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Jennifer Garner é uma Justiceira com “desejo de matar”

Jennifer Garner volta aos filmes de ação em A Justiceira, longa que tenta reciclar muitos clichês do gênero

A bela e talentosa Jennifer Garner, que já encarnou bons (e maus) papéis em filmes e seriados de ação — Alias: Codinome Perigo, Demolidor, o Homem sem Medo e Elektra — volta, aos 46 anos e depois de protagonizar várias comédias românticas e filmes mais densos, ao gênero em A Justiceira (Peppermint, no original em inglês).

Infelizmente, o longa dirigido por Pierre Morel, responsável por séries e filmes como Taken, District 13, Busca Implacável e Invasão a Londres, é uma mistura de ingredientes utilizados há décadas por outros roteiristas e diretores.

Déja Vu

Todos os elementos que alguém que conheça o gênero de ação, não importa a idade, estão lá: a família feliz que é destruída, o traficante malvado, o policial bom, o policial corrupto, a defesa dos mais pobres e oprimidos, o desejo de vingança e a matança sem remorso.

O problema é que parece que tudo foi jogado em um liquidificador e transformado em um mingau não muito apetitoso. Há vários problemas no roteiro, personagens ralos e uma certa falta de ritmo.

As semelhanças com Desejo de Matar (o original ou o remake) não parecem ser meras coincidências. Na verdade, durante todo o filme as referências de outros títulos ficam pulando na nossa frente.

Tela Quente?

Juan Pablo Raba stars in PEPPERMINT

O filme não chega a ser um desastre completo — deve virar uma boa Tela Quente ou coisa parecida — mas a possibilidade de uma continuação assusta muito.

O elenco de apoio é bastante bom — John Ortiz (Kong), John Gallagher Jr. (10 Cloverfield Lane), Method Man (Keanu), Richard Cabral (Máquina Mortífera) e Tyson Ritter (Preacher) — mas não consegue tirar o filme do atoleiro da falta de criatividade.

Além disso, como acreditar que em uma sociedade onde celulares e câmeras de vigilância registram cada um dos nossos passos, uma pessoa possa roubar armas, entrar e sair de propriedades particulares, cometer assassinatos e explodir tudo sem ser encontrada.

Para os iniciantes

A Justiceira acaba sendo um filme que pode agradar os mais jovens e que não tenham tantas referências de clássicos dos filmes de ação. Pode ser que valha a pena a ida ao cinema, caso o ingresso esteja em promoção.

Cotação ** ½

Fotos: STXfilms/Tony Rivetti Jr

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

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Novo James Bond pode ser Robb Stark de Games of Thrones

Quem será o novo 007?

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O jornal britânico Daily Mail publicou hoje que o ator Richard Madden, mais conhecido como o Robb Stark de Games of Thrones, será o novo James Bond na franquia de 007 no cinema.

A informação é um pouco prematura, pois o atual titular do cargo, Daniel Craig, ainda fará o último filme de seu contrato, Bond 25, cujas filmagens iniciam no ano que vem e o lançamento será em 2020.

O Daily Mail diz que o ator irá assinar contrato nas próximas semanas. Mas uma ação dessas seria um grande tiro no pé, afinal, tiraria a atenção totalmente da atuação de Craig no novo filme.

Na última vez em que um novo ator foi contratado para viver 007, justamente Craig, foi a primeira vez que isso ocorreu em eras de internet, em 2004. A vez anterior a essa foi em 1993.

Em…

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007 não terá versão feminina, diz produtora

Ainda bem! Esse papo de politicamente correto mataria o nosso 007.

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barbara broccoli Barbara Broccoli.

A principal produtora da franquia de James Bond, o agente secreto 007, deu uma entrevista ao The Guardian e sentenciou: não haverá versão feminina do personagem. Nos últimas dias, as casas de apostas em Londres haviam movimentado intensa especulação de que isso iria acontecer com o fim do contrato do ator Daniel Craig, que fará seu último filme no ano que vem.

Perguntada sobre a questão pelo jornal, a executiva da EON Production, que é dona da franquia, decidiu ser direta:

Bond é um homem. Ele é um personagem masculino. Foi escrito como um homem e acho que provavelmente continuará sendo um. E não há problema nisso! Não precisamos transformar todos os personagens em mulheres; vamos apenas criar mais personagens femininas e fazer com que a história comporte mais mulheres.

A ideia de uma troca de gênero de James Bond não é nova, mas ganhou força nos últimos…

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Chris Evans dá adeus ao Capitão América em mensagem no Twitter

O fim do herói?

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captain america movie costumesO ator Chris Evans postou uma mensagem no Twitter celebrando o término de suas filmagens em Vingadores 4e todo o tom serve como um adeus ao Capitão América, personagem que interpreta desde 2011.

Sua postagem diz:

Oficialmente terminado em Vingadores 4.Foi um dia emocionante para dizer o mínimo. Interpretar este papel nos últimos 8 anos tem sido uma honra. Para todo mundo na frente da câmera, atrás da câmera e na audiência, muito obrigado pelas lembranças! Ternamente grato!

A saída de Evans do Universo Marvel nos Cinemas é especulada há bastante tempo, pois seu contratose encerra com Vingadores 4 e ele já viveu o personagem em 7 filmes (contando o inédito) mais duas pequenas participações especiais em outros. Em diversas ocasiões o ator deixou claro que tinha intenções de se aposentar da profissão de ator e se dedicar à direção de filmes.

Na Marvel, Evans…

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RocketMan ganha trailer

Poucos dias após liberar a primeira imagem de Taron Egerton como Elton John, a Paramount Pictures divulgou o primeiro trailer de RocketMan.

Definido como “uma fantasia épica musical, sem censura”, a produção britânica tem direção de Dexter Fletcher (Hotel Babilônia) e será estrelado por Taron Egerton (Kingsman: The Secret Service e Kingsman: O Círculo Dourado).

