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Homem-Formiga e Vespa protagonizam o filme mais engraçado da Marvel

Filme, com estreia marcada para o dia 5 de julho, diverte adultos e crianças

Quem acompanha o Universo Marvel está acostumado com a atmosfera sombria dos filmes do Thor, a moralidade dos longas do Capitão América, do carisma do Homem de Ferro e a grandeza dos encontros dos Vingadores. Para balancear esse universo, tivemos o filme que introduziu na gangue o Homem-Formiga, leve e com uma dose de humor infantil bastante destacada, bem ao estilo da Disney, dona da Marvel.

O novo longa do herói, agora com uma companheira de primeira linha, volta a reunir o mesmo elenco – Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas e Michael Peña – agora com os reforços luxuosos e de peso de Michelle Pfeiffer e Laurence Fishburne. O diretor Peyton Reed (o mesmo do primeiro filme) aproveita bem o roteiro e injeta doses cavalares de humor. Mesmo as cenas mais sérias são recheadas de alguma piadinha ou referência que vão fazer o público rir.

Para quem acompanha ou não a saga dos heróis Marvel

Claro que há algumas subtramas e citações que só serão compreendidas por quem segue os filmes da Marvel, mas mesmo quem não viu nenhum dos lançamentos do estúdio vai se divertir, o que qualifica o longa para se tornar um campeão de bilheteria, mesmo que não na mesma escala do Pantera Negra ou dos Vingadores.

A história, que se desenrola após os acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil e em paralelo aos eventos de Vingadores: Guerra Infinita, nem importa tanto, embora deva se conectar com a próxima aventura dos Vingadores.

Coadjuvantes de luxo

Ter a sempre bela Michelle Pfeiffer e o competente Laurence Fishburne no elenco vai elevar a expectativa de boa parte do público, mas quem rouba a cena é Michael Peña, cujo personagem – o melhor amigo de Scott Lang/Homem-Formiga – ganhou muito destaque e é o responsável por alguns dos melhores momentos cômicos do roteiro. O papel de Peña se sobrepõe até ao da vila, interpretada por Hannah John-Kamen. Já Michelle Pfeiffer, que vive Janet Van Dyne – a Vespa original, esposa do Dr. Hank Pym (Michael Douglas) e mãe da nova Vespa (Evangeline Lilly) – faz parte da trama principal do filme, mas merecia um fim melhor (se é que o que acontece é o fim). O papel do personagem protagonizado por Laurence Fishburne é o mais fraco de todos, parecendo mal construído e ambíguo demais. Há mais personagens, mas, sinceramente, não fazem lá muita diferença.

Mais que um filme-tampão

O que poderia ser facilmente classificado como um filme-tampão para preencher o vácuo entre os Vingadores 3 (Guerra Infinita) e 4 (ainda sem título), acaba se tornando um belo programa, graças ao acerto da direção, o ótimo elenco, a química entre os dois protagonistas e a óbvia ideia de não se levar muito a sério.

Se você achava que Guardiões da Galáxia foi bom e engraçado, não deixe de ir ao cinema conferir Homem-Formiga e a Vespa. É um programão!

Procurei não dar muitos spoilers, mas não posso deixar de avisar para não sair da sala de projeção antes de assistir as duas cenas extras que são exibidas durante os créditos do filme.

Futuro dos heróis desaparecidos

Tenho a impressão – e deixo claro que não é uma opinião baseada em informações – que os executivos da Marvel e da Disney guardam alguma surpresa para os fãs. Não é possível que eles mantenham o script onde um grande número de personagens foi dizimado na última aventura dos Vingadores. Há uma deixa dada pelo Dr. Estranho que me deixa com a pulga atrás da orelha e o destino do Homem-Formiga parece ter ligação com essa deixa.

Boa diversão!

Cotação: **** ½

Fotos: Divulgação

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia

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Homem-Formiga – Uma boa Sessão da Tarde

Se você ficou entusiasmado com as aventuras do Homem de Ferro, se impressionou com os feitos do Capitão América, se emocionou com Thor e riu com a interação entre Os Vingadores, vai achar os feitos do Homem-Formiga (que entra em cartaz nesta sexta) engraçadinhos.

