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Grande parte dos internautas compra por impulso

Segundo pesquisa da CNDL/SPC Brasil, 41% dos gastos são feitos sem pesquisa prévia

Que o consumidor brasileiro está cada vez mais maduro e utiliza a internet para checar preços e a reputação dos vendedores, ninguém duvida, mas surpreende saber que 41% dos internautas ainda gastam por impulso, sem nenhuma pesquisa prévia.

A boa notícia é que 47% das compras em lojas físicas só acontecem depois que o internauta pesquisa na internet para conferir se vale a pena. A maioria pesquisa sobre as características do produto e preço, claro.

Ainda há muita resistência para compra de produtos como calçados, por exemplo, mas essas resistências tendem a desaparecer, principalmente por causa do bom atendimento das lojas online e das facilidades para devoluções e trocas.

Mesmo assim, 25% dos internautas visitam loja física antes de comprar na internet e 83%, acreditam que as lojas online praticam preços mais baratos. compras on-line. No geral, 91% dos internautas dizem se preocupar com fraudes na internet.

A pesquisa completa pode ser encontrada no link https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

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Quase 50% dos idosos respondem pelo sustento da casa

Dados são de pesquisa CNDL/SPC Brasil

A Economia continua cambaleante, o número de desempregados grande e o protagonismo dos aposentados cada vez maior.

Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 43% dos brasileiros acima de 60 anos são os principais responsáveis pelo pagamento de contas e despesas da casa.

A situação fica ainda mais séria se fizermos o corte por gênero. Entre os homens, o percentual chega aos 53%. Pior, 26% dos idosos já fizeram empréstimo pessoal ou consignado para ajudar alguém e 37% atrasaram o pagamento de alguma conta nos últimos seis meses.

Quase 100%

Ainda segundo o estudo, 91% dos idosos no Brasil contribuem com o orçamento da família, sendo que em 25% dos casos colaboram com a mesma quantia que os demais membros da família.

– Há muitos casos em que a renda do aposentado é a única maneira para sustentar o lar de uma família que perdeu emprego, mas o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e suas atitudes nesta fase da vida também são fatores importantes. Hoje, os idosos são mais ativos, têm mais autonomia financeira e trabalham por mais tempo, seja por necessidade ou porque se sentem dispostos – explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Pode mesmo parecer que as aposentadorias estão com valores bons, mas o estudo também mostra que 39% dos idosos brasileiros até conseguem pagar suas contas sem atrasos, mas fecham o mês sem um tostão.

Além disso, 37% dos idosos acreditam que padrão de vida piorou na terceira idade e 51% precisam recorrer a crédito para pagar contas.

Com as prováveis mudanças na Previdência Social e as necessárias modificações no rumo da Economia do país, resta torcer para que os aposentados consigam manter (e melhorar) seu padrão de vida e que sua participação na renda familiar diminua.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Carne de porco em alta entre os brasileiros

Depois de décadas de preconceito, brasileiros se rendem ao sabor (e preço) de uma proteína cheia de versatilidade

Sempre lembro de um episódio de No Reservations no qual o saudoso Anthony Bourdain declarava seu amor incondicional pela carne de porco.

Assim como o mestre, eu também sou fá dos sabores e da versatilidade da proteína suína. Portanto, comemoro o aumento do consumo dela pelos brasileiros.

Produção e consumo

Segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Brasil será o quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína em 2018.

Já segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o consumo doméstico de carne suína pode aumentar em quase 50 mil toneladas a mais, se comparado a 2017.

Mas qual a razão para essa mudança de comportamento do brasileiro? Afinal, por muitos anos, houve um grande preconceito envolvendo a carne de porco, o que travava o aumento do consumo.

Mitos e verdades

A principal mentira sobre a carne de porco é a de que ela é prejudicial à saúde. Na verdade, a carne suína (na maioria dos cortes) é pouco gordurosa, além de ser nutritiva e rica em vitaminas e minerais.

Muita gente não sabe, mas o camarão tem mais colesterol que a carne de porco e um lombo cozido apresenta teores de gordura menores dos encontrados em um pedaço de filé mignon (também cozido e com o mesmo peso).

Por isso, a carne suína vem sendo incluída em várias dietas.Outro mito é a de que a carne de porco causa alergia. Ora, claro que causa, assim como o leite de vaca, ovos, amendoim, soja, nozes, peixes e frutos do mar.

O importante é que os casos de alergia são bem menos comuns do que os causados pelos frutos do mar, por exemplo.

Branca ou vermelha?

Essa é uma grande discussão entre nutricionistas e a sabedoria popular. Normalmente considerada branca (e em alguns casos mista), a carne suína é oficialmente vermelha.

A confusão acontece por conta da pouca clareza (com o perdão do trocadilho) dos conceitos de carne branca e vermelha, mas isso é outra conversa.

Versatilidade

É fácil encontrar cortes como picanha suína, alcatra, filé mignon suíno, lagarto suíno. Eles permitem uma série de ótimas receitas (confira alguns links no fim do post), fáceis de fazer, saborosas e com preços bastante atraentes.

A possibilidade de combinar sabores mais adocicados com outros mais cítricos e fortes, faz da carne de porco um item quase obrigatório nas geladeiras/freezers dos brasileiros.

Mude seus conceitos

Dito tudo isso, se você ainda tem alguma resistência ao consumo da carne de porco, mude seus conceitos e experimente preparar alguma receita pouco calórica.

Receitas do blog

Lombinho de porco assado com crosta de ervas

Lombinho de porco assado com melado

Brasil fecha setembro com 62,4 milhões de negativados

Dívidas bancárias crescem 8,5%, enquanto atrasos no crediário caem -6,1%. Inadimplência entre idosos avança 10,0%

Enquanto grande parte da mídia e da população voltam suas atenções para o pleito eleitoral do dia 30, os números da economia continuam mostrando o calvário do brasileiro.

Levantamento do Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra que, em setembro, aumentou em 3,9% a quantidade de novos inadimplentes na comparação com o mesmo período do ano passado.

São 62,4 milhões de brasileiros com restrições ao crédito (mais de 40% da população adulta acima de 18 anos). E pensarmos apenas na população entre 50 e 64 anos, a alta foi de 6,2%.

