Arquivo da tag: Esses Ingleses Maravilhosos e Suas Pesquisas Voadoras

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XXIII – Pessoas confiam mais nos jornais locais que nas redes sociais

Esta é, provavelmente, a pesquisa menos bizarra de toda a série. Porém, ela permite um número tão grande de reflexões que acho que ela se qualifica para fazer parte do rol das pesquisas voadoras.

A pesquisa, patrocinada pela News Media Association (NMA), mostrou que os ingleses confiam mais nos veículos locais (rádios e jornais, principalmente) do que nos grandes veículos nacionais e nas redes sociais. Os números mostram que 74% das pessoas confiam nos pequenos veículos locais, contra apenas 22% que disseram acreditar no que leem nas redes sociais, um território onde qualquer um escreve qualquer coisa sem o mínimo de apuração. A vantagem dos veículos de comunicação regionais também é grande quando comparado com os grandes jornais. O mais incrível é que os jornais alcançaram uma credibilidade maior que as TVs e rádios regionais (73% contra 43%).

A saída do jornalismo está nos veículos locais?

Claro que há grandes diferenças entre a mídia inglesa e brasileira. Entretanto, parece lógico que jornais locais acabem tendo a preferência das pessoas quando o assunto são notícias locais (com o perdão pela repetição). Infelizmente, no Brasil, os jornais (principalmente os menores) sofrem com uma visão distorcida do que deve ou não ser noticiado.

Muitas vezes um assunto é varrido para baixo do tapete por conta de amizades ou preferências polícias ou religiosas. Isso acaba se tornando uma bola de neve contraproducente, que vai minando a credibilidade do veículo, fazendo com que cada vez menos as notícias sejam recebidas da maneira correta.

A grande força dos veículos locais vem da proximidade. Os repórteres, editores e diretores são, na enorme maioria das vezes, pessoas que nasceram ou moram nas redondezas e que conhecem as pessoas, a cidade, a região e seus problemas. Impedir que determinada crítica seja publicada ou que determinado assunto seja impresso é de uma estupidez que me dá vergonha. Sempre há uma maneira positiva de se noticiar algo, mesmo que isso exija um pouco mais de trabalho.

Todo jornalista sabe que números, para citar um exemplo, podem dizer coisas totalmente diferentes, dependendo do viés que se pretenda dar ao assunto. O mesmo acontece com uma denúncia contra uma empresa, um segmento ou uma administração municipal. O jornalismo pressupõe que se ouçam todos os lados de uma questão, mas não impede que se tenham posições e uma linha editorial definida. O problema é que muitos jornais não possuem esse direcionamento definido.

A constante suposta crise do mercado jornalístico serve como justificativa para a diminuição das redações e a contratação de profissionais cada vez menos experientes e competentes. Enquanto na Inglaterra a confiança nos jornalistas subiu de 19% para 32%, nos últimos 6 anos, o mesmo não deve acontecer por aqui – não só pela qualidade dos profissionais, mas também pelo crescente clima de Fla-Flu que permeia quase todas as discussões sobre matérias que falem sobre temas que podem melindrar pessoas que não estão prontas para discutir, ouvir ou ler argumentos que não se encaixem na sua visão das coisas (política e futebol, por exemplo).

É bom saber que a imprensa inglesa está longe de ser um primor, mas tenho certeza de que lá tudo é feito muito mais as claras que em terras tupiniquins.

Fonte: PressGazette

Veja outras pesquisas inglesas

Outros posts sobre jornalismo

Anúncios

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XXII – Idosos que têm cães caminham 23 minutos a mais

Os ingleses nem estão entre os povos que mais gostam de bichos de estimação, mas é óbvio que eles não poderiam deixar de fazer uma pesquisa sobre os hábitos dos donos de pets. Eles chegaram a conclusão de que os idosos que têm animais de estimação – no caso, cães – caminham 23 minutos a mais do que os que não têm.