Estrelado por Paul Rudd e com a (ótima) participação de Michael Douglas, o projeto – que demorou muito para ser finalizado (havia rumores de que o personagem estaria no último filme dos Vingadores) -, mostra o Dr. Hank Pym (Douglas) já bem mais velho e tendo que recrutar o jovem ladrão Scott Lang (Rudd) para usar o seu velho traje de Homem-Formiga e salvar o mundo de uma terrível ameaça (nada de spoiler).

O problema é que o herói é um dos menos famosos e mostrou-se difícil de encaixar no atual universo da Marvel e as citações tiradas das histórias em quadrinhos são muitas, o que deve fazer com que o espectador normal tenha dificuldades em entender o passado do personagem. A saída encontrada pelo diretor Peyton Reed foi o humor em grandes doses, tornando o longa um grande candidato a sucesso na Sessão da Tarde. Claro que deve render bons milhões para a dupla Disney/Marvel e que a continuação já está garantida, mas fica longe da qualidade dos outros filmes baseados nas criações de Stan Lee & Cia, apesar das ótimas atuações de Michael Douglas, Evangeline Lilly, Paul Rudd, que mantém bem seu jeitão de galã de comédias românticas e do elenco de apoio, que mantêm o humor sempre em alta.

Homem-Formiga XI
Ficou a impressão de que com a interação com os demais Vingadores o Homem-Formiga pode ganhar corpo e crescer, mas isso só no próximo longa. Vá ao cinema sem grandes expectativas e divirta-se.divirta-se.

Fotos: Divulgação Marvel

Texto escrito para a Revista Ambrosia

Capitão América 2 – O Soldado Invernal – Crítica

capitao-america-2-922x620Fui assistir ao segundo longa do Capitão América cheio de expectativas. Várias críticas falavam bem do filme, algumas delas chegando a afirmar que esse era a melhor adaptação de um herói dos quadrinhos já feita.  Bem, o roteiro é bom, Chris Evans, Scarlett Johansson e Samuel L. Jackson estão muito bem e a direção, assinada por Joe Russo e Anthony Russo, é segura. Porém, assim como havia dito sobre o primeiro filme, o Capitão América é o personagem da Marvel mais complicado para ser transportado para os dias de hoje. O melhor do filme fica por conta da humanização dos personagens e da sua interação com o universo televisivo/cinematográfico das criações de Stan Lee – o filme tem ligação direta com a séria The Marvel’s Agents of SHIELD. Porém, ainda fica muito longe do primeiro longa do Homem de Ferro, este sim a melhor tradução de um herói dos quadrinhos para a telona.

capitaoamerica2_62-650x400Pode ser que na ânsia de tentar modernizar o herói do escudo, os produtores, roteiristas e diretores, tenham exagerado em alguns aspectos – hoje Steve Rogers luta mais como um ninja do que como um combatente forjado na época da 2º Guerra Mundial. Além disso, seus golpes ganharam uma força quase tão grande quanto à do Hulk! – e que a ausência de outros personagens Marvel possa soar estranha devido à gravidade dos eventos que se passam na história.

Uma boa notícia para todos os que forem ver o filme é a constatação de que o bom humor da maioria dos filmes da Marvel continua em alta. Algumas tiradas e diálogos são simplesmente brilhantes!  Ah, e também há a introdução de um novo (ótimo) personagem.

E, para não deixar ninguém decepcionado, avio que há DUAS cenas escondidas durante os créditos. Não saia do cinema antes de vê-las.

Homem de Ferro 3 – A crítica

homem-de-ferro-3-poster-nacional-615x878Primeiro um aviso: se você ainda não viu o filme, não leia esse texto. Caso já tenha visto ou apenas não ligue muito em saber a história do filme, vá adiante.

Ainda antes de começar a falar do longa propriamente dito, um comentário: é impressionante como empresas do porte da Disney ou da Sony Music podem tomar decisões mesquinhas (em termos de economia). Não fazer uma cabine no Rio de Janeiro (limitando o número de veículos que puderam enviar alguém até São Paulo para ver o filme antes do lançamento é indefensável) acabou fazendo com que essa crítica só pudesse ser postada hoje (uma pena para os meus três leitores). Falta de dinheiro eu garanto que não foi. Talvez uma certa soberba em achar que seu produto seja tão importante que não mereça esse esforço. Who knows?