O filme estreia em março de 2019, durante a turnê de despedida dos palcos de Elton John.

 

Filme que contará a história de Elton John libera a primeira imagem

Rocketman, que estreia no dia 30 de março de 2019, vai contar a história de um dos músicos mais talentosos e extravagantes da nossa época: Sir Elton John.

Definido como “uma fantasia épica musical, sem censura”, a produção britânica tem direção de Dexter Fletcher (Hotel Babilônia) e será estrelado por Taron Egerton (Kingsman: The Secret Service e Kingsman: O Círculo Dourado).

O filme chegará aos cinemas de todo o mundo enquanto Sir Elton faz a sua turnê de despedida dos palcos.

 

22 Milhas, um longa fraco com cara de franquia

22 Milhas, dirigido por Peter Berg, mistura referências e clichês de vários filmes consagrados

Uma equipe de elite cumprindo uma missão que não pode ser resolvida por mais ninguém; uma ameaça terrorista; uma pessoa que precisa ser levada de um ponto a outro, sendo seguida por assassinos bem armados, e um personagem que pode ou não ser um vilão.

Esse pequeno conjunto de fatores pode parecer familiar, e é.

Sendo assim, fica claro que 22 Milhas, novo longa dirigido por Peter Berg (O Grande Herói e O Dia do Atentado) e estrelado por Mark Wahlberg (Os Infiltrados, Ted e Uma Saída de Mestre), tem um roteiro bem pouco criativo.

Todos com mais de 30 anos já viram todos esses elementos em um grande número de longas que fizeram sucesso e não sei se precisamos de (re)ver tudo isso novamente.

Ah, não esqueçamos das inevitáveis reviravoltas no enredo.

Elenco de peso e edição nervosa

A produção não foi barata. O elenco — no qual ainda encontramos nomes como Lauren Cohan, Iko Uwais, Ronda Rousey e John Malkovich — é bem afiado, mas não consegue tirar a incômoda sensação de déja vu.

A edição e a montagem tentam (com algum sucesso) tornar a ação intensa, embora deixem as cenas um pouco picotadas demais.

A violência também não é pouca e deve agradar boa parte do público dos filmes de ação.

Misturando Bourne, Rambo e Bond

 

O herói interpretado por Wahlberg é uma pessoa cheia de tiques, com pouca interação social e habilidades que lembram Rambo, Jason Bourne e James Bond.

O funcionamento da equipe tem um quê de Missão Impossível e o fim do longa deixa claro a intenção de criar uma nova franquia.

Perseguições de automóveis, pancadaria e tecnologia tentam dar um ar de novidade e emoção ao filme, mas nada funciona muito bem.

Tela Quente

O resultado é um filme nervoso, confuso, com uma história pouco criativa e um gancho que pode levar (tomar que não) a uma continuação. Não chega a ser um desastre, mas é fácil de ser esquecido.

Algum dia, vai ser uma boa Tela Quente  ou Temperatura Máxima.

Cotação: ** ½

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

‘Your mission, should you choose to accept it’

Tom Cruise volta às telonas com muito humor e ação

Mais do que uma franquia, “Missão Impossível – Efeito Fallout“, a grande estreia deste fim de semana, é um filme de retornos. Sexto da série, M:I, iniciada em 1996, o longa traz de volta à telona o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) e equipe do IMF.

Junto com eles, os mocinhos, retornam outros personagens importantes — o vilão Solomon Lane (Sean Harris), a espiã badass britânica Ilsa Faust (Rebecca Ferguson) e Julia (Michelle Monaghan). Além de Christopher McQuarrie (Missão Impossível – Nação Secreta, 2015) na direção e no roteiro.

Fato que, até então, era inédito na história da franquia.

O argumento de Fallout está fortemente ligado ao filme anterior. Desta vez, Hunt e equipe precisam correr contra o tempo para evitar que o grupo terrorista Apóstolos concretize atentados a lugares sagrados.

Para isso, além de lidar mais uma vez com Lane, ele terá de trabalhar em parceria com o agente da CIA August Walker (Henry Cavill) — e, obviamente, seu famigerado e polêmico bigode.

A trama passa a ser uma sequência de decisões rápidas tomadas a partir da boa índole do espião, que levam seu time a situações perigosas e muita ação. Tudo costurado por lembranças e dramas de escolhas antigas.

Socos, tiros, explosões e muitos saltos e correria

Politicamente correto ao destacar personagens femininas fortes — Angela Bassett, Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan e Vanessa Kirby —, Efeito Fallout é tão tenso quanto divertido. As piadas não soam nada forçadas e, algumas vezes nem são feitas com palavras, mas pelas trocas de olhares entre os personagens.

Cena da sequência do acidente de Cruise (Foto: Chiabella James/Divulgação)

Simon Pegg (Benji) e Ving Rhames (Luther), os coadjuvantes de luxo, estão voando em cena. Dão aquele brilho às situações surreais em que Hunt sempre se envolve durante as missões, e o peso na medida ao famoso “azar” do espião.

“I’m working on it” é frase recorrente no longa.

Azar, inclusive, que fez o astro Tom Cruise, que dispensa dublês, ficar de molho por algumas semanas durante as filmagens. A cena do acidente está lá. A decisão de manter a sequência no longa foi, sem dúvida, acertadíssima.

Abrilhanta uma sequência espetacular da correria numa perseguição nas alturas — que poderia ser só mais uma cena de ação caso não fosse fechada com o momento onde Tom Cruise (que tem 56 anos!!!) quebra o tornozelo mas continua correndo para preservar a tomada.

Atenção, mesmo, é preciso ter à sequência final, com uma perseguição de helicópteros. Tom Cruise aprendeu a pilotar em questão de poucos meses para fazê-la. Não só pilotar, mas a fazer malabarismos no ar.

