Twitter é a palavra mais popular da língua inglesa em 2009

Gostem ou não, ele chegou e virou febre.

Twitter Declared Most Popular English Word of 2009

Anúncios

Ficar Sozinho no Brasil – Roberto Da Matta

Esse texto – publicado no O Globo do dia 4 de novembro – se encaixa muito bem no que penso e muito bem para várias pessoas que conheço. Pobres delas.

Ficar sozinho no Brasil
Roberto Da Matta

No fundo, no fundo, a declaração-confissão do Lula de que, quando tenta ler alguma coisa, tem azia é chocante e descabida para o Brasil como um país, mas é sincera e perfeitamente compreensível para o Brasil como sociedade. Não fica nada bem que um presidente de uma nação que se deseja moderna continue afirmando a sua aversão pela leitura, que é o centro dos processos educacionais. Mas não é algo do outro mundo que, como uma pessoa criada numa família brasileira, a leitura possa causar mal-estar.

Falamos muito na necessidade de ler e estudar, mas examinamos criticamente as condições sociais mínimas que tais atos requerem. A maioria dos intelectuais brasileiros que conheço teve que lutar para ler um livro dentro de suas casas, independentemente de nível social. É que, se somos controlados pelo Brasil como país, com suas multas e dispositivos legais (que, sabemos bem, operam mais para os de baixo do que para os de cima); somos também vigiados pelas nossas famílias cujo princípio básico é evitar a solidão de seus membros. Qualquer tipo de isolamento ou de individualização, seja porque a pessoa fala pouco ou porque fica dentro do seu quarto (quando o tem), é tomado como sintoma de que algo não está bem.

Criamos nossos rebentos para serem sociáveis e dependentes dos mais velhos e exemplos para os mais novos. Olhamos mais vertical do que horizontalmente. Dessa jaula de carinhos e favores feita por relações perpétuas (pois nem a morte rompe com elas), não há escapatória. Nossas crianças não podem ficar sozinhas. A todo momento um adulto as excita, solicitando um olhar ou sorriso. É enorme a carga social que despejamos uns nos outros. Disso resulta uma aversão à solidão que, no Brasil, é castigo. Na América ensina-se como fazer amigos, no Brasil precisamos do manual de como podemos nos livrar daqueles que, por amor, nos sufocam.

É óbvio que uma pessoa assim socializada tenha dificuldades em ler e estudar, pois essas são atividades — como descobriram os monges e profetas — que demandam um mínimo de isolamento e de autonomia, esses irmãos de um silêncio que é mandamento principal das bibliotecas e de todos os ambientes de leitura. Exceto, é claro, em nossas casas onde todos os que gostam de ler e estudar desenvolvem a incrível técnica de realizar isso conversando com parentes, criados e amigos porque não fica bem um isolamento, que é o primeiro sinal de loucura.

Quando lê, Lula sente azia. No meu caso era pior: eu tinha medo de ficar louco porque ouvi muitas vezes o vaticínio segundo o qual quem lê muito vira biruta porque fica com muita ideia na cabeça! Isolar-se para ler por longas horas era complicado porque lhe batiam na porta; ou a abriam para “ver se estava tudo bem”. Quem não levou aquele susto de arrancar o coração quando, na única e legítima solidão de um banheiro, lia encantado algum livro pornográfico, quando uma bateção bíblica na porta o tirou do tal pecado solitário?

Não é interessante e significativo que o nome do sexo consigo próprio, isso que afinal de contas é, quem sabe, a primeira experiência de um aprofundamento consciente de uma subjetividade consigo mesmo, seja chamado de “pecado solitário” entre nós? Quando aprendi o tremendo pecado desta atividade, não concordei com “solitário”. Porque eu jamais estava só. Sempre, naquele tipo de solidão, tinha sempre alguém — irresistível e desejável — me acompanhando. Lembro-me de uma vez que lia, trancado debaixo de sete chaves no banheiro lá de casa, o livro “A ceia de Cleópatra”, uma descrição, digamos, ultranaturalista de um festim romano, quando bateram na porta. “O que está acontecendo aí dentro? Tá na hora de sair!”, disseram com voz firme porque eu havia passado do tempo normal de ficar sozinho no banheiro. Saindo do transe, eu tive que me livrar de uma multidão. Principalmente de um monte de belíssimas patrícias e escravas romanas que me acariciavam e serviam. Solitário uma ova! Eu estava, isso sim, num outro mundo.