O filme

iron-man-3Homem de Ferro 3 vai dividir opiniões (ponto). Enquanto os mais puristas vão detestar o filme, os amantes dos filmes de ação devem apenas gostar dele, enquanto o público feminino parece considerá-lo o melhor da série. E, por mais estranho que pareça, todas as opiniões têm ótimos argumentos para sustentá-las.

Quem gosta de quadrinhos vai dizer que, de uma só vez, o filme acaba com dois pilares da história de Tony Stark: o Mandarim, um dos maiores inimigos de Stark e que é transformado em um fantoche idiota) e seus problemas de saúde (um dos fatores que o tornam/tornavam o herói mais humano e interessante). Já para os fãs dos filmes de ação e da enxurrada de super-heróis que invadiu as telas nos últimos anos, o filme fica abaixo dos dois primeiros da franquia, mas não de uma maneira vergonhosa, o que já é uma boa conquista. Muitos vão dizer que o diretor Shane Black exagerou, mas isso é bom para calar a boca dos entendidos que viviam reclamando do trabalho de Jon Favreau nos longas anteriores.

Homem-de-Ferro-3-PepperPor falar em conquista, parece que, mercadologicamente falando, a opção por dar mais espaço para o papel de Pepper Potts foi mais do que acertada. Se os fãs de quadrinhos irão ver o filme de qualquer maneira (assim como quem gosta de ação), a Disney parece ter mirado (com sucesso) nas mulheres. Todas com as quais falei (nenhuma delas fã do herói ou de filmes de ação) acharam o novo filme o melhor da trilogia. Parece mesmo que discutir a relação é coisa que agrada ao universo feminino (infelizmente).

Minhas reclamações ficam concentradas no direcionamento que o personagem pode ter de agora em diante. O roteiro, repito, matou um de seus melhores inimigos e de quebra tornou Tony Stark em uma pessoa responsável emocionalmente e ainda por cima saudável. Só falta ele ir correr uma maratona e se transformar definitivamente numa espécie de Duro de Matar. Fico curioso como farão para manter a franquia interessante, se é que ainda pensam em uma nova continuação.

homem-de-ferro-3-mandarimSe o roteiro é o ponto fraco, o ponto alto vem por conta do elenco onde todos (até o subutilizado Ben Kingsley) estão ótimos. Robert Downey Jr. continua brilhante e suas tiradas sarcásticas e cheias de humor nada correto são certeiras.

Vocês podem/devem ter notado que não citei o verdadeiro vilão da trama nem o teor de seus atos (terroristas), que servem como motivação para a luta contra o mundo livre. Bem, achei melhor deixar um pouco de suspense e mistério para ser descoberto no escurinho do cinema, chupando drops de anis.

Que Tony Stark deixe para trás suas crises de ansiedade e pânico e arrume um terapeuta melhor, pois algo me diz que suas sessões podem acabar de forma violenta.

PS: O filme tem versão em 3D, mas que é usado de forma protocolar e não acrescenta muita coisa ao filme. A versão 2D não vai decepcionar.

Leia sobre os outros filmes do herói.

Homem de Ferro 1

Homem de Ferro 2

O (nem tão) Espetacular Homem-Aranha

Novo longa do herói-aracnídeo tem mais humor e uma grande dose de açúcar

Com estreia marcada para esta sexta-feira nos cinemas do Brasil, O Espetacular Homem Aranha, novo longa metragem tendo como protagonista o herói aracnídeo criado por Stan Lee e Steve Ditko na década de 60 e que já ganhou uma bela triologia com Tobey Maguire na pele do personagem. Essa nova versão, dirigida por Marc Webb (500 Dias Com Ela) e com Andrew Garfield (A Rede Social) e Emma Stone (Histórias Cruzadas) nos papéis de Peter Parker e sua namorada, Gwen, tem mais humor e muito mais açúcar, na hora de explicar o relacionamento de Parker com seus pais adotivos e o seu romance com Gwen.

Apesar de ser um pouco mais fiel aos quadrinhos que os anteriores e de mostrar um Aranha mais divertido, o novo longa sofre com a proximidade da triologia anterior (entre 2002 e 2007) e com a necessidade de recontar toda a origem do personagem. Essa irresistível ‘necessidade’ que cada diretor e roteirista têm de deixar a sua marca na identidade de heróis que já tiveram suas histórias contadas dezenas de vezes (seja no cinema, seja nos quadrinhos) faz com que a primeira parte do filme seja chata e deixe aquela sensação de que era totalmente desnecessária, apesar das ótimas atuações de Martin Sheen e Sally Field, como Tio Ben e Tia May, respectivamente. Aliás, um pecado aproveitar tão pouco a brilhante atuação de Sheen. Falha da edição.

