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Relembrando – Jeannie é um Gênio (I Dream Of Jeannie)

Um dos meus seriados preferidos.

IDEIAS EM BLOG

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Hoje iremos relembrar um pouco um grande seriado do passado, Jeannie é um Gênio (I Dream of Jeannie, em inglês). A série Americana de fantasia foi estrelada por Barbara Eden como um gênio de 2.000 anos de idade e Larry Hagman como um astronauta que se torna seu mestre, com quem ela se apaixona e acaba se casando. Produzido pela Screen Gems, o programa foi ao ar em 18 de setembro de 1965 até 26 de maio de 1970 com novos episódios, e até setembro de 1970, com repetições de temporada, na NBC. A série durou cinco temporadas e produziu 139 episódios.

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No episódio inicial, o astronauta Capitão (depois Major) Anthony Nelson, da Força Aérea dos Estados Unidos, parte em um voo espacial quando sua cápsula, Stardust One, cai acidentalmente numa ilha deserta no Pacífico Sul. Na praia, Anthony nota uma estranha garrafa que rola sozinha. Quando ele a…

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Programas de gastronomia tomam conta da TV brasileira

Tanto na TV aberta, quanto na TV por assinatura, canais e programas culinários invadem a grade de programação, incentivando os chefs amadores

Cozinhar é um hobby mundial que vem sendo incorporado pelos brasileiros. Os diversos Masterchefs, os vários sabores do Que Marravilha!, os game shows como The Taste Brasil, Que Seja Doce, Bizu, Cutthroat Kitchen (Mestres da Sabotagem) e Chopped, para citar alguns, fazem sucesso e estão se ampliando e reproduzindo.

Pesquisa feita pela assessoria Gfk mostra que 79% dos brasileiros cozinham por diversão e que 75% deles gostariam de saber um mais sobre culinária. Com isso, também está aumentando o número de escolas de gastronomia espalhadas pelo Brasil.

Como muitos desses brasileiros, eu também sou um entusiasta da cozinha e tendo a experimentar técnicas variadas, muitas vezes inspirado nesses programas de TV, mas sempre com o cuidado de adaptar as dicas e ingredientes para a realidade do dia a dia (e que você pode acompanhar nas receitas do blog).

Chefs bons (?)

A única coisa que me incomoda nessa onda de programas (principalmente os brasileiros) é a soberba de chefs que estão longe de serem uma Brastemp, mas agem como se fossem o real Supra Sumo da culinária nacional.

Uma coisa é ver gente do calibre de Gordon Ramsay sendo indelicado com alguém e outra é ver alguém que nem sequer fala direito o nosso idioma e tem um restaurante com vários pratos questionáveis, sendo grosso com alguém.

bizus que são imperdíveis, mas é engraçado quando algum amador mostra ter mais conhecimento que os supostos mestres.

Portanto, cuidado com o que vê e ouve nos programas de TV.

Esporte Interativo acaba e demite jornalistas

Canais, donos dos direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões da Europa, deixam de existir e dispensam mais de 100 pessoas

Update: Grupo Abril entra em recuperação judicial


Pelo jeito agosto não está mesmo sendo um bom mês para o jornalismo. Depois do fechamento da sucursal carioca da IstoÉ e do fim de 11 títulos da Editora Abril e de centenas de demissões, a bola da vez é o fim dos canais EI (Esporte Interativo), anunciado nesta quinta-feira (9 de agosto).

Telespectadores frustrados

Detentora dos direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões da Europa e alvo de uma comoção não tão distante entre os clientes de algumas operadoras de TV a cabo para a sua inclusão na grade de programação, o fim do Esporte Interativo frustra os telespectadores que acreditaram no projeto.

Jornalistas demitidos

Apesar da promessa da Turner – controladora dos canais – de manter a marca nas redes sociais, o resultado prático do encerramento das atividades dos canais do Esporte Interativo é a demissão de mais de 100 pessoas, muitas delas jornalistas, que vão se juntar aos já dispensados pela Abril e pela Editora Três.

Programas como Jogando em Casa, Mais 90, Melhor Futebol do Mundo e Dois Toques, deixaram de ser produzidos, fazendo com que a programação – que será exibida até setembro – seja um looping do programa No Ar.

Champions League e Brasileirão

Os jogos da Liga dos Campeões da Europa (pelos próximos três anos) e do Campeonato brasileiro (até 2024) serão distribuídos pela programação dos canais TNT e Space, que fazem parte do mesmo grupo.

Talvez o projeto tenha sido ambicioso demais, mas tenho certeza de que uma reengenharia menos radical poderia mudar o rumo da marca EI.

Voltar a transmitir os jogos em canais sem nenhuma identidade com Esporte não parece interessante ou inteligente.

Animados com o futuro?

A nota oficial enviada aos funcionários chega a ser surreal. Não fala em demissões e, em determinado trecho, se diz animados com o futuro. Mais um caso de jornalismo indo pela privada.

A nota oficial

Nós do Esporte Interativo/Turner, agora uma afiliada AT&T, anunciamos hoje que estamos migrando a nossa programação de TV com o futebol nacional e internacional para as marcas TNT e Space. A Turner continua comprometida com a Liga dos Campeões da UEFA pelas próximas três temporadas, iniciando as transmissões a partir deste mês. Além disso, a partir do ano que vem, começaremos a transmitir a série A do Campeonato Brasileiro até 2024.

Os canais do Esporte Interativo na TV serão desativados nos próximos 40 dias e deixaremos de transmitir competições que nos orgulhamos muito durante os últimos anos. Entretanto, as nossas atividades no mundo digital seguem firmes, e continuaremos levando a emoção que o Brasil merece pra vocês através do nosso Facebook, Instagram, Youtube, Twitter, EI Plus e qualquer outra plataforma digital em que os apaixonados por esporte estejam presentes.

