Brasileiros mostram preferência pela compra de livros usados

Livros e automóveis são os produtos usados mais adquiridos nos últimos 12 meses, revela estudo da CNDL/SPC Brasil de setembro

Num país onde o índice de leitura é insuficiente e as editoras sofrem com o baixo número de exemplares vendidos, é um alento saber que os livros são os produtos usados mais comprados pelos brasileiros.

Um país se constrói com homens e livros“. A frase — adaptação da sentença de Monteiro Lobato e lema dos comerciais da Biblioteca do Exército — serviu como base para a formação de uma geração que tinha na leitura um dos alicerces da sua educação.

Líder de vendas

Os livros foram responsáveis por 54% das vendas de produtos usados em 2017, na frente até dos automóveis (43%), segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Não sei se isso significa que a população está lendo mais, mas é um dado que deve ser comemorado de qualquer forma. Ainda mais, se levarmos em conta que a maior parte dos produtos colocados à venda no período foi formada por eletrônicos (40%) e smartphones (40%).

A pesquisa mostra que a oportunidade de diminuir gastos e poupar é um dos objetivos da maioria das pessoas que optam pela aquisição de produtos usados. Dentre os que compraram ou venderam produtos usados nos últimos 12 meses, 65% calcularam a economia proporcionada, sendo 41% no caso da compra e 24% com a venda. Entre esses, nove (92%) em cada dez consumidores acreditam que a economia de dinheiro com a compra de usados foi significativa para o bolso. Os sites ou aplicativos especializados e o contato com amigos e conhecidos se destacam entre os principais locais para compra e venda de usados.

A pesquisa

A pesquisa ouviu 824 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais, capitais do país e acima de 18 anos. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos a uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

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22 Milhas, um longa fraco com cara de franquia

22 Milhas, dirigido por Peter Berg, mistura referências e clichês de vários filmes consagrados

Uma equipe de elite cumprindo uma missão que não pode ser resolvida por mais ninguém; uma ameaça terrorista; uma pessoa que precisa ser levada de um ponto a outro, sendo seguida por assassinos bem armados, e um personagem que pode ou não ser um vilão.

Esse pequeno conjunto de fatores pode parecer familiar, e é.

Sendo assim, fica claro que 22 Milhas, novo longa dirigido por Peter Berg (O Grande Herói e O Dia do Atentado) e estrelado por Mark Wahlberg (Os Infiltrados, Ted e Uma Saída de Mestre), tem um roteiro bem pouco criativo.

Todos com mais de 30 anos já viram todos esses elementos em um grande número de longas que fizeram sucesso e não sei se precisamos de (re)ver tudo isso novamente.

Ah, não esqueçamos das inevitáveis reviravoltas no enredo.

Elenco de peso e edição nervosa

A produção não foi barata. O elenco — no qual ainda encontramos nomes como Lauren Cohan, Iko Uwais, Ronda Rousey e John Malkovich — é bem afiado, mas não consegue tirar a incômoda sensação de déja vu.

A edição e a montagem tentam (com algum sucesso) tornar a ação intensa, embora deixem as cenas um pouco picotadas demais.

A violência também não é pouca e deve agradar boa parte do público dos filmes de ação.

Misturando Bourne, Rambo e Bond

 

O herói interpretado por Wahlberg é uma pessoa cheia de tiques, com pouca interação social e habilidades que lembram Rambo, Jason Bourne e James Bond.

O funcionamento da equipe tem um quê de Missão Impossível e o fim do longa deixa claro a intenção de criar uma nova franquia.

Perseguições de automóveis, pancadaria e tecnologia tentam dar um ar de novidade e emoção ao filme, mas nada funciona muito bem.

Tela Quente

O resultado é um filme nervoso, confuso, com uma história pouco criativa e um gancho que pode levar (tomar que não) a uma continuação. Não chega a ser um desastre, mas é fácil de ser esquecido.

Algum dia, vai ser uma boa Tela Quente  ou Temperatura Máxima.

Cotação: ** ½

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Dicas de Viagem VI: Não se aperte com comida

Muita gente acha que é difícil conseguir contornar alguma preferência ou alergia alimentar durante uma viagem. Não é!

Que comida de avião é ruim — apesar de detestar a palavra — é consenso, mas foi-se o tempo onde as opções ficavam na tradicional pergunta: carne ou pasta?

Com o crescente número de pessoas com restrições alimentares — seja por problemas de saúde, convicção religiosa ou preferência própria — as empresas aéreas passaram a oferecer uma série de opções aos passageiros.

Até na classe econômica

Como a maioria das pessoas viaja mesmo na rabeira, na senzala (como podia ser chamada antes do nefasto advento do politicamente correto), as preocupações são grandes na hora de encarar uma viagem longa.

Felizmente, as companhias aéreas conseguem adaptar os seus cardápios para quem tem alguma alergia ou restrição alimentar.

É só entrar em contato com a empresa assim que fizer a reserva. Muitas vezes é até possível resolver isso no momento da compra da passagem.

Há pratos vegetarianos, sem glúten, sem lactose, para crianças, kosher (alimentos judaicos), para bebês e ainda há a possibilidade de levar seus próprios alimentos. Fale com a companhia e veja as suas opções.

Para os passageiros das classes executivas e da primeira classe, há mais variedades ainda, mas nem vou falar disso para não chorar.

Declaração médica

Uma dica bastante interessante é, nas viagens para o exterior, levar uma declaração médica especificando a sua restrição/alergia.

Não esqueça que ela deve estar devidamente traduzida para o idioma do país de destino, que deve trazer uma relação dos alimentos que não podem ser consumidos e que sempre deve estar com você, para o caso de alguma emergência.

Nos hotéis e nos passeios

No Brasil, o idioma facilita evitar problemas, mas mesmo no exterior as coisas estão bem mais simples. Muitos hotéis e destinos turísticos (parques, monumentos, etc.) já se adaptaram aos novos tempos.

Disney, Universal Studios e muitos lugares em grandes cidades, como Nova York, Londres e Paris, possuem uma série de opções sem glúten, nut-free (sem nozes, amendoim, caju, castanhas e similares), sem lactose, veganas, etc.

Na Disney, por exemplo, há até uma linha de salgadinhos especiais, a Snacks with Character. Não há motivos para passar fome em lugar nenhum, seja lá qual for o seu problema.

Nos hotéis, o ideal é informar do problema antes de fazer a reserva. Sempre há como pedir refeições especiais e a coisa pode ficar mais fácil quando os quartos estão equipados com geladeira e fogão. Aí, tudo fica por conta da criatividade culinária do viajante.

Caso o hotel não ofereça nenhuma opção, esqueça e procure outro lugar. Saúde em primeiro lugar.

Conclusão

No fim das contas, a modernidade facilita a vida de quem não pode apreciar todas as delícias e gordices do mundo. Os antialérgicos são sempre companheiros leias e podem permitir que lagostas e camarões sejam consumidos sem medo (ufa), mas sempre tome cuidado.

Com alguns cuidados básicos crianças, adultos e idosos podem viajar sem preocupações.

Bom apetite!

Outros bizus

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Dicas de Viagem IV(c): Minivisto para a Europa

Dicas de Viagem V: Tipos de tomadas pelo mundo

Fotos: Divulgação, Till Bartels e Fernando de Oliveira

Parabéns, Paul McCartney, por mais um nº 1

Paul McCartney chega ao topo da Billboard novamente, depois de 36 anos 3 meses e 10 dias

Egypt Station, lançado no dia 7 de setembro (leia a crítica aqui) pode não ser uma obra prima, mas deu ao ex-beatle Paul McCartney o seu 8º álbum no topo da parada americana (sem contar com os Beatles*, claro).

A pesada agenda promocional deu resultado e foram vendidas 153 mil cópias do disco, apenas na primeira semana nas lojas.

Tug of War

O último disco de Paul a alcançar o lugar máximo nas paradas havia sido o maravilhoso Tug of War (1982).

