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Blues com a chancela dos Rolling Stones

Confessin’ The Blues é uma coletânea com clássicos do blues escolhidos pelos membros dos Stones

Os Rolling Stones, que antes de se tornarem a maior banda de rock de todos os tempos eram mais uma banda que fazia covers de clássicos do blues, não perdeu a sua essência.

Dois anos depois do excelente Blue & Lonesome, onde recriavam algumas das suas canções favoritas do blues, os Stones enveredam novamente pelos campos de colheita de algodão dos Estados Unidos com o lançamento de Confessin’ The Blues, uma coletânea de canções de artistas que são ícones do gênero.

O repertório escolhido por Ron Wood, Keith Richards, Mick Jagger e Charlie Watts não poderia ser mais certeiro. Elmore James, B.B King, Howlin’ Wolf e John Lee Hooker são alguns dos nomes que aparecem nas 42 faixas do CD duplo.

Capa caprichada

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Confessin’ The Blues ganhou, além do repertório, um trabalho cuidadoso no campo visual. Aproveitando o talento de Ron Wood como pintor, a banda decidiu colocar um de seus desenhos na capa do CD/vinil.

A ideia por trás do projeto é educar as novas gerações sobre um gênero que, infelizmente, não tem tanto espaço nas rádio, TVs e serviços de streaming.

Para isso, a banda decidiu doar 10% dos lucros com a venda do álbum para a Willie Dixon’s Blues Heaven Foundation, uma organização sem fins lucrativos baseada nos Estados Unidos.

O álbum já está disponível nas principais lojas que ainda vendem CDs pelo mundo. Lançamento no Brasil? Streaming? Por enquanto, nada, mas você pode ouvir algumas playlists bastante aproximadas com o produto oficial.

Disco 1
1. Rollin’ Stone – Muddy Waters
2. Little Red Rooster – Howlin’ Wolf
3. Boogie Chillen – John Lee Hooker
4. I Hate to See You Go – Little Walter
5. Little Queenie – Chuck Berry
6. You Can’t Judge A Book By It’s Cover – Bo Diddley
7. Ride ‘Em On Down – Eddie Taylor
8. I’m A King Bee – Slim Harpo
9. All Your Love – Magic Sam
10. Dust My Broom – Sonny Boy Williamson
11. Just Your Fool – Little Walter
12. I Want to Be Loved – Muddy Waters
13. Key to the Highway – Big Bill Broonzy
14. Love In Vain Blues – Robert Johnson
15. You Gotta Move – Mississippi Fred McDowell
16. Bright Lights, Big City – Jimmy Reed
17. Worried Life Blues – Big Maceo Merriweather
18. Everybody Knows About My Good Thing (Pt. 1) – Little Johnny Taylor
19. Commit a Crime (1991 Chess Box Version) – Howlin’ Wolf
20. I Can’t Quit You Baby – Otis Rush
21. Confessin’ the Blues (with Walter Brown) [Single Version] – Jay McShann

Disco 2
1. Just Like I Treat You – Howlin’ Wolf
2. I Got to Go – Little Walter
3. Carol – Chuck Berry
4. Mona – Bo Diddley
5. I Just Want to Make Love to You – Muddy Waters
6. Blues Before Sunrise – Elmore James & The Broom Dusters
7. Bad Boy – Eddie Taylor
8. Boogie Children – Boy Blue
9. Little Rain – Jimmy Reed
10. Stop Breakin’ Down Blues – Robert Johnson
11. The Prodigal Son – Reverend Robert Wilkins
12. Hoodoo Blues – Lightnin’ Slim
13. Don’t Stay Out All Night – Billy Boy Arnold
14. Crawdad. – Bo Diddley
15. Suzie Q – Dale Hawkins
16. Down The Road Apiece – Amos Milburn
17. Little Baby – Howlin’ Wolf
18. Blue and Lonesome – Little Walter
19. Rock Me Baby – B.B. King
20. Damn Right I Got The Blues – Buddy Guy
21. Mannish Boy – Muddy Waters

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Agenda de shows internacionais no Rio em 2016

Ok, está um pouco atrasada, mas chegou a agenda de shows internacionais no Rio de Janeiro em 2016. Como sempre, ela será atualizada ao longo do ano que. assim como 2015, mesmo com todo o calor e crise econômica, promete.

Caso tenham contribuições, elas são muito bem-vindas.

