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Esporte Interativo acaba e demite jornalistas

Canais, donos dos direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões da Europa, deixam de existir e dispensam mais de 100 pessoas

Update: Grupo Abril entra em recuperação judicial


Pelo jeito agosto não está mesmo sendo um bom mês para o jornalismo. Depois do fechamento da sucursal carioca da IstoÉ e do fim de 11 títulos da Editora Abril e de centenas de demissões, a bola da vez é o fim dos canais EI (Esporte Interativo), anunciado nesta quinta-feira (9 de agosto).

Telespectadores frustrados

Detentora dos direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões da Europa e alvo de uma comoção não tão distante entre os clientes de algumas operadoras de TV a cabo para a sua inclusão na grade de programação, o fim do Esporte Interativo frustra os telespectadores que acreditaram no projeto.

Jornalistas demitidos

Apesar da promessa da Turner – controladora dos canais – de manter a marca nas redes sociais, o resultado prático do encerramento das atividades dos canais do Esporte Interativo é a demissão de mais de 100 pessoas, muitas delas jornalistas, que vão se juntar aos já dispensados pela Abril e pela Editora Três.

Programas como Jogando em Casa, Mais 90, Melhor Futebol do Mundo e Dois Toques, deixaram de ser produzidos, fazendo com que a programação – que será exibida até setembro – seja um looping do programa No Ar.

Champions League e Brasileirão

Os jogos da Liga dos Campeões da Europa (pelos próximos três anos) e do Campeonato brasileiro (até 2024) serão distribuídos pela programação dos canais TNT e Space, que fazem parte do mesmo grupo.

Talvez o projeto tenha sido ambicioso demais, mas tenho certeza de que uma reengenharia menos radical poderia mudar o rumo da marca EI.

Voltar a transmitir os jogos em canais sem nenhuma identidade com Esporte não parece interessante ou inteligente.

Animados com o futuro?

A nota oficial enviada aos funcionários chega a ser surreal. Não fala em demissões e, em determinado trecho, se diz animados com o futuro. Mais um caso de jornalismo indo pela privada.

A nota oficial

Nós do Esporte Interativo/Turner, agora uma afiliada AT&T, anunciamos hoje que estamos migrando a nossa programação de TV com o futebol nacional e internacional para as marcas TNT e Space. A Turner continua comprometida com a Liga dos Campeões da UEFA pelas próximas três temporadas, iniciando as transmissões a partir deste mês. Além disso, a partir do ano que vem, começaremos a transmitir a série A do Campeonato Brasileiro até 2024.

Os canais do Esporte Interativo na TV serão desativados nos próximos 40 dias e deixaremos de transmitir competições que nos orgulhamos muito durante os últimos anos. Entretanto, as nossas atividades no mundo digital seguem firmes, e continuaremos levando a emoção que o Brasil merece pra vocês através do nosso Facebook, Instagram, Youtube, Twitter, EI Plus e qualquer outra plataforma digital em que os apaixonados por esporte estejam presentes.

Não dá pra negar que estamos tristes com o fim dos canais Esporte Interativo na TV, mas ao mesmo tempo estamos ansiosos e animados com o futuro, em que estaremos todos os dias na TNT e Space, com as mesmas narrações, comentários e brincadeiras que nos acostumamos a ouvir nos últimos 11 anos. E claro, seguiremos juntos, diariamente, com a nossa família de mais de 20 milhões de fãs nas redes sociais. Muito obrigado pelo apoio de sempre.

Contamos com vocês nessa nova caminhada. Tamo junto!

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Bolões da Copa: como você pode ganhar um dinheiro extra

Recebi o texto abaixo e achei muito interessante. Vale conferir o site dos bolões.

A Copa do Mundo está chegando e certamente você já deve ter sido convidado para participar de algum bolão no seu trabalho, grupo de amigos ou em sua própria família. É sempre assim a cada quatro anos: tão tradicional quanto à competição de futebol.

Ele consegue fazer com que uma das maiores paixões do brasileiro – o futebol – fique ainda mais animada com a reunião e as apostas entre amigos. Todos os 64 jogos do Mundial passam a ser interessantes e valem algo – até mesmo dinheiro em alguns casos.

A brincadeira mais praticada é justamente a que envolve a disputa de um valor financeiro entre os participantes. Cada um deles dá um valor combinado previamente e, no fim da competição, quem tiver mais pontos fica com o prêmio.

Entretanto, há grupos que jogam apenas pela diversão, como para determinar quem sabe mais sobre futebol em um determinado grupo. Tudo, é claro, com regras claras que precisam ser determinadas e aceitas por todos antes dos jogos.

Se você ainda não foi convidado para participar de um bolão, não perca tempo e organize você mesmo com seus amigos. É uma forma lúdica e empolgante para acompanhar a Copa do Mundo de futebol. Confira um pouco mais sobre o tema:

Da Polla ao Bolão

Não há uma data precisa para determinar a criação e o surgimento dos bolões. Estima-se que seu aparecimento tenha sido ainda na Antiguidade, ao lado das primeiros jogos que as pessoas faziam umas com as outras.