Não dá pra negar que estamos tristes com o fim dos canais Esporte Interativo na TV, mas ao mesmo tempo estamos ansiosos e animados com o futuro, em que estaremos todos os dias na TNT e Space, com as mesmas narrações, comentários e brincadeiras que nos acostumamos a ouvir nos últimos 11 anos. E claro, seguiremos juntos, diariamente, com a nossa família de mais de 20 milhões de fãs nas redes sociais. Muito obrigado pelo apoio de sempre.

Contamos com vocês nessa nova caminhada. Tamo junto!

‘Your mission, should you choose to accept it’

Tom Cruise volta às telonas com muito humor e ação

Mais do que uma franquia, “Missão Impossível – Efeito Fallout“, a grande estreia deste fim de semana, é um filme de retornos. Sexto da série, M:I, iniciada em 1996, o longa traz de volta à telona o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) e equipe do IMF.

Junto com eles, os mocinhos, retornam outros personagens importantes — o vilão Solomon Lane (Sean Harris), a espiã badass britânica Ilsa Faust (Rebecca Ferguson) e Julia (Michelle Monaghan). Além de Christopher McQuarrie (Missão Impossível – Nação Secreta, 2015) na direção e no roteiro.

Fato que, até então, era inédito na história da franquia.

O argumento de Fallout está fortemente ligado ao filme anterior. Desta vez, Hunt e equipe precisam correr contra o tempo para evitar que o grupo terrorista Apóstolos concretize atentados a lugares sagrados.

Para isso, além de lidar mais uma vez com Lane, ele terá de trabalhar em parceria com o agente da CIA August Walker (Henry Cavill) — e, obviamente, seu famigerado e polêmico bigode.

A trama passa a ser uma sequência de decisões rápidas tomadas a partir da boa índole do espião, que levam seu time a situações perigosas e muita ação. Tudo costurado por lembranças e dramas de escolhas antigas.

Socos, tiros, explosões e muitos saltos e correria

Politicamente correto ao destacar personagens femininas fortes — Angela Bassett, Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan e Vanessa Kirby —, Efeito Fallout é tão tenso quanto divertido. As piadas não soam nada forçadas e, algumas vezes nem são feitas com palavras, mas pelas trocas de olhares entre os personagens.

Cena da sequência do acidente de Cruise (Foto: Chiabella James/Divulgação)

Simon Pegg (Benji) e Ving Rhames (Luther), os coadjuvantes de luxo, estão voando em cena. Dão aquele brilho às situações surreais em que Hunt sempre se envolve durante as missões, e o peso na medida ao famoso “azar” do espião.

“I’m working on it” é frase recorrente no longa.

Azar, inclusive, que fez o astro Tom Cruise, que dispensa dublês, ficar de molho por algumas semanas durante as filmagens. A cena do acidente está lá. A decisão de manter a sequência no longa foi, sem dúvida, acertadíssima.

Abrilhanta uma sequência espetacular da correria numa perseguição nas alturas — que poderia ser só mais uma cena de ação caso não fosse fechada com o momento onde Tom Cruise (que tem 56 anos!!!) quebra o tornozelo mas continua correndo para preservar a tomada.

Atenção, mesmo, é preciso ter à sequência final, com uma perseguição de helicópteros. Tom Cruise aprendeu a pilotar em questão de poucos meses para fazê-la. Não só pilotar, mas a fazer malabarismos no ar.

A Paramount chegou a divulgar um making of sobre a cena, onde Tom pilota, faz malabarismos, atua e ainda opera a câmera instalada no interior do helicóptero.

Mas como dizem os vilões do filme, “quanto maior o sofrimento, maior a paz”.

FICHA TÉCNICA

Missão:Impossível – Efeito Fallout
(Mission:Impossible – Fallout)
Direção e roteiro: Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise, Rebecca Ferguson, Henry
Cavill, Vanessa Kirby
Duração: 150min
Classificação: 14 anos

Cotação: ****

OBS: Eu quero beber da mesma água que bebem o Tom Cruise e Angela Bassett; alguém providencia, por favor!

This message will self-destruct in five seconds.

Vem por aí uma Bond Girl “de respeito”

Segundo o The Mirror, as atrizes Angelina Jolie e Helena Bonham Carter estão disputando o papel de uma Bond Girl em Bond 25, título de trabalho do novo filme de 007. A personagem em questão será também a vilã do longa, o quinto estrelado por Daniel Craig. Segundo a fonte do jornal britânico, os chefes […]

via Novo 007 terá Angelina Jolie ou Helena Bonham Carter como Bond Girl — hqrock

R.I.P. James Garner

James Garner - Arquivo ConfidencialAlguns atores são inesquecíveis, muitas vezes mais por nossa memória afetiva do que pelo seu talento. James Garner era um desses casos. Embora tenha protagonizado ótimas sérias como Marverick (1957 – 1962) e Arquivo Confidencial (1974 – 1980) e alguns bons filmes – Victor ou Victoria (1982); O Romance de Murphy (1985) e Cowboys do Espaço (2000) – Garner sempre manteve aquele ar de canastrão simpático, o que lhe dava um charme especial para interpretar papéis cômicos.

James GarnerA sua morte – assim como a de David Niven – é para ser lamentada por todos os que acham que cinema e televisão são, antes de tudo, entretenimento. Garner era a síntese do descompromisso (ou compromisso em divertir).

Vou lembrar com saudades dos episódios de Arquivo Confidencial que assisti quando era um adolescente.

R.I.P. James Garner

Silvio Santos: celebridade e bilionário

Silvio Santos“Conheça Silvio Santos, a primeira celebridade bilionária do Brasil”. É desta forma que a revista Forbes de fevereiro/março se referiu ao dono do SBT em uma reportagem, que ilustra a entrada do apresentador na tradicional lista das personalidades mais ricas do mundo, elaborada anualmente pela publicação. Segundo a revista, Silvio teria acumulado uma fortuna de US$ 1,3 bilhão.

