A corrupção é, juntamente com a violência, o tema do momento no Brasil. Ela influencia em praticamente todos os aspectos da vida do brasileiro. A (falta) de educação é um dos fatores que fazem a percepção da violência aumentar. Espero, sinceramente, que as eleições deste ano possam ajudar o Brasil a seguir por um rumo melhor.

Dois dos principais problemas enfrentados pelo Brasil, a corrupção e a violência, estão diretamente ligados à baixa qualidade da educação, na opinião de 77% dos brasileiros. É o que revela uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Todos Pela Educação.

De acordo com o balanço, quanto maior o nível de escolaridade dos entrevistados, maior a percepção sobre a relação entre a educação e os níveis de violência. Pessoas com, pelo menos, a quarta série completa, por exemplo, representam 71% dos que acreditam na conexão dos dois aspectos. Esse índice sobe para 82% quando a pergunta é feita para quem tem ensino superior.

Para a coordenadora de projetos do Todos Pela Educação, Vanessa Souto, essa convicção dos brasileiros se remete ao fato de que, com um aumento na qualidade da educação escolar e um comprometimento maior das instituições de ensino, diminuiria o espaço para a violência.

“As pessoas entendem que, uma educação de qualidade traz maiores oportunidades a essas crianças e jovens. Então, uma educação de boa qualidade permite que as crianças e jovens, quando saírem da escola, estejam com aprendizagem adequada, concretizem seus projetos de vida. Isso, com certeza, ajuda a reduzir a questão da violência, porque mais pessoas estariam empregadas, mais pessoas terão uma renda melhor”, afirma a especialista.

O balanço aponta ainda que, seis em cada dez brasileiros concordam total ou parcialmente que a corrupção no Brasil decorre da falta de estrutura na educação.

Na avaliação do diretor geral do Senai, Rafael Lucchesi, os brasileiros atribuem essa ligação à falta de uma gestão mais comprometida que deve partir, principalmente, dos governantes.

“A população tem uma percepção clara de que há problema de gestão na escola. Então, o problema não é só locativo. É, sobretudo, gerir melhor os recursos que hoje são alocados. Certamente, isso está associado a uma percepção de uma má administração da escola e da corrupção que existe na máquina pública brasileira, que é de domínio amplo”, comenta ele.

Lucchesi destaca ainda que, para a população, as melhorias da qualidade da educação viriam com uma melhor gestão escolar, com a valorização do professor, um cuidado maior com o aprendizado do aluno e mais atenção com a firmação da cidadania.

Insatisfação

O balanço divulgado mostra também que, em quatro anos, a insatisfação com a educação no país aumentou. Em relação às escolas públicas, cerca de 26% dos entrevistados considera o ensino no nível médio como ruim ou péssimo. O deputado Caio Narcio (PSDB-MG), titular da Comissão de Educação na Câmara dos Deputados acredita que o cenário poderia ser outro se os professores fossem mais valorizados.

“Não há educação sem professores motivados. São professores que, geralmente lecionam por vocação, fazem isso com muito esforço e dedicação, mas que são mal remunerados”, ressalta o congressista.

A pesquisa feita pela CNI, juntamente com o Todos Pela Educação foi realizada pelo Ibope Inteligência. Os entrevistados foram ouvidos entre os dias 15 e 20 de setembro de 2017, em 126 municípios brasileiros.

Fonte: Agência do Rádio Mais

Publicado por: Fernando de Oliveira | 18/04/2018

Documentário escancara os demônios e os dramas da vida de Eric Clapton

Life in 12 Bars, que foi exibido nos cinemas lá de fora e chega nas lojas em junho, emociona até mesmo quem não é fã do guitarrista



Eric Clapton
é um dos músicos mais famosos e talentosos do mundo. Já compôs canções que se tornaram clássicos do rock, já ganhou vários prêmios e amou várias mulheres. Porém, teve uma vida cheia de baixos e agora, depois dos 70 anos, decidiu abrir o coração em um documentário onde, mais que narrar sua carreira, conta sobre suas mágoas, seus vícios (álcool e drogas) e seus traumas. Life in 12 Bars (Vida em 12 compassos, em tradução livre) serve como um belo complemento para alguma das inúmeras biografias do músico e confirma que ele é mesmo um sobrevivente.

O filme, dirigido pela diretora e produtora vencedora do Oscar, Lili Fini Zanuck, teve como base uma série de entrevistas onde Clapton falou sem reservas sobre tudo. Por isso, talvez, a música fique em uma espécie de segundo plano, embora o próprio Clapton seja categórico: “A música me salvou”. O foco principal fica mesmo na vida do artista, desde a infância, quando foi abandonado pela mãe, criado pelos avós – ele passou boa parte da infância achando que a irmã era a sua mãe e só foi conhecer a mãe já grandinho -, até o family man dos dias de hoje, passando pelas loucuras dos anos 60 e 70 e pela morte do filho Connor, em 1991.

Vícios

Se os anos 60 foram a época da maconha e do LSD, os anos 70 foram a época – para Clapton – da heroína e do álcool. Embora amplamente divulgado, é diferente ler sobre os efeitos da droga em Clapton e ver e ouvir esses efeitos. Em uma entrevista, com a voz totalmente chapada, ele diz odiar a vida e que não vai ficar por aqui (na Terra) por muito tempo. Mais angustiante ainda é ver cenas de Clapton cheirando cocaína e bêbado no palco e fora dele, em um estado muito mais deplorável do que quando usava heroína. Os absurdos comentários racistas – que não são mostrados no documentário, que apenas apresenta recortes de jornais sobre o assunto – e o comportamento errático do músico, mostram a razão dessa década ser praticamente ignorada na maioria das biografias. Ele simplesmente não lembra de muita coisa.

Porém, em termos de vício, podemos dizer que tudo começou com uma mulher: Pattie Boyd/Layla/Harrison. A então mulher do beatle George Harrison, melhor amigo de Clapton, e dona de algum borogodó poderoso – vale lembrar que ela foi a inspiração para canções como Something, Layla, Wonderful Tonight e Breathe On Merevirou a cabeça do guitarrista, que mergulhou na heroína e acabou produzindo o seu melhor trabalho: Layla and Other Assorted Love Songs, um grito desesperado de amor, que acabou não surtindo efeito e só piorou a vida do Deus da Guitarra.

Música

Como citei anteriormente, Life in 12 Bars serve como complemento as biografias de Clapton, principalmente no que se refere a sua carreira. Há alguns momentos e outtakes interessantes da sua carreira com o Cream e, principalmente, sobre o processo de criação do primeiro e único álbum do Derek and the Dominos. Todo o resto – inclusive o encontro com Hendrix – é pincelado de maneira reverencial, mas que não dá a devida profundidade que sua música merece. Vários discos são apenas citados e outros totalmente ignorados, o que torna o documentário capenga nesse sentido.

A trilha sonora do documentário, que também será lançada em junho, traz algumas boas novidades, entre elas a versão completa do sucesso I Shot the Sheriff e duas mixagens feitas pelo próprio Clapton para canções do seu primeiro disco solo, embora também fique mais restrita aos primeiros anos da carreira do guitarrista. Mesmo assim, fica claro que ainda há muita coisa inédita nos arquivos do guitarrista. Outro ponto para a trilha sonora é trazer algumas participações de Clapton em discos de gente como os Beatles e Aretha Franklin.

Drama e emoção

Se a carreira musical é usada como uma estada secundária, fica impossível não se emocionar com momentos como o do nascimento do primeiro filho, Connor, de como Clapton nutriu e germinou o espírito paterno e de como a trágica morte do menino afetou para sempre a sua vida e, muito provavelmente, o manteve vivo. O momento no qual Clapton fica em casa lendo cartas de condolências e acaba descobrindo um tesouro do filho, é daqueles que fazem com que qualquer ser humano minimamente normal fique com os olhos cheios d’água. E se a primeira cena do documentário – uma mensagem de vídeo gravada no dia da morte do amigo e ídolo B. B. King – parece fora de contexto, a última cena do documentário faz tudo se encaixar.

Life in 12 Bars tem muitas qualidades e defeitos. Pode não ser o documentário definitivo sobre a carreira de um dos maiores nomes do rock e do blues de todos os tempos, mas é definitiva para alguém que precisava exorcizar tudo, exorcizar todos os fantasmas e demônios que tornaram possível se tornar um bom pai, marido e pessoa.

