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Qual a diferença entre vinho Reservado e vinho Reserva?

Ela pode ser grande, pequena ou nenhuma, mas há como tentar identificá-la

Uma das perguntas mais recorrentes das pessoas que não conhecem muito o mundo dos vinhos e costumam comprar suas bebidas nas prateleiras dos supermercados é: qual a diferença entre o vinho Reservado e o vinho Reserva?

Infelizmente, a resposta é tão vaga quanto o significado dessas duas denominações. Como não há nenhuma legislação sobre o assunto em grande parte dos países produtores, principalmente no novo mundo, a coisa fica complexa.

Reservado

A única coisa que podemos ter certeza é a de que nenhuma dessas classificações é garantia de qualidade. Pelo contrário, na maioria das vezes, Reservado significa o vinho mais simples de uma vinícola/linha, normalmente sem passagem por madeira.

Via de regra, são vinhos fáceis de beber, jovens e que trazem poucas informações sobre castas e do local onde foi produzido. No Brasil, é fácil encontrar um vinho Reservado produzido no Chile, por exemplo.

Reserva

Já o termo Reserva, que também é utilizado em vários países da América do Sul — Chile, Argentina, Uruguai e Brasil, por exemplo. Mas, assim como no caso do Reservado, a falta de uma legislação específica faz com que cada produtor utilize essa denominação de maneira diferente.

Um vinho Reservado geralmente passou algum tempo em barrica, embora esse tempo varie de acordo com cada vinícola. Porém, esses vinhos continuam sendo simples e devem ser bebidos jovens.

Não se engane, você ainda pode encontrar vinhos onde os rótulos ostentam nomes mais pomposos como Reserva Especial, Reserva Privada e Gran Reserva. Sabe o que isso significa? Nada!

Já se o termo Reserva estiver no rótulo de algum vinho produzido na Europa (principalmente Espanha, Itália e Portugal) fica a certeza de que ele passou alguns anos em barrica. O problema é que esse tempo varia de país para país.

Portanto, embora seja muito difícil dar um veredicto sobre o assunto, fique com a seguinte escala de qualidade: Reservado, Reserva, Reserva Especial e Gran Reserva.

Leia outros posts sobre vinho.

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Como e porque conservar um (bom) vinho – Parte II

Agora que já falamos sobre o básico do conceito de vinhos de guarda, vamos tentar entender quais vinhos realmente merecem serem bebidos depois de evoluídos.

Há vinhos que, por melhor que seja a sua qualidade, são produzidos para serem consumidos ainda jovens. Um ótimo exemplo são os vinhos verdes, produzidos em Portugal e que devem ser abertos o mais rápido possível.

O vinho, quanto mais envelhece mais calor ganha; pelo contrário, a nossa natureza quanto mais vive, mais vai esfriando — Lope de Veja

Mas vamos ao que interessa, os vinhos que devemos preservar.

As origens

França

Muitos dos vinhos produzidos no país têm grande potencial de guarda, mas não se iluda, a maioria não se encaixa nessa categoria.

Champagne: todas as bebidas produzidas nessa região podem ser consumidas quando chegam ao mercado, porém os safrados e os Cuvée Prestige ainda evoluem bastante com alguns anos de garrafa.

Rhône: segundo os especialistas que já tiveram a chance de prova-los, rótulos como Hermitage de Chave, Châteauneuf-du-Pape, Château Rayas, Paul Jaboulet e Côte-Rôtie de Guigal, para citar alguns, merecem um tempo de evolução na garrafa.

Borgonha: os grandes produtores da região lançam rótulos que normalmente alcançam o seu melhor após cerca de 15 anos, sem distinção de cor.

Bordeaux: aqui é a exceção que comprova a regra. Muitos vinhos produzidos na região merecem um tratamento especial. Rótulos como Pétrus, Latour, Mouton, Lafite, Haut-Brion, Margaux e até alguns os Sauternes (vinho doces) podem ficar bem por 40 anos ou mais, mas o normal é se manterem no auge por 10 ou 20 anos. Isso, sem citar os Gran Cru (brancos ou tintos).