A reportagem da Forbes destaca o carisma do apresentador, ressaltando que há anos ele comanda programas na TV e mantém uma relação de carinho e proximidade muito forte com o seu público. A Forbes ainda diz que ele comanda um grupo que já administrou mais de 30 empresas atuantes em diferentes áreas de negócios, nas quais trabalham mais de 8 mil funcionários. A matéria também resume a trajetória do dono do SBT, o trabalho como camelô nas ruas do Rio de Janeiro e a enorme vocação para a comunicação.

Os bilionários da mídia

A tradicional lista da Forbes continua permeada com diversas personalidades atuantes nas áreas de mídia e comunicação. Bill Gates, o fundador da Microsoft, continua sendo o segundo homem mais rico do mundo, com uma fortuna de US$61 bilhões. Ele só perde para o magnata mexicano Carlos Slim, atuante na área das telecomunicações e do petróleo e dono de mais de US$ 69 bilhões. Michael Bloomberg (Bloomberg), Sergey Brin e Larry Page (ambos do Google), David Thomson (Thomson Reuters) e Mark Zuckerberg também figuram na lista das Forbes. O brasileiro Eike Batista continua sendo o representante nacional mais bem classificado pelo ranking, com uma fortuna de US$ 30 bilhões.

Confira a lista das dez personalidades mais ricas do mundo e dos bilionários da mídia também listados pela Forbes:

1- Carlos Slim (Telmex -México) – US$ 69 bilhões
2- Bill Gates (Microsoft – Estados Unidos) – US$ 61 bilhões
3- Warren Buffett (Berkshire Hathaway – Estados Unidos) – US$ 44 bilhões
4- Bernard Arnault (LVMH – França) – US$ 41 bilhões
5- Amancio Ortega (Zara – Espanha) – US$ 37,5 bilhões
6- Larry Elison (Oracle- Estados Unidos) – US$ 36 bilhões
7- Eike Batista (EBX – Brasil) – US$ 30 bilhões
8- Stefan Persson (H&M – Suécia) – US$ 26 bilhões
9- Li Ka-shing (Diversos – Hong Kong) – US$ 25,5 bilhões
10- Karl Albrecht (Aldi-Alemanha) – US$ 25,4 bilhões

20- Michael Bloomberg (Bloomberg – Estados Unidos) – US$ 22 bilhões
24- Sergey Brin (Google – Estados Unidos) – US$ 18,7 bilhões
25- Larry Page (Google – Estados Unidos) – US$ 18,7 bilhões
35- Mark Zuckerberg (Facebook – Estados Unidos) – US$ 17,5 bilhões
35- David Thomson (Thomson Reuters – Canadá) – US$ 17,5 bilhões
37- Ricardo Salinas (TV Azteca – México) – US$ 17,4 bilhões
44- Steve Ballmer (Microsoft – Estados Unidos) – US$ 15,7 bilhões
61 – Anne Cox Chambers (Cox Enterprises – Estados Unidos) – US$ 12,5 bilhões
106 – Rupert Murdoch (News. Corp. – Estados Unidos) – US$ 8,3 bilhões

Fonte: Meio & Mensagem

Homem de Ferro 3 – A crítica

homem-de-ferro-3-poster-nacional-615x878Primeiro um aviso: se você ainda não viu o filme, não leia esse texto. Caso já tenha visto ou apenas não ligue muito em saber a história do filme, vá adiante.

Ainda antes de começar a falar do longa propriamente dito, um comentário: é impressionante como empresas do porte da Disney ou da Sony Music podem tomar decisões mesquinhas (em termos de economia). Não fazer uma cabine no Rio de Janeiro (limitando o número de veículos que puderam enviar alguém até São Paulo para ver o filme antes do lançamento é indefensável) acabou fazendo com que essa crítica só pudesse ser postada hoje (uma pena para os meus três leitores). Falta de dinheiro eu garanto que não foi. Talvez uma certa soberba em achar que seu produto seja tão importante que não mereça esse esforço. Who knows?

O filme

iron-man-3Homem de Ferro 3 vai dividir opiniões (ponto). Enquanto os mais puristas vão detestar o filme, os amantes dos filmes de ação devem apenas gostar dele, enquanto o público feminino parece considerá-lo o melhor da série. E, por mais estranho que pareça, todas as opiniões têm ótimos argumentos para sustentá-las.

Quem gosta de quadrinhos vai dizer que, de uma só vez, o filme acaba com dois pilares da história de Tony Stark: o Mandarim, um dos maiores inimigos de Stark e que é transformado em um fantoche idiota) e seus problemas de saúde (um dos fatores que o tornam/tornavam o herói mais humano e interessante). Já para os fãs dos filmes de ação e da enxurrada de super-heróis que invadiu as telas nos últimos anos, o filme fica abaixo dos dois primeiros da franquia, mas não de uma maneira vergonhosa, o que já é uma boa conquista. Muitos vão dizer que o diretor Shane Black exagerou, mas isso é bom para calar a boca dos entendidos que viviam reclamando do trabalho de Jon Favreau nos longas anteriores.

Homem-de-Ferro-3-PepperPor falar em conquista, parece que, mercadologicamente falando, a opção por dar mais espaço para o papel de Pepper Potts foi mais do que acertada. Se os fãs de quadrinhos irão ver o filme de qualquer maneira (assim como quem gosta de ação), a Disney parece ter mirado (com sucesso) nas mulheres. Todas com as quais falei (nenhuma delas fã do herói ou de filmes de ação) acharam o novo filme o melhor da trilogia. Parece mesmo que discutir a relação é coisa que agrada ao universo feminino (infelizmente).