O CD, DVD e Blu-ray tem lançamento programado para o dia 8 de junho – sem previsão de lançamento no Brasil – e (tomara) deve trazer alguns extras que podem enriquecer ainda mais a obra.

Clapton ganha show-tributo pelos 73 anos no Rio de Janeiro (13/04/18)

Big Gilson, provavelmente o maior expoente do blues nacional, e a Clapton Tribute BandCharles Zanol (vocal), Pedro Leão (baixo), Rubens Achilles, (guitarra) e Gil Eduardo (bateria) – celebraram a carreira do Deus da Guitarra em show no Teatro Rival. Com um repertório que percorreu toda a carreira de Clapton, a banda mostrou momentos afiados (Badge e I Shot the Sheriff) e alguns menos inspirados (Old Love). A (excelente) banda Oldstock, que abriu a noite, fez uma ótima mistura de rock clássico e blues e aqueceu a plateia para que Big Gilson & Cia transformassem o Rival em um autêntico bar de blues de Chicago.
Os 73 anos de Clapton, completados no dia 30 de março, foram muito bem comemorados. Que muitas outras comemorações ainda aconteçam.

 

As músicas do show

Key to the Highway (acústico)
Nobody Knows You When You’re Down and Out
Before You Accuse Me
Blues Before Sunrise
Tell the Truth
Riding With the King
Bad Love
Have You Ever Loved a Woman?
Badge
Old Love
I Shot the Sheriff
Tearing Us Apart
Cocaine

Bis
Layla

PS: Uma versão desse texto também foi publicado na Revista Ambrosia

 

 

Publicado por: Fernando de Oliveira | 16/04/2018

Drake ultrapassa Paul McCartney no ranking de hits no topo da Billboard

Essa é daquelas notícias que necessitam de algum tempo para serem digeridas. O grande rapper Drake acaba de ultrapassar Paul McCartney na lista de músicos com mais hits no topo da Billboard. O que dizer sobre isso? Que a qualidade da música (e dos ouvintes) atual piorou? Isso, todo mundo já sabe. O que deixa o sinal vermelho aceso é que ele está perto de Elvis, Elton John, Steve Wonder e do Rei do Pop, Michael Jackson, que é o líder desse ranking.

A quantidade de canções desses artistas veteranos que podem ser cantadas por qualquer pessoa (criança, jovem, adulto ou idoso) é imensa. Agora, experimente perguntar sobre alguma canção de Drake e veja quantos saberão citar alguma. Provavelmente será um número equivalente aos que conhecem alguma canção dos Ramones, apesar de vestirem camisetas da banda.

Que os deuses tenham piedade de nós.

A lista da Billboard

Michael Jackson – 29
Stevie Wonder – 28
Elton John – 27
Elvis Presley – 25
Drake – 24
Paul McCartney – 23
JAY-Z – 21

Fonte: Omelete

Publicado por: Fernando de Oliveira | 14/04/2018

Governo do Estado do Rio de Janeiro insiste em app para servidores

Tecnologia é, na maioria das vezes, algo bom. Quando bem utilizada, ela pode facilitar a vida, economizar tempo e evitar aborrecimentos. Porém, a tecnologia não se sobrepõe às obrigações básicas quando se trata das relações de trabalho. Dito isso, ainda consigo ficar surpreso com a insistência com a qual o Governo do Estado do Rio de Janeiro – que vive atrasando meses de salários e ainda deve para grande parte dos servidores o 13º de 2017 – em promover o Servidor.RJ, um app que permite aos funcionários ter acesso à folha de pagamento, contracheque e, segundo ele, outros benefícios.

Ora, mais importante que ter acesso aos 12 últimos contracheques (se é que foram pagos) ou saber das novidades do portal do governo, é ter seus vencimentos honrados pelo empregador.

Mesmo assim, publico o que é preciso para acessar o Servidor.RJ, que não testei e não sei se funciona mesmo.

Boa sorte, servidores.

Como acessar

Para utilizar o serviço, é necessário fazer o login, utilizando o ID funcional ou CPF. O App solicitará a senha que já está cadastrada no Portal do Servidor. No primeiro acesso, é necessária a ativação do aplicativo por meio de um código que será enviado para o e-mail cadastrado no Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos.

O Servidor.RJ já está disponível para download na Google Play Store, para smartphones com sistema operacional Android e na Apple Store para o sistema iOS (iPhone).

Publicado por: Fernando de Oliveira | 13/04/2018

O amor não é para amadores

Não é para amadores mesmo!

Mariel Fernandes

Um dia, tirei foto de um casal distraído. Pamorenso que o amar é assim, acontece aos que se dão por vencidos. E, não precisando mais, abrem mão de ter razão e passam a conversar entre si. Ninguém é feliz sozinho, como diria o poeta? Mesmo, mesmo?  Os amores são para amantes, não para iniciantes, esses que declamam coisas como “não posso viver sem você” e acham que isso é, sei lá, bonitinho. Se alguém me diz isso, antes de terminar a frase, estou a 200 quilômetros de distância e não vou pensar em parar antes de chegar a seguros 400 quilômetros. A não ser que seu amor seja seus pulmões, sim, você pode ser feliz sem ele ou ela. Diria que deve: ninguém encontra um amor que mereça esse nome se antes não for capaz de ser completo sozinho, que essa coisa da metade da laranja é conversa pra…

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Publicado por: Fernando de Oliveira | 12/04/2018

Pesquisa mostra que 30% dos brasileiros vendem vale refeição

A crise econômica que persiste em tirar empregos e diminuir a renda dos brasileiros e que deve ainda deve demorar para ser extinguida, faz com que muitos brasileiros utilizem práticas pouco ortodoxas – e nem sempre legais – para complementar a renda familiar. Dentre essas práticas está a venda dos vales refeição/restaurante/alimentação. O problema é que, apesar de muita gente não saber, isso é crime e pode até resultar em demissão por justa causa. Portanto, cuidado.

Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em todas as capitais do país mostra que três em cada dez (30%) consumidores já venderam o ticket refeição que recebem de seu empregador, um número pra lá de alto.

O estudo indica algumas dicas para economizar o ticket e que realmente são importantes.

1. Saiba o limite que possui no Vale Refeição e controle o valor diariamente. As empresas fornecedoras desse benefício geralmente possuem aplicativos para celular. De modo fácil e rápido, pode-se conferir quanto possui de saldo e também a média de quanto gastar por refeição até a data de recebimento do próximo benefício.

2. Cuidado com o hábito de usar seu ticket para pagar jantares, bares e até compras no mercado. Lembre-se que o valor é para custear seus almoços, feitos durante o expediente. Essa prática faz com que o dinheiro acabe antes do fim do mês. Se gastar com outras finalidades, terá que compensar de alguma forma, reduzindo custos nos almoços durante a semana.

3. Não se iluda pelo tamanho do prato em restaurantes por quilo. Como o prato muitas vezes é maior nesse tipo de restaurante, o consumidor pode achar que tem pouca comida e acabar pegando mais e desperdiçando. Para não cair na pegadinha, coloque os alimentos apenas na região central do prato, sem utilizar as bordas.

4. Sempre que possível, evite comprar bebidas e sobremesas, que costumam ser mais caras nos restaurantes. Além disso, vale evitar o cafezinho. Deixe para tomar quando retornar à empresa, onde a bebida geralmente é de graça.

5. Faça um reconhecimento do terreno ao redor do seu trabalho, ou seja, caminhe para um pouco mais longe, vendo se há lugares bons e mais baratos. Especialmente nos grandes centros comerciais, os preços costumam ser mais salgados.

6. Para atrair mais clientes, alguns restaurantes têm programas de fidelidade, que dão brindes ou descontos após um determinado número de refeições naquele lugar. Isso ajuda a economizar;

7. Outra dica é procurar comer em horários alternativos. Alguns quilos oferecem desconto após, por exemplo, as 14h, quando o movimento cai bastante.

Leia a pesquisa completa

Fonte: SPC Brasil

Letreiro no aeroporto de Edingurgh, perto do ponto dos ‘tram’, como eles chamam o VLT

Existe uma corrente de nômades-mochileiros-viajantes-das-galáxias que defende a elaboração de roteiros geométricos. O objetivo, dizem, é economizar tempo, dinheiro e energia. Dá um trabalho do cacete fazer isso. Principalmente se você é libriano raiz, que fica totalmente perdido quando é obrigado a escolher entre tantas opções.

