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Roger Daltrey aposta no soul e se dá bem

As Long as I Have You traz canções originais e outras que inspiraram Daltrey na sua juventude

Uma das vozes mais marcantes do rock em todos os tempos, Roger Daltrey lança o seu 9º disco solo – ou 10º, se considerarmos o excelente Going Back Home (2014), feito em parceria com Wilko Johnson – dessa vez apostando no soul e no R&B, e se sai muito bem. Daltrey, que já passeou pelo e sempre será lembrado pelo trabalho com o The Who, mostra que, aos 74 anos, ainda tem muita lenha para queimar. A voz continua potente e afinada (apesar de algumas oitavas mais baixa) e ele consegue imprimir uma emoção genuína em todas as faixas.

Com a nobre presença do violão de Pete Townshend em sete das 11 faixas do disco, o frontman do The Who nos proporciona uma viagem por canções que fazem parte da sua vida desde jovem e por novas composições como Certified Rose, escrita para sua filha. Mas os destaques ficam mesmo com as regravações de How Far (Stephen Stills), Into My Arms (Nick Cave) e, principalmente, a faixa-título. As Long as I Have You é, inclusive, uma das canções que os High Nunbers (que depois se tornariam o The Who) tocavam em seus shows.

– Esse é um retorno ao tempo no qual Pete ainda não havia começado a compor, um tempo quando éramos uma banda de adolescentes tocando soul music para pequenas plateias em bailes de igreja – conta Daltrey.

Clima Who By Numbers

Townshend é, aliás, responsável por um clima Who by Numbers. How Far, por exemplo, poderia muito bem ter sido gravada pelo quarteto britânico em meados dos anos 70. Mas se o violão de Townshend remete aos anos 70, a inclusão de backing vocals gospel e o uso de metais em alguns arranjos fazem o disco soar denso e com a força de ícones como Otis Redding, que não é citado, mas está lá, em espírito.

Foto: Jo Nunes

O peso grave da voz de Daltrey é presença em números como Into My Arms, mas como mostrou na sua passagem pelo Brasil ano passado, ela ainda é versátil e potente o suficiente para segurar as canções mais balançadas, mostrando uma força e suingue bem maiores que os demonstrados no bom Endless Wire (2006), do The Who, e o já citado Going Back Home.

Mas nem tudo são flores. You Haven’t Done Nothing (Stevie Wonder) é um daqueles momentos que poderiam e deveriam ser evitados. Parece que faltou alguém avisar que ela destoa do resto do álbum, soando forçada e sem acrescentar nada ao disco ou a sua versão original.

Rumo ao topo

As Long as I Have You é uma prova de que o que é bom ainda faz sucesso. O disco – lançado no Brasil em CD e disponível nas plataformas de streaming – já alcançou o 3º lugar nas paradas britânicas, na frente até do moderninho Drake. Segundo as previsões, o álbum deve alcançar o topo até o início da próxima semana.

Coração: ****

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

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Graham Nash vai ganhar nova coletânea com raridades

“Novo” Barão Vermelho revisita “velhos” sucessos

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Graham Nash vai ganhar nova coletânea com raridades

Além dos sucessos solo e com os companheiros David Crosby, Stephen Stills e Neil Young, novo álbum vai trazer demos e mixagens inéditas

A Rhino, gravadora especializada em resgatar raridades de vários artistas, vai lançar no fim de junho a coletânea Over The Years, com 30 canções e demos da carreira do cantor e compositor inglês Graham Nash, um dos mais importantes nomes do rock inglês desde os anos 60, quando fez parte dos Hollies e do Crosby, Stills & Nash – e, ocasionalmente, Young.

Segundo a gravadora, o verdadeiro atrativo do novo set são mesmo as 15 demos (12 inéditas) e as duas canções (Better Days e I Used To Be King) do maravilhoso primeiro disco solo (Songs For Beginners), em novas mixagens. Realmente a Rhino precisava colocar muito material novo para poder justificar uma nova coletânea, já que em 2009 o selo lançou Reflections, um CD triplo que engloba todas as fases da sua carreira, inclusive com os Hollies. Pelo jeito, conseguiram.