Minhas reclamações ficam concentradas no direcionamento que o personagem pode ter de agora em diante. O roteiro, repito, matou um de seus melhores inimigos e de quebra tornou Tony Stark em uma pessoa responsável emocionalmente e ainda por cima saudável. Só falta ele ir correr uma maratona e se transformar definitivamente numa espécie de Duro de Matar. Fico curioso como farão para manter a franquia interessante, se é que ainda pensam em uma nova continuação.

homem-de-ferro-3-mandarimSe o roteiro é o ponto fraco, o ponto alto vem por conta do elenco onde todos (até o subutilizado Ben Kingsley) estão ótimos. Robert Downey Jr. continua brilhante e suas tiradas sarcásticas e cheias de humor nada correto são certeiras.

Vocês podem/devem ter notado que não citei o verdadeiro vilão da trama nem o teor de seus atos (terroristas), que servem como motivação para a luta contra o mundo livre. Bem, achei melhor deixar um pouco de suspense e mistério para ser descoberto no escurinho do cinema, chupando drops de anis.

Que Tony Stark deixe para trás suas crises de ansiedade e pânico e arrume um terapeuta melhor, pois algo me diz que suas sessões podem acabar de forma violenta.

PS: O filme tem versão em 3D, mas que é usado de forma protocolar e não acrescenta muita coisa ao filme. A versão 2D não vai decepcionar.

Leia sobre os outros filmes do herói.

Homem de Ferro 1

Homem de Ferro 2

Um Oscar confuso, morno e previsível

Oscar Capitão KirkA cerimônia de entrega dos prêmios Oscar de 2013 foi confusa, morna e bastante previsível. Apesar de ser uma festa “temática“, homenageando os musicais e as grandes músicas dos filmes, os roteiristas parecem ter se atrapalhado com um script onde nada tinha muita fluência – é só ver como foram inseridas as músicas indicadas na categoria Melhor Canção – e ainda sofriam com a apresentação pobre de Seth MacFarlane, que nos fez sentir saudades (acreditem) das piadas sem graça do Billy Crystal. A plateia reagiu de acordo: com frieza.

anne-hathaway-e-christopher-waltz-melhores-atores-coadjuvantes-e-jennifer-lawrence-e-daniel-day-lewis-melhores-atores-do-oscar-2013-1361771537187_615x300Em relação aos prêmios, quase nenhuma surpresa. Essa 85ª edição da festa foi bastante justa, com exceção da categoria de melhor diretor, onde os dois favoritos não foram nem mesmo indicados, deixando o prêmio nas mãos da zebra Ang Lee. Nas demais categorias, venceram (na maioria das vezes) os melhores.

Destaques? A aparição do Capitão Kirk, o bom humor de Daniel Day-Lewis, a interpretação de Shirely Bassey(cantando a música tema de Goldfinger) e o tombaço de Jennifer Lawrence.

Tombo Oscar 2013Confira os vencedores:

Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre)

Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)

Curta de Animação: Paperman

Filme de Animação: Valente

Fotografia: As Aventuras de Pi

Efeitos Visuais: As Aventuras de Pi

Firgurino: Anna Karenina

Maquiagem e Cabelo: Os Miseráveis

Melhor curta-metragem: Curfew

Documentário e curta-metragem: Inocente

Documentário em longa metragem: Searching for Sugar Man

Melhor filme estrangeiro: Amor

Tarantino Oscar 2013Edição de Som: 007 – Operação Skyfal  A hora mais escura

Melhor montagem: Argo (Bem Affleck)

Mixagem de Som: Os miseráveis

Direção de arte: Lincoln

Trilha sonora original: As aventuras de Pi

Canção original: Adele / 007 – Operação Skyfal

Melhor roteiro adaptado: Argo

Melhor roteiro original: Django Livre

Melhor diretor: Ang Lee – As aventuras de Pi

Melhor atriz: Jennifer Lawrence (O lado bom da vida)

Melhor ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln)

Melhor filme: Argo

Thunderbirds voltam a voar em 2015

ThunderbirdsUma das melhores séries da minha infância vai voltar a ser produzida. Thunderbirds Are Go! (no Brasil, apenas Thunderbirds) já está sendo produzida e teve sua estreia confirmada para 2015, marcando os 50 anos da produção original.

Resta saber se a família Tracy, responsável pelo Resgate Internacional, ainda será representada por marionetes ou animações.

A produção está novamente a cargo da ITV Studios em parceria com as produtoras responsáveis pela trilogia de O Senhor dos Anéis. Os primeiros 26 episódios estão em fase de pré-produção.

Leia também:

Morre Gerry Anderson, o criador dos Thunderbirds

 

Django Livre – O melhor de Tarantino

Cartaz Django com TarantinoQuentim Tarantino é um daqueles raros diretores/roteiristas que conseguiram criar um estilo e virar um adjetivo no mundo do cinema. Desde seu primeiro longa de destaque – Cães de Aluguel (1992) – até o brilhante Bastardos Inglórios, passando pela saga Kill Bill e pelo cult Pulp Fiction, ele criou uma linguagem própria e facilmente identificável. Se foi ignorado pelo Oscar e perdeu o Globo de Ouro de melhor diretor para o bom moço Ben Affleck, ele mostra em seu novo trabalho, o bang-bang Django Livre – que entra em cartaz nesta sexta-feira -, que consegue depurar toda a violência e o humor corriqueiros, em mais uma história de vingança, criando, muito provavelmente, o melhor filme de sua singular trajetória.

Django-LivreO longa, tem referências aos westerns spaghetti dos anos 70 – incluindo canções compostas por Ennio Morricone, criador de alguns dos mais conhecidos temas do gênero -, e toques de modernidade – há também um rap na trilha, além de sangue, muito sangue, marca registrada de Tarantino. O elenco é um show a parte, com excelentes interpretações das estrelas Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, Jamie Foxx e, principalmente, de Christoph Waltz, que depois de viver um oficial nazista em Bastardos Inglórios volta ainda melhor na pele de um caçador de recompensas que livra um escravo (Django/Foxx) para auxiliá-lo na captura de foragidos da lei e na missão de recuperar a esposa de Django, vendida como escrava para um rico fazendeiro do Mississipi. A performance menos brilhante, apesar muito boa, é a de Kerry Washington

1138856 - Django UnchainedA história, que se passa na época que os negros ainda estavam longe de ganharem a condição de seres humanos livres e com direitos iguais aos dos brancos, segue cheia de tiros e uma violência que não choca, já que o humor doentio contido no roteiro ameniza o que poderiam ser situações mais fortes – a discussão sobre usar ou não máscaras por parte de um grupo de brancos preconceituosos liderados por um sensacional Don Johnson é o melhor exemplo disso. Do início ao fim do longa os risos correm soltos e Tarantino sabe exatamente como fazer o público esquecer-se do sangue da história. Sua participação explosiva no filme é impagável.

