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Goodbye Yellow Brick Road completa 45 anos

Álbum duplo de Elton John continua atual e moderno

No ano no qual o mundo celebra os 50 anos de outra obra-prima de quatro lados — o Álbum Branco, dos Beatles — uma outra obra faz um aniversário importante:
Goodbye Yellow Brick Road, de Elton John.

Lançado em 5 de outubro de 1973, o disco se tornou um marco na carreira do cantor e é, até hoje, um dos mais importantes álbuns duplos da história da música pop.

Já falei algumas vezes sobre esse disco e recomendo o link onde falo da caixa em comemoração aos 40 anos do álbum.

Encomende a sua cópia aqui.

Leia mais sobre Elton John

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RocketMan ganha trailer

Poucos dias após liberar a primeira imagem de Taron Egerton como Elton John, a Paramount Pictures divulgou o primeiro trailer de RocketMan.

Definido como “uma fantasia épica musical, sem censura”, a produção britânica tem direção de Dexter Fletcher (Hotel Babilônia) e será estrelado por Taron Egerton (Kingsman: The Secret Service e Kingsman: O Círculo Dourado).

O filme estreia em março de 2019, durante a turnê de despedida dos palcos de Elton John.

 

Filme que contará a história de Elton John libera a primeira imagem

Rocketman, que estreia no dia 30 de março de 2019, vai contar a história de um dos músicos mais talentosos e extravagantes da nossa época: Sir Elton John.

Definido como “uma fantasia épica musical, sem censura”, a produção britânica tem direção de Dexter Fletcher (Hotel Babilônia) e será estrelado por Taron Egerton (Kingsman: The Secret Service e Kingsman: O Círculo Dourado).

O filme chegará aos cinemas de todo o mundo enquanto Sir Elton faz a sua turnê de despedida dos palcos.

 

Elton John inicia mais uma turnê de despedida

A Farewell Yellow Brick Road teve seu início no sábado (8) em Allentown, na Pennsylvania. Turnê de Elton John terá mais de 300 shows e vai durar três anos

Sir Elton John é um veterano com muitos prêmios na prateleira e uma carreira recheada de clássicos. Foi o rei das paradas na década de 70 e manteve-se ativo e relevante por quase cinco décadas. Agora, parece que, aos 71 anos, ele vai mesmo pendurar as chuteiras.

— Gostaria de agradecer do fundo do meu coração por tudo o que vocês me deram nesses últimos 50 anos. Tenho a mais bela família de todas e eu realmente preciso passar mais tempo com eles. Eu sei que vocês vão entender isso, já que a maioria de vocês tem seus próprios filhos. Eu só quero que vocês saibam a razão pela qual estou fazendo essa turnê —explicou Elton durante o show.

Veja a primeira imagem de RocketMan, filme que vai contar a trajetória de Elton

Três anos de despedida

Anunciada em janeiro, a Farewell Yellow Brick Road está programada para ter mais de 300 datas, com shows em todos os continentes e duração de três anos. O Brasil vai estar no roteiro (embora ainda sem data definida) e podemos esperar mais uma inclusão de Skyline Pigeon no repertório.

Clássicos e números menos conhecidos

Acompanhado de um grupo formado por craques — alguns deles fazendo parte das bandas do músico desde 1968 e início dos anos 70 — Elton fez o que se espera dele: desfilou grande parte de seus sucessos e pinçou algumas obscuridades (veja o setlist no fim do texto).

Um show que reúne Ray Cooper, Dave Johnstone e Nilgel Olson no mesmo palco, não pode dar errado. Uma apresentação onde são interpretados números como Tiny Dancer, Someone Saved My Life Tonight, Don’t Let The Sun Go Down On Me e Your Song, só pode deixar o público extasiado.

Agora é esperar que o Rocket Man aterrisse no Brasil.

O setlist

Bennie and the Jets
All the Girls Love Alice
I Guess That’s Why They Call It the Blues
Border Song
Tiny Dancer
Philadelphia Freedom
Indian Sunset
Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long, Long Time)
Take Me to the Pilot
Someone Saved My Life Tonight
Levon
Candle in the Wind

Intervalo

Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding
Burn Down the Mission
Believe
Daniel
Sad Songs (Say So Much)
Don’t Let the Sun Go Down on Me
The Bitch Is Back
I’m Still Standing
Crocodile Rock
Saturday Night’s Alright for Fighting

Bis

Your Song
Goodbye Yellow Brick Road

Silvio Caldas inglês?

Reginald Kenneth Dwight nunca foi uma pessoa fácil. Seus chiliques são famosos e, assim como o nosso Silvio Caldas, seus anúncios de despedida dos palcos não foram poucos.

Abaixo alguns das mais famosas histórias de despedida de Elton John.

1977 (Wembley Stadium)

O primeiro dos anúncios de despedida aconteceu em novembro de 1977, antes de tocar (apropriadamente) Sorry Seems to be the Hardest World. A ideia não durou muito e dois anos depois ele já estava de volta aos estúdios e aos palcos.

1984 — turnê do disco Breaking Hearts

Drogas e uma extensa turnê parecem ter, novamente, esgotado o músico. Depois problemas em vários shows — teve de receber oxigênio durante uma apresentação no Madison Square Garden — Elton decidiu que esta seria a sua “última grande turnê e rock and roll”.

No entanto, um ano depois, Elton estava firme e forte nos palcos do mundo para promover seu álbum Ice on Fire.

2010 — em entrevista a revista GQ

Elton disse que, aos 63 anos, estava se sentindo velho e que não podia mais concorrer com os astros mais jovens.

— Eu não consigo mais escrever canções pop. Eu não posso mais sentar e fazer uma verdadeira canção de rock — disse.

Bem, em 2013, lá estava ele novamente na estrada para promover o disco The Diving Board, passando inclusive pelo Brasil (em 2014). Leia a crítica aqui.

2014 — no Festival de Carcassone, na França

No dia 15 de julho de 2014, durante a sua apresentação no Festival de Carcassone, na França, Elton disparou: “nada mais de shows, nada mais de música, nada mais de canções”.

Porém, apenas um dia depois, o músico disse ao tabloide The Mirror que “estava brincando” (e estava).

Será que essa será mesmo a sua última turnê?

Fotos: Ben Gibson

Os músicos mais ricos do Reino Unido

Adele e Paul McCartney estão na lista dos mais ricos. O velho Sir Macca é o primeiro colocado

Antiguidade é posto. A frase é antiga e batida, mas se encaixa perfeitamente no contexto dos músicos mais ricos do Reino Unido. Berço do melhor do rock (e outros ritmos) desde os anos 60, Inglaterra e adjacências também produziram alguns dos mais bem-sucedidos artistas do planeta. E, embora os mais jovens desdenhem do som que marcou e até hoje influencia o mundo, a maioria dos nomes é da velha guarda, com alguns que nem são tão levados a sério como talentos, mas que estão lá, marcados na história. Assim, membros dos Beatles, Stones, Pink Floyd e Queen, por exemplo, estão lá no topo da lista.

O ranking, produzido pelo jornal Sunday Times, é feita levando-se em conta vários fatores como terras, propriedades, bens móveis e ações em empresas públicas. Os valores guardados nos bancos não entram nessa conta. As cifras estão na moeda da Terra da Rainha (libras esterlinas), claro.

Chupa, garotada!

