Arquivo da categoria: Viagem

Is this the real life? Is this just fantasy?

Instalações inspiradas em filmes que estreiam em novembro iluminam a noite londrina

Para comemorar o lançamento de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald“, uma instalação mágica foi levantada em Londres. Nove varinhas gigantes se iluminam entre a Millenium Bridge e a Saint Paul Cathedral.

animais-fantasticos-londres-frasesdavida

O filme, baseado no livro homõnimo de J.K. Rowling, estreia no dia 15 de setembro. Confira o trailer oficial:

A ação tem como finalidade chamar atenção para a Lumos, criada pela escritora britânica. A missão é acabar com a institucionalização de crianças em todo o mundo.

As varinhas, que têm quinze metros de altura, são versões gigantes das varinhas usadas pelas personagens dos filmes Harry Potter e Fantastic Beasts. As instalações podem ser vistas até 13 de novembro.

As varinhas são acesas às 18h45, todas as noites.  A cada 30 minutos, até que as luzes se apaguem, às 22h45, tocam músicas.

Boa época para visitar Londres

bohemin-rhapsody-carnaby-frasesdavidaJá para os fãs do Queen, o Natal chegou mais cedo. Graças ao lançamento de “Bohemian Rhapsody“, a inauguração da anual luz festiva da Carnaby Street, no tradicional bairro boêmio de Soho, em Londres, foi antecipada.

Asletras da obra-prima de seis minutos foram recriadas em neon e erguidas acima da famosa rua para comemorar o lançamento do filme. Brian May e Roger Taylor, ao lado de membros do elenco incluindo Rami Malek, Lucy Boynton e Gwilym Lee, estiveram presentes ao mmomento em que as luzes foram acesas.

As luzes vão brilhar sobre Carnaby Street até 4 de janeiro. Uma loja temática “Bohemian Rhapsody” foi aberta no local. É possível comprar produtos inspirados na rainha para seus parentes que amam Freddie Mercury.

Leia mais sobre Londres

Anúncios

Os melhores cartões de crédito para acumular milhas e viajar

Levantamento do site Melhores Destinos aponta o Porto Seguro Visa Infinite como a melhor opção para os viajantes

Um dos grandes hábitos de quem gosta de viajar é acumular milhas nos seus cartões de crédito para trocar por passagens, seguros e outras vantagens. O site Melhores Destinos fez o seu ranking anual com os melhores cartões do mercado nesses quesitos.

O levantamento é bastante completo e elege os melhores 14 cartões, destacando suas diferenças, benefícios e o valor da anuidade de cada um deles.

Veja as diferenças aqui e leia o estudo completo neste link.

Porto Seguro Visa Infinite

O cartão Porto Seguro Visa Infinite foi considerado o mais vantajoso para quem gosta de viajar (infelizmente, não possuo um desses). Ele tomou a liderança do Santander Unlimited Mastercard Black (o antigo campeão), por ser mais acessível (você não precisa ser cliente na Porto) e por ter anuidade decrescente (quanto mais usa, menos paga).

Confira os dez primeiros do ranking.

Fonte: Melhores Destinos

Leia outros posts sobre viagens

Gol amplia serviço para pessoas com necessidades

Voe Junto, que monitora o viajante, agora está disponível para clientes de todas as idades

Nem só de serviços de utilidade questionável vive o mercado de viagens aéreas no Brasil. A Gol anunciou a ampliação do serviço Voe Junto, que permite o acompanhamento, em tempo real, das pessoas que estejam viajando sozinhas, mas precisem de um monitoramento pessoal, do check-in ao desembarque.

Crianças e adultos

O programa, que inicialmente estava disponível apenas para crianças de 5 a 11 anos, agora poderá também ser utilizado por qualquer passageiro, seja adolescente, adulto ou idoso, incluindo pessoas com dificuldades cognitivas para compreensão ou comunicação.

Esse monitoramento é feito por meio de uma pulseira de identificação com tecnologia de rastreamento sem fio. Com isso, uma pessoa determinada (pode ser parente ou amigo) recebe todas as informações do trajeto do passageiro em tempo real, através do aplicativo da companhia e/ou por e-mail.

Como Funciona

Após contratar o serviço, disponível para voos nacionais e internacionais da Gol (exceto Miami, Orlando, Quito e Suriname), o passageiro recebe a pulseira com um chip de identificação no momento do check-in e, a cada fase da viagem, colaboradores da companhia fazem a leitura eletrônica dos dados do aparelho para atualização do status de localização, além de acompanhar o passageiro durante todo o percurso. Entre as áreas responsáveis, estão as equipes dos aeroportos da origem, conexões/escalas e destino.


No momento do check-in, no aeroporto, é necessário informar para quem devem ser enviadas as informações sobre o voo e, a partir daí o amigo ou parente que não está junto com o Cliente durante a viagem, receberá as informações sobre cada etapa.

Caso haja alguma intervenção operacional, como o cancelamento ou atraso de voos que possam alterar a viagem do cliente, a GOL irá contatar a pessoa indicada no cadastro para verificar a melhor acomodação. Para crianças de 5 a 11 anos, o serviço permanece obrigatório.

Preço

Para jovens e adultos os preços variam entre R$ 149 e US$ 110 e o serviço pode ser contratado pelo telefone 0300 115 2121.

Boa pedida.

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Dicas de Viagem IV(c): Minivisto para a Europa

Dicas de Viagem V: Tipos de tomadas pelo mundo

Dicas de Viagem VI: Não se aperte com comida

Não gosta de cães e gatos? Cuidado com os voos da Gol

Não gosta de cães e gatos? Cuidado com os voos da Gol

Empresa lança serviço que permite que cães e gatos viagem na cabine do avião, até em voos internacionais

Essa é uma dica de viagem extra

Toda novidade envolvendo empresas aéreas pode ser controversa. Franquia e cobrança de bagagens, novas classes econômicas vip e facilidades para os passageiros precisam sempre de um olhar minucioso.

A última novidade é a possibilidade que a Gol dá aos donos de animais de viajarem com eles dentro das cabines dos aviões. Chamado de Pet na Cabine, o serviço pode ser um alívio para os donos dos animais e um tormento para os demais passageiros.

Assim como acontece com as crianças, animais viajando nas cabines têm um grande potencial para incomodar muita gente.

Crianças na cabine

A coisa é tão séria que uma pesquisa com passageiros dos Estados Unidos mostrou que mais da metade deles (52%, para ser exato) acham que famílias com crianças menores de 10 anos deveriam viajar em uma parte separada do avião.

Empresas como Malaysian Airlines e AirAsia já oferecem zonas livres de crianças em aos seus clientes.

A ideia não é bem vista por empresas brasileiras e norte-americanas, preocupadas com os possíveis problemas de relações-públicas, mas são um sucesso onde existem.

Pode parecer preconceito, mas quem já viajou mais de 11 horas com uma criança chorando por perto sabe que é tudo uma questão de conforto. Afinal, ter filhos é uma escolha do casal e não da coletividade.

Animais de estimação

Sendo um adorador de gatos, entendo totalmente que as pessoas prefiram viajar perto de seus bichanos do que deixá-los em um compartimento isolado.

O problema é que nem todo mundo gosta de animais e eles podem exalar odores e emitir sons nada agradáveis.

Todo o material promocional sobre o novo serviço da Gol é voltado apenas para os donos dos pets. Porém, além de não falar nada sobre quem está sentado no entorno, algumas fotos e informações divulgadas são preocupantes.

A empresa informa que o animal precisa ter no máximo 10 kg (incluindo a caixa de transporte — que não é fornecida pela empresa) e ter, no mínimo, 4 meses de vida. O bichinho vai viajar sob o assento da poltrona a sua frente.

Mas, por exemplo, e os pés da pessoa sentada na poltrona sob a qual está o bicho? E caso o animal urine ou defeque? E se alguém for alérgico a pelos de animais? Bem, nada disso é explicado.

Viagem tranquila?

Seu gato ou cachorro pode ficar pertinho de você durante todo o voo, o que vai deixar a viagem muito mais agradável e tranquila

A frase acima parece até uma provocação para boa parte dos viajantes, mas é assim que a empresa pensa.

Quem quiser saber como seu bichano pode acompanha-lo em um voo da Gol, deve ir até a página do serviço e conferir as condições (embora o preço seja diferente para cada tipo de viagem). Está tudo bem explicado lá.

SFA

Descontos? Avisos aos passageiros? Plano de contingencia? Não. Nada disso é citado no material promocional sobre esse novo serviço.

Procurada, a assessoria da Gol sugeriu que visitássemos a página do serviço — como se isso já não tivesse sido feito — e não respondeu a nenhum dos questionamentos feitos, “por conta de agenda dos porta-vozes”.

Para que porta-vozes se eles não estão disponíveis para falar?

É o famoso SFA!

Update: Conforme avisado nos comentários, quase todas as empresas oferecem esse serviço (cobrando ou não). O que não muda nada.

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Dicas de Viagem IV(c): Minivisto para a Europa

Dicas de Viagem V: Tipos de tomadas pelo mundo

Dicas de Viagem VI: Não se aperte com comida

Dicas de Viagem VI: Não se aperte com comida

Muita gente acha que é difícil conseguir contornar alguma preferência ou alergia alimentar durante uma viagem. Não é!

Que comida de avião é ruim — apesar de detestar a palavra — é consenso, mas foi-se o tempo onde as opções ficavam na tradicional pergunta: carne ou pasta?

Com o crescente número de pessoas com restrições alimentares — seja por problemas de saúde, convicção religiosa ou preferência própria — as empresas aéreas passaram a oferecer uma série de opções aos passageiros.

