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Cinco anos de Macca em Londres

Parece que foi ontem, mas já faz meia década da entrevista com Paul McCartney em Londres, por conta do lançamento do álbum NEW.

Conheço profissionais que se satisfazem sabendo todas as siglas das facções criminosas do Rio ou os partidos políticos brasileiros. Todos bem-sucedidos, mas quase nenhum que possa dizer que realizou seu sonho.

Londres é uma cidade mágica e McCartney o maior e mais vitorioso músico de todos os tempos.

Claro, nem tudo foram flores, mas hoje é dia de comemorar!

PS: A viagem também teve Liverpool, Escócia, Irlanda e mais. Mas isso é outra história.

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Para nunca esquecer o Beatle-Pássaro-Paul

Pássaro-Beatle-Paul IEle era tímido – só gostava de cantar quando não tinha ninguém por perto – e atrevido – adorara encarar um dedo como se fosse uma minhoca. Se divertiu muito e foi bem tratado e amado. Depois de quatro anos partiu (5/5/15).

Para não esquecer dele coloco um pouco do seu canto aqui neste post.

R.I.P.

Não olhe para trás e a importância de John Lennon

Não Olhe Para Trás IO filme Não Olhe Para Trás, estrelado pelo grande Al Pacino e que ainda está em cartaz em alguns cinemas do Rio de Janeiro, me faz pensar em como uma carta de um ídolo pode mudar a nossa vida. O longa está longe de ser uma obra-prima, mas tem elementos que tocam muita gente, em especial este que vos escreve.

A história gira em torno de Danny Collins, um cantor de pop/rock/folk que vive de sucessos do passado e que sempre viveu num estilo um pouco caricato do rock star dos anos 70, com muitas mulheres e drogas, e que descobre que, em 1971, John Lennon leu uma entrevista sua e escreveu uma carta para ele com elogios e até mesmo com o número de telefone para um possível bate-papo. O problema é que esta carta nunca foi entregue e Danny só soube da sua existência agora, 40 anos depois do ocorrido. Esse evento serve como pano de fundo para que ele tente melhorar a sua vida, um tema mais que batido, mas que é bem conduzido pelo diretor Dan Fogelman.

Não Olhe Para Trás IIOutro ponto alto do filme é a ótima atuação do elenco de apoio –  Christopher Plummer, Annette Bening, Bobby Cannavale e Jennifer Garner – que mesmo com algumas falas e cenas não muito bem construídas consegue manter a bola quicando em bom nível.

O que me tocou mais no filme foi, é claro, a coincidência de também ter recebido correspondências escritas pelo ex-Beatle e pensar na possibilidade de que alguma dessas correspondências pudesse ter se extraviado por conta de um carteiro desleixado ou de algum outro evento.

carinha LennonVer aquele desenho característico que Lennon usava quase como assinatura emocionou, principalmente pelo fato de poder olhar para alguns deles todos os dias. Imaginar o quão a minha vida seria diferente sem esses cartões postais é algo desafiador, mas ainda bem que não é preciso.

Agora, é só resolverem fazer um roteiro sobre essa minha história!

Ah, voltando ao filme: é razoável, mas inesquecível para mim.

Lembranças do encontro com Les Paul ou saudades de 25 de março de 2002

Autógrafo Les Paul
O mundo já não era o mesmo em março de 2002. Os ecos da tragédia do 11 de setembro ainda podiam ser ouvidos e os Estados Unidos estavam assustados e paranoicos. Foi nesse cenário que desembarquei em NY para aproveitar a cidade, enquanto ainda pairava a possibilidade de novos atos terroristas e do fim do mundo.

Les Paul IridiumUma das coisas que entraram na minha agenda era assistir um show de Les Paul, o homem que inventou a guitarra, a gravação em multicanal, etc. O velhinhona época com 87 anos – ainda tocava todas as segundas em um pequeno clube de jazz da cidade – o Iridium. O local era/é minúsculo e fiquei a bem poucos metros do homem.  Mas o melhor mesmo foi vê-lo tocar Aquarela do Brasil e ir falar com ele após o show, sem qualquer dificuldade ou frescura. Ele contava piadas (algumas bem safadinhas) e mostrava o primeiro corpo de guitarra que inventou, assim como o primeiro amplificador, etc.

