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Cinco anos de Macca em Londres

Parece que foi ontem, mas já faz meia década da entrevista com Paul McCartney em Londres, por conta do lançamento do álbum NEW.

Conheço profissionais que se satisfazem sabendo todas as siglas das facções criminosas do Rio ou os partidos políticos brasileiros. Todos bem-sucedidos, mas quase nenhum que possa dizer que realizou seu sonho.

Londres é uma cidade mágica e McCartney o maior e mais vitorioso músico de todos os tempos.

Claro, nem tudo foram flores, mas hoje é dia de comemorar!

PS: A viagem também teve Liverpool, Escócia, Irlanda e mais. Mas isso é outra história.

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Parabéns, Paul McCartney, por mais um nº 1

Paul McCartney chega ao topo da Billboard novamente, depois de 36 anos 3 meses e 10 dias

Egypt Station, lançado no dia 7 de setembro (leia a crítica aqui) pode não ser uma obra prima, mas deu ao ex-beatle Paul McCartney o seu 8º álbum no topo da parada americana (sem contar com os Beatles*, claro).

A pesada agenda promocional deu resultado e foram vendidas 153 mil cópias do disco, apenas na primeira semana nas lojas.

Tug of War

O último disco de Paul a alcançar o lugar máximo nas paradas havia sido o maravilhoso Tug of War (1982).

Qualidade a parte, é uma grande façanha a de Egypt Station e de seu autor, no auge dos 76 anos.

Leia mais sobre o 1º lugar de Egypt Station (em inglês) e saiba tudo sobre o disco e o esforço promocional de Paul.

*Foram mais 19 álbuns no topo da Billboard.

 

Spotify lança show de McCartney em Abbey Road

McCartney lança show gravado no estúdio 2 de Abbey Road, teaser da apresentação no Cavern Club e clipe de canção do novo disco

Nas manchetes

Paul McCartney e seu time estão mesmo empenhados em fazer de Egypt Station, lançado no dia 7 de setembro, um sucesso.

Poucas vezes nas últimas décadas Macca esteve tantas vezes nas manchetes. São entrevistas para revistas, jornais, Q&A no Twitter e muitas outras ações. O esforço para levar Paul novamente ao topo das paradas contrasta com a atuação da sua gravadora no Brasil, onde nem se sabe quando haverá o lançamento físico do disco.

Depois de várias ações promocionais bem-sucedidas — o emocionante Carpool Karaoke (que teve milhões de visualizações e ganhou uma versão estendida); a entrevista no seu antigo colégio, em Liverpool; o show secreto na Grand Central Station, em NY.

Agora, Paul e o Spotify lançam Under the Staircase, a apresentação para 150 convidados no estúdio 2 de Abbey Road.

Novo Fuh You

Poucos dias antes do lançamento de Under the Staircase, Paul divulgou o vídeo oficial da canção Fuh You, um dos singles de Egypt Station.

O roteiro pode ser capenga, mas as imagens são fofas.

Cavern Club

Paul esteve em Liverpool e proporcionou para alguns felizardos um concerto surpresa no Cavern Club, onde os Beatles começaram a sua lenda.

Ainda não há data para o lançamento do vídeo, mas é certo que não vai demorar muito para acontecer.

Sob as escadas

Gravado em 23 de julho, mesmo dia no qual voltou a atravessar a faixa de pedestres e ganhar espaço nos noticiários de todo o mundo, o show foi gravado pelo Spotify, em uma parceria inédita.

Gravado sob a supervisão de Giles Martin, filho do 5º beatle Sir George Martin, Under the Staircase é uma experiência única para quem nunca teve a oportunidade de entrar no estúdio ou ouvir as histórias de Sir Paul McCartney.

Se você não é daqueles  que já assistiram dezenas de shows do ex-beatle (no Brasil e, principalmente, no exterior), não se preocupe. Ele sempre guarda alguma novidade para contar.

As canções

São 17 canções e 34 clipes de vídeo (números musicais e histórias). Entre as canções estão:

•    A Hard Day’s Night
•    Love Me Do
•    Drive My Car
•    Got To Get You Into My Life
•    We Can Work It Out
•    I’ve Just Seen A Face
•    Lady Madonna
•    Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band/Helter Skelter
•    Nineteen Hundred And Eighty Five
•    My Valentine
•    Fuh You
•    Come On To Me
•    I’ve Got a Feeling
•    One After 909
•    Ob-La-Di, Ob-La-Da
•    Back In The U.S.S.R.
•    Birthday

Para assistir ao concerto é só ir no Spotify e procurar pela playlist criada para o evento (link aqui).

Aproveitem!

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

As duas canções extras do novo de Paul McCartney

Get Started e Nothing for Free podem ser encontradas, até agora, nas versões de Egypt Station vendidos na Target (USA), HMV (Inglaterra) e na edição japonesa, em SHM-CD)

Como sempre acontece com os lançamentos de Paul McCartney desde…muito tempo, os álbuns são oferecidos em uma grande variedade de formatos.

Não seria diferente com Egypt Station (leia a crítica aqui) que, além da versão normal em CD e vinil, também tem uma versão dupla (vinil), também pode ser encontrado em versões exclusivas das lojas Target (Estados Unidos) e HMV (Inglaterra), além da edição japonesa, que por lei precisa sempre ter algo extra.

Só para fãs

No caso, o diferencial são duas canções extras: Get Started e Nothing for Free (ouça as duas no fim do post). Normalmente as canções que McCartney escolhe para lados B e como faixas extras são bastante boas. Infelizmente, esse não é o caso.

Nenhuma das duas gravações acrescenta nada ao álbum e são recomendadas apenas para os fãs mais completistas.

Mas essa é apenas a minha opinião. Tire as suas.

Get Started

Nothing for Free

Egypt Station: a crítica do novo disco de Paul McCartney

Em Egypt Station, que foi lançado neste sexta (7), ex-beatle lança disco de inéditas, faz homenagem ao Brasil e leva fãs para uma variada jornada musical

É sempre delicado falar de um novo disco de Paul McCartney. Aos 76 anos, o eterno beatle é, de longe, o maior e mais genial músico vivo.

Ele poderia estar vivendo tranquilamente curtindo as glórias conquistadas, mas o homem não para e continua produzindo muito.

Ainda relevante

Apesar de não ser mais o hitmaker de décadas atrás, McCartney ainda é capaz de oferecer faíscas generosas do talento que nos deu clássicos como Hey Jude, Yesterday, Band on the Run e Mull of Kintyre, entre muitos outros.

Mesmo assim, falar sobre o álbum de um artista que pode ter uma coletânea de quatro CD (Pure McCartney) e ainda deixar coisas boas de fora, é uma senhora responsabilidade.

Ainda mais, quando ele chega depois do bom New, disco pelo qual tenho um carinho especial.

Então, vamos lá!

Viagem conceitual

Egypt Station — o 17° disco solo de Paul (sem contar os álbuns lançados com o Wings e outros projetos) e primeiro disco de inéditas desde New (2013) — teve o título inspirado no nome de pintura de Paul e foi concebido como uma viagem de trem por várias estações e estilos escolhidos pelo maquinista McCartney.

Sendo assim, ouvi-lo na ordem determinada por Paul parece a melhor maneira de entender o novo disco.

Faixa a faixa

1. Opening Station — Uma vinheta de 42s com sons de estações de trem reais e um coral de vozes. Deveria servir como uma espécie de boas-vindas ou bilhete para a viagem musical. Não funciona, mas também não incomoda.

2. I Don’t Know – Uma das duas primeiras canções divulgadas por Paul, é uma balada que fala das inseguranças de uma pessoa comum, o que nem sempre é relacionado a uma personalidade mundial como McCartney.

O piano e o clima lembram um pouco This Never Happened to me Before (do álbum Chaos and Creation in the Backyard). Uma das melhores paradas do novo disco.

— Escrevi essa música depois de um período difícil, que todo mundo passa. Sou eu externando um problema e colocando tudo em uma canção —revelou Macca.

3. Come On to Me — O outro lado do primeiro single de Egypt Station, é um pop/rock com melodia quase chiclete e uma das letras safadinhas que Paul incluiu nesse novo trabalho. Não é brilhante, mas é bem agradável e rendeu a Paul seu primeiro top 10 na Billboard em 20 anos.

4. Happy with You — É Paul sendo bastante pessoal. A canção fala de como ele está feliz (com a atual esposa, Nancy) e como deixou para trás os dias de excessos de drogas e álcool. A melodia é bem característica de McCartney, com um riff de violão que remete vagamente a Blackbird, mas com uma produção que lembra canções do álbum New (2013). Outra boa parada na viagem.

