Anjos e demônios

Reza a lenda que todos lutam contra seus demônios durante a noite. Nunca acreditei nisso. Demônios lutam conosco durante o dia, quando tomamos aquela decisão errada, fazemos a escolha covarde, forjamos a imagem mentirosa, deixamos passar a data importante de maneira silenciosa apenas para marcar posição, flertamos com quem não devemos por diversão, quando não ajudamos aquela velhinha na rua ou quando somos grossos, apenas para mostrar que podemos.

Batalhamos com nossos demônios quando decidimos não olhar para trás, quando não olhamos para o lado e passamos por cima de tudo, quando lemos o que queremos ler e não o que está escrito, quando não ouvimos ou quando apenas queremos falar quando sabemos que isso não vai acontecer.

Duelar com os demônios nem sempre é fácil, mas, como toda batalha diária, acaba se tornando parte do seu cotidiano, parte do seu viver. Difícil mesmo é encarar nossos anjos, aqueles que vêm durante a noite para questionar, atormentar e questionar. Não adianta fingir felicidade, se esforçar nos sorrisos, se abastecer de álcool, eles vão cobrar por tudo o que fazemos, sem piedade.

Nunca fui grande freqüentador de igrejas ou qualquer outro templo religioso, porque também não acredito em ajuda apenas nos momentos de dor e desespero. Não acredito em quem aparece, reza e não pratica. Não acredito que os anjos acreditem.

Sempre que tenho que escolher uma batalha, prefiro enfrentar os demônios que nos rondam enquanto o sol está brilhando. Eles são muito menos perturbadores. Os anjos são quem nos fazem ver quem realmente somos e não quem gostaríamos de ser.

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Esses ingleses maravilhosos e suas pesquisas “voadoras” (II)

Qualquer um sabe que uma pessoa só é feia se a quantidade de álcool no organismo de quem está olhando não estiver na dose certa. Não é que os ingleses gastaram tempo e dinheiro para descobrirem que o ÁLCCOL TORNA AS PESSOAS MAIS BONITAS!?!

Pegaram 84 coitados para servirem de cobaia, serem embriagados e darem suas opiniões sobe o sexo oposto (barango(a), sempre, claro). Qual resultado poderiam obter?

O único resultado prático dessa pesquisa é dar aos feios uma razão para ir contra as leis que querem fazer com que as pessoas bebam menos.

Por essas e outras que só saio com mulhees que bebam!

Leia mais sobre mais esse importante estudo aqui.

Samba, Bossa Nova e MPB

Falar bem de bossa nova não será muito comum neste espaço. O mesmo para samba, mas sempre haverá exceções. O Samba-pop-de-booutique de Maria Rita (corpão para ser conferido nas fotos abaixo) e o show Samba Meu contrastaram com as melodias e clássicos da MPB apresentados por Joyce e Zé Renato na noite anterior (sexta, 26/9), no show Encontro das Águas.

Duas belas vozes, uma proposta simples (apresentar canções imortalizadas por duos) e três belas surpresas – músicas inéditas que devem compor um futuro CD/DVD. Uma delas extremamente triste (“de cortar os pulsos”, segundo Joyce), mas que é a grande prova de que quando dois grandes talentos acertam, acertam mesmo.

O J Club, no segundo andar da elegantíssima Casa de Cultura Julieta Serpa (desde já um dos meus locais preferidos no Rio), se mostrou perfeito para shows de pequeno porte (apenas dos dois e seus violões), além de ter preços surpreendentemente honestos, se comparados com a da maioria das casas de shows e bares da Lapa, por exemplo.

Joyce e Zé estão lançando projetos novos  – um CD sobre Jovem Guarda () e um DVD comemorando 40 anos de carreira (Joyce) – e não há mais shows da dupla programados. Quando souberem de algum, (fiquem de olho no Diversão é a Solução) não percam!

Sobre Maria Rita? A filha de Elis tem mesmo razões para ser chamada de Vaca Premiada por alguns do meio musical. Curta as fotos abaixo e leia a crítica do show, aqui.

Na próxima semana mais shows (Dave Matthews) e muito teatro.

Quem quiser ver o corpo da filha da Elis com mais detalhes pode clicar nas belas fotos da Ag. News e conferir tudinho.