Qualidade a parte, é uma grande façanha a de Egypt Station e de seu autor, no auge dos 76 anos.

Leia mais sobre o 1º lugar de Egypt Station (em inglês) e saiba tudo sobre o disco e o esforço promocional de Paul.

*Foram mais 19 álbuns no topo da Billboard.

 

Spotify lança show de McCartney em Abbey Road

McCartney lança show gravado no estúdio 2 de Abbey Road, teaser da apresentação no Cavern Club e clipe de canção do novo disco

Nas manchetes

Paul McCartney e seu time estão mesmo empenhados em fazer de Egypt Station, lançado no dia 7 de setembro, um sucesso.

Poucas vezes nas últimas décadas Macca esteve tantas vezes nas manchetes. São entrevistas para revistas, jornais, Q&A no Twitter e muitas outras ações. O esforço para levar Paul novamente ao topo das paradas contrasta com a atuação da sua gravadora no Brasil, onde nem se sabe quando haverá o lançamento físico do disco.

Depois de várias ações promocionais bem-sucedidas — o emocionante Carpool Karaoke (que teve milhões de visualizações e ganhou uma versão estendida); a entrevista no seu antigo colégio, em Liverpool; o show secreto na Grand Central Station, em NY.

Agora, Paul e o Spotify lançam Under the Staircase, a apresentação para 150 convidados no estúdio 2 de Abbey Road.

Novo Fuh You

Poucos dias antes do lançamento de Under the Staircase, Paul divulgou o vídeo oficial da canção Fuh You, um dos singles de Egypt Station.

O roteiro pode ser capenga, mas as imagens são fofas.

Cavern Club

Paul esteve em Liverpool e proporcionou para alguns felizardos um concerto surpresa no Cavern Club, onde os Beatles começaram a sua lenda.

Ainda não há data para o lançamento do vídeo, mas é certo que não vai demorar muito para acontecer.

Sob as escadas

Gravado em 23 de julho, mesmo dia no qual voltou a atravessar a faixa de pedestres e ganhar espaço nos noticiários de todo o mundo, o show foi gravado pelo Spotify, em uma parceria inédita.

Gravado sob a supervisão de Giles Martin, filho do 5º beatle Sir George Martin, Under the Staircase é uma experiência única para quem nunca teve a oportunidade de entrar no estúdio ou ouvir as histórias de Sir Paul McCartney.

Se você não é daqueles  que já assistiram dezenas de shows do ex-beatle (no Brasil e, principalmente, no exterior), não se preocupe. Ele sempre guarda alguma novidade para contar.

As canções

São 17 canções e 34 clipes de vídeo (números musicais e histórias). Entre as canções estão:

•    A Hard Day’s Night
•    Love Me Do
•    Drive My Car
•    Got To Get You Into My Life
•    We Can Work It Out
•    I’ve Just Seen A Face
•    Lady Madonna
•    Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band/Helter Skelter
•    Nineteen Hundred And Eighty Five
•    My Valentine
•    Fuh You
•    Come On To Me
•    I’ve Got a Feeling
•    One After 909
•    Ob-La-Di, Ob-La-Da
•    Back In The U.S.S.R.
•    Birthday

Para assistir ao concerto é só ir no Spotify e procurar pela playlist criada para o evento (link aqui).

Aproveitem!

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

Setor de entregas de comida movimenta R$ 10 bi por ano

Setor entrega desde pizzas até comida mineira, passando por sushis e churrasco

Chamado pelos empresários de delivery, o setor de entregas de alimentos vai bem no Brasil, principalmente graças ao crescimento da popularidade dos aplicativos para smartphones.

Este é um dos casos onde a tecnologia realmente melhora a experiência do consumidor (em casa ou no trabalho).

Além das tradicionais pizzas e comidas orientais, o brasileiro se acostumou a pedir pratos que podem ser tradicionais como arroz com feijão e bife ou mesmo uma comidinha mineira com sotaque, uai.

Levantamento feito pelo Sebrae mostra que a maioria dos consumidores prefere locais que ofereçam entrega em domicílio, mesmo quando esse serviço não é usado.

Já um estudo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), mostra um crescimento do número de pedidos via aplicativo em torno de R$1 bilhão por ano. Já o total do setor chega aos R$10 bilhões por ano.

Claro que os números são apetitosos (para empreendedores e clientes), mas, enquanto a crise durar, é melhor ficarmos cozinhando em casa.

Veja algumas sugestões de receitas testadas pelo blog.

O “Outro Sol” de Max Viana, filho de Djavan

Max Viana, filho de Djavan faz homenagem ao pai com regravação de Samurai, em disco recheado de ritmos e climas

Ser filho de um dos ícones da música brasileira não deve ser fácil. As comparações são praticamente inevitáveis e a pressão para desenvolver um trabalho de qualidade enormes.

Felizmente, esses fatores não parecem afetar Max Viana, filho de Djavan, que lançou seu quarto álbum, Outro Sol, simultaneamente no Brasil e no Japão (onde a versão física chega ao mercado em novembro). Hoje, o disco pode ser encontrado nas plataformas digitais.

— É um disco que passeia por diversos estilos e explora a riqueza da MPB, que é a música que mais permite falar de tantos gêneros diferentes. Sou de uma época na qual a gente ouvia de tudo no rádio — explicou o músico.

A experiência de ter atuado como guitarrista do pai e já ter trabalhado com gente do calibre de Arlindo Cruz, Luiza Possi, Claudia Leitte, Ana Petkovic e Rappin’ Hood, além do próprio Djavan, é claro, trouxeram uma segurança e experiência que estão visíveis no novo trabalho.

Evoluindo

Produzido pelo próprio Max (assim como os trabalhos anteriores) e Renato Iwai, Outro Sol soa como uma evolução natural dos discos anteriores — o Calçadão (2003), Com Mais Cor (2007) e Um Quadro de Nós Dois (2011) — misturando jazz, soul, funk, samba e pop de maneira muito inspirada.

— Acho que é uma evolução natural. O tempo vai passando e a gente vai apurando algumas coisas. Ele tem umas coisas de arranjo que eu gosto mais, que são mais objetivas. Tem uma escolha de repertório que me grada muito e onde posso ter canções como Outro Sol, que remetem ao meu primeiro disco — revelou Max.

A mistura de influências começa logo na faixa-título (a primeira do disco), que traz aquele suingue dançante que deixa claro o pedigree (no bom sentido) de Max. Essa mesma linha dançante está em Tem Fé e Linha de Frente, fazendo uma trinca de abertura de muito peso.

Mas não são apenas os ritmos dançantes que se destacam em Outro Sol. As baladas Pontos de Partida e Tem Nada Não mostram que o talento de Max vai bem mais além do óbvio.

Tem nada não
Meu bem querer
Eu fico aqui até passar
Seu coração vai aprender a não se machucar

Um dia sol, um dia sem
Nenhum motivo pra nublar
Felicidade um dia vem
Pedindo pra ficar

Fim em alto nível

Se as baladas fazem Outro Sol subir de nível novamente, as duas últimas canções — o samba O Amor Não Acabou e a regravação de Samurai — fecham o disco com aquele velho chavão: “chave de ouro”.

O Amor Não Acabou é daqueles sambas com toques pop que não se ouve muito mais nas rádios. Longe do popularesco, a canção tem a elegância de um Paulinho da Viola, mesclado com uma contemporaneidade do Casuarina.

A parceria com Pretinho da Serrinha e Leandro Fab seria um encerramento perfeito para um ótimo trabalho, mas tem mais!

Samurai

Uma das canções mais conhecidas da MPB e da carreira do pai, Samurai ganha uma nova roupagem, mais balançante ainda, com um toque de modernidade, mas sem cair no pastiche ou soar oportunista.

— Quando estava fechando o repertório, uma pessoa da gravadora de lá perguntou se eu poderia regravar essa canção. Como é uma música muito emblemática do meu pai, não é uma que eu escolheria para gravar. Eles disseram que exatamente por isso eles achavam que seria bacana para apresentar no Japão. Gostei do desafio e meu pai gostou muito, até porque ela é muito diferente da original — revelou.

