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Depois de Hendrix, o U2 se rende aos Monkees

Críticos musicais e muitos fãs de rock costumam ter atitudes pouco respeitosas por artistas que não eram puramente artistas. Provavelmente o maior exemplo disso são os Monkees, um grupo de atores/músicos contratados para estrelar uma série de TV sobre um grupo pop e que acabaram se tornando uma banda de verdade.

É verdade que, no início da carreira, Davy Jones (voz e percussão), Micky Dolenz (voz e bateria), Peter Tork (baixo, teclado e voz) e Mike Nesmith (voz e guitarra), não compunham ou tocavam nos discos (apenas cantavam), mas com canções escritas por nomes como Carole King, Harry Nilson, David GatesNeil SedakaNeil DiamondJerry Leiber e Mike Stoller, além do impulso de um ótimo programa na TV, não é de se admirar que seus singles e LPs fossem para o topo das paradas.

O que muita gente parece esquecer é que os rapazes eram talentosos (a voz de Micky Dolenz é um exemplo) e que eles nunca representaram ser o que não eram. Na verdade, quando decidiram que queriam mesmo ser uma banda, cavaram a sua sepultura. Pode parecer estranho, mas em 1967 os Monkees eram tão famosos que tinham como ato de abertura de seus shows um tal de Jimy Hendrix. Mais importante: eles foram os artistas que mais venderam discos nos Estados Unidos naquele ano. Repetindo: nem os Beatles, os Rolling Stones, Cream, Simon & Garfunkel ou Bob Dylan. Os maiores vendedores de discos foram os Monkees!

O reconhecimento

Apesar de todo o sucesso, a crença geral é de que só as crianças conhecem o grupo – graças aos filmes do Shrek e da canção I’m a Believer – ou os adultos que reconhecem a dança de Axl Rose, mas essa não é a verdade. No dia 21 de junho de 1997, em Los Angeles, o U2 – já uma das maiores bandas do mundo – fazia mais um show da sua turnê PopMart, na qual o guitarrista The Edge tinha o seu momento de destaque fazendo um karaokê onde a canção mais executada era Daydream Believer, um sucesso dos Monkees, claro. Então, do nada, Davy Jones entra no palco e rouba o show. Porém, mais surpreendente que a reverência de The Edge é ver que toda a plateia conhece a canção.

Viva a boa música!

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

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Monkees – Daydream Believer

A canção se tornou um clássico, principalmente a versão com a introdução entre Dave e o produtor Chip Douglas. Essa vai para levantar o moral.

Chip–“S-s-s-seven A.”

Davy–“What number is this, Chip?”

(Chip, Peter, Mickey and Mike)–SEVEN..A.”

Davy–“Alri’, alri’ (all right, all right) , there’s no need to get excited, man. ‘S jus’ ‘cause I’m short, I know.”

Morre David Jones, dos Monkees

Segundo o site TMZ – o mesmo que noticiou em primeira mão as mortes de Michael Jackson e Whitney Houston – anunciou esta manhã que o cantor David Jones, dos Monkees, morreu em decorrência de um ataque cardíaco. Jones, que tinha 66 anos, entrou para o grupo em 1965 e, junto com Micky Dolenz, Michael Nesmith e Peter Tork, foram protagonistas de uma ótima série de TV e tiveram alguns grandes sucessos durante o tempo no qual ela esteve no ar.

Jones fez sua última apresentação no dia 19 de fevereiro, em Oklahoma.

R.I.P

Monkee pode morrer pela boca

peter_torkPeter Tork, que será sempre lembrado como membro dos Monkees – aquele grupo americano criado para ser um clone dos Beatles e que acabou até criando boa música e um ótimo programa de TV – foi diagnosticado com um tipo raro de cancêr na língua.

Algumas canções do grupo estão na Playlist do blog e abaixo coloco alguns vídeos . Notem que a abertura da série de TV é uma mistura descarada de várias cenas de filmes e concertos dos Beatles. Nos anos 60, até as imitações eram boas.

A notícia completa está aqui.

Curiosidade: A mãe do guitarrista Michael Nesmith – sempre o mais relutante em aparecer com os ex-companheiros – inventou o Liquid Paper e deixou uma bela herança para o rapaz.

Abertura da série de TV

Daydream Believer

I’m a Believer