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Dica de Viagem VIII: comer e beber bem em Veneza

A Itália é uma perdição para quem gosta de comer. Veneza, que esteve nos noticiários por conta de uma série de restrições aos turistas, não foge a regra

Polenta, Bellini, bacalhau e frutos do mar. Veneza pode ser famosa por seus canais e sua estrutura típica, mas a gastronomia fala alto por lá, assim como em toda a Itália.

Se a constante ameaça de desaparecimento e as recentes restrições as ações e hábitos dos turistas não são notícias simpáticas para os visitantes, isso não diminui o fascínio da cidade e os seus encantos.

Tomar um café ou um drink gelado nas cadeiras do Caffè Florian, no coração da Piazza San Marco — o mais antigo do lugar, fundado em 1720 — pode ser quase uma obrigação para os turistas, mas, o que mais há para degustar em Veneza?

Bellini

O que não faltam são opções. As lógicas — massas e frutos do mar — podem ser encontradas em praticamente qualquer restaurante da cidade, mas há mais segredos. O primeiro deles é o Bellini.

O Bellini — drink feito com Prosecco e purê de pêssegos brancos — foi criado no Harry´s Bar, no início dos anos 30. O bar, que funciona até hoje no mesmo endereço (Calle Vallaresso 1323), não muito longe da Piazza San Marco, é uma parada obrigatória para qualquer turista de carteirinha.

Há quem diga que o lugar não merece a fama, mas a história contradiz esses hereges. A atmosfera e o prazer de experimentar o verdadeiro drink valem qualquer preço (que nem é tão caro).



Entrada e prato principal

Petiscar é sempre bom e Veneza nos oferece o carpaccio. Sabe onde foi criado? No mesmo Harry´s Bar responsável pelo Bellini. Até não acho que os dois — Bellini e carpaccio — combinam, mas você pode ir lá em momentos diferentes para experimentar os dois.

Porém, se quiser provar uma entrada matadora e menos habitual, procure pelo Bacalà Mantecato, um purê feito de bacalhau seco hidratado, cortado em tiras e misturado com alho e azeite.

A maioria dos lugares servem o prato acompanhado por polenta grelhada, embora vá muito bem (ou até melhor) com pão.

Impossível indicar apenas um lugar para experimentar o Bacalà Mantecato. A dica aqui é andar pela cidade, olhar os cardápios e entrar onde você achar mais simpático.

Mesmo os restaurantes/osterias menos nobres fazem bem essa entrada.

Como outra opção de entrada ou prato principal é praticamente inevitável sugerir algo que não tenha polenta — faça um esforço e experimente, mesmo que não goste muito. Portanto, indico o polenta e schie, que nada mais é do que polenta com camarão.

Pode parecer simples (e é), mas em Veneza os camarões são especiais, pequenos e saborosos. São pescados na laguna da cidade.

Para um prato principal mais tradicional, peça alguma massa com frutos do mar. Onde? Procure um lugar que esteja cheio de pessoas que não pareçam turistas. Como sugestão deixo o Taverna al Remer.

Airfarewatchdog

Sobremesa

Para a sobremesa: tiramisú. Simples, direto e delicioso.

Há vários segredos na cidade, mas ainda preciso ir lá conferi-los. Ficam as dicas que sei que são boas.

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Dicas de Viagem VII:  Vinho quente nos jardins de Paris

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Dica de Viagem VII: vinho quente nos jardins de Paris

Piqueniques no outono entre goles de vin chaud. Programão para os turistas

O outono na Europa tem temperaturas agradáveis, tendendo para o frio (para os padrões de um carioca).

O fim da estação, principalmente, é a época perfeita para se experimentar o vin chaud — um vinho quente, parecido com o nosso quentão, que é vendido em vários quiosques espalhados por Paris.

Não tenha vergonha

Embora possa parecer um sacrilégio (para os amantes de vinho) o vin chaud é um sucesso e vai bem nos dias mais frios.

Feito com uma mistura de vinho tinto, frutas, açúcar, cravo e canela, ele pode ser encontrada em praticamente toda a cidade.

Não tenha vergonha em provar. Caso veja um quiosque de lanches, pode ter certeza de que o vin chaud vai estar entre as opções de bebida, mesmo que ainda sejam nove da matina. É um sucesso de vendas.

Nos jardins

Quem já visitou a Cidade Luz sabe que seus jardins são um espetáculo. No Jardim de Luxemburgo (meu preferido) há um quiosque onde, em certos horários, existe até uma fila para pedir a bebida.

