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Fim do R7 e da Record News?

Após um ano de liberdade, ontem (17 de fevereiro) circulou a notícia de que a Record iria descontinuar dois de seus produtos: a Record News e o R7. Os boatos sobre a Record News já são antigos e a possível decisão sobre o R7 bastante plausível, por conta dos rumos que foram escolhidos pelos gestores do projeto.

Tanto o hardnews quanto as sessões mais light se perdem em apurações mal feitas, pautas estapafúrdias, ideias sem sentido, além claro, de edições sofríveis (ache, por exemplo, uma notícia sobre música – que não seja fofoca – na sessão correspondente).

Muitos profissionais poderão perder seus empregos e terão muitas dificuldades em se reposicionar, levando em consideração os salários pagos pela Record e a qualidade das pessoas que os recebem.

Abaixo segue a íntegra da notícia publicada no Adnews. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos!

Ah, a empresa do Bispo Macedo negou o fato.

Record News e R7 serão encerrados
17 de fevereiro de 2012 · 10h03

O martelo foi batido: a Record News será descontinuada e, junto com ela, vai também o R7. A notícia já circula entre funcionários da Record e foi oficializada à alta cúpula do grupo. A decisão partiu diretamente dos donos.

Segundo informações apuradas pela reportagem do Adnews, os dois produtos não conseguem justificar os investimentos, por isso serão encerrados. O grupo, no entanto, nega, diz que “continua normalmente a programação da Record News e o R7, também”.

A Record News foi lançada em 27 de setembro de 2007, mas em quatro anos de atividades não conseguiu alavancar na audiência, o que consequentemente a transformou em fracasso comercial.

Em janeiro, já havia circulado a informação de que a emissora sairia do ar no dia 31 daquele mês, mas o grupo desmentiu dizendo que “alcança resultados satisfatórios em faturamento e audiência” com o produto e garantiu sua permanência pelo menos até julho, quando terá uma cobertura especial durante os Jogos Olímpicos de Londres.

Já o R7 apareceu também em um 27 de setembro, mas dois anos depois. O portal nasceu com um time de 160 jornalistas e hoje conta com 300; no total, mais de 500 pessoas trabalham para o R7. Ainda não se sabe como a Record tratará a internet. O mais provável é que entre no lugar do R7 um site institucional.

Entenda

Os planos da Record para o segmento “all news” não deram certo. Em fevereiro de 2011, mais de três anos depois do lançamento do Record News, o grupo tirou da CBN o jornalista Heródoto Barbeiro para empreender um novo projeto.

Além de âncora na TV, Barbeiro comandaria uma rede nacional de rádios que surgiria com a criação da Rádio Record News. Chegou-se inclusive a se especular que havia conversas com a Rede Transamérica para viabilizar a ideia. Mas acabou por naufragar a tentativa de Edir Macedo de bater de frente com as grandes que só transmitem notícias no rádio.

Por Leonardo Pereira e Marcelo Gripa

Matéria originalmente publicada no Adnews

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Cantor do America promete divertir os fãs brasileiros

A dupla America, formada por Gerry Beckley e Dewey Bunnell e responsável por sucessos como A Horse With No Name e I Need You, desembarca mais uma vez no Brasil – a última foi em 2008 – para uma série de shows, desta vez dividindo o palco com outro ícone dos anos 70 e 80, a banda Chicago.

Antes de aterrissar por aqui, Gerry Beckley falou ao comigo por telefone, da Califórnia, e prometeu muita diversão ao público brasileiro. O America toca no Rio neste sábado (25), na Arena HSBC, na Barra da Tijuca. Apesar do pouco tempo, deu pra sentir que o cara é gente boa e muito bem educado. Nada parecido com a maioria dos artistas que fazem sucesso nowadays,

Vocês fazem shows no Brasil constantemente desde 1995. Como encaram a fidelidade do público brasileiro?

Beckley – As plateias são sempre incríveis, sabem todas as nossas canções e nos tratam com muito carinho. Adoro tocar aí.

Como surgiu a ideia de dividir o palco com o Chicago?

Beckley – Somos amigos há muito tempo. Já havíamos feito uma turnê alguns anos atrás e achamos que era um bom momento para nos encontrarmos novamente. Agora, depois da América do Sul, levaremos nosso show para a Austrália.

Em 2008, Dewey Bunnell ficou doente e não pode acompanhá-lo. Como foi fazer a turnê sem ele?

