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Dica de Viagem VII: vinho quente nos jardins de Paris

Piqueniques no outono entre goles de vin chaud. Programão para os turistas

O outono na Europa tem temperaturas agradáveis, tendendo para o frio (para os padrões de um carioca).

O fim da estação, principalmente, é a época perfeita para se experimentar o vin chaud — um vinho quente, parecido com o nosso quentão, que é vendido em vários quiosques espalhados por Paris.

Não tenha vergonha

Embora possa parecer um sacrilégio (para os amantes de vinho) o vin chaud é um sucesso e vai bem nos dias mais frios.

Feito com uma mistura de vinho tinto, frutas, açúcar, cravo e canela, ele pode ser encontrada em praticamente toda a cidade.

Não tenha vergonha em provar. Caso veja um quiosque de lanches, pode ter certeza de que o vin chaud vai estar entre as opções de bebida, mesmo que ainda sejam nove da matina. É um sucesso de vendas.

Nos jardins

Quem já visitou a Cidade Luz sabe que seus jardins são um espetáculo. No Jardim de Luxemburgo (meu preferido) há um quiosque onde, em certos horários, existe até uma fila para pedir a bebida.

As centenas de turistas que tomam os gramados, abrem suas toalhas e espalham seus quitutes, não se furtam em provar a iguaria. Alguns dizem que isso é muito programa de turista. Graças a Deus!

Se você vai viajar para Paris (em breve ou em algum momento da sua vida), guarde esta dica. Jardins e vin chaud.

Por via das dúvidas, segue o endereço do Jardim de Luxemburgo.

Jardin du Luxembourg
2 rue Auguste Comte 75006
Metrô linha
Metro linha 12, estação Notre-Dame-des-Champs ou RER: linha B, estação Luxembourg

Receita

Ingredientes

1 garrafa de vinho tinto
3 bastões de canela
Cascas de laranja seca (mais ou menos uma laranja)
Cascas de limão seca ralada (mais ou menos um limão)
6 cravos
6 pedaços pequenos (rodelas) de gengibre fresco
Noz moscada (a gosto)
2 favas de baunilha
1/4 de xícara de açúcar mascavo

Modo de fazer

É simples. Misture todos os ingredientes em uma panela e aqueça em fogo médio, mexendo até levantar fervura. Diminua o fogo e deixe que os ingredientes se incorporem por aproximadamente meia hora.

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Dicas de Viagem IV(c): Minivisto para a Europa

Dicas de Viagem V: Tipos de tomadas pelo mundo

Dicas de Viagem VI: Não se aperte com comida

Leia outros posts sobre viagens

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As cidades estrangeiras que o brasileiro mais gosta de visitar

OrlandoQue o brasileiro gosta de viajar ninguém duvida, mas que o gosto pelos destinos pode ser questionado também não tenho dúvidas. Segundo um levantamento realizado pela agência ViajaNet (entre janeiro e março deste ano), Londres fica de fora dos dez destinos mais procurados, enquanto quatro cidades dos Estados Unidos estão no Top 10. A pesquisa é tão surpreendente que Paris aparece numa modesta 6ª posição e Roma na , mostrando que o Velho Continente e o turismo cultural andam em baixa na conta dos turistas tupiniquins.

Ainda segundo a pesquisa, as vendas de passagens aéreas internacionais cresceram 27% entre janeiro e março deste ano no Brasil, quando comparadas com o mesmo exercício anterior e (segundo a pesquisa F(r)ases da Vida/Blog do feroli) o preço das passagens para os EUA e para as principais cidades da Europa ficaram praticamente parelhos, não justificando a preferência pela Terra do Tio Sam.

MiamiSegue o ranking

1 – Orlando

2 – Miami

3 – Nova Iorque

4 – Los Angeles

5 – Lisboa

6 – Paris

7 – Toronto

8- Roma

9 – Madri

10 – Cancun

Fonte: ViajaNet 

As cidades que mais bebem vinho no mundo

O consumo per capta de qualquer alimento ou bebida pode trazer algum espanto sempre que são divulgados. Sempre fico bobo quando lembro que a Suíça tem o maior consumo per capta de sorvete, enquanto, por aqui, dizem que não devemos tomar sorvete no frio. Portanto, a divulgação das cidades que mais consomem vinho (minha bebida favorita) no mundo chamou a minha atenção.

