Arquivo da categoria: Programação Cultural

Biografia de Peter Tork, dos Monkees, será lançada em São Paulo e Rio

Love is Understanding – A Vida e a Época de Peter Tork e os Monkees conta a história de uma das bandas mais subestimadas do rock

O rock é cheio de histórias não contadas (ou mal contadas). O biógrafo Sérgio Farias, que já escreveu um livro sobre John Lennon, conta agora a história dos Monkees, usando como fio condutor a vida do seu baixista/tecladista, Peter Tork.

Love is Understanding – A Vida e a Época de Peter Tork e os Monkees (Chiado Editora) tem lançamento em São Paulo — dia 14 (sexta-feira), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional — e no Rio de Janeiro — dia 18 (terça-feira), na Livraria Books, em Botafogo).

Em breve uma resenha completa do livro!

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Eliana Pittman faz show em Niterói nesta quarta

Com o espetáculo ´Minhas novas influências’, Eliana Pittman se apresenta na série Show das 4, no Teatro da UFF

A veterana cantora Eliana Pittman – 72 anos de idade e 56 de carreira – vai até Niterói apresentar o repertório do seu mais recente CD (Minhas Novas Influências), como parte da série Show das 4, promovida pelo Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Acompanhada dos músicos Dudú Vianna (teclados), Jimmy Santacruz (baixo) e César Machado (bateria), a cantora interpreta canções dos maiores compositores do país como Milton Nascimento (Travessia), Ari Barroso (Aquarela do Brasil e Isso aqui o que é), Pixinguinha (Carinhoso), Luiz Gonzaga (Qui nem jiló), Cazuza (Codinome Beija-flor), Tom Jobim e Vinicius de Moraes (Chega de saudade, Garota de Ipanema e Eu sei que vou te amar), Adoniran Barbosa (Trem das onze), Marcos e Paulo Sérgio Valle (Viola enluarada), Edu Lobo (Ponteio), João Nogueira (Esse mar é meu), entre outros.

Serviço:

Série Show das 4 – Eliana Pittman – ‘Minhas novas influências’

Data: 4 de julho (quarta-feira)
Horário: 16h
Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Preço: R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia para maiores de 60 anos, professores e servidores da UFF e estudantes)

João Roberto Kelly comemora seus 80 anos e lança marchinha para a Copa

Aniversário será comemorado com dois shows no Rio de Janeiro

João Roberto Kelly, o Rei das Marchinhas comemorará seus 80 anos, em dois shows que lançarão sua mais recente marchinha para essa Copa do Mundo, em homenagem ao jogador Neymar e o técnico Tite.

No dia 24, dia de São João e seu aniversário, o show será na Sala Municipal Baden Powell, em Copacabana, e terá as participações dos cantores e compositores Neguinho da Beija Flor que ganhou apelido em seu programa na antiga TV Tupi, “Rio Que Dá Samba”, onde Kelly foi o apresentador, e Eduardo Dussek, que gravou algumas marchinhas dele, durante sua carreira. Já no dia 29, dia de São Pedro, a festa será na segunda casa do ‘Rei das Marchinhas’, a Sede do Cordão da Bola Preta, na Lapa e contará com as participações do cantor Makley Matos e da Banda do Cordão da Bola Preta.

Marchinha da Copa

Já encomendei meu sorriso
Dessa vez não vale chorar
Quero ver o mundo gritando
Neymar, Neymar, Neymar

A galera tá ligada
Um novo tempo surgiu
Sonhei com o Tite vibrando
Em cada gol do Brasil

Lançada no final de março, a composição traz palavras de incentivo à Seleção e foi planejada para conquistar a torcida em todo o Brasil. “Marchinha da Copa” já está disponível no Youtube e conta com a participação do próprio compositor:

Segundo Kelly, as marchinhas carnavalescas resistiram ao tempo por não serem datadas. “Alô, Alô, Gilmar”, seu trabalho mais recente envolvendo essa data, não trazia nenhuma referência à festa e, apesar da crítica, não foge da ironia considerada por ele necessária neste gênero. “Tem que ter uma pimentinha”, sugere. Por este motivo, critica o politicamente correto, o que, em sua visão, caminha para o exagero. Ainda assim, destaca que nem os blocos temáticos ignoram esses trabalhos: “Acho que carnaval é para todo mundo. No meio das músicas, sempre tocam marchinhas. Dou a maior força!”, elogia, dizendo ser fã desse tipo de desfile.

Nos shows, além das participações especiais já anunciadas acima, estarão ao lado do João Roberto Kelly que tocará seu piano eletrico, os cantores Gilson Bongil e Manu Santos e os músicos Adilson Werneck (bateria) e Claudio Mateus (contrabaixo).

Certamente sucessos como “A Cabeleira do Zezé” (a primeira do compositor, que estourou em 1964 e segue até hoje como uma das mais executadas nos blocos e bailes de clubes de todo o país); “Mulata Iê-Iê-Iê” , mais conhecida como “Mulata Bossa Nova” (composta em homenagem a 1a mulata a vencer o “Concurso Miss Guanabara de 1965, a Vera Lucia Couto), “Colombina”, “Joga a Chave, Meu Amor”; “Mormaço”, “Rancho da Praça Onze”, ”Paz e Amor”, “Israel”, “Boato”, “Dança do Bole Bole”, “Samba do Teleco – Teco”, na década de 1980, os sucessos “Maria Sapatão”, “Esse Menino é Gay” e “Bota a Camisinha”, lançadas pelo Chacrinha, além das mais atuais “Marcha do Barak OBama”, “Marchinha do Xixi”, “Marchinha do Porcalhão” e a mais atual, “Onde está o Meu Dinheiro” entre tantas outras serão lembradas pelo compositor João Roberto Kelly.

Campeão do Carnaval

Kelly é líder absoluto há mais de 10 anos do ranking do Ecad dos autores com maior rendimento no carnaval.

Serviço

João Roberto Kelly: 80 ANOS

Dia 24 de Junho 2018 – Domingo 19h.
Participações especiais de Eduardo Dussek e Neguinho da Beija Flor
Local: Sala Municipal Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana 360 – Copacabana)
Ingresso: R$ 70,00 / R$ 35,00 (moradores de Copacabana, estudantes, jovens até 21 anos e acima de 60 anos, passageiros do MetroRio e Assinantes de O Globo)

Dia 29 Junho 2018 – Sexta Feira a partir das 19h.
Participação especial do cantor Makley Matos e a Banda do Cordão da Bola Preta.
Local: Sede do Cordão da Bola Preta (Rua da Relação 03 – esquina com a Rua do Lavradio – Centro – Reservas pelo tel. 21- 2240-8049)
Ingresso: R$ 35,00 (preço único com direito a mesa)

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival divulga nova programação

Festival acontece entre os dias 15 a 17 de junho

Depois de precisar ser adiado por conta da greve dos caminhoneiros, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, que será realizado entre 15 e 17 de junho, divulga as novas datas dos shows.

Sexta-Feira (15)

Palco Costa Azul
Orquestra de Sopros de Rio das Ostras
Big Gilson Blues Band
Amaro Freitas
Stanley Jordan Trio e Armadinho (USA)
Igor Prado e Just & Groove Band

Sábado (16)

Palco São Pedro
Laranjeletric

Palco Iriry
Lorenzo Thompson (USA) & Bruno Marques Band
Kynnie Williams

Rosa Marya Colin é um dos destaques do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival

Palco Costa Azul
Delicatessen
Rosa Marya Colin
Banda Black Rio
Marlon Sette e Banda (Jazz/funk/Soul)
Lorenzo Thompson (USA) & Bruno Marques Band

Domingo (17)

Palco São Pedro
Eduardo Ponti Guitar Jazz

Palco Iriry
Azimuthi e Léo Gandelman
Brasil X Suíça (Telão –15h)
Igor Prado e Just & Groove Band

Os shows acontecem em palcos localizados na Praça São Pedro (11h15), Lagoa de Iriry (14h30) e Costazul (20h). No último dia do festival o público poderá assistir a estreia do Brasil em um telão que será instalado na Lagoa de Iriry.

Stanley Jordan se apresenta no Teatro Municipal de Niterói

Foto: Joe Mabel

Um dos músicos mais consagrados da música mundial, o guitarrista Stanley Jordan, vai se apresentar em um palco nobre: o Teatro Municipal de Niterói, na próxima sexta-feira (8/5). Dono de uma técnica virtuosa (tapping), Jordan é apaixonado pelo Brasil, sua música e seu público.

