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Novo James Bond pode ser Robb Stark de Games of Thrones

Quem será o novo 007?

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O jornal britânico Daily Mail publicou hoje que o ator Richard Madden, mais conhecido como o Robb Stark de Games of Thrones, será o novo James Bond na franquia de 007 no cinema.

A informação é um pouco prematura, pois o atual titular do cargo, Daniel Craig, ainda fará o último filme de seu contrato, Bond 25, cujas filmagens iniciam no ano que vem e o lançamento será em 2020.

O Daily Mail diz que o ator irá assinar contrato nas próximas semanas. Mas uma ação dessas seria um grande tiro no pé, afinal, tiraria a atenção totalmente da atuação de Craig no novo filme.

Na última vez em que um novo ator foi contratado para viver 007, justamente Craig, foi a primeira vez que isso ocorreu em eras de internet, em 2004. A vez anterior a essa foi em 1993.

Em…

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007 não terá versão feminina, diz produtora

Ainda bem! Esse papo de politicamente correto mataria o nosso 007.

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barbara broccoli Barbara Broccoli.

A principal produtora da franquia de James Bond, o agente secreto 007, deu uma entrevista ao The Guardian e sentenciou: não haverá versão feminina do personagem. Nos últimas dias, as casas de apostas em Londres haviam movimentado intensa especulação de que isso iria acontecer com o fim do contrato do ator Daniel Craig, que fará seu último filme no ano que vem.

Perguntada sobre a questão pelo jornal, a executiva da EON Production, que é dona da franquia, decidiu ser direta:

Bond é um homem. Ele é um personagem masculino. Foi escrito como um homem e acho que provavelmente continuará sendo um. E não há problema nisso! Não precisamos transformar todos os personagens em mulheres; vamos apenas criar mais personagens femininas e fazer com que a história comporte mais mulheres.

A ideia de uma troca de gênero de James Bond não é nova, mas ganhou força nos últimos…

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Chris Evans dá adeus ao Capitão América em mensagem no Twitter

O fim do herói?

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captain america movie costumesO ator Chris Evans postou uma mensagem no Twitter celebrando o término de suas filmagens em Vingadores 4e todo o tom serve como um adeus ao Capitão América, personagem que interpreta desde 2011.

Sua postagem diz:

Oficialmente terminado em Vingadores 4.Foi um dia emocionante para dizer o mínimo. Interpretar este papel nos últimos 8 anos tem sido uma honra. Para todo mundo na frente da câmera, atrás da câmera e na audiência, muito obrigado pelas lembranças! Ternamente grato!

A saída de Evans do Universo Marvel nos Cinemas é especulada há bastante tempo, pois seu contratose encerra com Vingadores 4 e ele já viveu o personagem em 7 filmes (contando o inédito) mais duas pequenas participações especiais em outros. Em diversas ocasiões o ator deixou claro que tinha intenções de se aposentar da profissão de ator e se dedicar à direção de filmes.

Na Marvel, Evans…

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Raridade gravada pelos Mutantes é recriada, 50 anos depois, pelo compositor original

Mais Mutantes

Palco, Teatro, Cinema... | palcoteatrocinema.com.br

Escrito por um adolescente de 16 anos para o II Festival Estudantil da Música Popular Brasileira, “Glória ao Rei dos Confins do Além” é um clássico da discografia de raridades dos Mutantes. A faixa, considerada muito estranha no ano de 1968, dialogava com o discurso tropicalista e psicodélico da época. Agora, 50 anos depois, aquele adolescente recria a faixa em um single comemorativo. Paulo Girão acaba de lançar nas plataformas de música digital uma versão ao lado da Bandalém, cujos músicos se reuniram especialmente para a regravação da música.

Ouça “Glória ao Rei dos Confins do Além”: http://bit.ly/GloriaAoRei50Anos

Essa canção mudou a vida de Paulo, um niteroiense com moradia e atuação marcante no Rio de Janeiro, especialmente nos anos de 1970, participando de festivais universitários e grupos de compositores, com artistas como Gonzaguinha, Ivan Lins, Belchior e Geraldo Azevedo e dividindo palco com João Bosco, Jards Macalé, Sergio Sampaio e…

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Eleições 2018: Por que está tão difícil escolher um vice e por que ele é importante — Blog QAP Osvaldo Matos

Michel Temer substituiu Dilma, alvo de impeachment, e José Sarney assumiu após a morte do presidente eleito Tancredo Neves O Brasil guarda, em sua história, um capítulo especial para vice-presidentes. Num período de 57 anos, o país foi comandado por quatro vices. João Goulart, José Sarney, […]

via Eleições 2018: Por que está tão difícil escolher um vice e por que ele é importante — Blog QAP Osvaldo Matos

Chaves USB de US$ 20 garantem a segurança de 85 mil funcionários da Google

A boa e velha chave…

Information Security

Você pode imaginar que tem muito hacker por aí que ficaria muito feliz se conseguisse enganar funcionários da Google para roubar dados, não é mesmo? Pois a empresa também sabe disso, por isso sempre investe bastante na segurança de suas informações. E uma das medidas mais legais não está em software, mas sim em “chaves físicas” que são usadas como autenticação de dois fatores por lá.

A Google começou a usar chaves USB em 2017. Desde então, garante que nenhum de seus 85 mil funcionários teve suas contas roubadas ou invadidas. Essa chave funciona no lugar dos celulares e outros métodos de autenticação de dois fatores, sendo exigida para a homologação de acesso logo após a inserção de senha na conta Google.

Na Google, as chaves USB de autenticação utilizam U2F (universal 2nd factor) para as homologações. Além de inserir o dispositivo na porta USB…

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Clientes da Amazon são presos por lucrarem US$ 1,2 mi com fraude em devoluções

A vida imitando ela mesma!

Information Security

GUSTAVO GUSMÃO

Três clientes norte-americanos da Amazon foram condenados a penas entre 2 e 6 anos de prisão por um fraudarem a política de devoluções da loja virtual nos EUA. O trio lucrou 1,2 milhão de dólares dizendo à empresa que suas compras eram extraviadas ou que os produtos chegavam comprados com defeito. Seguindo sua política, o e-commerce, então, enviava a eles um item novo no lugar, sem custo. As informações vêm do site ZDNet.

Quem liderava a fraude era o casal Eran e Leah Finan, ambos de 38 anos. Durante dois anos, a dupla usou identidades falsas para adquirir cerca de 2.700 produtos eletrônicos na Amazon, em uma lista que incluía videogames, notebooks, tablets, smartwatches, câmeras e mais. Depois de receberem cada item, os dois encaminhavam uma reclamação à Amazon, sempre dizendo que havia um problema nos dispositivos ou na entrega.

Novos produtos eram, então, enviados pela loja…

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Dicas de Viagem – Escócia – Parte IV – Um roteiro dos TOP 10 imperdíveis na capital

Edinburgh Castle

A capital da Escócia é um sonho! Duvido que alguém conheça e não caia de amores. E não interessa se o céu está azul e o sol brilha, ou se é um dia tipicamente escocês, com chuva e muito, muito vento.

Edinburgh é uma cidade linda e cheia de programas maravilhosos para fazer.

Mas o que não dá para perder numa primeira visita?

Para facilitar a vida de quem tem pouco tempo e quer ver só o principal, selecionei dez atrações imperdíveis em Edinburgh. Como já estava prometido uns posts atrás

Tive a chance de apresentar a cidade para alguns amigos, que ficaram curiosos de eu tanto falar. Para eles, costumo dizer, sem medo de errar: a Escócia é dourada.

Edinburgh também!

Apesar de ser bem cosmopolita, é uma cidade pequena para os padrões brasileiros. E para quem já conhece Londres, por exemplo. O que é melhor ainda!

Então, a primeira dica para quem vai é: conheça a cidade a pé!

Com uma arquitetura basicamente vitoriana, a sensação é que as coisas não mudaram muito por ali com o passar dos séculos. É a capital escocesa desde 1492.

Dividida em Old Town e New Town, tem muitas de suas ruas principais ligadas por vielas, ladeiras e escadarias. Por isso, para ir de um lado para o outro, prepare as perninhas para trabalhar!

1 – Castelo de Edimburgo

Construído a 120 metros de altura do nível do mar, o Edinburgh Castle é onipresente. Onde quer que você esteja ali no centro da cidade, ele está te vigiando. A estrutura, que já sofreu várias transformações e reconstruções ao lono do tempo, guarda mais de 1.400 anos de história.

A cidade nasceu em torno no castelo. Isso lá pelo século IX. A Castle Rock, montanha onde a construção foi erguida, é, na verdade, um vulcão extinto que, estima-se, esteve em atividade há uns 340 milhões de anos.

Irado, não?

