Mulheres compram maioria das passagens aéreas

Segundo levantamento da agência ViajaNet, participação feminina é de 64%. Sabe o que isso significa?

Segundo pesquisa divulgada pela agência ViajaNet, as mulheres já respondem por 64% de todas as vendas de passagens aéreas no Brasil.

Esse número significa um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano passado.

Claro que esse número precisa ser relativizado, já que a compra das passagens pode ser feita para outra pessoa ou para toda a família.

Clique para ampliar

Portanto, respondendo à pergunta lá de cima, isso não significa nada.

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Os Mutantes ganham sua discobiografia

Sessão de autógrafos  aconteceu nesta sexta-feira (31), no Rio de Janeiro

Difícil explicar como uma banda como Os Mutantes apareceu no cenário musical brasileiro dos anos 1960, basicamente comportado e elitista, com pitadas de popular.

O som psicodélico, anarquista e único do grupo é agora contado em Discobiografia Mutante: Discos que Revolucionaram a Música Brasileira.  A autoria (em português e inglês) é da jornalista Chris Fuscaldo.

O livro revela detalhes das gravações e das capas que embrulhavam os petardos sonoros contidos naquelas bolachas de vinil — estamos falando dos anos 60 e 70, quando o CD e o streaming não pensavam em existir.

Cinquenta anos de sucesso

O aniversário de 50 anos do lançamento do primeiro disco da banda — Os Mutantes (1968) foi o gatilho para a ideia do livro.

— Em fevereiro, tive um insight de que o primeiro disco deles fez 50 anos. Escrevi tudo em dois meses. A pesquisa foi longa, mas escrever foi fácil — disse a autora.

O livro, com um texto leve e delicioso de ler, serve como uma espécie de complemento para a também ótima biografia do grupo — A Divina Comédia dos Mutantes, de Carlos Calado (editora 34) — mas abordando outros ângulos da genialidade daqueles loucos paulistas.

Hits e obscuridades

Ligados ao Tropicalismo, os Mutantes, se colocam em um espaço único na história musical brasileira. Canções como Ando Meio Desligado, Balada do Louco, Panis et Circenses e Baby, são reconhecidas em todos os cantos do país. Mas como não falar de obscuridades brilhantes como Bat Macumba, Meu Refrigerador não Funciona e Chão de Estrelas?

A criatividade das composições, a inteligência das releituras e a sonoridade única deixaram marcas profundas no desenvolvimento do nosso cenário musical.  Além da inovação tecnológica. Vários de seus instrumentos era fabricados especialmente para eles, ajudando a formatar sons únicos.

Sucesso reconhecido

O trio Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee — mais tarde acrescido dos ótimos Liminha e Dinho Paes Lima — construiu uma obra que é reverenciada em todo o planeta.

Difícil entrar em alguma livraria ou loja de discos na Inglaterra ou Estados Unidos sem encontrar algo relacionado ao grupo.

Gente do calibre de David Byrne, Kurt Cobain e Sean Lennon está entre os fãs da banda, que até hoje arrasta um grande público por onde quer que passe.

— Eu conheci os Mutantes na coletânea que o David Byrne lançou sobre a música brasileira, Everything Is Possible (1999). Foi incrível descobrir que tudo aquilo foi criado por uma só banda — revelou Chris Fuscaldo.

Consultoria de primeira

Com um texto leve e delicioso de ler, Discobiografia Mutante: Discos que Revolucionaram a Música Brasileira serve como uma espécie de complemento para a também ótima biografia do grupo — A Divina Comédia dos Mutantes, de Carlos Calado (editora 34) — mas abordando outros ângulos da genialidade daqueles loucos paulistas e baseado em depoimentos de quem participou de tudo.

— Comecei a fazer a pesquisa em 2002, quando estava na faculdade de jornalismo. Nessa época eu era estagiária no Globo Online, e meu mentor era o Jamari França. Ele fez uma ponte para eu falar com a Rita Lee e, na mesma época, tive acesso ao Sérgio Dias. Ao longo dos anos, fiz várias matérias sobre o grupo — disse Chris Fuscaldo.

Sérgio, aliás, acabou sendo uma espécie de consultor do projeto.

— Fui ver um show dos Mutantes em Ribeirão Preto e acabamos retomando o contato. Depois disso, o Sérgio serviu como fonte para tirar algumas dúvidas que ainda tinha — revelou a autora.

Discobriografia ampliada

Um dos maiores trunfos da publicação é ampliar a discografia do grupo aos álbuns solo lançados com a participação (divulgada ou não) dos membros da banda.

Assim, obras como Loki? (1975) e Esse é o Primeiro Dia do Resto das Nossas Vidas (1972), que são importantíssimos para a compreensão do legado da banda, também ganharam destaque.

Os lançamentos mais recentes — de Technicolor (2000) até Fool Metal Jack (2016) — também estão incluídos. O que torna o livro a obra mais abrangente já escrita sobre a música dos Mutantes.

As histórias sobre as gravações e a produção das capas dos discos são recomendadas para iniciantes e iniciados.

Vaquinha virtual

O projeto foi todo bancado por um crowfunding (vaquinha virtual). O que deu mais liberdade para a autora. Mas também aumentou os riscos da ideia nunca chegar ao papel.

— Eu pensei em levar o livro para uma editora. Mas como eu me coloquei um prazo muito curto para termina-lo, preferi fazer sem o envolvimento delas. Além disso, muitas delas estão com muito problemas financeiros. Achei melhor fazer por mim mesma — explicou.

A autora

Chris Fuscaldo é jornalista, pesquisadora e já trabalhou nos jornais O Globo e Extra, e na revista Rolling Stone. Em 2015, fez a pesquisa do livro Rock in Rio 30 Anos e, em 2016, lançou a Discobiografia Legionária (Ed. LeYa), sobre o Legião Urban. Ano passado, soltou a voz no CD Mundo Ficção.

A trajetória da autora (que conheço desde que era estagiária) segue um caminho muito desprezado país: o da preservação da nossa história.

— É isso que tento fazer na minha vida profissional. Preservar a memória da música brasileira. O que não é fácil — explicou.

Lançamento (Rio de Janeiro)

O lançamento da Discobiografia Mutante aconteceu na sexta-feira (31/8) no Sebo Baratos, na Rua Paulino Fernandes, 15 – Botafogo – às 19h.

Foi ótimo!

Serviço

Discobiografia Mutante: Álbuns que revolucionaram a música brasileira
Livro bilíngue Português / Inglês
243 páginas
Autora: Chris Fuscaldo
Editora: Garota FM Books
Preço: R$ 80,00

Site para compra: http://chrisfuscaldo.com.br/discobiografia-mutante/

Fotos: Divulgação, reprodução e Tatynne Lauria

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Vinho da Porsche é Criado para Celebrar 70 Anos da Marca de Carros – Ju Gonçalez

Amantes de carro, pirem: um vinho da Porsche foi criado para celebrar os 70 anos de existência da marca e você pode adquirir para beber.

Fonte: Vinho da Porsche é Criado para Celebrar 70 Anos da Marca de Carros – Ju Gonçalez

Mônica Salmaso – Tributo a Wilson Baptista – 25/8

Cantora estreou no Rio a versão estendida do Tributo a Wilson Baptista, show que confirma a excelência na escolha dos seus projetos

Mônica Salmaso é, provavelmente, a dona da mais bela voz do Brasil, e Wilson Baptista (3 de julho de 1913 – 7 de julho de 1968) é um compositor com uma das mais ricas obras do samba. Embora muita gente, como é comum na falta de memória que aflige o país, não ligue o nome às composições. A junção do talento dos dois criou um espetáculo imperdível: Tributo a Wilson Baptista.

A apresentação deste sábado (25/8) no Teatro Rival, no Centro do Rio de Janeiro, serviu não só para celebrar as canções de Baptista como para apresentá-las ao público mais jovem.

Elegância acima de tudo

Obras-primas como Acertei no Milhar, Boca de Siri e Lá Vem a Mangueira, só para citar algumas, ganharam leituras delicadas e elegantes. Como tudo tocado por Salmaso.

Acompanhada de Paulo Aragão (violão), Luca Raele (clarinete) e Teco Cardoso (saxofone e flauta), a cantora trouxe para o seu universo a obra de Baptista, sem desfigurar a essência de nenhuma das canções.

Outro destaque da noite foi a indisfarçável alegria da intérprete com o roteiro do espetáculo, o público presente, os arranjos das canções e a história de Wilson Baptista.

— Gostaria de ressaltar a minha felicidade com o público que foi ao show. Fomos muito bem acolhidos, isso foi muito especial pra gente! Voltei pra casa muito feliz! De verdade! — agradeceu por e-mail uma supersimpática Mônica Salmaso.

Histórias deliciosas

Além dos belíssimos sambas pinçados das mais de 600 composições de Baptista, Mônica Salmaso costurou o roteiro com deliciosas histórias tiradas da biografia Wilson Batista – O samba foi sua glória!, escrita por Rodrigo Alzuguir e lançada em 2014.

Os causos contados entre as músicas serviram como deliciosos links para contextualizar o momento histórico das composições.

Além disso, histórias onde os personagens são figuras do calibre de Moreira da Silva, Ataulfo Alves e Noel Rosa (com quem Baptista teve uma rixa histórica e que rendeu vários clássicos), jamais serão desinteressantes.

As histórias, vale o registro, dão chance de vermos uma Mônica Salmaso descontraída e engraçada como poucas vezes.

— Este projeto tem o diferencial de ser contextualizado na história do Wilson Baptista e por isso ter mais falas. O que me tira um pouco da minha zona de conforto, por um lado. Mas ao mesmo tempo ajuda no aproveitamento da escuta das canções — explicou a intérprete.

Respeito do público

O envolvimento dos músicos e da cantora criaram um clima mágico que se irradiou por todo o Teatro Rival. A plateia, durante praticamente todo o show, se manteve com uma atitude de reverência. Difícil descobrir se para o espetáculo, as canções de Baptista ou o conjunto da obra.

