Lionel Richie – HSBC Arena – 29/08/10

Lionel Richie – uma noite nem tão longa no Rio

Show na Arena HSBC é sempre complicado. Trânsito, distância e aquela confusão básica na hora de tentar entrar no estacionamento (amplo) do local. Estando em Niterói tudo piora. Tem a Ponte e mais distância. Sendo assim, resolvi sair com 1h30 de antecedência, para o show de Lionel Richie, marcado para as 20h30. Inacreditavelmente, não houve trânsito, confusão na chegada e até mesmo encontrar o local do credenciamento foi fácil.

Cerca de 40 minutos antes do horário previsto para o início do show eram muitos os lugares vazios, mas isso já está se tornando um hábito na Arena. As pessoas nunca confiam que os artistas vão cumprir o horário. Gente chegando e fica o pensamento de quando mais artistas brasileiros poderão usar o espaço – que é ótimo – sem precisar cobrar os preços abusivos dos shows internacionais.

Mas o importante é que o bom público que foi até a Arena HBC,  na noite de domingo  saiu satisfeito, mas com um gostinho de quero mais. Richie, que entrou no palco após um atraso de mais de 40 minutos, apresentou seus maiores sucessos, distribuiu toalhas, sorrisos e beijos em econômicas 1h25.

Enquanto esperava pela aparição do artista, o público dos locais mais baratos – que custavam exorbitantes R$ 220 (havia ingressos de até R$ 750 – chegaram a ensaiar algumas vaias, que logo se transformaram em palmas e entusiasmo. Lá estavam os verdadeiros fãs do ex-vocalista e saxofonista dos Comodores e hitmaker de mão cheia. Era de lá que saiam os coros mais altos mesmo nas poucas  canções menos conhecidas.

O espetáculo, totalmente cronometrado e que pareceu não ter muito espaço para improvisação, seguiu exatamente o mesmo roteiro do dia anterior em São Paulo. As mesmas canções, figurino (camisa e calça pretas) e demonstrações de carinho pelo público e pela cidade. Também pareciam bem ensaiadas as idas dos componentes da banda para a frente do palco, dividir as luzes com Lionel, durante seus solos instrumentais.

Antes de disparar seu primeiro sucesso (All Around the World), uma versão remix dance de Hello (totalmente dispensável) deu a deixa de que a festa iria começar. Alternando baladas e hits dançantes, Richie deu ao público aquilo que ele esperava, numa rara combinação de repertório que funcionou perfeitamente. Logo no início da apresentação ele disparou:

– Esta noite vamos relembrar minha carreira. Comodores, anos 70, 80 e tudo o que vocês esperam.

Ele não mentiu, embora tenha tocado alguns sucessos em versões mais curtas que o normal, casos de Endless Love e My Love, o que ajuda a explicar a curta duração de sua apresentação, que literalmente não durou toda a noite e conseguiu deixar boas canções (como Truly) de fora do setlist.

Lionel Richie esbanjou carisma, bom humor, um inglês falado bem devagar e explicadinho – perfeito para plateias onde o inglês não é a língua mãe – e uma voz que, se em alguns momentos não alcançou as notas mais graves ou as mais agudas, mostrou-se limpa, afinada e com o timbre característico de sempre, embora alguns backing vocals gravados ficassem fora de lugar (melhor seria ter pelo menos uma cantora acompanhando a banda).

Banda, aliás, irretocável. Ben Mauro (guitarra), Bennie Edwards (baixo), Chuckii Brooker (teclados), André Delano (sax e teclados) e Oscar Seaton (bateria), reproduziram com fidelidade o som dos discos de Richie.  Ficou difícil escolher o ponto alto da noite. Three Times a Lady? O coro com a platéia feminina em Endless Love? Easy? Difícil de escolher.

No fim do show duas surpresas: a inclusão de We Are the World – hino composto com Michael Jackson para o Live Aid e as crianças da Etiópia – e uma despedida onde repetiu duas vezes a enigmática frase: “See you next year” (Vejo vocês ano que vem).

Será que a primeira passagem pelo Brasil já rendeu um caso de amor com o cantor? Tomara!

Uma versão editada deste texto foi publicado no Portal R7

Canções:

All Around The World
Penny Lover
Medley: Easy / My Love
Ballerina Girl
Running With The Night
Still
Oh No
Stuck On You
You Are
Three Times a Lady
Dancing On The Ceiling
Sail On
Say You, Say Me
Commodore Medley – Fancy Dancer / Lady You Bring Me Up

Endless Love
Brick House
Hello
All Night Long
We Are The World

Momentos do show

Fotos: Jo Nunes / Fernando de Oliveira / Ag.News

Confira os shows que ainda vão passar pelo Rio de Janeiro

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Ivan Lins dá roupagem nova para velhos sucessos

Não é incomum que um artista resolva renovar o guarda roupa musical de seus grandes sucessos, depois de décadas cantando e tocando as mesmas canções, nota após nota. Ivan Lins, um dos mais produtivos e reconhecidos artistas da MPB, também seguiu por esse caminho em alguns momentos de sua carreira.