Beckley – Um desafio [risos]. Tive que cantar todas as músicas, mas recrutei o velho amigo Hank Linderaman, e tudo correu bem.

Há algum artista brasileiro com o qual gostaria de trabalhar?

Beckley – Sei que a música brasileira é maravilhosa. Adoro os sons, mas não tenho tanto conhecimento assim. Mas sempre fico fascinado com a riqueza dos ritmos de vocês.

Recentemente, o America gravou com nomes da nova geração do rock. Como foi isso?

Beckley – Gravamos com vários, como Ryan Adams, Smashing Pumpkins e membros do My Morning Jacket. Isso aconteceu para um projeto grandioso, chamado Here and Now [2007]. Foi uma experiência maravilhosa e colocou a banda novamente nas rádios e nas paradas de sucesso depois de muito tempo.

Quem você costuma ouvir no rádio, no seu carro?

Beckley – Ouço música o tempo todo, todo tipo de música. Há vários bons cantores e músicos, dificil citar algum.

Alguns dos sus maiores sucessos foram produzidos por George Martin (produtor dos Beatles). Como foi trabalhar com ele?

Beckley – Sensacional. Ele é uma pessoa maravilhosa e um produtor muito sensível. Fizemos alguns álbuns produzidos por ele e alguns dos nossos maiores sucessos saíram dessa parceria. Foi uma época muito boa para o grupo e para ele, que queria coisas novas depois de trabalhar tanto tempo com os Beatles. Hoje ele é o apresentador de uma série sobre a história das gravações, mas ainda trabalhamos com Geff Emerick, que foi seu engenheiro de som e também produziu vários discos de Paul McCartney etc.

Por qual canção gostaria de ser lembrado?

Beckley – A Horse With no Name. Ela é especial para mim por ter sido o nosso primeiro grande hit.

O que gostaria de dizer aos fãs brasileiros?

Beckley – Que podem ter certeza de que vão se divertir muito. Nosso show é daqueles onde pode-se cantar à vontade. Espero vocês lá.

Esse texto também foi publicado no Portal R7

Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues

Warner relança álbum clássico de Buddy Guy e Junior Wells
Disco, originalmente lançado em 1972, tem participações de vários astros e chega em edição de luxo

Originalmente lançado em 1972, depois de uma espera de quase dois anos, quando apenas oito faixas foram gravadas, Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues chega ao mercado brasileiro em edição dupla, trazendo 23 faixas, 13 a mais que o LP que desembarcou nas lojas dos Estados Unidos no início dos anos 70. O disco uniu novamente a guitarra quente de Buddy Guy e a gaita de Junior Wells – dois gênios do blues – repetindo uma parceria que havia começado nos anos 60 e que iria seguir até o fim da década de 80, quando Wells morreu.

O projeto começou depois que a dupla fez a abertura dos shows da turnê dos Rolling Stones e Eric Clapton sugeriu que a dupla fosse contratada para gravar um disco, que ele produziria. Mas 1970 era uma época conturbada no cenário musical e, principalmente, para Clapton, afogado em heroína e num amor mal resolvido (Pattie Harrison). O que deixou tudo muito confuso e lento.

Com participações de Ahmet Ertegun, Tom Dowd, Dr. John e do núcleo do Derek and the DominosEric Clapton, Carl Radle e Jim Gordon – o disco levanta discussões calorosas. Para muitos é uma perda de tempo (e talento). Para outros, simplesmente o melhor disco já gravado por astros do blues elétrico de Chicago. Definitivamente não é um desperdício de talento. Canções como A Man of Many Words, T-Bone Shuffle e Messin’ With the Kid são ótimos exemplos do que Wells e Guy eram capazes quando inspirados. Guitarras ferozes, vocais sensuais (ou vice-versa) e uma gaita que guia, sem cansar.

A versão lançada agora no Brasil pela Warner foi compilada pela Rhyno (selo norte-aericano especializado em reedições de luxo) e tem algumas faixas que não foram lançadas sabe-se lá o porquê. Dirty Money for You, Sweet Home Chicago e Stone Crazy já valem o preço do CD. Além das músicas extras, que praticamente dobram o tempo de audição do disco original, o CD vem com um encarte especial (em inglês), com notas sobre as faixas especiais e as novidades. Leitura muito interessante.

