Queen – outra crítica politicamente incorreta

Atenção: Para ler uma crítica puramente musical, leia meu texto no Dia Online. Saiba também como é o novo CD do Queen: The Cosmos Rocks.

Ag. NewsA semana tinha começado com um (bom) show de outra “banda do passado” – o Duran Duran – que, apesar dos esforços do último disco, com participações de queridinhos da indústria musical dos tempos de hoje, não conseguiu fazer decolar o CD. O que funcionou mesmo foram os antigos sucessos.

Ficava a dúvida: Se o Duran Duran não conseguiu lotar o Vivo Rio, será que o Queen (sem Freddie Mercury, óbvio) conseguiria lotar a Arena Multiuso (ou HSBC, como queiram), um local muito maior? Será que conseguiriam se livrar de apenas serem um ato nostálgico?

A resposta começou a ficar clara ao chegar nas proximidades do autódromo e deparar com um imenso engarrafamento. Não lotou, mas tinha pelo menos uma 4x mais gente que no show dos Durans, isso com o preço do ingresso chegando até R$ 400!

Ag. NewsSei que é injusto comparar o peso e a história do Queen com os Durans, mas temos que ter algum parâmetro. Os súditos da “Rainha” trouxeram um show de rock como se espera um. Bom som (que podia estar um pouco mais alto), luzes, telão, ótimos músicos de apoio e músicas para todos os gostos.

A seqüência inicial (cheia de sucessos), foi o que era preciso para se ter a certeza de que ninguém ousaria reclamar de Paul Rodgers, cantor competentíssimo (que faz o vocal da minha versão preferida de These Arms of Mine, de Ottis Reading) e que está na estrada há mais tempo que o próprio Queen. Rodgers é mais roqueiro, tem boa presença de palco e conseguiu demarcar seu lugar na banda, no show e no coração do público.

A emoção e alegria eram visíveis nos rostos de Rodgers (que sorria, agradecia e mandava beijos e acenos o tempo todo), de Roger Taylor (que chegou a ficar surpreso quando o público cantou 39 quase na sua totalidade) e Bran May (que chorou após Love of My Life e no fim do show, quando não conseguia segurar nenhuma lágrima).

“Ainda lembro de vocês cantando esta canção nos anos 80…Vamos cantar pelos amigos que estão ausentes. Vamos cantar por Freddie Mercury”, disse antes de Love of My Life.

Ag. NewsO que poderia ficar piegas (a própria Love of My Life) acabou sendo uma homenagem justa e na medida certa. As aparições de Mercury em Bijou e  Bohemian Rhapsody em nada soaram oportunistas. As músicas do Queen são patrimônios e a banda (mesmo sem John Deacon) cuida delas com carinho e respeito, e ainda mostram que há como viver convivendo com elementos do passado. Mostraram que o show e a vida podem continuar, sem ter que esquecer ou deixar de lado momentos, coisas ou pessoas do passado . Mostraram que é possível construir um futuro diferente e feliz apenas mudando aquilo que é preciso mudar.

Provavelmente o melhor show internacional de 2008.

Pontos altos:

O set de Brian May e Roger Taylor na rampa que cortava a platéia;
A montagem do kit de bateria de Roger durante o seu solo (a bateria foi montada enquanto ele tocava);
A inclusão de músicas do A Night At the Opera (como 39 e I’m in Love With My Car);
A Arena (ótima acústica e ótimas dependências):
A boa forma da guitarra de May,
A presença de palco de Paul Rodgers.

Pontos fracos:

O preço (abusivo para o Brasil);
O volume do som (poderia ter alguns decibéis a mais),
A Arena (looonnggeee demais e tudo e com um estacionamento difícil de chegar).

Love of My Life

39

Bohemian Rhapsody

Algumas fotos tiradas por mim (fotos profissionais você encontra no Dia Online).

Duas letras para parar, ler e pensar:

Love of My Life (Freddie Mercury)

Love of my life, you’ve hurt me
You’ve broken my heart, now you leave me.
Love of my life can’t you see,

Bring it back bring it back,
Don’t take it away from me,
Because you don’t know
What it means to me.

Love of my life dont leave me,
You’ve stolen my love, you now desert me,
Love of my life can’t you see,

Bring it back bring it back,
Don’t take it away from me,
Because you don’t know
What it means to me.

You will remember
When this is blown over,
And everythings all by the way,
When I grow older,
I will be there at your side,
To remind you how I still love you
I still love you.

Hurry back hurry back,
Don’t take it away from me,
Because you don’t know
What it means to me.

The Show must go on (Queen)

Empty spaces – what are we living for?
Abandoned places – I guess we know the score..
On and on!
Does anybody know what we are looking for?

