Música boa é atemporal! Dito isso, qualquer coisa que seja dita sobre a voz e o repertório da apresentação da cantora Rosa Marya Colin, na sexta-feira (18 de maio) no Teatro da UFF, como parte do Festival Tudo Blues, pode parecer supérfluo, mas não é. Acompanhada de uma banda de primeira – Flavinho Santos (bateria), Samir Aranha (contrabaixo) e Eduardo Ponti (guitarra) – e com a participação mais que especial do mestre da gaita, Jefferson Gonçalves.

O repertório foi um luxo, com clássicos do rock, soul e rithym and blues, como Precious Lord, St Louis Blues, Summertime, Sunshine of Your Love, The Weight e, claro, California Dreamin’, fizeram parte da apresentação. Com arranjos elegantemente certeiros e usando a gaita de Jefferson Gonçalves de maneira inteligente, não servindo apenas como instrumento de solo, a cantora fez uma apresentação empolgante.

Rosa Maria, cuja carreira iniciou nos anos 60, mas que estourou mesmo em 1998, com a gravação de California Dreamin’ para um comercial de TV, está em plena forma. Sua voz afinadíssima e potente, e sua imagem (quase uma Nina Simone) nos transportam para uma Lousiana imaginária, que se mistura com uma Londres psicodélica e alguma igreja do Harlen.

Quem perdeu o show (veja o vídeo completo abaixo) ainda pode se programar para ir até Rio das Ostras, onde a cantora se apresenta no dia 2 de junho (de graça), na 15ª edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

O Festival Tudo Blues segue até o dia 27 de maio, no Teatro da UFF, com shows de El84 Rock’n’ Blues Band (24), Ticão Freitas (25), Blues Etílicos (26) e The Al Pratt Blues Session (27).

 

Publicado por: Fernando de Oliveira | 19/05/2018

Pete Townshend: um gênio que completa 70 anos

A idade já não é mesma, mas a genialidade, sim.

F(r)ases da Vida

Pete Townshend 70 I Não é incomum chamar uma pessoa de gênio, principalmente na música. Alguns deles – John Lennon, Paul McCartney, Jimmy Hendrix, Chico Buarque, Paul Simon e Muddy Waters, são mesmo – outros são pessoas super talentosas – Milton Nascimento, Keith Richards e Jack Bruce, por exemplo – e ainda há aqueles que viram deuses – Eric Clapton. Peter Dennis Blandford Townshend, que nesta terça-feira (19 de maio) completa 70 anos, faz parte do time dos gênios.

Para muitos, Pete Townshend é sinônimo de The Who e nada mais. Engano grave! A obra de Townshend não se resume a óperas-rock e clássicos adolescentes como I Can’t Explain ou Anyway, Anyhow, Anywhere. Também não fica apenas nos experimentos eletrônicos de Baba O’Riley ou We Won’t Get Fooled Again, e muito menos se restringe a personagens como Tommy. Ele trabalhou em editoras…

Ver o post original 1.331 mais palavras

Publicado por: Fernando de Oliveira | 18/05/2018

Pepsi “resgata” antigos “garotos-propaganda”

Enquanto, em terras tupiniquins, a líder do mercado de refrigerantes fez uma promoção para que os consumidores escolhessem os artistas que gravariam o novo sucesso da música brasileira, nos Estados Unidos a sua concorrente resgata ícones da música nas suas latas. Tudo bem que colocar a Britney Spears na mesma série onde estão Michael Jackson e Ray Charles pode ser um pouco forçação de barra, mas não deixa de ser uma boa iniciativa.

Divulgação

As latas fazem parte de uma edição limitada que segue o conceito lançado na propaganda no Super Bowl deste ano. A propaganda iniciou o conceito Pepsi Generations, onde a marca relembra alguns artistas que foram parceiros da marca e garrafas, rótulos e latas antigas.

Jovens ou velhos?

Os marqueteiros da Pepsi pensaram em atingir o público jovem, mas eu acho que essa campanha parece ser muito mais atraente aos mais velhos – o que você acha?

A ideia é parar a sangria nas vendas nos Estados Unidos – a Pepsi perdeu 4,5% e a Coca-Cola. Essa queda segue uma tendência dos últimos 13 anos, uma consequência da onda saudável que assola o mundo.

Tomara que continuem com a campanha.

Com informação do Meio & Mensagem

Publicado por: Fernando de Oliveira | 16/05/2018

INTERPOL e Banco do Brasil firmam acordo de cooperação

Estava mais que na hora.

Information Security

Brasília/DF – A INTERPOL e o Banco do Brasil, com apoio e mediação da Polícia Federal, assinaram acordo de cooperação e compartilhamento de informações relacionadas a crimes cibernéticos. A parceria público-privada, consolidada em 7 de maio de 2018, objetiva estabelecer um fluxo contínuo de dados relacionados a ameaças virtuais e proporcionará o fortalecimento das atividades de segurança cibernética adotadas pela INTERPOL e seus 192 países membros.

A partir do acordo assinado, o Banco do Brasil torna-se a primeira instituição financeira das Américas a integrar um seleto grupo de empresas que irão compartilhar informações com a maior e mais importante organização policial internacional. Com a parceria, o Banco do Brasil poderá enviar funcionário ao Complexo Global para Inovação da INTERPOL, em Singapura, local onde irá trabalhar ao lado de especialistas de empresas do ramo tecnológico e financeiro, além de policiais dos países membros da organização.

Durante solenidade realizada no Escritório Central…

Ver o post original 157 mais palavras

Publicado por: Fernando de Oliveira | 16/05/2018

Niterói recebe a 4ª edição do festival Tudo Blues

Evento acontece entre os dias 17 e 27 de maio, sempre de quinta a domingo, no Teatro da UFF

Hoje, quando se pensa em Rio de Janeiro o que vem à mente é crise, violência e desgoverno. Quando vamos para o campo da música logo ouvimos samba ou bossa nova, mas não é só disso que vive o estado e sua capital. Alguns eventos insistem em sobreviver e oxigenar a cena fluminense. O festival Tudo Blues, é um desses.

Idealizado por Luiz Claudio Vasconcellos, o Tudo Blues chega a sua 4ª edição – entre os dias 17 e 27 de maio – no Teatro da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói.

– Nos anos 90, eu já havia realizado um festival no mesmo teatro, chamado Em Janeiro Tudo é Blues. Foram três edições e, em 2014, numa reunião com a direção do Teatro da UFF, surgiu a ideia do retorno do festival. Criamos o Tudo Blues e já estamos aí na quarta edição – conta Vasconcellos.

Mistura de Gêneros

Rosa Marya Colin – Foto de Cláudio Medeiros

Para a edição 2018 o line up promete muito blues com pitadas de gospel, country e soul. Nomes conhecidos, como Rosa Marya Colin e Blues Etílicos, se juntam com os não menos talentosos Laranjeletric, Daniel Cheese, Colorado Country, EL84 Rock’n’Blues Band, Ticão Freitas e The Al Pratt Blues Session.

– A curadoria é minha e procuro evitar repetir atrações que já passaram pelo Tudo Blues em um curto intervalo de tempo – explica Luiz.

Serviço:

Tudo Blues Festival

Data: De 17 a 27 de maio de 2018 (quinta a domingo)
Horário: 20h
Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niteró
Preço: R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia-entrada para estudantes, pessoas acima de 60 anos e servidores da UFF)

Daniel Cheese – Foto de Elaine Werneck

Programação:

17/5 – Laranjeletric
18/5- Daniel Cheese
19/5- Rosa Marya Colin
20/5- Colorado Country
24/5- El84 Rock’n’ Blues Band
25/5- Ticão Freitas
26/5- Blues Etílicos
27/5- The Al Pratt Blues Session

Uma versão deste texto foi publicado na Revista Ambrosia

Publicado por: Fernando de Oliveira | 15/05/2018

Saneamento avança menos de 1% nas cidades mais populosas do Brasil

Assim como a distribuição de renda é um problemão no país, o saneamento básico – basicamente obras que não aparecem e, segundo os políticos, não dão votos – é sempre negligenciado.  Aumentar o saneamento em 1% em três anos é ridículo, mesmo para países pobres.

Abaixo dados do Ranking do Saneamento 2017, divulgado pelo Instituto Trata Brasil.