Poesia tecnológica

Há pessoas que se sobressaem pelo talento.  André ‘Barba’ Machado é desses, que mesmo escrevendo sobre tecnologia (assunto que não dominava anos atrás) e se dividindo na gravação de seu segundo CD (de rock, claro), pode sair com um texto desses (roubado do Cadafalso II).

Quero ser assim quando crescer.

Clico em
“Desligar o amor”.
Aparece a famigerada
caixa de diálogo:
o que você deseja fazer?
“Em espera”
“Desativar”
“Reiniciar”

Faltou o botão
“Destruir para todo o sempre”.

Brian Wilson comes back

Quem me conhece sabe que sou fã xiita de carteirinha de fã clube oficial dos Beach Boys e que fico sempre animado quando algo novo é lançado. Recebi o novo CD do Brian Wilson e fiz crítica lá no site do Dia Online. Ainda por estes dias vou escrever (aqui ou lá) sobre os novos lançamentos do Queen, David Gilmour e Paul Weller, sobre quem fiz post alguns dias atrás.

Post mais profundo mesmo só no sábado 🙂

Leia a crítica do novo CD de Brian Wilson (That Lucky Old Sun), clicando aqui.

Jards Macalé, Adriana Calcanhotto e Wally Salomão

Mais um dos shows diferentes que fui assistir e gostei muito. Wally Salomão era um poeta pouco convencional, Jards Macalé é uma figura ímpar na música brasileira e Adriana Calcanhotto é o toque de doçura que os dois precisam.

Leia a crítica.

Abaixo algumas fotos do espetáulo Olho de Lince, no Teatro Rival.

Woody Allen: Ninguém é gênio por acaso

Afirmação retirada de uma entrevista publicada no jornal Folha de São Paulo em 30/04/08 e roubada do blog Cadafalso, do amigo André Machado.

Sempre senti que a vida é uma confusão muito grande. Tenho uma visão sombria e pessimista da vida e da fé do homem, da condição humana. Mas acho que há alguns oásis extremamente divertidos no meio dessa miragem. Há momentos de prazer e momentos que são divertidos, mas, basicamente, a vida é trágica.

Aguardando o Tim Festival

No sábado, 25 de outubro, o Tim Festival (versão carioca) vai receber sua melhor atração (na minha humilde opinião): Paul Weller. O ex-líder do Style Concil e do The Jam (ou vice-versa), é um dos músicos mais talentosos da Inglaterra, tendo uma carreira de sucesso mesmo sem a companhia de um grupo.

Mais do que um compositor, Weller é também um excelente cantor e aproveito para colocar o vídeo onde ele e o gênio Pete Townshend recriam de maneira muito inspirada So Sad About Us, uma música menor do The Who. O show é do ano de 2000 e prova que até os gênios podem ter mal-gosto, como pode ser comprovado olhando para a cor das camisas dos músicos.

So sad about us

La la la la la la la

So sad about us
So sad about us
Sad that the news is out now
Sad, suppose we can’t turn back now
Sad about us

So bad about us
So bad about us
Bad – never meant to break up
Bad – suppose we’ll never make up
Bad about us

Apologies mean nothing
When the damage is done
But you can’t switch off my loving
Like I can’t switch off the sun

La la la la la la la

La la la la la la la la la la

So sad about us
So sad about us
Sad – never meant to break up
Sad – suppose we’ll never make up
Sad about us

E para não deixar dúvidas de que Pete é um gênio, do mesmo show no Royal Albert Hall, em 2000, ele e Eddie Vedder destroem em I’m One.

Realmente espero morrer só depois de poder vê-lo ao vivo.

I’m One

Every year is the same
And I feel it again
I’m a loser – no chance to win
Leaves start falling
Come down is calling
Loneliness starts sinking in

But I’m one
I am one
And I can see
That this is me
And I will be
You’ll all see
I’m the one

Where do you get
Those blue blue jeans?
Faded patched secret so tight
Where do you get
That walk oh so lean?
Your shoes and your shirts
All just right

I got a Gibson
Without a case
But I can’t get that even tanned look on my face
Ill fitting clothes
I blend in the crowd
Fingers so clumsy
Voice too loud

Que PIB, que nada! O negócio é Roberto Ribeiro e Paulo Diniz

O F(r)ases da Vida, assim como a maioria dos espaços pelos quais sou responsável, é um espaço democrático. Sendo assim, abro espaço para a crônica de uma amiga querida.

Comentem, comentem!