Outra boa atuação é a de Rhys Ifans (Anjos do Desejo) como o vilão Dr. Curt Connors, que acaba se transformando em um lagarto gigante e violento. Entretanto,  algumas das soluções do roteiro tornam a história tão impossível, que mesmo levando-se em conta que não se pode exigir veracidade em um filme onde o protagonista vive subindo paredes e se pendurando em prédios, poderia não ser tão fantasiosamente inverossímil. Outro pecado mortal é a ausência do imprescindível J. J. Jameson, dono do Clarim Diário, jornal onde Parker trabalha como fotógrafo. Talvez o tenham guardado para o segundo filme, mas é uma grande lacuna na história.

Marc Webb não arriscou muito e apostou mesmo no humor deslumbrado de um Peter Parker/Homem-Aranha mais gaiato. Até mesmo nas cenas de luta há um tom de humor que já havia aparecido em Os Vingadores – a cena onde Stan Lee aparece é uma das mais engraçadas de todos os filmes do mundo Marvel -, mas tudo poderia ser mais (ou melhor) desenvolvido.

O Aranha da dupla Webb/Garfield é mais voltado para o público juvenil e deve agradar também aos fãs mais hard core dos quadrinhos – lá fora o filme estreou nos Estados Unidos no dia 3 (véspera de feriado) e obteve o mesmo resultado nas bilheterias que o último filme da franquia, o que deve garantir várias continuações -, mas, para o público comum, é provável que ele fique apenas como uma breve lembrança no mar de ótimos longas de super-heróis Marvel que assolou as telonas nos últimos anos.


Os Vingadores – A Crítica

Os Vingadores entra no circuito nacional em esquema “arrasa-quarteirão” e cria equipe de heróis desajustados para lutar contra uma ameaça de outro mundo

Os Vingadores, que chega aos cinemas nesta sexta-feira (27 de abril), é uma superprodução que reúne vários heróis das histórias em quadrinhos da Marvel e que vêm sendo transportados para a telona nos últimos anos. Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Hulk (Mark Ruffalo), Thor (Chris Hemsworth), Capitão América (Chris Evans), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), se juntam a Nick Fury (Samuel L. Jackson) para criar uma equipe de heróis desajustados para lutar contra uma ameaça de outro mundo.

O projeto, que poderia se transformar em um grande fracasso, acaba produzindo o melhor filme baseado em quadrinhos jamais feito – posto ocupado até então pelo primeiro Homem de Ferro. O longa tem tudo para agradar aos fãs de ação, de quadrinhos, além de servir como uma ótima comédia. Um blockbuster imediato.

A história gira em torno de Loki (Tom Hiddleston), irmão de Thor, que se une com uma raça alienígena para invadir e tomar a Terra, usando para isso o Tesseract, o cubo com poderes mágicos que apareceu com o Caveira Vermelha, vilão do filme Capitão América – O Primeiro Vingador. Nesse momento, a S.H.I.E.L.D resolve retomar o Projeto Vingadores, juntando um improvável grupo de heróis para defender o planeta.

O primeiro encontro de Hulk, Thor, Homem de Ferro e Capitão América é desastroso. Egos e personalidades diferentes levam os protagonistas a embates e discussões hilárias, muito bem costuradas pela direção segura do diretor/roteirista Joss Whedon, que conseguiu equilibrar o peso de cada um dos heróis – todos têm um espaço igual na trama e histórias paralelas – e criar um filme que vai agradar em cheio ao público de todas as idades.

Um dos trunfos do longa é ficar livre da obrigação de ter de explicar a origem de cada um dos heróis, partindo logo para a história, que é contada de maneira fluida nas suas quase 2h30 de duração. Como a origem de cada um dos principais heróis já foi contada em seus filmes individuais, agora é esperar pelos longas do Gavião Arqueiro e da Viúva Negra, sem contar com a terceira aventura do Homem de Ferro.

Os eventos que levam o grupo a se unir e agir como um time merecem ficar em segredo e só serem desvendados pelos espectadores lá, no escurinho do cinema. Cada história e personagem ganha espaço para ser desenvolvido sem que haja uma cena de pancadaria a cada 2 minutos.