Em suma: é mais ou menos proibido ficar sozinho no Brasil. Somos obrigamos a nos ligar uns com os outros todo o tempo, mesmo diante das coerções da vida urbana. A recusa ao relacionar-se ainda é considerada uma anomalia, uma antipatia ou uma anormalidade. Na rua, quem recusa a conversa fiada é o antipático modelar; em casa, é o doente mental em potencial. Estar “cismado”, ensimesmado, trancado em si mesmo é sinônimo de raiva ou desequilíbrio emocional. Nos Estados Unidos, dá-se o justo oposto. Falar como um mamangaio (cruzamento de uruguaio, argentino e paraguaio), conversar como um brazuca, é sintoma de ausência daquela concentração que permite os grandes feitos e faz parte da mitologia dos grandes cientistas, profetas e intelectuais. Representa a imagem menos abonadora ou bonita da Carmen Miranda. Pois todos saíram do mundo, aceitaram a solidão, tornaram-se sós por força de um ideal ou crença e, numa outra etapa, retornaram ao mundo social triunfantes, reconhecidos como grandes. Tal como ocorreu com Robson Crusoé ou, melhor ainda, com Edmond Dantés, o Conde de Monte Cristo, o período fora do mundo foi essencial para seu triunfo junto à sociedade. Já, entre nós, o isolamento autoimposto pelas circunstâncias da desonra matrimonial num Maciel transforma-o num Antonio Conselheiro, num “gnóstico bronco”, no dizer de Euclides da Cunha.

Moral da história: jamais fique só. Tenha sempre uma turma, uma seita. De preferência seja dela o chefete ou mentor ou presidente. O isolamento é sinal de perturbação. Os laços sociais são prescritivos e inevitáveis. Fora deles, sem grupo ou partido, você não existe e nada pode. Agora, convenhamos que numa sociedade assim constituída ficam complicados a leitura e o estudo. Bem como a velha e gozosa solidão…

Jason Mraz – Vivo Rio – 26/11/2009

A crítica do show, pela talentossísima Natália Chaves.

Jason Mraz é o cantor da família brasileira, ou pelo menos da carioca, visto a quantidade de pais e filhos assistindo juntos ao show. O cantor, que é sucesso entre os adolescentes cariocas, foi recebido de forma acalorada, em meio a gritinhos da ala feminina.

Muito conhecido pelos sucessos I’m yours e Lucky, ambos trilhas sonoras de novelas, Mraz mostrou que já tem um carreira consolidada no Brasil. Em todas as canções ele foi acompanhado pela plateia que cantava empolgada as canções no estilo surf music. O cantor interagiu muito com o público e mostrou que tem carisma.

Como não poderia deixar de ser, o ponto alto da noite ficou por conta dos hits Lucky, que ele cantou ao lado da novata Tiê, e I’m yours. Depois de quase duas horas de show, Jason Mraz se despediu de uma forma inusitada: o cantor tirou fotos da banda com uma cãmera polaroid e jogou-as para o público, que foi ao delírio com a performance de Mraz.

Foto: Ag. News

Frank Sinatra em dose dupla

Demorou um pouco até poder escrever algo sobre os dois primeiros relançamentos da coleção de Frank Sinatra colocados no mercado pela Universal. Primeiro porque é difícil escrever sobre Sinatra, segundo porque não conseguia para de ouvir os discos. Os CDs em questão são My Way e Live At The Meadowlands.

My Way é Sinatra no fim dos anos 60, misturando seu som característico e sua voz impecável a algumas canções pop de sucesso, como Yesterday (Beatles), Hallelujah I Love Her So (Ray Charles), Mrs. Robinson (Simon & Garfunkel) e For Once In My Life (Steve Wonder), que não fazia parte do lançamento original e entrou como faixa bônus. Além de covers Sinatra ainda ganhou de Paul Anka a canção título e que se tornou um dos principais sucessos de sua carreira.

A produção é impecável, os arranjos perfeitos e a voz afinadíssima (sempre). É um Sinatra no seu melhor estilo pop. Outra boa razão para comprar o CD é o booklet, com texto escrito por Bono Vox.