Que PIB, que nada! O negócio é Roberto Ribeiro e Paulo Diniz (**)

Marion Monteiro (*)

Neste sábado cinzento no Rio de Janeiro, depois de uma semana de alta dos juros, de PIB e “robustos” resultados da economia brasileira, nada melhor do que ouvir, com fervor religioso, ou até como ato de contrição, o sambista Roberto Ribeiro, cara e coração do Império Serrano.

Muitos podem discordar, com toda a razão. Entendo pouco de samba, mas considero Roberto Ribeiro o maior sambista de muitos tempos. Uma perda. Morte trágica. Os mais jovens desconhecem a excelência de sua voz, o repertório “robusto”, o cadenciado, o xote, o samba de roda, o pagode, o vozeirão. Um intérprete de primeira linha, mas que anda esquecido atualmente nas rádios e lojas de CDs.

Mas ninguém nunca vai cantar o samba-enredo “Estrela de Madureira”, de Acyr Pimentel e Cardoso, como ele, que não tinha vergonha nenhuma de ser chamado de puxador de samba, pois sempre soube que era bem mais do que isso. Um intérprete magistral do maior samba-enredo de todos os tempos, esse do Império Serrano. (Muita gente pode discordar, porque, digo mais uma vez, não entendo nada de samba, só das pretinhas, não do samba, mas do computador).

Um recado para o blog: continuo mangeirense xiita como você, viu Vicente? Mas ouvir o canto visceral de Roberto Ribeiro em tempos de Selic, de PIB, de casamento de atriz global e de Furacão Ike virou um oásis. Nada mais do que um som que ameniza a fúria. Isso remete a um outro intérprete e compositor genial mais ainda esquecido pelos velhos e novos e pelos seus colegas do meio (ou fim) musical: o piauiense Paulo Diniz. Cadê você?

Há anos, as informações sobre o paradeiro de Diniz davam conta de que ele estaria muito, mas muito doente num hospital em Niterói. Cadê a gravadora? Cadê os amigos? Onde está Paulo Diniz, maravilhoso cantor de voz anasalada e uma cantiga gostosa? Autor, junto com Baiano Odibar (creio eu) de músicas inesquecíveis: “Um chope pra distrair”, ” Pingos de amor” e ” Piri Piri”. Cântico delicioso.

Cadê você, Paulo Diniz? Me emociono sempre quando ouço “Bahia Comigo”, também em parceira com Odibar. Cadê você, Paulo Diniz?

(*) Marion Monteiro é jornalista
(**) Texto originalmente publicado no Blog do Vicente, no jornal Correio Brasiliense em 13/09/08

Somos aquilo que as pessoas acham que somos

Poucas coisas enganam mais do que a imagem que os outros fazem das pessoas. Não adianta ser amigo ou companheiro de trabalho, a maioria das imagens é fruto de personagens que se criam – normalmente bem diferentes do que realmente as pessoas são.

Não é nada incomum:

Ver aquela pessoa que sabe jogar em equipe tomando uma atitude individualista;
O mão aberta contar o número de batatas fritas da sua porção;
O incompetente aceitar desafios além da sua capacidade;
O independente dar um jeito de sempre ter os amigos por perto;
O mente-aberta ter as atitudes mais conservadoras;
O corajoso tomar a atitude mais covarde;
O alegre chorar sempre sozinho;
O carinhoso esquecer e isolar quem o ama;
O fiel ser o autor da grande traição;
O que sabe dividir, tomar as atitudes mais egoístas;

O cheio de amor terminar sempre sozinho;
O sem-rumo repetir sempre os mesmos caminhos;
O que gosta de ser agradado fazer força para não agradar;
O que não precisa de ninguém dar um jeito de ter a ausência notada,
O religioso cometer os maiores pecados.

Ninguém sabe como vai reagir em uma situação extrema e ninguém sabe como é o interior dos outros.

Somos aquilo que as pessoas acham que somos é o complemento perfeito para Todo Mundo Mente.

Músicas de novelas dos anos 70 (III) – o fim

A festa foi ótima, o local lindo (Casa Julieta Serpa, no Flamengo), as pessoas num clima ótimo e exibição do DVD terminaram com a trilogia do projeto Um Barzinho, Um Violão Novela 70, que, como espero que vocês tenham lido, também tem dois CDs com as apresentações gravadas no Morro da Urca.