A Região Norte é onde se encontra a maior proporção de pessoas com CPF restrito.

O estudo é amplo e pode ser visto na íntegra em http://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Fonte: SPC

Os melhores cartões de crédito para acumular milhas e viajar

Levantamento do site Melhores Destinos aponta o Porto Seguro Visa Infinite como a melhor opção para os viajantes

Um dos grandes hábitos de quem gosta de viajar é acumular milhas nos seus cartões de crédito para trocar por passagens, seguros e outras vantagens. O site Melhores Destinos fez o seu ranking anual com os melhores cartões do mercado nesses quesitos.

O levantamento é bastante completo e elege os melhores 14 cartões, destacando suas diferenças, benefícios e o valor da anuidade de cada um deles.

Veja as diferenças aqui e leia o estudo completo neste link.

Porto Seguro Visa Infinite

O cartão Porto Seguro Visa Infinite foi considerado o mais vantajoso para quem gosta de viajar (infelizmente, não possuo um desses). Ele tomou a liderança do Santander Unlimited Mastercard Black (o antigo campeão), por ser mais acessível (você não precisa ser cliente na Porto) e por ter anuidade decrescente (quanto mais usa, menos paga).



Confira os dez primeiros do ranking
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Fonte: Melhores Destinos

Leia outros posts sobre viagens

Caras fecha redação no Rio de Janeiro e VIP vira seção da Exame

Mais um capítulo do esvaziamento do Rio e do fim do mercado jornalístico

Faz anos que os empresários falam da crise no mercado editorial. Claro que houve mudanças e que as tiragens físicas diminuíram, mas não faltam exemplos de como sobreviver e continuar ganhando dinheiro (leia sobre o New York Times).

A notícia abaixo — tirada do Comunique-se — é triste e mostra, mais uma vez, a falta de visão e capacidade de adaptação dos nossos empresários.

Caras fecha redação no Rio de Janeiro e VIP vira seção da Exame

Mais duas notícias negativas para a mídia impressa brasileira. Nesta semana, a revista Caras decidiu descontinuar a sua redação no Rio de Janeiro, conforme informou o site Metrópoles. No Grupo Abril, empresa que está em processo de recuperação judicial, a notícia gira em torno da VIP. A partir deste mês, a marca deixa de ser um título próprio para seguir como um simples caderno dentro da Exame.

O fim da redação da Caras no Rio de Janeiro foi divulgado em primeira mão pelo jornalista Leo Dias. Em seu perfil no Twitter, o profissional de SBT e O Dia lamentou o episódio. A estrutura fluminense do impresso já vinha operando de forma diminuta. De acordo com os dados atualizados no Workr, solução do Comunique-se que conta com mailing jornalístico, apenas quatro jornalistas atuavam no espaço: a editora Bianca Portugal, o repórter fotográfico Cadu Pilotto, a repórter Roberta Encansette e o diretor Pablo D’la Fuelte. A equipe deve, por ora, seguir em formato home office.

O fechamento do escritório carioca se dá no ano em que a Caras promoveu demissão em massa. Em março, reportagem assinada por Nathália Caravalho apontou que mais de 20 profissionais tinham sido demitidos da revista. Na ocasião, a empresa informou que iria investir cada vez mais no título voltado a falar de celebridades.



Fim da VIP

Além da sucursal carioca da Caras, quem chega ao fim é a VIP enquanto revista. Mantido desde a década de 1980 pela Editora Abril, o título masculino deixa de ter vida própria nas bancas. A edição de setembro foi a última da marca. A partir de agora, VIP volta às origens, compondo o conteúdo apresentado nas páginas da Exame. A agora ex-revista passa a ser uma seção dentro da publicação voltada à economia e aos negócios. No Facebook, rede social em que o título tem mais de 1,2 milhão de seguidores, o nome já foi alterado para Exame VIP.

“A VIP nasceu em 1981, como uma seção de lifestyle da Exame. Agora, volta às origens. Por aqui, continue acompanhando nossa curadoria do melhor do estilo de vida, para homens e mulheres – com ainda mais apuro e sofisticação”, avisou a equipe da Abril em comunicado divulgado no Facebook ainda em setembro. Nesta semana, o site Coletiva.net registra que, como caderno da Exame, VIP contará com oito páginas de conteúdo — a ser editado por Ivan Padilla.

Fonte: Comunique-se

Brasileiros incrementam a compra de livros usados

Livros e automóveis são os produtos usados mais adquiridos nos últimos 12 meses, revela estudo da CNDL/SPC Brasil de setembro

Num país onde o índice de leitura é insuficiente e as editoras sofrem com o baixo número de exemplares vendidos, é um alento saber que os livros são os produtos usados mais comprados pelos brasileiros.

Um país se constrói com homens e livros“. A frase — adaptação da sentença de Monteiro Lobato e lema dos comerciais da Biblioteca do Exército — serviu como base para a formação de uma geração que tinha na leitura um dos alicerces da sua educação.

Líder de vendas

Os livros foram responsáveis por 54% das vendas de produtos usados em 2017, na frente até dos automóveis (43%), segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Não sei se isso significa que a população está lendo mais, mas é um dado que deve ser comemorado de qualquer forma. Ainda mais, se levarmos em conta que a maior parte dos produtos colocados à venda no período foi formada por eletrônicos (40%) e smartphones (40%).

A pesquisa mostra que a oportunidade de diminuir gastos e poupar é um dos objetivos da maioria das pessoas que optam pela aquisição de produtos usados. Dentre os que compraram ou venderam produtos usados nos últimos 12 meses, 65% calcularam a economia proporcionada, sendo 41% no caso da compra e 24% com a venda. Entre esses, nove (92%) em cada dez consumidores acreditam que a economia de dinheiro com a compra de usados foi significativa para o bolso. Os sites ou aplicativos especializados e o contato com amigos e conhecidos se destacam entre os principais locais para compra e venda de usados.

A pesquisa

A pesquisa ouviu 824 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais, capitais do país e acima de 18 anos. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos a uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Setor de entregas de comida movimenta R$ 10 bi por ano

Setor entrega desde pizzas até comida mineira, passando por sushis e churrasco

Chamado pelos empresários de delivery, o setor de entregas de alimentos vai bem no Brasil, principalmente graças ao crescimento da popularidade dos aplicativos para smartphones.

