Arquivo da tag: Ringo Starr

Os músicos mais ricos do Reino Unido

Adele e Paul McCartney estão na lista dos mais ricos. O velho Sir Macca é o primeiro colocado

Antiguidade é posto. A frase é antiga e batida, mas se encaixa perfeitamente no contexto dos músicos mais ricos do Reino Unido. Berço do melhor do rock (e outros ritmos) desde os anos 60, Inglaterra e adjacências também produziram alguns dos mais bem-sucedidos artistas do planeta. E, embora os mais jovens desdenhem do som que marcou e até hoje influencia o mundo, a maioria dos nomes é da velha guarda, com alguns que nem são tão levados a sério como talentos, mas que estão lá, marcados na história. Assim, membros dos Beatles, Stones, Pink Floyd e Queen, por exemplo, estão lá no topo da lista.

O ranking, produzido pelo jornal Sunday Times, é feita levando-se em conta vários fatores como terras, propriedades, bens móveis e ações em empresas públicas. Os valores guardados nos bancos não entram nessa conta. As cifras estão na moeda da Terra da Rainha (libras esterlinas), claro.

Chupa, garotada!

PS: O valor da libra está quase R$ 5

Os nomes e as cifras:

Eric Clapton, com £ 175 milhões, está na posição 12

1. Paul McCartney e Nancy Shevell – £ 820 milhões
2. Lord Lloyd Webber – £ 740 milhões
3. U2 – £ 569 milhões
4. Elton John – £ 300 milhões
5. Mick Jagger – £ 260 milhões
6. Keith Richards – £ 245 milhões
7. Olivia e Dhani Harrison – £ 230 milhões
8. Ringo Starr – £ 220 milhões
9. Michael Flatley – £ 202 milhões
10. Sting – £ 190 milhões
11. Rod Stewart – £ 180 milhões
12. Roger Waters – £ 175 milhões
12. Eric Clapton – £ 175 milhões
14. Robbie Williams – £ 165 milhões
15. Tom Jones – £ 163 mihões
16. Tim Rice – £ 152 milhões
17. Ozzy Ousbourne e Sharon Ousbourne – £ 145 milhões
18. Adele – £ 140 milhões
18. Calvin Harris – £ 140 milhões
18. Charlie Watts – £ 140 milhões
21. Brian May – £ 135 milhões
22. Roger Taylor – £ 130 milhões
23. Jimmy Page – £ 125 milhões
24. Phil Collins – £ 120 milhões
25. David Gilmour – £ 115 milhões
26. Robert Plant – £ 105 milhões
26. John Deacon – £ 105 milhões
28. Enya – £ 104 milhões
29. Chris Martin – £ 94 milhões
30. Nick Mason – £ 92 milhões
31. Pete Townshend – £ 82 milhões
31. Will Champion – £ 82 milhões
31. Jonny Buckland – £ 82 milhões
31. Guy Berryman – £ 82 milhões
35. Ed Sheeran – £ 80 milhões
35. Gary Barlow – £ 80 milhões

 

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Anúncios

Concert for George é relançado

No dia 25 de fevereiro se comemora o aniversário de George Harrison, que completaria 75 anos em 2018. Foram muitas as lembranças e homenagens ao músico em publicações e nas redes sociais e, para marcar a data, foi relançado o que pode ser considerado um dos melhores concertos-tributo de todos os tempos: Concert for George.

Poderia perder um tempo explicando quem foi George Harrison, mas se alguém nunca ouviu falar dos Beatles ou escutou canções como Here Comes the Sun, My Sweet Lord, Something, Love Comes to Everyone ou Taxman, melhor se atualizar ou parar de ler por aqui.

O show – organizado pela viúva e pelo filho do ex-beatle (Olivia e Dhani) e tendo como diretor musical o amigo Eric Clapton– teve por objetivo celebrar a obra de Harrison, um ano após a sua morte. Realizado no Royal Albert Hall, em Londres, em novembro de 2002, Concert for George reuniu um elenco estrelar de amigos de George que incluía gente do calibre de Ray Cooper, Tom Petty, Billy Preston, Jools Holland, Albert Lee, Sam Brown, Gary Brooker, Joe Brown, Jeff Lynne, Klaus Voormann, os ex-beatles Ringo Starr e Paul McCartney, além de Eric Clapton e da banda que acompanhou Harrison em sua turnê pelo Japão em 1991, entre muitos outros, como os membros do Monty Phyton.

Lançado originalmente em 2002, Concert for George ganhou novas edições – inclusive em vinil – remasterizadas e ampliadas. Por que ver e ouvir Concert for George? Porque a celebração musical ultrapassa o conceito de homenagem e dos shows-reunião onde cada artista chega, canta sua canção e se vai, sem ensaio ou coerência. Eric Clapton fez três semanas de ensaio (o que causou até alguns atritos com outros astros) e produziu um setlist muito bem amarrado e tocado por gente que realmente conviveu e amou Harrison, o que proporcionou momentos verdadeiramente emocionantes, como Something (que foi a estréia da versão que Paul McCartney toca até hoje em seus shows) e Joe Brown fechando o show com I’ll See You in My Dreams (uma canção que não foi escrita por Harrison, mas que deixa lagrima nos olhos).

