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Relembrando – Jeannie é um Gênio (I Dream Of Jeannie)

Um dos meus seriados preferidos.

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Programas de gastronomia tomam conta da TV brasileira

Tanto na TV aberta, quanto na TV por assinatura, canais e programas culinários invadem a grade de programação, incentivando os chefs amadores

Cozinhar é um hobby mundial que vem sendo incorporado pelos brasileiros. Os diversos Masterchefs, os vários sabores do Que Marravilha!, os game shows como The Taste Brasil, Que Seja Doce, Bizu, Cutthroat Kitchen (Mestres da Sabotagem) e Chopped, para citar alguns, fazem sucesso e estão se ampliando e reproduzindo.

Pesquisa feita pela assessoria Gfk mostra que 79% dos brasileiros cozinham por diversão e que 75% deles gostariam de saber um mais sobre culinária. Com isso, também está aumentando o número de escolas de gastronomia espalhadas pelo Brasil.

Como muitos desses brasileiros, eu também sou um entusiasta da cozinha e tendo a experimentar técnicas variadas, muitas vezes inspirado nesses programas de TV, mas sempre com o cuidado de adaptar as dicas e ingredientes para a realidade do dia a dia (e que você pode acompanhar nas receitas do blog).

Chefs bons (?)

A única coisa que me incomoda nessa onda de programas (principalmente os brasileiros) é a soberba de chefs que estão longe de serem uma Brastemp, mas agem como se fossem o real Supra Sumo da culinária nacional.

Uma coisa é ver gente do calibre de Gordon Ramsay sendo indelicado com alguém e outra é ver alguém que nem sequer fala direito o nosso idioma e tem um restaurante com vários pratos questionáveis, sendo grosso com alguém.

bizus que são imperdíveis, mas é engraçado quando algum amador mostra ter mais conhecimento que os supostos mestres.

Portanto, cuidado com o que vê e ouve nos programas de TV.

Esporte Interativo acaba e demite jornalistas

Canais, donos dos direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões da Europa, deixam de existir e dispensam mais de 100 pessoas

Update: Grupo Abril entra em recuperação judicial


Pelo jeito agosto não está mesmo sendo um bom mês para o jornalismo. Depois do fechamento da sucursal carioca da IstoÉ e do fim de 11 títulos da Editora Abril e de centenas de demissões, a bola da vez é o fim dos canais EI (Esporte Interativo), anunciado nesta quinta-feira (9 de agosto).

Telespectadores frustrados

Detentora dos direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões da Europa e alvo de uma comoção não tão distante entre os clientes de algumas operadoras de TV a cabo para a sua inclusão na grade de programação, o fim do Esporte Interativo frustra os telespectadores que acreditaram no projeto.

Jornalistas demitidos

Apesar da promessa da Turner – controladora dos canais – de manter a marca nas redes sociais, o resultado prático do encerramento das atividades dos canais do Esporte Interativo é a demissão de mais de 100 pessoas, muitas delas jornalistas, que vão se juntar aos já dispensados pela Abril e pela Editora Três.

Programas como Jogando em Casa, Mais 90, Melhor Futebol do Mundo e Dois Toques, deixaram de ser produzidos, fazendo com que a programação – que será exibida até setembro – seja um looping do programa No Ar.

Champions League e Brasileirão

Os jogos da Liga dos Campeões da Europa (pelos próximos três anos) e do Campeonato brasileiro (até 2024) serão distribuídos pela programação dos canais TNT e Space, que fazem parte do mesmo grupo.

Talvez o projeto tenha sido ambicioso demais, mas tenho certeza de que uma reengenharia menos radical poderia mudar o rumo da marca EI.

Voltar a transmitir os jogos em canais sem nenhuma identidade com Esporte não parece interessante ou inteligente.

Animados com o futuro?

A nota oficial enviada aos funcionários chega a ser surreal. Não fala em demissões e, em determinado trecho, se diz animados com o futuro. Mais um caso de jornalismo indo pela privada.

A nota oficial

Nós do Esporte Interativo/Turner, agora uma afiliada AT&T, anunciamos hoje que estamos migrando a nossa programação de TV com o futebol nacional e internacional para as marcas TNT e Space. A Turner continua comprometida com a Liga dos Campeões da UEFA pelas próximas três temporadas, iniciando as transmissões a partir deste mês. Além disso, a partir do ano que vem, começaremos a transmitir a série A do Campeonato Brasileiro até 2024.