Este é um dos casos onde a tecnologia realmente melhora a experiência do consumidor (em casa ou no trabalho).

Além das tradicionais pizzas e comidas orientais, o brasileiro se acostumou a pedir pratos que podem ser tradicionais como arroz com feijão e bife ou mesmo uma comidinha mineira com sotaque, uai.

Levantamento feito pelo Sebrae mostra que a maioria dos consumidores prefere locais que ofereçam entrega em domicílio, mesmo quando esse serviço não é usado.

Já um estudo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), mostra um crescimento do número de pedidos via aplicativo em torno de R$1 bilhão por ano. Já o total do setor chega aos R$10 bilhões por ano.

Claro que os números são apetitosos (para empreendedores e clientes), mas, enquanto a crise durar, é melhor ficarmos cozinhando em casa.

Veja algumas sugestões de receitas testadas pelo blog.

Em julho, 19% dos brasileiros tiveram crédito negado

Situação econômica da população continua ruim

O número de brasileiros que tiveram o crédito negado (em julho) foi de 19%. Pior que esse número é saber que 44% dos consumidores usaram algum tipo de crédito, o que deve aumentar a quantidade de inadimplentes nos balanços dos próximos meses.

Os dados do Indicador de Uso do Crédito apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o não pagamento de contas foi a principal razão para as negativas.

Ainda segundo o indicador, apenas 13% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul, enquanto 35% encontram-se no vermelho.

São muitas as informações — Leia o estudo completo aqui — e todas elas muito preocupantes.

Como venho repetindo: as eleições vêm aí. Vote com inteligência.

Lazer deixa de ser prioridade para os brasileiros

Gasto com diversão, que já esteve em 4° lugar na conta dos brasileiros, sequer figura no ranking dos dez maiores gastos de 2017

A crise econômica faz várias vítimas, entre elas a cultura e o lazer, alguns dos itens afetados logo na primeira fase do corte de gastos de quem teve sua renda reduzida.

Pesquisa sobre os gastos do brasileiro mostram que, em 2017, transportes, alimentação dentro do lar, habitação, serviços públicos, higiene pessoal, saúde, artigos de limpeza, bebidas dentro do lar, comunicação e educação foram as prioridades.

Menos viagens

O lazer, que já esteve no top 5, ficou em uma posição modesta no ano de 2016, principalmente por conta da diminuição das viagens (tanto nacionais, quanto internacionais).

A alta do dólar, no caso dos destinos internacionais, e os preços exorbitantes das passagens aéreas nacionais, além dos custos altíssimos de hospedagens no Brasil, desestimularam os brasileiros no quesito turismo.

Economia no supermercado e no bar

A pesquisa também mostra que o brasileiro está mais esperto na hora de fazer as compras de supermercado. Além da troca das marcas famosas por outras menos conhecidas e mais baratas, os consumidores estão optando por embalagens mais econômicas (maiores).

Os gastos com alimentação e bebidas fora de casa também despencaram. Ao invés de almoços ou jantares, as pessoas estão preferindo sanduíches e salgados.

Aquele chopinho com os amigos está cada vez mais raro.

Aviso

As eleições estão chegando e precisamos votar em pessoas e ideias que possam fazer o nosso país sair dessa situação.

Brasileiros ainda guardam dinheiro em casa

Pesquisa mostra que ¼ dos brasileiros deixam o dinheiro em casa ao invés de aplicá-lo

Pode parecer estranho que em 2018 ainda existam pessoas que guardam dinheiro em baixo do colchão, mas é verdade. Pelo jeito, não são apenas políticos corruptos que enchem apartamentos de dinheiro.

Tão estranho quanto deixar o dinheiro em casa é saber que a Poupança ainda é utilizada por 60% dos brasileiros. Ou seja, proteger o seu patrimônio financeiro não é uma prática comum.

Opção insegura

Numa época onde a violência e a falta de segurança estão em alta, parece ilógica a escolha de manter qualquer quantia dentro de casa, além de ser economicamente ruim, já que a inflação corrói o seu valor.

Além da péssima e já citada Poupança, outra escolha popular (e pouco rentável) é a Conta Corrente, utilizada por 18% da população. Completam o ranking das escolhas a Previdência Privada (7%), os Fundos de Investimentos (5%), CDBs (4%) e Tesouro Direto (4%).

Falta de dinheiro

Dados do mês de maio mostram que o brasileiro não tem o costume de poupar. As razões? Renda muito baixa (40%), imprevistos (25%), falta de qualquer renda (12%) e excesso de gastos (12%).
A coisa não anda mesmo fácil.

Veja a pesquisa completa aqui.

Maioria dos brasileiros utiliza aplicativos de mobilidade

Levantamento faz parte do Mapa da Qualidade de Vida 2018 – Viva Real, que ouviu moradores de 12 capitais

O trânsito das grandes e médias cidades do Brasil é um dos grandes problemas da população. Os péssimos serviços de transporte público fazem com que muitos brasileiros ainda prefiram o carro ou, na melhor das hipóteses, aplicativos de transporte, como Uber, Cabify, 99 e outros.

Infelizmente, sem metrô ou trens confiáveis e com uma malha decente, somos obrigados a engolir soluções pobres como BRTs, que poderiam funcionar, caso fossem feitas de maneira menos mal planejadas e executadas, o que parece impossível no Brasil.

Nos últimos anos, o uso de aplicativos de mobilidade cresceu no país. Pesquisa realizada pelo Viva Real (empresa do Grupo ZAP), mostra que 52% dos brasileiros utilizam algum deles para o seu deslocamento.

Carro na frente

O Mapa da Qualidade de Vida 2018 ouviu moradores de 12 capitais e mostra que o carro ainda é o principal meio de transporte utilizado nessas cidades, com 63% de participação, na sequência estão os aplicativos, seguido por ônibus (48%), caminhada (44%), metrô (35%), táxi (17%), trem (10%), bicicleta (9%), motocicleta (5%) e caminhão (0,2%).

Deslocamento para o trabalho

Quando perguntados sobre como vão e voltam do trabalho, os entrevistados confirmaram a hegemonia dos automóveis (59%), seguido de ônibus (48%), aplicativos de mobilidade (47%) e metrô (33%).