Para a sua nova coletânea – Perfil (Som Livre) – Ivan Lins decidiu regravar suas canções mais consagradas, com arranjos mais parecidos com os que usa nos shows. O resultado é interessante, devendo agradar aos novos fãs e àqueles que conhecem as versões originais, nota por nota.

As novas versões, todas gravadas entre março e abril deste ano, têm resultados distintos. Se algumas canções, como Lembra de Mim, Dinorah, Dinorah e A Noite – com a participação especial de Jorge Vercillo – , funcionaram muito bem com esse banho de loja, Somos Todos Iguais Esta Noite (É o Circo de Novo) e Desesperar Jamais parecem carecer de energia.

No fim das contas, nas 15 faixas do CD, encontra-se o clima atual dos shows de Ivan, com as passagens instrumentais, timbre vocal e harmonias que povoam suas apresentações nos dias de hoje.

Serviço

Perfil– Ivan Lins
Gravadora: Som Livre
Preço médio: R$ 19,90

Texto também publicado no Portal R7

Lembra de Mim
Vitor Martins / Ivan Lins

Lembra de mim!
Dos beijos que escrevi
Nos muros a giz
Os mais bonitos
Continuam por lá
Documentando
Que alguém foi feliz…

Lembra de mim!
Nós dois nas ruas
Provocando os casais
Amando mais
Do que o amor é capaz
Perto daqui
Há tempos atrás…

Lembra de mim!
A gente sempre
Se casava ao luar
Depois jogava
Os nossos corpos no mar
Tão naufragados
E exaustos de amar…

Lembra de mim!
Se existe um pouco
De prazer em sofrer
Querer te ver
Talvez eu fosse capaz
Perto daqui
Ou tarde demais…

Lembra de mim!…

Lembra de mim!
A gente sempre
Se casava ao luar
Depois jogava
Os nossos corpos no mar
Tão naufragados
E exaustos de amar…

Lembra de mim!
Se existe um pouco
De prazer em sofrer
Querer te ver
Talvez eu fosse capaz
Perto daqui
Ou tarde demais…

Lembra de mim!…

Provérbios jornalísticos

Diga-me com quem andas que eu publicarei na revista de fofocas.

Depois da tempestade, vem a matéria de enchente.

Em terra de pessoa jurídica, quem tem carteira assinada é rei.

Quem nada deve com certeza não é jornalista.

De follow-up em follow-up o assessor de imprensa enche o saco

Aqui se faz frila, aqui não se paga.

Atrás de um grande repórter de TV, há sempre um grande produtor.

Quem indica amigo é.

A pressa é inimiga da boa apuração.

Não há folga que sempre dure, nem plantão que nunca se acabe.

Mais vale um frila na mão do que cem vagas de correspondente internacional voando.

Não adianta chorar sobre o furo tomado.

Em redação que tem estagiário bonitinho, jornalista cultural caminha de costas.

Quem tem boca vai à coletiva de imprensa filar um rango.

Devagar se perde o deadline.

Frases tiradas do blog Desilusões Perdidas

Jingle de Silvio Santos vira caso de polícia

Pode parecer brincadeira, mas a célebre musiquinha que há décadas é a marca registrada do maior apresentador da TV brasileira, Silvio Santos, virou caso de polícia. No último dia 18 de agosto, a 8ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo condenou a emissora a pagar R$ 1,4 milhão ao autor do jingle Sílvio Santos vem aí, o publicitário e músico Archimedes Messina.

Messina é, entre outras coisas, autor de jingles que ficaram na memória do brasileiro, como Varig, Varig, Varig (para a antiga companhia aérea Varig) e Não adianta bater (para as CasasPernambucanas), e processou o SBT por danos morais e materiais. A música foi composta em 1964, para utilização no rádio, porém, o jingle foi incorporado na programação televisiva, sendo tocado em vinhetas e em todos os programas de auditório apresentado por Sílvio Santos.

Pelo jeito o Silvio não vai dar risada dessa.

Cicatrizes são eternas

Cicatrizes nem sempre curam. A vida não ajuda e o tempo é sempre relativo e inimigo. Terapias e papos-cabeça servem apenas como cortina de fumaça, daquelas bem densas, que impedem de ver e, muitas vezes, de respirar.