I sat round all day
I used to get stoned
I liked to get wasted
But these days I don‘t
‘Cause I’m happy with you
I got lots of good things to do, ooh yeah

5. Who Cares — Outro pop/rock bastante agradável. Parece uma daquelas músicas que Paul faz com um pé nas costas. Serve para mostrar que ele ainda pode fazer bons vocais com a sua voz de rock.

6. Fuh You — A música mais indecente do disco. Indecente pelo conteúdo da letra, deixo claro. A única composição em parceria (com Ryan Tedder, do OneRepublic) é a mais moderninha do disco. Não é a primeira investida de McCartney no tema (lembram de Hi Hi Hi?), mas é curioso vê-lo querendo apenas sexo, aos 76. Essa é daquelas que vai conquistar fãs e haters na mesma proporção. Velhinho safado!

7. Confidante — Violão e climão folk na primeira parada menos inspirada de Paul. A letra é outra daquelas nas quais Paul abre o coração, dessa vez para falar sobre alguém (amigo ou amor) do passado. Vai ter gente gostando da canção, mas não me tocou.

8. People Want Peace — Vira e mexe Paul saca uma canção pacifista. Normalmente não funciona muito e dessa vez não é diferente. Dispensável.

9. Hand in Hand — Outra balada ao piano. Apesar de menos inspirada que I Don’t Know, não chega a comprometer. É o Egypt Station voltando aos trilhos.

10. Dominoes — Talvez a canção de Egypt Station que mais vai receber opiniões diferentes. Para uns será uma das melhores canções do disco, enquanto outros a considerarão pobre. Fico entre os primeiros. Dominoes é daquelas que me imagino ouvindo daqui a muitos anos.

— Uma das coisas interessantes sobre canções é que muitas vezes elas vêm depois de uma discussão com alguém e ela aparece como uma reação a isso. Essa é a história de Dominoes. É uma canção sobre como as coisas estão bem, mesmo quando não parecem estar — explicou Paul.

11. Back in Brazil — Chegamos ao momento que deve(ria) nos encher de orgulho. Infelizmente a canção — a terceira com conexão com o Brasil (as outras são How Many People, dedicada a Chico Mendes, e Kreen-Akrore, inspirada em um documentário sobre uma tribo indígena brasileira — é um dos momentos mais fracos do disco.

A historinha de uma brasileira que se apaixona por um gringo tem uma levada de piano elétrico que lembra Sérgio Mendes ou a canção Keep Coming Back to Love (lançada por Macca em 1993), mas não chega a lugar nenhum.

Não é bossa nova, samba e nem tem clima de Olodum.

A canção ganhou clipe com imagens gravadas na Bahia, vai ser tocada nos próximos shows no Brasil, mas vai ser rapidamente esquecida.

Uma pena.

12. Do It Now — Outro momento que poderia ser evitado. A música não é terrível, mas fica a impressão de que Paul tem coisa melhor no seu arquivo de composições não lançadas. Não emociona.

13. Caesar Rock — Paul roqueiro de novo. Anima e dá novo fôlego para continuar a viagem. Não chega a ser um clássico, mas agrada. Bom vocal.

14. Despite Repeated Warnings — Tem cara de épico. Com seus quase sete minutos, a canção meio que repete uma estrutura já usada em outros momentos (Band on the Run e Uncle Albert/Admiral Halsey, para citar dois ótimos exemplos).

Suas várias mudanças de clima e ritmos — num estilo ópera-rock — e a sua crítica (velada) ao atual presidente dos Estados Unidos, fazem da canção uma forte candidata a ser lembrada por muitos como um dos momentos memoráveis de Paul McCartney.

Não chego a ser tão otimista, mas reconheço o valor da faixa.

15. Station II — A vinheta que deveria encerrar a viagem é, assim como Opening Station, uma colagem de sons de uma estação de trem. No fim, um riff de guitarra nos leva para…

16. Hunt You Down / Naked / C-Link — Outro medley onde Paul usa o seu talento para juntar diferentes melodias. O poderoso riff de guitarra nos leva para o melhor momento roqueiro de Paul.

Uma ótima maneira de terminar a viagem regular de Egypt Station (há duas outras canções que só estão na versão deluxe do disco).

Ouça as canções extras de Egypt Station neste link.

Nem tão moderno

No fim das contas, a produção de Greg Kurstin — responsável pelo sucesso Hello, de Adele, entre muitos outros — nem deixa o som de Paul McCartney tão moderno (ainda bem). Na verdade, o tom mais moderno parece estar em Fuh You, única faixa onde ele não estava no controle.

Decadência das gravadoras

Enquanto Paul e seu time se esforçam para promover da melhor maneira possível novo trabalho, com aparições em programas de TV, rádio e shows secretos, é triste ver a decadência das grandes gravadoras, que obrigam jornalistas a procurar o material necessário para escrever uma resenha decente em locais alternativos.

A diferença no trabalho de divulgação entre 2013 e 2018 é assombrosa.

Quais versões serão lançadas no Brasil? Sei lá.

Uma viagem que precisa de algumas audições

No fim das contas, Egypt Station é um disco razoável para os padrões de McCartney e bom para o atual cenário musical. Não chega ao nível de Ram (1971), Band on the Run (1973) ou Flaming Pie (1997), mas é bem melhor do que Wild Life (1972), Driving Rain (2001) ou McCartney II (1980). Fica ali, perto de Back to the Egg (1979) e Memory Almost Full (2007).

Aviso: não pare apenas na primeira audição. Egypt Station é daqueles álbuns que parecem pouco interessantes no primeiro momento, mas que vão crescendo mais a cada vez que ouvimos.

Essenciais: I Don’t KnowDominoes, Come on to Me e Despite Repeated Warnings.

Para pular: Back in Brazil, Do it Now, Opening Station e Station II.

Cotação: *** ½

Paul e o Brasil

Paul McCartney e o Brasil têm uma forte ligação desde 1990, data da primeira visita de Paul ao país.

Naquele ano, McCartney e banda fizeram duas apresentações no Maracanã e conseguiram quebrar o que até hoje, segundo o livro Guinness, é o recorde de  publico para a apresentação de um único artista (184 mil pessoas, no dia 21 de abril).

Depois disso, Paul voltou ao Brasil em 1993, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2017.

Durante essas apresentações, Paul experimentou músicas que jamais havia tocado ao vivo, resgatou antigos sucessos e até foi atacado por gafanhotos.

É ou não é uma relação especial? Portanto, nada mais justo que fazer mais uma música inspirada no país.

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia

Hey Jude, dos Beatles, completa 50 anos de sucesso

Música composta por Paul McCartney para o filho de John Lennon é uma das canções mais conhecidas da história do rock e ganhou uma linda homenagem do público durante o show do ex-beatle no Rio de Janeiro, em 2011

Hey Jude, don’t make it bad, take a sad song and make it better… Quem não conhece estes versos?

O épico de mais de 7 minutos, lançado pelos Beatles há exatamente 50 anos (neste domingo, 26 de agosto), é um dos grandes momentos da carreira de Paul McCartney.

A história

Em 1968, John Lennon já havia deixado a mulher, Cynthia, e o filho, Julian, e se envolvido com a futura esposa, Yoko Ono.

Paul, sempre muito ligado à família e às crianças, dirigia para fazer uma visita ao ex-clã de Lennon quando começou a cantarolar uma mensagem para Julian. Daí surgiram a melodia e os versos iniciais de Hey Jude (Hey Jules, don’t make it bad…).

Depois de alguns ajustes na letra e um certo desentendimento com George Harrison (que queria fazer um contraponto na guitarra após cada verso cantado por Paul) o que surgiu foi uma das mais belas melodias já criadas pelo homem.

O melhor público

Desde 1989 que Paul McCartney resgatou a canção em seus shows. Foram centenas de execuções, cada uma com o coro do público se sobressaindo com a regência de um sempre orgulhoso McCartney.

Porém, em 2011, no Engenhão, no Rio de Janeiro, Paul e sua banda foram surpreendidos por uma homenagem do público que jamais tinham visto antes.

De maneira totalmente espontânea, membros do público que estavam na pista vip fizeram cartazes com a palavra Na, que foram erguidas na parte final da canção.

As expressões de surpresa são indisfarçáveis (veja o vídeo abaixo) e a ideia foi, depois, copiada em várias partes do globo, mas sem o mesmo impacto e beleza da realizada pelos cariocas.

Delicie-se com a versão original e a sensacional participação do público no Rio.