Até na classe econômica

Como a maioria das pessoas viaja mesmo na rabeira, na senzala (como podia ser chamada antes do nefasto advento do politicamente correto), as preocupações são grandes na hora de encarar uma viagem longa.

Felizmente, as companhias aéreas conseguem adaptar os seus cardápios para quem tem alguma alergia ou restrição alimentar.

É só entrar em contato com a empresa assim que fizer a reserva. Muitas vezes é até possível resolver isso no momento da compra da passagem.

Há pratos vegetarianos, sem glúten, sem lactose, para crianças, kosher (alimentos judaicos), para bebês e ainda há a possibilidade de levar seus próprios alimentos. Fale com a companhia e veja as suas opções.

Para os passageiros das classes executivas e da primeira classe, há mais variedades ainda, mas nem vou falar disso para não chorar.

Declaração médica

Uma dica bastante interessante é, nas viagens para o exterior, levar uma declaração médica especificando a sua restrição/alergia.

Não esqueça que ela deve estar devidamente traduzida para o idioma do país de destino, que deve trazer uma relação dos alimentos que não podem ser consumidos e que sempre deve estar com você, para o caso de alguma emergência.

Nos hotéis e nos passeios

No Brasil, o idioma facilita evitar problemas, mas mesmo no exterior as coisas estão bem mais simples. Muitos hotéis e destinos turísticos (parques, monumentos, etc.) já se adaptaram aos novos tempos.

Disney, Universal Studios e muitos lugares em grandes cidades, como Nova York, Londres e Paris, possuem uma série de opções sem glúten, nut-free (sem nozes, amendoim, caju, castanhas e similares), sem lactose, veganas, etc.

Na Disney, por exemplo, há até uma linha de salgadinhos especiais, a Snacks with Character. Não há motivos para passar fome em lugar nenhum, seja lá qual for o seu problema.

Nos hotéis, o ideal é informar do problema antes de fazer a reserva. Sempre há como pedir refeições especiais e a coisa pode ficar mais fácil quando os quartos estão equipados com geladeira e fogão. Aí, tudo fica por conta da criatividade culinária do viajante.

Caso o hotel não ofereça nenhuma opção, esqueça e procure outro lugar. Saúde em primeiro lugar.

Conclusão

No fim das contas, a modernidade facilita a vida de quem não pode apreciar todas as delícias e gordices do mundo. Os antialérgicos são sempre companheiros leias e podem permitir que lagostas e camarões sejam consumidos sem medo (ufa), mas sempre tome cuidado.

Com alguns cuidados básicos crianças, adultos e idosos podem viajar sem preocupações.

Bom apetite!

Outros bizus

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Dicas de Viagem IV(c): Minivisto para a Europa

Dicas de Viagem V: Tipos de tomadas pelo mundo

Fotos: Divulgação, Till Bartels e Fernando de Oliveira

Lazer deixa de ser prioridade para os brasileiros

Gasto com diversão, que já esteve em 4° lugar na conta dos brasileiros, sequer figura no ranking dos dez maiores gastos de 2017

A crise econômica faz várias vítimas, entre elas a cultura e o lazer, alguns dos itens afetados logo na primeira fase do corte de gastos de quem teve sua renda reduzida.

Pesquisa sobre os gastos do brasileiro mostram que, em 2017, transportes, alimentação dentro do lar, habitação, serviços públicos, higiene pessoal, saúde, artigos de limpeza, bebidas dentro do lar, comunicação e educação foram as prioridades.

Menos viagens

O lazer, que já esteve no top 5, ficou em uma posição modesta no ano de 2016, principalmente por conta da diminuição das viagens (tanto nacionais, quanto internacionais).

A alta do dólar, no caso dos destinos internacionais, e os preços exorbitantes das passagens aéreas nacionais, além dos custos altíssimos de hospedagens no Brasil, desestimularam os brasileiros no quesito turismo.

Economia no supermercado e no bar

A pesquisa também mostra que o brasileiro está mais esperto na hora de fazer as compras de supermercado. Além da troca das marcas famosas por outras menos conhecidas e mais baratas, os consumidores estão optando por embalagens mais econômicas (maiores).

Os gastos com alimentação e bebidas fora de casa também despencaram. Ao invés de almoços ou jantares, as pessoas estão preferindo sanduíches e salgados.

Aquele chopinho com os amigos está cada vez mais raro.

Aviso

As eleições estão chegando e precisamos votar em pessoas e ideias que possam fazer o nosso país sair dessa situação.

Mulheres compram maioria das passagens aéreas

Segundo levantamento da agência ViajaNet, participação feminina é de 64%. Sabe o que isso significa?

Segundo pesquisa divulgada pela agência ViajaNet, as mulheres já respondem por 64% de todas as vendas de passagens aéreas no Brasil.

Esse número significa um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano passado.

Claro que esse número precisa ser relativizado, já que a compra das passagens pode ser feita para outra pessoa ou para toda a família.

Clique para ampliar

Portanto, respondendo à pergunta lá de cima, isso não significa nada.

Dicas de Viagem V: Tipos de tomadas pelo mundo

Você pode achar que está preparado para a sua viagem – passagens compradas, hotéis reservados, passeios programados, seguro de viagem confirmado, etc. – mas será que você está mesmo? Sabe se vai conseguir carregar seus equipamentos eletrônicos?

Tomadas diferentes

Provavelmente você já se perguntou o porquê de o Brasil adotar um tipo de tomada que só existe por aqui. Essa escolha, que parece favorecer apenas aos fabricantes nacionais, ajudou apenas a complicar ainda mais a vida dos viajantes.

Praticamente cada país usa um tipo de tomada próprio e, embora sempre haja a boa vontade dos atendentes dos hotéis ao redor do globo, nem sempre dá para viver sem um adaptador próprio.

Adaptadores

Apesar de baratos, os adaptadores são um dos acessórios imprescindíveis em uma viagem ao exterior. Imagine chegar na Itália e descobrir que não há como carregar seu celular ou filmadora. Não é nada bom.

 

Infelizmente, com a invenção da nova tomada brasileira, a coisa ficou ainda mais confusa e, muito provavelmente, você vai precisar levar um adaptador do novo tipo brasileiro para qualquer outro existente (de preferência as de dois pinos ou duas lâminas/pinos achatados) e comprar um adaptador para as tomadas do país onde está, de preferência ainda no aeroporto ou em alguma loja de eletrônicos.

A coisa é mesmo difícil e vale pesquisar sobre o assunto antes de viajar.

Abaixo exemplos das tomadas ao redor do mundo.

Outros bizus

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Dicas de Viagem IV(c): Minivisto para a Europa

Ainda vale a pena comprar celular no exterior

Pesquisa compara os preços dos 21 celulares top de linha no Brasil e nos EUA

Muitos já ouviram histórias de pessoas que viajaram para o exterior para comprar enxovais e muambas para revender. Agora, com o dólar nas alturas e as passagens de avião custando mais e ainda tendo o limite de bagagens diminuído, o cenário mudou, certo? Errado!

Uma pesquisa divulgada recentemente mostra que a carga de impostos brasileira supera toda a instabilidade da nossa economia e a valorização do dólar. A Cuponation, do grupo alemão Global Savings Group, comparou os preços dos celulares de última geração das 6 principais marcas de tecnologia em 5 grandes e-commerces no Brasil, comparado com os preços do e-commerce mais popular dos EUA.

Os preços

Um bom exemplo da diferença de preços é o valor do (ainda) novo iPhone X com 256GB de memória. No Brasil ele custa, na média, R$ 6.453, enquanto nos Estados Unidos ele pode sair por volta de R$ 4.515 (no cartão) e menos ainda (R$ 4.261) se for pago em dinheiro e se livrar da tarifa do IOF. Já o Motorola Moto Z Play com 32GB é vendido por mais de R$ 2.900, lá fora ele custa entre R$ 1.238 e R$ 1.312. Para finalizar, o S9 Plus com 128GB, da Samsung, na terra do Tio Sam, custa entre R$ 3.050 e R$ 3.300, muito mais barato que os R$ 4.600 cobrados por aqui.

Vale a viagem

Com as diferenças apresentadas, se um casal decidir trocar os celulares eles vão poder viajar para os EUA, passar um fim de semana em Nova York, por exemplo, ficar hospedado em um hotel em Manhattan e ainda economizar. A passagem (ida e volta) para NY está custando por volta de R$ 1.795 e, para Miami, R$ 1.668. Um hotel, com café da manhã e happy hour e não muito distante da Times Square custa R$ 1.400 por três dias/duas noites. Dependendo dos modelos escolhidos (pelo menos dois) você paga a passagem e a estadia e ainda sobra um trocado para se alimentar (cachorros-quentes e pizzas).

Conclusão

Esse resultado é uma VERGONHA! Não há explicação para termos preços tão absurdos em produtos que são montados no exterior ou com a maioria das peças fabricadas na China. Se tivéssemos passagens por preços mais justos a situação seria ainda mais desfavorável ao comércio brasileiro. Imaginar que a economia pode ser aumentada se o destino escolhido for Miami ou se o hotel em NY estiver situado fora da ilha, só aumenta a vontade de comprar uma passagem e viajar o mais rápido possível, mesmo que não precise de um celular novo.

PS: Uma pesquisa própria, em lojas e hotéis das duas cidades citadas mostrou que o valor da viagem pode baixar bastante.

Dicas de Viagem IVc: minivisto para a Europa

Brasileiros precisarão de ‘minivisto’ eletrônico antes de viajar à Europa. Medida entra em vigor em 2021

A série de dicas para evitar ser barrado em um país estrangeiro já deveria ter terminado, mas a notícia de que a União Europeia vai passar a exigir um visto eletrônico para que cidadãos de vários países (inclusive o Brasil) me fez repensar e incluir mais um post na série.