Django-Livre-29out-2012-06O personagem Django não é novo. Em 1966, o astro Franco Nero já havia interpretado o papel – e faz uma participação especial nessa nova aventura -, mas essa nova produção redefine um dos mais icônicos títulos do gênero. Da atuação do elenco principal, passando pelas participações especiais e pela trilha sonora que mistura Pat Metheny, John Leggend, Jammie Fox e as canções instrumentais de Morricone, tudo é extremamente bem planejado e executado. A fotografia, a edição, o roteiro e a direção ajudam a criar um clássico, daqueles que serão lembrados por décadas.

Indicado ao Oscar apenas pelo seu roteiro e pelo impressionante trabalho de Christoph Waltz, Django Livre tem tudo para se tornar o primeiro blockbuster do ano.

 

Com base em horários diferentes, Record e SBT se vendem como vice-líderes no Ibope

Que coisa linda! Um belo exemplo de distorção de informação.

Image converted using ifftoanyO Ibope divulgou para as emissoras os dados de audiência referentes ao ano de 2012. Revelada nesta semana, a pesquisa rendeu releases enviados pela comunicação de SBT e Record e ambas se consideram vice-líderes. Entretanto, elas trabalham com informações de horários diferentes.

A Record, que enviou diversos comunicados ao longo da semana reforçando a vice-liderança em todo o Brasil, considera apenas os dados da faixa das 7h à meia noite, levando em conta o ranking nacional e da Grande São Paulo. Neste caso, durante os doze meses, a emissora marcou média de 6 pontos, contra 5,5 do SBT. Ainda de acordo com o canal, durante aproximadamente 32 dias do ano passado, a Record ficou em primeiro lugar na mesma faixa de horário. Segundo apuração do Comunique-se, a emissora de Edir Macedo não considera as outras faixas pois entende que não é importante, já que trata-se de horários com baixa visibilidade publicitária.

O SBT, que afirmou ter consolidado a vice-liderança no ano passado, considerou apenas os dados da Grande São Paulo. Em contrapartida e diferentemente da Record, o canal de Silvio Santos publicou números de diversas faixas horárias. “O SBT começou 2012 com 0,8 pontos de audiência atrás da concorrente na faixa 24 horas (das 6h às 5h59), e encerrou o ano com 0,5 à frente, alcançando a vice-liderança na audiência”, explicou. Neste caso, a emissora foi vice-líder na faixa vespertina (12h às 18h) e madrugada (0h às 6h).

Quanto à faixa das 7h à meia noite, o SBT ressalta em seu release que houve um empate técnico e, assim, as duas emissoras ocupam o segundo lugar, ambas com 6 pontos de audiência. De acordo com as informações apuradas pelo Comunique-se, se os decimais forem considerados, a Record lidera a disputa com 6,2. O SBT fechou com 5,6. A emissora de Silvio Santos reconhece que arredondou os números e, assim, considerou o dado como empate.

Em resumo, ambas tiveram momentos de vice-liderança durante o ano de 2012. O Comunique-se entrou em contato com o Ibope, que explicou que a divergência de números existe “porque os índices da Record têm como fonte o Painel Nacional de Televisão e os índices divulgados pelo SBT referem-se apenas à Grande São Paulo”. Embora tenha perdido um pouco de audiência, a Globo se manteve no topo da lista. Por ora, a emissora não enviou nenhum comunicado para falar sobre a primeira posição.

Fonte: Comunique-se

Mudanças na Record derrubam presidente da emissora no Rio de Janeiro

A notícia abaixo é apenas um novo capítulo da nau sem rumo que se transformou o jornalismo brasileiro, apostando em gente inexperiente e esperando que eles tragam o novo. Carlos Gerardo parecia gente boa e sério, com um carinho incomum pelos funcionários e pela casa, o que fugia do padrão da direção da empresa. Infelizmente teve que engolir sapos vindos da nave-mãe, mesmo sendo a emissora regional de melhor resultado da rede.

Bem…mais uma dos nossos sensacionais empresários.

Há três anos no cargo, Carlos Geraldo de Oliveira, que assumia a presidência da Rede Record no Rio de Janeiro, foi desligado da emissora. Segundo as informações do UOL, um comunicado sobre o assunto foi divulgado na tarde dessa segunda-feira, 26.

O profissional, que já comandou a Record News e o canal em Brasília, saiu da emissora em momento de reformulação. Ainda no UOL, informações não oficiais dão conta que a saída dele está ligada ao fato de ter se recusado a demitir funcionários às vésperas do Natal, o que vai contra a alta cúpula de São Paulo.

Não há informações sobre quem assumirá o posto, mas, segundo fontes, o atual diretor-executivo da Record de Minas Gerais, Cláudio Rodrigues Silva, tem grandes chances de ocupar a vaga.

Fonte: Comunique-se

R.I.P. Major Anthony Nelson, aka Larry Hagman, aka J.R. Ewing

O cara não era novo (81 anos) e passou de um astronauta trapalhão com sua gênia deliciosa para um grande vilão. Larry Hagman teve uma vida atribulada e lutava contra um câncer e uma cirrose. Pode até ser que os mais novos lembrem dele na nova versão de Dallas, mas foi ao lado de Barbara Eden e Bill Daily que ele se eternizou, nos fazendo rir com as confusões de Jeannie é um Gênio!