No fim, Max Viana oferece um trabalho de altíssima qualidade e com uma versatilidade capaz de agradar fãs de (quase) todos os gêneros.

Início, meio e fim

Outro Sol, que ganha edição física no Japão (ainda não há confirmação de seu lançamento no Brasil) é um disco clássico, com uma história própria.

— O streaming mudou um pouco a maneira das pessoas ouvirem música, exatamente por essa opção de ouvir uma faixa aleatória ou na ordem que mais gostar, mas ainda acho que o disco é uma história com início, meio e fim, que deve ser ouvida na sequência concebida pelo autor — explicou o músico.

No outro lado do sol

Aproveitando o lançamento simultâneo no Brasil e no Japão, Max embarca, em dezembro, para uma turnê do outro lado do mundo.

Cotação: ****

Fotos: Marcos Hermes

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia

Os 20 anos do Google

Site de buscas revolucionou a internet e trouxe uma série de novidades para o ciberespaço

Apesar de muita gente não acreditar, houve um tempo onde a hegemonia para das buscas na internet era compartilhado por sites como AltaVista, Hot Bot ou Yahoo Search.

Isso pode parecer estranho, mas o mundo funcionava com tecnologias tão antigas quanto o fax, o telefone e o pager (façam buscas para saber o que são).

Dois aniversários

A data oficial de nascimento do Google é 4 de setembro 1998 (quando foi registrado como empresa, embora o Google comemore no dia 27, sem uma explicação plausível para a escolha dessa data).

Segundo dados da própria empresa, 15% das consultas feitas no buscador são inéditas, há 130 trilhões de endereços que já foram pesquisados, com uma média de tempo de resposta de apenas 0,25 segundo.

A empresa também é responsável por outros serviços que dominam a internet como o YouTube, Chrome, Maps, Gmail, Drive e o Google Translator (para citar alguns).

No Brasil desde 2005, o Google já investiu milhões no país — somente entre janeiro de 2017 e maio de 2018 foram R$ 700 milhões — e tem quase mil funcionários.

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o Brasil é um dos cinco principais mercados do Google.

Parabéns pra você!

Os vencedores do Comunique-se 2018

Prêmio destaca jornalistas de várias áreas

O Prêmio Comunique-se já se tornou um dos principais eventos na área jornalística. Vencer (e até mesmo ser indicado) pode ser considerado uma honra.

Este ano, figurinhas carimbadas e novatos apareceram na lista de vencedores.

Confira.

Âncora

Rádio
Ricardo Boechat – BandNews FM

TV
Chico Pinheiro – TV Globo

Blog & Tecnologia

Blog
Andréia Sadi – G1

Tecnologia
Viviane Werneck – TechTudo

Colunista

Notícia
Ricardo Boechat – IstoÉ

Opinião
Eliane Brum – El País

Correspondente Internacional

Brasileiro no Exterior – Mídia Escrita
Claudia Trevisan – ex-Estadão

Brasileiro no Exterior – Mídia Falada
Rodrigo Alvarez – TV Globo

Estrangeiro no Brasil
Alba Santandreu – EFE

Cultura

Mídia Escrita
Xico Sá – El País

Mídia Falada
Adriana Couto – TV Cultura

Economia

Mídia Escrita
Nathalia Arcuri – Me Poupe

Mídia Falada
Flávia Oliveira – GloboNews

Empreendedorismo

Cobertura de Empreendedorismo
Maria Prata – GloboNews

Jornalista Empreendedor
Conrado Corsalette – Nexo Jornal

Esporte

Mídia Escrita
Paulo Vinícius Coelho – UOL

Mídia Falada
Tino Marcos – TV Globo

Locutor
Luís Roberto – TV Globo

Nacional

Mídia Escrita
Malu Gaspar – Piauí

Mídia Falada
Zileide Silva – TV Globo

Repórter

Imagem
Marlene Bergamo – Folhapress

Mídia Escrita
Chico Felitti – BuzzFeed BR

Mídia Falada
Caco Barcellos – TV Globo

Sustentabilidade
Rosana Jatobá – Rádio Globo, Rede TV e Universo Jatobá

Ponto Nero faz dez anos e muda a identidade visual

Rótulo, pertencente ao grupo Famiglia Valduga, quer mostrar que espumantes são bons par todas as épocas do ano

Quem já provou os espumantes da marca Ponto Nero (. Nero), da Famiglia Valduga, sabe que são bebidas de boa qualidade e com preços extremamente competitivos.

Agora, ao completar dez anos, os produtos ganham uma repaginada, sem mudar o conteúdo de dentro das garrafas.

Vale conferir.

A linha de espumantes (com comentários do fabricante):

Ponto Nero Cult Brut (750ml / 1,5L) – Considerado jovem e elegante, o Ponto Nero Brut possui aroma frutado e dominado por notas de maçã, abacaxi e melão, mescladas a delicados nuances florais. O equilíbrio gustativo é resultado da perfeita harmonia entre as três uvas que compõem o rótulo, Chardonnay, Pinot Noir e Riesling.É um espumante de textura cremosa e viva acidez, porém leve e refrescante.

Ponto Nero Cult Brut Rosé (750ml) – Elaborado com uvas Chardonnay e Pinot Noir, este elegante espumante Brut Rosé apresenta coloração rosa alaranjado. A delicadeza das uvas combinada com os 6 meses de autólise resulta em um espumante com notas de cereja, pêssego e damasco com delicadas nuances de brioche. No paladar tem uma perfeita harmonia entre a elegância e frescor do rosé com a textura cremosa proveniente de sua maturação.

Ponto Nero Live Celebration Brut (750ml) – O espumante Ponto Nero Live Celebration Brut é elaborado com 30% de Chardonnay, 30% de Rielsing, 20% de Pinot Noir e 20% de Prosecco. Com uvas cultivadas no Vale dos Vinhedos (RS), o espumante Nero Live Celebration Brut é elaborado através do método Charmat. Possui aroma elegante com notas de frutas como maçã e pêssego. Suas nuances cítricas aportam um estilo leve e delicado ao seu perfil aromático.

Ponto Nero Live Celebration Moscatel (750ml) – O espumante Ponto Nero Live Celebration Moscatel é elaborado com 100% de uvas tipo Moscato Branco. É um espumante cristalino, doce, de coloração amarela esverdeada, perlage fino e persistente. Intenso aroma frutado, notas de flores brancas como jasmin e flor de laranjeira.

Ponto Nero Live Celebration Glera (750ml) – Elaborado 100% com uvas Glera, este elegante espumante possui coloração esverdeada clara com perlage fino e constante. Aromas delicados como pomelo, lima e flores brancas harmonizam com o paladar aveludado e envolvente com final refrescante.

Ponto Nero Live Celebration Rosé (750ml) Elaborado com uvas Chardonnay, Merlot, Riesling e Glera, apresenta coloração vermelho cereja. Aromas de frutas vermelhas como morango e framboesa formam a base de um vibrante aroma frutado. Discretas nuances lácteas se entrelaçam às notas frutadas e somam complexidade ao perfil aromático. O ataque inicial oferece toda a intensidade da fruta acompanhada de uma refrescante acidez. Na sequência é macio e sedoso, resultado da incrível harmonia entre as uvas.

Todos os produtos Ponto Nero podem ser adquiridos pelo e-commerce: http://www.famigliavalduga.com.br

Elton John inicia mais uma turnê de despedida

A Farewell Yellow Brick Road teve seu início no sábado (8) em Allentown, na Pennsylvania. Turnê de Elton John terá mais de 300 shows e vai durar três anos

 

Sir Elton John é um veterano com muitos prêmios na prateleira e uma carreira recheada de clássicos. Foi o rei das paradas na década de 70 e manteve-se ativo e relevante por quase cinco décadas. Agora, parece que, aos 71 anos, ele vai mesmo pendurar as chuteiras.

