Arquivo da tag: Sobre mim

Cinco anos de Macca em Londres

Parece que foi ontem, mas já faz meia década da entrevista com Paul McCartney em Londres, por conta do lançamento do álbum NEW.

Conheço profissionais que se satisfazem sabendo todas as siglas das facções criminosas do Rio ou os partidos políticos brasileiros. Todos bem-sucedidos, mas quase nenhum que possa dizer que realizou seu sonho.

Londres é uma cidade mágica e McCartney o maior e mais vitorioso músico de todos os tempos.

Claro, nem tudo foram flores, mas hoje é dia de comemorar!

PS: A viagem também teve Liverpool, Escócia, Irlanda e mais. Mas isso é outra história.

Anúncios

Para nunca esquecer o Beatle-Pássaro-Paul

Pássaro-Beatle-Paul IEle era tímido – só gostava de cantar quando não tinha ninguém por perto – e atrevido – adorara encarar um dedo como se fosse uma minhoca. Se divertiu muito e foi bem tratado e amado. Depois de quatro anos partiu (5/5/15).

Para não esquecer dele coloco um pouco do seu canto aqui neste post.

R.I.P.

Não olhe para trás e a importância de John Lennon

Não Olhe Para Trás IO filme Não Olhe Para Trás, estrelado pelo grande Al Pacino e que ainda está em cartaz em alguns cinemas do Rio de Janeiro, me faz pensar em como uma carta de um ídolo pode mudar a nossa vida. O longa está longe de ser uma obra-prima, mas tem elementos que tocam muita gente, em especial este que vos escreve.

A história gira em torno de Danny Collins, um cantor de pop/rock/folk que vive de sucessos do passado e que sempre viveu num estilo um pouco caricato do rock star dos anos 70, com muitas mulheres e drogas, e que descobre que, em 1971, John Lennon leu uma entrevista sua e escreveu uma carta para ele com elogios e até mesmo com o número de telefone para um possível bate-papo. O problema é que esta carta nunca foi entregue e Danny só soube da sua existência agora, 40 anos depois do ocorrido. Esse evento serve como pano de fundo para que ele tente melhorar a sua vida, um tema mais que batido, mas que é bem conduzido pelo diretor Dan Fogelman.

Não Olhe Para Trás IIOutro ponto alto do filme é a ótima atuação do elenco de apoio –  Christopher Plummer, Annette Bening, Bobby Cannavale e Jennifer Garner – que mesmo com algumas falas e cenas não muito bem construídas consegue manter a bola quicando em bom nível.

O que me tocou mais no filme foi, é claro, a coincidência de também ter recebido correspondências escritas pelo ex-Beatle e pensar na possibilidade de que alguma dessas correspondências pudesse ter se extraviado por conta de um carteiro desleixado ou de algum outro evento.

carinha LennonVer aquele desenho característico que Lennon usava quase como assinatura emocionou, principalmente pelo fato de poder olhar para alguns deles todos os dias. Imaginar o quão a minha vida seria diferente sem esses cartões postais é algo desafiador, mas ainda bem que não é preciso.

Agora, é só resolverem fazer um roteiro sobre essa minha história!

Ah, voltando ao filme: é razoável, mas inesquecível para mim.

Lembranças do encontro com Les Paul ou saudades de 25 de março de 2002

Autógrafo Les Paul
O mundo já não era o mesmo em março de 2002. Os ecos da tragédia do 11 de setembro ainda podiam ser ouvidos e os Estados Unidos estavam assustados e paranoicos. Foi nesse cenário que desembarquei em NY para aproveitar a cidade, enquanto ainda pairava a possibilidade de novos atos terroristas e do fim do mundo.

Les Paul IridiumUma das coisas que entraram na minha agenda era assistir um show de Les Paul, o homem que inventou a guitarra, a gravação em multicanal, etc. O velhinhona época com 87 anos – ainda tocava todas as segundas em um pequeno clube de jazz da cidade – o Iridium. O local era/é minúsculo e fiquei a bem poucos metros do homem.  Mas o melhor mesmo foi vê-lo tocar Aquarela do Brasil e ir falar com ele após o show, sem qualquer dificuldade ou frescura. Ele contava piadas (algumas bem safadinhas) e mostrava o primeiro corpo de guitarra que inventou, assim como o primeiro amplificador, etc.

Lembro de comentar com ele sobre Aquarela do Brasil (que ele chamava apenas de Brazil) e de não tirar nem uma foto com ele – vale lembrar que não havia máquinas digitais e que foi uma viagem de pobre. Mas o impressionante é que apaguei da minha memória que havia pego um autógrafo dele. Só recentemente, durante uma arrumação, encontrei o bichinho imaculado. Não preciso dizer o quão feliz isso me deixou. Sendo assim, compartilho essa lembrança com vocês.

Obrigado, Sr. Lester William Polfus!