A Paramount chegou a divulgar um making of sobre a cena, onde Tom pilota, faz malabarismos, atua e ainda opera a câmera instalada no interior do helicóptero.

Mas como dizem os vilões do filme, “quanto maior o sofrimento, maior a paz”.

FICHA TÉCNICA

Missão:Impossível – Efeito Fallout
(Mission:Impossible – Fallout)
Direção e roteiro: Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise, Rebecca Ferguson, Henry
Cavill, Vanessa Kirby
Duração: 150min
Classificação: 14 anos

Cotação: ****

OBS: Eu quero beber da mesma água que bebem o Tom Cruise e Angela Bassett; alguém providencia, por favor!

This message will self-destruct in five seconds.

Homem-Formiga e Vespa protagonizam o filme mais engraçado da Marvel

Filme, com estreia marcada para o dia 5 de julho, diverte adultos e crianças

Quem acompanha o Universo Marvel está acostumado com a atmosfera sombria dos filmes do Thor, a moralidade dos longas do Capitão América, do carisma do Homem de Ferro e a grandeza dos encontros dos Vingadores. Para balancear esse universo, tivemos o filme que introduziu na gangue o Homem-Formiga, leve e com uma dose de humor infantil bastante destacada, bem ao estilo da Disney, dona da Marvel.

O novo longa do herói, agora com uma companheira de primeira linha, volta a reunir o mesmo elenco – Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas e Michael Peña – agora com os reforços luxuosos e de peso de Michelle Pfeiffer e Laurence Fishburne. O diretor Peyton Reed (o mesmo do primeiro filme) aproveita bem o roteiro e injeta doses cavalares de humor. Mesmo as cenas mais sérias são recheadas de alguma piadinha ou referência que vão fazer o público rir.

Para quem acompanha ou não a saga dos heróis Marvel

Claro que há algumas subtramas e citações que só serão compreendidas por quem segue os filmes da Marvel, mas mesmo quem não viu nenhum dos lançamentos do estúdio vai se divertir, o que qualifica o longa para se tornar um campeão de bilheteria, mesmo que não na mesma escala do Pantera Negra ou dos Vingadores.

A história, que se desenrola após os acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil e em paralelo aos eventos de Vingadores: Guerra Infinita, nem importa tanto, embora deva se conectar com a próxima aventura dos Vingadores.

Coadjuvantes de luxo

Ter a sempre bela Michelle Pfeiffer e o competente Laurence Fishburne no elenco vai elevar a expectativa de boa parte do público, mas quem rouba a cena é Michael Peña, cujo personagem – o melhor amigo de Scott Lang/Homem-Formiga – ganhou muito destaque e é o responsável por alguns dos melhores momentos cômicos do roteiro. O papel de Peña se sobrepõe até ao da vila, interpretada por Hannah John-Kamen. Já Michelle Pfeiffer, que vive Janet Van Dyne – a Vespa original, esposa do Dr. Hank Pym (Michael Douglas) e mãe da nova Vespa (Evangeline Lilly) – faz parte da trama principal do filme, mas merecia um fim melhor (se é que o que acontece é o fim). O papel do personagem protagonizado por Laurence Fishburne é o mais fraco de todos, parecendo mal construído e ambíguo demais. Há mais personagens, mas, sinceramente, não fazem lá muita diferença.

Mais que um filme-tampão

O que poderia ser facilmente classificado como um filme-tampão para preencher o vácuo entre os Vingadores 3 (Guerra Infinita) e 4 (ainda sem título), acaba se tornando um belo programa, graças ao acerto da direção, o ótimo elenco, a química entre os dois protagonistas e a óbvia ideia de não se levar muito a sério.

Se você achava que Guardiões da Galáxia foi bom e engraçado, não deixe de ir ao cinema conferir Homem-Formiga e a Vespa. É um programão!

Procurei não dar muitos spoilers, mas não posso deixar de avisar para não sair da sala de projeção antes de assistir as duas cenas extras que são exibidas durante os créditos do filme.

Futuro dos heróis desaparecidos

Tenho a impressão – e deixo claro que não é uma opinião baseada em informações – que os executivos da Marvel e da Disney guardam alguma surpresa para os fãs. Não é possível que eles mantenham o script onde um grande número de personagens foi dizimado na última aventura dos Vingadores. Há uma deixa dada pelo Dr. Estranho que me deixa com a pulga atrás da orelha e o destino do Homem-Formiga parece ter ligação com essa deixa.

Boa diversão!

Cotação: **** ½

Fotos: Divulgação

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia

Vem por aí uma Bond Girl “de respeito”

Segundo o The Mirror, as atrizes Angelina Jolie e Helena Bonham Carter estão disputando o papel de uma Bond Girl em Bond 25, título de trabalho do novo filme de 007. A personagem em questão será também a vilã do longa, o quinto estrelado por Daniel Craig. Segundo a fonte do jornal britânico, os chefes […]

via Novo 007 terá Angelina Jolie ou Helena Bonham Carter como Bond Girl — hqrock

Han Solo: Uma História Star Wars – apenas uma boa diversão

Filme conta a história do personagem imortalizado por Harrison Ford. Diverte, mas não empolga

Han Solo: Uma História Star Wars, chega as telonas brasileiras nesta quinta bombardeado por uma série de opiniões divergentes. Se por um lado a direção precisa de Ron Howard não pode receber muitas críticas, a escolha do elenco causa polêmica, principalmente a do protagonista Alden Ehrenreich, que faz um Han Solo longe do original de Harrison Ford.

A história

A ideia do longa é mostrar a origem de Solo, o início de sua amizade com Chewbacca, e como tomou a Millenium Falcon do dono Lando Calrissian (Donald Glover). Ou seja, não é um filme para os não iniciados, se é que eles ainda existem. Os demais personagens da história são fracos. Nenhum deles consegue trazer nada de peso para a história e não merecem ser lembrados em mais nenhum momento da saga.