Portugal

Os vinhos portugueses têm algumas características únicas — principalmente por conta das castas utilizadas e pelo método de produção, no caso dos Portos. São menos opções de guarda, mas não deixam de serem importantes.

Porto: produzidos desde sempre para durarem, alguns já saem das vinícolas com mais de 10 anos de guarda. O seu sabor muda muito e quem já experimentou um Porto de 40 anos sabe do que estou falando. Mas não é qualquer Porto que envelhece bem. Os mais básicos devem ser consumidos logo. Guarde os Colheita e os Vintage.

Setúbal e Ilha da Madeira: assim como os vinhos do Porto, os vinhos Madeira são bem longevos, podendo evoluir por décadas. Já os vinhos produzidos na região de Setúbal são menos afeitos ao tempo, mas há alguns — Bacalhôa (Moscatel), por exemplo — que resistem bem.

Espanha

Os Jerez são os principais vinhos de guarda produzidos no país, e os bons podem durar até 40 anos, mas há outros.

Rioja: os tintos Reserva e Gran Reserva da Rioja também estão entre os que podem se manter no auge por décadas. Se topar com um deles, pode guardar (ou beber).

Itália

Um dos maiores produtores de vinhos, o país também é rico na variedade de castas e denominações de origem controlada. Destaco os Amarone e os vinhos da Toscana.

Vêneto: os Amarone de Valpolicella, são vinhos potentes e que podem melhorar na garrafa por década, embora sejam deliciosos mesmo quando jovens. Há excelentes produtores na região e vinícolas como a Santa Sofia merecem uma visita. Seus vinhos são fantásticos.

Toscana: região, entre outros, dos Chianti, tem uma série de ótimas vinícolas produzindo Chianti Classico Riserva, que podem evoluir por até 10 anos.

Piemonte: os Barolo e Barbaresco —principais vinhos da região — normalmente chegam aos seu auge atingem com 15 anos. Novamente, há um grande número de produtores fazendo ótimos vinhos.

Novo Mundo

Estados Unidos, Argentina, Chile e Austrália também têm rótulos que podem se beneficiar do tempo. Infelizmente, os preços são muito altos para criar tradição ou permitir que mortais os provem.

Destaques: Opus One (EUA); Almaviva, Don Melchor e Clos Apalta (Chile) e Weinert (Argentina).

Outros países

Hungria: Terra dos Tokaji — inacreditáveis vinhos de sobremesa — tem alguns rótulos que se mantêm por mais de 30 anos. Vinícolas como Oremus, Royal Tokaj e Pendits merecem destaque.

Áustria: outro país especialista em vinhos de sobremesa. Alguns deles podem ser guardados por décadas. Procure por bons produtores, como a Kracher.

Agora que já sabemos quais vinhos devem ser guardados, vamos descobrir como fazê-lo. Aguarde o próximo post da série.

Como e porque conservar um (bom) vinho – Parte I

Mais posts sobre vinho

Ponto Nero faz dez anos e muda a identidade visual

Rótulo, pertencente ao grupo Famiglia Valduga, quer mostrar que espumantes são bons par todas as épocas do ano

Quem já provou os espumantes da marca Ponto Nero (. Nero), da Famiglia Valduga, sabe que são bebidas de boa qualidade e com preços extremamente competitivos.

Agora, ao completar dez anos, os produtos ganham uma repaginada, sem mudar o conteúdo de dentro das garrafas.

Vale conferir.

A linha de espumantes (com comentários do fabricante):

Ponto Nero Cult Brut (750ml / 1,5L) – Considerado jovem e elegante, o Ponto Nero Brut possui aroma frutado e dominado por notas de maçã, abacaxi e melão, mescladas a delicados nuances florais. O equilíbrio gustativo é resultado da perfeita harmonia entre as três uvas que compõem o rótulo, Chardonnay, Pinot Noir e Riesling.É um espumante de textura cremosa e viva acidez, porém leve e refrescante.