PS: O valor da libra está quase R$ 5

Os nomes e as cifras:

Eric Clapton, com £ 175 milhões, está na posição 12

1. Paul McCartney e Nancy Shevell – £ 820 milhões
2. Lord Lloyd Webber – £ 740 milhões
3. U2 – £ 569 milhões
4. Elton John – £ 300 milhões
5. Mick Jagger – £ 260 milhões
6. Keith Richards – £ 245 milhões
7. Olivia e Dhani Harrison – £ 230 milhões
8. Ringo Starr – £ 220 milhões
9. Michael Flatley – £ 202 milhões
10. Sting – £ 190 milhões
11. Rod Stewart – £ 180 milhões
12. Roger Waters – £ 175 milhões
12. Eric Clapton – £ 175 milhões
14. Robbie Williams – £ 165 milhões
15. Tom Jones – £ 163 mihões
16. Tim Rice – £ 152 milhões
17. Ozzy Ousbourne e Sharon Ousbourne – £ 145 milhões
18. Adele – £ 140 milhões
18. Calvin Harris – £ 140 milhões
18. Charlie Watts – £ 140 milhões
21. Brian May – £ 135 milhões
22. Roger Taylor – £ 130 milhões
23. Jimmy Page – £ 125 milhões
24. Phil Collins – £ 120 milhões
25. David Gilmour – £ 115 milhões
26. Robert Plant – £ 105 milhões
26. John Deacon – £ 105 milhões
28. Enya – £ 104 milhões
29. Chris Martin – £ 94 milhões
30. Nick Mason – £ 92 milhões
31. Pete Townshend – £ 82 milhões
31. Will Champion – £ 82 milhões
31. Jonny Buckland – £ 82 milhões
31. Guy Berryman – £ 82 milhões
35. Ed Sheeran – £ 80 milhões
35. Gary Barlow – £ 80 milhões

 

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Elton John ganha dois discos-tributo

Revamp: Reimagining the Songs of Elton John and Bernie Taupin e Restoration: Reimagining the Songs of Elton John and Bernie Taupin, já estão disponíveis em streaming

Sir Elton John, um dos mais conhecidos artistas pop do mundo e seu letrista, Bernie Taupin, ganharam mais dois discos-tributo a sua obra: Revamp e Restoration, lançados após o anúncio de que Elton vai se aposentar dos palcos, reuniram astros do pop atual e da música country, com resultados bastante irregulares. Essa não é a primeira vez que a obra dos compositores é revista por outros astros. Antes de Coldplay, Q Tip, Demi Lovato, The Killers, Queens of the Stone Age, Mumford and Sons, Florence and the Machin, Mary J. Blige, Ed Sheeran, Lady Gaga, Sam Smith, Pink and Logic, Alessia Cara, Willie Nelson e uma surpreendente Miley Cyrus, entre outros, tentarem reler as canções da dupla, um outro grupo de artistas fez o mesmo em 1991, no bom Two Rooms: Celebrating the Songs of Elton John & Bernie Taupin, que reuniu um naipe de astros de mais peso como Eric Clapton, Sting, The Who, Rod Stewart, Phil Collins, The Beach Boys, Joe Cocker e Tina Turner, para citar apenas alguns nomes.

Voltando a 2018, Revamp tem uma pegada mais pop, enquanto Restoration vai pela linha country. Claro que é difícil reinterpretar canções que já são clássicos e acrescentar um pouco da sua personalidade a elas. Louvo o esforço do Coldplay (We All Fall in Love Sometimes) ou Q-Tip e Demi Lovato (Don’t Go Breaking My Heart), mas o resultado acabou soando superproduzido e sem a profundidade que, imagino, tenha sido a ideia dos intérpretes. Mas se o Coldplay não conseguiu entregar a melancolia desejada na balada escolhida, pior foi Ed Sheeran, que escolheu fazer uma versão acústica de Candle in the Wind e acabou soando um pastiche malfeito da versão que o próprio Elton lançou na caixa comemorativa dos 40 anos do álbum Goodbye Yellow Brick Road (2014). Mas nem tudo está perdido, Miley Cyrus vai muito bem em Don’t Let The Sun Go Down On Me e Lady Gaga consegue – apesar de algumas críticas (injustas) – deixar sua marca em uma boa versão de Your Song, que não faz feio se comparada com as interpretadas por Billy Paul ou Al Jarreau. Outros ficaram no meio do caminho, alguns mais para o lado bom – The Killers, com uma versão semi-golspel de Mona Lisas And Mad Hatters – e outros para o lado ruim – Sam Smith e a sua versão melosa de Daniel.

Mas se o disco pop tem mais baixos que altos, a reunião de astros do country faz de Restoration uma experiência bem mais agradável. Com apenas uma canção repetida do disco pop (Mona Lisas and Mad Hatters) e só um artista presente nos dois tributos (Miley Cyrus) o disco segue bem mais coeso, tanto em termos de repertório quanto em termos de qualidade. Miley Cyrus manda bem novamente, embora The Bitch Is Back não se encaixe bem no conceito do álbum, e Willie Nelson faz uma ótima Border Song. Outros destaques ficam por conta de Rhonda Vincent e Dolly Parton (Please) e a bela versão de This Train Don’t Stop There Anymore, interpretada por Rosanne Cash e Emmylou Harris.

No geral, os dois discos soam excessivos – seria muito melhor se escolhessem as melhores faixas e tivessem colocado em um único álbum -, mas não chegam a ser um crime contra o patrimônio do pop internacional. A ideia de homenagear Elton John e Bernie Taupin sempre merece aplausos, mesmo que sirva para lembrar como são boas as gravações originais.

PS: Os dois álbuns não têm previsão de lançamento em formato físico no Brasil.

As canções

Revamp:

01. Bennie and The Jets — Elton John, P!nk, Logic
02. We All Fall In Love Sometimes — Coldplay
03. I Guess That’s Why They Call It The Blues — Alessia Cara
04. Candle In The Wind — Ed Sheeran
05. Tiny Dancer — Florence And The Machine
06. Someone Saved My Life Tonight — Mumford and Sons
07. Sorry Seems To Be The Hardest Word — Mary J. Blige
08. Don’t Go Breaking My Heart — Q Tip feat. Demi Lovato
09. Mona Lisas And Mad Hatters — The Killers
10. Daniel — Sam Smith
11. Don’t Let The Sun Go Down On Me — Miley Cyrus
12. Your Song — Lady Gaga
13. Goodbye Yellow Brick Road — Queens of the Stone Age

Restoration:
01. Rocket Man – Little Big Town
02. Mona Lisas And Mad Hatters – Maren Morris
03. Sacrifice – Don Henley and Vince Gill
04. Take Me To The Pilot – Brothers Osborne
05. My Father’s Gun – Miranda Lambert
06. I Want Love – Chris Stapleton
07. Honky Cat – Lee Ann Womack
08. Roy Rogers – Kacey Musgraves
09. Please – Rhonda Vincent and Dolly Parton
10. The Bitch Is Back – Miley Cyrus
11. Sad Songs (Say So Much) – Dierks Bentley
12. This Train Don’t Stop – Rosanne Cash and Emmylou Harris
13. Border Song – Willie Nelson

Uma versão deste texto foi publicado na Revista Ambrosia

Elton John – Social Disease

A letra é uma sobre um desajustado, a melodia um tipo de country-rock e esse vídeo que encontrei torna a canção ainda mais deliciosa.

Social Disease (Elton John & Bernie Taupin)

 
My bulldog is barking in the backyard
Enough to raise a dead man from his grave
And I can’t concentrate on what I’m doing
Disturbance going to crucify my days
And the days they get longer and longer
And the nighttime is a time of little use
For I just get ugly and older
I get juiced on Mateus and just hang loose

chorus:
And I get bombed for breakfast in the morning
I get bombed for dinner time and tea
I dress in rags, smell a lot, and have a real good time
I’m a genuine example of a social disease

My landlady lives in a caravan
Well that is when she isn’t in my arms
And it seems I pay the rent in human kindness
But my liquor also helps to grease her palms
And the ladies are all getting wrinkles
And they’re falling apart at the seams
Well I just get high on tequila
And see visions of vineyards in my dreams

(repeat chorus)

And the ladies are all getting wrinkles
And they’re falling apart at the seams
Well I just get high on tequila
And see visions of vineyards in my dreams

chorus:
And I get bombed for breakfast in the morning
I get bombed for dinner time and tea
I dress in rags, smell a lot, and have a heart of gold
I’m a genuine example of a social disease

Elton John – HSBC Arena – 19/2/2014 – Crítica

1059707_Elton_John_49_gElton John faz parte daquele naipe de artistas que podem fazer ótimos shows com quase 2h30 e ainda deixar de fora uma boa série de sucessos. Foi isso o que aconteceu na noite desta quarta-feira na HSBC Arena, na Barra da Tijuca. Elton e banda – Kim Bullard (teclados), John Mahon (percussão), Matt Bissonette (baixo), Davey Johnstone (guitarras, banjo, etc) e Nigel Olson (bateria) – subiram ao palco para apresentar a perna sul americana da turnê Follow de Yellow Brick Road, que comemora os 40 anos do disco Goodbye Yellow Brick Road.

