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Thanks Mr. WHO?!

Autobiografia de Roger Daltrey ganha data de publicação

Um post na página de Roger Daltrey no Facebook, nesta quarta (25), anunciava a pré-venda da tão esperada autobiografia do fundador do The Who. O lançamento acontecerá no dia 18 de outubro, no London Literature Festival de 2018 do Southbank Centre. Nos EUA, chega em 23 de outubro, pela Blink Publishing.

Os felizardos que têm ZIP Code apto para a encomenda concorrerão a um exemplar especial — são apenas cinco —, com assinatura e capa personalizada exclusiva. Verifiquem suas chances neste link.

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Capa: Roger nos anos 1970 em frente a uma pilha de escombros (Divulgação)

“Thanks A Lot Mr. Kibblewhite: My Story” aborda os 50 anos de Daltrey com o The Who, além da carreira solo que reúne oito álbuns de estúdio. Não é apenas um livro de memórias, nem só as lembranças de uma das lendas vivas do rock’n’roll; é também um vislumbre da vida no Reino Unido entre 1940 e 1970 — décadas de tumultuadas mudanças.

Ben Dunn, editor e diretor da Blink Publishing na Inglaterra, falou sobre a autobiografia.

“Roger Daltrey escreveu um livro de memórias brilhante: envolvente, engraçado e cheio de histórias incríveis. É uma das últimas grandes lendas do rock, e nós estamos satisfeitos que Roger escolheu a Blink Publishing para ajudar a contar sua fascinante história.”

Who the hell is Mr. Kibblewhite?

Nascido no coração da Blitz, em março de 1944, Roger Daltrey pertence a uma geração que lutou (literalmente) pela educação e sobreviveu à pobreza do pós-guerra. São histórias de trabalho duro, resiliência e, especificamente no caso de Daltrey, uma energia de tirar o fôlego.

“Tive a sorte de viver em tempos interessantes. Testemunhei a sociedade, a música e a cultura mudarem além do reconhecimento. E ainda estou aqui para contar a minha história quando tantos outros ao meu redor não fizeram nada de um milagre”, disse Daltrey a respeito da obra.

No caminho do jovem aluno inteligente e promissor que se tornou um trabalhador diurno em uma fábrica de chapas metálicas, estava  Mr. Kibblewhite, diretor da Acton County Grammar School que disse a Daltrey que ele não seria nada na vida.

“Sempre resisti à vontade de ‘fazer memórias’, mas agora, finalmente, sinto que tenho uma perspectiva suficiente. Quando você passou mais de meio século no epicentro de uma banda como o Who, a perspectiva pode ser um problema. Tudo aconteceu no momento. Em um minuto estou no chão de fábrica em Shepherd’s Bush, e no outro sou atração em Woodstock.”

Roger Daltrey

O cantor batizou seu livro com o nome do diretor da escola — a mesma onde estudavam Pete Townshend e John Entwistle — com quem ele frequentemente colidia no auge da sua transformação em um adolescente rebelde. Até ser expulso.

O que a imprensa estrangeira já fala sobre o livro

“Tão imediata quanto a autobiografia de Keith Richards e tão franca e honesta quanto Springsteen e Clapton.”

“Thank You, o Sr. Kibblewhite é franco, autodepreciativo e cheio de humor.”

“É um must-have não apenas para os fãs do The Who em todo o mundo, mas também para qualquer amante do rock.”

Roger Daltrey montou o The Who em 1961, recrutando John Entwistle. Concordou com a proposta de John de que Pete Townshend deveria participar. Daltrey era o líder e a voz da banda. Uma potência vocal. Ficou conhecido por sua presença de palco e energia.

O reconhecimento a suas performances como frontman podem ser comprovados pela sua introdução ao Rock And Roll Hall of Fame (1990) e no Music Hall of Fame do Reino Unido (2005). No livro, Daltrey lembra de suas muitas aventuras como vocalista do The Who e da criação das gravações clássicas da banda.

Seus relatos dos excessos do rock’n’roll pelos quais o The Who se tornou notório — a destruição da guitarra no palco, as brigas, o caos — são tão divertidos quanto chocantes.

“Demorou três anos para desfazer os eventos da minha vida, para lembrar quem fez o quê quando e por que, separar os mitos da realidade, desvendar o que realmente aconteceu no Holiday Inn no aniversário de 21 anos de Keith Moon. Espero que o resultado seja mais do que apenas outra autobiografia”, disse Daltrey.

