Carlinhos Brown e Marisa Monte)
21. Não Vá Embora (Carlinhos Brown e Marisa Monte)

Bis:
22. Amor I Love You (Carlinhos Brown e Marisa Monte)
23. Velha Infância (Davi Moraes, Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes)
24. Seja Feliz (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Dadi)

Serviço:

O Vivo Rio fica na Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo. Sexta e sábado, às 22 horas. Domingo, às 20 horas. Ingressos variam entre R$ 100 e R$ 300 (domingo), e entre R$ 120 e R$ 320 (sexta e sábado). Informações: 2272-2901.

Fotos: Fernando de Oliveira, Jo Nunes e Ricardo Nunes (divulgação)

Vídeos: Jo Nunes

Gal Costa – Recanto – Vivo Rio – 14 de julho de 2012

Por falta de moral e condições financeiras, perdi a estreia do show Recanto, de Gal Costa, na Miranda, ótima e nova casa de shows da Lagoa. Gal, que viajou com seu espetáculo e até teve alguns problemas de voz na temporada paulista, voltou à Cidade Maravilhosa para dois espetáculos no Vivo Rio, na sexta e sábado (13 e 14 de julho).

Com direção de Caetano Veloso, autor da maioria das canções do show, Gal ganha a ajuda de uma boa banda formada por Rafael Rocha (bateria), Pedro Baby (guitarra e violão) e Bruno Di Lullo (baixo). Com uma iluminação, arranjos e divisão de roteiro que lembra em muito o último espetáculo de Caetano – onde cantava as músicas do disco Zii e Zie. Essa estrutura ajuda a destacar a lindíssima voz de Gal, mas também mostrava as mesmas deficiências do show de Caetano – alguns arranjos rasteiros e uma simplicidade do palco que não deverá favorecer um registro em DVD.

O show

O início do show mostrou uma Gal aparentemente ainda um pouco insegura – provavelmente por conta dos problemas enfrentados com a voz em São Paulo – mas o timbre cristalino e a afinação mostraram estar lá. Só foi preciso um pouco de aquecimento. A presença de uma banda faz apenas que a voz da cantora ganhe com as nuances dos arranjos, algo que é muito mais difícil em espetáculos de voz e violão. Com a banda – que vai de momentos acústicos a horas de ferozes solos de guitarra – Gal mostra a versatilidade que parecia meio adormecida nos últimos tempos.

O repertório de Recanto mistura várias canções do disco homônimo (lançado em 2011 e praticamente composto por composições de Caetano Veloso) e vários sucessos (estes também compostos em sua maioria por Caetano). A clara diferença de qualidade entre as canções da nova safra e as mais antigas fez com que a plateia (repleta de músicos, diretores e atores globais e fãs de carteirinha) que lotou o Vivo Rio ficasse em um respeitoso silêncio diante das interpretações sempre cheias de emoção. Mas as manifestações mais quentes vieram mesmo quando a diva (econômica na movimentação e nos passos de dança) entoava números como Folhetim, Barato Total ou O Amor. Porém, o ponto alto (tanto pelo humor como pelo resgate de uma música considerada por muitos como brega) acontece quando Gal canta Um Dia de Domingo, fazendo também a voz de Tim Maia. Sensacional.

Outro destaque dessa mini-temporada foi a inclusão de Modinha para Gabriela (tema da novela em cartaz na Globo) e que não fazia parte do roteiro inicial, mostrado na Miranda. O público foi brindado com essa generosidade de Gal & Cia.

No país das cantoras, é fácil afirmar que Gal Costa continua sendo uma das mais belas vozes já surgidas no Brasil e que, mesmo que algumas vezes o repertório ou a estrutura de seus shows não ajudem na valorização dessa voz, ela ainda tem o poder de enfeitiçar o público com sua presença e seu cantar.

Recanto merece um belo registro em CD e DVD.

Fotos e vídeos: Jo Nunes



O setlist

1. Da Maior Importância (Caetano Veloso, 1973)
2. Tudo Dói (Caetano Veloso, 2011)
3. Recanto Escuro (Caetano Veloso, 2011)
4. Divino Maravilhoso (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1968)
5. Folhetim (Chico Buarque, 1978)
6. Mãe (Caetano Veloso, 1978)
7. Segunda (Caetano Veloso, 2011)
8. Minha Voz, Minha Vida (Caetano Veloso, 1982)
9. Barato Total (Gilberto Gil, 1974)
10. Autotune Autoerótico (Caetano Veloso, 2011)
11. Cara do Mundo (Caetano Veloso, 2011)
12. Deus É o Amor (Jorge Ben Jor, 1968)
13. Dom de Iludir (Caetano Veloso, 1982)
14. Neguinho (Caetano Veloso, 2011)
15. O Amor (Caetano Veloso e Ney Costa Santos sobre poema de Vladimir Maiakovski)
16. Baby (Caetano Veloso, 1968)
17. Vapor Barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971)
18. Um Dia de Domingo (Michael Sullivan & Paulo Massadas, 1985)
19. Miami Maculelê (Caetano Veloso, 2011)
20. Mansidão (Caetano Veloso, 2011)
21. Força Estranha (Caetano Veloso, 1979)
22. Meu Bem, Meu Mal (Caetano Veloso, 1981)
23. Modinha para Gabriela (Dorival Caymmi, 1975)

Buddy Guy dá aula de música – Vivo Rio – 11 de maio de 2012

O palco do Vivo Rio já havia testemunhado a melhor apresentação musical de um artista estrangeiro no Rio de Janeiro em 2012, agora, a casa ainda pode se orgulhar de ter sido a responsável pela melhor apresentação do duo artista/instrumento do ano.

