Netflix UK ‘rebrands’ para o lançamento de ‘Outlaw King’

A popular conta do Twitter foi renomeada de Netflix UK para  Netflix Scotland  (ps. assista Outlaw King)  para promover filme

Finalmente chegou o dia! Outlaw King, a grande aposta dos originais Netflix este ano, está disponível para todo o mundo no serviço de streaming. Para comemorar, a conta do Twitter da empresa no Reino Unido mudou até de nome.

E, claro, o social media está se divertindo horrores:

A Escócia como protagonista

OUTLAW-KING-frasesdavida

De Seacliff Beach, em East Lothian, até a Talisker Bay, na Ilha de Skye, o filme foi rodado em locais incríveis em toda a Escócia. Pode não ter um verdadeiro escocês no papel titular, mas os landscapes do país são o verdadeiro protagonista do longa.

A primeira versão de Outlaw King foi exibida durante o Toronto International Film Festival, no início deste semestre. Como a reação do público foi fria, o diretor David MacKenzie fez uma reedição. Versão que foi exibida em meados de outubro em
Edinburgh, com pré-estreia de gala.

Airfarewatchdog

Outlaw King será exibido em salas de cinemas nas grandes cidades escocesas — Edinburgh, Glasgow e Inverness. O longa, estima-se, valeu pelo menos 17,5 milhões de libras para a economia. MacKenzie disse ao The Scotsman, em uma entrevista anterior:

“Braveheart fez um desserviço a Robert [The Bruce]. Retratou-o como uma pessoa molhada e muito desagradável. Achei que havia um buraco na história do cinema daquele período em que queríamos entrar.”

De acordo com a VisitScotland — que oferece visitas  guiadas a alguns das locações — o filme usou 45 locais escoceses diferentes em sua produção.

Algumas cenas foram filmadas em Northumberland — que teria ficado sob o domínio da Escócia nos dias de glória de Robert the Bruce.

Locais para visitar (um dia)

Aqui estão alguns dos melhores locais que serviram de set para o filme que você pode visitar quando decidir conhecer a Escócia.

Craigmillar Castle
 As ruínas do castelo medieval de Edimburgo parecem ter sido usadas para uma cena de batalha no filme, com fotógrafos de olhos
ágeis observando Chris Pine e James Cosmo vestindo roupas de batalha na área, bem como vários extras disparando flechas flamejantes em setembro de 2017.

O castelo não existia durante a época de Robert the Bruce, mas os produtores ignoraram um pouco da imprecisão histórica
para um impressionante local de filmagem.

Dunfermline Abbey
A Abadia de Dunfermline — agora o lugar de descanso final real de Robert the Bruce depois que ele foi enterrado lá, em 1329 — foi parcialmente fechado em setembro de 2017 para as filmagens de Outlaw King.

Linlithgow Palace  e St. Michael’s Parish Church 
O palácio localizado em West Lothian será familiar para os telespectadores da TV e dos filmes
escoceses como o local usado para servir
como prisão de Wentworth em Outlander.

Foi fechado no fim de agosto passado para
filmar, e a igreja paroquial próxima também
foi fechada.

Glasgow Cathedral
A armadura e os cavalos medievais foram trazidos para o prédio de 800 anos no ano passado, enquanto a equipe filmava cenas para o drama histórico, com Chris Pine sendo visto no set várias vezes.

Mugdock CastleA equipe de produção por trás do filme Netflix chegou a construir uma vila medieval em torno do histórico castelo escocês, construindo seis barracas medievais à frente das cenas de Chris Pine em novembro de 2017. Os planos para a vila também incluíram um estábulo temporário para 50 cavalos usados durante uma sequência de filmes no campo de batalha.

Inverbeg
Fotógrafos rápidos conseguiram tirar fotos de membros do elenco apertando garrafas de água quente enquanto filmavam cenas nas
margens do Loch Lomond no ano passado.

University of Glasgow Você pode não ter acesso aos icônicos cloisters da Universidade de Glasgow, a menos que você seja um estudante lá, mas é
interessante ver como eles foram transformados em um grande salão de banquetes, fazendo um banquete digno de um rei.

Blackness Castle
As filmagens que ocorreram no Blackness Castle no final de novembro passado podem ter sido as mais árduas do lote, já que as
temperaturas despencaram abaixo de zero durante um frio. Um extra foi suspenso em uma gaiola de ferro do lado de fora do
prédio, expondo-a aos elementos enquanto algumas tomadas eram feitas para obter certas cenas bem na margem sul do Firth of Forth.

Berwick-upon-TweedA cidade de Northumberland pode não estar na Escócia agora, mas durante a vida de Robert, o Bruce, foi.

Berwick Quayside foi transformado no porto de Glasgow, enquanto a ponte velha foi transformada em London Bridge para as filmagens.

Doune Castle
Não é estranho para a tela, Doune Castle é escolhido novamente como um local para Outlaw King, e torna-se o castelo e a igreja
de Douglas no filme. Fique atento para uma foto brilhante do castelo em chamas!

Anúncios

Biquini Cavadão faz releituras de canções de Herbert Vianna

Projeto Ilustre Guerreiro recria oito canções dos Paralamas do Sucesso

A admiração e camaradagem entre as bandas do rock nacional não é segredo. Porém, são poucas as bandas que tomam a iniciativa de homenagear outros grupos. O Biquini Cavadão está, desde meados do mês passado, fazendo isso com a obra de Herbert Viana e Os Paralamas do Sucesso.

Toda sexta-feira o Biquini lança uma canção nas plataformas de streaming. Serão oito canções — Cuide Bem de Seu Amor, Ska, Só pra te Mostrar e Vital e Sua Moto, só para citar algumas e deixar o suspense em alta.

O projeto vai até o dia 30 de novembro, data da divulgação da última canção na internet.

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Bilheteria EUA: Bohemian Rhapsody,  O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos, Nobody’s Fool, Nasce uma Estrela, Halloween

Como era de se esperar.

UFW

Bohemian Rhapsody, cinebiografia do Queen, estreia liderando com vantagem na bilheteria dos EUA

rhapsody.jpgBohemian Rhapsody


Como era de se esperar, Bohemian Rhapsody, a cinebiografia do Queen, estreou liderando o ranking de arrecadação da bilheteria norte-americana. O longa arrecadou US$ 50 milhões em seu primeiro final de semana.

Vale lembrar que os números são superiores ao esperado – durante a semana, era especulado que o filme estrelado por Rami Malek somasse cerca de US$ 35 milhões. A abertura com larga vantagem em relação ao segundo filme do ranking fez com que Bohemian Rhapsody se tornasse a segunda melhor estreia de uma cinebiografia musical nos Estados Unidos, perdendo apenas para Straight Outta Compton, de 2015, que abocanhou US$ 60 milhões.

O segundo colocado também é um estreante: O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos, a nova fantasia dos Estúdios Disney, arrecadou US$ 20 milhões. Fechando o pódio só com estreia…

Ver o post original 99 mais palavras

The Beatles – Glass Onion – o vídeo

Falta apenas uma semana para o lançamento oficial da versão comemorativa dos 50 anos do Álbum Branco, dos Beatles.

Já encomendou a sua cópia? Clique na imagem!


Para dar mais um gostinho do que vem por aí, a Apple (dos Beatles) divulgou um vídeo da canção Glass Onion.

 

Dica de Viagem VIII: comer e beber bem em Veneza

A Itália é uma perdição para quem gosta de comer. Veneza, que esteve nos noticiários por conta de uma série de restrições aos turistas, não foge a regra

Polenta, Bellini, bacalhau e frutos do mar. Veneza pode ser famosa por seus canais e sua estrutura típica, mas a gastronomia fala alto por lá, assim como em toda a Itália.

Se a constante ameaça de desaparecimento e as recentes restrições as ações e hábitos dos turistas não são notícias simpáticas para os visitantes, isso não diminui o fascínio da cidade e os seus encantos.

Tomar um café ou um drink gelado nas cadeiras do Caffè Florian, no coração da Piazza San Marco — o mais antigo do lugar, fundado em 1720 — pode ser quase uma obrigação para os turistas, mas, o que mais há para degustar em Veneza?

Bellini

O que não faltam são opções. As lógicas — massas e frutos do mar — podem ser encontradas em praticamente qualquer restaurante da cidade, mas há mais segredos. O primeiro deles é o Bellini.

O Bellini — drink feito com Prosecco e purê de pêssegos brancos — foi criado no Harry´s Bar, no início dos anos 30. O bar, que funciona até hoje no mesmo endereço (Calle Vallaresso 1323), não muito longe da Piazza San Marco, é uma parada obrigatória para qualquer turista de carteirinha.