Há mesmo momentos em que não respirar alivia, deixa a alma seguir seu caminho, sem ter que se virar para trás. Se o tilintar de um copo ou de uma taça de vinho servem como aviso de que a sobriedade é fulgaz e ineficiente, o silêncio serve para que ouçamos melhor as vozes que rondam nossas casas, estejam elas onde estiverem.

Só ou acompanhados, é fácil sentir as feridas que jamais fecharão, jamais criarão casca, daquelas que doem só de vez em quando.

Mais fácil fingir que se olha para frente, que se avista um futuro, do que admitir que os danos são grandes, profundos.

O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atençõesMartha Medeiros

Receita: Penne com tomates cereja

Os tempos são de dieta, mas como a minha última criação neste sentido não foi bem sucedida (você vai ler aqui em breve), vou com uma receita que não tem erro: Penne com tomates cereja.

Ingredientes:

Meio quilo de penne
Sal grosso a gosto
Três colheres (sopa) de azeite
Uma cebola média picada
1 lata de tomate pelatti
Uma xícara (chá) de tomate cereja cortado ao meio
Dez minicebolas
Uma xícara (chá) de mussarela de búfala picada
Meia xícara (chá) de salsinha picada
Sal a gosto
Meia xícara (chá) de queijo parmesão ralado
Manjericão

Modo de fazer:

Ferva a água e cozinhe o macarrão até que fique al dente. Enquanto isso, coloque o azeite em uma panela e refogue a cebola. Acrescente o pelatti, o tomate cereja, as minicebolas e o manjericão. Misture e deixe descansar por aproximadamente cerca de 15 minutos em fogo baixo. Em seguida, acrescente a mussarela, a salsinha, o sal e deixe no fogo por mais cinco minutos.

Coloque por cima da massa e sirva enquanto ainda está quente.

Crítica – The Swell Season – Strict Joy

A dupla The Swell Season, que ganhou o Oscar de Melhor Canção Original em 2008, com a música Falling Slowly, do filme Apenas Uma Vez (Once, no original), lança seu segundo álbum, Strict Joy, e aposta em ritmos diferentes do seu tradicional folk.

Formado pelo irlandês Glen Hansard e pela tcheca Markéta Irglová, o ex-casal (já foram casados), mostra desenvoltura em baladas e até uma boa canção soul – Low Rising, que abre o disco.

Se o fim do casamento os separou na vida pessoal, Hansard e Irglová parecem mais unidos que nunca em termos musicais. As letras continuam falando de encontros e desencontros, amores e separações.

Os arranjos delicados, baseados em violões, violinos e percussão, servem para destacar os vocais, que vez por outra aparecem em solo e outras vezes fazem um uníssono harmonioso, como em In These Arms.

A versão brasileira de Strict Joy ainda conta com três faixas bônus tiradas da trilha sonora de Apenas Uma Vez. A oscarizada Falling Slowly, When your mind’s Made Up e Lies, tornando o disco ainda mais atrativo.

Que ninguém espere sair dançando com a música do The Swell Season. São canções para refletir, pensar e relembrar de momentos e pessoas.

Serviço

The Swell Season – Strict Joy
Gravadora: Som Livre
Preço: R$ 25

Texto publicado também no Portal R7

Lulu Santos estreia turnê do disco Acústico II no Rio

Depois de estrear em São Paulo o show da turnê de divulgação de seu Acústico II, Lulu Santos fez nesta sexta (20) o primeiro dos dois shows no Vivo Rio, casa de espetáculos da zona sul do Rio de Janeiro. E foi “em casa” que o cantor mostrou que o formato acústico ainda pode render bons frutos, especialmente longe do banquinho usado pela maioria dos artistas.

Um show de Lulu Santos é como um ritual. O guru desfila carisma e acordes que poucos artistas pop possuem ou tem competência para usar. Misturando sucessos e novas canções, o show se torna, como diz o artista em certo momento, “um bailão”, onde todo mundo dança.

Como espetáculo, Acústico II ainda precisa de alguns ajustes. Em certos momentos o pique cai e o fim da apresentação é um pouco, digamos, abrupto. Fica faltando algo.

Musicalmente, Lulu apresenta novidades, canções pouco conhecidas, novos arranjos para velhos sucessos – destaque para o baião de Tudo Azul – e algumas versões que lembram momentos plugados de outras turnês.

Acompanhado de Jorge Aílton (baixo e vocais), Chocolate (bateria), Hiroshi (teclados), Pretinho da Serrinha (percussão), PC (sopros e percussão) e Andrea Negreiros (vocais, cítara e percussão e novidade na banda), além cantora Marina de Le Riva, com quem dividiu os vocais numa surpreendente versão em espanhol de Adivinha o Quê, Lulu se mostra disposto a entreter, o que faz com muita facilidade.

