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Biografia de Peter Tork, dos Monkees, será lançada em São Paulo e Rio

Love is Understanding – A Vida e a Época de Peter Tork e os Monkees conta a história de uma das bandas mais subestimadas do rock

O rock é cheio de histórias não contadas (ou mal contadas). O biógrafo Sérgio Farias, que já escreveu um livro sobre John Lennon, conta agora a história dos Monkees, usando como fio condutor a vida do seu baixista/tecladista, Peter Tork.

Love is Understanding – A Vida e a Época de Peter Tork e os Monkees (Chiado Editora) tem lançamento em São Paulo — dia 14 (sexta-feira), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional — e no Rio de Janeiro — dia 18 (terça-feira), na Livraria Books, em Botafogo).

Em breve uma resenha completa do livro!

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Monkees também lançam disco com canções natalinas

Grupo utiliza a mesma fórmula do excelente Good Times (2016), mas sem o mesmo resultado

Assim como Eric Clapton, que brindou seus fãs com o fantástico Happy Xmas, seu primeiro disco natalino, os Monkees também atiraram na mesma direção com o seu Christmas Party – lançado pela gravadora Rhino e disponível no Brasil (como sempre) apenas nas plataformas de streaming – para conseguir a sua edição em CD clique no link.

Infelizmente, apesar de não ser um disco ruim, fica muito longe da qualidade do lançado por Clapton e do próprio lançamento anterior da banda.

Seguindo a mesma fórmula utilizada em Good Times (e até o mesmo produtor, Adam Schlesinger), o novo trabalho traz canções compostas por grandes nomes do pop especialmente para a banda — Peter Buck (REM), por exemplo — clássicos natalinos, composições próprias e sobras de estúdio, que permitem reviver a voz de Davy Jones.

Mágica em fagulhas

Apesar do ótimo trabalho gráfico e dos clipes bastante interessantes (com visual de histórias em quadrinhos), falta o básico: a magia da música em todas as faixas.

Algumas canções até funcionam bem individualmente, mas fica a sensação de que algo se perdeu na tradução.

A festa natalina dos Monkees até começa bem. As duas primeiras canções — Unwrap You at Christmas e What Would Santa Do — dão a impressão de que ouviremos algo como um Good Times 2, mas o disco não mantém o nível.

Mele Kalikimaka, uma das duas canções de Davy Jones — gravadas originalmente para o seu disco de Natal, lançado nos anos 70, e que ganharam novos arranjos — tem algum charme havaiano, mas não se encaixa muito bem no espírito dos Monkees.

Aliás, somente Micky Dolenz parece ter se comprometido com o projeto. Peter Tork aparece apenas em uma faixa — Angels We Have Heard On High — e Michael Nesmith contribui com vocais em dois clássicos natalinos, sem muito entusiasmo, parece.

O repertório é irregular, mas o resgate de canções como Wonderful Xmastime (de Paul McCartney) mostrou-se uma jogada esperta e de qualidade.

Mais curioso ainda é a escolha da canção Merry Christmas, Baby para fechar o álbum. O blues ganhou um tempero pop, mas que perde para a versão lançada recentemente por Eric Clapton em seu álbum natalino.

Não dá para competir com Clapton quando se fala de blues!

Um grupo singular

Os Monkees foram (e são) mesmo um grupo singular. Os atores/músicos que, em 1967, venderam mais discos que os Beatles e os Rolling Stones juntos no mercado americano, passaram por problemas internos, um bom período de ostracismo e alguns retornos triunfantes.

O sucesso inesperado de Good Times — chegou ao Top 20 da Billboard — e as ótimas críticas recebidas pelos shows que Micky, Mike e Peter realizaram pelos Estados Unidos criaram uma pequena Monkeemania de volta.

Não era difícil prever que a banda (e a Rhino) aproveitaria essa onda para lançar novos produtos.

Christmas Party é uma saída rápida e fácil para manter a chama acessa. Pena que ele esteja disputando mercado com uma série de lançamentos de grandeza maior.

Neste Natal os fãs do rock têm uma série de grandes lançamentos para escolher — Beatles, Elvis, Stones, Eric Clapton, Paul McCartney e Bruce Springsteen, para citar só alguns — e os Monkees podem acabar não sendo uma prioridade.

Um bom Natal

Christmas Party é um disco sem muita unidade. Serve para animar uma festinha de Natal com os amigos e até pode contribuir com uma ou duas faixas em futuras coletâneas da banda, mas está longe de ser memorável.