As centenas de turistas que tomam os gramados, abrem suas toalhas e espalham seus quitutes, não se furtam em provar a iguaria. Alguns dizem que isso é muito programa de turista. Graças a Deus!

Se você vai viajar para Paris (em breve ou em algum momento da sua vida), guarde esta dica. Jardins e vin chaud.

Por via das dúvidas, segue o endereço do Jardim de Luxemburgo.

Jardin du Luxembourg
2 rue Auguste Comte 75006
Metrô linha
Metro linha 12, estação Notre-Dame-des-Champs ou RER: linha B, estação Luxembourg

Receita

Ingredientes

1 garrafa de vinho tinto
3 bastões de canela
Cascas de laranja seca (mais ou menos uma laranja)
Cascas de limão seca ralada (mais ou menos um limão)
6 cravos
6 pedaços pequenos (rodelas) de gengibre fresco
Noz moscada (a gosto)
2 favas de baunilha
1/4 de xícara de açúcar mascavo

Modo de fazer

É simples. Misture todos os ingredientes em uma panela e aqueça em fogo médio, mexendo até levantar fervura. Diminua o fogo e deixe que os ingredientes se incorporem por aproximadamente meia hora.

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Não gosta de cães e gatos? Cuidado com os voos da Gol

Empresa lança serviço que permite que cães e gatos viagem na cabine do avião, até em voos internacionais

Essa é uma dica de viagem extra

Toda novidade envolvendo empresas aéreas pode ser controversa. Franquia e cobrança de bagagens, novas classes econômicas vip e facilidades para os passageiros precisam sempre de um olhar minucioso.

A última novidade é a possibilidade que a Gol dá aos donos de animais de viajarem com eles dentro das cabines dos aviões. Chamado de Pet na Cabine, o serviço pode ser um alívio para os donos dos animais e um tormento para os demais passageiros.

Assim como acontece com as crianças, animais viajando nas cabines têm um grande potencial para incomodar muita gente.

Crianças na cabine

A coisa é tão séria que uma pesquisa com passageiros dos Estados Unidos mostrou que mais da metade deles (52%, para ser exato) acham que famílias com crianças menores de 10 anos deveriam viajar em uma parte separada do avião.

Empresas como Malaysian Airlines e AirAsia já oferecem zonas livres de crianças em aos seus clientes.

A ideia não é bem vista por empresas brasileiras e norte-americanas, preocupadas com os possíveis problemas de relações-públicas, mas são um sucesso onde existem.

Pode parecer preconceito, mas quem já viajou mais de 11 horas com uma criança chorando por perto sabe que é tudo uma questão de conforto. Afinal, ter filhos é uma escolha do casal e não da coletividade.

Animais de estimação

Sendo um adorador de gatos, entendo totalmente que as pessoas prefiram viajar perto de seus bichanos do que deixá-los em um compartimento isolado.

O problema é que nem todo mundo gosta de animais e eles podem exalar odores e emitir sons nada agradáveis.

Todo o material promocional sobre o novo serviço da Gol é voltado apenas para os donos dos pets. Porém, além de não falar nada sobre quem está sentado no entorno, algumas fotos e informações divulgadas são preocupantes.

A empresa informa que o animal precisa ter no máximo 10 kg (incluindo a caixa de transporte — que não é fornecida pela empresa) e ter, no mínimo, 4 meses de vida. O bichinho vai viajar sob o assento da poltrona a sua frente.

Mas, por exemplo, e os pés da pessoa sentada na poltrona sob a qual está o bicho? E caso o animal urine ou defeque? E se alguém for alérgico a pelos de animais? Bem, nada disso é explicado.

Viagem tranquila?

Seu gato ou cachorro pode ficar pertinho de você durante todo o voo, o que vai deixar a viagem muito mais agradável e tranquila

A frase acima parece até uma provocação para boa parte dos viajantes, mas é assim que a empresa pensa.

Quem quiser saber como seu bichano pode acompanha-lo em um voo da Gol, deve ir até a página do serviço e conferir as condições (embora o preço seja diferente para cada tipo de viagem). Está tudo bem explicado lá.

SFA

Descontos? Avisos aos passageiros? Plano de contingencia? Não. Nada disso é citado no material promocional sobre esse novo serviço.


Procurada, a assessoria da Gol sugeriu que visitássemos a página do serviço — como se isso já não tivesse sido feito — e não respondeu a nenhum dos questionamentos feitos, “por conta de agenda dos porta-vozes”.

Para que porta-vozes se eles não estão disponíveis para falar?

É o famoso SFA!

Update: Conforme avisado nos comentários, quase todas as empresas oferecem esse serviço (cobrando ou não). O que não muda nada.

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