HGorge era considerado por todos os amigos uma pessoa cheia de humor, apesar de ter um lado ranzinza, principalmente em relação ao grupo que o catapultou para a fama e suas canções refletiam isso, indo da melancolia extrema ao escracho. Foi o beatle que fez mais sucesso nos primeiros anos após a separação do grupo e, apesar de uma certa preguiça na produção de álbuns, deixou um legado que vai durar por muitos anos.
Concert for George já está sendo vendido lá fora e pode ser encontrado nas Amazons da vida.

Arrependimento

Dizem que não devemos nos arrepender de nossas ações. MENTIRA! No início de 2002 – ainda sob o impacto do 11 de setembro – fiz uma viagem para a Inglaterra e os Estados Unidos. Com a impressão de que o mundo poderia acabar ou entrar em uma guerra, gastei e conheci razoavelmente bem cidades emblemáticas como Londres, Liverpool e Nova York.

De volta ao Brasil, ao trabalho e à realidade, fiquei sabendo do concerto, que poderia me fazer concretizar alguns sonhos (assistir um show no Royal Albert Hall, ver Paul McCartney novamente, ver Ringo Starr pela primeira vez e ouvir canções que dificilmente seriam tocadas novamente). Bem, no dia da venda de ingressos eu consegui chegar até a última tela de compra e, no último segundo, decidi não finalizar o processo (BURRO!). Pesou o fato de ainda estar pagando a viagem do início do ano e de ser difícil explicar para o então-imbecil-chefe que iria viajar de novo.

É, me arrependo muito dessa decisão.

As canções da edição em CD:

Disco 1

1. “Sarve Shaam” (traditional)
2. “Your Eyes (Sitar Solo)” (Ravi Shankar) Anoushka Shankar
3. “The Inner Light” Jeff Lynne, Dhani Harrison and Anoushka Shankar4. “Arpan” (Ravi Shankar) Anoushka Shankar

Disco 2

1. “I Want to Tell You” Jeff Lynne
2. “If I Needed Someone” Eric Clapton
3. “Old Brown Shoe” Gary Brooker
4. “Give Me Love (Give Me Peace on Earth)” Jeff Lynne
5. “Beware of Darkness” Eric Clapton
6. “Here Comes the Sun” Joe Brown
7. “That’s the Way It Goes” Joe Brown
8. “Taxman” Tom Petty and the Heartbreakers
9. “I Need You” Tom Petty and the Heartbreakers
10. “Handle With Care” Tom Petty and the Heartbreakers with Jeff Lynne and Dhani Harrison
11. “Isn’t It a Pity” Billy Preston & Eric Clapton
12. “Photograph” Ringo Starr
13. “Honey Don’t” Ringo Starr
14. “For You Blue” Paul McCartney

As versões originais

 

As versões do show

Ringo Starr no Brasil em outubro

?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

Tá ficando difícil viver em um país rico como o Brasil. Depois dos shows de Paul McCartney e do Rock in Rio, acabam de confirmar a vinda de Ringo Starr e sua All-Stars Band em outubro (São Paulo e Curitiba), nos dias 29 e 31. Acho que vou me mudar para algum país onde aconteçam menos shows. Estou pensando na Inglaterra, o que acham?

I’m the Greatest

sobrancelha

Essa vai para os gênios bêbados que acham que vão entrar para a História, mas não têm ideia da sorte de terem as sobrancelhas que comem.

I’m The Greatest
John Lennon

When i was a little boy,
Way back home in liverpool,
My mama told me, i was great.

Then when i was a teenager,
I knew that i had got something going,
All my friends told me i was great.

And now i’m a man,
A woman took me by the hand,
And you know what she told me…i was great.

I was in the greatest show on earth,
For what it was worth.
Now i’m only thirty-two;
And all i wanna do, is boogaloo!

Hey!

I looked in the mirror,
I saw my wife and kids,
And you know what they told me…i was great.

Yes, my name is billy shears,
You know it has been for so many years.
Now i’m only thirty-two;
And all i wanna do, is boogaloo!

Ringo Starr vai escrever filme musical com ex-Eurythmics

Ringo Starr e Dave Stewart estão trabalhando em um longa musical chamado Hole in the fence. O ex-beatle e o ex-Eurythmics querem contar a história de jovens que formam uma banda para escapar de sua deprimente cidade natal. Ringo, que já havia dito que estava trabalhando em musical para a Broadway, decidiu lançar a história como um filme, do qual será produtor executivo ao lado de Stewart.

A dupla trabalhou junta em Ringo 2012, 17º álbum de estúdio do ex-baterista dos Beatles. Quem escreve o roteiro é David Harris, baseado na ideia original de Ringo e Stewart. As informações são do site Deadline.

Fonte: O Globo

Ringo Starr anima público do Rio – 15/11/2011

Ex-Beatle faz apresentação em clima de festa e relembra clássicos do rock

Se o público que lotava apenas pouco mais da metade do Citibank Hall no início de sua apresentação, que começou com pouco mais de cinco minutos de atraso, dava sinais de que estava lá para tornar a noite de Ringo Starr e sua All Starr Band mágica, o baterista e seus convidados retribuíram com um show animado, onde todos no palco pareceram se divertir muito.

Logo no número de abertura (It Don’t Come Easy), Ringo deixou claro o que devia se esperar dele: simpatia, animação, boas canções e algumas notas cantadas fora do tom. Mas, como pergunta a letra de With a Little Help From My Friends: “O que você acharia se eu cantasse fora do tom?”. A resposta unânime foi: “Não importa!”.