Para comprovar a tese, pesquisadores ingleses colocaram monitores de atividade física em 86 pessoas com mais de 65 anos e coletaram dados da rotina delas por três semanas. Resultado: idosos que tinham cães de estimação deram, a cada dia, uma média de 2.762 passos a mais do que aqueles que não conviviam com animais, e gastaram 23 minutos adicionais em caminhadas. 

Os números representam um acréscimo de 20% a 30% no nível de atividade física diária dessas pessoas. Nada mau para quem tem mais de 65 anos.

Bem, acho que vou ser mesmo um velho sedentário. Afinal, gatos não gostam mesmo de caminhar com seus donos.

Esses Ingleses Maravilhosos e Suas Pesquisas Voadoras XXI – Internet transmitida por luz atinge velocidade recorde de 224 Gbps

Li-Fi

Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, conseguiriam atingir uma velocidade bi-direcional de conexão de impressionantes 224 Gbps com uma tecnologia não muito convencional – a light fidelity, ou Li-Fi, que transmite o sinal de internet por ondas de luz.

O valor medido (um recorde para um padrão que havia batido “apenas” 10,5 Gbps em experimentos anteriores) seria suficiente para transmitir, em um único segundo, 18 filmes de 1,5GB. E a velocidade não é nem comparável às médias da internet de qualquer país. A mais alta está na Coreia do Sul, mas mesmo lá o valor não passa de “míseros” 24 Mbps.

A tecnologia de transmissão de sinal por luz ainda engatinha e está longe de poder ser usada comercialmente, mas está em desenvolvimento desde 2011, pelo menos, quando o Consórcio Li-Fi foi fundado. Ela surgiu como uma alternativa ao tradicional Wi-Fi, e, se pareada a uma conexão cabeada veloz, poderia trazer velocidades muito maiores do que a máxima de 600 Mbps apresentada pelas conexões sem fio do tipo atualmente.

Enquanto o padrão “concorrente” é baseado em circuitos de rádio, o método mais novo utiliza ondas de luz, tanto infravermelhas quanto visíveis, de lâmpadas LED para enviar o sinal de internet. Isso significa que seu campo de “atuação” é bem perceptível e delimitado – algo que os mais preocupados com a segurança da rede podem valorizar.

No caso da conexão usada no teste, o link “operava em um limite de 3 metros a 224 Gb/s (6 x 37,4 Gb/s) e 112 Gb/s (3 x 37,4 Gbp/s) com campos de visão (CDV) de 60º e 36º, respectivamente”, segundo o resumo da pesquisa. O estudo, por sinal, serviu como a “primeira demonstração de um link sem fio do tipo com um CDV” que poderia de fato cobrir uma sala.

O fato de sair de lâmpadas também significa que o sinal de internet poderia ser levado a praticamente qualquer lugar com iluminação por LED. “Temos a infraestrutura aqui”, disse em apresentação no TED o idealizador da ideia do Li-Fi, Harold Haas, como bem lembrou o IBTimes. “Tudo que precisamos fazer é colocar um microchip em todo aparelho de iluminação, e isso combinaria duas funcionalidades básicas: luz e transmissão de dados sem fio.”

Fonte: Info Abril

Esses Ingleses Maravilhosos e Suas Pesquisas Voadoras XX – Pesquisa derruba mitos do relacionamento

Meus queridos pesquisadores britânicos continuam fazendo o possível para elevar a ciência a um patamar jamais visto. O dinheiro gasto em assuntos inusitados é realmente impressionante. Algumas vezes eles até fazem algo interessante.

I Love You dedosAo contrário do que o pessoal fala, homens dizem as famosas três palavras “eu te amo” em média após sete meses de namoro. As mulheres precisam de no mínimo oito meses para isso. Quer ficar mais impressionado? Pessoas de mais de 55 anos de idade são o grupo que mais saem em encontros amorosos através de ferramentas online. Tudo isso na Inglaterra, onde revista Stella do jornal Telegraph promoveu uma pesquisa com quase 2.000 homens e mulheres para saber o que o inglês quer de seus relacionamentos e muitos dos resultados derrubam mitos urbanos como os dois citados acima.