Another hero – another mindless crime.
Behind the curtain, in the pantomime.
Hold the line!
Does anybody want to take it anymore?
The Show must go on!
The Show must go on!
Inside my heart is breaking,
My make-up may be flaking,
But my smile, still, stays on!

Whatever happens, I’ll leave it all to chance.
Another heartache – another failed romance.
On and on!
Does anybody know what we are living for?
I guess i’m learning
I must be warmer now..
I’ll soon be turning round the corner now.
Outside the dawn is breaking,
But inside in the dark I’m aching to be free!

The Show must go on!
The Show must go on! Yeah!
Ooh! Inside my heart is breaking!
My make-up may be flaking!
But my smile, still, stays on!
Yeah! oh oh oh

My soul is painted like the wings of butterflies,
Fairy tales of yesterday, will grow but never die,
I can fly, my friends!

The Show must go on! Yeah!
The Show must go on!
I’ll face it with a grin!
I’m never giving in!
On with the show!

I’ll top the bill!
I’ll overkill!
I have to find the will to carry on!
On with the,
On with the show!

The Show must go on.

Ouça as músicas do F(r)ases da Vida

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Posta de peixe grelhada com sal grosso e alecrim

Posta de caçãoPara acabar com as dúvidas de que as receitas aqui apresentadas são realmente minhas, consegui a façanha de fotografar duas delas enquanto preparava as mesmas (tarefa árdua para quem costuma se sujar durante o processo).

Desta vez a receita é uma adaptação do salmão grelhado com sal grosso e alecrim. Na falta de tempo ($$) para comprar o salmão, fomos de postas de cação (igualmente deliciosas).

Ingredientes:

Postas de cação ou salmão cortadas com pelo menos 2,5 cm de espessura;
Suco de dois limões grandes;
Alecrim;
Sal grosso,
Azeite

Modo de preparo:

Num tabuleiro misture o suco de limão e o sal grosso em quantidade apropriada a quantidade de peixe. Coloque as postas de cação e deixe ficar nesse marinado por aproximadamente 20 minutos (virando para que fique bem temperado de ambos os lados).

Posta de cação IIUnte a grelha com um pouco de manteiga ou azeite de oliva, coloque o peixe na grelha, dê uma leve regada com azeite e salpique com o alecrim. Deixe em fogo baixo até o peixe ficar cozido (não esqueça de virá-lo) e então coloque em fogo alto para dourar.

Também é possível usar os famosos grills ou até mesmo o sempre fiel fogão.

Depois de grelhado, coloque o cação numa travessa e, se possível, sirva com uma salada com bastante folhas. Neste caso aproveitando a feira livre de sábado, a salada teve couve-flor, pimentões, tomate, brócolis, alface picadinha e cenoura.

Bom apetite!

Educação musical infantil

Esse texto eu publiquei hoje no Mistura Interativa, mas acho que ele merecia vir para cá também. Uma boa ação de utilidade pública.

27_beatlebbUma coisa que sempre tira o sono dos pais que gostam de música é como blindar seus filhos contra a grande quantidade de lixo que se ouve por ai. Uma boa solução é educar os ouvidos dos pequeninos desde que são bebês.

Certa vez uma colega de redação disse que estava sempre procurando um CD do tipo “Iron Maiden para Bebês“. Enquanto esse CD mais “pesado” não é editado, a gravadora Coqueiro Verde lança uma coleção de cinco CDs para a alegria dos pais roqueiros. Pink Floyd, Madonna, Elvis, Beatles e Rolling Stones ganharam disquinhos com capas desenhadas por crianças de até 12 anos, pacientes do Instituto do Câncer (Inca).

O projeto gráfico, coordenado pela designer Adriana Trigona, é apenas a primeira boa surpresa da coleção. As músicas são todas instrumentais com arranjos que, mesmo longe de serem sonolentos, são ótimos para embalar o sono das crianças.

27_stonesbbA escolha das canções foi feliz (a maioria baladas) e com certeza deve agradar a pais e filhos, impedindo que ritmos e artistas menos qualificados entrem no subconsciente da garotada.

Os cinco CDs serão vendidos separadamente, com preços entre R$ 10 e R$ 15. Melhor ainda, parte do dinheiro arrecadado com as vendas será revertido para o Inca.

Parabéns para a Coqueiro Verde e para os jovens ilustradores:

Beatles: Larissa Conceição dos Santos (10 anos)
Elvis Presley: Renato de Sousa Oliveira (15 anos)
Madonna: Karina Sousa dos Santos (9 anos)
Pink Floyd: Julio Maria de Mattos Junior (12 anos)
Rolling Stones: Thaysa Martins da Silva (10 anos)

Ouça trechos dos CDs

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Novo filme dos irmãos Coen é bom, mas irregular

Queime Depois de Ler estréia sexta-feira. Os irmãos Coen juntaram um elenco afiado (John Malkovich, George Clooney, Frances McDormand e Brad Pitt) e um roteiro cheio de humor negro, para fazer uma comédia sobre a estupidez humana.