A mecânica do show de Ringo dá espaço para que cada um dos membros da banda mostre seus sucessos. Canções como Hang On Sloopy e Broken Wings fizeram bonito e não deixaram o pique cair.

Mas o que a platéia – formada em sua maioria por jovens até os 20 anos – queria mesmo era ouvir Ringo. E o baterista mostrou-se muito mais empolgado que nas apresentações de Porto Alegre e São Paulo. Por várias vezes ele elogiou o público, a banda, o local da apresentação e até arriscou uns passinhos de samba. Assim como aconteceu com Paul McCartney, parece que a audiência carioca conquistou mais coração Beatle.

É claro que o número de pessoas que se deslocou até a Barra para assistir Ringo & Cia foi algumas vezes menor do que os que foram até a Praça da Apoteose, mas ficou a esperança de que o mundo ainda pode ter salvação, pelo menos do ponto de vista musical.

Para quem já havia visto ou lido algo sobre as apresentações de Ringo, tudo correu dentro do esperado, sem surpresas. Para os que não sabiam o que esperar, foi um banho de alegria com canções que fazem parte da história do rock. Para todos foi uma noite alegre, que ficará na memória para o resto da vida.

O ano de 2011 fica marcado no calendário carioca como o ano onde a maratona musical de Paul McCartney e as quase 2 horas de apresentação de Ringo Starr agitaram noites mágicas na cidade.

 



Fotos: Fernando de Oliveira

Vídeos: Jo Nunes

Ringo, o Beatle ‘Paz e Amor’, chega ao Brasil

Para muitos Ringo Starr é um cara de sorte. Afinal, entrou para a maior banda de todos os tempos pouco antes de chegarem ao topo do mundo. Para outros, ele é peça fundamental na engrenagem que permitiu que talentos como John Lennon, Paul McCartney e George Harrison ficassem tanto tempo juntos. Ainda há os que dizem que ele é uma piada, um músico menor. A verdade é que ele é um dos Fab Four, um dos músicos mais importantes das últimas cinco décadas e que chega ao Brasil pela primeira vez para uma série de shows com a sua All Starr Band (a apresentação no Rio é no dia 15). Veja as outras datas aqui.

Realmente é difícil definir Ringo Starr. Último a entrar nos Beatles e o primeiro a deixar o grupo (durante as gravações do Álbum Branco), o baterista é considerado por muitos como o elemento que aglutinou e domou os egos de seus companheiros de banda. Mais estranho ainda é lembrar que, durante um período de tempo (no início da década de 70), Ringo chegou a fazer mais sucesso que McCartney ou Harrison e principalmente Lennon. Seus LPs e singles vendiam mais e eram mais executadas que as de seus ex-companheiros.

Até mesmo como baterista – apesar de bons trabalhos em canções como A Day in The Life e Rain – Ringo é visto com certa desconfiança. John Lennon, com seu humor ácido disse uma vez: “Ringo não é nem mesmo o melhor baterista dos Beatles”. Porém, quando falava sério dizia: “Ringo é um excelente baterista. Ele não é tecnicamente bom, mas acho que é subestimado como baterista, assim como Paul é subestimado como baixista”.

Entre os fãs das baquetas do senhor Richard Starkey (seu verdadeiro nome) está gente como Phil Collins, Alex Van Halen, Don Was e o ex-baterista do The Who (morto em 1978) Keith Moon.

A personalidade de Ringo também o fez figurinha fácil nos discos dos outros ex-Beatles. George Harrison chegou a dizer que “não há como fazer um disco de um ex-Beatle se o Ringo não tocar nele”. O baterista também foi o único capaz de reunir os Fab Four em um disco solo (Ringo, de 1973).

Boa praça, ele ainda se arriscou como ator em vários projetos de amigos do rock (como Willie and the Poor Boys, de Bill Wyman) e produções cinematográficas. Em uma delas, Caveman, de 1980, acabou conhecendo a atual Sra. Starkey, a linda ex-Bond Girl Barbara Bach, com quem mantém um dos casamentos mais duradouros da música.

O Brasil parece mesmo um destino apreciado pelos ex-Beatles (pelo menos nos últimos meses) – Paul McCartney esteve aqui no fim de 2010, em 2011 e já se fala em novos shows em 2012 – e Ringo faz uma turnê que ainda inclui Porto Alegre, Recife, Brasília e São Paulo. Vale lembrar que George Harrison esteve na Cidade Maravilhosa em 1979 para acompanhar o GP de Fórmula 1 daquele ano. Só mesmo John Lennon não passou por aqui.

Ringo traz sua All Starr Band (uma banda mutante formada por músicos que já tiveram algum sucesso nas paradas). Se a formação atual não é a melhor já reunida pelo baterista (ele já foi assessorado por nomes como Peter Frampton, Jack Bruce, Levon Helm, Billy Preston, Joe Walsh, Dr. John, John Entwistle, Gary Brooker e Greg Lake) ainda é um grupo de músicos super competentes, com destaque para Edgar Winter e Gary Wright, garantindo um acompanhamento de primeira para alguns clássicos dos Beatles. Além de Winter e Wright, a All Starr conta com o guitarrista Rick Derringer, vocalista do sucesso Hang On Sloopy, com a banda The McCoys; Richard Page, que fez parte da banda Mr. Mister e é o cantor de sucessos como Broken Wings; Wally Palmar, fundador da banda The Romantics e intérprete de canções como What I Like About You e o baterista Gregg Bissonette, que entre outros trabalhos, tocou em três discos solo do vocalista do Van Halen, David Lee Roth.