Você até pode achar que os homens estão mais sensíveis hoje em dia mas segundo o psicólogo Oliver James, marmanjos tendem a se apaixonar mais do que as mocinhas e são mais propensos a se deixar levar por alguém. Isso porque as moçoilas amadurecem antes e desenvolvem uma atitude mais realista e mais conectada a sentimentos reais. Já a turma masculina em muitas ocasiões em que dizem “eu te amo”, na verdade estão tentando lidar com emoções difíceis e complexas que eles não entendem. A declaração acaba funcionando como uma válvula de escape. E com tudo isso, caímos no velho chavão que homens usam amor para conseguir sexo e as mulheres usam sexo para conseguir amor.

A pesquisa inglesa também derrubou alguns paradigmas quando 91% dos homens preferem ter alguém com senso de humor e 85% das mulheres querem um cara bonitão (esperava-se o contrário, o que mostra que o homem inglês é diferente ou sabe mentir bem). Por outro lado, metade dos caras disse que o principal motivo para namorar era conseguir sexo e 1/5 deles conseguem ir para a fronteira final no primeiro encontro contra apenas 5% das meninas.

O que impressionou no resultado do estudo foi o comportamento dos público acima dos 55 anos de idade. Dois terços dele usam serviços online de encontros, contra 1/5 daqueles entre 18 e 24 anos de idade. O grupo sênior também apontou ser o que tem mais relacionamentos de longo prazo com pessoas que eles conheceram na internet e ficou em segundo lugar entre as faixas de idade no quesito sexo com alguém que você conheceu na web (só perdem para o pessoal entre 45 e 54 anos de idade). Os sites de relacionamentos, salas de chat e redes sociais acabam facilitando a vida das pessoas que não sabem aonde ir para conhecer gente e, com isso, os seniores acabam sendo mais experimentais em sua busca por um parceiro.

No Brasil o cenário é bem diferente, já que a internet ainda é de predominância dos jovens. No site Par Perfeito, por exemplo, onde homens e mulheres publicam uma página pessoal na busca pelo parceiro, pessoas acima de 35 anos de idade representam apenas 32% do público total e 41% está entre 25 e 35 anos de idade. Na agência de encontros, Lunch42, que aproxima casais através de entrevistas e métodos de coaching, o cenário é um pouco diferente, mas tende a mudar. Hoje entre seus clientes apenas 5,9% das mulheres e 3,4% dos homens está entre 20 e 30 anos de idade. Já a turma acima de 50 anos representa 23,5% das mulheres e 37,8% dos homens. Segundo Mariana Yamada da Lunch42, neste ano eles estão verificando um aumento na procura do serviço pelo pessoal entre 30 e 45 anos. Trabalhando tanto com recursos online quanto entrevistas pessoais, o Selecto, um site de relacionamento que está no ar desde abril último tem seu público masculino concentrado entre os 30 e 50 anos de idade (81% das pessoas) e 90% das moças tem mais de 30 anos de idade.

É interessante notar que uma pesquisa mundial da empresa Global Market Insite (GMI) de 2006, que entrevistou 17,5 mil pessoas em 18 países, apontou o brasileiro como o internauta que mais usa os recursos online para conseguir sexo casual. Dos entrevistados brazucas, 29% disseram usar a internet para esse fim, mas 32% utilizam para conseguir um relacionamento de longo prazo. Agora resta saber em quanto tempo dizemos “eu te amo” sem segundas intenções.