Os longos aplausos, a atenção ao ouvir as histórias sobre as canções apresentadas e o silêncio poderoso que permitia ouvir cada nota e cada nuance dos sons vindos do palco mostraram que o poder da (boa) música, como repito sempre, é atemporal.

— Agora estamos entrando na fase de arredondar o show. Tirar excessos (principalmente nas falas). Gosto dessa ordem e do repertório. Sinto que o show está bem amarrado — explicou Mônica.

Planos

Lançar um CD ou DVD do projeto são possibilidades não descartadas pela artista.

— Pensamos em gravar e fazer um material pra exibição em TV ou vídeos em capítulos para a internet… Mas são ideias que começaram agora. O que eu quero mesmo é fazer este show mais vezes — disse a cantora.

Quem puder assistir a uma apresentação desse show não deve deixar a oportunidade passar. Ou vai se arrepender.

Show

Mônica Salmaso – Tributo a Wilson Baptista – Teatro Rival Petrobras – 25/8

Cotação: *****

Fotos: Jo Nunes e Divulgação
Vídeos: Jo Nunes — Oh! Seu Oscar, A Mulher do Seu Oscar, Acertei no Milhar e Meu Mundo é Hoje (Eu Sou Assim).

Hey Jude, dos Beatles, completa 50 anos de sucesso

Música composta por Paul McCartney para o filho de John Lennon é uma das canções mais conhecidas da história do rock e ganhou uma linda homenagem do público durante o show do ex-beatle no Rio de Janeiro, em 2011

Hey Jude, don’t make it bad, take a sad song and make it better… Quem não conhece estes versos?

O épico de mais de 7 minutos, lançado pelos Beatles há exatamente 50 anos (neste domingo, 26 de agosto), é um dos grandes momentos da carreira de Paul McCartney.

A história

Em 1968, John Lennon já havia deixado a mulher, Cynthia, e o filho, Julian, e se envolvido com a futura esposa, Yoko Ono.

Paul, sempre muito ligado à família e às crianças, dirigia para fazer uma visita ao ex-clã de Lennon quando começou a cantarolar uma mensagem para Julian. Daí surgiram a melodia e os versos iniciais de Hey Jude (Hey Jules, don’t make it bad…).

Depois de alguns ajustes na letra e um certo desentendimento com George Harrison (que queria fazer um contraponto na guitarra após cada verso cantado por Paul) o que surgiu foi uma das mais belas melodias já criadas pelo homem.

O melhor público

Desde 1989 que Paul McCartney resgatou a canção em seus shows. Foram centenas de execuções, cada uma com o coro do público se sobressaindo com a regência de um sempre orgulhoso McCartney.

Porém, em 2011, no Engenhão, no Rio de Janeiro, Paul e sua banda foram surpreendidos por uma homenagem do público que jamais tinham visto antes.

De maneira totalmente espontânea, membros do público que estavam na pista vip fizeram cartazes com a palavra Na, que foram erguidas na parte final da canção.

As expressões de surpresa são indisfarçáveis (veja o vídeo abaixo) e a ideia foi, depois, copiada em várias partes do globo, mas sem o mesmo impacto e beleza da realizada pelos cariocas.

Delicie-se com a versão original e a sensacional participação do público no Rio.

A canção definitiva de Steve Winwood

Can’t Find My Way Home reúne tudo o que Steve Winwood faz de melhor. Composição, lançada no único LP do supergrupo Blind Faith, é obrigatória em todo show do músico

Todo grande artista tem a sua música definitiva. É assim com Elton John(Your Song), Paul McCartney (Yesterday) ou Paul Simon (Bridge Over Troubled Water), para citar alguns.

Não é diferente com o inglês Stephen Lawrence Winwood, que desde jovem já era responável por canções do calibre de Gimme Some Lovin’ e Dear Mr. Fantasy.

Porém, foi ao se unir a Eric Clapton, Ginger Baker e Ric Grech, formando o Blind Faith, em 1969, que Winwood criou sua mais clássica canção.

Clássico do rock

Can’t Find My Way Home é daquelas composições sem defeitos. Belíssima melodia, letra sensível, arranjo delicado – enriquecido pelo violão de Eric Clapton – e um vocal arrebatador.

Winwood é daqueles artistas capazes de criar e gravar clássicos sozinho, mas a breve companhia de Clapton, Baker e Grech, fez bem a ele. Eles até tentaram uma versão elétrica, mas fizeram bem em abandoná-la.

Não adianta ficar falando sobre a música. Melhor ouvir e ver por sí mesmo.

Come down off your throne and leave your body alone
Somebody must change
You are the reason I’ve been waiting all these years
Somebody holds the key
Well, I’m near the end and I just ain’t got the time
And I’m wasted and I can’t find my way home
I can’t find my way home
But I can’t find my way home
But I can’t find my way home
But I can’t find my way home
Still I can’t find my way home
And I’ve done nothing wrong
But I can’t find my way home

Teve problemas com operadoras de TV ou telefonia? Fale com a Anatel

Agência Nacional de Telecomunicações pode ser a melhor saída para resolver problemas inevitáveis

Esse é um post dedicado aos amigos que sofreram ou sofrem com o mau atendimento das operadoras de telefonia e TV por assinatura.

Faz tempo que nós (consumidores) temos uma série de leis e regras que nos protegem, mas quase nunca elas são respeitadas.

Vale jogar pesado

Protocolos, retorno de chamadas, possibilidade de pedir a gravação das conversas com os atendentes e outras ações deveriam ajudar na solução dos inevitáveis problemas. Porém, quando nada disso funciona, acredite, vale apelar para a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Segundo dados divulgados pela Agência, ela recebe cerca de 13 milhões de reclamações por ano, com um alto nível de soluções positivas para os consumidores.

Pode ser por medo de alguma multa ou para não aumentar a estatística de reclamações, mas as operadoras se movem quando a reclamação chega até a Anatel.

Como proceder

Segundo a Agência, o ideal é que você fale primeiro com a operadora, anote e guarde o protocolo. Esse número servirá de prova de que a operadora sabe do seu problema. Então, caso ela se recuse a enviar uma cópia da sua conversa com o operador ou simplesmente ignore a sua reclamação, fale com a Anatel.

Outra boa notícia é que falar com a Agência é grátis, através do número 1331 – de segunda a sexta-feira, das oito da manhã às oito da noite. Também existe a possibilidade de utilizar o site anatel.gov.br ou o aplicativo Anatel Consumidor.

Após a reclamação, a operadora é contactada e tem até cinco dias úteis para dar uma resposta.

Está dada a dica.

Programas de gastronomia tomam conta da TV brasileira

Tanto na TV aberta, quanto na TV por assinatura, canais e programas culinários invadem a grade de programação, incentivando os chefs amadores

Cozinhar é um hobby mundial que vem sendo incorporado pelos brasileiros. Os diversos Masterchefs, os vários sabores do Que Marravilha!, os game shows como The Taste Brasil, Que Seja Doce, Bizu, Cutthroat Kitchen (Mestres da Sabotagem) e Chopped, para citar alguns, fazem sucesso e estão se ampliando e reproduzindo.

Pesquisa feita pela assessoria Gfk mostra que 79% dos brasileiros cozinham por diversão e que 75% deles gostariam de saber um mais sobre culinária. Com isso, também está aumentando o número de escolas de gastronomia espalhadas pelo Brasil.

Como muitos desses brasileiros, eu também sou um entusiasta da cozinha e tendo a experimentar técnicas variadas, muitas vezes inspirado nesses programas de TV, mas sempre com o cuidado de adaptar as dicas e ingredientes para a realidade do dia a dia (e que você pode acompanhar nas receitas do blog).

Chefs bons (?)

A única coisa que me incomoda nessa onda de programas (principalmente os brasileiros) é a soberba de chefs que estão longe de serem uma Brastemp, mas agem como se fossem o real Supra Sumo da culinária nacional.

Uma coisa é ver gente do calibre de Gordon Ramsay sendo indelicado com alguém e outra é ver alguém que nem sequer fala direito o nosso idioma e tem um restaurante com vários pratos questionáveis, sendo grosso com alguém.

bizus que são imperdíveis, mas é engraçado quando algum amador mostra ter mais conhecimento que os supostos mestres.

Portanto, cuidado com o que vê e ouve nos programas de TV.

Imagine, de John Lennon, ganha versão com seis discos

Clássico, lançado em 1971, será (re)lançado novamente em edição de luxo. The Ultimate Collection traz 135 faixas e um livro contando a história do álbum. São 4 CDs e 2 blu-ray áudio

O fim de 2018 promete ser recheado de novidades para os fãs de rock e dos Beatles, em particular.

Além do lançamento do novo disco de Paul McCartneyEgypt Station, em 7 de setembro — e da edição comemorativa do Álbum Branco — com detalhes e data ainda não divulgados — foi anunciado hoje (23) o lançamento de mais uma edição do disco Imagine, de John Lennon, no dia 5 de outubro.

A história

Imagine foi o segundo disco solo de Lennon. Gravado ainda na Inglaterra, mas com overdubs e a mixagem feitos em Nova York, o álbum é a obra mais conhecida do ex-beatle, muito provavelmente por conta da sua canção-título.

Suas econômicas dez canções foram produzidas por Phil Spector, o mesmo responsável pelo disco anterior — John Lennon/Plastic Ono Band —, alguns singles do músico, o triplo All Things Must Pass (George Harrison) e pelo malfadado último LP dos Beatles, Let it Be.

Embora alguns prefiram o estilo mais cru e menos produzido do Plastic Ono Band —na época um fracasso comercial — foi com Imagine que Lennon conseguiu fazer dinheiro e conquistar sucesso em várias partes do mundo.

Apesar de mais suave, o disco não é composto apenas pela faixa-título e canções de amor — Oh My Love, Jealous Guy e Oh Yoko! —, mas também tem seu lado malvado, com How Do You Sleep?, um dos ataques mais ferozes já feitos na história do rock.