O show de Ringo não é a maratona musical de quase 3 horas apresentada por Paul McCartney pelos palcos do mundo. Sua apresentação passa um poucos dos 90 minutos de uma partida de futebol e Ringo dá espaço para que os membros de sua All Starr mostrem seus talentos. Mesmo assim, o Beatle Paz e Amor não deixa de solar como cantor e (bem pouco) como baterista. O capitão do Submarino Amarelo percorre os Jardins de Polvos com uma Pequena Ajuda dos Amigos e mostra canções como It Don’t Come Easy, Photograph, Back Off Boogaloo, Boys e, claro, as sempre presentes With a Little Help From My Friends e Yellow Submarine, presentes da dupla Lennon e McCartney para o baterista mais simpático do planeta.

Ringo é gente boa, simpático, engraçado, mas que os fãs não esperem apertos de mão ou autógrafos. O ex-Beatle deixou esses hábitos faz muito tempo, desde que descobriu que sua assinatura era vendida por um bom punhado de dólares em sites de leilão dos Estados Unidos.

O show de Ringo e sua All Starr Band acontece neste feriado de 15 de novembro no Citibank Hall, na Barra da Tijuca, e os ingressos custam entre R$200 e R$500.

Uma carreira de altos e baixos

O fim dos Beatles, em 1970, deixou uma dúvida sobre o futuro musical de Ringo Starr. Se suas primeiras incursões solo foram projetos pouco comerciais e ousados – Beaucoups of Blues (um disco country) e Sentimental Journey (feito apenas com regravações de clássicos da música americana) – seus primeiros lançamentos para valer deixaram para trás os amigos mais talentosos.

Em 1971 e 1972, respectivamente, lançou os compactos It Don’t Come Easy e Back Off Boogaloo, alcançando o primeiro lugar nas paradas norte-americanas.

Já em 1973, o baterista reuniu uma série de amigos para gravar as canções do disco chamado simplesmente de Ringo e que é considerado por muitos o melhor disco solo de um ex-Beatle, rivalizando ou superando obras como All Things Must Pass (de George Harrison), Band On The Run (de Paul McCartney) e Plastic Ono Band (de John Lennon).  Nele, o baterista se aproveitou do talento dos amigos para emplacar vários sucessos como Photograph (escrita em parceria com Harrison), You’re Sixteen e Oh My My, além de juntar Lennon, Harrison e Klaus Voorman (tocando baixo) na gravação da egocêntrica I’m the Greatest (Eu Sou o Maior), escrita por John Lennon.

Depois disso, Ringo ainda lançou o bom Goodnight Vienna (1974) onde repetiu a fórmula de reunir amigos famosos (Lennon, Elton John, Harry Nilson, etc). O single do disco foi uma regravação de Only You (sucesso na voz dos Platters) e que colocou Ringo novamente bem nas paradas. Mas começava aí o fim do sucesso comercial do baterista dos Beatles. De Ringo’s Rotogravure (1976) até Bad Boy (1978), passando ainda por Ringo the 4th (1977), a qualidade das canções e, talvez o excesso de álcool tenham prejudicado os trabalhos de Ringo. Nem mesmo com uma ajudinha dos amigos ele foi capaz de ficar entre os 100 mais das paradas de sucessos.

A morte de Lennon em 1980 foi um baque para seus ex-companheiros, mas parece ter despertado um sentimento de que precisavam homenageá-lo com boa música. Ringo lançou o ótimo Stop and Smell the Roses (1981) onde mais uma vez reuniu amigos talentosos para criar uma coleção de canções que mereciam muito mais reconhecimento do que alcançaram na época. Afinal, Attention e Private Property (Paul McCartney), Wrack My Brain (George Harrison), Drumming Is My Madness (Harry Nilsson) e You’ve Got a Nice Way (Stephen Stills) estão entre as melhores já gravadas pelo baterista. Ringo ainda tentou outra empreitada, sem sucesso, nos anos 80, com Old Wave (1983), mas parece que a ideia de juntar amigos famosos já não surtia o efeito desejado.

Pelo jeito os seguidos insucessos fizeram Ringo dar uma parada para repensar a vida e se livrar do vício do álcool. Seu próximo lançamento só aconteceu em 1992, com Time Take Time, um ótimo disco de rock puxado pela canção Weight of the World. Infelizmente nem o hiato de quase dez anos sem um disco de inéditas parece ter favorecido Ringo, que mais uma vez nem chegou perto de entrar na relação dos mais vendidos.

Ringo passou a lançar álbuns com frequência – Vertical Man (1988), Ringo Rama (2003), Choose Love (2005), Liverpool 8 (2008) e Y Not (2010), além de alguns discos temáticos como  I Wanna Be Santa Claus (1999) – e ainda voltou aos palcos com uma banda que seguia a mesma filosofia de grande parte de seus discos, uma reunião de amigos famosos, criando a All Starr Band, com quem também lançou uma longa série de discos ao vivo.