As melhorias e avanços nas políticas, em obras e infraestrutura no setor de saneamento básico das 100 cidades mais populosas do país foram tímidas nos últimos três anos.

De acordo com o Ranking do Saneamento 2017, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, a coleta de esgoto nas cidades mais populosas avançou menos de 1% entre os anos de 2014 e 2015. Isso significa que a universalização do sistema ainda está longe no país.

O problema é que a garantia do fornecimento do serviço está diretamente ligada aos investimentos do governo que, segundo o senador Armando Monteiro, do PTB, de Pernambuco, não são suficientes para financiar o setor. O senador é a favor das parcerias público-privadas como alternativa viável para alavancar os investimentos em saneamento básico.“O Brasil precisa investir mais nessa área. Agora, como investir mais com o Estado brasileiro enredado nessa crise fiscal profunda? É fundamental criar um marco adequado para estimular as parcerias público-privadas nessa área, sem a qual nós não vamos poder dar a resposta rápida a esse desafio”.

O ranking

As cidades que mais necessitam de investimentos em saneamento estão na região Norte do país. No ranking divulgado pelo Instituto Trata Brasil, entre as 100 cidades mais populosas, Ananindeua e Santarém, no Pará, Porto Velho, em Rondônia e Macapá, no Amapá, estão na faixa de oferta do serviço à população de zero a 20%.

A especialista em Políticas Industriais, Ilana Dalva Ferreira, explica que a proposta de criar parcerias público-privadas para fomentar o saneamento é boa. “Só com o dinheiro público não será possível. Assim como ocorreu em outros setores da infraestrutura, a participação, a parceria com o setor privado é imprescindível”, explica a especialista. Para Ilana, as parcerias não significam privatização. “Para o setor ser desenvolvido, ele precisa de modelos híbridos. Se um local que tem uma população apta a pagar por esse serviço, e esse serviço é rentável, coloque a participação privada. Para não acontecer de o governo Federal disponibilizar recursos para áreas que, às vezes, o setor privado poderia estar atuando muito bem’.

As cidades mais populosas com os maiores índices de cobertura em saneamento estão nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. O Plano Nacional de Saneamento Básico prevê a universalização da coleta e tratamento de esgoto para o ano 2033 no país. Para isso ocorrer, o governo Federal vai precisar investir mais de 300 bilhões de reais no setor.

Fonte: Agência do Rádio Mais

Publicado por: Fernando de Oliveira | 15/05/2018

Big Gilson, ícone do blues brasileiro, comemora 30 anos de carreira

O blues brasileiro nunca teve o mesmo espaço na mídia que outros ritmos como a bossa nova, o pagode ou o sertanejo. Pode até ser que o som criado nas plantações de algodão do Sul dos Estados Unidos no século XIX não seja visto como algo natural para o brasileiro. Mas um país que já teve (e tem) artistas do calibre de Celso Blues Boy, Baseado em Blues, Blues Etílicos e Big Gilson não pode relegar a qualidade da música produzida por essas bandas.

Gilson Szrajbman, o Big Gilson, guitarrista, cantor, compositor e um dos maiores nomes do gênero do Brasil, já tendo tocado e recebido elogios do mestre B.B. King, que disse: “Quando vejo um jovem tocando blues tão bem assim e tão longe da América, sinto que minha missão nesta vida está cumprida”, completa 30 anos de estrada com uma série de shows e um disco autoral.

Fundador do grupo Big Alambik, responsável por ótimos trabalhos como Blues special reserve (1993) e Black Coffee (1995) — que infelizmente estão perdidos, já que não estão disponíveis no formato físico ou nos serviços de streaming —, Big Gilson se apresenta no Blue Note RJ, no dia 18. O show mescla canções do seu 13º disco, o ótimo XXX, e sucessos da carreira solo.

Movido a desafios

Big Gilson, que além do Blue Note, também sobe no palco do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, no dia 31, segue o conselho de Muddy Waters e está sempre em movimento para não deixar o limo crescer.

– Não gosto de seguir a maré. Sou movido a desafios. Estou preparando um DVD desse show, que gravei no Mississippi Delta Blues Festival (em Caxias do Sul, RS), no fim do ano passado. As apresentações do Blue Note e do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (no fim de maio) serão praticamente prévias desse DVD, com algumas músicas extras. O bom dessas apresentações é que eu já sei quais músicas funcionam ao vivo, deixando o setlist bastante poderoso. Há algumas canções clássicas que faço versões que as deixam com a minha cara, soando praticamente novas – explica o guitarrista.

Sempre repaginado, sempre renovando

Gilson é daqueles músicos que muitas vezes é mais reconhecido lá fora que no Brasil, já tendo tocado com alguns dos maiores nomes do blues.

– Faço muitos shows lá fora e até já tive convites para morar no exterior. Tive a sorte de viver grandes momentos, mas, pra mim, o highlight da minha carreira foi quando fui convidado para abrir o show do Johnny Winter, que é o meu mentor guitarrístico, que foi quem me inspirou a empunhar uma guitarra, e tocar com ele. Também foi inesquecível tocar com o Mick Taylor, subir no palco do clube do Buddy Guy – com ele na plateia – e abrir shows do Chuck Berry, no B.B. King Club, em Nova York (infelizmente recém-fechado) – conta.

Com as mudanças na indústria da fonográfica, viver de música no Brasil não é fácil. Viver tocando blues é mais difícil ainda, já que o estilo fica fora da grande mídia.

– O mercado, tanto lá fora quanto aqui está difícil. Blues nunca foi fácil, mas tem uma característica muito interessante: o público é fiel. Aqui no Brasil estão acontecendo muitos festivais e até mesmo os eventos de Food Truck travestidos de festivais ajudam a mostrar a música para um público diferente. O problema maior é mesmo a renovação do público. Por isso os festivais são importantes – diz Gilson, que acredita na renovação do estilo.

– O Joe Bonamassa é o top do momento, mas vira e mexe aparece alguém de quem eu nunca tinha ouvido falar e que arrebenta. Infelizmente, nem tudo chega ao nosso alcance. O próprio John Meyer, que é o Eric Clapton da atualidade, misturando o blues, o pop e o rock, tudo muito bem, ajuda a manter acesa a chama do blues. Quem gosta de música boa, gosta de música boa. Não adianta – sentencia.

O disco

XXX é o 13º disco de Big Gilson e mostra que o bluseiro caprichou na comemoração de seus 30 anos de carreira. Cantado totalmente em português (embora com alguns números instrumentais), XXX é explosivo, misturando rock e blues, como na faixa de abertura (Hey Você) e na também roqueira Xamã do Raul.

– Parti do zero nas composições para este disco. Tudo nele é material inteiramente novo. Seria muito mais fácil fazer um Best of ou regravar clássicos do blues, mas queria algo novo para mim e para o meu público– conta Gilson.

Mas o CD é eclético. Há até baladas (Canto), mas sempre baseadas em ótimos riffs de guitarra. A produção de Bacalhau Baca (ex-baterista dos Autoramas e Planet Hemp), as letras do parceiro Leão Leibovich e os convidados especiais – Jefferson Gonçalves (gaita), Sergio Rocha (guitarra) e do produtor Bacalhau Baca (bateria), entre outros – dá mais peso ainda a celebração musical de Big Gilson.

Disponível nas plataformas musicais e em algumas das ainda existentes lojas que vendem CD, XXX é daquelas obras que merecem ser ouvidas, seja pela excelência na execução, seja pelo momento histórico da carreira de um músico que pode ser considerado um orgulho nacional.

Fotos: Jo Nunes e Divulgação

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

Publicado por: Fernando de Oliveira | 14/05/2018

Um quinto do Brasil tem Bolsa Família

Os defensores dos programas sociais como forma de inclusão da população mais pobre precisam refletir sobre o efeito deles na sociedade brasileira. Não há dúvidas de que a criação de mecanismos como o Bolsa Família beneficiou milhões de brasileiros, mas também criou novos e cruéis currais eleitorais que servem para perpetuar a pobreza e eternizar a eleição de políticos que fazem do quanto pior, melhor a sua plataforma eleitoral.