Porém, a prática ganhou corpo e se desenvolveu na Espanha e nos países de língua hispânica graças à Polla. Esse nome é derivado da palavra inglesa poll, que pode ser traduzida como apuração ou pesquisa de votos.

Aliás, essa é a principal característica que a diferencia de outras modalidades de apostas. Ao invés de escolher números aleatórios, no bolão precisamos fazer prognósticos e definir placares, classificação final e outras variáveis mais complexas e imprevisíveis.

Diversão na casa e no trabalho

O que faz dele ser uma atividade preferida em famílias e empresas é a capacidade de envolver muitas pessoas em um mesmo objetivo. Você pode apostar sozinho na Mega-Sena, mas não pode competir individualmente em um bolão.

Não basta escolher apenas alguns números ou votar em determinados times. Participar dessa brincadeira exige um compromisso grande entre as pessoas, normalmente com reuniões e conversas antes, durante e até depois do evento.

Por conta disso, é uma estratégia estimulada e desenvolvida por muitas organizações para melhorar o clima organizacional entre os funcionários. Ou por famílias que procuram formas de se aproximarem ainda mais.

Quais as regras?

Não há um modelo fixo para as regras. Cada grupo define o melhor regulamento de acordo com o conhecimento, número de participantes, período da competição e as variáveis que desejam prever e acertar.

Um sistema clássico consiste na previsão simples dos placares dos jogos. Os participantes definem o resultado final das partidas que irão acontecer no torneio e ganham um ponto a cada acerto – ou até mais, dependendo do que foi acordado antes do início.

Contudo, é possível criar regras bem mais difíceis, dependendo do interesse das pessoas envolvidas. Elas podem ter que acertar, por exemplo, a pontuação das seleções na primeira fase, os classificados à segunda fase e até estatísticas individuais, como artilharia.

Dinheiro – e experiência – a mais

Além da brincadeira em grupo, a possibilidade de ganhar um dinheiro inesperado também é um atrativo aos participantes. Se for um grupo numeroso, é possível ganhar algumas centenas ou até milhares de reais.

Mas o lado financeiro não é um fator preponderante para as pessoas participarem dos bolões. O que pesa é justamente a possibilidade de incrementar a experiência que elas terão ao acompanharem as partidas de futebol, reunindo amigos e familiares.

Assistir à partida de Copa do Mundo sozinho é uma coisa; acompanhar do lado de quem você gosta é outra bem diferente. Ainda mais se, independente das seleções envolvidas, tiver um lado ou objetivo para torcer.

Não conte apenas com a sorte

A imprevisibilidade também faz parte da rotina do bolão. Não dá para saber realmente quem irá ganhar e quem irá perder na Copa do Mundo. As competições esportivas contam com resultados inesperados – e isso afeta as apostas.

Quem já participou de outras brincadeiras deste tipo certamente presenciou ou soube de casos como o do tio que não gosta de futebol, mas ganhou uma boa grana. Ou da criança que desbancou os adultos e fez mais pontos. Mas não se engane: não dá para contar com a sorte.

Como envolve prognósticos, quem tiver mais conhecimento sai na frente nesta disputa. No caso da Copa do Mundo, é recomendável conhecer futebol, saber os atletas convocados e quais seleções são favoritas em cada grupo.

Quanto mais informação você tiver em mãos, mais fácil fica identificar possíveis surpresas, jogos com placares mais elásticos e os principais favoritos ao título. A imprevisibilidade ainda estará lá, mas você certamente entrará mais preparado.

Há várias formas de participar

Quer participar ou organizar um e não sabe como? Não se preocupe. Há várias formas de criar e mobilizar um grupo. O mais comum, claro, é fazer tudo manual, com cada um preenchendo diferentes tabelas e, depois, realizar a checagem dos resultados.

Mas o avanço da tecnologia permitiu que até essa simples atividade fosse automatizada. Hoje há sites que realizam bônus sem depósito e podem ajudar você a criar seu grupo de bolão para a Copa do Mundo de futebol em 2018.

Fonte: Seo Marketing

 

As cervejas preferidas dos torcedores brasileiros

Que o brasileiro gosta de cerveja todo mundo sabe. Que muita gente reclama que a Ambev pasteurizou o sabor de várias marcas tradicionais, também é verdade. Porém, saber quais marcas são as preferidas dos brasileiros na hora de ver uma partida de futebol pode ser fundamental na hora de reunir os amigos para assistir a um jogo da Copa.

Um levantamento do aplicativo Snapcart, em parceria com a agência de marketing esportivo Sport Track, mostrou que as campeãs de venda – Brahma, Skol e Itaipava – continuam sendo as preferidas dos beberrões.

Rio x São Paulo

O estudo pesquisou torcedores das 14 maiores torcidas do Brasil para saber qual marca é a preferida dos fãs de cada time. Por uma pequena margem (0,2%) a Brahma ficou na liderança com 20,2%, seguida pela Skol (20%) e deixando a Itaipava em terceiro, com 14,4% da preferência. Não sei como a Antarctica não está nesse pódio.