Saiba o que Ringo tocou em porto Alegre

It Don’t Come Easy
Honey Don’t
Choose Love
Hang On Sloopy  – The McCoys cover
Free Ride – sung by Edgar Winter
Talking in Your Sleep – sung by Wally Palmar
I Wanna Be Your Man
Dream Weaver – sung by Gary Wright
Kyrie – sung by Richard Page
The Other Side Of Liverpool
Yellow Submarine
Frankenstein – The only song without Ringo on stage
Back Off Boogaloo
What I Like About You – sung by Wally Palmar
Rock and Roll, Hoochie Koo – sung by Rick Derringer
Boys
Love Is Alive – sung by Gary Wright
Broken Wings – sung by Richard Page
Photograph
Act Naturally
With a Little Help from My Friends
Give Peace a Chance

O que Ringo Starr deve tocar no Brasil

O setlist abaixo foi tirado do show realizado em 9 de julho de 2011, na Holanda.

1.    It Don’t Come Easy
2.    Honey Don’t
3.    Choose Love
4.    What I Like About You  (Wally Palmar on vocals)
5.    Love Is Alive  (Gary Wright on vocals)
6.    Yellow Submarine
7.    Frankenstein  (Edgar Winter)
8.     Back Off Boogaloo
9.    Rock and Roll, Hoochie Koo  (Rick Derringer on vocals)
10.    I Wanna Be Your Man
11.    Broken Wings  (Richard Page on vocals)
12.    Photograph
13.    Act Naturally
14.    With a Little Help from My Friends
15.    Give Peace a Chance

Um show não muito longo.

Ringo Starr no Brasil em novembro

É, galera. Tá confirmado. Leiam o comunicado da T4F.

Pela primeira vez em terras brasileiras, Ringo Starr e sua All Starr Band aterrissam para uma série de shows em diversas capitais do país. Com a mesma turnê que já passou ou ainda está por passar por países como Ucrânia, Rússia, Suécia, Noruega, Dinamarca, Polônia, Inglaterra, França, República Checa, Itália, Holanda, Alemanha e Áustria, o ex-Beatle e sua All Starr Band se apresentam aos fãs de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Recife.

Em uma realização da TIME FOR FUN, Ringo Starr e sua All Starr Band iniciam a turnê brasileira dia 10 de novembro, no Ginásio do Gigantinho, em Porto Alegre, dias 12 e 13 de novembro, no Credicard Hall, em São Paulo, 15 de novembro, no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, dia 16 de novembro em Belo Horizonte, no Chevrolet Hall, dia 18 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília e, fechando a passagem pelo Brasil, dia 20 de novembro, em Recife, no Chevrolet Hall. Clientes Credicard, Citibank e Diners contam com pré-venda exclusiva para os todos os shows da turnê entre os dias 11 e 17 de julho. Público em geral pode adquirir ingressos a partir de 18 de julho. Pré-venda e vendas acontecem nas bilheterias oficiais dos shows, pelo telefone 4003-5588 (válido para todo o País), pelo site http://www.ticketsforfun.com.br e nos pontos de vendas espalhados pelo Brasil. Mais informações sobre valores dos ingressos serão divulgadas em breve.

A música de Ringo Starr, tanto em carreira solo, quanto como um Beatle, é permeada por sua personalidade. Seu calor humano, senso de humor e musicalidade excepcional, deram ao seus fãs canções que todos conhecem e amam, que incluem “It Don’t Come Easy”, “With A Little Help From My Friends”, “Yellow Submarine”, “Don”t Pass Me By”, “Octopus Garden”, “Photograph”, “Back Off Boogaloo”, ‘You’re Sixteen (You’re Beautiful And You’re Mine)’, ‘Don’t Go Where the Road Don’t Go’, ‘The No No Song’ e Never Without You’.

A All Starr Band vem excursionando de forma consistente, desde o ínicio, em 1989. Baseado no conceito de que “cada membro é uma estrela no palco”, cada apresentação traz Ringo apresentando canções tanto de sua carreira solo, quanto dos Beatles. E cada um dos membros da All Starr Band também traz sua contribuição pessoal ao espetáculo. Já fizeram parte da All Starr Band grandes nomes da música como Joe Walsh, Dr. John, Todd Rundgren, Timothy B. Schmidt, John Entwhistle, Peter Frampton, Sheila E., Rod Argent e Paul Carrack.

SOBRE OS MÚSICOS DA ALL STARR BAND

Rick Derringer, talentoso guitarrista e vocalista, tinha apenas 17 anos quando sua primeira banda, a The McCoys, alcançou o topo das paradas com o hit ‘Hang On Sloopy’ no verão de 1965, tirando “Yesterday”, dos Beatles, do posto de número um. Anos mais tarde tocou com os músicos Edgar Winter e Johnny Winter e encontraram sucesso com o single ‘Rock and Roll Hoochie Koo’. Durante as décadas de 70 e 80 participou de diversos álbuns com artistas com Alice Cooper, Richie Havens, Todd Rundgren, Cyndi Lauper, Barbra Streisand, Kiss e Steely Dan. Na metade dos anos 80, descobriu o comediante Weird Al Yankovic, produziu albums vencedores do prêmio Grammy e em 2006, recebeu um Grammy pela participação no CD tribute a clássica guitarra Les Paul.