Aconteceu comigo. E foi uma morte horrível.

O lado bom é que agora tenho vários roteiros prontos, coisa de deixar o velho Euclides, pai da geometria, superorgulhoso!

Nos nossos próximos encontros por aqui explicarei como fazer um bom roteiro pela Escócia. E prometo mostrar minha experiência geométrica. Agora vamos falar de uns outros detalhes importantes. Tipo: qual é a melhor época do ano para visitar a Escócia? Eu poderia responder, simplesmente: TODAS.

Mas aí acabariam o post e a expectativa. Sendo assim, precisamos considerar alguns aspectos de calendário. E do mapa mundi também.

A Escócia fica ao norte do Reino Unido. Tem ilhas que pertencem ao país que estão até mais para a Noruega do que propriamente para a Escócia. E, vamos combinar, se a Inglaterra já tem fama de ser um lugar frio e chuvoso, imagina a Escócia, né. Por lá eles dizem que o país tem duas estações do ano: inverno e julho.

Já dá pra perceber que não é recomendável programar a viagem, especialmente se for a primeira visita, para os meses que correspondem ao inverno no hemisfério norte. Deixa pra fazer isso quando você estiver mais “corajoso”. Bem mais. Daí você fica de olho num troço chamado Hogmanay, o réveillon escocês, uma festa que dura TRÊS DIAS, companheiros, TRÊS! Com direito a banho no gelado Mar do Norte logo ao amanhecer.

Por outro lado, não acredito que seja uma boa ideia programar a estada para o verão deles, em julho/agosto. Até porque, como dizem por lá, o verão na Escócia dura apenas um dia.

Brincadeiras à parte, é bom ressaltar que em julho e agosto os europeus estão viajando. E os americanos também. E os japoneses (e esses são incrivelmente muitos). As cidades estão mais cheias, as atrações a serem visitadas são disputadas palmo a palmo e fica tudo mais caro. Muito mais caro. Sem falar na dificuldade de encontrar vagas em hotéis, que passam a ter diárias com valores exorbitantes, principalmente na capital escocesa, Edinburgh, que já não é um lugar barato. Mas não dá pra deixar fora da mira.

Outro aspecto negativo desses meses, que são o auge do verão, é que a Escócia fica mais verde. E a Escócia não pode ser vista tão verde, seria um absurdo; porque verde é a Irlanda.

A Escócia é dourada…

Kilt Rock, em Isle of Skye, nas Highlands

E é preciso conhecê-la na plenitude de seu tom mais belo sim. Portanto, esqueçam a fase de festas — Fringe, Military Tattoo e Highland Games — e optem por marcar viagem para o país na primavera ou no outono. A boa notícia é que nessa ocasiões os valores das passagens de avião estão sempre com valores mais agradáveis.

Por coincidência ou não, mesmo com o meu aniversário em outubro, nunca passei a data no “meu” país. Sempre opto por viajar na primavera. E em maio. Isso porque além da estação do ano, tenho levado em consideração outos tipos de calendário: o de corridas (esse eu explico em um papo bem mais reto, bem mais adiante) e a RODA DO ANO.

A melhor coisa que fiz na minha última viagem à Escócia foi levar em consideração o calendário pagão, que ainda é celebrado em várias partes do Reino Unido. Por isso, de olho nos Sabbats, defini, inicialmente, dois meses como preferidos: maio, mês de Beltane, comemorado no dia 1º, e outubro, mês de Samhain (pronucia “sôu-en”), a festa das bruxas, no dia 31.

Acabei indo em maio, e a experiência, amigos, de assistir ao Beltane em Edinburgh, num frio de 10 graus e sensação térmica em torno de 5 graus, no alto da Calton Hill, ainda não consegui explicar com palavras. Só “ibagens”.

Portanto, para responder, de verdade, à pergunta-título do post: maio vence. Tem corrida (maratonas e meias de Edinburgh e de Stirling), tem festa pagã, temfestival de whisky; também há mais dias ensolarados, os animais (na maioria, cavalos, ovelhas e as famosas hairy-coo) ficam soltos nos campos, as bluebells, marchairs e primroses já desabrocharam e o o clima está mais seco (embora possa mudar enlouquecidamente em uma única tarde, várias e várias vezes).

Mas, mesmo enfrentado vento e chuva (não tem como escapar; dizem que é isso em qualquer época do ano), você consegue se livrar dos “blood-sucking beasties”, como o povo se refere aos mosquitos por lá.

Resumindo, então. Fatores para pesar na definição do mês da viagem (aconselho passear por lá por, no mínimo, no mínimo, dez dias):

– Suas férias
– Tolerância do frio
– Tolerância a grandes grupos de turistas
– Poder aquisitivo
– Tempo de planejamento

Como no próximo post já prometi exibir meus dotes geométricos (pode chamar assim?), esses dois últimos ítens dessa listinha acima abordaremos logo em seguida. Mesmo que eu acredite que poder aquisitivo vai de cada um, correto?

Até a próxima!

Texto de Débora Thomé

Leia também:

Dicas de Viagem – Escócia I

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Wow!

hqrock

Capitão América - O Nômade dos 70s Steve Rogers adota a identidade de Nômade: crítica à era Nixon.

Há muito tempo se especulava que Steve Rogers iria deixar a identidade de Capitão América e se tornar o Nômade, tal qual nos quadrinhos da Marvel Comics dos anos 1970. O ator Chris Evans e os diretores já havia falado sobre isso anteriormente em entrevistas, chegando a dizer explicitamente que o personagem assumiria o “espírito” da ideia do Nômade. Mas agora, os irmãos Anthony e Joe Russo parecem ter confirmado que o personagem usará aquele nome no filme, pois divulgaram uma imagem no Twitter com o herói e a legenda: Steve Rogers, The Nomad. Isso é uma confirmação, não é mesmo?

infinity war nomad confirmed O tweet dos irmãos Russo: Nômade!

Captain_America_Vol_1_180Nas HQs, ao fim da saga Império Secreto, publicada em 1975, em Captain America & the Falcon 169 a 176, escrita por Steve Englehart e Mike Friedrich com desenhos de Sal…

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Publicado por: Fernando de Oliveira | 10/04/2018

Saiu o novo trailer de Solo – Uma História Star Wars

Aguardando nervosamente.

hqrock

Foi divulgado hoje o novo trailer de Solo – Uma História Star Wars, contando as aventuras do carismático personagem da saga Star Wars antes dos acontecimentos de Star Wars – Episódio IV – Uma Nova Esperança, quando apareceu pela primeira vez. Veja o vídeo abaixo:

O vídeo é muito bom! Mostra a ambiência e uma ideia de trama: Han Solo é convocado por Tobias Beckett para participar de uma missão especial – quase certo o roubo de algo pertencente ao Império. Os principais personagens são apresentados – Solo, Beckett, as versões jovens de Lando Calrisssian e Chewbacca e novos personagens, como Qi’ra (que deve ser o interesse amoroso do protagonista), L3-37 e o vilão Dryden Vos.

solo dryden vos Paul Bettany como Dryden Vos.

Neste caso, há uma grande curiosidade: originalmente, o ator Michael K. Williams foi contratado para viver o vilão, que seria um personagem digitado gravado

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Publicado por: Fernando de Oliveira | 10/04/2018

Descoberta vulnerabilidade que permite hackear contas da Netflix

Para ficar de olho!

Information Security

Por Eduardo Hayashi

Foi descoberta uma nova vulnerabilidade que permite hackear contas da Netflix. O método em questão, descoberto e descrito pelo especialista em segurança digital James Fisher, envolve a exploração de brechas de segurança presentes na forma como o Gmail e a Netflix lidam com os logins em seus respectivos serviços.

Em publicação, Fisher afirma que o serviço de e-mails da gigante das buscas desconsidera o ponto “.” nos endereços eletrônicos, ao passo que o Netflix considera o caractere para diferenciar os logins de seus usuários.