— Gostaria de agradecer do fundo do meu coração por tudo o que vocês me deram nesses últimos 50 anos. Tenho a mais bela família de todas e eu realmente preciso passar mais tempo com eles. Eu sei que vocês vão entender isso, já que a maioria de vocês tem seus próprios filhos. Eu só quero que vocês saibam a razão pela qual estou fazendo essa turnê —explicou Elton durante o show.

Três anos de despedida

Anunciada em janeiro, a Farewell Yellow Brick Road está programada para ter mais de 300 datas, com shows em todos os continentes e duração de três anos. O Brasil vai estar no roteiro (embora ainda sem data definida) e podemos esperar mais uma inclusão de Skyline Pigeon no repertório.

Clássicos e números menos conhecidos

Acompanhado de um grupo formado por craques — alguns deles fazendo parte das bandas do músico desde 1968 e início dos anos 70 — Elton fez o que se espera dele: desfilou grande parte de seus sucessos e pinçou algumas obscuridades (veja o setlist no fim do texto).

Um show que reúne Ray Cooper, Dave Johnstone e Nilgel Olson no mesmo palco, não pode dar errado. Uma apresentação onde são interpretados números como Tiny Dancer, Someone Saved My Life Tonight, Don’t Let The Sun Go Down On Me e Your Song, só pode deixar o público extasiado.

Agora é esperar que o Rocket Man aterrisse no Brasil.

O setlist

Bennie and the Jets
All the Girls Love Alice
I Guess That’s Why They Call It the Blues
Border Song
Tiny Dancer
Philadelphia Freedom
Indian Sunset
Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long, Long Time)
Take Me to the Pilot
Someone Saved My Life Tonight
Levon
Candle in the Wind

Intervalo

Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding
Burn Down the Mission
Believe
Daniel
Sad Songs (Say So Much)
Don’t Let the Sun Go Down on Me
The Bitch Is Back
I’m Still Standing
Crocodile Rock
Saturday Night’s Alright for Fighting

Bis

Your Song
Goodbye Yellow Brick Road

Silvio Caldas inglês?

Reginald Kenneth Dwight nunca foi uma pessoa fácil. Seus chiliques são famosos e, assim como o nosso Silvio Caldas, seus anúncios de despedida dos palcos não foram poucos.

Abaixo alguns das mais famosas histórias de despedida de Elton John.

1977 (Wembley Stadium)

O primeiro dos anúncios de despedida aconteceu em novembro de 1977, antes de tocar (apropriadamente) Sorry Seems to be the Hardest World. A ideia não durou muito e dois anos depois ele já estava de volta aos estúdios e aos palcos.

1984 — turnê do disco Breaking Hearts

Drogas e uma extensa turnê parecem ter, novamente, esgotado o músico. Depois problemas em vários shows — teve de receber oxigênio durante uma apresentação no Madison Square Garden — Elton decidiu que esta seria a sua “última grande turnê e rock and roll”.

No entanto, um ano depois, Elton estava firme e forte nos palcos do mundo para promover seu álbum Ice on Fire.

2010 — em entrevista a revista GQ

Elton disse que, aos 63 anos, estava se sentindo velho e que não podia mais concorrer com os astros mais jovens.

— Eu não consigo mais escrever canções pop. Eu não posso mais sentar e fazer uma verdadeira canção de rock — disse.

Bem, em 2013, lá estava ele novamente na estrada para promover o disco The Diving Board, passando inclusive pelo Brasil (em 2014). Leia a crítica aqui.

2014 — no Festival de Carcassone, na França

No dia 15 de julho de 2014, durante a sua apresentação no Festival de Carcassone, na França, Elton disparou: “nada mais de shows, nada mais de música, nada mais de canções”.

Porém, apenas um dia depois, o músico disse ao tabloide The Mirror que “estava brincando” (e estava).

Será que essa será mesmo a sua última turnê?

Fotos: Ben Gibson

Em julho, 19% dos brasileiros tiveram crédito negado

Situação econômica da população continua ruim

O número de brasileiros que tiveram o crédito negado (em julho) foi de 19%. Pior que esse número é saber que 44% dos consumidores usaram algum tipo de crédito, o que deve aumentar a quantidade de inadimplentes nos balanços dos próximos meses.

Os dados do Indicador de Uso do Crédito apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o não pagamento de contas foi a principal razão para as negativas.

Ainda segundo o indicador, apenas 13% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul, enquanto 35% encontram-se no vermelho.

São muitas as informações — Leia o estudo completo aqui — e todas elas muito preocupantes.

Como venho repetindo: as eleições vêm aí. Vote com inteligência.

As duas canções extras do novo de Paul McCartney

Get Started e Nothing for Free podem ser encontradas, até agora, nas versões de Egypt Station vendidos na Target (USA), HMV (Inglaterra) e na edição japonesa, em SHM-CD)

Como sempre acontece com os lançamentos de Paul McCartney desde…muito tempo, os álbuns são oferecidos em uma grande variedade de formatos.

Não seria diferente com Egypt Station (leia a crítica aqui) que, além da versão normal em CD e vinil, também tem uma versão dupla (vinil), também pode ser encontrado em versões exclusivas das lojas Target (Estados Unidos) e HMV (Inglaterra), além da edição japonesa, que por lei precisa sempre ter algo extra.

Só para fãs

No caso, o diferencial são duas canções extras: Get Started e Nothing for Free (ouça as duas no fim do post). Normalmente as canções que McCartney escolhe para lados B e como faixas extras são bastante boas. Infelizmente, esse não é o caso.

Nenhuma das duas gravações acrescenta nada ao álbum e são recomendadas apenas para os fãs mais completistas.

Mas essa é apenas a minha opinião. Tire as suas.

Get Started

Nothing for Free

Raridade gravada pelos Mutantes é recriada, 50 anos depois, pelo compositor original

Mais Mutantes

Palco, Teatro, Cinema... | palcoteatrocinema.com.br

Escrito por um adolescente de 16 anos para o II Festival Estudantil da Música Popular Brasileira, “Glória ao Rei dos Confins do Além” é um clássico da discografia de raridades dos Mutantes. A faixa, considerada muito estranha no ano de 1968, dialogava com o discurso tropicalista e psicodélico da época. Agora, 50 anos depois, aquele adolescente recria a faixa em um single comemorativo. Paulo Girão acaba de lançar nas plataformas de música digital uma versão ao lado da Bandalém, cujos músicos se reuniram especialmente para a regravação da música.

Ouça “Glória ao Rei dos Confins do Além”: http://bit.ly/GloriaAoRei50Anos

Essa canção mudou a vida de Paulo, um niteroiense com moradia e atuação marcante no Rio de Janeiro, especialmente nos anos de 1970, participando de festivais universitários e grupos de compositores, com artistas como Gonzaguinha, Ivan Lins, Belchior e Geraldo Azevedo e dividindo palco com João Bosco, Jards Macalé, Sergio Sampaio e…

Ver o post original 305 mais palavras

Lazer deixa de ser prioridade para os brasileiros

Gasto com diversão, que já esteve em 4° lugar na conta dos brasileiros, sequer figura no ranking dos dez maiores gastos de 2017

A crise econômica faz várias vítimas, entre elas a cultura e o lazer, alguns dos itens afetados logo na primeira fase do corte de gastos de quem teve sua renda reduzida.

Pesquisa sobre os gastos do brasileiro mostram que, em 2017, transportes, alimentação dentro do lar, habitação, serviços públicos, higiene pessoal, saúde, artigos de limpeza, bebidas dentro do lar, comunicação e educação foram as prioridades.

Menos viagens

O lazer, que já esteve no top 5, ficou em uma posição modesta no ano de 2016, principalmente por conta da diminuição das viagens (tanto nacionais, quanto internacionais).

A alta do dólar, no caso dos destinos internacionais, e os preços exorbitantes das passagens aéreas nacionais, além dos custos altíssimos de hospedagens no Brasil, desestimularam os brasileiros no quesito turismo.