Nascido nos Estados Unidos, em 1953, Richard Page é conhecido como o cantor/baixista da banda, vencedora de vários discos de platina e indicada ao Grammy, Mr. Mister. Gravaram três álbuns e tiveram diversos como ‘Broken Wings’ e ‘Kyrie’. A banda se desfez em 1990 e um quarto album, ‘Pull’ permanece sem ter sido lançado. Este trabalho foi remasterizado e atualmente está disponível através do selo de Richard Page, o Little Dume Records. Ele gravou dois albums solo, ‘Shelter Me’ e ‘Peculiar Life’, além de ter sido backing vocal para artistas como Elton John, Michael Jackson, Madonna, Barbara Streisand, Elvis Costello e muitos outros. Como compositor, Richard Page já teve faixas gravadas por Madonna, Leona Lewis, Josh Groban, Celine Dion and Hall & Oates, citando apenas alguns.

Wally Palmar é vocalista, toca harmonica, guitarra base e fundador da banda The Romantics e possui uma das vozes mais conhecidas dos anos 80. O album de estréia do grupo traz o hit ‘What I Like About You’, famoso por décadas. Outras faixas de sucesso incluem: ‘When I Look In Your Eyes’, ‘One in a Million’, e a internacionalmente conhecida ‘Talking In Your Sleep’. The Romantics são constantemente re-introduzidos às novas gerações graças às rádios de rock via satélite, comerciais e trilhas sonoras de filmes. Hoje em dia, Palmar continua escrevendo músicas e em turnês mundiais com os The Romantics.

Edgar Winter é um bem-sucedido tecladista de jazz, rock e blues, saxofonista, vocalista e continua na estrada desde o início dos anos 70. Edgar já tocou com importantes guitarristas como Rick Derringer, Ronnie Montrose e Johnny Winter (este último, um importante guitarrista de rock e blues). Em 1972 Edgar emplacou em primeiro lugar das paradas a música ‘Frankenstein’, tirada do aclamado álbum ‘They Only Come Out At Night’. Edgar também obteve sucesso com os hits ‘Free Ride’ e ‘Dying To Live’, produzido pelo rapper Eminem para o filme ‘Tupac’. As músicas de Edgar Winter já apareceram em trilhas sonoras de mais de vinte filmes.

Em seus 40 anos de carreira, que tiveram início no Reino Unido com a banda de rock Spooky Tooth, Gary Wright já tocou para milhões de fãs e sua música já fez parte da trilha sonora de filmes campeões de vendas. É um pioneiro na introdução do uso de sintetizadores na música pop, em hits como ‘Dream Weaver’ e ‘Love Is Alive’. Gary inspirou gerações de artistas que incluem Eminem, Mya, Jay-Z, Busta Rhymes, Anastacia e o DJ Armand Van Helden. Todos eles já samplearam ou fizeram versões covers de suas canções. Gary juntou-se ao All Starr Band in 2008.

O baterista e vocalista Gregg Bissonette vem de uma família musical, em que seu pai também era um baterista, a mãe, pianista, o irmão, baixista e a irmã, violinista. Gregg tocou em três álbums do vocalista David Lee Roth, ex-Van Halen. Desde os anos 80, Gregg grava e excursiona com diversos artistas como Toto, ELO, Santana, Andrea Bocelli, The Maynard Ferguson Big Band, Spinal Tap e James Taylor. Trabalhou com Ringo Starr pela primeira vez em 2003, Gregg faz parte da All Starr Band desde 2008 e esta é a terceira turnê com o grupo.

Veja os shows internacionais de 2011, no Rio e no resto do Brasil.

Agenda de shows internacionais no Rio em 2011

Atualizado em 12/10/11 – Críticas: Eric Clapton e Tears for Fears

Mantendo a tradição, aqui está a agenda com os shows internacionais que passarão pela Cidade Maravilhosa durante o ano (2011).

Com a confirmação do Rock in Rio, o ano promete!

A lista será atualizada sempre que alguma novidade for confirmada.

E agora os leitores do blog também podem acompanhar os shows internacionais no resto do país em 2011.

Quem está certo:

10 de janeiro: Amy Winehouse (HSBC Arena)

11 de janeiro: Amy Winehouse (HSBC Arena)

14 de janeiro: Mayer Hawthorn (Circo Voador)

19 de janeiro: All Time Low (Vivo Rio)

30 de janeiro: Two Door Cinema Club (Circo Voador)

03 de fevereiro: Vampire Weekend (Circo Voador)

17 de fevereiro: LCD Soundsystem (Vivo Rio)

19 de fevereiro: Paramore (Citibank Hall)

24 de fevereiro: Kate Nash (Circo Voador)

25 de fevereiro: Cindi Lauper (Vivo Rio)

25 de fevereiro: Backstreet Boys (Citibank Hall)

20 de março: Seal (Citibank Hall)

25 de março: Anahí e Christian Chávez (Local ainda não divulgado)

27 de março: Iron Maiden (HSBC Arena)

27 de março: Anahy e Christian Chavez (Vivo Rio)

29 de março: 30 Seconds to Mars (Vivo Rio)

02 de março: Air Supply (Vivo Rio)

03 de março: Boys Like Girls (Vivo Rio)