Live At The Meadowlands, gravado em 14 de março de 1986, traz 18 canções inéditas de um Sinatra já veterano, mas que ainda tinha total controle do palco e da sua voz. Algumas versões impressionam pela vitalidade. I’ve Got You Under My Skin e Come Rain Or Come Shine são difíceis de parar de ouvir.

Considerado um dos shows mais raros da carreira do Olhos Azuis, Meadowlands também chega com som impecável, superior a muitos shows gravados com toda a tecnologia do século XXI.

Fim de ano é mesmo um tormento para os fãs. Melhor negociar um 14º salário para poder comprar tudo o que é lançado.

Flashpoint, mais um Stones remasterizado

Dando continuidade ao momento musical do blog e da série de remasterizações do catálogo dos Rolling Stones (de meados dos anos 70 para cá) pela Universal, chegou a hora de mais um (bom) CD ao vivo do grupo: Flashpoint.

Flashpoint foi gravado durante 1989 e 1990 e conta com alguns bons momentos. A bela versão de Ruby Tuesday, a interpretação do blues Little Red Rooster (com a participação de Eric Clapton) e os bons registros das conhecidíssimas Start Me Up e Jumping Jack Flash são audições mais do que recomendadas.

O som do novo lançamento não parece tão superior ao do último relançamento (ainda pela Virgin), mas só por manter o título em catálogo a Universal já merece aplausos.

Há um registro em vídeo de um dos shows da turnê, onde os grandes destaques ficam por conta das participações de Eric Clapton e do falecido bluseiro John Lee Hooker. Vale procurar, até porque é a última turnê com Bill Wyman no baixo.

Saiba mais sobre os outros relançamentos dos Rolling Stones clicando nos links a seguir. Parte I, parte II e parte III.

Still crazy after all these years

Não creio em civilidade extrema (já disse isso aqui algumas vezes), especialmente em termos de sentimento. Paul Simon é gênio, a melodia é sensacional e a letra reflexiva. De qualquer forma, acho tudo muito britânico.

Still crazy after all these years
Paul Simon

I met my old lover
On the street last night
She seemed so glad to see me
I just smiled
And we talked about some old times
And we drank ourselves some beers
Still crazy after all these years
Still crazy after all these years

I`m not the kind of man
Who tends to socialize
I seem to lean on
Old familiar ways.
And I ain`t no fool for love songs
That whisper in my ears
Still crazy after all these years
Still crazy after all these years

Four in the morning
Tapped out
Yawning
Longing my life away
I`ll never worry
Why should I ?
It`s all gonna fade

Now I sit by my window
And I watch the cars roll by
I fear I`ll do some damage
One fine day
But I would not be convicted
By a jury of my peers
Still crazy after all these years

 

Glastonbury mostra que competência gera confiança

Glastonbury é um dos festivais mais tradicionais do mundo. O maior evento de rock realizado no Reino Unido, já teve Pink Floyd, Paul McCartney, The Who, Arctic Monkeys, Amy Winehouse e Elvis Costello, deu mais uma demonstração de que os ingleses gostam de rock, bagunça, lama (chove praticamente em todas as edições), álcool e que acreditam na seriedade dos organizadores.

Os ingressos para a edição de 2010, que acontecerá em junho, esgotaram antes mesmo de ser anunciado qualquer atração. Tudo bem que logo depois foi confirmada a presença do U2, mas pagar sem saber quem vai tocar, só mesmo confiando muito na competência e na tradição do festival.

Outros que podem estar na edição do próximo ano são: David Bowie, Rolling Stones, Coldplay e Muse.

Pelo menos nós vamos ter os nossos Noites Cariocas e Verões no Morro.

Good Evening New York City – Paul McCartney ao vivo

Qualquer fã dos Beatles que se preza ou conhecedor de um pouco da história do rock sabe da importância do Shea Stadium. Lá, no campo de basebol do New York Mets, os Beatles fizeram um show histórico em 1965, levando mais de 40 mil pessoas para um concerto onde não podiam ouvir a banda que estava no palco, naquele que é considerado o primeiro grande show de rock da história. O estádio foi demolido em 2008 e o último concerto aconteceu em 18 de julho daquele ano. Billy Joel fez três noites de shows, sendo que em delas recebeu Paul McCartney como convidado.