Fonte: Terra

 

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XIX – Mulheres com a bunda grande vivem mais e são mais inteligentes

Essa me foi enviada há algum tempo pelo companheiro Mario Hugo Monken e fiquei esperando uma boa hora para publicá-la. Afinal, nem sempre temos motivos para chamar alguém de bindão ou simplesmente descobrir que a falta dela (bunda) pode ser a razão de algum ato estúpido.

bunda grande IUma pesquisa da Universidade de Oxford, concluiu que mulheres com bumbum grande, vivem mais e são mais inteligentes. De acordo com os pesquisadores, ter nádegas de tamanho grande previne o desenvolvimento de diabetes e com as mulheres que além de ter o bumbum grande, tem a cintura fina são mais inteligentes que as outras.

Os cientistas analisaram e compararam a gordura do abdômen feminino com a das pernas e nádegas, encontrando que a gordura proveniente da parte baixa do corpo das mulheres previne o desenvolvimento de diabetes, devido à quantidade e tipo de hormônios que contém.

bunda grande IIAs gorduras das nádegas produzem hormônios que ajudam a metabolizar açúcares e outros lipídios de forma mais simples, diferente da gordura abdominal que segrega hormônios com o efeito contrário.

A inteligência que os cientistas defendem, deve-se aos ácidos graxos Omega 3 que se acumulam e que intervêm no desenvolvimento do cérebro.

Fonte: Diário do Nordeste

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XVIII – Pessoa que sofrem de depressão dizem, nos perfis das redes sociais, serem bem-humoradas

Pelo jeito os nossos intrépidos pesquisadores ingleses andam focados no problema da depressão e da bipolaridade (vide pesquisa anterior publicada aqui no F(r)ases). Mas, pelo menos desta vez, a coisa parece passar longe do inútil e fica mais perto só do bizarro.

Uma ONG Britânica para Saúde Mental fez um acompanhamento com 3.789 pessoas que sofrem de depressão e/ou transtorno bipolar. Os pacientes, todos eles cientes do seu problema, tomando suas medicações tarja preta e sofrendo com os sintomas que atrapalham os seus desempenhos profissional e social, foram monitorados nas redes socias. Segundo os cientistas, nenhum dos pesquisados sabia que seus passos nas redes sociais seriam monitorados, para não inibir seus atos. Sendo assim, apesar de cientes e – segundo os cientistas – até um pouco orgulhosos em dizer que sofrem de uma das duas patologias, as pessoas pareceram não querer que certos círculos compartilhassem dessa informação.

O estudo mostra que mais de 82% preenchia seus perfis nas redes sociais (Facebook e Linkedln) se dizendo bem-humoradas e pró-ativas! Nota do editor: Seria isso um sintoma de falta de confiabilidade ou apenas um estratagema para enganar patrões e supostos amigos ou apenas mais um sintoma da doença? Indagados sobre essas características (ainda sem saberem do monitoramento) praticamente a mesma proporção (78%) disse que bom humor e pró-atividade aconteciam em momentos esporádicos e que a depressão e falta de disposição eram bem mais frequentes, além de um complexo de perseguição que eles mesmos não sabiam explicar o porquê.

Quando confrontados com os perfis fake, os pacientes disseram que deviam ter escrito aquilo em um momento de euforia e depois se esqueceram de mudar. Ou seja, papo para boi dormir, já que mesmo depois de desmascarados, a maioria não foi lá mudar seu perfil, principalmente nas áreas relacionadas com trabalho.

Pelo jeito, depressão e transtorno bipolar, também podem estar relacionados com vergonha ou falta de caráter. Tomara que seja só vergonha, algo que pode ser revertido.

Depressão na velhice

Para completar, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a expectativa de vida do brasileiro é de pelo menos 73,4 anos e, segundo especialistas, pessoas com mais de 60 anos têm mais chance de sofrer de depressão, que pode estar acompanhada de outros problemas físicos. O tema foi alvo de debates no XVIII Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia – Envelhecimento: oportunidades, desafios e conquistas, que aconteceu em maio, no Rio de Janeiro. Entre os sintomas da doença estão insônia, ansiedade e isolamento social.