Em São Paulo, a preferida é mesmo a Brahma, enquanto no Rio a Skol ganha, com a Antarctica ficando como uma opção para duas das quatro maiores torcidas do estado. Foram ouvidas 10.800 pessoas com idades entre 18 e 64 anos.

Agora, vamos iniciar os trabalhos.

Fonte: Meio & Mensagem

Mais burradas do Sistema Globo de Rádio

Adoro rádio (AM e FM), embora tenha tido poucas experiências no veículo, e sofro toda vez que vejo (ou ouço) as decisões que tiram do rumo o que estava dando certo.

Faz um bom tempo eu escrevi sobre a derrocada da CBN. Na época, falava sobre várias decisões equivocadas tomadas pela direção da emissora. Passado um bom tempo, o panorama parece não ter mudado, principalmente no Rio de Janeiro. Depois de alguns indícios de que a Central Brasileira de Notícias – sim, esse é o nome original da emissora, lembram? – poderia voltar ao primeiro lugar no Ibope das emissoras de notícias – todos os dados divulgados mostram que Ricardo Boechat e a BandNews estão na liderança com alguma folga há algum tempo -, a coisa parece que piorou.

A contratação de Fernando Molica como âncora do CBN Rio foi um acerto que, se não compensava os erros das demissões de gente do calibre do Sydney Rezende, Carolina Morand e Maurício Martins, para citar apenas alguns, mas deixava as manhãs do Rio de Janeiro com uma opção diferente da BandNews FM e do ótimo Ricardo Boechat e equipe, na faixa das rádios de notícias.

Os números não mentem e, seja lá qual for a razão da demissão de Molica – falaram em salário alto demais – a única verdade da qual não se pode escapar é da lavada que a rádio está levando das concorrentes em vários quesitos. Na verdade, o problema não está apenas na CBN, mas sim em todo o Sistema Globo de Rádio (SGR), que vai só caindo. A competição no segmento de notícias mostra que a BandNews nada de braçada, mas o pior mesmo é ver que no geral a rádio não consegue nem ficar entre as dez mais ouvidas e que a Rádio Globo segue a mesma trilha.

Bola fora no esporte

Alguns anos atrás os entendidos do SGR chegaram a conclusão de que manter equipes esportivas e programação exclusiva nas principais praças custava muito caro. Para diminuir os custos, juntaram as programações esportivas, fazendo programas que falavam de times do Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas e outros estado para toda a rede. Além disso, juntaram as equipes da Rádio Globo e da CBN em transmissões que passaram a ter dois comentaristas (geralmente um de cada emissora e, em muitos casos, um de cada estado). O resultado? Um fracasso total, que teve que ser desfeito depois de um curto tempo.

Que o futebol em AM precisa ser engraçado, popular e descontraído, ninguém discute, mas que o FM tem outro público e que a CBN já tinha estabelecido um estilo próprio e mais sóbrio, principalmente pela presença (no Rio) de narradores como Evaldo José e comentaristas como Carlos Eduardo Éboli, além de profissionais como Marcos Gyuotti (MG) – dispensado após o fim da Globo MG, outra decisão para lá de desastrada. Mas, voltando ao assunto do parágrafo anterior, após o fracasso da experiência de unificação das equipes esportivas, o tempo passou, a direção do SGR mudou e aí tiveram uma ideia brilhante para diminuir os custos e melhorar a audiência: unificar as equipes de esporte!

O resultado não podia ser outro: fracasso total (de novo). Nem mesmo a iniciativa de trazer globais como os bons Alex Escobar, Juninho Pernambucano e Júnior, pôde superar a rejeição as chegadas de nomes que sempre foram do segundo escalão do rádio AM do Rio e que em nada se encaixam no gosto dos ouvintes de futebol em FM como Luiz Penido e Dé (o Aranha). Prova disso é a surra que a CBN/Globo vem levando dos veteraníssimos, porém ainda competentes José Carlos Araújo, Gérson (o Canhotinha de Ouro), Jota Santiago, Gilson Ricardo e Washington Rodrigues.

Junte-se a má escolha da equipe esportiva (para o FM, deixo claro) com o fim da Globo BH e sua equipe de esportes, e a experiência má sucedida anteriormente e só poderia dar no que está dando. Se há tempo de reverter essa tendência? Não sei.

Sidney Rezende dá drible na CBN

Hoje – 29 de fevereiro de 2018 – o site do jornalista Sidney Rezende estreia um novo projeto que pode sepultar de vez o futebol da CBN. O portal montou uma equipe esportiva que transmitirá ao vivo por web rádio partidas de futebol com, basicamente, a equipe que foi dispensada pela Central Brasileira de Notícias: o jornalista e narrador Evaldo José, o comentarista Antonio Carlos Duarte, o repórter Felipe Santos e o jornalista Robson Aldir.

Provavelmente – apesar da esteeia seja transmitindo um jogo do framengu – essa nova opção vai causar ainda mais estragos na já combalida audiência do SGR e, muito provavelmente, até mesmo na líder Tupi.

Não sei quem escolhe os comandantes do SGR e de onde saem as brilhantes ideias para revitalizar a programação e a equipe (dispensando os melhores e mais experientes profissionais), mas sei que a coisa anda feia faz tempo.