O filme tem lá seus momentos, mas está longe de ser uma obra-prima. Leiam (mas LEIAM) e entendam (ENTENDAM) o que escrevi na crítica do Mistura Interativa e aproveitem para ver o trailer.

Um update nos shows

Abaixo os shows que assisti do final de setembro até hoje. Para ver a lista completa do ano, clique aqui.

Scorpions, Diana Krall, Mart’nália, Frejat, Jards Macalé e Adriana Calcanhotto, Maria Rita, Lô Borges, Roger Hodgson, America, Dione Warwick, Monarco, Joyce, Tia Surica, Beth Carvalho, Duran Duran e Skank.

Duran Duran – uma crítica politicamente incorreta

duran5A noite de domingo (23/11) estava meio fria, eu vinha de um plantão de feriadão e estava cansado. Quando Débora chegou e logo aconteceu uma explosão e falta de luz no jornal. Seria um mau presságio? Bem, fui para o Vivo Rio assim mesmo.

Chegamos, pegamos nossos convites e pulseiras e fomos para o camarote, que estava ocupado! Bem, uma atendente nos sugeriu irmos para o do lado (vazio). Fomos, mas acabamos mudando para outro melhor, após uma tentativa sem sucesso de entrarmos na pista vip.

O Show começa e Simon Le Bon (voz), John Taylor (baixo) e Nick Rhodes (teclados) e Roger Taylor* (bateria) aparecem esticadinhos e cheios de botox ao lado de um guitarrista, um saxofonista e uma backing negra, com bela voz. Logo de cara um som alto e com destaque para a guitarra tomou conta do Vivo Rio, que deu a primeira mostra de que estava lá para pular e se divertir quando Simon perguntou se todos estavam ‘hungry’, antecipando Hungry Like a Wolf.

Com a casa sem lotação total, era possível ver as pessoas dançando até com certo conforto. Simon mostrava dançava sem muita animação, fazendo ‘o seu’, o que já era suficiente para ganhar gritos de “Lindo”, Gostoso”, de mulheres e homens (?!) (tô fora dessa!).

Um cospe e o outro xinga

duran1Uma toalha estrategicamente colocada entre o kit de bateria e os teclados de Nick foram o alvo de umas 72 cuspidas do vocalista! Já vi gente bebendo água, vodka, etc. Mas cuspir? Bem, se faz bem para a voz (e ele está cantando muito bem), deixe o rapaz (?!) em paz. Se não bastasse isso, logo na primeira vez que se dirigiu ao público, John Taylor solta a pérola: “Put your hands together, mother fuckers!“. E o público atendeu! Mother fucker é a pqp!

O show? Ah é, teve o show. Foi ótimo, todos os sucessos estavam lá, o público se emocionou com Save a Prayer, pediu e dançou com The Reflex e acabou a noite com a infalível Rio. Teve até a música do comercial de shampoo (ou condicionador ou algo parecido): Ordinary World.

Mico monumental

Foram 21 nos para o Duran Duran voltar a tocar no Rio e no fim do show fazem Simon pagar o mico de se enrolar em uma bandeira do Brasil enquanto vestia uma camisa do framengu. Pobre Simon. Se o show foi ótimo (mas não valia os R$ 420 que muitos pagaram), essa cena é daquelas que fariam pedir o dinheiro de volta.

Quem quiser uma crítica mais focada na música, leia a que escrevi no Mistura Interativa.

* Havia esquecido de citar que o baterista Roger Taylor também faz parte da formação original do Duran Duran. Obrigado aos que notaram a falha.

Ouça as músicas do F(r)ases da Vida

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Parceiro se torna irritante com o tempo

briga-de-casalSeguindo a onda do Fim do Amor Romântico, da constatação de que mulheres preferem parceiros parecidos com seus pais, de constatarem que a Dor Emocional Dura Mais Que a Dor Física e de descobrir que Os Feios Ficam Mais Bonitos Quando Estamos Bêbados, isso sem contar que os Homens Gastam Mais com Mulheres Vestidas de Vermelho, os cientistas resolveram gastar tempo e dinheiro para descobrir que os casais vão perdendo a paciência um com o outro com o passar do tempo.

É a velha história de que pequenos detalhes vão ganhando grandes proporções por conta da intimidade e da vontade incontrolável de fazermos com que nossos hábitos e manias se sobreponham sobre as do nosso parceiro. Após um certo tempo parece que tudo que a outra metade do casal faz é para irritar. Pode ser mudar um móvel de lugar, trocar a ordem das gavetas ou até mesmo começar uma limpeza pelas coisas do companheiro.