Paul McCartney atravessa Abbey Road

Foi na segunda-feira (23 de julho) que, da mesma forma que há 49 anos, Paul McCartney saiu da sua casa e, calçando sandálias, foi andando até os estúdios da EMI, em Abbey Road (Londres). Lá, encontrou seus três companheiros de banda e fez uma das fotos mais famosas do mundo. Dessa vez ele repetiu o caminho para realizar um evento promocional do seu próximo disco “Egypt Station” – que será lançado dia 7 de setembro e terá uma canção sobre o Brasil.

Detalhe: ele não foi incomodado no caminho e não foi reconhecido por duas senhoras que atravessaram a faixa de pedestres junto com ele.

Vamos ver quais eventos teremos anos que vem, quando a foto completa 50 anos.

BEATLES DIA A DIA – 23 de junho de 1973

BEATLES AND PAUL McCARTNEY ARE LOVE

23 de junho de 1973

A Billboard registra o álbum “Living in the Material World” de George em 1º lugar. Na lista de singles, “My Love” de Paul segue no topo há quatro semanas.

George 77George 98 - George Harrison was 1 in the US OTD 1971 with 'All Things Must Pass'.George 165George 166Paul 1972Paul 225 - 1972Paul 371Paul 363_35895492_paul150

Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Ver o post original

Paul McCartney lança single e anuncia novo álbum

Disco, chamado Egypt Station, será lançado no dia 7 de setembro

O ex-beatle Paul McCartney é mais um dos dinossauros do rock que apesar de todas as loucuras dos anos 60 e 70 parecem estar em forma e sem indícios de que vão diminuir o ritmo produtivo. Aos 76 anos, Paul, que faz turnês todos os anos, quase sempre incluindo o Brasil no roteiro, acaba de lançar um novo single com dois lados A (‘I Don’t Know‘ e ‘Come On To Me’) e um novo disco, que parece que vai se chamar Egypt Station.

O novo trabalho vem na sequência de New (2013) e pode contar com uma música gravada no e sobre o Brasil.

Será?

 

Os músicos mais ricos do Reino Unido

Adele e Paul McCartney estão na lista dos mais ricos. O velho Sir Macca é o primeiro colocado

Antiguidade é posto. A frase é antiga e batida, mas se encaixa perfeitamente no contexto dos músicos mais ricos do Reino Unido. Berço do melhor do rock (e outros ritmos) desde os anos 60, Inglaterra e adjacências também produziram alguns dos mais bem-sucedidos artistas do planeta. E, embora os mais jovens desdenhem do som que marcou e até hoje influencia o mundo, a maioria dos nomes é da velha guarda, com alguns que nem são tão levados a sério como talentos, mas que estão lá, marcados na história. Assim, membros dos Beatles, Stones, Pink Floyd e Queen, por exemplo, estão lá no topo da lista.

O ranking, produzido pelo jornal Sunday Times, é feita levando-se em conta vários fatores como terras, propriedades, bens móveis e ações em empresas públicas. Os valores guardados nos bancos não entram nessa conta. As cifras estão na moeda da Terra da Rainha (libras esterlinas), claro.

Chupa, garotada!

PS: O valor da libra está quase R$ 5

Os nomes e as cifras:

Eric Clapton, com £ 175 milhões, está na posição 12

1. Paul McCartney e Nancy Shevell – £ 820 milhões
2. Lord Lloyd Webber – £ 740 milhões
3. U2 – £ 569 milhões
4. Elton John – £ 300 milhões
5. Mick Jagger – £ 260 milhões
6. Keith Richards – £ 245 milhões
7. Olivia e Dhani Harrison – £ 230 milhões
8. Ringo Starr – £ 220 milhões
9. Michael Flatley – £ 202 milhões
10. Sting – £ 190 milhões
11. Rod Stewart – £ 180 milhões
12. Roger Waters – £ 175 milhões
12. Eric Clapton – £ 175 milhões
14. Robbie Williams – £ 165 milhões
15. Tom Jones – £ 163 mihões
16. Tim Rice – £ 152 milhões
17. Ozzy Ousbourne e Sharon Ousbourne – £ 145 milhões
18. Adele – £ 140 milhões
18. Calvin Harris – £ 140 milhões
18. Charlie Watts – £ 140 milhões
21. Brian May – £ 135 milhões
22. Roger Taylor – £ 130 milhões
23. Jimmy Page – £ 125 milhões
24. Phil Collins – £ 120 milhões
25. David Gilmour – £ 115 milhões
26. Robert Plant – £ 105 milhões
26. John Deacon – £ 105 milhões
28. Enya – £ 104 milhões
29. Chris Martin – £ 94 milhões
30. Nick Mason – £ 92 milhões
31. Pete Townshend – £ 82 milhões
31. Will Champion – £ 82 milhões
31. Jonny Buckland – £ 82 milhões
31. Guy Berryman – £ 82 milhões
35. Ed Sheeran – £ 80 milhões
35. Gary Barlow – £ 80 milhões

 

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Drake ultrapassa Bruno Mars no topo da Hot 100 da Billboard

O rapper Drake parece estar me perseguindo. Depois da notícia de que ele tinha ultrapassado Paul McCartney no ranking de hits no topo da Billboard – o que rendeu uma boa discussão sobre a qualidade da música atual – o rapper aparece novamente nos noticiários, agora ultrapassando Bruno Mars no topo da Hot 100 da Billboard nesta década. Agora, ele é o artista masculino com o maior número de semanas acumuladas no ranking de 2010 até hoje. Praticamente um novo rei das paradas norte-americanas.

Drake acumula 33 semanas no topo desde seu primeiro grande sucesso – What’s My Name (parceria com Rihanna), em 2010 – até o mais recente hit, Nice For What.

Mas dessa vez, para não parecer argumento de gente velha, acrescento o ranking dos artistas que mais tiveram singles no topo da parada (em semanas), desde a década de 50 até hoje. Poso estar errado, mas o nível dos artistas das décadas de 50, 60 e 70, parece imbatível.

Qual a sua opinião?

2010s:
41 – Rihanna
33 – Drake
32 – Bruno Mars
26 – Katy Perry
24 – Adele

2000s:
41 – Usher
36 – Beyonce
26 – The Black Eyed Peas
23 – 50 Cent
23 – Nelly

1990s:
60 – Mariah Carey
50 – Boyz II Men
22 – Monica
19 – Puff Daddy
18 – Celine Dion
18 – Whitney Houston
18 – TLC

1980s:
27 – Michael Jackson
21 – Lionel Richie
16 – Paul McCartney
16 – George Michael
15 – Madonna
15 – Stevie Wonder

1970s:
27 – Bee Gees
17 – Rod Stewart
15 – Elton John
14 – Paul McCartney
13 – Andy Gibb
13 – Donna Summer

1960s:
55 – The Beatles
22 – The Supremes
20 – Elvis Presley
15 – The 4 Seasons
13 – The Rolling Stones

1950s:
9 – Bobby Darin
6 – Frankie Avalon
6 – Tommy Edwards
6 – Johnny Horton
5 – The Fleetwoods
5 – Domenico Modugno

Fonte: Billboard

Drake ultrapassa Paul McCartney no ranking de hits no topo da Billboard

Essa é daquelas notícias que necessitam de algum tempo para serem digeridas. O grande rapper Drake acaba de ultrapassar Paul McCartney na lista de músicos com mais hits no topo da Billboard. O que dizer sobre isso? Que a qualidade da música (e dos ouvintes) atual piorou? Isso, todo mundo já sabe. O que deixa o sinal vermelho aceso é que ele está perto de Elvis, Elton John, Steve Wonder e do Rei do Pop, Michael Jackson, que é o líder desse ranking.

A quantidade de canções desses artistas veteranos que podem ser cantadas por qualquer pessoa (criança, jovem, adulto ou idoso) é imensa. Agora, experimente perguntar sobre alguma canção de Drake e veja quantos saberão citar alguma. Provavelmente será um número equivalente aos que conhecem alguma canção dos Ramones, apesar de vestirem camisetas da banda.

Que os deuses tenham piedade de nós.

A lista da Billboard

Michael Jackson – 29
Stevie Wonder – 28
Elton John – 27
Elvis Presley – 25
Drake – 24
Paul McCartney – 23
JAY-Z – 21

Fonte: Omelete

Concert for George é relançado

No dia 25 de fevereiro se comemora o aniversário de George Harrison, que completaria 75 anos em 2018. Foram muitas as lembranças e homenagens ao músico em publicações e nas redes sociais e, para marcar a data, foi relançado o que pode ser considerado um dos melhores concertos-tributo de todos os tempos: Concert for George.

Poderia perder um tempo explicando quem foi George Harrison, mas se alguém nunca ouviu falar dos Beatles ou escutou canções como Here Comes the Sun, My Sweet Lord, Something, Love Comes to Everyone ou Taxman, melhor se atualizar ou parar de ler por aqui.

