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Qual a diferença entre vinho Reservado e vinho Reserva?

Ela pode ser grande, pequena ou nenhuma, mas há como tentar identificá-la

Uma das perguntas mais recorrentes das pessoas que não conhecem muito o mundo dos vinhos e costumam comprar suas bebidas nas prateleiras dos supermercados é: qual a diferença entre o vinho Reservado e o vinho Reserva?

Infelizmente, a resposta é tão vaga quanto o significado dessas duas denominações. Como não há nenhuma legislação sobre o assunto em grande parte dos países produtores, principalmente no novo mundo, a coisa fica complexa.

Reservado

A única coisa que podemos ter certeza é a de que nenhuma dessas classificações é garantia de qualidade. Pelo contrário, na maioria das vezes, Reservado significa o vinho mais simples de uma vinícola/linha, normalmente sem passagem por madeira.

Via de regra, são vinhos fáceis de beber, jovens e que trazem poucas informações sobre castas e do local onde foi produzido. No Brasil, é fácil encontrar um vinho Reservado produzido no Chile, por exemplo.

Reserva

Já o termo Reserva, que também é utilizado em vários países da América do Sul — Chile, Argentina, Uruguai e Brasil, por exemplo. Mas, assim como no caso do Reservado, a falta de uma legislação específica faz com que cada produtor utilize essa denominação de maneira diferente.

Um vinho Reservado geralmente passou algum tempo em barrica, embora esse tempo varie de acordo com cada vinícola. Porém, esses vinhos continuam sendo simples e devem ser bebidos jovens.

Não se engane, você ainda pode encontrar vinhos onde os rótulos ostentam nomes mais pomposos como Reserva Especial, Reserva Privada e Gran Reserva. Sabe o que isso significa? Nada!

Já se o termo Reserva estiver no rótulo de algum vinho produzido na Europa (principalmente Espanha, Itália e Portugal) fica a certeza de que ele passou alguns anos em barrica. O problema é que esse tempo varia de país para país.

Portanto, embora seja muito difícil dar um veredicto sobre o assunto, fique com a seguinte escala de qualidade: Reservado, Reserva, Reserva Especial e Gran Reserva.

Leia outros posts sobre vinho.

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Como e porque conservar um (bom) vinho – Parte II

Agora que já falamos sobre o básico do conceito de vinhos de guarda, vamos tentar entender quais vinhos realmente merecem serem bebidos depois de evoluídos.

Há vinhos que, por melhor que seja a sua qualidade, são produzidos para serem consumidos ainda jovens. Um ótimo exemplo são os vinhos verdes, produzidos em Portugal e que devem ser abertos o mais rápido possível.

O vinho, quanto mais envelhece mais calor ganha; pelo contrário, a nossa natureza quanto mais vive, mais vai esfriando — Lope de Veja

Mas vamos ao que interessa, os vinhos que devemos preservar.

As origens

França

Muitos dos vinhos produzidos no país têm grande potencial de guarda, mas não se iluda, a maioria não se encaixa nessa categoria.

Champagne: todas as bebidas produzidas nessa região podem ser consumidas quando chegam ao mercado, porém os safrados e os Cuvée Prestige ainda evoluem bastante com alguns anos de garrafa.

Rhône: segundo os especialistas que já tiveram a chance de prova-los, rótulos como Hermitage de Chave, Châteauneuf-du-Pape, Château Rayas, Paul Jaboulet e Côte-Rôtie de Guigal, para citar alguns, merecem um tempo de evolução na garrafa.

Borgonha: os grandes produtores da região lançam rótulos que normalmente alcançam o seu melhor após cerca de 15 anos, sem distinção de cor.

Bordeaux: aqui é a exceção que comprova a regra. Muitos vinhos produzidos na região merecem um tratamento especial. Rótulos como Pétrus, Latour, Mouton, Lafite, Haut-Brion, Margaux e até alguns os Sauternes (vinho doces) podem ficar bem por 40 anos ou mais, mas o normal é se manterem no auge por 10 ou 20 anos. Isso, sem citar os Gran Cru (brancos ou tintos).

Portugal

Os vinhos portugueses têm algumas características únicas — principalmente por conta das castas utilizadas e pelo método de produção, no caso dos Portos. São menos opções de guarda, mas não deixam de serem importantes.

Porto: produzidos desde sempre para durarem, alguns já saem das vinícolas com mais de 10 anos de guarda. O seu sabor muda muito e quem já experimentou um Porto de 40 anos sabe do que estou falando. Mas não é qualquer Porto que envelhece bem. Os mais básicos devem ser consumidos logo. Guarde os Colheita e os Vintage.

Setúbal e Ilha da Madeira: assim como os vinhos do Porto, os vinhos Madeira são bem longevos, podendo evoluir por décadas. Já os vinhos produzidos na região de Setúbal são menos afeitos ao tempo, mas há alguns — Bacalhôa (Moscatel), por exemplo — que resistem bem.

Espanha

Os Jerez são os principais vinhos de guarda produzidos no país, e os bons podem durar até 40 anos, mas há outros.

Rioja: os tintos Reserva e Gran Reserva da Rioja também estão entre os que podem se manter no auge por décadas. Se topar com um deles, pode guardar (ou beber).

Itália

Um dos maiores produtores de vinhos, o país também é rico na variedade de castas e denominações de origem controlada. Destaco os Amarone e os vinhos da Toscana.

Vêneto: os Amarone de Valpolicella, são vinhos potentes e que podem melhorar na garrafa por década, embora sejam deliciosos mesmo quando jovens. Há excelentes produtores na região e vinícolas como a Santa Sofia merecem uma visita. Seus vinhos são fantásticos.

Toscana: região, entre outros, dos Chianti, tem uma série de ótimas vinícolas produzindo Chianti Classico Riserva, que podem evoluir por até 10 anos.

Piemonte: os Barolo e Barbaresco —principais vinhos da região — normalmente chegam aos seu auge atingem com 15 anos. Novamente, há um grande número de produtores fazendo ótimos vinhos.

Novo Mundo

Estados Unidos, Argentina, Chile e Austrália também têm rótulos que podem se beneficiar do tempo. Infelizmente, os preços são muito altos para criar tradição ou permitir que mortais os provem.

Destaques: Opus One (EUA); Almaviva, Don Melchor e Clos Apalta (Chile) e Weinert (Argentina).

Outros países

Hungria: Terra dos Tokaji — inacreditáveis vinhos de sobremesa — tem alguns rótulos que se mantêm por mais de 30 anos. Vinícolas como Oremus, Royal Tokaj e Pendits merecem destaque.

Áustria: outro país especialista em vinhos de sobremesa. Alguns deles podem ser guardados por décadas. Procure por bons produtores, como a Kracher.

Agora que já sabemos quais vinhos devem ser guardados, vamos descobrir como fazê-lo. Aguarde o próximo post da série.

Como e porque conservar um (bom) vinho – Parte I

Mais posts sobre vinho

Ponto Nero faz dez anos e muda a identidade visual

Rótulo, pertencente ao grupo Famiglia Valduga, quer mostrar que espumantes são bons par todas as épocas do ano

Quem já provou os espumantes da marca Ponto Nero (. Nero), da Famiglia Valduga, sabe que são bebidas de boa qualidade e com preços extremamente competitivos.

Agora, ao completar dez anos, os produtos ganham uma repaginada, sem mudar o conteúdo de dentro das garrafas.