A exigência só vai valer a partir de 2021 e é parte de uma estratégia para aumentar a segurança e evitar atentados terroristas e a imigração ilegal, alguns dos problemas mais graves do continente.

Como vai funcionar

O Etias (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem, na sigla em inglês) nem vai mudar muito a vida do turista brasileiro, apenas aumentar um pouco a burocracia na hora de planejar uma viagem. Segundo as informações divulgadas, o viajante que quiser visitar Paris ou Roma, por exemplo, terá que preencher um cadastro e pagar uma taxa de 7 euros (cerca de R$ 32, em valores de julho de 2018).

Relembrando: hoje, os turistas brasileiros que querem viajar para um dos países da União Europeia precisam apenas de um passaporte válido e responder a algumas perguntas sobre o motivo da viagem, além de comprovar a existência de um seguro de viagem e de fundos suficientes para se manter durante a estadia.

Quando o Etias estiver em vigor, será necessário preencher um formulário online com dados pessoais, número do passaporte e histórico anterior de viagens (o que deve facilitar a aceitação no continente). Esse formulário precisará ser preenchido com pelo menos 96 horas de antecedência do embarque e, conforme já mencionei, também será cobrada a tal taxa de 7 euros de taxa, sendo ou não concedida a autorização.

Os seus dados serão checados por vários órgãos – entre eles a Interpol – para saber se há algo que desabone a sua entrada no Velho Continente.

E o Reino Unido?

O Etias vai abranger toda a Área Econômica Europeia (AEE) e os países membros da Associação de Livre Comércio Europeia. Ou seja, toda a União Europeia, além da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. São, no total, 36 países que utilizarão a nova diretriz. Mas, e o Reino Unido? Bem, as Irlandas, a Inglaterra, País de Gales, Escócia, além de países como Bulgária, Croácia, Chipre e Romênia não vão exigir o Etias. Porém, como ele será exigido em caso de escalas em países da União Europeia, sua obrigatoriedade acontecerá em quase 100% dos casos.

Tempo de validade

A autorização de entrada na Europa será válida por até três anos.

Boa viagem (antes de 2021)!

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Continuando as dicas para evitar problemas no desembarque em solo estrangeiro, chega a hora de falar de um item importante e muitas vezes negligenciado pelo viajante: o seguro viagem.

A importância do seguro

Antes de falarmos sobre quais países exigem o seguro, é importante dizer que ele é importante para a sua saúde e segurança. Ao contrário do que muitos pensam, o seguro viagem não é apenas um plano de saúde. Ele cobre vários outros itens, como perda de bagagem, despesas jurídicas e remarcação de passagens, entre outras coisas. Mas, mesmo que sua função fosse apenas cobrir gastos médico-odontológicos – e falo por experiência própria – ele já seria mais que útil, já que uma consulta médica na Europa pode desfalcar em muito o orçamento.

Seguro ou Assistência Viagem?

Embora exista essa diferenciação, para o viajante o nome não faz muita diferença. O importante é saber quem se está contratando e quais as condições do produto escolhido. O importante é saber se você terá que pagar pelos procedimentos médicos (escolhendo os locais de consulta e exames, por exemplo) ou se terá que se dirigir até um local credenciado pelo seguro. Há prós e contras nas duas modalidades, mas a disponibilidade financeira é mesmo o mais importante na hora de decidir.

Normalmente, em uma emergência, ter a liberdade de escolher onde ir é muito bom, mas os custos podem ser bastante altos. Para os que se preocupam com a burocracia, aviso que já utilizei essa modalidade e não tive nenhum problema com o reembolso das despesas. Uma boa notícia é que as seguradoras, na maioria das vezes, vendem os dois serviços no mesmo pacote. É preciso ler bem as letras miúdas do contrato.

Leve em conta também que alguns países da Europa exigem um seguro com cláusulas especiais (falaremos disso mais para frente no texto).

Quanto custa?

Essa é a grande pergunta. O custo do seguro depende muito do tempo, destino da viagem e do tipo de cobertura que se escolhe. Comparado com outras despesas (até mesmo taxas de embarque) o seguro é barato e há maneiras de deixa-lo ainda mais em conta ou até sem qualquer custo. Em 2017, para uma viagem de 17 dias para os EUA, o gasto foi de menos de R$ 300. Há vários sites onde é possível comparar preços de diversas seguradoras.

Como conseguir o seguro grátis

Hoje em dia há várias maneiras de conseguir bons descontos ou até mesmo o seguro de maneira grátis. Clubes de milhagens, programas de descontos e até mesmo cartões de crédito oferecem seguros de viagem para seus associados. É preciso verificar todos os seus programas e quais as condições e características do seguro disponível. Existe a possibilidade das condições e preço não serem interessantes, mas também é possível conseguir um produto que satisfaça as suas necessidades totalmente de graça.

Quanto tempo de cobertura?

Esse é um item com o qual o viajante novato costuma se enrolar. O seguro precisa cobrir desde o dia do embarque até a data do desembarque de volta. Não adianta fazer o seguro para o dia da saída do voo, mas sim da chegada! Esse cuidado é importante para a sua segurança e para os fiscais alfandegários.

O seguro é obrigatório?

Sim, é obrigatório para quem vai viajar para a Europa, Estados Unidos, Cuba e alguns outros destinos.

Europa x EUA

Há diferenças nas exigências dos seguros para os Estados Unidos e para a Europa.
Na Europa é preciso que o seguro cubra pelo menos 30 mil euros em despesas médicas – pode parecer muito, mas como já mencionei, o preço é bastante baixo e vale muito. Mais importante ainda, sem ele a sua entrada no destino está gravemente ameaçada. A regulamentação do Velho Continente é guiada pelo Tratado de Schengen, um acordo feito por vários países – Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Romênia e Suécia – e que obriga todas as pessoas de outros países que vão para lá, a fazerem um seguro de viagem.

Atendimento em português?

Normalmente as seguradoras oferecem telefones onde podemos conversar com alguém em português (voz ou mensagens instantâneas), mas é muito importante ler as letras pequenas do contrato, para ter certeza desses detalhes.

E se o seguro falhar?

Como dizem os ingleses: shit happens. Embora as chances de alguma zebra com o seu seguro acontecer seja raríssima, imaginando que você escolheu uma boa seguradora, a possibilidade sempre existe.

Caso tenha dificuldades em entrar em contato com a sua seguradora quando estiver no exterior, o ideal é deixar cópias dos seus documentos e do contrato com alguém de sua confiança no Brasil, onde será (em teoria) falar com a empresa. Se o problema for algum reembolso não efetuado, a dica é guardar todos os comprovantes dos pagamentos realizados para poder reclamar nos órgãos competentes – A Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), ou mesmo para acionar a seguradora na Justiça.

Não coloquei links para seguradoras porque são muitas as variáveis que podem fazer com que uma empresa tenha o produto ideal para você. Além disso, o blog não tem parcerias e, mesmo que tivesse, não daria uma dica furada para os seus 13,75 leitores.

Caso tenha dúvidas ou algum aspecto que ache que devesse ter sido abordado, deixe um comentário no post ou envie um e-mail para blogdoferoli@gmail.com

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Copa do Mundo aumenta em seis vezes a venda de passagens aéreas para a Rússia

Copa começou e ainda tem muita gente viajando

Parece óbvio que a venda de passagens aéreas para o país sede cresça. Porém, saber que as vendas de passagens aéreas para a Rússia subiram seis vezes, impressiona. Mais ainda se levarmos em conta que sempre há gente que decide em cima da hora, de acordo com o desempenho da seleção.

Segundo levantamento do site ViajaNet, quase metade dos bilhetes para Moscou foi comprada em março deste ano. A quantidade de bilhetes vendidos para os dias de torneio é 520% maior em comparação com o mesmo período do ano anterior

Pelo jeito, o brasileiro aprendeu a planejar.

Dica para a Copa: Transiberiana: uma viagem de trem pelo mundo soviético

O título é longo – Transiberiana: uma viagem de trem pelo mundo soviético (e por outros países que não me deixaram entrar) -, mas a leitura é boa para quem já está na Rússia, ainda vai viajar ou vai ficar acompanhando a Copa por aqui mesmo.

O livro narra as aventuras de Zizo Asnis – escritor gaúcho de guias de viagem – que visitou vários países da ex-União Soviética, como a Bielorrússia e seguindo por Moldávia, Ucrânia e, Rússia, além de Mongólia e China.

O texto é leve, bem-humorado e vai ser uma boa companhia para os intervalos entre os jogos.

Alguns trechos do livro


Chernobyl

“Entrar nesses locais é a parte mais chocante da visita. Não tem como não se comover. Diferentemente de um museu, onde se tem acesso a informações, fotos, documentos, aqui não há nada escrito, fotografado, documentado, mas há evidência de vidas – vidas vividas e bruscamente interrompidas, como raramente se pode testemunhar.”

Cazaquistão

“E o que eu sabia do Cazaquistão? Fazia parte da União Soviética. Tinha montanhas. Tinha uns prédios modernos meio bizarros. E tinha Borat, o segundo melhor jornalista do glorioso país Cazaquistão! Enfim, um destino perfeito, ainda mais estando a poucas horas da fronteira. Só havia um possível problema: eu não tinha o visto. Não há consulado do país no Brasil, e não havia tempo hábil para solicitar em nenhum local durante esta viagem. Entretanto, eu vislumbrava duas chances: conseguir o visto na fronteira, eventualmente pagando uma taxa de ágio (e espero que ágio não seja eufemismo para propina) ou eu ser dispensado do visto. No site do Governo do Cazaquistão, informava sobre a necessidade de brasileiros portarem o visto, mas havia uma informação secundária, numa página mais escondida, que dispensava o visto de brasileiros (acho que a isenção era para diplomatas, mas não estava claro). Mesmo que aquilo tenha me parecido um erro, resolvi arriscar. E mais: constatei que argentinos não precisavam de visto para o Cazaquistão. Como assim? Por que cidadãos da Argentina não precisam e os do Brasil, sim? Considerei aquilo um ultraje diplomático que eu não iria aceitar, e assim, munido de todos os motivos do mundo, eu estava a caminho do território cazaque – sem visto”.