– Fico muito feliz toda vez que venho ao Brasil, país que tem uma musicalidade única e onde o público é aberto para todo tipo de ritmo e experimentações – disse o músico em 2010, durante uma de suas várias passagens pelo país.

São mais de 200 shows em palcos tupiniquins e, dessa vez, Jordan vem acompanhado de dois músicos de muito respeito: Ivan “Mamão” Conti, baterista do lendário grupo Azymuth, e Dudu Lima no baixo. O repertório inclui clássicos da carreira de Jordan, como releituras de músicas dos Beatles, Mozart e Led Zeppelin, além de canções da nossa MPB.

Com uma discografia rica – desde a estreia com Touch Sensitive (1982), até o mais recente Duets (2015) – Jordan construiu um repertório admirado tanto pelo público quanto pela crítica, passando por vários ritmos, como o jazz, rock e bossa nova.

Serviço

Stanley Jordan Jazz trio
Local: Teatro Municipal de Niterói – Rua XV de Novembro, 35, Centro – Tel.: 2620-1624
Data: 8 de junho (sexta-feira)
Hora: 20 horas
Censura: Livre
Ingresso: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (estudantes, maiores de 60 anos, menores de 21 anos e pessoas com deficiência).

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

Greve dos caminhoneiros muda datas do festival de jazz e blues de Rio das Ostras

O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival vai acontecer entre os dias 15 a 17 de junho. As novas datas dos shows serão divulgadas na próxima semana.

O bloqueio das estradas e o desabastecimento de combustíveis causaram uma série de transtornos ao povo brasileiro e afetaram até mesmo o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, que aconteceria de hoje (31) até o dia 3 de junho (no feriadão de Corpus Christi), teve que alterar as suas datas, passando para o período de 15 a 17 de junho. No último dia do festival o público poderá assistir a estreia do Brasil em um telão que será instalado na Lagoa de Iriry.

– Temos mais de 70% das atrações confirmadas para as novas datas. Stanley Jordan e Armandinho, Banda Black Rio, Marlon Sette, Rosa Marya Colin e Jefferson Gonçalves, Azymuth e DJ Nuts, Igor Prado & Just Groove, Fred Sun Walk & The Dog Brothers, Amaro Freitas e Big Gilson – conta Stenio Mattos, diretor do Festival.

A nova programação será divulgada na próxima semana, no site do festival.

Abaixo a nota oficial da produção da Prefeitura de Rio das Ostras:

É com bastante tristeza que viemos anunciar em nota oficial que o Rio das Ostras Jazz & Blues será realizado em nova data: 15 a 17 de junho.

A mudança se deu em função da gravidade do desabastecimento de combustíveis e seus reflexos no município. Em nota oficial, a Prefeitura de Rio das Ostras informa que a decisão foi tomada em conjunto com a produção do evento, representantes de hotéis, pousadas e restaurantes da cidade, durante uma reunião na tarde desta segunda-feira (28).

Ainda segundo a Prefeitura, o festival é de grande importância cultural e econômica para o município.

Para a produção do Festival, o adiamento torna-se necessário para garantir a qualidade do festival. Nós da produção não nos sentiríamos a vontade em manter o festival sem as condições ideais de infraestrutura, diz Stenio Mattos, diretor do Festival. Pedimos desculpas pelo transtorno, contamos com a compreensão de todos e esperamos vocês no dia 15 para comemorarmos finalmente os nossos 15 anos!

 

Rio das Ostras volta a sediar festival de jazz e blues

Festival volta ao calendário da cidade após um ano de ausência e ganha edição carioca, em setembro

Depois de um ano de ausência por conta da crise econômica que se abateu sobre o estado do Rio e seus municípios, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival chega a sua 15ª edição, entre os dias 31 de maio e 3 de junho, no feriado de Corpus Christi. Esse ano, apesar do cenário ainda pouco favorável, o evento traz grandes nomes (nacionais e internacionais) na sua escalação de shows, inteiramente grátis.

– Ano passado não tivemos como realizar o festival, mas esse ano, mesmo com uma verba menor e quase sem nenhum patrocínio, conseguimos montar uma estrutura que faz jus ao padrão do festival. Teremos nomes como o Stanley Jordan (que se apresenta ao lado de Armandinho), a Banda Black Rio, Rosa Marya Colin, Azymuth, Big Gilson, Amaro Freitas e Leon Beal Jr., só para citar alguns – explica Stenio Mattos, criador e produtor do festival.

Grandes nomes

Desde a sua primeira edição (2003) o festival trouxe nomes de peso ao país, se consolidando como um dos principais eventos do mundo. Logo na estreia o naipe de artistas que se apresentaram nos palcos do evento (hoje, são três) trazia Nuno Mindelis, Blues Etílicos, Baseado em Blues, Yamandú Costa e Kenny Brown, só para citar alguns.

– Durante todos esses anos conseguimos trazer gente do calibre do Stanley Clark, Ron Carter, Coco Montoya, John Mayall & the Bluesbreakers, T.M. Stevens e Al Jarreau, que foi um gentleman e fez questão de vir tocar no festival, fazendo uma de suas últimas apresentações – lembra Mattos.

Além da volta do festival em Rio das Ostras, uma outra boa notícia é que o evento vai ganhar uma edição carioca, entre os dias 7 e 9 de setembro, como parte do projeto Reage Rio, embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados.

Jovens talentos

Se grande parte do público é atraído pelos nomes conhecidos e consagrados, o Festival também é palco para que jovens talentos mostrem o seu trabalho e conquistem novos fãs. Este ano, uma das grandes apostas é o pianista Amaro Freitas. Vencedor do Prêmio MIMO Instrumental de 2016, o pernambucano promete um show autoral, baseado no seu álbum de estreia, Sangue Negro (2016), mas com algumas novidades.

 

– Pretendo mostrar canções que vão entrar no meu próximo disco, que ainda não tem data para ser lançado, mas que pode acontecer ainda este ano – revela Amaro.

Com uma técnica apurada e improvisos com toques regionais, Amaro (de apenas 26 anos) considera a apresentação na Região dos Lagos uma experiência diferente.

– Normalmente toco mais em pubs e teatros. Grandes festivais como o de Rio das Ostras permitem estar em contato direto com a massa. É um desafio, assim como é um desafio viver somente de música no Brasil – conta o músico.

Amaro se apresenta no palco principal no dia 1 de junho.

 

Confira a programação completa da 15ª edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

Uma versão deste texto foi publicado na Revista Ambrosia.

 

 

Niterói recebe a 4ª edição do festival Tudo Blues

Evento acontece entre os dias 17 e 27 de maio, sempre de quinta a domingo, no Teatro da UFF

Hoje, quando se pensa em Rio de Janeiro o que vem à mente é crise, violência e desgoverno. Quando vamos para o campo da música logo ouvimos samba ou bossa nova, mas não é só disso que vive o estado e sua capital. Alguns eventos insistem em sobreviver e oxigenar a cena fluminense. O festival Tudo Blues, é um desses.

Idealizado por Luiz Claudio Vasconcellos, o Tudo Blues chega a sua 4ª edição – entre os dias 17 e 27 de maio – no Teatro da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói.

– Nos anos 90, eu já havia realizado um festival no mesmo teatro, chamado Em Janeiro Tudo é Blues. Foram três edições e, em 2014, numa reunião com a direção do Teatro da UFF, surgiu a ideia do retorno do festival. Criamos o Tudo Blues e já estamos aí na quarta edição – conta Vasconcellos.

Mistura de Gêneros

Rosa Marya Colin – Foto de Cláudio Medeiros

Para a edição 2018 o line up promete muito blues com pitadas de gospel, country e soul. Nomes conhecidos, como Rosa Marya Colin e Blues Etílicos, se juntam com os não menos talentosos Laranjeletric, Daniel Cheese, Colorado Country, EL84 Rock’n’Blues Band, Ticão Freitas e The Al Pratt Blues Session.

– A curadoria é minha e procuro evitar repetir atrações que já passaram pelo Tudo Blues em um curto intervalo de tempo – explica Luiz.

Serviço:

Tudo Blues Festival

Data: De 17 a 27 de maio de 2018 (quinta a domingo)
Horário: 20h
Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niteró
Preço: R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia-entrada para estudantes, pessoas acima de 60 anos e servidores da UFF)

Daniel Cheese – Foto de Elaine Werneck

Programação:

17/5 – Laranjeletric
18/5- Daniel Cheese
19/5- Rosa Marya Colin
20/5- Colorado Country
24/5- El84 Rock’n’ Blues Band
25/5- Ticão Freitas
26/5- Blues Etílicos
27/5- The Al Pratt Blues Session

Uma versão deste texto foi publicado na Revista Ambrosia

Depois de Phil Collins, Steve Hackett

A música do Genesis parece ter sua mira apontada mesmo para o Brasil. Depois da passagem de Phil Collins pelo país, agora é a vez do guitarrista Steve Hackett desembarcar por aqui. No Rio, Hackett se apresenta no Vivo Rio, no dia 23, e o F(r)ases da Vida estará lá para conferir e dizer como foi o show.