Vale conferir.

A linha de espumantes (com comentários do fabricante):

Ponto Nero Cult Brut (750ml / 1,5L) – Considerado jovem e elegante, o Ponto Nero Brut possui aroma frutado e dominado por notas de maçã, abacaxi e melão, mescladas a delicados nuances florais. O equilíbrio gustativo é resultado da perfeita harmonia entre as três uvas que compõem o rótulo, Chardonnay, Pinot Noir e Riesling.É um espumante de textura cremosa e viva acidez, porém leve e refrescante.

Ponto Nero Cult Brut Rosé (750ml) – Elaborado com uvas Chardonnay e Pinot Noir, este elegante espumante Brut Rosé apresenta coloração rosa alaranjado. A delicadeza das uvas combinada com os 6 meses de autólise resulta em um espumante com notas de cereja, pêssego e damasco com delicadas nuances de brioche. No paladar tem uma perfeita harmonia entre a elegância e frescor do rosé com a textura cremosa proveniente de sua maturação.

Ponto Nero Live Celebration Brut (750ml) – O espumante Ponto Nero Live Celebration Brut é elaborado com 30% de Chardonnay, 30% de Rielsing, 20% de Pinot Noir e 20% de Prosecco. Com uvas cultivadas no Vale dos Vinhedos (RS), o espumante Nero Live Celebration Brut é elaborado através do método Charmat. Possui aroma elegante com notas de frutas como maçã e pêssego. Suas nuances cítricas aportam um estilo leve e delicado ao seu perfil aromático.

Ponto Nero Live Celebration Moscatel (750ml) – O espumante Ponto Nero Live Celebration Moscatel é elaborado com 100% de uvas tipo Moscato Branco. É um espumante cristalino, doce, de coloração amarela esverdeada, perlage fino e persistente. Intenso aroma frutado, notas de flores brancas como jasmin e flor de laranjeira.

Ponto Nero Live Celebration Glera (750ml) – Elaborado 100% com uvas Glera, este elegante espumante possui coloração esverdeada clara com perlage fino e constante. Aromas delicados como pomelo, lima e flores brancas harmonizam com o paladar aveludado e envolvente com final refrescante.

Ponto Nero Live Celebration Rosé (750ml) Elaborado com uvas Chardonnay, Merlot, Riesling e Glera, apresenta coloração vermelho cereja. Aromas de frutas vermelhas como morango e framboesa formam a base de um vibrante aroma frutado. Discretas nuances lácteas se entrelaçam às notas frutadas e somam complexidade ao perfil aromático. O ataque inicial oferece toda a intensidade da fruta acompanhada de uma refrescante acidez. Na sequência é macio e sedoso, resultado da incrível harmonia entre as uvas.

Todos os produtos Ponto Nero podem ser adquiridos pelo e-commerce: http://www.famigliavalduga.com.br

Vinho da Porsche é Criado para Celebrar 70 Anos da Marca de Carros – Ju Gonçalez

Amantes de carro, pirem: um vinho da Porsche foi criado para celebrar os 70 anos de existência da marca e você pode adquirir para beber.

Fonte: Vinho da Porsche é Criado para Celebrar 70 Anos da Marca de Carros – Ju Gonçalez

Como e porque conservar um (bom) vinho – Parte I

  1. “Quanto mais velho melhor/Bom como um ótimo vinho de guarda”. Essas são algumas das inúmeras frases sobre vinhos, mas você sabe quais podem ser guardados e como conservá-los?

A primeira coisa que precisamos saber antes de guardar um vinho é que nem todo vinho serve para ser guardado por muito tempo. Há vinhos que precisam e devem ser bebidos ainda jovens e há os vinhos com potencial para serem degustados após anos. São os vinhos de guarda.

Como surgiu a ideia de guardar o vinho

A ideia de que um vinho mais velho é melhor remonta dos tempos da Bíblia. “Ninguém que bebeu do vinho velho, quer já do novo, porque diz: ‘O vinho velho é melhor’”, diz uma passagem do evangelho de São Lucas. Isso acontecia porque as técnicas de colheita e produção faziam com que os vinhos mais jovens tivessem seus taninos fortes e duros, tornando-os bastante difíceis de beber e exigindo um tempo para domar suas características.

Hoje, a maioria das vinícolas comercializam rótulos que são preparados para serem consumidos quase que imediatamente (um ou dois anos após sua produção), o que não quer dizer que não haja vinhos que evoluam com o tempo espalhados pelas prateleiras das lojas e supermercados pelo mundo. O problema é reconhecer quais vão evoluir e quais se tornarão apenas uma perda de tempo.

Vinhos mais velhos tendem a ter aromas e notas de trufas, café, couro e tabaco – aromas chamados de terciários e que são difíceis de encontrar em bebidas jovens. Esses aromas são geralmente explicados pela oxidação dos ácidos que, com outras alterações químicas, transformam o frutado em algo mais sofisticado. Mas como os aromas são desenvolvidos não importa muito, apenas os seus resultados.

A essa altura já ficou claro que não é qualquer rótulo de R$ 40 que vai se encaixar na categoria de vinho de guarda.

“O vinho melhora com a idade. Quanto mais velho fico, mais gosto dele”

Porque guardar um vinho

Conforme disse, alguns vinhos evoluem com o tempo. Embora alguns críticos como Robert Parker achem que o milagre da garrafa (aquele que diz que o vinho melhora com o tempo) é, na maioria das vezes uma perda de tempo e um caro exercício de futilidade, já que os processos modernos de produção diminuem a sua capacidade de evolução. Pode até ter um quê de lógica, mas é inegável que alguns rótulos ainda conseguem ficar mais suaves e revelar sabores e aromas distintos de quando eram jovens.

O que muda no vinho

Muita gente ainda tem um tosco preconceito quanto aos vinhos brancos, mas, apesar de serem em menor número, também é possível encontrar alguns que mereçam a guarda. Saiba o que realmente esperar da evolução de um vinho de guarda.

Brancos

Os vinhos brancos envelhecidos costumam adquirir cores mais escuras, puxando para o dourado. Não é muito comum, mas eles também podem apresentar sedimentos que vão se depositando no fundo da garrafa. Outra característica é a troca da acidez por sabores e aromas considerados mais evoluídos e suaves, como frutas secas, manteiga, mel, baunilha e tostados/defumados.

Tintos

Assim como os brancos, os tintos normalmente também ganham aromas e gostos mais suaves. Porém, diferentemente deles, sua cor fica mais clara e não mais escura. Os sedimentos são bem mais comuns de serem encontrados e há o desenvolvimento de aromas e sabores de trufas, madeira, frutos secos, mel, couro, carne crua, tostados, defumados, tabaco e café, entre outros.

Como reconhecer um vinho de guarda

Da mesma forma como há dicas simples para reconhecer um bom vinho na prateleira de um supermercado, também há dicas bem fáceis para reconhecer os vinhos que jamais precisarão ser guardados.

• Vinhos com rolhas de plástico ou de rosca
• Vinhos verdes
• Vinhos com garrafas de fundo chato
• Vinhos baratos


Normalmente as grandes vinícolas colocam no mercado os seus melhores vinhos após anos de maturação em barricas e na garrafa. Por isso, a experiência de provar um vinho de qualidade já pode ser bastante prazerosa sem que seja preciso nenhum tempo extra, mas alguns realmente merecem uma evolução maior, principalmente os clássicos.