Para exemplificar, o especialista comenta que o Gmail considera que a conta “bruce.schneier@gmail.com” é a mesma que “bruceschneier@gmail.com” ou “b.r.u.c.e.schneier@gmail.com”. Com isso, uma vez que a Netflix considera os pontos como critério de diferenciação, os comportamentos distintos entre os dois serviços podem ser explorados por meio do método de phishing. Para evitar golpes deste tipo, o especialista explica como funciona o golpe:

De forma resumida, uma conta…

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Publicado por: Fernando de Oliveira | 10/04/2018

Urgente: completar o álbum da Copa está 115% mais caro que em 2014

Eu já desconfiava, mas não sabia que a diferença era tão grande.

Quanto custa completar o álbum da copa de 2018?

Mesmo a pouco mais de 2 meses para a Copa do Mundo na Rússia, cuja estreia ocorrerá em 14 de Junho em Moscou, uma paixão nacional já começou a entrar em campo com força total entre os fãs: completar o novo álbum de figurinhas, recorrente desde a copa de 1970 e fabricado pela italiana Panini. A edição de 2018 conta com 682 cromos, contra 640 da edição de 2014. Engana-se quem pensa que a tecnologia acabou com a tradição dos colecionadores, que muitas vezes passam de geração em geração guardando e conseguindo os exemplares mais recentes do evento. Tradição que pode ser rentável no futuro: uma réplica do álbum da Copa do Mundo de 1970 junto com os 288 cromos pode sair mais de mil reais em um dos marketplaces mais populares do Brasil.

Quanto vai custar para completar o álbum de 2018?

O que chamou a atenção do consumidor na banca ao adquirir os produtos foi, de prontidão, os preços. O custo unitário do pacote de figurinhas sai o dobro do cobrado na edição prévia: de R$ 1 para R$ 2, com 5 figurinhas. Se o valor cobrado fosse baseado no IPCA, o preço deveria ser 46% menor do que o atual, ou de aproximadamente R$ 1,37.

O Cuponation, plataforma de descontos online pertencente à alemã Global Savings Group, aponta que para conseguir completar a nova edição, com base no método estatístico de Monte Carlo, levando em conta o número de cromos repetidos e ainda sem incluir a troca dos mesmos entre amigos, custará pelo menos R$ 1.938, valor 115% mais alto desembolsado pelo consumidor para completar a edição de 2014, aproximadamente R$ 901,05.

Novamente, as estimativas consideram a repetição dos cromos e não considera o ato da troca. Ainda, se comparado ao valor calculado com base no IPCA, o preço total de completar o álbum está 83% mais alto do que o estimado pelo índice do IBGE, sendo este R$ 1.058,16. A plataforma de descontos também estima que para conseguir todos os 682 cromos seja necessária a compra de pelo menos 969 pacotes de figurinhas, ou 68 pacotes a mais que a última edição.

Veja no infográfico interativo uma análise completa do estudo, que reúne a comparação dos preços desde a Copa do Mundo de 1998, comparado aos valores calculados com base no IPCA e com alguns itens básicos para uma análise econômica completa, como cimento, cesta básica e o salário mínimo.

 

Fonte: Cuponation

As reclamações sobre o serviço de telefonia móvel no Brasil são muitas e se justificam. Que os erro na cobrança das faturas sejam o principal motivo para reclamações dos consumidores parece lógico, mas saber que o melhor serviço de celular pós-pago do país está no Amazonas é surpreendente. Essas duas informações foram divulgadas na pesquisa de satisfação e qualidade dos serviços de telecomunicação, divulgada recentemente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Para constar, entre as prestadoras, a melhor avaliada foi a Porto Seguro, que opera nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em seguida, vem a Vivo e a TIM.

Fonte: Agência do Rádio

Publicado por: Fernando de Oliveira | 09/04/2018

Receita: Penne (sem glúten) com mexilhões ao molho de tomate e limão

Pode parecer uma receita mais complexa e chique, mas é, na verdade, bastante simples e nada cara. Para início de conversa, deixo claro que a preferência pela massa sem glúten em nada tem relação com a moda, e sim por questões puramente econômicas e de sabor. Hoje, as massas sem glúten – e há uma boa variedade na maioria dos supermercados – já não são mais caros que a média das marcas tradicionais. Além disso, as massas sem glúten possuem uma consistência que facilita que fiquem al dente e normalmente previnem que os menos habilidosos na cozinha façam aquele macarrão com jeitão mole e gosmento.

E para quem acha que mexilhão é um ingrediente caro, aviso que 1/2kg não custa mais de R$ 10 (no Rio de Janeiro) e que pode ser ainda mais barato em estados do nordeste.

Dito isso, vamos a receita.

Equipamentos:

2 panelas
1 escorredor de macarrão
1 Vasilha razoavelmente funda

Ingredientes

250g de mexilhões
1 lata de tomate pelado
Suco de 1 limão
Alho em lascas (+/- 5g)
1 coher de sobremesa de alho em pasta
½ molho de coentro
Lemon pepper
Pimenta do reino
Sal
1 colher de extrato de tomate
100ml de molho de tomate
½ litro de água fervente
Azeite

Modo de fazer

Pegue os mexilhões – que já devem estar bem lavados e sem areia -, coloque em um escorredor de macarrão e jogue a água fervente sobre eles, A ideia não é cozinhar os mexilhões, mas sim deixá-los mais macios. Deixe escorrer e reserve. Na vasilha, misture um punhado de alho em lascas (a quantidade depende do gosto de cada um. Eu, uso cerca de 5g), o alho em pasta (1 colher de sobremesa), uma colher de chá (cheia) de lemon pepper, a pimenta do reino e o sal (a gosto). Misture bem e acrescente o suco de meio limão. Coloque os mexilhões nessa mistura, acrescente o coentro (cortado bem pequeno) e deixe descansar por cerca de 15 minutos. Depois disso, coloque um fio de azeite em uma panela em fogo baixo, junte os mexilhões, mexa por 1 ou 2 minutos e coloque o tomate pelado, o molho de tomate e o extrato de tomate. Coloque mais um pouco de suco de limão, ajuste o as, desligue o fogo e reserve.

Em uma panela com água fervente coloque o macarrão para cozinhar por aproximadamente 8 minutos ou até a massa ficar al dente (não e preciso colocar sal ou óleo na água do cozimento). Quando estiver pronto, coloque no escorredor e junte ao molho. Sirva em seguida com um bom queijo parmesão ou pecorino.

Serve para 2 pessoas (que comam bem).

Publicado por: Fernando de Oliveira | 09/04/2018

Governo do Estado doa Cieps à Prefeitura de Niterói

Faz pouco mais de um mês que o Governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou que doou alguns Cieps para a Prefeitura de Niterói. No atual estágio falimentar do governo estadual fica fácil entender a doação que, segundo a explicação oficial, visa ampliar o acesso ao ensino público de qualidade.

A prefeitura de Niterói promete reformar o Ciep 049 – Professor Anísio Teixeira e o Ciep 446 – Esther Bueno Orestes (nos bairros do Cantagalo e o do Fonseca), para que sirvam ao ensino técnico. Tomara que essa doação se transforme em uma realidade que melhore o nosso combalido ensino.

É realmente bizarro que enquanto todas as grandes cidades do mundo civilizado estejam incentivando (muitas vezes sem muita regulamentação) o transporte por meio de bicicletas, em Londres ainda é proibido que mais de três pessoas transitem juntas em bicicletas ou cadeiras de rodas.

Essa lei, que foi criada antes da invenção da bicicleta, tinha por objetivo, pasmem, evitar congestionamentos nas ruas da capital inglesa. O problema, na época, eram as bath chairs, um tipo de veículo de transporte empurrado por um ser humano e usado, na maioria das vezes, por pessoas com algum tipo de deficiência motora. Esse tipo de transporte de rodas com propulsão humana assustava as autoridades da época, obrigando-as a tentar barrar essa ameaça.

Imagino o que eles fariam se tivessem que conviver com os ciclistas e skatistas de hoje…

Publicado por: Fernando de Oliveira | 07/04/2018

Bebedouro – Zé Renato – Um disco cheio de elegância e suingue

Zé Renato, um dos artistas mais produtivos da nossa música e dono de uma das mais belas vozes do país, lançou, no início do ano, o seu 14º disco solo, Bebedouro. O disco autoral, que ganhou um show de lançamento no Rio de Janeiro apenas agora em abril, é uma pérola de elegância nos arranjos, belas melodias e uma pitada caprichada de suingue.