Buddy Guy, o mestre do blues, se apresentou na noite desta sexta-feira e mostrou que seus quase 76 anos não fazem diferença na maneira na qual usa e abusa de sua Fender. Ele usou os dedos, palhetas, uma baqueta e até mesmo uma toalha, para mostrar que domina como ninguém a arte de tocar guitarra.

– Dizem que o Rio não tem muita a ver com blues – disse Buddy, para logo em seguida ouvir um “bullshit” vindo da plateia.

Logo na segunda música (Hoochie Coochie Man) ele já havia deixado a sensação de que poderia ir embora com o dever cumprido de deixar um público totalmente satisfeito. Até mesmo a sua apoteótica descida do palco para tocar no meio do povo ficou supérflua após sua perfomance nas primeiras canções do espetáculo.

– Não estou aqui para tocar blues. Estou aqui para tocar o que vocês quiserem. – disse em outro ponto do show. “Play the blues, man“, foi o que se ouviu vindo de um dos camarotes do Vivo Rio.

Como de costume, o setlist foi construído ao sabor do que passava na cabeça do guitarrista. Tivemos Cream (Strange Brew e uma incendiária versão instrumental de Sunshine of Your Love), Willie Dixon (Hoochie Coochie Man e I Just Want to Make Love to You), John Lee Hooker (Boom Boom) e até mesmo uma improvável dos Stones (Miss You).

Brincando com a dinâmica do volume das canções e o andamento das mesmas, Buddy mostrou que qualquer música pode ganhar a sua assinatura, mesmo quando homenageava outros mestres como o falecido Albert King.

Em pouco mais de 1h30, Buddy e sua banda provaram que música realmente eleva os espíritos e que não necessita de efeitos especiais (o palco era de uma simplicidade total e nem ao menos um reles tapete existia para o conforto dos músicos).

Fazia tempo que alguém não esmerilhava sua guitarra como ele e nos fez pensar onde e o que estaria fazendo Jimmy Hendrix nos dias de hoje. Provavelmente algo como Buddy. Tocando o blues!

 

 

 

Fotos: Ag. News

Buddy Guy: Um mago do blues no Rio de Janeiro

Considerado um dos pioneiros do blues de Chicago, o guitarrista de 76 anos segue rodando o mundo com apresentações marcadas por surpresas no repertório

Se B.B. King é rei e se Eric Clapton é Deus, Buddy Guy é um mago. Esse negro, nascido no estado norte-americano da Louisiana, em 1936, é considerado um dos pioneiros do que se convencionou chamar de blues de Chicago.

Influência sempre citada por gente como Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan e o já citado Clapton, Buddy Guy apareceu com seu estilo avassalador quando ainda fazia parte da banda de outra lenda do blues, Muddy Waters. Depois, foi disparando solos alucinados em discos de gente como Koko Taylor, Howlin’ Wolf e do camarada Junior Wells.

O seu jeito agressivo de tocar o faz ser lembrado em qualquer lista dos maiores guitarristas de todos os tempos, fazendo com que um grande número de fãs do blues o siga em qualquer uma das suas (muitas) passagens pelo Brasil e pelo Rio, onde já se apresentou em praticamente todas as grandes casas de espetáculos da cidade.

“Buddy Guy é um artista que não podemos nos dar ao luxo de não ir ver. Todas as suas apresentações são únicas e são sempre aulas de blues. Juntei um grupo de amigos e fechamos um camarote para assistir com o conforto e atenção que sua música merece”, afirma o engenheiro Rodrigo Cobra, que comprou seu ingresso desde dezembro do ano passado.

Indicado ao Hall da Fama do Rock’n’Roll em 2005, Buddy Guy, ao contrário de muitos artistas que se escondem da fala ou se mostram aborrecidos com ela, Buddy é uma figuraça. Sorriso aberto e gargalhada sonora, ele adora bater papo com a plateia e até mesmo se dá ao luxo de mostrar como vários outros guitarristas tocam o blues, para logo depois emendar algum clássico com uma ferocidade não encontrada em nenhum outro instrumentista do gênero.

“Houve uma vez na qual ele desceu do palco tocando, passou pelo meio do público, foi até o bar, pediu uma cerveja e voltou ao palco, bebendo e tocando. É um showman com blues na veia”, conta Cobra.

O humor de Guy arranca risadas e ameniza o teor quase sempre trágico da maioria das letras de canções de blues, cheias de sofrimento, amores perdidos e não correspondidos. Ninguém sai triste de seus shows.

A discografia de Buddy Guy é extensa e são vários os álbuns que merecem destaque como Every Day I Have the Blues (com Junior Wells), Hot And Cool (1969) e Living Proof (2010), que ganhou um prêmio Grammy (são cinco, no total da carreira) como melhor álbum de blues contemporâneo. Guy também é figura constante em vídeos e shows ao vivo de outros artistas como Santana e John Mayall. Um dos momentos clássicos aconteceu no DVD Shine a Light (2008), dos Rolling Stones, quando, após uma performance incendiária em Champagne & Reefer (uma antiga canção de Muddy Waters), Keith Richards dá a sua guitarra ao mestre, em um sincero gesto de reverência.