O estudo diz que se você briga hoje, a coisa só deve piorar. E isso só acontece porque (se você é daqueles que têm problemas para viver a dois) você fica cada vez mais irredutível. Pior, quando a relação é com filhos ou amigos, o irritadinho fica cada vez mais flexível e compreensivo.

briga-de-casal2Com o passar do tempo, nós nos tornamos mais confortáveis com o nosso companheiro, e isso faz com que seja mais fácil expressar nossos sentimentos ao outro“, disse Kira Birditt, que liderou o estudo. Cascata pura!

O que acontece é que muita gente não tem a noção de que um relacionamento/casamento vive de pequenas concessões que fazemos todos os dias. Com o tempo fica-se com a impressão de que essas concessões não são mais necessárias e que é obrigação do companheiro entender que eles são superiores.

O estudo também diz que os mais velhos têm mais tolerância. Será? Pela minha experiência fica a impressão de que quanto mais velho, mais dificuldade para pedir desculpas os superiores têm.

Será?

Leia mais sobre a pesquisa aqui.

Skank finca Estandarte no Canecão

Mais um grande show no Canecão. Leia (quase) tudo o que achei da apresentação clicando aqui.

Amores Imperfeitos (Samuel Rosa – Chico Amaral)

Não precisa me lembrar
Não vou fugir de nada
Sinto muito se não fui feito um sonho seu
Mas sempre fica alguma coisa
Alguma roupa pra buscar
Eu posso afastar a mesa
Quando você precisar

Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação

Eu não quero ver você
Passar a noite em claro
Sinto muito se não fui seu mais raro amor
E quando o dia terminar
E quando o sol se inclinar
Eu posso por uma toalha
E te servir o jantar

Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação

Mentira se eu disser
Que não penso mais em você
E quantas páginas o amor já mereceu
Os filósofos não dizem nada
Que eu não possa dizer
Quantos versos sobre nós eu já guardei
Deixa a luz daquela sala acesa
E me peça pra voltar

Não precisa me lembrar
Não vou fugir de nada
Sinto muito se não fui feito um sonho seu

Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação

Mentira se eu disser
Que não penso mais em você
E quantas páginas o amor já mereceu
Os filósofos não dizem nada
Que eu não possa dizer
Quantos versos sobre nós eu já guardei
Deixa a luz daquela sala acesa
E me peça pra voltar

Creedence Clearwater Revival

A Universal Music acaba de relançar os seis primeiros discos do Creedence Clearwater Revival. Demorei para ouvir tudo com calma e aproveitei o feriadão para colocar uma matéria no ar.

Quem quiser saber o que achei das novas versões de Creedence Clearwater Revival, Bayou Contry, Green River, Cosmo’s Factory e Pendulum, pode seguir o link e ler tudinho.

creedence

Cinema: A Duquesa

duquesa_cartazNa próxima sexta-feira entra em cartaz mais um filme de época, retratando os nobres ingleses. Ontem (18/11) foi a cabine para a imprensa e a crítica pode ser encontrada no Dia Online.

Um aviso: Talvez seja melhor esperar o lançamento em DVD – a não ser que você seja viciado em belos figurinos e paisagens – , mas vale dar uma conferida no trailer, que está no link lá do Online.

Feliz aniversário, Tia Surica!

tia_zurica_1Confirmando a fase eclética, estive ontem (terça 18/11) na festa de aniversário da Tia Surica, no Teatro Rival (Centro do Rio). Boa música, clima de churrasco em família e uma platéia animada deram o tom da noite. Para mim a grande presença da noite (tirando a aniversariante, claro) foi a de Monarco, que ainda se recupera de uma doença rara nas pernas e mesmo assim desfilou alguns de seus clássicos.

Leia a crítica completa no Mistura Interativa.

monarcoVai Vadiar (Alcino Corrêa e Monarco)

Eu quis te dar um grande amor
Mas você não se acostumou à vida de um lar
O que você quer é vadiar
Vai vadiar

Vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar
Vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar

Eu quis te dar um grande amor
Mas você não se acostumou à vida de um lar
O que você quer é vadiar
Vai vadiar

Vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar
Vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar

Agora não precisa se preocupar
Se passares da hora, eu não vou mais te buscar
Não vou mais pedir, nem tampouco implorar
Você tem a mania de ir pra orgia só quer vadiar
Você vai pra folia, se entrar numa fria não vem me culpar
Vai vadiar

Vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar
Vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar

Quem gosta da orgia, da noite pro dia não pode mudar
Vive outra fantasia, não vai se acostumar
Eu errei quando tentei lhe dar um lar
Você gosta de sereno e meu mundo é pequeno pra lhe segurar
Vai procurar alegria e fazer moradia na luz do luar
Vai vadiar

Vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar
Vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar

Minicontos do desconforto (92)

Mais uma pequena obra-prima de André “Barba” Machado, retirado do seu Cadafalso II.