As novas canções tem a presença do slide de Clapton e um feeling de que todos estavam se divertindo, deixando ainda mais enigmático o atraso de quase dois anos para o seu lançamento. Buddy Guy é hoje uma lenda, Junior Wells não está mais entre nós mas também galga um lugar alto no pódio do blues, mas em 1970, ambos estavam on fire.

Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues é um disco para todos (iniciados ou não no gênero). Boas canções, algumas regravações de clássicos e dois mestres do gênero. Mesmo que você considere o CD muito comercial e produzido – adjetivos que com os quais não concordo -, não há como não admirar a guitarra de Buddy Guy e a gaita poderosa e elegante de Junior Wells. Uma aula de blues.

Serviço:

Buddy Guy & Junior Wells – Play the Blues
Gravadora: Warner
Preço: R$ 49

Uma versão editada deste texto foi publicada no Portal R7

Tom Jones – Praise & Blame

Um Tom Jones gospel

Dono de uma das vozes mais poderosas e únicas do pop. Tom Jones é daqueles artistas que, gostando ou não do seu trabalho, temos que respeitar. O hoje setentão, já foi uma espécie de Elvis, baladeiro com toques bregas e até astro de canções dançantes. Um verdadeiro camaleão (apelido que lhe cairia melhor do que em muitos artistas que o recebem). Seu novo trabalho – Praise & Blame (Universal) – é mais uma dessas reviravoltas musicais. Embora também tenha riffs de guitarras e rockabillies, é calcado em canções com o espírito gospel, dando destaque a sua – ainda potente – voz.

Praise & Blame, o 36º álbum da carreira de Jones, vem depois do ótimo 24 Hours (2008), onde interpretava canções de gente como Bruce Springsteen e da dupla Bono/The Edge, e não segura a onda. Com arranjos mais simples, Tom Jones desfila canções de Bod Dylan (What Good Am I?) e John Lee Hooker (Burning Hell), mas sem conseguir alcançar o mesmo padrão. Com registros de voz diferentes em cada uma das faixas, os produtores acabaram conseguindo um resultado pouco coeso e sem muita emoção.

– Nós quisemos voltar as raízes. Sou apenas eu cantando com uma sessão rítmica, sem overdubs ou truques. Sem metais ou arranjos de cordas, apenas as canções gravadas de uma só vez, para acpturar o sentido de cada canção.

Apesar de não alcançar totalmente o objetivo, Praise & Blame ainda é melhor que muita coisa lançada por ai e alcançou o 2º lugar nas paradas britânicas. Aos 70, Tom Jones ainda mostra disposição para mudar e se manter atual.

Esse texto também foi publicado no Portal R7

Lionel Richie – HSBC Arena – 29/08/10

Lionel Richie – uma noite nem tão longa no Rio

Show na Arena HSBC é sempre complicado. Trânsito, distância e aquela confusão básica na hora de tentar entrar no estacionamento (amplo) do local. Estando em Niterói tudo piora. Tem a Ponte e mais distância. Sendo assim, resolvi sair com 1h30 de antecedência, para o show de Lionel Richie, marcado para as 20h30. Inacreditavelmente, não houve trânsito, confusão na chegada e até mesmo encontrar o local do credenciamento foi fácil.

Cerca de 40 minutos antes do horário previsto para o início do show eram muitos os lugares vazios, mas isso já está se tornando um hábito na Arena. As pessoas nunca confiam que os artistas vão cumprir o horário. Gente chegando e fica o pensamento de quando mais artistas brasileiros poderão usar o espaço – que é ótimo – sem precisar cobrar os preços abusivos dos shows internacionais.

Mas o importante é que o bom público que foi até a Arena HBC,  na noite de domingo  saiu satisfeito, mas com um gostinho de quero mais. Richie, que entrou no palco após um atraso de mais de 40 minutos, apresentou seus maiores sucessos, distribuiu toalhas, sorrisos e beijos em econômicas 1h25.

Enquanto esperava pela aparição do artista, o público dos locais mais baratos – que custavam exorbitantes R$ 220 (havia ingressos de até R$ 750 – chegaram a ensaiar algumas vaias, que logo se transformaram em palmas e entusiasmo. Lá estavam os verdadeiros fãs do ex-vocalista e saxofonista dos Comodores e hitmaker de mão cheia. Era de lá que saiam os coros mais altos mesmo nas poucas  canções menos conhecidas.