A tendência é uma troca dos automóveis próprios pelo uso de aplicativos. O que, apesar de diminuir o custo para os usuários, está longe de ser uma boa solução em termos de mobilidade.

Será que algum dia teremos pessoas de bem pensando no deslocamento da população?

A pesquisa foi realizada com 3.990 respondentes das seguintes capitais: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

Mulheres compram maioria das passagens aéreas

Segundo levantamento da agência ViajaNet, participação feminina é de 64%. Sabe o que isso significa?

Segundo pesquisa divulgada pela agência ViajaNet, as mulheres já respondem por 64% de todas as vendas de passagens aéreas no Brasil.

Esse número significa um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano passado.

Claro que esse número precisa ser relativizado, já que a compra das passagens pode ser feita para outra pessoa ou para toda a família.

Clique para ampliar

Portanto, respondendo à pergunta lá de cima, isso não significa nada.

Teve problemas com operadoras de TV ou telefonia? Fale com a Anatel

Agência Nacional de Telecomunicações pode ser a melhor saída para resolver problemas inevitáveis

Esse é um post dedicado aos amigos que sofreram ou sofrem com o mau atendimento das operadoras de telefonia e TV por assinatura.

Faz tempo que nós (consumidores) temos uma série de leis e regras que nos protegem, mas quase nunca elas são respeitadas.

Vale jogar pesado

Protocolos, retorno de chamadas, possibilidade de pedir a gravação das conversas com os atendentes e outras ações deveriam ajudar na solução dos inevitáveis problemas. Porém, quando nada disso funciona, acredite, vale apelar para a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Segundo dados divulgados pela Agência, ela recebe cerca de 13 milhões de reclamações por ano, com um alto nível de soluções positivas para os consumidores.

Pode ser por medo de alguma multa ou para não aumentar a estatística de reclamações, mas as operadoras se movem quando a reclamação chega até a Anatel.

Como proceder

Segundo a Agência, o ideal é que você fale primeiro com a operadora, anote e guarde o protocolo. Esse número servirá de prova de que a operadora sabe do seu problema. Então, caso ela se recuse a enviar uma cópia da sua conversa com o operador ou simplesmente ignore a sua reclamação, fale com a Anatel.

Outra boa notícia é que falar com a Agência é grátis, através do número 1331 – de segunda a sexta-feira, das oito da manhã às oito da noite. Também existe a possibilidade de utilizar o site anatel.gov.br ou o aplicativo Anatel Consumidor.

Após a reclamação, a operadora é contactada e tem até cinco dias úteis para dar uma resposta.

Está dada a dica.

Universitários ainda acreditam na vocação

Mesmo com a crise econômica e o alto desemprego no país, jovens ainda acreditam mais na vocação do que nas necessidades do mercado

Que os jovens são sonhadores e idealistas é fato conhecido e que não necessita de nenhuma pesquisa inglesa para comprovar isso. Porém, pesquisa realizada pela Companhia de Estágios | PPM Human Resources mostra que os jovens ainda ignoram as necessidades do mercado em favor de uma possível vocação profissional.

Vocação x Sucesso

A escolha da profissão é algo que vai (normalmente) nos definir pelo resto de nossas vidas. Não é incomum que parentes e amigos influenciem essa decisão, mas hoje —mais que nunca — é preciso levar em conta o atual (e futuro) cenário da nossa economia.

Foram ouvidos mais de 5,4 mil estudantes em todo o país e o idealismo ainda é a principal motivação — para 68% dos entrevistados — na hora de escolher o curso universitário.

Não sou a pessoa mais indicada para criticar quem segue uma profissão mesmo quando ela não é das melhores em termos de remuneração (sou jornalista), mas admito que fiquei impressionado com o resultado do estudo.

Trabalhar no que gosta é sempre uma sensação indescritível, mas é muito melhor quando o mercado valoriza e preserva a sua profissão.

Spotify: usuários de versão gratuita podem pular anúncios

A notícia é ótima, mas, por enquanto, só vale para os assinantes australianos

O título pode até ser mais atraente que a notícia em si, mas está longe de ser uma fake news. O Spotify, provavelmente a melhor plataforma de streaming de música da atualidade, vai permitir que os usuários da Austrália pulem anúncios de áudio e vídeo quando quiserem, quantas vezes quiserem.

A ameaça Pandora

A iniciativa é um movimento do Spotify para não permitir o crescimento do Pandora — uma outra plataforma de streaming que parece preocupar mais que a Apple Music ou o Deezer.

Para os brasileiros, o Pandora pode ser um pouco desconhecido, mas sua biblioteca musical é quase tão grande quanto a do concorrente e seu preço para a versão premium é (lá fora) mais barata. Uma baita vantagem.

Só as propagandas que gostamos

A ideia é fazer com que o usuário possa pular as propagandas e informar quais delas realmente gosta, permitindo que a plataforma escolha anúncios mais interessantes para o ouvinte. Hoje, só quem é usuário premium pode ouvir música sem anúncios.

Essa pode ser considerada uma decisão corajosa, já que o Spotify só vai receber pelos anúncios ouvidos e não pelos pulados. Ou seja, a empresa acredita na sua força para fazer com que os usuários não deixem a sua receita cair.

Novos recursos

O Spotify aposta na criação de novos recursos para atrair novos usuários e fidelizar os que já usam o serviço. Um dos serviços que mais deram certo estão as playlists customizadas, como a Discover Weekly (Descobertas da Semana), que mostra as novidades da plataforma de acordo com o gosto pessoal do usuário.

Pandora na frente

Apesar do enorme número de usuários ativos — 180 milhões — e de uma receita monstro — US$ 158 milhões, no último trimestre — o Pandora aparece bem à frente no que diz respeito ao tempo que os usuários passam ouvindo a versão free (com anúncios). Segundo o último levantamento, quem ouve o Pandora fica duas vezes mais tempo na plataforma que os que usam o Spotify.

Grupo Abril entra em recuperação judicial

Dívidas do Grupo Abril chegam a R$ 1,6 bilhão e empresa teve prejuízo de R$ 331 milhões em 2017

Não sei se é o fim de um ciclo, mas a coisa está feia no Brasil. Pena que nossas empresas não sigam o exemplo do New York Times, sobre o qual escrevi aqui.