06 de abril: Elvis Costello (Citibank Hall) – CANCELADO

07 de abril: Ozzy Osbourne (Citibank Hall)

06 de abril: Slash (Vivo Rio)

09 de abril: Mason (Kaballah Festival)

16 de abril: Roxette (Citibank Hall)

16 de abril: Natalie Cole (Vivo Rio)

11 de maio: Scott Stapp (Citibank Hall)

22 de maio: Paul McCartney (Engenhão)

23 de maio: Paul McCartney (Engenhão)

03 de junho: Alice Cooper (Citibank Hall)

05 de junho: Jack Johnson (HSBC Arena)

11 de junho: Billy Paul (Vivo Rio)

01 de julho: Ed Kowalczyk (Vivo Rio)

06 de agosto: Erasure (Citibank Hall)

26 de agosto: Macy Gray (Leopoldinal)

27 de agosto: Chaka Khan (Leopoldina)

27 de agosto: Prince (Leopoldina) CANCELADO

27 de agosto: Ricky Martin (Citibank Hall)

11 de setembro: Judas Priest & Whitesnake (Citibank Hall)

23 de setembro: Elton John (Rock in Rio)

23 de setembro: Rihanna (Rock in Rio)

23 de setembro: Katy Perry (Rock in Rio)

24 de setembro: Red Hot Chili Peppers (Rock in Rio)

24 de setembro: Snow Patrol (Rock in Rio)

25 de setembro: Slipknot (Rock in Rio)

25 de setembro: Motörhead (Rock in Rio)

25 de setembro: Coheed and Cambria (Rock in Rio)

25 de setembro: Metallica (Rock in Rio)

08 de outubro: Tears for Fears (Citibank Hall)

09 de outubro: Eric Clapton (Arena HSBC)

06 de novembro: Pearl Jam (Apoteosea)

15 de novembro: Ringo Starr (Citibank Hall)

15 de novembro: Britney Spears (Apoteose)

Ringo Starr, B. B. King e America chegam em DVDs ao vivo

Série de lançamentos faz parte da série gravada para o programa Soundstage

A gravadora Lab 344 acaba de colocar no mercado uma série de DVDs gravados por grandes astros da música para o programa Soundstage, da TV americana. Gravados em alta definição e com som 5.1 os show capturam os artistas interpretando seus maiores sucessos em apresentações recentes.

Ringo Starr

O baterista dos Beatles faz mais uma apresentação misturando sucessos da carreira solo (sim, ele teve alguns) e canções lançadas pelo Fab Four. Lançado originalmente em 2009, esse DVD traz Starr acompanhado do grupo Roundheads mais Joe Walsh (guitarrista dos Eagles e seu cunhado)e, apesar dos inúmeros DVD ao vivo lançados pelo baterista, esse se destaca pela qualidade de imagem e pela inclusão de canções pouco tocadas como Back Off Bugaloo e Don’t Pass Me By. Uma boa escolha para quem acha que os Beatles eram apenas Lennon, McCartney e Harrison.

America

Quem não foi a nenhum dos shows que a dupla realizou no Brasil este ano, pode ter uma ideia do que perdeu com esse DVD. Gravado em Chicago, com a participação especial de outro ícone dos anos 70/80, Christopher Cross, a apresentação se parece em muito com as do Brasil, com a vantagem de ser mais longa e poder ser repetida quantas vezes quisermos. Não cansa assistir A Horse With No Name, I Need You e Only in Your Heart, por exemplo.

B. B. King

O Rei do blues aparece em um programa onde, em pouco mais de 1 hora, desfila solos na sua guitarra Lucille. Apesar de bem filmado e editado, é o lançamento menos interessante do pacote, já que já havia lançado um registro em DVD onde desfilava sua habilidade e intimidade com a guitarra. Mesma assim, o show desse Soundstage – assim como todos do mestre – não decepciona, nem que pelos convidados: Terrence Howard e Richie Sambora.

Serviço:
DVDs da série SoundStage
Gravadora: Lab 344
Preço: R$ 25

Um texto similar foi publicado no Portal R7

Parabéns Ringo (parte II) – Comemoração com Paul McCartney & Friends

O show comemorativo dos 70 anos de Ringo Starr, realizado nesta quarta (7) em Nova York, rendeu alguns momentos históricos. Um deles foi o baterista tocar a música Birthday, dos Beatles, ao lado de seu ex-colega de banda, Paul McCartney.

O final apoteótico ficou por conta de With a Little Help From My Friends, com Starr acompanhado por um elenco de astros, entre os quais uma surpreendentemente bem-humorada Yoko Ono (até dançou em cena!), Brian Johnson (do AC/DC), Jeff Lynne (da Electric Light Orchestra) e Colin Hay (do Men At Work).

Veja vídeos das duas performances.

Texto publicado no R7.


Os 10 discos que levaria para uma ilha deserta (internacional)

Sempre faço uma brincadeira com amigos, músicos e famosos. Pergunto quais seus 10 discos favoritos e peço para listá-los. A última vez foi no (ainda) falecido Mistura Interativa.

Para nimar um pouco os comentários do blog, coloco abaixo meus 10 mais internacionais de todos os tempos.

Mandem os seus, reclamem, discordem, critiquem. A idéia é essa mesma.

Não há ordem de preferência!