Imaginei que cidades dos principais produtores de vinho – lembrando que quantidade não é qualidade – estariam no topo, mas admito que Londres, por exemplo, me surpreendeu. Paris, é a primeira do ranking, unindo os ótimos vinhos com a sua quantidade absurda de turistas sedentos todos os anos. Isso, com o consumo normal da população, colocam a cidade francesa bem adiante da segunda colocada, Buenos Aires, onde também e bebe muito (ic).

Paris lidera o ranking realizado por uma escola francesa

Uma pesquisa da escola de administração francesa INSEEC revelou as cidades que mais consomem vinho no mundo. Paris ficou em primeiro lugar, com 697 milhões de garrafas consumidas anualmente, o que dá uma média de 51,7 litros per capita.

No entanto, deve-se lembrar que a capital francesa é um enorme polo turístico, portanto, a média per capita pode ser bastante relativa. Aliás, o mesmo ocorre nas maioria das outras cidades no top 10.

Confira a lista completa:
(Posição – Milhões de garrafa/ano – Litros per capita/ano)

1. Paris (França) – 697 – 51,7

2. Buenos Aires (Argentina) – 457 – 32,2

3. Ruhr (Alemanha) – 385 – 28,5

4. Londres (Reino Unido) – 369 – 24,7

5. Nova York (Estados Unidos) – 308 – 12,1

6. Milão (Itália) – 301 – 38,9

7. Los Angeles (Estados Unidos) – 241 – 12,1

8. Nápoles (Itália) – 188 – 38,9

9. Madri (Espanha) – 181 – 25,2

10. Roma (Itália) – 177 – 38,9

Fonte: Revista Adega

Degustação de vinhos para brasileiros…em Paris!

Uma ótima pedida para quem quiser unir a experiência de visitar Paris e degustar bons vinhos. A cereja do bolo é que tudo será em português.

O vinho francês é tão bom que até os mendigos não dispensam
O vinho francês é tão bom que até os mendigos não dispensam

As Caves Legrand, um dos melhores endereços para degustar e comprar vinhos em Paris, vai oferecer, a partir de maio deste ano, cursos de degustação em português. A ideia é atender a crescente demanda de clientes e turistas brasileiros, cada vez mais interessados em descobrir as especificidades dos crus franceses.

A programação inclui três fórmulas, com duração de 3 horas cada uma. O curso principal é dedicado aos «Grandes Crus» e inclui os melhores vinhos de regiões célebres, como Margaux, em Bordeaux, Gevrey-Chambertin, na Borgonha, ou, ainda, Côte Rotie, na região do Rhône.

Já a fórmula «Vins de Vignerons» tem foco em vinhos com estilo e personalidade próprios, elaborados por pequenos produtores, com ótimo custo benefício. A terceira opção é um giro pelos maiores vinhos brancos franceses, passando por regiões como a Alsácia, Loire ou Borgonha.

Os cursos serão estruturados em três partes: iniciação aos métodos de vinificação e discussão sobre o conceito de terroir; aplicação de técnicas de degustação para análise visual, olfativa e gustativa dos vinhos; e, finalemente, a degustação propriamente dita. Durante cada seção, serão degustados 6 vinhos franceses, acompanhados de “amuses-bouches” e tira-gostos harmonizados, como queijos, frios, canapés, antepastos e frutas.

As degustações fazem parte de um projeto mais amplo que tem como foco o mercado e os consumidores brasileiros. Além dos cursos em português, a casa também investiu na contratação de um profissional especializado para atender a clientela brasileira.

Paris à noite“O objetivo é oferecer os serviços que temos hoje em francês, também em português, dentre eles, degustações, conselho para a formação de adegas particulares, organização de eventos, além do atendimento personalizado para a venda de vinhos”, explica Gerard Sibourd-Baudry, diretor da casa.

Uma bela galeria

Inaugurada em 1880, Legrand é uma das mais bonitas, prestigiosas e completas caves de Paris. Tem mais de 5 mil rótulos, de 360 produtores, incluindo desde os maiores crus franceses, até vinhos raros de pequenos produtores. As garrafas compradas na cave também podem ser degustadas, sem nenhum acréscimo, no Comptoir, o bar e restaurante da Legrand, que funciona de segunda à sábado, das 12h às 20h.O acesso ao bar se faz pela belíssima Galeria Vivienne. Com seu piso em mosaico e teto de vidro que datam de 1823, a galeria, tombada pelo patrimônio histórico, é uma das mais belas de Paris. Somente a arquitetura e a decoração já valem a visita.