Ponto Nero Cult Brut Rosé (750ml) – Elaborado com uvas Chardonnay e Pinot Noir, este elegante espumante Brut Rosé apresenta coloração rosa alaranjado. A delicadeza das uvas combinada com os 6 meses de autólise resulta em um espumante com notas de cereja, pêssego e damasco com delicadas nuances de brioche. No paladar tem uma perfeita harmonia entre a elegância e frescor do rosé com a textura cremosa proveniente de sua maturação.

Ponto Nero Live Celebration Brut (750ml) – O espumante Ponto Nero Live Celebration Brut é elaborado com 30% de Chardonnay, 30% de Rielsing, 20% de Pinot Noir e 20% de Prosecco. Com uvas cultivadas no Vale dos Vinhedos (RS), o espumante Nero Live Celebration Brut é elaborado através do método Charmat. Possui aroma elegante com notas de frutas como maçã e pêssego. Suas nuances cítricas aportam um estilo leve e delicado ao seu perfil aromático.

Ponto Nero Live Celebration Moscatel (750ml) – O espumante Ponto Nero Live Celebration Moscatel é elaborado com 100% de uvas tipo Moscato Branco. É um espumante cristalino, doce, de coloração amarela esverdeada, perlage fino e persistente. Intenso aroma frutado, notas de flores brancas como jasmin e flor de laranjeira.

Ponto Nero Live Celebration Glera (750ml) – Elaborado 100% com uvas Glera, este elegante espumante possui coloração esverdeada clara com perlage fino e constante. Aromas delicados como pomelo, lima e flores brancas harmonizam com o paladar aveludado e envolvente com final refrescante.

Ponto Nero Live Celebration Rosé (750ml) Elaborado com uvas Chardonnay, Merlot, Riesling e Glera, apresenta coloração vermelho cereja. Aromas de frutas vermelhas como morango e framboesa formam a base de um vibrante aroma frutado. Discretas nuances lácteas se entrelaçam às notas frutadas e somam complexidade ao perfil aromático. O ataque inicial oferece toda a intensidade da fruta acompanhada de uma refrescante acidez. Na sequência é macio e sedoso, resultado da incrível harmonia entre as uvas.

Todos os produtos Ponto Nero podem ser adquiridos pelo e-commerce: http://www.famigliavalduga.com.br

Como e porque conservar um (bom) vinho – Parte I

  1. “Quanto mais velho melhor/Bom como um ótimo vinho de guarda”. Essas são algumas das inúmeras frases sobre vinhos, mas você sabe quais podem ser guardados e como conservá-los?

A primeira coisa que precisamos saber antes de guardar um vinho é que nem todo vinho serve para ser guardado por muito tempo. Há vinhos que precisam e devem ser bebidos ainda jovens e há os vinhos com potencial para serem degustados após anos. São os vinhos de guarda.

Como surgiu a ideia de guardar o vinho

A ideia de que um vinho mais velho é melhor remonta dos tempos da Bíblia. “Ninguém que bebeu do vinho velho, quer já do novo, porque diz: ‘O vinho velho é melhor’”, diz uma passagem do evangelho de São Lucas. Isso acontecia porque as técnicas de colheita e produção faziam com que os vinhos mais jovens tivessem seus taninos fortes e duros, tornando-os bastante difíceis de beber e exigindo um tempo para domar suas características.

Hoje, a maioria das vinícolas comercializam rótulos que são preparados para serem consumidos quase que imediatamente (um ou dois anos após sua produção), o que não quer dizer que não haja vinhos que evoluam com o tempo espalhados pelas prateleiras das lojas e supermercados pelo mundo. O problema é reconhecer quais vão evoluir e quais se tornarão apenas uma perda de tempo.