Mais informações no site do congresso.

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XIV – Hoje é o melhor dia da semana para fazer sexo

Essa notícia foi publicada no início do ano pelo jornal Extra e é mais uma pesquisa voadora inglesa. Não sei se devemos levar muito a sério, mas como hoje é quinta-feira…..

Quinta-feira é o melhor dia da semana para fazer sexo. Na segunda, o ideal é ouvir boa música para desestressar. Mas se o objetivo é encontrar um amor, dê preferência às quartas-feiras. As dicas fazem parte da conclusão de uma pesquisa da Universidade de Londres. O estudo elencou as melhores atividades para cada dia da semana, de acordo com o comportamento do cérebro.

– Nós vivemos uma expectativa de produção. Segunda, por exemplo, é comum que as pessoas fiquem ansiosas. Essa ansiedade dispara a produção de hormônios como a adrenalina e a serotonina, que têm impacto no nosso comportamento – explicou o psicólogo e mestre em Cognição e Linguagem pela UENF, João Oliveira.

A dica para o dia da volta ao trabalho, então, é relaxar. Já na terça-feira, dizem os especialistas, o lado esquerdo do cérebro está mais ativo, o que nos ajuda na resolução de problemas.

Na quarta-feira – bem no meio da semana – há um maior equilíbrio hormonal, o que nos deixaria mais aberto a proposta: no amor ou no emprego. Na quinta, porém, é a paixão quem fala mais alto: é neste dia que uma substância chamada cortisol alcança seu pico no organismo, aumentando a produção dos hormônios sexuais.

– Nada disso, porém é definitivo ou universal. O cérebro funciona se adaptando às diferentes culturas e rotinas. Para uma que trabalha em escalas, por exemplo, essa lógica é outra – disse Oliveira.

O esquema de comportamento também pode ser modificado através de sessões de terapia, de um comportamento focado e da adoção de hábitos saudáveis.

– Comer muito na segunda deixa a pessoa ainda mais ansiosa. Se adotarmos hábitos saudáveis, podemos nos programar para reagir diferente ao passar da semana. Não somos escravos dessa condição social – concluiu.

CALENDÁRIO DA FELICIDADE

SEGUNDA-FEIRA

A volta ao trabalho deixa qualquer um à flor da pele. Por isso, segunda é o melhor dia para desestressar. Encontre um tempo para relaxar. No primeiro dia da semana até a chance de infarto é 20% mais alta.

TERÇA-FEIRA

O lado esquerdo de nosso cérebro domina o pensamento no início da semana, sendo mais útil para a rotina de trabalho. Por isso, aproveite para resolver as pendências da semana anterior.

QUARTA-FEIRA

Melhor dia para encontrar um amor e para pedir um aumento: as pessoas são mais receptivas neste dia da semana.

QUINTA-FEIRA

O cortisol, além de ser a substância liberada durante os picos de stress, também estimula os hormônios sexuais, como a testosterona. E é na quinta-feira ele atinge o seu ápice de produção. Melhor dia para fazer sexo.

SEXTA-FEIRA

Melhor dia para deixar de fumar. Tentando parar de fumar na sexta-feira, você enfrenta melhor as tentações do fim de semana, quando a vontade é mais forte.

SÁBADO

Melhor dia para ter um bebê. Os sábados são melhores se você quiser que seu filho seja um vencedor mostra uma pesquisa do Office for National Statistics.

DOMINGO

Melhor dia para comer fora. Preparar o almoço em casa no domingo pode ser muito estressante, apontam os pesquisadores.

Fonte: Jornal Extra

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XVII – Comportamento “depravado” de pinguins é divulgado após um século

Observações sobre a estranha vida sexual dos pinguins no Polo Sul feitas por um cientista britânico há um século foram divulgadas pela primeira vez, após terem passado décadas escondidas por terem sido consideradas “chocantes demais”.