O espetáculo, totalmente cronometrado e que pareceu não ter muito espaço para improvisação, seguiu exatamente o mesmo roteiro do dia anterior em São Paulo. As mesmas canções, figurino (camisa e calça pretas) e demonstrações de carinho pelo público e pela cidade. Também pareciam bem ensaiadas as idas dos componentes da banda para a frente do palco, dividir as luzes com Lionel, durante seus solos instrumentais.

Antes de disparar seu primeiro sucesso (All Around the World), uma versão remix dance de Hello (totalmente dispensável) deu a deixa de que a festa iria começar. Alternando baladas e hits dançantes, Richie deu ao público aquilo que ele esperava, numa rara combinação de repertório que funcionou perfeitamente. Logo no início da apresentação ele disparou:

– Esta noite vamos relembrar minha carreira. Comodores, anos 70, 80 e tudo o que vocês esperam.

Ele não mentiu, embora tenha tocado alguns sucessos em versões mais curtas que o normal, casos de Endless Love e My Love, o que ajuda a explicar a curta duração de sua apresentação, que literalmente não durou toda a noite e conseguiu deixar boas canções (como Truly) de fora do setlist.

Lionel Richie esbanjou carisma, bom humor, um inglês falado bem devagar e explicadinho – perfeito para plateias onde o inglês não é a língua mãe – e uma voz que, se em alguns momentos não alcançou as notas mais graves ou as mais agudas, mostrou-se limpa, afinada e com o timbre característico de sempre, embora alguns backing vocals gravados ficassem fora de lugar (melhor seria ter pelo menos uma cantora acompanhando a banda).

Banda, aliás, irretocável. Ben Mauro (guitarra), Bennie Edwards (baixo), Chuckii Brooker (teclados), André Delano (sax e teclados) e Oscar Seaton (bateria), reproduziram com fidelidade o som dos discos de Richie.  Ficou difícil escolher o ponto alto da noite. Three Times a Lady? O coro com a platéia feminina em Endless Love? Easy? Difícil de escolher.

No fim do show duas surpresas: a inclusão de We Are the World – hino composto com Michael Jackson para o Live Aid e as crianças da Etiópia – e uma despedida onde repetiu duas vezes a enigmática frase: “See you next year” (Vejo vocês ano que vem).

Será que a primeira passagem pelo Brasil já rendeu um caso de amor com o cantor? Tomara!

Uma versão editada deste texto foi publicado no Portal R7

Canções:

All Around The World
Penny Lover
Medley: Easy / My Love
Ballerina Girl
Running With The Night
Still
Oh No
Stuck On You
You Are
Three Times a Lady
Dancing On The Ceiling
Sail On
Say You, Say Me
Commodore Medley – Fancy Dancer / Lady You Bring Me Up

Endless Love
Brick House
Hello
All Night Long
We Are The World

Momentos do show

Fotos: Jo Nunes / Fernando de Oliveira / Ag.News

Confira os shows que ainda vão passar pelo Rio de Janeiro

Ivan Lins dá roupagem nova para velhos sucessos

Não é incomum que um artista resolva renovar o guarda roupa musical de seus grandes sucessos, depois de décadas cantando e tocando as mesmas canções, nota após nota. Ivan Lins, um dos mais produtivos e reconhecidos artistas da MPB, também seguiu por esse caminho em alguns momentos de sua carreira.

Para a sua nova coletânea – Perfil (Som Livre) – Ivan Lins decidiu regravar suas canções mais consagradas, com arranjos mais parecidos com os que usa nos shows. O resultado é interessante, devendo agradar aos novos fãs e àqueles que conhecem as versões originais, nota por nota.

As novas versões, todas gravadas entre março e abril deste ano, têm resultados distintos. Se algumas canções, como Lembra de Mim, Dinorah, Dinorah e A Noite – com a participação especial de Jorge Vercillo – , funcionaram muito bem com esse banho de loja, Somos Todos Iguais Esta Noite (É o Circo de Novo) e Desesperar Jamais parecem carecer de energia.

No fim das contas, nas 15 faixas do CD, encontra-se o clima atual dos shows de Ivan, com as passagens instrumentais, timbre vocal e harmonias que povoam suas apresentações nos dias de hoje.