Vinhos mais velhos tendem a ter aromas e notas de trufas, café, couro e tabaco – aromas chamados de terciários e que são difíceis de encontrar em bebidas jovens. Esses aromas são geralmente explicados pela oxidação dos ácidos que, com outras alterações químicas, transformam o frutado em algo mais sofisticado. Mas como os aromas são desenvolvidos não importa muito, apenas os seus resultados.

A essa altura já ficou claro que não é qualquer rótulo de R$ 40 que vai se encaixar na categoria de vinho de guarda.

“O vinho melhora com a idade. Quanto mais velho fico, mais gosto dele”

Porque guardar um vinho

Conforme disse, alguns vinhos evoluem com o tempo. Embora alguns críticos como Robert Parker achem que o milagre da garrafa (aquele que diz que o vinho melhora com o tempo) é, na maioria das vezes uma perda de tempo e um caro exercício de futilidade, já que os processos modernos de produção diminuem a sua capacidade de evolução. Pode até ter um quê de lógica, mas é inegável que alguns rótulos ainda conseguem ficar mais suaves e revelar sabores e aromas distintos de quando eram jovens.

O que muda no vinho

Muita gente ainda tem um tosco preconceito quanto aos vinhos brancos, mas, apesar de serem em menor número, também é possível encontrar alguns que mereçam a guarda. Saiba o que realmente esperar da evolução de um vinho de guarda.

Brancos

Os vinhos brancos envelhecidos costumam adquirir cores mais escuras, puxando para o dourado. Não é muito comum, mas eles também podem apresentar sedimentos que vão se depositando no fundo da garrafa. Outra característica é a troca da acidez por sabores e aromas considerados mais evoluídos e suaves, como frutas secas, manteiga, mel, baunilha e tostados/defumados.

Tintos

Assim como os brancos, os tintos normalmente também ganham aromas e gostos mais suaves. Porém, diferentemente deles, sua cor fica mais clara e não mais escura. Os sedimentos são bem mais comuns de serem encontrados e há o desenvolvimento de aromas e sabores de trufas, madeira, frutos secos, mel, couro, carne crua, tostados, defumados, tabaco e café, entre outros.

Como reconhecer um vinho de guarda

Da mesma forma como há dicas simples para reconhecer um bom vinho na prateleira de um supermercado, também há dicas bem fáceis para reconhecer os vinhos que jamais precisarão ser guardados.

• Vinhos com rolhas de plástico ou de rosca
• Vinhos verdes
• Vinhos com garrafas de fundo chato
• Vinhos baratos


Normalmente as grandes vinícolas colocam no mercado os seus melhores vinhos após anos de maturação em barricas e na garrafa. Por isso, a experiência de provar um vinho de qualidade já pode ser bastante prazerosa sem que seja preciso nenhum tempo extra, mas alguns realmente merecem uma evolução maior, principalmente os clássicos.

Na próxima parte: quais os principais vinhos de guarda e como conservá-los

Leia também: As cidades que mais bebem vinho no mundo

Decantar ou não decantar um vinho?

Essa semana recebi um e-mail falando da polêmica sobre decantar ou não decantar um vinho e lembrei que escrevi sobre isso faz tempo.

F(r)ases da Vida - O Blog do feroli

Essa é uma daquelas questões que geram polêmica. Há os que sugiram decantar até mesmo espumantes, o que outros consideram uma heresia. Segundo os especialistas, há duas razões para se decantar um vinho: Para separar o vinho de todo o sedimento que pode estar depositado no fundo da garrafa, ou para expor o vinho a mais de oxigênio para que com isso seus aromas fiquem mais evidentes.

Os decanters variam em forma e preço. Há os que expõem o vinho a uma grande quantidade de oxigênio – e que são melhores para vinhos mais jovens – e os que têm os lados mais estreitos na parte superior e que permitem a oxigenação dos vinhos mais velhos de forma mais lenta para alcancem lentamente o melhor que tem a oferecer.