Há quem diga que o lugar não merece a fama, mas a história contradiz esses hereges. A atmosfera e o prazer de experimentar o verdadeiro drink valem qualquer preço (que nem é tão caro).



Entrada e prato principal

Petiscar é sempre bom e Veneza nos oferece o carpaccio. Sabe onde foi criado? No mesmo Harry´s Bar responsável pelo Bellini. Até não acho que os dois — Bellini e carpaccio — combinam, mas você pode ir lá em momentos diferentes para experimentar os dois.

Porém, se quiser provar uma entrada matadora e menos habitual, procure pelo Bacalà Mantecato, um purê feito de bacalhau seco hidratado, cortado em tiras e misturado com alho e azeite.

A maioria dos lugares servem o prato acompanhado por polenta grelhada, embora vá muito bem (ou até melhor) com pão.

Impossível indicar apenas um lugar para experimentar o Bacalà Mantecato. A dica aqui é andar pela cidade, olhar os cardápios e entrar onde você achar mais simpático.

Mesmo os restaurantes/osterias menos nobres fazem bem essa entrada.

Como outra opção de entrada ou prato principal é praticamente inevitável sugerir algo que não tenha polenta — faça um esforço e experimente, mesmo que não goste muito. Portanto, indico o polenta e schie, que nada mais é do que polenta com camarão.

Pode parecer simples (e é), mas em Veneza os camarões são especiais, pequenos e saborosos. São pescados na laguna da cidade.

Para um prato principal mais tradicional, peça alguma massa com frutos do mar. Onde? Procure um lugar que esteja cheio de pessoas que não pareçam turistas. Como sugestão deixo o Taverna al Remer.

Airfarewatchdog

Sobremesa

Para a sobremesa: tiramisú. Simples, direto e delicioso.

Há vários segredos na cidade, mas ainda preciso ir lá conferi-los. Ficam as dicas que sei que são boas.

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Dicas de Viagem IV(c): Minivisto para a Europa

Dicas de Viagem V: Tipos de tomadas pelo mundo

Dicas de Viagem VI: Não se aperte com comida

Dicas de Viagem VII:  Vinho quente nos jardins de Paris

Leia outros posts sobre viagens

Johnny English ataca novamente

Depois de sete anos, Rowan Atkinson, o eterno Mr. Bean, volta a encarnar o Inspetor Clouseau dos agentes secretos

Alguns personagens colam nos artistas e mesmo que venham a ter outros papeis de destaque, sempre serão lembrados por eles. Sean Connery será sempre o 007, assim como Peter Sellers será sempre ligado ao inspetor Clouseau e Rowan Atkinson ao Mr. Bean.

Atkinson, hoje uma instituição britânica, volta a desfilar o seu humor clássico na nova aventura do agente secreto do MI 7, Johnny English, cuja última aparição nas telonas já faz sete anos.

Johnny English 3.0 (Johnny English Strikes Back, no original em inglês) é uma comédia da velha guarda. Há momentos nos quais é impossível não lembrar de filmes como Corra Que a Polícia Vem Aí, A Pantera Cor de Rosa e, claro, os filmes anteriores da franquia.

Analógico

O humor do longa é analógico, assim como o seu enredo. Aposentado e dando aulas para alunos de uma escola primária, English é reconvocado para o seu antigo posto de agente secreto depois de um ataque cibernético que revelou a identidade de todos os agentes em atividade.

Ele precisa descobrir a identidade do vilão e neutralizar a ameaça. A história não é lá muito nova ou criativa, mas é o veículo perfeito para as caretas e confusões de Bean, digo, English, e seu fiel escudeiro, o agente Bough (Ben Miller).

Bond Girl

Outra característica dos agentes secretos ingleses é a presença de belas figuras femininas em seus filmes. Dessa vez, English (re)aproveitou o talento de Olga Kurylenko (um dos pares românticos de Daniel Craig em 007 Quantum of Solace).

E, acredite, uma relação entre os dois parece tão improvável que você chega até a torcer pelo herói. Mais estranho ainda, a dupla tem uma boa química e timing humorístico.

Inocência e algumas (boas) risadas

No fim das contas, entre qualidades e defeitos, Johnny English 3.0 cumpre o seu papel, que é tirar risadas do público, mesmo em gags que os mais velhos vão achar familiares.

Mas é um filme onde há Rowan Atkinson e isso garante sempre algum bom momento (preste atenção na cena onde ele usa a realidade virtual).

Além de Atkinson, Kurylenko e Miller, o filme ainda conta com a luxuosa participação de Emma Thompson, como a primeira-ministra da Inglaterra, que faz o tradicional papel do superior que não acredita na capacidade de seu comandado.

Compre e veja O Retorno de Johnny English

 

O filme vai virar uma boa opção para as sessões da tarde e deve fazer sucesso nos canais a cabo. Vale a ida ao cinema se a ideia for esvaziar o cérebro ou dar algumas risadas antes do festival de lágrimas de Bohemian Rhapsody, que também entra em cartaz nesta quinta (1).

Cotação ***

Bohemian Rhapsody – A apoteose da rainha

Bohemian Rhapsody, que chega amanhã aos cinemas, emociona e vai fazer muita gente cantar, apesar de algumas licenças poéticas

Deus salve a rainha!

Provavelmente, mesmo o mais punk dos britânicos se renderá à magia da história do Queen contada no longa Bohemian Rhapsody, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1).

Bohemian Rhapsody é uma celebração exuberante do Queen, sua música e seu extraordinário cantor principal Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e quebrou convenções para se tornar um dos artistas mais amados do planeta.

O filme mostra o sucesso meteórico da banda e a sua quase implosão.

Durante esse processo, foi consolidado o legado do grupo, um bando de desajustados.

Bismillah, que filme!

A direção (Dexter Fletcher) é afiada, assim como as atuações de Rami Malek (Freddie Mercury), Ben Hardy (Roger Taylor), Joseph Mazzello (John Deacon) e, principalmente, Gwilym Lee (Brian May).

— Quando você faz Freddie Mercury o dia todo, passa a ser Freddie Mercury — disse Malek em uma de suas entrevistas durante a divulgação de Bohemian Rhapsody.

Mas, se as atuações são irretocáveis (até os gatos têm boas atuações), o figurino maravilhoso, os efeitos especiais super realistas e, óbvio, a trilha sonora é sensacional, por que o filme não é perfeito?

A reposta está no roteiro. Não que ele seja ruim (muito pelo contrário), há ótimas tiradas de um humor tipicamente britânico, mas a necessidade de apresentar um Mercury mais doce e sem falar quase nenhum palavrão e as licenças poéticas/graves erros de cronologia, vão incomodar o fã mais atento.

E olha que Brian May e Roger Taylor estão entre os produtores executivos do filme!

O Brasil, particularmente o Rio de Janeiro, ganha cenas que vão deixar os brasileiros emocionados em saber da importância da apresentação do Rock in Rio (em janeiro de 1985) para a banda. Infelizmente, é aí que acontece o mais grave desses erros de cronologia.

O longa usa o emblemático momento de Love of my life cantado em uníssono no Rock in Rio como mote para a cisão fundamental na vida de Mercury. Porém, o momento é descrito como se tivesse acontecido muitos anos antes da data verdadeira.

Outra licença poética foi alterar a data na qual Mercury revelou aos companheiros que estava com Aids. Talvez para caber tudo nas 2h15min de duração, adiantaram em alguns anos esse evento — Mercury só seria oficialmente diagnosticado em 1987.

Galileo, Galileo, Galileo, Figaro

Até chegar por aqui, Bohemian Rhapsody passou por diversas mudanças. Uma delas, crucial. O ator britânico Sacha Baron Cohen (conhecido por sua atuação em Borat) viveria Mercury inicialmente, sob direção de Bryan Singer. Dexter Fletcher — que era a primeira opção, quando se começou a falar no filme, em 2010 — assumiu a direção e Malek incorporou Mercury.

Mas para quem quer um relato mais preciso da história da banda, melhor ler o livro 40 Years of Queen.  Além da trajetória do Queen,  traz uma boa quantidade de memorabilia. Peça a sua cópia aqui (em inglês).

Live Aid

Já a apresentação no Live Aid — em 13 de julho de 1985 — é o momento usado para unir toda a história. Iniciando e fechando o filme, o show no estádio de Wembley. Ganha um registro quase tão poderoso quanto o da performance verdadeira.

Para quem não lembra (ou sabe), o Queen estava longe de ser uma das atrações principais do evento. Porém, com o tombo de Pete Townshend e uma apresentação burocrática do The Who, os desafinos do Duran Duran, a péssima noite do Led Zeppelin, o microfone desligado de Paul McCartney e a embaraçosa performance de Bob Dylan, Keith Richards e Ron Wood, foram Freddie & Cia e o U2 quem roubaram a cena.