Acordou cedo e achou o mundo muito silencioso. “Deve ser assim quando se decide parar de buscar o amor”, pensou.

Então pegou o jornal, abriu na página dos obituários e descobriu o seu próprio, num canto.

Trabalhamos em empregos que odiamos para comprar porcarias de que não precisamos

panicbutomJá fui dono de loja de roupas, gerente de loja de calçados infantis e sempre tentei me divertir com o trabalho. Algumas vezes é difícil (geralmente por causa das pessoas) e nunca entendi quem trabalha com o que não gosta, reclama o tempo todo e não tenta melhorar o ambiente.

Mulheres geralmente tem a impressão de que a resposta é apenas tomar coragem e mudar de emprego. Queridas, dinheiro é fundamental e não compreendo como elas (logo elas, que adoram comprar coisas supérfulas) não enxergam isso.

image-020Claro que nem sempre é possível trabalhar no que se gosta – eu trabalho – mas sempre há algo que impeça que um emprego torne nossa vida um inferno. Sempre há um Botão do Pânico para apertar. Aliás, inferno é falta de emprego.

Poderia ficar aqui horas escrevendo sem parar, mas preciso ir correndo na Casa & Vídeo para comprar uma oveteira, algo imprescindível na vida moderna atual.

Mulheres preferem parceiros parecidos com seus pais

Para não dizerem que pego no pé das pesquisas inglesas, aqui vai uma fita por húngaros. No estudo publicado no Proceedings of the Royal Society Biological Sciences, os pseudo cientistas descobriram que as mulheres gostariam mesmo é de casar e ir para a cama com seus pais – ou pelo menos homens parecidos com eles. Seria isso um incesto mental?

Segundo o estudo, os homens também procuram por suas mães nas companheiras mas isso elas vivem dizendo para a gente o tempo todo). Seria verdade?

Com a recente onda de tiros e seqüestros após o fim de relacionamentos, casamentos e simples namoros, pode ser mesmo melhor (para as mulheres) procurar casar com o papai.

Mais sobre o estudo aqui.

Os olhos podem enganar, o sorriso mentir, mas a verdade vem sempre com os sapatos

01_house2aHouse voltou (nos EUA) e com ele volta o sarcasmo e a crueldade mais brilhante da TV nos últimos anos. Na verdade, acho House o melhor personagem de todos os tempos da TV americana. Queria ser assim quando crescer :p

A frase de hoje é dele e é um exemplo da psicologia torta da mente do dr. manco. House descartou a
contratação de uma médica porque ela calçava um sapato com um salto muito alto na entrevista de emprego.

“Só alguém muito desesperada ou muito masoquista calçaria algo assim em um emprego onde é preciso andar de um lado para o outro e correr para salvar vidas. Seja qual for o caso, não preciso de gente assim”, pensou.

evolucao_salto_alto1aEle está certo. Olhares dissimulam, sorrisos dizem o que não se quer dizer, mas os detalhes são o que sempre entregam as pessoas. Pode ser uma peça de roupa, um tíque, um tom de voz ou até mesmo uma vírgula ou expressão colocada de maneira aparentemente inofensiva em algum texto.

Feroli abre a casa e chama para o seu aniversário é bem diferente de Feroli abre a sua casa e chama para o aniversário. Parece simples, mas mostra a personalidade de cada um.

Momento estilista de moda

Adoro pés bonitos e sempre reparo nos calçados femininos. Alguns parecem embrulhos de presente, outros são apenas estranhos e os bonitos são os que realçam a beleza de do conjunto pernas/tornozelos/pés, sem parecer desconfortáveis.

Fim do momento estilista de moda

No fim, vemos que nunca é possível esconder totalmente quem somos, atrás de roupas e semânticas.

Vida longa ao chinelo de dedo!

We All Fall in Love Sometimes

captain-fantastic-elton-john1Seguindo a linha romântica, aqui vai a letra de uma grande música de um dos reis das baladas pop (Elton John), com letra de um doa mais brilhantes letristas de todos os tempos (Bernie Taupin).

We All Fall in Love Sometimes – Do álbum Captain Fantastic And The Brown Dirt Cowboy (1975)

Wise men say
It looks like rain today
It crackled on the speakers
And trickled down the sleepy subway trains
For heavy eyes could hardly hold us
Aching legs that often told us
It’s all worth it
We all fall in love sometimes

The full moon’s bright
And starlight filled the evening
We wrote it and I played it
Something happened it’s so strange this feeling
Naive notions that were childish
Simple tunes that tried to hide it
But when it comes
We all fall in love sometimes

elt-ber20Did we, didn’t we, should we couldn’t we
I’m not sure `cause sometimes we’re so blind
Struggling through the day
When even your best friend says
Don’t you find
We all fall in love sometimes