R.I.P.

 

 

 

Skyfall – Um brilhante e definitivo (?) 007

SkyfallOperação Skyfall, no Brasil – é um exemplo perfeito de como uma franquia, um personagem e um grande negócio podem se reinventar e atualizar sem perder suas características básicas. O terceiro longa estrelado por Daniel Craig – e que comemora os 50 anos de James Bond – tem todos os ingredientes de um filme de ação, com pitadas de drama, um ótimo vilão (na melhor tradição do Agente com Licença para Matar) e belas mulheres – se bem que a Bond Girl desse filme seja a menos memorável de toda a série, embora isso seja um detalhe quase insignificante.

Tendo visto o filme após todas as críticas já terem sido escritas, estava preocupado com alguns textos de entendidos que diziam que a interpretação de Craig era robótica. Na verdade, quem escreve algo como isso pode até entender de cinema, mas mostra-se um imbecil em termos de 007.

Tivemos o charme-bruto de Sean Connery, a gaiatice cínica de Roger Moore e a mistura dos dois estilos de Pierce Brosnan – os outros intérpretes nem merecem menção -, mas o Bond de Daniel Craig parecer ser a melhor encarnação do que deveria ser o personagem: Duro, violento, emotivo, patriota e com vários defeitos total e absolutamente humanos, embora mantenha todos os poderes do super agente secreto. Claro que sempre teremos os defensores do Bond original, mas não é possível ignorar a qualidade tanto dos filmes, quanto do intérprete dessa última triologia.

Skyfall, além de comemorar os 50 anos da franquia e de ter uma ótima série de referências aos Bonds anteriores, também serve como ponto de partida para uma nova era, com novos personagens e a garantia de que Craig estará lá por (pelo menos) mais dois longas.

Com toques de Jason Bourne, o James Bond de Skyfall usa menos as geringonças de Q e se mostra um fã de técnicas mais, digamos, convencionais. A edição acentua a emoção, seja nas cenas de ação, seja nas cenas mais dramáticas. A direção (Sam Mendes) é segura e consegue tirar de cada um dos atores uma atuação acima da média para um filme onde geralmente as ações têm mais importância que as expressões. Como já disse, o vilão interpretado por Javier Bardem (já na galeria dos melhores da série) e a beleza de Naomie Harris (como Moneypenny) elevam ainda mais a categoria do filme.

Para complementar a obra, a canção-tema composta e interpretada por Adele é uma das mais belas já compostas para Bond, ficando lado a lado com clássicos como Goldfinger e Live and Let Die.

Traduzindo, vá ver o filme (em Imax, se possível). É diversão garantida.

Colin Farrell – O novo Vingador do Futuro

O tema não é novo – o bate papo com os jornalistas já faz algum tempo -, mas só agora a matéria foi publicada…então, lá vamos de Colin Farrel

Colin Farrell veio à cidade divulgar “O Vingador do Futuro”, que estreia dia 17 no Brasil. Na coletiva de imprensa, Farrel mostrou muita simpatia pelo país

Foi-se o tempo em que os lançamentos das megaproduções de Hollywood demoravam meses para chegar ao Brasil, e a vinda de um astro para cá era praticamente impensável. As diversas crises econômicas mundiais e o bom desempenho do Brasil tornaram nosso País um mercado importante para o cinema, com lançamentos simultâneos (com alguns filmes sendo lançados até mesmo antes que nos Estados Unidos) e nos colocando definitivamente na rota das estrelas.

O último astro a desembarcar por essas bandas foi o ator irlandês Colin Farrell, que já atuou em películas como O Sonho de Cassandra (Cassandra’s Dream), de Woody Allen; Miami Vice; O Novato (com Al Pacino); Minority Report – Uma Nova Lei; e SWAT – Comando Especial. Farrell – que já ganhou um Globo de Ouro em 2009 (por Na mira do chefe), esteve no Rio para divulgar seu novo trabalho O Vingador do Futuro (Total Recall), refilmagem do longa de ficção lançado em 1990, estreado por Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone.

A produção para a entrevista do ator (crachás, seguranças, etc), pareceu um pouco exagerada e desnecessária, mas serve para manter o glamour do cinema.

Simpático e sem frescuras, Colin Farrell se divertiu durante sua pasagem no Rio. Fotos: Marcelo Almo

Na história, Farrell interpreta Douglas Quaid, um trabalhador com uma vida pacata, uma bela esposa (Kate Beckinsale), mas que acaba sendo perseguido pela polícia e descobrindo que tudo isso não passa de uma grande mentira e que, na verdade, ele é um espião que teve sua memória ‘apagada’.

Bem-humorado e com aquele jeitão de gente boa que caracteriza a maioria dos irlandeses – que assim como os escoceses e os moradores de Liverpool, parecem ter o espírito carioca – Farrel brincou e riu durante todo o tempo que conversou com os jornalistas em um hotel da Zona Sul do Rio. Chegou a perguntar irônicamente “onde você pensa que vai?”, para um fotógrafo que se levantou no meio da entrevista

Ao ser perguntado se havia falado com Schwarzenegger sobre o papel, disse:

“Eu liguei e mandei várias mensagens de texto, mas ‘Arnie’ não retornou minhas ligações. Acho que ele não está nem aí, na verdade. Ele tem mais o que fazer”, brinca.

Sobre o casal composto por ele e Kate Beckinsale, mulher do diretor Len Wiseman, Farrel foi diplomático.

“É estranho beijar a mulher do diretor, mas não tem nenhuma cena muito explícita, eles são um casal frio”, argumenta o ator.

Apesar de ser a primeira visita de Colin Farrell ao Brasil, o astro fez questão de mostrar que tem afinidade com a cidade e o País.

“Queria ser um jogador de futebol do meu país (Irlanda), era o sonho mais provável – o pai e o tio de Farrell foram jogadores profissionais do time irlandês Shamrock Rovers -, aí eu comecei a crescer, ir atrás de garotas, as coisas mudaram um pouco”, conta.