Reproduzo a matéria do Meio & Mensagem sobre o Grupo Abril.

O Grupo Abril entrou nesta quarta-feira, 15, com pedido de recuperação judicial em São Paulo. O protocolo se refere a todas as empresas, incluindo Abril Comunicações, Dipar Participações e Total Express. O escritório Mange Advogados acompanha o processo, que prevê 180 dias para a companhia não ser executada enquanto a dívida é renegociada com credores.

Segundo comunicado enviado à imprensa, o pedido de recuperação “se deve à necessidade do grupo em buscar proteção judicial para a repactuação de seu passivo junto a bancos e fornecedores e, dessa forma, garantir sua continuidade operacional”. O comunicado ocorre uma semana depois da ampla reestruturação que encerrou várias marcas. Além da dívida de R$ 1,6 bilhão, a empresa teve prejuízo de R$ 331 milhões em 2017. Descontados os títulos descontinuados, o grupo tem hoje cerca de 4,6 milhões de exemplares de 11 marcas diferentes em circulação mensal, print e digital, segundo o Instituto Verificador de Comunicação (IVC), o que ainda faz da empresa a líder entre publishers de revistas.
O foco principal da editora é, atualmente, as marcas Veja, Exame e Claudia. Entre as revistas encerradas, estão Elle, Cosmopolitan e Veja RIO. Segundo o Portal dos Jornalistas, o grupo procura negociar marcas como VIP, Placar, Viagem e Turismo e Guia do Estudante.

A consultoria Alvarez & Marsal foi contratada para o processo de reestruturação e um dos diretores, Marcos Haaland, foi nomeado presidente do grupo para conduzir os trabalhos internamente. Em entrevista à Exame, o executivo disse que foram demitidas 800 pessoas no processo iniciado semana passada, entre elas a publisher Alecsandra Zapparoli, e o grupo mantém cerca de 3 mil funcionários.

Sobre o futuro da companhia, Haaland disse que não pode “julgar o passado, até porque eu não estava aqui. Mas há uma mudança tecnológica que está afetando o setor como um todo, que trouxe uma crise e uma necessidade de pensar como é produzido e distribuído um conteúdo de qualidade”. Contextualizou como um problema global e estrutural do setor de comunicação, que deve levar em conta o avanço tecnológico. “Alguns que começaram mais cedo a se mover já estão mais adaptados, caso do jornal americano The New York Times. A Abril está buscando essa adequação e um novo modelo para se revigorar. Vamos sair da recuperação judicial, quanto antes, com a empresa novamente saneada e em condições de ter um longo futuro digital”, afirmou Haaland.

Veja abaixo uma cronologia com os principais fatos do grupo nos últimos anos.

Fonte: Meio & Mensagem

As lições de sobrevivência do New York Times

Ao contrário das empresas brasileiras, que preferem apostar no downsizing ao invés de investir em novas práticas, o New York Times mostra que é possível ganhar dinheiro na era digital

Update: Grupo Abril entra em recuperação judicial

Enquanto empresas como o Grupo Abril, Esporte Interativo e Editora Três monopolizaram o noticiário com demissões e corte de títulos, o New York Times anunciou que o jornal deve chegar aos 4 milhões de assinantes. Hoje, são 3,8 milhões de assinantes e 2,8 milhões deles vêm da versão digital.

Erros e acertos

Não é de hoje que o NYT olha com muita atenção para o seu conteúdo digital. O jornal, nos longínquos anos 2000, foi um dos primeiros a tentar fechar seu conteúdo para o público não pagante.

A iniciativa foi um tremendo fracasso e fez com que a publicação voltasse atrás e demorasse muitos anos para retomar a ideia.

Hoje, a estratégia para atrair assinantes é bastante agressiva e parece estar funcionando. Você mesmo já deve ter recebido um e-mail, tweet ou visto um anúncio no Facebook oferecendo uma semana de assinatura digital do New York Times por apenas US$ 1.

O resultado? A receita total da empresa no trimestre teve uma alta de 2% — o que não é pouco — chegando aos US$ 415 milhões e com um lucro de US$ 24 milhões. Números para dar inveja a qualquer empresa tupiniquim.

O Brasil e os geniais gurus digitais

No mesmo início dos anos 2000 as empresas brasileiras também começaram a ter a noção de que o meio digital seria importante para compensar eventuais (e inevitáveis) perdas de receitas do meio impresso.

Infelizmente, ao invés de apostar nos profissionais que já trabalhavam no jornalismo online e deixá-los montar equipes com pessoas que realmente pudessem pensar em meios de seduzir anunciantes e conseguir receitas sustentáveis, preferiram acreditar em gurus digitais.

Gurus digitais são aquelas pessoas que sabem se vender como tendo ideias geniais, muitas vezes tiradas de livros estrangeiros escritos por outros gurus digitais.

Depois, essas pessoas ficam cagando regras sobre assuntos que não dominam (como já vi acontecer com a Internet 2.0).

Há casos de gênios da lâmpada que foram contratados para descobrir uma maneira de cobrar pelo conteúdo de determinado veículo e que ficaram cinco anos tentando encontrar uma solução que só foi implementada — copiada de outros lugares — mais de um ano após a sua saída da empresa que o contratou por um ótimo salário. São pessoas inteligentes, admito.

Analógico x Digital

Pode parecer ilógico, mas um veículo predominantemente analógico pode ser também muito bem-sucedido nas suas versões digitais. Esse é o grande enigma para os administradores brasileiros.

O NYT é um desses casos, valorizando produtos que agregam valor a sua marca. Nem é preciso ser algo inovador (podcasts, por exemplo), precisa apenas ser bem feito e bem trabalhado pelo seu departamento comercial, normalmente povoado por mentes defasadas e preguiçosas.

Novatos x Experientes

Nunca antes na história desse país a expressão “jovem não é sinônimo de novidade” foi tão verdadeira.

As redações, diretorias e departamentos comerciais são ambientes totalmente distintos e que demandam perfis diferentes.

Enquanto nos departamentos comerciais os jovens deveriam tomar o lugar de muitos profissionais mais veteranos e que preferem a comodidade das práticas tradicionais, no resto do processo a coisa não é nada assim.