Visitar o castelo é atravessar toda a história do país e da cidade. Foi moradia preferida dos reis da Escócia até a união com a coroa inglesa, em 1603, e seus dangeons serviram de prisão para os jacobitas, um pouco mais de um século depois. Também teve papel estratégico importante durante a segunda grande guerra para o exército britânico.

Do alto do pátio está uma das mais belas vistas da cidade. No interior, as Joias da Coroa escocesa (Crown Jewels) e a Pedra do Destino (Stone of Destiny), a famosa rocha onde os monarcas eram coroados, levada para Londres e foi devolvida à Escócia em 1996.

Dica de ouro: programe-se para estar no castelo às 13h em ponto. De segunda a sábado, o One O’clock Gun, um canhão que fica no Mills Mount Battery, é acionado — proteja os ouvidos!

2 – Royal Mile

Robert Fergusson

É a rua mais turística e movimentada da cidade. Na verdade, a Royal Mile é uma sucessão de ruas que descem do Castelo até o Palácio de Holyroodhouse.

A extensão entre um e outro é de exatamente uma milha — ou seja, quase dois quilômetros de subidas e descidas cheias de atrações.

Desde os primórdios, foi a rua mais importante da cidade. E mantém seu status. Um status tão importante que estou pensando em fazer um post especial com cada uma das paradas que devem ser feitas ao longo da Royal Mile, para você não perder nem um centímetro desses quase dois quilômetros.

Na foto, a estátua do notável poeta escocês Robert Fergusson, em frente à Kirk of Canongate, construída entre 1688 e 1691, na Old Town.

3 – Palace of Holyroodhouse

Se o Edinburgh Castle era o preferido da realeza escocesa, o Palácio de Holyroodhouse é o favorito da realeza inglesa há gerações. É a residência oficial da Rainha Elizabeth II quando está no país. E está aberta a visitação, para quem tiver um tempinho sobrando.

É possível passear por vários ambientes do palácio em uma visita guiada. Mas apenas quando a família real não está na área. Incluindo a Galeria de Artes da Rainha, que por si só já vale o bilhete.

Mas não deixe de visitar as ruínas da Abadia, nos jardins do palácio, que data de 1128.

4 – Holyrood Park & Arthur’s Seat

Ruínas da St. Anthony’s Chapel

O parque fica bem ao lado do Palácio de Holyroodhouse, com o luxo de ter uma enorme montanha só pra ele. Outro vulcão extinto.

O monte é conhecido como Arthur’s Seat e tem algumas trilhas que levam ao seu topo. As vistas para a cidade são as mais arrasadoras da região. Quem assistiu a Trainspotting 2 vai identificar logo o local.

Trainspotting 2

São 251 metros de altura. Mas a subida é muito mais tranquila do que pode parecer a princípio. E vale muito à pena. A vista é realmente de tirar o fôlego (tanto quanto a subida!), e pode se ver quase toda cidade e muito dos seus arredores.

No parque, as atrações são algumas ruínas e lagos — como a St. Anthony’s Chapel, que data de 100 —, que dão fotos espetaculares para guardar pro resto da vida.

5 – Grassmarket

Last Drop Pub, na Grassmarket. Prisioneiros eram executados em frente ao pub

A praça não fica muito distante da Royal Mile. É cheia de restaurantes e pubs; um lugar bacana para sentar e beber e ver o tempo passar.

Uma informação macabra é que a praça já foi local de execução pública. O nome de alguns pubs por ali fazem referência ao fato e não me deixam mentir.

6 – National Museum of Scotland

É a casa da ovelha Dolly! Tá lá o primeiro clone “britânico” empalhada no museu, que a Dolly é escocesa. O acervo do museu é bem diversificado e vale uma visita.

A melhor parte é a que conta muito da cultura e história do país, mostrando tradições e inovações tecnológicas.

A entrada é gratuita!

7 – Princes Street, Rose Street e Princes Street Gardens

A Princes Street é passagem obrigatória para quem cruza da New Town para a Old Town e vice-versa.

É a rua mais comercial da cidade, tipo um shopping a céu aberto. Lojas famosas como a Jenners, a Galerie Lafayette escocesa, estão ali.

Na rua paralela, a Rose Street é um grande calçadão. Cheia de pubs e restaurantes charmosos, é perfeita para descansar das compras e curtir uma boa refeição.

Se de um lado a Princes Street tem lojas e magazines, do outro fica um belo parque. O Princes Street Gardens tem pequenos cafés para lanches rápidos e diversos banquinhos para descansar — olhe a plaquinha ao sentar!

Passear por ali é uma delícia, sempre com vista para o castelo. Se estiver na cidade durante a primavera, não deixe de procurar pelo Floral Clock. O relógio de flores é o mais antigo do mundo e marca as horas de verdade!

8 – Scott Monument

O monumento que fica na Princes Street é uma homenagem da cidade ao popular escritor escocês Sir Walter Scott.

Sua torre de 61 metros de altura oferece uma vista incrível do centro e do castelo.

Subir os 287 degraus é para os fortes, mas compensa!

9 – The Balmoral

Hotel de luxo em pleno centro da cidade. Pode não ser pro seu bico, mas vale foto, especialmente ao anoitecer, quando seus contornos de arquitetura vitoriana ficam iluminados.

A construção data de 1895, resultado de uma competição financiada pela Scottish Railway para dar um up no turismo local. Do gaélico, The Balmoral significa morada majestosa. Em 1991, depois de ter sido trocado de dono, o hotel foi reinaugurado com presença de ninguém menos que Sir Sean Connery.

Em fevereiro de 2007, J.K. Rowling se trancou no quarto 230 para terminar a saga Harry Potter. Anos mais tarde, a escritora escocesa retornou ao mesmo quarto para ser entrevistada por Oprah.

10 – Calton Hill

Outra das montanhas bem no centro da cidade. A Calton Hill fica na New Town. O acesso é bem fácil, com subida pouco íngreme e com o caminho de pedras.

Para encontrar o acesso, é só seguir pela Regent Road e logo chega lá. O lugar também oferece um linda vista panorâmica da cidade e arredores. Do alto, pode-se ver o Arthur’s Seat e o porto de Leith, além de Portobello Beach.

Alguns dos monumentos mais famosos da cidade, como Dugald Stewart Monument, Nelson Monument e o National Monument, estão no alto do Calton, onde também acontece, tradicionalmente, a festa pagã de Beltane.

Texto de Débora Thomé

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Escócia I

Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

Dicas de Viagem – Escócia – Parte III – Afinal, o que não pode ser deixado de fora?

Outros posts sobre viagens e turismo

Amor em pedaços

Love is all we need (?)

Divagações & Pensamentos


(Gostou? veja tamém Folha de papel)…
Juras quebradas
Fotos rasgadas
Papéis queimados

Roupas picotadas
Lençóis manchados
Travesseiro abandonado

Espelhos estilhaçados
Cacos de vidro espalhados
Pulsos cortados

Doce azedado
Corações dilacerados
Amor aos pedaços

(GeraldoCunha/2018)

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Amizade com prazo de validade

Tendo a concordar

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Um dos assuntos que tenho refletido muito são sobre as amizades que deixamos para trás,  volta e meia o facebook me manda notificações de lembranças de posts antigos.

Fico pensando em como as coisas mudam e não nos damos conta, quantas vezes deixamos para fazer aquela ligação para depois e o depois nunca chega, digo isso por mim que sempre penso em dar uma ligadinha para aquele amigo que não falo há tempos e no final do dia acabo esquecendo, não por desleixo e sim pela correria do dia a dia.

Com o passar dos anos os contatos ficam cada vez menos frequentes, os assuntos ficam cada vez mais escassos, a gente vai mudando e nem percebe, até que um belo dia você resolve encontrar aquele amigo sumido e aí começam as mudanças notáveis, vocês já não compartilham os mesmos gostos, nada em comum para conversar e aquele silêncio desagradável no…

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Dicas de Viagem – Escócia – Parte III – Afinal, o que não pode ser deixado de fora?

Mel Gibson – Braveheart

Conversei com o chefe feroli e a culpa de ainda não ser desta vez que exibirei meus dotes geométricos é dele. Blame on him!

Mas é verdade; além das considerações acerca de clima e etc., que abordei no post anterior, tem mais coisa para levar em conta na hora de montar o seu roteiro de viagem para a Escócia.

Vamos a elas, então — e deixemos o trabalho mastigado para o fim; a cereja do bolo.

Até aqui concordamos que o mês campeão para viajar para a Escócia é maio (ou não; é com você) e que o ideal é reservar um mínimo de dez dias para ter uma experiência realmente válida nessa trip (embora eu tenha feito justamente o contrário na minha primeira vez).