As cenas de batalha, que mais uma vez têm Nova York como pano de fundo, usam efeitos especiais na medida certa e comprovam o acerto na escolha dos atores que interpretam os personagens. Até mesmo o novato no mundo dos heróis de quadrinhos Mark Ruffalo consegue um desempenho excelente, se encaixando perfeitamente na história e deixando a sensação de que O Incrível Hulk finalmente encontrou seu alter-ego.

Infelizmente, a cópia mostrada para a imprensa foi em 2D, mas quem puder deve procurar um cinema em 3D, porque muitas das cenas devem ganhar impacto com este recurso.

Mas não são apenas os heróis que merecem destaque. Tom Hiddleston está impecável na pele de Loki (melhor até que no filme de Thor) e acaba criando um vilão que chega a ser simpático de tão mal. Uma personalidade extremamente familiar, encontrada na maioria dos psicopatas e serial killers espalhados pelo mundo. Um personagem digno dos CSI ou Criminal Minds, da vida.

O longa também põe mais pressão sobre um possível longa da Liga da Justiça, reunindo heróis da DC, que, embora controlada pela mesma empresa (a Disney), sempre foi concorrente da Marvel no mundo dos quadrinhos.

Os Vingadores é um filme que já nasceu clássico. Grandioso e com todos os bons elementos das HQs, em alguns momentos até mesmo nos enquadramentos, é diversão garantida para todos. Deverá ser um dos campeões de bilheteria do ano e, provavelmente, ignorado pelo Oscar.

Texto também publicado no Jornal O Fluminense

Capitão América – O Primeiro Vingador – A Crítica

Fazer a crítica de um filme baseado em um personagem dos quadrinhos é sempre complicado. Primeiro temos que nos separar da realidade e lembrar que o personagem foi criado com um intuito, uma missão e que seu mundo em nada se parece com o nosso. Caso contrário, podemos cair no erro de tentar comparar caráteres e linhas de pensamento que jamais deveriam ser misturados.

O Capitão América é, dos heróis criados pela equipe da Marvel, o mais complicado para se transferir para a telona. Seja pelo seu perfil patriótico-americano, pela falta de superpoderes ou mesmo pelo desafio de criar um roteiro que pudesse costurar sua história em 120 minutos. Essa missão caiu nas mãos do diretor Joe Johnston (de Jurassic Park III e IV, entre outras produções menos brilhantes).

Johnston e os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely (ambos veteranos de produções Disney) tiveram o trabalho de mostrar como o jovem e franzino Steve Rogers se transforma no Capitão América. Nesse momento vale lembrar que o herói foi criado antes da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial e era um estímulo ao lado civicamente inchado dos americanos, o que se pode notar pelo uniforme criado, onde a bandeira americana ganha destaque. Só essas circunstâncias poderiam explicar porque um jovem faz tanta força para se alistar e ainda aceita participar de um projeto para criar um super-soldado.

Mas e o filme? Bem, como disse no início, o Capitão América é o Vingador mais complicado para vender e a escolha de Chris Evans – o Tocha Humana dos dois (fracos) filmes do Quarteto Fantástico – parece não ter ajudado muito. Não que ele esteja mal na fita, mas nem de longe consegue o resultado de Robert Downey Jr. como Homem de Ferro. Ate mesmo o vilão Caveira Vermelha (Hugo Weaving, da saga Matrix) ficou muito pouco aterrorizador e malvado. O destaque mesmo vai para o veterano Tommy Lee Jones, que vive o coronel Chester Phillips, um dos responsáveis pela criação do herói.

3D perfeito e mocinha sem sal

O filme mistura ação, humor e romance, em doses mais açucaradas que nos outros Vingadores, mas ganha com a ótima utilização da tecnologia 3D. As cenas de combate ganham muito com essa tecnologia e o filme também.

Nem mesmo a presença da bela Hayley Atwell como par do baixinho/franzino Steve Rogers ou do alto/sarado Capitão América. Aliás, difícil saber quais efeitos foram usados em Chris Evans para as duas encarnações do personagem. Atwell não consegue passar emoção, sensualidade ou qualquer tipo de veracidade a sua Peggy Carter.