1- Who’s Next – The Who

2- Tug Of War – Paul McCartney

3- Layla and Other Assorted Love Songs– Derek and the Dominos (aka, Eric Clapton)

4- Goodbye Tellow Brick Road – Elton John

5- Sweet Baby James – James Taylor

6- Bridge Over Trouble Water – Simon & Garfunkel

7- 1984 – Van Halen

8- Abbey Road – Beatles

9- Pet Sounds – Beach Boys

10- Joshua Tree – U2

A lista muda de tempos emtempos, e os discos que ficaram como reservas dessa vez foram:

All The Best Cowboys Have Chinese Eyes – Pete Townshend

Ringo – Ringo Starr

Tatoo You – Rolling Stones

PS: Confira a lista de shows internacionais que passarão pelo Rio.

PS”: A lista dos discos nacionais será publicada em um futuro não muito distante.

Ringo Starr traz Joss Stone, Paul McCartney e Joe Walsh

Ringo Starr sempre foi um cara de sorte. A passagem de Pete Best pelo Brasil mês passado só fez reforçar o fato. Musicalmente, Ringo tem o mérito de sempre reunir os ex-companheiros de banda e de ser o responsável pelo melhor disco solo de um ex-Beatle (Ringo, de 1973).

Nos últimos anos Ringo vem caindo na estrada com sua All Starr Band (grupo formado pelos amigos que estejam disponíveis na época e que já contou com Jack Bruce, Peter Frampton, Billy Preston, Levon Helm e Dr. John, entre outros astros. Ele também lança discos com uma certa frequência e um nível mediano de qualidade. Seu último grande disco foi Stop and Smell the Roses (1982), que contava com canções dos parceiros George Harrison e Paul McCartney.

Agora, Ringo anuncia mais um lançamento – Y Not – para janeiro de 2010. O CD será lançado pelo conhecidíssimo selo Hip-O Records/UMe e conta com participações de Joss Stone, Joe Walsh, Van Dyke Parks e Paul McCartney, entre outros.

Não tenho idéia de como será o disco, até porque é Ringo vai se auto produzir pela primeira vez. Afinal, Y Not – segundo Ringo – é outra maneira de dizer Yes, We Can! O primeiro single, Walk With You, é uma reflexão sobre o poder da amizade e parte dela é cantada em dueto com Sir Paul, que também toca baixo em Peace Dream.

Ringo parece ter sido picado pelo mesmo mosquito nostálgico que infectou seu outro companheiro de banda dos anos 60. No novo CD há uma canção chamada The Other Side Of Liverpool.

Y Not, mais um gasto marcado para 12 de janeiro.

Conheça a discografia de Ringo.

Beatles é cultura

A companheira Débora Thomé, responsável pelo bla-bla-blog e pelo canal de Educação do Dia Online, parece estar entrando nos eixos. Ela, que nem é muito chegada, informa que a Universidade de Manchester lança curso sobre Beatles. Chamado Os Beatles, a Música Pop e a Sociedade, o curso tem tudo para manter vivo o bom gosto musical das novas gerações.

E, para completar, Debinha ainda emenda com a notícia de que Paul McCartney e Ringo Starr dividirão um palco novamente, no Radio City Music Hall, em Nova York, no dia 4 de abril, em um evento beneficente. Vai ser a primeira vez que tocarão juntos desde o concerto em homenagem a George Harrison. Antes, só no telhado da Apple, em 1969.

Um céu cheio de bateristas

Bateristas de rock geralmente são pessoas engraçadas, loucas e que conseguem se dar bem com os egos inflados dos membros mais importantes de suas respectivas bandas. Eles (bateristas) também têm o péssimo hábito de morrerem cedo, por conta da dobradinha álcool e drogas. Hoje (13/11/2008) chega ao céu mais um membro do seleto grupo dos monstros sagrados: Mitch Mitchell, que fez parte da banda de Jimmy Hendrix (The Jimi Hendrix Experience ) e tocou com ele em shows como o de Woodstock e o da Ilha de Wright.

Aos 61 anos, Mitchell vai se encontrar com John Bonham (Led Zeppelin) e o mais brilhante e louco de todos, Keith Moon (The Who) e , numa época na qual qualquer um pode tocar uma bateria eletrônica, o trio deve fazer barulho suficiente para não deixar nenhum anjo dormir, com talento e baquetas (nada de eletrônica).

Se Drum’n’Bass deveria ter por definição as aras de Jack Bruce e Ginger Baker, a música na Terra fica bem mais pobre a partir de hoje. Os homens por trás das batidas de clássicos como Stairway to Heaven, Baba O’Riley e Foxey Lady, Little Wing e Crosstown Traffic, entre outras, farão falta não só por conta de seus talentos, como também por conta de suas personalidades. É assim com Ringo Starr, Ginger Baker, Charlie Watts, alguns dos últimos remanescentes da velha guarda se mantêm na ativa, mesmo que os cabelos brancos (ou a falta de cabelos) já sejam impossíveis de esconder e os braços já não batam com tanta força e rapidez nas pobres baterias.

Hoje a banda de rock do céu/inferno fica mais pesada.

R.I.P.

Abaixo vídeos de cada um dos bateristas citados. Apenas Mitch Mitchell ganha dois. Divirtam-se.

Mitch Mitchell

Keith Moon

John Bonham

Ringo Starr

Charlie Watts

Ginger Baker