Transiberiana: uma viagem de trem pelo mundo soviético (e por outros países que não me deixaram entrar)

Preço – R$ 39,90
Páginas – 192
Compra através do link

Dicas de Viagem – Escócia – Parte IV – Um roteiro dos TOP 10 imperdíveis na capital

Edinburgh Castle

A capital da Escócia é um sonho! Duvido que alguém conheça e não caia de amores. E não interessa se o céu está azul e o sol brilha, ou se é um dia tipicamente escocês, com chuva e muito, muito vento.

Edinburgh é uma cidade linda e cheia de programas maravilhosos para fazer.

Mas o que não dá para perder numa primeira visita?

Para facilitar a vida de quem tem pouco tempo e quer ver só o principal, selecionei dez atrações imperdíveis em Edinburgh. Como já estava prometido uns posts atrás

Tive a chance de apresentar a cidade para alguns amigos, que ficaram curiosos de eu tanto falar. Para eles, costumo dizer, sem medo de errar: a Escócia é dourada.

Edinburgh também!

Apesar de ser bem cosmopolita, é uma cidade pequena para os padrões brasileiros. E para quem já conhece Londres, por exemplo. O que é melhor ainda!

Então, a primeira dica para quem vai é: conheça a cidade a pé!

Com uma arquitetura basicamente vitoriana, a sensação é que as coisas não mudaram muito por ali com o passar dos séculos. É a capital escocesa desde 1492.

Dividida em Old Town e New Town, tem muitas de suas ruas principais ligadas por vielas, ladeiras e escadarias. Por isso, para ir de um lado para o outro, prepare as perninhas para trabalhar!

1 – Castelo de Edimburgo

Construído a 120 metros de altura do nível do mar, o Edinburgh Castle é onipresente. Onde quer que você esteja ali no centro da cidade, ele está te vigiando. A estrutura, que já sofreu várias transformações e reconstruções ao lono do tempo, guarda mais de 1.400 anos de história.

A cidade nasceu em torno no castelo. Isso lá pelo século IX. A Castle Rock, montanha onde a construção foi erguida, é, na verdade, um vulcão extinto que, estima-se, esteve em atividade há uns 340 milhões de anos.

Irado, não?

Visitar o castelo é atravessar toda a história do país e da cidade. Foi moradia preferida dos reis da Escócia até a união com a coroa inglesa, em 1603, e seus dangeons serviram de prisão para os jacobitas, um pouco mais de um século depois. Também teve papel estratégico importante durante a segunda grande guerra para o exército britânico.

Do alto do pátio está uma das mais belas vistas da cidade. No interior, as Joias da Coroa escocesa (Crown Jewels) e a Pedra do Destino (Stone of Destiny), a famosa rocha onde os monarcas eram coroados, levada para Londres e foi devolvida à Escócia em 1996.

Dica de ouro: programe-se para estar no castelo às 13h em ponto. De segunda a sábado, o One O’clock Gun, um canhão que fica no Mills Mount Battery, é acionado — proteja os ouvidos!

2 – Royal Mile

Robert Fergusson

É a rua mais turística e movimentada da cidade. Na verdade, a Royal Mile é uma sucessão de ruas que descem do Castelo até o Palácio de Holyroodhouse.

A extensão entre um e outro é de exatamente uma milha — ou seja, quase dois quilômetros de subidas e descidas cheias de atrações.

Desde os primórdios, foi a rua mais importante da cidade. E mantém seu status. Um status tão importante que estou pensando em fazer um post especial com cada uma das paradas que devem ser feitas ao longo da Royal Mile, para você não perder nem um centímetro desses quase dois quilômetros.

Na foto, a estátua do notável poeta escocês Robert Fergusson, em frente à Kirk of Canongate, construída entre 1688 e 1691, na Old Town.

3 – Palace of Holyroodhouse

Se o Edinburgh Castle era o preferido da realeza escocesa, o Palácio de Holyroodhouse é o favorito da realeza inglesa há gerações. É a residência oficial da Rainha Elizabeth II quando está no país. E está aberta a visitação, para quem tiver um tempinho sobrando.

É possível passear por vários ambientes do palácio em uma visita guiada. Mas apenas quando a família real não está na área. Incluindo a Galeria de Artes da Rainha, que por si só já vale o bilhete.

Mas não deixe de visitar as ruínas da Abadia, nos jardins do palácio, que data de 1128.

4 – Holyrood Park & Arthur’s Seat

Ruínas da St. Anthony’s Chapel

O parque fica bem ao lado do Palácio de Holyroodhouse, com o luxo de ter uma enorme montanha só pra ele. Outro vulcão extinto.

O monte é conhecido como Arthur’s Seat e tem algumas trilhas que levam ao seu topo. As vistas para a cidade são as mais arrasadoras da região. Quem assistiu a Trainspotting 2 vai identificar logo o local.

Trainspotting 2

São 251 metros de altura. Mas a subida é muito mais tranquila do que pode parecer a princípio. E vale muito à pena. A vista é realmente de tirar o fôlego (tanto quanto a subida!), e pode se ver quase toda cidade e muito dos seus arredores.

No parque, as atrações são algumas ruínas e lagos — como a St. Anthony’s Chapel, que data de 100 —, que dão fotos espetaculares para guardar pro resto da vida.

5 – Grassmarket

Last Drop Pub, na Grassmarket. Prisioneiros eram executados em frente ao pub

A praça não fica muito distante da Royal Mile. É cheia de restaurantes e pubs; um lugar bacana para sentar e beber e ver o tempo passar.

Uma informação macabra é que a praça já foi local de execução pública. O nome de alguns pubs por ali fazem referência ao fato e não me deixam mentir.

6 – National Museum of Scotland

É a casa da ovelha Dolly! Tá lá o primeiro clone “britânico” empalhada no museu, que a Dolly é escocesa. O acervo do museu é bem diversificado e vale uma visita.

A melhor parte é a que conta muito da cultura e história do país, mostrando tradições e inovações tecnológicas.

A entrada é gratuita!

7 – Princes Street, Rose Street e Princes Street Gardens

A Princes Street é passagem obrigatória para quem cruza da New Town para a Old Town e vice-versa.

É a rua mais comercial da cidade, tipo um shopping a céu aberto. Lojas famosas como a Jenners, a Galerie Lafayette escocesa, estão ali.

Na rua paralela, a Rose Street é um grande calçadão. Cheia de pubs e restaurantes charmosos, é perfeita para descansar das compras e curtir uma boa refeição.

Se de um lado a Princes Street tem lojas e magazines, do outro fica um belo parque. O Princes Street Gardens tem pequenos cafés para lanches rápidos e diversos banquinhos para descansar — olhe a plaquinha ao sentar!

Passear por ali é uma delícia, sempre com vista para o castelo. Se estiver na cidade durante a primavera, não deixe de procurar pelo Floral Clock. O relógio de flores é o mais antigo do mundo e marca as horas de verdade!

8 – Scott Monument

O monumento que fica na Princes Street é uma homenagem da cidade ao popular escritor escocês Sir Walter Scott.

Sua torre de 61 metros de altura oferece uma vista incrível do centro e do castelo.

Subir os 287 degraus é para os fortes, mas compensa!

9 – The Balmoral

Hotel de luxo em pleno centro da cidade. Pode não ser pro seu bico, mas vale foto, especialmente ao anoitecer, quando seus contornos de arquitetura vitoriana ficam iluminados.

A construção data de 1895, resultado de uma competição financiada pela Scottish Railway para dar um up no turismo local. Do gaélico, The Balmoral significa morada majestosa. Em 1991, depois de ter sido trocado de dono, o hotel foi reinaugurado com presença de ninguém menos que Sir Sean Connery.

Em fevereiro de 2007, J.K. Rowling se trancou no quarto 230 para terminar a saga Harry Potter. Anos mais tarde, a escritora escocesa retornou ao mesmo quarto para ser entrevistada por Oprah.

10 – Calton Hill

Outra das montanhas bem no centro da cidade. A Calton Hill fica na New Town. O acesso é bem fácil, com subida pouco íngreme e com o caminho de pedras.

Para encontrar o acesso, é só seguir pela Regent Road e logo chega lá. O lugar também oferece um linda vista panorâmica da cidade e arredores. Do alto, pode-se ver o Arthur’s Seat e o porto de Leith, além de Portobello Beach.

Alguns dos monumentos mais famosos da cidade, como Dugald Stewart Monument, Nelson Monument e o National Monument, estão no alto do Calton, onde também acontece, tradicionalmente, a festa pagã de Beltane.

Texto de Débora Thomé

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Escócia I

Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

Dicas de Viagem – Escócia – Parte III – Afinal, o que não pode ser deixado de fora?

Outros posts sobre viagens e turismo

As principais cidades do mundo para os amantes da música

O Tripadvisor, um dos maiores sites de viagens do mundo e sempre com boas avaliações de colaboradores. Recentemente o site divulgou uma lista com as cidades mais importantes para os amantes da música. Infelizmente eles não divulgaram os critérios para a escolha, mas admito que não tenho muitas divergências quanto aos locais (com a exceção da falta de Londres e NY), apenas quanto ao seu ranking.