Economia no supermercado e no bar

A pesquisa também mostra que o brasileiro está mais esperto na hora de fazer as compras de supermercado. Além da troca das marcas famosas por outras menos conhecidas e mais baratas, os consumidores estão optando por embalagens mais econômicas (maiores).

Os gastos com alimentação e bebidas fora de casa também despencaram. Ao invés de almoços ou jantares, as pessoas estão preferindo sanduíches e salgados.

Aquele chopinho com os amigos está cada vez mais raro.

Aviso

As eleições estão chegando e precisamos votar em pessoas e ideias que possam fazer o nosso país sair dessa situação.

Egypt Station: a crítica do novo disco de Paul McCartney

Em Egypt Station, que foi lançado neste sexta (7), ex-beatle lança disco de inéditas, faz homenagem ao Brasil e leva fãs para uma variada jornada musical

É sempre delicado falar de um novo disco de Paul McCartney. Aos 76 anos, o eterno beatle é, de longe, o maior e mais genial músico vivo.

Ele poderia estar vivendo tranquilamente curtindo as glórias conquistadas, mas o homem não para e continua produzindo muito.

Ainda relevante

Apesar de não ser mais o hitmaker de décadas atrás, McCartney ainda é capaz de oferecer faíscas generosas do talento que nos deu clássicos como Hey Jude, Yesterday, Band on the Run e Mull of Kintyre, entre muitos outros.

Mesmo assim, falar sobre o álbum de um artista que pode ter uma coletânea de quatro CD (Pure McCartney) e ainda deixar coisas boas de fora, é uma senhora responsabilidade.

Ainda mais, quando ele chega depois do bom New, disco pelo qual tenho um carinho especial.

Então, vamos lá!

Viagem conceitual

Egypt Station — o 17° disco solo de Paul (sem contar os álbuns lançados com o Wings e outros projetos) e primeiro disco de inéditas desde New (2013) — teve o título inspirado no nome de pintura de Paul e foi concebido como uma viagem de trem por várias estações e estilos escolhidos pelo maquinista McCartney.

Sendo assim, ouvi-lo na ordem determinada por Paul parece a melhor maneira de entender o novo disco.

Faixa a faixa

1. Opening Station — Uma vinheta de 42s com sons de estações de trem reais e um coral de vozes. Deveria servir como uma espécie de boas-vindas ou bilhete para a viagem musical. Não funciona, mas também não incomoda.

2. I Don’t Know – Uma das duas primeiras canções divulgadas por Paul, é uma balada que fala das inseguranças de uma pessoa comum, o que nem sempre é relacionado a uma personalidade mundial como McCartney.

O piano e o clima lembram um pouco This Never Happened to me Before (do álbum Chaos and Creation in the Backyard). Uma das melhores paradas do novo disco.

— Escrevi essa música depois de um período difícil, que todo mundo passa. Sou eu externando um problema e colocando tudo em uma canção —revelou Macca.

3. Come On to Me — O outro lado do primeiro single de Egypt Station, é um pop/rock com melodia quase chiclete e uma das letras safadinhas que Paul incluiu nesse novo trabalho. Não é brilhante, mas é bem agradável e rendeu a Paul seu primeiro top 10 na Billboard em 20 anos.

4. Happy with You — É Paul sendo bastante pessoal. A canção fala de como ele está feliz (com a atual esposa, Nancy) e como deixou para trás os dias de excessos de drogas e álcool. A melodia é bem característica de McCartney, com um riff de violão que remete vagamente a Blackbird, mas com uma produção que lembra canções do álbum New (2013). Outra boa parada na viagem.

I sat round all day
I used to get stoned
I liked to get wasted
But these days I don‘t
‘Cause I’m happy with you
I got lots of good things to do, ooh yeah

5. Who Cares — Outro pop/rock bastante agradável. Parece uma daquelas músicas que Paul faz com um pé nas costas. Serve para mostrar que ele ainda pode fazer bons vocais com a sua voz de rock.

6. Fuh You — A música mais indecente do disco. Indecente pelo conteúdo da letra, deixo claro. A única composição em parceria (com Ryan Tedder, do OneRepublic) é a mais moderninha do disco. Não é a primeira investida de McCartney no tema (lembram de Hi Hi Hi?), mas é curioso vê-lo querendo apenas sexo, aos 76. Essa é daquelas que vai conquistar fãs e haters na mesma proporção. Velhinho safado!

7. Confidante — Violão e climão folk na primeira parada menos inspirada de Paul. A letra é outra daquelas nas quais Paul abre o coração, dessa vez para falar sobre alguém (amigo ou amor) do passado. Vai ter gente gostando da canção, mas não me tocou.

8. People Want Peace — Vira e mexe Paul saca uma canção pacifista. Normalmente não funciona muito e dessa vez não é diferente. Dispensável.

9. Hand in Hand — Outra balada ao piano. Apesar de menos inspirada que I Don’t Know, não chega a comprometer. É o Egypt Station voltando aos trilhos.

10. Dominoes — Talvez a canção de Egypt Station que mais vai receber opiniões diferentes. Para uns será uma das melhores canções do disco, enquanto outros a considerarão pobre. Fico entre os primeiros. Dominoes é daquelas que me imagino ouvindo daqui a muitos anos.

— Uma das coisas interessantes sobre canções é que muitas vezes elas vêm depois de uma discussão com alguém e ela aparece como uma reação a isso. Essa é a história de Dominoes. É uma canção sobre como as coisas estão bem, mesmo quando não parecem estar — explicou Paul.

11. Back in Brazil — Chegamos ao momento que deve(ria) nos encher de orgulho. Infelizmente a canção — a terceira com conexão com o Brasil (as outras são How Many People, dedicada a Chico Mendes, e Kreen-Akrore, inspirada em um documentário sobre uma tribo indígena brasileira — é um dos momentos mais fracos do disco.

A historinha de uma brasileira que se apaixona por um gringo tem uma levada de piano elétrico que lembra Sérgio Mendes ou a canção Keep Coming Back to Love (lançada por Macca em 1993), mas não chega a lugar nenhum.

Não é bossa nova, samba e nem tem clima de Olodum.

A canção ganhou clipe com imagens gravadas na Bahia, vai ser tocada nos próximos shows no Brasil, mas vai ser rapidamente esquecida.

Uma pena.

12. Do It Now — Outro momento que poderia ser evitado. A música não é terrível, mas fica a impressão de que Paul tem coisa melhor no seu arquivo de composições não lançadas. Não emociona.

13. Caesar Rock — Paul roqueiro de novo. Anima e dá novo fôlego para continuar a viagem. Não chega a ser um clássico, mas agrada. Bom vocal.

14. Despite Repeated Warnings — Tem cara de épico. Com seus quase sete minutos, a canção meio que repete uma estrutura já usada em outros momentos (Band on the Run e Uncle Albert/Admiral Halsey, para citar dois ótimos exemplos).

Suas várias mudanças de clima e ritmos — num estilo ópera-rock — e a sua crítica (velada) ao atual presidente dos Estados Unidos, fazem da canção uma forte candidata a ser lembrada por muitos como um dos momentos memoráveis de Paul McCartney.

Não chego a ser tão otimista, mas reconheço o valor da faixa.

15. Station II — A vinheta que deveria encerrar a viagem é, assim como Opening Station, uma colagem de sons de uma estação de trem. No fim, um riff de guitarra nos leva para…

16. Hunt You Down / Naked / C-Link — Outro medley onde Paul usa o seu talento para juntar diferentes melodias. O poderoso riff de guitarra nos leva para o melhor momento roqueiro de Paul.

Uma ótima maneira de terminar a viagem regular de Egypt Station (há duas outras canções que só estão na versão deluxe do disco).

Ouça as canções extras de Egypt Station neste link.

Nem tão moderno

No fim das contas, a produção de Greg Kurstin — responsável pelo sucesso Hello, de Adele, entre muitos outros — nem deixa o som de Paul McCartney tão moderno (ainda bem). Na verdade, o tom mais moderno parece estar em Fuh You, única faixa onde ele não estava no controle.