A programação dos cursos pode ser consultada no site da Legrand, clicando aqui e as reservas e maiores informações podem ser obtidas, em português ou em francês, através do email ana-carolina@caves-legrand.com.

Fonte: Divulgação/Enoeventos

Fotos: Fernando de Oliveira

Conexão Paris celebra receita e novidades

A notícia me deixa feliz: o blog Conexão Paris está dando lucro. Não consegui fazer o mesmo com o F(r)ases e com alguns outros projetos que tive, mas não perco a esperança. Para quem gosta ou vai visita a cidade, vale a visita.

conexao-paris-brandingUma conexão com Paris, ainda que pela internet, pode render R$ 1,2 milhão num ano. A quantia representa o faturamento que a brasileira Mariana Berutto obteve por seu trabalho no blog Conexão Paris, em 2014.

O site, que reúne dicas para turistas e informações sobre a capital francesa, nasceu em 2007 e já permitiu que Mariana e sua mãe e sócia, Lina Hauteville, editassem um guia caseiro e, posteriormente, criassem a Editora Conexão Paris, que atualmente tem seis livretos publicados.

Mariana-Berutto-e-Lina-Hauteville---Blog-Conex-o-Paris--Div-300Além do conteúdo editorial, nesses sete anos de existência, o blog constituiu parcerias para vendas de serviços como passeios de bicicleta, degustação de vinhos e queijo e traslado, destinados principalmente aos brasileiros que visitam a França. O Conexão Paris recebe em média 300 mil visitantes únicos por mês e mais de um milhão de pageviews.

Os planos para 2015 incluem investimento no canal de vídeos no YouTube, reformulação no site e na loja de produtos, além de uma ampliação no portfólio de guias, que ganhará mais quatro volumes. As edições são comercializadas na Livraria Cultura desde o ano passado.

Fonte: Meio & Mensagem

As melhores padarias de Paris

Minha experiência diz que é muito difícil encontrar uma padaria ruim em Paris, assim como é praticamente impossível escolher a melhor. Particularmente não sou tão chegado nos estabelecimentos que se apresentam moderninhos, fazendo releituras de clássicos, principalmente quando se trata de pães.  Sendo assim, apresento a lista abaixo cheio de poréns, mas convicto de que pode ajudar aqueles que gostam de experimentar lugares da moda. Mas, pode entrar em qualquer padaria que esteja lotada e arriscar sem medo. O pão será sempre ótimo.

Padarias de Paris I
Du Pain et des Idées

Na esquina das ruas Yves Toudic e Marseille, no 10ème arrondissement, essa padaria é uma viagem no tempo e um nirvana para os sentidos. O dono, Christophe Vasseur, é um executivo da moda que se transformou em padeiro. Em 2002, comprou a casa, inaugurada em 1889. Eis o lugar para achar especialidades sazonais, regionais e delícias à moda antiga, assadas em forno de pedra, como o escargot (cone) de chocolate e pistache, o minipavê de damasco e queijo roquefort (ou chocolate meio amargo e framboesa), os chaussons de maçã fresca, que desmancham na boca, e o mouna, brioche amanteigado e perfumado com flor de laranjeira, típico do norte da África. As novas versões de clássicos também são deliciosas, como o croissant de chá verde e os sacristains de creme de flor de laranjeira.

 

Pierre Hermé

Considerada um prodígio dos confeitos em Paris, atrai turistas com seus macarons especiais, que levam jasmim, cumaru, grapefruit ou noz-moscada. Mas os locais preferem as excelentes viennoiseries: croissants glaceados de framboesa e água de rosas, kugelhopfs alsacianos, docinhos e crocantes, feitos de xarope de flor de laranjeira e passas, kouign-amanns caramelizados, brioches e pães-de-ló, tudo macio e perfumado. Além de pertencer à quarta geração de uma família de padeiros, Pierre Hermé estudou na Fauchon antes de abrir sua primeira casa em Saint-Germain, em 2001. Hoje, mantém dez lojas em Paris e cinco em outras cidades francesas, além das filiais de Londres, Dubai, Tóquio e Hong Kong.