Agora é a vez do Citi Field, o novo estádio dos Mets e, para a inauguração, nada melhor do que as velhas canções dos Beatles. Pensando assim, a administração convidou Paul McCartney para uma série de três concertos em julho deste ano. Os shows foram filmados e gravados e lançados (CD e DVD) como Good Envening New York City.

Nos últimos anos, além dos álbuns de estúdio, Sir Paul vem inundando o mercado com CDs e DVDs ao vivo, a maioria deles recheados de canções dos Beatles que vêm se repetindo desde a mega turnê iniciada em 1989 e que passou pelo Maracanã em abril de 1990. Good Evening New York City não é diferente. Das 33 canções do CD, apenas sete podem ser consideradas novidades. As outras já apareceram, de uma maneira ou outra, em algum lançamento do velho Macca.

Mas isso não quer dizer que o pacote seja ruim. O DVD tem uma qualidade de imagem e som absurdos e as canções novas dão um certo frescor as 2037 versões de Jet, Let it Be ou The Long and Winding Road, que encontramos nos seus discos. Canções como Mrs. Vandebilt, Highway e Sing The Changes (ambas lançadas no seu projeto paralelo chamado Firemen), além do medley A Day In The Life / Give Peace A Chance, valem o (pequeno) investimento.

Parece que Sir Paul se tocou que poderia dar um refresco para o bolso de seus fãs. A edição normal (2 CDs e 1 DVD) está sendo vendida por US$ 14 e a versão de luxo (2 CDs e 2 DVDs – com o show feito na marquise do Ed Sullivan Theater) sai por meros US$ 35.

A voz já não é a mesma, claro, mas Paul continua cantando suas canções no mesmo tom que gravou e, inteligentemente, adaptou algumas interpretações as limitações vocais de um senhor de 67 anos. No novo lançamento a mixagem não deixou muito espaço para erros e não deixa de ser interessante vê-lo cantar Helter Skelter e I’ve Got a Feeling, duas das canções mais gritadas do seu repertório, no mesmo show, em 2009.

Good Evening New York City é um daqueles lançamentos que vão agradar muito mais aos fãs ocasionais do que aos que sempre comprar (e continuarão comprando) os lançamentos de Paul McCartney.

Nota: 8,5

Ringo Starr traz Joss Stone, Paul McCartney e Joe Walsh

Ringo Starr sempre foi um cara de sorte. A passagem de Pete Best pelo Brasil mês passado só fez reforçar o fato. Musicalmente, Ringo tem o mérito de sempre reunir os ex-companheiros de banda e de ser o responsável pelo melhor disco solo de um ex-Beatle (Ringo, de 1973).

Nos últimos anos Ringo vem caindo na estrada com sua All Starr Band (grupo formado pelos amigos que estejam disponíveis na época e que já contou com Jack Bruce, Peter Frampton, Billy Preston, Levon Helm e Dr. John, entre outros astros. Ele também lança discos com uma certa frequência e um nível mediano de qualidade. Seu último grande disco foi Stop and Smell the Roses (1982), que contava com canções dos parceiros George Harrison e Paul McCartney.

Agora, Ringo anuncia mais um lançamento – Y Not – para janeiro de 2010. O CD será lançado pelo conhecidíssimo selo Hip-O Records/UMe e conta com participações de Joss Stone, Joe Walsh, Van Dyke Parks e Paul McCartney, entre outros.

Não tenho idéia de como será o disco, até porque é Ringo vai se auto produzir pela primeira vez. Afinal, Y Not – segundo Ringo – é outra maneira de dizer Yes, We Can! O primeiro single, Walk With You, é uma reflexão sobre o poder da amizade e parte dela é cantada em dueto com Sir Paul, que também toca baixo em Peace Dream.

Ringo parece ter sido picado pelo mesmo mosquito nostálgico que infectou seu outro companheiro de banda dos anos 60. No novo CD há uma canção chamada The Other Side Of Liverpool.

Y Not, mais um gasto marcado para 12 de janeiro.

Conheça a discografia de Ringo.

Onde vai passar o Réveillon?