Aos 76 anos, Buddy segue rodando o mundo com a mesma disposição de um garoto. Suas apresentações são realmente únicas e é praticamente impossível prever o que será tocado. Ele pode desfilar uma sequência de clássicos de Muddy Waters, prestar homenagem ao também lendário John Lee Hooker, ou relembrar Peggy Lee, Cream ou Jimmy Hendrix. Os shows geralmente não apresentam mais do que 12 canções, mas que são recheadas daquilo que o público quer: solos e mais solos de guitarra.

Mas que não pensem que ele é apenas um excepcional guitarrista, Buddy Guy também é um cantor talentoso e que leva o blues para um registro bem diferente do de gente como Howlin’ Wolf ou Albert King, com seus agudos, que combinam perfeitamente com o timbre da sua Fender Stratocaster. Buddy não faz promessas, mas sempre cumpre sua missão de tornar seus shows homenagens ao bom blues.

Serviço

Buddy Guy
Local: Vivo Rio – Aterro do Flamengo
Data: 11 de Maio
Horário: 22 horas
Preços: Entre R$ 130 e R$ 320

Texto originalmente publicado no Jornal O Fluminense

Uma noite para relembrar os sucessos do Supertramp

Roger Hodgson, ex-vocalista e principal compositor da banda, toca nesta segunda-feira no Vivo Rio e promete um passeio por todo o seu passado musical

Muitos não ligam a figura daquele jovem (hoje um senhor) cabeludo com a voz aguda que era facilmente ouvida nas rádios durante meados da década de 70 até o início dos anos 80. Roger Hodgson, principal compositor e vocalista do Supertramp, volta ao Rio para um único concerto nesta segunda-feira, no Vivo Rio, da sua Breakfast in America Tour. Autor de sucessos como The Logical Song, Dreamer, It’s Raining Again e Take the Long Way Home, Hodgson sobe novamente ao palco da casa de espetáculos do Aterro do Flamengo, depois de quatro anos, quando realizou um dos melhores concertos que a casa de espetáculos já recebeu, o que lhe rendeu uma série de pedidos para voltar, em posts e listas nas redes sociais.

A série de elogios que vem recebendo por suas apresentações fez com que o multi-instrumentista lançasse um disco ao vivo – Classics Live -, uma espécie de greatest hits, onde quatro das dez canções foram gravadas em uma de suas passagens pelo Brasil (em Belo Horizonte, em 2010, para ser mais preciso).

Para a alegria dos fãs, Roger não se sente desconfortável em tocar os sucessos do Supertramp, já que todas elas são creditadas ao duo Roger Hodgson/Rick Davies, fruto de um acordo nos moldes feitos por outra famosa dupla de compositores, Lennon/McCartney, o que acaba confundindo o público e deixando dúvidas sobre a sua inclusão no setlist do show.

“Eu não penso nas minhas canções como sendo músicas do Supertramp. Elas são minhas. Canções como Dreamer, It’s Raining Again e Two of Us foram escritas na minha adolescência, antes de encontrar Rick e formar o Supertramp. Essas canções são meus bebês e eu adoro tocá-las nos meus shows”, explica Hodgson.

Ele aproveita até para esclarecer a sua saída da banda.

“Quando deixei o Supertramp, em 1983, eu segui o meu coração, que me dizia para construir um lar e cuidar da minha família. Eu queria estar ao lado dos meus filhos enquanto eles crescessem. Dediquei 14 anos da minha vida ao Supertramp e havia chegado a hora de focar na minha família e não na minha carreira. Ao contrário do que as pessoas pensam, não deixei o grupo por que queria seguir uma carreira solo ou pelos problemas entre Rick e eu”, conta.

Só quando seus filhos já estavam crescidos que Roger decidiu voltar a estrada. Primeiro como membro da All Starr Band, de Ringo Starr e, desde 2004, como artista solo. Seus discos – In the Eye Of The Storm (1984), Hai Hai (1987), Rites of Passage (1997), Open the Door (2000) e o recente Classics Live, além do DVD Take The Long Way Home – Live In Montreal (2006) – receberam críticas elogiosas e mantêm a marca da genialidade que sempre caracterizou o compositor.

Nesta turnê, Hodgson vem acompanhado por Aaron Macdonald (Saxofones, Harmônica, Teclados e Backing Vocals), Bryan Head (Bateria), Kevin Adamson (Teclados e Backing Vocals) e David J Carpenter (Baixo e Backing Vocals), uma formação entrosada e com todas as características do antigo grupo de Roger, que se divide entre o Piano, Violão e Teclados.

Serviço

Roger Hodgson
Local: Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Data: 30 de abril
Horário: 22h
Preços: Entre R$ 180 e R$ 350



Zucchero invade o palco do Vivo Rio

Texto publicado originalmente no jornal O Fluminense

Italiano faz nesta quarta única apresentação na cidade

O blues e o rock invadem o Vivo Rio nesta quarta, a partir das 22h. O cantor Zucchero sobe no palco da casa e toca sucessos de trabalhos anteriores.

Natural de Reggio Emilia, na Itália, Adelmo Fornaciari é conhecido mundialmente como Zucchero (açúcar), apelido dado por uma professora de escola. O artista vem ao Brasil, em março, para mostrar seu mais recente disco, Chocabeck, lançado no fim de 2010.

Além das canções do último trabalho, Zucchero vai interpretar sucessos como Senza Una Donna (Without a Woman), Diamante, Diavolo in Me e You Are So Beautiful. São vários hits em sua extensa carreira, que já contabiliza mais de 50 milhões de álbuns vendidos em todo mundo.