É preciso destacar uma outra possibilidade, a de montar um roteiro temático — ilhas, castelos, Outlander, Harry Potter, etílico — coisa bem modinha. Basta escolher o que pretende fazer e arregaçar as mangas na pesquisa. Prefiro seguir meus instintos e conhecer o que vai me chamando mais atenção, em vez de afunilar opções desse jeito.

Mas vamos pensar no que não pode faltar nesse itinerário. Pablo, uma nota:

EDINBURGH

Conhecer a capital escocesa deve ser a sua primeira opção. Sempre. Se você não conhece nada da Escócia nem nunca pisou no país, comece por Edinburgh. Caso tenha apenas quatro ou cinco dias para passear em solo escocês, escolha Edinburgh. Ou, até, se dispõe de 15, 20 dias para perambular pelo território, o ponto de partida precisa ser Edinburgo.

Mas e se você conhece Edinburgh e já passou alguns dias na cidade alguma vez na vida?

Edinburgh é um lugar que tem uma magia pairando no ar. O guia da tour Dark Edinburgh, que fiz em 2016, garante que é karma esse negócio, e que nem sempre é bom. Achei marketing dele.

E tem uma penca de filmes sendo rodados no país e, mais especificamente, na cidade.

Trainspotting 1 e 2, Sunshine on Leith, Cova rasa, Filth, Carruagens de fogo, Um dia e, mais recentemente, Avengers – Guerra Infinita, que entra em cartaz no próximo dia 26.

Para além da capital

Tá certo, todo mundo quer ouvir gaitas de foles, ver homens de saias, conhecer castelos medievais e beber umas boas doses de whisky. Só que a Escócia vai muito, mas muito além disso daí.

Montanhas nevadas, campos, vales, cachoeiras, castelos, cenários de cinema, penhascos paradisíacos, sítios arqueológicos, aurora boreal, animais exóticos, praias de “dar surra no Caribe”. Tem tudo isso e muito mais para se ver na Escócia.

O país, embora pequeno, é dividido em nove regiões:

– Edingurh and the Lothians
– Southern Scotland
– Glasgow and the Clyde
– Central Scotland
– Argyll & Bute
– Northeast Scotland
– The Highlands
– Skye an Western Isles
– Orkney and Shetland

Repito: a escolha é sua. Tem que ser sua. Só estou por aqui para dar aquele famoso empurrãozinho e te guiar com uma mão amiga.Portanto, confira no resumo a seguir alguns dos detaques/o que fazer/ver de cada uma das nove regiões de ‘Bonnie Scotland’. O que pode te facilitar muito a vida! De nada!

1 – Edingurh and the Lothians

O canhão original dos disparos, hoje substituído por um armamento mais moderno

Embro, para os mais íntimos, é a capital escocesa desde 1492. A cidade cresceu à margem do Firth of Forth, ainda no século IX — uma região bastante acidentada (leia-se: vai precisar do joelho em dia para perambular pelos altos e baixos e muitas, muitas escadarias do local) com direito até a um vulcão adormecido, onde foi erguido o famoso e onipresente castelo.

Tem muito a se fazer na Auld Reekie (“velha fedorenta”), como costumavam chamá-la no século XVIII. Mas se você dispuser de pouco tempo, escolha sair do e subir a Royal Mile até o Edinburgh Castle para uma visita — vai ter post especial com roteiro para a cidade, mais à frente, onde eu detalho o que observar nesse 1,6 km de ruas.

Dica de ouro: ajuste seu pace para cobrir toda a milha a tempo de estar a postos no castelo antes das 13h. Assim dá para assistir ao tradicional disparo de canhão da Mill’s Mount Battery, que fica na face norte do cartão postal da cidade, realizado há mais de um século e meio. O One O’Clock Gun só não acontece aos domingo. E é impreterivelmente às 13h. Afinal, britânicos, né gente.

2 – Southern Scotland

Rosslyn Chapel, famosa pela ‘ponta’ nas franquias de Dan Brown

Uma parte da Escócia que pouco ou quase nada conheço. Repleta de abadias e castelos, a região fez filhos pródigos como Robert Burns, o famoso bardo escocês, e Sir Walter Scott, também escritor e poeta de fama mundial. Guarda recantos medievais, como a Rosslyn Chapel (basicamente tudo o que conheci da área), muita arquitetura renascentista.

 

Fundada em 1451, a Universidade de Glasgow é uma atração pela sua arquitetura

3 – Glasgow and the Clyde

Maior cidade do país e a mais populosa do Reino Unido fora da Inglaterra, Glasgow (ou Glesga, como eles pronunciam por lá), acaba subestimada se comparada com a capital Edinburgh. Mas não se engane, tem muita riqueza por lá. Não à toa, o lema da cidade é “Let Glasgow flourish”.

Traduzido do gaélico, Glasgow significa “vale verde”. Mas há tempos que a cidade transpira progresso e tendências. De um centro mercantil de grande importância no século XVI ao terceiro maior centro de comércio do Reino Unido, a cidade vem acompanhando as mudanças e o crescimento econômico mundial através dos séculos.

Berço de feras do rock como Mark Knopfler (Dire Straits) e os irmãos Angus e Malcolm Young (AC/DC), a cidade respira cultura — seu patrono é St. Mungo, também patrono da cultura e das artes. Está em Gesga um dos museus mais legais que já tive a oportunidade de visitar, o Kelvingrove Art Gallery and Museum, que fica no coração da ebulição noturna e cultural da cidade, entre o West End, a Universidade de Glasgow e o River Clyde — onde estão localizados vários pubs e galerias de artes e ciências.

Em tempo: embora pareça estranho, não deixe de visitar o cemitério da cidade, o Necropolis; tão legal quanto o Père-Lachaise, em Paris.

4 – Central Scotland

A vista do Castelo de Stirling para o Wallace Monnument

– Stirling
– Falkirk
– The Kelpies
– St. Andrews
– Doune Castle
– Trossaschs National Park
– Loch Lomond
– Battle of Bannockburn Centre

Prato cheio para quem é fã de Braveheart, William Wallace e toda essa fase histórica de heróis e vitórias do país.

 

Vista aérea de Oban, uma das pequenas grandes cidades mais legais que já vi na vida

5 – Argyll & Bute

É uma das regiões mais antigas da Escócia, a oeste do país. Há duas informações importantíssimas sobre a área: tem o pôr-do-sol mais bonito que presenciei na Escócia e reúne uma enorme quantidade de destilarias de whisky do país — alguns dos melhores, inclusive.

Por enquanto, além de Oban, apenas conheci Mull. Mas Islay e Jura estão na lista para as próximas passagens por lá.

Não deixe de passar pela menor maior destilaria escocesa, bem no centro de Oban, saboreie o melhor fish&chips de todo o Reino Unido (ou não, né) em uma barraquinha ao lado da entrada da estação de ferry-boat, e faça sua viagem a Mull para conhecer o castelo da família de Sean Connery e então siga até Kintyre para pisar na mesma areia da praia onde foi gravado o clipe da música dos Wings que leva o nome do lugar.

6 – Northeast Scotland

Na peça de Shakespeare, Macbeth residia neste castelo, vai saber…

A região banhada pelo Mar do Norte. A má notícia é que trago pouca informação de lá.

Nunca fui, pouco pesquisei a respeito. Há rumores de que a região guarda impressionantes sítios arqueológicos, remanescentes dos Pictish, povo que habitava a região desde, bem… sempre.

Parece que ganharam esse nome pelo hábito de se tatuarem.

Vale a visita por essas curiosidades e para visitar o Glamis Castle, lar de veraneio da Rainha Vitória em Aberdeenshire. Desculpem, mas é só.

7 – The Highlands

O Culloden Battefield, perto de Inverness, onde os clãs escoceses foram dizimados, em 1746

Sem dúvida, a região que mais atrai turistas. E a culpa é de um único escocês famoso: o monstro do lago Ness. Mas tem muito, muito mis para ser conferido por lá.

Tem para ver:

– Inverness
– Culloden
– Fort William e Mallaig (entre essas duas cidades, sugiro pegar o trem do Harry Potter, é verdade, o trem do Harry Potter!!!)
– The Cairngorms
– Ben Nevis (a montanha mais alta de todo o Reino Unido)
– Glen Coe, Ullapool
– Kyle of Lochalsh
– John O’Groats

8 – Skye an Western Isles

Neist Point, o lugar mais DUCA onde já pisei

As raivosas correntes do Atlântico que açoitam a costa oeste do país não poderiam ter feito um trabalho artístico mais perfeito na natureza. A Ilha de Skye é totalmente formada por penhascos cobertos de acidentes geológicos absurdamente espetaculares. Para completar, o tom profundo do azul do mar se confunde com o do céu e engolem, ambos o horizonte.