O ano está terminando e o F(r)ases deseja saber onde seus seguidores vão estar na hora da virada. Sei que tem gente que estará curtindo o ar condicionado de alguma redação, mas espero que seja a minoria.

Responda a pesquisa que fica na barra lateral do blog (na direita) e ajude a descobrir o percentual de sofredores.

Eu? Ainda não tenho idéia do que farei.

Retrato Em Branco e Preto

Retrato Em Branco e Preto

Tom Jobim – Chico Buarque

Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato
Eu teimo em colecionar

Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

Gravação do DVD Eduardo Dussek – Dussek de Quinta (19/11/09)

Eduardo Dussek é daqueles artistas que estão sempre na ativa, embora nem sempre com o destaque que merecem. O cantor, compositor, dançarino, ator e comediante, finalmente decidiu levar o seu show do Plataforma (famoso bar/casa de espetáculos da Zona Sul do Rio de Janeiro) para outros palcos.

Depois de shows solo, nos quais transferia a estrutura de Dussek de Quinta para o formato piano e um banquinho, o cantor decidiu fazer uma temporada no Teatro Rival e gravar (finalmente) o espetáculo para o futuro lançamento de um DVD.

O espetáculo do último dia 19 de novembro foi a constatação de que Dussek faz sucesso com jovens, artistas famosos dos anos 80 e, principalmente, com os que já estão na terceira idade.

Apesar de algumas caras de espanto com alguns palavrões ou piadas mais…digamos…picantes…a verdade é que a platéia se diverte com o desempenho de Dussek.

Com as tradicionais brincadeiras com a platéia e um roteiro que inclui sucessos como Rock da Cachorra (em versão bossa nova), Cantando no Banheiro, Nostradamus e Cabelos Negros, Eduardo Dussek passeia por piadas bem amarradas (embora alguma já ficando um pouco datadas).

Com um CD novo na praça (Esse Tal de Dussek), fica a esperança de que esse DVD solo (em todos os sentidos) consiga ver a luz do dia em breve.

Receitas: Duas versões de Picanha na Cerveja Preta

Parece que este é o prato do momento. Vários sites resolveram descobrir as delícias da carne macia temperada na cerveja preta. Aqui vão duas versões para uma mesma receita. As duas ficam ótimas. Escolha a que melhor se adaptar aos ingredientes e panelas que estiverem disponíveis.

Bom apetite.

PS: As duas versões foram testadas e aprimoradas durante anos. As fotos são verdadeiras e de minha autoria 🙂

Receita I: Picanha na Cerveja Preta na Panela de Pressão

Ingredientes:

1 peça de picanha (entre 1 kg e 1,3kg)
5 folhas de louro
Sal grosso
Ervas finas
5 dentes de alho
Caldo de bacon (pode ser industrializado)
2 colheres de sopa de molho inglês
Pimenta do reino (a gosto)
50g de manteiga
1 longneck (ou lata) de Malzibier
1 longneck (ou lata) de cerveja preta comum (Petra, Bohemia, etc)
Sal (a gosto)
Óleo de Soja
1 saco de creme de cebola
1 kg de batata bolinha

Modo de preparo:

Limpe a picanha, sem tirar toda a gordura. Tempere com a manteiga (passada em volta da picanha), 3 dentes de alho amassado, as ervas finas, a pimenta do reino, as folhas de louro e o sal grosso. Deixe descansar por aproximadamente 3 horas.

Em uma panela coloque 1 copo de água para ferver e misture o caldo de bacon (caso seja industrializado), o molho inglês e a pimenta do reino.

Na panela de pressão coloque um fio de óleo de soja e (após as 3 horas) coloque a picanha para selar, deixando-a dourada, mas sem deixar cozinhar. Misture o molho feito com o caldo de bacon e o molho inglês e deixe em fogo baixo por cerca de 5 minutos. Depois disso, coloque as cervejas, os outros dentes de alho (inteiros), o creme de cebola e as batatas.

Misture bem até o creme de cebola se dissolver, tempere com sal e tampe a panela de pressão e deixe cozinhar por cerca de 35 minutos.

Sirva com arroz branco e uma salada verde.