Decadência das gravadoras

Enquanto Paul e seu time se esforçam para promover da melhor maneira possível novo trabalho, com aparições em programas de TV, rádio e shows secretos, é triste ver a decadência das grandes gravadoras, que obrigam jornalistas a procurar o material necessário para escrever uma resenha decente em locais alternativos.

A diferença no trabalho de divulgação entre 2013 e 2018 é assombrosa.

Quais versões serão lançadas no Brasil? Sei lá.

Uma viagem que precisa de algumas audições

No fim das contas, Egypt Station é um disco razoável para os padrões de McCartney e bom para o atual cenário musical. Não chega ao nível de Ram (1971), Band on the Run (1973) ou Flaming Pie (1997), mas é bem melhor do que Wild Life (1972), Driving Rain (2001) ou McCartney II (1980). Fica ali, perto de Back to the Egg (1979) e Memory Almost Full (2007).

Aviso: não pare apenas na primeira audição. Egypt Station é daqueles álbuns que parecem pouco interessantes no primeiro momento, mas que vão crescendo mais a cada vez que ouvimos.

Essenciais: I Don’t KnowDominoes, Come on to Me e Despite Repeated Warnings.

Para pular: Back in Brazil, Do it Now, Opening Station e Station II.

Cotação: *** ½

Paul e o Brasil

Paul McCartney e o Brasil têm uma forte ligação desde 1990, data da primeira visita de Paul ao país.

Naquele ano, McCartney e banda fizeram duas apresentações no Maracanã e conseguiram quebrar o que até hoje, segundo o livro Guinness, é o recorde de  publico para a apresentação de um único artista (184 mil pessoas, no dia 21 de abril).

Depois disso, Paul voltou ao Brasil em 1993, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2017.

Durante essas apresentações, Paul experimentou músicas que jamais havia tocado ao vivo, resgatou antigos sucessos e até foi atacado por gafanhotos.

É ou não é uma relação especial? Portanto, nada mais justo que fazer mais uma música inspirada no país.

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia

Chatbots em baixa

Grandes, como Amazon e Microsoft, estão mudando sua geração de bots de atendimento ao público

Tão irritantes quanto as ligações de telemarkting e os atendentes virtuais, utilizados por várias empresas, em especial operadoras de telefonia e TV a cabo, são os chatbots, que infestam o atendimento de sites de compras.

A ideia, que parece boa, acaba dando ao usuário uma má experiência, seja pela incapacidade do bot em entender a sua demanda ou na precisão das respostas.

Nova geração

Recentemente, Amazon e Microsoft anunciaram estar desativando uma categoria de chatbots e apostando em uma nova linha de robôs, teoricamente mais eficientes.

Segundo as primeiras informações, essa nova geração de bots deixa de tentar entender o que as pessoas estão querendo dizer e passam a dar opções do que podem fazer pelos consumidores.

No Brasil são muitas as empresas que aderiram aos chatbots e que devem estar sofrendo com o alto número de reclamações sobre eles.

Ah, muitos especialistas dizem que o problema é que o consumidor não está preparado para utilizar de forma correta essa tecnologia.

Brilhante!

Brasileiros ainda guardam dinheiro em casa

Pesquisa mostra que ¼ dos brasileiros deixam o dinheiro em casa ao invés de aplicá-lo

Pode parecer estranho que em 2018 ainda existam pessoas que guardam dinheiro em baixo do colchão, mas é verdade. Pelo jeito, não são apenas políticos corruptos que enchem apartamentos de dinheiro.

Tão estranho quanto deixar o dinheiro em casa é saber que a Poupança ainda é utilizada por 60% dos brasileiros. Ou seja, proteger o seu patrimônio financeiro não é uma prática comum.

Opção insegura

Numa época onde a violência e a falta de segurança estão em alta, parece ilógica a escolha de manter qualquer quantia dentro de casa, além de ser economicamente ruim, já que a inflação corrói o seu valor.

Além da péssima e já citada Poupança, outra escolha popular (e pouco rentável) é a Conta Corrente, utilizada por 18% da população. Completam o ranking das escolhas a Previdência Privada (7%), os Fundos de Investimentos (5%), CDBs (4%) e Tesouro Direto (4%).

Falta de dinheiro

Dados do mês de maio mostram que o brasileiro não tem o costume de poupar. As razões? Renda muito baixa (40%), imprevistos (25%), falta de qualquer renda (12%) e excesso de gastos (12%).
A coisa não anda mesmo fácil.

Veja a pesquisa completa aqui.

Museu Nacional: um incêndio e muitos culpados

Governos — militares, civis, de direita, esquerda, e “academia” sucatearam um dos espaços mais importantes da nossa história

Foto: Uanderson Fernandes/Agência O Globo

O incêndio que destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, é, segundo todos, uma tragédia anunciada.

Foram anos de descaso de governos e de diversas reitorias da UFRJ (responsável pelo museu desde 1946).

Outras tragédias

Incêndio no MAM – 1978

Vale lembrar também que desde 1976 o museu funciona fora das recomendações do Corpo de Bombeiros e que, as verbas para tal adaptação são geridas pela mesma instituição que destruiu o Canecão e que vem sofrendo com incêndios em várias de suas instalações.

• 2011: incêndio na capela do campus da Praia Vermelha, de 1850;
• 2016: fogo destrói prédio da reitoria, na Ilha do Fundão

O Rio parece ser palco de incêndios avassaladores. Foi assim com a TV Tupi, TV Globo, com o Museu de Arte Moderna (MAM), que em 1978 perdeu obras de nomes como Picasso, Dalí e Portinari, entre muitos outros, consumidas pelas chamas.

Mas, infelizmente, esses eventos não são uma exclusividade do Rio. É só lembrar o que aconteceu com o Museu da Língua Portuguesa.

Descaso e memória seletiva

Já teve gente (boa) me chamando de reacionário, mas lembro que o repasse de verbas (de responsabilidade única e exclusiva da UFRJ) não acontece de maneira satisfatória acontece desde sempre.

Continuo indignado com as declarações de dirigentes da universidade que citam (em primeiro lugar) o prejuízo de pesquisadores, que perderam seus trabalhos. Sério?

Já ouvi de um reitor e de um secretário que “a função principal da universidade não é difundir conhecimento, mas produzir conhecimento”.

Portanto, o importante é manter a verba para as pesquisas, mesmo que isso signifique mortes no hospital gerido pela instituição ou a destruição de seu/nosso patrimônio.

Vote direito

Então, vote direito, em gente que lute pela boa utilização das verbas, mas não esqueça: governos — militares, civis, de direita, esquerda, e academia sucatearam um dos espaços mais importantes da nossa história.

Lembre também que os governos, durante mais de sete décadas, repassaram verbas para a universidade que, de acordo com a autonomia universitária, distribui o dinheiro para as áreas que preferir.

Dizer que o corte de verbas dos últimos anos é a razão do incêndio é burro. Dizer que o BNDES atrasou durante cinco anos a análise do financiamento para a reforma do museu, é ridículo.

O museu tinha 200 anos e, repito, desde 1946, pelo menos, vem sendo negligenciado.

A indignação dos políticos e dirigentes da UFRJ é asquerosa assim como a memória seletiva de alguns!

Aproveitadores

O fim do museu é a oportunidade perfeita para reforçar o pedido de mais verbas para as universidades.

A demanda poderia ser justa, caso fosse claro para a sociedade onde é investido o dinheiro recebido e quais as condições de cada um dos departamentos da instituição de ensino.

Tomar atitudes como a que destruiu o Canecão é típico de uma academia (sim, em caixa baixa) que vive fora da realidade e de gente que prefere ver destruído um espaço importante para a Cultura em troca de uma ideologia barata e que jamais sairá do plano da imaginação.

Defendo que sejam destinadas as verbas necessárias para o bom funcionamento da UFRJ, mas, mais ainda, defendo que as verbas tenham destinações prioritárias. Na ordem: ensino, manutenção de hospitais e museus, e, depois, pesquisa.