Aliás, o áudio do show é a cereja do bolo da trilha sonora do filme, já que jamais havia sido lançada oficialmente. Mas não deixe de ouvir as outras canções. Você vai correr para elas assim que sair da sessão.

Veja os discos do Queen e escolha o seu

Como não querer escutar Don’t Stop Me Now, Somebody To Love, Crazy Little Thing Called Love ou Under Pressure em um looping infinito?

Clássicos

Bohemian Rhapsody (o filme) é também uma celebração da música criada pelo quarteto. Momentos da criação de clássicos como We Will Rock You, Another One Bites the Dust, Bohemian Rhapsody (claro) e outras canções icônicas estão lá.

Com certeza, as salas de cinema farão com que muita gente solte a voz — principalmente os desafinados — em volumes bem maiores que o recomendado, para desespero de quem quiser ouvir Freddie Mercury em todo o seu esplendor.

Pipoca e lenços

O filme não chega até os últimos dias do cantor — para no Live Aid, e apenas cita o que aconteceu depois. Não há nada sobre os discos da última fase da banda. Mas as lágrimas estão garantidas em grande parte das cenas.

Se a pipoca é a companhia inseparável para um bom filme, aconselho comprar também uma embalagem de lenços de papel. Eles serão muito necessários.

Freddie Mercury faleceu em 24 de novembro de 1991, aos 45 anos. Sua última aparição pública foi durante o BrittAwards, em 18 de fevereiro de 1990. Nesse período de um ano, viveu em reclusão, cercado apenas pela família e os amigos mais chegados. Foi na fase terminal da doença que Mercury gravou vocais para o Queen, que lançaria um disco inteiro póstumo.

Fãs tiveram a confirmação da doença a três dias de sua morte, por um comunicado oficial de “Miami” Beach, manager do Queen, feito a pedido do próprio Freddie Mercury.

Impressionante lembrar que já faz tanto tempo.

Deus salve a rainha!

Cotação **** ½

Texto: Fernando de Oliveira e Débora Thomé

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Dica de Viagem VII: vinho quente nos jardins de Paris

Piqueniques no outono entre goles de vin chaud. Programão para os turistas

O outono na Europa tem temperaturas agradáveis, tendendo para o frio (para os padrões de um carioca).

O fim da estação, principalmente, é a época perfeita para se experimentar o vin chaud — um vinho quente, parecido com o nosso quentão, que é vendido em vários quiosques espalhados por Paris.

Não tenha vergonha

Embora possa parecer um sacrilégio (para os amantes de vinho) o vin chaud é um sucesso e vai bem nos dias mais frios.

Feito com uma mistura de vinho tinto, frutas, açúcar, cravo e canela, ele pode ser encontrada em praticamente toda a cidade.

Não tenha vergonha em provar. Caso veja um quiosque de lanches, pode ter certeza de que o vin chaud vai estar entre as opções de bebida, mesmo que ainda sejam nove da matina. É um sucesso de vendas.

Nos jardins

Quem já visitou a Cidade Luz sabe que seus jardins são um espetáculo. No Jardim de Luxemburgo (meu preferido) há um quiosque onde, em certos horários, existe até uma fila para pedir a bebida.

As centenas de turistas que tomam os gramados, abrem suas toalhas e espalham seus quitutes, não se furtam em provar a iguaria. Alguns dizem que isso é muito programa de turista. Graças a Deus!

Se você vai viajar para Paris (em breve ou em algum momento da sua vida), guarde esta dica. Jardins e vin chaud.

Por via das dúvidas, segue o endereço do Jardim de Luxemburgo.

Jardin du Luxembourg
2 rue Auguste Comte 75006
Metrô linha
Metro linha 12, estação Notre-Dame-des-Champs ou RER: linha B, estação Luxembourg

Receita

Ingredientes

1 garrafa de vinho tinto
3 bastões de canela
Cascas de laranja seca (mais ou menos uma laranja)
Cascas de limão seca ralada (mais ou menos um limão)
6 cravos
6 pedaços pequenos (rodelas) de gengibre fresco
Noz moscada (a gosto)
2 favas de baunilha
1/4 de xícara de açúcar mascavo

Modo de fazer

É simples. Misture todos os ingredientes em uma panela e aqueça em fogo médio, mexendo até levantar fervura. Diminua o fogo e deixe que os ingredientes se incorporem por aproximadamente meia hora.

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Dicas de Viagem IV(c): Minivisto para a Europa

Dicas de Viagem V: Tipos de tomadas pelo mundo

Dicas de Viagem VI: Não se aperte com comida

Leia outros posts sobre viagens

Ho Ho Ho, já é Natal para o Deus da Guitarra

Eric Clapton lança disco de canções natalinas e dá um presentão para os fãs

Falar sobre um trabalho de Eric Clapton é tarefa que demanda cuidado e várias audições. Porém, tudo fica mais fácil quando o disco é bom.

É o caso de Happy Xmas, o disco com canções natalinas que o Slowhand lançou dia 12.

Depois de uma série de lançamentos irregulares — que vão desde os pouco inspirados e preguiçosos Clapton (2010) e I Still Do (2016), passando pelo razoável Old Sock (2013) e o ótimo The Breeze: An Appreciation of JJ Cale (2014) — o guitarrista surpreende com o excelente Happy Xmas.

Blues, reggae e country

Discos com canções natalinas são uma tradição na música pop. O difícil é se obter um resultado minimamente criativo.

Fazer com que clássicos como Have Yourself a Merry Little Christmas, White Christmas ou Silent Night soem novos é realmente um trabalho para um mestre.

Clapton conseguiu trazer essas canções para um universo onde reina. Blues, reggae, country e bons solos de guitarra fazem com que Happy Xmas seja um dos melhores discos de Clapton em décadas.

Os toques de blues que dão brilho a números como Christmas Tears, Lonesome Christmas, Merry Christmas Baby e White Christmas, mostram um Clapton em forma.

Confira os lançamentos de Eric Clapton na Amazon inglesa

O charme brejeiro de Christmas in My Hometown ou os toques doces das baladas For Love on Christmas Day — a única composição original do álbum — e Sentimental Moments, tornam o disco irresistível logo na primeira audição.

Há momentos acústicos e outros que lembram a atmosfera do 461 Ocean Boulevard, por exemplo. O Clapton de 2018 é mesmo uma simbiose dos vários mutantes que passaram pelo corpo do guitarrista durante todos esses anos.

Quase perfeito

Mas nem tudo são flores no Natal claptoniano. A canção mais badalada do álbum — Jingle Bells (In Memory of Avicii) — tira a chance de dar ao álbum a cotação máxima.

A versão techno do clássico natalino é pobre e fica totalmente fora do contexto delicadamente bluseiro do disco.

Pode ter sido uma homenagem genuína ao DJ morto este ano e provavelmente vai ter gente dizendo que é a melhor coisa do disco, mas o resultado não deveria fazer parte deste projeto.

Bem de saúde

Os relatos sobre os problemas de saúde de Clapton — alguns deles dados pelo próprio músico — ficam para trás ao ler sobre suas últimas apresentações e ao ouvir esse novo trabalho.

Único músico membro três vezes do Hall da Fama do Rock — como membro do Cream, dos Yardbirds e como artista solo — ele se cercou de um time de amigos/craques que não deixam nenhuma gravação com qualidade menor que perfeita.

Só os nomes de Jim Keltner e Doyle Bramhall II garantem um brilhoso selo de qualidade.

Canções extras e versão não muito deluxe

Happy Xmas é composto por 14 canções, mas há outras duas músicas — A Little Bit of Christmas Love e You Always Hurt The One You Love — que serão lançadas em um single especial no Record Store Day e que não foram incluídas nem mesmo na versão deluxe do álbum.

Essa versão deluxe é outra bola fora (ainda maior que Jingle Bells). Nada de demos, canções extras ou versões originais dos clássicos, mas você pode ser o feliz proprietário de uma árvore de Natal de metal e rascunhos do desenho da capa (feitos por Clapton).

Mais um Grammy?

Eric Clapton já abocanhou 18 prêmios Grammy. Com Happy Xmas, ele tem grande chances de conseguir mais um.

Cotação ****

‘Bodyguard’ chega ao Netflix nesta quarta, dia 24

É a chance de já ver Richard Madden na pele de um agente britânico

A série britânica Bodyguard, que fez um enorme sucesso este ano na BBC One, está chegando na Netflix. O serviço de streaming disponibilizará os seis capítulos a partir desta quarta, 24 de outubro.

Mas por que assistir?