O novo Solo

Seguir os passos de Harrison Ford não é tarefa fácil e Alden Ehrenreich não é muito feliz. Enquanto alguns argumentam que a ideia não era imitar Ford, mas criar um novo Han Solo – pode ser, mas preferiria ver uma atuação mais parecida com a de Chris Pine, recriando todos os trejeitos do James T. Kirk original, fazendo com que o novo capitão da Enterprise se tornasse uma boa xerox do interpretado por William Shatner – a maior parte da plateia sai do cinema com uma sensação estranha de que algo não está certo.

No fim das contas o longa diverte, mas fica longe de ser memorável e não deve chegar nem perto dos sucessos emplacados pela Marvel.

Han Solo: Um História Star Wars (Solo: A Star Wars Story)
Direção: Ron Howard
Elenco: Alden Ehrenreich, Emilia Clarke, Donald Glover
Duração: 2h 15 min
Classificação: 12 anos

Capitão América confirmado como o Nômade em Vingadores – Guerra Infinita

Wow!

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Capitão América - O Nômade dos 70s Steve Rogers adota a identidade de Nômade: crítica à era Nixon.

Há muito tempo se especulava que Steve Rogers iria deixar a identidade de Capitão América e se tornar o Nômade, tal qual nos quadrinhos da Marvel Comics dos anos 1970. O ator Chris Evans e os diretores já havia falado sobre isso anteriormente em entrevistas, chegando a dizer explicitamente que o personagem assumiria o “espírito” da ideia do Nômade. Mas agora, os irmãos Anthony e Joe Russo parecem ter confirmado que o personagem usará aquele nome no filme, pois divulgaram uma imagem no Twitter com o herói e a legenda: Steve Rogers, The Nomad. Isso é uma confirmação, não é mesmo?

infinity war nomad confirmed O tweet dos irmãos Russo: Nômade!

Captain_America_Vol_1_180Nas HQs, ao fim da saga Império Secreto, publicada em 1975, em Captain America & the Falcon 169 a 176, escrita por Steve Englehart e Mike Friedrich com desenhos de Sal…

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Saiu o novo trailer de Solo – Uma História Star Wars

Aguardando nervosamente.

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Foi divulgado hoje o novo trailer de Solo – Uma História Star Wars, contando as aventuras do carismático personagem da saga Star Wars antes dos acontecimentos de Star Wars – Episódio IV – Uma Nova Esperança, quando apareceu pela primeira vez. Veja o vídeo abaixo:

O vídeo é muito bom! Mostra a ambiência e uma ideia de trama: Han Solo é convocado por Tobias Beckett para participar de uma missão especial – quase certo o roubo de algo pertencente ao Império. Os principais personagens são apresentados – Solo, Beckett, as versões jovens de Lando Calrisssian e Chewbacca e novos personagens, como Qi’ra (que deve ser o interesse amoroso do protagonista), L3-37 e o vilão Dryden Vos.

solo dryden vos Paul Bettany como Dryden Vos.

Neste caso, há uma grande curiosidade: originalmente, o ator Michael K. Williams foi contratado para viver o vilão, que seria um personagem digitado gravado

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Homem-Formiga – Uma boa Sessão da Tarde

Se você ficou entusiasmado com as aventuras do Homem de Ferro, se impressionou com os feitos do Capitão América, se emocionou com Thor e riu com a interação entre Os Vingadores, vai achar os feitos do Homem-Formiga (que entra em cartaz nesta sexta) engraçadinhos.

Estrelado por Paul Rudd e com a (ótima) participação de Michael Douglas, o projeto – que demorou muito para ser finalizado (havia rumores de que o personagem estaria no último filme dos Vingadores) -, mostra o Dr. Hank Pym (Douglas) já bem mais velho e tendo que recrutar o jovem ladrão Scott Lang (Rudd) para usar o seu velho traje de Homem-Formiga e salvar o mundo de uma terrível ameaça (nada de spoiler).

O problema é que o herói é um dos menos famosos e mostrou-se difícil de encaixar no atual universo da Marvel e as citações tiradas das histórias em quadrinhos são muitas, o que deve fazer com que o espectador normal tenha dificuldades em entender o passado do personagem. A saída encontrada pelo diretor Peyton Reed foi o humor em grandes doses, tornando o longa um grande candidato a sucesso na Sessão da Tarde. Claro que deve render bons milhões para a dupla Disney/Marvel e que a continuação já está garantida, mas fica longe da qualidade dos outros filmes baseados nas criações de Stan Lee & Cia, apesar das ótimas atuações de Michael Douglas, Evangeline Lilly, Paul Rudd, que mantém bem seu jeitão de galã de comédias românticas e do elenco de apoio, que mantêm o humor sempre em alta.

Homem-Formiga XI
Ficou a impressão de que com a interação com os demais Vingadores o Homem-Formiga pode ganhar corpo e crescer, mas isso só no próximo longa. Vá ao cinema sem grandes expectativas e divirta-se.divirta-se.

Fotos: Divulgação Marvel

Texto escrito para a Revista Ambrosia

Crítica: Os Vingadores: Era de Ultron ou Nasce mais um Blockbuster

Ultron X
Os Vingadores: Era de Ultron
, que entrou em cartaz nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, tem todos os elementos para superar os números milionários do seu antecessor. O Universo Marvel – que realmente se tornou um universo, com vários longas contando histórias individuais dos heróis, além de séries de TV mostrando o funcionamento e as lutas da S.H.I.E.L.D. – chegou a um ponto onde para se ter uma experiência completa é preciso acompanhar cada novo lançamento.