A promessa é de que o show englobe canções de toda a carreira de Hackett, incluindo Genesis e o supergrupo GTR, que formou com Steve Howe, nos anos 80.

Serviço

Datas: 23/03/2018 – Sexta-feira
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Horário: 22h
Abertura dos portões: 20h
Preços: De R$ 190 a R$ 320

Agenda de shows internacionais no Rio de Janeiro em 2018

Atualizado em 4/10

Seguindo a tradição do blog, segue uma lista com os shows já confirmados na cidade. Caso tenha algum acréscimo, deixe um comentário ou envie um e-mail para blogdoferoli@gmail.com

 

Janeiro

24 Mayer Hawthorne (Blue Note)

25 Phoenix (Circo Voador)


Fevereiro

1 Ibeyi (Circo Voador)

Jack Broadbent (Blue Note)

10 Jack Broadbent (Blue Note)

22 Phil Collins (Maracanã)

22 Pretenders (Maracanã) *Abrindo para Phil Collins

25 Foo Fighters (Maracanã)

25 Queens of the Stone (Maracanã) *Abrindo para Foo Fighters

 

Março

10 John Pizzarelli (Othon Palace Hotel)

11 Epica (Circo Voador)

13 Michael Bolton (Vivo Rio)

16 Air Suply (Vivo Rio)

18 Kate Perry (Parque Olímpico)

20 Zarah Larsson e Oh Wonder (Circo Voador)

21 Pearl Jam (Maracanã)

22 The National e Spoon (Circo Voador)

22 Imagine Dragons (KM de Vantagens Hall)

23 Wiz Khalifa + Mac Miller (KM de Vantagens Hall)

23 Steve Hackett (Vivo Rio)

28 David Bryne (KM de Vantagens Hall)

 

Abril

12 Jorge Drexler (Theatro Municipal)

20 Radiohead (Parque Olímpico) – Parte do Soundhearts Festival

20 Flying Lotus (Parque Olímpico) – Parte do Soundhearts Festival

20 Junun e Aldo The Band (Parque Olímpico) – Parte do Soundhearts Festival

20 Ozzy Osbourne (Apoteose)

21 Premiata Forneria Marconi (Vivo Rio)

29 Glenn Hughes (Circo Voador)

30 Alexandra Jackson (Teatro Rival)

 

Maio

10 Jason Derulo (KM de Vantagens Hall)

10 Thundercat (Circo Voador)

10 Orquestra Buena Vista Social Club (Vivo Rio)

12 Erasure (Vivo Rio)

14 The Kooks (Vivo Rio)

18 Kasabian (KM de Vantagens Hall)

18 The Congos e The Slackers

19 Rita Pavone (Vivo Rio)

20 Ozzy Osbourne (Jeunesse Arena)

25 Carl Palmer (Vivo Rio)

27 Harry Styles (Jeunesse Arena)

30 Simple Plan (Circo Voador)

 

Junho

The Manhattans (Vivo Rio)

7 Halsey (Vivo Rio)

23 Call the Police (Vivo Rio)

 

Julho

Nial Horan (KM de Vantagens Hall)

25 Flow (Tijuca Tênis Club)

 

Agosto

25 John Misty, Animal Collective e Cut Copy (Marina da Glória)

 

Setembro

11 Nathalie Lermitte (Teatro Bradesco)

15 Sublime With Rome (Hub RJ)

21 Kard (Vivo Rio)

 

 Outubro

Vance Joy (Circo Voador)

Flogging Molly (Circo Voador)

Dianne Reeves (Theatro Municipal)

11 Cypress Hill (Hub RJ)

20 Gipsy Kings (Vivo Rio)

24 Roger Waters (Maracanã)

 

Novembro

Loreena McKennitt (KM de Vantagens Hall)

Flogging Molly (Circo Voador)

British Lion/Steve Harris (Circo Voador)

11 Kreator/Arch Enemy (Circo Voador)

11 Judas Priest, Alice in Chains e Black Star Riders (KM de Vantagens Hall)

17 At the Drive-In (Circo  Voador)

14 MGMT (Circo  Voador)

19 Herbie Hancock (KM de Vantagens Hall)

21 Demi Lovato (Jeunesse Arena)

29 Sarah Brightman (Vivo Rio)

30 Pennywise (Hub RJ)

30 Morrissey (Fundição Progresso)

 

Dezembro

1 L7 (Circo Voador)

 

Agenda de shows internacionais no Rio em 2016

Ok, está um pouco atrasada, mas chegou a agenda de shows internacionais no Rio de Janeiro em 2016. Como sempre, ela será atualizada ao longo do ano que. assim como 2015, mesmo com todo o calor e crise econômica, promete.

Caso tenham contribuições, elas são muito bem-vindas.

Rolling Stones divulgação

Quem está certo:

16 de janeiro: David Guetta (Riocentro)

28 de janeiro: Exodus (Circo Voador)

20 de fevereiro: Rolling Stones (Maracanã)

06 de março: Bring me the Horizon (Circo Voador)

08 de março: Lionel Richie (HSBC Arena)

17 de março: Iron Maiden (HSBC Arena)

17 de março: Simply Red (Metropolitan)

20 de março: Maroon 5 (Praça da Apoteose)

10 de abril: Cold Play (Metropolitan)

Relembre os melhores shows internacionais que passaram pelo Rio em 2015!

Rio Banda Fest terá Detonautas na festa de encerramento

Rio-Banda-Fest
O Rio Banda Fest, festival voltado ao cenário do rock independente do Rio de Janeiro, escalou para a sua festa de encerramento – dia 4 de junho, no Circo Voador. Antes, os finalistas subirão ao palco para mostrar o seu trabalho.

detonautas_divulgacao2Os finalistas, que concorrem a dois prêmios de R$ 10 mil (um pelo voto popular e outro para o escolhido pelos jurados do festival), são: classificadas Diabo Verde, La Nuova, Linda Lobo, Nove Zero Nove e Sound Bullet. Os grupos foram selecionados após passarem por várias eliminatórias nas lonas culturais da cidade.

Os preços para a festa no Circo Voador nem são caros (R$ 60 3 R$ 30) e quem quiser conhecer os finalistas e votar no seu favorito deve visitar o site do festival (www.riobandafest.com.br).

Extra: Quem for ao Circo ainda vai poder curtir o DJ Guilherme Scarpa!

Esse texto foi publicado originalmente na Revista Ambrosia

A agonia do Canecão em 2015

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Estamos em fevereiro de 2015 e a situação é a mesma (na verdade, pior) do que em outubro de 2010, quando a UFRJ conseguiu fechar o Canecão. As razões para a “retomada de posse” já foram mais do que discutidas e nenhuma delas jamais me convenceu de que o fechamento seria um grande retrocesso e traria enormes prejuízos ao Rio de Janeiro. Afinal, gostassem ou não do lugar, o Canecão era uma das principais – senão a principal – casas de espetáculo da cidade.

canecao abandonadoA agonia do Canecão não é (apenas) um caso de incompetência. A UFRJ, como a maioria das universidades brasileiras, não tem experiência na administração de uma casa de espetáculos e nem tem o seu foco em gerenciar algo que venha a beneficiar a população. Suas prioridades estão voltadas para si própria. A Academia prefere se debruçar sobre pesquisas e projetos que nem sempre têm algum resultado prático – como a “influência do giro anti-horário dos girassóis no inverno (e isso é sério). Além disso, a tão propagandeada “independência universitária” permite que hospitais sejam sucateados, campis abandonados e até mesmo que museus sejam fechados por falta de limpeza ou segurança, como vimos ais uma vez nos últimos tempos. Sendo assim, acreditar nas promessas de que no local seria aberto um centro cultural – com exposições de artesanato, pintura, produções teatrais, etc, é/era muita ingenuidade.

Com reabertura prometida para 2012, Canecão completa quatro anos de silêncio

moveis-abandonados-canecaoHoje, quem passa pelo que foi o Canecão vê um prédio abandonado, onde a história da nossa música padece e sem nenhuma expectativa de melhora. Pior, agora dizem que será preciso demolir várias partes do Canecão por estarem irremediavelmente deterioradas. Cômodos como o camarim – um dos poucos espaços que estavam em bom estado antes do fechamento -, por onde grandes astros da música passaram, agora estão ameaçados de deixar de existir.