O show – organizado pela viúva e pelo filho do ex-beatle (Olivia e Dhani) e tendo como diretor musical o amigo Eric Clapton– teve por objetivo celebrar a obra de Harrison, um ano após a sua morte. Realizado no Royal Albert Hall, em Londres, em novembro de 2002, Concert for George reuniu um elenco estrelar de amigos de George que incluía gente do calibre de Ray Cooper, Tom Petty, Billy Preston, Jools Holland, Albert Lee, Sam Brown, Gary Brooker, Joe Brown, Jeff Lynne, Klaus Voormann, os ex-beatles Ringo Starr e Paul McCartney, além de Eric Clapton e da banda que acompanhou Harrison em sua turnê pelo Japão em 1991, entre muitos outros, como os membros do Monty Phyton.

Lançado originalmente em 2002, Concert for George ganhou novas edições – inclusive em vinil – remasterizadas e ampliadas. Por que ver e ouvir Concert for George? Porque a celebração musical ultrapassa o conceito de homenagem e dos shows-reunião onde cada artista chega, canta sua canção e se vai, sem ensaio ou coerência. Eric Clapton fez três semanas de ensaio (o que causou até alguns atritos com outros astros) e produziu um setlist muito bem amarrado e tocado por gente que realmente conviveu e amou Harrison, o que proporcionou momentos verdadeiramente emocionantes, como Something (que foi a estréia da versão que Paul McCartney toca até hoje em seus shows) e Joe Brown fechando o show com I’ll See You in My Dreams (uma canção que não foi escrita por Harrison, mas que deixa lagrima nos olhos).

HGorge era considerado por todos os amigos uma pessoa cheia de humor, apesar de ter um lado ranzinza, principalmente em relação ao grupo que o catapultou para a fama e suas canções refletiam isso, indo da melancolia extrema ao escracho. Foi o beatle que fez mais sucesso nos primeiros anos após a separação do grupo e, apesar de uma certa preguiça na produção de álbuns, deixou um legado que vai durar por muitos anos.
Concert for George já está sendo vendido lá fora e pode ser encontrado nas Amazons da vida.

Arrependimento

Dizem que não devemos nos arrepender de nossas ações. MENTIRA! No início de 2002 – ainda sob o impacto do 11 de setembro – fiz uma viagem para a Inglaterra e os Estados Unidos. Com a impressão de que o mundo poderia acabar ou entrar em uma guerra, gastei e conheci razoavelmente bem cidades emblemáticas como Londres, Liverpool e Nova York.

De volta ao Brasil, ao trabalho e à realidade, fiquei sabendo do concerto, que poderia me fazer concretizar alguns sonhos (assistir um show no Royal Albert Hall, ver Paul McCartney novamente, ver Ringo Starr pela primeira vez e ouvir canções que dificilmente seriam tocadas novamente). Bem, no dia da venda de ingressos eu consegui chegar até a última tela de compra e, no último segundo, decidi não finalizar o processo (BURRO!). Pesou o fato de ainda estar pagando a viagem do início do ano e de ser difícil explicar para o então-imbecil-chefe que iria viajar de novo.

É, me arrependo muito dessa decisão.

As canções da edição em CD:

Disco 1

1. “Sarve Shaam” (traditional)
2. “Your Eyes (Sitar Solo)” (Ravi Shankar) Anoushka Shankar
3. “The Inner Light” Jeff Lynne, Dhani Harrison and Anoushka Shankar4. “Arpan” (Ravi Shankar) Anoushka Shankar

Disco 2

1. “I Want to Tell You” Jeff Lynne
2. “If I Needed Someone” Eric Clapton
3. “Old Brown Shoe” Gary Brooker
4. “Give Me Love (Give Me Peace on Earth)” Jeff Lynne
5. “Beware of Darkness” Eric Clapton
6. “Here Comes the Sun” Joe Brown
7. “That’s the Way It Goes” Joe Brown
8. “Taxman” Tom Petty and the Heartbreakers
9. “I Need You” Tom Petty and the Heartbreakers
10. “Handle With Care” Tom Petty and the Heartbreakers with Jeff Lynne and Dhani Harrison
11. “Isn’t It a Pity” Billy Preston & Eric Clapton
12. “Photograph” Ringo Starr
13. “Honey Don’t” Ringo Starr
14. “For You Blue” Paul McCartney

As versões originais

 

As versões do show

Paul McCartney e Donovan: Heather

Em 1968, Paul McCartney era recém casado e tinha uma enteada (Heather), uma menininha que pode ser vista em algumas cenas do filme Let it Be. Donovan era/é um músico inglês, uma espécie de trovador, no estilo de Bob Dylan. Durante as sessões de gravação do disco Postcards, de Mary Hopkin, os dois se encontraram e tocaram algumas canções. Entre elas estava Heather, que se mantém inédita até hoje. Eu gosto dessas canções de violão no estilo Blackbird.


 

Lembrando o Brooklyn, Paul McCartney e o aniversário de Jimmy Fallon

 

 

Ainda estou escrevendo a odisseia que foi a viagem de setembro do ano passado aos Estados Unidos. Porém, hoje, algo me fez lembrar do show do Paul McCartney, no Barclays Center, no bairro do Brooklyn, em Nova York, no dia 19 de setembro de 2017, quando Paul, em uma surpresa armada com a esposa do apresentador do The Tonight Show, Jimmy Fallon, fingiu encontrar o aniversariante no meio da plateia e dedicou a canção Birthday a ele.

Nós (eu e minha noiva, Jo) estávamos lá – no nosso terceiro show do ex-Beatle – em um ângulo que permitia ver bem Jimmy, que recebia abraços e pedidos de fotos o tempo todo. Não sabíamos que era aniversário dele e pudemos ver que ele estava lá para comemorar e se divertir com a música de McCartney e que a sua surpresa foi mesmo genuína. Abaixo seguem a nossa (da Jo) filmagem da canção Birthday, além da do Barclays Center (local do show) e o comentário que Jimmy fez no Tonight Show do dia seguinte.

Aguardem, vai ter mais em breve.

 

 

 

 

Paul McCartney relança Tug of War e Pipes of Peace

Paul McCartney Tug Of War ISe você é daqueles que gostam de boa música e já se emocionou ao ouvir algum dos álbuns que Paul McCartney lançou em sua carreira solo (quem sabe até batizando sua cadela de Jet) e acompanha a série Archive Collection, onde está relançando todo o seu catálogo musical em edições remasterizadas e com muitos bônus, prepare-se, pois, está chegando a hora de ouvir uma de suas obras-primas: Tug of War e seu irmão Pipes of Peace, que desembarcam no mercado no início de outubro, embora no Brasil devam estar disponíveis apenas em formato digital.

Agora que o choque em saber as track lists e absorver que Paul decidiu não só remasterizar, mas também remixar Tug of War já passou, dá para descrever um pouco sobre esses dois relançamentos, sem a tentação de reclamar sobre o que deixaram de incluir nas novas edições, que ganharam livros, DVDs e faixas inéditas.

Paul McCartney Tug Of War IIMas, primeiro, um toque de história. Em 1980 Paul McCartney havia acabado de lançar o estranho McCartney II, que até lhe rendeu um hit (Coming Up), mas ficava muito aquém do padrão de seus trabalhos anteriores com o Wings. Então, Paul decidiu que teria uma abordagem mais conservadora para o novo trabalho da banda e chamou seu velho amigo e produtor dos Beatles, George Martin, para produzir o trabalho. As gravações aconteceram (em sua maioria) nos estúdios de Martin, na ilha de Montserrat, no Caribe. Para complementar, um time de músicos de estúdio de primeira foi recrutado e o Wings foi oficialmente desfeito, abrindo caminho para uma produção mais complexa. A ideia original de Paul era lançar um LP duplo, o que (Graças a Deus) George Martin não permitiu, já que o material apresentado pelo ex-beatle não tinha qualidade para tanto. Alguns fatores, inclusive a morte de John Lennon, acabaram atrasando o lançamento de Tug of War, que só saiu em 1982, e Pipes of Peace, lançado em 1983. Enquanto o primeiro é uma obra-prima, o segundo tem um clima de sobras de estúdio, embora dois singles tenham chegado ao primeiro lugar (Say, Say, Say – dueto com Michael Jackson, e Pipes of Peace).

Estes dois lançamentos foram os últimos discos de Paul a alcançar o topo das paradas. Depois deles, apesar da qualidade de alguns de seus álbuns, apenas alguns singles chegaram ao número 1.