AFTER_PARTY_PAYOFF_BRAZIL_-_Copy.jpg_rgbA cabine de imprensa, talvez por estar espremida entre feriados, foi bem menos concorrida do que eu havia imaginado. E, mesmo já estando nos cinemas, vou procurar não dar muitos spoilers, mas informo que os super-heróis mais amados dos quadrinhos estão de volta – Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, além de mais alguns novos personagens. O humor e a ação, característicos dos longas da Marvel, também estão lá em doses mais que generosas, e a preparação do terreno para o próximo filme – com alguns dramas pessoais e a possível aposentadoria de personagens, dando espaço a novos heróis – também está lá.

A história gira em torno da luta contra Ultron (que conta com a voz de um excelente James Spader), uma inteligência artificial que decide salvar o mundo exterminando a raça humana. A trama pode não parecer muito original (e não é), mas funciona muito bem. E para os que pensam que a fórmula possa estar se esgotando, um aviso: ainda vamos ver muitos blockbusters pelo caminho.

Os Vingadores Ultron (22)O filme tem cenas de ação que praticamente não deixam respirar e que dão vontade de ver várias vezes para que possamos notar todos os detalhes (bom para a bilheteria) e desenvolve alguns dramas pessoais, com revelações sobre as vidas e desejos dos Vingadores. Claro que isso deixa o filme menos frenético, o que acaba sendo um ponto positivo. Difícil mesmo é crer que a Marvel pense mesmo em aposentar personagens como o Homem de Ferro ou que possa encontrar alguém que fique tão bem no papel quanto Robert Downey Jr.

O diretor Joss Whedon – o mesmo do primeiro Vingadores – cria um filmão-pipoca que vai agradar a todos, do netinho ao vovô.

Veredito: altamente recomendado.

Obs: Uma versão deste texto foi publicado na revista Ambrosia.

Homem de Ferro 3 – A crítica

homem-de-ferro-3-poster-nacional-615x878Primeiro um aviso: se você ainda não viu o filme, não leia esse texto. Caso já tenha visto ou apenas não ligue muito em saber a história do filme, vá adiante.

Ainda antes de começar a falar do longa propriamente dito, um comentário: é impressionante como empresas do porte da Disney ou da Sony Music podem tomar decisões mesquinhas (em termos de economia). Não fazer uma cabine no Rio de Janeiro (limitando o número de veículos que puderam enviar alguém até São Paulo para ver o filme antes do lançamento é indefensável) acabou fazendo com que essa crítica só pudesse ser postada hoje (uma pena para os meus três leitores). Falta de dinheiro eu garanto que não foi. Talvez uma certa soberba em achar que seu produto seja tão importante que não mereça esse esforço. Who knows?

O filme

iron-man-3Homem de Ferro 3 vai dividir opiniões (ponto). Enquanto os mais puristas vão detestar o filme, os amantes dos filmes de ação devem apenas gostar dele, enquanto o público feminino parece considerá-lo o melhor da série. E, por mais estranho que pareça, todas as opiniões têm ótimos argumentos para sustentá-las.

Quem gosta de quadrinhos vai dizer que, de uma só vez, o filme acaba com dois pilares da história de Tony Stark: o Mandarim, um dos maiores inimigos de Stark e que é transformado em um fantoche idiota) e seus problemas de saúde (um dos fatores que o tornam/tornavam o herói mais humano e interessante). Já para os fãs dos filmes de ação e da enxurrada de super-heróis que invadiu as telas nos últimos anos, o filme fica abaixo dos dois primeiros da franquia, mas não de uma maneira vergonhosa, o que já é uma boa conquista. Muitos vão dizer que o diretor Shane Black exagerou, mas isso é bom para calar a boca dos entendidos que viviam reclamando do trabalho de Jon Favreau nos longas anteriores.

Homem-de-Ferro-3-PepperPor falar em conquista, parece que, mercadologicamente falando, a opção por dar mais espaço para o papel de Pepper Potts foi mais do que acertada. Se os fãs de quadrinhos irão ver o filme de qualquer maneira (assim como quem gosta de ação), a Disney parece ter mirado (com sucesso) nas mulheres. Todas com as quais falei (nenhuma delas fã do herói ou de filmes de ação) acharam o novo filme o melhor da trilogia. Parece mesmo que discutir a relação é coisa que agrada ao universo feminino (infelizmente).

Minhas reclamações ficam concentradas no direcionamento que o personagem pode ter de agora em diante. O roteiro, repito, matou um de seus melhores inimigos e de quebra tornou Tony Stark em uma pessoa responsável emocionalmente e ainda por cima saudável. Só falta ele ir correr uma maratona e se transformar definitivamente numa espécie de Duro de Matar. Fico curioso como farão para manter a franquia interessante, se é que ainda pensam em uma nova continuação.

homem-de-ferro-3-mandarimSe o roteiro é o ponto fraco, o ponto alto vem por conta do elenco onde todos (até o subutilizado Ben Kingsley) estão ótimos. Robert Downey Jr. continua brilhante e suas tiradas sarcásticas e cheias de humor nada correto são certeiras.

Vocês podem/devem ter notado que não citei o verdadeiro vilão da trama nem o teor de seus atos (terroristas), que servem como motivação para a luta contra o mundo livre. Bem, achei melhor deixar um pouco de suspense e mistério para ser descoberto no escurinho do cinema, chupando drops de anis.

Que Tony Stark deixe para trás suas crises de ansiedade e pânico e arrume um terapeuta melhor, pois algo me diz que suas sessões podem acabar de forma violenta.

PS: O filme tem versão em 3D, mas que é usado de forma protocolar e não acrescenta muita coisa ao filme. A versão 2D não vai decepcionar.

Leia sobre os outros filmes do herói.

Homem de Ferro 1

Homem de Ferro 2

Um Hitchcock light – Hitchcock (o filme) – Crítica

Hitchcock - O Filme PosterAlfred Hitchcock é um dos mais brilhantes diretores de cinema de todos os tempos. Hitch – como gostava de ser chamado – era uma figura complexa, criador de grandes sucessos e de tremendos fracassos, que deixaram alguns estúdios em maus lençóis. A notícia de que um filme contando parte da história do diretor, tendo como protagonista Anthony Hopkins, deixou todos os amantes da sétima arte alvoroçados, mas o resultado ficou aquém do esperado.