Um levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) mostra que os beneficiários do Bolsa Família representam mais de um terço da população de 11 Estados brasileiros das regiões Norte e Nordeste. Se levarmos em conta que para fazer parte do programa é necessário ter a renda mensal por pessoa da família de até R$ 185, a situação é de calamidade. Os valores repassados aos inscritos varia entre R$ 39 e R$ 372 (pouco, diga-se), mas representam mais de 6% do PIB local para 579 municípios (muito).

O que se vê é uma manutenção (se não crescimento) do número de pessoas pobres e de pessoas inscritas nesse programa, quando o ideal era que o número de beneficiários diminuísse muito e rápido. O problema é complexo, já que engloba vários aspectos da nossa sociedade (educação, segurança, emprego, etc), mas exige que nós (eleitores) tomemos consciência de que (gostemos ou não) será através da política e dos políticos que poderemos mudar essa situação.

Não adianta eleger extremistas de direita, com pensamentos que podem trazer de volta alguns dos piores pensamentos já existentes no País, nem retrógrados de esquerda que acham que o assistencialismo é a solução para tudo. Sinto náuseas sempre que ouço expressões como “os prédios precisam cumprir a sua função social”. Não posso acreditar que pessoas inteligentes sigam por esse caminho.

Voltando ao Bolsa Família, sua importância é comprovada quando sabemos que 48% da população do Maranhão recebe algum valor vindo dele, seguido por Piauí e Acre, estados entre os mais pobres do Brasil.

Entre 2000 e 2010, a taxa média de crescimento no IDH municipal das cidades brasileiras foi de 26%. Nas cidades onde os beneficiários representam menos de metade da população local, o número foi de 22%. Nos municípios em que os beneficiários são mais da metade, a taxa é de 43%. Dentre as cidades onde mais de dois terços vivem do programa, a taxa atinge 58%.

Os números do parágrafo acima são de deixar qualquer um de boca aberta e mostram (mais uma vez) a falência do nosso sistema republicano atual – não que seja preciso mudar o sistema político brasileiro, mas sim, mudar os políticos brasileiros.

É triste saber que há famílias que só conseguem comprar pão por causa do dinheiro do Bolsa Família, mas realmente espero que possa ver o país se livrar dessa necessidade antes de morrer. Sei que a tarefa é difícil, mas espero que as eleições deste ano possam iniciar esse processo.

Fonte: Blog Televendas & Cobrança

Publicado por: Fernando de Oliveira | 12/05/2018

As cidades estrangeiras que o brasileiro mais gosta de visitar

OrlandoQue o brasileiro gosta de viajar ninguém duvida, mas que o gosto pelos destinos pode ser questionado também não tenho dúvidas. Segundo um levantamento realizado pela agência ViajaNet (entre janeiro e março deste ano), Londres fica de fora dos dez destinos mais procurados, enquanto quatro cidades dos Estados Unidos estão no Top 10. A pesquisa é tão surpreendente que Paris aparece numa modesta 6ª posição e Roma na , mostrando que o Velho Continente e o turismo cultural andam em baixa na conta dos turistas tupiniquins.

Ainda segundo a pesquisa, as vendas de passagens aéreas internacionais cresceram 27% entre janeiro e março deste ano no Brasil, quando comparadas com o mesmo exercício anterior e (segundo a pesquisa F(r)ases da Vida/Blog do feroli) o preço das passagens para os EUA e para as principais cidades da Europa ficaram praticamente parelhos, não justificando a preferência pela Terra do Tio Sam.

MiamiSegue o ranking

1 – Orlando

2 – Miami

3 – Nova Iorque

4 – Los Angeles

5 – Lisboa

6 – Paris

7 – Toronto

8- Roma

9 – Madri

10 – Cancun

Fonte: ViajaNet 

Publicado por: Fernando de Oliveira | 11/05/2018

B.B. King Club NY fecha as portas

A última visita (julho/2017)

Toda vez que uma boa casa de espetáculos fecha sinto uma enorme dor no coração, principalmente quando conheço e gosto do lugar. A notícia de que o B.B. King Blues Club & Grill, no coração de Nova York (no 237 da rua 42) encerrou as atividades choca tanto quanto os do Olympia, em São Paulo (em 2006) e do Canecão (em 2010).

Conheci a casa – que funcionava desde 2000 – em 2002 e sempre tive ótimas experiências tanto em relação aos shows, quanto ao cardápio e o atendimento – cheguei a ganhar convites grátis para um show porque era um dos únicos brancos em um show de soul music. Por lá, passaram nomes como o do próprio B.B., Aretha Franklin, James Brown, Etta James, Prentiss Mcneil, Alicia Keys, The Allman Brothers, ZZ Top, Jay-Z, Bon Jovi, Big Gilson, Mary J. Blige, Denny Laine, Jerry Lee Lewis, Little Richard, Chuck Berry, Al Green, Bruce “Big Daddy” Wayne, Wilson Pickett, Bo Diddley e Buddy Guy (que fez o show de encerramento). Lá também era a casa de um ótimo brunch com coro gospel (The Harlem Gospel Choir) aos domingos e com um cover dos Beatles, aos sábados.

Buddy Guy fez o último show, em 29 de abril.

A razão do fechamento – dada em nota oficial – foi o preço do aluguel, que ficou alto demais, apesar da quase totalidade dos shows ser sold out. Tsion Bensusan, responsável pelo local, também reclamou da prefeitura de Nova York, que fez um grande esforço para revitalizar a área duas décadas atrás, mas que agora não está se preocupando com o futuro da área.

Os shows que estavam programados foram realocados para outras casas, mas a maioria será realizada no Sony Hall, que ainda não conheço, mas que fica pertinho (na 46, entre 7ª e 8ª. Infelizmente alguns foram para bem longe do Times Square, mas nada que uma pequena viagem de metrô não resolva.

O (bom) vinho dos Rolling Stones

Uma pena que um dos marcos de Nova York, onde podíamos assistir bons shows por um preço justo e até experimentar o vinho (surpreendentemente bom) dos Rolling Stones, agora, seja apenas uma lembrança.

Ainda não há informações sobre o que vai funcionar no local, mas espero que não seja uma igreja ou uma farmácia, como acontece por aqui,

Deve ser horrível morar em uma cidade que não cuida da sua memória cultural!

Lembrando do caso Canecão

Desde maio de 2010 que o Canecão está fechado por conta de uma ordem judicial que determinou sua reintegração a UFRJ. Na época (e até hoje), muita gente inteligente saudou a decisão, como se a universidade tivesse alguma competência para operar o que era a principal casa de espetáculos do Rio. Sempre há o argumento de que o contrato era danoso (!?) para a instituição. Quem defende isso parece esquecer que o fim do Canecão foi danoso para a cidade, o estado e o país, já que perdemos uma grande parte da nossa história musical.

Abaixo um trecho do meu post de 8 de janeiro de 2012.

A UFRJ continua sendo uma instituição incompetente para gerir o espaço, diferente do que pode acontecer na gestão do seu ensino. Saber que membros da chamada academia se recusam a sequer admitir passar parte da gestão para alguma empresa ou grupo de pessoas fora da instituição é prova de que vivem dissociados da realidade. Querer criar algo como um Centro Cultural é ridículo! Centro Cultural, na visão dos nobres membros do Conselho Universitário, o fórum de 50 integrantes (afora os suplentes) pelo qual passa toda decisão importante tomada na UFRJ, é sinônimo de atrações que não interessam ao público do Rio e nem mesmo aos estudantes, que poderiam ser obrigados a prestigiar o espaço.

Viva a (burra) autonomia universitária e a facilidade em destruir o que beneficia o público. Não é só o Rio e o Canecão que foram vítimas de decisões estúpidas. Várias outras instituições de ensino – verdadeiros buracos negros de verbas e que se preocupam mais com pesquisas do que com ensino, o desenvolvimento cultural ou o bem-estar da população, vivem retomando e fechando teatros, cinemas e casas de espetáculo Brasil afora.

A academia deve estar feliz em ver Roberto Carlos e Chico Buarque falando publicamente que sentem não tocar no Canecão. Também devem estar felizes em saber que um espaço voltado para a comunidade acadêmica não deverá ser utilizado por plebeus da música mundana ou por qualquer evento relativo aos Jogos Olímpicos ou a Copa do Mundo. Afinal, quem precisa disso? Precisamos é de salas de cultura, onde possamos ver curtas-metragens ou exposições de fotos ou mesmo de obras de arte feitas de barro, sei lá.