Nas redações e, principalmente, nas diretorias e no planejamento, o que deveria importar é a visão moderna e a experiência para detectar a realidade do veículo e não repetir erros cometidos por concorrentes.

Jovens são importantes, mas estão longe de serem a solução para a maioria dos problemas que entravam o crescimento das receitas e o bom uso da marca e dos produtos produzidos. Redes sociais não são terreno compreendido apenas por quem tem menos de 30 anos.

É preciso ter coragem para deixar de lado modelos antigos e saber o que realmente é novo.

Posições claras e fake news

Outra falácia repetida e incentivada no jornalismo brasileiro é a de que os veículos de comunicação precisam ser isentos. O New York Times, assim como seus pares norte-americanos, tem posições claras sobre uma série de questões importantes, incluindo política, aborto e dão apoio aberto a determinadas correntes de pensamento.

Esses posicionamentos, ao contrário do que pensam nossos executivos, não afastam leitores ou anunciantes.

O que acaba acontecendo é que as pessoas sabem com clareza o que estão lendo e, principalmente, confiam na credibilidade das informações e nem tanto nas conclusões tiradas delas. Confiam tanto, que pagam por elas.

Em tempos de fake news e fake governantes/postulantes é muito importante saber que as informações são bem apuradas.

Esse pequeno detalhe faz com que anunciantes que não concordam com as tendências do veículo de comunicação saibam que é lá que podem ganhar um público novo.

Realidade brasileira

No Brasil, desde o início dos tempos da internet discada, há uma cultura do grátis. Essa cultura fez com que empresas gigantes como a AOL afundassem retumbantemente por aqui.

Essa mesma linha de pensamento foi estimulada pelas empresas produtoras de conteúdo, que agora sofrem para conseguir mudar essa lógica, sobreviver e lucrar.

Como o Estado Brasileiro e os governos (estaduais e municipais) são alguns dos principais players do mercado publicitário nacional, muitos dirigentes de veículos de comunicação ficam com receito de se pronunciarem apoiando fulano, beltrano ou algum partido político e perderem verbas (já escassas).

A preocupação é legítima, mas parece vir acompanhada de uma falta de visão e coragem, necessárias para sobreviver nesses novos tempos.

Ideologias são sempre boas — mesmo quando você não concorda com elas — e nem sempre é preciso compartilhá-las para trabalhar com elas, coisa que os jovens nem sempre conseguem enxergar.

Também há o desafio para manter a qualidade em todas as plataformas nas quais o veículo de comunicação fincar a sua marca, o que nem sempre os mais velhos conseguem realizar.

Que o exemplo do NYT seja desfraldado por todo território brasileiro.

Outros posts sobre jornalismo

Esporte Interativo acaba e demite jornalistas

Canais, donos dos direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões da Europa, deixam de existir e dispensam mais de 100 pessoas

Update: Grupo Abril entra em recuperação judicial


Pelo jeito agosto não está mesmo sendo um bom mês para o jornalismo. Depois do fechamento da sucursal carioca da IstoÉ e do fim de 11 títulos da Editora Abril e de centenas de demissões, a bola da vez é o fim dos canais EI (Esporte Interativo), anunciado nesta quinta-feira (9 de agosto).

Telespectadores frustrados

Detentora dos direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões da Europa e alvo de uma comoção não tão distante entre os clientes de algumas operadoras de TV a cabo para a sua inclusão na grade de programação, o fim do Esporte Interativo frustra os telespectadores que acreditaram no projeto.

Jornalistas demitidos

Apesar da promessa da Turner – controladora dos canais – de manter a marca nas redes sociais, o resultado prático do encerramento das atividades dos canais do Esporte Interativo é a demissão de mais de 100 pessoas, muitas delas jornalistas, que vão se juntar aos já dispensados pela Abril e pela Editora Três.

Programas como Jogando em Casa, Mais 90, Melhor Futebol do Mundo e Dois Toques, deixaram de ser produzidos, fazendo com que a programação – que será exibida até setembro – seja um looping do programa No Ar.

Champions League e Brasileirão

Os jogos da Liga dos Campeões da Europa (pelos próximos três anos) e do Campeonato brasileiro (até 2024) serão distribuídos pela programação dos canais TNT e Space, que fazem parte do mesmo grupo.

Talvez o projeto tenha sido ambicioso demais, mas tenho certeza de que uma reengenharia menos radical poderia mudar o rumo da marca EI.

Voltar a transmitir os jogos em canais sem nenhuma identidade com Esporte não parece interessante ou inteligente.

Animados com o futuro?

A nota oficial enviada aos funcionários chega a ser surreal. Não fala em demissões e, em determinado trecho, se diz animados com o futuro. Mais um caso de jornalismo indo pela privada.

A nota oficial

Nós do Esporte Interativo/Turner, agora uma afiliada AT&T, anunciamos hoje que estamos migrando a nossa programação de TV com o futebol nacional e internacional para as marcas TNT e Space. A Turner continua comprometida com a Liga dos Campeões da UEFA pelas próximas três temporadas, iniciando as transmissões a partir deste mês. Além disso, a partir do ano que vem, começaremos a transmitir a série A do Campeonato Brasileiro até 2024.

Os canais do Esporte Interativo na TV serão desativados nos próximos 40 dias e deixaremos de transmitir competições que nos orgulhamos muito durante os últimos anos. Entretanto, as nossas atividades no mundo digital seguem firmes, e continuaremos levando a emoção que o Brasil merece pra vocês através do nosso Facebook, Instagram, Youtube, Twitter, EI Plus e qualquer outra plataforma digital em que os apaixonados por esporte estejam presentes.

Não dá pra negar que estamos tristes com o fim dos canais Esporte Interativo na TV, mas ao mesmo tempo estamos ansiosos e animados com o futuro, em que estaremos todos os dias na TNT e Space, com as mesmas narrações, comentários e brincadeiras que nos acostumamos a ouvir nos últimos 11 anos. E claro, seguiremos juntos, diariamente, com a nossa família de mais de 20 milhões de fãs nas redes sociais. Muito obrigado pelo apoio de sempre.

Contamos com vocês nessa nova caminhada. Tamo junto!