And only passing time
Could kill the boredom we acquired
Running with the losers for a while
But our Empty Sky was filled with laughter
Just before the flood
Painting worried faces with a smile

Ouça as músicas do F(r)ases da Vida

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Um céu cheio de bateristas

Bateristas de rock geralmente são pessoas engraçadas, loucas e que conseguem se dar bem com os egos inflados dos membros mais importantes de suas respectivas bandas. Eles (bateristas) também têm o péssimo hábito de morrerem cedo, por conta da dobradinha álcool e drogas. Hoje (13/11/2008) chega ao céu mais um membro do seleto grupo dos monstros sagrados: Mitch Mitchell, que fez parte da banda de Jimmy Hendrix (The Jimi Hendrix Experience ) e tocou com ele em shows como o de Woodstock e o da Ilha de Wright.

Aos 61 anos, Mitchell vai se encontrar com John Bonham (Led Zeppelin) e o mais brilhante e louco de todos, Keith Moon (The Who) e , numa época na qual qualquer um pode tocar uma bateria eletrônica, o trio deve fazer barulho suficiente para não deixar nenhum anjo dormir, com talento e baquetas (nada de eletrônica).

Se Drum’n’Bass deveria ter por definição as aras de Jack Bruce e Ginger Baker, a música na Terra fica bem mais pobre a partir de hoje. Os homens por trás das batidas de clássicos como Stairway to Heaven, Baba O’Riley e Foxey Lady, Little Wing e Crosstown Traffic, entre outras, farão falta não só por conta de seus talentos, como também por conta de suas personalidades. É assim com Ringo Starr, Ginger Baker, Charlie Watts, alguns dos últimos remanescentes da velha guarda se mantêm na ativa, mesmo que os cabelos brancos (ou a falta de cabelos) já sejam impossíveis de esconder e os braços já não batam com tanta força e rapidez nas pobres baterias.

Hoje a banda de rock do céu/inferno fica mais pesada.

R.I.P.

Abaixo vídeos de cada um dos bateristas citados. Apenas Mitch Mitchell ganha dois. Divirtam-se.

Mitch Mitchell

Keith Moon

John Bonham

Ringo Starr

Charlie Watts

Ginger Baker

Fim do amor romântico?

Se você tiver de escolher entre o amor e a individualidade, opte pelo segundo

Meses atrás uma amiga me enviou um texto no qual um psicólogo idiota (que hoje tem um progema em uma rede nacional de rádio, defendia que se você tiver de escolher entre o amor e a individualide, opte pelo segundo. Mais tarde, neste mesmo blog, fui acusado de ser um romântico disfarçado. Esta semana, no blog No Divã com Samantha,  um texto sobre o assunto: Será o fim do amor romantico?

Deixo claro que ninguém que goste de Paul McCartney pode negar acreditar no amor e no romantismo, por mais que a lógica contrarie esses conceitos. Depois, esse tipo de comentário me lembra um filme onde um raqdialista fazia um programa sobre como manter o casamento, mesmo sendo divorciado.

Algumas pessoas querem encher o mundo com tolas canções de amor. O que há de errado nisso?

Individualidade, nesse caso, nada mais é do que egoísmo, narcisismo e medo de dividir, compartilhar, embora o grande doutor diga que: O individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio…os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico. Pensam que precisam de outra pessoa para se completar.

Parece que não acreditar que existe alguém feito para você, que reconhecer que um relacionamento é mantido com pequenas concessões diárias e que viver sozinho não é prova de independência, mas, na maioria das vezes, um sinal de incompetência emocional, é fraqueza. Muito melhor fazer pose de ‘muderno’ e curtir uma solitária velhice emocional.

Amar romanticamente é acreditar que, mesmo após fazer tudo certo e fracassar, uma nova tentativa usando o método (errado) do companheiro/a pode funcionar.

Os solteiros, com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão

As explicações para o fracasso dos relacionamentos (e nisso eu e o doutor idiota concordamos), está no egoísmo de cada um. O problema é que ele acha o egoísmo uma qualidade. Eu, considero defeito e, em casos mais graves, uma grande demonstração de covardia.

Quem sabe não seja melhor ir para a noite, se jogar, ficar com alguém de visual atraente, com cérebro de azeitona, que jamais causará problemas, discordará de nada ou térá alguma opinião sobre um assunto que não seja malhação ou batuque, do que apostar em algo/alguém que desafie sua paciência tanto quanto desafia sua mente.

Muitos casais moram até em cidades diferentes

Incível como podemos usar verdades para falar mentiras. Viver com suas manias é saudável e precisa ser entendido pela outra metade do casal. Caso as manias sejam muito irritantes, pode ser o momento de abrir uma daquelas raras exceções onde uma conversa de adulto ou o temeroso momento de discutir a relação seja bem vindo, desde que as mentes estejam abertas para admitir seus enganos.