A pobre vítima, Paul McCartney, deve ter ficado bastante chateado, apesar de Lennon sempre dizer que ele não ficou.

— Se eu não puder brigar com meu melhor amigo, com quem eu vou poder? — disse John em uma entrevista, em 1971.

A lista de músicos que participaram das gravações é de respeito. George Harrison, Jim Gordon, Nicky Hopkins, Klaus Voormann, Bobby Keys, além de Joey Molland e Tom Evans, do Badfinger, entre outros.

Clique na imagem e encomende a sua cópia

O álbum chegou ao 1° lugar em quase todo o mundo e, em 2012, foi escolhido pela revista Rolling Stone como o 80° melhor disco de todos os tempos. Nada mal.

Versão definitiva?

A chamada Ultimate Deep Listening Experience pretende (imagina-se) ser a versão definitiva de um dos discos mais esmiuçados e relançados da história. Imagine já foi relançado (pelo menos) em 1987, 2000, 2010, 2011 e 2014, além de ter faixas e outtakes espalhados por várias caixas contendo a obra do artista.

Também não podemos esquecer o filme produzido por Lennon sobre o disco e os vários documentários subsequentes lançados ao longo dos anos — dois deles serão relançados pela Eagle Rock.

A nova edição trará outtakes, demos e um disco com versões evolutivas das canções, mostrando o caminho que percorreram, das demos até a versão comercial. Há mixagens 5.1 e até mesmo uma velha Quad Mix.

O material será, na sua maioria, já conhecido dos fãs mais hardcore, mas sempre há algo guardado para surpreender a todos. As versões evolutivas, principalmente — talvez ao ledo da mixagem 5.1 — são o que mais atiçam a curiosidade dos colecionadores. Ouvir como uma canção é transformada é sempre uma experiência reveladora.

Não foram esquecidos os singles e seus respectivos lados B. Power To The People, Do The Oz e Happy Xmas (War Is Over), por exemplo, estão lá, devidamente remixados e com som atualizado.

Desde 2016

O trabalho na Ultimate Collection não começou agora. Desde 2016, Yoko vem preparando o projeto ao lado do engenheiro Paul Hicks, em Abbey Road. Portanto, é de se acreditar que a coisa esteja prá lá de caprichada.

Livro

O livro Imagine é outro projeto que vem sendo trabalhado há alguns anos. São 320 páginas contando a história da produção do disco e prometendo ter 80% de fotos inéditas em seu conteúdo.

Ele também vai ser vendido separadamente e terá três versões: a normal, uma especial (com 176 páginas extras) e uma edição para colecionadores, autografada por Yoko Ono.

Sinceramente, deve ser lindo de morrer, mas duvido que conte algo que já não saibamos sobre o mais famoso dos discos solo de Lennon.

Os filmes

Junto com os áudios, o feliz comprador encontrará uma versão restaurada do filme Imagine, produzido por John & Yoko, em 1971. O segundo filme — Gimme Some Truth — será (re)lançado separadamente, também em outubro. Todos com som remasterizado.

As versões

Se você chegou até aqui, deve estar preocupado em ter que gastar uma fortuna pelo novo Imagine. A boa notícia é que serão vários sabores para escolher. Há um CD simples, um duplo, a caixa com 4 CDs e 2 blu-ray e a obrigatória versão em vinil (duplo).

Os preços variam entre US$ 18 e US$ 103. Em tempos de dólar acima dos R$ 4, o jeito é rezar para o câmbio baixar até outubro.

Confira o catálogo de John Lennon

Por que mais um Imagine?

Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares. Apesar da pequena produção (em termos quantitativos) de Lennon, ainda há muita coisa para ser lançada, tanto em áudio, quanto em vídeo. O problema, é que Yoko sempre dá preferência aos projetos nos quais ela participou.

Portanto, os álbuns produzidos no Lost Weekend, quando John se separou de Yoko e namorou a secretária May Pang, parecem que não vão ter muita chance de receber um tratamento parecido com o de Imagine ou Double Fantasy.

Resta aos fãs continuarem a cavar as novidades no underground e torcer para que, um dia, toda a obra de Lennon seja tratada da forma que merece.

Ficha técnica

135 canções
61 faixas em estéreo
45 faixas em 5.1 Surround Sound
10 faixas em Quadrasonic
17 faixas em mono
2 Easter Eggs (?)
Mixagens originais produzidas por John & Yoko e Phil Spector
2016-2018 Remixes produzidos by Yoko Ono
Mixado por Paul Hicks at Abbey Road Studios & Sear Sound

As faixas

Imagine – The Ultimate Edition: 6-disc Super Deluxe Edition

Disc: 1

Remixed Stereo Album

1. Imagine
2. Crippled Inside
3. Jealous Guy
4. It’s So Hard
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die
6. Gimme Some Truth
7. Oh My Love
8. How Do You Sleep?
9. How?
10. Oh Yoko!

Remixed Singles and Extras

11. Power To The People
12. Well… (Baby Please Don’t Go)
13. God Save Us
14. Do The Oz
15. God Save Oz
16. Happy Xmas (War Is Over)

Disc: 2

Elements Mixes

1. Imagine (strings only)
2. Jealous Guy (piano, bass & drums)
3. Oh My Love (vocals only)
4. How? (strings only)

Album Outtakes

5. Imagine (demo)
6. Imagine (take 1)
7. Crippled Inside (take 3)
8. Crippled Inside (take 6 – alt guitar solo)
9. Jealous Guy (take 9)
10. It’s So Hard (take 6)
11. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die (take 11)
12. Gimme Some Truth (take 4)
13. Oh My Love (take 6)
14. How Do You Sleep? (takes 1 & 2)
15. How? (take 31)
16. Oh Yoko! (Bahamas 1969)

Singles Outtakes

17. Power To The People (take 7)
18. God Save Us (demo)
19. Do The Oz (take 3)
20. Happy Xmas (War Is Over) (alt mix)

Disc: 3

Extended Album Tracks and Raw

1. Imagine (take 10)
2. Crippled Inside (take 6)
3. Jealous Guy (take 29)
4. It’s So Hard (take 11)
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die
6. Gimme Some Truth (take 4 – extended)
7. Oh My Love (take 20)
8. How Do You Sleep? (take 11 – extended)
9. How? (take 40)
10. Oh Yoko! (take 1 extended)

Outtakes Live

11. Imagine (take 1)
12. Jealous Guy (take 11)
13. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die (take 21)
14. How Do You Sleep? (take 1)
15. How Do You Sleep? (takes 5 & 6)

Disc: 4

Evolution (from demo to final mix)

1. Imagine
2. Crippled Inside
3. Jealous Guy
4. It’s So Hard
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die
6. Gimme Some Truth
7. Oh My Love
8. How Do You Sleep?
9. How?
10. Oh Yoko!

Disc 5 – Blu-ray audio #1:

Remixed Stereo Album, Singles, Extras, 5.1., Quadrasonic & Outtakes

1. Imagine
2. Crippled Inside
3. Jealous Guy
4. It’s So Hard
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die
6. Gimme Some Truth
7. Oh My Love
8. How Do You Sleep?
9. How?
10. Oh Yoko!
11. Power To The People
12. Well… (Baby Please Don’t Go)
13. God Save Us
14. Do The Oz
15. God Save Oz
16. Happy Xmas (War Is Over)
17. Imagine (Quadrasonic Mix)
18. Crippled Inside (Quadrasonic Mix)
19. Jealous Guy (Quadrasonic Mix)
20. It’s So Hard (Quadrasonic Mix)
21. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die (Quadrasonic Mix)
22. Gimme Some Truth (Quadrasonic Mix)
23. Oh My Love (Quadrasonic Mix)
24. How Do You Sleep? (Quadrasonic Mix)
25. How? (Quadrasonic Mix)
26. Oh Yoko! (Quadrasonic Mix)
27. Imagine (demo)
28. Imagine (take 1)
29. Crippled Inside (take 3)
30. Crippled Inside (take 6 alt guitar solo)
31. Jealous Guy (take 9)
32. It’s So Hard (take 6)
33. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die (take 11)
34. Gimme Some Truth (take 4)
35. Oh My Love (take 6)
36. How Do You Sleep? (takes 1 & 2)
37. How? (take 31)
38. Oh Yoko! (Bahamas 1969)
39. Power To The People (take 7)
40. God Save Us (demo)
41. Do The Oz (take 3)
42. Happy Xmas (War Is Over) (alt mix)

Blu-ray Disc 1 – Imagine – The Ultimate Mixes
Remixed Stereo Album, Singles, Extras & Outtakes

Imagine – The Album
Remix in 5.1 & Stereo 24-96
1. Imagine
2. Crippled Inside
3. Jealous Guy
4. It’s So Hard
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die
6. Gimme Some Truth
7. Oh My Love
8. How Do You Sleep?
9. How?
10. Oh Yoko!

Singles & Extras
Remix in 5.1 & Stereo 24-96
1. Power To The People
2. Well… (Baby Please Don’t Go)
3. God Save Us (Bill Elliot vocal)
4. Do The Oz
5. God Save Oz (John Lennon vocal)
6. Happy Xmas (War Is Over)

The Out-takes
New Mix in 5.1 & Stereo 24-96

1. Imagine (demo)
2. Imagine (take 1)
3. Crippled Inside (take 3)
4. Crippled Inside (take 6 alt guitar solo)
5. Jealous Guy (take 9)
6. It’s So Hard (take 6)
7. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die (take 11)
8. Gimme Some Truth (take 4)
9. Oh My Love (take 6)
10. How Do You Sleep? (takes 1 & 2)
11. How? (take 31)
12. Oh Yoko! (Bahamas 1969)
13. Power To The People (take 7)
14. God Save Us (demo)
15. Do The Oz (take 3)
16. Happy Xmas (War Is Over) (alt mix)

The Quadrasonic Mixes
Remastered in Quad 4.0 24-96
Original 1971 Quadsonic Album Remastered

1. Imagine
2. Crippled Inside
3. Jealous Guy
4. It’s So Hard
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die
6. Gimme Some Truth
7. Oh My Love
8. How Do You Sleep?
9. How?
10. Oh Yoko!