O médico e biólogo George Murray Levick, que observou o comportamento dos animais, era um membro da famosa expedição do capitão Robert Falcon Scott ao Polo Sul, entre 1910 e 1913. Os detalhes das observações feitas por Levick, incluindo “coerção sexual”, necrofilia e comportamento homossexual, foram considerados “depravados” e retirados dos relatos oficiais da expedição.

Segundo o Museu de História Natural de Londres, que manteve os documentos originais e decidiu divulgá-los, muitos dos comportamentos supostamente “depravados” observados por Levick já foram posteriormente explicados cientificamente por pesquisadores.

Levick era o médico oficial da malsucedida expedição Terra Nova, comandada pelo capitão Scott, que partiu para o Polo Sul em 1910. Ele era um pioneiro no estudo dos pinguins e foi a primeira pessoa a acompanhar in loco um período de acasalamento completo de pinguins em uma colônia em Cabo Adare, na Antártida.

Ele registrou muitos detalhes das vidas dos pinguins-de-adélia, mas algumas das atividades dos animais foram consideradas fortes demais pela sensibilidade da época. Levick ficou chocado com o que descreveu como “atos sexuais depravados” de machos “arruaceiros” que copulavam com fêmeas mortas.

Ele ficou tão perturbado com o que viu que registrou as atividades “pervertidas” em seu caderno de anotações em grego, e não em inglês, para limitar o acesso aos registros.

Cópias restritas

Ao retornar à Grã-Bretanha, Levick tentou publicar um artigo intitulado “A história natural do pinguim-de-adélia”, mas segundo Douglas Russell, curador do setor de ovos e ninhos do Museu de História Natural, o relato foi considerado forte demais para a época.

“Ele submeteu essa descrição gráfica extraordinária do comportamento sexual dos pinguins-de-adélia, que o mundo acadêmico daquela época considerou um pouco difícil demais para ser publicado”, diz Russell. A seção do comportamento sexual não foi incluída no artigo oficial, mas o curador de zoologia do museu, Sidney Harmer, decidiu circular apenas cem cópias das descrições gráficas para um seleto grupo de cientistas.

Segundo Russell, a comunidade acadêmica da época simplesmente não tinha o conhecimento científico para explicar os relatos do que Levick considerou necrofilia. “O que acontece lá não é de maneira nenhuma análogo à necrofilia em um contexto humano”, afirma Russell. “É só uma reação sexual dos machos ao ver as fêmeas em determinada posição”, diz.

“Eles não conseguem distinguir entre fêmeas vivas que estão esperando o acasalamento na colônia e pinguins mortos no ano anterior que estão na mesma posição”, explica.

Descoberta acidental

Apenas duas das cem cópias originais dos relatos de Levick sobreviveram ao tempo. Russell e seus colegas do museu publicaram agora uma reinterpretação das observações de Levick para a revista especializada Polar Record. Russell diz ter descoberto uma das cópias por acidente.

“Estava olhando o arquivo sobre George Murray Levick quando mexi em alguns papéis e encontrei embaixo esse artigo extraordinário intitulado “Os hábitos sexuais do pinguim-de-adélia”, com um “Não para publicação” em corpo tipográfico grande. “Ele está cheio de relatos de coerção sexual, abuso sexual e físico de filhotes, sexo sem fins de procriação e finaliza com o relato do que ele ele considera comportamento homossexual. É fascinante”, diz.

O documento e as anotações originais de próprio punho de Levick estão agora em exibição no Museu de História Natural pela primeira vez. Para Russell, as anotações mostram um homem que teve dificuldades em entender o que os pinguins realmente são. “Ele estava completamente chocado. De certa maneira, ele caiu na mesma armadilha que um monte de gente que via os pinguins como pássaros bípedes ou como pessoas pequenas. Eles não são isso. São pássaros e devem ser interpretados como tal”, afirma.