 

Jean Millet

Os madrugadores de Paris, conhecidos por lá como lève-tôts, fazem fila para comer o pain au chocolat desta padaria retrô, aberta em 1963 no 7ème arrondissement. Para muita gente, é a melhor da cidade. Fica pertinho da torre Eiffel, e oferece canelles macias e meladas, sables au citron coloridos, beignets de damasco, éclairs clássicos, palmiers que derretem na boca, Polonaises e religieuses cremosas e gateaux pitorescos, tudo criado pelo chef confeiteiro Denis Ruffel. Tem filiais até no Japão.

Blé Sucré, Square Trousseau

Há quem ache esta padaria meio fora de mão. Mas o endereço na praça Trousseau, no 12ème arrondissement, é animado e charmoso, e fica pertinho da Bastille e de dois dos melhores mercados de Paris: Marché Charonne e Aligre. De propriedade de Fabrice e Céline Le Bourdat, a padaria pintada em tons pastel é uma das preferidas dos parisienses para comprar baguetes frescas ou tomar um cafezinho rápido pela manhã em um pátio voltado para uma pacata praça-calçadão. É famosa pelos croissants, que estão entre os dez melhores de Paris, além do pain au chocolat. Mas não deixe de experimentar confeitos clássicos: madeleines, éclairs, religieuses cremosas de café e tortinhas de limão. E se for convidado para jantar na casa de um parisiense, impressione seu anfitrião levando algumas das iguarias da padaria para a sobremesa.

Fonte: Revista Four Seasons

 

 

Londres é a cidade mais visitada do mundo em 2014

Nova York é sensacional, Paris é belíssima, Roma, Florença e Siena são deslumbrantes, mas Londres é imbatível. Não tinha dúvida alguma que a capital britânica seria a cidade mais procurada por pessoas de todo o mundo. Mercantilista, moderna e, principalmente, aristocrática, imponente e tradicional, Londres é um paraíso para todos os que apreciam a boa música (rock, principalmente) e sabem admirar o humor dos seus cidadãos e a forma com a qual a cidade funciona perfeitamente.

Claro que não conheço todas as cidades que estão na lista das mais visitas (algumas até sei que jamais deverei ir), mas as viagens não vão parar tão cedo (espero).

LondresDe acordo com o Índice de Destinos Globais da MasterCard, Londres é a cidade mais visitada do mundo em 2014. Anualmente, desde 2010, o estudo é feito relacionando os destinos de acordo com as taxas de crescimento das chegadas de visitantes internacionais e de suas despesas em 132 cidades cobertas pela operadora de cartão de crédito.

Segundo o índice, o total de turistas estrangeiros que desembarcarão na capital britânica até o final do ano ficará em 19 milhões. Esse número foi suficiente para que a cidade recuperasse a primeira colocação, depois de ter perdido para Bangcoc no estudo do ano passado.

Enquanto o aumento de turistas em Londres foi de 8%, a capital tailandesa teve um declínio de 11% no número total de visitantes. Entre os motivos apontados, está a forte instabilidade política do país.

Nas dez primeiras colocações, Istambul foi a cidade que mais cresceu em relação ao último ranking (17,5%). Outro destaque foi Dubai (7,5%) que, com o bom índice de crescimento, se tornou uma forte candidata na competição para ultrapassar Paris (1,8%) e Cingapura (3,1%) como o terceiro principal destino global dentro de cinco anos.

ParisO levantamento também apontou que São Paulo deverá ser a terceira cidade mais visitada da América Latina em 2014, com 2,51 milhões de visitantes estrangeiros. Isso representa um aumento de 9,7% em comparação aos dados de 2013. O estudo também estima que o gasto gerado por visitantes em São Paulo deverá representar US$ 2,3 bilhões, segundo maior volume da região.

À frente da capital paulista no ranking, aparecem Lima, no Peru (a única cidade sul-americana no Top 20), com 5,11 milhões de visitantes, seguida pela Cidade do México, que deverá receber 2,57 milhões de turistas. O Rio de Janeiro ficou com a sétima posição, com 1,2 milhão de viajantes até o final do ano.