Blu-ray Disc 2 – In The Studio and Deeper Listening

The Raw Studio Mixes – Extended Album Versions – Live
New Mix in 5.1 & Stereo 24-96
Experience, in immersive Surround Sound, the moment John and The Plastic Ono Band record each song live, from a sonic soundstage at the center of Ascot Sound Studios at John & Yoko’s home in Tittenhurst

1. Imagine (take 10)
2. Crippled Inside (take 6)
3. Jealous Guy (take 29)
4. It’s So Hard (take 11)
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die (take 4 – extended)
6. Gimme Some Truth (take 4 – extended)
7. Oh My Love (take 20)
8. How Do You Sleep? (take 11 – extended)
9. How? (take 40)
10. Oh Yoko! (take 1 – extended)

The Raw Studio Mixes – Out-takes – Live
New Mix in 5.1 & Stereo 24-96
1. Imagine (take 1)
2. Crippled Inside (take 2)
3. Crippled Inside (take 6 alt guitar solo)
4. Jealous Guy (take 11)
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die (take 21)
6. How Do You Sleep? (take 1)
7. How Do You Sleep? (takes 5 & 6)
8. How? (takes 7-10)
9. How? (take 40 alt vocal)
10. Oh Yoko! (take 1 tracking vocal)

The Elements Mixes
From the Master Multitracks
New Mix in 5.1 & Stereo 24-96
Mixes from elements of the original multitracks that demonstrate some of the instrumentations from ‘behind the scenes’

1. Imagine (strings)
2. Crippled Inside (upright bass & drums)
3. Jealous Guy (piano, bass & drums)
4. It’s So Hard (strings)
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die (guitar, bass & drums)
6. Gimme Some Truth (electric piano & guitar)
7. Oh My Love (vocals)
8. How Do You Sleep? (strings)
9. How? (strings)
10. Oh Yoko! (acoustic)

The Evolution Documentary
New Mix in Mono 24-96
The story of the songs from demo to master in rehearsals, studio chat and mixed multitrack elements

1. Imagine
2. Crippled Inside
3. Jealous Guy
4. It’s So Hard
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die
6. Gimme Some Truth
7. Oh My Love
8. How Do You Sleep?
9. How?
10. Oh Yoko!
11. Power To The People
12. Well… (Baby Please Don’t Go)
13. God Save Us/God Save Oz
14. Do The Oz
15. Happy Xmas (War Is Over)
16. Tittenhurst Park

Imagine John & Yoko – The Elliot Mintz Interviews
New Mix in Mono 24-96
Tribute by DJ and family friend Elliot Mintz featuring revealing, philosophical, honest and humorous interviews with John & Yoko.

Imagine – 2LP vinyl

LP 1 – Imagine 2018 remix

1 Imagine
2 Crippled Inside
3 Jealous Guy
4 It’s So Hard
5 I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die
6 Gimme Some Truth
7 Oh My Love
8 How Do You Sleep?
9 How?
10 Oh Yoko!

LP 2 – Outtakes

1 Imagine (Original demo recorded at Ascot)
2 Imagine (Take 1)
3 Crippled Inside (Take 3)
4 Crippled Inside (Take 6 alternate guitar solo)
5 Jealous Guy (Take 9)
6 It’s So Hard (Take 6)
7 I Don’t Wanna Be A Soldier (Take 25)
8 Gimme Some Truth (Take 4)
9 Oh My Love (Take 6)
10 How Do You Sleep? (Takes 1 & 2)
11 How? (Take 31)
12 Oh Yoko! (from Bed Peace footage – Sheraton Hotel, Bahamas 1969)

Imagine – The Ultimate Edition: 2CD Deluxe Edition

Disc: 1

Remixed Stereo Album

1. Imagine
2. Crippled Inside
3. Jealous Guy
4. It’s So Hard
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die
6. Gimme Some Truth
7. Oh My Love
8. How Do You Sleep?
9. How?
10. Oh Yoko!

Remixed Singles and Extras

11. Power To The People
12. Well… (Baby Please Don’t Go)
13. God Save Us
14. Do The Oz
15. God Save Oz
16. Happy Xmas (War Is Over)

Disc: 2

Elements Mixes

1. Imagine (strings only)
2. Jealous Guy (piano, bass & drums)
3. Oh My Love (vocals only)
4. How? (strings only)

Album Outtakes

5. Imagine (demo)
6. Imagine (take 1)
7. Crippled Inside (take 3)
8. Crippled Inside (take 6 – alt guitar solo)
9. Jealous Guy (take 9)
10. It’s So Hard (take 6)
11. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die (take 11)
12. Gimme Some Truth (take 4)
13. Oh My Love (take 6)
14. How Do You Sleep? (takes 1 & 2)
15. How? (take 31)
16. Oh Yoko! (Bahamas 1969)

Singles Outtakes

17. Power To The People (take 7)
18. God Save Us (demo)
19. Do The Oz (take 3)
20. Happy Xmas (War Is Over) (alt mix)

Imagine – The Ultimate Edition: single CD

Remixed Stereo Album

1. Imagine
2. Crippled Inside
3. Jealous Guy
4. It’s So Hard
5. I Don’t Wanna Be A Soldier Mama I Don’t Wanna Die
6. Gimme Some Truth
7. Oh My Love
8. How Do You Sleep?
9. How?
10. Oh Yoko!

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Leia também: Eric Clapton vai lançar disco de Natal com toques de blues

Eric Clapton vai lançar disco de Natal com toques de blues

Álbum se chamará Happy Xmas, terá clássicos de Natal e uma canção inédita. Data de lançamento está prevista para 12 de outubro

Eric Clapton é reconhecidamente um dos maiores nomes do blues, tem (merecidamente) o apelido de Deus da Guitarra, é um sobrevivente do rock e dono de uma carreira com muitos altos e alguns baixos.

Na última semana, Clapton anunciou o lançamento do seu 24° álbum de estúdio e o primeiro desde o apenas razoável I Still Do (2016). Happy Xmas vai trazer clássicos natalinos e uma canção original, For Love On Christmas Day.

— Eu tinha em mente que essas músicas de Natal poderiam ser feitas com um leve toque de blues, e comecei a descobrir como tocar as linhas de blues entre os vocais. Eu peguei uma das músicas mais identificáveis do álbum Have Yourself a Merry Little Christmas que terminou sendo o ponto principal do álbum — diz Clapton.

Clássicos e novidades

Nas 14 faixas do álbum, Clapton faz um mix de clássicos como White Christmas, Silent Night e Jingle Bells, com canções menos conhecidas e uma original, For Love On Christmas Day.

O disco, que tem como capa uma ilustração do próprio Slowhand, já está em pre-order no site da gravadora Surfdog Records e na Amazon. A data de lançamento é 12 de outubro.

Versão não muito deluxe

Assim como os últimos lançamentos de Clapton, Happy Xmas terá uma versão deluxe. Infelizmente a parte musical parece ter sido deixada de lado nessa produção. Nada de demos, canções extras ou versões originais dos clássicos.

Ao invés de focar na música, a gravadora preferiu incluir penduricalhos natalinos como uma árvore de Natal de metal e rascunhos do desenho da capa. Na parte musical, temos o tradicional pendrive com as versões em alta resolução das canções do álbum e um flexi disc. Há também uma entrevista em vídeo com Clapton, mas nada de tirar o fôlego.

Fique com a versão standard.

Pre-order

Amazon – LP: http://a.co/adE2Y37
Amazon – CD: http://a.co/7id8PgS
Deluxe Box Set: https://bit.ly/2MSXt89

Track List

1. White Christmas
2. Away In A Manger (Once In Royal David’s City)
3. For Love On Christmas Day
4. Everyday Will Be Like A Holiday
5. Christmas Tears
6. Home For The Holidays
7. Jingle Bells (In Memory Of Avicii)
8. Christmas In My Hometown
9. It’s Christmas
10. Sentimental Moments
11. Lonesome Christmas
12. Silent Night
13. Merry Christmas Baby
14. Have Yourself A Merry Little Christmas

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia

Mais textos sobre Clapton

Adolescentes destroem 320 milhões de anos de história em poucos segundos e causam revolta — VIVIMETALIUN

Revoltante!

Vento, chuva e gelo levaram 320 milhões de anos para esculpir as pedras do Brimham Rocks, um rochedo em North Yorkshire, na Inglaterra, que atrai a atenção de milhares e turistas todos os anos. Mas, em questão de segundos, um grupo de adolescentes acabou com tudo. Na noite de sexta, 1º de junho, um grupo […]

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Universitários ainda acreditam na vocação

Mesmo com a crise econômica e o alto desemprego no país, jovens ainda acreditam mais na vocação do que nas necessidades do mercado

Que os jovens são sonhadores e idealistas é fato conhecido e que não necessita de nenhuma pesquisa inglesa para comprovar isso. Porém, pesquisa realizada pela Companhia de Estágios | PPM Human Resources mostra que os jovens ainda ignoram as necessidades do mercado em favor de uma possível vocação profissional.

Vocação x Sucesso

A escolha da profissão é algo que vai (normalmente) nos definir pelo resto de nossas vidas. Não é incomum que parentes e amigos influenciem essa decisão, mas hoje —mais que nunca — é preciso levar em conta o atual (e futuro) cenário da nossa economia.

Foram ouvidos mais de 5,4 mil estudantes em todo o país e o idealismo ainda é a principal motivação — para 68% dos entrevistados — na hora de escolher o curso universitário.

Não sou a pessoa mais indicada para criticar quem segue uma profissão mesmo quando ela não é das melhores em termos de remuneração (sou jornalista), mas admito que fiquei impressionado com o resultado do estudo.