Ali, naquele pedacinho de lugar, mora a mais fiel definição para a palavra INFINITO.

Se vocês querem ter orgasmos visuais e perseguir paisagens de tirar o fôlego, Skye, senhoras e senhores, é o lugar a visitar.

E palavras mais, não tenho para descrever.

9 – Orkney and Shetland

Reprodução da internet das Callanish Standing Stones, em Orkney

São as duas ilhas mais distantes da costa escocesa, no extremo norte do país. Ainda não conheço, mas já estão na lista.

Principalmente Orkney, onde se pode ver tesouros da Era da Pedra em sítios arqueológicos absurdamente bem conservados, como Skara Brae e as Callanish Stand Stones, que bota Stonehenge no chi-ne-lo.

Estou trabalhando, embora lentamente, num itinerário que inclua, pelo menos, Orkney. Mantenho vocês informados.

Nota do editor: Embora já tenha sido abordado no post anterior, lembro que todos devem evitar viagens no fim do outono e no inverno. Mesmo uma criatura dotada de generosa camada de tecido adiposo vai sentir muito frio por lá.

Texto de Débora Thomé

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Escócia I

Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

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O amor não é para amadores

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Mariel Fernandes

Um dia, tirei foto de um casal distraído. Pamorenso que o amar é assim, acontece aos que se dão por vencidos. E, não precisando mais, abrem mão de ter razão e passam a conversar entre si. Ninguém é feliz sozinho, como diria o poeta? Mesmo, mesmo?  Os amores são para amantes, não para iniciantes, esses que declamam coisas como “não posso viver sem você” e acham que isso é, sei lá, bonitinho. Se alguém me diz isso, antes de terminar a frase, estou a 200 quilômetros de distância e não vou pensar em parar antes de chegar a seguros 400 quilômetros. A não ser que seu amor seja seus pulmões, sim, você pode ser feliz sem ele ou ela. Diria que deve: ninguém encontra um amor que mereça esse nome se antes não for capaz de ser completo sozinho, que essa coisa da metade da laranja é conversa pra…

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Dicas de Viagem: Escócia II – Qual é a melhor época do ano para conhecer a Escócia?

Letreiro no aeroporto de Edingurgh, perto do ponto dos ‘tram’, como eles chamam o VLT

Existe uma corrente de nômades-mochileiros-viajantes-das-galáxias que defende a elaboração de roteiros geométricos. O objetivo, dizem, é economizar tempo, dinheiro e energia. Dá um trabalho do cacete fazer isso. Principalmente se você é libriano raiz, que fica totalmente perdido quando é obrigado a escolher entre tantas opções.

Aconteceu comigo. E foi uma morte horrível.

O lado bom é que agora tenho vários roteiros prontos, coisa de deixar o velho Euclides, pai da geometria, superorgulhoso!

Nos nossos próximos encontros por aqui explicarei como fazer um bom roteiro pela Escócia. E prometo mostrar minha experiência geométrica. Agora vamos falar de uns outros detalhes importantes. Tipo: qual é a melhor época do ano para visitar a Escócia? Eu poderia responder, simplesmente: TODAS.

Mas aí acabariam o post e a expectativa. Sendo assim, precisamos considerar alguns aspectos de calendário. E do mapa mundi também.

A Escócia fica ao norte do Reino Unido. Tem ilhas que pertencem ao país que estão até mais para a Noruega do que propriamente para a Escócia. E, vamos combinar, se a Inglaterra já tem fama de ser um lugar frio e chuvoso, imagina a Escócia, né. Por lá eles dizem que o país tem duas estações do ano: inverno e julho.

Já dá pra perceber que não é recomendável programar a viagem, especialmente se for a primeira visita, para os meses que correspondem ao inverno no hemisfério norte. Deixa pra fazer isso quando você estiver mais “corajoso”. Bem mais. Daí você fica de olho num troço chamado Hogmanay, o réveillon escocês, uma festa que dura TRÊS DIAS, companheiros, TRÊS! Com direito a banho no gelado Mar do Norte logo ao amanhecer.

Por outro lado, não acredito que seja uma boa ideia programar a estada para o verão deles, em julho/agosto. Até porque, como dizem por lá, o verão na Escócia dura apenas um dia.

Brincadeiras à parte, é bom ressaltar que em julho e agosto os europeus estão viajando. E os americanos também. E os japoneses (e esses são incrivelmente muitos). As cidades estão mais cheias, as atrações a serem visitadas são disputadas palmo a palmo e fica tudo mais caro. Muito mais caro. Sem falar na dificuldade de encontrar vagas em hotéis, que passam a ter diárias com valores exorbitantes, principalmente na capital escocesa, Edinburgh, que já não é um lugar barato. Mas não dá pra deixar fora da mira.

Outro aspecto negativo desses meses, que são o auge do verão, é que a Escócia fica mais verde. E a Escócia não pode ser vista tão verde, seria um absurdo; porque verde é a Irlanda.

A Escócia é dourada…

Kilt Rock, em Isle of Skye, nas Highlands

E é preciso conhecê-la na plenitude de seu tom mais belo sim. Portanto, esqueçam a fase de festas — Fringe, Military Tattoo e Highland Games — e optem por marcar viagem para o país na primavera ou no outono. A boa notícia é que nessa ocasiões os valores das passagens de avião estão sempre com valores mais agradáveis.

Por coincidência ou não, mesmo com o meu aniversário em outubro, nunca passei a data no “meu” país. Sempre opto por viajar na primavera. E em maio. Isso porque além da estação do ano, tenho levado em consideração outos tipos de calendário: o de corridas (esse eu explico em um papo bem mais reto, bem mais adiante) e a RODA DO ANO.

A melhor coisa que fiz na minha última viagem à Escócia foi levar em consideração o calendário pagão, que ainda é celebrado em várias partes do Reino Unido. Por isso, de olho nos Sabbats, defini, inicialmente, dois meses como preferidos: maio, mês de Beltane, comemorado no dia 1º, e outubro, mês de Samhain (pronucia “sôu-en”), a festa das bruxas, no dia 31.

Acabei indo em maio, e a experiência, amigos, de assistir ao Beltane em Edinburgh, num frio de 10 graus e sensação térmica em torno de 5 graus, no alto da Calton Hill, ainda não consegui explicar com palavras. Só “ibagens”.

Portanto, para responder, de verdade, à pergunta-título do post: maio vence. Tem corrida (maratonas e meias de Edinburgh e de Stirling), tem festa pagã, temfestival de whisky; também há mais dias ensolarados, os animais (na maioria, cavalos, ovelhas e as famosas hairy-coo) ficam soltos nos campos, as bluebells, marchairs e primroses já desabrocharam e o o clima está mais seco (embora possa mudar enlouquecidamente em uma única tarde, várias e várias vezes).

Mas, mesmo enfrentado vento e chuva (não tem como escapar; dizem que é isso em qualquer época do ano), você consegue se livrar dos “blood-sucking beasties”, como o povo se refere aos mosquitos por lá.

Resumindo, então. Fatores para pesar na definição do mês da viagem (aconselho passear por lá por, no mínimo, no mínimo, dez dias):

– Suas férias
– Tolerância do frio
– Tolerância a grandes grupos de turistas
– Poder aquisitivo
– Tempo de planejamento

Como no próximo post já prometi exibir meus dotes geométricos (pode chamar assim?), esses dois últimos ítens dessa listinha acima abordaremos logo em seguida. Mesmo que eu acredite que poder aquisitivo vai de cada um, correto?

Até a próxima!

Texto de Débora Thomé

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Capitão América confirmado como o Nômade em Vingadores – Guerra Infinita

Wow!

hqrock

Capitão América - O Nômade dos 70s Steve Rogers adota a identidade de Nômade: crítica à era Nixon.

Há muito tempo se especulava que Steve Rogers iria deixar a identidade de Capitão América e se tornar o Nômade, tal qual nos quadrinhos da Marvel Comics dos anos 1970. O ator Chris Evans e os diretores já havia falado sobre isso anteriormente em entrevistas, chegando a dizer explicitamente que o personagem assumiria o “espírito” da ideia do Nômade. Mas agora, os irmãos Anthony e Joe Russo parecem ter confirmado que o personagem usará aquele nome no filme, pois divulgaram uma imagem no Twitter com o herói e a legenda: Steve Rogers, The Nomad. Isso é uma confirmação, não é mesmo?

infinity war nomad confirmed O tweet dos irmãos Russo: Nômade!

Captain_America_Vol_1_180Nas HQs, ao fim da saga Império Secreto, publicada em 1975, em Captain America & the Falcon 169 a 176, escrita por Steve Englehart e Mike Friedrich com desenhos de Sal…

Ver o post original 249 mais palavras

Dicas de Viagem – Escócia I

Scots Wha Hae!