Johnny Winter, um dos últimos grandes shows que vi no Canecão

O Brasil é um país sem rumo. Políticos corruptos/incompetentes/retrógrados, tribunais superiores infestados de ratos, instituições de ensino que não usam suas verbas para o que deveria ser sua finalidade (o ensino e não a pesquisa), uma total falta de respeito pela vida, além de visões tortas sobre o conceito de social.

Não sei se ainda verei alguma mudança significativa na situação geral do país, mas tenho certeza de que nunca mais verei um Canecão que possa trazer algo de realmente bom para a Cultura.

 

Fotos: Divulgação, Jo Nunes e Fernando de Oliveira

Vídeo: Jo Nunes

Publicado por: Fernando de Oliveira | 10/05/2018

Temperos: a diferença na sua receita

EspeciariasFaz tempo que digo que os temperos são a diferença entre uma refeição comum e uma experiência gastronômica única. Já em 2012 falava da importância dos temperos na hora de executar uma receita. De lá pra cá a coisa evoluiu muito. A quantidade de temperos, ervas e especiarias (pelo menos para mim) aumentou muito e ficou bastante mais simples encontrá-los. Eles possuem a finalidade de realçar o sabor dos alimentos, tornando-os ainda mais saborosos.

temperos-basicosOs temperos básicos – sal, pimenta do reino, limão, cebola, orégano, vinagre, azeite, salsa e cebolinha (o famoso cheiro verde), coentro, louro e alho – continuam indispensáveis, mas não há como fugir do charme e do sabor de outras ervas e verduras que levam nossos pratos para um outro nível. Quem assiste aos (hoje) vários programas culinários da TV brasileira (aberta e por assinatura) pode ficar surpreso com alguns nomes ou imagens de produtos, mas também deve ficar curioso em experimentá-los, até porque, na grande maioria das vezes, seus preços são muito baixos.

manjericãoEntre os temperos que classificaria como semi-básicos estão: alecrim, cominho, noz-moscada, lemon pepper, hortelã, manjericão, pimentas (cayena, jamaicana, etc.), páprica (doce e picante), ervas finas (uma mistura de manjericão, tomilho, manjerona, sálvia, alecrim e orégano), alho em flocos, gengibre, açúcar mascavo, mel e caldos (galinha, carne, legumes e bacon), além das misturas de temperos que, no Rio de Janeiro, podem ser encontrados nas Casas Pedro. O Tempero do Edu Guedes – Açafrão Puro, Alho Granulado, Cebola Granulada, Desidratada, Cebolinha Verde Flocos, Cenoura Granulada, Caldo de Costela, Pimentão Vermelho, Pimentão Verde e Salsa Desidratada em Flocos – é um daqueles que podem ser usados em carnes ou para a criação de molhos de salada que ficam com um sabor bastante peculiar e que devem ser experimentados.

Plantar ou comprar?

alecrimHá uma diferença grande entre os temperos frescos e os desidratados. A boa notícia é que alguns deles podem ser cultivados até mesmo em apartamentos e sem a necessidade de muitos cuidados (apenas uma rega diária ou, na pior das hipóteses, de dois em dois dias. Manjericão, hortelã e alecrim, por exemplo, são algumas plantas que podem ser plantadas sem grande problema – o manjericão nasce quase como mato. Isso facilita na hora de cozinhar e ainda proporciona uma boa economia, já que não é preciso comprar uma quantidade enorme de nenhum desses produtos, colhendo apenas o necessário. Existem outros – coentro e certos tipos de pimentas e pimentões, entre outros – que não são tão fáceis de vingar e que recomendo ir até a feira/supermercado e comprar.

Temperos menos comuns

EstragãoDepois que você pega o gosto pelo uso e pelas experiências na mistura de temperos, alguns produtos menos comuns acabam entrando no seu radar. Fumaça em pó, estragão, manjerona, ervas de Provence (um mix de alecrim, manjericão, manjerona, tomilho, louro, segurelha e alfazema), sálvia e flor de sal, são alguns deles. Há muitos outros, mas não vou querer que os meus 12 leitores tenham uma coleção de opções tão grande quanto a que fui construindo ao longo dos anos.

Carne, aves, peixes

Claro que existem alguns temperos que combinam melhor com certas carnes – carne de boi/cominho, peixe/coentro/lemon pepper/lemon e ervas finas/alecrim, aves/colorau/ chimichurri/alecrim -, mas experimentar sabores e aromas diferentes não é um pecado, muito pelo contrário. Páprica no peixe pode tornar o sabor e até mesmo a aparência do prato e deixando-o bastante diferente, o mesmo vale para o açafrão. Já para carne vermelha, sálvia ou chimichurri são boas opções.

Massas e saladas

As massas são um campo amplo pra experimentações. Adoro fazer molhos com base tomate e acrescentar estragão, ervas de Provence, sálvia e algum tipo de pimenta. Já nos molhos brancos, sempre uso queijos, alho poró ou alecrim, ervas finas ou de Provence. Outra boa combinação é manteiga e limão, muito utilizada na Itália e que produz pratos deliciosos.

Marinadas

PápricaAs marinadas são misturas de temperos e líquidos (vinho, vinagre, suco de limão, etc.) que tem por objetivo amaciar e acentuar o sabor das carnes. Algumas misturas clássicas são vinho/louro/sal/alho (qualquer tipo)/páprica/pimenta ou suco de limão/páprica doce/alecrim/sal/açafrão/chimichurri ou algum mix de temperos, como o já citado Edu Guedes.

O normal é deixar a carne marinar por 30/40 minutos, mas há casos nos quais a marinada pode exigir de 8 a até mais de 24 horas (geralmente deixo as carnes de porco por um tempo mais longo). Nesses casos, não esqueça de colocar a carne na geladeira!

Uso com parcimônia

Tempero Edu GuedesA grande variedade de temperos disponíveis pode deixar o cozinheiro menos experiente com a vontade de misturar ingredientes demais e em quantidades excessivas. Os temperos, na maioria das vezes, são bastante marcantes e uma pequena pitada pode ser o suficiente (dependendo do tamanho do prato, claro) para deixar a sua marca. As misturas também devem ser experimentadas aos poucos. Algumas ervas tem um sabor mais doce e acentuado, e não devem ser misturadas com outras que tenham a mesma característica (sálvia e estragão, por exemplo), mas essa é uma regra que também pode ser quebrada, dependendo dos demais ingredientes utilizados.
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No fim das contas, o uso dos temperos pode (e deve) seguir o melhor para o seu paladar. Há muitos livros sobre o assunto e sempre existe a possibilidade de se pesquisar na internet (cuidado com a fonte, já que há sites que sugerem alguns usos que considero bastante questionáveis). Mas o que recomendo de verdade é o bom e velho método da tentativa e erro (até porque não existe um errado absoluto).

Abaixo coloco o link de algumas receitas minhas que usam bem os temperos

Nhoque com ervas, pimenta e manteiga

Strogonoff

Linguado com molho crioulo

Molho barbecue caseiro

 

Publicado por: Fernando de Oliveira | 09/05/2018

Cuidados nas compras online no Dia das mães

Todo ano aparecem as notícias sobre o aumento no número de fraudes em compras online. O que pouca gente faz questão de frisar é que o número das vendas online aumenta todos os anos e, com isso, também sobrem as ocorrências de pessoas lesadas por sites criminosos. Faz pouco tempo que publiquei dados de outra pesquisa que mostrava que 91% do público sênior realiza compras pela internet.  Ou seja, há cada ve mais gente de mais classes e faixas etárias aderindo ao comércio eletrônico.

Reproduzo abaixo o texto com dicas de Fernando Azevedo, sócio da Silicon Minds e autor dos livros Segredos de Reputação Online e O negócio sujo das Fake News. Espero que seja útil.

De acordo com o Portal E-commerce Brasil, um terço das compras para os dias das mães será online, o que representaria um faturamento de aproximadamente 5.6 bilhões de Reais. Cabe notar ainda que muitos também usam a internet como fonte de pesquisa de produtos e comparação de preços.

Fernando Azevedo é hacker ético, sócio da empresa de reputação online Silicon Minds e autor dos livros “Segredos de Reputação Online” e “O negócio sujo das Fake News”. Ele separou algumas dicas para quem quer comprar online.