Receita II: Picanha na Cerveja Preta no forno

Este receita é para aqueles que não têm uma panela de pressão grande o suficiente e para os que preferem uma carne macia, mas com aquele aspecto de roastbeaf.

Ingredientes:

1 peça de picanha (entre 1 kg e 1,3 kg)
5 folhas de louro
Sal grosso
Ervas finas
5 dentes de alho
Caldo de bacon (pode ser industrializado)
2 colheres de sopa de molho inglês
Pimenta do reino (a gosto)
50g de manteiga
1 longneck (ou lata) de Malzibier
1 longneck (ou lata) de cerveja preta comum (Petra, Bohemia, etc)
Sal (a gosto)
Óleo de Soja
1 saco de creme de cebola
1 vidro (pequeno) de azeitonas pretas
1 vidro (pequeno) de cogumelos

Modo de fazer:

Limpe a picanha, sem tirar toda a gordura. Tempere com a manteiga (passada em volta da picanha), 3 dentes de alho amassado, as ervas finas, a pimenta do reino, as folhas de louro e o sal grosso. Deixe descansar por aproximadamente 3 horas.

Em uma panela coloque 1 copo de água para ferver e misture o caldo de bacon (caso seja industrializado), o molho inglês e a pimenta do reino.

Depois das três horas de descanso da picanha, coloque um fio de óleo de soja em uma panela grande e sele a picanha, deixando-a dourada, mas sem deixar cozinhar.

Misture o molho feito com o caldo de bacon e o molho inglês e deixe em fogo baixo por cerca de 5 minutos. Depois disso, coloque as cervejas, os outros dentes de alho (inteiros) e o creme de cebola. Dissolva tudo muito bem, tempere com sal e deixe cozinhando em fogo médio por aproximadamente 40 minutos.

Depois disso, passe a picanha para um refratário, coloque um pouco do caldo que ficou na panela (até a metade da altura da picanha), acrescente os cogumelos e as azeitonas e leve ao forno quente por mais 20 minutos.

Sirva com purê de batatas, uma salada colorida e arroz branco.

Para beber? Um espumante brut ou uma cerveja (clara) estupidamente gelada.

OBS: A carne fica super macia e com um sabor muito peculiar. Uma opção adicional  é assar algumas cebolas e servir junto da picanha.

 

Internautas que baixam arquivos gastam mais com música

Finalmente um estudo comprova algo que sempre pareceu lógico: Internautas que baixam arquivos gastam mais com música. E não pense que é um estudo de fundo de quintal.

A pesquisa, feita pelo instituto Ipsos Mori e divulgada pelo jornal The Independent, revela que quem admite baixar música ilegalmente gasta em média £77 (R$ 222) por ano em música, £33 (R$ 95) a mais que os que garantem nunca ter se associado a essa prática. Os pesquisadores ouviram mil internautas entre 16 e 50 anos, dos quais 10% admitiram baixar música sem autorização dos detentores dos direitos autorais.

Isso significa que correr para penalizar os usuários pode significar mais um tiro no pé disparado pelas grandes empresas do ramo fonográfico. Quem compra, compra e ponto. Baixar músicas é apenas uma maneira de ouvir antes do produto chegar até as suas mãos.

Não lembro de movimento parecido para proibir a gravação de fitas K-7, quando elas existiam. Guardando as devidas proporções, claro, é a mesma coisa.

Leia mais na Revista Pontocom.

 

 

Viva a tecnologia

Não tenho filhos (que eu saiba), sou filho único, pobre e moro na zona norte. Portanto, acho um absurdo que fiquem me ligando mais de 20 vezes por dia para tentar dar o golpe do falso sequestro. É um saco!

Mas, perseverante que sou, encontrei uma série de softwares que podem bloquear chamadas de qualquer número que queira. Assim, meu smartphone fica mais esperto e silencioso.

É mesmo uma falta de competência da polícia e das operadoras não bloquear esse tipo de ligação, mesmo quando são avisadas dos números usados.

 

Dois novos blogs imperdíveis

Mais dois blogs entram na lista dos imperdíveis (ai do lado direito do F(r)ases). A sempre descolada Daniela Name e seu Pitadinhas dão dicas de artes e outras coisitas. Já Fernando Peregrino, engenheiro e ex-secretário do Governo do Rio, fala de política e do ideal Republcano.