Dificuldades para chegar até a Barra

Mas, antes de falar do show, é preciso destacar que boa parte das pessoas que chegaram atrasadas (mesmo com o início do espetáculo ter começado também atrasado) sofreram com o grande canteiro de obras que se transformou a cidade, em praticamente todos os bairros. Para piorar, sinalização é algo que parece não fazer parte do vocabulário das autoridades responsáveis pelo trânsito. Se para um carioca a coisa é complicada, imagine para um estrangeiro na Copa!

Simpatia e um caminhão de hits

1059689_Elton_John_32_gElton não é um desconhecido do público carioca. Desde 1995 ele vem visitando a cidade (e o país), com shows sempre de boa qualidade. Apesar de não ter mais uma banda tão brilhante quanto a da primeira apresentação, Elton fez seu melhor show na cidade, basicamente por conta do repertório e do seu ótimo humor. Ele esbanjou sorrisos, autógrafos, tirou até foto com um fã no palco, esteve falante e interagiu bem com a plateia Isso fez toda a diferença.

Vestindo um casaco azul com brilhantes e a inscrição Madman Across the Water nas costas (título de um de seus discos), Elton deixou o público de joelhos logo nos primeiros acordes de Funeral for a Friend / Love Lies Bleeding, a primeira das muitas canções de Goodbye Yellow Brick Road que iria apresentar.

VEJA VÍDEOS DA APRESENTAÇÃO

Dando preferência ao material produzido nos anos 70, Sir Elton Hercules John foi desfilando canções e sucessos de praticamente todos os álbuns que produziu naquela década. Lá estiveram, por exemplo, Levon e Tiny Dancer (Madman Across the Water), Mona Lisas and Mad Hatters e Rocket Man (Honky Château) e Someone Saved My Life Tonight (Captain Fantastic and the Brown Dirty Cowboys). Mas foi mesmo o material de GYBR que fez a diferença. Poucas vezes um disco teve tantos sucessos (Candle in the Wind, Bennie and the Jets, Saturday Night’s Alright for Fighting, Goodbye Yellow Brick Road, etc) e poucas vezes tantas músicas de qualidade que não foram hits apenas por “falta de tempo” (All The Girls Love Alice, The Ballad Of Danny Bailey (1903-34), I’ve Seen That Movie Too, Harmony, e por ai vai…).Infelizmente nem todas puderam ser tocadas (ou o show teria 4h de duração), mas a qualidade do resto do material preencheu essa lacuna. Até mesmo Home Again (a solitária canção do seu último disco Diving Board) poderia se encaixar perfeitamente na produção da sua fase de ouro.

Skyline Pigeon com banda

1059701_Elton_John_43_gSempre imagino o que deve passar pela cabeça de Elton e dos músicos com a recepção que a canção Skyline Pigeon, que segundo uma coletânea do cantor é uma das suas mais obscuras músicas. Se em 1995 ele ignorou a força dessa melodia, desde 2009 que ela é presença certa no setlist dos shows no Brasil (e só no Brasil, que fique bem claro). Porém, dessa vez, a boa nova foi que ela não se limitou a Elton e o piano. Toda a banda (muito bem ensaiada) participou do momento que a maioria do público presente na Arena vai lembrar para o resto da vida. Público que, na sua grande maioria, tinha mais de 40 anos, já que, talvez pelos preços praticados, pouquíssimos jovens e crianças deram as caras na Barra da Tijuca.

As poucas alterações no setlist foram positivas – talvez apenas a exclusão de Oceans Away e I’ve Seen That Movie Too provoquem alguma lamentação – e a plateia carioca pode acreditar que os elogios feitos a ela foram sinceros. Tão sinceros quanto os dela pela existência de um artista dessa envergadura e com esse talento para emocionar e para fazer você sentir vontade de dançar. Philadelphia Freedom e o fechamento do primeiro ato, com Your Sister Can’t Twist (But She Can Rock ‘n Roll) e Saturday Night’s Alright for Fighting, não me deixam mentir.

Ave Elton, Dave e Nigel. É um privilégio poder dividir o mesmo espaço com vocês  e poder ouvi-los tocar.

1059697_Elton_John_3_gSetlist:

Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding
Bennie and the Jets
Candle in the Wind
Grey Seal
Levon
Tiny Dancer
Holiday Inn
Mona Lisas and Mad Hatters
Believe
Philadelphia Freedom
Goodbye Yellow Brick Road
Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long, Long Time)
Hey Ahab
I Guess That’s Why They Call It the Blues
The One
Skyline Pigeon
Someone Saved My Life Tonight
Sad Songs (Say So Much)
All the Girls Love Alice
Home Again
Don’t Let the Sun Go Down on Me
I’m Still Standing
The Bitch Is Back
Your Sister Can’t Twist (But She Can Rock ‘n Roll)
Saturday Night’s Alright for Fighting

Bis:
Your Song
Crocodile Rock

Fotos: AgNews

Já é Carnaval: Elton John faz show no Rio ou Following the Yellow Brick Road

Músico relança disco icônico, faz apresentação no Rio e tem show exibido no cinema

GYBR pre orderPoucos são os mortais que não conhecem alguma das canções de Sir Elton John. O músico, que dominou as paradas nos anos 1970 e que segue fazendo sucesso até hoje, volta ao Brasil para mais uma série de shows – no Rio a apresentação acontece na quarta-feira (19), na HSBC Arena – seguindo as comemorações pelos 40 anos do lançamento do seu disco mais bem sucedido em termos comerciais: Goodbye Yellow Brick Road, de 1973.

Como pode-se notar, Sir Elton está um pouco atrasado na celebração do sucesso do álbum, mas isso em nada diminui a importância do seu legado – nele estão canções de sucesso como Candle in the Wind, Bennie and the Jets, Saturday Night’s Alright for Fighting, além da faixa-título e de músicas que se transformaram em favoritas do público e de Elton como Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding, Roy Rogers e Harmony. Mas, antes tarde do que nunca. Para saciar os fãs, serão lançadas várias versões remasterizadas do álbum, com destaque para uma super deluxe version, que virá com o disco remasterizado, um CD com canções lançadas em compactos, demos e versões gravadas por artistas da nova geração.

Para completar, um mês após a apresentação na HSBC Arena, uma das apresentações realizadas em Las Vegas para a turnê The Million Dollar Piano vai ser apresentada em alguns cinemas do Brasil (no Rio as exibições acontecem no UCI New York City Center, no Cinemark Downtown e no Cinemark Botafogo, dando uma chance extra aos que não conseguiram ingresso para vê-lo cara a cara, de assistir um de seus shows pagando bem menos e com som 5.1.

0001418_goodbye-yellow-brick-road-super-deluxe_300Show de sucessos

Acompanhado por uma banda onde se destacam o baterista Nigel Olson (que o acompanha desde os anos 60) e o guitarrista Dave Johnstone (que embarcou no grupo nos anos 70), Elton vem ao Brasil com a turnê Follow the Yellow Brick Road e promete um espetáculo recheado de grandes sucessos, canções do disco Goodbye Yellow Brick Road (veja o setlist no fim do texto) – normalmente dez das 17 músicas do disco são tocadas – além de algumas do ótimo The Diving Board, lançado no fim do ano passado. O setlist usual (27 músicas) ainda deve ser engordado por Skyline Pigeon, o maior sucesso de Elton no Brasil e uma canção praticamente desconhecida no resto do planeta. Com isso, o cantor garante que todos os seus admiradores, sejam eles de que faixa etária forem, fiquem satisfeitos, não importa se prefiram os anos 70 (Rocket Man), os 80 (I’m Still Standing) os 90 (The One) ou seus lançamentos mais recentes (Hey Ahab e Oceans Away), em um repertório que promete ser o melhor desde seu primeiro concerto na cidade, no longínquo 1995, com a turnê do disco Made in England.

Portanto, com show ao vivo, outro projetado nos cinemas e mais o relançamento (ainda sem data no Brasil) da edição de comemoração dos 40 anos de Goodbye Yellow Brick Road, os fãs de Elton John podem se preparar para uma semana cheia de atividades.