Tug of War

Tug of War deluxeO disco que marcou a volta de Paul McCartney, que passou a década de 70 entre o Wings e lançamentos literalmente solo (onde tocava todos os instrumentos), já impactava nos primeiros segundos da faixa-título, que abre o disco. Nunca Paul cantou tão bem e poucas vezes disse coisas com tanta emoção e profundidade. Canções como a própria Tug of War, Somebody Who Cares, The Pound is Sinking, Ebony and Ivory e Here Today (escrita para John Lennon e até hoje tocada por Paul em seus shows), mostraram um compositor muito mais denso que na maioria de seus trabalhos, mesmo com os Beatles. Outras, como Take it Away, Get it e Ballroon Dancing, mostram um Paul com o bom e velho dom de criar melodias que ficam na sua cabeça.

A lista de músicos impressiona: Denny Laine, Stevie Wonder, Carl Perkins, Eric Stewart, Steve Gadd, Stanley Clarke e Ringo Starr estão nela, entre outros. A produção foi esmerada, com arranjos primorosos, o que causa estranheza na decisão de Paul de remixar o disco – é o único que recebeu esse tratamento na Archive Collection. Para completar, Paul apresenta pela primeira vez em CD as canções I’ll Give You a Ring e Rainclouds (lados B de Take it Away e Ebony and Ivory, respectivamente) e a versão solo de Ebony and Ivory. Além disso, vários demos foram incluídos no pacote, inclusive dias que não entraram no disco (Stop, You Don’t Know Where She Came From e Something That Didn’t Happen). Há também (nas versões deluxe e superdeluxe) um DVD com clipes e um making of do vídeo de Take it Away. Aqui uma reclamação: não incluíram o belo clipe da versão solo de Ebony and Ivory. Bola fora, mas que não é motivo para deixar de comprar ouvir e ver. Tug of War é um dos três melhores discos de McCartney e um dos melhores da história do Pop/Rock.

Disc 1: Remixed album

Tug of War (Remixed 2015)
Take It Away (Remixed 2015)
Somebody Who Cares (Remixed 2015)
What’s That You’re Doing? (Remixed 2015)
Here Today (Remixed 2015)
Ballroom Dancing (Remixed 2015)
The Pound Is Sinking (Remixed 2015)
Wanderlust (Remixed 2015)
Get It (Remixed 2015)
Be What You See (Link) (Remixed 2015)
Dress Me Up As a Robber (Remixed 2015)
Ebony and Ivory (Remixed 2015)

Disc 2 – Original album

Tug of War
Take It Away
Somebody Who Cares
What’s That You’re Doing?
Here Today
Ballroom Dancing
The Pound Is Sinking
Wanderlust
Get It
Be What You See (Link)
Dress Me Up As a Robber
Ebony and Ivory

Disc 3 – Bonus Audio

Stop, You Don’t Know Where She Came From [Demo] (previously unreleased)
Wanderlust [Demo] (previously unreleased)
Ballroom Dancing [Demo] (previously unreleased)
Take It Away [Demo] (previously unreleased)
The Pound Is Sinking [Demo] (2015 Remaster)
Something That Didn’t Happen [Demo] (previously unreleased)
Ebony and Ivory [Demo] (previously unreleased)
Dress Me Up As a Robber/Robber Riff [Demo] 
(previously unreleased)
Ebony and Ivory [Solo Version] (B-side of Ebony and 
Ivory 12” single)
Rainclouds (B-side of Ebony and 
Ivory 7” single)
I’ll Give You a Ring (B-side of Take It Away single)

Disc 4 – Bonus Film

Tug of War Music Video (Version 1)
Tug of War Music Video (Version 2)
Take It Away Music Video
Ebony and Ivory Music Video
Fly TIA – Behind The Scenes on Take It Away (new 18 minute documentary using previously unreleased archive footage)

FORMATOS

Físicos

Standard CD (2CD)

Deluxe CD/DVD (3CD/1DVD Box Set) + 112 page essay book and 64 page scrapbook

Super Deluxe CD/DVD (3CD/1DVD Box Set) + 112 page essay book and 64 page scrapbook + limited edition acrylic slipcase

Vinil (2LP)

 

Paul-McCartney Pipes-Of-PeacePipes of Peace

Enquanto Tug of War fala sobre conflitos (pessoais, econômicos e românticos), Pipes of Peace tem como tema central o otimismo, um campo muito mais comum para Paul McCartney, mas que sofreu um pouco com a qualidade das canções e uma certa superficialidade das letras. Claro que o disco será sempre lembrado pelo mais bem-sucedido dueto entre Macca e Jacko (Say, Say Say) e seu ótimo clipe. A cação título também chegou ao primeiro lugar e com um vídeo ainda mais impressionante, com direito a um livro só sobre ele na versão deluxe. Um luxo (com e sem trocadilho).

Mesmo com um certo nariz torto, George Martin fez um ótimo trabalho, principalmente na belíssima Through Our Love, um dos grandes momentos românticos da carreira de Sir Paul. Infelizmente canções como Average Person, Hey Hey e Tug of Peace fazem com que o disco fique com aquele jeitão de restos de estúdio. Nesta nova edição os fãs ganham uma nova mixagem de Say, Say, Say, alguns demos, duas canções inéditas, mas perdem os remixes feitos na época do lançamento do single. Também não foi incluída a mixagem lançada somente na Austrália para Ode to a Koala Bear (lado B de Say, Say, Say), mas, pelo menos, a versão normal foi incluída.

Bem, agora é só esperar.

Pipes of Peace

Disc 1 – Remastered Album (Stereo)

Pipes of Peace
Say Say Say
The Other Me
Keep Under Cover
So Bad
The Man
Sweetest Little Show
Average Person
Hey Hey
Tug of Peace
Through Our Love

Disc 2 – Bonus Audio

Average Person [Demo] (previously unreleased)
Keep Under Cover [Demo] (previously unreleased)
Sweetest Little Show [Demo] (previously unreleased)
It’s Not On [Demo] (previously unreleased)
Simple As That [Demo] (previously unreleased)
Say Say Say [2015 Remix] (previously unreleased)
Ode to a Koala Bear (B-side of ‘Say Say Say’ single)
Twice in a Lifetime (bonus track from 1993 reissue)
Christian Bop (previously unreleased)

Disc 3 – DVD

Pipes of Peace Music Video

So Bad Music Video

Say Say Say Music Video

Hey Hey in Montserrat (previously unreleased home movie footage, 3mins)

Behind the Scenes at AIR Studios (previously unreleased 6 min edit)

The Man (previously unreleased home movie footage, 4mins)

FORMATOS

Físicos

Standard CD (2CD)

Deluxe CD/DVD (2CD/1DVD Box Set) + 112 page essay book and 64 page behind the scenes book about the music video for the song ‘Pipes in Peace’

Vinyl (2LP)

 

Pete Townshend: um gênio que completa 70 anos

Pete Townshend 70 I
Não é incomum chamar uma pessoa de gênio, principalmente na música. Alguns deles – John Lennon, Paul McCartney, Jimmy Hendrix, Chico Buarque, Paul Simon e Muddy Waters, são mesmo – outros são pessoas super talentosas – Milton Nascimento, Keith Richards e Jack Bruce, por exemplo – e ainda há aqueles que viram deuses – Eric Clapton. Peter Dennis Blandford Townshend, que nesta terça-feira (19 de maio) completa 70 anos, faz parte do time dos gênios.

Para muitos, Pete Townshend é sinônimo de The Who e nada mais. Engano grave! A obra de Townshend não se resume a óperas-rock e clássicos adolescentes como I Can’t Explain ou Anyway, Anyhow, Anywhere. Também não fica apenas nos experimentos eletrônicos de Baba O’Riley ou We Won’t Get Fooled Again, e muito menos se restringe a personagens como Tommy. Ele trabalhou em editoras, teve um dos melhores websites do mundo e aventurou em muitos outros caminhos artísticos.

Para comemorar a data há o lançamento de uma nova coletânea com canções de sua discografia solo e duas novas composições. Mas disso falamos mais adiante.

Pete Townshend 70 IIITownshend não tinha um parceiro. Ele é/era uma fusão de personalidades – que em outras bandas eram representadas por duplas como Lennon e McCartney e Jagger e Richards. Portanto, sua evolução é impressionante. Do rapaz que escrevia canções para o público Mod até o homem que expunha suas amarguras em canções como Slit Skirts, do álbum All The Best Cowboys Have Chinese Eyes.