No fim, o filme serve apenas para explicar o envolvimento de Howard Stark (pai de Tony Stark) com o que viria a se tornar a S.H.I.E.L.D., de Nick Fury, e para preparar terreno para o longa dos Vingadores – previsto para 2012 – e que vai reunir os heróis Marvel em uma grande aventura.

Capitão América – O Primeiro Vingador é um filme menor no universo dos super-heróis Marvel e, apesar de não ser um desastre completo, fica muito longe do melhor produzido nos últimos anos pelo estúdio.

Sem delírios políticos-cinematrográficos, é essa a minha opinião.

P.S.: Sim, há uma cena escondida nos créditos, mas isso é melhor você saber como é lá no cinema.

Laia sobre outros filmes da Marvel: Thor, Homem de Ferro, Homem de Ferro 2,

Thor, o Deus do Trovão, não decepciona na telona

Considerado por Stan Lee um personagem menor, Thor mantém a expectativa em torno dos Vingadores, longa que reunirá os principais heróis Marvel

Thor sempre foi um dos mais populares entre personagens criados por Stan Lee e Jack Kirby, que, segundo Lee, surgiu em um momento de pouca inspiração. Agora, o filho de Odin, irmão de Loki (Tom Hiddleston), chega ao cinema em versão 3D, mantendo a expectativa sobre como poderá ser o esperado longa dos Vingadores, que terá também Hulk, Homem de Ferro e Capitão América (ainda inédito).

No filme, que chegou aos cinemas na última sexta-feira (30 de abril) aos cinemas brasileiros, Kenneth Branagh, vive a pele do dono do martelo mágico Mjolnir. Odin é interpretado por Anthony Hopkins e a mãe de Thor e Loki, por Rene Russo. Por sua inexperiência e arrogância, o Deus asgardiano é enviado para a Terra como um reles mortal, sem seus poderes mágicos.

Segundo a tradição dos quadrinhos, Loki tenta conquistar o trono de Asgard usando todos os subterfúgios sujos possíveis. Na Terra, Thor encontra fulaninha (xdetal), por quem se apaixona. De resto, o filme é uma sucessão de batalhas e eventos que procuraram colocar (nas pouco mais de 2h de projeção) todos os elementos que transformarão Thor no herói conhecido pelas gerações mais antigas.

Se não chega a ser um Homem de Ferro (a primeira versão), Thor usa bem os efeitos 3D e consegue entreter crianças, jovens e adultos. Ninguém sai do cinema com a menor dúvida de que gastou bem o seu dinheiro.

O elenco é eficiente, apesar de, a princípio, ter uma escalação estranha. Natalie Portman, amada do herói, é uma baixinha até mesmo para um homem de padrões normais, ainda mais para alguém que interpreta um personagem com as características de Thor, e que é disputado também por Jaimie Alexander, que interpreta a guerreira Sif. Coisas do mundo da ficção.

A direção, fotografia e roteiro tornam o espetáculo um ótimo programa, mesmo longe de ser um clássico. Doses de ação, comédia, drama e fantasia estão todas na medida certa.

Aproveitem.

Thor está entre nós

O Deus do Trovão chegou.  O filme de Thor já está saindo do forno e um trailer de mais de 5 minutos já foi mostrado para alguns felizardos. Infelizmente o trailer foi retirado de quase todos os sites, mas o F(r)ases coloca um link que, pelo menos até a manhã desta sexta-feira (30/7/10), está funcionando.

Thor é um dos Vingadores (Capitão América, Hulk e Homem de Ferro, entre outros), filme que a Marvel vem preparando cuidadosamente.

Logo depois que fiz esse post o trailer foi retirado. Aqui um novo link. CORRA!

Super-heróis mudando de casa

Heróis MarvelStan Lee e os super-heróis da Marvel fazem parte de nossas vidas desde os anos 60. Nos últimos anos Homem de Ferro e Cia chegaram aos cinemas com força e qualidade inimagináveis se lembrarmos das primeiras experiências (Demolidor e Hulk, por exemplo). Agora, que vivemos a expectativa do Homem de Ferro 2, Capitão América, Thor e Vingadores, a notícia: A Disney vai comprar a Marvel.

Ainda não sei se essa é uma boa notícia.

Para quem perdeu, mais uma chance para reler alguns textos antigos sobre os heróis no cinema, enquanto o Mistura não volta.