Até mesmo a cascata de ‘não transo com amigos‘ o dr. idiota defende. Melhor o sexo com um inimigo, claro.

Quando alguém diz: Tudo acaba, melhor conferir se esse relacionamento realmente começou.

Viva o amor romântico.


Enquete do F(r)ases

O resultado da enquete que perguntava qual o assunto preferido dos meus ilustres leitores foi o seguinte: Em primeiro lugar (disparado) ficaram os textos sobre frases. Tenho uma tonelada deles para publicar e tentarei ser mais freqüente.

Agora, dêem suas opiniões sobre o mundo com o novo presidente dos EUA, na nova enquete (ai do lado), sobre o mundo com o novo presidente dos EUA.

Omelete de Forno

Essa é (talvez) a segunda receita que fiz na vida, quando ainda era muito magro e inculto. Aproveitando uma fome repentina e a total falta de conhecimento técnico, fiz uma experiência que deu certo e que me acompanha onde quer que eu vá: o Suflê de Pobre ou Omelete de Forno ou Torta de Ovo. Deixei de usar o termo suflê, depois que assisti a um dos programas do Anthony Bourdain e descobri a quantidade de requisitos e o trabalho que dá fazer um verdadeiro suflê. Melhor ficar com o Omelete de Forno.

Fuçando o que tinha na cozinha e pensando em algo fácil e rápido (nem tão fácil, nem tão rápido), consegui separar os seguintes ingredientes:

3 ovos
Um pouco de fermento (de preferência Fleischmann/biológico)
Um pouco de cheiro verde
Meia cebola picadinha
2 fatias médias de queijo (de preferência minas)
Meio tablete de margarina ou uma colher de sopa
Um refratário pequeno/médio e alto
1 colher de sopa de leite

Bem, como essa é uma receita para emergências, muitas das quantidades usadas vão precisar de um pouco de bom senso, na hora do preparo.

sufleVamos lá:

Corte o cheiro verde bem picadinho, corte o queijo em cubos e bata os ovos. Após bater os ovos, como se fosse fazer um omelete, coloque em um prato, misture o leite e uma quantidade de fermento de acordo coma altura do seu refratário. Mexa suavemente e deixe descansar por mais oumenos 10 minutos. Enquanto isso, ligue o forno em temperatura baixa e unte o refratário com a margarina (usando o papel do tablete ou um pedaço de toalha de papel.

Despeje o conteúdo no refratário, coloque o queijo, a cebola, uma pitada de sal e o cheiro verde e leve ao forno.

Se tudo correr bem, o Omelete de Forno vai crescer, com o queijo derretido e a cebola e as ervas bem espalhadas por ele.

Sirva quente, acompanhado de arroz branco ou o que tiver sobrando na cozinha.

Salva vidas.

*Foto meramente ilustrativa

Pessimismo e otimismo

Duas letras de Lennon & McCartney, pequenas obras primas que  definem bem a personalidade de cada um deles e que serve de mensagem para muitos até hoje.

Pessimismo:

I’m Looking Through You (Lennon / McCartney) – 1965

I’m looking through you, where did you go
I thought I knew you, what did I know
You don’t look different, but you have changed
I’m looking through you, you’re not the same

Your lips are moving, I cannot hear
Your voice is soothing, but the words aren’t clear
You don’t sound different, I’ve learned the game.
I’m looking through you, you’re not the same

Why, tell me why, did you not treat me right?
Love has a nasty habit of disappearing overnight

You’re thinking of me, the same old way
You were above me, but not today
The only difference is you’re down there
I’m looking through you, and you’re nowhere

Why, tell me why, did you not treat me right?
Love has a nasty habit of disappearing overnight

I’m looking through you, where did you go
I thought I knew you, what did I know
You don’t look different, but you have changed
I’m looking through you, you’re not the same

Yeah! Oh baby you changed!
Aah! I’m looking through you!
Yeah! I’m looking through you!
You changed, you changed, you changed!

Otimismo:

We Can Work It Out (Lennon / McCartney) – 1966

Try to see it my way,
Do I have to keep on talking till I can’t go on?
While you see it your way,
Run the risk of knowing that our love may soon be gone.

We can work it out,
We can work it out.

Think of what you’re saying.
You can get it wrong and still you think that it’s all right.
Think of what I’m saying,
We can work it out and get it straight, or say good night.

We can work it out,
We can work it out.

Life is very short, and there’s no time
For fussing and fighting, my friend.
I have always thought that it’s a crime,
So I will ask you once again.

Try to see it my way,
Only time will tell if I am right or I am wrong.
While you see it your way
There’s a chance that we might fall apart before too long.

We can work it out,
We can work it out.

Life is very short, and there’s no time
For fussing and fighting, my friend.
I have always thought that it’s a crime,
So I will ask you once again.