Bem, para saber mais é só seguir os links e conferir.

Your School – Paul McCartney

Para iniciar a semana, nada melhor que uma inédita de Paul McCartney. Quem quiser conhecer a melodia (lindíssima) é só enviar um e-mail que repasso a canção.

Your School

We’re gonna talk it out someday
All that is nearest and dearest
I want it, you want it, they want it too
And me? I wanna love you

Come on baby what have you got
Tell me that I learned a lot in your school
Your school,
Never thought it meant so much
(I’m a) Just a poor fool in love
Your School
I never felt the gentle touch
Until I met you

(Uh) You’d better tell me all you know
Concerning this situation (oh)
I’d like it, you’d like it, they always do…
Me? Still wanna love you

Come on baby what have you got
Tell me that I learned a lot in your school
Your school,
Never thought it meant so much
Just a poor fool in love
Your School
I never felt the gentle touch
Until I met you

(Uh) You’d better tell me all you know
Concerning this situation (oh)
I’d like it, you’d like it, they always do…
Me? Still wanna love you

Indexação para não preparados e a vida antes do Google (parte I)

Este é um dos textos que estavam na gaveta. Foram alguns meses de
pesquisa, até compilar todas as opiniões. Mas a demora valeu. Afinal,
não poderia haver momento melhor para uma matéria que fala sobre
tecnologia e experiência do que essa, na qual os currículos enganosos
e a jactância estão em alta.

Indexação e a vida antes do Google

Muita gente pode não acreditar, mas existia vida antes do Google. Era
uma vida mais colorida, com mais opções e, talvez, menos eficiente
(pelo menos do ponto de vista da informação).

Nessa época existiam vários mecanismos de busca que usavam tecnologias diferentes para vasculhar a rede. Altavista (o melhor), Hotbot, Yahoo!, WebCrawler e outros buscadores brigavam pela preferência do internauta.

“O Altavista era tido com uma grande ferramenta, mas vinha um bocado de lixo nos resultados; o Yahoo!, no mais das vezes, dava uma resposta mais objetiva. O Google chegou de mansinho, mas foi tomando o lugar dos outros, porque com aquele design limpinho, voltado só para a busca (sem aquela barafunda visual da página do Yahoo, por exemplo), e os algoritmos poderosos, era irresistível.”, diz o mestre André Machado.

Era um tempo onde indexar e conseguir recuperar uma página tirada do
ar não era uma tarefa fácil. Hoje, embora muitos responsáveis pelo
conteúdo de sites não têm idéia de que é possível resgatar sites
apagados. Aliás, muitos deles não têm ideia sobre muita coisa.

“Um dos grandes problemas do jornalismo online continua sendo a falta de conhecimento dos gestores. Muitos deles continuam vindo de mídias tradicionais, sem nenhum conhecimento prévio sobre a internet.”, diz um estudo que está sendo feito pelo MIT (Massachusetts Institute of
Technology
).

Quando li o trecho acima (o estudo deve ser publicado até o fim deste
ano) fiquei feliz. Como já citei em posts anteriores, cansa uma certa
presunção de pessoas que leem um livro e acham que descobriram todas as respostas do mundo e que já sabem até o que é Web 2.0 ou mídias sociais.

Mas a pergunta que sempre faço é: “É mais fácil encontrar algo hoje na
Internet do que 6 anos atrás”? Algumas respostas.

“De nada adianta buscar, simplesmente, sem ter um mínimo conhecimento prévio do assunto que se está buscando (especialmente no caso do jornalista). Do contrário, a pesquisa pode levar a resultados
incompletos ou subjetivos. É preciso correr atrás de várias fontes, e
fazer o trabalho jornalístico também na hora da pesquisa. Nessa hora,
nada substitui uma boa formação, o gosto pela leitura e pelo estudo, e
o desejo de aprofundar a contento uma informação”, sentencia André
Barba Machado
.

“É mais fácil para quem tem um mínimo de experiência na rede. Saber
técnicas de pesquisa boleana – que nem são mais ensinado – pode fazer uma grande diferença”, afirma o estudo do MIT.