A primeira dica é ver se a loja contém o cadeado verde do lado do seu endereço virtual dentro da barra de endereço.

1) O cadeado verde significa que os seus dados como cartão de crédito estão criptografamos e indica que você está em uma loja com o mínimo de proteção.

2) Pesquise resenhas de outros compradores na mesma loja. Use seu mecanismos de busca favorito para saber se há clientes reclamando da loja e procure sites de reclamações como o Reclame aqui.

3) Desconfie de preços muito abaixo da concorrência pois podem ser produtos usados ou lojas interessadas em seus dados de cartão de crédito.

4) Cheque o prazo de entrega para ter certeza que seu presente chegará a tempo.

5) Ao criar uma conta de usuário na loja, escolha uma senha difícil, longa com números, letras e caracteres especiais. Não use palavras existentes. E não use a mesma senha do seu email nem do seu banco

6) Se possível, ligue o fator de dupla autenticação para receber um SMS com código toda vez que sua conta fizer login em um computador desconhecido.

7) Mantenha seu celular e computador atualizados pois os mesmos podem conter falhas de segurança onde hackers podem copiar suas informações. Computadores de terceiros nem pensar.

8) Evite wifi público para entrar em contas de banco, se você precisar entrar checar seu dinheiro no banco.

9) Não salve as informações do seu cartão de crédito

10) Cheque sua fatura com frequência.

11) Bonus: Use os mecanismos de busca para achar o preço mais baixo (em lojas de boa reputação).

Fonte: Silicon Minds

Publicado por: Fernando de Oliveira | 08/05/2018

Nestlé compra divisão de grãos da Starbucks

A Nestlé, dona das marcas Nespresso e Nescafé comprou a divisão de grãos e cápsulas de café da Starbucks. O negócio – uma pechincha de US$ 7,2 bilhões – é mais um passo da Starbucks na direção de diminuir o seu escopo de negócios. Em novembro, a rede de cafés já havia vendido a marca de chás Tazo para a Unilever por US$ 384 milhões. Esses movimentos não significam que a Starbucks esteja mal das pernas. A empresa vai manter toda a sua rede de lojas e focar naquilo que sabe fazer melhor, dá mais lucro e na qual é líder no mercado norte-americano (servir café e derivados).

Para a Nestlé, o negócio reforça ainda mais as marcas Nespresso e Nescafé e deve aumentar a sua participação nos supermercados dos EUA, já que as suas marcas já perderam a liderança para marcas como Keurig Green Mountain e Peet´s, ambas de propriedade da JAB Holding. Para evitar a sangria, a Nestlé já tinha comprado as marcas Blue Bottle Coffee e Chameleon Cold-Brew, sem muito sucesso.

O mercado é tão complexo que lembro que a Nestlé já tinha vendido a sua divisão de chocolates para a italiana Ferrero por US$ 2,8 bilhões, deixando de ser a dona de marcas fortes como a Crunch, e a Starbucks vendeu, em março, a sua operação no Brasil para a paulista SouthRock Capital, que controla a Brazil Airport Restaurants.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Com informações do Meio & Mensagem

Publicado por: Fernando de Oliveira | 08/05/2018

Antarctica cria escola gratuita para capacitar garçons no Rio de Janeiro

Academia da BOA fica na Lapa, no coração da boemia carioca

De tempos em tempos algumas empresas criam projetos que merecem aplausos demorados. A Ambev é uma dessas empresas e a iniciativa de criar uma escola para os garçons cariocas é louvável, já que os garçons são a alma dos botequins e restaurantes e nem sempre estão preparados para atender bem o consumidor.

O projeto deve formar 500 pessoas para o mercado de trabalho ainda este ano, sendo: 300 novos garçons e 200 profissionais reciclados.

Os interessados em informações sobre o projeto ou inscrição para turmas podem se informar em http://www.antarctica.com.br/academiadaboa ou pelo e-mail projetoacademiadaboa@rj.senac.br

Fotos: Felipe Panfili/Divulgação

 

 

Publicado por: Fernando de Oliveira | 07/05/2018

Azul e Emirates são escolhidas as melhores companhias aéreas

O site Melhores Destinos – um dos que indico para pesquisa de preços de passagens aéreas – divulgou recentemente o resultado do seu prêmio sobre as melhores empresas no ramo de (suspense) viagens! Este ano foram mais de 68 mil participantes que votaram em 14 categorias.

Na categoria melhor empresa aérea (nacional e internacional) as vencedoras foram a Azul e a Emirates. As duas já haviam sido as vencedoras em 2017 e repetiram a dobradinha esse ano. Minhas experiências com a Azul foram mais que satisfatórias – embora conheça gente que acha a companhia muito ruim – e sobre a Emirates eu não posso comentar (ainda). O que me decepcionou foi o 14º lugar da British Airways (atrás até da Delta), já que considero a empresa uma das melhores em termos de serviço e conforto, e da Alitalia, que ficou nas últimas posições e da qual tenho boas lembranças.

Os itens avaliados foram preço, serviço de bordo, entretenimento, atendimento e avião, com os internautas dando notas de 1 a 10 para cada um desses quesitos.

Nacionais

A letra A parece estar em alta no Brasil. Azul e Avianca ficaram nas primeiras posições, bem à frente das grandes Latam e Gol, o que não é de se admirar, já que o preço e principalmente o serviço das duas líderes da pesquisa dão um banho nas que ficaram nas piores posições. Destaque também para os aviões da Azul, que foram muito bem avaliados em termos de limpeza, idade, etc.

Internacionais

O grande destaque – além da vencedora Emirates – foi novamente a Azul, que terminou numa ótima 3ª posição. Os resultados foram mais apertados, com a Qatar ficando na segunda posição por muito pouco (veja quadro abaixo e clique para ampliar).

No fim, fica a conclusão de que as empresas mais tradicionais estão oferecendo uma experiência que deixa muito a desejar para os seus clientes. O prêmio serve também para acabar com alguns preconceitos sobre determinadas companhias.

Boa viagem!

Fonte: Melhores Destinos

Publicado por: Fernando de Oliveira | 05/05/2018

Elton John ganha dois discos-tributo

Revamp: Reimagining the Songs of Elton John and Bernie Taupin e Restoration: Reimagining the Songs of Elton John and Bernie Taupin, já estão disponíveis em streaming

Sir Elton John, um dos mais conhecidos artistas pop do mundo e seu letrista, Bernie Taupin, ganharam mais dois discos-tributo a sua obra: Revamp e Restoration, lançados após o anúncio de que Elton vai se aposentar dos palcos, reuniram astros do pop atual e da música country, com resultados bastante irregulares. Essa não é a primeira vez que a obra dos compositores é revista por outros astros. Antes de Coldplay, Q Tip, Demi Lovato, The Killers, Queens of the Stone Age, Mumford and Sons, Florence and the Machin, Mary J. Blige, Ed Sheeran, Lady Gaga, Sam Smith, Pink and Logic, Alessia Cara, Willie Nelson e uma surpreendente Miley Cyrus, entre outros, tentarem reler as canções da dupla, um outro grupo de artistas fez o mesmo em 1991, no bom Two Rooms: Celebrating the Songs of Elton John & Bernie Taupin, que reuniu um naipe de astros de mais peso como Eric Clapton, Sting, The Who, Rod Stewart, Phil Collins, The Beach Boys, Joe Cocker e Tina Turner, para citar apenas alguns nomes.

Voltando a 2018, Revamp tem uma pegada mais pop, enquanto Restoration vai pela linha country. Claro que é difícil reinterpretar canções que já são clássicos e acrescentar um pouco da sua personalidade a elas. Louvo o esforço do Coldplay (We All Fall in Love Sometimes) ou Q-Tip e Demi Lovato (Don’t Go Breaking My Heart), mas o resultado acabou soando superproduzido e sem a profundidade que, imagino, tenha sido a ideia dos intérpretes. Mas se o Coldplay não conseguiu entregar a melancolia desejada na balada escolhida, pior foi Ed Sheeran, que escolheu fazer uma versão acústica de Candle in the Wind e acabou soando um pastiche malfeito da versão que o próprio Elton lançou na caixa comemorativa dos 40 anos do álbum Goodbye Yellow Brick Road (2014). Mas nem tudo está perdido, Miley Cyrus vai muito bem em Don’t Let The Sun Go Down On Me e Lady Gaga consegue – apesar de algumas críticas (injustas) – deixar sua marca em uma boa versão de Your Song, que não faz feio se comparada com as interpretadas por Billy Paul ou Al Jarreau. Outros ficaram no meio do caminho, alguns mais para o lado bom – The Killers, com uma versão semi-golspel de Mona Lisas And Mad Hatters – e outros para o lado ruim – Sam Smith e a sua versão melosa de Daniel.