Toda lista é polêmica e fica claro que essa pesquisa teve como base os Estados Unidos, mas realmente o estudo parece ter sido bem feito.

O ranking

1. Nashville, EUA
2. Nova Orleans, EUA
3. Dublin, Irlanda
4. Menphis, USA
5. Branson, USA
6. Doolin, Irlanda
7. Budapeste, Hungria
8. Havana, Cuba
9. Key West, USA
10. Liverpool, Inglaterra
11. Salzburgo, Áustria
12. Montreal, Canadá

Para conhecer todas as cidades recomendadas, siga o link.

Número de brasileiros deportados dos EUA aumenta 29% entre 2016 e 2017

Antes de passar para o tópico Seguro de Viagem, das nossas Dicas de Viagens, acho que vale mostrar que a coisa não está fácil para os brasileiros que vivem nos Estados Unidos e, por conseguinte, para os brasileiros que pretendem viajar para o país.

Segundo dados oficiais do governo norte-americano, entre 2016 e 2017 houve um aumento de 29% de brasileiros deportados dos EUA. Foram 1.095 deportados em 2016, contra 1.413 em 2017.

As razões

Segundo alguns especialistas, um dos motivos para o aumento do número de brasileiros deportados é a entrada nos EUA com visto errado, embora permanecer no país após o prazo permitido também seja uma razão relevante.

De acordo com um relatório divulgado em dezembro pela Human Rights Watch, durante os sete primeiros meses da presidência de Trump, o número de imigrantes detidos no interior e não nas fronteiras dos EUA – sendo muitos deles arrancados de suas famílias e comunidades – aumentou 43% em comparação com o mesmo período em 2016. As detenções de imigrantes sem antecedentes criminais quase triplicaram.

Vale lembrar que se o seu visto for negado, um outro só pode ser pedido depois de seis meses e, caso seja deportado, a pessoa ficará sujeita a impedimento de retorno aos EUA por um período que varia entre 3 e 10 anos.

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem Parte IV(a) – Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro

Viajar para o exterior requer uma série de procedimentos e precauções. Nada pior do que ter as férias ou uma viagem de trabalho frustradas por ter a sua (ou de algum acompanhante) entrada barrada no país de destino. Muita gente acha que é só obter o visto de entrada e tudo está resolvido. Ledo engano! O visto é muitas vezes obrigatório, mas não garante nada. Além disso, há muitos outros fatores que podem contribuir para que sua entrada seja negada em algum território. Neste post vou apontar os principais pontos que devem ser observados para garantir que sua admissão seja quase garantida. Portanto, preste atenção nessas Dicas para não ser barrado em um país estrangeiro.

Os vistos

Bem, para início de conversa, verifique se o país para o qual está indo e – MUITO IMPORTANTE – todos os países onde eventualmente fará escalas exigem visto. Caso o seu voo faça uma escala, digamos, no Canadá, é obrigatório que você tenha o visto de entrada no país ou você não vai seguir viagem (veja abaixo a lista dos países que exigem visto). As coisas são mais simples quando a viagem é para a América do Sul (para a maioria dos países não é necessário nem passaporte, apenas um documento de identidade original com foto, em bom estado (de preferência com menos de dez anos de emissão, como o RG ou a CNH). Porém, lembre-se de que mesmo a obtenção do visto (muitas vezes com o pagamento de taxas não muito suaves) não garante nada. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, “certificados de hospedagem, comprovantes do objetivo da viagem, cartas-convite e bilhetes de retorno ao Brasil podem ser exigidos pelas autoridades estrangeiras”. Fique preparado!

Pesquise também o tempo que cada país demora para a emissão do visto. Não são raros os problemas técnicos que podem fazer com que o documento demore meses para chegar até as suas mãos. Portanto, nunca marque sua passagem antes de ter certeza de que conseguiu o visto.

Onde o visto é obrigatório

Afeganistão, Angola, Arábia Saudita, Argélia, Austrália, Azerbaijão, Bangladesh, Bahrein, Belize, Benin, Brunei, Burkina Faso, Burundi, Butão, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Canadá, Catar, Chade, China, Comores, Coreia do Norte, Costa do Marfim, Cuba, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Eritreia, Estados Unidos, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiana Francesa, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Iêmen, Ilhas Cook, Ilhas Kiribati, Ilhas Marianas, Ilhas Marshall, Ilhas Maurício, Ilhas Salomão, Índia, Irã, Iraque, Japão, Jordânia, Kuwait, Laos, Lesoto, Líbano, Libéria, Líbia, Madagascar, Malawi, Mali, Mauritânia, Moçambique, Moldova, Myanmar, Nepal, Níger, Nigéria, Omã, Papua-Nova Guiné, Paquistão, Quênia, Quirguistão, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Síria, Somália, Sri Lanka, Suazilândia, Sudão, Sudão do Sul, Tadjiquistão, Taiwan, Tanzânia, Timor Leste, Togo, Turcomenistão, Uganda, Uzbequistão, Vanuatu, Vietnã, Zâmbia e Zimbábue.

Visto não exigido para viagens de até 30 dias

Bolívia, Cazaquistão, Cingapura, Honduras, Ilhas Maldivas, Indonésia, Micronésia, Nauru, Nicarágua, República Dominicana, República do Palau e Tonga.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 60 dias

Samoa Ocidental e Venezuela.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 90 dias

África do Sul, Albânia, Alemanha, Andorra, Argentina, Armênia, Áustria, Bahamas, Belarus, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Botsuana, Bulgária, Chile, Chipre, Coreia do Sul, Costa Risca, Croácia, Dinamarca, Dominica, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Geórgia, Granada, Grécia, Guatemala, Haiti, Holanda, Hong Kong, Hungria, Ilhas Fiji, Ilhas Seychelles, Ilhas Tuvalu, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Jamaica, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macau, Macedônia, Malásia, Malta, Marrocos, México, Mônaco, Mongólia, Montenegro, Namíbia, Noruega, Nova Zelândia, Palestina, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Rússia, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Martinho, São Vicente e Granadinas, Sérvia, Suécia, Suíça, Suriname, Tailândia, Trinidad e Tobago, Tunísia, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Vaticano.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 180 dias

Antígua e Barbuda, Barbados, Colômbia e Grã-Bretanha.

Valores de alguns vistos

Austrália US$ 135
Canadá US$ 150
Estados Unidos US$ 160
Nova Zelândia US$ 140
China / Taiwan US$ 100
Rússia US$ 160

Cuidado com a bagagem e declare tudo

Problemas na bagagem são um dos principais motivos para barrar a entrada de estrangeiros. Sendo assim, muito cuidado ao aceitar levar encomendas para amigos ou conhecidos. Virar mula e ser preso ou deportado por conta de um favor, não é bom.

Outra dica muito importante é declarar tudo. Caso esteja levando algum produto que possa ser considerado agrícola (café, por exemplo), de origem animal (patês, etc) ou que possa infringir alguma lei sanitária do país de destino (queijo, etc), declare! Normalmente o viajante precisa preencher um formulário respondendo uma série de perguntas sobre o que está levando e, em caso de dúvida, opte por dizer que sim. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, essa tática pode até ser benéfica, já que você é atendido por um agente da imigração fora da fila normal e, caso não tenha nada de ilegal na sua bagagem, pode ganhar um tempo precioso.

No próximo post: A importância do seguro de viagem e de ter um roteiro definido.

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Outros posts sobre viagem e turismo

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XXIV – As cidades mais caras do mundo para se viver

Há pouco tempo publiquei uma pesquisa que mostrava quais as cidades estrangeiras preferidas pelos brasileiros. Com o atual cenário do dólar e das principais moedas (euro e libra) a escolha de um destino passa obrigatoriamente pela questão econômica. Se uma cidade é considerada cara para se viver pelos próprios locais, imagine os custos para nós,

Uma pesquisa da revista britânica The Economist revela o ranking das cidades mais caras e as mais baratas para se viver no mundo. Fiquei surpreso com a colocação das cidades brasileiras (que considero muito caras). São Paulo aparece na 77ª posição e o Rio de Janeiro em um estranho 82º. Os lugares mais caros são dominados pela Ásia e Europa, enquanto os mais baratos estão melhor divididos.

Os quesitos

Para chegar a esse ranking a publicação analisou 150 itens como custo com comida, bebida, moradia, transporte, cuidados pessoais, entretenimento, educação, transporte, compras de supermercado e até o preço dos cigarros. A pesquisa é extensa e esmiuçar todos os seus aspectos demandaria um tempo demasiado longo. Então….

Cingapura é a mais cara

Se houve variação no ranking, ela passou longe do 1º lugar. Pela quinta vez consecutiva Cingapura foi classificada como a cidade mais cara do mundo. A cidade foi a mais cara no transporte e nas compras de supermercado. Nova York e Los Angeles foram as mais caras dos Estados Unidos (13º e 14º lugares, respectivamente), ficando muito adiante de Londres (30º), por exemplo.

Portanto, na hora de escolher um destino de viagem, de intercâmbio ou mesmo um local para viver longe do Brasil, vale a pena dar uma conferida nesse ranking.

As mais baratas

Gostaria de falar mais sobre as mais baratas, mas não acredito que Damasco (na Síria) ou Caracas (Venezuela) sejam capazes de atrair a atenção de muita gente no momento, principalmente por conta do péssimo momento social/econômico pelos quais os países onde estão localizados passam.

O ranking

As cidades estrangeiras que o brasileiro mais gosta de visitar

OrlandoQue o brasileiro gosta de viajar ninguém duvida, mas que o gosto pelos destinos pode ser questionado também não tenho dúvidas. Segundo um levantamento realizado pela agência ViajaNet (entre janeiro e março deste ano), Londres fica de fora dos dez destinos mais procurados, enquanto quatro cidades dos Estados Unidos estão no Top 10. A pesquisa é tão surpreendente que Paris aparece numa modesta 6ª posição e Roma na , mostrando que o Velho Continente e o turismo cultural andam em baixa na conta dos turistas tupiniquins.