O amigo Feroli ousou, mais uma vez, abrir espaço para minhas sandices em seu blog. Desta vez, o convite é para falar de viagens, outra coisa que gosto pouco, além de shows e café. O problema é que tenho uma –fixação incontrolável– especialidade no quesito trip: Scotland.

Já nem lembro mais quando comecei a responder “Escócia”, sem piscar, quando perguntada sobre um lugar que sonhava conhecer. Data de antes de eu descobrir que os vocalistas das minhas bandas favoritas na adolescência eram escoceses. Ou que meu 007 preferido usava kilt. E ainda antes de Highlander, Rob Roy e Braveheart e muito, mas muito antes de… Valente 😬.

Descobri que começou assistindo aos MacGregor na sessão faroeste na extinta TVS.

O sonho de conhecer a Escócia foi realizado em 2010, numa Eurotrip, quando passei apenas quatro dias no país e achei que era a pessoa mais feliz do mundo.

Mas foi uma enganação do cacete aquilo.

Explico.

Hoje em dia ainda há pouca informação precisa na internet a respeito de viagens à Escócia. Imagina em 2010. Fui tateando no escuro. Noves fora, deu tudo certo.

Mas só conhecer a capital, Edinburgh, com um bate-volta até as “highlands” — peguei um busão na cidade e só fui até Fort Augustus e achei que estava abafando —, era um grão de areia na praia escocesa. E eu descobriria isso durante a ressaca que bate depois que voltamos duma viagem dessas.

Só na volta comecei a pesquisar de verdade sobre o país, porque voltei com um arrependimento enorme de só ter ficado lá por quatro dias. Comecei a procurar filmes ambientados (ou que falassem sobre) na Escócia. Pesquisei fatos históricos, personagens, música, folclore e aprendi alguns termos e frases em socottish english, glesga slang e até gaélico escocês!

Achar que lá é a terra do whisky, do kilt e da gaita de foles é pensar muito pequeno.

Televisão, telefone, radar, bicicleta, pneu, geladeira, papel higiênico, fotografia colorida, Sherlock Holmes, Peter Pan, clonagem (a Dolly é escocesa), Bóson de Higgs, Adam Smith (motor a vapor), David Hume (pai do iluminismo), James Watt (pai da economia), ultra-som, anestesia geral, insulina, penincilina. Tudo coisa de escocês.

Até a “Valsa da despedida”, amores, veio da Escócia, lidem!

Já deixei você com vontade de conhecer o país? Então acompanhe o Blog do Feroli, que vamos contribuir com uma série de posts ajudando a preparar sua viagem e apontando os cantos imperdíveis e coisas que você deve fazer de qualquer jeito para ter uma experiência maravilhosa no pequeno e bravo país chamado Escócia.

Na próxima participação darei dicas sobre a melhor época para visitar a Escócia e como planejar um roteiro épico (e básico) ao país.

Slàinte mhath!

PS: A Querida Debinha é escocesa, embora seja do Méier. O que isso significa? Que o Méier deve ser um território escocês perdido no Brasil.

Dicas de Viagem – Programação

Dicas de Viagem – Orçamento

Dicas de Viagem – Transporte

Outros posts sobre viagens e turismo

Como descobrir um vinho estragado. Dicas, cheiros e cor.

Sabe quando o sommelier faz você degustar um pouco do vinho antes de servir para todo mundo na mesa? É para você provar e ver se a bebida aberta é um vinho estragado ou não. A questão toda é: você sabe identificar um vinho estragado?

Fonte: Como descobrir um vinho estragado. Dicas, cheiros e cor.

A última balada de Wilde (by André Machado)

Edição de 1921 do poema, editado por Robert Ross (foto minha, eu tenho o livro)

Num país como o nosso, com prisões superlotadas e volta e meia palcos de rebeliões e chacinas, é válido lembrar um dos mais famosos textos que denunciaram a dura realidade das prisões inglesas no século XIX — o longo poema “A balada do cárcere de Reading“, de Oscar Wilde, cuja publicação completou 120 anos no último dia 13 de fevereiro.

Condenado por sua homossexualidade a dois anos de prisão com trabalhos forçados a partir de 1895, Wilde viu sua vida ruir: foi à falência (seus bens foram leiloados às pressas antes mesmo do julgamento final), nunca mais pôde ver os filhos e tornou-se um pária. Um dos diretores do presídio de Reading, onde cumpriu a maior parte da pena, previu que o regime de trabalhos forçados a que o escritor foi submetido o deixaria alquebrado e o levaria à morte em poucos anos. De fato: Wilde morreu pobre e esquecido em Paris três anos e meio após sair da cadeia.

Edição de 1904 do poema (domínio público)

Enquanto estava em Reading, Wilde soube que um soldado de um regimento de cavalaria real, Charles Thomas Woolridge, seria enforcado por matar a esposa (cortou-lhe a garganta), o que lhe causou profunda impressão. Teria sido um crime passional. A execução ocorreu em julho de 1896, e o escritor foi libertado no ano seguinte, mudando-se para um chalé em Berneval-sur-mer, na França. Ali começou a rascunhar a balada, que se tornaria sua mais célebre obra em versos.

Dedicado ao soldado enforcado, o poema descreve as sofríveis condições na prisão, o clima de medo e solidão, a rotina de labuta e privações, e chega ao auge com a estrofe:

“Todos os homens matam o que amam

Seja por todos isto ouvido,

Alguns o fazem com acerbo olhar,

Outros com frases de lisonja,

O covarde assassina com um beijo,

O bravo mata com um punhal!”

(Tradução de Oscar Mendes)

Dedicatória de Wilde ao Major Nelson, diretor que o tratou melhor em Reading. Lê-se:"[ao] Major Nelson, do autor, em reconhecimento de muitos atos de delicadeza e gentileza". Note o C.3.3, número da cela de Wilde, com que foram assinadas as primeiras edições (reprodução)

Com tais versos, Wilde se compara ao cavalariano enforcado, mas em seu caso foi de sua própria vida social e liberdade que ele deu cabo, ao tentar processar o marquês de Queensberry, pai de seu amante, Alfred Douglas, e ver o governo britânico se voltar contra si.

O poema, última obra literária do escritor irlandês, teve seu esboço inicial escrito em apenas 12 dias, segundo o biógrafo Richard Ellmann. Depois foi revisado e aumentado. No total são 109 estrofes com seis versos cada uma, alternados entre oito e seis sílabas. Mas uma versão com 63 estrofes também apareceu em edições póstumas, editadas por Robert Ross, melhor amigo, amante e testamenteiro literário de Wilde. Numa reedição de 1921 de “Selected poems – Oscar Wilde“, originalmente publicada em 17 de agosto de 1911, Ross apresenta as versões completa e a condensada, indicando que a última deriva “do esboço original. Ela foi incluída para beneficiar récitas cujas plateias acharam o poema muito longo para declamação”. (Uma leitura magistral do texto em inglês está no YouTube. O poema original em inglês pode ser encontrado aqui.

Wilde em 1897 em Nápoles, após sair da prisão (reprodução) Ross também nota que a balada representou a volta de Wilde à poesia após 16 anos mergulhado em prosa e teatro, com a notável exceção de “A esfinge”, de 1894. O poema foi inicialmente publicado pelo editor Leonard Smithers sem o nome do autor e com o pseudônimo C.3.3, que indicava a cela onde Wilde ficava. Só após sete edições seu nome foi revelado, e mesmo assim ao lado do C.3.3, entre parênteses, na folha de rosto. Segundo Ellmann, entre 1898 e 1899 foram vendidas cerca de 4.100 cópias (até a sexta edição). Uma tradução francesa feita por Henry Davray saiu ainda no final de 1898.

“Estou tão feliz com o sucesso de meu poema na Inglaterra”, escreveu Wilde a um amigo. “Mas é o meu canto de cisne, e sinto ter de partir com um grito de dor; mas a Vida que tanto amei — amei demais — me dilacerou como um tigre (…). Não creio que escreverei novamente; la joie de vivre se foi.”

Dito e (não) feito. A chama wildeana se apagou em novembro de 1900 em Paris. Mas “A Balada…” permanece. Dela saiu o próprio epitáfio de Wilde: “Por ele se encherá de alheia lágrima/ A urna partida da compaixão,/ porque por ele chorarão os proscritos/ E os proscritos sempre choram“.

 

Sobre o autor

André Machado é jornalista, rockeiro, bluseiro, amante da boa literatura e uma das pessoas mais especiais que já conheci. Difícil encontrar algo que ele não faça bem.