Serviço:

Elton John: Follow the Yellow Brick Road
Local:HSBC Arena
Data: Quarta-feira (19/2)
Preços: Entre R$ 220 e R$ 550

Provável setlist:

Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding
Bennie and the Jets
Candle in the Wind
Grey Seal
Levon
Tiny Dancer
Holiday Inn
Mona Lisas and Mad Hatters
Believe
Philadelphia Freedom
Goodbye Yellow Brick Road
I’ve Seen That Movie Too
Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long, Long Time)
Hey Ahab
I Guess That’s Why They Call It the Blues
The One
Oceans Away
Someone Saved My Life Tonight
Sad Songs (Say So Much)
All the Girls Love Alice
Sorry Seems to Be the Hardest Word
Don’t Let the Sun Go Down on Me
I’m Still Standing
The Bitch Is Back
Your Sister Can’t Twist (But She Can Rock ‘n Roll)
Saturday Night’s Alright for Fighting

Bis:

Your Song
Crocodile Rock

elton_john-goodbye_yellow_brick_road-frontalMais uma versão de Goodbye Yellow Brick Road

Como citei no início deste texto, mais uma versão de GYBR está para chegar ao mercado. Desta vez serão 4 CDs e 1 DVD para contar a história desde trabalho, que encontrou Elton e o parceiro Bernie Taupin no auge da criatividade. Criatividade tão em alta que até mesmo um single (Harmony) teve que ser cancelado, já que, na época do seu lançamento, Elton & Cia já tinham um novo disco pronto para ser lançado.

Quem nasceu no Brasil tem uma relação diferente com o disco Goodbye Yellow Brick Road. Lançado em todo o mundo como um LP duplo, o álbum foi, por decisão de algum brilhante diretor de gravadora, reduzido a um álbum simples nesse país tropical. Mutilado de maneira impiedosa e sem qualquer tipo de aviso ao desavisado e desarmado consumidor, o brasileiro só foi ter contato com a versão completa do disco quando do lançamento da sua primeira prensagem em CD. Pior, antes disso, um outro disco Frankenstein, chamado One Day At a Time, foi colocado no mercado, com algumas músicas que haviam sido editadas em compactos, sobras do GYBR original e outras canções de diversas fontes. Como a primeira prensagem brasileira e o One Day At a Time ainda não completavam o quebra-cabeças e a primeira versão em CD era tosca – dois CDs com um som péssimo e uma falta de cuidado gráfico que destacava o libreto que acompanhava o disco, impresso em preto e branco – o fã ou colecionador brasileiro que não tivesse recursos para pagar os caros discos de vinil importados ficava com a ideia de um produto de segunda categoria, apesar de todas as ótimas canções contidas nele.

lp-elton-johnone-day-at-a-time1976Depois veio a versão em CD simples (completa) e a remasterizada, que trouxeram ganhos incontestáveis no quesito som. Mas, como colecionador sofre, ainda houve uma outra versão deluxe, em SACD, com alguns demos e mixagens até então exclusivas (que, ainda bem, foram incluídas nessa nova super deluxe) e que deixaram muitos de cabelos brancos, seja pelo preço ou pelo equipamento necessário para reproduzi-la de maneira adequada. Claro que ao completar 30 anos do lançamento original uma nova versão (dessa vez em CD comum) chegou ao mercado com parte do material citado. Mais dinheiro, senhoras e senhores, para os cofres da combalida indústria fonográfica.

Como a data de lançamento está marcada para 24 de março, não tenho como avaliar novos ganhos na qualidade sonora do disco, mas fica a esperança de que essa seja a verdadeira versão definitiva de Goodbye Yellow Brick Road.

PS: Ainda está sendo preparado um documentário sobre a banda que acompanhou Elton na década de 70, que parece ser muito interessante. Pelo jeito o poço é mesmo sem fundo.

Encomende a sua cópia aqui.

Setlist da versão super deluxe de Goodbye Yellow Brick Road:

Disc One:

Funeral For A Friend / Love Lies Bleeding
Candle In The Wind
Bennie And The Jets
Goodbye Yellow Brick Road
This Song Has No Title
Grey Seal
Jamaica Jerk Off
I’ve Seen that Movie Too
Sweet Painted Lady
The Ballad Of Danny Bailey (1909-34)
Dirty Little Girl
All the Girls Love Alice
Your Sister Can’t Twist (But She Can Rock’n’Roll)
Saturday Night’s Alright For Fighting
Roy Rogers
Social Disease
Harmony

Disc Two:

Candle In The Wind – Ed Sheeran (3:22)
Bennie and the Jets – Miguel (5:10)
Goodbye Yellow Brick Road – Hunter Hayes (3:15)
Grey Seal – The Band Perry (3:48)
Sweet Painted Lady – John Grant (3:58)
All The Girls Love Alice – Emili Sande (3:40)
Your Sister Can’t Twist (But She Can Rock And Roll) – Imelda May (2:51)
Saturday Night’s Alright For Fighting – Fall Out Boy (3:42)
Harmony – Zac Brown Band (2:55)
Grey Seal (piano demo) – Elton John (3:20)
Grey Seal (1970 Original) – Elton John (3:37)
Jack Rabbit – Elton John (1:51)
Whenever You’re Ready (We’ll Go Steady) – Elton John (2:52)
Screw You (Young Man Blues) – Elton John (4:43)
Candle In The Wind (Acoustic) – Elton John (3:52)
Step Into Christmas – Elton John (4:10)
Ho Ho Ho (Who’d Be A Turkey At Christmas?) (4:04)
Philadelphia Freedom – Elton John (5:21)
Pinball Wizard – Elton John (5:15)

Disc 3: BBC Elton John Hammersmith Odeon 22nd December 1973

Funeral For A Friend
Love Lies Bleeding
Candle In The Wind
Hercules
Rocket Man
Bennie And The Jets
Daniel
This Song Has No Title
Honky Cat

Disc 4: BBC Elton John Hammersmith Odeon 22nd December 1973

Goodbye Yellow Brick Road
The Ballad Of Danny Bailey
Elderberry Wine
Rudolph The Red-Nosed Reindeer
I’ve Seen That Movie Too
All The Girls Love Alice
Crocodile Rock
Your Song
Saturday Night’s Alright For Fighting

DVD Disc 5:

Bryan Forbes’ 1973 film Elton John and Bernie Taupin Say Goodbye To Norma Jean and Other Things (45 minutes)

Agenda de shows internacionais no Rio em 2014

Elton John TicketO ano de 2014 começou de maneira atípica e o tradicional post com a lista de shows internacionais que acontecem na cidade do Rio de Janeiro foi uma das vítimas dessa atipicidade. Entretanto, não dá para deixar de lado esse serviço de utilidade pública. Assim, excluo o mês de janeiro (onde bons shows – Carl Palmer, por exemplo) aconteceram e partimos com tudo de fevereiro em diante. As atrações prometem, com veteranos como Elton John e o Guns N’ Roses se destacando na multidão.

A lista será atualizada sempre que alguma novidade for confirmada e qualquer informação é sempre bem vinda (mande seu comentário).