Fonte: BBC Brasil

Veja mais pesquisas inglesas

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XIV – Cientistas pesquisam comportamento de gatos com câmera e GPS

Depois de vários posts musicais, aqui vai o primeiro sobre pesquisas e, claro, deles: os ingleses.

Cientistas britânicos estão usando uma câmera especial, em miniatura, e um sistema de GPS para aprender mais sobre o comportamento dos gatos. O sistema foi apelidado de “cat-nav”, uma referência aos sistemas de navegação via satélite usados em carros e barcos. O novo estudo revela o que os gatos realmente fazem quando saem sozinhos.

Jim Fowler, dono de um dos gatos estudados, contou à BBC que foi interessante finalmente descobrir por onde seu gato, Freddy, andava o dia inteiro. “Foi interessante ver como ele andava em volta da casa, em nosso jardim, ver o que ele apronta”, disse. Fowler, que tem outro gato, Totty, contou que Freddy é o gato que “realmente gosta de ficar fora de casa, que gosta de escalar as coisas, explorar, pegar ratos”. E, segundo o dono de Freddy, no verão ele só entra em casa para comer e dormir.

Fonte: BBC Brasil

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XIII – Elogiar trabalhador nas horas certas aumenta produtividade

Estudos recentes mostram que, assim como dizer Bom dia, os elogios podem fazer a diferença entre um ambiente de trabalho criativo e outro não.

Esse exemplar da criatividade dos pesquisadores britânicos veio direto do G1. Finalmente parece que vão provar para as pessoas que um ambiente emocionalmente saudável é sempre bom, em qualquer circunstância.

Vamos apoiar esse iniciativa!

Não tem quem não goste: de um elogio. Hoje já se sabe que o efeito é transformador e muda o comportamento. Algumas empresas já perceberam isso. Uma pesquisa inglesa comprovou: nas empresas onde o elogio é incentivado, o ambiente de trabalho melhora e até a produção aumenta. No Brasil, a ideia começa a ser discutida.

Uma frase curta tem poderes mágicos: “Bom dia”. Os especialistas em recursos humanos dizem que o cumprimento não é só formalidade, mas o primeiro passo para um bom trabalho de equipe.

Esses Ingleses Maravilhosos e Suas Pesquisas Voadoras XII

Dizer palavrões alivia a dor em pessoas que não xingam

Dizer palavrões pode ajudar a aliviar a dor – mas apenas em pessoas que não xingam com frequência, concluíram pesquisadores de uma universidade britânica.

O estudo, dos pesquisadores Richard Stephens e Claudia Umland, da Keele University, em Newcastle-Under-Lyme, Inglaterra, será apresentado na conferência anual da British Psychological Society em Glasgow, na Escócia, em maio.

Um estudo feito anteriormente pela dupla já havia constatado que xingar pode reduzir a sensação de dor.

Quando diziam palavrões, participantes conseguiam manter suas mãos dentro de baldes contendo água gelada durante mais tempo.

Alívio da Dor Aguda

O estudo atual examinou se pessoas que dizem palavrões com mais frequência sentem tanto alívio quanto aquelas que xingam menos frequentemente.

Um total de 71 voluntários com idades entre 18 e 46 anos preencheram um questionário que avaliava com que frequência eles diziam palavrões.

Mais uma vez, a tolerância à dor foi medida com base em quanto tempo cada participante conseguia manter suas mãos em um balde contendo água gelada.

Os resultados revelaram que, quando comparados os índices de tolerância à dor com e sem xingamentos, os participantes que tinham o hábito de falar palavrões com mais frequência na vida diária conseguiram menos acréscimo de tempo ao xingar.

“A mensagem deste último estudo é interessante”, disse Stephens. “Se por um lado ele diz que xingar, como resposta à dor, pode ser benéfico, também há evidências de que se você xinga com muita frequência em situações do dia a dia o poder do xingamento não vai estar lá quando você precisar dele”.