A popularidade de Lulu Santos pode ser medida pelo tamanho da fila para vê-lo no camarim. Tão grande que acabou não permitindo tirar do artista qualquer impressão sobre a estreia.

Acústico 2 pode não ser o melhor show da carreira do “último romântico”, mas tem o selo de qualidade de um artista para o qual o público faz questão de cantar.

Setlist

E Tudo mais
Papo cabeça
Um pro outro
Dinossauros do rock
Medley: Toda forma de amor – Um certo alguém – Último romantico
Vale de lágrimas
Tudo azul
A cura
Apenas mais uma de amor
Tudo bem
Minha vida
O óbvio – Jorge Ailton
Adivinha o que – Marina de la Riva
19 Brumário
Sábado à noite
Baby de Babylon
SOS solidão
Já é
Assim caminha a humanidade
Sereia
Como uma onda

Bis
Auto estima
Tempos Modernos

Fotos: Phillippe Lima Assumpção / Ag.News

Texto originalmente publicado no Portal R7.

Simple Minds faz festa bem carioca

Com carioquíssimos 40 minutos de atraso, os escoceses do Simples Minds entraram no palco do Vivo Rio, casa de shows na zona sul da cidade, na noite desta quinta-feira (19), para fazer a festa, principalmente de quem estava nos locais mais baratos.

A banda, sucesso total nos anos 80, voltou ao país com uma formação bem próxima da original: Jim Kerr (vocal), Charlie Burchill (guitarra) e Mel Gaynor (bateria), estavam acompanhados de Eddie Duffy (baixo), Andy Gillespie (teclados) e Sarah Brown (backing vocal).

Deixando a chatice politicamente correta de lado, o que se via perto dos instrumentos eram garrafas de cerveja e whisky. Os caras são escoceses, água para que? Nesse tom, logo na primeira canção Kerr, super simpático e animado, chamou quem estava nas mesas mais afastadas (e baratas) para a frente do palco.

Ele queria todo mundo dançando. O pedido agradou grande parte do ótimo público presente, mas desagradou aos fotógrafos – que só poderiam registrar as primeiras três canções – e fazendo com que os que pagaram R$ 250 por uma mesa no setor vip, vissem seus lugares se tornarem, literalmente, os piores da casa.

Para ver algo, só em pé. Um clima totalmente Circo Voador. Mas o grande conflito diplomático aconteceu quando os seguranças da casa resolveram retirar fotógrafos e público. Kerr e banda pararam de tocar e o vocalista disparou:

– Esse é o meu show. Ou eles ficam ou eu não toco.

A decisão gerou um misto de aplausos e vaias, mas, como ele disse, era o seu show.

Com a voz em grande forma, solos de guitarra inspirados, boas intervenções dos músicos de apoio e da vocalista Sarah Brown, o Simple Minds enfileirou sucessos em pouco menos de 2 horas de apresentação.

Alive and Kicking, Mandela Day e (Don´t You) Forget About Me, fizeram todos dançarem e venceram a resistência até de jovens senhoras que subiram em suas cadeiras vips e dançaram bastante.

Fim de espetáculo e todos ficaram com a certeza de que a década de 80 não foi tão ruim assim (pelo menos musicalmente). Vida longa ao Simple Minds.

Fotos: Alex Palarea / AgNews e Jo Nunes
Confira quem ainda vai tocar no Rio em 2010.

Quando os Beach Boys encontram Gershwin

Reunir dois dos maiores ícones da história da música americana, dois mestres da melodia, é uma ideia interessante e arriscada. Brian Wilson e George Gershwin (1898-1937) ajudaram a fundamentar o cenário musical norte-americano, com melodias que duram e vão durar por muitas décadas.

O líder dos Beach Boys decidiu reler alguns clássicos compostos por seu conterrâneo e até recebeu dos responsáveis pela obra de Gershwin autorização para ouvir e completar trechos de melodias inacabadas, que permaneciam inéditas. O resultado? O CD Brian Wilson Reimagines Gershwin, que chegou ao mercado nesta terça (17).

O disco traz 14 faixas, duas deles novas composições da dupla Wilson/Gershwin. Um deleite para todos os que gostam de melodias e arranjos sofisticados. O CD começa logo com Brian usando o seu talento para harmonias vocais na introdução de Rapshody in Blue, deixando claro que o espírito dos Beach Boys não ficaria de fora desse tributo.

– Eu sempre adorei George Gershwin. Uma das primeiras canções que lembro ter ouvido foi Rhapsody in Blue. Junto com Irving Berlin, Gershwin basicamente inventou a canção popular. E mais que isso, teve um incrível dom para as melodias, que ninguém foi capaz de igualar, e mesmo assim, sua música soa acessível. Este é o projeto mais profundo do qual já fiz parte.