Phil Collins – Maracanã – 22/2/2018 (by Débora Thomé)

“I can feel it coming in the air tonight, oh Lord
And I’ve been waiting for this moment for all my life, oh Lord
Can you feel it coming in the air tonight, oh Lord, oh Lord”

Dia 22 de fevereiro de 2018, guardem essa data: foi o dia em que o hitmaker Phil Collins atingiu 40 mil pessoas em cheio, de uma só vez, sem nem levantar da cadeira. Mas poderia ter sido mais, digamos assim, destruidor, caso o popstar britânico tivesse consultado minha página no Facebook — como “fizeram”, bem recentemente, os compatriotas do The Who.

(Explico. Sofro de alta-ansiedade-pré-mega-shows. O gatilho é a compra do ingresso; pesquiso setlists, assisto a shows, documentários e entrevistas antigos no YouTube, pesquiso a vida do artista/banda no Google, compro biografias. Mergulho de cabeça quando me interessa. Os mais recentes “music divings” desse tipo foram Rod Stewart, The Who e Phil Collins. Consulta às minhas sugestões de setlist não passa de uma brincadeira, que virou uma enorme coincidência no caso do The Who.

E apesar de ter sido tudo lindo, maravilhoso, tio Phil meteu um pequeno engodo em geral. Não mentiu quando disse que a voz está em dia, apesar das limitações físicas. Nem um pouco; está tinindo mesmo o gogó. Mas não cumpriu o prometido, que era trazer um show maior para o público brasileiro, que aguarda esse encontro desde 1980.

O safadjenho cortou a “parada técnica” — a turnê realizada em 2017 teve shows divididos em dois sets, com um video engraçadíneo de autozoação no intervalo — e limou uma música de cada set. Ou seja. Em vez de marcar um gol de placa em pleno Maracanã, resolveu fazer “o técnico maluco do Framengo*” e mexeu errado.

Só que ele acusou o golpe, que eu vi. Tomou um susto quando, mesmo sem querer, já garrou a gente pelos cabelos nos primeiros acordes da balada arrasa-quarteirão Against all odds. Dali do meio-campo, quer dizer, da pista, eu olhava aqueles celularzinhos todos acesos, balançando no anel do Maraca naquele efeito maravilhosamente brega e pensava “nossa, esse cara fez essa música por absoluta encomenda, como pode?”.

Moro em frente ao estádio. Fui brindada com dois shows, porque rolou ensaio (aquilo não foi passagem de som, não) na quarta à noite, e anotei o setlist para preparar meu coraçãozinho. Segunda música, outro sucesso balada; estava batendo com o ensaio, eu feliz e esperançosa. Na terceira veio o drible pro lado errado. CADÊ One more night, cacete? Quase ouvi o Galvão gritar PRA FOOOOOOOOOOOOORAAAAAAAAAAAAA no sistema de som da Suderj que mora dentro da minha cabeça.

Mas ok, emendou I missed again e tinha muito jogo pela frente. Mas aí ele me mete as desnecessárias Hang in long enough e Wake up call em sequência, e o time perdeu um pouco o ritmo.

Sério. Consegui até avançar mais no meio do público, que abriu um clarão nessa hora. Só que talento é talento, né. Para não deixar escapar o controle sobre a turba, que pulou no colo do cara nas primeiras músicas, ele me manda um clássico do Genesis.

Juro pra vocês: houve um momento, durante a execução de Throwing it all away, em que vi Phil Collins abrir um sorrisão enquanto a torcida (ops!) a plateia cantava o refrão a plenos pulmões, aquele monte de mãozinha batendo palmas pra cima. Show de bola. E foi só alegria dali até o fim, apesar de eu ter considerado desnecessário Dance into the light na sequência final dançante.

Se ele presta atenção em mim tinha incluído dois petardos ali naquela meiuca, para lavar a alma e correr pro abraço! Enfim, como ele mesmo canta, “it’s just another day for you and me in paradise“. Para quem vai assistir aos shows em São Paulo (dias 24 e 25) ou Porto Alegre (dia 27), desejo apenas que ele leia este post e faça os devidos (e pequenos, vamos combinar) ajustes!

COMO ENSAIOU

– Against all odds
– Another day in paradise
One more night
– Wake up call
– Follow you, follow me
Can’t turn back the years
– I missed again
– Hang in long enough
– Separate lives
I don’t care anymore
– Something happened on the way to heaven
You know what I mean
– In the air tonight
– You can’t hurry love
– Dance into the light
Don’t lose my number
– Invisible touch
– Easy lover
– Sussudio
– Take me home

COMO FOI

– Against all odds
– Another day in paradise
– I missed again
Hang in long enough
Wake up call
– Throwing it all away
– Follow you, follow me
– Only you know and I know
– Separate lives
– Something happened on the way to heaven
– In the air tonight
– You can’t hurry love
Dance into the light
– Invisible touch
– Easy lover
– Sussudio
– Take me home

O QUE EU SONHAVA PRESENCIAR

– Against all odds
– Another day in paradise
– One more night
– Tonight, tonight, tonight
– Follow you, follow me
– Land of confusion
– I missed again
– I wish it would rain down
– A groovy kind of love
– I don’t care anymore
– Something happened on the way to heaven
– You know what I mean
– In the air tonight
– You can’t hurry love
– I cannot believe it’s true
– Don’t lose my number
– Invisible touch
– Easy lover
– Sussudio
– Take me home

* Mudança feita pelo editor do site, que é limpinho.

Sobre a autora: Débora Thomé é jornalista talentosa, escocesa por opção e amiga por toda  vida. Como não pude ir ao show, escalei essa  enviada mais que especial.

Fotos: Marcos Serra Lima

Fotos da galeria: Marcos Hermes

Confira sete coisas que você não deve dizer ao pedir demissão de um emprego (ou que deve)

Pé na bundaAlgumas vezes gosto de publicar aqui alguns textos que vão diretamente contra muitos de meus pensamentos. Já disse que não coloco em alta consideração as ideias dos profissionais de RH (sorry, folks) e as dicas abaixo são daquelas altamente contestáveis. Afinal, você acredita que as empresas farão o mesmo com você (principalmente a primeira frase)?

A especialista em carreira, Dana Manciagli, explica que as pessoas comumente se arrependem durante a demissão por estarem agitados, nervosos ou inconscientes das consequências que uma palavra mal colocada pode vir a ter.

Confira abaixo uma lista com coisas que você não deve dizer ao pedir demissão:

“Estou deixando o emprego…hoje”

Nunca saia sem oferecer um tempo amplo para a companhia completar os procedimentos da transição.

“Esta é a pior empresa para a qual já trabalhei”

Aqui, a especialista fala que você está anulando qualquer possibilidade de voltar para a empresa, ou fazer com que aquela companhia tenha boas referências a seu respeito.

“Você não sabe gerir pessoas”

Insultos não levam a lugar algum, diz Dana. E também, segundo ela, são necessárias duas pessoas para se ter uma boa relação gestor-empregado.

“Ninguém é feliz aqui”

Não tente sugerir que as coisas estão indo mal pra você, mesmo que estejam.

“O valor pago pela empresa não é competitivo com o mercado”

Não faça isto questão de dinheiro. Mesmo que seja, tal atitude não será vista de modo positivo na sua carreira futura.

“Estou preocupado com o futuro da empresa”

“Eu não tinha nada para fazer”

Isto acaba soando como falta de iniciativa.

Fonte: Agência IN

Um dicionário de carioquês-português

O Brasil é mesmo um país de muitas realidades e muitos dialetos. Já ganhei um dicionário de baianês e aprendi muitas expressões usadas em Pernambuco. Sendo assim, foi bom encontrar esse dicionário de carioquês no blog Diário do Rio de Janeiro. Abaixo reproduzo o ótimo trabalho feito por eles.

Rio de Janeiro IxQue o carioca é o sotaque oficial do Brasil (nem que seja na língua cantada e cênica) a gente já sabe mas e como a gente faz para explicar algumas de nossas muitas gírias a quem não teve a sorte de pertencer à Cidade Maravilhosa. Afinal ser carioca, ser do Rio de Janeiro, não é para qualquer um.

Conheça então o dicionário de português-carioquês e aproveita para traduzir a seguinte frase: O mané não partiu para um 0800 bolado e acabou ficando na mão do palhaço de arroz.
0800

Diz-se de qualquer situação que não demandará gasto monetário. De graça. “O show será 0800”. “Pode vir que hoje é tudo 0800”

1. Partícula iniciadora de frase. “Aê, se liga (…)”.

2. Advérbio de lugar. “A parada está por aê”.

A porra toda

[Termo composto] “Tudo”, com eventual viés agressivo. Totalidade do que está ao alcance. “Quebramos a porra toda”. “Sai xingando a porra toda”.

Arroz

Aquele que só acompanha. Sujeito que vive rodeado de mulheres, tem muitas amigas, e não pega nenhuma.