Fechado há 15 meses e nas trevas, Canecão procura nova luz

Foram inúmeros os grandes shows que assisti lá. Infelizmente, não tenho esperanças de algum dia voltar a frequentar aquele espaço para ouvir um Roberto Carlos, Milton Nascimento ou John Mayal, por exemplo.

Triste, muito triste.

PS: Há relatos – por parte de pessoas ligadas a UFRJ – de que o estado do Canecão era deplorável. Não sei no que as pessoas podem acreditar, mas deplorável é o que acontece HOJE! As versões oficiais são, também, lastimáveis.

Relembre o que já escrevi sobre a situação do Canecão:

UFRJ comprova incompetência e Canecão parece Terra Devastada

Johnny Winter – Canecão – 20/05/10

Agenda de shows internacionais no Rio em 2015

Aí vai a agenda de shows internacionais no Rio de Janeiro em 2015. Como sempre, ela será atualizada ao longo do ano que. mesmo com todo o calor e crise econômica, promete.

Caso tenham contribuições, elas são muito bem-vindas.

Atualizado em 20 de outubro – Raggabund

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Quem está certo:

25 de janeiro: Kaiser Chiefs e Foo Fighters (Maracanã)

29 de janeiro: Sublime With Rome (Citibank Hall)

27 de fevereiro: Ringo Starr (Vivo Rio)

08 de fevereiro: Mr. Big (Fundição Progresso)

08 de março: Steve Hackett (Citibank Hall)

14 de março: Slash (Fundição Progresso)

14 de março: City and Colour (Sacadura 154)

19 de março: NoFx (Circo Voador)

20 de março: Damian Marley (Cidade das Artes)

20 de março: Zaz (Circo Voador)

24 de março: Robert Plant (Citibank Hall)

25 de março: Smashing Pumpkins (Citibank Hall)

26 de março: Three Days Grace (Circo Voador)

27 de março: Foster the People e Bastille (Citibank Hall)

08 de abril: Jason Mraz (Citibank Hall)

11 de abril: Lindsey Stirling (Citibank Hall)

16 de abril: Imagine Dragons (Citibank Hall)

18 de abril: Seether (Citibank Hall)

22 de abril: Christina Perri (Teatro Bradesco)

23 de abril: Judas Priest (Vivo Rio)

30 de abril: Ed Sheeran (HSBC Arena)

18 de abril: America (Citibank Hall)

08 de maio: Adrenaline Mob (Circo Voador)

15 de maio: Orquesta Buena Vista Social Club (Vivo Rio)

21 de maio: Spy vs Spy (Miranda)

02 de junho: Pain of Salvation (Teatro Rival)

08 de junho: Backstreet Boys (Citibank Hall)

11 de junho: Backstreet Boys (Citibank Hall)

18 de junho: Sinead O’Connor (Teatro Bradesco)

30 de junho: Violetta (HSBC Arena)

28 de julho: David Garret (Vivo Rio)

25 de agosto: Maroon 5 (HSBC Arena)

27 de agosto: Tove Lo (Morro da Urca)

18 de setembro: Rock in Rio (Cidade do Rock)

19 de setembro: Rock in Rio (Cidade do Rock)

20 de setembro: Rock in Rio (Cidade do Rock)

24 de setembro: Rock in Rio (Cidade do Rock)

24 de setembro: Simone Mazzer (Teatro Rival)

25 de setembro: Rock in Rio (Cidade do Rock)

26 de setembro: Rock in Rio (Cidade do Rock)

27 de setembro: Rock in Rio (Cidade do Rock)

09 de outubro: Blind Guardian (Vivo Rio)

18 de outubro: Skillet (Circo Voador)

20 de outubro: Raggabund (Teatro Rival)

22 de novembro: Muse (HSBC Arena)

22 de novembro: Pearl Jam (Maracanã)

24 de novembro: Morrisey (Citibank Hall)

Relembre os melhores shows internacionais que passaram pelo Rio em 2014!

Agenda de shows internacionais no Rio em 2014

Elton John TicketO ano de 2014 começou de maneira atípica e o tradicional post com a lista de shows internacionais que acontecem na cidade do Rio de Janeiro foi uma das vítimas dessa atipicidade. Entretanto, não dá para deixar de lado esse serviço de utilidade pública. Assim, excluo o mês de janeiro (onde bons shows – Carl Palmer, por exemplo) aconteceram e partimos com tudo de fevereiro em diante. As atrações prometem, com veteranos como Elton John e o Guns N’ Roses se destacando na multidão.

A lista será atualizada sempre que alguma novidade for confirmada e qualquer informação é sempre bem vinda (mande seu comentário).

Atualizado em 29 de outubro –

Quem está certo:

1 de fevereiro: PFM (CCBB)

1 de fevereiro: Jorge Drexler (Miranda)

5 de fevereiro: Billy Paul (Miranda)

5 de fevereiro: Bad Religion (Circo Voador)

8 de fevereiro: Kamelot (Circo Voador)

19 de fevereiro: Elton John (HSBC Arena)

20 de fevereiro: The Piano Guys (Vivo Rio)

20 de março: ZAZ (Circo Voador)

13 de março: Jack Johnson (HSBC Arena)

14 de março: Information Society (Circo Voador)

15 de março: Avenged Sevenfold (HSBC Arena)

20 de março: Guns N’ Roses (HSBC Arena)

20 de março: Hugh Laurie (Citibank Hall)

21 de março: Joan Baez (Teatro Bradesco)

23 de março: All You Need is Love & Orchestra (Vivo Rio)

25 de março: Uli John Roth (Teatro Rival)

27 de março: Yanni (Vivo Rio)

28 de março: Jagwar Ma (Miranda)

30 de março: Alan Parsons (Vivo Rio)

4 de abril: Arcade Fire (Citibank Hall)

6 de abril: Nine Inch Nails (Citibank Hall) – CANCELADO

9 de abril: Ron Carter (Espaço Tom Jobim)

10 de abril: Macy Gray (Circo Voador)

10 de abril: Warrel Dane (Circo Voador)

12 de abril: Rick Astley (Circo Voador)

25 de março: Focus (Teatro Rival)

20 de abril: Misfits (Circo Voador)

27 de abril: Demi Lovato (Citibank Hall)

28 de abril: Demi Lovato (Citibank Hall)

2 de maio: Avril Lavigne (Citibank Hall)

10 de maio: Marilion (Vivo Rio)

11 de maio: Eddie Vedder (Citibank Hall)

11 de maio: Eddie Vedder (Citibank Hall)

16 de maio: Amon Amarth (Circo Voador)

27 de maio: Jesus & Mary Chains (Vivo Open Air)

27 de maio: Mario Biondi (Miranda)

30 de maio: Bobby McFerrin (Vivo Rio)

30 de maio: Patty Austin (Miranda)

31 de maio: Yo La Tengo (Circo Voador)

1 de junho: Korpiklaani & Tyr (Teatro Odisseía)

8 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

9 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

10 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

15 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

16 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

17 de agosto: Rio das Ostras Blues & Jazz Festival (vários palcos)

18 de agosto: Allen Toussaint e Mia Borders (Oi Casa Grande)

21 de agosto: Eric Gales (Teatro Rival)

4 de setembro: God is an Astronaut e Alcest (Teatro Rival)

5 de setembro: Fates Warning e Swallow the Sun (Teatro Rival)

14 de setembro: Tarja (Circo Voador)

16 de setembro: Omar Coleman (Teatro Rival)

26 de setembro: Julio Iglesias (Citibank Hall)

28 de setembro: Miley Cyrus (Praça da Apoteose)

2 de outubro: Franz Ferdinand (Vivo Rio)

5 de outubro: R5 (Citibank Hall)

18 de outubro: Roger Hodgson (Vivo Rio)

18 de outubro: 30 Seconds To Mars (Fundição Progresso)

19 de outubro: Jon Anderson (Vivo Rio)

27 de outubro: Beirut (Vivo Rio)

29 de outubro: Rick Wakeman (Teatro Bradesco)

1 de novembro: Echo & The Bunnymen (Fundição Progresso)

11 de novembro: Morcheeba (Citibank Hall)

30 de outubro: Playing For Change (Fundição Progresso)

12 de novembro: Paul McCartney (HSBC Arena)

16 de novembro: Jason Derulo (Citibank Hall)

28 de novembro: The Lumineers (Vivo Rio)

28 de novembro: Jake Bugg (Citibank Hall)

Relembre os shows internacionais que passaram pelo Rio em 2013!