Sua singular mistura de rock, folk e blues começou a chamar atenção em festivais musicais na Itália, como Castrocaro e Sanremo, no início dos anos 80.

O disco de estreia, Un Po’ Di Zucchero, veio em 1983, mas o sucesso aportou mesmo no começo dos anos 90, com o hit Senza uma Donna.

Durante a sua trajetória, Zucchero fez parcerias com grandes nomes da música mundial como Luciano Pavarotti, Sting, Eric Clapton, James Taylor e Elton John.

Em Chocabeck participam Bono (U2) e Brian Wilson (Beach Boys), prova do respeito que possui no cenário musical.

O Vivo Rio está localizado na Avenida Infante Dom Henrique, 85, no Flamengo. O ingresso para a apresentação custa entre R$ 180 e R$ 350. Outras informações pelo 2272-2902. Classificação 16 anos.

Agenda de shows internacionais no Rio em 2012

Atualizado em 18/12/2012 – Cancelamento Norah Jones

Mantendo a tradição, aqui está a agenda com os shows internacionais que passarão pela Cidade Maravilhosa durante o ano (2012).

A lista será atualizada sempre que alguma novidade for confirmada e qualquer informação é sempre bem vinda (mande seu comentário).

Quem está certo:

19 de janeiro: Fatboy Slim (Riocentro)

19 de janeiro: Black Alien (Parada da Lapa)

20 de janeiro: James Blunt (Citibank Hall)

25 de janeiro: Summer Soul Festival – Bruno Mars e Florence + The Machine (HSBC Arena)

27 de janeiro: The Rapture (Circo Voador)

3 de fevereiro: Mayer Hawthorne (Circo Voador)

4 de fevereiro: Selena Gomez (HSBC Arena)

12 de fevereiro: Within Temptation (Circo Voador)

9 de março: Morrisei (Fundição Progresso)

11 de março: Luis Miguel (Citibank Hall)

14 de março: Focus (Teatro Rival)

18 de março: Creedence Clearwater Revisited (Citibank Hall)

20 de março: Air Supply (Vivo Rio)

27 de março: Gipsy Kings (Citibank Hall)

28 de março: Zucchero (Vivo Rio)

29 de março: Roger Waters (Engenhão)

31 de março: Michael Bublé (HSBC Arena)

1 de abril: Joe Cocker (HSBC Arena)

8 de abril: Tarja (Vivo Rio)

13 de abril: Imagination (Vivo Rio)

13 de abril: Stacey Kent (Miranda)

13 de abril: 3 Doors Down (Citibank Hall)

15 de abril: Bob Dylan (Citibank Hall)

18 de abril: Jay Jay Johanson (Teatro Café Pequeno)

19 de abril: Demi Lovato (Citibank Hall)

19 de abril: The Vaccines (Circo Voador)

30 de abril: Duran Duran (Citibank Hall)

30 de abril: Roger Hodgson (Vivo Rio)

30 de abril: The Ting Tings (Circo Voador)

3 de maio: Noel Gallagher’s High Flying Birds (Vivo Rio)

10 de maio: The Kooks (Circo Voador)

11 de maio: Buddy Guy (Vivo Rio)

11 de maio: The Wailers (Fundição Progresso)

12 de maio: Roxette (Citibank Hall)

13 de maio: Crosby, Stills & Nash (Citibank Hall)

31 de maio: Joe Bonamassa (Vivo Rio)

27 de junho: Jennifer Lopez (HSBC Arena)

25 de agosto: Maroon 5 (HSBC Arena)

30 de agosto: Dream Theater (Citibank Hall)

4 de setembro: Juan Cañizares (Vivo Rio)

7 de setembro: Alanis Morisette (Citibank Hall)

21 de setembro: Jon Anderson (Imperator)

22 de setembro: Morten Harket (Citibank Hall)

28 de setembro: The WantedZ Festival 2012 (HSBC Arena)

28 de setembro: McFlyZ Festival 2012 (HSBC Arena)

28 de setembro: YellowcardZ Festival 2012 (HSBC Arena)

28 de setembro: Hot Chelle RaeZ Festival 2012 (HSBC Arena)

29 de setembro: Liza Minnelli (Citibank Hall)

29 de setembro: B. B. King (Vivo Rio)

29 de setembro: John Pizzarelli (Miranda)

29 de setembro: Epica (Fundição Progresso)

30 de setembro: Big Time RushZ Festival 2012 (HSBC Arena)

30 de setembro: Demi LovatoZ Festival 2012 (HSBC Arena)

30 de setembro: Rock BonesZ Festival 2012 (HSBC Arena)

6 de outubro: Evanescence (HSBC Arena)

8 de outubro: Linkin Park (Citibank Hall)

9 de outubro: Snow Patrol (Citibank Hall)

10 de outubro: Linkin Park (Citibank Hall)

11 de outubro: G3 (Citibank Hall)

13 de outubro: Marillion (Vivo Rio)

17 de outubro: Simple Plan (Citibank Hall)

18 de outubro: Robert Plant (HSBC Arena)

21 de outubro: Yanni (Citibank Hall)

23 de outubro: Maná (Citibank Hall)

9 de novembro: Never Shout Never (Vivo Rio)

9 de novembro: Lady Gaga (Cidade do Rock)

15 de novembro: Joss Stone (Citibank Hall)

18 de novembro: Kiss (HSBC Arena)

23 de novembro: Creed (Citibank Hall)

24 de novembro: Black Label Society (Vivo Rio)

27 de novembro: Stacey Kent (Citibank Hall)

29 de novembro: Tony Bennet (Vivo Rio)

16 de dezembro: Norah Jones (Vivo Rio) – CANCELADO pela morte de Ravi Shankar

30 de novembro: Fiona Apple (Vivo Rio) – CANCELADO

2 de dezembro: Madonna (Cidade do Rock)

Relembre os shows internacionais que passaram pelo Rio em 2011!