É como se fosse um Natal daqueles sem presentes caríssimos, mas no qual você sabe que não vai ganhar uma lembrancinha.

Cotação: *** ½

Depois de Hendrix, o U2 se rende aos Monkees

Críticos musicais e muitos fãs de rock costumam ter atitudes pouco respeitosas por artistas que não eram puramente artistas. Provavelmente o maior exemplo disso são os Monkees, um grupo de atores/músicos contratados para estrelar uma série de TV sobre um grupo pop e que acabaram se tornando uma banda de verdade.

É verdade que, no início da carreira, Davy Jones (voz e percussão), Micky Dolenz (voz e bateria), Peter Tork (baixo, teclado e voz) e Mike Nesmith (voz e guitarra), não compunham ou tocavam nos discos (apenas cantavam), mas com canções escritas por nomes como Carole King, Harry Nilson, David GatesNeil SedakaNeil DiamondJerry Leiber e Mike Stoller, além do impulso de um ótimo programa na TV, não é de se admirar que seus singles e LPs fossem para o topo das paradas.

O que muita gente parece esquecer é que os rapazes eram talentosos (a voz de Micky Dolenz é um exemplo) e que eles nunca representaram ser o que não eram. Na verdade, quando decidiram que queriam mesmo ser uma banda, cavaram a sua sepultura. Pode parecer estranho, mas em 1967 os Monkees eram tão famosos que tinham como ato de abertura de seus shows um tal de Jimy Hendrix. Mais importante: eles foram os artistas que mais venderam discos nos Estados Unidos naquele ano. Repetindo: nem os Beatles, os Rolling Stones, Cream, Simon & Garfunkel ou Bob Dylan. Os maiores vendedores de discos foram os Monkees!

O reconhecimento

Apesar de todo o sucesso, a crença geral é de que só as crianças conhecem o grupo – graças aos filmes do Shrek e da canção I’m a Believer – ou os adultos que reconhecem a dança de Axl Rose, mas essa não é a verdade. No dia 21 de junho de 1997, em Los Angeles, o U2 – já uma das maiores bandas do mundo – fazia mais um show da sua turnê PopMart, na qual o guitarrista The Edge tinha o seu momento de destaque fazendo um karaokê onde a canção mais executada era Daydream Believer, um sucesso dos Monkees, claro. Então, do nada, Davy Jones entra no palco e rouba o show. Porém, mais surpreendente que a reverência de The Edge é ver que toda a plateia conhece a canção.

Viva a boa música!

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

Monkees – Daydream Believer

A canção se tornou um clássico, principalmente a versão com a introdução entre Dave e o produtor Chip Douglas. Essa vai para levantar o moral.

Chip–“S-s-s-seven A.”

Davy–“What number is this, Chip?”

(Chip, Peter, Mickey and Mike)–SEVEN..A.”

Davy–“Alri’, alri’ (all right, all right) , there’s no need to get excited, man. ‘S jus’ ‘cause I’m short, I know.”

Morre David Jones, dos Monkees

Segundo o site TMZ – o mesmo que noticiou em primeira mão as mortes de Michael Jackson e Whitney Houston – anunciou esta manhã que o cantor David Jones, dos Monkees, morreu em decorrência de um ataque cardíaco. Jones, que tinha 66 anos, entrou para o grupo em 1965 e, junto com Micky Dolenz, Michael Nesmith e Peter Tork, foram protagonistas de uma ótima série de TV e tiveram alguns grandes sucessos durante o tempo no qual ela esteve no ar.

Jones fez sua última apresentação no dia 19 de fevereiro, em Oklahoma.

R.I.P

Monkee pode morrer pela boca

peter_torkPeter Tork, que será sempre lembrado como membro dos Monkees – aquele grupo americano criado para ser um clone dos Beatles e que acabou até criando boa música e um ótimo programa de TV – foi diagnosticado com um tipo raro de cancêr na língua.

Algumas canções do grupo estão na Playlist do blog e abaixo coloco alguns vídeos . Notem que a abertura da série de TV é uma mistura descarada de várias cenas de filmes e concertos dos Beatles. Nos anos 60, até as imitações eram boas.

A notícia completa está aqui.

Curiosidade: A mãe do guitarrista Michael Nesmith – sempre o mais relutante em aparecer com os ex-companheiros – inventou o Liquid Paper e deixou uma bela herança para o rapaz.

Abertura da série de TV

Daydream Believer

I’m a Believer