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Jornalista carioca que já passou dos 50

Rotativo do cartão de crédito atingiu 25% dos usuários de cartão de crédito em 2018

Desemprego é uma das razões para a tomada de uma das modalidades de crédito mais caras do mundo

Apesar dos indicadores da economia brasileira darem sinais de que há uma (lenta) recuperação, o caminho para que o consumidor brasileiro deixe para trás todas as mazelas de anos de desgoverno no setor parece que ainda vai ser muito longo.

Segundo dados da CNDL/SPC Brasil, 22% dos consumidores brasileiros tiveram crédito negado em dezembro, 77% vivem no fio da navalha e, pior, 25% dos usuários de cartão de crédito não conseguiram pagar o valor integral da fatura, passando a entrar no crédito rotativo, a modalidade com os juros mais altos do mercado.

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O (ainda) altíssimo número de desempregados e as indefinições sobre os rumos políticos e econômicos do país em nada ajudam esses pobres brasileiros.

Cartão é mais usado para roupas e compras de supermercado

Ainda segundo o levantamento, a maioria das pessoas usou o cartão de crédito para pagar as despesas com vestuário e compras de supermercado.

Até aí, tudo bem. O que fica fora da curva é o valor médio desses gastos: R$ 752,85 (em 12/2018).

Pelo jeito, muita coisas ainda vai piorar antes de melhorar.

Baixe a pesquisa completa aqui.

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Spotify vai proibir (de verdade) o uso de bloqueadores de anúncios

Aplicativo não precisará mais notificar usuários gratuitos que burlam a publicidade a partir de 1º de março

O Spotify promete acabar com a festa de quem foge dos anúncios. O aplicativo — líder no segmento de streaming de música — vai proibir oficialmente o uso de bloqueadores de anúncios para os usuários das contas grátis. Essa mudança — anunciada no último dia 8 de fevereiro — vai passar a valer no primeiro dia de março. Logo ali.

Spotify endurece regras para usuários de contas grátis

Pelas novas regras, contornar ou bloquear anúncios no Spotify Service, criar ou distribuir ferramentas destinadas a bloquear anúncios no Spotify Service pode resultar na rescisão ou suspensão imediata da conta.

Como o Spotify vive das verbas de publicidade — as assinaturas geram bem menos renda — não era difícil de imaginar que algo do tipo fosse acontecer. Em março de 2018 o serviço desativou 2 milhões de contas por esse motivo.

Com as novas regras, que entram em vigor em março, o Spotify ganha o direito de encerrar as contas imediatamente, sem avisar o usuário.

Portanto, cuidado. Muito cuidado!

A playlist do blog

Dicas de Viagem XI: Proteja-se dos ladrões nos aviões

Pode parecer estranho, mas essa é uma ameaça que começa a se tornar frequente no Oriente Médio, África e Ásia

Muitos viajantes ao redor do mundo já ouviram falar dos perigos de deixar seus pertences fora da vista em aeroportos, até mesmo nas salas de embarque. Ladrões agem indiscriminadamente, seja em Nova Deli, Paris, Cidade do Cabo, São Paulo ou Nova York. O que muitos não esperam é que haja ladrões dentro dos aviões!

Nenhum cuidado é pouco dentro dos aviões

Para nosso terror — passageiros das classes econômicas — a notícia ruim é que essas gangues agem exatamente onde os passageiros com menos dinheiro viajam. A razão? São muitas. Há mais pessoas, mais crianças, mais movimento, mais distração e mais oportunidades.



Eles se aproveitam das horas de sono, do vai e vem das pessoas e até mesmo da hora das refeições para violarem os pertences dos outros.

Poucos dados

Pode parecer estranho que seja quase impossível encontrar algum relato sobre esse tipo de evento, mas isso acontece porque eles são, na maioria das vezes, tratados (e escondidos) pelas companhias aéreas da mesma forma que outras reclamações sobre problemas nos voos, como atrasos, perda de bagagens ou sistema de entretenimento quebrado.


Além disso, como a maioria das pessoas só descobre que algo está faltando quando já saiu do aeroporto, muitos não dão queixa, fazendo com que as estatísticas sejam bem pouco confiáveis.

Cuide das suas coisas


Para evitar ser uma das vítimas desses ladrões voadores é preciso tomar alguns cuidados, até porque essa moda não deve demorar a chegar por aqui.