A lista:

1. Londres, Inglaterra – 18,69 milhões de visitantes

2. Bangcoc, Tailândia – 16,42 milhões de visitantes

3. Paris, França – 15,57 milhões de visitantes

4. Cingapura – 12,47 milhões de visitantes

5. Dubai, Emirados Árabes Unidos – 11,95 milhões de visitantes

6. Nova York, Estados Unidos – 11,81 milhões de visitantes

7. Istambul, Turquia – 11,6 milhões de visitantes

8. Kuala Lumpur, Malásia – 10,81 milhões de visitantes

9. Hong Kong – 8,84 milhões de visitantes

10. Seul, Coreia do Sul – 8,63 milhões de visitantes

Fonte: PureViagem

Sempre teremos Paris – A foto do Hotel De Ville

Beijos do Hotel De VilleEsta foto do beijo no Hotel De Ville é considerada como a mais vendida da história e foi tirada em 1950 pelo fotógrafo Robert Doisneau (1912-1994) para uma edição da revista Life.

Há uma controvérsia se a foto foi posada ou não (a primeira versão diz que foi ao acaso), mas o importante mesmo é saber que é muito difícil reproduzí-la em 2012.  Vocês não têm ideia de quantas tentativas foram necessárias!

Viva Paris!

Um Ogro em Paris – parte II

Esse foi o primeiro carro amassado que vi nas ruas de Paris. Como sempre, a foto não está nenhuma maravilha

Bem, antes de começar a falar do Louvre, vale destacar que a primeira coisa que me chamou a atenção na cidade (ainda no caminho do aeroporto para o hotel) foi a quantidade de carros amassados trafegando pelas ruas da capital francesa. Fiquei na dúvida se os parisienses seriam péssimos motoristas ou se algum fator externo seria o responsável pelo número de carros danificados. Caros, com aquele trânsito e aquelas ruas, é impossível não bater. Só para ter uma ideia da confusão, na praça onde está o Arco do Triunfo (Praça Charles de Gaulle, antes chamada de Place de l’Étoile) convergem 12 avenidas, com carros querendo entrar e sair dela, sem qualquer tipo de sinalização. Loucura total!

Bem, voltando ao Louvre, vale reforçar que aquele papo de que é a Torre Eiffel a grande estrela de Paris, que é uma figura onipresente na paisagem da cidade, é mentira! O grande astro é mesmo o Louvre, não só pelo tamanho, mas principalmente pela localização. É praticamente impossível ir a qualquer lugar da cidade sem passar por ele. Até mesmo para chegar a outros pontos turísticos como o Hotel De Ville é preciso passar por lá. Mas a primeira dica é fugir das filas enormes que são formadas na entrada principal (a da pirâmide). Para isso – assim como em vários outros momentos da viagem -, vá de metrô, mas não saia na estação do museu (Louvre-Rivoli) e sim na (Palais Royal – Musee du Louvre), onde você sai dentro de um pequeno shopping,compra os ingressos e entra no museu sem fila ou contratempo.

Realmente o tamanho do Louvre assusta. Como já chegamos no meio da tarde e o horário de fechamento era pouco antes das 22h, resolvemos focar nas coisas imperdíveis (Mona Lisa, o Egito, Venus de Milo, etc) para depois vermos o que fosse possível. Os corredores são gigantescos, as salas intermináveis e a quantidade de obras expostas é de fazer corar de vergonha qualquer espaço no Brasil (talvez só o Metropolitan de NY seja páreo para ele). E caminhar por ele é um exercício que exige preparo físico e paciência. O número de pessoas lá dentro é indecente e desviar de grupos lerdos ou pessoas distraídas requer habilidade.

A sala onde está a Mona Lisa é, sem dúvidas, o local mais procurado e praticamente o único lugar para onde há sinalização (pegue um guia do museu – há deles em português). Lá está sempre entulhado de gente, sejam grupos de japoneses ou crianças. Procure um momento quando os grupos estejam chegando e saindo para ver a tela. Leve em conta que você não chega muito perto dela e que o quadro não é muito grande. Filme, fotografe, se esprema. O momento é único para um turista de primeira viagem.

Outra dica: preprare-se não apenas para se exaurir com o interior, mas também com o exterior do museu. A praça onde ficam as pirâmides é linda, assim como o pátio interior, que tem um belo chafariz. A noite produz fotos belíssimas e dá até para namorar sob essas luzes.