Ainda segundo a pesquisa, as vendas de passagens aéreas internacionais cresceram 27% entre janeiro e março deste ano no Brasil, quando comparadas com o mesmo exercício anterior e (segundo a pesquisa F(r)ases da Vida/Blog do feroli) o preço das passagens para os EUA e para as principais cidades da Europa ficaram praticamente parelhos, não justificando a preferência pela Terra do Tio Sam.

MiamiSegue o ranking

1 – Orlando

2 – Miami

3 – Nova Iorque

4 – Los Angeles

5 – Lisboa

6 – Paris

7 – Toronto

8- Roma

9 – Madri

10 – Cancun

Fonte: ViajaNet 

B.B. King Club NY fecha as portas

A última visita (julho/2017)

Toda vez que uma boa casa de espetáculos fecha sinto uma enorme dor no coração, principalmente quando conheço e gosto do lugar. A notícia de que o B.B. King Blues Club & Grill, no coração de Nova York (no 237 da rua 42) encerrou as atividades choca tanto quanto os do Olympia, em São Paulo (em 2006) e do Canecão (em 2010).

Conheci a casa – que funcionava desde 2000 – em 2002 e sempre tive ótimas experiências tanto em relação aos shows, quanto ao cardápio e o atendimento – cheguei a ganhar convites grátis para um show porque era um dos únicos brancos em um show de soul music. Por lá, passaram nomes como o do próprio B.B., Aretha Franklin, James Brown, Etta James, Prentiss Mcneil, Alicia Keys, The Allman Brothers, ZZ Top, Jay-Z, Bon Jovi, Big Gilson, Mary J. Blige, Denny Laine, Jerry Lee Lewis, Little Richard, Chuck Berry, Al Green, Bruce “Big Daddy” Wayne, Wilson Pickett, Bo Diddley e Buddy Guy (que fez o show de encerramento). Lá também era a casa de um ótimo brunch com coro gospel (The Harlem Gospel Choir) aos domingos e com um cover dos Beatles, aos sábados.

Buddy Guy fez o último show, em 29 de abril.

A razão do fechamento – dada em nota oficial – foi o preço do aluguel, que ficou alto demais, apesar da quase totalidade dos shows ser sold out. Tsion Bensusan, responsável pelo local, também reclamou da prefeitura de Nova York, que fez um grande esforço para revitalizar a área duas décadas atrás, mas que agora não está se preocupando com o futuro da área.

Os shows que estavam programados foram realocados para outras casas, mas a maioria será realizada no Sony Hall, que ainda não conheço, mas que fica pertinho (na 46, entre 7ª e 8ª. Infelizmente alguns foram para bem longe do Times Square, mas nada que uma pequena viagem de metrô não resolva.

O (bom) vinho dos Rolling Stones

Uma pena que um dos marcos de Nova York, onde podíamos assistir bons shows por um preço justo e até experimentar o vinho (surpreendentemente bom) dos Rolling Stones, agora, seja apenas uma lembrança.

Ainda não há informações sobre o que vai funcionar no local, mas espero que não seja uma igreja ou uma farmácia, como acontece por aqui,

Deve ser horrível morar em uma cidade que não cuida da sua memória cultural!

Lembrando do caso Canecão

Desde maio de 2010 que o Canecão está fechado por conta de uma ordem judicial que determinou sua reintegração a UFRJ. Na época (e até hoje), muita gente inteligente saudou a decisão, como se a universidade tivesse alguma competência para operar o que era a principal casa de espetáculos do Rio. Sempre há o argumento de que o contrato era danoso (!?) para a instituição. Quem defende isso parece esquecer que o fim do Canecão foi danoso para a cidade, o estado e o país, já que perdemos uma grande parte da nossa história musical.

Abaixo um trecho do meu post de 8 de janeiro de 2012.

A UFRJ continua sendo uma instituição incompetente para gerir o espaço, diferente do que pode acontecer na gestão do seu ensino. Saber que membros da chamada academia se recusam a sequer admitir passar parte da gestão para alguma empresa ou grupo de pessoas fora da instituição é prova de que vivem dissociados da realidade. Querer criar algo como um Centro Cultural é ridículo! Centro Cultural, na visão dos nobres membros do Conselho Universitário, o fórum de 50 integrantes (afora os suplentes) pelo qual passa toda decisão importante tomada na UFRJ, é sinônimo de atrações que não interessam ao público do Rio e nem mesmo aos estudantes, que poderiam ser obrigados a prestigiar o espaço.

Viva a (burra) autonomia universitária e a facilidade em destruir o que beneficia o público. Não é só o Rio e o Canecão que foram vítimas de decisões estúpidas. Várias outras instituições de ensino – verdadeiros buracos negros de verbas e que se preocupam mais com pesquisas do que com ensino, o desenvolvimento cultural ou o bem-estar da população, vivem retomando e fechando teatros, cinemas e casas de espetáculo Brasil afora.

A academia deve estar feliz em ver Roberto Carlos e Chico Buarque falando publicamente que sentem não tocar no Canecão. Também devem estar felizes em saber que um espaço voltado para a comunidade acadêmica não deverá ser utilizado por plebeus da música mundana ou por qualquer evento relativo aos Jogos Olímpicos ou a Copa do Mundo. Afinal, quem precisa disso? Precisamos é de salas de cultura, onde possamos ver curtas-metragens ou exposições de fotos ou mesmo de obras de arte feitas de barro, sei lá.

Johnny Winter, um dos últimos grandes shows que vi no Canecão

O Brasil é um país sem rumo. Políticos corruptos/incompetentes/retrógrados, tribunais superiores infestados de ratos, instituições de ensino que não usam suas verbas para o que deveria ser sua finalidade (o ensino e não a pesquisa), uma total falta de respeito pela vida, além de visões tortas sobre o conceito de social.

Não sei se ainda verei alguma mudança significativa na situação geral do país, mas tenho certeza de que nunca mais verei um Canecão que possa trazer algo de realmente bom para a Cultura.

 

Fotos: Divulgação, Jo Nunes e Fernando de Oliveira

Vídeo: Jo Nunes

Azul e Emirates são escolhidas as melhores companhias aéreas

O site Melhores Destinos – um dos que indico para pesquisa de preços de passagens aéreas – divulgou recentemente o resultado do seu prêmio sobre as melhores empresas no ramo de (suspense) viagens! Este ano foram mais de 68 mil participantes que votaram em 14 categorias.

Na categoria melhor empresa aérea (nacional e internacional) as vencedoras foram a Azul e a Emirates. As duas já haviam sido as vencedoras em 2017 e repetiram a dobradinha esse ano. Minhas experiências com a Azul foram mais que satisfatórias – embora conheça gente que acha a companhia muito ruim – e sobre a Emirates eu não posso comentar (ainda). O que me decepcionou foi o 14º lugar da British Airways (atrás até da Delta), já que considero a empresa uma das melhores em termos de serviço e conforto, e da Alitalia, que ficou nas últimas posições e da qual tenho boas lembranças.

Os itens avaliados foram preço, serviço de bordo, entretenimento, atendimento e avião, com os internautas dando notas de 1 a 10 para cada um desses quesitos.

Nacionais

A letra A parece estar em alta no Brasil. Azul e Avianca ficaram nas primeiras posições, bem à frente das grandes Latam e Gol, o que não é de se admirar, já que o preço e principalmente o serviço das duas líderes da pesquisa dão um banho nas que ficaram nas piores posições. Destaque também para os aviões da Azul, que foram muito bem avaliados em termos de limpeza, idade, etc.

Internacionais

O grande destaque – além da vencedora Emirates – foi novamente a Azul, que terminou numa ótima 3ª posição. Os resultados foram mais apertados, com a Qatar ficando na segunda posição por muito pouco (veja quadro abaixo e clique para ampliar).

No fim, fica a conclusão de que as empresas mais tradicionais estão oferecendo uma experiência que deixa muito a desejar para os seus clientes. O prêmio serve também para acabar com alguns preconceitos sobre determinadas companhias.

Boa viagem!

Fonte: Melhores Destinos

British Airways oferece voos grátis para crianças até 12 anos (na Inglaterra)

Seguindo a onda dos posts sobre a Escócia – da Querida Debinha Thomé – aproveito para divulgar uma ação que, sei lá o porquê, não recebeu a divulgação que merece, já que serve para todas as famílias que tenham filhos menores de 12 anos. A British Airways está com a promoção Kids fly free (Crianças voam de graça) – que dá voos de graça – para alguns destinos com voos saindo de Londres.

A promoção contempla até a época de férias escolares e vale tanto para a ida quanto para a volta, uma tremenda economia par as famílias. Para tanto, as reservas precisam ser feitas até o dia 13 de maio e os voos precisam acontecer entre os dias 1 de junho e 5 de novembro. Os destinos englobados na promoção são: Belfast, Edimburgo, Glasgow, Aberdeen, Leeds e Newcastle.

Ainda há outras boas promoções que incluem passagens grátis para os pimpolhos no Heathrow Express – que faz a ligação entre o aeroporto e a estação de Paddington, no centro de Londres – e até refeições grátis em alguns restaurantes do terminal 5 do aeroporto de Heathrow.


Portanto, caso esteja planejando uma viagem para Londres e uma esticada até algum dos destinos contemplados pela promoção, aproveite.

Saiba mais no link (em inglês).