Zeca Pagodinho e Marjore EstrianoZeca Pagodinho chegou às 15h para o coquetel que começava 20h, alguns globais e músicos que participaram do projeto também prestigiaram o evento (Tunai, o mais animado nas gravações esteve presente, claro) que fez a festa das publicações de fofoca.

Leia mais lá no Mistura Interativa.

Ainda descobri que o DVD gravado por Caetano Veloso deve mesmo é ser aproveitado como um extra do seu novo CD.

A vingança dos feios

Outro dia recebi um texto (de uma mulher!) que falava da decepção feminina com os homens bonitos. Finalmente chegaram a conclusão de que os feios são mais simpáticos, educados e entram em campo sempre como se fosse um artilheiro em decisão de Copa do Mundo (leia o texto aqui).

Aliás, esse é um tema que o pessoal do A culpa é delas! e do Homem é Tudo Palhaço, adorariam explorar. Ninguém mostra que as relações e pensamentos entre homens e mulheres são diferentes e complexas com tanto (mal) humor como nesses sites.

Mas, a verdade é que escrevi este post para dizer que não há nada melhor do que descobrir que aquela mulher linda que nunca saiu com você ou que saiu apenas uma vez (e caiu na real de que você era feio demais para ela) virou uma BARANGA! Encontrar com um ser desses no meio da rua, falando ao celular e pensar: “como eu já quis sair com isso?”, é SENSACIONAL. Difícil segurar o sorriso e não ligar só para falar nada e aguardar a chance de dizer não ou perguntar como está namorando daquele jeito. Sempre com delicadeza, claro.

Gente, o mundo dá mesmo voltas.

Beatles Num Céu de Diamantes e Álbum Branco

O elenco de Beatles num Céu de DiamantesO musical é sensacional e vale ser visto quantas vezes forem possíveis, mesmo por quem não sabe inglês. Vale pelos arranjos e alguns solos sensacionais dos cantores/atores.  Quem quiser dar uma conferida no site oficial pode clicar aqui e ouvir um pouco do musical.

Ter ido teatro pode ser uma desvantagem para a crítica que farei da edição onde artistas brasileiros cantam as músicas do Álbum Branco dos Beatles. Ouvi duas vezes e até agora a coisa não desceu redondo. Pelo jeito, só Zé Ramalho foi realmente feliz na sua (re)leitura de Dear Prudence, contida no CD.

Manterei vocês informados sobre o link com o texto final, que deve ser publicado no Dia Online.

Para quem gosta de diversão no Rio

A Internet está cheia de sites com agendas de shows e teatros. Muitos deles vivem de jabas e parcerias. Essa semana entrou no ar um novo blog que não pretende competir com os sites de jornal, mas, sim, dar opções realmente boas – algumas pouco divulgadas – para aproveitar os bons programas culturais que rolam pela Cidade Maravilhosa.

Dêem um pulo até o Diversão é a Solução e divirtam-se!

Vale deixar alguma sugestão de programa também.

Músicas de novelas dos anos 70 (II)

Depois do lançamento dos dois capítulos (CDs) do projeto Um Barzinho, um Violão (no qual astros da MBP cantam músicas de novelas dos anos 70), na próxima terça-feira haverá um coquetel para convidados onde será exibido o DVD do show em versão blu-ray (alta definição). Como o post anterior teve bastante acessos, prometo contar como foi na quarta.

Aguardem.

11/09 – O dia que nunca acabou

Felizmente ainda estamos aqui mesmo depois dos aviões Boeing (e não boing) destruírem o World Trade Center. Lembro que fui acordado por meu pai que disse: ‘Tem um daqueles prédios grandes de Nova York pegando fogo”. Trabalhava de madrugada e fiquei meio zonzo assistindo, até que o segundo avião foi lá e se espatifou. Na hora pensei que o mundo ia acabar, liguei para o trabalho (na época o Globo Online), falei com a editora e comecei a ligar para os amigos. Afinal, ou iríamos sair com aquela mulher que ainda não tinha rolado ou passaríamos os últimos momentos bebendo e falando besteira. Nessas horas a gente vê que os amigos é que são prioridade.

No fim das contas, os EUA não retaliaram da maneira que as mentes bélicas provavelmente queriam e estamos todos aqui até hoje.

Fui para os EUA em 2002 e mesmo com essa cara de árabe não tive problemas nas ruas ou com as pessoas. Talvez fosse o medo ou havia algum agente do FBI me seguindo o tempo todo. Não sei até hoje.