Atualizado em 29 de outubro –

Quem está certo:

1 de fevereiro: PFM (CCBB)

1 de fevereiro: Jorge Drexler (Miranda)

5 de fevereiro: Billy Paul (Miranda)

5 de fevereiro: Bad Religion (Circo Voador)

8 de fevereiro: Kamelot (Circo Voador)

19 de fevereiro: Elton John (HSBC Arena)

20 de fevereiro: The Piano Guys (Vivo Rio)

20 de março: ZAZ (Circo Voador)

13 de março: Jack Johnson (HSBC Arena)

14 de março: Information Society (Circo Voador)

15 de março: Avenged Sevenfold (HSBC Arena)

20 de março: Guns N’ Roses (HSBC Arena)

20 de março: Hugh Laurie (Citibank Hall)

21 de março: Joan Baez (Teatro Bradesco)

23 de março: All You Need is Love & Orchestra (Vivo Rio)

25 de março: Uli John Roth (Teatro Rival)

27 de março: Yanni (Vivo Rio)

28 de março: Jagwar Ma (Miranda)

30 de março: Alan Parsons (Vivo Rio)

4 de abril: Arcade Fire (Citibank Hall)

6 de abril: Nine Inch Nails (Citibank Hall) – CANCELADO

9 de abril: Ron Carter (Espaço Tom Jobim)

10 de abril: Macy Gray (Circo Voador)

10 de abril: Warrel Dane (Circo Voador)

12 de abril: Rick Astley (Circo Voador)

25 de março: Focus (Teatro Rival)

20 de abril: Misfits (Circo Voador)

27 de abril: Demi Lovato (Citibank Hall)

28 de abril: Demi Lovato (Citibank Hall)

2 de maio: Avril Lavigne (Citibank Hall)

10 de maio: Marilion (Vivo Rio)

11 de maio: Eddie Vedder (Citibank Hall)

11 de maio: Eddie Vedder (Citibank Hall)

16 de maio: Amon Amarth (Circo Voador)

27 de maio: Jesus & Mary Chains (Vivo Open Air)

27 de maio: Mario Biondi (Miranda)

30 de maio: Bobby McFerrin (Vivo Rio)

30 de maio: Patty Austin (Miranda)

31 de maio: Yo La Tengo (Circo Voador)

1 de junho: Korpiklaani & Tyr (Teatro Odisseía)

8 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

9 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

10 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

15 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

16 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

17 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

18 de agosto: Allen Toussaint e Mia Borders (Oi Casa Grande)

21 de agosto: Eric Gales (Teatro Rival)

4 de setembro: God is an Astronaut e Alcest (Teatro Rival)

5 de setembro: Fates Warning e Swallow the Sun (Teatro Rival)

14 de setembro: Tarja (Circo Voador)

16 de setembro: Omar Coleman (Teatro Rival)

26 de setembro: Julio Iglesias (Citibank Hall)

28 de setembro: Miley Cyrus (Praça da Apoteose)

2 de outubro: Franz Ferdinand (Vivo Rio)

5 de outubro: R5 (Citibank Hall)

18 de outubro: Roger Hodgson (Vivo Rio)

18 de outubro: 30 Seconds To Mars (Fundição Progresso)

19 de outubro: Jon Anderson (Vivo Rio)

27 de outubro: Beirut (Vivo Rio)

29 de outubro: Rick Wakeman (Teatro Bradesco)

1 de novembro: Echo & The Bunnymen (Fundição Progresso)

11 de novembro: Morcheeba (Citibank Hall)

30 de outubro: Playing For Change (Fundição Progresso)

12 de novembro: Paul McCartney (HSBC Arena)

16 de novembro: Jason Derulo (Citibank Hall)

28 de novembro: The Lumineers (Vivo Rio)

28 de novembro: Jake Bugg (Citibank Hall)

Relembre os shows internacionais que passaram pelo Rio em 2013!

Sound City – Uma declaração de amor por uma mesa de som

SOUND-CITY-CAPANão podia deixar o ano acabar sem escrever algo sobre o projeto Sound City (CD e DVD), capitaneado por Dave Grohl, ex-baterista do Nirvana e atual líder do Foo Fighters. Como esse foi um dos produtos que a gravadora responsável não fez questão de enviar para análise (as vezes eles mandam só para veículos especializados ou para quem não escreve mesmo), não tive a menor preocupação em publicar nada na época do seu lançamento. Porém, como este blog não tem nenhum vínculo com o factual, ai vão as minhas impressões.

Primeiro vamos explicar quem/o que/onde fica(va) Sound City. Sound City era um estúdio de gravação na Califórnia, usado por muitos músicos e grupos de peso (Fleetwood Mac, Tom Petty, Elton John, Rick Springfield, Nirvana e muitos outros nomes. Inexplicavelmente, aquele lugar, pequeno, sujo e fedorento, tinha uma magia, acústica e qualidade técnica que apaixonavam e inspiravam a produção de grandes obras. Infelizmente, com o aparecimento de ferramentas como o Pro Tools, o uso de estúdios acabou caindo em desuso e nem mesmo um local com a aura e a história de Sound City.

Ao saber que a mesa de som do estúdio – uma obra prima feita a mão e chamada Neve – Dave correu para comprá-la, instalá-la em seu próprio estúdio e mantê-la viva, funcionando. A opção óbvia foi convidar alguns dos grandes nomes que passaram por Sound City para gravar novas canções, utilizando os recursos da Neve. O resultado é um apanhado de boas histórias, dirigidas como uma verdadeira declaração de amor. O documentário é brilhante e algumas entrevistas (principalmente Neil Young e das managers do estúdio) são obras primas.

Real to Reel Sound CityMusicalmente, o registro em CD de novas canções – Real to Reel – é mais que positivo. Reunir o “garrotãoStevie Nicks, Jim Keltner e Rick Springfield foi um tiro certeiro, mas a cereja do bolo é mesmo a canção Cut me Some Slack (que já tem uma versão sendo usada em um comercial de perfumes), que reuniu os ex-integrantes do Nirvana com o ex-beatle Paul McCartney.

Um dos melhores lançamentos do ano, deixando claro que os documentários sobre rock estão mesmo em alta.

The Diving Board – Elton John em grande estilo

Elton John - The Diving BoardAlguns artistas se destacam não apenas pelo sucesso comercial, pelo trabalho de qualidade, mas também pelo longevidade. Sir Elton John é um deles. Apesar do tempo de grande fazedor de sucessos já ter passado, de sua voz ter perdido quase que totalmente os agudos e seus álbuns mais recentes tenham sofrido com escolhas duvidosas de repertório e uma dose acima do recomendável de pretensão, ninguém duvida de que Elton ainda é capaz de criar boas melodias para acompanhar os sempre belos e densos poemas escritos por Bernie Taupin. Talvez faltasse encarar o desafio da modernidade olhando para trás, sem querer soar solene. The Diving Board – 31° álbum de estúdio do ex-Capitão Fantástico – consegue soar relevante, moderno e com ecos do melhor da produção musical do pianista nas décadas de 70 e 80.

Posso até correr o risco de soar repetitivo, mas The Diving Board guarda semelhanças (em produção e relevância) com New, disco lançado a pouco por outro Sir, Paul McCartney. Os dois álbuns foram lançados após um razoável tempo longe dos estúdios (mais no caso de Elton) e contaram com uma ótima produção, para poder destacar o talento dos artistas, colocando-os em conexão com suas qualidades e deficiências atuais.

EltonJohnStreamimage._V358412848_Depois de vários discos onde as intenções foram melhores que os resultados – Peachtree Road (2004), The Captain & the Kid (2006) e The Union, com Leon Russell (2010) – Elton parece ter redescoberto que valorizar o básico sempre lhe fez bem. Na verdade, desde Songs from the West Coast (2001) o músico não lançava uma coleção de canções com tanta qualidade e coerência. Logo na faixa de abertura, Oceans Away – uma homenagem ao pai de Bernie, que foi um veterano herói de guerra -, onde apenas a voz e o piano de Elton dão peso a uma melodia e a uma linha de piano que muito bem poderiam estar em Goodbye Yellow Brick Road ou em algum dos discos que lançou no início dos anos 80, graças a produção de T-Bone Burnett, que conseguiu trabalhar a voz de Elton e fazê-la soar décadas mais jovem e fazer com que sua banda (sem os membros originais/tradicionais) soasse como há muito não fazia. O pandeiro de Ray Cooper está lá, mesmo não sendo tocado por ele!

Os mais novos podem não saber – e o próprio Elton parece ter esquecido – o quão bom ele é ao piano. A Town Called Jubilee é um dos momentos onde o talento como pianista se destaca e deixa claro que quando bem orientado e focado, ele ainda pode jogar em altíssimo nível. Até mesmo os três temas instrumentais – Dream #1, Dream #2 e Dream #3 – têm uma aura que foi se diluindo em produções cheias de sintetizadores, teclados elétricos e baterias eletrônicas, que não tem espaço aqui.

Elton-John-1024x819Não há mais Saturday Night’s Alright For Fighting, Candle in the Wind ou Your Song. As canções estão mais mid-tempo e, na verdade, é até mesmo difícil pensar em uma canção de The Diving Board que se encaixe na definição de single. Mesmo assim, do início ao fim, com a belíssima música-título, o disco segue de maneira que deixa os fãs mais antigos com a (boa) sensação de que podem reconhecer traços de arranjos e melodias antigas em alguns pontos específicos de cada faixa e permite aos mais jovens entender o porquê dele ter alcançado um prestígio e fama que se mantém por mais de 40 anos.