Se discos como Quadrophenia, Tommy, Who’s Next e Who By Numbers, são sempre lembrados quando se fala de Townshend, é a excelência de sua carreira solo que gostaria de destacar (é muito fácil falar do The Who, até mesmo para quem conhece a banda apenas pelas aberturas da série CSI). Pode parecer estranho que esse narigudo de voz anasalada se arriscasse em trabalhos sem a segurança do vozeirão de Roger Daltrey ou do talento do amigo John Entwistle, mas quem conhece algum dos demos que ele entregava a banda sabe que as canções já vinham praticamente perfeitas e que em algumas delas (Love Reign O’er Me, para citar um exemplo) seus vocais eram (quase) tão bons quanto os de Daltrey.

A força do seu talento também pode ser medida pela quantidade de nomes que aceitaram fazer parte de seus projetos ou que o recrutaram. Eric Clapton, Paul McCartney, David Gilmour, Charlie Watts, Phil Collins, Paul WellerBill Wyman, Nina Simone, John Lee Hooker e muitos outros. Só fera!

Carreira solo

Se o seu primeiro disco – Who Came First (1972) – é um apanhado de demos do abortado projeto Lifehouse (que acabou tendo canções aproveitadas no clássico Who’s Next) e de músicas que gravou para o seu mestre espiritual (Meher Baba), o resto de sua produção solo mostrou que o The Who não era o veículo apropriado para muitas de suas composições.

Pete Townshend on stage in New York, February 2013Rough Mix (1977), gravado em parceria com Ronnie Lane (do Small Faces), já mostrava que o talento de Pete não podia ficar preso nas paredes do The Who. A maioria das canções tinham um elemento folk e mesmo as mais pops (Keep Me Turning) não se encaixariam no rock de Keith Moon & Cia. Difícil imaginar que uma melodia e um arranjo tão melodicamente intricado como o de Street in the City pudesse fazer parte de algum dos álbuns de uma das bandas mais barulhentas do mundo.

Em 1980 Townshend lança aquele que ele mesmo considera seu primeiro disco solo e que, para muita gente boa, é seu melhor disco (discordo): Empty Glass, um disco cheio de álcool, solos de guitarra e uma boa dose de raiva. A maioria das canções foi composta e gravada na mesma época que o The Who preparava o material para o disco Face Dances, o que deixa muito claro que a esta altura da vida Townshend (mesmo que inconscientemente) já separava seu melhor material para si e não mais para sua banda. Surpreendentemente o single de maior sucesso do disco (Let My Love Open The Door) é uma canção de amor que não representa o espírito do disco, recheado de bons rocks como Gonna Get Ya, Cat’s in the Cupboard, Jools and Jim e a canção-título.

Pete Townshend All the best cowboys have chinese eyesEntão chega o ano de 1982 e com ele All The Best Cowboys Have Chinese Eyes, o trabalho mais profundo e bem produzido pelo artista até então. O disco veio acompanhado do lançamento de um vídeo (VHS) com clipes das canções Prelude, Face Dances, Pt. 2, Communication, Uniforms, Stardom in Acton, Exquisitely Bored e Slit Skirts. Era a época da MTV.

O disco foi um dos que mais causou impacto na minha vida, primeiro pelas melodias e arranjos (não sabia inglês naquela época) e depois pelas letras. Até hoje tenho certeza de que o segundo verso de Slit Skirts foi escrito para mim.

Let me tell you some more about myself, you know I’m sitting at home just now.
The big events of the day are passed and the late TV shows have come around.
I’m number one in the home team, but I still feel unfulfilled.
A silent voice in her broken heart complaining that I’m unskilled.

And I know that when she thinks of me, she thinks of me as him,
But, unlike me, she don’t work off her frustration in the gym.

Recriminations fester and the past can never change
A woman’s expectations run from both ends of the range

Once she walked with untamed lovers’ face between her legs
Now he’s cooled and stifled and it’s she who has to beg

http://www.youtube.com/watch?v=q1D_XNYTUGg

Mas a qualidade do material de Chinese Eyes é a comprovação da genialidade ambiciosa de Townshend (que foi massacrado pelos críticos por ser muito pretensioso). Todas as canções são de um nível tão alto que é praticamente impossível destacar alguma. Um disco para se levar para uma ilha deserta!

Pete Townshend 70 IIDepois de Chinese Eyes Pete ainda lançou White City: A Novel (1985), The Iron Man: The Musical by Pete Townshend (1989) e Psychoderelict (1993), voltando a flertar com a ópera-rock, teatro, literatura e até mesmo retomando o personagem principal do abortado e já mencionado projeto Lifehouse. Nesses discos há melodias letras e arranjos que poderiam criar um ótimo álbum duplo, já que em todos eles há momentos onde a inspiração não mantém a mesma pegada, mas músicas como Give Blood, Face the Face, Secondhand Love, White City Fighting, A Friend Is a Friend, Was There Life, A Fool Says…, English Boy, Let’s Get Pretentious, I Want That Thing, Predictable e Fake it, precisam ser citadas.

Além dos discos de carreira, Pete fez a felicidade dos fãs abrindo seus arquivos e lançando uma série de discos com demos e canções inéditas chamados Scoop. São três volumes até agora e ainda há muito para ser revelado. Scoop (1983) e Another Scoop (1987) têm algumas preciosidades imperdíveis.

Coletânea e novas canções

PeteTownshend-Truancy-front
Como disse no início do texto, uma nova coletânea – Truancy: The Very Best of Pete Townshend – que traz 15 sucessos e duas novas composições de Townshend chega ao mercado no fim do mês. A seleção pode até ser questionável – Street in the City e Slit Skirts ficaram de fora, por exemplo -, mas a remasterização feita em Abbey Road promete um ganho na qualidade de som bastante considerável. Outra boa notícia é que esse lançamento é só o primeiro de uma série que vai rever toda a discografia solo do criador de Tommy, que deve chegar ao mercado no ano que vem.

Tracklist 

Pure And Easy (from Who Came First)

Sheraton Gibson (from Who Came First)

Let’s See Action (Nothing Is Everything) (from Who Came First)

My Baby Gives It Away (from Rough Mix)

A Heart To Hang On To (from Rough Mix)

Keep Me Turning (from Rough Mix)

Let My Love Open The Door (from Empty Glass)

Rough Boys (from Empty Glass)

The Sea Refuses No River (from All The Best Cowboys Have Chinese Eyes)

Face Dances (Pt. 2) (from All The Best Cowboys Have Chinese Eyes)

White City Fighting (from White City)

Face The Face (from White City)

I Won’t Run Anymore (from The Iron Man)

English Boy (from Psychoderelict)

You Came Back (from Scoop)

Guantanamo (Inédita)*

How Can I Help You (Inédita)*

Provavelmente Pete Townshend será sempre lembrado pelo seu legado com o The Who (com que continua gravando e fazendo shows pelo mundo), mas quem quiser realmente entender a grandeza de sua obra os Spotifys da vida estão aí para ajudar.

Ainda sonho com o dia de ver Townshend no palco (no Brasil ou em qualquer lugar).

Grammy 2015 – A festa que premiou o plágio

A 57ª festa de entrega dos prêmios Grammy foi marcada pela diversidade, alguns encontros interessantes e a consagração de Sam Smith e a sua Stay With Me (Darkchild Version), plágio descarado da canção I Won’t Back Down, de Tom Petty. Claro que outros artistas mais talentosos e consagrados que Smith já escorregaram nessa área, mas não deixou de ser estranho ver uma canção tão não original ganhar tantos prêmios.

Musicalmente tivemos de (quase) tudo: AC/DC, ELO, Madonna, Lady Gaga e Tony Bennett, Annie Lennox e o trio McCartney, Rhianna e West, entre outros. Também tivemos Pharrell Williams tentado (sem sucesso) reinventar sua Happy – provavelmente a música mais tocada nos últimos 12 meses. Não funcionou!

Fora isso, não tivemos grandes surpresas. Talvez, acho, a maior delas foi a importância que se deu a música e não ao bate-papo e piadas dos apresentadores. A decisão foi acertada, deixando a festa mais ágil e dando aos espectadores exatamente o que eles mais querem: música.

Os vencedores (veja lista abaixo) dão a impressão de que a safra atual de talentos tem mais qualidade do que a de anos anteriores (tomara!). Mesmo assim, quem mais chamou a atenção foram os veteranos consagrados: Madonna, ELO, AC/DC, McCartney, Prince, Tony Bennet e a fogosa Lady Gaga. Fica a certeza de que quem tem talento não passa batido, seja lá quantas gerações/décadas já tenham passado.

Abaixo mais alguns vídeos da festa e a lista dos vencedores.