Nota do editor: Infelizmente o blog não tem nenhuma parceria com a British Airways, mas posso dar o testemunho de que a empresa tem o melhor serviço de bordo, de entretenimento e a melhor classe econômica entre as companhias que operam o trecho Rio-Londres.

Dicas de Viagem – Escócia – Parte III – Afinal, o que não pode ser deixado de fora?

Mel Gibson – Braveheart

Conversei com o chefe feroli e a culpa de ainda não ser desta vez que exibirei meus dotes geométricos é dele. Blame on him!

Mas é verdade; além das considerações acerca de clima e etc., que abordei no post anterior, tem mais coisa para levar em conta na hora de montar o seu roteiro de viagem para a Escócia.

Vamos a elas, então — e deixemos o trabalho mastigado para o fim; a cereja do bolo.

Até aqui concordamos que o mês campeão para viajar para a Escócia é maio (ou não; é com você) e que o ideal é reservar um mínimo de dez dias para ter uma experiência realmente válida nessa trip (embora eu tenha feito justamente o contrário na minha primeira vez).

É preciso destacar uma outra possibilidade, a de montar um roteiro temático — ilhas, castelos, Outlander, Harry Potter, etílico — coisa bem modinha. Basta escolher o que pretende fazer e arregaçar as mangas na pesquisa. Prefiro seguir meus instintos e conhecer o que vai me chamando mais atenção, em vez de afunilar opções desse jeito.

Mas vamos pensar no que não pode faltar nesse itinerário. Pablo, uma nota:

EDINBURGH

Conhecer a capital escocesa deve ser a sua primeira opção. Sempre. Se você não conhece nada da Escócia nem nunca pisou no país, comece por Edinburgh. Caso tenha apenas quatro ou cinco dias para passear em solo escocês, escolha Edinburgh. Ou, até, se dispõe de 15, 20 dias para perambular pelo território, o ponto de partida precisa ser Edinburgo.

Mas e se você conhece Edinburgh e já passou alguns dias na cidade alguma vez na vida?

Edinburgh é um lugar que tem uma magia pairando no ar. O guia da tour Dark Edinburgh, que fiz em 2016, garante que é karma esse negócio, e que nem sempre é bom. Achei marketing dele.

E tem uma penca de filmes sendo rodados no país e, mais especificamente, na cidade.

Trainspotting 1 e 2, Sunshine on Leith, Cova rasa, Filth, Carruagens de fogo, Um dia e, mais recentemente, Avengers – Guerra Infinita, que entra em cartaz no próximo dia 26.

Para além da capital

Tá certo, todo mundo quer ouvir gaitas de foles, ver homens de saias, conhecer castelos medievais e beber umas boas doses de whisky. Só que a Escócia vai muito, mas muito além disso daí.

Montanhas nevadas, campos, vales, cachoeiras, castelos, cenários de cinema, penhascos paradisíacos, sítios arqueológicos, aurora boreal, animais exóticos, praias de “dar surra no Caribe”. Tem tudo isso e muito mais para se ver na Escócia.

O país, embora pequeno, é dividido em nove regiões:

– Edingurh and the Lothians
– Southern Scotland
– Glasgow and the Clyde
– Central Scotland
– Argyll & Bute
– Northeast Scotland
– The Highlands
– Skye an Western Isles
– Orkney and Shetland

Repito: a escolha é sua. Tem que ser sua. Só estou por aqui para dar aquele famoso empurrãozinho e te guiar com uma mão amiga.Portanto, confira no resumo a seguir alguns dos detaques/o que fazer/ver de cada uma das nove regiões de ‘Bonnie Scotland’. O que pode te facilitar muito a vida! De nada!

1 – Edingurh and the Lothians

O canhão original dos disparos, hoje substituído por um armamento mais moderno

Embro, para os mais íntimos, é a capital escocesa desde 1492. A cidade cresceu à margem do Firth of Forth, ainda no século IX — uma região bastante acidentada (leia-se: vai precisar do joelho em dia para perambular pelos altos e baixos e muitas, muitas escadarias do local) com direito até a um vulcão adormecido, onde foi erguido o famoso e onipresente castelo.

Tem muito a se fazer na Auld Reekie (“velha fedorenta”), como costumavam chamá-la no século XVIII. Mas se você dispuser de pouco tempo, escolha sair do e subir a Royal Mile até o Edinburgh Castle para uma visita — vai ter post especial com roteiro para a cidade, mais à frente, onde eu detalho o que observar nesse 1,6 km de ruas.

Dica de ouro: ajuste seu pace para cobrir toda a milha a tempo de estar a postos no castelo antes das 13h. Assim dá para assistir ao tradicional disparo de canhão da Mill’s Mount Battery, que fica na face norte do cartão postal da cidade, realizado há mais de um século e meio. O One O’Clock Gun só não acontece aos domingo. E é impreterivelmente às 13h. Afinal, britânicos, né gente.

2 – Southern Scotland

Rosslyn Chapel, famosa pela ‘ponta’ nas franquias de Dan Brown

Uma parte da Escócia que pouco ou quase nada conheço. Repleta de abadias e castelos, a região fez filhos pródigos como Robert Burns, o famoso bardo escocês, e Sir Walter Scott, também escritor e poeta de fama mundial. Guarda recantos medievais, como a Rosslyn Chapel (basicamente tudo o que conheci da área), muita arquitetura renascentista.

 

Fundada em 1451, a Universidade de Glasgow é uma atração pela sua arquitetura

3 – Glasgow and the Clyde

Maior cidade do país e a mais populosa do Reino Unido fora da Inglaterra, Glasgow (ou Glesga, como eles pronunciam por lá), acaba subestimada se comparada com a capital Edinburgh. Mas não se engane, tem muita riqueza por lá. Não à toa, o lema da cidade é “Let Glasgow flourish”.

Traduzido do gaélico, Glasgow significa “vale verde”. Mas há tempos que a cidade transpira progresso e tendências. De um centro mercantil de grande importância no século XVI ao terceiro maior centro de comércio do Reino Unido, a cidade vem acompanhando as mudanças e o crescimento econômico mundial através dos séculos.

Berço de feras do rock como Mark Knopfler (Dire Straits) e os irmãos Angus e Malcolm Young (AC/DC), a cidade respira cultura — seu patrono é St. Mungo, também patrono da cultura e das artes. Está em Gesga um dos museus mais legais que já tive a oportunidade de visitar, o Kelvingrove Art Gallery and Museum, que fica no coração da ebulição noturna e cultural da cidade, entre o West End, a Universidade de Glasgow e o River Clyde — onde estão localizados vários pubs e galerias de artes e ciências.

Em tempo: embora pareça estranho, não deixe de visitar o cemitério da cidade, o Necropolis; tão legal quanto o Père-Lachaise, em Paris.

4 – Central Scotland

A vista do Castelo de Stirling para o Wallace Monnument

– Stirling
– Falkirk
– The Kelpies
– St. Andrews
– Doune Castle
– Trossaschs National Park
– Loch Lomond
– Battle of Bannockburn Centre

Prato cheio para quem é fã de Braveheart, William Wallace e toda essa fase histórica de heróis e vitórias do país.

 

Vista aérea de Oban, uma das pequenas grandes cidades mais legais que já vi na vida

5 – Argyll & Bute

É uma das regiões mais antigas da Escócia, a oeste do país. Há duas informações importantíssimas sobre a área: tem o pôr-do-sol mais bonito que presenciei na Escócia e reúne uma enorme quantidade de destilarias de whisky do país — alguns dos melhores, inclusive.

Por enquanto, além de Oban, apenas conheci Mull. Mas Islay e Jura estão na lista para as próximas passagens por lá.

Não deixe de passar pela menor maior destilaria escocesa, bem no centro de Oban, saboreie o melhor fish&chips de todo o Reino Unido (ou não, né) em uma barraquinha ao lado da entrada da estação de ferry-boat, e faça sua viagem a Mull para conhecer o castelo da família de Sean Connery e então siga até Kintyre para pisar na mesma areia da praia onde foi gravado o clipe da música dos Wings que leva o nome do lugar.

6 – Northeast Scotland

Na peça de Shakespeare, Macbeth residia neste castelo, vai saber…

A região banhada pelo Mar do Norte. A má notícia é que trago pouca informação de lá.

Nunca fui, pouco pesquisei a respeito. Há rumores de que a região guarda impressionantes sítios arqueológicos, remanescentes dos Pictish, povo que habitava a região desde, bem… sempre.

Parece que ganharam esse nome pelo hábito de se tatuarem.

Vale a visita por essas curiosidades e para visitar o Glamis Castle, lar de veraneio da Rainha Vitória em Aberdeenshire. Desculpem, mas é só.

7 – The Highlands

O Culloden Battefield, perto de Inverness, onde os clãs escoceses foram dizimados, em 1746

Sem dúvida, a região que mais atrai turistas. E a culpa é de um único escocês famoso: o monstro do lago Ness. Mas tem muito, muito mis para ser conferido por lá.

Tem para ver:

– Inverness
– Culloden
– Fort William e Mallaig (entre essas duas cidades, sugiro pegar o trem do Harry Potter, é verdade, o trem do Harry Potter!!!)
– The Cairngorms
– Ben Nevis (a montanha mais alta de todo o Reino Unido)
– Glen Coe, Ullapool
– Kyle of Lochalsh
– John O’Groats

8 – Skye an Western Isles

Neist Point, o lugar mais DUCA onde já pisei

As raivosas correntes do Atlântico que açoitam a costa oeste do país não poderiam ter feito um trabalho artístico mais perfeito na natureza. A Ilha de Skye é totalmente formada por penhascos cobertos de acidentes geológicos absurdamente espetaculares. Para completar, o tom profundo do azul do mar se confunde com o do céu e engolem, ambos o horizonte.