Try to see it my way,
Only time will tell if I am right or I am wrong.
While you see it your way
There’s a chance that we might fall apart before too long.

We can work it out,
We can work it out.


Explodiu a espaçonave

030201-F-9999G-001Chego para trabalhar* e pergunto: Tudo bem?
Resposta: Explodiu a Challenger!

Pensei que era brincadeira, xinguei os coleguinhas e comecei a trabalhar. Se há algo irretocável é a capacidade da NASA em se livrar de desastres. Era a décima operação da Challenger e a primeira com uma mulher civil e um negro a bordo.

Como pode isso? Todos os milhões de dólares e anos de experiência detonados por conta de um defeito em uma peça de menos de US$ 100, que causou um vazamento e a explosão de um dos tanques de combustível. Inacreditável.

challenger2Vi e revi a cena várias vezes e fico com a sensação de que não verei nada parecido nunca, de que esse é um daqueles eventos que farão parte da história do século. Não tenho certeza como vai ficar o programa espacial depois desse desastre, mas tenho a impressão de que políticos, técnicos e astronautas ficaram com a pulga atrás da orelha antes de qualquer decolagem.

A frase de um ex-tripulante é enigmática: “Você sempre fica preocupado quando sobe em um aparelho que custou milhões de dólares e sabe que tudo que está dentro dela está lá porque foi o mais barato possível“.

Vida de astronauta nunca mais será a mesma.

* Nesta época trabalhava na extinta Bloch Editores.

A Banda dos Contentes

A Banda Dos Contentes (Erasmo Carlos – Roberto Carlos)1976

1976-bandadoscontentes-frenteEstá tão difícil ajeitar as coisas
E, cada vez mais, agradar a todos
Quanto mais se faz, mais fica-se devendo
E pra se viver, mais vai se fazendo

Roer as 20 unhas não adianta nada
Correr pra velha, não é solução
Todos dançam tristes na banda dos contentes
Ritmos todos, bem diferentes
Às vezes, olho no espelho
Não vejo minha cara
E com que cara que eu vou me mostrar
Dentro de mim, com o meu saco cheio
Porque a vida me fez
Somente do meu tamanho
Com todo o direito
Reclama o meu peito
Achando que a mente
Não tem mais condição
Está faltando a força duvidosa
Da minha razão

Eu preciso urgentemente de um psicanalista
Vou pagar pra ver meus pontos de vista
Ou, então, eu mesmo me trato
Com a viola e vou pro mato
Senão minha cabeça explode
Explode… explode… explode…
Ou quem sabe ela implode
Num processo simplesmente se dissolve
Me diga onde já se viu
Um corpo confuso que a cabeça fundiu

Ninguém muda o suficiente

evolutionofman

Ninguém muda o suficiente é daquelas frases repetidas com freqüência e que mostram que nem sempre o que é colocado como verdade é mesmo verdade. As pessoas mudam, sim (ponto). E mudança não significa que algo melhorou ou piorou. Significa que ficaram diferentes, o que pode tornar complicada a compreensão dessa mudança.

Filosofias a parte, resta saber também o que querem dizer com suficiente. Não sei como as pessoas já não estão de saco cheio de psicólogos de meia-tigela, programas e livros de auto-ajuda e afins.

Sei que as pessoas mudam o suficiente para darem a impressão que mudaram radicalmente. Tirando aqueles que aceitaram uma religião em seu coração, o resto são mesmo apenas mudanças cosméticas, como se trocassem a camisa, o penteado ou a cor do esmalte das unhas.

Mudanças profundas demoram anos e não é necessário apenas um sonho, acordar e dizer: ‘Vou mudar e minha vida vai melhorar‘. Mais fácil mudar de casa e criar uma roupa nova para seu personagem do dia-a-dia.

Conheço quem sente orgulho de ser o mesmo de 20 anos atrás… lamento por eles (mudar também é evoluir), assim como conheço alguns que pegam um avião, mudam de cep e se consideram diferentes… lamento por esses também, pela total falta de percapção da realidade.

O ideal é poder olhar para trás e não sentir muitos arrependimentos, ver que estava certo na maior parte do tempo e que nada será como já foi um dia (by Lulu Santos).

Mudanças podem significar novos gols, novos objetivos ou apenas novas abordagens e estratégias para alcançar esses objetivos. Muitas vezes, encarar uma situação por outro pontode vista é o suficiente para mudar uma vida. Precisa-se apenas de coragem e de uma falta de ego, incomuns na maioria dos mortais.

A vida pode mudar, as atitudes podem ser diferentes, mas sempre fica o gosto do que realmente gosatamos lá no fundo*

Mas fica a pergunta: Será que vale mesmo mudar o suficiente?

*Esta parte do texto havia sido (mal) editada e deixada de fora do original. Resolvi recolocá-la em seu lugar (6/11).