Os canais do Esporte Interativo na TV serão desativados nos próximos 40 dias e deixaremos de transmitir competições que nos orgulhamos muito durante os últimos anos. Entretanto, as nossas atividades no mundo digital seguem firmes, e continuaremos levando a emoção que o Brasil merece pra vocês através do nosso Facebook, Instagram, Youtube, Twitter, EI Plus e qualquer outra plataforma digital em que os apaixonados por esporte estejam presentes.

Não dá pra negar que estamos tristes com o fim dos canais Esporte Interativo na TV, mas ao mesmo tempo estamos ansiosos e animados com o futuro, em que estaremos todos os dias na TNT e Space, com as mesmas narrações, comentários e brincadeiras que nos acostumamos a ouvir nos últimos 11 anos. E claro, seguiremos juntos, diariamente, com a nossa família de mais de 20 milhões de fãs nas redes sociais. Muito obrigado pelo apoio de sempre.

Contamos com vocês nessa nova caminhada. Tamo junto!

‘Your mission, should you choose to accept it’

Tom Cruise volta às telonas com muito humor e ação

Mais do que uma franquia, “Missão Impossível – Efeito Fallout“, a grande estreia deste fim de semana, é um filme de retornos. Sexto da série, M:I, iniciada em 1996, o longa traz de volta à telona o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) e equipe do IMF.

Junto com eles, os mocinhos, retornam outros personagens importantes — o vilão Solomon Lane (Sean Harris), a espiã badass britânica Ilsa Faust (Rebecca Ferguson) e Julia (Michelle Monaghan). Além de Christopher McQuarrie (Missão Impossível – Nação Secreta, 2015) na direção e no roteiro.

Fato que, até então, era inédito na história da franquia.

O argumento de Fallout está fortemente ligado ao filme anterior. Desta vez, Hunt e equipe precisam correr contra o tempo para evitar que o grupo terrorista Apóstolos concretize atentados a lugares sagrados.

Para isso, além de lidar mais uma vez com Lane, ele terá de trabalhar em parceria com o agente da CIA August Walker (Henry Cavill) — e, obviamente, seu famigerado e polêmico bigode.

A trama passa a ser uma sequência de decisões rápidas tomadas a partir da boa índole do espião, que levam seu time a situações perigosas e muita ação. Tudo costurado por lembranças e dramas de escolhas antigas.

Socos, tiros, explosões e muitos saltos e correria

Politicamente correto ao destacar personagens femininas fortes — Angela Bassett, Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan e Vanessa Kirby —, Efeito Fallout é tão tenso quanto divertido. As piadas não soam nada forçadas e, algumas vezes nem são feitas com palavras, mas pelas trocas de olhares entre os personagens.

Cena da sequência do acidente de Cruise (Foto: Chiabella James/Divulgação)

Simon Pegg (Benji) e Ving Rhames (Luther), os coadjuvantes de luxo, estão voando em cena. Dão aquele brilho às situações surreais em que Hunt sempre se envolve durante as missões, e o peso na medida ao famoso “azar” do espião.

“I’m working on it” é frase recorrente no longa.

Azar, inclusive, que fez o astro Tom Cruise, que dispensa dublês, ficar de molho por algumas semanas durante as filmagens. A cena do acidente está lá. A decisão de manter a sequência no longa foi, sem dúvida, acertadíssima.

Abrilhanta uma sequência espetacular da correria numa perseguição nas alturas — que poderia ser só mais uma cena de ação caso não fosse fechada com o momento onde Tom Cruise (que tem 56 anos!!!) quebra o tornozelo mas continua correndo para preservar a tomada.

Atenção, mesmo, é preciso ter à sequência final, com uma perseguição de helicópteros. Tom Cruise aprendeu a pilotar em questão de poucos meses para fazê-la. Não só pilotar, mas a fazer malabarismos no ar.

A Paramount chegou a divulgar um making of sobre a cena, onde Tom pilota, faz malabarismos, atua e ainda opera a câmera instalada no interior do helicóptero.

Mas como dizem os vilões do filme, “quanto maior o sofrimento, maior a paz”.

FICHA TÉCNICA

Missão:Impossível – Efeito Fallout
(Mission:Impossible – Fallout)
Direção e roteiro: Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise, Rebecca Ferguson, Henry
Cavill, Vanessa Kirby
Duração: 150min
Classificação: 14 anos

Cotação: ****

OBS: Eu quero beber da mesma água que bebem o Tom Cruise e Angela Bassett; alguém providencia, por favor!

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