O disco

Seguindo por alguns caminhos conhecidos, com melodias intrincadas e riffs de violão que remetem a composições de seus discos anteriores, mas também trilhando por sonoridades não tão comuns em suas composições, Zé Renato mostra que é possível produzir muito e manter um altíssimo padrão de qualidade. Com parcerias que vão desde nomes habituais no universo do compositor (Joyce) e ótimas aquisições (Moacyr Luz e João Cavalcanti), Bebedouro leva o ouvinte para uma viagem onde o samba, a MBP, o jazz, o sambalanço e até o rock progressivo se incorporam de maneira harmoniosa.

Fonte de Rei (Zé Renato e Paulo César Pinheiro), que abre o álbum, dá um toque rural a uma composição que, em conjunto com os vocais do grupo Subversos, deixa claro que Zé Renato não afrouxou na escolha do repertório, escolha dos (ótimos) músicos que o acompanham, na produção e nos arranjos. Sacopenapan (parceria com Joyce) vem uma homenagem ao tão maltratado Rio de Janeiro, cidade que os dois compositores escolheram para viver. Destaque para o belíssimo trabalho de Cristóvão Bastos, ao piano.

Sacopenapan
Lagoa, montanha e mar, brilhando pela manhã
Feito coração, areias e manguezais, miragem na escuridão

Sacopenapan
A água que me banhou, banhou meu amor também
Luz que iluminou o todo me criou, a gente que eu quero bem

Quando eu era criança eu só queria te viver
A vida foi me levando pelo mundo
E o mundo eu fui percorrer

Voltei pra Sacopenapan
Aldeia de onde eu vim, caminho do meu lugar
Meu quintal sem fim, que nasce em Copacabana e acaba no Humaitá

Mas não é só de Rio de Janeiro que Zé Renato bebe nas suas composições. A samba/bossa nova Vamos Curtir o Amor, uma belíssima parceria com Moraes Moreira, que dá uma canja recitando parte da letra, é um dos pontos altos do repertório. Detalhe que, segundo o cantor, essa foi uma das parcerias mais rápidas da sua vida, resultante do encontro em um aeroporto. Dentro do avião, antes da decolagem, o músico baiano avisou: “Acabei de te mandar uma letra” e a canção ficou pronta naquele mesmo dia.

O amor é sim, explosivo
Diferente da amizade
Inunda se for preciso, é feito um rio que invade
Afoga tudo que é queixa, quando se esvai ele deixa
A sombra de uma saudade

O amor é irresponsável
É o veneno da serpente
Tira onda de saudável e deixa a gente doente
O amor eu sempre aposto
O amor é assim exigente e é assim que eu gosto

O amor é irresistível e não tem dia nem hora
O amor é quase impossível e gosta do aqui e agora
No amor eu me amarro
O amor é o combustível que eu preciso pro meu carro
De que matéria foi feito a ciência ainda não sabe
Vamos curtir o amor antes que ele se acabe

Seguindo as parcerias e participações, Samba e Nada Mais (Zé Renato e João Cavalcanti), canção com o clima característico da família Caymmi com as cantigas de outras épocas, ganha o timbre grave de Dori Caymmi dividindo o registro com a clareza aguda do cantor do Boca Livre.

Agora e Sempre (Zé Renato e José Carlos Capinam) traz um clima mais calmo, num samba a moda antiga, que faz muita falta nas rádios e paradas de hoje. É daquelas que ligam a chave do túnel do tempo, para épocas bem mais criativas que a atual.

Com, segundo o autor, influências de Joni Mitchell e o Edu Lobo, Noite – outra parceria com Joyce – se estrutura baseada em outro marcante riff de violão e no poderoso som dos sopros. Um dos pontos mais altos do disco.

Náufrago (Zé Renato e Nei Lopes) transporta o ouvinte os mares calmos e cheios de melancolia de Cabo Verde, numa bela homenagem à cantora Cesária Évora (1941-2011), que Zé ouviu em um bar de jazz em Nova York e se tornou um fã de imediato.

Se Bebedouro mantém um alto padrão de qualidade nas composições que podem ser consideradas dentro do universo comum de Zé Renato, as duas últimas canções do disco – aliás, se há um defeito gritante no álbum é a sua curta duração: parcos 37 minutos e apenas 9 canções – levam o álbum para um outro nível e deixam um gosto (meio amargo) de quero mais. Agogô (parceria com Moacyr Luz) e Pedra do Mar (outra parceira com Paulo César Pinheiro). São nessas composições que Zé Renato injeta um suingue que nem sempre encontrados em sua obra.

O destaque é mesmo Agogô – totalmente inspirada no sungue da Banda Black Rio -, um dos sambas mais inspirados dessa década, comprovando o ótimo momento tanto de Zé quanto do sambista-trabalhador Moacyr Luz, é daquelas canções que têm tudo para entrar no rol dos clássicos do cancioneiro do autor de Toada.

Dá licença, faz favor que eu vou ficar em Madureira
Agogô
Eu sou cria de Silas de Oliveira

Jacaré, Jardim de Alá
Um Deus dará, num dá bobeira
Agogô
Carnaval num termina na quarta-feira

Berimbau me confirmou, o bicho pegou
É maré cheia
Agogô
Arrastão vem descendo na ladeira

Zazueira de Benjor
A moçada sambando a noite inteira
Agogô
Eu sou dessa aquarela brasileira

Esse samba vai pra você e pra quem quiser curtir
Esse samba quer alegria, ver você sorrir
Esse samba tem liberdade, é o que me importa
Banda Black Rio, o suingue carioca

Se havia alguma dúvida de que ser produtivo não impede que um artista mantenha um alto padrão de qualidade, Zé Renato desmonta a teoria com o ótimo Bebedouro. “De vez em quando, preciso mostrar que também sei fazer umas musiquinhas”, diz em tom de brincadeira.

Zé, musiquinhas?

Cotação – Excelente (4 estrelas)

 

Bebedouro – o show

O palco do Teatro Riachuelo, onde tempos atrás funcionava o cinema Palácio, no Passeio Público, foi o local escolhido para o lançamento carioca do disco Bebedouro (em 3/4). O local, com toda a imponência dos antigos cinemas de rua, é lindo, embora não tenha na acústica a sua melhor qualidade. O que poderia ser um problema passou praticamente despercebido pela qualidade do repertório e da banda que acompanhou Zé Renato nesse lançamento – Cristóvão Bastos (piano), Zé Nogueira (sax soprano), Jamil Joanes (baixo), Kiko Freitas (bateria) e os irmãos Everson Moraes (trombone) e Aquiles Moraes (trompete).

O repertório, que além das canções de Bebedouro, incluiu Zé Kétti, Egberto Gismonti e Edu Lobo, entre outros, se mostrou bem amarrado e deu mais força ainda as composições do novo trabalho. Desde os primeiros acordes de Agogô – que também fechou o show antes do bis – ficou a certeza de que Zé Renato fez escolhas baseadas na qualidade e com o intuito de deixar a plateia embevecida. Os arranjos que já soavam ótimos nas versões de estúdio, ganharam um tom de big band ainda mais nítido, mesmo nos momentos mais intimistas.

Fora do repertório do disco, Dentro de Mim Mora um Anjo (Sueli Costa) e Toada (Na direção do dia), se destacaram. O sucesso do Boca Livre, aqui em versão violão e trompete, soou nova e fresca, e ainda se transformou em uma singela homenagem a vereadora Marielle Franco, que por um dia foi a morena da canção.

A luxuosa participação de João Cavalcanti – filho de Lenine e ex-Casuarina – foi cirúrgica, dando um balanço extra a Samba e Nada Mais e a A Voz do Morro (outra de Zé Kétti). Até mesmo o momento instrumental reservado para a banda (Amphibious, de Moacir Santos), que poderia soar deslocado, se inseriu perfeitamente no universo de referências musicais criado por Zé Renato.

Infelizmente não há nada planejado para esse show – provavelmente os 40 anos do Boca Livre devem ser o foco dos próximos meses, com (tomara) a reedição dos primeiros discos do grupo e o lançamento de um novo álbum – que merecia ter uma vida longa pelos palcos do Brasil e não apenas poucas apresentações. Os amantes da boa música que tiverem a oportunidade de comparecer a uma das próximas (será?) apresentações, não devem perder a chance de, por pouco mais de 90 minutos, assistirem a uma partida onde todas as jogadas são de craque.