Hoje faz mais um aniversário dos ataques e é um bom dia para ligar para um amigo ou para aquela mulher que ainda não rolou…

Felicidade x Momentos Felizes

Não existe felicidade!

Grande parte dos amigos e a totalidade dos amores nunca concordou com essa afirmação. Na verdade, felicidade é algo que não acredito mesmo que exista. O que temos são momentos felizes, que devemos tornar duradouros e freqüentes.

Desconfio de todos que dizem que estão felizes e duvido de qualquer um que sempre diga que está MUITO feliz. Normalmente estão tentando encobrir algum vazio ou terão pela frente uma tremenda decepção.

Todos parecem espantados quando respondo que a vida vai indo. Parece que tudo vai mal, quando está apenas em um momento morno, que pode mudar em menos de dois minutos. Felicidade pode ser fazer um carinho na sua gata (bicho) ou ver um lindo pôr-do-sol. Algumas vezes é apenas estar cercado por amigos ou ficar longe de todos.

Alguns acabam convencidos por meus argumentos, outros ignoram e mantêm suas convicções. O que me espanta são aqueles que incorporam o pensamento e nunca lembram de dar o crédito, como se fosse algo saído de dentro de suas cabecinhas. Geralmente, esses são os mais felizes!

Esses ingleses maravilhosos e suas pesquisas “voadoras” (I)

Outra coisa da qual sou fã são as pesquisas ‘científicas‘. Normalmente feitas por ingleses desocupados, me deparo com essas pesquisas todos os dias e não há como não virarem piada. Guardei várias delas e vou citando-as aos poucos. Para começar, uma mais séria, que é a minha preferida.

Postada em janeiro desde anos, a notícia se refere a uma pesquisa realizada em 2007, que descobriu que “o risco maior de depressão é aos 44 anos”, principalmente em mulheres! Que essa idade muda para 47 quando falamos de Brasil e (o melhor) que a depressão pode (ao contrário do que pensava) se manifestar como um estado de euforia extrema, na qual a pessoa pode sair fazendo todas as suas vontades de criança, se divertindo como nunca, comprando bugigangas e coisas velhas (eletrodomésticos, automóveis), namorando bastante e beijando muito na boca, sem nenhuma preocupação com o futuro, inclusive aceitando desafios fora da sua realidade/capacidade.

Poxa, sendo assim eu não sei mais o que é depressão, mas sei que muita gente vai poder usar esse estudo como desculpa para qualquer atitude. Uma parte do texto diz: “os mais velhos dão mais valor aos anos de vida restantes, pois já viram muitos colegas morrendo e talvez comecem a dar mais valor a suas bênçãos“. Tremenda Santa-Desculpa, Batman!

Leia mais sobre isso na matéria do Dia Online e, para ler todo o estudo (eu fiz isso), vá até o site da Universidade (em inglês).

Um país deficiente

Não queria comentar sobre esportes, porque dá última vez peguei pesado com Jade & Cia que foram para a China e fizeram muito pouco para justificar a ‘maior delegação de todos os tempos’. Pior, agora temos que lidar com a enxurrada de medalhas dos nossos atletas paraolímpicos, que são muito menos deficientes que nossos dirigentes, que acham que tudo vai bem no nosso esporte.

Até mesmo com nosso melhor atleta mudando de categoria e praticamente sendo retirado da competição (é, ele perdeu o saco também), já ganhamos medalhas de ouro nos dois primeiros dias de competição.

É, realmente somos um país de (políticos) deficientes mentais.

Coisas que irritam (II): Politicamente correto é o ca…..

Êta 'criôlo dificir'
Êta 'criôla difícir'

Não sei se sou só eu ou se isso incomoda mais gente, mas a mania de que tudo precisa ser politicamente correto já passou dos limites faz tempo. Já não podemos chamar um preto de criolo – precisa ser negro ou afro-descendente (ridículo) – assim como ninguém mais mora em favela, só comunidade. Aleijado? Não existe mais. Anão? Podem até ser Guardas Municipais, mas não podem ser chamados de anões.

Outro dia uma senhora, que sempre acostumou a chamar todos e todas de ‘neguinho’ ou neguinha’ (loiros, morenos, ruivos e orientais) quase foi agredida após pedir que uma senhora tivesse calma em uma fila de ônibus. Detalhe: a nervosinha era mesmo uma neguinha!!