Primeiro, porque a série conseguiu atingir recorde de audiência da emissora desde 2006. Foram 10 milhões de espectadores em todo o Reino Unido.

Um outro motivo é conferir o desempenho de Richard Madden no papel de um agente federal.

bodyguard-netflix-frasesdavida

Novo James Bond pode ser Robb Stark de Games of Thrones

Madden dá vida a David Budd, um veterano de guerra que trabalha na Filial de Proteção Especial da Polícia Metropolitana de Londres.

O agente é designado para proteger a ambiciosa e poderosa secretária de Estado Julia Montague (Keeleu Howes).

Mas a política representa tudo o que Budd despreza. E ele se vê dividido entre suas crenças e seu dever.

Confira o trailer!

Is this the real life? Is this just fantasy?

Instalações inspiradas em filmes que estreiam em novembro iluminam a noite londrina

Para comemorar o lançamento de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald“, uma instalação mágica foi levantada em Londres. Nove varinhas gigantes se iluminam entre a Millenium Bridge e a Saint Paul Cathedral.

animais-fantasticos-londres-frasesdavida

O filme, baseado no livro homõnimo de J.K. Rowling, estreia no dia 15 de setembro. Confira o trailer oficial:

A ação tem como finalidade chamar atenção para a Lumos, criada pela escritora britânica. A missão é acabar com a institucionalização de crianças em todo o mundo.

As varinhas, que têm quinze metros de altura, são versões gigantes das varinhas usadas pelas personagens dos filmes Harry Potter e Fantastic Beasts. As instalações podem ser vistas até 13 de novembro.

As varinhas são acesas às 18h45, todas as noites.  A cada 30 minutos, até que as luzes se apaguem, às 22h45, tocam músicas.

Boa época para visitar Londres

bohemin-rhapsody-carnaby-frasesdavidaJá para os fãs do Queen, o Natal chegou mais cedo. Graças ao lançamento de “Bohemian Rhapsody“, a inauguração da anual luz festiva da Carnaby Street, no tradicional bairro boêmio de Soho, em Londres, foi antecipada.

Asletras da obra-prima de seis minutos foram recriadas em neon e erguidas acima da famosa rua para comemorar o lançamento do filme. Brian May e Roger Taylor, ao lado de membros do elenco incluindo Rami Malek, Lucy Boynton e Gwilym Lee, estiveram presentes ao mmomento em que as luzes foram acesas.

As luzes vão brilhar sobre Carnaby Street até 4 de janeiro. Uma loja temática “Bohemian Rhapsody” foi aberta no local. É possível comprar produtos inspirados na rainha para seus parentes que amam Freddie Mercury.

Leia mais sobre Londres

Qual a diferença entre vinho Reservado e vinho Reserva?

Ela pode ser grande, pequena ou nenhuma, mas há como tentar identificá-la

Uma das perguntas mais recorrentes das pessoas que não conhecem muito o mundo dos vinhos e costumam comprar suas bebidas nas prateleiras dos supermercados é: qual a diferença entre o vinho Reservado e o vinho Reserva?

Infelizmente, a resposta é tão vaga quanto o significado dessas duas denominações. Como não há nenhuma legislação sobre o assunto em grande parte dos países produtores, principalmente no novo mundo, a coisa fica complexa.

Reservado

A única coisa que podemos ter certeza é a de que nenhuma dessas classificações é garantia de qualidade. Pelo contrário, na maioria das vezes, Reservado significa o vinho mais simples de uma vinícola/linha, normalmente sem passagem por madeira.

Via de regra, são vinhos fáceis de beber, jovens e que trazem poucas informações sobre castas e do local onde foi produzido. No Brasil, é fácil encontrar um vinho Reservado produzido no Chile, por exemplo.

Reserva

Já o termo Reserva, que também é utilizado em vários países da América do Sul — Chile, Argentina, Uruguai e Brasil, por exemplo. Mas, assim como no caso do Reservado, a falta de uma legislação específica faz com que cada produtor utilize essa denominação de maneira diferente.

Um vinho Reservado geralmente passou algum tempo em barrica, embora esse tempo varie de acordo com cada vinícola. Porém, esses vinhos continuam sendo simples e devem ser bebidos jovens.

Não se engane, você ainda pode encontrar vinhos onde os rótulos ostentam nomes mais pomposos como Reserva Especial, Reserva Privada e Gran Reserva. Sabe o que isso significa? Nada!

Já se o termo Reserva estiver no rótulo de algum vinho produzido na Europa (principalmente Espanha, Itália e Portugal) fica a certeza de que ele passou alguns anos em barrica. O problema é que esse tempo varia de país para país.

Portanto, embora seja muito difícil dar um veredicto sobre o assunto, fique com a seguinte escala de qualidade: Reservado, Reserva, Reserva Especial e Gran Reserva.

Leia outros posts sobre vinho.

Wings Wild Life e Red Rose Speedway serão relançados

Os dois primeiros discos dos Wings serão os próximos lançamentos da Paul McCartney Archive Collection e chegam recheados de vídeos raros

Desde 2010 que Paul McCartney vem, de maneira irregular, relançando seus discos da carreira solo e com os Wings, o grupo que formou nos anos 70. Já foram reeditados, sempre em edições luxuosas e cheias de raridades, os discos Band On The Run (1973), McCartney (1970), McCartney II (1980), Ram (1971), Venus and Mars(1975), Wings At Speed of Sound (1976), Wings Over America (1976), Tug Of War (1982),Pipes of Peace (1983) e Flowers in the Dirt (1989).

Agora, chegou a vez dos dois primeiros discos dos Wings — Wild Life (1971) e Red Rose Speedway (1973), além de uma caixa ainda mais limitada, chamada Paul McCartney and Wings 1971–73, que inclui todo o material das duas caixas anteriores, mais 20 canções gravadas ao vivo em vários shows da banda.

McCartney tomando tenência

A grande notícia para os fãs e colecionadores da música de McCartney é que parece que ele e sua equipe tomaram tenência depois da enxurrada de críticas na época do último (re)lançamento (Flowers in the Dirt), quando deram muito mais importância ao material gráfico do que ao que realmente interessa: a música.

Desta vez, nada de download only. Todo o material está espalhado fisicamente pelas várias versões das caixas.

Muito do material é conhecido dos colecionadores por década, embora normalmente com qualidade irregular. Afinal, bootlegs são bootlegs.

Mesmo assim, a quantidade de material inédito é mais do que atraente. Os dois aperitivos dados por Paul (ouça abaixo) já dão uma ideia do que está por vir.

Wild Life

No afã de conseguir uma respeitabilidade e ao mesmo tempo mostrar que era capaz de produzir algo com frescor e espontaneidade, Paul recrutou o guitarrista Denny Laine (ex-Moody Blues) e o baterista Denny Seiwell.

O grupo entrou em Abbey Road e gravou praticamente todas as canções entre julho e agosto de 1971.

Infelizmente, a pouca qualidade do material e o parco entrosamento da banda produziram um disco que para muitos é deliberadamente de segunda categoria.

Claro que, como em qualquer disco onde Paul McCartney esteja presente como protagonista, não importa sob qual nome, há composições que merecem destaque. No caso, Tomorrow, Some People Never Know e Dear Friend — esta, uma sobra do disco Ram — mas mesmo elas não são capazes de compensar Bip Bob, Mumbo ou I Am Your Singer.

Curiosamente, Love Is Strange, um sucesso de 1957, da dupla Mickey & Sylvia, agora em versão reggae, tornou-se a música mais conhecida e tocada nas rádios brasileiras. Agradável, mas nada memorável.

Os bônus em áudio trazem uma série de demos caseiras, mixagens preliminares e os dois lados do single Give Ireland Back To The Irish. São três CDs de música.

Red Rose Speedway

Depois do fracasso de Wild Life (chegou apenas ao 11º lugar na parada britânica) Paul e sua nova banda lançaram uma série de singles, entre eles o tema do filme de James Bond, Live and Let Die.

Os Wings também resolveram cair na estrada em uma turnê por universidades e outros pequenos espaços para shows na Inglaterra.

Neste clima de euforia, eles foram novamente para o estúdio apostando em um material de mais qualidade e no melhor entrosamento entre os músicos.

Nesta época, Paul já havia recrutado mais um músico — o guitarrista Henry McCullough — tornando os Wings um grupo de cinco músicos.

A ideia de Paul era lançar um álbum duplo, mas a EMI, preocupada com as baixas vendas do disco anterior (Wild Life) e a (falta de) qualidade do material, vetou o projeto, fazendo com que Paul lançasse um disco simples.