Saímos do Louvre prontos para um jantar e para o merecido descanso antes do primeiro dia cheio.

PS: Na saída da visitação chuviscou por cerca de 70 minutos. Foi o único momento onde o sol e o calor não estiveram presentes durante a viagem. Portanto, não sei dizer se Woody Allen está certo ao afirmar que Paris é mais bonita na chuva.

Fim da Parte II

Relembro como foi a Parte I

A seguir: Baguetes, pães bundados e a Torre Eiffel

Fotos: Fernando de Oliveira e Jo Nunes

Um ogro em Paris – Parte I

Um comunicado antes do texto propriamente dito: não pretendo fazer um diário de viagem ou de dicas (há muitos excelentes pelo cyberespaço). Essa série de posts são apenas para dividir com quem quiser ler as minhas experiências (caso queira saber algum detalhe mais específico sobre um lugar ou situação, mande um e-mail).

Espero que se divirtam

Não sou grande fã da língua francesa, acho o cinema chato (na maior parte das vezes) e a música francesa é bem ruim. Por isso, viajar para a França nunca foi parte das minhas prioridades. Em maio deste ano, entretanto, resolvemos (eu e Jo Nunes) irmos até lá conhecer a cidade, mesmo que por poucos dias.

A ida foi por conta de uma empresa de viagens (Compett) que fez de tudo para que a empreitada desse errado. Durante todo o processo de preparação para a viagem eles nos enviaram transfer e número de passagens como se fossemos para Nova York! E, claro, as trapalhadas continuariam mesmo conosco já na Europa.

A viagem

Para quem quiser ir e aproveitar a crise econômica europeia que assola o continente, dois lembretes: nada de Compett e nada de Iberia – embora ela tenha as melhores tarifas, o que sempre pesa na decisão. A empresa espanhola tem razões para cobrar taxas mais baratas. A distância entre as cadeiras é ridícula, o café é péssimo e a comida não existe. Além disso, algumas aerovelhas são extremamente mal-humoradas, o que torna uma viagem de 10h ou mais em uma verdadeira agonia (saudades da British). Pelo menos os voos saíram no horário e a conexão em Madrid não foi complicada. Vale um comentário sobre o aeroporto de Madrid. Nunca andei tanto a pé, em esteiras rolantes ou embarquei em tantos elevadores para chegar a algum lugar como nesse aeroporto. Gigante, limpo, moderno e gigante (já tinha dito que ele é muito grande?).

A chegada em Paris foi tranquila, por volta das 12h. Ai aconteceu a primeira surpresa, não informada por nenhum dos meus amigos que já haviam estado na capital francesa: você não passa pela imigração! Você sai do avião, pega suas bagagens e vai andando… quando vê, está no lado de fora do setor de desembarque! Nem uma autoridade, nem um carimbo, nada! Cheguei a ir a um balcão de informações saber se era assim mesmo. ERA!

Já no saguão do aeroporto descubro que nosso transfer estava atrasado porque a Compett havia informado errado o horário da nossa chegada. Precisei ligar para a empresa responsável pelo transfer e torcer para que falassem um inglês que eu entendesse. Tudo certo (ou quase). O carro chegou, nos levou para o hotel e COBROU, sendo que o serviço já havia sido pago no Brasil.

Mas ainda tinha mais….

Ao chegar ao hotel (pequeno, mas simpático e otimamente localizado (Montmartre), descobrimos que nossa reserva havia sido cancelada porque a empresa (já falei que o nome dela é Compett?) havia informado que deveríamos ter chegado no dia anterior!

Depois de alguma conversa e de sermos acomodados em um quarto diferente do que havíamos pago, fomos aconselhados a ligar para São Paulo e ver o que estava acontecendo. Depois de pagar uma ligação internacional, tudo foi resolvido e nos prometeram trocar de quarto no dia seguinte e devolver o dinheiro pago pelo transfer.

Após essa novela mexicana (ou seria francesa?), deixamos as malas no hotel e fomos direto para o primeiro ponto turísitico da viagem: o Louvre.

Fim da parte I

Um ogro em Paris – Parte I

Um ogro em Paris – Parte II

Fotos: Jo Nunes e Fernando de Oliveira