Ali, naquele pedacinho de lugar, mora a mais fiel definição para a palavra INFINITO.

Se vocês querem ter orgasmos visuais e perseguir paisagens de tirar o fôlego, Skye, senhoras e senhores, é o lugar a visitar.

E palavras mais, não tenho para descrever.

9 – Orkney and Shetland

Reprodução da internet das Callanish Standing Stones, em Orkney

São as duas ilhas mais distantes da costa escocesa, no extremo norte do país. Ainda não conheço, mas já estão na lista.

Principalmente Orkney, onde se pode ver tesouros da Era da Pedra em sítios arqueológicos absurdamente bem conservados, como Skara Brae e as Callanish Stand Stones, que bota Stonehenge no chi-ne-lo.

Estou trabalhando, embora lentamente, num itinerário que inclua, pelo menos, Orkney. Mantenho vocês informados.

Nota do editor: Embora já tenha sido abordado no post anterior, lembro que todos devem evitar viagens no fim do outono e no inverno. Mesmo uma criatura dotada de generosa camada de tecido adiposo vai sentir muito frio por lá.

Texto de Débora Thomé

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Escócia I

Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

Outros posts sobre viagens e turismo

Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

Letreiro no aeroporto de Edingurgh, perto do ponto dos ‘tram’, como eles chamam o VLT

Existe uma corrente de nômades-mochileiros-viajantes-das-galáxias que defende a elaboração de roteiros geométricos. O objetivo, dizem, é economizar tempo, dinheiro e energia. Dá um trabalho do cacete fazer isso. Principalmente se você é libriano raiz, que fica totalmente perdido quando é obrigado a escolher entre tantas opções.

Aconteceu comigo. E foi uma morte horrível.

O lado bom é que agora tenho vários roteiros prontos, coisa de deixar o velho Euclides, pai da geometria, superorgulhoso!

Nos nossos próximos encontros por aqui explicarei como fazer um bom roteiro pela Escócia. E prometo mostrar minha experiência geométrica. Agora vamos falar de uns outros detalhes importantes. Tipo: qual é a melhor época do ano para visitar a Escócia? Eu poderia responder, simplesmente: TODAS.

Mas aí acabariam o post e a expectativa. Sendo assim, precisamos considerar alguns aspectos de calendário. E do mapa mundi também.

A Escócia fica ao norte do Reino Unido. Tem ilhas que pertencem ao país que estão até mais para a Noruega do que propriamente para a Escócia. E, vamos combinar, se a Inglaterra já tem fama de ser um lugar frio e chuvoso, imagina a Escócia, né. Por lá eles dizem que o país tem duas estações do ano: inverno e julho.

Já dá pra perceber que não é recomendável programar a viagem, especialmente se for a primeira visita, para os meses que correspondem ao inverno no hemisfério norte. Deixa pra fazer isso quando você estiver mais “corajoso”. Bem mais. Daí você fica de olho num troço chamado Hogmanay, o réveillon escocês, uma festa que dura TRÊS DIAS, companheiros, TRÊS! Com direito a banho no gelado Mar do Norte logo ao amanhecer.

Por outro lado, não acredito que seja uma boa ideia programar a estada para o verão deles, em julho/agosto. Até porque, como dizem por lá, o verão na Escócia dura apenas um dia.

Brincadeiras à parte, é bom ressaltar que em julho e agosto os europeus estão viajando. E os americanos também. E os japoneses (e esses são incrivelmente muitos). As cidades estão mais cheias, as atrações a serem visitadas são disputadas palmo a palmo e fica tudo mais caro. Muito mais caro. Sem falar na dificuldade de encontrar vagas em hotéis, que passam a ter diárias com valores exorbitantes, principalmente na capital escocesa, Edinburgh, que já não é um lugar barato. Mas não dá pra deixar fora da mira.

Outro aspecto negativo desses meses, que são o auge do verão, é que a Escócia fica mais verde. E a Escócia não pode ser vista tão verde, seria um absurdo; porque verde é a Irlanda.

A Escócia é dourada…

Kilt Rock, em Isle of Skye, nas Highlands

E é preciso conhecê-la na plenitude de seu tom mais belo sim. Portanto, esqueçam a fase de festas — Fringe, Military Tattoo e Highland Games — e optem por marcar viagem para o país na primavera ou no outono. A boa notícia é que nessa ocasiões os valores das passagens de avião estão sempre com valores mais agradáveis.

Por coincidência ou não, mesmo com o meu aniversário em outubro, nunca passei a data no “meu” país. Sempre opto por viajar na primavera. E em maio. Isso porque além da estação do ano, tenho levado em consideração outos tipos de calendário: o de corridas (esse eu explico em um papo bem mais reto, bem mais adiante) e a RODA DO ANO.

A melhor coisa que fiz na minha última viagem à Escócia foi levar em consideração o calendário pagão, que ainda é celebrado em várias partes do Reino Unido. Por isso, de olho nos Sabbats, defini, inicialmente, dois meses como preferidos: maio, mês de Beltane, comemorado no dia 1º, e outubro, mês de Samhain (pronucia “sôu-en”), a festa das bruxas, no dia 31.

Acabei indo em maio, e a experiência, amigos, de assistir ao Beltane em Edinburgh, num frio de 10 graus e sensação térmica em torno de 5 graus, no alto da Calton Hill, ainda não consegui explicar com palavras. Só “ibagens”.

Portanto, para responder, de verdade, à pergunta-título do post: maio vence. Tem corrida (maratonas e meias de Edinburgh e de Stirling), tem festa pagã, temfestival de whisky; também há mais dias ensolarados, os animais (na maioria, cavalos, ovelhas e as famosas hairy-coo) ficam soltos nos campos, as bluebells, marchairs e primroses já desabrocharam e o o clima está mais seco (embora possa mudar enlouquecidamente em uma única tarde, várias e várias vezes).

Mas, mesmo enfrentado vento e chuva (não tem como escapar; dizem que é isso em qualquer época do ano), você consegue se livrar dos “blood-sucking beasties”, como o povo se refere aos mosquitos por lá.

Resumindo, então. Fatores para pesar na definição do mês da viagem (aconselho passear por lá por, no mínimo, no mínimo, dez dias):

– Suas férias
– Tolerância do frio
– Tolerância a grandes grupos de turistas
– Poder aquisitivo
– Tempo de planejamento

Como no próximo post já prometi exibir meus dotes geométricos (pode chamar assim?), esses dois últimos ítens dessa listinha acima abordaremos logo em seguida. Mesmo que eu acredite que poder aquisitivo vai de cada um, correto?

Até a próxima!

Texto de Débora Thomé

Leia também:

Dicas de Viagem – Escócia I

Outros posts sobre viagens e turismo

Dicas de Viagem – Escócia I

Scots Wha Hae!

O amigo Feroli ousou, mais uma vez, abrir espaço para minhas sandices em seu blog. Desta vez, o convite é para falar de viagens, outra coisa que gosto pouco, além de shows e café. O problema é que tenho uma –fixação incontrolável– especialidade no quesito trip: Scotland.

Já nem lembro mais quando comecei a responder “Escócia”, sem piscar, quando perguntada sobre um lugar que sonhava conhecer. Data de antes de eu descobrir que os vocalistas das minhas bandas favoritas na adolescência eram escoceses. Ou que meu 007 preferido usava kilt. E ainda antes de Highlander, Rob Roy e Braveheart e muito, mas muito antes de… Valente 😬.

Descobri que começou assistindo aos MacGregor na sessão faroeste na extinta TVS.

O sonho de conhecer a Escócia foi realizado em 2010, numa Eurotrip, quando passei apenas quatro dias no país e achei que era a pessoa mais feliz do mundo.

Mas foi uma enganação do cacete aquilo.

Explico.

Hoje em dia ainda há pouca informação precisa na internet a respeito de viagens à Escócia. Imagina em 2010. Fui tateando no escuro. Noves fora, deu tudo certo.

Mas só conhecer a capital, Edinburgh, com um bate-volta até as “highlands” — peguei um busão na cidade e só fui até Fort Augustus e achei que estava abafando —, era um grão de areia na praia escocesa. E eu descobriria isso durante a ressaca que bate depois que voltamos duma viagem dessas.

Só na volta comecei a pesquisar de verdade sobre o país, porque voltei com um arrependimento enorme de só ter ficado lá por quatro dias. Comecei a procurar filmes ambientados (ou que falassem sobre) na Escócia. Pesquisei fatos históricos, personagens, música, folclore e aprendi alguns termos e frases em socottish english, glesga slang e até gaélico escocês!

Achar que lá é a terra do whisky, do kilt e da gaita de foles é pensar muito pequeno.

Televisão, telefone, radar, bicicleta, pneu, geladeira, papel higiênico, fotografia colorida, Sherlock Holmes, Peter Pan, clonagem (a Dolly é escocesa), Bóson de Higgs, Adam Smith (motor a vapor), David Hume (pai do iluminismo), James Watt (pai da economia), ultra-som, anestesia geral, insulina, penincilina. Tudo coisa de escocês.

Até a “Valsa da despedida”, amores, veio da Escócia, lidem!

Já deixei você com vontade de conhecer o país? Então acompanhe o Blog do Feroli, que vamos contribuir com uma série de posts ajudando a preparar sua viagem e apontando os cantos imperdíveis e coisas que você deve fazer de qualquer jeito para ter uma experiência maravilhosa no pequeno e bravo país chamado Escócia.

Na próxima participação darei dicas sobre a melhor época para visitar a Escócia e como planejar um roteiro épico (e básico) ao país.

Slàinte mhath!

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Programação

Dicas de Viagem – Orçamento

Dicas de Viagem – Transporte

Outros posts sobre viagens e turismo