Airfarewatchdog
Acredite, a maioria desses larápios age em voos internacionais e nos de média e grande duração e você só vai descobrir o que aconteceu quando for tarde demais, repito.

Alguns cuidados:

  • Sempre tente guardar seus pertences em um compartimento acima ou em frente do seu assento. Nunca deixe suas coisas em um local atrás de você;
  • Não viaje com jóias e objetos de muito valor;
  • Mantenha seus documentos sempre com você, assim como seu smartphone e qualquer remédios que precise tomar regularmente;
  • Evite carregar grandes quantias de dinheiro e, caso precise dele, nunca deixe longe da sua vista/corpo;
  • Nunca coloque cartões de crédito nos bolsos externos de mochilas ou malas de mão;
  • Sempre que possível use cadeados ou compre malas com sistemas de travas;
  • Coloque suas bagagens nos compartimentos, sempre com os zíperes e fechos virados para o interior (fundo) dos bagageiros;
  • Guarde laptops e coisas de valor dentro das bagagens de mão e em local que dificulte a sua retirada (no meio de roupas ou outros itens;
  • Caso compre algo no free shop dentro do avião jamais permita que qualquer membro da tripulação leve o seu cartão de crédito para longe de você.

Perigo inesperado

Mais assustador do que saber que podem roubar suas coisas dentro do avião é saber que já houve casos onde membros da tripulação eram esses ladrões.

Booking.com

Afinal, eles têm acesso a partes da aeronave que os passageiros não possuem e muita facilidade para mexer nos compartimentos de bagagem sem alimentar qualquer suspeita..

É certo que apenas uma ínfima parte dos funcionários das empresas aéreas são tão desonestas, mas há o bom e o mau dentro de todos e uma oportunidade pode ser tentadora demais para ser ignorada.

Portanto, não dê chance ao azar. Não dê chance para que sua viagem seja arruinada por um evento desse tipo, mesmo que tenha um super seguro. A dor de cabeça não vale a pena.

Take care!

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Dicas de Viagem IV(c): Minivisto para a Europa

Dicas de Viagem V: Tipos de tomadas pelo mundo

Dicas de Viagem VI: Não se aperte com comida

Dicas de Viagem VII:  Vinho quente nos jardins de Paris

Dica de Viagem VIII: comer e beber bem em Veneza

Dicas de Viagem IX: Como viajar “no futuro” no aeroporto de Heathrow

Dicas de Viagem X: As rotas aéreas mais procuradas dos EUA

Leia outros posts sobre viagens

Fotos: Getty Images

Demissões deixam dúvidas sobre empresas de conteúdo online

BuzzFeed e HuffPost estão entre as empresas que fizeram cortes de pessoal

Se as empresas tradicionais de produção de conteúdo lutam para se reinventaram e para conseguir manter suas receitas, as que surgiram na “era digital” e que, na teoria, são mais ágeis e têm menores custos, parecem ter chegado a um momento crucial.

Empresa também fez cortes de pessoal

Nas últimas semanas sites como o BuzzFeed e HuffPost dispensaram funcionários e até encerraram as atividades em alguns países — como o Buzzfeed na Espanha. Além disso, iniciaram parcerias com empresas como a HBO e Netflix.

O caso do Buzzfeed preocupa. É esperada uma redução de até 15% no seu quadro de funcionários. Um corte que pode ceifar algo próximo de 250 empregos. Tudo em nome de uma reestruturação para manter o “sucesso a longo prazo”, mesmo obtendo lucro em 2017.

Cortes e encerramento das atividades na Espanha

Pelo jeito, novas empresas ainda utilizam práticas dos velhos homens de imprensa, que querem lucros e sempre pensam em corte de pessoal para manter suas margens, ao invés de adaptarem seus departamentos comerciais.

De novo: Salvação dos jornais brasileiros está no digital?

Claro que concorrer com gigantes como o Google e o Facebook — que detém quase 50% do total da publicidade online —,  não é fácil, mas o desafio sempre foi esse: lutar contra os grandes, não importa se você é um jornal regional ou um portal online.

Vários jornais ingleses parecem ter achado o caminho do dinheiro

Há casos de grandes jornais que conseguiram fazer a transição para a nova era e ganhar dinheiro, a maioria deles — Financial Times, The Times e Guardian — ingleses. Não sei, mas isso parece merecer um estudo mais aprofundado das suas estratégias, não?