Abril fecha 11 títulos e demite centenas de jornalistas

“Reestruturação operacional” inclui o fechamento de revistas como Boa Forma, Casa Claudia e Veja Rio

Update: Grupo Abril entra em recuperação judicial


Faz poucos dias falei do fechamento da sucursal carioca da revista IstoÉ e de mais uma mudança no comando do Grupo Abril. Ontem (6 de agosto de 2018) os mundos empresarial e jornalístico foram surpreendidos pelo anúncio do fechamento de 11 títulos e da demissão de centenas de colaboradores da Abril.

Veja Rio, Boa Forma, Casa Claudia, Casa Cor, Arquitetura & Construção, Bebê.com.br, Casa.com.br, Cosmopolitan, Elle, Minha Casa e Mundo Estranho são as publicações descontinuadas e, segundo informações não confirmadas pela empresa, um número entre 200 e 500 colaboradores foram demitidos, centenas deles jornalistas.

Falta de visão

Ainda vai demorar um tempo para digerir mais uma decisão que parece privilegiar o caminho mais fácil (cortar e demitir) do que o que me parece certo –  modernizar as práticas dos departamentos comerciais e investir em profissionais especializados em jornalismo online ou em profissionais experientes que tenham o perfil para se adaptar à nova realidade do mercado.

Justificar os cortes e demissões pela “realidade econômica do país e o atual mercado de comunicação” é de uma simplicidade de dar dó. Em nenhum momento se fala em modernização da área comercial ou em mudanças nas linhas editoriais.

Para piorar, há fortes rumores de que as redações restantes ainda vão sofrer parrudos cortes de pessoal.

Lamentável!

A nota oficial da Abril

 


Abril anuncia reformulação

O Grupo Abril comunica que, como parte do seu processo de reestruturação, está reformulando o portfólio de marcas da editora com o objetivo de garantir sua saúde operacional em um ambiente de profundas transformações tecnológicas, cujo impacto vem sendo sentido por todo o setor de mídia.

O processo tornou-se obrigatório dentro das circunstâncias impostas por uma economia e um mercado substancialmente menores do que os que trouxeram a Abril até aqui.

Com isso, a empresa passará a concentrar seus recursos humanos e técnicos em suas marcas líderes: VEJA, VEJA SÃO PAULO, EXAME, QUATRO RODAS, CLAUDIA, SAÚDE, SUPERINTERESSANTE, VIAGEM E TURISMO, VOCÊ S/A, VOCÊ RH, GUIA DO ESTUDANTE, CAPRICHO, MDEMULHER, VIP e PLACAR. Marcas que somam audiência qualificada de 125 milhões de visitantes únicos por mês e 5,2 milhões de circulação nas versões impressa e digital por mês, além de centenas de eventos.

Aos profissionais que atuaram nos títulos que estão sendo descontinuados, nosso agradecimento pela dedicação e pelo profissionalismo.

Em consonância com sua trajetória e relevância na imprensa brasileira, a Abril reafirma o seu compromisso de manter vivo o jornalismo de qualidade. Uma imprensa forte, livre e idônea em seus princípios é essencial para o desenvolvimento do Brasil e o único antídoto contra desinformação e fake news.

Mudanças no comando do Grupo Abril

Dona de alguns dos maiores títulos da imprensa nacional, a Abril também parece estar sofrendo com “os novos tempos”

Recentemente falei do fechamento da sucursal carioca da revista IstoÉ. Agora, falo sobre a troca de comando do Grupo Abril, dona de títulos como Veja, Quatro Rodas, Viagem e Turismo e Superinteressante, entre muitos outros.

Giancarlo Civita – filho de Roberto Civita, presidente do grupo por décadas – deixa o comando da empresa, passando o bastão para Marcos Haaland, sócio da consultoria Alvarez & Marsal.

Muitas mudanças

A mudança não seria nada de excepcional caso o novo chefe tivesses experiência em algum setor que não o agronegócio, alimentos e petróleo. Para piorar, essa é a terceira mudança no comando da empresa apenas este ano – antes de Haaland estiveram no comando Arnaldo Figueiredo Tibyriça, (especialista em assuntos jurídicos), Walter Longo (publicitário) e Giancarlo Civita.

Para arrematar, a Abril mudou de endereço e de assessoria de imprensa, como parte da nova etapa na reestruturação operacional.

Pelo jeito, há uma certa dificuldade em encontrar um rumo para um dos grupos editoriais mais importantes do país.

Ainda vale a pena comprar celular no exterior

Pesquisa compara os preços dos 21 celulares top de linha no Brasil e nos EUA

Muitos já ouviram histórias de pessoas que viajaram para o exterior para comprar enxovais e muambas para revender. Agora, com o dólar nas alturas e as passagens de avião custando mais e ainda tendo o limite de bagagens diminuído, o cenário mudou, certo? Errado!

Uma pesquisa divulgada recentemente mostra que a carga de impostos brasileira supera toda a instabilidade da nossa economia e a valorização do dólar. A Cuponation, do grupo alemão Global Savings Group, comparou os preços dos celulares de última geração das 6 principais marcas de tecnologia em 5 grandes e-commerces no Brasil, comparado com os preços do e-commerce mais popular dos EUA.

Os preços

Um bom exemplo da diferença de preços é o valor do (ainda) novo iPhone X com 256GB de memória. No Brasil ele custa, na média, R$ 6.453, enquanto nos Estados Unidos ele pode sair por volta de R$ 4.515 (no cartão) e menos ainda (R$ 4.261) se for pago em dinheiro e se livrar da tarifa do IOF. Já o Motorola Moto Z Play com 32GB é vendido por mais de R$ 2.900, lá fora ele custa entre R$ 1.238 e R$ 1.312. Para finalizar, o S9 Plus com 128GB, da Samsung, na terra do Tio Sam, custa entre R$ 3.050 e R$ 3.300, muito mais barato que os R$ 4.600 cobrados por aqui.

Vale a viagem

Com as diferenças apresentadas, se um casal decidir trocar os celulares eles vão poder viajar para os EUA, passar um fim de semana em Nova York, por exemplo, ficar hospedado em um hotel em Manhattan e ainda economizar. A passagem (ida e volta) para NY está custando por volta de R$ 1.795 e, para Miami, R$ 1.668. Um hotel, com café da manhã e happy hour e não muito distante da Times Square custa R$ 1.400 por três dias/duas noites. Dependendo dos modelos escolhidos (pelo menos dois) você paga a passagem e a estadia e ainda sobra um trocado para se alimentar (cachorros-quentes e pizzas).