Sin. “Arame-liso” (cerca, mas não machuca); “mestre-sala” (só dança em volta); “Cantor de churrascaria” (canta enquanto os outros comem).

Beleza

1. Cumprimento usual. “E ai, beleza?”

2. Aceitação. “Tá ok, beleza!”

3. Expressa exaltação. “Que beleza!!”

Boiola

Homossexual masculino; gay; bichona; bicha; bambi; baitola; viadinho.

Rio de Janeiro IVxBolado

Condição de incompreensão momentânea ou preocupação em qualquer nível. “Tô ficando bolado”.

Bucha

Indivíduo com marra de malandro, mas que não passa de um tremendo prego; as antigas era chamado de malandro coca-cola (só dar um sacode que ele perde o gás).

Cabaço

Sujeito trapalhão. “Tu viu que merda? Esse cara é mó cabaço!”.

Caído

1. Evento pouco divertido. “A festa estava caída”.

2. Mulher de traços físicos ou mentais pouco atraentes. “Achei a mulher meio caída”.

Coé

Aglutinação de “qual é”.

1. Partícula iniciadora da frase. “Coé, irmão, beleza?!”.

2. Partícula afrontativa. “Coé, irmão, tá maluco?!”

3. artícula de incerteza. “Não entendi coé a do maluco”.

Conto

Unidade monetária sem plural. “Essa parada custa 10 conto”.

Dá uma moral (aê!)

[Termo composto]

1. Pedir auxílio a outrem. “Dá uma moral pra eu empurrar o carro, aê!”

2. Barganhar pequena vantagem. “Dá uma moral nessa dose, aê!”

Fluir

Dar certo. “Meu projeto fluiu”. “Essa parada tá fluindo”.

Sin. “Rolou”.

Filhadaputa

1. Interjeição genérica de descontentamento. Pode ser usada após qualquer acontecimento desagradável e/ou inesperado.

2. Adjetivo utilizado para humilhar, xingar, ofender aqueles que merecem.

Ver fura-olho.

Rio de Janeiro IIxFoda

1. Qualificação indicativa de dificuldade. “Aquela parada é foda!”.

2. Qualificação positiva indicando algo muito bom “Aquela parada é foda!”.

3. Qualificação que indica algo impressionante “Aquela parada é foda!”.

Fura-olho

[Termo composto] Fala-se do indivíduo que, incapaz de conseguir realizar os feitos próprios, usufrui das glórias alheias.

Ver filhodaputa.

Goxtosa

Diz-se da mulher de formas físicas harmoniosas. Elogio glorioso. “Aquela garota nova da turma é muito goxtosa”. “Você viu a goxtosa que entrou no ônibus?”. “Tem uma goxtosa na mesa do lado”.

Irado

1. Qualificação positiva relacionada a um fato, ocorrência ou objeto. “O jogo de ontem foi irado!”.

2. Qualificação positiva a um sujeito. “Aquele cara é irado”.

Já é!

[Termo composto] Exclamação da pessoa que demonstra concordância com o que foi proposto. “Vamos embora daqui a uma hora?” “Já é!”.

Sin. “Demorô”.

Maluco

Cara; sujeito; indivíduo. “Eu não conheço aquele maluco”. “Estava com uns malucos da faculdade”.

Maneiro

Muito legal. Show de bola. Um estágio acima do simples “legal”. Às vezes menos eufórico do que “irado”.

Mermão (masculino)

Aglutinação de “meu irmão”. “Aí, mermão, que parada é essa?”

Rio de Janeiro IIIx

Aglutinação de maior. “Ih, coé? Mó otário, aê!”.

Na mão do palhaço

[Termo composto] Diz-se da condição das pessoas entorpecidas, não importa com qual substância. “Virou dez copos de pinga e agora está na mão do palhaço”.

Nego

Toma o lugar da terceira pessoa do plural. Curiosamente flexiona o verbo que o segue para a terceira pessoa do singular. “Nego vai pra festa amanhã” (Eles vão pra festa amanhã). “Nego é muito burro” (Eles são muito burros).

Night

Diz-se sobre a diversão noturna, comumente acompanhada de entorpecentes e saliências com outrem. Chamada de diferentes formas pelo Brasil, como “Balada” em São Paulo. “Partiu night hoje!”

Parada

Substantivo genérico. Pilar da linguagem carioca. Refere-se a qualquer coisa para a qual a pessoa não ache um termo digno. “Que parada é essa?”. “Qualquer parada me liga”. “Parada doida”. “Preciso fazer uma parada”.

Partiu

1. Interrogação sobre se é o momento certo de iniciar uma ação. “Partiu?”.

2. Exclamação de quem julga ser aquele o momento certo para começar uma ação. “Partiu!”.

Paraíba

Indivíduo nascido ou residente acima do paralelo que passa por Copacabana.

Peidão

Covarde, frouxo, borra-botas. “Maluco mó peidão”.

Pela-saco

1. Pessoa chata; piegas.

2. Puxa-saco; baba-ovo; rabiola.

Ver Arroz.

Rio de Janeiro XxPerdeu a linha

[Termo composto] Fala-se do indivíduo que cometeu um ato inconsequente/insensato. “Perdeu a linha e virou seis doses de tequila em meia hora”. “Perdeu a linha e foi o centro das atenções na festa da empresa”.

Porra

Segundo sustentáculo da linguagem carioca.

1. Interjeição (“Porra!”).

2. Substitutivo para “parada”. “Olha aquela porra ali!”

3. Advérbio de intensidade. “Em São Leopoldo estava um frio da porra!”.

Porrada

1. Coletivo genérico. Multidão – uma porrada de gente. Matilha – uma porrada de cachorros.

2. Briga. Sujeitos em momento não muito romântico.

Se liga

[Termo composto] Apelo por atenção para o que será dito a seguir. “Se liga, pra onde a gente vai hoje a noite?”.

Sin. “Então”.

Sinistro

1. Adjetivo que qualifica aquilo que acompanha. “O Neymar é um jogador sinistro”

2. Adjetivo que expressa dificuldade. “Essa fase do jogo é bem mais sinistra que a outra”.

Tu

Pronome pessoal do caso reto de comportamento esquizofrênico. Segue sendo segunda pessoa do singular, mas flexiona o verbo que o segue na terceira pessoa. “Tu viu”,”Tu faz”, “Tu é”.

Fonte:  Diário do Rio de Janeiro

 

Vinho e cerveja protegem contra doenças do coração

Enquanto vinho e cerveja agem de maneira semelhante no organismo, protegendo contra doenças cardiovasculares (desde que consumidos moderadamente), bebidas destiladas não apresentam o mesmo benefício.

Essa é a conclusão de um meta estudo feito por pesquisadores da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, e publicado no periódico European Journal of Epidemiology.

Os pesquisadores cruzaram resultados de diversas pesquisas sobre o assunto. Ao analisarem 16 estudos sobre a relação entre o consumo de vinho e a redução de risco de doenças cardiovasculares, concluíram que a ingestão de 21 gramas de álcool ao dia gera, em média, 31% de redução nas chances de desenvolver o problema. Efeitos semelhantes foram observados em 13 estudos sobre o consumo de cerveja: a ingestão diária de 43 gramas de álcool foi relacionada com 42% de proteção contra eventos cardiovasculares. Entretanto, o estudo não identificou uma associação significativa entre consumo de bebidas destiladas e proteção cardiovascular.

Esses resultados confirmam o que muitos estudos já haviam dito sobre o consumo de bebida alcoólica: a chamada ‘curva em J’. A pesquisa observou que as pessoas que não bebem cerveja e vinho tem poucos benefícios relacionados com as doenças cardiovasculares; quando consumidas moderadamente, essas bebidas são benéficas; mas, se ingeridas exageradamente, são extremamente prejudiciais. Entretanto, esse padrão não foi observado em relação ao consumo de bebidas destiladas. Os pesquisadores imaginam que isso se deve ao fato de esse tipo de bebida estar mais relacionado a consumo excessivo, e não moderado.

Para os realizadores do estudo, entretanto, os resultados não permitem chegar a uma conclusão sobre qual substância é benéfica nas bebidas alcoólicas. Ou seja, não é possível dizer que a proteção contra doenças cardiovasculares se deve aos polifenóis presentes na cerveja e no vinho e nem ao álcool, uma vez que os destilados também apresentam essas substâncias.

Não é para você

Apesar de a bebida alcoólica, com moderação, proporcionar benefícios para a saúde, ela não é indicada para todos. Existem pessoas que não devem ingerir quantidade alguma de álcool, já que os prejuízos são muito maiores do que as vantagens. Sinal vermelho para quem tem os seguintes problemas:

Doença hepática alcoólica: é a inflamação no fígado causada pelo uso crônico do álcool. Principal metabolizador do álcool no organismo, o fígado é lesionado com a ingestão de bebidas alcoólicas.