Farrell também falou de outros ícones cariocas.

“Dei uma andada de Copacabana até Ipanema, passamos pelo Cristo Redentor, Floresta da Tijuca, fomos para uma churrascaria pela segunda vez em dois dias. Depois eu fui para a favela Santa Marta. Foi um dia muito bom, é uma cidade muito interessante”, destaca.

Apesar da proibição sobre “perguntas de cunho pessoal”, Farrell, que já passou por centros de reabilitação por causa da bebida, não fugiu na hora de responder sobre a nossa caipirinha.

“Essa foi uma das razões pelas quais eu larguei a bebida. Todo aquele açúcar dá uma ressaca horrível”, disse, sorrindo, depois de explicar que não bebe faz sete anos.

Nota do redator: Para um irlandês ir para um centro de reabilitação por causa de álcool é porque a coisa devia mesmo ser muito feia. Poucos humanos bebem tanto quanto os da Irlanda.

Sobre o filme – que tem a estreia no Brasil marcada para o dia 17 de agosto -, Farrell diz que é um tanto cético em relação a refilmagens, mas que o roteiro o conquistou.

“Se você vai gastar três ou quatro meses filmando, é melhor gostar do que está fazendo. Eu li o roteiro, e eu estava um pouco cético sobre fazer um remake, mas o diretor me mostrou os desenhos que fez, como a produção seria e aceitei o desafio. No fim das contas, é tudo uma questão de você ter uma boa história e eu gosto de boas histórias”, explica.

A grande diferença entre a versão original e o novo Vingador do Futuro é que a história agora não se passa mais na Lua e sim na Terra, que é dominada por dois territórios – a Federação Unida da Bretanha e a Colônia, onde Quaid se encaixa de maneira nada convencional, como sempre acontece com os espiões.

“Além disso, essa versão tem menos sangue. Tivemos que pensar em todos os públicos. Eu sou um cara mais normal do que o Arnold”, ironiza Farrell.

O Vingador do Futuro estreia nos Estados Unidos no próximo dia 3 e é uma das grandes apostas da Sony Pictures para o ano de 2012.

Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense

Multishow HD tem programação especial para o Dia do Rock 2012

Mais importante que uma mera sexta-feira 13, esse próximo 13 de julho é o dia onde comemoraremos o Dia do Rock. Assim como em 2011, os canais Multishow prepararam uma programação especial para os fãs do gênero.

Pode-se até questionar a qualidade de alguns shows, mas não se pode reclamar da quantidade.

Hoje é ia de Rock, bebê!

13 de julho – Dia do Rock

07h10    David Bowie – Ziggy Stardust
08h40    The Who At Kilburn 1977
09h50    Iggy and the Stooges – Escaped Maniacs
11h00    The Killers – Live at Royal Albert Hall
12h30    Arcade Fire – Live At Oxegen Festival
13h05    Lynyrd Skynyrd (SWU 2011)
14h25    Arctic Monkeys – Live At The Apollo
15h25    Eric Clapton- Sessions for Robert J.
17h05    U2 360 Live From Los Angeles
18h05    The Rolling Stones: Ladies & Gentlemen
19h30    Queen
20h30    Kaiser Chiefs – Live At Isle Of Wight
21h00    Especial Rock in Rio 2011
23h00    Beady Eye – Live At Isle Of Wight
23h30    Anthrax – Live At Sonisphere

Além disso:

Arquivo Musical (19h)

13/jul    sex    Queen
16/jul    seg    Metal – A Headbanger’s Journey
18/jul    qua    AC/DC
20/jul    sex    U2: From the Sky Down
23/jul    seg    Lemmy
25/jul    qua    Iron Maiden: Flight 666
27/jul    sex    Shine A Light
30/jul    seg    Pearl Jam Twenty

O (nem tão) Espetacular Homem-Aranha

Novo longa do herói-aracnídeo tem mais humor e uma grande dose de açúcar

Com estreia marcada para esta sexta-feira nos cinemas do Brasil, O Espetacular Homem Aranha, novo longa metragem tendo como protagonista o herói aracnídeo criado por Stan Lee e Steve Ditko na década de 60 e que já ganhou uma bela triologia com Tobey Maguire na pele do personagem. Essa nova versão, dirigida por Marc Webb (500 Dias Com Ela) e com Andrew Garfield (A Rede Social) e Emma Stone (Histórias Cruzadas) nos papéis de Peter Parker e sua namorada, Gwen, tem mais humor e muito mais açúcar, na hora de explicar o relacionamento de Parker com seus pais adotivos e o seu romance com Gwen.

Apesar de ser um pouco mais fiel aos quadrinhos que os anteriores e de mostrar um Aranha mais divertido, o novo longa sofre com a proximidade da triologia anterior (entre 2002 e 2007) e com a necessidade de recontar toda a origem do personagem. Essa irresistível ‘necessidade’ que cada diretor e roteirista têm de deixar a sua marca na identidade de heróis que já tiveram suas histórias contadas dezenas de vezes (seja no cinema, seja nos quadrinhos) faz com que a primeira parte do filme seja chata e deixe aquela sensação de que era totalmente desnecessária, apesar das ótimas atuações de Martin Sheen e Sally Field, como Tio Ben e Tia May, respectivamente. Aliás, um pecado aproveitar tão pouco a brilhante atuação de Sheen. Falha da edição.

Outra boa atuação é a de Rhys Ifans (Anjos do Desejo) como o vilão Dr. Curt Connors, que acaba se transformando em um lagarto gigante e violento. Entretanto,  algumas das soluções do roteiro tornam a história tão impossível, que mesmo levando-se em conta que não se pode exigir veracidade em um filme onde o protagonista vive subindo paredes e se pendurando em prédios, poderia não ser tão fantasiosamente inverossímil. Outro pecado mortal é a ausência do imprescindível J. J. Jameson, dono do Clarim Diário, jornal onde Parker trabalha como fotógrafo. Talvez o tenham guardado para o segundo filme, mas é uma grande lacuna na história.