Lembro de comentar com ele sobre Aquarela do Brasil (que ele chamava apenas de Brazil) e de não tirar nem uma foto com ele – vale lembrar que não havia máquinas digitais e que foi uma viagem de pobre. Mas o impressionante é que apaguei da minha memória que havia pego um autógrafo dele. Só recentemente, durante uma arrumação, encontrei o bichinho imaculado. Não preciso dizer o quão feliz isso me deixou. Sendo assim, compartilho essa lembrança com vocês.

Obrigado, Sr. Lester William Polfus!

O dia em que Paul McCartney me cumprimentou

Nem sou de comemorar muito a data de hoje (22 de abril), mas em 2012 acabei sendo agraciado com um aperto de mão do gênio Paul McCartney. Claro que, como sempre acontece comigo, não há um registro fotográfico. Estava do lado de fora do hotel onde o ex-beatle estava hospedado, aguardando alguns amigos que iriam dividir comigo um táxi para o segundo show do músico no Estádio do Arruda, no Recife.

Paul in Recife 22 de abril de 2012
A turma do aperto de mão: Solange Guerra, eu, Ana Soave, Marcelo Fróes e Flavix Lobo

Não sou chegado a ficar naquelas filas nos lobbys dos hotéis esperando o astro passar por você em um momento que muitas vezes não dura 10s. Então fiquei do lado de fora enquanto os companheiros de show não saiam do hotel. Eis que Paul sai do saguão, entra em um dos carros que faziam parte do comboio que o levaria até o local do concerto. Ele acena para alguns fãs e os carros começam a se mover. Sem nenhuma razão aparente o comboio dá uma parada, Paul abre a janela, coloca a mão para fora do carro e aperta a mão da pessoa que estava ao meu lado. Quase que instintivamente estiquei a mão e o rapaz de Liverpool também me cumprimenta com um breve aperto de mão.

Meus amigos de dentro do hotel não acreditaram, mas acabei ganhando um presente.

Nem parece que já se passaram dois anos.

PS: Vou comemorar mesmo é o aniversário da entrevista com ele em Londres! 🙂

Os 96 anos de uma pessoa muito especial

Avó MargaridaOs amigos são bichos estranhos, disse uma vez. Eles nos escolhem, adotam, por opção e não por obrigação, como em muitas famílias espalhadas pelo mundo. O aniversário de 96 anos de D. Margarida (minha avó) foi mais uma oportunidade de reunir grande parte da Família Oliveira. São tantos tios, tias, primos, primas e agregados que sempre há alguém novo para conhecer ou um adulto que você não via desde que era uma criancinha. Porém, o melhor mesmo é ver que não há picuinhas, brigas ou gente que olha torto para alguém. São pessoas que fazem parte da nossa vida, que nos ajudaram a crescer como pessoa e que mesmo sem ter uma contato diário (alguns podem ficar anos sem se ver) mantêm uma intimidade quase inexplicável.

Família OliveiraSempre que há uma reunião de família a gente encontra aquelas mesmas histórias sendo contadas por algum parente mais velho. Bom saber que agora os “mais jovens” finalmente podem compartilhar as suas experiências, aquelas que os pais e tios jamais souberam. Porém, o que eu gostaria mesmo de salientar é que sinto orgulho de fazer parte de uma família tão grande e com tanta gente boa. Não vou citar nomes porque são muitos, mas vou confessar algo importante: amo vocês.

PS: E pensar que tudo começou com essa velhinha!

De volta

Lennon BathroomFoi um mês de total desapego ao virtual, ao noticiário e ao F(r)ases da Vida. Como tudo acaba um dia (será mesmo que precisa ser assim?), volto a escrever e atualizar o blog. Espero que meus milhões de leitores gostem das histórias que contarei sobre as aventuras de um outubro atribulado. Mas antes, darei meu pitaco sobre essa nojenta polêmica das biografias, que já deve ter enchido o saco de todo mundo (sorry).

Ah, também falarei de Londres, Liverpool, Barry Gibb e, claro o encontro com Paul McCartney.

Abraços para todos.

As Cartas de John Lennon (e os meus postais também)

Dia 9 de outubro de 1940 é a data de nascimento de John Lennon, que estaria completando seus 72 anos de vida, caso não tivesse sido vítima de um louco em dezembro de 1980. Para comemorar a data, está chegando as livrarias inglesas um livro chamado The John Lennon Letters. A publicação, ideia do autor da biografia autorizada dos Beatles (A Vida dos Beatles), o jornalista inglês  Hunter Davies, reúne mais de 200 cartas e cartões postais escritos por Lennon.