– Fico feliz de apresentar minhas canções desta maneira. Espero que as pessoas gostem de ouvir os demos das minhas músicas – como as de Our House, Teach Your Children, e outras, que mostram como eu iniciei as suas composições e como elas terminaram se tornando as versões que conhecemos – diz Nash.

Lá fora, Over The Years vai ser lançado no dia 29 de junho e a edição em vinil (que não vai incluir nenhum dos demos!) só sai no dia 31 de agosto.

Setlist – Over The Years – 2CD Edition

CD 1
1. Marrakesh Express – Crosby, Stills & Nash
2. Military Madness – Graham Nash
3. Immigration Man – Crosby/Nash
4. Just A Song Before I Go – Crosby, Stills & Nash
5. I Used To Be King – Graham Nash *
6. Better Days – Graham Nash *
7. Simple Man – Graham Nash
8. Teach Your Children – Crosby, Stills, Nash & Young
9. Lady Of The Island – Crosby, Stills & Nash
10. Wind On The Water – Crosby & Nash
11. Our House – Crosby, Stills, Nash & Young
12. Cathedral – Crosby, Stills & Nash
13. Wasted On The Way – Crosby, Stills & Nash
14. Chicago/We Can Change The World – Graham Nash
15. Myself At Last – Graham Nash

* Previously unreleased mixes

CD 2: The Demos

1. Marrakesh Express – London, 1968
2. Horses Through A Rainstorm – London, 1968
3. Teach Your Children – Hollywood, 1969
4. Pre-Road Downs – Hollywood, 1969
5. Our House – San Francisco, 1969
6. Right Between The Eyes – San Francisco, 1969 *
7. Sleep Song – San Francisco, 1969 *
8. Chicago – Hollywood, 1970 *
9. Man In The Mirror – Hollywood, 1970
10. Simple Man – Hollywood, 1970
11. I Miss You – San Francisco, 1972
12. You’ll Never Be The Same – San Francisco, 1972
13. Wind On The Water – San Francisco, 1975
14. Just A Song Before I Go – San Francisco, 1976
15. Wasted On The Way – Oahu, 1980

Conheça um pouco da obra de Graham Nash

“Novo” Barão Vermelho revisita “velhos” sucessos

O Barão Vermelho, conjunto que catapultou Cazuza e Frejat para o rol dos grandes nomes da música nacional com sucessos como Pro Dia Nascer Feliz e Bete Balanço, aprendeu a se adaptar a perda dos dois líderes e segue com uma nova formação, preparando um novo disco de inéditas e regravando alguns dos clássicos da banda.

Pense e Dance, Pro Dia Nascer Feliz, Meus Bons Amigos, Puro Êxtase, Tão longe de tudo, Billy Negão e Eu Queria Ter Uma Bomba, foram gravadas no fim de 2017, por Maurício Barros (teclados), Guto Goffi (bateria), Fernando Magalhães (guitarra), Rodrigo Suricato (vocal e guitarra) e Rodrigo Santos (baixo), que também deixou o grupo. Já sem o baixista, o grupo ainda recriou versões acústicas de Por você e Brasil, formando o projeto Barão Pra Sempre, disponível nas plataformas de streaming.

– Escolhemos músicas que seguem relevantes para a banda e para o nosso público. Também foi uma forma de mostrar que várias músicas do repertório do grupo são de autoria dos integrantes da atual formação, que já cont

ribuem como compositores desde o primeiro disco – explica Maurício Barros.

Renovando o público

Muitas bandas acabam perdendo o rumo e a relevância muitas vezes pela incapacidade de renovar o seu público. Esse, definitivamente, não parece ser o caso do Barão Vermelho. Se a ban

da segue sendo um dos ícones do boom do rock brasileiro nos anos 80, as apresentações sempre lotadas, com público de todas as idades, comprovam o fôlego do Barão.