Um fim de semana de muito jazz e blues em Rio das Ostras

Logo_Jazz_2013Uma boa notícia para os amantes da boa música e dos eventos gratuitos: o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, que terá a sua 11ª edição que vai desta quarta-feira (29 de maio) até o dia 2 de junho, continua trazendo grandes nomes da música nacional e internacional e já tem a edição de 2014 garantida.

“O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival está garantido, uma vez que conseguimos ampliar a participação da iniciativa privada no patrocínio do festival. Além disso, esse evento é o que traz maior retorno financeiro ao município, cerca de R$ 8,5 milhões injetados na economia local”, argumenta Alcebíades Sabino, prefeito da cidade.

E os reais que serão gastos este ano na simpática cidade da Região dos Lagos, durante a realização do evento, terão como chamarizes astros como Stanley Clarke, Vernon Reid, Will Calhoun, Léo Gandelman, Fernando Vidal, Arthur Maia e Big Joe Manfra, entre muitas outras ótimas atrações.

32fa 1 ClarkeStevenParkeFDividido em quatro palcos, o festival, que entrou para o calendário oficial de eventos do Estado do Rio de Janeiro e é considerado um dos mais importantes do mundo, atrai fãs de várias partes do Brasil e a admiração dos músicos, que também fazem questão de vir até o País e (re)encontrar o público fluminense. No total, serão 28 shows gratuitos, contabilizando mais de 60 horas de música.

“O público brasileiro é sempre caloroso e apaixonado por música. Estou com muita expectativa em poder tocar no Festival de Rio das Ostras”, diz Stanley Clarke, um dos maiores baixistas vivos, que já tocou com feras do jazz e do rock, como Gil Evans, Stan Getz, Stevie Wonder, Rolling Stones, David Bowie, Paul Simon, James Taylor, Eric Clapton e Paul McCartney.

Na verdade, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival acaba se tornando uma fonte de arrecadação, mais do que um veículo para gastar as verbas dos royalties.

“Neste momento em que os royalties do petróleo são uma incerteza, é importante investir em eventos que geram empregos e estimulam a economia da cidade. Além disso, a realização do Festival contribui para consolidar a cidade como um destino turístico. A cada ano, segundo pesquisas, a cidade vem recebendo mais visitantes especialmente para o festival. Em 2011, recebemos 20 mil pessoas por dia durante o evento e em 2012, esse número subiu para 25 mil pessoas/dia. A ocupação hoteleira da cidade chega a 100% e hotéis de toda a região também se beneficiam. O festival é notícia nos principais veículos de imprensa do País e na mídia especializada internacional, projetando Rio das Ostras no Brasil e exterior”, explica Sabino.

32fa4x willc798O otimismo com a realização do festival também é compartilhada pelo empresário Stênio Mattos, idealizador e produtor do evento.

“A expectativa em relação a esta edição é enorme, o line up está muito forte e a novidades são muitas. O festival a cada ano fica mais conhecido pela mídia e pelas pessoas. Outro fator de grande expectativa positiva é a nova prefeitura, que vê o festival como a menina dos olhos na área de turismo, porque a cidade tem que retomar a sua vocação natural, que é ser uma cidade turística”, conta Mattos.

Uma das características do festival é dar peso igual para todos os músicos, sejam eles brasileiros ou não. Claro que sempre há as grandes atrações internacionais, mas até mesmo os artistas estrangeiros reconhecem a importância da música brasileira.

“Meu profundo respeito por músicos brasileiros começou em Nova York, quando eu era um jovem músico, cerca de 18 ou 19 anos de idade. Durante esse tempo, tive a sorte de viver parte do meu tempo com Flora Purim e Airto Moreira. Através deles, eu tive contato com seus amigos que os visitavam incluindo Antonio Carlos Jobim, Hermeto Pascoal, Sivuca e muitos outros. Stan Getz era um grande fã da música brasileira e eu tive a oportunidade de tocar uma semana com Stan e Astrud e João Gilberto. Uma das minhas melhores lembranças foi passar uma hora ao redor do piano com Antonio Carlos Jobim na década de 70”, lembra Stanley Clarke.

Um dos momentos que prometem emocionar o público é a homenagem que será feita ao músico Celso Blues Boy, considerado o melhor guitarrista de blues já surgido no Brasil e que faleceu em 2012. O tributo, que fecha a segunda noite do festival no palco principal, na Costa Azul, vai contar com as presenças de Márcio Saraiva (bateria e vocais), Marcos Amorim (guitarra) e Roberto Lly (baixo), além do gaitista Jefferson Gonçalves e de outro grande nome do blues nacional, o guitarrista Big Joe Manfra.

E, mesmo antes do início da edição de 2013, os planos para 2014 já se mostram ainda mais ambiciosos.

“O sonho é agora poder tirar do papel um grande sonho que é estender o festival por dois finais de semana, aumentando, com isto, o número de atrações e maior rentabilidade para a cidade através do maior fluxo de turistas”, conta Stênio Mattos.

Confira a programação completa

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Um bom programa – Canções do Exílio

Caetano Veloso - Canções do ExílioQuem ainda não viu não deve perder a chance de assistir ao ótimo documentário Canções do Exílio, de Geneton Moraes Neto, que será exibido na próxima terça-feira (16/4) na sede do Sindicato dos Jornalistas do Município (rua Evaristo da Veiga, 16, 17º), às 19h. O filme fala sobre o período em que Gilberto Gil e Caetano Veloso viveram exilados em Londres.

Após a exibição, haverá um debate sobre filme com Geneton.

Ivan Lins inicia o ano musical

Foto: Leo AversaPara muitos o ano no Brasil só começa mesmo após o carnaval, certo? Errado. Pelo menos a temporada de shows musicais começa bem antes das festas momescas e uma das primeiras grandes atrações do ano é o espetáculo de Ivan Lins, que acontece hoje e amanhã no Teatro Rival, no centro do Rio de Janeiro, com preços que não farão com que ninguém tenha que atrasar o pagamento do IPTU para comprar seu ingresso.

Ivan, um dos mais conhecidos e respeitados artistas da Música Popular Brasileira, reverenciado por nomes como Quincy Jones, Sting e até mesmo o ex-beatle Paul McCartney, e que já foi homenageado com um disco-tributo onde astros pop cantam suas músicas em inglês, sobe mais uma vez ao palco, agora para apresentar um espetáculo baseado no repertório de seu último trabalho, o excelente Amorágio (Som Livre), trabalho onde canta as várias formas de amor.

Amorágio é um trabalho no qual apresento alguns dos muitos ‘Ivans’ que moram no compositor popular que eu adoro ser”, conta o artista.

No repertório, Ivan promete mesclar grandes sucessos com as canções do novo CD. Assim, o público pode esperar ouvir clássicos como Madalena, Começar de Novo e Novo Tempo, além das novas (e nem tão novas) como Amorágio, Roda Bahiana (que já havia sido gravada pela diva Gal Costa), Sou Eu (parceria com Chico Buarque e que também ganhou um registro no último CD do cantor), a belíssima Quero falar de amor, uma das mais belas melodias da safra recente de Ivan, além da divertida Carrosel do Bate-Coxa, um xote escrito em parceria com o filho, Cláudio Lins, com quem também já dividiu o palco algumas vezes.

Leia a crítica do CD Amorágio

“São canções novíssimas, outras nem tanto, e algumas releituras transpostas para os sentimentos de hoje, nas quais o passado vira presente”, explica sobre as canções de Amorágio.

No palco do Rival, Ivan é acompanhado por uma banda afiadíssima formada por Teo Lima (bateria), Nema Antunes (baixo), Marco Brito (teclado), João Gaspar (violão e guitarra) e Neimar Dias (violão e viola) -, que dão destaque as belas harmonias lideradas pelos teclados do compositor. Mesmo as músicas que no disco contam com participações de grande peso como os astros Maria Gadu, Pedro Luis e o português António Zambujo, mantêm seu peso pop nas interpretações solo de Ivan.

Se 2012 promete ser o ano de mais um Rock in Rio – onde Ivan vai reviver a parceria com o guitarrista George Benson, sucesso na primeira edição do festival, no hoje longínquo 1985 – e de grandes atrações internacionais desembarcando na cidade e no país, começar o mês de janeiro ouvindo Ivan Lins falar de amor é, sem dúvidas, uma maneira de trazer bons fluídos para todos os outros dias desse novo tempo.