Apesar das opiniões díspares, a verdade é que após decantado o vinho ganha mais e diferentes aromas e, embora alguns não…

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As cidades que mais bebem vinho no mundo

O consumo per capta de qualquer alimento ou bebida pode trazer algum espanto sempre que são divulgados. Sempre fico bobo quando lembro que a Suíça tem o maior consumo per capta de sorvete, enquanto, por aqui, dizem que não devemos tomar sorvete no frio. Portanto, a divulgação das cidades que mais consomem vinho (minha bebida favorita) no mundo chamou a minha atenção.

Imaginei que cidades dos principais produtores de vinho – lembrando que quantidade não é qualidade – estariam no topo, mas admito que Londres, por exemplo, me surpreendeu. Paris, é a primeira do ranking, unindo os ótimos vinhos com a sua quantidade absurda de turistas sedentos todos os anos. Isso, com o consumo normal da população, colocam a cidade francesa bem adiante da segunda colocada, Buenos Aires, onde também e bebe muito (ic).

Paris lidera o ranking realizado por uma escola francesa

Uma pesquisa da escola de administração francesa INSEEC revelou as cidades que mais consomem vinho no mundo. Paris ficou em primeiro lugar, com 697 milhões de garrafas consumidas anualmente, o que dá uma média de 51,7 litros per capita.

No entanto, deve-se lembrar que a capital francesa é um enorme polo turístico, portanto, a média per capita pode ser bastante relativa. Aliás, o mesmo ocorre nas maioria das outras cidades no top 10.

Confira a lista completa:
(Posição – Milhões de garrafa/ano – Litros per capita/ano)

1. Paris (França) – 697 – 51,7

2. Buenos Aires (Argentina) – 457 – 32,2

3. Ruhr (Alemanha) – 385 – 28,5

4. Londres (Reino Unido) – 369 – 24,7

5. Nova York (Estados Unidos) – 308 – 12,1

6. Milão (Itália) – 301 – 38,9

7. Los Angeles (Estados Unidos) – 241 – 12,1

8. Nápoles (Itália) – 188 – 38,9

9. Madri (Espanha) – 181 – 25,2

10. Roma (Itália) – 177 – 38,9

Fonte: Revista Adega

Como descobrir um vinho estragado. Dicas, cheiros e cor.

Sabe quando o sommelier faz você degustar um pouco do vinho antes de servir para todo mundo na mesa? É para você provar e ver se a bebida aberta é um vinho estragado ou não. A questão toda é: você sabe identificar um vinho estragado?

Fonte: Como descobrir um vinho estragado. Dicas, cheiros e cor.

Uma sugestão de um bom vinho – Punto Final Malbec

Outro dia fui a um restaurante e pedi um vinho seguro – daqueles que você conhece e sabe que fará uma boa presença. O rótulo pedido estava em falta e fui obrigado a escolher uma segunda opção. Bem, a carta era cheia de rótulos desconhecidos (por mim) e com vários outros que já havia provado e não pretendia pedir. Acabei escolhendo por um malbec argentino, escolha óbvia quando o prato é de carne com um molho forte.

O vinho pedido foi o Punto Final Malbec Reserva 2004, da Bodega Renacer, produzido em Mendoza. No fim, mirei em uma coisa e acabei acertando em outra. O Punto Final Reserva acabou se mostrando um vinho super equilibrado e muito distante da grande maioria dos malbecs produzidos pelos hermanos, verdadeiras usinas de carvalho, taninos e potência, apesar de ficar 16 meses em barrica.

No nariz era possível sentir toques de café e amoras e na boca era longo e refrescante. Melhor, no bolso era bastante acessível (menos de R$ 100). Melhor ainda, há o Punto Final normal, que sai ainda mais em conta e onde encontramos as boas qualidades do primo mais robusto gastando ainda menos.

Para quem quiser experimentar:
Punto Final Reserva
Importador: Terramatter – (21) 3385- 4675
Preço médio: R$ 89

A dificuldade na hora de escolher um vinho (parte I) – Malbec

Um dos maiores problemas para quem não entende muito de vinho é descobrir como escolher um bom rótulo entre as centenas que encontramos nos supermecados. Algumas dicas básicas – verificar o fundo da garrafa, checar a quantidade de informações contidas na etiqueta e fugir da palavra Reservado – são sempre bem vindas, mas encontrar um bom vinho vai muito além disso.