Rolling Stones divulgação

Quem está certo:

16 de janeiro: David Guetta (Riocentro)

28 de janeiro: Exodus (Circo Voador)

20 de fevereiro: Rolling Stones (Maracanã)

06 de março: Bring me the Horizon (Circo Voador)

08 de março: Lionel Richie (HSBC Arena)

17 de março: Iron Maiden (HSBC Arena)

17 de março: Simply Red (Metropolitan)

20 de março: Maroon 5 (Praça da Apoteose)

10 de abril: Cold Play (Metropolitan)

Relembre os melhores shows internacionais que passaram pelo Rio em 2015!

“Vovôs” do rock ganham lançamentos históricos

Grupos de rock dos anos 60 e 70 se destacam nos lançamentos e mostram que boa música não tem idade. Led Zeppelin, Rolling Stones e Queen estão entre eles

Led-ZeppelinMesmo com o vigor da juventude pulsando em veias juvenis e cheias de energia, foram alguns dos grupos mais consagrados das décadas de 60 e 70 os protagonistas de grandes lançamentos atuais. E, boa notícia para os atrasadinhos, seus lançamentos continuam em catálogo, garantindo doses intensas de solos de guitarras e canções clássicas. Led Zeppelin, Rolling Stones, Queen, Cream, The Who e a inusitada dobradinha Paul McCartney & Nirvana, se destacaram em registros audiovisuais que mostram que boa música não tem idade.

Provavelmente o lançamento de mais impacto no Olimpo do rock clássico, o CD/DVD Celebration Day (Warner), do Led Zeppelin, gravado durante a última apresentação da banda – com Jason Bonham segurando as baquetas no lugar do pai, John Bonham -, em 10 de dezembro de 2007 na 02 Arena, em Londres, como parte do show em tributo ao fundador da Atlantic Records, Ahmet Ertegun (1923 – 2006), é a prova de que o bom e velho rock’n’roll dos anos 70 ficaria muito melhor com a tecnologia atual, que permite que as apresentações se transformem em experiências quase sinfônicas.

Led Zeppelin IIO filme, que chegou a ser exibido nos cinemas, inclusive no Brasil, mostra uma banda ainda com cacife para lotar arenas e estádios em qualquer lugar do planeta. As rugas de Robert Plant e os cabelos brancos de Jimmy Page não deixam dúvidas de que o tempo passou, mas, mesmo com canções sendo tocadas alguns tons abaixo, Plant, Page e o baixista John Paul Jones desfilam 16 canções como um craque do passado usando equipamento moderno. Ou seja, jogando muito mais que os pseudo craques de hoje, mesmo com a ausência do mão pesada John Bonham.

O show está disponível em CD, DVD e Blu-ray, som 5.1 e inclui a maioria dos clássicos da banda como Black Dog, Stairway To Heaven e Rock and Roll.

O canto do cisne da Nata

cream-live-at-the-royal-albert-hall-import-blu-ray-lacrado_MLB-F-205595534_5625Em 1968, Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker tocavam juntos o que seria (até então) o último concerto do Cream, grupo que, ao lado do Jimmy Hendrix Experience, elevou o conceito de power trio a um patamar icônico. Os músicos, seus talentos e seus egos eram enormes (e com razão). Em apenas três anos de vida, o grupo lançou discos brilhantes (Disrealy Gears), canções inesquecíveis (Sunshine of Your Love e White Room) e viveu muitas brigas internas, principalmente entre Baker e Bruce.

O tempo passou, cada um seguiu o seu caminho e, em maio de 2005, Clapton reuniu os ex-companheiros para uma série de quatro shows no Royal Albert Hall, em Londres – mesmo local da apresentação final, em 1968. O registro dessas apresentações chega em versão Blu-ray em Cream Live at the Royal Albert Hall (ST2). O filme mostra muito possivelmente a última grande performance de Clapton, que parece um pouco acomodado nos últimos trabalhos, mas precisa suar a camisa e gastar sua Fender para não ser engolido pelo virtuosismo dos companheiros de banda.

As mudanças são visíveis na bateria de Baker (com menos elementos, mas ainda poderosa), na saúde de Bruce (que precisou fazer um transplante de fígado após ser diagnosticado com um câncer) e nos cabelos de Clapton. Musicalmente, o trio resgata a magia das jams e solos que os tornaram referência. Canções como I’m so Glad, White Room, Badge e Crossroads, soam melhores do que nunca. Em algumas delas, o baixo de Bruce, a bateria de Baker e a guitarra de Clapton soam até melhor que nas canções originais!