A versão lançada no Brasil é a deluxe, que incluí, além das 15 faixas do disco normal, mais quatro gravadas ao vivo nos estúdios da Capitol, nos Estados Unidos, onde fica clara a diferença entre a produção de estúdio e a verdade de uma apresentação ao vivo.

Mas depois de todos esses elogios fica a pergunta: Quão bom é esse disco? Bem, ele é melhor que Blue Moves e A Single Man, mas pior que qualquer outro disco da década de 70. É superior a Too Low for Zero e Breaking Hearts, assim como é bem mais inspirado que Songs from the West Coast (mesmo sem singles de sucesso).

Animaram-se?

 

Elton John – São Paulo – 27/2/2013 – Crítica

791423_elton_john027_gO show de Sir Elton Hercules John em São Paulo nesta quarta-feira (27 de fevereiro de 2013) foi a prova de que quando todas as condições estão favoráveis, ele ainda é um artista capaz de proporcionar um espetáculo da mais alta qualidade, mesclando animação com classe, baladas, progressivismos, carisma e (até) simpatia.

Com já alguma experiência de Brasil na bagagem (fez shows em 1995, 2009, 2011 e 2013), Elton já experimentou a falta de estrutura – na sua primeira passagem pelo Rio -, a falta de receptividade do público – na apresentação do Rock in Rio – e calorosas recepções, como a recebida ontem e no seu show de 2009, o primeiro no qual se arriscou a tocar uma das suas “canções mais obscuras” e que, estranhamente (para ele) é sua música mais conhecida no país: Skyline Pigeon.

791451_elton_john22_gIniciando a apresentação com uma pontualidade (quase) britânica, Elton deixou muitos atrasadinhos, que ainda não acham correto cumprir horários, para trás. Eram visíveis os vários lugares vazios durante os sete primeiros números, o que fez com que muita gente perdesse pérolas como The Bitch Is Back, Bennie and the Jets, Grey Seal, Levon, Tiny Dancer, Believe e Mona Lisas and Mad Hatters. Azar o deles!

A banda, onde se destacam os veteranos Nigel Olsson (que toca bateria para Elton desde 1969) e Dave Johnstone (guitarrista desde as sessões de Honky Château, em 1972), conta com músicos de primeira linha e quatro backins que ajudam a segurar a onda de canções chave como Don’t Let the Sun Go Down on Me. Não tem ninguém bobo naquele palco. Em tempo: Matt Bissonette – baixo, Kim Bullard – teclados, John Mahon – percussão e backing vocals, Lisa Stone – Backing vocals, Rose Stone – Backing vocals, Tata Vega – Backing vocals e Jean Witherspoon – Backing vocals.

Como o nome da turnê já deixa claro – 40th Anniversary of the Rocket Man – o repertório é composto praticamente da (perdoem o clichê) usina de hits formada por Elton e seu fiel amigo e brilhante letrista, Bernie Taupin. Com uma expressão de felicidade poucas vezes vistas por essas bandas, Sir Elton desfilou na passarela canções que todo mundo sabe ao menos cantarolar. A inclusão de Skyline Pigeon (desta vez mais bem ensaiada e com a participação da banda, diferente da interpretação voz e piano de 2009), deve ser daquelas para ele não esquecer jamais. Afinal, quando imaginaria ver uma plateia aplaudindo de pé uma canção que foi lado B de um compacto e é desconhecida em praticamente todos os países do mundo?

Assim como Skyline Pigeon, ficou claro que a criatividade do público – emprestada do show de Paul McCartney em 2011 – o surpreendeu. Os cartazes com “Lá-lá-lás” exibidos durante a performance de Crocodile Rock são daqueles momentos para ficar mesmo na memória. Aliás, Skyline Pigeon e Grey Seal são duas das pouquíssimas canções que Elton gravou e lançou em dois momentos distintos da sua carreira. Skyline apareceu no primeiro disco do pianista (Empty Sky) e no lado B do compacto Daniel. Já Grey Seal foi lançada como lado B de Rock n’ Roll Madonna e depois no clássico Goodbye Yellow Brick Road.

Os que tiveram que ver pela TV (como este que vos escreve) sofreram um pouco com a estranha mixagem do Multishow, mas, pelo menos, não foi preciso aturar nenhum “apresentador”. O show foi pauleira e com pouco papo. Era uma porrada musical depois da outra, a maioria da década de 70, quando lançar dois discos por ano era fácil e as melodias pareciam fluir do cérebro de Elton com facilidade.

Assim como o já citado Paul McCartney, Elton é um dos poucos que continuam mantendo viva a memória musical de décadas quando, para fazer algum sucesso, era preciso ter talento de verdade.

Até agora, o melhor show do ano em terra brasilis.


Setlist

The Bitch Is Back
Bennie and the Jets
Grey Seal
Levon
Tiny Dancer
Believe
Mona Lisas and Mad Hatters
Philadelphia Freedom
Candle in the Wind
Goodbye Yellow Brick Road
Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long, Long Time)
Hey Ahab
I Guess That’s Why They Call It the Blues
Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding
Honky Cat
Sad Songs (Say So Much)
Daniel
Sorry Seems to Be the Hardest Word
Skyline Pigeon
(with band introductions)
Don’t Let the Sun Go Down on Me
I’m Still Standing
Crocodile Rock
Saturday Night’s Alright for Fighting

Bis:
Your Song

Elton John – A Biografia – por David Buckley

Grande nome dos anos 70, compositor de algumas das mais belas melodias do século passado, responsável por alguns dos mais inspirados discos de todos os tempos e dono das paradas de sucesso na era pós-Beatles, o hoje Sir Elton John é uma figura rica (em vários sentidos) e sempre difícil de entender na sua totalidade. O jornalista David Buckley teve uma boa ideia ao fazer a sua biografia do artista – Elton John – A Biografia (Companhia Editora Nacional) – tendo como ponto principal os lançamentos de álbuns e singles, ao invés de algum evento que marcasse sua vida. Dessa maneira, o livro, em suas quase 400 páginas, traça um perfil do músico com base na sua face mais importante: a música.

Como toda biografia não autorizada, o livro se baseia em entrevista com amigos e colaboradores para criar a imagem de Elton. O colaborador mais importante para a feitura do livro foi o letrista Gary Osborne, que substituiu Bernie Taupin durante o fim dos anos 70 e boa parte dos 80, fase bem menos brilhante do pianista.

O livro cobre todas as fases do artista, mas – talvez seu único pecado – perde muito mais tempo na década de 70, quando seu contrato o obrigava a lançar dois discos por ano e todos com muito sucesso nas paradas. Como essa foi a fase de ouro de Elton fica claro que deveria ser bem explorada, mas alguns lançamentos dos anos 80 e 90 ganharam tão pouco espaço que poderiam virar apenas um verbete. Citar suas canções de sucesso ou o título de seus discos pós-anos 70 poderia aumentar esse texto em mais um ou dois parágrafos, mas seria supérfulo (para essa discografia, leia o livro).

Elton John continua na ativa até hoje e, apesar de sua voz e sua criatividade nunca mais terem sido as mesmas, mantém seu nome nos holofotes de alguma maneira. Seus últimos discos até apresentam faíscas daquilo que foi produzido nos anos 70, mas os dias de Capitão Fantástico ficaram mesmo para trás.

Elton John – A Biografia é recomendado não apenas para quem quiser entender melhor o que foi o fenômeno Elton John, mas também para ter uma ideia do cenário musical das décadas de 70 e 80 (principalmente). Há um apêndice com a colocação nas paradas americanas e inglesas de todos os álbuns e singles lançados por ele, com colocação e tempo que ficaram entre os títulos mais vendidos.

PS: O livro tenta explicar a personalidade um tanto complexa e um tanto depressiva de Elton, seus abusos com drogas e incertezas sexuais. Mas isso, fica sempre (ainda bem) em segundo plano.

Elton John – Lucy in the Sky with Diamonds

O figurino era espalhafatoso (para usar uma palavra branda e politicamente correta), mas a canção era de primeira e a ‘nova’ versão é até hoje a minha preferida. Na versão de estúdio, John Lennon participa na guitarra e nos backings.