– A renovação é constante, muito aparente com a garotada, que vem ouvindo pela influência dos pais, assistindo documentários e agora tem a possibilidade de nos ver ao vivo e fazer com que o Barão faça parte da vida dela- diz Fernando Magalhães.

Novo disco

Enquanto seguem com uma agenda lotada de shows pelo Brasil, os membros do Barão também se preparam para o lançamento de um novo disco, que deve ser lançado ainda este ano.

– Estamos no processo de compor e gravar um material inédito e novo para lançarmos no segundo semestre. O disco será totalmente autoral – conta Fernando Magalhães.

O novo projeto – ainda sem título – promete ser um marco para a consolidação do som grupo na fase pós-Frejat e Rodrigo Santos.

– Neste disco vamos focar na nova formação tanto na parte autoral como na execução – complementa Guto Goffi, descartando a possibilidade de participações dos ex-integrantes.

A nova fase do Barão Vermelho pode ajudar na renovação do pouco divulgado rock nacional.

Vida longa ao Barão!

 

Uma versão deste texto foi publicado na Revista Ambrosia

Livros para o Dia do Rock

Há vários ótimos livros sobre astros de rock no mercado. Indico as biografias de Eric Clapton e Pete Townshend e o Man On the Run (que conta a trajetória de Paul McCartney nos anos 70). Porém, não poderia deixar de citar os bons títulos da editora Nossa Cultura.

Abaixo os releases dos três últimos lançamentos.

Livro Caro MorriseyBruce: No livro, o autor Peter Ames Carlin engloba a amplitude da carreira assombrosa de Bruce Springsteen e explora o íntimo de um homem que conseguiu redefinir gerações de música. Obrigatório para os fãs, BRUCE é uma biografia minuciosamente pesquisada, de leitura quase compulsiva, sobre um dos artistas mais complexos e fascinantes da história da música norte-americana.

Ficha técnica – Bruce
Editora: Nossa Cultura
ISBN: 978-85-8066-119-4
Tradução: Paulo Roberto Maciel Santos
Páginas: 518 Páginas
Formato: 16 x 23
Preço: R$ 59,00

Caro Morrissey: Raymond despeja no papel as desgraças de sua vida numa série de cartas a seu ídolo, o ex-astro dos Smiths, Morrissey. Corre o ano de 1991 e a banda ainda é uma lembrança viva (como até hoje) no coração de fãs como Raymond. Raymond Marks, pois, é um menino normal, de uma família normal, do norte da Inglaterra. Até que, às margens do Canal de Rochdale, jogando o inocente jogo do caça-moscas, Raymond começa a derrocada trágica – mas sempre cômica – de seus anos de adolescência, e a vida dele e de sua mãe nunca mais vai ser a mesma. A Raymond só resta pegar a estrada e, a cada parada, abrir o caderno em que escreve suas letras e, naquelas páginas quase todas em branco, confessar tudo – a história completa da sua tragicômica vida – sempre começando por: “Caro Morrissey…”

Ficha Técnica – Caro Mossissey
Editora Nossa Cultura
ISBN: 978-85-806-6113-2
Formato: 15 x 23
Páginas: 364 páginas
Preço: R$ 55,00

A batalha pela alma dos BeatlesA batalha pela alma dos Beatles: Nesta cativante narrativa, Peter Doggett documenta os dramas humanos da rica e envolvente história do império criativo e financeiro dos Beatles, formado para salvaguardar seus interesses, mas fadado a controlar suas vidas. Da tragédia até o retorno triunfal, dos confrontos judiciais aos sucessos nas paradas, A Batalha pela Alma dos Beatles retrata a história não contada de uma banda e de um legado que nunca serão esquecidos.