O Vinho & Cia publicou uma série de textos sobre o assunto e reproduzo o primeiro deles aqui (sobre a uva Malbec).

Confessa-me um companheiro enófilo, apreciador dos vinhos argentinos da Malbec, sua perplexidade diante de um número tão grande de rótulos diferentes nas prateleiras, de distintas safras, a preços os mais díspares, provenientes de tantos produtores.

Dispuz-me a ajudá-lo, bem como a outros que por acaso sintam dificuldade semelhante no momento.

Claro que ele tem suas razões pela preferência: a variedade francesa Malbec encontrou nos terrenos mendocinos de aluvião, próximos da Cordilheira dos Andes, pouco férteis e muito mineralizados, bem como no clima seco da região, de elevada amplitude térmica e baixa pluviosidade, o terroir ideal de cultivo, suplantando as condições de sua área de origem no Sudoeste da França. Nas mãos de vinicultores de talento ela origina vinhos escuros e brilhantes, frutados, cálidos, macios, de ampla aceitação, ideais para acompanhar grelhados.

SAFRAS EXCEPCIONAIS – Um elemento simplificador pode ser a escolha da safra. É verdade que a diferenciação entre safras no deserto de Mendoza não é tão aguda como em Bordeaux, na Europa em geral ou mesmo no Chile.

De qualquer forma, vamos levar em consideração que nessa primeira década do milênio tivemos duas safras fora de série em Mendoza, a saber, 2002 e 2006. Curiosamente, essas ocorrências não estão casadas com as do vizinho Chile, do outro lado da Cordilheira, que, diferentemente, excederam nos anos de 2003 e 2005 no Valle Central.

Como já se tornou difícil encontrarmos vinhos argentinos de 2002 vamos nos concentrar na grande safra de 2006, em vias de completar quatro anos, portanto na hora de consumir.

FAIXAS DE PREÇOS – A escolha pelo preço é individual pois depende do bolso de cada um e/ou da ocasião da compra. Outra simplificação, portanto, partindo de produtores e importadoras confiáveis, é a indicação para o comprador de faixas de preços pois a diferença entre os mais baratos e os mais caros é considerável. Realmente, podemos encontrar Malbecs argentinos desde a casa dos trinta reais, como é o caso do Urban Uco Malbec 2006, de Ortega Fournier, a R$ 34,00 na Importadora Vinci, até a casa dos setecentos reais ou até mais, como o Cobos Malbec 2006, da Viña Cobos, a R$ 750,00 na Importadora Grand Cru.

EXEMPLOS – Seguindo então pelas faixas de preço, podemos classificar os Malbecs 2006 de Mendoza, em quatro faixas, como segue, com preços por garrafa:

Até R$ 50,00, os mais simples, frutados, de leves para médio corpo

Finca La Linda Malbec 2006 de Luigi Bosca, a R$ 34,00 na Importadora Decanter; – Chakana Malbec 2006 da Bodega Chakana, a R$36,00 na World Wine; – Juan Benegas Malbec 2006 da Bodega Benegas, a R$ 36,80 na Vinhos do Mundo; – Gestos Malbec 2006 da Finca Flichman, a R$ 39,00 na World Wine. Chama a atenção na parte superior da faixa o Catena Malbec 2006 da Catena Zapata, que mereceu 91 pontos por Robert Parker, vendido a R$ 50,00 pela Mistral.