Com informações do Meio & Mensagem

Livro recoloca os Monkees na elite do pop-rock

Biografia do guitarrista Peter Tork desconstrói mitos sobre os Monkees e sua música

Os anos 60 foram uma época de mudanças, revolução cultural, guerras e mitos. Na música, vimos o surgimento dos Beatles, dos Rolling Stones, Jimi Hendrix, Eric Clapton, The Who e… dos Monkees.

O livro recoloca a carreira dos Monkees no seu devido lugar

Pode causar estranheza para muita gente a inclusão nesta lista de uma banda que hoje é lembrada por ter sido fabricada e não tocar seus próprios instrumentos.

Porém, essas afirmações são alguns daqueles mitos citados no parágrafo anterior e que são desconstruídos no livro Love is Understanding – A Vida e a Época de Peter Tork e os Monkees, do biógrafo Sergio Farias, lançado pela editora portuguesa Chiado Books.

Um pouco de história

Antes de falar do livro propriamente, vale uma pequena volta na história para entender o fenômeno dos Monkees, que fez com que a banda (em 1967, nos Estados Unidos) vendesse mais discos que os Beatles e os Rolling Stones juntos.

Jimi Hendrix chegou a ser o músico de abertura em uma das turnês da banda. Dá para imaginar?

Em 1966, os Beatles já eram o maior fenômeno musical da Terra. A invasão das bandas britânicas tomou conta das paradas norte-americanas e um contra-ataque se aproximava.
Uma das ideias que surgiram foi a criação de um programa de TV que misturasse música com uma linguagem mais jovem.

Assim, os produtores Bob Rafelson e Bert Schneider colocaram um anúncio em revistas procurando por “músicos de folk e rock para interpretar quatro garotos insanos em uma nova série de TV”. Desta forma, surgiam os Monkees — Micky Dolenz, Davy Jones, Peter Tork e Michael Nesmith.

— A série, por ter sido um projeto pioneiro, produzido por jovens cineastas, revolucionou a TV americana, sendo um dos pilares na Nova Hollywood. Até mesmo o filme Head é icônico, nem que seja pelo roteiro escrito por Jack Nicholson — diz Sergio.

O bobo erudito

A escolha por Peter Tork, que acaba de completar 67 anos e que na séria fazia o bobo da corte, mostrou-se acertadíssima, já que o guitarrista é (pessoalmente) a figura com a história mais rica dos quatro Monkees e o único sem uma biografia publicada até então.

Tork - Um filho da era Flower Power

— Peter era disparado o melhor músico da banda, já que tocava sete instrumentos, tinha formação em música clássica. Além disso, ele teve a vida mais interessante. Perdeu tudo, foi preso, lutou contra o álcool e as drogas — explica o biógrafo.

É verdade, a vida de Peter Tork foi uma montanha russa, passando de jovem milionário, músico de sucesso e convidado para tocar no primeiro projeto solo do beatle George Harrison, a um quase desconhecido, tocando em bares pobres e parques, perdendo seu dinheiro para a Receita Federal e sendo preso por porte de drogas.

A história de Tork é um caso típico e que representa muitos astros dos anos 60 e 70 que não souberam se manter depois do pico de fama. Com uma série de projetos que não decolaram e um estilo de vida incompatível com a renda disponível.

Livre das drogas e sem dívidas com a Receita Federal

Se hoje o músico está limpo das drogas, reconquistou parte do patrimônio e faz concertos solo, com sua banda de blues e eventualmente com os outros monkees vivos (Davy Jones faleceu em 2012), tenha certeza de que a sua estrada não foi fácil.

Uma série sobre um grupo de rock?

A lenda de que os Monkees eram apenas atores que interpretavam músicos de uma banda de rock foi criada e alimentada, em grande parte pelos próprios membros da banda. Na verdade, todos era músicos e já haviam tido suas experiências no mercado fonográfico.

—Todos já tinham alguma experiência. Micky havia protagonizado uma série de TV quando era criança (Circus Boy), Mike já havia lançado alguns singles, Davy tinha participado da peça Oliver e havia, inclusive, se apresentado no Ed Sullivan no mesmo dia que os Beatles, e Peter já participava de várias bandas — explica o autor.