Linkin Park

Air Supply enche o Rio de baladas – Vivo Rio (2 de abril de 2011)

No último show da turnê brasileira, neste sábado (2 de abril de 2011), o grupo Air Supply – grupo onde Graham Russell e Russell Hitchcock se revezam nos holofotes – despejou uma série de baladas de sucesso e outras menos conhecidas, porém também de qualidade, no público que lotou o Vivo Rio.

Os australianos, donos de hits como Making Love Out of Nothing at All e Lost in Love, mostraram boa forma vocal e talento para manter a banda afiada. Houve momentos que beiraram o brega, no melhor estilo Fabio Jr. – o que era exatamente o que a maioria do público, formado por casais de meia idade, queria. Afinal, uma das canções mais conhecidas do grupo é The Power of Love, imortalizada no Brasil por Rosana e sua versão, mais conhecida pelo refrão Como uma Deusa.

Mas o roteiro não deixou o clima cair em nenhum momento. A dupla chegou a passear pelas mesas cumprimentando a plateia enquanto tocavam e cantavam. Algumas histórias sobre as canções e sobre o Rio também serviram para deixar o clima de intimidade ainda mais forte.

Essa turnê, que comemora os 35 anos de carreira do grupo e que deve virar um DVD, serve como um apanhado do talento de Russel e Hitchcock, além de também nos fazer lembrar como eram melhores as canções produzidas no passado. Ou será que alguém realmente acredita que os sucessos de Lady Gaga, por exemplo, serão lembrados daqui a 30 anos?

Ao final, ainda tivemos a participação do guitarrista Big Joe Manfra, dando uma canja e recheando o som do grupo com um pouco mais de alma de bluseiro. Todo mundo adorou.

PS: O único senão ficou por conta da casa de espetáculos e não dos artistas. O esquema de estacionamento, normalmente caótico e demorado, conseguiu ser piorado. Se deixar seu carro e pagar R$ 15 para tê-lo de volta mais de 1 hora após o show já era bizarro, terminar com o serviço e não orientar corretamente onde haveria vagas (o único estacionamento indicado estava lotado), faz com que possa deixar apenas um conselho. Não vá ao Vivo Rio de carro. Deixe seu veículo em algum lugar próximo (e seguro) e vá de táxi.

Veja a programação de shows internacionais no Rio e no resto do Brasil.

Fotos e vídeos: Jo Nunes

Agenda de shows internacionais no Rio em 2011

Atualizado em 12/10/11 – Críticas: Eric Clapton e Tears for Fears

Mantendo a tradição, aqui está a agenda com os shows internacionais que passarão pela Cidade Maravilhosa durante o ano (2011).

Com a confirmação do Rock in Rio, o ano promete!

A lista será atualizada sempre que alguma novidade for confirmada.

E agora os leitores do blog também podem acompanhar os shows internacionais no resto do país em 2011.

Quem está certo:

10 de janeiro: Amy Winehouse (HSBC Arena)

11 de janeiro: Amy Winehouse (HSBC Arena)

14 de janeiro: Mayer Hawthorn (Circo Voador)

19 de janeiro: All Time Low (Vivo Rio)

30 de janeiro: Two Door Cinema Club (Circo Voador)

03 de fevereiro: Vampire Weekend (Circo Voador)

17 de fevereiro: LCD Soundsystem (Vivo Rio)

19 de fevereiro: Paramore (Citibank Hall)

24 de fevereiro: Kate Nash (Circo Voador)

25 de fevereiro: Cindi Lauper (Vivo Rio)

25 de fevereiro: Backstreet Boys (Citibank Hall)

20 de março: Seal (Citibank Hall)

25 de março: Anahí e Christian Chávez (Local ainda não divulgado)

27 de março: Iron Maiden (HSBC Arena)

27 de março: Anahy e Christian Chavez (Vivo Rio)

29 de março: 30 Seconds to Mars (Vivo Rio)

02 de março: Air Supply (Vivo Rio)

03 de março: Boys Like Girls (Vivo Rio)

06 de abril: Elvis Costello (Citibank Hall) – CANCELADO

07 de abril: Ozzy Osbourne (Citibank Hall)

06 de abril: Slash (Vivo Rio)

09 de abril: Mason (Kaballah Festival)

16 de abril: Roxette (Citibank Hall)

16 de abril: Natalie Cole (Vivo Rio)

11 de maio: Scott Stapp (Citibank Hall)

22 de maio: Paul McCartney (Engenhão)

23 de maio: Paul McCartney (Engenhão)

03 de junho: Alice Cooper (Citibank Hall)

05 de junho: Jack Johnson (HSBC Arena)

11 de junho: Billy Paul (Vivo Rio)

01 de julho: Ed Kowalczyk (Vivo Rio)

06 de agosto: Erasure (Citibank Hall)

26 de agosto: Macy Gray (Leopoldinal)

27 de agosto: Chaka Khan (Leopoldina)

27 de agosto: Prince (Leopoldina) CANCELADO

27 de agosto: Ricky Martin (Citibank Hall)