Trabalhar no que gosta é sempre uma sensação indescritível, mas é muito melhor quando o mercado valoriza e preserva a sua profissão.

CNN prepara documentário sobre Anthony Bourdain

Pouco depois do suicídio do chef/celebridade, rede de TV trabalha na história definitiva do apresentador de No Reservations e Parts Unknown

Anthony Bourdain era o cara. Grande chefe, autor e empresário de sucesso, figuraça e dono de uma moral suficiente para convencer o (já ex) presidente Obama a sentar com ele em uma birosca do Vietnã, além de ter uma namorada linda. Entretanto, nada foi capaz de impedir que ele se suicidasse na bela França.

To me, life without veal stock, pork fat, sausage, organ meat, demi-glace, or even stinky cheese is a life not worth living

Sua morte — no dia 9 de junho, enforcado em um quarto do hotel Chambard, em Kaysersberg — chocou o mundo. Provavelmente nunca saberemos as verdadeiras razões para a sua atitude.

Uma desilusão amorosa? Frustração pelo fracasso do seu megaprojeto gastronômico em Nova York? Depressão? Não importa, ele sempre vai estar entre nós.

Tentando desvendar uma alma

Mesmo que sua morte permaneça um mistério até o fim dos tempos, a CNN — rede que, nos EUA, exibiu as duas séries de maior sucesso do chef/apresentador — informou que está produzindo “o documentário definitivo sobre Bourdain”.

Ainda sem título, o projeto deve estrear no início do próximo e será lançado nos cinemas antes de chegar na tela da CNN.

Enquanto isso, podemos continuar nos deliciando com as histórias, descobertas e comentários de Bourdain nos episódios que ele deixou gravados para a última temporada de Parts Unknown.

Tony, você faz falta!

Alguns momentos inesquecíveis

You Bring The Summer — The Monkees

Não é de hoje que deixo clara a minha admiração pela obra dos Monkees. Suas canções eram compostas por alguns dos maiores talentos musicais da época (e de todos os tempos) e os músicos que as gravavam eram a nata dos que transitavam nos estúdios de gravação.

O último disco da banda — Good Times (2016) — é mais um bom exemplo de que a fórmula continua funcionando muito bem. You Bring The Summer é um dos muitos highlights do CD e o vídeo promocional é pra lá de simpático.

You Bring The Summer (Andy Partridge)

I’ll bring the chips
and the dips
and root beer
Even though dark purple
rain clouds are near
When you come around
you bring the Summer

I’ll lay the basket and blanket out neat
Even though weathermen
say there’ll be sleet
When you come around
you bring the Summer

Summer poorer sad old snowman
freezing in his room
Summer from your clear blue skies
will melt away the winters gloom

I’ll bring the sun cream
and beach volleyball
Even though there is no sand here at all
When you come around
you bring the Summer

When you come around
you bring the summer

Summer poorer sad old Jack Frost
trying to warm his toes
Summer from your golden smile
will paint the snow drops pinky rose

The birds and the bees will fly around me
even though we’re deep in January
When you come around
you bring the Summer

I know with one bound
you bring the Summer

When you come around

Summer baby
you bring the Summer
you bring the Summer around

Summer baby
you bring the Summer
you bring the Summer around

Summer baby
you bring the Summer
you bring the Summer around
(Baby!)

Summer baby
you bring the Summer
you bring the Summer around

Summer baby
you bring the Summer
you bring the Summer around

Vem aí um épico escocês na Netflix

Confira o trailer de ‘Outlaw King’, que estreia em 9 de novembro no serviço de streaming

A Netflix divulgou nesta segunda-feira, 20 de agosto, o primeiro trailer de seu próximo filme de grande orçamento. O blockbuster histórico “Outlaw King” mostrará a ascensão desafiadora do herói escocês Robert The Bruce.

O filme tem um orçamento não confirmado de 100 milhões de libras. “Outlaw King” abrirá o Toronto International Film Festival, em setembro. Dirigido por David McKenzie, estreia na Netflix em 9 de novembro.

A história segue Robert The Bruce em sua jornada de nobre derrotado a herói nacional. Passa-se no século 14, durante a ocupação opressiva da Escócia medieval por Eduardo I da Inglaterra.

O filme mostrará Robert The Bruce se apoderando da coroa escocesa e reunindo partidários para lutar contra o poderoso exército inglês. Foram sete batalhas épicas, sendo as mais conhecidas travadas em Stirling e em Bannockburn, em 1314. Esta última tornou o herói Rei Robert I da Escócia.

Achou essa sinopse um tanto familiar? Pois está certíssimo se o resumo remeteu ao “Coração Valente” (Braveheart) de Mel Gibson.

Parem de odiar Robert The Bruce

Épico arrasa-quarteirão de 1995, “Coração Valente” é a representação do imaginário coletivo quando se fala de Escócia. Produzido, dirigido e estrelado por Mel Gibson, o filme recebeu dez indicações ao Oscar e ganhou em cinco categorias, incluindo melhor filme e melhor direção.

Mas a verdade é que o longa americano é uma grande piada sob o ponto de vista dos escoceses. Pelos erros (MUITOS!) de roteiro e produção, por causa do pífio sotaque escocês de Gibson — que nem chegou perto do autêntico burr escocês, o som rótico do
sotaque das highlands.

Mas, especialmente, pela falta de compromisso com a história do país. Para começo de conversa, o nome do filme já é errado. “Braveheart” era o apelido de Robert The Bruce, e não de Wallace.

Pois é. O verdadeiro “Coração Valente” foi justamente o cara que aparece como um dos vilões do filme — mas o pai de Bruce tinha mesmo lepra e era leal ao trono inglês.

Mel Gibson e Angus Macfadyen em ‘Braveheart’ (Reprodução/Paramount)

Robert The Bruce nunca traiu William Wallace. Na verdade, sequer esteva na Batalha de Falkirk. Wallace e suas conquistas o incentivaram a continuar lutando pela Escócia. Mas foi a persistência de Robert The Bruce que venceu os ingleses.

Depois de perder seis batalhas seguidas, Bruce teve que fugir e se esconder em uma caverna. Desanimado e abatido, pensou que sua jornada chegara ao fim. Mas sua atenção foi desviada para uma aranha que tentava fazer uma teia no teto na caverna.

A aranha tentava e caía. Tentava e caía, sem nunca desistir. Robert The Bruce observou como, na sétima tentativa, o inseto conseguiu se prender e formar a teia. Robert então decidiu que tentaria até conseguir. O que aconteceu na sétima batalha.

Ok. É uma lenda local. Mas serve para parar de detestar Robert The Bruce, não serve?

Será ‘Outlaw King’ um ‘Braveheart 2’?

“Outlaw King” se concentrará em retratar o ano turbulento em que Robert agarrou a glória, provou a derrota e se tornou um rebelde com uma causa. O roteiro foi escrito por uma equipe que inclui o diretor, Mackenzie, e o renomado dramaturgo escocês
David Harrower.

O escritor é autor da peça “BlackBird”, que esteve em cartaz por aqui em 2017, numa adaptação. Já Mackenzie é mais conhecido pela direção de “Hell or high water” (2016) . Mas se tiver oportunidade, assista aos seus excelentes “Perfect Sense” (2011), com Ewan McGregor e Eva Green, e “Starred up” (2013), com o espetacular (e ainda pouco conhecido) Jack O’Connell.

“Estou muito feliz em mergulhar fundo na história de Robert The Bruce e descobrir algumas das verdades que muitas vezes são obscurecidas pela lenda. [É] uma das grandes histórias de retorno da história”, disse Mckenzie à imprensa escocesa.

Só que eu não estou muito feliz, caro leitor. Não estou…

Vai faltar burr. De novo…

O longa mostra um importante trecho da história da Escócia. Tem escoceses no roteiro e na direção. Conta com escoceses na produção — a pequena produtora de Glasgow,  Sigma,  com apoio da Creative Scotland, agência de fomento às artes do governo escocês.

As filmagens ocorreram em locais históricos. Mostrará famosos landscapes do país como pano de fundo: Craigmillar, Blackness e Doune, Aviemore, Linlithgow Palace e Glencoe. Incluindo o último local conhecido de descanso dos restos mortais de Robert The Bruce.

Mas e o elenco, senhoras e senhores?

Chris Pine como Robert The Bruce (Foto: Netflix)

O elenco de apoio é basicamente britânico. Inclui os ingleses Aaron Taylor-Johnson (Animais Noturnos), Florence Pugh (Lady Macbeth), Stephen Dillane (Game of Thrones) e Billy Howle (Na praia Chesil). Os escoceses que aparecem nos créditos são Tony Curran, como Angus MacDonald, e James Cosmo no papel de Robert The Bruce pai, o 6th Lord of Annandale.

Curran recentemente desempenhou um papel crucial em outro filme da Netflix feito pela Escócia, Calibre. E Cosmo é conhecido pelas participações em filmes como Highlander, Braveheart, Trainspotting, Troy, The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe, Ben-Hur and Wonder Woman e séries da TV, como em Sons of Anarchy e Game of Thrones (como Jeor Mormont).

No papel principal… um americano.

Na tentativa de atrair um público americano forte, a produção peca e se prostitui ao escalar o protagonista. O ator de Hollywood Chris Pine (Star Trek, Wonder Woman) dará vida a Robert The Bruce, em vez um escocês legítimo assumir o papel. Pine já foi dirigido por Mackenzie, em “Hell or high water”.

Enfim, é esperar para ver.

Conheça as mulheres mais poderosas da tecnologia

Não sou fã do politicamente correto, nem da epidemia do uso da palavra empoderamento (eca), mas admiro a liderança feminina na tecnologia

O Diversity in Tech 2017, estudo focado no universo da tecnologia, aponta que somente 26% do quadro de funcionários das empresas da área são mulheres. As grandes empresas apresentam números um pouco melhores — Facebook e Instagram (35%), Linkedin (42%) e Google (31%).