Ficha Técnica – A batalha pela alma dos Beatles
Editora Nossa Cultura
ISBN: 978-85-8066-095-1
Formato: 16 x 22,7
Páginas: 512 páginas
Preço: R$ 59,90

O homem deu nome a todos os bichos: A voz rouca de Bob Dylan somada à batida marcante da música Man Gave Names to All the Animals, em português O homem deu nome a todos os bichos, conquistou pessoas de todas as idades pelo mundo a fora. Nela, Dylan descreve e nomeia diversos bichos e brinca com as características marcantes de cada um. Publicada pela editora Nossa Cultura, a obra é toda ilustrada pelos desenhos de Jim Arnosky que misturam a natureza com o lúdico e conquistam o leitor pelo seu humor e detalhismo. Acompanhado de um CD com a canção original, o livro O homem deu nome a todos os bichos promete propiciar uma experiência única que irá divertir e ensinar toda a família.

Ficha Técnica – O homem deu nome a todos os bichos
Editora Nossa Cultura
ISBN: 978-85-8066-096-8
Páginas: 32 Páginas
Formato: 24,8 x 28,5
Preço: R$ 43,00

Johnny Cash ganha autobiografia

Com uma vida marcada por altos e baixo, o cantor, que já foi tema do filme Johnny & June, ganha agora a edição de sua autobiografia, chamada simplesmente Cash

CashJohnny Cash, um dos principais nomes da country music norte-americana, um dos principais artistas da Sun Records, o mesmo selo de nomes como Carl Perkins e um tal de Elvis Presley, volta aos holofotes. Com uma vida marcada por altos e baixos e muitas confusões, o cantor, que já foi tema do filme Johnny & June (2006), ganha agora a edição de sua autobiografia, chamada simplesmente Cash.

O livro, escrito em parceria com o jornalista Patrick Carr e publicado pela Editora Leya, é praticamente uma leitura obrigatória para quem gosta de saber dos bastidores da vida dos astros da música, embora alguns episódios possam estar um tanto amenizados, embora o vício em anfetaminas, por exemplo, não tenha sido deixado de lado, já que teve papel importante em vários momentos da carreira do músico, que também se aventurou pelo cinema e apresentou um programa na TV. Belo registro de uma das figuras mais icônicas da música norte-americana.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

David Bowie comemora 40 anos de Ziggy Stardust com edição remasterizada

Quem me conhece sabe que nem de longe sou fã de David Bowie, mas algumas de suas gravações são importantes para a história da música. É o caso de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars.

Para comemorar os 40 anos do disco que lhe catapultou ao estrelato, David Bowie volta ao mercado com uma edição especial de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars (EMI), lançado originalmente em 1972 e criando a aura de gênio andrógeno.

Escrito enquanto Bowie gravava o disco Hunky Dory (1971), Ziggy Stardust foi produzido por Bowie e o engenheiro Ken Scott e teve a participação de Mick Ronson (guitarra, piano, backing vocals, arranjos de cordas), Trevor Bolder (baixo), Mick Woodmansey (bateria), Rick Wakeman (teclados) e backing vocals de Dana Gillespie em It Ain’t Easy.

Ao contrário da edição comemorativa dos 30 anos de lançamento, essa nova versão não traz nenhuma faixa bônus. Todo o foco foi dado na melhoria da qualidade do som. Para isso, a remasterização ficou por conta de Ray Staff, engenheiro original do Trident Studios, em Londres.

The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars é um disco fundamental na história do rock e que serviu para abrir as portas para uma série de artistas que viriam seguir os passos de David Bowie.

Uma versão editada deste texto foi publicada no jornal O Fluminense.

O rock de luto: morre Jerry Leiber

Jerry Leiber (dir)
Jerry Leiber (dir) era um dos mestres do rock

O compositor Jerry Leiber, que em parceria com Mike Stoller escreveu clássicos do rock como “Hound Dog” e “Jailhouse Rock,” morreu aos 78 anos vítima de insuficiência cardiopulmonar, segundo o presidente da editora que o representava, Randy Poe.

Uma assistente disse que parentes do legendário compositor estavam ao seu lado no momento da morte, no hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles.

Leiber e Stoller se conheceram aos 17 anos, e suas parcerias – como “Stand By Me” e “Poison Ivy” – foram interpretadas por artistas como Elvis Presley, The Drifters, Ben E. King e Peggy Lee.