Repertório

Agogô (Zé Renato e Moacyr Luz)

Sacopenapan (Zé Renato e Joyce Moreno)

Noite (Zé Renato e Joyce Moreno)

Ano Zero (Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro)

Repente (Edu Lobo e José Carlos Capinam)

Uma Vez, Um Caso (Edu Lobo e Cacaso)

Carinhosa (Zé Renato e Otto)

Vamos Curtir o Amor (Zé Renato e Moraes Moreira)

Agora e Sempre (Zé Renato e José Carlos Capinam)

Diz Que Fui Por Aí (Zé Kétti e Hortênsio Rocha)

Samba e Nada Mais (Zé Renato e João Cavalcanti) – com João Cavalcanti

Mulato (João Cavalcanti) – com João Cavalcanti

Dentro de Mim Mora um Anjo (Sueli Costa e Cacaso)

Toada (Na direção do dia) (Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho)

O Amor em Paz (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes)

Tua Cantiga (Cristovão Bastos e Chico Buarque)

Amphibious (Moacir Santos) – instrumental

Navegantes (Zé Renato e Nei Lopes)

Ânima (Zé Renato e Milton Nascimento)

Pedra de Mar (Zé Renato e Paulo César Pinheiro)

Fonte de Rei (Zé Renato e Paulo César Pinheiro)

Agogô (Zé Renato e Moacyr Luz)

A Voz do Morro (Zé Kétti) – com João Cavalcanti

Bis:

Noite (Zé Renato e Joyce Moreno) – com João Cavalcanti

Fotos: Jo Nunes e Marcelo Castello Branco
Vídeos do show Bebedouro em São Paulo (22 de janeiro de 2018) por Fatuca Ferreira

Publicado por: Fernando de Oliveira | 07/04/2018

Brasil é o 17º país mais preparados para veículos autônomos

Com o trânsito cada vez mais caótico nas grandes cidades e as distrações as quais os motoristas estão expostos, sem contar os que insistem em dirigir alterados quimicamente, fica cada vez mais plausível a introdução dos veículos autônomos no nosso cotidiano. Nem mesmo o recente acidente (com morte) acontecido nos Estados Unidos deve abalar o avanço dessa nova tecnologia.

Só tenho dúvidas sobre essa colocação do Brasil. Não posso conceber que um país onde as ruas, avenidas e estradas são tão maltratadas possa estar tão preparado assim para os carros sem motorista.

A KPMG lançou o primeiro Índice de prontidão para o uso de veículos autônomos (Autonomous Vehicles Readiness Index – AVRI), que avalia o quão 20 países estão preparados para a introdução de veículos autônomos, além de destacar as principais práticas para ajudar as nações a acelerar a adoção desse tipo de transporte. O Brasil ocupa a 17ª posição no ranking, à frente de Rússia, México e Índia, outros países em desenvolvimento.

O índice avalia cada país de acordo com quatro pilares fundamentais para a capacidade de um país de adotar e integrar veículos autônomos. Dentre eles, o Brasil teve sua melhor posição na aceitação do consumidor (14º), seguindo por tecnologia e inovação (18º), infraestrutura (19º) e política e legislação (20º). Esses pilares são compostos de algumas variáveis que refletem a ampla gama de fatores que impacta a prontidão de um país para o uso de veículos autônomos, incluindo a disponibilidade de pontos de carregamento de veículos elétricos, as atividades de pesquisa e desenvolvimento, a disposição da população para adotar tecnologias e o ambiente regulatório.

“Em termos de regulação, ainda não observamos discussões sobre o tema no Brasil, entretanto, o novo programa automotivo do governo, o ‘Rota 2030 ‘, poderá incluir alguns tópicos relacionados a veículos autônomos. Atualmente, as principais discussões estão ocorrendo em fóruns e eventos relacionados aos setores automotivo e de telecomunicações. Ainda não há um planejamento específico do governo em torno da introdução do veículo autônomo no mercado brasileiro”, analisa o sócio da área de infraestrutura da KPMG no Brasil, Mauricio Endo.

A Holanda ocupa a posição mais alta no ranking, com pontos fortes que incluem uma ampla aceitação dos carros elétricos e uma alta densidade de pontos de carregamento para esse tipo de veículo, uma rede de telecomunicações robusta e testes de estrada já planejados em grande escala. Cingapura e os Estados Unidos são os outros países que estão na liderança do índice.

Ranking Geral

Holanda
Cingapura
Estados Unidos
Suécia
Reio Unidos
Alemanha
Canadá
Emirados Árabes Unidos
Nova Zelândia
Coreia do Sul
Japão
Áustria
França
Austrália
Espanha
China
Brasil
Rússia
México
Índia

Saiba mais sobre o AVRI e o desempenho de cada país acessando o relatório na íntegra.

Fonte: KPMG

Publicado por: Fernando de Oliveira | 06/04/2018

Ideologias nos separam, sonhos e aflição nos unem – (Eugène Lonesco)

Acreditar, ter convicções e objetivos são algumas das razões que nos fazem evoluir, seguir em frente e, em resumo, viver. Mas, apesar da crença popular, não são os sonhos que unem as pessoas. Na verdade, os sonhos são, na maioria das vezes, solitários. Mesmo que alguns ideais sejam compartilhados, é muito difícil que as ideologias e objetivos sejam os mesmos de outro ser vivo. Sempre há alguma pequena diferença que muda bastante o resultado final da coisa. Por outro lado, o sofrimento e a solidariedade nos momentos de dor são os fatores que realmente unem as pessoas.

Em tempos onde os direitos individuais estão turvos, os posicionamentos políticos acerbados e as relações romântico/amorosas colocadas em segundo plano em nome de uma independência pra lá de contestável, fica a sensação de que as pessoas estão cada vez mais indo para longe uma das outras, mesmo quando agrupados em passeatas em prol deste ou daquele posicionamento.

Tenho saudades do tempo nos quais os dias eram apenas dias e não uma data mundial por alguma coisa qualquer – importante ou não -, dos tempos nos quais uma paquera poderia terminar em namoro e não em ação judicial – praticamente determinando a morte do amor à primeira vista -, dos tempos nos quais você podia brincar com seus amigos da maneira que a intimidade permitisse, educar seus filhos utilizando os métodos que achasse necessário ou pudesse andar pelas ruas das cidades e estádios de futebol sem ter o receio de que pode ser agredido por conta de uma preferência pura e exclusivamente pessoal.

Tenho saudades do tempo nos quais as pessoas gostavam de debater com aqueles que tinham pensamentos e posições opostas às deles – uma prática que sempre eleva o nível de qualquer discussão e serve para, muitas vezes, sedimentar a convicção que tínhamos antes do início da conversa.

Não quero que sejamos unidos apenas pela dor de uma perda ou tragédia. Espero que os sonhos possam ressurgir, como nas palavras e pensamentos do reverendo Martin Luther King Jr., cuja morte completa 50 anos e cujos ideais são seguidos por muito pouca gente. Hoje, não há uma ditadura nos termos governamentais, mas há uma série de ditaduras de pensamento que separam cada vez mais as almas e os corpos. Não quero nem tenho a pretensão de fazer um tratado psicológico da sociedade brasileira (ou mundial), mas respeito cada vez mais mentes como a do professor Eugène Lonesco, que muitos devem conhecer apenas por sua obra ligada ao teatro do absurdo, capazes, gostando ou não do trabalho desenvolvido pela pessoa citada, criarem frases e pensamentos que nos façam refletir.

Publicado por: Débora Thomé | 04/04/2018

Dicas de Viagem – Escócia I

Scots Wha Hae!

O amigo Feroli ousou, mais uma vez, abrir espaço para minhas sandices em seu blog. Desta vez, o convite é para falar de viagens, outra coisa que gosto pouco, além de shows e café. O problema é que tenho uma –fixação incontrolável– especialidade no quesito trip: Scotland.