Livros sobre Erasmo Carlos, Elton John e Dave Grohl

Em época de Flip, quando só se fala de leitura, livros, enredos e roteiros, decidi colocar em dia os posts sobre alguns livros de música devorados nos últimos meses. Ler é sempre um prazer, mas a correria do dia a dia e a quantidade de textos para produzir podem emperrar um pouco a produtividade na hora de comentar essas publicações.

Erasmo Carlos, Elton John e David Grohl são os alvos de três livros que se sobressaem no mar de biografias e histórias contadas sobre grandes astros do rock (nacional ou internacional).

Sobre a leitura mais recente – Dave Grohl – Nada a Perder (Edições Ideal) – já publiquei um post. O livro é bem feito e em nada faz falta a ausência de fotos (vale o que está escrito), então, amanhã e segunda posto minhas impressões sobre Minha Fama de Mau – biografia de Erasmo Carlos com texto do companheiro Leonardo Lichote – e Elton John – A Biografia, escrito por David Buckley.

Elton John salva a primeira noite do Rock in Rio

Se tivemos axé, um Milton Nascimento totalmente fora de contexto e coisas bizarras como Bebel Gilberto e Sandra de Sá, Sir Elton salvou a honra e o nome do festival.

Ave Skyline Pigeon!

 

 

Elton John, Rihanna, Katy Perry e Claudia Leitte na 1ª noite do Rock in Rio

Foi divulgado nesta quarta-feira (26) que Elton John será uma das atrações da noite de abertura da edição 2011 do Rock in Rio. Depois dos shows em 1995 e 2009, Sir Elton volta ao Rio para mais um show histórico. Histórico por fazer parte do festival que é símbolo da cidade e por ser o seu maior público na América Latina. Infelizmente, para assistir Elton, também seremos obrigados a aturar Rihanna, Katy Perry e Claudia Leitte.

O show acontece no dia 23 de setembro de 2011.

Confira os shows internacionais no Rio e no Brasil.

Elton John adota menino e o batiza com nome bastante egocêntrico

Elton John já casou com mulheres, já vestiu roupas extravagantes, já foi o Rei do Pop (nos anos 70), mas realmente parece que nunca vai poder ser considerado uma pessoa normal. Agora, casado com um homem, adotou uma criança e deu o singelo nome de Zachary Jackson Levon Furnish-John.

Detalhe: Levon é o título de uma das suas mais brilhantes composições com Bernie Taupin. Lançada em 1971, a canção teria sido inspirada no nome do baterista do The Band, Levon Helm.

Detalhe dois: o nome do companheiro de Elton é David Furnish.

Portanto, a parte final do nome da criança é uma verdadeira ego-trip (com hífen?).

 

Agenda de shows internacionais no Rio em 2011

Atualizado em 12/10/11 – Críticas: Eric Clapton e Tears for Fears

Mantendo a tradição, aqui está a agenda com os shows internacionais que passarão pela Cidade Maravilhosa durante o ano (2011).

Com a confirmação do Rock in Rio, o ano promete!

A lista será atualizada sempre que alguma novidade for confirmada.

E agora os leitores do blog também podem acompanhar os shows internacionais no resto do país em 2011.

Quem está certo:

10 de janeiro: Amy Winehouse (HSBC Arena)

11 de janeiro: Amy Winehouse (HSBC Arena)

14 de janeiro: Mayer Hawthorn (Circo Voador)

19 de janeiro: All Time Low (Vivo Rio)

30 de janeiro: Two Door Cinema Club (Circo Voador)

03 de fevereiro: Vampire Weekend (Circo Voador)

17 de fevereiro: LCD Soundsystem (Vivo Rio)

19 de fevereiro: Paramore (Citibank Hall)

24 de fevereiro: Kate Nash (Circo Voador)

25 de fevereiro: Cindi Lauper (Vivo Rio)

25 de fevereiro: Backstreet Boys (Citibank Hall)

20 de março: Seal (Citibank Hall)

25 de março: Anahí e Christian Chávez (Local ainda não divulgado)

27 de março: Iron Maiden (HSBC Arena)

27 de março: Anahy e Christian Chavez (Vivo Rio)

29 de março: 30 Seconds to Mars (Vivo Rio)

02 de março: Air Supply (Vivo Rio)

03 de março: Boys Like Girls (Vivo Rio)

06 de abril: Elvis Costello (Citibank Hall) – CANCELADO

07 de abril: Ozzy Osbourne (Citibank Hall)

06 de abril: Slash (Vivo Rio)

09 de abril: Mason (Kaballah Festival)

16 de abril: Roxette (Citibank Hall)

16 de abril: Natalie Cole (Vivo Rio)

11 de maio: Scott Stapp (Citibank Hall)

22 de maio: Paul McCartney (Engenhão)

23 de maio: Paul McCartney (Engenhão)

03 de junho: Alice Cooper (Citibank Hall)

05 de junho: Jack Johnson (HSBC Arena)

11 de junho: Billy Paul (Vivo Rio)

01 de julho: Ed Kowalczyk (Vivo Rio)

06 de agosto: Erasure (Citibank Hall)

26 de agosto: Macy Gray (Leopoldinal)

27 de agosto: Chaka Khan (Leopoldina)

27 de agosto: Prince (Leopoldina) CANCELADO

27 de agosto: Ricky Martin (Citibank Hall)

11 de setembro: Judas Priest & Whitesnake (Citibank Hall)

23 de setembro: Elton John (Rock in Rio)

23 de setembro: Rihanna (Rock in Rio)

23 de setembro: Katy Perry (Rock in Rio)

24 de setembro: Red Hot Chili Peppers (Rock in Rio)

24 de setembro: Snow Patrol (Rock in Rio)

25 de setembro: Slipknot (Rock in Rio)

25 de setembro: Motörhead (Rock in Rio)

25 de setembro: Coheed and Cambria (Rock in Rio)

25 de setembro: Metallica (Rock in Rio)

08 de outubro: Tears for Fears (Citibank Hall)

09 de outubro: Eric Clapton (Arena HSBC)

06 de novembro: Pearl Jam (Apoteosea)

15 de novembro: Ringo Starr (Citibank Hall)

15 de novembro: Britney Spears (Apoteose)

Harmony – Elton John

Elton John e Bernie Taupin têm uma série de pérolas esquecidas ou que jamais se tornaram hits, apesar de terem todos os ingredientes para isso. Harmony é uma dessas canções. Última música do LP duplo Goodbye Yellow Brick Road (1973), ela só nçao foi um single porque Elton lançou Rock of the Westies e era preciso promover o novo disco. Bons tempos quando um artista lançava mais de um disco por ano e todos eram bons.

A letra de Harmony é mais uma prova do talento de Taupin para traduzir muitos dos nossos sentimentos. Em negrito o meu verso favorito.

Harmony

Hello, baby hello
Haven’t seen your face for a while
Have you quit doing time for me
Or are you still the same spoiled child

Hello, I said hello
Is this the only place you thought to go
Am I the only man you ever had
Or am I just the last surviving friend that you know

chorus

Harmony and me
We’re pretty good company
Looking for an island
In our boat upon the sea
Harmony, gee I really love you
And I want to love you forever
And dream of the never, never, never leaving harmony

Hello, baby hello
Open up your heart and let your feelings flow
You’re not unlucky knowing me
Keeping the speed real slow
In any case I set my own pace
By stealing the show, say hello, hello

[repeat chorus]

Os 10 discos que levaria para uma ilha deserta (internacional)

Sempre faço uma brincadeira com amigos, músicos e famosos. Pergunto quais seus 10 discos favoritos e peço para listá-los. A última vez foi no (ainda) falecido Mistura Interativa.

Para nimar um pouco os comentários do blog, coloco abaixo meus 10 mais internacionais de todos os tempos.

Mandem os seus, reclamem, discordem, critiquem. A idéia é essa mesma.

Não há ordem de preferência!