Segundo Glyn Johns, que havia sido convidado para produzir o álbum, mas abandonou o projeto depois de algumas semanas, ele ficava muito tempo lendo jornais na sala de controle enquanto Paul e a banda ficavam no estúdio fumando maconha e fazendo jam sessions sem qualidade.

Assim como em Wild Life, alguns dos melhores momentos do disco são sobras do disco Ram — Get On The Right Thing e Little Lamb Dragonfly.

Mas, o grande destaque do disco é mesmo a balada My Love, que chegou ao 1º lugar das paradas e ajudou o LP a ter a mesma performance.

Nos 3 CDs, 2 DVDs e 1 blu-ray, estão distribuídos outtakes, mixagens diferentes, algumas faixas ao vivo, uma mixagem 5.1 de todo o disco e todas as canções dos singles Live and Let Die, Hi Hi Hi e Mary Had a Little Lamb.

Finalmente Paul oferece aos fãs tudo o que eles querem de um lançamento de uma série chamada Archive Collection.

Paul McCartney and Wings 1971–73

Para os verdadeiros fãs e colecionadores, Paul ainda vai lançar — inicialmente apenas através do seu site oficial — uma caixa com mais material ainda.

Além de tudo que está contido nas caixas de Wild Life e Red Rose Speedway, há um CD extra com gravações ao vivo, um livro de fotos com 96 páginas e, uma réplica do tour book de 1972.

Vídeos raros

Musicalmente, os dois discos não estão entre os melhores de McCartney & Cia. Portanto, a enxurrada de demos e versões alternativas pode não ser tão atrativas para o fã casual — mesmo lembrando que nestas caixas iremos encontrar clássicos como My Love, Live and Let Die e Hi Hi Hi.

Mas o que deve mesmo atrair as atenções é o material audiovisual incluídos no pacote. Na nova versão de Wild Life estarão disponíveis vídeos caseiros onde Paul toca algumas versões embrionárias das canções para a família e vários ensaios da banda, nunca antes lançados na íntegra.

Já na caixa do Red Rose Speedway estarão os vídeos mais esperados pelos fãs: o especial de TV James Paul McCartney e o filme/animação The Bruce McMouse Show, uma produção que mistura animação com atuações dos Wings e que nunca foi exibido!

The Bruce McMouse Show conta a história de uma família de ratos que mora embaixo do palco onde os Wings ensaiam e se apresentam. Paul produziu tudo, viu a versão final e nunca permitiu a sua exibição (má qualidade?). Bem, poderemos conferir o porquê em dezembro.

Um McCartney ocupado

O início dos anos 70 foi uma época bastante produtiva para Paul. Mesmo que a qualidade de seus discos nem sempre tenha sido a desejada, ele praticamente lançou dois discos por anos, além de uma série de singles. E olha que ele queria mais ainda.

Entre 1970 e 1973 Macca lançou os LPs McCartney (1970); Ram e Wild Life (1971); e Red Rose Speedway e Band On The Run (1973). Como singles, tivemos Another Day (1971); Give Ireland Back to the Irish, Hi Hi Hi e Mary Had a Little Lamb (1972); e Live and Let Die (1973).

Se pensarmos que o disco Red Rose Speedway foi concebido como um álbum duplo — ideia barrada pela gravadora devido ao material apresentado, mas que agora será lançado em vinil — dá para notar que McCartney estava mesmo disposto a conquistar o seu lugar no mundo do pop/rock sem precisar lembrar da antiga banda.As novas caixas estarão disponíveis no dia 7 de dezembro, assim como as versões mais simples em CD e em vinil. Infelizmente, nada disso deve chegar ao Brasil (somente em streaming).

Os preços? Siga os links, veja e compre.

Abaixo o conteúdo de todas as versões

Wild Life – 3CD+DVD super deluxe edition

CD1 – Remastered Album
1. Mumbo (2018 Remaster)
2. Bip Bop (2018 Remaster)
3. Love Is Strange (2018 Remaster)
4. Wild Life (2018 Remaster)
5. Some People Never Know (2018 Remaster)
6. I Am Your Singer (2018 Remaster)
7. Bip Bop Link (2018 Remaster)
8. Tomorrow (2018 Remaster)
9. Dear Friend (2018 Remaster)
10. Mumbo Link (2018 Remaster)

CD2 – Rough Mixes
1. Mumbo [Rough Mix]
2. Bip Bop [Rough Mix]
3. Love Is Strange (Version) [Rough Mix]
4. Wild Life [Rough Mix]
5. Some People Never Know [Rough Mix]
6. I Am Your Singer [Rough Mix]
7. Tomorrow [Rough Mix]
8. Dear Friend [Rough Mix]

CD3 – Bonus Audio
1. Good Rockin’ Tonight [Home Recording]
2. Bip Bop [Home Recording]
3. Hey Diddle [Home Recording]
4. She Got It Good [Home Recording]
5. I Am Your Singer [Home Recording]
6. Outtake I
7. Dear Friend [Home Recording I]
8. Dear Friend [Home Recording II]
9. Outtake II
10. Indeed I Do
11. When The Wind Is Blowing
12. The Great Cock And Seagull Race [Rough Mix]
13. Outtake III
14. Give Ireland Back To The Irish
15. Give Ireland Back To The Irish (Version)
16. Love Is Strange [Single Edit]
17. African Yeah Yeah

DVD – Bonus Video
1. Scotland, 1971
2. The Ball
3. ICA Rehearsals
4. Give Ireland Back To The Irish (Rehearsal)

Red Rose Speedway 3CD+2DVD+blu-ray audio super deluxe

CD1 – Remastered Album
1. Big Barn Bed (2018 Remaster)
2. My Love (2018 Remaster)
3. Get On The Right Thing (2018 Remaster)
4. One More Kiss (2018 Remaster)
5. Little Lamb Dragonfly (2018 Remaster)
6. Single Pigeon (2018 Remaster)
7. When The Night (2018 Remaster)
8. Loup (1st Indian On The Moon) (2018 Remaster)
9. Medley (2018 Remaster)
* a) Hold Me Tight
* b) Lazy Dynamite
* c) Hands Of Love
* d) Power Cut

CD2 – “Double Album”
1. Night Out
2. Get On The Right Thing
3. Country Dreamer
4. Big Barn Bed
5. My Love
6. Single Pigeon
7. When The Night
8. Seaside Woman
9. I Lie Around
10. The Mess [Live At The Hague]
11. Best Friend [Live In Antwerp]
12. Loup (1st Indian On The Moon)
13. Medley
* a) Hold Me Tight
* b) Lazy Dynamite
* c) Hands Of Love
* d) Power Cut
14. Mama’s Little Girl
15. I Would Only Smile
16. One More Kiss
17. Tragedy
18. Little Lamb Dragonfly

CD3 – Bonus Audio
1. Mary Had A Little Lamb
2. Little Woman Love
3. Hi, Hi, Hi
4. C Moon
5. Live And Let Die
6. Get On The Right Thing [Early Mix]
7. Little Lamb Dragonfly [Early Mix]
8. Little Woman Love [Early Mix]
9. 1882 [Home Recording]
10. Big Barn Bed [Rough Mix]
11. The Mess
12. Thank You Darling
13. Mary Had A Little Lamb [Rough Mix]
14. 1882 [Live In Berlin]
15. 1882
16. Jazz Street
17. Live And Let Die [Group Only, Take 10]

DVD 1 – Bonus Video
1. Music Videos
2. James Paul McCartney TV Special
3. Live And Let Die [Live in Liverpool]
4. Newcastle Interview

DVD 2 – Bonus Film
1. The Bruce McMouse Show
5.1 Surround Dolby Digital, 16bit 48kHz /PCM Stereo

Blu-Ray – The Bruce McMouse Show
5.1 Surround DTS-HD Master Audio, 24bit 96kHz/PCM Stereo 24bit 96kHz

Wild Life – 2LP deluxe

Side A
1. Mumbo (2018 Remaster)
2. Bip Bop (2018 Remaster)
3. Love Is Strange (2018 Remaster)
4. Wild Life (2018 Remaster)

Side B
1. Some People Never Know (2018 Remaster)
2. I Am Your Singer (2018 Remaster)
3. Bip Bop (Link) (2018 Remaster)
4. Tomorrow (2018 Remaster)
5. Dear Friend (2018 Remaster)
6. Mumbo (Link) (2018 Remaster)

Side C
1. Good Rockin’ Tonight [Home Recording]
2. Bip Bop [Home Recording]
3. Hey Diddle [Home Recording]
4. She Got It Good [Home Recording]
5. I Am Your Singer [Home Recording]
6. Outtake I
7. Dear Friend [Home Recording I]
8. Dear Friend [Home Recording II]
9. Outtake II