Porém, algumas das figuras mais poderosas da indústria são mulheres e, do fundo do coração, acredito que estejam nessa posição por sua capacidade e não pelo seu gênero.

A lista

Imagem: Cuponation

Doyle Bramhall II divulga canção com a participação de Eric Clapton

Músico lança Everything You Need, parte do CD Shades, que será lançado em 5 de outubro. Faixa conta com a participação de Eric Clapton

O guitarrista de blues Doyle Bramhall II, um dos fieis escudeiros do Slowhand Eric Clapton, vai lançar um novo CD — chamado Shades — recheado de convidados especiais como Norah Jones, Greyhounds e, claro, Clapton.

Aperitivo

Para esquentar o apetite dos fãs — seus e dos convidados — Bramhall divulgou um lyric vídeo da canção Everything You Need, exatamente a faixa na qual Clapton faz sua aparição.

Shades, o quarto álbum do músico e o primeiro após um intervalo de 15 anos, será lançado no dia 5 de outubro e já está em pré-venda.

Track List

1. Love And Pain
2. Hammer Ring
3. Everything You Need (feat. Eric Clapton)
4. London To Tokyo
5. Searching For Love (feat. Norah Jones)
6. Live Forever (feat. Greyhounds)
7. Break Apart To Mend
8. She’ll Come Around
9. The Night
10. Parvanah
11. Consciousness
12. Going Going Gone (feat. Tedeschi Trucks Band)

Esse texto também foi publicado na Revista Ambrosia

Os artistas masculinos mais bem-sucedidos da Billboard

Veteranos lideram a lista, confirmando que a boa música é atemporal

Faz pouco tempo que falei sobre os artistas mais vitoriosos da Billboard Hot 100, a principal parada de sucessos dos Estados Unidos. A lista incluía grupos e artistas de todos os gêneros.

Agora, no dia no qual perdemos Aretha Franklin e Madonna completa 60 anos, para mostrar que não tenho (muitos) preconceitos, vou falar dos artistas masculinos de mais sucesso na Billboard.

Os grandes

São 60 anos registrando o que faz sucesso nos EUA. Vamos aos que mais fizeram história.

1. Elton John — O dono dos anos 1970 é um dos artistas mais longevos da história. São 27 canções no Top 10, sendo que nove delas chegaram ao topo das paradas. Será que existe alguém que não conheça uma música de Sir Elton?

2. Elvis Presley — O Rei do Rock aparece em segundo lugar, mesmo com alguns de seus sucessos terem sido lançados antes da criação da Billboard. São 25 canções no top 10 e sete primeiros lugares.

3. Stevie WonderEstevão Maravilha, um dos maiores artistas negros de todos os tempos, emplacou 28 canções no top 10 e conseguiu que 10 delas chegassem ao topo. Seu maior sucesso? Ebony and Ivory, dueto com Paul McCartney e que ficou 7 semanas na liderança da Billboard.

4. Michael Jackson — Outro rei aparece na quarta posição. Foram 51 canções na parada, 30 delas no top 10 e 13 primeiros lugares.

5. Paul McCartney — O homem que já havia sido destaque entre os artistas mais com mais hits (com os Beatles) e discos que chegaram no primeiro lugar, também aparece bem na lista de artistas masculinos mais destacados. Por isso ele é o artista mais bem-sucedido da história. Macca tem 23 canções no top 10 e chegou nove vezes ao topo. Seu maior sucesso é o dueto Ebony and Ivory, com Stevie Wonder. Vida longa, Sir Paul.

6. Usher — O primeiro dos novatos da lista tem 18 canções no top 10 e 9 números 1.

7. Prince — O extravagante Mr. Purple Rain, adversário de Michael Jackson nos anos 80, também obteve muito sucesso comercial. Os números: cinco números 1 e 19 top 10.

8. Rod Stewart — Outro veterano condecorado pela rainha. O dono da voz rouca mais conhecida do mundo é um campeão de vendagens. Até agora, Rod The Mod já colocou 52 canções nas paradas. São 16 top 10 e quatro músicas no topo da parada. Confira o plágio de uma canção de Jorge Bem.

9. Drake — O nome do momento. Em tempos de streaming ele consegue ter 187 canções que entraram na parada, 31 top 10 e bons seis números 1.

10. Marvin Gaye — Uma das mais bonitas vozes do R&B galgou o primeiro lugar três vezes, com 18 top 10.

Confira a lista completa dos principais artistas masculinos

 

Spotify: usuários de versão gratuita podem pular anúncios

A notícia é ótima, mas, por enquanto, só vale para os assinantes australianos

O título pode até ser mais atraente que a notícia em si, mas está longe de ser uma fake news. O Spotify, provavelmente a melhor plataforma de streaming de música da atualidade, vai permitir que os usuários da Austrália pulem anúncios de áudio e vídeo quando quiserem, quantas vezes quiserem.

A ameaça Pandora

A iniciativa é um movimento do Spotify para não permitir o crescimento do Pandora — uma outra plataforma de streaming que parece preocupar mais que a Apple Music ou o Deezer.

Para os brasileiros, o Pandora pode ser um pouco desconhecido, mas sua biblioteca musical é quase tão grande quanto a do concorrente e seu preço para a versão premium é (lá fora) mais barata. Uma baita vantagem.

Só as propagandas que gostamos

A ideia é fazer com que o usuário possa pular as propagandas e informar quais delas realmente gosta, permitindo que a plataforma escolha anúncios mais interessantes para o ouvinte. Hoje, só quem é usuário premium pode ouvir música sem anúncios.

Essa pode ser considerada uma decisão corajosa, já que o Spotify só vai receber pelos anúncios ouvidos e não pelos pulados. Ou seja, a empresa acredita na sua força para fazer com que os usuários não deixem a sua receita cair.

Novos recursos

O Spotify aposta na criação de novos recursos para atrair novos usuários e fidelizar os que já usam o serviço. Um dos serviços que mais deram certo estão as playlists customizadas, como a Discover Weekly (Descobertas da Semana), que mostra as novidades da plataforma de acordo com o gosto pessoal do usuário.

Pandora na frente

Apesar do enorme número de usuários ativos — 180 milhões — e de uma receita monstro — US$ 158 milhões, no último trimestre — o Pandora aparece bem à frente no que diz respeito ao tempo que os usuários passam ouvindo a versão free (com anúncios). Segundo o último levantamento, quem ouve o Pandora fica duas vezes mais tempo na plataforma que os que usam o Spotify.

Uma Madonna SessentoNNa e muito animada!

A Rainha do Pop Madonna completa 60 anos hoje e não resisti ao convite: obrigada pelo espaço no Blog do Feroli

O ano de 2018 está especialmente movimentado para Madonna. Seu primeiro álbum, que levava, simplesmente, seu nome, completou 35 anos de lançamento em 27 de julho. E nesta quinta, 16 de agosto, a rainha do pop completa 60 anos de uma vida animada e repleta de polêmicas.

Para iniciar as comemorações, Madonna fez uma apresentação es-pe-ta-cu-lar no MET Gala, em maio. O vídeo oficial foi liberado hoje, de presente para todos “wannabe”.

Traz “Like a prayer”, a nova “Beautiful game” e “Hallelujah”. Pode conferir!

A diva também é capa da Vogue Itália deste mês. E deve encerrar 2018 com o lançamento de um novo álbum inédito, anunciado desde janeiro deste ano.

Mas ainda vai ter festança! Pra lá de Marraquexe.

Só que para um petit-comité. E tudo no maior segredo, inclusive para os convivas. Dizem que a lista de felizardos não passará de 80 nomes. O local do evento é quase o quarto segredo de Fátima — o Marrocos é a maior aposta.

Os organizadores da festa assinaram contrato de confidencialidade. E o convite terá instruções sobre roupa (?!). Parece que Madonna planeja uma espécie de concurso entre os presentes. O look mais criativo e ousado ganhará como prêmio uma viagem para um dos melhores resorts na África.

Homenagens fotográficas

Vincent Flouret é um fotógrafo de moda de Paris. Mas o artista acumulou experiência recente em trabalhar com animais quando atuou como voluntário de abrigos em Los Angeles.

Flouret fazia retratos de cães em estúdios para ajudá-los a serem adotados. Agora vem trabalhando num projeto juntamente com seu cãozinho de 6 anos.

Max, o labrador de pelo dourado, começou a fazer ensaios fotográficos para recriar momentos icônicos da diva. Cenas de videoclipes e capas de discos de Madonna são o alvo do projeto, apelidado de “Maxdonna”.

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Todo o dinheiro arrecadado com “Maxdonna” será doado para a organização de caridade da pop star. Em sua conta no Instagram, Flouret e Max anunciaram um montante de US$ 12.000, até agora.

O Raising Malawi ajuda órfãos e crianças vulneráveis o Malauí. A arrecadação é feita por uma página de doações criada no Facebook. Mas o Brasil, infelizmente, não está listado para participar.

A campanha, em parceria com a Ripple, startup de pagamentos com criptomoedas, vai até o dia 31 de agosto. A estimativa era arrecadar 60 mil dólares. Mas já conseguiu três vezes mais: as doações já somam 199.462 mil dólares (cerca de 760 mil reais!). E a Ripple vai duplicar a quantia doada.

No The Sun também foram recriados momentos fotográficos de Madonna. O tabloide convidou quatro mulheres de 60 anos para um ensaio sexy.

madonna-vogueitalia-madonna
Os cliques foram inspirados na capa da Vogue Itália deste mês, que traz uma matéria especial com a cantora

Segundo o editorial do jornal britânico, “Madonna dá confiança às mulheres em vestir roupas que muitas não se atreveriam usar”.