Serviço

Ivan Lins – no show Amorágio. Data: 4 e 5 de janeiro. Horário: 19h30. Local: Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia. Tel: 2240-4069. Preço: Setor A / Mezanino: R$ 90 (Inteira) R$ 45 (Estudante/Idoso/Professor da Rede Municipal) – Setor B: R$ 80 (Inteira) R$ 70 (Os 100 Primeiros pagantes) R$ 40 (Estudante/Idoso/Professor Da Rede Municipal). Capacidade: 472 lugares.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Foto: Leonardo Aversa

Agenda de shows internacionais no Rio em 2013

Bruce Springsteen

Atualizado em 6 de agosto

Como sempre acontece, começo o ano com a agenda de shows internacionais no Rio. Infelizmente, 2013 já começa com a notícia de que alguns astros não incluiram a cidade em seus roteiros (perda maior serão os show de Elton John), mas teremos um novo Rock in Rio.

Feliz temporada de concertos.

A lista será atualizada sempre que alguma novidade for confirmada e qualquer informação é sempre bem vinda (mande seu comentário).

Quem está certo:

16 de janeiro: Surfer Blood (Vivo Rio)

1 de março: Tim Reynolds (Miranda)

12 de março: Jonas Brothers (Citibank Hall)

19 de março: Alejandro Sanz (Citibank Hall)

4 de abril: The Cure (HSBC Arena)

11 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

12 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

13 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

14 de abril: André Rieu (HSBC Arena)

18 de abril: Burt Bacharach (Vivo Rio)

29 de maio: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

30 de maio: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

31 de maio: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

1 de junho: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

2 de junho: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (Vários palcos – veja a programação completa)

8 de junho: James Farm e Esperanza Spalding Radio Music Society (Vivo Rio)

9 de junho: Brad Mehldau Trio e Joe Lovano & Dave Douglas Quintet: Sound Prints (Vivo Rio)

10 de junho: Pat Metheny Unity Band (Vivo Rio)

11 de junho: The Stylistics (Vivo Rio)

15 de junho: Chris Cornell (Vivo Rio)

29 de junho: Diana Ross (HSBC Arena)

20 de julho: Hanson (Citibank Hall)

25 de julho: Paramore (HSBC Arena)

4 de agosto: Morrisey (Citibank Hall) – CANCELADO

8 de agosto: Papa Roach (Vivo Rio)

11 de agosto: Joe Bonamassa (Vivo Rio)

24 de agosto: Herbie Hancock (Citibank Hall)

29 de agosto: Johnny Winter (Vivo Rio) – CANCELADO

13 de setembro: Rock in RioBeyoncé, David Guetta, Living Colour (Cidade do Rock)

14 de setembro: Rock in RioMuse, Florence and the Machine, Thirty Seconds to Mars, The Offspring (Cidade do Rock)

15 de setembro: Rock in Rio – Justin Timberlake, Alicia Keys, George Benson (Cidade do Rock)

19 de setembro: Rock in RioMetallica, Alice in Chains, Ghost B. C. (Cidade do Rock)

20 de setembro: Rock in Rio – Bon Jovi, Nickelback, Matchbox Twenty, Ben Harper (Cidade do Rock)

21 de setembro: Rock in Rio – Bruce Springsteen, John Mayer, Phillip Phillips (Cidade do Rock)

22 de setembro: Rock in Rio  – Iron Maiden, Slayer, Avenged Sevenfold (Cidade do Rock)

4 de outubro: B-52’s (Vivo Rio)

13 de outubro: Black Sabbath (Apoteose)

29 de outubro: Loreena McKennitt (Citibank Hall)

3 de novembro: Justin Bieber (Apoteose)

20 de novembro: Cat Stevens (Citibank Hall)

1 de dezembro: Sarah Brightman (Citibank Hall)

Como sempre, há boatos de uma possível vinda do The Who. Aguardemos.

Relembre os shows internacionais que passaram pelo Rio em 2012!

Relembre os shows internacionais que passaram pelo Rio em 2011!

Catraca Livre: o melhor blog do mundo?

Essa coisa de escolha dos melhores do mundo na área do jornalismo ou tenologia é algo extremamente difícil. O Comunique-se falou com Gilberto Dimenstein (coordenador do projeto) e fica claro, para quem conhece o Catraca, que a iniciativa seria bem vinda em mais cidades (alô, Rio!).

Abaixo a matéria do Comunique-se

Criado em julho de 2009 por estudantes universitários sob a coordenação do jornalista Gilberto Dimenstein, o site Catraca Livre foi escolhido como o melhor blog do mundo em português, em premiação promovida pela Deustche Welle, emissora de TV pública da Alemanha. A votação, que tem a proposta de valorizar projetos com foco na cidadania, foi realizada em duas etapas: júri e, posteriormente, participação popular.

Sobre o prêmio vencido pelo site que está prestes a completar três anos de existência, o Comunique-se conversa com o idealizador do Catraca Livre, Gilberto Dimenstein. O jornalista conta como o projeto teve início, como funciona o trabalho da equipe e qual a principal proposta. A paixão pela comunicação comunitária e o “olhar diferente” que o profissional busca levar aos cidadãos por meio do jornalismo também fazem parte da entrevista. Confira a íntegra:

O site do Catraca Livre informa que a página foi desenvolvida por estudantes universitários. De qual forma você ingressou no projeto? Você participou do início?

Eu já vinha trabalhando o conceito de bairro-escola e esses estudantes da Metodista, Mackenzie, USP, FAAP e PUC tiveram a ideia de desenvolver o site com a proposta de mostrar o que a cidade de São Paulo tem de interessante e que muita gente não conhecia. Apoiei o projeto desde o começo. Andando pelo centro, eu via que as pessoas falavam que não iam a teatros e cinemas porque era tudo muito caro. Queria mostrar que há muita atividade interessante.

Qual o diferencial do Catraca Livre em comparação com os demais sites?

Acredito que o fato de desde o começo ter o objetivo de ser um espaço sócioeducativo. Investimos em dicas culturais, um site de serviços. Trabalhamos com um olhar diferente em relação à comunicação. Vemos a cidade como grande incubadora de serviços, apesar de termos notícias de outros lugares além de São Paulo. Contamos com a parceria de Harvard e Media Lab. E, além de tudo isso, o Catraca passou a ser sinônimo de eventos gratuitos; tornou-se comum ouvir alguém falar: “vamos, é um evento ‘catraca livre'”.

Os estudantes que deram origem ao Catraca Livre continuam trabalhando no site?

Boa parte deles, sim. Teve gente que saiu com o tempo, até para trabalhar em outro projeto, outro site, o que é absolutamente normal. Mas, da equipe inicial, tem muita gente que continua no Catraca Livre. E por aqui colocamos em prática o modo de cooperativa. A turma que ajudou a criar o site e continuou no projeto se tornou sócia do Catraca.

Em algum momento, desde a criação em junho de 2009, o Catraca Livre correu risco de acabar?

Sim. E posso até dizer que esse risco é contínuo. Somos um site que tem fins lucrativos e para se manter depende muito dos patrocínios. O que nos ajuda muito é a audiência, alavancada pelas redes sociais, e o perfil do nosso público. Temos média de 600 mil usuários únicos por mês, sendo que boa parte é formada por universitários. Segundo o Ibope, 28% dos leitores do Catraca são pós-graduados e 64% são do sexo feminino. Lidamos com um público formador de opinião e que é de interesse dos anunciantes.

Com a premiação realizada pela Deustche Welle (eleito o melhor blog em língua portuguesa), o Catraca Livre ganhará mais espaço e credibilidade perante o público e patrocinadores?

Um prêmio desse sempre dá maior visibilidade o que também chama a atenção das empresas a desejarem ter suas respectivas marcas associadas a um veículo como o Catraca Livre. Como disse anteriormente, nosso público é composto, em sua maioria, por formadores de opinião, pessoas com currículo acadêmico. A premiação ajuda a impulsionar ainda mais, assim como as redes sociais. Atualmente, temos mais de 120 mil fãs no Facebook e 70 mil seguidores no Twitter e passamos a ter nosso conteúdo exibido nos ônibus e no metrô de São Paulo.

Você esperava que o Catraca Livre tivesse esse reconhecimento com apenas três anos no ar?

Não esperava. Ele surgiu para ser uma experiência de jornalismo cidadão, publicar temas que fortalecessem a relação dos bairros com o que a cidade tem de melhor e de mais interessante. Criamos o Catraca para ser o laboratório de comunicação. Não imaginava essa repercussão. Ele entrou no ar em julho de 2009 com o trabalho de estudantes que estavam nos últimos períodos de suas faculdades, inclusive teve a presença dos meus filhos Marcos e Gabriel. Não poderia imaginar que teriámos essa força e nunca pensei que receberíamos um prêmio.