Cirrose hepática: o álcool destrói as células do fígado e é o responsável por causar cirrose, quadro de destruição avançada do órgão. Pessoas com esse problema já têm o fígado prejudicado e a ingestão só induziria a piora dele.

Triglicérides aumentado: o triglicérides é uma gordura tão prejudicial quanto o colesterol, já que forma placas que entopem as artérias, podendo causar infarto e derrame cerebral. O álcool aumenta essa taxa. Portanto, quem já tiver a condição deve manter-se longe das bebidas alcoólicas.

Pancreatite: a doença é um processo inflamatório do pâncreas, que é o órgão responsável por produzir insulina e também enzimas necessárias para a digestão. O consumo exagerado de álcool é uma das causas dessa doença, e sua ingestão pode provocar muita dor, danificar o processo de digestão e os níveis de insulina, principal problema do diabetes.

Úlcera: é uma ferida no estômago. Portanto, qualquer irritante gástrico, como o álcool, irá piorar o problema e aumentar a dor.

Insuficiência cardíaca: por ser tóxico, o álcool piora a atividade do músculo cardíaco. Quem já sofre desse problema deve evitar bebidas alcoólicas para que a atividade de circulação do sangue não piore.

Arritmia cardíaca: de modo geral, ele afeta o ritmo dos batimentos cardíacos. A bebida alcoólica induz e piora a arritmia.

Redobre a atenção

Há também aqueles que devem ter muito cuidado ao beber, mesmo que pouco.Tudo depende do grau da doença, do tipo de remédio e do organismo de cada um.

Problemas psiquiátricos: o álcool muda o comportamento das pessoas e pode alterar o efeito da medicação. É arriscada, portanto, a ingestão de bebida alcoólica por aqueles que já têm esse tipo de problema.

Gastrite: é uma fase anterior à úlcera e quem sofre desse problema deve tomar cuidado com a quantidade de bebida alcoólica ingerida. Como pode ser curada e controlada, é permitido o consumo álcool moderado, mas sempre com autorização de um médico.

Diabetes: Todos os diabéticos devem ficar atentos ao consumo de álcool. A quantidade permitida dessa ingestão depende do grau do problema, dos remédios e do organismo da pessoa. Recomenda-se, se for beber, optar por fazê-lo antes ou durante as refeições para evitar a hipoglicemia.

Fonte: Tribuna de Petrópolis

A briga dos smarts – Samsung supera Apple

Vendas globais da coreana fica com 23,8% de market share

A Samsung deixou a Apple para trás na venda de smartphones. No terceiro trimestre, a sul-coreana embarcou 27 milhões de aparelhos de suas unidades produtivas, segundo a consultoria Strategy Analytics, ante 17 milhões de unidades da marca criada por Steve Jobs. Com esse desempenho, a Samsung conseguiu quadruplicar suas vendas de smartphones em um período de um ano, fato que a consultoria atribui à entrada do sistema operacional Android, criado pelo Google, que passou a acompanhar os celulares da Samsung. O design amigável e a capilaridade da distribuição global da Samsung também foram apontados pela consultoria como fatores relevantes a impulsionar as vendas. Com o desempenho, a Samsung teria obtido 23,8% de market share, ante 14,6% da Apple, de acordo com a Strategy Analytics.

Fonte: Meio & Mensagem

Coca-Cola com lata branca pelos ursos polares

A Coca-Cola anunciou hoje que pela primeira vez em sua história usará o branco como principal cor de suas embalagens em lata. A novidade vale apenas para os mercados dos Estados Unidos e Canadá: entre os meses de novembro e fevereiro, a empresa colocará mais de 1,4 bilhão de latas brancas de Coca-Cola nos pontos de vendas.

A ousada ação de marketing da Coca tem um lastro sustentável. É a primeira vez que o tradicional vermelho é trocado por outra cor na embalagem para apoiar uma causa: a da proteção aos ursos polares, mascote da companhia desde 1922.

Toda lata branca de Coca-Cola conterá um código para que o consumidor, caso deseje, efetue uma doação voluntária de US$ 1. A empresa fez uma doação inicial de US$ 2 milhões a World Wide Fund (WWF) – a maior organização independente de proteção à natureza – e pode entregar até mais US$ 1 milhão à entidade, dependendo do sucesso das doações dos consumidores.

Em alinhamento com a promoção da causa, ursos polares estamparão a latinha branca da Coca-Cola.

A embalagem promocional faz parte de uma estratégia para incrementar as vendas no outono e inverno na América do Norte, quando as vendas alcançam o auge durante as festas de final de ano e depois caem vertiginosamente.

Texto do Meio & Mensagem

Grupo RBS deve adquirir o portal iG, da Oi

Seria essa uma boa ou uma má notícia para os jornalistas?

A Editora Abril e o Yahoo também estariam entre os eventuais interessados em adquirir o portal

O Grupo RBS deve adquirir a operação do portal iG, controlado pela Oi. Segundo informações obtidas pelo Meio & Mensagem, há um leilão em andamento para efetivar a compra do iG e, entre os interessados, além do Grupo RBS, estão também a Editora Abril e o Yahoo.

Nesta quinta-feira, 13, uma reunião de conselho da Oi deve decidir a venda. O Grupo RBS é o mais cotado para adquirir o iG. O Yahoo que, nos Estados Unidos, tem sido objeto de crescentes investidas agressivas pela Microsoft, que tentou comprar o portal já em 2007, já estaria fora da disputa pelo iG. O que deixa a potencial venda do iG entre o Grupo RBS e a Editora Abril.

Procurado pelo Meio & Mensagem, o presidente do iG, Pedro Ripper, nega a venda. Ripper, além de ser o principal dirigente do iG, é também vice-presidente da Oi da área de inovações, novos negócios, aquisições e fusões. No entanto, Ripper admite que existem várias conversas com o próprio Grupo RBS e outros players.

“Estamos conversando com a RBS e mais dois ou três players. São parcerias que fazem sentido e podem ser para canais (de conteúdo) ou para publicidade”, afirma. O executivo diz que vários players estão fora de escala, ou seja, não têm tamanho para competir com os grandes portais. Ripper prevê um cenário completamente distinto para os portais a médio prazo, entre 12 e 18 meses, com a consolidação dos players.

Procurado para se pronunciar oficialmente sobre a eventual negociação, o Grupo RBS, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que “não está comprando o portal de internet iG.”

E por que faria sentido para a Oi vender o iG, um portal de conteúdo e serviços? Como referência, o Grupo Telefônica controla o portal Terra. Por outro lado, empresas concorrentes da Oi como a própria Telefônica, a Embratel/Claro/Net e a GVT têm investido mais nas ofertas convergentes do que, propriamente, em conteúdo. A Embratel/Claro/Net (controladas pela América Móvil e Telmex, do mexicano Carlos Slim), acaba de lançar um pacote convergente que oferece telefonia fixa e móvel, banda larga fixa e móvel e TV paga. Oferta semelhante tem a Telefônica/Vivo/TVA e a GVT já lançou seu próprio pacote de telefonia fixa e TV paga.

Ou seja, as teles não têm exatamente investido na produção de conteúdo próprio (a não ser a Telefônica, pelo Terra), e sim na sinergia proporcionada pelas redes – as operadoras tanto têm a rede de transporte dos sinais (telefonia, banda larga e TV) quanto as redes de distribuição desses sinais (seja via fio de cobre, fibra óptica ou satélite). Portanto, faz sentido a Oi se desfazer dos ativos do iG que, atualmente, agregam as mais variadas plataformas da operadora, e se dedicar à oferta de telefonia e banda larga (fixa e móvel) e TV paga (por cabo e satélite).

Fonte: Meio & Mensagem

Número de celulares deve dobrar até 2020

O mundo precisa de tantos telefones?

Estudo realizado pela Research Machine aponta que receita da indústria de telefonia poderá alcançar US$ 12 trilhões

Com o número de aparelhos celulares chegando ao número de pessoas no planeta, a indústria de telefonia celular poderá enfrentar uma crise se não conseguir convencer as pessoas a obter mais de um dispositivo móvel conectado.

“Nós definitivamente não acreditamos que esse é o caso”, disse Mike O’Hara, diretor de marketing da GSM em evento realizado nesta segunda-feira, 10, na Espanha.

Em vez disso, disse O’Hara, a indústria deve subir de seis bilhões de conexões existentes hoje para mais de 12 bilhões em 2020. A receita para o segmento, desta forma, poderia crescer para US $ 1,2 trilhões, segundo um estudo feito pela Research Machine para a GSMA.

“É um crescimento significativo para a nossa indústria”, disse O’Hara.

Fonte: Meio & Mensagem