Mas tão convincente quanto o sexo, as drogas e o rock são as reflexões honestas de Roger sobre as relações que definiram sua vida e carreira — as memórias agridoces de sua amizade com Keith Moon e seu relacionamento tumultuado com Pete Townshend que definiu uma das maiores parcerias criativas da nossa época e deu origem a tantos sucessos inesquecíveis.

Não é apenas a história pessoal de Roger Daltrey; é a história definitiva de uma das maiores bandas do mundo.

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Roger Daltrey aposta no soul e se dá bem

As Long as I Have You traz canções originais e outras que inspiraram Daltrey na sua juventude

Uma das vozes mais marcantes do rock em todos os tempos, Roger Daltrey lança o seu 9º disco solo – ou 10º, se considerarmos o excelente Going Back Home (2014), feito em parceria com Wilko Johnson – dessa vez apostando no soul e no R&B, e se sai muito bem. Daltrey, que já passeou pelo e sempre será lembrado pelo trabalho com o The Who, mostra que, aos 74 anos, ainda tem muita lenha para queimar. A voz continua potente e afinada (apesar de algumas oitavas mais baixa) e ele consegue imprimir uma emoção genuína em todas as faixas.

Com a nobre presença do violão de Pete Townshend em sete das 11 faixas do disco, o frontman do The Who nos proporciona uma viagem por canções que fazem parte da sua vida desde jovem e por novas composições como Certified Rose, escrita para sua filha. Mas os destaques ficam mesmo com as regravações de How Far (Stephen Stills), Into My Arms (Nick Cave) e, principalmente, a faixa-título. As Long as I Have You é, inclusive, uma das canções que os High Nunbers (que depois se tornariam o The Who) tocavam em seus shows.

– Esse é um retorno ao tempo no qual Pete ainda não havia começado a compor, um tempo quando éramos uma banda de adolescentes tocando soul music para pequenas plateias em bailes de igreja – conta Daltrey.

Clima Who By Numbers

Townshend é, aliás, responsável por um clima Who by Numbers. How Far, por exemplo, poderia muito bem ter sido gravada pelo quarteto britânico em meados dos anos 70. Mas se o violão de Townshend remete aos anos 70, a inclusão de backing vocals gospel e o uso de metais em alguns arranjos fazem o disco soar denso e com a força de ícones como Otis Redding, que não é citado, mas está lá, em espírito.

Foto: Jo Nunes

O peso grave da voz de Daltrey é presença em números como Into My Arms, mas como mostrou na sua passagem pelo Brasil ano passado, ela ainda é versátil e potente o suficiente para segurar as canções mais balançadas, mostrando uma força e suingue bem maiores que os demonstrados no bom Endless Wire (2006), do The Who, e o já citado Going Back Home.

Mas nem tudo são flores. You Haven’t Done Nothing (Stevie Wonder) é um daqueles momentos que poderiam e deveriam ser evitados. Parece que faltou alguém avisar que ela destoa do resto do álbum, soando forçada e sem acrescentar nada ao disco ou a sua versão original.

Rumo ao topo

As Long as I Have You é uma prova de que o que é bom ainda faz sucesso. O disco – lançado no Brasil em CD e disponível nas plataformas de streaming – já alcançou o 3º lugar nas paradas britânicas, na frente até do moderninho Drake. Segundo as previsões, o álbum deve alcançar o topo até o início da próxima semana.

Coração: ****

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

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Roger Daltrey vai para a estrada com Tommy

O vocalista do The Who confirmou várias datas da turnê onde vai interpretar a íntegra da ópera rock Tommy, clássico composto por Pete Townshend. O melhor, quem for fã de carteirinha (sócio do fã-clube do grupo) e tiver dinheiro, pode pagar por um pacote VIP, com direito a encontro e foto (no camarim) com o artista.