A dupla também fez muito sucesso na voz do grupo The Coasters, com canções como “Yakety Yak“, “Charlie Brown” e “Along Came Jones“, além de ter canções gravadas até pelos Beatles.

Fonte: Reuters

Homenagem aos aniversariantes do rock em fevereiro

O mês é mais curto, mas a lista de aniversariantes no cenário do rock é de qualidade. Alguns nomes estão entre os meus artistas favoritos.

Confira a lista

1 – Exene Cervenka
2 – Graham Nash
4 – Alice Cooper
9 – Travis Tritt
10 – Roberta Flack
12 – Ray Manzarek
13 – Peter Tork
13 – Peter Gabriel
14 – Tim Buckley
19 – Tony Iommi
21 – Nina Simone
21 – Vince Welnick
25 – George Harrison

Os melhores riffs e as melhores introduções do rock

Black SabbathTempos atrás (alguns anos, na verdade) fiz uma lista com as introduções de rock que mais gostava. Depois, fiz uma outra com os melhores riffs de todos os tempos. Essas listas ficaram perdidas em algum lugar do mundo encantado de Alta Fidelidade. Somente depois de ler o texto da querida companheira Debinha Thomé fez em seu Bla-Bla-Blog.

Lá tem a lista do The Sun e a da própria Debinha (ambas reproduzidas aqui). Aproveitei para colocar as minhas duas listas.

E ai, de qual você gostou mais? Deixe comentários.

Riffs

Deep PurpleThe Sun:

1. Guns ‘n’ Roses – Sweet Child O’Mine
2. Eric Clapton – Layla
3. Aerosmith – Walk This Way
4. Michael Jackson – Beat It
5. Motörhead – Ace of Spades
6. Jimi Hendrix – Voodoo Child
7. Queen – Another One Bites The Dust
8. Nirvana – Smells Like Teen Spirit
9. Deep Purple – Smoke on the Water
10. Green Day – American Idiot

Derek and the DominosDebinha Thomé:

1. Blitzkrieg Bop – The Ramones
2. Smells Like Teen Spirit – Nirvana
3. Iron Man – Black Sabbath
4. Smoke on the Water – Deep Purple
5. Born to be Wild – Steppenwolf
6. Satisfaction – Rolling Stones
7. Sunshine Of Your Love – Cream
8. Layla – Derek and the Dominos
9. Heartbreaker – Led Zeppelin
10. You Really Got Me – The Kinks

Pete TownshendMinha lista (riffs):

1. Layla – Derek and the Dominos (aka Eric Clapton)
2. Smoke on the Water – Deep Purple
3. Panama – Van Halen
4. Where the Streets Have no Name – U2
5. Sunshine of Your Love – Cream (aka Eric Clapton)
6. Jimmy Hendrix – Foxy Lady
7. Born to be Wild – Steppenwolf
8. Satisfaction – Rolling Stones
9. Iron Man – Black Sabbath
10. Hey Buldog – The Beatles

Minha lista (intros):

Emerson Lake Palmer1. A Little is Enough – Pete Townshend
2. California Girl – Beach Boys
3. Baba O’Riley – The Who
4. Won’t Get Fooled Again – The Who
5. Where the Streets Have no Name – U2
6. Stawberry Feilds Forever – The Beatles
7. Money for Nothing – Dire Straits (que poderia estar em riffs também)
8. Time – Pink Floyd
9. From the Beggining – Emeron, Lake & Palmer
10. Band on the Run – Paul McCartney & Wings

Menções honrosas:

Hotel California – Eagles
Thunderstruck – AC/DC

PS: Provavelmente deixei algumas coisas de fora, mas o básico é isso ai. Nada de muito relevante aconteceu nos últimos 5 anos para mudar a lista.

Rock para sempre – Long Live Rock

Long Live Rock
Pete Townshend / The Who

longliverockDown at the Astoria the scene was changing,
Bingo and rock were pushing out X-rating,
We were the first band to vomit in the bar,
And find the distance to the stage too far,
Meanwhile it’s getting late at ten o’clock,
Rock is dead they say,
Long live rock.