Side D
1. Indeed I Do
2. When The Wind Is Blowing
3. The Great Cock And Seagull Race [Rough Mix]
4. Outtake III
5. Give Ireland Back To The Irish
6. Give Ireland Back To The Irish (Version)
7. Love Is Strange [Single Edit]
8. African Yeah Yeah

Red Rose Speedway – 2LP deluxe

Side a
1. Big Barn Ben (2018 Remaster)
2. My Love (2018 Remaster)
3. Get On The Right Thing (2018 Remaster)
4. One More Kiss (2018 Remaster)
5. Little Lamb Dragonfly (2018 Remaster)

Side b
1. Single Pigeon (2018 Remaster)
2. When The Night (2018 Remaster)
3. Loup (2018 Remaster)
4. Medley (2018 Remaster)
*(a) Hold Me Tight
*(b) Lazy Dynamite
*(c) Hands Of Love
*(d) Power Cut

Side c
1. Mary Had A Little Lamb
2. Little Woman Love
3. Hi, Hi, Hi
4. C Moon
5. Live And Let Die
6. I Lie Around

Side d
1. Thank You Darling
2. 1882 [Live In Berlin]
3. The Mess [Live At The Hague]
4. Jazz Street
5. Live And Let Die [Group Only, Take 10]

Red Rose Speedway – 2LP ‘Double Album’

Essa é o formato original de Paul para o álbum. O disco será prensado em vinil de 180 gramas e será acompanhado de um livro com 12 páginas. Esse lançamento terá uma edição limitada.

Side a
1. Night Out
2. Get On The Right Thing
3. Country Dreamer
4. Big Barn Bed
5. My Love

Side b
1. Single Pigeon
2. When The Night
3. Seaside Woman
4. I Lie Around
5. The Mess [Live At The Hague]

Side c
1. Best Friend [Live In Antwerp]
2. Loup (1st Indian On The Moon)
3. Medley:
* (a) Hold Me Tight
* (b) Lazy Dynamite
* (c) Hands Of Love
* (d) Power Cut

Side d
1. Mama’s Little Girl
2. I Would Only Smile
3. One More Kiss
4. Tragedy
5. Little Lamb Dragonfly

Wild Life 2CD digi-pak edition

CD1 – Remastered Album
1. Mumbo (2018 Remaster)
2. Bip Bop (2018 Remaster)
3. Love Is Strange (2018 Remaster)
4. Wild Life (2018 Remaster)
5. Some People Never Know (2018 Remaster)
6. I Am Your Singer (2018 Remaster)
7. Bip Bop (Link) (2018 Remaster)
8. Tomorrow (2018 Remaster)
9. Dear Friend (2018 Remaster)
10. Mumbo (Link) (2018 Remaster)

CD 2 – Bonus Audio
1. Good Rockin’ Tonight [Home Recording]
2. Bip Bop [Home Recording]
3. Hey Diddle [Home Recording]
4. She Got It Good [Home Recording]
5. I Am Your Singer [Home Recording]
6. Outtake I
7. Dear Friend [Home Recording I]
8. Dear Friend [Home Recording II]
9. Outtake II
10. Indeed I Do
11. When The Wind Is Blowing
12. The Great Cock And Seagull Race [Rough Mix]
13. Outtake III
14. Give Ireland Back To The Irish
15. Give Ireland Back To The Irish (Version)
16. Love Is Strange [Single Edit]
17. African Yeah Yeah

Red Rose Speedway 2CD digi-pak edition

CD 1 – Remastered Album
1. Big Barn Bed (2018 Remaster)
2. My Love (2018 Remaster)
3. Get On The Right Thing (2018 Remaster)
4. One More Kiss (2018 Remaster)
5. Little Lamb Dragonfly (2018 Remaster)
6. Single Pigeon (2018 Remaster)
7. When The Night (2018 Remaster)
8. Loup (1st Indian On The Moon) (2018 Remaster)
9. Medley (2018 Remaster)
*(a) Hold Me Tight
*(b) Lazy Dynamite
*(c) Hands Of Love
*(d) Power Cut

CD 2 – Bonus Audio
1. Mary Had A Little Lamb
2. Little Woman Love
3. Hi, Hi, Hi
4. C Moon
5. The Mess [Live At The Hague]
6. Live And Let Die
7. I Lie Around
8. Night Out
9. Country Dreamer
10. Seaside Woman
11. Best Friend [Live In Antwerp]
12. Mama’s Little Girl
13. I Would Only Smile
14. Tragedy
15. Thank You Darling
16. 1882 [Live In Berlin]
17. Jazz Street
18. Live And Let Die [Group Only, Take 10]

Paul McCartney and Wings: 1971-1973

Bonus CD track listing

CD 1
1. Big Barn Bed [Live In Newcastle/1973]
2. Eat At Home [Live At The Hague/1972]
3. Smile Away [Live In Berlin/1972]
4. Bip Bop (Link) [Live At The Hague/1972]
5. Mumbo (Link) [Live In Antwerp/1972]
6. Blue Moon Of Kentucky [Live At The Hague/1972]
7. 1882 [Live In Berlin/1972]
8. I Would Only Smile [Live In Antwerp/1972]
9. Give Ireland Back To The Irish [Live In Groningen/1972]
10. The Mess [Live In Berlin/1972]
11. Best Friend [Live In Antwerp/1972]
12. Soily [Live In Berlin/1972]
13. I Am Your Singer [Live At The Hague/1972]
14. Seaside Woman [Live In Groningen/1972]
15. Wild Life [Live At The Hague/1972]
16. My Love [Live At The Hague/1972]
17. Mary Had A Little Lamb [Live At The Hague/1972]
18. Maybe I’m Amazed [Live In Groningen/1972]
19. Hi, Hi, Hi [Live At The Hague/1972]
20. Long Tall Sally [Live In Groningen/1972]

Jennifer Garner é uma Justiceira com “desejo de matar”

Jennifer Garner volta aos filmes de ação em A Justiceira, longa que tenta reciclar muitos clichês do gênero

A bela e talentosa Jennifer Garner, que já encarnou bons (e maus) papéis em filmes e seriados de ação — Alias: Codinome Perigo, Demolidor, o Homem sem Medo e Elektra — volta, aos 46 anos e depois de protagonizar várias comédias românticas e filmes mais densos, ao gênero em A Justiceira (Peppermint, no original em inglês).

Infelizmente, o longa dirigido por Pierre Morel, responsável por séries e filmes como Taken, District 13, Busca Implacável e Invasão a Londres, é uma mistura de ingredientes utilizados há décadas por outros roteiristas e diretores.

Déja Vu

Todos os elementos que alguém que conheça o gênero de ação, não importa a idade, estão lá: a família feliz que é destruída, o traficante malvado, o policial bom, o policial corrupto, a defesa dos mais pobres e oprimidos, o desejo de vingança e a matança sem remorso.

O problema é que parece que tudo foi jogado em um liquidificador e transformado em um mingau não muito apetitoso. Há vários problemas no roteiro, personagens ralos e uma certa falta de ritmo.

As semelhanças com Desejo de Matar (o original ou o remake) não parecem ser meras coincidências. Na verdade, durante todo o filme as referências de outros títulos ficam pulando na nossa frente.

Tela Quente?

Juan Pablo Raba stars in PEPPERMINT

O filme não chega a ser um desastre completo — deve virar uma boa Tela Quente ou coisa parecida — mas a possibilidade de uma continuação assusta muito.

O elenco de apoio é bastante bom — John Ortiz (Kong), John Gallagher Jr. (10 Cloverfield Lane), Method Man (Keanu), Richard Cabral (Máquina Mortífera) e Tyson Ritter (Preacher) — mas não consegue tirar o filme do atoleiro da falta de criatividade.

Além disso, como acreditar que em uma sociedade onde celulares e câmeras de vigilância registram cada um dos nossos passos, uma pessoa possa roubar armas, entrar e sair de propriedades particulares, cometer assassinatos e explodir tudo sem ser encontrada.

Para os iniciantes

A Justiceira acaba sendo um filme que pode agradar os mais jovens e que não tenham tantas referências de clássicos dos filmes de ação. Pode ser que valha a pena a ida ao cinema, caso o ingresso esteja em promoção.

Cotação ** ½

Fotos: STXfilms/Tony Rivetti Jr

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Novo James Bond pode ser Robb Stark de Games of Thrones

Quem será o novo 007?

hqrock

O jornal britânico Daily Mail publicou hoje que o ator Richard Madden, mais conhecido como o Robb Stark de Games of Thrones, será o novo James Bond na franquia de 007 no cinema.

A informação é um pouco prematura, pois o atual titular do cargo, Daniel Craig, ainda fará o último filme de seu contrato, Bond 25, cujas filmagens iniciam no ano que vem e o lançamento será em 2020.