Raiva dos culpados

Sim, estou PUTO com mais esse episódio lamentável que acontece na cidade que nasci, vivo e amo.

A cagada é indescritível e são muitos (muitos mesmo) os culpados (chama-los de responsáveis seria muito educado) pelo que perdemos, não só em termos de memória, como em termos de amor próprio.

Pena saber que as gerações futuras jamais conhecerão um dos espaços mais icônicos e importantes da cidade maravilhosa (também em caixa baixa).

PS: O diretor do museu disse que se o terreno tivesse sido cedido para a UFRJ essa tragédia poderia ter sido evitada. TÁ DE SACANAGEM?

Maioria dos brasileiros utiliza aplicativos de mobilidade

Levantamento faz parte do Mapa da Qualidade de Vida 2018 – Viva Real, que ouviu moradores de 12 capitais

O trânsito das grandes e médias cidades do Brasil é um dos grandes problemas da população. Os péssimos serviços de transporte público fazem com que muitos brasileiros ainda prefiram o carro ou, na melhor das hipóteses, aplicativos de transporte, como Uber, Cabify, 99 e outros.

Infelizmente, sem metrô ou trens confiáveis e com uma malha decente, somos obrigados a engolir soluções pobres como BRTs, que poderiam funcionar, caso fossem feitas de maneira menos mal planejadas e executadas, o que parece impossível no Brasil.

Nos últimos anos, o uso de aplicativos de mobilidade cresceu no país. Pesquisa realizada pelo Viva Real (empresa do Grupo ZAP), mostra que 52% dos brasileiros utilizam algum deles para o seu deslocamento.

Carro na frente

O Mapa da Qualidade de Vida 2018 ouviu moradores de 12 capitais e mostra que o carro ainda é o principal meio de transporte utilizado nessas cidades, com 63% de participação, na sequência estão os aplicativos, seguido por ônibus (48%), caminhada (44%), metrô (35%), táxi (17%), trem (10%), bicicleta (9%), motocicleta (5%) e caminhão (0,2%).

Deslocamento para o trabalho

Quando perguntados sobre como vão e voltam do trabalho, os entrevistados confirmaram a hegemonia dos automóveis (59%), seguido de ônibus (48%), aplicativos de mobilidade (47%) e metrô (33%).

A tendência é uma troca dos automóveis próprios pelo uso de aplicativos. O que, apesar de diminuir o custo para os usuários, está longe de ser uma boa solução em termos de mobilidade.

Será que algum dia teremos pessoas de bem pensando no deslocamento da população?

A pesquisa foi realizada com 3.990 respondentes das seguintes capitais: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

Mulheres compram maioria das passagens aéreas

Segundo levantamento da agência ViajaNet, participação feminina é de 64%. Sabe o que isso significa?

Segundo pesquisa divulgada pela agência ViajaNet, as mulheres já respondem por 64% de todas as vendas de passagens aéreas no Brasil.

Esse número significa um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano passado.

Claro que esse número precisa ser relativizado, já que a compra das passagens pode ser feita para outra pessoa ou para toda a família.

Clique para ampliar

Portanto, respondendo à pergunta lá de cima, isso não significa nada.

Os Mutantes ganham sua discobiografia

Sessão de autógrafos  aconteceu nesta sexta-feira (31), no Rio de Janeiro

Difícil explicar como uma banda como Os Mutantes apareceu no cenário musical brasileiro dos anos 1960, basicamente comportado e elitista, com pitadas de popular.

O som psicodélico, anarquista e único do grupo é agora contado em Discobiografia Mutante: Discos que Revolucionaram a Música Brasileira.  A autoria (em português e inglês) é da jornalista Chris Fuscaldo.

O livro revela detalhes das gravações e das capas que embrulhavam os petardos sonoros contidos naquelas bolachas de vinil — estamos falando dos anos 60 e 70, quando o CD e o streaming não pensavam em existir.

Cinquenta anos de sucesso

O aniversário de 50 anos do lançamento do primeiro disco da banda — Os Mutantes (1968) foi o gatilho para a ideia do livro.

— Em fevereiro, tive um insight de que o primeiro disco deles fez 50 anos. Escrevi tudo em dois meses. A pesquisa foi longa, mas escrever foi fácil — disse a autora.

O livro, com um texto leve e delicioso de ler, serve como uma espécie de complemento para a também ótima biografia do grupo — A Divina Comédia dos Mutantes, de Carlos Calado (editora 34) — mas abordando outros ângulos da genialidade daqueles loucos paulistas.

Hits e obscuridades

Ligados ao Tropicalismo, os Mutantes, se colocam em um espaço único na história musical brasileira. Canções como Ando Meio Desligado, Balada do Louco, Panis et Circenses e Baby, são reconhecidas em todos os cantos do país. Mas como não falar de obscuridades brilhantes como Bat Macumba, Meu Refrigerador não Funciona e Chão de Estrelas?

A criatividade das composições, a inteligência das releituras e a sonoridade única deixaram marcas profundas no desenvolvimento do nosso cenário musical.  Além da inovação tecnológica. Vários de seus instrumentos era fabricados especialmente para eles, ajudando a formatar sons únicos.

Sucesso reconhecido

O trio Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee — mais tarde acrescido dos ótimos Liminha e Dinho Paes Lima — construiu uma obra que é reverenciada em todo o planeta.

Difícil entrar em alguma livraria ou loja de discos na Inglaterra ou Estados Unidos sem encontrar algo relacionado ao grupo.

Gente do calibre de David Byrne, Kurt Cobain e Sean Lennon está entre os fãs da banda, que até hoje arrasta um grande público por onde quer que passe.

— Eu conheci os Mutantes na coletânea que o David Byrne lançou sobre a música brasileira, Everything Is Possible (1999). Foi incrível descobrir que tudo aquilo foi criado por uma só banda — revelou Chris Fuscaldo.

Consultoria de primeira

Com um texto leve e delicioso de ler, Discobiografia Mutante: Discos que Revolucionaram a Música Brasileira serve como uma espécie de complemento para a também ótima biografia do grupo — A Divina Comédia dos Mutantes, de Carlos Calado (editora 34) — mas abordando outros ângulos da genialidade daqueles loucos paulistas e baseado em depoimentos de quem participou de tudo.

— Comecei a fazer a pesquisa em 2002, quando estava na faculdade de jornalismo. Nessa época eu era estagiária no Globo Online, e meu mentor era o Jamari França. Ele fez uma ponte para eu falar com a Rita Lee e, na mesma época, tive acesso ao Sérgio Dias. Ao longo dos anos, fiz várias matérias sobre o grupo — disse Chris Fuscaldo.

Sérgio, aliás, acabou sendo uma espécie de consultor do projeto.

— Fui ver um show dos Mutantes em Ribeirão Preto e acabamos retomando o contato. Depois disso, o Sérgio serviu como fonte para tirar algumas dúvidas que ainda tinha — revelou a autora.

Discobriografia ampliada

Um dos maiores trunfos da publicação é ampliar a discografia do grupo aos álbuns solo lançados com a participação (divulgada ou não) dos membros da banda.

Assim, obras como Loki? (1975) e Esse é o Primeiro Dia do Resto das Nossas Vidas (1972), que são importantíssimos para a compreensão do legado da banda, também ganharam destaque.

Os lançamentos mais recentes — de Technicolor (2000) até Fool Metal Jack (2016) — também estão incluídos. O que torna o livro a obra mais abrangente já escrita sobre a música dos Mutantes.

As histórias sobre as gravações e a produção das capas dos discos são recomendadas para iniciantes e iniciados.

Vaquinha virtual

O projeto foi todo bancado por um crowfunding (vaquinha virtual). O que deu mais liberdade para a autora. Mas também aumentou os riscos da ideia nunca chegar ao papel.

— Eu pensei em levar o livro para uma editora. Mas como eu me coloquei um prazo muito curto para termina-lo, preferi fazer sem o envolvimento delas. Além disso, muitas delas estão com muito problemas financeiros. Achei melhor fazer por mim mesma — explicou.