O estranho é ter que fazer a crítica sobre o filme e ter que dizer que, apesar dos trejeitos perfeitos, Hopkins não é o melhor ator em cena na película, que também conta com a belíssima Scarlett Johansson no elenco. Difícil conseguir escolher as palavras para dizer ao leitor que o filme não é ruim, mas foi justamente ignorado na premiação do Oscar.

A trama tenta (de uma maneira um tanto quanto dramatizada) contar a história da produção, filmagem e lançamento de um dos filmes mais icônicos da carreira do diretor: Psicose. O problema do filme é não conseguir se aprofundar em nenhum dos temas abordados, um claro problema de um mau roteiro.

Hitchcock - O Filme VINem a personalidade complexa de Hitckock, nem sua relação com a esposa e fiel escudeira Alma (interpretada brilhantemente por Helen Mirren), nem a desconfiança de todos no projeto (que chegou a ser recusado pela Paramount e teve que ser bancado pelo diretor, com a hipoteca da própria casa) – vale ressaltar que seu filme anterior – Um Corpo que Caí, hoje considerado um clássico – foi um retumbante fracasso na época de seu lançamento, nem mesmo as manias do diretor, nada é contado de maneira esclarecedora, tornando o filme interessante só para quem já conhece o trabalho do diretor.

Hitchcock – O Filme, que estreia no Brasil na sexta (1/3), acaba sendo uma boa diversão para os inciados, com cara de Sessão da Tarde, sem grandes ambições ou revelações. Ainda falta ser feito um longa verdadeiramente definitivo sobre o Mestre do Suspense, tão inventivo quanto controverso, vitorioso quanto fracassado e que só recebeu um Oscar pelo conjunto de sua obra.

Um Oscar confuso, morno e previsível

Oscar Capitão KirkA cerimônia de entrega dos prêmios Oscar de 2013 foi confusa, morna e bastante previsível. Apesar de ser uma festa “temática“, homenageando os musicais e as grandes músicas dos filmes, os roteiristas parecem ter se atrapalhado com um script onde nada tinha muita fluência – é só ver como foram inseridas as músicas indicadas na categoria Melhor Canção – e ainda sofriam com a apresentação pobre de Seth MacFarlane, que nos fez sentir saudades (acreditem) das piadas sem graça do Billy Crystal. A plateia reagiu de acordo: com frieza.

anne-hathaway-e-christopher-waltz-melhores-atores-coadjuvantes-e-jennifer-lawrence-e-daniel-day-lewis-melhores-atores-do-oscar-2013-1361771537187_615x300Em relação aos prêmios, quase nenhuma surpresa. Essa 85ª edição da festa foi bastante justa, com exceção da categoria de melhor diretor, onde os dois favoritos não foram nem mesmo indicados, deixando o prêmio nas mãos da zebra Ang Lee. Nas demais categorias, venceram (na maioria das vezes) os melhores.

Destaques? A aparição do Capitão Kirk, o bom humor de Daniel Day-Lewis, a interpretação de Shirely Bassey(cantando a música tema de Goldfinger) e o tombaço de Jennifer Lawrence.

Tombo Oscar 2013Confira os vencedores:

Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre)

Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)

Curta de Animação: Paperman

Filme de Animação: Valente

Fotografia: As Aventuras de Pi

Efeitos Visuais: As Aventuras de Pi

Firgurino: Anna Karenina

Maquiagem e Cabelo: Os Miseráveis

Melhor curta-metragem: Curfew

Documentário e curta-metragem: Inocente

Documentário em longa metragem: Searching for Sugar Man

Melhor filme estrangeiro: Amor

Tarantino Oscar 2013Edição de Som: 007 – Operação Skyfal  A hora mais escura

Melhor montagem: Argo (Bem Affleck)

Mixagem de Som: Os miseráveis

Direção de arte: Lincoln

Trilha sonora original: As aventuras de Pi

Canção original: Adele / 007 – Operação Skyfal

Melhor roteiro adaptado: Argo

Melhor roteiro original: Django Livre

Melhor diretor: Ang Lee – As aventuras de Pi

Melhor atriz: Jennifer Lawrence (O lado bom da vida)

Melhor ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln)

Melhor filme: Argo

Skyfall – Um brilhante e definitivo (?) 007

SkyfallOperação Skyfall, no Brasil – é um exemplo perfeito de como uma franquia, um personagem e um grande negócio podem se reinventar e atualizar sem perder suas características básicas. O terceiro longa estrelado por Daniel Craig – e que comemora os 50 anos de James Bond – tem todos os ingredientes de um filme de ação, com pitadas de drama, um ótimo vilão (na melhor tradição do Agente com Licença para Matar) e belas mulheres – se bem que a Bond Girl desse filme seja a menos memorável de toda a série, embora isso seja um detalhe quase insignificante.

Tendo visto o filme após todas as críticas já terem sido escritas, estava preocupado com alguns textos de entendidos que diziam que a interpretação de Craig era robótica. Na verdade, quem escreve algo como isso pode até entender de cinema, mas mostra-se um imbecil em termos de 007.

Tivemos o charme-bruto de Sean Connery, a gaiatice cínica de Roger Moore e a mistura dos dois estilos de Pierce Brosnan – os outros intérpretes nem merecem menção -, mas o Bond de Daniel Craig parecer ser a melhor encarnação do que deveria ser o personagem: Duro, violento, emotivo, patriota e com vários defeitos total e absolutamente humanos, embora mantenha todos os poderes do super agente secreto. Claro que sempre teremos os defensores do Bond original, mas não é possível ignorar a qualidade tanto dos filmes, quanto do intérprete dessa última triologia.