Na próxima parte: quais os principais vinhos de guarda e como conservá-los

Leia também: As cidades que mais bebem vinho no mundo

Decantar ou não decantar um vinho?

Essa semana recebi um e-mail falando da polêmica sobre decantar ou não decantar um vinho e lembrei que escrevi sobre isso faz tempo.

F(r)ases da Vida - O Blog do feroli

Essa é uma daquelas questões que geram polêmica. Há os que sugiram decantar até mesmo espumantes, o que outros consideram uma heresia. Segundo os especialistas, há duas razões para se decantar um vinho: Para separar o vinho de todo o sedimento que pode estar depositado no fundo da garrafa, ou para expor o vinho a mais de oxigênio para que com isso seus aromas fiquem mais evidentes.

Os decanters variam em forma e preço. Há os que expõem o vinho a uma grande quantidade de oxigênio – e que são melhores para vinhos mais jovens – e os que têm os lados mais estreitos na parte superior e que permitem a oxigenação dos vinhos mais velhos de forma mais lenta para alcancem lentamente o melhor que tem a oferecer.

Apesar das opiniões díspares, a verdade é que após decantado o vinho ganha mais e diferentes aromas e, embora alguns não…

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As cidades que mais bebem vinho no mundo

O consumo per capta de qualquer alimento ou bebida pode trazer algum espanto sempre que são divulgados. Sempre fico bobo quando lembro que a Suíça tem o maior consumo per capta de sorvete, enquanto, por aqui, dizem que não devemos tomar sorvete no frio. Portanto, a divulgação das cidades que mais consomem vinho (minha bebida favorita) no mundo chamou a minha atenção.

Imaginei que cidades dos principais produtores de vinho – lembrando que quantidade não é qualidade – estariam no topo, mas admito que Londres, por exemplo, me surpreendeu. Paris, é a primeira do ranking, unindo os ótimos vinhos com a sua quantidade absurda de turistas sedentos todos os anos. Isso, com o consumo normal da população, colocam a cidade francesa bem adiante da segunda colocada, Buenos Aires, onde também e bebe muito (ic).

Paris lidera o ranking realizado por uma escola francesa

Uma pesquisa da escola de administração francesa INSEEC revelou as cidades que mais consomem vinho no mundo. Paris ficou em primeiro lugar, com 697 milhões de garrafas consumidas anualmente, o que dá uma média de 51,7 litros per capita.

No entanto, deve-se lembrar que a capital francesa é um enorme polo turístico, portanto, a média per capita pode ser bastante relativa. Aliás, o mesmo ocorre nas maioria das outras cidades no top 10.

Confira a lista completa:
(Posição – Milhões de garrafa/ano – Litros per capita/ano)

1. Paris (França) – 697 – 51,7

2. Buenos Aires (Argentina) – 457 – 32,2

3. Ruhr (Alemanha) – 385 – 28,5

4. Londres (Reino Unido) – 369 – 24,7

5. Nova York (Estados Unidos) – 308 – 12,1

6. Milão (Itália) – 301 – 38,9

7. Los Angeles (Estados Unidos) – 241 – 12,1

8. Nápoles (Itália) – 188 – 38,9

9. Madri (Espanha) – 181 – 25,2

10. Roma (Itália) – 177 – 38,9

Fonte: Revista Adega

Gol oferece nova linha de vinhos e espumante Miolo no serviço de bordo da classe Gol Premium

Uma boa notícia para quem anda na classe Premium da Gol: desde fevereiro a empresa está oferecendo aos clientes uma taça de espumante da linha Seival (da Miolo), como welcome drink. Além do espumante, vinhos tintos (da uva tempranillo) e brancos (sauvingnon blanc) foram incorporados ao cardápio de bebidas das rotas internacionais.

Infelizmente, esses mimos não estão ao alcance dos mortais da classe econômica. Quem sabe um dia…

Dia Mundial do Vinho do Porto

Vinhos do Porto I

Como a maioria deve saber sou um grande apaixonado pelos Vinhos do Porto. Seu sabor forte, marcante, cai muito bem com queijos azuis (outra paixão) e chocolates, além de serem ótimos sozinhos. São vários os tipos e mesmo os mais simples (Tawny e Ruby) são maravilhosos.

Já provei alguns que deveriam ser bebidos de joelhos e outros que deveriam ser esquecidos, mas posso dizer que nem isso diminuiu a minha paixão. Portanto, um conselho: vá até o supermercado mais próximos ou na sua loja de vinhos preferia, compre uma garrafa e aproveite para comemorar o dia de hoje.

Ah, não deixe de provar um Porto branco (até os ruins são bons). É sensacional até para cozinhar.

Admirado e aceito mundialmente, este vinho fortificado é produzido exclusivamente de uvas provenientes da região demarcada do Douro, a cerca de 100km a leste do Porto, em Portugal. Régua e Pinhão são os maiores centros produtores, mas as vinícolas de mais alto padrão ficam situadas em quintas mais a leste.

Inicialmente o Vinho do Porto era comercializado somente na cidade do Porto (daí a origem do nome), mas em meados do século XVII, começou a ser consumido regularmente pelos ingleses, considerados os descobridores deste tinto fortificado. A maioria das empresas produtoras foi aberta pelos britânicos. O interesse deles neste vinho era tão grande que, em 1703, Portugal e Inglaterra assinaram o Tratado de Methuen, conhecido também como Tratado de Panos e Vinhos, que dava preferência ao vinho português em relação ao francês.

Vinhos do Porto II

A procura pelo Vinho do Porto aumentava a cada dia, o que fez com que surgissem as fraudes. Foi aí que começou uma grande crise, pois os ingleses pararam de comprar mais vinhos por conta das alterações na qualidade da bebida. As exportações praticamente estagnaram em meados do século XVIII. Com a crise, os produtores começaram a pressionar o governo para a criação da Compania Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756, que controlava as adulterações no vinho e garantia a qualidade do produto. Atualmente é o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto que assume essa tarefa.

O que torna este vinho tão peculiar é o fato de a sua fermentação ser interrompida com a adição de aguardente vínica. Dessa forma, o açúcar natural da uva é preservado, o que torna o vinho do Porto naturalmente doce e mais forte do que os restantes vinhos.

Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny. A Wine oferece diversos tipos de vinho do Porto de excelente qualidade para você se deliciar com este néctar do Douro.

Fonte: Sommelier Wine

Degustação de vinhos para brasileiros…em Paris!

Uma ótima pedida para quem quiser unir a experiência de visitar Paris e degustar bons vinhos. A cereja do bolo é que tudo será em português.

O vinho francês é tão bom que até os mendigos não dispensam
O vinho francês é tão bom que até os mendigos não dispensam

As Caves Legrand, um dos melhores endereços para degustar e comprar vinhos em Paris, vai oferecer, a partir de maio deste ano, cursos de degustação em português. A ideia é atender a crescente demanda de clientes e turistas brasileiros, cada vez mais interessados em descobrir as especificidades dos crus franceses.

A programação inclui três fórmulas, com duração de 3 horas cada uma. O curso principal é dedicado aos «Grandes Crus» e inclui os melhores vinhos de regiões célebres, como Margaux, em Bordeaux, Gevrey-Chambertin, na Borgonha, ou, ainda, Côte Rotie, na região do Rhône.

Já a fórmula «Vins de Vignerons» tem foco em vinhos com estilo e personalidade próprios, elaborados por pequenos produtores, com ótimo custo benefício. A terceira opção é um giro pelos maiores vinhos brancos franceses, passando por regiões como a Alsácia, Loire ou Borgonha.

Os cursos serão estruturados em três partes: iniciação aos métodos de vinificação e discussão sobre o conceito de terroir; aplicação de técnicas de degustação para análise visual, olfativa e gustativa dos vinhos; e, finalemente, a degustação propriamente dita. Durante cada seção, serão degustados 6 vinhos franceses, acompanhados de “amuses-bouches” e tira-gostos harmonizados, como queijos, frios, canapés, antepastos e frutas.

As degustações fazem parte de um projeto mais amplo que tem como foco o mercado e os consumidores brasileiros. Além dos cursos em português, a casa também investiu na contratação de um profissional especializado para atender a clientela brasileira.

Paris à noite“O objetivo é oferecer os serviços que temos hoje em francês, também em português, dentre eles, degustações, conselho para a formação de adegas particulares, organização de eventos, além do atendimento personalizado para a venda de vinhos”, explica Gerard Sibourd-Baudry, diretor da casa.

Uma bela galeria

Inaugurada em 1880, Legrand é uma das mais bonitas, prestigiosas e completas caves de Paris. Tem mais de 5 mil rótulos, de 360 produtores, incluindo desde os maiores crus franceses, até vinhos raros de pequenos produtores. As garrafas compradas na cave também podem ser degustadas, sem nenhum acréscimo, no Comptoir, o bar e restaurante da Legrand, que funciona de segunda à sábado, das 12h às 20h.O acesso ao bar se faz pela belíssima Galeria Vivienne. Com seu piso em mosaico e teto de vidro que datam de 1823, a galeria, tombada pelo patrimônio histórico, é uma das mais belas de Paris. Somente a arquitetura e a decoração já valem a visita.

A programação dos cursos pode ser consultada no site da Legrand, clicando aqui e as reservas e maiores informações podem ser obtidas, em português ou em francês, através do email ana-carolina@caves-legrand.com.

Fonte: Divulgação/Enoeventos

Fotos: Fernando de Oliveira

A polêmica cobrança da Taxa de Rolha

Caros,

taxa de rolha_casamentoVinhos são uma das minhas paixões e os gastos com a bebida têm um peso bastante razoável. Um dos momentos mais tensos para quem gosta de sair e beber um bom vinho é a hora de decidir se confia nos preços e na qualidade da carta de vinhos do restaurante escolhido e a honestidade de seus preços. Além disso, sempre há a possibilidade de você ter em casa o vinho certo para um determinado prato ou ocasião e querer levá-lo para a sua degustação.

Para quem decide levar o seu próprio vinho e consumi-lo em um restaurante, foi criada a famosa Taxa de Rolha, que é um preço “aleatório” cobrado pelo serviço do vinho, para compensar a perda da venda por parte do estabelecimento.

O grande Oscar Daud, do super-ultrta-mega-plus-excelente site Enoeventos, fez um maravilhoso texto sobre uma lei que deveria regular a tal cobrança da Taxa de Rolha. Reproduzo o texto, esperando que isso ainda se torne realidade algum dia.

Posições irreconciliáveis
Quando da recente análise publicada no EnoEventos sobre as taxas de rolha cobradas pelos restaurantes cariocas, um atento leitor, Paulo Szarvas, enviou um comentário informando sobre a existência de lei municipal do Rio de Janeiro que regula a cobrança das taxas de rolha em nossa cidade.

A promulgação é de 1996 – lá se vão 17 anos – e, com certeza este é um exemplo emblemático de uma lei que não “pegou”. E não “pegou” – digamos – oficialmente, com firma reconhecida e tudo, pois nenhum restaurante se avexa em declarar que não a cumpre. Mesmo assim, considero importante divulgar os termos da mesma para que esta discussão sobre as taxas de rolha, de posições irreconciliáveis, receba mais um foco de luz.

Taxa de Rolha IISó para se ter uma ideia das posições antagônicas, em nossa pesquisa de opinião atualmente no ar, os resultados parciais indicam que 65% dos leitores consideram justo um valor de rolha até 20 reais. No entanto, 72% dos restaurantes cariocas cobram rolha acima desse valor.

Constrangimento à vista
Provavelmente a lei não foi nunca respeitada por ser uma indevida intromissão do poder público na atividade privada. No entanto, a situação atual, conforme bem esclareceu Didu Russo, também em comentário na mesma matéria, exige um posicionamento dos consumidores. Os vinhos são absurdamente caros no Brasil e os restaurantes – salvo poucas e honrosas exceções – aplicam margens estapafúrdias que fazem com que os vinhos mais simples passem a custar verdadeiras fortunas nas cartas.

Um exemplo foi dado no comentário do leitor Fernando Dias Lima, que contou ter encontrado o vinho Alamos Malbec, em determinada carta, pelo preço de 130 reais! Esse é um vinho vendido pela importadora Mistral por 37 reais ao consumidor final. Podemos imaginar, numa estimativa conservadora, que o restaurante deve comprá-lo por 30 reais. Com isso, o preço de venda estaria quase 4,5 vezes maior do que o de compra. Assim não dá!

Devido aos preços exorbitantes, os consumidores tentam proteger seu bolso levando o próprio vinho ao restaurante. Mas, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come… As taxas de rolha são, algumas vezes, tão disparatadas, que a emenda fica pior do que o soneto.

Daí, então, surge a lei para defender nossos direitos. Mas quem está disposto a encarar uma situação constrangedora quando está apenas saindo para se divertir? E onde ficam aqueles pudores pequeno-burgueses?

O que estabelece a lei?
Abaixo reproduzimos o texto completo da Lei 2.441/96. No entanto, o artigo mais importante estabelece que, se o consumidor levar um vinho disponível no restaurante, deverá pagar, apenas, 10% do valor do mesmo vinho na carta, a título de rolha.

Voltando ao exemplo do Alamos Malbec, se o consumidor levá-lo ao restaurante que cobra 130 pelo vinho, deveria pagar a taxa de 13 reais. Somados aos 37 que teria pago pelo vinho na Mistral, desembolsaria 50 reais, bem abaixo dos incompreensíveis 130 pedidos pelo restaurante.

Mas vejam bem, eu não estou pregando o confronto, que sempre traz resultados desastrosos para ambos os lados, mas apenas apontando situações extremas e absurdas para que se encontre uma solução de equilíbrio satisfatória para todos.

O texto da lei

Taxa de Rolha IIIO PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º – As casas noturnas, bares, restaurantes e congêneres permitirão a entrada de freqüentadores em suas dependências portando vasilhames com bebidas alcoólicas de sua propriedade.

§ 1º – O cliente, ao citar os termos desta , deverá invocar o “direito de rolha”.

§ 2º – O vasilhame deverá estar lacrado para que seja permitido o ingresso.

Art. 2º – O estabelecimento comercial deverá cobrar de seu cliente dez por cento do valor da bebida, conforme consta em sua carta.

Parágrafo único – Caso a bebida não tenha similar no estabelecimento a gerência deverá discutir o valor do ingresso com o cliente.

Art. 3º – Os estabelecimentos que se recusarem a atender os termos desta Lei sofrerão as sanções a ser aplicadas pelo Poder Executivo.

Parágrafo único – As sanções serão pecuniárias ou de suspensão do alvará de Funcionamento por trinta dias se houver reincidência.

Art. 4º – Os estabelecimentos comerciais deverão exibir cópia desta Lei em lugar visível à clintela.

Art. 5º – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Oscar Daudt

Gastronomia e bebidas: Três receitas de sangria/clericó

O calor, que volta e meia vem em porções “senegalescas”, pede bebidas e drinks refrescantes. Uma sangria (ou sua variante, o clericó) são ótimas opções. Nesse post você vai encontrar três opções que são simplesmente perfeitas para quem gosta de bebericar nesses dias quentes. Melhor ainda, no lugar do vinho, as receitas usam espumante ou vinho verde, o que torna a sangria ainda mais refrescante.

Sangria branca com frutas cítricas e amarelas

Sangria IIngredientes

1 garrafa de espumante brut
450ml de Sprite
2 doses de licor (Cointreau ou 43)
Abacaxi (a gosto)
1 maracujá
2 pêssegos
1 larajna (sem ser lima)
2 maças
Gelo (a gosto)

Modo de fazer

Corte as frutas em pedaços pequenos – menos o maracujá, do qual você apenas vai retirar a polpa – e reserve. Misture o espumante (750ml) com o Sprite e as duas doses de licor. Deixe a mistura descansar por aproximadamente 30 minutos, coloque as frutas e adicione algumas pedras de gelo.

Sirva em seguida!


Sangria branca com frutas vermelhas

1 garrafa de espumante brut
450ml de Sprite
2 doses de licor (Cointreau ou 43)
100g de framboesas
100g de ameixa
150g de morangos
50g de cerejas
50g de uvas (com ou sem caroço)
Gelo

Modo de fazer

Corte as frutas em pedaços pequenos e reserve. Misture o espumante (750ml) com o Sprite e as duas doses de licor. Deixe a mistura descansar por aproximadamente 30 minutos, coloque as frutas e adicione algumas pedras de gelo.

Sirva em seguida!

Sangria com vinho verde

Sangria IIIngredientes

1 garrafa de vinho verde
450ml de Sprite
2 doses de licor (Cointreau ou 43)
Frutas (a gosto)

Modo de fazer

Corte as frutas em pedaços pequenos – pode misturar frutas amarelas e vermelhas – e reserve. Misture o vinho verde (750ml) com o Sprite e as duas doses de licor. Deixe a mistura descansar por aproximadamente 30 minutos, coloque as frutas e adicione algumas pedras de gelo.

Sirva em seguida!

Calculando o preço dos vinhos

Saber quais os fatores que fazem um vinhos custar caro ou barato é uma das coisas mais misteriosas do mercado. Poucos são os empresários ou consumidores/apreciadores que sabem explicar essa equação de maneira minimamente coerente. Faz algum tempo encontrei a imagem abaixo, que acho que pode nos dar alguma luz sobre o assunto.

Harmonizando com senso de humor

Muitas vezes falar de vinho pode parecer chato e algumas vezes as pessoas se tornam sérias demais. Portanto, é um alívio quando nos deparamos com textos leves e bem-humorados como o que reproduzo abaixo.

Aposto que em algum momento, algum produtor de vinho parou e pensou: “essa indústria está muito séria. Olha só essas garrafas e nomes sem graça. Não vou ser assim, quero fazer algo diferente”. Foi então que nasceu o Vin de Merde, literalmente Vinho de Merda. Bem, infelizmente não por esse motivo, mas realmente existe um vinho com esse nome. A melhor parte é que dentro dessa indústria considerada tão conservadora, que privilegia a tradição, existem dezenas de outros rótulos tão bizarros e irreverentes quanto o Vin de Merde, que trazem um pouco de humor à bebida.

Quando me deparei com o Vin de Merde – que aliás tem até uma mosquinha no rótulo pra completar a piada – imediatamente comecei uma pesquisa, e o que encontrei foi uma lista de nomes de vinhos inusitados, cada um mais absurdo que o outro. Obviamente eu não poderia deixar de compartilhar com vocês. A quantidade de marcas é surpreendentemente grande, então fui obrigado a selecionar apenas alguns dos mais interessantes neste primeiro momento. Então pegue seu Merlot 2008, encha uma taça e divirta-se!

Mad Housewife (Dona de casa louca)

O vinho perfeito para presentear a mãe ou a sogra. Vem nas variedades Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Merlot e Zinfandel. O nome e design extrovertidos refletem a filosofia da própria marca: “Acima de tudo, vinho deve ser divertido, relaxante e uma coisa que você pode aguardar com expectativa para o final do dia”. Uma olhada no rótulo da bebida e podemos dizer que pelo menos na parte do divertido eles tiveram sucesso. É óbvio que esse vinho é da Califórnia.

Monte dos Cabaços

Mais engraçado do que o nome do vinho é a raiva que os portugueses têm dos trocadilhos que nós brasileiros fazemos. Mas o que importa é a qualidade da bebida, então deixa o cabaço pra lá e aproveite-o nas versões branco e tinto deste alentejano.

Quinta da Bichinha

“Mas doutor…” Quinta da Bichinha é o nome de uma região de Portugal produtora de vinhos em Alenquer e outro exemplo do quanto a língua portuguesa sofreu mudanças no Brasil exclusivamente para sacanear os nossos parentes lusitanos.

Flying Pig (Porco voador)

Seria este vinho a versão suína do Red Bull? Mas note que o porquinho adere de uma alternativa muito mais sofisticada para levantar vôo e usa a tecnologia a seu favor. O rótulo é simplesmente perfeito. Quem consegue resistir a um vinho com um desenho de um porco impulsionado a foguetes? NINGUÉM! Cortesia dos nossos companheiros norte-americanos,é claro.

USB(Port)

Como legalmente nenhum vinho pode ter “Porto” ou “Port” (em Inglês) no nome sem que seja de Portugal, a produtora americana Peltier Station encontrou uma solução criativa para o problema. Nomeou seu Zinfandel de sobremesa como USB. Em inglês, porta/entrada USB é USB Port. A jogada acabou rendendo um rótulo à lá Tron, com uma árvore desenhada em código binário e raízes que imitam o símbolo da entrada USB. A parte de trás do rótulo ainda traz um pequeno texto de teor irônico que além de utilizar termos com iniciais U, S e B, substitui a palavra “port” por trechos sublinhados, como se tivesse sido censurado, e termina dizendo “missão cumprida”. Concordo.

Fat Bastard (Bastardo Gordo)

Esse já é um favorito dos consumidores. É um vinho francês, mas voltado totalmente para o mercado consumidor norte-americano. Quando dois amigos produtores decidiram provar um vinho experimental que estava em uns barris ao fundo da adega, o resultado foi inesperado. Um deles ficou surpreso com a qualidade e exclamou “Now this is a fat bastard!” Depois que decidiram produzir comercialmente o tal vinho, não existia outra possibilidade de nome. Hoje, o Fat Bastard faz grande sucesso nos Estados Unidos, vendendo 400 mil garrafas por ano, auxiliado pelo baixo preço de aproximadamente 11 dólares. Sem dúvida o nome é um dos responsáveis pelo sucesso da bebida. Os próprios produtores perceberam que o consumidor americano em geral acha as marcas européias muito elitistas e complicadas, e gosta de marcas bem definidas e mais icônicas. Nisso o Bastardo Gordo acertou em cheio. É irreverente, se destaca e aparentemente não é ruim.

Mommy’s Time Out (O descanso da mamãe)

Esse é provavelmente o meu favorito. Eu já consigo até imaginar o comercial para o vinho. Uma dona de casa sofrendo o dia inteiro com as crianças. Os pirralhos correndo para todos os lados, jogando almofada do sofá para cima, quebrando o vaso de planta da varanda, se recusando a ir tomar banho, etc. De repente ela olha para a garrafa de vinho em cima da bancada e tudo fica melhor. Corta para a mesma dona de casa, agora na varanda, segurando uma taça com o vinho na mão e evidenciando um sorriso satisfeito no rosto, completamente alheia ao caos que os filhos continuam fazendo na casa, obviamente por estar saboreando seu Time Out. Ou talvez porque ela está bêbada. Eu seria um ótimo publicitário. O mais incrível é que esse vinho não vem dos Estados Unidos. É italiano.

Fonte: Winetag
Autor: Vitor Nunes

 

Degustação de Vinhos do Porto Taylor’s – Sbav 31/08/2011


Vinhos do Porto são daqueles vinhos pelos quais as pessoas se apaixonam profundamente ou então não dão a menor atenção. É muito difícil encontrar alguém que goste apenas um pouco deles. No dia 31 de agosto a Sbav-Rio (Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho) promoveu uma degustação com 7 vinhos do Porto da Taylor’s, provavelmente a mais premiada vinícola produtora desse tipo de bebida.

Conduzida por Eduardo Lopes, representante da empresa no Brasil, a degustação reuniu vinhos que surpreenderam pela ótima qualidade e preço razoavelmente acessível. No fim das contas, foi difícil alguém sair sem uma encomenda de algumas garrafas.

Os vinhos apresentados:

Chip Dry (branco) – A Taylor’s foi a primeira vinícola a produzir um Porto branco seco. Apesar de ser produzido praticamente como um Porto tinto, nele são usadas apenas uvas brancas, o que lhe dá características próprias. O Chip Dry passa 3 anos em carvalho e mostrou-se suave no nariz e bastante refrescante. Com uma cor amarela, quase translúcida, pareceu ideal para a produção de drinks que possam ser servidos em dias quentes, como a maioria dos que temos no Rio.  Preço: R$ 94.

Fine Ruby – Apesar de um primeiro ataque no nariz menos potente que o da maioria dos ruby do mercado, esse foi uma das mais gratas surpresas da degustação. Com pequenos toques herbáceos e um final bastante longo, lembrando em muito frutas frescas, esse vinho se destacou pela forte concentração de cereja.  Depois de alguns minutos na taça seus aromas abriram, acentuando ainda mais a sensação de que, mesmo sendo um produto mais simples, foi desenvolvido com tremendo cuidado. Mais do que apenas acompanhar chocolates e queijos azuis, vai muito bem solo. Preço: R$ 69,60.

Fine Tawny – Como característica os tawny são menos doces e frutados que os ruby. O da Taylor’s segue essa mesma característica. No nariz se mostrou ainda um pouco alcoólico e com uma madeira levemente presente. Na boca apresentou taninos finos e um leve toque herbáceo. No fim das contas, mostrou-se um bom vinho, produzido com o cuidado característico da vinícola, mas não se destacou tanto quanto o ruby em relação às outras marcas. Preço: R$ 69,60.

Select Reserve – Aqui a coisa começou a ficar séria. Produzido a partir de uvas selecionadas e envelhecido por 3 anos em grandes cubas de madeira, o Select foi um grande salto de qualidade em relação ao ruby e ao tawny experimentados anteriormente. Ele seria um ruby melhorado, só que muito melhorado. Aromas fortes de fruta em compota e um sabor doce, sem ser enjoativo e com o álcool totalmente integrado, é uma opção mais que interessante para quem quer fazer bonito com os amigos sem gastar muito. O seu preço – R$ 73,40 – mostrou-se uma pechincha. Altamente recomendado.

First Estate Reserve – A grande estrela da noite no quesito custo/benefício. Produzido com uvas do 1º vinhedo da Taylor’s, comprado em 1744. O First Estate é envelhecido durante quatro anos em carvalho, estando pronto para o consumo assim que chega ao mercado. O vinho apresenta uma cor quase negra e um nariz super elegante. Na boca é sedoso e com taninos bastante suaves. É uma evolução bastante sensível em relação ao ruby e até mesmo ao Select. Foi o mais comprado após a degustação. Preço: R$ 82.

LBV – Criação da Taylor’s e que hoje é produzido por todas as grandes vinícolas, o LBV (Late Bottled Vintage) é elaborado a partir de uvas da mesma colheita – no caso a 2005 – e envelhece de 4 a 6 anos em barrica. O LBV chega mesmo a ser o Vinho do Porto mais consumido dentro da própria Taylor’s. Com uma cor ainda mais escura quer o First Estate e sendo mais suave tanto no nariz quanto no paladar, ele é um dos rótulos mais refinados da empresa, embora sua qualidade não seja tão superior ao First Estate quanto o seu preço é: R$ 144.

Tawny 10 anos – O mais jovem dos tawny envelhecidos (experimentem o 20, 30 e, principalmente, o 40 anos), ele tem uma cor mais clara, com reflexos aloirados. O aroma é indescritivelmente envolvente e na boca deixa um gosto acentuado de mel e amêndoas. Foi o último a ser servido e deixou o meu Nieport no chinelo. Preço: R$ 159.

Vale lembrar que a Taylor’s é a empresa responsável pelo Scion, que tem apenas 150 anos e custa a bagatela de 2,5 mil euros.

Cerveja é cerveja, vinho é vinho

Cervejas têm o seu valor. São deliciosas (muitas) e bastante democráticas (principalmente nos preços0. Bem, pelo menos a maioria ainda é. Hoje, há uma moda de cervejas premium, gourmet e outras expressões, que fazem a bebida chegar a ter preços altíssimos e requintes que chegam a lembrar os mais sofisticados vinhos.

Logo agora que os vinhos estão se popularizando, as cervejas parecem querer deixar o povão.

Leia a matéria publicada na Veja Rio.

Cervejas nobres chegam às importadoras com preço de vinho de primeira linha

O ritual lembra a degustação de um vinho raro. Carregada cuidadosamente pelo garçom, a garrafa chega à mesa com temperatura de 7 graus, nem mais, nem menos. Aberta, é servida entre os convivas em taças alongadas de cristal. A bebida em questão não leva uvas em sua formulação, mas sim cevada e lúpulo, e é proveniente de uma cidadezinha litorânea no nordeste da Escócia. Batizada como BrewDog Sink The Bismarck (uma homenagem ao cruzador alemão afundado pelos ingleses na II Guerra Mundial), a cerveja carrega o título de mais cara da cidade do Rio de Janeiro. Cada garrafa, de 330 mililitros, custa inacreditáveis 699,90 reais.

Assim como acontece com a marca escocesa, uma série de novidades tem animado os apreciadores de cervejas finas. Quase todas carregam histórias tão instigantes quanto o sabor que apresentam. A belga Gouden Carolus Cuvee Van Keizer Blauw é feita uma única vez por ano, no dia 24 de fevereiro, em honra ao aniversário do imperador Carlos V, que reinou sobre a Europa Central no comando do Sacro Império Romano entre 1519 e 1556. Apenas 312 unidades são fabricadas nessa ocasião e despachadas para distribuidores de todo o mundo. Por aqui cada garrafa de 750 mililitros sai por 299,90 reais. A também belga Deus, de 249,90 reais, e a alemã Infinium, de 199,90 reais, incorporam técnicas vinícolas, como o método champagnoise, que lhes conferem sabor levemente adocicado e aroma cítrico.

As cervejas de primeiríssima linha fazem parte de um fenômeno que tem ampliado os limites do universo cervejeiro. Ele começou com a chegada de variedades que iam além da pilsen tradicional, como as feitas de trigo, as ale e stout e as do tipo abadia — tanto nacionais quanto importadas. Desdobrou-se em novos hábitos, como o interesse pela produção artesanal da bebida, no fundo do quintal ou na cozinha do apartamento, e pelas degustações de marcas importadas em bares especializados. O próprio Delirium Café, em Ipanema, aberto há onze meses, é uma franquia de uma rede criada em Bruxelas presente em sessenta países. Ligada à cervejaria Huyghe, dona da marca Delirium Tremens, ela se orgulha de oferecer em sua sede 2 004 rótulos diferentes. Por aqui, são 300. Não deixa de ser um bom começo.

Fonte: Veja Rio

Que tal um chardonnay com um queijinho?

Com o frio, os vinhos brancos vão perdendo espaço para os tintos, mais quentes e encorpados. Porém, não há como fugir deles na hora de pensar em um queijos e vinhos. Vivendo no Brasil, não há porque não dar espaço aos produtos nacionais e ao melhor que a América do Sul pode nos ofertar.

As sugestões desse post são três, com características razoavelmente diferentes: Pizzato Chardonnay 2010, eleito pelo público da Expovinis 2011 como o Melhor Branco Nacional;o Dadivas Chardonnay, da vinícula Lídio Carraro; e o clássico Angelica Zapata, da argentina Catena Zapata.

O Dadivas é o vinho mais alegre e fresco do grupo. Vai bem com sabores suaves, que contrastem bem com a sua acidez de quase um sauvngnon blanc. O Pizzato, apesar de não passar por carvalho, é mais encorpado, com uma elegância que noa faz bem quando lembramos que ele pode ser comprado por menos de R$ 40. Já o Angelica é de uma categoria realmente superior. Sua passagem por barricas faz o líquido ser untuoso, com toques de tostado e manteiga que se misturam ao de frutas como abacaxi e pêssego em conserva. O melhor branco que já tomei da América do Sul.

Compre queijos e aproveite que os preços desses brancos devem baixar ainda mais.

Decantar ou não decantar um vinho?

Essa é uma daquelas questões que geram polêmica. Há os que sugiram decantar até mesmo espumantes, o que outros consideram uma heresia. Segundo os especialistas, há duas razões para se decantar um vinho: Para separar o vinho de todo o sedimento que pode estar depositado no fundo da garrafa, ou para expor o vinho a mais de oxigênio para que com isso seus aromas fiquem mais evidentes.

Os decanters variam em forma e preço. Há os que expõem o vinho a uma grande quantidade de oxigênio – e que são melhores para vinhos mais jovens – e os que têm os lados mais estreitos na parte superior e que permitem a oxigenação dos vinhos mais velhos de forma mais lenta para alcancem lentamente o melhor que tem a oferecer.

Apesar das opiniões díspares, a verdade é que após decantado o vinho ganha mais e diferentes aromas e, embora alguns não acreditem, esta também não é uma verdade absoluta ou uma opinião baseada em achismos.

Muita gente não tem um decanter ou gosta de perder tempo com um. Deviam mudar seus conceitos.

Como não pagar mico no restaurante na hora de pedir um vinho

Um dos grandes problemas ao ir em um restaurante chique (e mesmo nos nem tão chiques) e pedir um vinho é saber como se comportar com a aparente formalidade da situação. Claro que há momentos e momentos, fôlegos monetários diferentes e até mesmo pessoas diversas para serem agradadas.

O jornalista Marcelo Copello, da excelente Escola Mar de Vinho escreveu, algum tempo atrás, um texto que vale a pena ser reproduzido para todos. Aliás, recomendo uma visita ao site da escola, onde sempre há bons textos e ótimos cursos para iniciados ou não.

O medo de gafes, especialmente se for em um primeiro encontro romântico, é enorme. Relaxe, pois tudo pode ser simples, basta seguir uma lógica, norteada pelo bom senso e educação. Em uma seqüência onde a simplicidade deve prevalecer sobre qualquer tradição ou rigidez, normalmente:

1- Ao chegar no restaurante o sommelier, maitre ou garçon normalmente irá lhe oferecer a carta de vinhos, ou você pode pedi-la: “A carta de vinhos por favor”.

2- Leia a carta com calma e fique à vontade em pedir mais informações. Se tiver dúvida confira o que for necessário com o sommelier (safras, regiões, produtores etc). Se achar necessário, peça para ver a garrafa, sem compromisso.

3- Fique à vontade para pedir a orientação ao sommelier, ele está lá para isso e é quem melhor conhece a carta e o menu. O bom sommelier saberá identificar seu gosto, sua disposição financeira, fazer o melhor casamento com o menu e conciliar o gosto de todos à mesa.

4- Ao trazer a garrafa solicitada o sommelier deve mostrá-la antes de abri-la. Confira seu pedido, veja se o vinho e safra estão corretos e autorize a abertura. Um simples “pode abrir”.

5- O sommelier irá abrir a garrafa em um local onde você possa ver, uma mesa ao lado talvez. Ele irá então provar um “micro-gole” do vinho para verificar se não está estragado.

6- Depois o sommelier irá servir uma pequena dose para que você. Verifique se o vinho está de acordo com o que você queria. Depois sua aprovação (veja abaixo “a recusa da garrafa”), com um “pode servir”, o sommelier irá servir todos os outros à mesa (primeiro mulheres e depois homens). Caso haja um homenageado ou uma autoridade etc, esta pessoa será servida primeiro. Por último a sua taça será completada.

7- O sommelier deve servir o suficiente, nunca mais que a metade da taça, para que aja espaço na taça para que os aromas do vinho se mostrem.

8- O sommelier bem treinado saberá dividir a garrafa de modo a que todos recebam a mesma dose, e não abrirá outra garrafa sem sua autorização. Neste caso a outra garrafa (mesmo que seja do mesmo vinho) seguira todo o ritual novamente, e você irá prová-la antes de que os demais sejam servidos.

9- Ao mudar de prato é normal mudar de vinho, afinal você pode estar curioso para provar outros vinhos da carta. Mude de vinho quantas vezes achar necessário, o sommelier irá orientá-lo a cada escolha. Exija também que a taça seja trocada sempre que houver troca de vinho.

10- Se ao acabar a refeição sobrar vinho na garrafa leve o restante para casa. Alguns levam a garrafa, mesmo vazia, para enriquecer sua coleção de rótulos, por exemplo.

E se o vinho estiver ruim, posso devolver?

Você só deve recusar o vinho que você escolheu se este estiver defeituoso. Se o vinho está perfeitamente bom mas não era bem o que você queria, paciência. Contudo se foi o sommelier que escolheu o vinho, esta troca é mais fácil. Se você for trocar o vinho, não por outra garrafa do mesmo, mas por um vinho diferente, a etiqueta manda que você não peça um vinho muito mais barato, pois pode parecer que você se arrependeu do preço e não do vinho.

A maioria dos restaurantes irá aceitar a recusa da garrafa sem discussão. Caso o sommelier discorde de você em relação à sanidade do vinho, este deve indicar ao cliente para que não troque por uma outra garrafa do mesmo vinho, pois neste caso o problema não era do vinho mas de incompatibilidade deste com o gosto do cliente. A tolerância na questão da troca varia muito de restaurante para restaurante, nem todos seguem o lema “o cliente tem sempre razão”. Vale sempre a conversa, o entendimento e o bom senso.

Para que serve a rolha?

Talvez o sommelier ao abrir a garrafa lhe entregue a rolha da mesma, ou a coloque a seu alcance em um pires, por exemplo, para que possa examiná-la. Não é necessário examinar a rolha nem fazer nenhum tipo de comentário. No entanto, caso você queira, examine e cheire a rolha, se ela estiver verde e bolorenta possivelmente (mas nem sempre) o vinho estará estragado. Se a rolha está sem cor em um vinho escuro, indica que a garrafa estava de pé. Se a rolha é longa, indica um vinho de guarda, por exemplo. A meu ver é desnecessário examinar a rolha, já que uma vez aberto o vinho, podemos examinar diretamente o vinho. Muitos enófilos, no entanto, colecionam rolhas. Se for este seu caso não se acanhe e leve a rolha, ela é sua.

* Tastevin (ou tambuladeira, como chamam em Portugal) é aquela pequena taça prateada, que parece um pires, que os sommeliers mais tradicionais usam penduradas no pescoço e que serve para provar o vinho a ser servido.

Bloco Espumas e Paetês – 2011

Caros,

O bloco Espumas e Paetês vem para o seu segundo desfile cheio de novidades. Agora já está oficializado na Riotur e tem até site! Quem comprar o ingressso-kit (que dá direito a camiseta e uma taça de espumante) adiantado paga apenas R$ 25.

A concentração acontece no dia 26 de feveriro na praça da Rua General Glicério, em Laranjeiras.

Vamos lá?

O Bloco de Carnaval Espumas e Paetês surgiu em 2010 através de uma iniciativa das queridas Lilian Rodrigues e Claudia Holanda.

Na época, elas buscavam uma oportunidade para conciliar duas paixões: Carnaval de rua e vinhos.

Numa conversa com outros amigos, e alguns emails trocados em alguns fóruns sobre vinhos na internet, e logo se juntaram as meninas os amigos Duda Zagari, Eduardo Vianna e Ricardo Biban nesta idéia.

Em apenas duas semanas tudo foi arranjado: Camisas, Van, Músicos, Taças e o bloco estava na rua.

Mais de 160 camisas foram vendidas e aproximadamente 300 foliões participaram deste encontro maravilhoso.

Veja como foi a festa em 2010

Champagne é melhor servido como cerveja, dizem os franceses

Um novo estudo relata que a melhor maneira de se verter o champanhe é como se faz com a cerveja, com o copo inclinado.

Ele revela que o vinho espumante permanece efervescente por mais tempo quando é servido deste modo do que quando vertido diretamente para o copo esperando-se que a espuma desapareça antes de se completar o volume. No entanto, Tom Stevenson, presidente do painel da Decanter World Wine Awards, disse: “Vertendo-se Champagne como uma cerveja é visto como uma maneira realmente deselegante de servi-lo. Você não verá um sommelier fazê-lo em um milhão de anos. Servir como fazem os sommeliers permite o escape do CO2 livre no copo evitando que as bolhas agridam seu nariz”. A pesquisa também descobriu que o Champagne servido em temperaturas mais baixas mantém sua efervescência. Em temperaturas elevadas, o dióxido de carbono é perdido mais rapidamente.

O relatório publicado no Journal of Agricultural Food Chemistry foi liderado por Gerard Liger-Belair, professor da Universidade de Reims e autor de ‘Uncorked: Ciência da Champagne’.

Fonte: Adegas & Vinhos

Vinho do Porto com 150 anos

Essa é daquelas notas que faz chorar ao lembrar que nosso dinheiro é pouco.

Porto Taylor’s Scion

A Taylor’s, empresa fundada em 1692 e que produz Vinho do Porto há mais de 300 anos, anunciou que lançará um dos poucos vinhos pré-filoxéricos do mundo. Sabe-se que a filoxera atingiu a região do Douro em meados do século XIX, logo, este porto terá algo em torno de 150 anos.

Dois cascos do vinho teriam ficado com uma importante família portuguesa e sido descobertos em 2008 pelo enólogo da Taylor’s que pegou amostras e comprovou que o vinho está em excelentes condições, com grande evolução e concentração. No ano seguinte os cascos foram comprados pela Taylor’s que dará o nome de Scion a esse raríssimo e disputado vinho.

O lançamento está previsto para dezembro deste ano e será vendido em quantidade bastante limitada por um valor aproximado de 2500,00 euros.

Texto publicado originalmente no blog Vinho em Pauta

Uma carta de vinhos honesta: Rede Mercure de hotéis

A carta está valendo desde junho e só agora, depois da terceira visita, é que resolvi postar aqui.

A seleção foi feita pela francesa Corinne Lefort, que há 8 anos é conselheira enóloga da Accor, dona da rede de hotéis. Corinne é considerada uma das 10 melhores sommeliers do mundo e já publicou 2 livros sobre os vinhos: Champagne pommery e Grands Palais.

As opções são poucas – apenas 14 rótulos – e ai é que está a sua grande qualidade. Há opções para todos os gostos e bolsos, sem deixar os menos entendidos com aquela dúvida sobre o que pedir. Na sua maioria, os rótulos são da América do Sul, o que foi uma decisão inteligente, pela qualidade, preço e gosto do brasileiro médio.

Eles estão divididos em quatro categorias: frescos e marcantes, equilibrados e refrescantes, frutados e leves e aromáticos e encorpados.

Os rótulos são: Nederburg Winemaster’s Chenin, Cisplatino Torrontés 2008, Nativa Terra Reserva Cabernet Sauvignon, Nieto Senetiner Chardonnay, Terrazas Chardonnay, Humberto Canale Estate Pinot Noir, Leyda Reserve Pinot Noir, Nieto Senetiner Bonarda, Uxmal Malbec 2008, Santa Alvara Chardonnay 2007, Vallontano Reserva Merlot 2005, Chandon Passion, La Flor Cabernet Sauvignon e Catena Malbec 2006.

PS: Em uma das minhas visitas, foi possível pedir um vinho que não estava na carta: o Punto Final Malbec. Recomendo.

Vinícolas do Chile ainda sofrem com as consequências do terremoto

No mesmo dia no qual uma perfuradora alcançou os mineiros que estavam presos após um desabamento, lembro que nem tudo são flores no Chile. O terremoto que atingiu o país ainda causa roblemas para os produtores de vinho do país. A maioria das castas teve uma produtividade abaixo da esperada e, apesar dos esforços de produtores e enólogos, é bastante provável que a qualidade também venha a sofrer como consequência dos tremores de terra.

Vamos aguardar as primeiras provas dos vinhos da safra 2010 e torcer.