As datas são na Inglaterra, Estados Unidos e Canadá

3 julho – Alcester (Ragley Hall)
4 julho – Gateshead (Sage)
6 julho – Glasgow (Clyde Auditorium)
7 julho – Manchester (Bridgewater Hall)
9 julho – Nottingham (Royal Centre)
10 julho – Newport (Centre)
12 julho – Bristol (Colston Hall)
13 julho – Southend (Cliffs Pavillion)
15 julho – Guilfest
16 julho – Hampshire (Broadlands)
17 julho – Harrogate (Ripley House)
19 julho – Hull (City Hall)
21 julho – London (Indigo 02)
22 julho – Norwich (Blickling Hall)
24 julho – Exeter (Powderham Castle)
26 julho – Dublin (Marlay Park)
30 julho – Belgium (Lokerse Festival)
13 de setembro – Hollywood, FL Hard Rock Live
15 de setembro – Alpharetta, GA Verizon Wireless Amphitheatre, Encore Park
17 de setembro – Boston, MA Agganis Arena
18 de setembro – Newark, NJ Prudential Center
21 de setembro – Philadelphia, PA The Mann Center
23 de setembro – Uniondale, NY Nassau Coliseum
24 de setembro – Hartford, CT XL Center
27 de setembro – Montréal, QC Place Des Arts
28 de setembro – Ottawa, ON Scotiabank Place
30 de setembro – Toronto, ON Sony Centre for the Performing Arts
1 de outubro – Windsor, ON The Colosseum at Caesars Windsor
5 de outubro – Minneapolis, MN Target Center
7 de outubro – Hammond, IN The Venue at Horseshoe Casino
8 de outubro – St Louis, MO Peabody Opera House
11 de outubro – Cedar Park, TX Cedar Park Center
12 de outubro – Grand Prairie, TX Verizon Theatre at Grand Prairie
14 de outubro – Kansas City, MO The Midland by AMC
16 de outubro – Broomfield, CO 1STBANK Center
19 de outubro – Los Angeles, CA Nokia Theatre L.A. LIVE
21 de outubro – San Jose, CA San Jose Civic
22 de outubro – Las Vegas, NV The Joint at Hard Rock Hotel
24 de outubro – Portland, OR Theater of the Clouds
25 de outubro – Seattle, WA KeyArena at Seattle Center
27 de outubro – Vancouver, BC Rogers Arena
29 de outubro – Edmonton, AB Rexall Place
30 de outubro – Calgary, AB Scotiabank Saddledome
1 de novembro – Saskatoon, SK Credit Union Centre
2 de novembro – Winnipeg, MB MTS Centre

Eric Clapton inicia turnê sem Layla e Roger Daltrey sem Behind Blue Eyes

No último dia 25 de fevereiro Eric Clapton iniciou sua turnê solo – após alguns concertos em parceria com Jeff Beck -, tendo como show de abertura Roger Daltrey, vocalista do The Who. O estranho é que duas das canções que são das mais conhecidas dos dois artistas não foram tocadas: Layla e Behind Blue Eyes.

As explicações dadas foram estranhas – Clapton disse que não tocou Layla porque era o único guitarrista da banda e a música exige duas guitarras -, mas não influenciaram nas críticas, todas super favoráveis, inclusive pela inclusão de I’ve Got A Rock ‘N Roll Heart, tema usado no anúncio do smartphone com a griffe Eric Clapton.

Melhor para quem assistiu aos shows seguintes, onde as canções foram incluídas (Layla, em versão acústica), embora tenham sido apresentações muito mais curtas que o normal (menos de 2 horas).

Confira os set lists:

Clapton

01. Going Down Slow
02. Key To The Highway
03. Tell The Truth
04. Old Love
05. I Shot The Sheriff
06. Driftin’ Blues
07. Nobody Knows You When You’re Down And Out
08. Running On Faith
09. I’ve Got A Rock ‘N Roll Heart
10. Badge
11. Little Queen Of Spades
12. Before You Accuse Me
13. Wonderful Tonight
14. Cocaine
15. Crossroads – encore

Daltrey:

01. I Can See For Miles
02. The Real Me
03. Days Of Light
04. Freedom Ride
05. Gimme A Stone
06. Real Good Looking Boy
07. Mannish Boy / My Generation
08. Young Man Blues
09. Baba O’Riley

The Who ganha de Beyoncé (de goleada)


Quem ficou em casa e viu a emocionante vitória do New Orleans Saints no Superbowl ainda teve a chance de ver um set magnífico do The Who, durante o intervalo.

Se as pernas da musa são muito interessantes, a música perde longe para a dos veteranos ingleses.

Abaixo o anúncio da apresentação e a mesma (dividida em duas partes).