Qual a melhor notícia que o Catraca Livre publicou?

Não dá para citar uma única matéria. Há momentos em que damos um destaque maior a assuntos específicos. Um exemplo disso é a época da Virada Cultural (evento produzido pela Prefeitura de São Paulo que promove shows e atividades culturais durante todo um fim de semana). Sempre trabalhamos muito nessa fase pré-evento, como agora, com a produção de pautas sobre o assunto. É o ponto alto do site. Fora os eventos como o da Virada Cultural, apostamos em personagens.

O Catraca Livre pode ser considerado um divisor de águas da sua carreira no jornalismo?

Passou a ser. Eu já estava me dedicando ao jornalismo voltado ao cidadão, mas o Catraca Livre fez esse trabalho ficar ainda mais focado. Devo muito ao jornalismo investigativo, que não é menos importante e por onde ganhei diversos prêmios. Porém, queria me dedicar a outra forma de encarar a comunicação e o Catraca me ajudou muito nesse objetivo.

Fonte: Comunique-se

Elza Soares comemora 50 anos de carreira com novo show

Uma das vozes mais marcantes e reverenciadas da MPB, Elza Soares continua na ativa do alto dos seus 74 (muito bem vividos) anos. A diva não para e volta nesta sexta e neste sábado, ao palco do Teatro Rival Petrobras para uma minitemporada de seu show Deixa a nega gingar, título da coletânea lançada em 2010, que comemorou seus 50 anos de carreira musical.

O Rival, local da maioria das suas últimas apresentações no Rio, deve, como sempre, receber um grande público, ansioso por ouvir os malabarismos vocais e scats da cantora.

“Elza é sempre um espetáculo. É incrível sua facilidade para brincar com a voz unicamente rouca e sua vitalidade. Ela sempre tem alguma surpresa para o público. No último show que a vi, ela trocava de roupa no palco, atrás de um biombo”, conta o empresário Aurélio da Matta, fã da cantora e que garante a presença nos dois dias de apresentação.

Mas não são apenas surpresas cênicas que aguardam o público. Elza não só viaja pelo samba e samba-jazz, como também vem flertando com ritmos e tendências mais atuais, como o house, techno, drum’nbass, dubstep e breakbeat, que estão presentes em seus últimos trabalhos, como os excelentes Do Cóccix até o Pescoço (2002) e Vivo Feliz (2004).

“Eu também sou bluseira. Gosto de Billy Holiday e Elizete Cardoso, da mesma forma que sou fanática por Chet Baker e João Gilberto. Ao mesmo tempo, quero que a nova geração conheça meu trabalho, por isso esse flerte com o hip hop, techno, etc”, explica Elza.

Presente também em vários projetos de outros artistas, Elza Soares mantém seu suingue brasileiro, mesmo com novas leituras de clássicos de seu repertório como Nega do cabelo duro, Malandro, Chove chuva e Mas que nada. As novas roupagens, que ficam a cargo de uma banda – JP Silva (violão de sete cordas), Gabriel Bubu (baixo), Marcelo Callado (bateria) – onde se destacam as presenças de dois DJs (Ricardo Muralha e Bruno Queiroz), responsáveis pelo sabor moderno das novas interpretações.

“Não importa como ela apresenta as canções, é a voz que nos hipnotiza. Elza é uma cantora única no mundo. Sua técnica é incrível e cada apresentação é uma verdadeira aula para qualquer um que queira viver de música”, diz o professor de música Antônio Pedro de Oliveira, outro fã de carteirinha da cantora.

A mesma opinião de Antônio Pedro é compartilhada por grandes nomes da MPB.

“Elza é a expressão raríssima da voz feminina num País de cantoras”, definiu outra grande musa da nossa música, Maria Bethânia.

Mas nem tudo foram flores na vida dessa mulher com seu jeito eterno de musa. Mãe de nove filhos, ela teve um início de vida difícil e chegou a pensar em abandonar a carreira, após a morte trágica do filho Manuel, em um acidente de carro quando ia visitar o túmulo do pai, Garrincha, em 1986.

Mulher vaidosa, Elza Soares também é dona de frases de efeito e orgulha-se de ser constantemente convidada para fazer ensaios sensuais.

Não tenho culpa de ser gostosa, né?”, costuma dizer.

Quem quiser entender melhor como foi a vida e a carreira dessa cantora mundialmente conhecida, a melhor pedida é assistir ao documentário Elza, dirigido por Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan (lançado em 2010). Lá, depoimentos e números musicais retratam um perfil honesto da artista. As participações ao lado de nomes como Caetano Veloso e Paulinho da Viola já valeriam o aluguel do DVD.

Reedições

Além dos lançamentos mais recentes, a discografia de Elza Soares também ganhou um reforço com as reedições de seis álbuns da cantora pelo selo DiscobertasElza Soares (1974), Nos braços do samba (1975), Lição de Vida (1976), Pilão + Raça = Elza (1977), Somos Todos Iguais (1985) e Voltei (1988) – todos com reprodução das artes originais dos LPs e faixas bônus.

Apesar da irregularidade do material que compõe os discos, fica sempre evidente o profissionalismo e a paixão com a qual Elza se entregava a cada uma das interpretações. O destaque maior fica mesmo pelo álbum de 1974, onde a versão de Quem há de dizer (Alcides Gonçalves e Lupicínio Rodrigues) já vale todo o investimento. Mas em Lição de Vida (1976), a cantora gravou o samba Malandro (Jorge Aragão e Jotabê), que se tornou obrigatório na maioria de seus shows pelo mundo.

Outro disco que merece uma audição atenta é Voltei (1988), onde Elza interpreta uma série de sambas compostos por integrantes do histórico bloco carnavalesco Cacique de Ramos.

Pode não ser muito fácil encontrar esses relançamentos (originalmente editados em 2010), mas todo o esforço será compensado pela audição de uma das intérpretes mais ecléticas e talentosas já produzidas pelo “País das cantoras”.

Serviço:

O Teatro Rival Petrobras fica na Rua Álvaro Alvim, 33/37, Cinelândia. Sexta e Sábado, às 19h30. Os ingressos variam entre R$ 30 e R$ 75. Informações: 2240-4469.

Texto originalmente publicano no jornal O Fluminense

Buddy Guy: Um mago do blues no Rio de Janeiro

Considerado um dos pioneiros do blues de Chicago, o guitarrista de 76 anos segue rodando o mundo com apresentações marcadas por surpresas no repertório

Se B.B. King é rei e se Eric Clapton é Deus, Buddy Guy é um mago. Esse negro, nascido no estado norte-americano da Louisiana, em 1936, é considerado um dos pioneiros do que se convencionou chamar de blues de Chicago.

Influência sempre citada por gente como Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan e o já citado Clapton, Buddy Guy apareceu com seu estilo avassalador quando ainda fazia parte da banda de outra lenda do blues, Muddy Waters. Depois, foi disparando solos alucinados em discos de gente como Koko Taylor, Howlin’ Wolf e do camarada Junior Wells.

O seu jeito agressivo de tocar o faz ser lembrado em qualquer lista dos maiores guitarristas de todos os tempos, fazendo com que um grande número de fãs do blues o siga em qualquer uma das suas (muitas) passagens pelo Brasil e pelo Rio, onde já se apresentou em praticamente todas as grandes casas de espetáculos da cidade.

“Buddy Guy é um artista que não podemos nos dar ao luxo de não ir ver. Todas as suas apresentações são únicas e são sempre aulas de blues. Juntei um grupo de amigos e fechamos um camarote para assistir com o conforto e atenção que sua música merece”, afirma o engenheiro Rodrigo Cobra, que comprou seu ingresso desde dezembro do ano passado.

Indicado ao Hall da Fama do Rock’n’Roll em 2005, Buddy Guy, ao contrário de muitos artistas que se escondem da fala ou se mostram aborrecidos com ela, Buddy é uma figuraça. Sorriso aberto e gargalhada sonora, ele adora bater papo com a plateia e até mesmo se dá ao luxo de mostrar como vários outros guitarristas tocam o blues, para logo depois emendar algum clássico com uma ferocidade não encontrada em nenhum outro instrumentista do gênero.

“Houve uma vez na qual ele desceu do palco tocando, passou pelo meio do público, foi até o bar, pediu uma cerveja e voltou ao palco, bebendo e tocando. É um showman com blues na veia”, conta Cobra.