Marc Webb não arriscou muito e apostou mesmo no humor deslumbrado de um Peter Parker/Homem-Aranha mais gaiato. Até mesmo nas cenas de luta há um tom de humor que já havia aparecido em Os Vingadores – a cena onde Stan Lee aparece é uma das mais engraçadas de todos os filmes do mundo Marvel -, mas tudo poderia ser mais (ou melhor) desenvolvido.

O Aranha da dupla Webb/Garfield é mais voltado para o público juvenil e deve agradar também aos fãs mais hard core dos quadrinhos – lá fora o filme estreou nos Estados Unidos no dia 3 (véspera de feriado) e obteve o mesmo resultado nas bilheterias que o último filme da franquia, o que deve garantir várias continuações -, mas, para o público comum, é provável que ele fique apenas como uma breve lembrança no mar de ótimos longas de super-heróis Marvel que assolou as telonas nos últimos anos.


No segundo ‘Encontro’, Fátima Bernardes perde a liderança isolada

Não sei a relevância, mas não se fala em outra coisa.

Nesta terça-feira, 26, Fátima Bernardes não obteve o mesmo resultado da estreia e perdeu o posto na liderança de audiência.  As informações foram publicadas pela ‘Radar On-line’, coluna editada por Lauro Jardim no site da Veja.

Segundo a coluna, no horário de exibição de ‘Encontro com Fátima Bernardes’, a prévia do Ibope na Grande São Paulo registrou 7,2 pontos para a atração da jornalista. Com produção destinada ao público infanto-juvenil, o SBT marcou os mesmos pontos da atração global.

O segundo programa de Fátima tratou de namoro entre professor e aluna, gorjeta e continuou com a série sobre adoção, mostrando a frustração de crianças devolvidas aos abrigos.

Na estreia de seu programa, na segunda, Fátima alcançou pico de 11,5 pontos no Ibope na região de São Paulo, resultado que a Globo não atingia neste horário desde 2006.

Fonte: Comunique-se

Homens de Preto 3 – Mais açúcar e menos humor

Estreia nesta sexta a terceira aventura dos Agentes K e J para salvar o mundo de ataques alienígenas. A comédia Homens de Preto 3 (Men In Black 3, no original), traz de volta a dupla Will Smith e Tommy Lee Jones, com as mesmas caras e bocas, mas já sem a mesma graça.

A história gira em torno de um assassino alienígena que foi preso por K e levado para uma penitenciária na Lua. Ele foge e, como parte de sua vingança, volta no tempo e mata a versão jovem de K. Ao descobrir o que aconteceu, J também resolve voltar até 1969 e salvar o então jovem parceiro e a Terra de uma invasão por uma raça destruidora.

Apesar de manter os mesmos elementos das duas primeiras aventuras, o novo Homens de Preto é menos divertido e mais focado na amizade dos agentes, trazendo um pouco de água com açúcar para a história. Infelizmente, já não temos aquela sensação de novidade dos filmes anteriores e a decisão de focar a história na relação entre os dois personagens principais deixou a coisa muito mais melosa que nas aventuras anteriores.

Foram dez anos desde o último longa, o que deve ser suficiente para garantir uma boa bilheteria, mesmo competindo com um blockbuster do tamanho de Os Vingadores (já a 4ª maior bilheteria da história).

Homens de Preto 3 é uma boa sugestão para aqueles que quiserem se divertir sem compromisso e sem fazer comparações com os filmes anteriores da franquia.

Os Agentes do Destino – Uma comédia romântica que merece reflexão

Algum tempo atrás divulguei uma pesquisa que dizia que Comédias românticas influenciam os relacionamentos e poderiam ser perigosas.

Bem, está sendo exibido – em alguns canais de TV a cabo – o longa Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau, no original), filme que estreou, sem muito impacto, em meados de 2011, e que conta com Matt Damon, Emily Blunt e bom elenco, em uma mistura de romance, suspense, ação e ficção.

A história, baseada em um romance de Phillip K. Dick – o mesmo de Blade Runner – fala e levanta discussões sobre destino, livre arbítrio e perseverança.

Nela, Damon interpreta um político que encontra uma bela dançarina (Emily Blunt), se apaixona e é levado a deixá-la apesar do destino insistir em uni-los. Os responsáveis por essa separação são os tais Agentes do Destino citados no título. Seres que se vestem com capas e chapéus e têm por obrigação fazer com que os planos escritos pelo presidente sigam sem desvios, mesmo que isso os leve a lutar contra as forças do imponderável.

O filme não fez sucesso, mas seus questionamentos, principalmente a luta do casal em se manter unido pela paixão, vai na contra mão do atual mainstream que faz com que se dê mais valor ao indivíduo em detrimento do amor.

Não sei quem iniciou esta nefasta e idiota série de pensamentos que acabou desaguando na atual mentalidade – que contaminou até pessoas pseudo intelectualizadas -, mas creio que vai ser cada vez maior o número de pessoas que ficarão sozinhas e falando alto com amigas durante a sua velhice.

Deus, homens e acaso. Não sei (e creio que ninguém sabe) o percentual que cada um têm na definição de nossos destinos, mas tenho certeza de que falta mais entrega e romance no mundo.

Muitas vezes um beijo, um telefonema ou o reconhecimento de que estava errado pode mudar a sua e a vida dos que gostam de você.

Paul McCartney fazendo comédia

Quem já viu algum dos filmes dos Beatles ou o longa Give My Regards to Broad Street, sabe que se há uma coisa que Paul McCartney não sabe fazer é atuar. Suas aparições no programa Saturday Night Live são sempre um tanto constrangedoras, mas ele continua tentando. Tenta tanto, que no dia 27 de abril fez uma rápida e inesperada aparição na gravação da série 30 Rock e, pasmem, mandou bem.

Vejam como foi.