Conclusão

Esse resultado é uma VERGONHA! Não há explicação para termos preços tão absurdos em produtos que são montados no exterior ou com a maioria das peças fabricadas na China. Se tivéssemos passagens por preços mais justos a situação seria ainda mais desfavorável ao comércio brasileiro. Imaginar que a economia pode ser aumentada se o destino escolhido for Miami ou se o hotel em NY estiver situado fora da ilha, só aumenta a vontade de comprar uma passagem e viajar o mais rápido possível, mesmo que não precise de um celular novo.

PS: Uma pesquisa própria, em lojas e hotéis das duas cidades citadas mostrou que o valor da viagem pode baixar bastante.

IstoÉ fecha sucursal no Rio

Publicação fica apenas com a sucursal do Distrito Federal e a sede, em São Paulo

A IstoÉ, que já foi uma das principais revistas semanais do Brasil, anunciou, este mês, o fechamento da sua sucursal no Rio de Janeiro. Apesar dos ótimos profissionais que já passaram pela reportagem da publicação no Rio, faz décadas que ela vinha sofrendo com a linha editorial e a edição das matérias produzidas na Cidade Maravilhosa. A decisão de acabar com a redação carioca é também mais um alerta da decadência do Rio como cidade e estado.

Crise financeira, a vilã de sempre

Como era de se esperar, a justificativa dada pela Editora Três para a decisão é a crise. A empresa vem sofrendo com o cenário econômico e, nos últimos anos, já extinguiu títulos e promoveu uma série de demissões. Claro que a linha editorial jamais é questionada. Afinal, a queda na reputação da IstoÉ só pode ser um complô e não pode estar relacionada com as escolhas feitas pela direção e pela qualidade da edição dos textos publicados.

Não publicar mais títulos como IstoÉ Gente e Status, que sempre tiveram ótima reputação entre os leitores mostra um descompasso entre o comercial, o editorial e a realidade do mercado. O Comunique-se chegou a informar que a mansão da família Alzugaray, dona da Editora Três, poderia ir a leilão para pagar algumas dívidas.

A IstoÉ mantém (em São Paulo) uma redação com 19 jornalistas. Isso não é pouca gente e reforça a queda na importância do Rio na produção de notícias que não sejam policiais.

Uma pena.

Mais de 61 milhões de brasileiros estão com o nome negativado

Isso somente até fevereiro, mostra estimativa do SPC Brasil e CNDL

Segundo dados do indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) há 61,7 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. Pensando que esse número representa 40,5% da população com idade entre 18 e 95 anos, a preocupação com o futuro das famílias brasileiras é grande, principalmente se levarmos em conta que a região sudeste – a mais rica do país – concentra a maior parte desse contingente.

Faixa etária com maior proporção de negativados é entre 30 e 39 anos

Piorando o cenário, vem a informação de que a maioria das pessoas com problemas está na faixa entre os 30 e os 39, quando, na teoria, a população está no auge da sua força de trabalho. Em fevereiro, pouco mais da metade dos brasileiros nesta faixa etária (51%) tinha o nome registrado em cadastros de devedores. Mas, não há nada que não possa piorar, certo? Então, fique sabendo que 49% das pessoas entre os 40 e os 49 anos também estão nessa situação.

Sudeste e Nordeste na rabeira econômica

Contrastantes em quase tudo no que se refere aos índices econômicos, as regiões Sudeste e Nordeste se encontram tristemente nesse índice de endividados. A região Sudeste concentra a maior quantidade de consumidores com contas em atraso, em termos absolutos: 26,70 milhões – número que responde por 40% do total de consumidores que residem no estado. A segunda região com maior número absoluto de devedores é o Nordeste, que conta com 16,49 milhões de negativados, ou 41% da população.

Já em termos proporcionais, o Norte lidera o ranking, com 46% de sua população adulta incluída nas listas de negativados, seguida do Centro-Oeste, com 42% da população. Na boa, uma situação nada agradável.

Para quem devem?

Os brasileiros devem e, como não poderia deixar de ser, os bancos são os maiores credores, com pouco mais da metade das dívidas, seguidos pelo Comércio (18%), o setor de Comunicação (14%), e de Água e Luz (8%).

Para saber tudo sobre a pesquisa e acompanhar a série histórica, siga o link.

 

Dicas da Copa: Rússia 2018 é o mundial dos apps

Mais que em qualquer outro Mundial, a Copa do Mundo da Rússia vai ser o evento dos apps. Estudos indicam que 4 bilhões de pessoas estarão ligadas na Copa. Anunciantes e marcas (grandes e pequenas) se preparam para batalhas tão intensas quanto as que serão travadas nos gramados. Hoje, há mais de um milhão de smartphones em todo o mundo em comparação com a Copa do Mundo de 2014.

Mais smartphones que PCs

Outra diferença em relação à Copa de 2014 é que 72% do conteúdo relacionado à Copa do Brasil em 2014 foi acessado a partir de computadores. Na Rússia, mais de metade do conteúdo será visto a partir de telefones móveis.

Além dos aplicativos oficiais da Fifa, os apps de notícias esportivas, informações dos jogos em tempo real, mídia social, entrega de comida, transporte, apostas, streaming ao vivo e pagamentos vão ser utilizados pela maioria dos fãs, na Rússia ou não. A lista é gigantesca e fazer qualquer lista de aplicativos é uma ideia que não parece fazer sentido.

Coca-Cola e Itaú são as marcas mais lembradas

Enquanto os apps servem para facilitar a vida dos torcedores e solidificar a presença de algumas marcas, a propaganda tradicional continua sendo uma força imbatível. Em relação à Copa, 78% dos brasileiros lembram de alguma marca, com Coca-Cola e Itaú na liderança, seguidos por Vivo, McDonald´s e Guaraná Antarctica.

O que isso significa? Que o mundo está conectado, que a tecnologia é importante, mas que o tradicional ainda é o foco principal das grandes marcas.