Skyfall, além de comemorar os 50 anos da franquia e de ter uma ótima série de referências aos Bonds anteriores, também serve como ponto de partida para uma nova era, com novos personagens e a garantia de que Craig estará lá por (pelo menos) mais dois longas.

Com toques de Jason Bourne, o James Bond de Skyfall usa menos as geringonças de Q e se mostra um fã de técnicas mais, digamos, convencionais. A edição acentua a emoção, seja nas cenas de ação, seja nas cenas mais dramáticas. A direção (Sam Mendes) é segura e consegue tirar de cada um dos atores uma atuação acima da média para um filme onde geralmente as ações têm mais importância que as expressões. Como já disse, o vilão interpretado por Javier Bardem (já na galeria dos melhores da série) e a beleza de Naomie Harris (como Moneypenny) elevam ainda mais a categoria do filme.

Para complementar a obra, a canção-tema composta e interpretada por Adele é uma das mais belas já compostas para Bond, ficando lado a lado com clássicos como Goldfinger e Live and Let Die.

Traduzindo, vá ver o filme (em Imax, se possível). É diversão garantida.

Um novo (e desnecessário) Vingador do Futuro

O Vingador do Futuro (Total Recall, no original), filme estrelado por Colin Farrell, Kate Beckinsal e Jessica Biel, reconta a história do original de 1990, que era estrelado por Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone. Nessa nova versão, cabe a  Farrell interpretar Douglas Quaid, um trabalhador que acaba descobrindo ser um super espião.

Para quem tem mais de 30 anos (e para os que ainda não chegaram lá, acredito) a história é mais do que conhecida e as poucas mudanças no script não justificam uma refilmagem. As cenas de perseguição de automóveis, tiros e pancadaria se beneficiaram do avanço tecnológico de mais de duas décadas, mas sem acrescentar algo de realmente novo a trama.

Farrell – em ótima atuação – já confessou ter ficado em dúvida sobre estrelar um remake. E ele estava certo. Não que o filme seja ruim, mas a lembrança do original – por menos brilhante que ele seja – é uma sombra inevitável, assim como as comparações.

As poucas referências ao filme de 1990 permitidas pelo diretor Len Wiseman são simpáticas, mas só acentuam o questionamento sobre o porquê de se gastar milhões de dólares em uma película como essa. Crise de criatividade dos roteiristas de Hollywood?

Se colocado totalmente fora do contexto histórico, O Vingador do Futuro é um bom filme de ação, com boas atuações do elenco, belas mulheres, um Colin Farrel em forma, mas que não engata para valer em nenhum momento. Até mesmo a preocupação em não mostrar um excesso de sangue e violência – teoricamente para atrair expectadores de todas as faixas etárias – parece ter sido diluída na edição final. Pode até não haver muito sangue, mas não faltam socos, tiros e mortes.

Como o original continua sendo reprisado nos canais de TV por assinatura, só mesmo sendo muito fã de algum dos protagonistas para gastar seu tempo e dinheiro indo ao cinema.

Colin Farrell – O novo Vingador do Futuro

O tema não é novo – o bate papo com os jornalistas já faz algum tempo -, mas só agora a matéria foi publicada…então, lá vamos de Colin Farrel

Colin Farrell veio à cidade divulgar “O Vingador do Futuro”, que estreia dia 17 no Brasil. Na coletiva de imprensa, Farrel mostrou muita simpatia pelo país

Foi-se o tempo em que os lançamentos das megaproduções de Hollywood demoravam meses para chegar ao Brasil, e a vinda de um astro para cá era praticamente impensável. As diversas crises econômicas mundiais e o bom desempenho do Brasil tornaram nosso País um mercado importante para o cinema, com lançamentos simultâneos (com alguns filmes sendo lançados até mesmo antes que nos Estados Unidos) e nos colocando definitivamente na rota das estrelas.

O último astro a desembarcar por essas bandas foi o ator irlandês Colin Farrell, que já atuou em películas como O Sonho de Cassandra (Cassandra’s Dream), de Woody Allen; Miami Vice; O Novato (com Al Pacino); Minority Report – Uma Nova Lei; e SWAT – Comando Especial. Farrell – que já ganhou um Globo de Ouro em 2009 (por Na mira do chefe), esteve no Rio para divulgar seu novo trabalho O Vingador do Futuro (Total Recall), refilmagem do longa de ficção lançado em 1990, estreado por Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone.

A produção para a entrevista do ator (crachás, seguranças, etc), pareceu um pouco exagerada e desnecessária, mas serve para manter o glamour do cinema.

Simpático e sem frescuras, Colin Farrell se divertiu durante sua pasagem no Rio. Fotos: Marcelo Almo

Na história, Farrell interpreta Douglas Quaid, um trabalhador com uma vida pacata, uma bela esposa (Kate Beckinsale), mas que acaba sendo perseguido pela polícia e descobrindo que tudo isso não passa de uma grande mentira e que, na verdade, ele é um espião que teve sua memória ‘apagada’.

Bem-humorado e com aquele jeitão de gente boa que caracteriza a maioria dos irlandeses – que assim como os escoceses e os moradores de Liverpool, parecem ter o espírito carioca – Farrel brincou e riu durante todo o tempo que conversou com os jornalistas em um hotel da Zona Sul do Rio. Chegou a perguntar irônicamente “onde você pensa que vai?”, para um fotógrafo que se levantou no meio da entrevista

Ao ser perguntado se havia falado com Schwarzenegger sobre o papel, disse:

“Eu liguei e mandei várias mensagens de texto, mas ‘Arnie’ não retornou minhas ligações. Acho que ele não está nem aí, na verdade. Ele tem mais o que fazer”, brinca.

Sobre o casal composto por ele e Kate Beckinsale, mulher do diretor Len Wiseman, Farrel foi diplomático.