Serviço

Perfil– Ivan Lins
Gravadora: Som Livre
Preço médio: R$ 19,90

Texto também publicado no Portal R7

Lembra de Mim
Vitor Martins / Ivan Lins

Lembra de mim!
Dos beijos que escrevi
Nos muros a giz
Os mais bonitos
Continuam por lá
Documentando
Que alguém foi feliz…

Lembra de mim!
Nós dois nas ruas
Provocando os casais
Amando mais
Do que o amor é capaz
Perto daqui
Há tempos atrás…

Lembra de mim!
A gente sempre
Se casava ao luar
Depois jogava
Os nossos corpos no mar
Tão naufragados
E exaustos de amar…

Lembra de mim!
Se existe um pouco
De prazer em sofrer
Querer te ver
Talvez eu fosse capaz
Perto daqui
Ou tarde demais…

Lembra de mim!…

Lembra de mim!
A gente sempre
Se casava ao luar
Depois jogava
Os nossos corpos no mar
Tão naufragados
E exaustos de amar…

Lembra de mim!
Se existe um pouco
De prazer em sofrer
Querer te ver
Talvez eu fosse capaz
Perto daqui
Ou tarde demais…

Lembra de mim!…

Lulu Santos estreia turnê do disco Acústico II no Rio

Depois de estrear em São Paulo o show da turnê de divulgação de seu Acústico II, Lulu Santos fez nesta sexta (20) o primeiro dos dois shows no Vivo Rio, casa de espetáculos da zona sul do Rio de Janeiro. E foi “em casa” que o cantor mostrou que o formato acústico ainda pode render bons frutos, especialmente longe do banquinho usado pela maioria dos artistas.

Um show de Lulu Santos é como um ritual. O guru desfila carisma e acordes que poucos artistas pop possuem ou tem competência para usar. Misturando sucessos e novas canções, o show se torna, como diz o artista em certo momento, “um bailão”, onde todo mundo dança.

Como espetáculo, Acústico II ainda precisa de alguns ajustes. Em certos momentos o pique cai e o fim da apresentação é um pouco, digamos, abrupto. Fica faltando algo.

Musicalmente, Lulu apresenta novidades, canções pouco conhecidas, novos arranjos para velhos sucessos – destaque para o baião de Tudo Azul – e algumas versões que lembram momentos plugados de outras turnês.

Acompanhado de Jorge Aílton (baixo e vocais), Chocolate (bateria), Hiroshi (teclados), Pretinho da Serrinha (percussão), PC (sopros e percussão) e Andrea Negreiros (vocais, cítara e percussão e novidade na banda), além cantora Marina de Le Riva, com quem dividiu os vocais numa surpreendente versão em espanhol de Adivinha o Quê, Lulu se mostra disposto a entreter, o que faz com muita facilidade.

A popularidade de Lulu Santos pode ser medida pelo tamanho da fila para vê-lo no camarim. Tão grande que acabou não permitindo tirar do artista qualquer impressão sobre a estreia.

Acústico 2 pode não ser o melhor show da carreira do “último romântico”, mas tem o selo de qualidade de um artista para o qual o público faz questão de cantar.

Setlist

E Tudo mais
Papo cabeça
Um pro outro
Dinossauros do rock
Medley: Toda forma de amor – Um certo alguém – Último romantico
Vale de lágrimas
Tudo azul
A cura
Apenas mais uma de amor
Tudo bem
Minha vida
O óbvio – Jorge Ailton
Adivinha o que – Marina de la Riva
19 Brumário
Sábado à noite
Baby de Babylon
SOS solidão
Já é
Assim caminha a humanidade
Sereia
Como uma onda

Bis
Auto estima
Tempos Modernos

Fotos: Phillippe Lima Assumpção / Ag.News

Texto originalmente publicado no Portal R7.

Time Flies… 1994-2009 – Oasis ganha uma coletânea dupla

O Oasis foi um dos grandes ícones da música nos anos 90 e 2000. A banda sobreviveu até 2009, apesar das eternas brigas entre os irmãos Noel e Liam Gallagher. Agora, que os irmãos se separaram e já navegam em novos projetos, a Som Livre lança no Brasil a coletânea Time Flies… 1994-2009, que trás 27 canções (uma delas escondida), tiradas dos sete álbuns lançados pelo grupo.

Mesmo quem não gostava da atitude um tanto arrogante dos Gallagher vai se curvar ao poder das boas melodias e letras das canções de Time Flies… 1994-2009, a grande maioria delas singles de muito sucesso.