– Eu sempre adorei George Gershwin. Uma das primeiras canções que lembro ter ouvido foi Rhapsody in Blue. Junto com Irving Berlin, Gershwin basicamente inventou a canção popular. E mais que isso, teve um incrível dom para as melodias, que ninguém foi capaz de igualar, e mesmo assim, sua música soa acessível. Este é o projeto mais profundo do qual já fiz parte.

Brian teve a ousadia de trazer para o seu mundo clássicos como Summertime, ’S Wonderful e They Can’t Take That Away From Me, usando elementos presentes nos seus dois trabalhos mais famosos Pet Sounds (1966) e Smile (1967/2004).

Os instrumentos e a produção remetem ao melhor do velho grupo formado por Brian e dão um ar totalmente fresco e inédito às canções imortalizadas por várias gerações de músicos de todos os estilos.

As duas canções da nova parceria, The Like in I Love You (primeira canção completa do disco) e Nothing But Love (que praticamente fecha o CD) soam como se fizessem parte de um duo que sempre trabalhou junto.

As canções soam familiar para quem é fã de Brian ou da dupla Irving Berlin/ George Gershwin. Letras falando sobre amor, belos arranjos vocais e produção que em nenhum momento pensa em rádio ou em fazer sucesso, apenas em criar boa música. Baladas e rocks em harmonia.

Brian Wilson Reimagines Gershwin é um belo lançamento da Walt Disney Records, altamente recomendado para quem tem ouvidos que sabem distinguir entre música de verdade e oportunismo.

Serviço

Brian Wilson- Brian Wilson Reimagines Gershwin
Gravadora: Walt Disney Records
Preço médio: R$ 25

Projeto “acústico” de Toquinho é relançado

Pacote traz 30 canções com parceiros como Vinicius, Tom Jobim e Chico Buarque


Chegam as lojas dois relançamentos de Toquinho. Toquinho, Seu Violão e Suas Canções (1 e 2), são na verdade uma nova roupagem do projeto Toquinho e Suas Canções Preferidas, lançado em 1996. Para essa nova versão, a gravadora Biscoito Fino criou novas capas e dois ótimos encartes, embora em nenhum deles fale da origem das gravações.

Toquinho relê, usando apenas voz e violão – gravados várias vezes, criando um clima de um acústico em estúdio – sucessos e canções feitas em parceria com os velhos companheiros Vinicius de Morais, Tom Jobim, Chico Buarque de Holanda e Jorge Ben Jor, entre outros. São 30 canções que dão um belo panorama da obra do artista.

Que Coisa Linda, Aquarela, A Tonga da Mironga do Kabuletê, Tarde em Itapoã e Samba Para Vinicius, todas fazem parte do repertório e trazem uma nova panorâmica para músicas já conhecidas do público.

Toquinho, Seu Violão e Suas Canções (1 e 2) renovam o catálogo de um dos artistas brasileiros de maior sucesso na Europa.

Serviço:

Toquinho, Seu Violão e Suas Canções (1 e 2)
Gravadora: Biscoito Fino
Preço médio: R$ 35,00

Jeff Beck no Rio em novembro

Essa é uma notícia que merece ser comunicada. O release abaixo é tudo de bom.

Ingressos para as apresentações estarão à venda a partir do dia 25 de agosto

Aclamado pelas revistas especializadas como um dos mais influentes guitarristas da história do rock, o britânico Jeff Beck está de volta ao país. Ele realizará dois shows no Brasil em novembro – o primeiro no Rio de Janeiro, no dia 24 de novembro, no Vivo Rio, e o segundo em São Paulo, no Via Funchal, no dia 25 de novembro. Os ingressos para as duas apresentações começam a ser vendidos já este mês, a partir do dia 25 de agosto.

Em turnê mundial desde abril, quando lançou seu último álbum, Jeff está se apresentando acompanhado pelo baterista Narada Michal Walden, o tecladista Jason Rebello e a baixista e vocalista Rhonda Smith, que já se apresentou ao lado de Prince. Na estréia da turnê, Beck tocou com Eric Clapton, nos Estados Unidos.

Confira a programação completa de shows no Rio em 2010

Escovar os dentes reduz risco de doenças cardiovasculares

Tirado de um release que recebi.

Escovar os dentes, além de prevenir cáries, gengivite e outras doenças bucais, faz bem ao coração. É o que indica a pesquisa escocesa publicada recentemente em artigo no British Medical Journal, que afirma: não escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia pode aumentar risco de doenças cardiovasculares em até 70%.