“É estranho beijar a mulher do diretor, mas não tem nenhuma cena muito explícita, eles são um casal frio”, argumenta o ator.

Apesar de ser a primeira visita de Colin Farrell ao Brasil, o astro fez questão de mostrar que tem afinidade com a cidade e o País.

“Queria ser um jogador de futebol do meu país (Irlanda), era o sonho mais provável – o pai e o tio de Farrell foram jogadores profissionais do time irlandês Shamrock Rovers -, aí eu comecei a crescer, ir atrás de garotas, as coisas mudaram um pouco”, conta.

Farrell também falou de outros ícones cariocas.

“Dei uma andada de Copacabana até Ipanema, passamos pelo Cristo Redentor, Floresta da Tijuca, fomos para uma churrascaria pela segunda vez em dois dias. Depois eu fui para a favela Santa Marta. Foi um dia muito bom, é uma cidade muito interessante”, destaca.

Apesar da proibição sobre “perguntas de cunho pessoal”, Farrell, que já passou por centros de reabilitação por causa da bebida, não fugiu na hora de responder sobre a nossa caipirinha.

“Essa foi uma das razões pelas quais eu larguei a bebida. Todo aquele açúcar dá uma ressaca horrível”, disse, sorrindo, depois de explicar que não bebe faz sete anos.

Nota do redator: Para um irlandês ir para um centro de reabilitação por causa de álcool é porque a coisa devia mesmo ser muito feia. Poucos humanos bebem tanto quanto os da Irlanda.

Sobre o filme – que tem a estreia no Brasil marcada para o dia 17 de agosto -, Farrell diz que é um tanto cético em relação a refilmagens, mas que o roteiro o conquistou.

“Se você vai gastar três ou quatro meses filmando, é melhor gostar do que está fazendo. Eu li o roteiro, e eu estava um pouco cético sobre fazer um remake, mas o diretor me mostrou os desenhos que fez, como a produção seria e aceitei o desafio. No fim das contas, é tudo uma questão de você ter uma boa história e eu gosto de boas histórias”, explica.

A grande diferença entre a versão original e o novo Vingador do Futuro é que a história agora não se passa mais na Lua e sim na Terra, que é dominada por dois territórios – a Federação Unida da Bretanha e a Colônia, onde Quaid se encaixa de maneira nada convencional, como sempre acontece com os espiões.

“Além disso, essa versão tem menos sangue. Tivemos que pensar em todos os públicos. Eu sou um cara mais normal do que o Arnold”, ironiza Farrell.

O Vingador do Futuro estreia nos Estados Unidos no próximo dia 3 e é uma das grandes apostas da Sony Pictures para o ano de 2012.

Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense

O (nem tão) Espetacular Homem-Aranha

Novo longa do herói-aracnídeo tem mais humor e uma grande dose de açúcar

Com estreia marcada para esta sexta-feira nos cinemas do Brasil, O Espetacular Homem Aranha, novo longa metragem tendo como protagonista o herói aracnídeo criado por Stan Lee e Steve Ditko na década de 60 e que já ganhou uma bela triologia com Tobey Maguire na pele do personagem. Essa nova versão, dirigida por Marc Webb (500 Dias Com Ela) e com Andrew Garfield (A Rede Social) e Emma Stone (Histórias Cruzadas) nos papéis de Peter Parker e sua namorada, Gwen, tem mais humor e muito mais açúcar, na hora de explicar o relacionamento de Parker com seus pais adotivos e o seu romance com Gwen.

Apesar de ser um pouco mais fiel aos quadrinhos que os anteriores e de mostrar um Aranha mais divertido, o novo longa sofre com a proximidade da triologia anterior (entre 2002 e 2007) e com a necessidade de recontar toda a origem do personagem. Essa irresistível ‘necessidade’ que cada diretor e roteirista têm de deixar a sua marca na identidade de heróis que já tiveram suas histórias contadas dezenas de vezes (seja no cinema, seja nos quadrinhos) faz com que a primeira parte do filme seja chata e deixe aquela sensação de que era totalmente desnecessária, apesar das ótimas atuações de Martin Sheen e Sally Field, como Tio Ben e Tia May, respectivamente. Aliás, um pecado aproveitar tão pouco a brilhante atuação de Sheen. Falha da edição.

Outra boa atuação é a de Rhys Ifans (Anjos do Desejo) como o vilão Dr. Curt Connors, que acaba se transformando em um lagarto gigante e violento. Entretanto,  algumas das soluções do roteiro tornam a história tão impossível, que mesmo levando-se em conta que não se pode exigir veracidade em um filme onde o protagonista vive subindo paredes e se pendurando em prédios, poderia não ser tão fantasiosamente inverossímil. Outro pecado mortal é a ausência do imprescindível J. J. Jameson, dono do Clarim Diário, jornal onde Parker trabalha como fotógrafo. Talvez o tenham guardado para o segundo filme, mas é uma grande lacuna na história.

Marc Webb não arriscou muito e apostou mesmo no humor deslumbrado de um Peter Parker/Homem-Aranha mais gaiato. Até mesmo nas cenas de luta há um tom de humor que já havia aparecido em Os Vingadores – a cena onde Stan Lee aparece é uma das mais engraçadas de todos os filmes do mundo Marvel -, mas tudo poderia ser mais (ou melhor) desenvolvido.

O Aranha da dupla Webb/Garfield é mais voltado para o público juvenil e deve agradar também aos fãs mais hard core dos quadrinhos – lá fora o filme estreou nos Estados Unidos no dia 3 (véspera de feriado) e obteve o mesmo resultado nas bilheterias que o último filme da franquia, o que deve garantir várias continuações -, mas, para o público comum, é provável que ele fique apenas como uma breve lembrança no mar de ótimos longas de super-heróis Marvel que assolou as telonas nos últimos anos.