O CD duplo vem com um encarte no qual podemos ler depoimentos de fãs da banda e comentários sobre cada uma das faixas, em textos escritos por Lian, Noel (a maioria) e, claro, pelos fãs incondicionais da banda.

A coletânea vai desde o primeiro sucesso do grupo (Supersonic) até Dig Out Your Soul, de 2008, passando por tudo de mais importante produzido pelo Oasis.

Noel Gallagher dizia que eles não eram arrogantes.

– Apenas acreditamos que nós somos a maior banda do mundo.

Pode ser que sim, pode ser que não, mas esta é uma boa oportunidade para se chegar a uma conclusão.

Serviço

Time Flies… 1994-2009

Gravadora: Som Livre

Preço: R$ 27,90

OBS: Esse texto foi publicado no R7.

Rodrigo Santos lança CD e resgata canções de roqueiros

Caros,

Neste domingo foi publicada mais uma crítica minha no R7.  Abaixo um trechinho para seu deleite. O texto completo você encontra aqui.

Muita gente pode nem saber, mas Rodrigo Santos, baixista do Barão Vermelho, já tem um carreira solo tão longa quanto a de Frejat, seu companheiro de banda. Lançando seu terceiro CD – Waiting on a Friend (Discobertas), Rodrigo decidiu resgatar sucessos e canções nem tão conhecidas de rockeiros como Bob Dylan, John Lennon, Paul McCartney, Neil Young, George Harrison, Mick Jagger e Keith Richards, além de músicas compostas em inglês por Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Gravações de Carmen Miranda ganham arranjos atuais

Carmen Miranda foi a primeira estrela pop do Brasil. Não importa que tenha nascido em Portugal e que tenha sido atacada por ter se americanizado. Uma grande bobagem.

Pensando em atualizar o som das gravações de Carmem, a maioria feita na década de 30, em estúdios e condições longe da perfeição até mesmo para a época, o violonista e cavaquinista Henrique Cazes resolveu gravar novas bases instrumentais e colocar os vocais e backing originais de Carmem.

Tudo isso sem inventar ou modificar nada. O resultado está no CD Carmem Miranda Hoje, lançado pela Biscoito Fino.

Esse é o incício da minha crítica que foi publicana no R7. Confira o texto completo e dê sua opinião.

Santana pede Cindy Blackman em casamento durante show

Para quem não lembra, Cindy foi a baterista de T.M. Stevens durante suas apresentações no Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

Leia a matéria completa no R7 e relembre a cobertura do Festival no F(r)ases da Vida.


Parabéns Ringo (parte II) – Comemoração com Paul McCartney & Friends

O show comemorativo dos 70 anos de Ringo Starr, realizado nesta quarta (7) em Nova York, rendeu alguns momentos históricos. Um deles foi o baterista tocar a música Birthday, dos Beatles, ao lado de seu ex-colega de banda, Paul McCartney.

O final apoteótico ficou por conta de With a Little Help From My Friends, com Starr acompanhado por um elenco de astros, entre os quais uma surpreendentemente bem-humorada Yoko Ono (até dançou em cena!), Brian Johnson (do AC/DC), Jeff Lynne (da Electric Light Orchestra) e Colin Hay (do Men At Work).

Veja vídeos das duas performances.

Texto publicado no R7.


Novos CDs de blues: Roy Rogers, Magic Slim e Coco Montoya

A Blues Time Records – selo brasileiro especializado em blues – lança três CDs de grandes guitarristas do gênero e que já passaram pelo Brasil, no palco do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival: Roy Rogers, Magic Slim e Coco Montoya.

The Essencial Coco Montoya, Midnight Blues (Magic Slim) e Slip Decision (Roy Rogers), foram lançados entre 2008 e 2009 e são boas dicas para quem gosta de blues e solos de guitarra.

Quer saber tudo sobre os lançamentos? Vá até o R7 e leia minha crítica. Garanto que está bem legal!


Johnny Winter – Canecão – 20/05/10

O albino magro e doente, um dos melhores guitarristas de todos os tempos, pode já não ser o virtuose e ter a mesma relevância que tinha nos anos 60 e 70, mas ainda é um artista que merece ser assistido. Johnny Winter tocou pela primeira vez no Brasil no Canecão, na última quinta-fera (25/05/10), para uma platéia que enfrentou o frio, as dúvidas sobre o funcionamento ou não da casa de espetáculos e até mesmo um jogo decisivo do time que tem a maior torcida da cidade.