A autora

Chris Fuscaldo é jornalista, pesquisadora e já trabalhou nos jornais O Globo e Extra, e na revista Rolling Stone. Em 2015, fez a pesquisa do livro Rock in Rio 30 Anos e, em 2016, lançou a Discobiografia Legionária (Ed. LeYa), sobre o Legião Urban. Ano passado, soltou a voz no CD Mundo Ficção.

A trajetória da autora (que conheço desde que era estagiária) segue um caminho muito desprezado país: o da preservação da nossa história.

— É isso que tento fazer na minha vida profissional. Preservar a memória da música brasileira. O que não é fácil — explicou.

Lançamento (Rio de Janeiro)

O lançamento da Discobiografia Mutante aconteceu na sexta-feira (31/8) no Sebo Baratos, na Rua Paulino Fernandes, 15 – Botafogo – às 19h.

Foi ótimo!

Serviço

Discobiografia Mutante: Álbuns que revolucionaram a música brasileira
Livro bilíngue Português / Inglês
243 páginas
Autora: Chris Fuscaldo
Editora: Garota FM Books
Preço: R$ 80,00

Site para compra: http://chrisfuscaldo.com.br/discobiografia-mutante/

Fotos: Divulgação, reprodução e Tatynne Lauria

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Vinho da Porsche é Criado para Celebrar 70 Anos da Marca de Carros – Ju Gonçalez

Amantes de carro, pirem: um vinho da Porsche foi criado para celebrar os 70 anos de existência da marca e você pode adquirir para beber.

Fonte: Vinho da Porsche é Criado para Celebrar 70 Anos da Marca de Carros – Ju Gonçalez

Mônica Salmaso – Tributo a Wilson Baptista – 25/8

Cantora estreou no Rio a versão estendida do Tributo a Wilson Baptista, show que confirma a excelência na escolha dos seus projetos

Mônica Salmaso é, provavelmente, a dona da mais bela voz do Brasil, e Wilson Baptista (3 de julho de 1913 – 7 de julho de 1968) é um compositor com uma das mais ricas obras do samba. Embora muita gente, como é comum na falta de memória que aflige o país, não ligue o nome às composições. A junção do talento dos dois criou um espetáculo imperdível: Tributo a Wilson Baptista.

A apresentação deste sábado (25/8) no Teatro Rival, no Centro do Rio de Janeiro, serviu não só para celebrar as canções de Baptista como para apresentá-las ao público mais jovem.

Elegância acima de tudo

Obras-primas como Acertei no Milhar, Boca de Siri e Lá Vem a Mangueira, só para citar algumas, ganharam leituras delicadas e elegantes. Como tudo tocado por Salmaso.

Acompanhada de Paulo Aragão (violão), Luca Raele (clarinete) e Teco Cardoso (saxofone e flauta), a cantora trouxe para o seu universo a obra de Baptista, sem desfigurar a essência de nenhuma das canções.

Outro destaque da noite foi a indisfarçável alegria da intérprete com o roteiro do espetáculo, o público presente, os arranjos das canções e a história de Wilson Baptista.

— Gostaria de ressaltar a minha felicidade com o público que foi ao show. Fomos muito bem acolhidos, isso foi muito especial pra gente! Voltei pra casa muito feliz! De verdade! — agradeceu por e-mail uma supersimpática Mônica Salmaso.

Histórias deliciosas

Além dos belíssimos sambas pinçados das mais de 600 composições de Baptista, Mônica Salmaso costurou o roteiro com deliciosas histórias tiradas da biografia Wilson Batista – O samba foi sua glória!, escrita por Rodrigo Alzuguir e lançada em 2014.

Os causos contados entre as músicas serviram como deliciosos links para contextualizar o momento histórico das composições.

Além disso, histórias onde os personagens são figuras do calibre de Moreira da Silva, Ataulfo Alves e Noel Rosa (com quem Baptista teve uma rixa histórica e que rendeu vários clássicos), jamais serão desinteressantes.

As histórias, vale o registro, dão chance de vermos uma Mônica Salmaso descontraída e engraçada como poucas vezes.

— Este projeto tem o diferencial de ser contextualizado na história do Wilson Baptista e por isso ter mais falas. O que me tira um pouco da minha zona de conforto, por um lado. Mas ao mesmo tempo ajuda no aproveitamento da escuta das canções — explicou a intérprete.

Respeito do público

O envolvimento dos músicos e da cantora criaram um clima mágico que se irradiou por todo o Teatro Rival. A plateia, durante praticamente todo o show, se manteve com uma atitude de reverência. Difícil descobrir se para o espetáculo, as canções de Baptista ou o conjunto da obra.

Os longos aplausos, a atenção ao ouvir as histórias sobre as canções apresentadas e o silêncio poderoso que permitia ouvir cada nota e cada nuance dos sons vindos do palco mostraram que o poder da (boa) música, como repito sempre, é atemporal.

— Agora estamos entrando na fase de arredondar o show. Tirar excessos (principalmente nas falas). Gosto dessa ordem e do repertório. Sinto que o show está bem amarrado — explicou Mônica.

Planos

Lançar um CD ou DVD do projeto são possibilidades não descartadas pela artista.

— Pensamos em gravar e fazer um material pra exibição em TV ou vídeos em capítulos para a internet… Mas são ideias que começaram agora. O que eu quero mesmo é fazer este show mais vezes — disse a cantora.

Quem puder assistir a uma apresentação desse show não deve deixar a oportunidade passar. Ou vai se arrepender.

Show

Mônica Salmaso – Tributo a Wilson Baptista – Teatro Rival Petrobras – 25/8

Cotação: *****

Fotos: Jo Nunes e Divulgação
Vídeos: Jo Nunes — Oh! Seu Oscar, A Mulher do Seu Oscar, Acertei no Milhar e Meu Mundo é Hoje (Eu Sou Assim).

Hey Jude, dos Beatles, completa 50 anos de sucesso

Música composta por Paul McCartney para o filho de John Lennon é uma das canções mais conhecidas da história do rock e ganhou uma linda homenagem do público durante o show do ex-beatle no Rio de Janeiro, em 2011

Hey Jude, don’t make it bad, take a sad song and make it better… Quem não conhece estes versos?

O épico de mais de 7 minutos, lançado pelos Beatles há exatamente 50 anos (neste domingo, 26 de agosto), é um dos grandes momentos da carreira de Paul McCartney.

A história

Em 1968, John Lennon já havia deixado a mulher, Cynthia, e o filho, Julian, e se envolvido com a futura esposa, Yoko Ono.

Paul, sempre muito ligado à família e às crianças, dirigia para fazer uma visita ao ex-clã de Lennon quando começou a cantarolar uma mensagem para Julian. Daí surgiram a melodia e os versos iniciais de Hey Jude (Hey Jules, don’t make it bad…).

Depois de alguns ajustes na letra e um certo desentendimento com George Harrison (que queria fazer um contraponto na guitarra após cada verso cantado por Paul) o que surgiu foi uma das mais belas melodias já criadas pelo homem.

O melhor público

Desde 1989 que Paul McCartney resgatou a canção em seus shows. Foram centenas de execuções, cada uma com o coro do público se sobressaindo com a regência de um sempre orgulhoso McCartney.

Porém, em 2011, no Engenhão, no Rio de Janeiro, Paul e sua banda foram surpreendidos por uma homenagem do público que jamais tinham visto antes.

De maneira totalmente espontânea, membros do público que estavam na pista vip fizeram cartazes com a palavra Na, que foram erguidas na parte final da canção.

As expressões de surpresa são indisfarçáveis (veja o vídeo abaixo) e a ideia foi, depois, copiada em várias partes do globo, mas sem o mesmo impacto e beleza da realizada pelos cariocas.

Delicie-se com a versão original e a sensacional participação do público no Rio.

Ilações inúteis, reflexões sobre o nada e coisas mais sérias

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