A pesquisa mostrou que homens fumantes e com outros problemas de saúde como: diabetes, hipertensão arterial ou obesidade, costumavam não escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia.

As doenças cardíacas podem estar ligadas a problemas na gengiva, cuja inflamação pode provocar obstrução das artérias, causando problemas no coração.

Estão no “grupo de risco” das doenças cardiovasculares homens, fumantes, obesos e diabéticos, e uma das formas de preveni-las é o constante cuidado com a higiene bucal.

Está cada vez mais comprovado que a saúde bucal é fundamental, não só para evitar problemas nos dentes e gengivas, como para que todo o organismo e órgãos vitais funcionem perfeitamente.

Viva o plano dental!

Vida de John Lennon na telona

O filme O Garoto de Liverpool chega aos cinemas brasileiros no dia 1 de outubro. O longa conta a história de John Lennon em sua caminhada para se tornar um dos grandes gênios do rock em todos os tempos.

Será que presta?

Discografia Básica: The Circus – Take That

Quem me conhece ou acompanha o blog sabe que minhas predileções musicais recaem nos anos 60 e muitas vezes até em artistas de décadas anteriores. Mas sempre há ligar para obras primas vindas até da péssima categoria das Boy Bands. Nesse caso a minha discografia básica pára em 2008, no CD The Circus, do Take That, aquele mesmo grupo onde Robbie Willians apareceu e para onde voltou para gravar um CD com os antigos companheiros, depois que eles se tornaram um produto melhor que a sua carreira solo.

The Circus é a prova de que a melodia ainda é tudo. Ainda é o que vende e o que faz as pessoas gastarem. Primeiro lugar na Escócia e na Irlanda, The Circus é o disco com maior número de pedidos antes do lançamento em toda a história. Só no dia do lançamento foram 133 mil cópias vendidas. A turnê do disco foi a mais lucrativa de 2009 na Inglaterra.

Misturando Brian Wilson, Paul McCartney e até mesmo lembranças de David Jones, dos Monkees. The Circus é uma sucessão de belas canções com letras totalmente pop, falando de amor e outras mazelas.

Ouça com atenção músicas como Greatest Day, Said it All e Julie. São melodias que melhoram a cada audição. The Circus é a mais recente entrada na minha discografia básica.

Aqui, a crítica original, de janeiro de 2009.

As canções do novo CD de Eric Clapton – Clapton

O novo disco de Eric Clapton (cuja capa você já conferiu aqui no F(r)ases) vai ser lançado no dia 27 de setembro na Inglaterra e no dia seguinte nos Estados Unidos. Serão 14 faixas que misturam material inédito e algumas covers. Ainda não consegui pôr as mãos no material, mas assi que ouvir coloco aqui as minhas impressões.

Abaixo a trak list:

01. Travelin’ Alone
02. Rocking Chair
03. River Runs Deep
04. Judgment Day
05. How Deep Is The Ocean
06. My Very Good Friend The Milkman
07. Can’t Hold Out Much Longer
08. That’s No Way To Get Along
09. Everything Will Be Alright
10. Diamonds Made From Rain
11. When Somebody Thinks You’re Wonderful
12. Hard Times Blues
13. Run Back To Your Side
14. Autumn Leaves

Filmes clássicos em Blu-Ray

Primeira coisa, vamos deixar claro que filmes clássicos não são apenas grandes obras de arte. Podem ser clássicos de besteirol, western, suspense ou qualquer outro gênero. Até comédias românticas têm seus clássicos.

A Fox lança, agora em agosto, em Blu-Ray, alguns títulos que valem o investimento.

Sete Homens e Um Destino

Clássico bang-bang baseado na história dos Sete Samurais. No elenco gente do peso de Yul Brynner, Steve McQueen, Charles Bronson e Eli Wallach. Um dos melhores filmes já realizados no gênero, com uma história interessante e fotografia esperta. Imperdível.

O Homem da Máscara de Ferro

Esse é uma refilmagem de um clássico, mas que se não é tão importante quanto o original, ganha muito na qualidade do Blu-Ray. Leonardo DiCaprio e Jeremy Irons (sempre excelente) encabeçam o elenco.

Por Uns Dólares a Mais

Clink Eastwood é Manco, um caçador de recompensas do velho oeste que, disputa com o personagem de Lee Van Cleef a captura de um bandido. É sensacional!

Todos os DVDs saem por volta de R$ 50.

Debut do Van Halen será relançado em CD, Vinil e formato digital

Enquanto anunciam uma nova turnê para 2011, a família Van Halen (os irmãos Alex e Eddie e o sobrinho/filho Wolfgang) mais o vocalista David Lee Roth, formação atual do Van Halen, vai ver o relançamento remasterizado do álbum de estréia da banda, em 1978. A Rhyno, gravadora especializada em relançamentos de discos clássicos em edições de luxo, promete um lançamento completo, com direito a vinil virgem, CD e canções no formato digital.