Já nem lembro mais quando comecei a responder “Escócia”, sem piscar, quando perguntada sobre um lugar que sonhava conhecer. Data de antes de eu descobrir que os vocalistas das minhas bandas favoritas na adolescência eram escoceses. Ou que meu 007 preferido usava kilt. E ainda antes de Highlander, Rob Roy e Braveheart e muito, mas muito antes de… Valente 😬.

Descobri que começou assistindo aos MacGregor na sessão faroeste na extinta TVS.

O sonho de conhecer a Escócia foi realizado em 2010, numa Eurotrip, quando passei apenas quatro dias no país e achei que era a pessoa mais feliz do mundo.

Mas foi uma enganação do cacete aquilo.

Explico.

Hoje em dia ainda há pouca informação precisa na internet a respeito de viagens à Escócia. Imagina em 2010. Fui tateando no escuro. Noves fora, deu tudo certo.

Mas só conhecer a capital, Edinburgh, com um bate-volta até as “highlands” — peguei um busão na cidade e só fui até Fort Augustus e achei que estava abafando —, era um grão de areia na praia escocesa. E eu descobriria isso durante a ressaca que bate depois que voltamos duma viagem dessas.

Só na volta comecei a pesquisar de verdade sobre o país, porque voltei com um arrependimento enorme de só ter ficado lá por quatro dias. Comecei a procurar filmes ambientados (ou que falassem sobre) na Escócia. Pesquisei fatos históricos, personagens, música, folclore e aprendi alguns termos e frases em socottish english, glesga slang e até gaélico escocês!

Achar que lá é a terra do whisky, do kilt e da gaita de foles é pensar muito pequeno.

Televisão, telefone, radar, bicicleta, pneu, geladeira, papel higiênico, fotografia colorida, Sherlock Holmes, Peter Pan, clonagem (a Dolly é escocesa), Bóson de Higgs, Adam Smith (motor a vapor), David Hume (pai do iluminismo), James Watt (pai da economia), ultra-som, anestesia geral, insulina, penincilina. Tudo coisa de escocês.

Até a “Valsa da despedida”, amores, veio da Escócia, lidem!

Já deixei você com vontade de conhecer o país? Então acompanhe o Blog do Feroli, que vamos contribuir com uma série de posts ajudando a preparar sua viagem e apontando os cantos imperdíveis e coisas que você deve fazer de qualquer jeito para ter uma experiência maravilhosa no pequeno e bravo país chamado Escócia.

Na próxima participação darei dicas sobre a melhor época para visitar a Escócia e como planejar um roteiro épico (e básico) ao país.

Slàinte mhath!

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Programação

Dicas de Viagem – Orçamento

Dicas de Viagem – Transporte

Outros posts sobre viagens e turismo

Publicado por: Fernando de Oliveira | 03/04/2018

O impacto das notícias falsas no conteúdo colaborativo

As fake news – expressão que parece ter sido criada pelo atual presidente dos EUA, mas que nada mais são do que mentiras ou notícias mal apuradas – estão fazendo cada vez mais vítimas. A decisão do HuffPost de suspender as publicações de colaboradores foi uma pancada no modelo de negócio da plataforma de notícias. Agora, os textos serão supervisionados. Esperava que essa decisão fosse temporária, mas, ao que tudo indica, é mesmo permanente.

Mais uma derrota para as redes sociais?

A decisão do HuffPost de suspender as publicações de colaboradores, inicia uma nova fase no combate às notícias falsas. A alegação da empresa, que surgiu tendo a colaboração como premissa, está ancorada, segundo Lydia Polgreen, editora-chefe, na tentativa de barrar o aumento crescente das fake news. A plataforma foi criticada recentemente por estar permitindo a proliferação deste tipo de conteúdo.

Para compensar a suspensão dos colaboradores, será criada uma sessão de opiniões com autores pagos e supervisionada pelos editores. “O HuffPost nasceu na época do auge do boom dos blogs e sua plataforma de colaboração foi criada como um local em que pessoas queriam expor suas opiniões. E foi muito positivo tanto para o próprio HuffPost como para muitos colaboradores. Hoje em dia esse papel foi tomado pelas redes sociais”, diz Vitor Conceição, CEO da plataforma Meio.

Vitor afirma que, se por um lado a plataforma de colaboração já não oferece grandes vantagens para quem quer escrever, por outro, ela se tornou um problema em meio ao aumento das fake news. “Um artigo escrito por um colaborador circula nas redes sociais como se fosse um artigo do próprio HuffPost. Com as mudanças recentes do Facebook de reduzir ainda mais o alcance orgânico de posts, mas manter o alcance de artigos compartilhados por usuários, a empresa ficou sem nenhum controle sobre o tipo de conteúdo que circula pelas redes com a sua marca”, diz Vitor Conceição.

Pedro Burgos, fundador da Impacto.jor, afirma que a decisão do HuffPost é “uma ótima notícia para todos os publishers” e aponta que outros veículos seguirão caminho semelhante. “Imagino que esse experimento de abertura total para ‘colaboração’ da comunidade esteja chegando ao fim para os publishers. Essa ideia de abrir a plataforma para colaboradores diversos fazia sentido em uma outra época, quando ‘volume’ era algo crucial, e a publicidade pagava melhor”’, diz Burgos.

Burgos reforça que, por um certo tempo, muitas empresas de mídia se viram como competidoras das redes sociais na criação de ‘plataformas’. “Iniciativas como “Vc no G1” ou o “iReport” da CNN ainda existem, mas a impressão que eu tenho é que eles estão tendo muito menos destaque, e os colaboradores muito menos liberdade. Empresas de mídia viram que o principal ativo deles em tempos de notícias falsas e boatos circulando a mil é justamente a marca, o carimbo de veracidade, de informação checada”, afirma Burgos.

Humberto Pereira da Silva, professor de filosofia na FAAP, afirma que serão criados cada vez mais mecanismos para combater e minimizar os riscos das fake news. “É legitima e oportuna a iniciativa do HuffPost que caminha na contramão de muitas outras plataformas”, afirma.

Fonte: Meio & Mensagem

Publicado por: Fernando de Oliveira | 03/04/2018

Como descobrir um vinho estragado. Dicas, cheiros e cor.

Sabe quando o sommelier faz você degustar um pouco do vinho antes de servir para todo mundo na mesa? É para você provar e ver se a bebida aberta é um vinho estragado ou não. A questão toda é: você sabe identificar um vinho estragado?

Fonte: Como descobrir um vinho estragado. Dicas, cheiros e cor.

Publicado por: Fernando de Oliveira | 03/04/2018

Prêmio Petrobras de Jornalismo abre inscrições para sua quinta edição

Esse é um prêmio sério.

Trabalhos jornalísticos concorrerão em 14 categorias, incluindo nova premiação exclusiva para matérias veiculadas em emissoras de rádio

Começaram ontem (2/4) as inscrições para a quinta edição do Prêmio Petrobras de Jornalismo. A premiação elegerá os melhores trabalhos jornalísticos produzidos no país entre 11 de janeiro de 2017 e 10 de fevereiro de 2018. As inscrições já podem ser feitas pelo site www.premiopetrobras.com.br.

Uma novidade nesta edição será a categoria Radiojornalismo, que contemplará a melhor reportagem veiculada em emissora de rádio no período. No total, serão 14 categorias com prêmios individuais entre R$ 10 mil* e R$ 40 mil*, totalizando R$ 265 mil em premiações. Como nas edições anteriores, o Grande Prêmio Petrobras de Jornalismo será concedido à melhor reportagem entre todas as inscritas. Também será concedido o Prêmio Especial de Inovação para o trabalho que se destacar pela forma inovadora no exercício da prática jornalística, entre todos dos inscritos.

O Grande Prêmio da quarta edição foi entregue à André Borges e equipe, pela reportagem TERRA BRUTA – Pistolagem, devastação e morte no coração do Brasil – Foto de Renan Olivetti

“Nesta quinta edição, esperamos consolidar o Prêmio Petrobras de Jornalismo como o mais importante do gênero no Brasil. Nossa expectativa é de que as reportagens concorrentes mantenham o alto nível de qualidade. O trabalho desenvolvido pela imprensa, tão fundamental para nossa sociedade, merece esse reconhecimento”, afirma o gerente executivo de Comunicação e Marcas da Petrobras, Bruno Guimarães Motta.