O importante para nós, que vivemos neste país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, é que dois brasileiros estão representados no livro com correspondências enviadas por Lennon. Por coincidência, os dois nasceram e vivem no Rio de Janeiro: Lizzie Bravo (a fã que fez backing na canção Across the Universe) e este jornalista que vos fala.

Quem quiser reler a história dos cartões que Lennon enviou para mim pode clicar aqui.

O livro, que tem a chancela de Yoko Ono, será editado em 15 idiomas inclusive o português, onde sai pela Editora Planeta com o título de As Cartas de John Lennon -, além dos países de língua inglesa. A maioria desses lançamentos agora em outubro.

Reprodução da versão brasileira do livro The John Lennon Letters

Aproveitando a ocasião, publico abaixo uma pequena entrevista com Hunter Davies, sobre o novo livro e sobre a biografia dos Beatles.

Mr. Davies, como foi o tempo que passou com os Beatles enquanto preparava a biografia?

Foi fantástico. O ano de 1967 foi realmente especial para ele e para todos ligados em música. Eu conto essa história toda na última atualização da biografia (em meados dos anos 80).

Seu livro é “bem limpo” em alguns aspectos. Você gostaria de reescrever algo ou contar alguma história mais picante que tenha ficado fora do livro?

Ele não foi considerado “limpo” na época (1968). Todas as críticas, especialmente nos Estados Unidos,disseram que era o livro mais revelador já escrito sobre estrelas pop. Ele incluía a palavra “fuck”, dizia que o Brian Epstein era um gay solteiro, tinha histórias do John roubando quando era criança, etc. As pessoas ficara chocadas naquele tempo. Eu só não inclui nada sobre sexo com groupies – embora todos soubessem disso – porque cada um deles tinha esposa ou namoradas e resolvi poupá-las.

Reprodução da versão brasileira do livro The John Lennon Letters

Caso fosse escrever o livro novamente, ainda deixaria de fora essa parte sobre sexo. Eu só gostaria de ter alado mais sobre a música deles e usado um gravador  – já que eu presenciei muito mais sessões de gravação e ensaio que  as que usei no texto final. Imagino quanto essas fitas não valeriam hoje. Eu só fiz anotações.

Sempre soube que você e Paul McCartney eram amigos. Porém, li uma entrevista dele em 1986 na qual ele fala de você de uma maneira não muito elogiosa. O que aconteceu?

Por favor me mande uma cópia do que o Paul disse. Eu não lembro de ter visto isso. *

*Após enviar a entrevista da Musician de outubro de 1986, Davies disse que as reclamações de Paul não eram procedentes.

Como foi que Yoko chegou até você para escrever esse novo livro?

Na verdade eu fui até a Yoko. Foi tudo ideia minha, mas ela me deu sua benção e permissão, como detentora dos copyrights, sem o qual isso não seria possível.

Mas ela não forneceu nenhuma correspondência do John.

Alguma história o deixou surpreso enquanto preparava o The John Lennon Letters?

Não consigo lembrar de nenhuma grande revelação. São apenas cartas que mostram várias partes da personalidade de john.

E o que achou de encontrar dois brasileiros com correspondências enviadas por Lennon?

Foi uma surpresa muito agradável ter duas pessoas do Brasil com tanta coisa enviada por ele.

Você já escreveu livros sobre ferrovias, a história do futebol e os Beatles, claro. Sobre quais assuntos você gostaria de escrever no futuro?

Gostaria de escrever mais sobre a história do futebol.

Quantas cartas você conseguiu recolher e qual foi o critério para publicá-las?

No total eu consegui 300, mas eu ultrapassei o conceito de cartas, incluindo também cartões postais (como o seu), além de alguns bilhetes e anotações.

É isso! Depois digam o que acharam do livro.

Um ogro em Paris – Parte I

Um comunicado antes do texto propriamente dito: não pretendo fazer um diário de viagem ou de dicas (há muitos excelentes pelo cyberespaço). Essa série de posts são apenas para dividir com quem quiser ler as minhas experiências (caso queira saber algum detalhe mais específico sobre um lugar ou situação, mande um e-mail).

Espero que se divirtam

Não sou grande fã da língua francesa, acho o cinema chato (na maior parte das vezes) e a música francesa é bem ruim. Por isso, viajar para a França nunca foi parte das minhas prioridades. Em maio deste ano, entretanto, resolvemos (eu e Jo Nunes) irmos até lá conhecer a cidade, mesmo que por poucos dias.

A ida foi por conta de uma empresa de viagens (Compett) que fez de tudo para que a empreitada desse errado. Durante todo o processo de preparação para a viagem eles nos enviaram transfer e número de passagens como se fossemos para Nova York! E, claro, as trapalhadas continuariam mesmo conosco já na Europa.

A viagem

Para quem quiser ir e aproveitar a crise econômica europeia que assola o continente, dois lembretes: nada de Compett e nada de Iberia – embora ela tenha as melhores tarifas, o que sempre pesa na decisão. A empresa espanhola tem razões para cobrar taxas mais baratas. A distância entre as cadeiras é ridícula, o café é péssimo e a comida não existe. Além disso, algumas aerovelhas são extremamente mal-humoradas, o que torna uma viagem de 10h ou mais em uma verdadeira agonia (saudades da British). Pelo menos os voos saíram no horário e a conexão em Madrid não foi complicada. Vale um comentário sobre o aeroporto de Madrid. Nunca andei tanto a pé, em esteiras rolantes ou embarquei em tantos elevadores para chegar a algum lugar como nesse aeroporto. Gigante, limpo, moderno e gigante (já tinha dito que ele é muito grande?).

A chegada em Paris foi tranquila, por volta das 12h. Ai aconteceu a primeira surpresa, não informada por nenhum dos meus amigos que já haviam estado na capital francesa: você não passa pela imigração! Você sai do avião, pega suas bagagens e vai andando… quando vê, está no lado de fora do setor de desembarque! Nem uma autoridade, nem um carimbo, nada! Cheguei a ir a um balcão de informações saber se era assim mesmo. ERA!

Já no saguão do aeroporto descubro que nosso transfer estava atrasado porque a Compett havia informado errado o horário da nossa chegada. Precisei ligar para a empresa responsável pelo transfer e torcer para que falassem um inglês que eu entendesse. Tudo certo (ou quase). O carro chegou, nos levou para o hotel e COBROU, sendo que o serviço já havia sido pago no Brasil.

Mas ainda tinha mais….

Ao chegar ao hotel (pequeno, mas simpático e otimamente localizado (Montmartre), descobrimos que nossa reserva havia sido cancelada porque a empresa (já falei que o nome dela é Compett?) havia informado que deveríamos ter chegado no dia anterior!

Depois de alguma conversa e de sermos acomodados em um quarto diferente do que havíamos pago, fomos aconselhados a ligar para São Paulo e ver o que estava acontecendo. Depois de pagar uma ligação internacional, tudo foi resolvido e nos prometeram trocar de quarto no dia seguinte e devolver o dinheiro pago pelo transfer.

Após essa novela mexicana (ou seria francesa?), deixamos as malas no hotel e fomos direto para o primeiro ponto turísitico da viagem: o Louvre.

Fim da parte I

Um ogro em Paris – Parte I

Um ogro em Paris – Parte II

Fotos: Jo Nunes e Fernando de Oliveira

Eu não fui feito para os dias de hoje

Não gosto de batucada, letras ralas e arranjos popbres (pop+pobres), O último disco dos Beach Boys (That’s Why God Made The Radio) já se coloca, ao lado do último do Van Halen, como um dos melhores lançamentos do ano. Vocais fantásticos, nostalgia da melhor década de todos os tempos na música (anos 60) e letras que nos fazem pensar.

Leiam, ouçam e reflitam sobre suas vidas.

Abaixo duas das minhas prefridas do disco – From There to Back Again e Pacific Coast Highway

 

From There to Back Again

Why don’t you, run away
And spend some time with me
On this summer’s day
There’s nowhere else I’d rather be

Why don’t we feel the way we used to
Anymore
There’s a place we love the way
That maybe we could stay
Listen to the waves at my front door

You’ve been thinking about some things
We used to do
Thinking about while life was still in front of you
Back where you belong, our favorite song
Won’t you listen?

Don’t you understand the words
Are singing in the wind
I wish that we could get through that
And back again

The clouds are breaking it’s a beautiful day
Oow, wonderful, as if it comes a getaway
Sun is shining, could we just find a way
If you’d just fall, just fall, just fall
To the love

Through the compromised paradise
It’s just another place upon the wall
Through the common sense of it all
We had a lot to live, we gave it all
Through the consequence, of the war
Another place in time


Pacific Coast Highway

Sometimes I realise the days are getting on
Sometimes I will it’s time for me move on
And I wanna go home

Sunlight it’s fading and there no much left to say
My life I’m better off alone,
My life I’m better on my own.
Driving down pacific cost
Out on highway on the setting sun
Goodbye

Ressabiado

Por natureza sou uma pessoa desconfiada, sempre com um pé atrás em relação a tudo. Não confio o suficiente na natureza humana para esperar que ajam de maneira digna. E, quando acredito, costumo entrar pelo cano.

Qual não foi a minha surpresa ao saber que a palavra ressabiado pode ser usada até para falar de manteiga. Surpresa total.

(res.sa.bi.a.do)

a.

1. Assustadiço, desconfiado

2. Desgostoso, melindrado, ofendido: “E como nem daquele humano convívio tirava calor, parecia um bicho ressabiado a caminhar de casa para a loja e da loja para casa.” (Miguel Torga, Não venha mais…, in: Rua))

3. Que ressabia, que se torna rançoso (manteiga ressabiada)

[F.: Part. de ressabiar.]

Todo fanatismo é ruim, menos o nosso

Fanatismo é igual à unanimidade: é burro e não faz bem. Pode ser fanatismo religioso, político, por conta de alguma atividade profissional ou de recreação. Geralmente, temos facilidade em detectar essas falhas nos outros e dificuldade em aceitar as explicações para o fato. Infelizmente, o mesmo não acontece quando o foco do assunto passa a ser os nossos fanatismos.

Nossos argumentos parecem sempre mais coesos, lógicos e óbvios, sempre explicando o porquê das nossas ações. Ultimamente tenho conversado com um amigo que não consegue entender a razão da minha fixação por música, shows, etc. Ao mesmo tempo, ele parece natural achar que qualquer assunto que não envolva polícia seja irrelevante ou menos sério. Vá entender!

Há os que correm, os que fogem, os que cultuam a independência, o egoísmo, a percussão. Já disse que um pouco de preconceito pode fazer bem e, quem sabe, uma pequena dose de fanatismo/intransigência também faça.

Só sei que, definitivamente, eu sou normal!*

* Essa é uma piadinha para os fãs do velho Viva o Gordo.

Preconceito, arrogância e competência

Um pouco de preconceito e arrogância fazem bem, desde que você tenha total consciência de qual o limite entre o bom e o ruim. Preconceito ajuda você a definir gostos, tribos e envolvimentos. Claro que não estamos falando em tatuar suásticas, bater em mendigos ou queimar índios. Isso é coisa de pessoas menos dotadas intelectual e mentalmente.

Arrogância também tem seu valor, principalmente se vier acompanhada de uma boa dose de competência. Infelizmente, para se avaliar a competência, é preciso ser competente, coisa cada vez mais difícil de se encontrar em um mundo corporativo onde parece haver a cultura de se criar Focas Arrogantes em Cargos de Chefia – preciso conseguir um monograma para essa expressão – que nem sabem a geografia de onde vivem ou se roupas são produtos têxteis. Com isso, fica cada vez mais latente a tensão entre os arrogantes que sabem e os que são apenas arrogantes.

Pode ser que a arrogância se transforme em soberba. Mas, é melhor uma soberba competente (mesmo que com menos reconhecimento) do que se segurar na puxada de saco ou no teste da farinha.

Abaixo, o contraponto da minha opinião.

Você é competente ou arrogante?
Por Fernando Scheller

Como já diriam nossas mães (e avós), tudo em excesso faz mal. Mesmo competência em excesso pode ser prejudicial à vida profissional. Especialmente porque, na maioria das vezes, a visão que temos de nós mesmos não corresponde à realidade. Sendo assim, quem acha que é muito competente pode (e deve) na verdade estar errado: a arrogância não faz bem a ninguém.

Uma consultora de RH que conheci diz que está escrevendo um livro sobre este tipo de ilusão que os profissionais formam sobre si mesmos: o imaginado “excesso de competência” pode se traduzir em práticas nocivas, especialmente se o profissional estiver em cargos de chefia. A arrogância pode levar a uma equipe menos unida e, por isso mesmo, menos eficiente. E os funcionários, renitentes, cumprem o que o chefe manda somente na frente dele.

Um chefe cheio de autoconfiança e certo de que tudo o que ele diz e pensa está correto pode ser nocivo para as empresas no longo prazo. A consultora afirma que gente assim costuma ser obrigado a dar passos atrás após um tempo de carreira. “A gente vê pessoas que, há 20 anos, eram presidentes e hoje estão em cargos médios, voltaram atrás.” A instransigência é um dos males que pode levar ao retrocesso.

E você? Já analisou como você se comporta? Está apenas confiante ou acha que sabe mais do que todo mundo (se é que isso é possível)? Fica a proposta de reflexão.

Fernando Scheller tem coluna no Estado de São Paulo

Capixaba é eleito novo prefeito de Mangaratiba

Depois que o ex-prefeito de Mangaratiba – e caloteiro – Aarão de Moura Brito (PMDB), e seu vice, Marcelo Tenório, foram cassados por abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação, Evandro Bertino Jorge (PR), o Capixaba, venceu as eleições para prefeito neste domingo (6 de fevereiro de 2011).

Triste fim de uma carreira política que tem até uma suspeita de assassinato.

Leia a notícia completa

De volta ao normal

Parece que a vida vai voltando ao normal no Rio, depois das chuvas que devastaram a Região Serrana. Nesta segunda-feira (24 de janeiro de 2011), já tivemos tiros na sede da Prefeitura, prisões, acidentes de trânsito e a continuação do calor infernal que vem se repetindo na cidade por quase uma semana.

Não sei se alguém além dos que não trabalham curtem essa temperatura digna do Saara, mas sei que aceito doações de’ freezers’, ar condicionados, sacos de gelo e afins.

Amanhã o Centro me aguarda. Que dilícia!

Tem horas que o ‘Jogo Político’ enoja

Poucas coisas são tão gostosas quanto trabalhar em uma campanha política. A possibilidade de ir para a rua todos os dias, conhecer lugares novos (alguns que depois faremos força para esquecer), ver os coleguinhas e amigos, ter que inventar um assunto diferente a cada momento, tudo é muito gostoso, apesar de cansativo.

Entretanto, o jogo político feito por alguns comentaristas e empresas é de enojar. É quase impossível não vomitar quando ouvimos alguém dizer que fulano mudou e melhorou tudo ou que beltrano não fez nada. Deu sorte de pegar uma herança bendita e não afundou tudo apesar de sua tremenda incompetência.

Pior (de envergonhar) é ver empresas divulgando opiniões descaradas, fazendo campanha sem pudor para A ou B, na maioria das vezes motivados por razões bem diferentes do bem-estar. Podem ser motivações econômicas, pessoais ou de qualquer outra espécie. O enjoo é o mesmo.

Triste ver coleguinhas se rendendo a certas imposições sem ao menos uma pequena discussão, indagação, contestação. Também, o que esperar de um bando de profissionais que estão sendo moldados, que galgaram seus postos por não terem vícios e significarem mentes novas?

Mais que nunca é preciso cuidado com o que lemos, ouvimos e vemos. Há que se observar os interesses por trás de cada vírgula, de cada entonação. Caso contrário, qualquer idiota pode dizer, por exemplo, que o maior legado recebido pelo José Serra foram as privatizações, ou que a Dilma é uma pessoa capacitada, preparada e com tato para ser presidente.

Estou naquele time que vê o programa eleitoral do José Serra e fica com a certeza de que é melhor votar na Dilma. O problema é que quando vejo o programa da Dilma tenho certeza de que o melhor é votar no Serra. E, quando leio certas coisas, vejo certas manchetes, fico com vontade de me esconder embaixo de um cobertor e dizer que sou advogado.

Tem dias que até dá vontade de acreditar em horóscopo

You are more serious about love today, but, fortunately, your cautious attitude won’t get in the way of romance. Actually, your calm demeanor may make you very appealing to someone you like. The more responsibly you act now, the easier it will be for others to find reasons to love you. As always, just being yourself is your best strategy.