O álbum chegou ao Top 20 da Billboard e, para quem não lembra, tem apenas Runnin’ With The Devil, Ain’t Talkin’ ‘Bout Love e Jamie’s Cryin’. A Rhino promete usar um vinil virgem de 180 gramas feito diretamente das fitas originais.

Prepare o bolso.

Vampirismo e Morcegação

Com todo o sucesso da saga Crepúsculo e das séries sobre vampiros, vale uma exlicação sobre alguns termos que podem ser confundidos: Vampirismo e Morcegar. Embora ambos possam remeter a morcegos e vampiros, são, na verdade, coisas bastantes diferentes e facílimas de se encontrar. Enquanto o vampirismo é, na maioria das vezes, uma crença, a morcegação é uma atitude, que irrita e merece chibatadas.

Veja as definições:

Vampirismo, em sua acepção tradicional, é a crença na existência de vampiros. No caso da matéria, o termo designa também a recorrência de enredos envolvendo vampiros nos romances atuais.

(vam.pi.ris.mo)

sm.

1. Crença na existência de vampiros

2. Fig. Ambição, avidez desmedida, voracidade: O vampirismo do poder.

3. Fig. Caráter, comportamento, atitude de quem busca se apropriar com avidez do que é de outrem, agindo em causa própria, sem pensar nas consequências de seus atos: O vampirismo dos grandes banqueiros é inaceitável.

4. Fig. Atitude, comportamento de mulher que usa a beleza com o propósito de atrair os homens, subjugando-os por capricho

5. Ver necrofilia

[F.: vampir(o) + -ismo.]

Morcegar
(mor.ce.gar)

v.

1. Tirar vantagem de (alguém ou certa situação). [td. int. ]

2. Gír. Trabalhar vagarosamente, para se poupar. [int. : O funcionário estava morcegando.]

3. N.E. Pop. Embarcar em ou saltar de veículo em movimento (bonde, trem). [int. ]

4. MG Tabu. Praticar (um casal) o morcegão (sessenta-e-nove), cunilíngua e felação ao mesmo tempo. [int. ]

[F.: morceg(o) + –ar. Hom./Par.: morsegar (todos os tempos do v.); morcego (fl.), morcego /ê / (sm.)]

Na era das notícias online, jornalistas estão sofrendo de exaustão

O New York Times observa esta semana que os jornalistas estão sofrendo cada vez mais cedo de fadiga e exaustão. Enquanto nos jornais impressos a adrenalina se concentrava na hora do fechamento, os jovens repórteres das redações online produzem o dia inteiro numa velocidade frenética.

A matéria cita o exemplo do site Politico, muito influente na política de Washington: repórteres extenuados costumam encontrar e-mails enviados de madrugada pelos seus chefes, reclamando de matérias que saíram só na concorrência. Novos tipos de cobrança aumentam a tensão. Na redação da Gawker em Manhattan, uma televisão mostra as matérias mais lidas em tempo real, com o nome do autor e o número de vezes que a página foi acessada. O resultado desse ambiente é um alto índice de rotatividade em algumas redações.

Duy Linh Tu, coordenadora do programa de mídia digital da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, afirmou ao NYT que está preocupada com o “burnout”: “Quando meus alunos aparecem para uma visita, eles carregam a exaustão de uma pessoa que vem trabalhando há uma década, não um par de anos.”

Talvez outro motivo da fadiga seja o tipo de notícias que muitos repórteres são obrigados a buscar para preencher as necessidades do ambiente digital. Ao invés de bater perna em busca de uma boa história, aponta o NYT, eles ficam na frente do computador procurando qualquer coisa que possa impressionar os algoritmos do Google e chamar a atenção do leitor.

Volta e meia, esse clima de descontentamento se reflete em sátiras na internet. A revista de humor americana The Onion publicou um texto ironizando, do ponto de vista de um repórter, a cobertura das novas ferramentas digitais. O título diz: “Novo site de rede social muda a forma em que Oh, Jesus, esquece – deixe alguém mais escrever sobre essa droga”. No blog “Salvar um Jornalista”, um ex-repórter espanhol criou depoimentos fictícios sobre os problemas nas redações e uma página de denúncias.

O site Editorsweblog argumenta que, se os jornais querem sobreviver, eles devem sim acompanhar o ritmo das notícias, mas também cuidar bem de seus funcionários. E cita uma pesquisa do Pew Research Center: 20% dos editores nos EUA acham que as redações estão pequenas demais para produzir além do mínimo necessário.