O humor de Guy arranca risadas e ameniza o teor quase sempre trágico da maioria das letras de canções de blues, cheias de sofrimento, amores perdidos e não correspondidos. Ninguém sai triste de seus shows.

A discografia de Buddy Guy é extensa e são vários os álbuns que merecem destaque como Every Day I Have the Blues (com Junior Wells), Hot And Cool (1969) e Living Proof (2010), que ganhou um prêmio Grammy (são cinco, no total da carreira) como melhor álbum de blues contemporâneo. Guy também é figura constante em vídeos e shows ao vivo de outros artistas como Santana e John Mayall. Um dos momentos clássicos aconteceu no DVD Shine a Light (2008), dos Rolling Stones, quando, após uma performance incendiária em Champagne & Reefer (uma antiga canção de Muddy Waters), Keith Richards dá a sua guitarra ao mestre, em um sincero gesto de reverência.

Aos 76 anos, Buddy segue rodando o mundo com a mesma disposição de um garoto. Suas apresentações são realmente únicas e é praticamente impossível prever o que será tocado. Ele pode desfilar uma sequência de clássicos de Muddy Waters, prestar homenagem ao também lendário John Lee Hooker, ou relembrar Peggy Lee, Cream ou Jimmy Hendrix. Os shows geralmente não apresentam mais do que 12 canções, mas que são recheadas daquilo que o público quer: solos e mais solos de guitarra.

Mas que não pensem que ele é apenas um excepcional guitarrista, Buddy Guy também é um cantor talentoso e que leva o blues para um registro bem diferente do de gente como Howlin’ Wolf ou Albert King, com seus agudos, que combinam perfeitamente com o timbre da sua Fender Stratocaster. Buddy não faz promessas, mas sempre cumpre sua missão de tornar seus shows homenagens ao bom blues.

Serviço

Buddy Guy
Local: Vivo Rio – Aterro do Flamengo
Data: 11 de Maio
Horário: 22 horas
Preços: Entre R$ 130 e R$ 320

Texto originalmente publicado no Jornal O Fluminense

Uma noite para relembrar os sucessos do Supertramp

Roger Hodgson, ex-vocalista e principal compositor da banda, toca nesta segunda-feira no Vivo Rio e promete um passeio por todo o seu passado musical

Muitos não ligam a figura daquele jovem (hoje um senhor) cabeludo com a voz aguda que era facilmente ouvida nas rádios durante meados da década de 70 até o início dos anos 80. Roger Hodgson, principal compositor e vocalista do Supertramp, volta ao Rio para um único concerto nesta segunda-feira, no Vivo Rio, da sua Breakfast in America Tour. Autor de sucessos como The Logical Song, Dreamer, It’s Raining Again e Take the Long Way Home, Hodgson sobe novamente ao palco da casa de espetáculos do Aterro do Flamengo, depois de quatro anos, quando realizou um dos melhores concertos que a casa de espetáculos já recebeu, o que lhe rendeu uma série de pedidos para voltar, em posts e listas nas redes sociais.

A série de elogios que vem recebendo por suas apresentações fez com que o multi-instrumentista lançasse um disco ao vivo – Classics Live -, uma espécie de greatest hits, onde quatro das dez canções foram gravadas em uma de suas passagens pelo Brasil (em Belo Horizonte, em 2010, para ser mais preciso).

Para a alegria dos fãs, Roger não se sente desconfortável em tocar os sucessos do Supertramp, já que todas elas são creditadas ao duo Roger Hodgson/Rick Davies, fruto de um acordo nos moldes feitos por outra famosa dupla de compositores, Lennon/McCartney, o que acaba confundindo o público e deixando dúvidas sobre a sua inclusão no setlist do show.

“Eu não penso nas minhas canções como sendo músicas do Supertramp. Elas são minhas. Canções como Dreamer, It’s Raining Again e Two of Us foram escritas na minha adolescência, antes de encontrar Rick e formar o Supertramp. Essas canções são meus bebês e eu adoro tocá-las nos meus shows”, explica Hodgson.

Ele aproveita até para esclarecer a sua saída da banda.

“Quando deixei o Supertramp, em 1983, eu segui o meu coração, que me dizia para construir um lar e cuidar da minha família. Eu queria estar ao lado dos meus filhos enquanto eles crescessem. Dediquei 14 anos da minha vida ao Supertramp e havia chegado a hora de focar na minha família e não na minha carreira. Ao contrário do que as pessoas pensam, não deixei o grupo por que queria seguir uma carreira solo ou pelos problemas entre Rick e eu”, conta.

Só quando seus filhos já estavam crescidos que Roger decidiu voltar a estrada. Primeiro como membro da All Starr Band, de Ringo Starr e, desde 2004, como artista solo. Seus discos – In the Eye Of The Storm (1984), Hai Hai (1987), Rites of Passage (1997), Open the Door (2000) e o recente Classics Live, além do DVD Take The Long Way Home – Live In Montreal (2006) – receberam críticas elogiosas e mantêm a marca da genialidade que sempre caracterizou o compositor.

Nesta turnê, Hodgson vem acompanhado por Aaron Macdonald (Saxofones, Harmônica, Teclados e Backing Vocals), Bryan Head (Bateria), Kevin Adamson (Teclados e Backing Vocals) e David J Carpenter (Baixo e Backing Vocals), uma formação entrosada e com todas as características do antigo grupo de Roger, que se divide entre o Piano, Violão e Teclados.

Serviço

Roger Hodgson
Local: Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Data: 30 de abril
Horário: 22h
Preços: Entre R$ 180 e R$ 350



Roger Waters no Engenhão

Roger Waters, ex-baixista, compositor e principal cabeça pensante do Pink Floyd, se apresenta nesta quinta no palco montado no Engenhão apresentando a íntegra do álbum The Wall, obra-prima da banda inglesa e, com sorte, outros sucessos do grupo e de sua carreira solo.

Se repetir a qualidade da sua última aparição por essas bandas – em 2007, na Praça da Apoteose – o público pode esperar um espetáculo cheio de tecnologia, um telão com altíssima definição e muita, mas muita boa música.

Os fãs vão poder relembrar clássicos como Another Brick in the Wall, In the Flesh? e Comfortably Numb, que tornaram o Floyd um dos nomes mais queridos e cultuados do rock e entender que mesmo sem a presença da guitarra e da voz de David Gilmour, a alma e aura do grupo residem mesmo na figura de seu líder intelectual.

Depois do Rio, Waters e seu muro seguem para São Paulo, onde se apresentam nos dias 31 de março e 1º de abril, no estádio do Morumbi.

Aguardem a crítica do show!

Serviço

Roger Waters – The Wall. Local: Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão) – Rua Arquias Cordeiro. Horário: Abertura dos portões: 17h – Início do show: 21h. De R$ 90 até R$ 300.

Zucchero invade o palco do Vivo Rio

Texto publicado originalmente no jornal O Fluminense

Italiano faz nesta quarta única apresentação na cidade

O blues e o rock invadem o Vivo Rio nesta quarta, a partir das 22h. O cantor Zucchero sobe no palco da casa e toca sucessos de trabalhos anteriores.

Natural de Reggio Emilia, na Itália, Adelmo Fornaciari é conhecido mundialmente como Zucchero (açúcar), apelido dado por uma professora de escola. O artista vem ao Brasil, em março, para mostrar seu mais recente disco, Chocabeck, lançado no fim de 2010.

Além das canções do último trabalho, Zucchero vai interpretar sucessos como Senza Una Donna (Without a Woman), Diamante, Diavolo in Me e You Are So Beautiful. São vários hits em sua extensa carreira, que já contabiliza mais de 50 milhões de álbuns vendidos em todo mundo.

Sua singular mistura de rock, folk e blues começou a chamar atenção em festivais musicais na Itália, como Castrocaro e Sanremo, no início dos anos 80.

O disco de estreia, Un Po’ Di Zucchero, veio em 1983, mas o sucesso aportou mesmo no começo dos anos 90, com o hit Senza uma Donna.

Durante a sua trajetória, Zucchero fez parcerias com grandes nomes da música mundial como Luciano Pavarotti, Sting, Eric Clapton, James Taylor e Elton John.

Em Chocabeck participam Bono (U2) e Brian Wilson (Beach Boys), prova do respeito que possui no cenário musical.

O Vivo Rio está localizado na Avenida Infante Dom Henrique, 85, no Flamengo. O ingresso para a apresentação custa entre R$ 180 e R$ 350. Outras informações pelo 2272-2902. Classificação 16 anos.