11 de setembro: Judas Priest & Whitesnake (Citibank Hall)

23 de setembro: Elton John (Rock in Rio)

23 de setembro: Rihanna (Rock in Rio)

23 de setembro: Katy Perry (Rock in Rio)

24 de setembro: Red Hot Chili Peppers (Rock in Rio)

24 de setembro: Snow Patrol (Rock in Rio)

25 de setembro: Slipknot (Rock in Rio)

25 de setembro: Motörhead (Rock in Rio)

25 de setembro: Coheed and Cambria (Rock in Rio)

25 de setembro: Metallica (Rock in Rio)

08 de outubro: Tears for Fears (Citibank Hall)

09 de outubro: Eric Clapton (Arena HSBC)

06 de novembro: Pearl Jam (Apoteosea)

15 de novembro: Ringo Starr (Citibank Hall)

15 de novembro: Britney Spears (Apoteose)

Rita Lee ETC… – Vivo Rio – 18/9/10

Rita é rainha, é rock. No sábado (18 de setembro) ela trouxe ao palco do Vivo Rio o seu novo show, ETC… Com um repertório bem diferente do apresentado em janeiro, quando o show ainda era para divulgar o projeto Multishow ao Vivo, Rita continua fazendo uma festa, embora parecesse com (bem) menos mobilidade que no início do ano.

Mas, se a movimentação não era a mesma e a duração do show foi diminuta (menos de 90 minutos), a empatia com o público continua intacta. Não era difícil encontrar gente rouca na saída do show. Gente suada de tanto dançar e gente com sorrisos de satisfação.

Salve Rita!

Set List

Só Falta Você
Vírus do Amor
Pagu
Bwana, Bwana
Amor e Sexo
Tititi
Atlântida
Bad (com Michael Jackson cover)
Ovelha Negra
Banho de Espuma / Chega Mais
Lança Perfume

BIS

Ando Meio Desligado / Mania de Você
It’s Only Rock’n’Roll / Start Me Up (vocais Roberto Carvalho)
Flagra
Erva Venenosa

Leia um ping pong com a eterna roqueira


Fotos: Philippe Lima/AgNews


Ping Pong com Rita Lee

Rita Lee é a mais carioca das paulistas e já até ganhou o título de cidadã da cidade. Seus shows são sempre festas e, com um humor afiado e sem papas na língua, Rita é capaz de inspirar declarações de amor ou ódio, como aconteceu recentemente com a torcida do curintians, após criticar o bairro onde seria erguido o estádio do clube.

Sem pressão de gravadora ou projeto no forno, Rita leva ao Rio de Janeiro o seu show ETC…, prometendo surpresas para os fãs. Confira esse rápido ping-pong onde ela falou sobre música e até política.

Você é cidadã carioca e tem o humor e irreverência do Rio. Quem você considera o mais paulistas dos cariocas que conhece?

Fernando querido, sem dúvida, o Roger do Ultraje a Rigor.

O que gosta de fazer quando vem ao Rio?

Olhar o mar…

Cite dois lugares que gosta de frequentar.

Não sou de frequentar, faço o show e volto para o hotel.

Caso resolvesse entrar na política, qual seria a sua principal bandeira?

Direito dos animais.

Já que não há disco novo, como você faz para escolher o repertório dos shows?

Escolhemos todos juntos: Roberto, Beto, amigos…

Ainda há algum artista com o qual gostaria de compor ou gravar?

João Gilberto!

Pode citar seus discos preferidos?

Passo. Essa pergunta sempre me pega.

Por qual música gostaria de ser lembrada?

Pela que eu ainda não fiz.

Quando chegar ao céu, o que gostaria que Deus falasse para você?

Demorou!

Serviço:

SERVIÇO:

Rita Lee ETC…

Data: 18 de setembro às 22hs.

Local: Vivo Rio – Rua Infante Dom Henrique, 85 – Flamengo.

Ingressos: Camarote A R$ 160,00, Meia R$ 80,00; Camarote B R$ 100,00, Meia R$ 50,00;

Pista Superior R$ 30,00, Meia R$ 15,00; Setor Vip R$ 140,00, Meia R$ 70,00; Setor 01 R$

120,00, Meia R$ 60,00; Setor 02 R$ 100,00, Meia R$ 50,00; Setor 03 R$ 80,00, Meia R$ 40,00

Uma versão ligeiramente diferente desse texto foi publicado no Portal R7.

Lulu Santos estreia turnê do disco Acústico II no Rio

Depois de estrear em São Paulo o show da turnê de divulgação de seu Acústico II, Lulu Santos fez nesta sexta (20) o primeiro dos dois shows no Vivo Rio, casa de espetáculos da zona sul do Rio de Janeiro. E foi “em casa” que o cantor mostrou que o formato acústico ainda pode render bons frutos, especialmente longe do banquinho usado pela maioria dos artistas.

Um show de Lulu Santos é como um ritual. O guru desfila carisma e acordes que poucos artistas pop possuem ou tem competência para usar. Misturando sucessos e novas canções, o show se torna, como diz o artista em certo momento, “um bailão”, onde todo mundo dança.

Como espetáculo, Acústico II ainda precisa de alguns ajustes. Em certos momentos o pique cai e o fim da apresentação é um pouco, digamos, abrupto. Fica faltando algo.

Musicalmente, Lulu apresenta novidades, canções pouco conhecidas, novos arranjos para velhos sucessos – destaque para o baião de Tudo Azul – e algumas versões que lembram momentos plugados de outras turnês.