Mas se o disco pop tem mais baixos que altos, a reunião de astros do country faz de Restoration uma experiência bem mais agradável. Com apenas uma canção repetida do disco pop (Mona Lisas and Mad Hatters) e só um artista presente nos dois tributos (Miley Cyrus) o disco segue bem mais coeso, tanto em termos de repertório quanto em termos de qualidade. Miley Cyrus manda bem novamente, embora The Bitch Is Back não se encaixe bem no conceito do álbum, e Willie Nelson faz uma ótima Border Song. Outros destaques ficam por conta de Rhonda Vincent e Dolly Parton (Please) e a bela versão de This Train Don’t Stop There Anymore, interpretada por Rosanne Cash e Emmylou Harris.

No geral, os dois discos soam excessivos – seria muito melhor se escolhessem as melhores faixas e tivessem colocado em um único álbum -, mas não chegam a ser um crime contra o patrimônio do pop internacional. A ideia de homenagear Elton John e Bernie Taupin sempre merece aplausos, mesmo que sirva para lembrar como são boas as gravações originais.

PS: Os dois álbuns não têm previsão de lançamento em formato físico no Brasil.

As canções

Revamp:

01. Bennie and The Jets — Elton John, P!nk, Logic
02. We All Fall In Love Sometimes — Coldplay
03. I Guess That’s Why They Call It The Blues — Alessia Cara
04. Candle In The Wind — Ed Sheeran
05. Tiny Dancer — Florence And The Machine
06. Someone Saved My Life Tonight — Mumford and Sons
07. Sorry Seems To Be The Hardest Word — Mary J. Blige
08. Don’t Go Breaking My Heart — Q Tip feat. Demi Lovato
09. Mona Lisas And Mad Hatters — The Killers
10. Daniel — Sam Smith
11. Don’t Let The Sun Go Down On Me — Miley Cyrus
12. Your Song — Lady Gaga
13. Goodbye Yellow Brick Road — Queens of the Stone Age

Restoration:
01. Rocket Man – Little Big Town
02. Mona Lisas And Mad Hatters – Maren Morris
03. Sacrifice – Don Henley and Vince Gill
04. Take Me To The Pilot – Brothers Osborne
05. My Father’s Gun – Miranda Lambert
06. I Want Love – Chris Stapleton
07. Honky Cat – Lee Ann Womack
08. Roy Rogers – Kacey Musgraves
09. Please – Rhonda Vincent and Dolly Parton
10. The Bitch Is Back – Miley Cyrus
11. Sad Songs (Say So Much) – Dierks Bentley
12. This Train Don’t Stop – Rosanne Cash and Emmylou Harris
13. Border Song – Willie Nelson

Uma versão deste texto foi publicado na Revista Ambrosia

Publicado por: Fernando de Oliveira | 04/05/2018

As cidades que mais bebem vinho no mundo

O consumo per capta de qualquer alimento ou bebida pode trazer algum espanto sempre que são divulgados. Sempre fico bobo quando lembro que a Suíça tem o maior consumo per capta de sorvete, enquanto, por aqui, dizem que não devemos tomar sorvete no frio. Portanto, a divulgação das cidades que mais consomem vinho (minha bebida favorita) no mundo chamou a minha atenção.

Imaginei que cidades dos principais produtores de vinho – lembrando que quantidade não é qualidade – estariam no topo, mas admito que Londres, por exemplo, me surpreendeu. Paris, é a primeira do ranking, unindo os ótimos vinhos com a sua quantidade absurda de turistas sedentos todos os anos. Isso, com o consumo normal da população, colocam a cidade francesa bem adiante da segunda colocada, Buenos Aires, onde também e bebe muito (ic).

Paris lidera o ranking realizado por uma escola francesa

Uma pesquisa da escola de administração francesa INSEEC revelou as cidades que mais consomem vinho no mundo. Paris ficou em primeiro lugar, com 697 milhões de garrafas consumidas anualmente, o que dá uma média de 51,7 litros per capita.

No entanto, deve-se lembrar que a capital francesa é um enorme polo turístico, portanto, a média per capita pode ser bastante relativa. Aliás, o mesmo ocorre nas maioria das outras cidades no top 10.

Confira a lista completa:
(Posição – Milhões de garrafa/ano – Litros per capita/ano)

1. Paris (França) – 697 – 51,7

2. Buenos Aires (Argentina) – 457 – 32,2

3. Ruhr (Alemanha) – 385 – 28,5

4. Londres (Reino Unido) – 369 – 24,7

5. Nova York (Estados Unidos) – 308 – 12,1

6. Milão (Itália) – 301 – 38,9

7. Los Angeles (Estados Unidos) – 241 – 12,1

8. Nápoles (Itália) – 188 – 38,9

9. Madri (Espanha) – 181 – 25,2

10. Roma (Itália) – 177 – 38,9

Fonte: Revista Adega

Publicado por: Fernando de Oliveira | 03/05/2018

Projeto quer obrigar agentes de trânsito a comprovar multas

 

Quem já não teve uma multa totalmente absurda chegando na sua casa? Avançar um sinal em esquina de ruas paralelas, estacionar em local proibido em um dia no qual você nem estava na cidade?

Sei que não estamos em uma época na qual possamos confiar nos representantes do legislativo (assim, com minúsculas), mas, quem sabe, esse projeto não vinga?

Está em análise na Câmara dos Deputados um projeto que altera o protocolo das multas de trânsito no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A proposta pretende obrigar agentes de fiscalização a comprovarem as infrações de trânsito por meio de equipamento audiovisual, eletrônico ou outro meio tecnologicamente disponível.

Atualmente o Código de Trânsito prevê que apenas a declaração da autoridade ou do agente de trânsito já é suficiente para comprovar a infração. Cabe ao motorista apresentar provas quando discordar da multa.

A proposta está no Projeto de Lei 8377/17, da deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO).

“Por mais que os agentes de trânsito não precisem provar o que afirmam, por possuírem presunção de veracidade, os cidadãos devem ter o direito de recorrer das penalidades valendo-se de provas concretas, como imagens ou qualquer outra informação passível de contraditório e ampla defesa”, justifica a deputada no projeto.

Fonte: BusiNews

Publicado por: Fernando de Oliveira | 01/05/2018

Amor em pedaços

Love is all we need (?)

Divagações & Pensamentos


(Gostou? veja tamém Folha de papel)…
Juras quebradas
Fotos rasgadas
Papéis queimados

Roupas picotadas
Lençóis manchados
Travesseiro abandonado

Espelhos estilhaçados
Cacos de vidro espalhados
Pulsos cortados

Doce azedado
Corações dilacerados
Amor aos pedaços

(GeraldoCunha/2018)

Ver o post original

Publicado por: Fernando de Oliveira | 30/04/2018

Amazon contratará estagiários no Brasil

Uma oportunidade para quem quer e pode ir para São Paulo.

 Programa

Em seu Programa de Estágio a Amazon vai contratar interns para sua unidade em São Paulo. Os estudantes passam por um processo de formação e desenvolvimento enquanto trabalham na Companhia, sendo expostos a desafios reais e projetos nas diferentes áreas.

Os cursos

São aceitos estudantes dos cursos de: tecnologia, como ciência da computação, análise de sistemas e sistemas de informação; administração; marketing; contabilidade; economia; engenharia; matemática; estatística; comunicação; jornalismo; publicidade e psicologia.

Os benefícios

Os estudantes terão possibilidade de atuar na gigante do varejo on-line, que foi considerada a varejista do ano no World Retail Congress 2017, e está entre as companhias mais inovadoras. Neste ambiente, serão expostos a desafios e aprendizados e ainda receberão bolsa-auxílio no valor de R$ 1.900,00 reais + benefícios como vale transporte, vale refeição, assistência médica.