Gravação do Ano
“Stay With Me” – Sam Smith

Música do Ano
“Stay With Me” – Sam Smith

Álbum do Ano
Beck – Morning Phase

Artista Revelação
Sam Smith

Melhor Álbum Country
Platinum – Miranda Lambert

Melhor Performance Pop
Pharrell Williams – “Happy”

Melhor Álbum Pop Vocal
Sam Smith – In The Lonely Hour

Melhor Álbum Rock
Beck – Morning Phase

Melhor Performance R&B
Beyoncé part. Jay Z – “Drunk In Love”

Melhor Duo Pop/ Performance em Grupo
A Great Big World With Christina Aguilera – “Say Something”

Melhor Álbum Tradicional Pop Vocal
Tony Bennett & Lady Gaga – Cheek To Cheek

Melhor Performance Rock
Jack White – Lazaretto

Melhor Performance Metal
Tenacious D – The Last In Line

Melhor Canção Rock
Paramore – “Ain’t It Fun” – Hayley Williams & Taylor York, autores

Melhor Álbum Alternativo Rock
St. Vincent – St. Vincent

Melhor Performance Rap
Kendrick Lamar – “i””

Melhor Colaboração Rap
Eminem part. Rihanna – “The Monster”

Melhor Canção Rap?
Kendrick Lamar – “i” K. Duckworth & C. Smith, autores

Melhor Álbum Rap
Eminem – The Marshall Mathers LP2

Melhor Performance Tradicional R&B
Jesus Children – Robert Glasper Experiment part. Lalah Hathaway & Malcolm-Jamal Warner

Melhor Canção R&B
Beyoncé part. Jay Z – “Drunk In Love” – Shawn Carter, Rasool Diaz, Noel Fisher, Jerome Harmon, Beyoncé Knowles, Timothy Mosely, Andre Eric Proctor & Brian Soko, autores

Melhor Álbum Urbano Contemporâneo
Pharrell Williams – Girl

Melhor Álbum R&B
Toni Braxton & Babyface – Love, Marriage & Divorce

Melhor Álbum Instrumental Contemporâneo
Chris Thile & Edgar Meyer – Bass & Mandolin

Melhor Álbum Eletrônico/Dance
Aphex Twin – Syro

Melhor Gravação Dance
Clean Bandit part. Jess Glynne – “Rather Be”

Melhor Coletânea para Trilha-Sonora
Frozen – Kristen Anderson-Lopez, Robert Lopez, Tom MacDougall & Chris Montan, produtores

Melhor Trilha-Sonora Original
Grande Hotel Budapeste – Alexandre Desplat, compositor

Melhor Canção para Trilha-Sonora
“Let It Go” de Frozen – Kristen Anderson-Lopez & Robert Lopez, autores (Idina Menzel)

Melhor Performance Country
Carrie Underwood – “Something In The Water”

Melhor Duo/Performance Grupo Country
The Band Perry – “Gentle On My Mind”

Melhor Canção Country
“I’m Not Gonna Miss You” – Glen Campbell & Julian Raymond, autores (Glen Campbell)

Melhor Álbum Bluegrass
The Earls Of Leicester – The Earls Of Leicester

Melhor Performance Roots Norte-Americano
Rosanne Cash – “A Feather’s Not A Bird”

Melhor Canção Roots
Rosanne Cash – “A Feather’s Not A Bird”

Melhor Álbum Americana
Rosanne Cash – The River & The Thread

Melhor Álbum Folk
Old Crow Medicine Show – Remedy

Melhor Videoclipe
Pharrell Williams – “Happy”

Melhor Composição Instrumental
John Williams – “The Book Thief”

Melhor Arranjo Instrumental ou A Cappella
Pentatonix – “Daft Punk”

Melhor Arranjo, Instrumental e Vocal
Billy Childs – “New York Tendaberry”

Melhor Pacote de Gravação
Pearl Jam – Lightning Bolt – Jeff Ament, Don Pendleton, Joe Spix & Jerome Turner, diretores de arte

Melhores Notas de um Álbum
Ashley Kahn, John Coltrane – Offering: Live At Temple University

Melhor Engenharia de Som, Não Clássico
Beck – Morning Phase – Tom Elmhirst, David Greenbaum, Florian Lagatta, Cole Marsden Greif-Neill, Robbie Nelson, Darrell Thorp, Cassidy Turbin & Joe Visciano, engenheiros; Bob Ludwig, engenheiros de som

Melhor Álbum Surround Sound
Beyoncé – Beyoncé – Elliot Scheiner, engenheiro de mixagem; Bob Ludwig, engenheiro de mixagem; Beyoncé Knowles, produtora de mixagem

Paul McCartney & Rhyanna

É, admito que nunca pensei em escrever esses dois nomes na sequência para falar sobre música (ainda acho que não devo), mas… aí está o clipe da canção Fourfiveseconds, que também tem a participação de Kanye West.

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Paul McCartney – Brasil 2014

Os rumores se confirmaram: Paul McCartney dia 12 de novembro na HSBC Arena.

Out There TourDesde 2010 que Sir Paul McCartney vem brindando os brasileiros com sua presença e sua música. Ele já passou pelo Recife (duas vezes), Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Goiânia e Belo Horizonte, por exemplo. Porém, para essa nova fase da turnê Out There (que foi iniciada no Brasil ano passado), Paul está exagerando (no bom sentido). Já há shows confirmados em Cariacica (Espírito Santo), Brasília, São Paulo (duas apresentações) e no Rio de Janeiro na aconchegante HSBC Arena.

Serão os primeiros shows após o lançamento das novas versões de seus discos Venus and Mars (1975) e Wings at Speed of Sound (1976). São grandes as chances de novidades no repertório, que já contará com as canções do disco NEW, de 2013, e que nunca foram tocadas em palcos brasileiros.

Bem, segue abaixo a lista de shows confirmados até agora e um vídeo gravado por Paul para o show do Espírito Santo.

A diversão e o rombo nas finanças são garantidos para todos!

Mais informações aqui!

Segunda – 10 de novembro: Estádio Kléber Andrade – Vitória
Quarta – 12 de novembro: HSBC Arena – Rio de Janeiro
Domingo – 23 de novembro: Estádio Nacional – Brasilia
Terça – 25 de novembro: Allianz Parque – São Paulo
Quarta – 26 de novembro: Allianz Parque – São Paulo 

Um ano do cara a cara com Paul McCartney

Paul roundtable 4Hoje faz um ano que estive cara a cara com Sir Paul McCartney em Londres. Não que já não tivesse tido contato como ex-beatle com direito até a aperto de mão, mas nada que pudesse se comparar com a emoção de ser convidado oficialmente para entrevistar o astro e ainda por cima na cidade mais emblemática da Terra (em termos musicais).

Já havia entrevistado personagens importantes, como Emerson Fittipaldi, diversos músicos brasileiros e figuras internacionais (em coletivas). O evento foi, sem dúvidas, o mais importante da minha carreira e trouxe mudanças na minha vida (algumas necessárias outras nem tanto) e marcou mais uma mudança de nível no que diz respeito ao hábito de colecionar música e, principalmente, a música relacionada com os Beatles. Afinal, receber cartões do John Lennon é uma coisa, mas participar de uma entrevista com o músico mais importante do planeta é algo totalmente diferente.

Paul roundtable 3Infelizmente não permitiram fotos (só enviaram algumas oficiais) e o único documento desse encontro é a gravação da entrevista (com direito a elogio de Sir Paul).

Hoje é dia de sair, comemorar e torcer pela confirmação de mais uma vinda de Paul & banda ao Brasil (dessa vez no Espírito Santo).

Obrigado Kélita, Jo e ao universo, que conspirou a favor.

A epopeia da entrevista você pode ler aqui.

Novidade vindo por aí: George Harrison – The Apple Years

George Harrison - The Apple YearsDepois do anúncio dos dois novos relançamentos da discografia de Paul McCartney (leia aqui), agora é a vez da confirmação de um novo box de George Harrison. The Apple Years – que vai contar com os sete CDs lançados pelo ex-beatle com o selo Apple, além de um DVD com conteúdo ainda desconhecido – será uma bela companhia para a caixa The Dark Horse Years, lançada em 2004.

A nova caixa (que você pode ver em destaque numa foto postada por Dhani Harrison no fim do mês passado) virá com os seguintes títulos:

1. Wonderwall Music
2. Electronic Sound
3. All Things Must Pass
4. The Concert For Bangladesh
5. Living in the Material World
6. Dark Horse
7. Extra Texture (Read All About It)

Georhe Harrison - The Dark Horse YearsComo disse, o conteúdo do DVD ainda é um mistério, mas há boatos de que viria com trechos da malfadada turnê de George pelos Estados Unidos, em 1974.

O único porém é que a data inicial para o lançamento da caixa é 25 de setembro, apenas três dias após os lançamentos de McCartney, o que pode prejudicar um pouco as vendas, já que o produto é direcionado aos fãs mais sérios e as versões da Paul McCartney Archive Collection já estão em pré-order.