Assim como os meios de mídia tradicionais (impressos) passam por uma
crise, causada em grande parte por falta de visão do que o público e
os anunciantes querem ou falta de capacidade de encontrar uma solução para unir circulação e verbas publicitárias, a Internet sofre com a falta de conhecimento de muitos de seus executivos.

“Não é incomum encontrar gente que foi colocada em cargos de chefia apenas por terem estudado com alguém que faça parte na diretoria da empresa ou porque é amigo de outro alguém. Isso acontece não só em países menos desenvolvidos ou empresas familiares. Acontece até mesmo nos Estados Unidos e Europa, onde é grande o número de sucessos, APESAR de chefias despreparadas”, afirma outra parte do texto do MIT, acompanhado de uma série de gráficos com percentuais de incompetência.

To be continued…

Saber se vender – Jactância

carecaUm parêntesis nos assuntos normais do F(r)ases – se é que eles existem – para comentar o quão cara de pau são as pessoas que caem de para-quedas nos lugares, atrapalham mais que ajudam e ainda saem por ai dizendo que fizeram isso e aquilo.

Se é surpreendente ver como se mantém uma posição para a qual não se está qualificado, mais surpreendente ainda é ouvir/ler o discurso de eu sou foda.

Preciso de aulas sobre isso.

Em tempo: A palavra jactância tem sua origem no latim jactantia‘ e designa o atributo ou atitude de quem se julga superior e faz alarde de suas qualidades e proezas.

Beatles é um assunto difícil?

Outro dia comecei a ler uma edição especial da revista Bravo sobre os Beatles. Logo de cara erraram o crédito da foto da capa (a revista diz que é parte do filme A Hard Day’s Night). Depois, vão cometendo equívocos, não só de opinião como factuais e de datas.

Agora acabo de ver um programa onde jovens famosos conseguiram errar a cidade onde John Lennon foi assassinado (e era múltipla escolha!).

Será que é tão difícil chamar alguém que conheça o assunto aos invés de tentar economizar usando gente da casa? Será que os jovens talentos são tão burros quanto são maus atores e atrizes?

Errar, todo mundo erra, até eles!

Cerveja diminui o stress

Cerveja alemãFinalmente uma pesquisa que vale a pena ler. Cientistas chilenos descobriram que o consumo regular e responsável de cerveja diminui o estresse e melhora a eficiência do metabolismo.

Talvez esse seja um estudo que nossas autoridades responsáveis pela fiscalização da Lei Seca deveriam ler.

Saiba tudo sobre esse sensacional estudo no R7.

If on a Winter’s Night – Um Sting de inverno

sting - If on a Winter's NightDepois da bem sucedida turnê de volta do The Police, que passou pelo Brasil e ganhou um DVD gravado em Buenos Aires, Gordon Matthew Thomas Sumner, também conhecido como Sting, volta ao mercado com mais um disco solo. If on a Winter’s Night é baseado em canções tradicionais sobre o inverno, com apenas três composições próprias de Sting.

Pode ser que o calor infernal dos últimos dias no Rio de Janeiro não tenha ajudado na primeira audição do disco, mas a verdade é que Sting parece ter procurado mostrar que não faz mesmo mais questão de ter alguma ligação com aquele jovem dos tempos do The Police. Em If on a Winter’s Night ele volta ao som mais jazzístico iniciado com o brilhante The Dream of the Blue Turtles (1985). Infelizmente, Mr. Sumner escolheu uma banda e instrumentos que tornam o disco ainda mais sombrio, frio e linear (no mau sentido).

Cheio de citações nórdicas (que alguns podem, erroneamente, confundir com folk), o disco não empolga, nem nas canções antigas, nem nas novas composições. A voz grave e rouca do uma-vez-roqueiro não passa a emoção que imagino estivesse nos planos do artista, tornando If on a Winter’s Night um dos discos menos inspirados do autor de Russians e English Man in New York.

Pode ser que mesmo que os 40ºC estejam influenciando meu julgamento, pois fica difícil imaginar que um disco que reúne gente como Dominic Miller (guitarra), Kathryn Tickell (rabeca e gaita-de-fole), Julian Sutton (melodian) e Mary MacMaster (harpa com cordas de metal escocesa) e até o brasileiro Cyro Baptista (percussão), possa ser ruim, mas é, no mínimo, pouco um trabalho pouco inspirado.

Nota: 5