Acompanhado de Jorge Aílton (baixo e vocais), Chocolate (bateria), Hiroshi (teclados), Pretinho da Serrinha (percussão), PC (sopros e percussão) e Andrea Negreiros (vocais, cítara e percussão e novidade na banda), além cantora Marina de Le Riva, com quem dividiu os vocais numa surpreendente versão em espanhol de Adivinha o Quê, Lulu se mostra disposto a entreter, o que faz com muita facilidade.

A popularidade de Lulu Santos pode ser medida pelo tamanho da fila para vê-lo no camarim. Tão grande que acabou não permitindo tirar do artista qualquer impressão sobre a estreia.

Acústico 2 pode não ser o melhor show da carreira do “último romântico”, mas tem o selo de qualidade de um artista para o qual o público faz questão de cantar.

Setlist

E Tudo mais
Papo cabeça
Um pro outro
Dinossauros do rock
Medley: Toda forma de amor – Um certo alguém – Último romantico
Vale de lágrimas
Tudo azul
A cura
Apenas mais uma de amor
Tudo bem
Minha vida
O óbvio – Jorge Ailton
Adivinha o que – Marina de la Riva
19 Brumário
Sábado à noite
Baby de Babylon
SOS solidão
Já é
Assim caminha a humanidade
Sereia
Como uma onda

Bis
Auto estima
Tempos Modernos

Fotos: Phillippe Lima Assumpção / Ag.News

Texto originalmente publicado no Portal R7.

Simple Minds faz festa bem carioca

Com carioquíssimos 40 minutos de atraso, os escoceses do Simples Minds entraram no palco do Vivo Rio, casa de shows na zona sul da cidade, na noite desta quinta-feira (19), para fazer a festa, principalmente de quem estava nos locais mais baratos.

A banda, sucesso total nos anos 80, voltou ao país com uma formação bem próxima da original: Jim Kerr (vocal), Charlie Burchill (guitarra) e Mel Gaynor (bateria), estavam acompanhados de Eddie Duffy (baixo), Andy Gillespie (teclados) e Sarah Brown (backing vocal).

Deixando a chatice politicamente correta de lado, o que se via perto dos instrumentos eram garrafas de cerveja e whisky. Os caras são escoceses, água para que? Nesse tom, logo na primeira canção Kerr, super simpático e animado, chamou quem estava nas mesas mais afastadas (e baratas) para a frente do palco.

Ele queria todo mundo dançando. O pedido agradou grande parte do ótimo público presente, mas desagradou aos fotógrafos – que só poderiam registrar as primeiras três canções – e fazendo com que os que pagaram R$ 250 por uma mesa no setor vip, vissem seus lugares se tornarem, literalmente, os piores da casa.

Para ver algo, só em pé. Um clima totalmente Circo Voador. Mas o grande conflito diplomático aconteceu quando os seguranças da casa resolveram retirar fotógrafos e público. Kerr e banda pararam de tocar e o vocalista disparou:

– Esse é o meu show. Ou eles ficam ou eu não toco.

A decisão gerou um misto de aplausos e vaias, mas, como ele disse, era o seu show.

Com a voz em grande forma, solos de guitarra inspirados, boas intervenções dos músicos de apoio e da vocalista Sarah Brown, o Simple Minds enfileirou sucessos em pouco menos de 2 horas de apresentação.

Alive and Kicking, Mandela Day e (Don´t You) Forget About Me, fizeram todos dançarem e venceram a resistência até de jovens senhoras que subiram em suas cadeiras vips e dançaram bastante.

Fim de espetáculo e todos ficaram com a certeza de que a década de 80 não foi tão ruim assim (pelo menos musicalmente). Vida longa ao Simple Minds.

Fotos: Alex Palarea / AgNews e Jo Nunes
Confira quem ainda vai tocar no Rio em 2010.

Jeff Beck no Rio em novembro

Essa é uma notícia que merece ser comunicada. O release abaixo é tudo de bom.

Ingressos para as apresentações estarão à venda a partir do dia 25 de agosto

Aclamado pelas revistas especializadas como um dos mais influentes guitarristas da história do rock, o britânico Jeff Beck está de volta ao país. Ele realizará dois shows no Brasil em novembro – o primeiro no Rio de Janeiro, no dia 24 de novembro, no Vivo Rio, e o segundo em São Paulo, no Via Funchal, no dia 25 de novembro. Os ingressos para as duas apresentações começam a ser vendidos já este mês, a partir do dia 25 de agosto.

Em turnê mundial desde abril, quando lançou seu último álbum, Jeff está se apresentando acompanhado pelo baterista Narada Michal Walden, o tecladista Jason Rebello e a baixista e vocalista Rhonda Smith, que já se apresentou ao lado de Prince. Na estréia da turnê, Beck tocou com Eric Clapton, nos Estados Unidos.

Confira a programação completa de shows no Rio em 2010

O lado B do show de B. B. King no Rio (16/3/10)

Todo show tem seus detalhes desagradáveis. Algumas vezes por conta do artista ou, na maioria, de responsabilidade de parte do público. É de conhecimento público que blues e whiskey são coisas que combinam, mas mesmo os maiores consumidores do destilado sabem respeitar um momento sagrado, como era o show de B. B. King na última terça (leia a crítica do show). Afinal, todos estavam lá para reverenciar o mestre. Bem, quase todos.