Eric Clapton vai para a estrada com Jeff Beck, Roger Daltrey e Steve Winwood

Depois que disse que não iria mais fazer grandes turnês, alguns anos atrás, Eric Clapton parece ter tido um surto de amnésia. Além dos inúmeros concertos solo, Slowhand tem tocado ao lado de gente como Steve Winwood com bastante frequência.

Agora, Clapton anuncia mais uma série de datas onde vai dividir o palco com Jeff Beck e Roger Daltrey (cada um datas diferentes) e mais alguns shows com Winwood.. Beck é um conhecido desde os tempos de Yadbirds, onde ele e Jimmy Page substituíram Deus. Já Daltrey, que acaba uma turnê solo enquanto o The Who não volta a ativa, onde misturou canções da banda com de seus disco solo.

Para saber a relação completa de datas da nova turnê de Clapton, clique aqui. Enquanto isso, assista algumas canções da excursão solo de Roger Daltrey.

The Who ainda longe do Brasil

Daltrey Tour finalSão mais de 40 anos de estrada e milhares de shows em dezenas de países e nada de Brasil. O The Who (hoje representados por apenas dois de seus quatro membros originais, Pete Townshend e Roger Daltrey) continua na ativa – com pequenos intervalos -, levando rock de raiz para ouvidos e mentes de humanos normais.

Já foram vários os rumores da vinda do grupo ao Brasil mas parece que as boas lembranças de amigos como Eric Clapton e Paul McCartney não foram suficientes para sensibilizar Townshend.

Pé na estrada e nova ópera rock

Enquanto o grupo experimenta mais um recesso, Roger Daltrey vocalista e ator bissexto prepara uma turnê pelos EUA onde, além de cantar os sucessos do The Who vai apresentar alguns dos seus sucessos solo e ainda promete entoar músicas de artistas como Paul McCartney, Bruce Sprinsteen e Queen.

Para quem não sabe, Daltrey coleciona algumas canções que fizram bonito nas paradas. Without Your Love, Giving It All Away e After the Fire, que devem The Who Hamilton outubro 08fazer parte do repertório, são alguns exemplos. Nos concertos Roger será acompanhado por Frank Simes (guitarras), Loren Gold (teclados), Jon Button (baixo) e Scott Devours (bateria), além do companheiro de Who, Simon Townshend (guitarrista, backing vocal e irmão do outro Towshend já citado aqui).

Enquanto isso, irmão Pete anuncia que está escrevendo uma nova ópera rock para o The Who. Floss não terá uma história muito original (pelo menos para os padrões de Townshend) mas pode render um belo disco, planejado para 2010.

Abaixo o anúncio oficial de Townshend:

I am writing a new musical.

FLOSS is an ambitious new project for me, in the style of TOMMY and QUADROPHENIA. In this case the songs are interspersed with surround-sound ‘soundscapes’ featuring complex sound-effects and musical montages. FLOSS will be a son-et-lumiére musical piece, intended for outdoor performance, or arenas. Several of the more conventional songs from FLOSS will be featured on a forthcoming Who recording for release in 2010. FLOSS will be heard in concert for the first time in 2011, at a venue and date yet to be established. I am already having talks with producers in New York.

Townshend 2008 The collected music and sound for FLOSS convey the story of a married couple whose relationship gets into difficulty. Walter, a straight-cut pub rock musician, is able to retire when one of his songs becomes the TV anthem of a big car company. He becomes a house-husband while his wife Floss devotes herself to a riding stables and stud. When he tries to return to music after a fifteen year hiatus, he finds that what he hears and what he composes evoke the ecologically rooted, apocalyptic mindset of his generation. Shaken by this and torn by personal difficulties, he and Floss become estranged. A series of dramatic events in a hospital emergency ward bring them both to their senses.

While Roger Daltrey exercises his ageing vocal chords by embarking on a two month USE OR LOSE IT solo tour, my focus is on FLOSS, which touches on the current issues faced by the Boomer generation. It also addresses their uneasy relationship with their parents, children and grandchildren. As a 19 year old – with My Generation – I wrote the most explicitly ageist song in rock. At 64, I now want to take on ageing and mortality, using the powerfully angry context of rock ‘n’ roll.

Se a idéia de Daltrey é manter sua voz em forma (embora ela já sinta os efeitos da idade), é bom saber que a força criativa de Townshend ainda existe.

Pelo jeito precisarei vê-los longe da Terra Brasilis.