Escrever manchetes, subtítulos, chamadas e matérias tendo que se preocupar com essa regra idiota é algo torturante. Não vou ficar aqui dando força para qualquer tipo de preconceito, mas é bom que todos saibemos que somos preconceituosos com algo ou alguém e que isso é até saudável, caso tenhamos a consciência da graduação desse preconceito.

Bom o tempo no qual podíamos gritar ‘ladrão’ e um amigo (preto) era obrigado a parar de correr no meio de um pique-alguma-coisa e não partia para a briga. Na verdade acho que as minorias é que estão muito sensíveis e preconceituosas demais.

Tremendo gol contra!

Roger Hodgson in Rio

Ag. NewsUm bom show musical acontece toda vez que o artista consegue conquistar a platéia. Um excepcional show acontece quando a platéia consegue conquistar o artista. Foi isso o que aconteceu na noite desta sexta-feira no palco do Vivo Rio, com Roger Hodgson, ex-líder do Supertramp (banda de grande sucesso no fim dos anos 70 e início dos 80).

Já que a minha crítica completa no Dia Online. foi tirada do ar, coloco abaixo o texto completo.

 

“ROGER HODGSON COLOCA O RIO AOS SEUS PES”

Publicado em O DIA

6 de Setembro de 2008

Um bom show musical acontece toda vez que o artista consegue conquistar a platéia. Um excepcional show acontece quando a platéia consegue conquistar o artista. Foi isso o que aconteceu na noite desta sexta-feira no palco do Vivo Rio, com Roger Hodgson, ex-líder do Supertramp (banda de grande sucesso no fim dos anos 70 e início dos 80).

O inglês, responsável por hits como ‘The logical song’, ‘Dreamer’ e ‘It’s raining again’, começou o show com ‘Take the long way home’, outro mega sucesso, perfeito para deixar todos aos seus pés e para receber uma ruidosa ovação do público. Se não bastasse, Roger pegou um maço de folhas de papel e se arriscou ao tentar falar várias frases longas em portugués. Depois, ‘Give a little bit’ e a certeza de que a noite estava ganha.

As conversas que aconteciam antes do show, falando do desconhecimento dos jovens em relação as músicas do Supertramp se mostraram uma preocupação que não se concretizou. A maioria de quarentões se misturava aos mais jovens e alguns mais velhos, em refrões a assobios que fizeram o cantor sorrir, demonstrar surpresa com a receptividade da platéia, sorrir para quem fazia a sua filmagem pirata e comentar com os membros da banda que estava tudo “muito legal”.

Por sinal, a banda que acompanha Roger Hodgson em sua turnê brasileira é um caso a parte. Normalmente o músico se apresenta sozinho ou acompanhado por apenas um saxofonista. Para a turnê brasileira ele recrutou músicos e acertou. Aaron McDonald (sax, gaita, piano, vocais), Jesse Siebenberg (baixo e voz) e Bryan Head (bateria) faziam apenas o segundo show juntos (o primeiro havia sido em Brasília, na quinta-feira) e não erraram uma nota (com destaque para Bryan, que arrebentou nas viradas e no peso que deu as músicas). Houve quem dissesse que era fechar os olhos e imaginar que estava ouvindo um disco do Supertramp. Perdeu quem fez isso e não viu o show de simpatia e satisfação dado por Roger.

Os arranjos e a seleção de músicas, que incluiu praticamente todos os hits compostos por Roger e algumas das mais belas composições da sua carreira solo, ganharam com a nova banda. Parece que a ausência de Rick Davies (fundador do Supertramp) e dos outros membros da banda deram mais liberdade e, apesar de ainda presente, livraram da obrigação do solo de sax em todas as músicas.

Depois de quase duas horas de apresentação, Roger e a banda saíram do palco para voltarem em um bis que começou com ‘School’ (que havia sido pedida pela platéia) e ‘It’s raining again’, que transformou a casa de espetáculos em um grande salão de festas onde todos levantaram, subiram nas cadeiras, dançaram, cantaram alto e deixaram um sorriso que não dava para esconder em todos que estavam lá, inclusive os músicos.


Veja Give a Little Bit AQUI.

Ouça as músicas que acompanham bem este blog

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Leia como foi o show de Roger Hodgson em São Paulo