Haja dinheiro!

McCartney Archive Collection – Venus and Mars e At Speed of Sound

VM_deluxe_2_of_5Desde 2010 que Paul McCartney resolveu olhar para trás e dar ao seu catálogo com o Wings um cuidado que deixou todos os fãs felizes e bem mais pobres. Os discos – relançados através da McCartney Archive Collection, que, além de trazerem um vasto material inédito, ainda são complementados com vídeos e livros de primeira linha em suas versões superdeluxe. Desde o pontapé inicial com o disco Band on the Run (1973), já foram resgatados os discos McCartney (1970), Ram (1971), Wings Over America (1976) e McCartney II (1980). Agora chegou a vez dos discos Venus and Mars (1975) e Speed of Sound (1976).

Os dois discos serão lançados ao mesmo tempo – 22 de setembro (UK) e 23 de setembro (USA) – e seguem o mesmo caminho dos títulos anteriores. Porém, talvez por preferência pessoal ou simplesmente por ser mesmo mais interessante e inspirado, a chegada do Venus and Mars causa bem mais ansiedade, seja pela qualidade das canções e pelo melhor material bônus, ou seja, por ser um dos discos com pior mixagem no catálogo de Sir Paul.

SOS_deluxe_2_of_5Os dois discos formaram a base do repertório para a turnê pelos Estados Unidos e que gerou o Wings Over America, além de consolidar o Wings como uma das grandes forças criativas e bem sucedidas nas paradas da década de 70. Canções como Letting Go, Rock Show, Silly Love Songs e Let ‘Em In, são instantaneamente reconhecidas por qualquer um que conheça minimamente o som que era tocado naquela época ou nas FMs “adultas” de hoje.

 

Quase reatando com Lennon e gravando com John Bonham 

Se Venus and Mars tem o climão de New Orleans (onde foi gravado quase na totalidade) e entrou para a história como o momento mais próximo de ter a parceria Lennon e McCartney reatada, Speed of Sound solidificou a volta de McCartney como força comercial.

Os highlights do material bônus são:  Going To New Orleans (My Carnival), Let’s Love, Baby Face e 4th Of July, do Venus and Mars; e Must Do Something About It (com Paul no vocal) , She’s My Baby (demo) e Beware My Love (com John Bonham na bateria), do Speed of Sound; todas nunca lançadas oficialmente.

 

Além disso, as filmagens das gravações da canção My Carnival e as cenas de Paul e Linda no Mardi Grass prometem.

Abaixo os setlists dos dois lançamentos em seus vários formatos (CD duplo, vinil duplo, box deluxe e versão digital).

PS: Os preços ainda podem variar muito nestes momentos de pre-order, mas pode esperar algo em torno dos US$ 100.

 

VENUS AND MARS

VM_deluxeCD 1 – Remastered Album

1.        Venus and Mars
2.        Rock Show
3.        Love In Song
4.        You Gave Me The Answer
5.        Magneto and Titanium Man
6.        Letting Go
7.        Venus and Mars – Reprise
8.        Spirits Of Ancient Egypt
9.        Medicine Jar
10.      Call Me Back Again
11.      Listen To What The Man Said
12.      Treat Her Gently – Lonely Old People
13.      Crossroads

 

vnmT568-8CD 2 – Bonus Audio

1.        Junior’s Farm
2.        Sally G
3.        Walking In The Park With Eloise
4.        Bridge On The River Suite
5.        My Carnival
6.        Going To New Orleans (My Carnival)
7.        Hey Diddle [Ernie Winfrey Mix]
8.        Let’s Love
9.        Soily [from One Hand Clapping]
10.      Baby Face [from One Hand Clapping]
11.      Lunch Box/Odd Sox
12.      4th Of July
13.      Rock Show [Old Version]
14.      Letting Go [Single Edit]
DVD – Bonus Film

1.        Recording My Carnival
2.        Bon Voyageur
3.        Wings At Elstree
4.        Venus and Mars TV Ad

 

SPEED OF SOUND

 

SOS_deluxeCD 1 – Remastered Album

 

1.         Let ‘Em In
2.         The Note You Never Wrote
3.         She’s My Baby
4.         Beware My Love
5.         Wino Junko
6.         Silly Love Songs
7.         Cook Of The House
8.         Time To Hide
9.         Must Do Something About It
10.      San Ferry Anne
11.       Warm And Beautiful

 


CD 2 – Bonus Audio

 

1.         Silly Love Songs [Demo]
2.         She’s My Baby [Demo]
3.         Message To Joe
4.         Beware My Love [John Bonham Version]
5.         Must Do Something About It [Paul’s Version]
6.         Let ‘Em In [Demo]
atsosMPL76455-47.         Warm And Beautiful [Instrumental Demo]

 

DVD – Bonus Film

 

1.          Silly Love Songs Music Video
2.          Wings Over Wembley
3.          Wings In Venice

Livros para o Dia do Rock

Há vários ótimos livros sobre astros de rock no mercado. Indico as biografias de Eric Clapton e Pete Townshend e o Man On the Run (que conta a trajetória de Paul McCartney nos anos 70). Porém, não poderia deixar de citar os bons títulos da editora Nossa Cultura.

Abaixo os releases dos três últimos lançamentos.

Livro Caro MorriseyBruce: No livro, o autor Peter Ames Carlin engloba a amplitude da carreira assombrosa de Bruce Springsteen e explora o íntimo de um homem que conseguiu redefinir gerações de música. Obrigatório para os fãs, BRUCE é uma biografia minuciosamente pesquisada, de leitura quase compulsiva, sobre um dos artistas mais complexos e fascinantes da história da música norte-americana.

Ficha técnica – Bruce
Editora: Nossa Cultura
ISBN: 978-85-8066-119-4
Tradução: Paulo Roberto Maciel Santos
Páginas: 518 Páginas
Formato: 16 x 23
Preço: R$ 59,00

Caro Morrissey: Raymond despeja no papel as desgraças de sua vida numa série de cartas a seu ídolo, o ex-astro dos Smiths, Morrissey. Corre o ano de 1991 e a banda ainda é uma lembrança viva (como até hoje) no coração de fãs como Raymond. Raymond Marks, pois, é um menino normal, de uma família normal, do norte da Inglaterra. Até que, às margens do Canal de Rochdale, jogando o inocente jogo do caça-moscas, Raymond começa a derrocada trágica – mas sempre cômica – de seus anos de adolescência, e a vida dele e de sua mãe nunca mais vai ser a mesma. A Raymond só resta pegar a estrada e, a cada parada, abrir o caderno em que escreve suas letras e, naquelas páginas quase todas em branco, confessar tudo – a história completa da sua tragicômica vida – sempre começando por: “Caro Morrissey…”

Ficha Técnica – Caro Mossissey
Editora Nossa Cultura
ISBN: 978-85-806-6113-2
Formato: 15 x 23
Páginas: 364 páginas
Preço: R$ 55,00

A batalha pela alma dos BeatlesA batalha pela alma dos Beatles: Nesta cativante narrativa, Peter Doggett documenta os dramas humanos da rica e envolvente história do império criativo e financeiro dos Beatles, formado para salvaguardar seus interesses, mas fadado a controlar suas vidas. Da tragédia até o retorno triunfal, dos confrontos judiciais aos sucessos nas paradas, A Batalha pela Alma dos Beatles retrata a história não contada de uma banda e de um legado que nunca serão esquecidos.

Ficha Técnica – A batalha pela alma dos Beatles
Editora Nossa Cultura
ISBN: 978-85-8066-095-1
Formato: 16 x 22,7
Páginas: 512 páginas
Preço: R$ 59,90

O homem deu nome a todos os bichos: A voz rouca de Bob Dylan somada à batida marcante da música Man Gave Names to All the Animals, em português O homem deu nome a todos os bichos, conquistou pessoas de todas as idades pelo mundo a fora. Nela, Dylan descreve e nomeia diversos bichos e brinca com as características marcantes de cada um. Publicada pela editora Nossa Cultura, a obra é toda ilustrada pelos desenhos de Jim Arnosky que misturam a natureza com o lúdico e conquistam o leitor pelo seu humor e detalhismo. Acompanhado de um CD com a canção original, o livro O homem deu nome a todos os bichos promete propiciar uma experiência única que irá divertir e ensinar toda a família.

Ficha Técnica – O homem deu nome a todos os bichos
Editora Nossa Cultura
ISBN: 978-85-8066-096-8
Páginas: 32 Páginas
Formato: 24,8 x 28,5
Preço: R$ 43,00