Long live rock, I need it every night,
Long live rock, come on and join the line,
Long live rock, be it dead or alive.

People walk in sideways pretending that they’re leaving,
We put on our makeup and work out all the lead-ins,
Jack is in the alley selling tickets made in Hong Kong,
Promoter’s in the pay box wondering where the band’s gone,
Back in the pub the governor stops the clock,
Rock is dead, they say,
Long live rock.

Long live rock, I need it every night,
Long live rock, come on and join the line,
Long live rock, be it dead or alive.

longliverockIILandslide, rocks are falling,
Falling down ‘round our very heads,
We tried but you were yawning,
Look again, rock is dead, rock is dead, rock is dead.
The place is really jumping to the Hiwatt amps,
‘Til a 20-inch cymbal fell and cut the lamps,
In the blackout they dance right into the aisle,
And as the doors fly open even the promoter smiles,

Someone takes his pants off and the rafters knock,
Rock is dead, they say,
Long live rock, long live rock, long live rock.
Long live rock, long live rock, long live rock,
Long live rock, long live rock, long live rock.

O novo Queen


Após muitas audições e um tremendo cuidado para não deixar o lado fã gritar mais alto, escrevi sobre o novo disco do Queen – agora também sem o baixista John Deacon. The Cosmos Rocks é um bastante decente disco de rock e um fraco disco do Queen.

Pena que eles só vão tocar em São Paulo.

Leia a crítica completa no Mistura Interativa.

Pete Townshend – Slit Skirts

Há artistas que estão entre os meus heróis, há discos que estão entre os meus favoritos e, desde 1982, Pete Townshend e seu All the Best Cowboys Have Chinese Eyes, fazem parte da minha vida (bem antes de conhecer direito o The Who).

Pete é um gênio louco, ex-drogado, bêbado, mas sempre brilhante. Numa época na qual nem sabia inglês direito, fiquei apaixonado pelo segundo verso de uma das músicas mais belas que já ouvi e sempre senti que aquelas palavras foram escritas para mim (em negrito na letra).

Algumas frases são simplesmente muito bem sacadas e o vídeo (que tem um vocal diferente do disco) é direto e efetivo, uma performance em estúdio que valoriza o mais importante: a música.

Vejam, ouçam, leiam e digam se estou ou não certo.

Slit Skirts (Pete Townshend)

I was just thirty-four years old and I was still wandering in a haze
I was wondering why everyone I met seemed like they were
Lost in a maze

I don’t know why I thought I should have some kind of
Divine right to the blues
It’s sympathy not tears people need when they’re the
Front page sad news.

The incense burned away and the stench began to rise
And lovers now estranged avoided catching each others’ eyes

And girls who lost their children cursed the men who fit the coil
And men not fit for marriage took their refuge in the oil
No one respects the flame quite like the fool who’s badly burned
From all this you’d imagine that there must be something learned

Slit skirts, Jeanie never wears those slit skirts
I don’t ever wear no ripped shirts
Can’t pretend that growing older never hurts.

Knee pants, Jeanie never wears no knee pants
Have to be so drunk to try a new dance
So afraid of every new romance

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Romance, romance, why aren’t we thinking up romance?
Why can’t we drink it up true heart romance
Just need a brief new romance

Let me tell you some more about myself, you know I’m sitting at home just now.
The big events of the day are passed and the late TV shows have come around.
I’m number one in the home team, but I still feel unfulfilled.
A silent voice in her broken heart complaining that I’m unskilled.

And I know that when she thinks of me, she thinks of me as him,
But, unlike me, she don’t work off her frustration in the gym.

Recriminations fester and the past can never change
A woman’s expectations run from both ends of the range

Once she walked with untamed lovers’ face between her legs
Now he’s cooled and stifled and it’s she who has to beg

Slit skirts, Jeanie never wears those slit skirts
And I don’t ever wear no ripped shirts
Can’t pretend that growing older never hurts

Knee pants, Jeanie never wears no knee pants
We have to be so drunk to try a new dance
So afraid of every new romance

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Romance, romance, why aren’t we thinking up romance?