O Daily Mail diz que o ator irá assinar contrato nas próximas semanas. Mas uma ação dessas seria um grande tiro no pé, afinal, tiraria a atenção totalmente da atuação de Craig no novo filme.

Na última vez em que um novo ator foi contratado para viver 007, justamente Craig, foi a primeira vez que isso ocorreu em eras de internet, em 2004. A vez anterior a essa foi em 1993.

Em…

Ver o post original 88 mais palavras

Mais & Mais – um gol de placa de Ana Petkovic

Filha do ex-craque sérvio Dejan Petkovic lança o clipe de Na Fé, do ótimo CD Mais & Mais

Pode parecer estranho que a filha de um ex-esportista decida seguir pelo caminho da música, mas a escolha da jovem Ana Petkovic foi mais que acertada.

Nascida em Madri, a cantora, que se divide entre o Brasil e a Sérvia, onde mora e estuda, parece decidida a apostar na carreira.

— Como eu moro na Sérvia, durante o ano eu ficava um ou dois meses por aqui. Cada vez que eu vinha eu gravava três ou quatro músicas em uma semana.  Agora, eu passo cerca de sete meses no Brasil e estamos planejando fazer vários shows no Rio e em São Paulo — contou Ana.

Em família

O disco Mais & Mais, lançado no fim do ano passado, segue sendo divulgado, agora com o lançamento do clipe da canção Na Fé (Ana, Línox e Max Viana).

Dirigido por Dado Marietti, o clipe foi rodado no Rio e conta com a participação da irmã (Ines), do namorado (Dusan Zdravkovic), além do próprio Petkovic, tocando um… tromPETe (com direito a todos os trocadilhos possíveis).

— Meu pai é o meu empresário e meu maior fã. Sempre que ele chegava em casa, depois dos treinos ou jogos, ele me pedia para cantar algo novo que eu havia escrito. Ele ama música e sempre vai aos ensaios e shows, mas não interfere no processo criativo. É muito legal ter um pai que apoia tudo — contou Ana.

Gol de placa

Mais & Mais é um daqueles discos onde tudo funciona. A produção de Linux e Max Viana é certeira, dando destaque ao suingue das ótimas composições que fazem parte do repertório.

Navegando entre o soul, pop, blues e jazz, a bela voz de Ana (que em alguns momentos lembra o timbre de uma tal Amy Winehouse) se encaixa perfeitamente na pegada balançada e nas canções mais lentas. Ouça Unforgivable e tire suas conclusões.

— Como tenho um gosto bastante eclético eu sempre coloco dois ou três estilos nas minhas composições — explicou.

O soul e os metais de números como Pensa Bem (Línox/ Max Viana / Ana Petkovic) e Encurralado (Línox e Mauricio Oliveira) mostram uma produção de primeira e, se colocadas ao lado de números mais lentos como Cada Dia (Línox/ Max Viana/Ana Petkovic) e Suenos (Línox/ Max Viana / Ana Petkovic), confirmam o gol de placa da artista.

Jogando nas 11

Outro ponto alto de Mais & Mais é a desenvoltura com a qual Ana muda do português para o inglês ou espanhol, mostrando que é mesmo uma cidadã do mundo.

— Eu morei no Brasil 14 anos. Eu cresci aqui. Mesmo morando na Sérvia eu nunca esqueci a língua. Tenho muitos amigos aqui. É engraçado, que aqui em casa em uma frase nós misturamos três línguas — confidenciou a cantora.

Ídolos surpresa

Uma das revelações mais surpreendentes sobre a versatilidade de Ana Petkovic veio quando perguntada sobre quem são seus ídolos e com quem gostaria de trabalhar.

— Ana Carolina e Alcione são artistas que eu admiro e com as quais gostaria de trabalhar — disparou.

Pelo menos quando comparadas com as canções que fazem parte de Mais & Mais, esses são nomes bem pouco prováveis.

CD campeão

Não há como fugir dos clichês futebolísticos. Afinal, Dejan Petkovic foi craque e marcou belos e decisivos gols pelo Fluminense, Vasco, Real Madrid e outros times de menor expressão pelos quais passou. Sua filha segue o mesmo caminho.

Cotação: **** ½

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Brasil fecha setembro com 62,4 milhões de negativados

Dívidas bancárias crescem 8,5%, enquanto atrasos no crediário caem -6,1%. Inadimplência entre idosos avança 10,0%

Enquanto grande parte da mídia e da população voltam suas atenções para o pleito eleitoral do dia 30, os números da economia continuam mostrando o calvário do brasileiro.

Levantamento do Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra que, em setembro, aumentou em 3,9% a quantidade de novos inadimplentes na comparação com o mesmo período do ano passado.

São 62,4 milhões de brasileiros com restrições ao crédito (mais de 40% da população adulta acima de 18 anos). E pensarmos apenas na população entre 50 e 64 anos, a alta foi de 6,2%.

A Região Norte é onde se encontra a maior proporção de pessoas com CPF restrito.

O estudo é amplo e pode ser visto na íntegra em http://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Fonte: SPC

Milton Nascimento volta acústico e afinadíssimo

Cantor lança EP acústico com regravações de canções icônicas e divulga clipe da canção Maria, Maria

Um dos maiores talentos e uma das vozes mais privilegiadas da MPB, Milton Nascimento está de volta com o lançamento do EP A Festa, que traz versões acústicas de alguns de seus sucessos.

— Uma das minhas maiores vontades na vida era um dia poder lançar um projeto que tivesse minhas canções num formato mais acústico. E esse momento finalmente chegou! É com muita alegria que agora a gente tá lançando esse EP , com alguns de meus maiores sucessos acompanhado apenas pelo violão do meu maestro, Wilson Lopes, que já toca comigo há muitos anos. Foi tudo feito com muito carinho! — disse Milton.

Para quem acompanhou as duas últimas turnês de Milton, ficava evidente uma certa fragilidade (física e vocal) do artista. A voz, sempre poderosa e afinada, andou dando umas escorregadas, que parece ficaram para trás nestes registros. Uma ótima notícia para os fãs da boa música brasileira.


As canções

O Cio da Terra — Parceria de Milton com Chico Buarque, que fez sua estreia no LP Geraes (1976), O Cio da Terra ganhou um registro onde o arranjo de Wilson Lopes se destaca e dá mais brilho ainda a bela interpretação de Milton.

A nova versão é de uma delicadeza que rivaliza com a qualidade do registro original.

A Festa — Gravada por Maria Rita no seu disco de estreia (2003), A Festa ganha, finalmente, uma versão na voz de seu autor (outra escolha certeira).

Todos que imaginavam como a canção deve ter sido criada vão ficar mais que satisfeitos. Um dos pontos altos do EP.

Pôr do sol e aurora
Norte sul leste oeste
Lua nuvens estrelas e a banda toca
Parece magia e é pura beleza
E essa música sente e parece que a gente
Se enrola corrente e tão de repente você
Tem a mim

Maria, Maria — Uma das mais conhecidas e icônicas composições de Bituca, Maria, Maria é daquelas músicas difíceis de estragar e não seria o seu autor o responsável por fazê-lo. Talvez a necessidade de fazer algo diferente tenha atrapalhado um pouco.

É uma boa versão, mas o formato acústico e as mudanças de clima não melhoraram algo que é mesmo difícil de melhorar.

Confira os CDs de Milton Nascimento

A canção ganhou um clipe dirigido por Matheus Senra e estrelado pelas atrizes Simone Mazzer, Jéssica Ellen, Zezé Motta, Camila Pitanga, Sophie Charlotte, Georgiana Góes Arianne Botelho.

Beco do Mota — Provavelmente a menos feliz das gravações desse EP. Lançada no LP Milton Nascimento (1969), Beco do Mota não se beneficiou do formato acústico. Não chega a ser um mau registro, mas fica abaixo das demais canções do projeto.

Cuitelinho — Gravada pela primeira vez em 1983, no álbum Milton Nascimento ao Vivo, é o ponto alto do EP.

Composição tradicional, com origem no folclore do Pantanal de Mato Grosso do Sul, Cuitelinho é a prova definitiva de que uma boa música sempre pode ser melhorada. Bituca e Wilson Lopes mostram-se imbatíveis. É de ouvir sem parar.

Aí quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai

A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai

Canção da América — Assim como Maria, Maria, Canção da América é uma das marcas registradas de Milton Nascimento. A parceria com Fernando Brant, imortalizada no disco Sentinela (1980), ganha nova vida.

Os backings de Milton (em substituição aos originais do Boca Livre) são lindos. Uma ótima maneira de terminar A Festa.

Cotação **** ½

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

O “monstro fragmentado” já vai sair da jaula!