Infelizmente, os problemas pessoais nunca foram superados e, segundo Ginger Baker, não há chance desses shows se repetirem. Uma pena, já que Live at the Royal Albert Hall mostra que grandes músicos inspiram uns aos outros.

Stones comemoram 50 anos com documentário sobre turnê de 1965

STONES_3_ Um dos membros da Santíssima Trindade do rock inglês (juntamente com os Beatles e o The Who), os Rolling Stones comemoram os 50 anos de carreira com uma coletânea, duas canções inéditas, uma turnê e o lançamento de vários vídeos, incluindo o documentário Charlie is my Darling (Universal), que mostra a banda em sua turnê pela Irlanda, em setembro de 1965, logo após o lançamento de (I can’t get no) Satisfaction.

O filme mostra cenas dos shows da banda, quando a segurança era mínima e permitia que fãs chegassem até os músicos e literalmente tirassem a banda do palco. Há entrevistas com cada um dos membros – Charlie Watts, Bill Wyman, Brian Jones, Mick Jagger e Keith Richards -, mas o melhor mesmo são as cenas onde os Stones são mostrados na intimidade dos quartos de hotel, brincando e mostrando que eram antenados com os lançamentos dos rivais (cantarolam canções dos Beatles, entre outros). Engraçado também ver o desconforto de Jones com a condição de astro pop, embora fosse impossível prever o fim trágico de sua história, poucos anos depois.

Charlie is my Darling é uma espécie de A Hard Day’s Night (Os Reis do Iê-Iê-Iê), com uma trilha sonora onde se destacam Play with fire, The Last Time, Time is on my side e Satisfaction.

The Who demolidor

The Who Live in Texas coverOutro da Santíssima Trindade Inglesa, o The Who Pete Townshend (vocais, guitarra), Roger Daltrey (vocais), John Entwistle (baixo e vocais) e Keith Moon (bateria, percussão e vocais) – é representado pelo ótimo DVD Live in Texas ‘75 (ST2).

Se o Led Zeppelin de 2007 já não tinha seu bate estacas, o The Who de 1975 está completo, com o mais louco e criativo baterista de todos os tempos, mais Townshend em grande forma (e com cabelos) e Daltrey chegando aos agudos que já ficaram mesmo no passado. Chega a ser covardia comparar as apresentações – tanto em termos de desempenho, quanto de qualidade de som e imagem -, já que foram gravados com décadas de diferença, mas a batalha é boa.

Substitute, I Can’t Explain e Squeeze Box, no mesmo set de My Generation, Behind Blue Eyes e Won’t Get Fooled Again. Não tem como dar errado. Guitarras sendo destruídas, baterias demolidas e uma banda tocando apenas o melhor e mais barulhento rock de sua época. Se a filmagem não é um primor em termos técnicos (lembrem-se que estamos falando de um concerto gravado em 1975), o que a banda faz no palco é de deixar qualquer grupo da nova geração inglesa com vergonha de suas caras e bocas. Dinamite pura!

A Rainha em Budapeste

Queen hungarian rhapsodyOutro concerto de rock que chegou às telonas em 2012 foi o Hungarian Rhapsody – Queen Live in Budapest (Universal). Na verdade, Hungarian Rhapsody (ao contrário de Live at Wembley) é um documentário sobre um concerto e não o registro de um show do Queen, o que pode deixar um ou outro fã um pouco decepcionado, mas vale como complemento do registro dos shows de Wembley.

Gravado durante a Kind of Magic Tour, o DVD mostra Freddie Mercury, John Deacon, Brian May e Roger Taylor no melhor da forma e com um repertório matador, com hits como Under Pressure, Who Wants to Live Forever, Love of My Life, Crazy Little Thing Called Love e We Are the Champions, entre muitos outros.

Não importa se você achava o som do grupo pop demais, não há como negar o talento de Mercury em comandar uma plateia de mais de 30 mil pessoas. Hungarian Rhapsody pode não estar no patamar de um Last Waltz, mas dá um banho na maioria dos documentários de rock atuais.