De R$ 51,00 a R$ 100,00, corretos, de bom corpo para encorpados

Chakana Malbec Reserva 2006 da Bodega Chakana a R$ 52,00 na World Wine; – Trazos de Autor Malbec 2006 da Bodega Anphora a R$ 68,00 na Importadora Vinea; – Kaiken Ultra Malbec 2006 da Bodega Kaiken (pertencente à chilena Viña Montes), a R$ 69,00 na Importadora Vinci; – Felino Malbec 2006 da Viña Cobos, a R$ 70,00 na Importadora Grand Cru; – Tikal Armorío Malbec 2006 da Tikal (de Ernesto Catena) a R$ 76,00, na Mistral; Na parte superior da faixa, o Viniterra Select Malbec 2006 da Bodega Viniterra, a R$ 98,00, vem recomendado pois o da safra 2005 recebera 90 pontos de Robert Parker. Distribuído pela Importadora Vinea. Além disso tomo a liberdade de citar nessa faixa de preços o Penedo Borges Malbec Reserva 2006, merecedor de uma Medalha de Prata em um concurso na Argentina, distribuído no Rio de Janeiro pela Importadora Ana Santos Alimentos.

De 100,00 a 300,00 reais por garrafa, refinados, robustos.

Viña Hormigas Malbec Reserva 2006 da Altos las Hormigas a R$ 105,00 na Mistral; – Alfa Crux Malbec 2006 Ortega Fournier a R$ 170,00 na Importadora Vinci; – Selección de Bodega Malbec 2006 Doña Paula, a R$ 216,00 na Grand Cru. Acima de 300,00 reais por garrafa, as excepcionalidades – Bramare Malbec “Marchiori Vineyard” 2006 Viña Cobos, a R$ 395,00 na Grand Cru; – Cobos Malbec 2006 da Viña Cobos RP 99 R$ 750,00 Grand Cru.

Tendo diminuído dessa forma o leque de opções, espero ter dado uma ajuda para os adeptos dos Malbecs mendocinos, particularmente aqueles que não sabem nem como começar em vista das centenas de ofertas disponíveis em catálogos e enotecas, lojas especializadas e supermercados.

Euclides Penedo Borges
Presidente a ABS-Rio

Mais um blog indicado pelo F(r)ases – Vinho sem Frescura

São muitos os blogs que merecem ir para a lista dos preferidos do F(r)ases da Vida. Principalmente os que tratam sobre vinhos. Entretanto, já estava mais do que na hora de prestigiar o companheiro e coleguinha Affonso Nunes, titular do Vinhos sem Frescura, que fica hospedado no site do Jornal do Brasil.

Textos simples, rápidos, bem humorados e, claro, sem frescuras. É um daqueles blogs que não devemos deixar de visitar com regularidade.

Espero que gostem da dica.

Afrodisíaco forte

ostras
Segundo pesquisa feita na Itália com 110 sexólogos e nutricionistas, a combinação entre pimenta e vinho é mais afrodisíaca do que Champagne com ostras, consumido principalmente na França. Os especialistas afirmam que a pimenta e o vinho são responsáveis por estimular hormônios que promovem a dilatação dos vazos, aumentando a sensação de prazer durante o ato sexual.

Fonte: Revista Adega

Vinho e Sexo

Mulheres: Bebam sempre!

De acordo com uma pesquisa feita pelo Hospital Santa Maria Nuova de Florença, beber uma ou duas taças de vinho tinto por dia aumenta a libido feminina. O estudo foi feito com 789 mulheres italianas de 18 a 50 anos. Segundo o estudo, o vinho tinto não só ajuda a reduzir a inibição como tem efeito direto na atividade sexual.

Acho que beber mais de duas taças ajuda MUITO mais!

Fonte: Revista Adega

Boa notícia para quem gosta de vinhos

A importadora Mistral (dona de um extenso catálogo, com alguns dos melhores vinhos do mundo, anuncia uma ‘Ponta de Estoque‘. Os preços de seu catalogo (sempre em dólar) ganham um ‘desconto‘, por conta da cotação usada para a moeda norte-americana: R$1,49 para os Tintos, R$1,29 para os Brancos e R$1,79 para Oportunidades (vinhos mais raros e disputados)!

Faça uma visitinha ao site da Mistral e prepare o seu bolso/cartão.