Sequência de  Fragmentado (Split), de 2016, e Corpo Fechado (Unbreakable), de 2000, Vidro (Glass) será lançado dia 17 de janeiro de 2019 no Brasil
Segue a alta a expectativa pela chegada do novo filme de M. Night Shyamalan aos cinemas. Vidro (Glass) é uma sequência das histórias de dois de seus filmes de grande destaque — Corpo Fechado (Unbreakable), de 2000, da Touchstone Pictures eFragmentado (Split), de 2016, da Universal — em um novo e explosivo suspense dos quadrinhos. O novo longa da Buena Vista Brasil chegará aos cinemas em 17 de janeiro de 2019, e acaba de ganhar novo trailer. Aperte o play!
O trailer saiu quentinho do forno, e com legendas!
Bruce Willis retorna como David Dunne Samuel L. Jackson como Elijah Price, também conhecido pelo pseudônimo de Sr. Vidro, ambos do filme De Corpo Fechado (Unbreakable). Vindos de Fragmentado (Split) estão James McAvoy, no papel de Kevin Wendell Crumb e suas múltiplas personalidades, e Anya Taylor-Joy como Casey Cooke — a única sobrevivente de um encontro com a Fera. Depois da conclusão de Fragmentado (Split)Vidro (Glass) mostra Dunn em uma série de encontros cada vez mais intensos com a figura super-humana conhecida como a Fera, uma das personalidades de Crumb. Enquanto isso, a presença sombria de Price surge como um articulador que guarda segredos críticos para os dois homens. Completando o elenco estão Spencer Treat Clark e Charlayne Woodard, de Corpo Fechado (Unbreakable), que reprisam seus papéis como o filho de Dunn e a mãe de Price, além d a vencedora do Globo de Ouro, Sarah Paulson (série American Horror Story).

007 não terá versão feminina, diz produtora

Ainda bem! Esse papo de politicamente correto mataria o nosso 007.

hqrock

barbara broccoli Barbara Broccoli.

A principal produtora da franquia de James Bond, o agente secreto 007, deu uma entrevista ao The Guardian e sentenciou: não haverá versão feminina do personagem. Nos últimas dias, as casas de apostas em Londres haviam movimentado intensa especulação de que isso iria acontecer com o fim do contrato do ator Daniel Craig, que fará seu último filme no ano que vem.

Perguntada sobre a questão pelo jornal, a executiva da EON Production, que é dona da franquia, decidiu ser direta:

Bond é um homem. Ele é um personagem masculino. Foi escrito como um homem e acho que provavelmente continuará sendo um. E não há problema nisso! Não precisamos transformar todos os personagens em mulheres; vamos apenas criar mais personagens femininas e fazer com que a história comporte mais mulheres.

A ideia de uma troca de gênero de James Bond não é nova, mas ganhou força nos últimos…

Ver o post original 392 mais palavras

Furo causa encerramento do “Google+”

Não vai fazer falta!

Information Security

Porpaulo brito

O Google decidiu fechar o Google+. Era uma rede social lançada em 2011, que poucas gente usava. O anúncio foi feito hoje, exatamente o mesmo dia em que o Wall Street Journal publicou uma matéria sobre um bug no serviço. Esse bug permitia que desenvolvedores externos acessassem dados privados de usuários. A estimativa é que eles tenham acessado dados de 500 mil usuários. De acordo com o Wall Street Journal, o Google foi informado disso em Março deste ano, corrigiu o problema e não informou a ninguém, possivelmente por temer uma reação de autoridades regulatórias, especialmente na Europa.

Um total de 438 desenvolvedores externos tiveram acesso aos dados desde Março de 2015 até Março de 2018. Eram perfis de mais de 500.000 usuários do Google+. Os desenvolvedores teriam tido acesso aos nomes completos, endereços de e-mail, gênero, fotos de perfil, status do trabalho, local e data de nascimento…

Ver o post original 83 mais palavras

Os melhores cartões de crédito para acumular milhas e viajar

Levantamento do site Melhores Destinos aponta o Porto Seguro Visa Infinite como a melhor opção para os viajantes

Um dos grandes hábitos de quem gosta de viajar é acumular milhas nos seus cartões de crédito para trocar por passagens, seguros e outras vantagens. O site Melhores Destinos fez o seu ranking anual com os melhores cartões do mercado nesses quesitos.

O levantamento é bastante completo e elege os melhores 14 cartões, destacando suas diferenças, benefícios e o valor da anuidade de cada um deles.

Veja as diferenças aqui e leia o estudo completo neste link.

Porto Seguro Visa Infinite

O cartão Porto Seguro Visa Infinite foi considerado o mais vantajoso para quem gosta de viajar (infelizmente, não possuo um desses). Ele tomou a liderança do Santander Unlimited Mastercard Black (o antigo campeão), por ser mais acessível (você não precisa ser cliente na Porto) e por ter anuidade decrescente (quanto mais usa, menos paga).



Confira os dez primeiros do ranking
.

Fonte: Melhores Destinos

Leia outros posts sobre viagens

Caras fecha redação no Rio de Janeiro e VIP vira seção da Exame

Mais um capítulo do esvaziamento do Rio e do fim do mercado jornalístico

Faz anos que os empresários falam da crise no mercado editorial. Claro que houve mudanças e que as tiragens físicas diminuíram, mas não faltam exemplos de como sobreviver e continuar ganhando dinheiro (leia sobre o New York Times).

A notícia abaixo — tirada do Comunique-se — é triste e mostra, mais uma vez, a falta de visão e capacidade de adaptação dos nossos empresários.

Caras fecha redação no Rio de Janeiro e VIP vira seção da Exame

Mais duas notícias negativas para a mídia impressa brasileira. Nesta semana, a revista Caras decidiu descontinuar a sua redação no Rio de Janeiro, conforme informou o site Metrópoles. No Grupo Abril, empresa que está em processo de recuperação judicial, a notícia gira em torno da VIP. A partir deste mês, a marca deixa de ser um título próprio para seguir como um simples caderno dentro da Exame.

O fim da redação da Caras no Rio de Janeiro foi divulgado em primeira mão pelo jornalista Leo Dias. Em seu perfil no Twitter, o profissional de SBT e O Dia lamentou o episódio. A estrutura fluminense do impresso já vinha operando de forma diminuta. De acordo com os dados atualizados no Workr, solução do Comunique-se que conta com mailing jornalístico, apenas quatro jornalistas atuavam no espaço: a editora Bianca Portugal, o repórter fotográfico Cadu Pilotto, a repórter Roberta Encansette e o diretor Pablo D’la Fuelte. A equipe deve, por ora, seguir em formato home office.

O fechamento do escritório carioca se dá no ano em que a Caras promoveu demissão em massa. Em março, reportagem assinada por Nathália Caravalho apontou que mais de 20 profissionais tinham sido demitidos da revista. Na ocasião, a empresa informou que iria investir cada vez mais no título voltado a falar de celebridades.



Fim da VIP

Além da sucursal carioca da Caras, quem chega ao fim é a VIP enquanto revista. Mantido desde a década de 1980 pela Editora Abril, o título masculino deixa de ter vida própria nas bancas. A edição de setembro foi a última da marca. A partir de agora, VIP volta às origens, compondo o conteúdo apresentado nas páginas da Exame. A agora ex-revista passa a ser uma seção dentro da publicação voltada à economia e aos negócios. No Facebook, rede social em que o título tem mais de 1,2 milhão de seguidores, o nome já foi alterado para Exame VIP.

“A VIP nasceu em 1981, como uma seção de lifestyle da Exame. Agora, volta às origens. Por aqui, continue acompanhando nossa curadoria do melhor do estilo de vida, para homens e mulheres – com ainda mais apuro e sofisticação”, avisou a equipe da Abril em comunicado divulgado no Facebook ainda em setembro. Nesta semana, o site Coletiva.net registra que, como caderno da Exame, VIP contará com oito páginas de conteúdo — a ser editado por Ivan Padilla.

Fonte: Comunique-se

Soprano espanhola Montserrat Caballé morre aos 85 anos — VEJA.com

 

Montserrat Caballé, diva mundial da ópera, faleceu neste sábado, 6, em Barcelona, ​​aos 85 anos. A soprano espanhola, que sofreu recentemente um acidente vascular cerebral, estava aposentada dos palcos há alguns anos. Segundo a imprensa local, sua internação no hospital de Sant Pau foi devido a problemas na vesícula. O motivo da morte não foi…

via Soprano espanhola Montserrat Caballé morre aos 85 anos — VEJA.com

Ilações inúteis, reflexões sobre o nada e coisas mais sérias

%d blogueiros gostam disto: