Paul McCartney divulga nova música

Fuh You faz parte do novo disco do ex-beatle, Egypt Station, que será lançado no dia 7 de setembro.

Conheça também as canções Come on to Me e I Don’t Know

Abaixo a lista das canções de Egypt Station

01. Opening Station
02. I Don’t Know
03. Come On to Me
04. Happy With You
05. Who Cares
06. Fuh You
07. Confidante
08. People Want Peace
09. Hand in Hand
10. Dominoes
11. Back in Brazil
12. Do It Now
13. Caesar Rock
14. Despite Repeated Warnings
15. Station II
16. Hunt You Down / Naked / C-Link

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As lições de sobrevivência do New York Times

Ao contrário das empresas brasileiras, que preferem apostar no downsizing ao invés de investir em novas práticas, o New York Times mostra que é possível ganhar dinheiro na era digital

Enquanto empresas como o Grupo Abril, Esporte Interativo e Editora Três monopolizaram o noticiário com demissões e corte de títulos, o New York Times anunciou que o jornal deve chegar aos 4 milhões de assinantes. Hoje, são 3,8 milhões de assinantes e 2,8 milhões deles vêm da versão digital.

Erros e acertos

Não é de hoje que o NYT olha com muita atenção para o seu conteúdo digital. O jornal, nos longínquos anos 2000, foi um dos primeiros a tentar fechar seu conteúdo para o público não pagante.

A iniciativa foi um tremendo fracasso e fez com que a publicação voltasse atrás e demorasse muitos anos para retomar a ideia.

Hoje, a estratégia para atrair assinantes é bastante agressiva e parece estar funcionando. Você mesmo já deve ter recebido um e-mail, tweet ou visto um anúncio no Facebook oferecendo uma semana de assinatura digital do New York Times por apenas US$ 1.

O resultado? A receita total da empresa no trimestre teve uma alta de 2% — o que não é pouco — chegando aos US$ 415 milhões e com um lucro de US$ 24 milhões. Números para dar inveja a qualquer empresa tupiniquim.

O Brasil e os geniais gurus digitais

No mesmo início dos anos 2000 as empresas brasileiras também começaram a ter a noção de que o meio digital seria importante para compensar eventuais (e inevitáveis) perdas de receitas do meio impresso.

Infelizmente, ao invés de apostar nos profissionais que já trabalhavam no jornalismo online e deixá-los montar equipes com pessoas que realmente pudessem pensar em meios de seduzir anunciantes e conseguir receitas sustentáveis, preferiram acreditar em gurus digitais.

Gurus digitais são aquelas pessoas que sabem se vender como tendo ideias geniais, muitas vezes tiradas de livros estrangeiros escritos por outros gurus digitais.

Depois, essas pessoas ficam cagando regras sobre assuntos que não dominam (como já vi acontecer com a Internet 2.0).

Há casos de gênios da lâmpada que foram contratados para descobrir uma maneira de cobrar pelo conteúdo de determinado veículo e que ficaram cinco anos tentando encontrar uma solução que só foi implementada — copiada de outros lugares — mais de um ano após a sua saída da empresa que o contratou por um ótimo salário. São pessoas inteligentes, admito.

Analógico x Digital

Pode parecer ilógico, mas um veículo predominantemente analógico pode ser também muito bem-sucedido nas suas versões digitais. Esse é o grande enigma para os administradores brasileiros.

O NYT é um desses casos, valorizando produtos que agregam valor a sua marca. Nem é preciso ser algo inovador (podcasts, por exemplo), precisa apenas ser bem feito e bem trabalhado pelo seu departamento comercial, normalmente povoado por mentes defasadas e preguiçosas.

Novatos x Experientes

Nunca antes na história desse país a expressão “jovem não é sinônimo de novidade” foi tão verdadeira.

As redações, diretorias e departamentos comerciais são ambientes totalmente distintos e que demandam perfis diferentes.

Enquanto nos departamentos comerciais os jovens deveriam tomar o lugar de muitos profissionais mais veteranos e que preferem a comodidade das práticas tradicionais, no resto do processo a coisa não é nada assim.

Nas redações e, principalmente, nas diretorias e no planejamento, o que deveria importar é a visão moderna e a experiência para detectar a realidade do veículo e não repetir erros cometidos por concorrentes.

Jovens são importantes, mas estão longe de serem a solução para a maioria dos problemas que entravam o crescimento das receitas e o bom uso da marca e dos produtos produzidos. Redes sociais não são terreno compreendido apenas por quem tem menos de 30 anos.

É preciso ter coragem para deixar de lado modelos antigos e saber o que realmente é novo.

Posições claras e fake news

Outra falácia repetida e incentivada no jornalismo brasileiro é a de que os veículos de comunicação precisam ser isentos. O New York Times, assim como seus pares norte-americanos, tem posições claras sobre uma série de questões importantes, incluindo política, aborto e dão apoio aberto a determinadas correntes de pensamento.

Esses posicionamentos, ao contrário do que pensam nossos executivos, não afastam leitores ou anunciantes.

O que acaba acontecendo é que as pessoas sabem com clareza o que estão lendo e, principalmente, confiam na credibilidade das informações e nem tanto nas conclusões tiradas delas. Confiam tanto, que pagam por elas.

Em tempos de fake news e fake governantes/postulantes é muito importante saber que as informações são bem apuradas.

Esse pequeno detalhe faz com que anunciantes que não concordam com as tendências do veículo de comunicação saibam que é lá que podem ganhar um público novo.

Realidade brasileira

No Brasil, desde o início dos tempos da internet discada, há uma cultura do grátis. Essa cultura fez com que empresas gigantes como a AOL afundassem retumbantemente por aqui.

Essa mesma linha de pensamento foi estimulada pelas empresas produtoras de conteúdo, que agora sofrem para conseguir mudar essa lógica, sobreviver e lucrar.

Como o Estado Brasileiro e os governos (estaduais e municipais) são alguns dos principais players do mercado publicitário nacional, muitos dirigentes de veículos de comunicação ficam com receito de se pronunciarem apoiando fulano, beltrano ou algum partido político e perderem verbas (já escassas).

A preocupação é legítima, mas parece vir acompanhada de uma falta de visão e coragem, necessárias para sobreviver nesses novos tempos.

Ideologias são sempre boas — mesmo quando você não concorda com elas — e nem sempre é preciso compartilhá-las para trabalhar com elas, coisa que os jovens nem sempre conseguem enxergar.

Também há o desafio para manter a qualidade em todas as plataformas nas quais o veículo de comunicação fincar a sua marca, o que nem sempre os mais velhos conseguem realizar.

Que o exemplo do NYT seja desfraldado por todo território brasileiro.

Outros posts sobre jornalismo

Receita: Escondidinho de frango e batata baroa

Mais uma receita para um dia frio

F(r)ases da Vida - O Blog do feroli

O escondidinho é um dos pratos mais populares do Brasil. Porém, como a sua origem é incerta – há quem diga que veio do Nordeste, outros que é uma criação de um restaurante do Sudeste e ainda há quem acredite que a receita é uma adaptação da Shepherds’ Pie (receita irlandesa feita com carne moída e purê de batatas) -, as variações são muitas, já que todos se acham meio donos da receita.

O original é aquele com purê de aipim, recheio de carne do sol ou carne seca e gratinado com queijo coalho ou requeijão. Esse que vou postar é feito com base de batata baroa e recheio de frango. Uma mudança não muito radical. Testem e deem suas opiniões.

Ingredientes

5 batatas baroas

100 ml de leite

1 copo de requeijão (pode ser light)

2 peitos de frango

1 lata de tomate sem pele e sem sementes (pelatti)

Ver o post original 308 mais palavras

Abril fecha 11 títulos e demite centenas de jornalistas

“Reestruturação operacional” inclui o fechamento de revistas como Boa Forma, Casa Claudia e Veja Rio


Faz poucos dias falei do fechamento da sucursal carioca da revista IstoÉ e de mais uma mudança no comando do Grupo Abril. Ontem (6 de agosto de 2018) os mundos empresarial e jornalístico foram surpreendidos pelo anúncio do fechamento de 11 títulos e da demissão de centenas de colaboradores da Abril.

Veja Rio, Boa Forma, Casa Claudia, Casa Cor, Arquitetura & Construção, Bebê.com.br, Casa.com.br, Cosmopolitan, Elle, Minha Casa e Mundo Estranho são as publicações descontinuadas e, segundo informações não confirmadas pela empresa, um número entre 200 e 500 colaboradores foram demitidos, centenas deles jornalistas.

Falta de visão

Ainda vai demorar um tempo para digerir mais uma decisão que parece privilegiar o caminho mais fácil (cortar e demitir) do que o que me parece certo –  modernizar as práticas dos departamentos comerciais e investir em profissionais especializados em jornalismo online ou em profissionais experientes que tenham o perfil para se adaptar à nova realidade do mercado.

Justificar os cortes e demissões pela “realidade econômica do país e o atual mercado de comunicação” é de uma simplicidade de dar dó. Em nenhum momento se fala em modernização da área comercial ou em mudanças nas linhas editoriais.

Para piorar, há fortes rumores de que as redações restantes ainda vão sofrer parrudos cortes de pessoal.

Lamentável!

A nota oficial da Abril

 


Abril anuncia reformulação

O Grupo Abril comunica que, como parte do seu processo de reestruturação, está reformulando o portfólio de marcas da editora com o objetivo de garantir sua saúde operacional em um ambiente de profundas transformações tecnológicas, cujo impacto vem sendo sentido por todo o setor de mídia.

O processo tornou-se obrigatório dentro das circunstâncias impostas por uma economia e um mercado substancialmente menores do que os que trouxeram a Abril até aqui.

Com isso, a empresa passará a concentrar seus recursos humanos e técnicos em suas marcas líderes: VEJA, VEJA SÃO PAULO, EXAME, QUATRO RODAS, CLAUDIA, SAÚDE, SUPERINTERESSANTE, VIAGEM E TURISMO, VOCÊ S/A, VOCÊ RH, GUIA DO ESTUDANTE, CAPRICHO, MDEMULHER, VIP e PLACAR. Marcas que somam audiência qualificada de 125 milhões de visitantes únicos por mês e 5,2 milhões de circulação nas versões impressa e digital por mês, além de centenas de eventos.

Aos profissionais que atuaram nos títulos que estão sendo descontinuados, nosso agradecimento pela dedicação e pelo profissionalismo.

Em consonância com sua trajetória e relevância na imprensa brasileira, a Abril reafirma o seu compromisso de manter vivo o jornalismo de qualidade. Uma imprensa forte, livre e idônea em seus princípios é essencial para o desenvolvimento do Brasil e o único antídoto contra desinformação e fake news.

Detonautas divulgam novo vídeo de Por Onde Você Anda?

Lucas Lucco atua como cantor, ator e divide direção no clipe que tem a atriz Ana Isabela Godinho como seu par romântico

Ainda aproveitando o sucesso da nova versão de Por Onde Você Anda?, conforme já publicado aqui no F(r)ases da Vida, o Detonautas Roque Clube e o cantor Lucas Lucco divulgaram um novo vídeo clipe para a canção.

Ficha Técnica

Videoclipe Por Onde Você Anda?

Detonautas Roque Clube, participação Lucas Lucco
Gravado em junho de 2018 no Studio Siriguela
Direção: Fred Siqueira e Lucas Lucco
Ass. Direção: Polly Stemut
Atriz: Ana Isabel Godinho
Montagem: Isaac Metanoia
Finalização e Color: Rafa Pereira
Makup: Leandro Ferreira

Fotos: Marcel Bianchi

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Os músicos mais vitoriosos da Billboard Hot 100

Mais importante parada de sucessos dos EUA divulga os artistas com mais músicas e álbuns em 1° lugar em todos os tempos

Ao completar seis décadas de existência – foi lançada no dia 4 de agosto de 1958 – a Billboard Hot 100 mantém-se como a mais importante dos Estados Unidos. Divulgada semanalmente pela revista homônima, ela já registrou mais de mil canções no seu topo.

Com tanto tempo de existência e esse grande número de canções n°1, é de se esperar que os artistas mais antigos estejam nos primeiros lugares, mas não é bem assim.

Abaixo, a lista dos músicos e bandas com mais singles na liderança da parada. Detalhe que dois desses artistas tiveram seus maiores sucessos em duetos com Paul McCartney.

1. Beatles – 20 canções
2. Elvis Presley – 18 canções
3. Mariah Carey – 18 canções
4. Rihanna – 14 canções
5. Michael Jackson – 13 canções
6. The Supremes – 12 canções
7. Madonna – 12 canções
8. Whitney Houston – 11 canções
9. Stevie Wonder – 10 canções
10. Janet Jackson – 10 canções

Também merecem registro, com nove canções em 1° lugar: Bee Gees, Katy Perry, Elton John, Paul McCartney e Usher.

Já a lista de artistas com mais álbuns no topo da parada tem:

1. Beatles – 19 discos
2. Jay-Z – 14 discos
3. Bruce Springsteen – 11 discos
4. Barbra Streisand – 11 discos
5. Elvis Presley – 10 discos
6. The Rolling Stones – 9 discos
7. Garth Brooks – 9 discos
8. Kenny Chesney – 8 discos
9. Madonna – 8 discos
10. U2 – 8 discos
11. Eminem – 8 discos
12. Kanye West – 8 discos
13. Paul McCartney/Wings – 7 discos
14. Led Zeppelin – 7 discos
15. Elton John – 7 discos

Observação: juntando os Beatles, Wings e carreira solo, Paul McCartney assume a liderança com 26 álbuns em 1° lugar.

Uma versão desse texto foi publicado na Revista Ambrosia

Receita: Macarrão à carbonara (plus)

Uma versão da nem tão tradicional receita italiana com um toque extra de tomate e presunto

Há muitos pratos que ficam entre o sofisticado e o rústico. O molho à carbonara é um desses casos. Aqui mostro a  minha versão, que é um pouco mais incrementada.

A origem

Apesar de muitos acharem que essa é mais uma das tradicionais e anciães receitas italianas, sinto informar que isso não é verdade. Ela pode até ser tradicional, mas não é nada anciã. O molho carbonara só apareceu e ficou popular após a Segunda Guerra.

Como não poderia deixar de ser há várias versões para a origem do prato. A mais popular é a de que foi criado na Roma Antiga. Também dizem que pode ter sido criado pelos trabalhadores de carvão ˗ carbonara significa carvão em italiano. O importante é que é gostoso e se espalhou pelo mundo.

A receita tradicional

Os romanos fazem o molho apenas com ovos, queijo parmesão, queijo pecorino romano, toucinho, pimenta do reino preta e banha, azeite ou manteiga. Bem, com exceção do pecorino, nada difícil de conseguir, certo?

A minha receita (finalmente)

Equipamento

2 panelas
1 tigela

Ingredientes

1 pacote de linguine
3 ovos
1 pacote de queijo parmesão ralado (50g)
Mussarela ou pecorino ralado (100g)
2 fatias de presunto cortado em tiras
½ tomate cortado em cubos
Cheiro verde (a gosto)
Pimenta do reino moída (a gosto)
Bacon em cubos (100g)
Sal (opcional)

Modo de fazer

Como o preparo é rápido, comece logo colocando uma panela com água para ferver, onde será feito o macarrão. Em outra panela coloque o bacon em cubos para fritar até ficarem crocantes e reserve na própria panela. Bata os três ovos, acrescente os queijos, misture e reserve.

Quando o macarrão estiver al dente coloque na panela onde está o bacon e misture. Acrescente os ovos, o tomate, um pouco de pimenta do reino e o presunto e misture mais (caso goste bastante, pode acrescentar um pouco de sal). Coloque o cheiro verde picado por cima e sirva em seguida.

Como a maioria dos pratos italianos, é de uma simplicidade sofisticada de dar água na boca.

Música do Dia: I Know There’s An Answer

O álbum Pet Sounds, geralmente considerado o segundo disco mais importante da história, perdendo apenas para a produção que o teve como inspiração – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles – tem várias pequenas obras primas. Dentre as faixas menos comentadas está I Know There’s An Answer (Brian Wilson/Mike Love/Terry Sachen).

Tão brilhante quanto a melodia e o arranjo, é a letra, que fala daquelas pessoas que acham que podem resolver tudo sozinhas e fingem estarem cercadas de amigos. Que se mostram calmos, quando na verdade estão sempre desconfortavelmente tensos e passam as noites com seus pensamentos vazios.

Quem não conhece Pet Sounds precisa ouvi-lo logo.

Lembre: sempre há uma resposta.

I know so many people who think they can do it alone
They isolate their head and stay in their safety zone
Now what can you tell them
And what can you say that won’t make them defensive

I know there’s an answer
I know now but I had to find it by myself

They come on like they’re peaceful
But inside they’re so uptight
They trip through their day
And waste all their thoughts at night
Now how can I come on
And tell them the way that they live could be better

I know there’s an answer
I know now but I had to find it by myself

Now how can I come on
And tell them the way that they live could be better

I know there’s an answer
I know now but I had to find it by myself

Motoristas dizem que mulheres são melhores no volante

Pesquisa realizada pela plataforma de caronas BlaBlaCar mostra que as mulheres são consideradas melhores no volante

Quem já não fez uma piadinha safada sobre a habilidade feminina ao volante? Quem nunca ouviu “mulher ao volante, perigo constante”? Mas, parece, que essa percepção está, definitivamente, ficando para trás.

O aplicativo de caronas BlaBlaCar divulgou que a avaliação das motoristas foi melhor que a dos seus pares homens (4,8 a 4,7, de um total de 5). Os condutores foram avaliados em quesitos como simpatia, gentileza durante a viagem, limpeza e organização dos carros.

Esse resultado bate com os divulgados pelo Detran em 2017. De janeiro a agosto do ano passado, apenas 15% dos acidentes graves tinham mulheres na direção. Na maioria das vezes os acidentes eram batidas leves.

Então, nada de preconceito contra as motoristas!

Mudanças no comando do Grupo Abril

Dona de alguns dos maiores títulos da imprensa nacional, a Abril também parece estar sofrendo com “os novos tempos”

Recentemente falei do fechamento da sucursal carioca da revista IstoÉ. Agora, falo sobre a troca de comando do Grupo Abril, dona de títulos como Veja, Quatro Rodas, Viagem e Turismo e Superinteressante, entre muitos outros.

Giancarlo Civita – filho de Roberto Civita, presidente do grupo por décadas – deixa o comando da empresa, passando o bastão para Marcos Haaland, sócio da consultoria Alvarez & Marsal.

Muitas mudanças

A mudança não seria nada de excepcional caso o novo chefe tivesses experiência em algum setor que não o agronegócio, alimentos e petróleo. Para piorar, essa é a terceira mudança no comando da empresa apenas este ano – antes de Haaland estiveram no comando Arnaldo Figueiredo Tibyriça, (especialista em assuntos jurídicos), Walter Longo (publicitário) e Giancarlo Civita.

Para arrematar, a Abril mudou de endereço e de assessoria de imprensa, como parte da nova etapa na reestruturação operacional.

Pelo jeito, há uma certa dificuldade em encontrar um rumo para um dos grupos editoriais mais importantes do país.

Jards Macalé, muitíssimo bem e ao vivo

Artista ganha box com gravações ao vivo feitas entre 1977 e 1983. Muitas delas inéditas

Jards Macalé é o tipo de artista que não pode ser ouvido com pouca atenção. Nada nele ou em sua trajetória é óbvio. Por isso, sempre demanda um tempo maior para fazer a crítica de qualquer um de seus discos. Ainda mais quando são quatro, sendo três deles inéditos.

O box Jards Macalé ao vivo resgata registros históricos. Como o do show de lançamento do disco Contrastes (1977).

Lançado pelo selo Discobertas, capitaneado pelo pesquisador Marcelo Fróes, traz, ainda, uma rara apresentação: para os internos do Presídio da Papuda, em Brasília, em 11 de setembro de 1978.

— Esse projeto é decorrência do trabalho no acervo de Macalé. Faltava fazer esse box com shows memoráveis e que conta como ele se afastou das gravadoras e tornou-se independente — explica Fróes.

Documento histórico

A caixa ainda traz A volta para Vitória, gravado no Teatro Carlos Gomes, em 1981. E também o encontro ao vivo em estúdio com o percussionista Naná Vasconcelos (Let´s Play That, de 1983).

Como a maioria dos registros históricos — algumas das gravações vieram do acervo particular de Macalé —, a qualidade de som não se compara com a qualidade e importância das performances. O que não importa muito.

Os quatro shows de Macalé

Presídio da Papuda

Dos quatro shows, o mais interessante é o gravado no Presídio da Papuda (1978). Macalé desfila uma série de canções do repertório do também genial Moreira da Silva, com quem excursionava na época.

Jards Macalé Canta no Presídio é uma deliciosa, despretensiosa e improvisada homenagem ao mestre do samba de breque.

Acertei no Milhar, Olha o Padilha e Sim ou Não, valem deixar de lado qualquer deficiência na qualidade de áudio. Macalé & Cia aparecem em plena forma. E aparentam estarem se divertindo em divertir uma plateia nada comum.

Os comentários entre as canções são uma debochada viagem, assim como cantar Vara Criminal para os internos. Impagavelmente imperdível!

Contrastes ao Vivo

Contrastes ao Vivo marca o lançamento do disco homônimo. Foi gravado no Teatro Teresa Rachel, em Copacabana (atual Teatro NET Rio).

Nele, vemos um Macalé mais sério. Porém, não menos anárquico e maldito, com suas harmonias complexas e acordes dissonantes e surpreendentes saindo do seu violão.

São 22 canções (CD duplo) no formato banquinho e violão, em um registro bem mais profissional que o captado no presídio.

O trabalho de edição e masterização realça a qualidade das canções e da ótima nterpretação do artista.

A Volta para Vitória

A Volta para Vitória (1981) ajuda a compor um quadro melódico, louco e lírico de Macalé. Logo na abertura, A Melhor Coisa do Mundo (Jards Macalé/Xico Chaves) é um ótimo exemplo dessa mistura. Assim como a ode bossanoviana Chega de Saudade (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes), que fecha o disco.

No meio dele, o escrachado samba de breque Tira os Óculos e Recolhe o Homem, parceria de Jards e Moreira da Silva. Conta a história da prisão de Macalé, anos antes, por ter cantado músicas que não estavam no roteiro dos censores — coisas da ditadura militar.

Estava deitado no meu apartamento
Dormindo tranquilamente
Entregue aos braços de Morfeu
Quando chegou um fariseu…
Um só não, eram uns dez ou vinte, espadaúdos
Homens que davam a impressão
De terreno de dez de frente
Por vinte e quatro de fundos
Que foi dizendo: “levanta que está na hora
A hora é esta, vamo logo, sem demora”
Fiquei atônito e liguei pra Morengueira
Que estava hospedado naquele mesmo hotel
E fui dizendo: “ó Kid, venha cá!
O homem quer me conversar!”
Eu vou cumprir com meu papel
É seu destino, está escrito lá no céu…
A esta altura, pobre do meu coração:
Lá embaixo me esperava, de porta aberta, um camburão
E lá fui eu, com meu irmão Moreira
Fomos cantando, levando na brincadeira…

Let’s Play That

O CD que fecha a caixa é, talvez, o menos interessante, Let’s Play That. Não pela sua qualidade, mas por já ter sido lançado em 1994, apesar de ter sido gravado em 1983, num climão de jam session no estúdio, entre Macalé e o percussionista Naná Vasconcelos (1944-2016).

Nesse registro, a qualidade de som é impecável e os desempenhos, inspirados. Tudo bancado por um dos sócios do Ponto Frio!

Uma história estranha para um disco que merecia mesmo ser (re)descoberto.

— Eu e o Naná sempre quisemos gravar um disco juntos. Eu o conheci em “Gotham City“, no Maracanãzinho; a gente estava ensaiando, tal e coisa, aí de repente, de cima do palco eu olhei e vi, tinha aquele cara ali, já fazendo percussão: “Posso entrar nessa?”. Eu disse: “Esteja à vontade”. Foi aí que nós nos conhecemos e fizemos uma grande amizade — revela Macalé.

Let’s Play That traz composições solo e parcerias com Xico Chaves, Jorge Mautner e Fausto Nilo, entre outros. A excelência dos músicos é genialmente espalhada pelas dez faixas do álbum.

Mais uma vez, a elegância dissonante de Macalé se faz protagonista. Dessa vez com a luxuosa companhia da percussão louca de Naná Vasconcelos. O disco é tão diferente que talvez a música menosincomum se chame Estranha (Jards Macalé/Xico Chaves).

Quando eu nasci
Um anjo louco
Um anjo solto
Um anjo torto, muito
Veio ler a minha mão
Não era um anjo barroco
Era um anjo muito solto, solto, solto
Doido, doido
Com asas de avião
E eis que o anjo me disse
Apertando a minha mão
Entre o sorriso de dente
Vá, bicho, desafinar o coro dos contentes

Let’s play that

Para ouvir com atenção e reverência

Jards Macalé ao vivo reúne 53 faixas. Abraça um período dos mais ricos na trajetória de um dos artistas mais inquietos e criativos da nossa música.

Os shows contidos nessa caixa são daquelas obras para serem ouvidas com atenção, reverência e muito respeito.

Como já citei, a qualidade de som pode não ser 100% perfeita. Mas isso acaba dando um charme e valor ainda maiores aos registros.

O legado de Jards Macalé

Macalé já foi tema de outra (ótima) caixa do selo Discobertas (Anos 70). Lançada em 2016, que reúne seus dois primeiros discos, recheados com alguns demos e faixas ao vivo. Traz também outros dois CDs com gravações raras, muitas vezes tiradas de velhas fitas cassete.

Porém, o legado de Macalé vai além da sua própria obra autoral. Ele foi o responsável, por exemplo, pelos arranjos do ótimo Transa, gravado por Caetano Veloso durante o seu exílio em Londres.

Sua trajetória já foi alvo de dois documentários. Infelizmente, falta um registro mais histórico e pessoal da carreira do senhor Jards Anet da Silva. Aos 75 anos, ele tem muita história para contar. E muita gente quer e precisa ouvir.

O resgate do seu legado musical nos últimos anos vem conquistando uma legião de jovens fãs. Não se fazia ideia de que um som tão inovador pudesse ser produzido numa década (para eles) tão distante.

Tomara que esse resgate continue. E que Macalé não pare de produzir.

Cotação: ****

PS: Macalé é um apelido dado por conta da falta de habilidade do jovem Jards no futebol. Os amigos o comparavam a um jogador do Botafogo chamado Macalé, que podia jogar muito ou ser o perna de pau das partidas. No caso de Jards, na maioria das vezes, o perna de pau.

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

O mal da ditadura da falta de tolerância

“Se alguém não pensa igual a mim é um idiota, retrógrado e não vale nada”

Não é de hoje que as pessoas reclamam do clima de Fla-Flu e da intolerância que parece ter tomado a sociedade brasileira de assalto. Não importa se o assunto é política, segurança, futebol, direitos individuais ou qualquer outro ponto que possa suscitar uma discussão.

Parece que perdemos a faculdade de ouvir opiniões contrárias, bem ou mal argumentadas, e que podem mostrar um novo ponto de vista e mudar nossas posições. Da mesma forma parece que a hipocrisia está sendo ignorada na maioria das manifestações. São pessoas que usam e compram drogas, mas fazem discursos indignados contra a crescente violência nas grandes cidades. São pessoas que defendem certas correntes políticas mesmo quando seus líderes cometem crimes, lembrando que outros fizeram o mesmo. São pessoas que bradam a importância em acolher pessoas, mas que reclamam quando essas pessoas são levadas para o seu estado/cidade. São pessoas que reclamam da violência policial, mas chegam a cancelar eventos por falta de segurança.

Porém, o que mais me choca é a autoridade com a qual muita gente faz juízos de valor sobre problemas de outros países. Se a coisa já é complicada quando tratamos de problemas domésticos, imagine falar de questões de outros povos. Por exemplo, acho que a saída do Reino Unido da União Europeia é uma burrice, mas entendo perfeitamente as razões que levaram os britânicos a essa decisão, assim como entendo porque gregos e italianos fazem ações para dificultar a entrada de imigrantes em seu território, e porque catalães lutam por sua independência. Claro que sempre há coisas que não conseguimos entender (Trump é uma delas), mas mesmo nesses casos não há como ter uma resposta definitiva, mesmo vivendo no país ou estudando relações internacionais.

Cada um no seu quadrado

A razão para não podermos cravar que a nossa opinião é a correta é simples (repito): nós não vivemos lá e, mesmo quando vivemos, não temos as mesmas referências (culturais, de relacionamento, etc.) dos nativos. Afinal, o que pode explicar que as pessoas gostem de grapefruit, gravy ou carne de rato? O que faz com que haja gente que goste de rap ou polca? O que faz com que alguns povos não gostem de abraços? Com certeza esses povos também devem achar vários de nossos hábitos muito estranhos.

Recentemente, li vários artigos condenando leis e costumes que nos parecem retrógrados. Você sabia que na Nigéria o marido pode bater na esposa para “corrigi-la”? Não sou expert em cultura ou no estudo da sociedade nigeriana – e não acredito que conheça alguém que seja -, mas imagino que essa prática deva fazer algum sentido para eles, já que essa lei não é nada recente e não há nenhum movimento para revogá-la. Você sabia que no Iêmen a lei obriga as mulheres a satisfazer seus maridos na cama, queiram elas ou não? Pode ser um absurdo para os brasileiros “esclarecidos”, mas pode ser lógico para o povo do Iêmen. Simples assim.

Portanto, seja você de direita ou de esquerda, eleitor do Bolsonaro ou do Lula, apreciador de rock ou funkeiro, bebedor de cachaça ou de vinho, flamenguista ou vascaíno, já passou da hora de xingar e desdenhar de quem pensa diferente de você. Pode ser que você descubra que os argumentos do seu adversário são melhores e mais bem fundamentados que os seus.

Ainda vale a pena comprar celular no exterior

Pesquisa compara os preços dos 21 celulares top de linha no Brasil e nos EUA

Muitos já ouviram histórias de pessoas que viajaram para o exterior para comprar enxovais e muambas para revender. Agora, com o dólar nas alturas e as passagens de avião custando mais e ainda tendo o limite de bagagens diminuído, o cenário mudou, certo? Errado!

Uma pesquisa divulgada recentemente mostra que a carga de impostos brasileira supera toda a instabilidade da nossa economia e a valorização do dólar. A Cuponation, do grupo alemão Global Savings Group, comparou os preços dos celulares de última geração das 6 principais marcas de tecnologia em 5 grandes e-commerces no Brasil, comparado com os preços do e-commerce mais popular dos EUA.

Os preços

Um bom exemplo da diferença de preços é o valor do (ainda) novo iPhone X com 256GB de memória. No Brasil ele custa, na média, R$ 6.453, enquanto nos Estados Unidos ele pode sair por volta de R$ 4.515 (no cartão) e menos ainda (R$ 4.261) se for pago em dinheiro e se livrar da tarifa do IOF. Já o Motorola Moto Z Play com 32GB é vendido por mais de R$ 2.900, lá fora ele custa entre R$ 1.238 e R$ 1.312. Para finalizar, o S9 Plus com 128GB, da Samsung, na terra do Tio Sam, custa entre R$ 3.050 e R$ 3.300, muito mais barato que os R$ 4.600 cobrados por aqui.

Vale a viagem

Com as diferenças apresentadas, se um casal decidir trocar os celulares eles vão poder viajar para os EUA, passar um fim de semana em Nova York, por exemplo, ficar hospedado em um hotel em Manhattan e ainda economizar. A passagem (ida e volta) para NY está custando por volta de R$ 1.795 e, para Miami, R$ 1.668. Um hotel, com café da manhã e happy hour e não muito distante da Times Square custa R$ 1.400 por três dias/duas noites. Dependendo dos modelos escolhidos (pelo menos dois) você paga a passagem e a estadia e ainda sobra um trocado para se alimentar (cachorros-quentes e pizzas).

Conclusão

Esse resultado é uma VERGONHA! Não há explicação para termos preços tão absurdos em produtos que são montados no exterior ou com a maioria das peças fabricadas na China. Se tivéssemos passagens por preços mais justos a situação seria ainda mais desfavorável ao comércio brasileiro. Imaginar que a economia pode ser aumentada se o destino escolhido for Miami ou se o hotel em NY estiver situado fora da ilha, só aumenta a vontade de comprar uma passagem e viajar o mais rápido possível, mesmo que não precise de um celular novo.

PS: Uma pesquisa própria, em lojas e hotéis das duas cidades citadas mostrou que o valor da viagem pode baixar bastante.

EBC suspende perfis nas redes sociais durante período eleitoral

O Brasil é mesmo um país muito peculiar. Parece que sempre preferimos remediar um problema ao invés de atacarmos o seu cerne. Preferem – os governantes e legisladores do país – jogar a poeira para baixo do tapete do que afastar as maças podres e colocar nos cargos-chave pessoas (seja lá qual tendência política ou religiosa) de bem.

Sendo assim, criaram uma legislação que obriga a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – responsável pelo controle da Agência Brasil, da TV Brasil, Rádio Nacional, Rádio MEC, NBR e A Voz do Brasil – a suspender as páginas de todos os perfis institucionais e de programas da empresa no Facebook e no Instagram. A suspensão vale de 7 de julho até 7 de outubro (ou 28 de outubro, caso haja um 2° turno).

Mas, qual seria o motivo para isso? Ah, a dificuldade em controlar as postagens nas redes sociais. Afinal, não se pode publicar nada que possa ser considerado como campanha eleitoral e, ao invés de responsabilizar as pessoas responsáveis (em todos os níveis), melhor impedir as publicações.

Você acha que é só isso? Claro que não!Segundo o portal Comunique-se, a EBC também vai ocultar as áreas de comentários e de chats de todos os canais institucionais e de programas da empresa no YouTube. O uso de fotos (mesmo as de arquivo), imagens e vídeos, inclusive de conteúdos jornalísticos, que contenham logomarcas, slogans, anúncios, painéis e qualquer conteúdo de natureza similar de governos ou de programas de governo também ficará proibido.

Como e porque conservar um (bom) vinho – Parte I

  1. “Quanto mais velho melhor/Bom como um ótimo vinho de guarda”. Essas são algumas das inúmeras frases sobre vinhos, mas você sabe quais podem ser guardados e como conservá-los?

A primeira coisa que precisamos saber antes de guardar um vinho é que nem todo vinho serve para ser guardado por muito tempo. Há vinhos que precisam e devem ser bebidos ainda jovens e há os vinhos com potencial para serem degustados após anos. São os vinhos de guarda.

Como surgiu a ideia de guardar o vinho

A ideia de que um vinho mais velho é melhor remonta dos tempos da Bíblia. “Ninguém que bebeu do vinho velho, quer já do novo, porque diz: ‘O vinho velho é melhor’”, diz uma passagem do evangelho de São Lucas. Isso acontecia porque as técnicas de colheita e produção faziam com que os vinhos mais jovens tivessem seus taninos fortes e duros, tornando-os bastante difíceis de beber e exigindo um tempo para domar suas características.

Hoje, a maioria das vinícolas comercializam rótulos que são preparados para serem consumidos quase que imediatamente (um ou dois anos após sua produção), o que não quer dizer que não haja vinhos que evoluam com o tempo espalhados pelas prateleiras das lojas e supermercados pelo mundo. O problema é reconhecer quais vão evoluir e quais se tornarão apenas uma perda de tempo.

Vinhos mais velhos tendem a ter aromas e notas de trufas, café, couro e tabaco – aromas chamados de terciários e que são difíceis de encontrar em bebidas jovens. Esses aromas são geralmente explicados pela oxidação dos ácidos que, com outras alterações químicas, transformam o frutado em algo mais sofisticado. Mas como os aromas são desenvolvidos não importa muito, apenas os seus resultados.

A essa altura já ficou claro que não é qualquer rótulo de R$ 40 que vai se encaixar na categoria de vinho de guarda.

“O vinho melhora com a idade. Quanto mais velho fico, mais gosto dele”

Porque guardar um vinho

Conforme disse, alguns vinhos evoluem com o tempo. Embora alguns críticos como Robert Parker achem que o milagre da garrafa (aquele que diz que o vinho melhora com o tempo) é, na maioria das vezes uma perda de tempo e um caro exercício de futilidade, já que os processos modernos de produção diminuem a sua capacidade de evolução. Pode até ter um quê de lógica, mas é inegável que alguns rótulos ainda conseguem ficar mais suaves e revelar sabores e aromas distintos de quando eram jovens.

O que muda no vinho

Muita gente ainda tem um tosco preconceito quanto aos vinhos brancos, mas, apesar de serem em menor número, também é possível encontrar alguns que mereçam a guarda. Saiba o que realmente esperar da evolução de um vinho de guarda.

Brancos

Os vinhos brancos envelhecidos costumam adquirir cores mais escuras, puxando para o dourado. Não é muito comum, mas eles também podem apresentar sedimentos que vão se depositando no fundo da garrafa. Outra característica é a troca da acidez por sabores e aromas considerados mais evoluídos e suaves, como frutas secas, manteiga, mel, baunilha e tostados/defumados.

Tintos

Assim como os brancos, os tintos normalmente também ganham aromas e gostos mais suaves. Porém, diferentemente deles, sua cor fica mais clara e não mais escura. Os sedimentos são bem mais comuns de serem encontrados e há o desenvolvimento de aromas e sabores de trufas, madeira, frutos secos, mel, couro, carne crua, tostados, defumados, tabaco e café, entre outros.

Como reconhecer um vinho de guarda

Da mesma forma como há dicas simples para reconhecer um bom vinho na prateleira de um supermercado, também há dicas bem fáceis para reconhecer os vinhos que jamais precisarão ser guardados.

• Vinhos com rolhas de plástico ou de rosca
• Vinhos verdes
• Vinhos com garrafas de fundo chato
• Vinhos baratos

Normalmente as grandes vinícolas colocam no mercado os seus melhores vinhos após anos de maturação em barricas e na garrafa. Por isso, a experiência de provar um vinho de qualidade já pode ser bastante prazerosa sem que seja preciso nenhum tempo extra, mas alguns realmente merecem uma evolução maior, principalmente os clássicos.

Na próxima parte: quais os principais vinhos de guarda e como conservá-los

Leia também: As cidades que mais bebem vinho no mundo

IstoÉ fecha sucursal no Rio

Publicação fica apenas com a sucursal do Distrito Federal e a sede, em São Paulo

A IstoÉ, que já foi uma das principais revistas semanais do Brasil, anunciou, este mês, o fechamento da sua sucursal no Rio de Janeiro. Apesar dos ótimos profissionais que já passaram pela reportagem da publicação no Rio, faz décadas que ela vinha sofrendo com a linha editorial e a edição das matérias produzidas na Cidade Maravilhosa. A decisão de acabar com a redação carioca é também mais um alerta da decadência do Rio como cidade e estado.

Crise financeira, a vilã de sempre

Como era de se esperar, a justificativa dada pela Editora Três para a decisão é a crise. A empresa vem sofrendo com o cenário econômico e, nos últimos anos, já extinguiu títulos e promoveu uma série de demissões. Claro que a linha editorial jamais é questionada. Afinal, a queda na reputação da IstoÉ só pode ser um complô e não pode estar relacionada com as escolhas feitas pela direção e pela qualidade da edição dos textos publicados.

Não publicar mais títulos como IstoÉ Gente e Status, que sempre tiveram ótima reputação entre os leitores mostra um descompasso entre o comercial, o editorial e a realidade do mercado. O Comunique-se chegou a informar que a mansão da família Alzugaray, dona da Editora Três, poderia ir a leilão para pagar algumas dívidas.

A IstoÉ mantém (em São Paulo) uma redação com 19 jornalistas. Isso não é pouca gente e reforça a queda na importância do Rio na produção de notícias que não sejam policiais.

Uma pena.

Eleições 2018: Por que está tão difícil escolher um vice e por que ele é importante — Blog QAP Osvaldo Matos

Michel Temer substituiu Dilma, alvo de impeachment, e José Sarney assumiu após a morte do presidente eleito Tancredo Neves O Brasil guarda, em sua história, um capítulo especial para vice-presidentes. Num período de 57 anos, o país foi comandado por quatro vices. João Goulart, José Sarney, […]

via Eleições 2018: Por que está tão difícil escolher um vice e por que ele é importante — Blog QAP Osvaldo Matos

‘Your mission, should you choose to accept it’

Tom Cruise volta às telonas com muito humor e ação

Mais do que uma franquia, “Missão Impossível – Efeito Fallout“, a grande estreia deste fim de semana, é um filme de retornos. Sexto da série, M:I, iniciada em 1996, o longa traz de volta à telona o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) e equipe do IMF.

Junto com eles, os mocinhos, retornam outros personagens importantes — o vilão Solomon Lane (Sean Harris), a espiã badass britânica Ilsa Faust (Rebecca Ferguson) e Julia (Michelle Monaghan). Além de Christopher McQuarrie (Missão Impossível – Nação Secreta, 2015) na direção e no roteiro.

Fato que, até então, era inédito na história da franquia.

O argumento de Fallout está fortemente ligado ao filme anterior. Desta vez, Hunt e equipe precisam correr contra o tempo para evitar que o grupo terrorista Apóstolos concretize atentados a lugares sagrados.

Para isso, além de lidar mais uma vez com Lane, ele terá de trabalhar em parceria com o agente da CIA August Walker (Henry Cavill) — e, obviamente, seu famigerado e polêmico bigode.

A trama passa a ser uma sequência de decisões rápidas tomadas a partir da boa índole do espião, que levam seu time a situações perigosas e muita ação. Tudo costurado por lembranças e dramas de escolhas antigas.

Socos, tiros, explosões e muitos saltos e correria

Politicamente correto ao destacar personagens femininas fortes — Angela Bassett, Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan e Vanessa Kirby —, Efeito Fallout é tão tenso quanto divertido. As piadas não soam nada forçadas e, algumas vezes nem são feitas com palavras, mas pelas trocas de olhares entre os personagens.

Cena da sequência do acidente de Cruise (Foto: Chiabella James/Divulgação)

Simon Pegg (Benji) e Ving Rhames (Luther), os coadjuvantes de luxo, estão voando em cena. Dão aquele brilho às situações surreais em que Hunt sempre se envolve durante as missões, e o peso na medida ao famoso “azar” do espião.

“I’m working on it” é frase recorrente no longa.

Azar, inclusive, que fez o astro Tom Cruise, que dispensa dublês, ficar de molho por algumas semanas durante as filmagens. A cena do acidente está lá. A decisão de manter a sequência no longa foi, sem dúvida, acertadíssima.

Abrilhanta uma sequência espetacular da correria numa perseguição nas alturas — que poderia ser só mais uma cena de ação caso não fosse fechada com o momento onde Tom Cruise (que tem 56 anos!!!) quebra o tornozelo mas continua correndo para preservar a tomada.

Atenção, mesmo, é preciso ter à sequência final, com uma perseguição de helicópteros. Tom Cruise aprendeu a pilotar em questão de poucos meses para fazê-la. Não só pilotar, mas a fazer malabarismos no ar.

A Paramount chegou a divulgar um making of sobre a cena, onde Tom pilota, faz malabarismos, atua e ainda opera a câmera instalada no interior do helicóptero.

Mas como dizem os vilões do filme, “quanto maior o sofrimento, maior a paz”.

FICHA TÉCNICA

Missão:Impossível – Efeito Fallout
(Mission:Impossible – Fallout)
Direção e roteiro: Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise, Rebecca Ferguson, Henry
Cavill, Vanessa Kirby
Duração: 150min
Classificação: 14 anos

Cotação: ****

OBS: Eu quero beber da mesma água que bebem o Tom Cruise e Angela Bassett; alguém providencia, por favor!

This message will self-destruct in five seconds.

Thanks Mr. WHO?!

Autobiografia de Roger Daltrey ganha data de publicação

Um post na página de Roger Daltrey no Facebook, nesta quarta (25), anunciava a pré-venda da tão esperada autobiografia do fundador do The Who. O lançamento acontecerá no dia 18 de outubro, no London Literature Festival de 2018 do Southbank Centre. Nos EUA, chega em 23 de outubro, pela Blink Publishing.

Os felizardos que têm ZIP Code apto para a encomenda concorrerão a um exemplar especial — são apenas cinco —, com assinatura e capa personalizada exclusiva. Verifiquem suas chances neste link.

roger daltrey autobiografia frasesdavida
Capa: Roger nos anos 1970 em frente a uma pilha de escombros (Divulgação)

“Thanks A Lot Mr. Kibblewhite: My Story” aborda os 50 anos de Daltrey com o The Who, além da carreira solo que reúne oito álbuns de estúdio. Não é apenas um livro de memórias, nem só as lembranças de uma das lendas vivas do rock’n’roll; é também um vislumbre da vida no Reino Unido entre 1940 e 1970 — décadas de tumultuadas mudanças.

Ben Dunn, editor e diretor da Blink Publishing na Inglaterra, falou sobre a autobiografia.

“Roger Daltrey escreveu um livro de memórias brilhante: envolvente, engraçado e cheio de histórias incríveis. É uma das últimas grandes lendas do rock, e nós estamos satisfeitos que Roger escolheu a Blink Publishing para ajudar a contar sua fascinante história.”

Who the hell is Mr. Kibblewhite?

Nascido no coração da Blitz, em março de 1944, Roger Daltrey pertence a uma geração que lutou (literalmente) pela educação e sobreviveu à pobreza do pós-guerra. São histórias de trabalho duro, resiliência e, especificamente no caso de Daltrey, uma energia de tirar o fôlego.

“Tive a sorte de viver em tempos interessantes. Testemunhei a sociedade, a música e a cultura mudarem além do reconhecimento. E ainda estou aqui para contar a minha história quando tantos outros ao meu redor não fizeram nada de um milagre”, disse Daltrey a respeito da obra.

No caminho do jovem aluno inteligente e promissor que se tornou um trabalhador diurno em uma fábrica de chapas metálicas, estava  Mr. Kibblewhite, diretor da Acton County Grammar School que disse a Daltrey que ele não seria nada na vida.

“Sempre resisti à vontade de ‘fazer memórias’, mas agora, finalmente, sinto que tenho uma perspectiva suficiente. Quando você passou mais de meio século no epicentro de uma banda como o Who, a perspectiva pode ser um problema. Tudo aconteceu no momento. Em um minuto estou no chão de fábrica em Shepherd’s Bush, e no outro sou atração em Woodstock.”

Roger Daltrey

O cantor batizou seu livro com o nome do diretor da escola — a mesma onde estudavam Pete Townshend e John Entwistle — com quem ele frequentemente colidia no auge da sua transformação em um adolescente rebelde. Até ser expulso.

O que a imprensa estrangeira já fala sobre o livro

“Tão imediata quanto a autobiografia de Keith Richards e tão franca e honesta quanto Springsteen e Clapton.”

“Thank You, o Sr. Kibblewhite é franco, autodepreciativo e cheio de humor.”

“É um must-have não apenas para os fãs do The Who em todo o mundo, mas também para qualquer amante do rock.”

Roger Daltrey montou o The Who em 1961, recrutando John Entwistle. Concordou com a proposta de John de que Pete Townshend deveria participar. Daltrey era o líder e a voz da banda. Uma potência vocal. Ficou conhecido por sua presença de palco e energia.

O reconhecimento a suas performances como frontman podem ser comprovados pela sua introdução ao Rock And Roll Hall of Fame (1990) e no Music Hall of Fame do Reino Unido (2005). No livro, Daltrey lembra de suas muitas aventuras como vocalista do The Who e da criação das gravações clássicas da banda.

Seus relatos dos excessos do rock’n’roll pelos quais o The Who se tornou notório — a destruição da guitarra no palco, as brigas, o caos — são tão divertidos quanto chocantes.

“Demorou três anos para desfazer os eventos da minha vida, para lembrar quem fez o quê quando e por que, separar os mitos da realidade, desvendar o que realmente aconteceu no Holiday Inn no aniversário de 21 anos de Keith Moon. Espero que o resultado seja mais do que apenas outra autobiografia”, disse Daltrey.

Mas tão convincente quanto o sexo, as drogas e o rock são as reflexões honestas de Roger sobre as relações que definiram sua vida e carreira — as memórias agridoces de sua amizade com Keith Moon e seu relacionamento tumultuado com Pete Townshend que definiu uma das maiores parcerias criativas da nossa época e deu origem a tantos sucessos inesquecíveis.

Não é apenas a história pessoal de Roger Daltrey; é a história definitiva de uma das maiores bandas do mundo.

Dicas de Viagem IVc: minivisto para a Europa

Brasileiros precisarão de ‘minivisto’ eletrônico antes de viajar à Europa. Medida entra em vigor em 2021

A série de dicas para evitar ser barrado em um país estrangeiro já deveria ter terminado, mas a notícia de que a União Europeia vai passar a exigir um visto eletrônico para que cidadãos de vários países (inclusive o Brasil) me fez repensar e incluir mais um post na série.

A exigência só vai valer a partir de 2021 e é parte de uma estratégia para aumentar a segurança e evitar atentados terroristas e a imigração ilegal, alguns dos problemas mais graves do continente.

Como vai funcionar

O Etias (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem, na sigla em inglês) nem vai mudar muito a vida do turista brasileiro, apenas aumentar um pouco a burocracia na hora de planejar uma viagem. Segundo as informações divulgadas, o viajante que quiser visitar Paris ou Roma, por exemplo, terá que preencher um cadastro e pagar uma taxa de 7 euros (cerca de R$ 32, em valores de julho de 2018).

Relembrando: hoje, os turistas brasileiros que querem viajar para um dos países da União Europeia precisam apenas de um passaporte válido e responder a algumas perguntas sobre o motivo da viagem, além de comprovar a existência de um seguro de viagem e de fundos suficientes para se manter durante a estadia.

Quando o Etias estiver em vigor, será necessário preencher um formulário online com dados pessoais, número do passaporte e histórico anterior de viagens (o que deve facilitar a aceitação no continente). Esse formulário precisará ser preenchido com pelo menos 96 horas de antecedência do embarque e, conforme já mencionei, também será cobrada a tal taxa de 7 euros de taxa, sendo ou não concedida a autorização.

Os seus dados serão checados por vários órgãos – entre eles a Interpol – para saber se há algo que desabone a sua entrada no Velho Continente.

E o Reino Unido?

O Etias vai abranger toda a Área Econômica Europeia (AEE) e os países membros da Associação de Livre Comércio Europeia. Ou seja, toda a União Europeia, além da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. São, no total, 36 países que utilizarão a nova diretriz. Mas, e o Reino Unido? Bem, as Irlandas, a Inglaterra, País de Gales, Escócia, além de países como Bulgária, Croácia, Chipre e Romênia não vão exigir o Etias. Porém, como ele será exigido em caso de escalas em países da União Europeia, sua obrigatoriedade acontecerá em quase 100% dos casos.

Tempo de validade

A autorização de entrada na Europa será válida por até três anos.

Boa viagem (antes de 2021)!

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Chaves USB de US$ 20 garantem a segurança de 85 mil funcionários da Google

A boa e velha chave…

Information Security

Você pode imaginar que tem muito hacker por aí que ficaria muito feliz se conseguisse enganar funcionários da Google para roubar dados, não é mesmo? Pois a empresa também sabe disso, por isso sempre investe bastante na segurança de suas informações. E uma das medidas mais legais não está em software, mas sim em “chaves físicas” que são usadas como autenticação de dois fatores por lá.

A Google começou a usar chaves USB em 2017. Desde então, garante que nenhum de seus 85 mil funcionários teve suas contas roubadas ou invadidas. Essa chave funciona no lugar dos celulares e outros métodos de autenticação de dois fatores, sendo exigida para a homologação de acesso logo após a inserção de senha na conta Google.

Na Google, as chaves USB de autenticação utilizam U2F (universal 2nd factor) para as homologações. Além de inserir o dispositivo na porta USB…

Ver o post original 65 mais palavras

Casuarina volta forte com o álbum +100

Grupo carioca reúne bambas como Martinho da Vila e Lecy Brandão e mostra que a saída de João Cavalcanti não diminuiu o apetite musical da banda

Já faz tempo que os meninos do CasuarinaDaniel Montes (violão de sete cordas e vocais), Gabriel Azevedo (voz e percussão), João Fernando (bandolim, violão e vocais) e Rafael Freire (cavaquinho, banjo e vocais) – não são mais meninos. O grupo, criado em 2001, chega ao 8° álbum (+100) sem a participação de João Cavalcanti, que até então era o principal vocalista e compositor do grupo. Mas se muitos ficaram preocupados com o efeito da saída do filho de Lenine na sonoridade do agora quarteto, podem se despreocupar: +100 é um dos melhores (se não o melhor) disco do grupo.

O samba chegou diferente
E agora é para ficar
Vem que a batucada tá quente
E a gente é de firmar

É bom pra curar a dor
Tem ginga que vem de lá
Trago no pandeiro a fé de um orixá

– A saída do João já era uma coisa esperada e, claro, teve um impacto sobre o grupo, mas tem sido uma mudança positiva. Isso nos tirou da zona de conforto e estão todos mais participativos. São 16 anos juntos e a saída reforçou a nossa condição de grupo, culminando com o lançamento do +100 – conta Gabriel Azevedo, principal vocalista do Casuarina.

Convidados de luxo

Leo Aversa

Cria da Lapa, no Rio de Janeiro, o Casuarina se consolidou depois de dois ótimos álbuns lançados pelo selo Biscoito Fino – Casuarina (2005) e Certidão (2007) -, o mesmo por onde gravaram +100, e parece que a volta a velha casa fez bem aos rapazes. Deixando de fora o lado autoral, o grupo peneirou um repertório extremamente inspirado e ainda recheou o álbum com algumas participações mais que especiais, como Lecy Brandão (Herança de Partideiro) e Martinho da Vila (Tempo Bom na Maré), além de Geraldo Azevedo (Embira) e Criolo (Quero Mais Um Samba).

– Tivemos essas quatro participações, mas Tempo Bom na Maré, com o Martinho, ficou exatamente da maneira que imaginamos. Além disso, ele é um cara que dignifica o samba e dá essa chancela de qualidade ao disco. Foi um sonho concretizado – confessa Gabriel.

Meu amor quando sorri é o tempo bom na Maré
Rede na beira do mar, fruta madura no pé
Água doce no riacho, lua cheia no céu
Camarão frito no tacho, sereno beijando o chapéu
Samba no pé da fogueira, mel de engenho no licor
É a vitória do sonho, vida vivida sem dor

Fôlego renovado

Foto: Leo AversaCom um título que remete aos 100 anos do samba (completados em 2017), o novo trabalho mostra que, se o presente da Lapa anda incerto, com os problemas econômicos do país e a insegurança e violência que assolam o Rio de Janeiro, o futuro do samba oriundo da região está mais que garantido. Com arranjos que unem simplicidade e sofisticação, e um trabalho vocal de primeira, +100 renova o fôlego do grupo.

Sambões, ritmos africanos e até forró estão na mistura que faz do novo trabalho casuarinense um prazer de ouvir. As 12 canções levam o ouvinte – seja ele amante do ritmo que for – por uma estrada pela qual não há como não trafegar com alegria.

– A gente vinha fazendo um show em homenagem ao centenário do samba e pensamos em gravar o disco novo baseado no repertório do show, mas achamos melhor apontar para frente e interpretar só com sambas inéditos. Isso reaproximou a gente da galera do samba, da qual nos afastamos um pouco nos dois últimos discos – No Passo de Caymmi (2014), um projeto totalmente conceitual e 7 (2016), um álbum autoral – explica Azevedo.

Força para a Lapa

Um dos principais polos de criação de novos talentos do samba, a Lapa, conforme já citado nesse texto, padece com os problemas do Rio de Janeiro (cidade e estado)

– A Lapa está sofrendo muito com o que está acontecendo com a cidade. Fizemos uma temporada lá em dezembro e janeiro e a coisa não está muito boa por lá. Tem muita casa fechando por conta da violência e da insegurança. Precisamos dar uma força para não deixar essa bela história morrer – diz o músico.

Até rapper vira sambista

Em um lançamento marcado pela sonoridade da percussão, com um repertório de novos sambas de primeira, o nome de Criolo pode até parecer um tanto deslocado, mas o rapper fecha o disco dividindo a faixa Quero Mais um Samba, mostrando que também caminha bem pela passarela do samba.

No fim das contas, +100 reforça a importância do Casuarina na cena do samba e da música brasileira. O disco também mostra que ainda há muita gente produzindo música boa e que a mistura do novo com nomes tradicionais é uma fórmula que vai sempre valorizar os trabalhos bem elaborados.

Nota: **** ½

Fotos: Leo Aversa e Diogo Montes

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia

Paul McCartney atravessa Abbey Road

Foi na segunda-feira (23 de julho) que, da mesma forma que há 49 anos, Paul McCartney saiu da sua casa e, calçando sandálias, foi andando até os estúdios da EMI, em Abbey Road (Londres). Lá, encontrou seus três companheiros de banda e fez uma das fotos mais famosas do mundo. Dessa vez ele repetiu o caminho para realizar um evento promocional do seu próximo disco “Egypt Station” – que será lançado dia 7 de setembro e terá uma canção sobre o Brasil.

Detalhe: ele não foi incomodado no caminho e não foi reconhecido por duas senhoras que atravessaram a faixa de pedestres junto com ele.

Vamos ver quais eventos teremos anos que vem, quando a foto completa 50 anos.

Ilações inúteis, reflexões sobre o nada e coisas mais sérias

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