“E se por um lado eu não defenderia o uso do xingamento como parte de uma estratégia médica de controle da dor, nosso estudo sugere que deveríamos ser mais tolerantes em relação a pessoas que xingam quando sentem dor forte”.

Stephens acrescentou: “de vez em quando, recebo cartas de pessoas que relatam episódios em que, como adultos, foram castigados por dizer palavrões em situações dolorosas”.

“Elas acham que as conclusões dos meus estudos provam que suas ações foram justificadas”.

Fenômeno Universal

Stephens e sua equipe acreditam que o alívio da dor ocorra porque xingar desencadeia no organismo a chamada reação de luta ou fuga.

Eles observaram que houve uma aceleração nas batidas do coração dos participantes que xingavam, uma resposta fisiológica associada ao comportamento agressivo.

O estudo provou, portanto, que dizer palavrões produz não apenas uma resposta emocional, mas também física.

Ele ajuda a explicar por que a prática de dizer palavrões persiste na humanidade desde tempos imemoriais.

“(A prática de) xingar existe há séculos e é um fenômeno linguístico humano universal”, disse Stephens.

“Ela parece ocupar o lado direito do cérebro, enquanto a maior parte da atividade linguística ocorre no hemisfério esquerdo”, explicou. “Nosso estudo aponta uma possível explicação para por que o xingamento surgiu e por que persiste”.

Texto da BBC Brasil

Esses Ingleses Maravilhosos e Suas Pesquisas Voadoras XI – O Besouro Mais Forte do Mundo

Muitos sucumbem diante de um obstáculo. Outros se encolhem na hora de tomar uma atitude. Há até os que demonstram falta de ‘inteligência emocional’ e não escondem sua falta de paciência com atos burros e incompetentes. Sinais de fraqueza?

Bem, para mostrar que qualquer um pode levar um grande peso sobre os ombros, cientistas britânicos e australianos pesquisaram muito para descobrir que o inseto mais forte do mundo é o besouro Onthophagus taurus, capaz de puxar 1.141 vezes seu próprio peso, o equivalente para uma pessoa de 70 kg conseguir levantar 80 toneladas, o peso de seis ônibus de dois andares.

O mais legal é a parte do estudo que diz:

A força extraordinária de muitos besouros se deve a seus incomuns rituais de acasalamento. Porém, até mesmo os machos mais fracos da espécie têm uma compensação evolutiva: testículos enormes que aumentam suas chances de fertilizar uma fêmea. Os besouros fêmeas desta espécie cavam túneis no esterco, onde os machos acasalam com elas. Se um macho entrar em um túnel que já está ocupado por um rival, eles vão lutar com os chifres, um tentando puxar o outro para fora. Alguns besouros, embora sejam menores e mais fracos, não precisam disputar a atenção das fêmeas por causa de seus testículos substancialmente maiores.

É, pelo jeito, até para os besouros tamanho é documento.

Esses Ingleses Maravilhosos e Suas Pesquisas Voadoras X – Ponto G não existe

Demorou mas voltou. A série Esses Ingleses Maravilhosos e Suas Pesquisas Voadoras, está de volta. Agora, com uma conclusão bastante inglesa: O Ponto G não existe!

Uma afirmação como essa só poderia mesmo ter vindo de um povo que acha a posição para fazer sexo ridícula. A chefe da pesquisa disse que disse que o resultado do levantamento fará um bem enorme às mulheres, principalmente as que sofrem por não atingirem o ápice do prazer nas relações. Para ela, a descoberta tira um peso das costas das mulheres e dos homens que se sentem pressionados a encontrar o ponto G.

Eu só não estou metendo mais o pau (com e sem trocadilho) porque não foi sugerido que ninguém para de procurar essa sensacional zona erógena.

Acho que essa pesquisa deveria ser feita com mulheres brasileiras (cariocas e do interior de São Paulo)e não com 1,804 britânicas com idades entre 23 e 83 anos.

Esse povo é muito estranho.