Diversidade

A Amazon é uma empresa de oportunidades iguais e contrata indivíduos qualificados independente de gênero, raça, orientação sexual, religião, nacionalidade, idade ou deficiência. Como um empregador de oportunidades iguais, a Amazon é aberta a estudantes de qualquer faculdade ou universidade cursando graduação no Brasil e com disponibilidade para estagiar em nossos escritórios. Não é necessário que o/a candidato/a tenha experiência profissional para se aplicar para o programa de estágio na Amazon Brasil.

Inscrições

A consultoria responsável pelo processo de seleção é a Companhia de Estágios.

Inscrições devem ser feitas através do site: www.ciadeestagios.com.br/amazon

Fonte: Companhia de Estágios | PPM Human Resources

Publicado por: Fernando de Oliveira | 29/04/2018

Drake ultrapassa Bruno Mars no topo da Hot 100 da Billboard

O rapper Drake parece estar me perseguindo. Depois da notícia de que ele tinha ultrapassado Paul McCartney no ranking de hits no topo da Billboard – o que rendeu uma boa discussão sobre a qualidade da música atual – o rapper aparece novamente nos noticiários, agora ultrapassando Bruno Mars no topo da Hot 100 da Billboard nesta década. Agora, ele é o artista masculino com o maior número de semanas acumuladas no ranking de 2010 até hoje. Praticamente um novo rei das paradas norte-americanas.

Drake acumula 33 semanas no topo desde seu primeiro grande sucesso – What’s My Name (parceria com Rihanna), em 2010 – até o mais recente hit, Nice For What.

Mas dessa vez, para não parecer argumento de gente velha, acrescento o ranking dos artistas que mais tiveram singles no topo da parada (em semanas), desde a década de 50 até hoje. Poso estar errado, mas o nível dos artistas das décadas de 50, 60 e 70, parece imbatível.

Qual a sua opinião?

2010s:
41 – Rihanna
33 – Drake
32 – Bruno Mars
26 – Katy Perry
24 – Adele

2000s:
41 – Usher
36 – Beyonce
26 – The Black Eyed Peas
23 – 50 Cent
23 – Nelly

1990s:
60 – Mariah Carey
50 – Boyz II Men
22 – Monica
19 – Puff Daddy
18 – Celine Dion
18 – Whitney Houston
18 – TLC

1980s:
27 – Michael Jackson
21 – Lionel Richie
16 – Paul McCartney
16 – George Michael
15 – Madonna
15 – Stevie Wonder

1970s:
27 – Bee Gees
17 – Rod Stewart
15 – Elton John
14 – Paul McCartney
13 – Andy Gibb
13 – Donna Summer

1960s:
55 – The Beatles
22 – The Supremes
20 – Elvis Presley
15 – The 4 Seasons
13 – The Rolling Stones

1950s:
9 – Bobby Darin
6 – Frankie Avalon
6 – Tommy Edwards
6 – Johnny Horton
5 – The Fleetwoods
5 – Domenico Modugno

Fonte: Billboard

Publicado por: Fernando de Oliveira | 28/04/2018

Pesquisa aponta que 91% do público sênior realiza compras pela internet

Até hoje conheço gente que não gosta de fazer compras pela internet. Não sei como essas pessoas acham que passar os dados do cartão de crédito pelo telefone pode ser mais seguro que uma compra online feita em uma loja reconhecidamente de boa reputação. Agora, um estudo mostra que 91% das pessoas com mais de 60 anos faz compras pela internet, mostrando que esse público, teoricamente mais resistente às mudanças de hábitos, já superou muitas barreiras que poderiam travar muito o crescimento do e-commerce.

O público sênior compõe uma das faixas da pirâmide etária que mais cresce no Brasil. Atualmente são 25 milhões de pessoas e devem chegar a 37 milhões até 2026. Em estudo conduzido pela Officina Sophia Retail, em parceria com o Centro de Inteligência Padrão (CIP), constatou-se também um grande número de consumidores com mais de 60 anos com hábitos de compra e uso digitais.

De acordo com a pesquisa, 91% dos entrevistados afirmaram já realizarem compras pela internet, com 74% pretendendo realizar compras pelo e-commerce nos próximos meses, e 7 em cada 10 consumidores dessa faixa etária fazendo o uso da web para pesquisar preços de produtos.

Setores favoritos

Para o público masculino, os segmentos de compra mais buscados na internet são o de Eletroeletrônicos / Eletrodomésticos, Viagens, e Artigos Esportivos. E para as mulheres, Roupas / Sapatos / Bolsas, Livros/DVDs /CDs, e Farmácia / Medicamentos.

Mulheres mais ativas

Mais atuantes nas redes sociais do que os homens, as mulheres também pesquisam mais produtos nos sites das lojas (72%), do que o público masculino (69%), sendo também as que mais fazem uso de aparelhos móveis para acessar a internet.

Metodologia

A Officina Sophia Retail elaborou o estudo em abril, com 300 entrevistas online, em parceria com o painel eCGlobal, abrangendo homens e mulheres, acima dos 60 anos, pertencentes às classes A, B e C (Critério Brasil).

Fonte: Blog Televendas e Cobrança

 

Publicado por: Fernando de Oliveira | 27/04/2018

Azeite chinês é eleito o melhor do mundo

Normalmente ligamos produtos chineses com coisas de baixa qualidade e preço, certo? E, quando pensamos em comida chinesa, logo lembramos de yakisoba, pato laqueado ou frango agridoce, mas nunca em azeite, certo? Portanto, causa espanto que um azeite produzido na China tenha sido escolhido como o melhor do mundo na categoria Verde Maduro, do Prêmio de Qualidade Mario Solinas 2018. O prêmio, realizado pelo Conselho Oleícola Internacional é o mais importante concurso do mundo para escolher os melhores azeites produzidos no planeta.

O azeite que protagonizou tal façanha, deixando os produzidos por países tradicionais como Espanha, Grécia, Itália e Portugal na poeira, foi o extra virgem fabricado pela Longman Garden City Olive Development Co. Ltd., Longman/ Wudu, de Gansu. Essa foi a primeira vez que um azeite daquelas bandas ganha qualquer prêmio internacional e foi logo o prêmio máximo! Como, por lá, o que não falta é espaço para plantio, fica aceso o sinal de alerta para os produtores tradicionais. Hoje, os chineses plantam 14.000 hectares de oliveiras por ano.

Infelizmente, esse azeite jamais deve chegar ao Brasil.

Confira os outros vencedores de 2018

Espanha: Castillo de Canena Olive Juice (Jaén), na categoria de Verde Intenso

Marrocos: Domaine Arij (Marrakech), na categoria de Verde Médio

Portugal: Sociedade Agrícola Vale do Ouro (Ferreira do Alentejo), na categoria de Verde Suave

Os concorrentes

Foram 189 azeites inscritos:

1 do Brasil
1 da Croácia
1 da França
2 da China
4 da Turquia
5 da Grécia
12 do Marrocos
15 da Itália
16 de Tunísia
35 de Portugal
97 da Espanha

Fonte: Conselho Oleícola Internacional

Confira outros posts gastronômicos

Publicado por: Fernando de Oliveira | 26/04/2018

Who Came First faz 45 anos e ganha nova reedição

Who Came First, para muitos o primeiro disco solo de Pete Townshend (o gênio por trás do The Who) fez 45 anos e ganhou uma nova reedição remasterizada e estendida. O disco pode ser considerado uma forçação de barra da gravadora, que juntou demos (a maioria para o abortado projeto Lifehouse, que acabou tendo várias canções servindo como base do LP Who’s Next) e algumas faixas já lançadas por Townshend nos seus dois (verdadeiros) primeiros discos solo – Happy Birthday e I Am, ambos em homenagem ao seu guru: Meher Baba. Esses dois discos chegaram a ser lançados em CD pelo próprio Townshend  – em um box chamado Avatar, que também continha o álbum With Love (1976) e um DVD – em seu (falecido) site. Infelizmente, a edição foi limitada e foram poucos os que conseguiram uma cópia (eu, incluído).

Lançado originalmente em 1972, Who Came First era composto por apenas nove faixas. Dessas, Townshend não compôs três delas, participou como músico em duas e não teve nenhuma participação em uma (Forever’s No Time at All, cantada por Billie Nicholls e com instrumentação por conta de Caleb Quaye). Portanto, considerar esse um disco solo tem lá suas controvérsias.

Versão definitiva?

Dito isso, vamos ao relançamento. De um disco de nove faixas, Who Came First se transformou em um CD duplo, com mais 17 faixas, oito delas inéditas. Estas inéditas, juntamente com as originais Pure and Easy, Nothing is Everything (Let’s See Action) e Sheraton Gibson, já valeriam a compra. Se esse relançamento é a versão definitiva? Em termos de qualidade de som, sim. Em termos de conteúdo, talvez. Desta vez o álbum – que já havia sido alvo de relançamentos nos anos 90 e em 2006 – foi remasterizado a partir das fitas máster por Jon Astley, colaborador de longa data de Towshend e que foi o responsável pelas (controversas) remixagens dos álbuns do Who. O som é muito superior ao das versões anteriores, mas ainda há material que poderia ter feito parte do setlist, mas foi deixado de fora (Lantern Cabin, por exemplo), além de vários outros demos que podem ser encontradas na Lifehouse Chronicles, uma caixa de seis CDs que Townshend lançou em 2000 e que também foi lançada em edição limitada e está fora de catálogo.

A edição de 45 anos também conta com novas liner notes escritas pelo próprio Townshend, uma reprodução do poster que acompanhava o LP original e um livreto de 24 páginas com fotos de Townshend e Meher Baba no estúdio de gravação, tornando o lançamento bastante relevante para os fãs de carteirinha e para os que apenas conhecem o básico da obra do guitarrista.

Pontos altos

Além das já citadas Pure and Easy, Nothing is Everything (Let’s See Action) e Sheraton Gibson, There’s a Heartache Following Me e Parvardigar são os pontos altos do disco original. Já o segundo CD oferece aos fãs pérolas como uma nova edição do demo de The Seeker, uma versão instrumental de Baba O’Reilly (com mais de 9 minutos de duração) e duas canções que parecem um pouco fora de contexto: a versão de Evolution, cantada no memorial de Ronnie Lane, em 2014, e Drowned, gravada na Índia, em 1976.

Mas, o verdadeiro ponto alto é a qualidade de som. A nova edição (mesmo em streaming) deixa no chinelo todos os relançamentos anteriores – fiz a comparação. Desta vez Astley fez um trabalho exemplar. O som está mais alto e muito mais claro, melhor até do que o encontrado nas versões da série Scoop, na qual Townshend despejou grande parte dos seus demos.

A edição comemorativa dos 45 anos de lançamento do Who Came First deve ser a última (espero), já que não faz sentido obrigar os fãs a comprarem um material já amplamente divulgado. O lançamento – da Universal Music – ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Só nos resta encomendar lá fora (a Amazon inglesa está com um bom preço) e torcer para que a sua encomenda não seja roubada no meio do caminho.

Que venham os relançamentos dos demais álbuns solo de Townshend.

As faixas

CD 1
1. “Pure and Easy”
2. “Evolution”
3. “Forever’s No Time At All”
4. “Let’s See Action”
5. “Time Is Passing”
6. “There’s a Heartache Following Me”
7. ” “Sheraton Gibson”
8. “Content”
9. “Parvardigar”

CD2
1. “His Hands”
2. “The Seeker” (2017 edit)
3. “Day Of Silence”
4. “Sleeping Dog”
5. “Mary Jane” (Stage A Version)
6. “I Always Say” (2017 Edit)
7. “Begin The Beguine” (2017 edit)
8. “Baba O’Reilly” (Instrumental)
9. “The Love Man” (Stage C)*
10. “Content” (Stage A)*
11. “Day Of Silence” (Alternate Version)*
12. “Parvardigar” (Alternate take)*
13. “Nothing Is Everything”*
14. “There’s A Fortune In Those Hills”*
15. “Meher Baba In Italy”*
16. “Drowned” (live in India)*
17. “Evolution” (live at Ronnie Lane Memorial)
(* Versões ou canções inéditas)

Leia também: Documentário escancara os demônios e os dramas da vida de Eric Clapton

Publicado por: Fernando de Oliveira | 26/04/2018

Brasil abre 56.151 novos postos de trabalho em março

O ritmo é lento (principalmente no Rio de Janeiro), mas a Economia continua tentando sair do CTI.

Setor de Serviços foi o principal destaque do mês, registrando um saldo positivo de 57.384 vagas

O mês de março registrou a abertura de 56.151 novos postos de trabalho no Brasil, um aumento de 0,15% em relação ao estoque de fevereiro. O resultado é decorrente de 1.340.153 admissões e de 1.284.002 desligamentos. Os dados estão no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgado nesta sexta-feira (20).

“Nosso Brasil segue a rota da retomada do crescimento, com mercado aquecido e a certeza de que estamos no rumo certo. O trabalho continua e hoje é mais um grande dia, pois esses resultados cofirmam nossa expectativa”, avalia o ministro do Trabalho, Helton Yomura.

Setores – Seis dos oito principais setores econômicos tiveram saldo positivo. O principal deles foi o de Serviços, com a criação de 57.384 novos postos de trabalho, crescimento de 0,34% sobre o mês anterior.

A Indústria de Transformação foi o segundo setor com melhores resultados (+10.450 postos), com um acréscimo de 0,14% sobre fevereiro.

O terceiro melhor resultado ficou com a Construção Civil (+7.728 postos), seguido do setor da Administração Pública (+3.660 postos), Extrativa Mineral (+360 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (+274 postos).

Apenas dois setores apresentaram saldos negativos: Agropecuária (-17.827 postos) e Comércio (-5.878 postos).

Regiões – Das cinco regiões, três apresentaram saldos positivos no emprego. O melhor desempenho foi no Sudeste, que teve um acréscimo de 46.635 postos. O Sul teve aumento de 21.091 vagas formais, seguido do Centro Oeste, que criou 2.264 novos postos. Os desempenhos negativos foram registrados no Norte (-231 postos) e no Nordeste (-13.608 postos).

Entre as unidades da federação, 15 estados e o Distrito Federal registraram variação positiva no saldo de empregos e 11 estados, variação negativa. Os maiores saldos de emprego ocorreram em São Paulo (+30.459), Minas Gerais (+14.149), Rio Grande do Sul (+12.667), Paraná (+6.514), Goiás (+5.312) e Bahia (+4.151).

Os menores saldos de emprego ocorreram em Pernambuco (-9.689), Alagoas (-6.999), Mato Grosso (-3.018), Sergipe (-2.477), Pará (-787 empregos) e Mato Grosso do Sul (-646).

Modernização Trabalhista – A Lei 13.467/2017, que promoveu a Modernização Trabalhista, pode ser identificada nas estatísticas do mercado de trabalho. Em março, houve 13.522 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 9.775 estabelecimentos. São Paulo registrou a maior quantidade de desligamentos (-4.204), seguido por Paraná (-1.537), Rio de Janeiro (-1.255), Minas Gerais (-1.083), Rio Grande do Sul (-1.006) e Santa Catarina (-995).

Na modalidade de trabalho intermitente, foram realizadas 4.002 admissões e 803 desligamentos, gerando saldo de 3.199 empregos. As admissões concentraram-se principalmente em São Paulo (+767 postos), Minas Gerais (+446 postos), Rio de Janeiro (+361 postos), Espírito Santo (+316 postos), Goiás (+235 postos) e Ceará (+171 postos).

O saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente distribuiu-se por Serviços (+1.506 postos), Indústria de Transformação (+617 postos), Construção Civil (+538 postos), Comércio (+310 postos), Agropecuária (+221 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (+7 postos).

No regime de trabalho parcial, foram registradas 6.851 admissões e 3.658 desligamentos, gerando saldo de 3.193 empregos. São Paulo (+831 postos), Ceará (+442 postos), Santa Catarina (+383 postos), Minas Gerais (+235 postos), Goiás (+200 postos) e Rio Grande do Norte (+154 postos) foram os estados que apresentaram maiores saldos nesta modalidade.

Já o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se pelos setores de Serviços (2.253 postos), Comércio (647), Indústria da Transformação (200), Construção Civil (52), Administração Pública (30), Agropecuária (8) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (3).

Fonte: Ministério do Trabalho

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