Os trabalhos serão avaliados em duas etapas. Na primeira, uma Comissão de Pré-seleção, composta por jornalistas com experiência comprovada, selecionará 10 reportagens de cada categoria e tema. Na segunda etapa, os trabalhos finalistas serão avaliados pela Comissão Julgadora, composta por profissionais com vasta experiência jornalística. Os finalistas de cada categoria e os vencedores serão conhecidos na cerimônia de entrega dos troféus em novembro de 2018. No ano passado, o Prêmio Petrobras de Jornalismo recebeu 1.782 inscrições, recorde entre todas as edições realizadas.

PRÊMIOS:

GRANDE PRÊMIO PETROBRAS DE JORNALISMO: para a melhor reportagem, entre todas as inscritas – R$ 40 mil*.

CATEGORIA ESPECIAL – INOVAÇÃO: para o trabalho que se destacar pelo ineditismo de formato, pela técnica empregada, pela abordagem, pelo meio ou pela linguagem. Todas as matérias inscritas concorrem nesta categoria – R$ 25 mil*.

ECONOMIA: reportagens de jornal/revista e portais de notícias da internet que falem sobre a conjuntura econômica do Brasil – R$ 20 mil*.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA: reportagens de jornal/revista e portais de notícias da internet que falem sobre ciência, tecnologia e inovação – R$ 20 mil*.

SUSTENTABILIDADE: reportagens de jornal/revista e portais de notícias da internet que falem sobre meio ambiente e temas sociais – R$ 20 mil*.

CULTURA: reportagens de jornal/revista e portais de notícias da internet que abordem manifestações culturais e artísticas do país – R$ 20 mil*.

ESPORTE: reportagens de jornal/revista e portais de notícias da internet que falem sobre atividades esportivas profissionais ou amadoras, individuais ou coletivas – R$ 20 mil*.

TELEJORNALISMO: reportagens de emissoras de televisão sobre qualquer um dos temas acima relacionados – R$ 20 mil*.

RADIOJORNALISMO: reportagens de emissoras de rádio sobre qualquer um dos temas relacionados acima – R$ 20 mil*.

FOTOJORNALISMO: coberturas fotográficas sobre qualquer um dos temas acima relacionados que, sozinhas ou como parte integrante das reportagens, foram capazes de transmitir o impacto de cenas do dia a dia ou de acontecimentos marcantes, cumprindo o papel disseminador da informação – R$ 20 mil*.

REGIONAL NORTE/ CENTRO-OESTE: matérias de veículos com sede em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, e Distrito Federal – R$ 10 mil*.

REGIONAL NORDESTE: matérias de veículos com sede na Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão – R$ 10 mil*.

REGIONAL RJ-MG-ES: matérias de veículos com sede no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo – R$ 10 mil*.

REGIONAL SP-SUL: matérias de veículos com sede em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – R$ 10 mil*.

*Valor bruto

Fonte: Petrobras

Uma boa notícia para quem anda na classe Premium da Gol: desde fevereiro a empresa está oferecendo aos clientes uma taça de espumante da linha Seival (da Miolo), como welcome drink. Além do espumante, vinhos tintos (da uva tempranillo) e brancos (sauvingnon blanc) foram incorporados ao cardápio de bebidas das rotas internacionais.

Infelizmente, esses mimos não estão ao alcance dos mortais da classe econômica. Quem sabe um dia…

A guerra entre táxis e aplicativos de transporte é feroz em várias partes do mundo e, como não poderia deixar de ser, também no Brasil. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas mostra que a maioria da população prefere usar os aplicativos (Uber, Cabify, etc) do que os táxis ou outros meios de transporte na hora de fazer compras.

No caso específico do Rio de Janeiro, onde o serviço oferecido pelos táxis é – que a categoria me desculpe – ridículo e a violência faz com que receio de sair com o seu automóvel próprio cresça todos os dias, o resultado do estudo não surpreende e o corte por faixa etária me parece menos importante do que o resultado global.

A realidade é que os aplicativos vieram para ficar e que necessitam de alguma regulamentação, mas que não inviabilize o seu funcionamento. Quanto aos táxis, é necessário rever o serviço oferecido, com veículos melhores, motoristas mais treinados e educados e preços mais competitivos. Da maneira que a coisa está, taxista pode ser uma profissão em extinção.

Sessenta e cinco por cento das pessoas passou a usar mais os transportes por aplicativo no lugar dos táxis em função do melhor preço oferecido

A concorrência gerada pela entrada das novas plataformas de transporte por aplicativo no mercado está mudando o padrão de exigência do consumidor brasileiro, cada vez mais ávido por alternativas que economizem tempo e dinheiro, sem abrir mão de qualidade e comodidade. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) buscou compreender relação dos brasileiros na hora de optar por serviços de transporte particulares pagos e mostra que metade dos entrevistados (50%) afirmaram que preferem fazer compras utilizando serviços de transporte privados como táxi ou transporte por aplicativo, como Uber e Cabify, por serem mais baratos do que outras alternativas disponíveis.

Em uma comparação levando em conta somente os táxis e as plataformas de transporte por aplicativo, o levantamento revela que mais da metade dos brasileiros (65%), principalmente aqueles entre 18 e 34 anos (77%), concordam que passaram a usar mais os transportes por aplicativo no lugar dos táxis em função do preço oferecido. Já 58% citaram também a qualidade superior do serviço.

O estudo também mapeou quais os meios de transporte mais utilizados para fazer compras. Na opinião dos brasileiros entrevistados, ir às compras utilizando os serviços particulares de transporte é preferível por ser mais cômodo (55%), principalmente para os jovens entre 18 e 34 anos (64%), e também por ser de fácil acesso (55%), com maior frequência entre consumidores de 18 a 34 anos (63%).

As novas plataformas por aplicativo levaram vantagem em comparação com os táxis em muitas categorias pesquisadas. De acordo com os entrevistados, se locomover utilizando serviços de transporte por aplicativos é mais usual do que pedir um taxi principalmente para realizar atividades de lazer como ir a bares, restaurantes, cinema, festas e parques (18% das citações frente a 6% dos táxis), fazer compras longe de casa (10% das citações, frente a 6% dos táxis) e ir ao médico/dentista (6% das citações, frente 3% dos táxis).

“Refletindo uma sociedade cada vez mais conectada e em rede, a entrada da tecnologia da informação aliada aos serviços de transporte particulares possibilitou pela primeira vez a aproximação direta entre motoristas e passageiros”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Considerando tanto as novas plataformas de transporte por aplicativos, como as plataformas de táxis, como 99 Táxi e Easy Taxi, atualmente é possível chamar um carro, acompanhar o itinerário da corrida em tempo real e também avaliar a qualidade do serviço prestado. “Conforme mostram os dados, essa mudança de paradigma vem alterando a maneira com que os brasileiros se deslocam e consomem, principalmente os mais jovens, naturalmente mais adeptos a esse tipo de inovação”, afirma o presidente.

Para Pellizzaro, se tratando das leis de mercado, a demanda reprimida por transporte de qualidade do brasileiro foi atendida pelos serviços de transportes particulares, levando em consideração aqueles que podem pagar por este tipo de serviço. “Para que a equação da mobilidade urbana seja estendida a todos e garanta atributos como eficiência, segurança e consciência ecológica, ainda é preciso políticas públicas e investimentos concretos que incentivem o transporte coletivo de qualidade, a integração de modais e o melhor planejamento da ocupação do espaço público”, explica.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o IBOPE e ouviu 1.500 consumidores em todas as capitais. A margem de erro é de no máximo 2,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.

Fonte: SPC Brasil

Publicado por: Fernando de Oliveira | 01/04/2018

A música do dia: April Fool

Ronnie Lane era o baixista do Faces e a canção April Fool foi lançada no disco Rough Mix (1977), que lançou em parceria com Pete Townshend.

Feliz 1° de abril.

 

She said I’ll see you in the morning, darling
I’ll see you when the kids have gone to school
But well I know tomorrow is your birthday
I know you know that you’re an April Fool
We used to roam so freely. It’s been so long
I’ll take my dreams to bed now, where they belong

She said there’s dust and cobwebs on your north star
There’s no more frost and campfire in your hair
I see your wheels they’re rustin’ in the backyard
I know that we’re not going anywhere
We used to roam so freely. It’s been so long
I’ll take my dreams to bed now, where they belong

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