Melina Krause

Avó, separada, fã dos filmes da Madonna. Acredita que a idade é um ótimo momento para se expressar

 

Sally Morse

Mora em Scarborough, North Yorkshire, trabalha num hospital e acha que Madonna está maravilhosa na capa da Vogue

 

Karen Hope

Enfermeira de Leeds, casada há cinco anos e com uma filha de 25 anos

 

 

Mercedes Yoshioka

Ex-dançarina e professora, tornou-se modelo há cinco anos. Mãe e grande fã da Madonna. É casada há 31 anos e mora no oeste de Londres

O que já vimos…

Madonna é um ícone da música pop desde a década de 1980. São três décadas e meia de sucesso, marcadas por trabalhos que sempre
pontuaram seu posicionamento desafiador. Nos shows, nunca teve medo de deixar clara sua opinião política ou de realizar referências
eróticas.

Algumas, vale a pena relembrar:

1 – ‘Blonde Ambition Tour’ (1990)

Vestida com os famosos bustiês conicos de Gualtier, Madonna simulava uma suruba com os dançarinos numa versão mais lenta e provocante de “Like a virgin”. O número terminava com a masturbação num cenário que recriava uma igreja.

2 – ‘The Girlie Show’ (1993)

A fase dominatrix de Madonna. A música “Erotica” chocava o mundo. O livro “Sex”, lançado em paralelo, com diversas fotos da cantora nua, abordando questões como homossexualidade e sadomasoquismo, chocou ainda mais. Foi nesse clima que Madonna veio pela primeira vez ao Brasil, para shows no Rio e em São Paulo.

3 – ‘The Confessions Tour’ (2006)

Madonna volta a meter o dedo na ferida da questão religiosa. Vestida como Jesus Cristo, a cantora aparecia “crucificada” no palco. Mas a cruz, toda espelhada, mostrava total coerência com o clima disco anos 1970 de “Confessions on a dance floor”.

…e o que vem por aí!

Ativista, símbolo sexual e ícone pop, seu mais recente trabalho de estúdio data de 2015. “Rebel Heart” foi a última turnê da cantora, que ainda rendeu um álbum ao vivo lançado em 2017. Um dos reflexos desse trabalho — e dos, até então, 33 anos de carreira — foi o título de “Mulher do Ano”.

Relembre alguns trechos do discurso “matador” da Rainha do Pop.

“Estou aqui em frente a vocês como um capacho. Quer dizer, como uma artista feminina. Obrigada por reconhecerem minha habilidade de dar continuidade à minha carreira por 34 anos diante do sexismo e da misoginia gritante, e do bullying e abuso constante.”

“Não há regras se você é um garoto. Há regras se você é uma garota. Se você é uma garota, você tem que jogar o jogo. Você tem permissão para ser bonita, fofa e sexy. Mas não pareça muito esperta. Não aja como se você tivesse uma opinião que vá contra o status quo. Você pode ser objetificada pelos homens e pode se vestir como uma puta, mas não assuma e se orgulhe da puta em você.”

“Seja o que homens querem que você seja, e mais importante, seja alguém com quem as mulheres se sintam confortáveis por você estar perto de outros homens. E por fim, não envelheça. Porque envelhecer é um pecado.”

“Eu me lembro de desejar ter uma mulher para me apoiar. Camille Paglia, a famosa escritora feminista, disse que eu fiz as mulheres retrocederem ao me objetificar sexualmente. Então, eu pensei: ‘Se você é uma feminista, você não tem sexualidade, você a nega’. E eu disse: ‘Foda-se. Eu sou um tipo diferente de feminista. Sou uma feminista má’.”

“O que eu gostaria de dizer para todas as mulheres que estão aqui hoje é: Mulheres têm sido oprimidas por tanto tempo que elas acreditam no que os homens falam sobre elas. Elas acreditam que elas precisam apoiar um homem. E há alguns homens bons e dignos de serem apoiados, mas não por serem homens, mas porque eles valem a pena. Como mulheres, nós temos que começar a apreciar nosso próprio mérito. Procurem mulheres fortes para serem amigas, para serem aliadas, para aprenderem com elas, para serem inspiradas, para serem apoiadas e para serem instruídas.”

Desde 2016, Madonna tem se dedicado a outros projetos. Suas apresentações têm sido pontuais. Vem trabalhando em dois projetos para o cinema — “Taking flight”, na direção, e “The impossible lives of Greta Wells”, como roteirista.

Lançou uma linha de maquiagem, a MDNA Skin, no mesmo ano. Mudou-se para Lisboa em 2017, depois de adotar as gêmeas do Malaui, Esther e Stella. Tudo isso deverá se refletir no novo trabalho que vem pos aí.

“Você sempre vai ouvir muito Fado e muito Kuduro, um gênero de música angolana, por aqui. Mas também há muito jazz, jazz old school, que é algo lindo de se ouvir. Lisboa influenciou minha música e meu trabalho. Como isso poderia ter acontecido de outra forma? É impossível ficar um ano aqui sem se condicionar por toda a cultura que me cerca”, disse Madonna à Vogue Itália.

Grupo Abril entra em recuperação judicial

Dívidas do Grupo Abril chegam a R$ 1,6 bilhão e empresa teve prejuízo de R$ 331 milhões em 2017

Não sei se é o fim de um ciclo, mas a coisa está feia no Brasil. Pena que nossas empresas não sigam o exemplo do New York Times, sobre o qual escrevi aqui.

Reproduzo a matéria do Meio & Mensagem sobre o Grupo Abril.

O Grupo Abril entrou nesta quarta-feira, 15, com pedido de recuperação judicial em São Paulo. O protocolo se refere a todas as empresas, incluindo Abril Comunicações, Dipar Participações e Total Express. O escritório Mange Advogados acompanha o processo, que prevê 180 dias para a companhia não ser executada enquanto a dívida é renegociada com credores.

Segundo comunicado enviado à imprensa, o pedido de recuperação “se deve à necessidade do grupo em buscar proteção judicial para a repactuação de seu passivo junto a bancos e fornecedores e, dessa forma, garantir sua continuidade operacional”. O comunicado ocorre uma semana depois da ampla reestruturação que encerrou várias marcas. Além da dívida de R$ 1,6 bilhão, a empresa teve prejuízo de R$ 331 milhões em 2017. Descontados os títulos descontinuados, o grupo tem hoje cerca de 4,6 milhões de exemplares de 11 marcas diferentes em circulação mensal, print e digital, segundo o Instituto Verificador de Comunicação (IVC), o que ainda faz da empresa a líder entre publishers de revistas.
O foco principal da editora é, atualmente, as marcas Veja, Exame e Claudia. Entre as revistas encerradas, estão Elle, Cosmopolitan e Veja RIO. Segundo o Portal dos Jornalistas, o grupo procura negociar marcas como VIP, Placar, Viagem e Turismo e Guia do Estudante.

A consultoria Alvarez & Marsal foi contratada para o processo de reestruturação e um dos diretores, Marcos Haaland, foi nomeado presidente do grupo para conduzir os trabalhos internamente. Em entrevista à Exame, o executivo disse que foram demitidas 800 pessoas no processo iniciado semana passada, entre elas a publisher Alecsandra Zapparoli, e o grupo mantém cerca de 3 mil funcionários.

Sobre o futuro da companhia, Haaland disse que não pode “julgar o passado, até porque eu não estava aqui. Mas há uma mudança tecnológica que está afetando o setor como um todo, que trouxe uma crise e uma necessidade de pensar como é produzido e distribuído um conteúdo de qualidade”. Contextualizou como um problema global e estrutural do setor de comunicação, que deve levar em conta o avanço tecnológico. “Alguns que começaram mais cedo a se mover já estão mais adaptados, caso do jornal americano The New York Times. A Abril está buscando essa adequação e um novo modelo para se revigorar. Vamos sair da recuperação judicial, quanto antes, com a empresa novamente saneada e em condições de ter um longo futuro digital”, afirmou Haaland.

Veja abaixo uma cronologia com os principais fatos do grupo nos últimos anos.

Fonte: Meio & Mensagem

Paul McCartney divulga nova música

Fuh You faz parte do novo disco do ex-beatle, Egypt Station, que será lançado no dia 7 de setembro.

Conheça também as canções Come on to Me e I Don’t Know

Abaixo a lista das canções de Egypt Station

01. Opening Station
02. I Don’t Know
03. Come On to Me
04. Happy With You
05. Who Cares
06. Fuh You
07. Confidante
08. People Want Peace
09. Hand in Hand
10. Dominoes
11. Back in Brazil
12. Do It Now
13. Caesar Rock
14. Despite Repeated Warnings
15. Station II
16. Hunt You Down / Naked / C-Link

As lições de sobrevivência do New York Times

Ao contrário das empresas brasileiras, que preferem apostar no downsizing ao invés de investir em novas práticas, o New York Times mostra que é possível ganhar dinheiro na era digital

Update: Grupo Abril entra em recuperação judicial

Enquanto empresas como o Grupo Abril, Esporte Interativo e Editora Três monopolizaram o noticiário com demissões e corte de títulos, o New York Times anunciou que o jornal deve chegar aos 4 milhões de assinantes. Hoje, são 3,8 milhões de assinantes e 2,8 milhões deles vêm da versão digital.

Erros e acertos

Não é de hoje que o NYT olha com muita atenção para o seu conteúdo digital. O jornal, nos longínquos anos 2000, foi um dos primeiros a tentar fechar seu conteúdo para o público não pagante.

A iniciativa foi um tremendo fracasso e fez com que a publicação voltasse atrás e demorasse muitos anos para retomar a ideia.

Hoje, a estratégia para atrair assinantes é bastante agressiva e parece estar funcionando. Você mesmo já deve ter recebido um e-mail, tweet ou visto um anúncio no Facebook oferecendo uma semana de assinatura digital do New York Times por apenas US$ 1.

O resultado? A receita total da empresa no trimestre teve uma alta de 2% — o que não é pouco — chegando aos US$ 415 milhões e com um lucro de US$ 24 milhões. Números para dar inveja a qualquer empresa tupiniquim.