Do blog Jornalismo nas Américas

Ruby Tuesday – Rolling Stones

Don’t question why she needs to be so free / She’ll tell you it’s the only way to be

Tem gente que realmente acredita nisso.

Ruby Tuesday
Jagger / Richards

She would never say where she came from
Yesterday don’t matter if it’s gone
While the sun is bright
Or in the darkest night
No one knows
She comes and goes

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I’m gonna miss you…

Don’t question why she needs to be so free
She’ll tell you it’s the only way to be
She just can’t be chained
To a life where nothing’s gained
And nothing’s lost
At such a cost

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I’m gonna miss you…

There’s no time to lose, I heard her say
Catch your dreams before they slip away
Dying all the time
Lose your dreams
And you will lose your mind.
Ain’t life unkind?

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I’m gonna miss you…

Time Flies… 1994-2009 – Oasis ganha uma coletânea dupla

O Oasis foi um dos grandes ícones da música nos anos 90 e 2000. A banda sobreviveu até 2009, apesar das eternas brigas entre os irmãos Noel e Liam Gallagher. Agora, que os irmãos se separaram e já navegam em novos projetos, a Som Livre lança no Brasil a coletânea Time Flies… 1994-2009, que trás 27 canções (uma delas escondida), tiradas dos sete álbuns lançados pelo grupo.

Mesmo quem não gostava da atitude um tanto arrogante dos Gallagher vai se curvar ao poder das boas melodias e letras das canções de Time Flies… 1994-2009, a grande maioria delas singles de muito sucesso.

O CD duplo vem com um encarte no qual podemos ler depoimentos de fãs da banda e comentários sobre cada uma das faixas, em textos escritos por Lian, Noel (a maioria) e, claro, pelos fãs incondicionais da banda.

A coletânea vai desde o primeiro sucesso do grupo (Supersonic) até Dig Out Your Soul, de 2008, passando por tudo de mais importante produzido pelo Oasis.

Noel Gallagher dizia que eles não eram arrogantes.

– Apenas acreditamos que nós somos a maior banda do mundo.

Pode ser que sim, pode ser que não, mas esta é uma boa oportunidade para se chegar a uma conclusão.

Serviço

Time Flies… 1994-2009

Gravadora: Som Livre

Preço: R$ 27,90

OBS: Esse texto foi publicado no R7.

R.I.P.: O fim do Google Wave

A história durou pouco mais de um ano. Com muito alarde e com grande expectativa por parte do setor de tecnologia, o Google lançou no mercado, no ano passado, a plataforma de e-mail Wave, com a pretensão de criar mais um case de sucesso no universo digital que entrasse para o rol de suas demais ferramentas difundidas em todo o planeta, como o Gmail, o Orkut e o seu próprio buscador.

A pretensão, porém, não refletiu em resultados e a companhia anunciou nessa quarta-feira 8 o fim dos investimentos no desenvolvimento da plataforma Google Wave. No comunicado, publicado no blog oficial do Google, a gigante da internet exalta que o lançamento fez parte da sua constante estratégia de buscar e apresentar projetos inovadores ao mercado, mas afirma que a ideia não teve a aprovação dos usuários.

O Google também promete continuar desenvolvendo o Wave como um produto autônomo, aproveitando as ferramentas nele inseridas e garante que o site ficará no ar até o final de 2010. O Google ressaltou que o Wave foi muito importante para o desenvolvimento e a preparação de tecnologias úteis e facilitadoras para os internautas, como a partilha de imagens em tempo real, a melhoria da verificação ortográfica entre outras coisas.

Por fim, o vice-presidente sênior de operações do Google, Urs Hölze, que assina o comunicado, revela sentir muito orgulho do Wave e que a plataforma tem ensinado muito toda a equipe e trazendo uma grande animação para os futuros desenvolvimentos da companhia.

Quando lançou a plataforma de e-mail o interesse do público foi tanto que o Google abriu uma lista de inscrições para quem desejasse usar a versão experimental do produto. A companhia selecionou previamente os interessados para, posteriormente, disponibilizar o acesso.

Smartphone

O Wave, entretanto, não foi a única desistência do Google neste ano. Em junho a companhia anunciou ao mercado que não iria mais comercializar e nem fabricar o celular Nexus One, o primeiro aparelho de celular inteligente genuinamente feito pela companhia. Na época, a justificativa para o fim do produto foram as baixas vendas registradas pela companhia no mercado.

As informações são do Meio & Mensagem.

O perigo de rever um velho amor

Demorar a reencontrar um grande amor pode ser fatal, mas pode ser a única saída. Feridas demoram e, muitas vezes, nunca cicatrizam. É preciso um espírito superior para se curvar ao desejo.

Não é o meu caso!

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