Hoje, são admirados por grandes astros do rock, como o U2.

Músicos x Músicos

Uma das grandes diferenças culturais entre ingleses e americanos se dava em relação aos músicos utilizados nas gravações.

Enquanto na Inglaterra eram os próprios músicos que tocavam seus instrumentos nas gravações, nos Estados Unidos a prática mais comum era contratar músicos de estúdio para fazer a base das canções.

Foi assim que surgiu um famoso grupo de talentos chamado de Wrecking Crew (Turma da Demolição) e que foi responsável por praticamente todos os sucessos gravados no país (inclusive o brilhante Pet Sounds, dos Beach Boys).

No auge da fama, em meados da década de 1960

Nesse grupo destacavam-se nomes como Larry Knechtel, Leon Russel, David Gates, a baixista Carol Kaye e Glen Campbell.

Portanto, dizer que os Monkees eram fabricados porque não tocavam seus instrumentos nos discos é/era um argumento dos mais frágeis. Ou será que The Mamas & the Papas, Byrds e os Beach Boys também eram fabricados?

Essa era a regra nos Estados Unidos e não é fácil entender a razão de tanto alvoroço quando foi divulgado que os Monkees não tocavam seus instrumentos nas sessões de gravação.

Fogo amigo

Infelizmente, grande parte do preconceito em relação aos Monkees foi criado pelos próprios integrantes da banda. Numa mistura de egos, falta de camaradagem e pouquíssima inteligência, Mike, Davy, Micky e Peter, deram (e dão) munição para seus críticos.

— Foram eles os responsáveis por tudo de ruim que aconteceu com a banda e a sua reputação. Principalmente em relação a esta bobeira que é o fato de não tocarem seus próprios instrumentos — complementa Sergio.

O pouco tempo de auge da banda, as constantes brigas e o esquecimento por parte da crítica e do público se deve, em grande parte, ao descompasso entre os quatro Monkees.

O autor e os três Monkees vivos: Peter, Mike e Micky

O fogo amigo parece acontecer até hoje. Micky Dolenz, por exemplo, não para de repetir que “chamar os Monkees de um a banda é o mesmo que dizer que o Leonard Nimoy se transformou no Sr. Spock”.

Compositores de primeira

Quem menospreza o legado da banda não deve saber que a maioria dos seus sucessos foi escrito por uma constelação de craques renomados e respeitados em todo o mundo.

Afinal, o que dizer de nomes como Carole King, Harry Nilson, David Gates, Tommy Boyce e Bobby Hart, Neil Diamond, Jerry Leiber e Mike Stoller, ou Neil Sedaka?

A escolha do time de compositores foi uma das razões da banda vender tantos discos. Eles não eram apenas rostinhos bonitos. Seus discos tinham qualidade, por mais que haja detratores que, muito provavelmente, nunca os ouviram com atenção.

Uma sucessão de hits

Não há como fugir de canções que entraram na história do pop como Last Train to Clarksville, Pleasant Valley Sunday, Goin’ Down, Daydream Believer ou até mesmo o tema da série, (Theme from) The Monkees.

Apesar de apenas uma composição de Tork entre no hall dos hits da banda — For Pete’s Sake — o músico sempre foi considerado o de maior potencial, apesar da sua pouca habilidade como cantor. Infelizmente, sua carreira nunca decolou.

O Brasil

Outro fato pouco conhecido do público é que Peter Tork já esteve e até fez shows no Brasil, coisa que os próprios Monkees nunca fizeram. Isso aconteceu em 2003, quando tocou por duas vezes em São Paulo. Não houve grande repercussão e sua passagem por nosso país quase nunca é lembrada por crítica e fãs.

Documento histórico

Love is Understanding – A Vida e a Época de Peter Tork e os Monkees é um registro de uma época onde a vida era mais simples, o amor era livre e os talentos pareciam aparecer em qualquer lugar e em quantidades absurdas.

A história de Peter Tork é envolvente, reveladora e vem embalada em um texto leve, descritivo e bem-humorado. Uma ótima leitura.

Cotação: **** ½

Serviço

Love is Understanding – A Vida e a Época de Peter Tork e os Monkees

Número de páginas: 396
Preços: R$ 9 (ebook) e R$ 52 (edição física)
Link para encomendas

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Conheça um pouco da música dos Monkees