Na quente noite do Vivo Rio (o ar condicionado não segurou a lotação da casa, coisa que só tinha visto acontecer uma vez) um grupo de sete jovens resolveram detonar 2 garrafas de whiskey, o que fez com que a noção do ridículo e da altura na qual falavam. Um belo exemplo de jovens idiotas que acabaram levando uma chamada de um coroa que queria assistir (e ouvir) o show e acabaram enfiando o rabo entre as pernas. Depois, como todos que não sabem beber, acabaram ficando sentados sem ação, sob o efeito do álcool.

Será que foram pegos na Lei Seca?

Outro Lado B negativo foi a qualidade do vinho branco vendido na entrada da casa de shows (R$ 10 a taça). Imbebível!

E, para não elogiar nada, a fila para pegar o carro – sempre uma epopeia – foi rápida e civilizada.

Fotos: Ag. News

B. B. King – Vivo Rio (16/3/10) – One More Time

Pode soar batido, mas, como um verdadeiro rei, B. B. King sentou-se em sua cadeira no meio do palco e tratou sua Lucille como uma verdadeira dama. Fazendo-a gemer e gritar como só um homem experiente sabe. Aos 84 anos, B. B. King pode não ter a mesma vitalidade de outros tempos, não dança mais, mas continua esbanjando charme e simpatia, conquistando suspiros de senhoras e marmanjos que lotaram o quente Vivo Rio (os ingressos estavam esgotados há mais de uma semana), no Rio de Janeiro, na abertura da parte brasileira de sua turnê  One More Time, nesta terça-feira (16/3/10). Com pouco mais de vinte minutos de atraso (nada, se comparado aos abusos cometidos por artistas brasileiros) a banda, formada por músicos cascudos, muitos acompanhando B. B. King há mais de 30 anos, começou o show. Foram 2 longas canções onde cada um mostrava suas qualidades em solos inspirados e nada excessivos, que agradaram em cheio aos cariocas. Depois do cartão de visitas dada por James “BoogaLoo” Bolden, Melvin Jackson, Walter King & Cia, entrou o rei, com o andar lento, distribuindo palhetas e sorrisos, aparentando uma forma até melhor da que mostrou em 2006, durante a Farewell Tour. Quem for assistir a um show dessa One More Time tour, não deve esperar surpresas. Apesar de deixar o público pedir canções, o mestre não foge do repertório do DVD gravado na turnê de 2006 e disponível no mercado brasileiro. Com o público literalmente a seus pés, o mestre contou piadas, falou bastante, usou os músicos da banda para recuperar o fôlego e energia. Também tocou música (e como tocou!). O setlist foi recheado de clássicos como Good Times Roll, Key to the Highway, When Love Comes to Town, You Are My Sunshine, Guess Who, Rock Me Baby, Thrill is Gone e When the Saints Go Marching In. Com duas horas quase cravadas, B. B. Se levantou da cadeira (ajudado por dois músicos), colocou seu chapéu panamá, um casaco e partiu. Mas, antes disso, prometeu voltar. Nada de despedidas dessa vez. Fotos: Ag. News

 

Rita Lee – Vivo Rio – 16/1/10

A despedida da turnê Multishow ao Vivo não poderia ser melhor. A cidadã carioca brindou o público que lotou o Vivo Rio com um espetáculo ainda melhor do que os que havia apresentado no início da turnê. Os arranjos roqueiros, cheios de guitarras, estavam mais redondos, os vídeos – todos excelentes – com sincronização perfeita e a artista, embora sem a vitalidade de outrora, afinal, já é uma avó no alto dos seus 62 anos, divertida, inteligente e afiada, como sempre.

O set list, praticamente um greatest hits, era certeza de entretenimento e deixou muita gente rouca de tanto cantar. Claro que gosto quando um artista da estatura de Rita lança um novo trabalho autoral, mas shows como este deveriam ser obrigatórios para quem tem uma carreira tão longa e com tantos sucessos. Ovelha Negra, Doce Vampiro, Ando Meio Desligado e outros sucessos da fase mais pop, se misturaram com citações aos Mutantes. Sensacional!

Rita continua a mesma, falando de política, sexo e divertindo a plateia com seu jeito palhaço e cheio de trejeitos que reverenciam Mick Jagger e Pete Townshend. A banda – Roberto de Carvalho e Beto Lee (guitarras) Brenno di Napoli (baixo), Edu Salvitti (bateria), Danilo Santana (teclados), Débora Reis e Rita Kfouri (backing) – termina a turnê em estado de graça, sem um erro e deixando a Rainha do Rock Tupiniquim em casa. A adição dos backing vocals é daquelas decisões que só acrescentam. A Ovelha Negra já não tem a mesma potência e pode se poupar durante as quase duas horas no palco.

Detalhe: A impagável aparição de Michael Jackson em Bad é daqueles momentos para se guardar na memória. Quem não viu, chore de arrependimento.

Muito bom ver que Erasmo Carlos e Rita Lee – o Casal Real do Rock Brasileiro – ainda têm pique para guitarras e shows elaborados.

Até a próxima, Rita.

Nota: 9,5

Fotos:  Ricardo Nunes

Set List:

Final Feliz
Luz Del Fuego
Saúde
Amor e Sexo
Bwana, Bwana / Baby / Medley Mutantes
Banho de Espuma
Chega Mais
Bad (com Michael Jackson)
Obrigado não
Doce Vampiro
Ovelha Negra
Só Falta Voce

Bis:
Ando Meio Desligado
Mania de Você
Erva Venenosa
Lança Perfume