O beatle no Nirvana

paul-mccartney-nirvana-1212Para terminar, uma mistura inusitada. Paul McCartney e os sobreviventes do Nirvana se reuniram para gravar uma canção, que foi apresentada em primeira mão no concerto em prol das vítimas da tempestade Sandy, em 12/12/12. Cut Me Some Slack (disponível na iTunes Store por US$ 1,29) traz um McCartney com vocal raivoso e Dave Grohl arrebentando na bateria, ao lado de um inspirado Krist Novoselic. O trio também apresentou a canção ao vivo durante um episódio do programa, causando furor nos fãs da banda, já que Grohl e Novoselic não tocavam juntos fazia mais de 20 anos.

Os jovens têm todo o direito de terem seus ídolos, mas mesmo o menos saudosista rockeiro da humanidade não tem como deixar de admitir que os velhinhos batem um bolão!







Uma versão desse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues

Warner relança álbum clássico de Buddy Guy e Junior Wells
Disco, originalmente lançado em 1972, tem participações de vários astros e chega em edição de luxo

Originalmente lançado em 1972, depois de uma espera de quase dois anos, quando apenas oito faixas foram gravadas, Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues chega ao mercado brasileiro em edição dupla, trazendo 23 faixas, 13 a mais que o LP que desembarcou nas lojas dos Estados Unidos no início dos anos 70. O disco uniu novamente a guitarra quente de Buddy Guy e a gaita de Junior Wells – dois gênios do blues – repetindo uma parceria que havia começado nos anos 60 e que iria seguir até o fim da década de 80, quando Wells morreu.

O projeto começou depois que a dupla fez a abertura dos shows da turnê dos Rolling Stones e Eric Clapton sugeriu que a dupla fosse contratada para gravar um disco, que ele produziria. Mas 1970 era uma época conturbada no cenário musical e, principalmente, para Clapton, afogado em heroína e num amor mal resolvido (Pattie Harrison). O que deixou tudo muito confuso e lento.

Com participações de Ahmet Ertegun, Tom Dowd, Dr. John e do núcleo do Derek and the DominosEric Clapton, Carl Radle e Jim Gordon – o disco levanta discussões calorosas. Para muitos é uma perda de tempo (e talento). Para outros, simplesmente o melhor disco já gravado por astros do blues elétrico de Chicago. Definitivamente não é um desperdício de talento. Canções como A Man of Many Words, T-Bone Shuffle e Messin’ With the Kid são ótimos exemplos do que Wells e Guy eram capazes quando inspirados. Guitarras ferozes, vocais sensuais (ou vice-versa) e uma gaita que guia, sem cansar.

A versão lançada agora no Brasil pela Warner foi compilada pela Rhyno (selo norte-aericano especializado em reedições de luxo) e tem algumas faixas que não foram lançadas sabe-se lá o porquê. Dirty Money for You, Sweet Home Chicago e Stone Crazy já valem o preço do CD. Além das músicas extras, que praticamente dobram o tempo de audição do disco original, o CD vem com um encarte especial (em inglês), com notas sobre as faixas especiais e as novidades. Leitura muito interessante.

As novas canções tem a presença do slide de Clapton e um feeling de que todos estavam se divertindo, deixando ainda mais enigmático o atraso de quase dois anos para o seu lançamento. Buddy Guy é hoje uma lenda, Junior Wells não está mais entre nós mas também galga um lugar alto no pódio do blues, mas em 1970, ambos estavam on fire.

Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues é um disco para todos (iniciados ou não no gênero). Boas canções, algumas regravações de clássicos e dois mestres do gênero. Mesmo que você considere o CD muito comercial e produzido – adjetivos que com os quais não concordo -, não há como não admirar a guitarra de Buddy Guy e a gaita poderosa e elegante de Junior Wells. Uma aula de blues.

Serviço:

Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues
Gravadora: Warner
Preço: R$ 49

Uma versão editada deste texto foi publicada no Portal R7

Ruby Tuesday – Rolling Stones

Don’t question why she needs to be so free / She’ll tell you it’s the only way to be

Tem gente que realmente acredita nisso.

Ruby Tuesday
Jagger / Richards

She would never say where she came from
Yesterday don’t matter if it’s gone
While the sun is bright
Or in the darkest night
No one knows
She comes and goes

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I’m gonna miss you…

Don’t question why she needs to be so free
She’ll tell you it’s the only way to be
She just can’t be chained
To a life where nothing’s gained
And nothing’s lost
At such a cost

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I’m gonna miss you…

There’s no time to lose, I heard her say
Catch your dreams before they slip away
Dying all the time
Lose your dreams
And you will lose your mind.
Ain’t life unkind?

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I’m gonna miss you…