1- Who’s Next – The Who

2- Tug Of War – Paul McCartney

3- Layla and Other Assorted Love Songs– Derek and the Dominos (aka, Eric Clapton)

4- Goodbye Tellow Brick Road – Elton John

5- Sweet Baby James – James Taylor

6- Bridge Over Trouble Water – Simon & Garfunkel

7- 1984 – Van Halen

8- Abbey Road – Beatles

9- Pet Sounds – Beach Boys

10- Joshua Tree – U2

A lista muda de tempos emtempos, e os discos que ficaram como reservas dessa vez foram:

All The Best Cowboys Have Chinese Eyes – Pete Townshend

Ringo – Ringo Starr

Tatoo You – Rolling Stones

PS: Confira a lista de shows internacionais que passarão pelo Rio.

PS”: A lista dos discos nacionais será publicada em um futuro não muito distante.

Rocket Man in Rio ou como Elton me derrubou de novo

191jl20

Chegada na Praça da Apoteose: 19h36, pouco menos de meia-hora antes do horário programado para o show de abertura de James Blunt. Pouca movimentação de carros, nada de grandes filas e quase nenhuma ação de cambistas. Seriam sinais de um show vazio?

Vou para a sala de imprensa (esta sim, lotada) e já passo os primeiros flashes. Entro na pista vip, que teve os cinco mil ingressos vendidos e garantiu o conforto de quem estava lá, e aguardo o início do show do prodígio inglês, que subiu ao palco com parcos 18 minutos de atraso, mostrando disposição, boas composições, uma banda afiada e ótima empatia com o público.

Músicas como Breath, Carry You Home e You’re Beautiful foram cantadas a plenos pulmões por uma Apoteose já com bom público, deixando o cantor visivelmente satisfeito. Uma boa escolha de Elton.

Quem nunca teve a chance de assistir aos concertos dos anos 70 e início dos 80 (só em vídeo), não pode querer comparar suas apresentações em 2009 com as daquela época. O Brasil só teve a chance de ver Elton em 1995, quando lançava o apenas razoável Made in England. No Rio a coisa foi um desastre. O local escolhido (campo do Flamengo) era (é) péssimo, com entradas apertadas, infra-estrutura ridícula e som lamentável.

Se a voz já não era a mesma do auge da carreira, ainda era muito melhor que a de 2009,  a set list assim como a disposição de Elton melhoraram muito nesses 14 anos. Em 95, o show, apesar da animação sempre presente do percussionista Ray Cooper (que já tinha visitado o país em 90 (com Eric Clapton e depois voltou com o mesmo Clapton em 2001), foi burocrático. A platéia vibrava por qualquer coisa, mas musicalmente a coisa não andou (vide os registros em áudio e vídeo que circulam até hoje nas mãos de colecionadores).

João LaetA turnê Rocket Man, baseada em uma coletânea, é exatamente o que um país de terceiro mundo precisa: o artista cantando os seus maiores sucessos. Na Europa e, principalmente, nos Estados Unidos, Elton pode se dar ao luxo de incluir canções menos conhecidas, algumas favoritas pessoais, mudar arranjos e outras ‘novidades’. Para um público que esperou 14 anos para uma chance de ver um show decente, o ideal é mesmo uma coleção de hits.

Atualmente Elton joga em três frentes: Um show em Vegas (Red Piano, disponível em DVD), o show da turnê Rocket Man e a já tradicional turnê com Billy Joel (que começa em março). Pela prévia do DVD Red Piano (crítica completa em breve), ficava a impressão de que o visual contava mais que as canções.

Quando começou a transmissão do Multishow, já na segunda música (The Bitch is Back), notava-se algo estranho. O som estava ruim, a voz de Elton mal mixada e, pior de tudo, não havia nenhum microfone aberto na platéia, deixando tudo muito frio e sem emoção.

Foi com essa má impressão que fui para a Apoteose. Confesso que acho que os que não se arriscaram a ver pela TV (a Globo errando ao insistir em colocar traduções mal-feitas das letras e o Multishow se confundindo até no crédito das canções) chegaram ao local do show com o espírito mais desarmado.

Já havia caído do cavalo quando apostei que não acreditava que alguém conseguisse convencê-lo a cantar Skyline Pigeon, seu maior sucesso no país, graças a inclusão na trilha sonora da novela Carinhoso, e me dei mal de novo ao duvidar da força de superação do hoje Sir.

O show seguiu exatamente o roteiro de São Paulo – as mesmas canções, na mesma ordem – e se o público sempre parece um pouco ‘surpreso’ com Funeral for a Friend/Love lies Bleeding (música que abre cerca de 80% dos shows do cantor desde que foi lançada, em 1973), logo o clima mudou com o balanço de The Bitch is Back e a linda seqüência de três canções do disco Madman Across the Water. A faixa título (a menos conhecida das três), ganhou novos contornos com a inclusão de trechos de Garota de Ipanema e Desafinado entre os solos de piano, prendendo a atenção de quem não estava familiarizado com a melodia.

Parenteses: Extremamente pobre o visual do palco e a qualidade dos telões e das (óbvias animações mostradas por ele. Depois de concertos como o do Queen, Rod Stewart e, disparado o melhor em termos de visual, Roger Waters, assistir ao apresentado na segunda-feira comprova que Elton está lá se garantindo na qualidade de sua música e nada mais.

As outras canções da trinca, Tiny Dancer e Levon, estão entre as mais belas de Elton e, embora tocadas em clima menos rock do que nas suas turnês dos anos 80, deixaram sorrisos e arrancaram os primeiros coros no Sambódromo.

191jl28O show seguiu com Believe e Take me to the Pilot, duas canções ‘menores’ de Elton, mas que contam entre as suas favoritas. Um capricho totalmente compreensível para quem está na estrada a mais de 40 anos e já passou dos 60 de idade. O show engrenou de verdade com Goodbye Yellow Brick Road (a primeira realmente cantada pela Apoteose), Daniel (praticamente igual ao registro em disco), Rocket Man (com menos improvisos do que o normal, mas mantendo a beleza da canção), Honky Cat (que ganhou a inserção de I Feel Fine, dos Beatles, durante o solo de banjo), Sacrifice (que apesar de considerar uma balada fraca, foi cantada a plenos pulmões pelo público) e Don’t Let the Sun go Down on Me (que a platéia tratou de cantar até mesmo os ‘ohs’ da versão original).

191jl63O resto do show até o bis (I Guess That’s why They Call it the Blues, Sorry Seems to be the Hardest Word,  Candle in the Wind, Bennie and the Jets, Philadelphia Freedom, I’m Still Standing, Crocodile Rock e Saturday Night’s Alright (for Fighting)) fizeram as arquibancadas pularem, beijarem e chorarem, mas o melhor estava mesmo guardado para o fim do show. A versão carioca de Skyline Pigeon foi largamente superior aquela cantada em São paulo. Enquanto, na terra da garoa, Elton tentou dar um tom mais autoral para a canção, no Rio ele fez o possível para cantar como o registro lançado no lado B do compacto Daniel. Emocionou muito.

Por fim, para cariocas e para Barack Obama, Your Song, que não precisa de comentários.

Claro que EJ não poderia sair de cena sem me derrubar (de novo). Antes de deixar o palco recebe uma capa de LP, escreve longa e pacientemente algo, chama o rapaz e devolve a capa em mãos! Claro, que era do LP Blue Moves, já citado aqui como um dos meus menos favoritos. Touché, Elton!

Fica a sensação de que foi a última vez em terras tupiniquins, mas, dessa vez, valeu cada centavo de cada pessoa presente ao concerto.

Abaixo dois vídeos da canção Pinball Wizard (clássico do The Who) que Elton tomou para si no filme Tommy. A primeira em 1975 e a segunda um dos poucos bons momentos do show do Rio, em 1995. Infelizmente nenhum vídeo do show da Apoteose tem qualidade para ser postado aqui.

Fotos: João Laet

Pinball Wizard – 1975

Pinball Wizard – 1995

Acabou o show (Elton John)

Acabou. Chego em casa depois de passar na redação e acrescentar detalhes na matéria do jornal (que pode ser lida aqui). São 1h59 e escrevo melhor quando acordar.

Bom poder ter ido, ver mais de 35 mil pessoas cantando algumas músicas em um inglês quase perfeito, assim como é triste pensar que o preço abusivo (entre R$ 250 e R$ 500) impediu que muita gente pudesse assistir ao show.