Johnny tocou canções que fizeram um retrato de sua carreira, usando a voz fragilizada e os dedos ágeis para hipnotizar a platéia.

Confira a crítica do show no site do R7 e comente se gostou.

Fotos: Ag. News

Profissão repórter: Bom demais

Montar equipes, editar e cuidar de pautas é bom, mas todo jornalista tem mesmo um bichinho que corrói a alma e deixa inquieto todos os sentidos do corpo: ser repórter.

As últimas semanas de trabalho foram muito boas – tanto em termos de produtividade quanto no quesito reencontrar amigos. Cobrir esportes, educação, política e polícia, fez rever companheiros de batalha e ter a certeza de que alguns atalhos ainda existem para uma boa apuração.

Outro ponto que me alegrou – embora tenha um lado bastante triste – foi a conclusão chegada por vários companheiros que também dão aula: O nível dos alunos que chegam até a faculdade é muito baixo.

Afinal, parece que só mesmo os administradores parecem não saber disso.

– As empresas estão preferindo gente jovem comandando. Eles alegam que os jovens têm menos vícios profissionais. O que parece é que eles (administradores) querem moldar os vícios de seus profissionais – sentenciou uma raposa felpuda, que é professor, já foi editor de jornais e hoje experimenta uma assessoria.

– Muitas vezes os jovens não contribuem com a falta de vícios. Na maioria das vezes atrapalham com a falta de experiência. Nem sempre o que é novo é melhor, mais fresco. Na maioria das vezes é só menos inconveniente, já que não conseguem argumentar sobre erros de superiores – emendou outro velho jornalista.

Interregno para falar sobre Lead

Nesse momento um quarto elemento entra na conversa e dispara:

– Pior do que o baixo nível dos alunos e novos coleguinhas é saber que lead agora é questão geográfica. Foi-se o tempo no qual a orientação político/social ditava o tom das notícias. Agora, querem vender a globalização, mesmo quando o importante é informar ao público local.

Eu, que acompanhava quieto, dei um sorriso bem sacana e feliz por saber que não era o único que pensa assim. Mas não resisti e soltei:

– O povo novo e os que só trabalharam em internet, parece que nunca leram o NYT ou algum outro jornal impresso. Além de não saberem onde está a notícia mais importante, ainda acabaram com o nariz de cera e o sublead.

O tumulto estava se formando quando tivemos que voltar para a pauta que nos proporcionou esse encontro.

Fim do interregno

Já em um evento esportivo, pouco antes de uma entrevista coletiva, outro coleguinha (jovem, ótimo texto, ótimos contatos, especializado, mas jovem) estava louco para ser o primeiro a fazer uma pergunta. Eu, impávido colosso, me sentei e entreguei um papel para ele abrir somente após o fim da entrevista. Eram minhas três perguntas que, no fim do evento, haviam sido feitas por outras pessoas (como sempre acontece em coletivas).

Não, não sou adivinho, apenas um pouco mais escolado que meu jovem amigo.

Adoraria perder tempo editando e melhorando esse texto, mas até aqui no blog estou de férias dessa função. No momento, sou apenas um repórti.

Obrigado, R7.

Novo ano, velhas tragédias

Mal acordo da festança e já sou bombardeado com as notícias sbre deslizamentos, alagamentos e mortes no Rio de Janeiro – algo nada novo.

Será que não vamos nunca poder dormir com a esperança de que o despertar não nos deixe tristes?

Para acompanhar o drama, siga o R7.

Quando o politicamente correto beira o bizarro

gaguinhoJá disse aqui que sou contra essa onda chatérrima de politicamente correto. O mundo ficou muito menos divertido e as pessoas estão se levando muito a sério. Os aleijados não aceitam mais sua condição, assim como surdos, mudos, burros e outras tribos.

Até acho que me incluo em algumas das categorias que mudaram de nome para se adequar ao novo status quo. Mas fico muito feliz quando vejo notícias bizarras que beiram o ridículo, sempre em nome do respeito.

Pois saibam que Gagos poderão pagar meia conta de telefone em Porto Alegre. È, existe um projeto de lei para isso. Pior, no Mato Grosso do Sul tiveram a mesma ii-ddéiii-i-a.

Brilhante, não?

Leia a notícia completa no R7.