O Brasil e os geniais gurus digitais

No mesmo início dos anos 2000 as empresas brasileiras também começaram a ter a noção de que o meio digital seria importante para compensar eventuais (e inevitáveis) perdas de receitas do meio impresso.

Infelizmente, ao invés de apostar nos profissionais que já trabalhavam no jornalismo online e deixá-los montar equipes com pessoas que realmente pudessem pensar em meios de seduzir anunciantes e conseguir receitas sustentáveis, preferiram acreditar em gurus digitais.

Gurus digitais são aquelas pessoas que sabem se vender como tendo ideias geniais, muitas vezes tiradas de livros estrangeiros escritos por outros gurus digitais.

Depois, essas pessoas ficam cagando regras sobre assuntos que não dominam (como já vi acontecer com a Internet 2.0).

Há casos de gênios da lâmpada que foram contratados para descobrir uma maneira de cobrar pelo conteúdo de determinado veículo e que ficaram cinco anos tentando encontrar uma solução que só foi implementada — copiada de outros lugares — mais de um ano após a sua saída da empresa que o contratou por um ótimo salário. São pessoas inteligentes, admito.

Analógico x Digital

Pode parecer ilógico, mas um veículo predominantemente analógico pode ser também muito bem-sucedido nas suas versões digitais. Esse é o grande enigma para os administradores brasileiros.

O NYT é um desses casos, valorizando produtos que agregam valor a sua marca. Nem é preciso ser algo inovador (podcasts, por exemplo), precisa apenas ser bem feito e bem trabalhado pelo seu departamento comercial, normalmente povoado por mentes defasadas e preguiçosas.

Novatos x Experientes

Nunca antes na história desse país a expressão “jovem não é sinônimo de novidade” foi tão verdadeira.

As redações, diretorias e departamentos comerciais são ambientes totalmente distintos e que demandam perfis diferentes.

Enquanto nos departamentos comerciais os jovens deveriam tomar o lugar de muitos profissionais mais veteranos e que preferem a comodidade das práticas tradicionais, no resto do processo a coisa não é nada assim.

Nas redações e, principalmente, nas diretorias e no planejamento, o que deveria importar é a visão moderna e a experiência para detectar a realidade do veículo e não repetir erros cometidos por concorrentes.

Jovens são importantes, mas estão longe de serem a solução para a maioria dos problemas que entravam o crescimento das receitas e o bom uso da marca e dos produtos produzidos. Redes sociais não são terreno compreendido apenas por quem tem menos de 30 anos.

É preciso ter coragem para deixar de lado modelos antigos e saber o que realmente é novo.

Posições claras e fake news

Outra falácia repetida e incentivada no jornalismo brasileiro é a de que os veículos de comunicação precisam ser isentos. O New York Times, assim como seus pares norte-americanos, tem posições claras sobre uma série de questões importantes, incluindo política, aborto e dão apoio aberto a determinadas correntes de pensamento.

Esses posicionamentos, ao contrário do que pensam nossos executivos, não afastam leitores ou anunciantes.

O que acaba acontecendo é que as pessoas sabem com clareza o que estão lendo e, principalmente, confiam na credibilidade das informações e nem tanto nas conclusões tiradas delas. Confiam tanto, que pagam por elas.

Em tempos de fake news e fake governantes/postulantes é muito importante saber que as informações são bem apuradas.

Esse pequeno detalhe faz com que anunciantes que não concordam com as tendências do veículo de comunicação saibam que é lá que podem ganhar um público novo.

Realidade brasileira

No Brasil, desde o início dos tempos da internet discada, há uma cultura do grátis. Essa cultura fez com que empresas gigantes como a AOL afundassem retumbantemente por aqui.

Essa mesma linha de pensamento foi estimulada pelas empresas produtoras de conteúdo, que agora sofrem para conseguir mudar essa lógica, sobreviver e lucrar.

Como o Estado Brasileiro e os governos (estaduais e municipais) são alguns dos principais players do mercado publicitário nacional, muitos dirigentes de veículos de comunicação ficam com receito de se pronunciarem apoiando fulano, beltrano ou algum partido político e perderem verbas (já escassas).

A preocupação é legítima, mas parece vir acompanhada de uma falta de visão e coragem, necessárias para sobreviver nesses novos tempos.

Ideologias são sempre boas — mesmo quando você não concorda com elas — e nem sempre é preciso compartilhá-las para trabalhar com elas, coisa que os jovens nem sempre conseguem enxergar.

Também há o desafio para manter a qualidade em todas as plataformas nas quais o veículo de comunicação fincar a sua marca, o que nem sempre os mais velhos conseguem realizar.

Que o exemplo do NYT seja desfraldado por todo território brasileiro.

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Phil Collins ganha nova caixa e mostra que não está morto

Plays Well With Others, coletânea com 4 CDs, cobre a carreira do arroz de festa Phil Collins como convidado de outros artistas

Não faz muito tempo Phil Collins ganhou uma caixa que trazia seus oito CDs solo remasterizados e por um preço ridiculamente barato (£9) – Take A look At Me Now… The Complete Studio Collection. Agora, Tio Phil vai ganhar outra caixa com suas aventuras em discos de outros artistas.

Plays Well With Others chega ao mercado no dia 28 de setembro e já está com a pré-venda aberta por módicas £22 na Amazon inglesa. Vale fazer a pre-order. Detalhe: não há informações sobre se ela será lançada no Brasil.

 

Onipresente

Quem viveu os anos 80 sabe que Phil Collins era onipresente. Quando não era com o Genesis, Phil podia ser ouvido solo ou ajudando artistas como Brian Eno, John Cale, Eric Clapton, Tears For Fears, Howard Jones, Paul McCartney, Adam Ant e quem mais requisitasse sua presença.

São 59 faixas divididas por eras (começando pela década de 1970, seguindo até 2011, com um disco bônus ao vivo). Interessante ver que Phil conseguiu autorização para incluir Angry, faixa que gravou com Pete Townshend para o disco Press to Play, de Paul McCartney, com quem Collins acabou criando um grande mal-estar depois do lançamento da sua autobiografia (que será resenhada em breve).

— Algumas pessoas dirão que vivi uma vida cheia de charme. Eu fiz o que eu quis fazer na maior parte dela e fui bem pago por uma coisa que faria de graça: tocar bateria. Durante esse tempo eu toquei com muitos dos meus heróis e alguns deles viraram grandes amigos. Nesses quatro CDs você vai encontrar uma pequena amostra desses momentos. Agradeço aos artistas por me deixarem fazer essa caixa, o que não foi fácil — diz Phil no material promocional da caixa.

Tempo vago

A quantidade de faixas, projetos e artistas incluídos em Plays Well With Others impressiona e confirma a fama de arroz de festa do baterista — figurinha fácil também em shows beneficentes e programas de TV — ainda mais se levarmos em conta que tudo foi feito nos intervalos das gravações e shows com o Genesis e da carreira solo.

Esses intervalos permitiram que Collins produzisse e até mesmo excursionasse com alguns desses artistas. Sua parceria com Eric Clapton, para citar um exemplo, gerou o ótimo e subestimado Behind the Sun e o esquecível August, além de uma turnê (1986).

Tudo isso sem contar com a tour de force que o baterista protagonizou no Live Aid, quando tocou em Londres, pegou um Concorde e ainda tocou nos EUA (com Clapton e o Led Zeppelin).

Destaques

Algumas faixas se destacam, seja pela qualidade, seja pelos nomes envolvidos. No quesito qualidade eu destaco No One Is To Blame (de Howard Jones), Woman In Chains (do Tears for Fears), Intruder (de Peter Gabriel) e Do They Know It’s Christmas (Feed The World) — do Band Aid e que se encaixa nas duas categorias.

Já falando em nomes, os destaques são, além das já citadas Angry e Do They Know It’s Christmas (Feed The World), Lead Me To The Water (de Gary Brooker), Hero (de David Crosby), Just Like A Prisoner (de Eric Clapton) e Pledge Pin (de Robert Plant).

No geral, a qualidade das canções é muito boa e deveria fazer muita gente repensar no que foram os anos 80, principalmente quando deixamos de lado as baterias eletrônicas.

Ao vivo

O disco bônus traz registros ao vivo, com destaque para as apresentações no Jubileu de Ouro da Rainha (Party at the Palace) e os shows onde dividiu o palco com Tony Bennett, George HarrisonRingo Starr e outros superastros.

Cotação: **** ½

Disco 1: 1969 – 1982

“Guide Me Orion” – Flaming Youth
“Knights (Reprise)” – Peter Banks
“Don’t You Feel It” – Eugene Wallace
“I Can’t Remember, But Yes” – Argent
“Over Fire Island” – Brian Eno
“Savannah Woman” – Tommy Bolin
“Pablo Picasso” – John Cale
“Nuclear Burn” – Brand X
“No-One Receiving” – Brian Eno
“Home” – Rod Argent
“M386” – Brian Eno
“And So To F” – Brand X
“North Star” – Robert Fripp
“Sweet Little Mystery” – John Martyn
“Intruder” – Peter Gabriel
“I Know There’s Something Going On” – Frida
“Pledge Pin” – Robert Plant
“Lead Me To The Water” – Gary Brooker

Disco 2: 1982 – 1991

“In The Mood”‘ – Robert Plant
“Island Dreamer” – Al Di Meola
“Puss ‘n’ Boots” – Adam Ant
“Walking On The Chinese Wall” – Philip Bailey
“Do They Know It’s Christmas (Feed The World)” – Band Aid
“Just Like A Prisoner” – Eric Clapton
“Because Of You” – Philip Bailey
“Watching The World” – Chaka Khan
“No One Is To Blame” (Phil Collins version) – Howard Jones
“If Leaving Me Is Easy” – The Isley Brothers
“Angry” – Paul McCartney
“Loco In Acapulco’ – Four Tops
“Walking On Air” – Stephen Bishop
“Hall Light” – Stephen Bishop
“Woman In Chains” – Tears For Fears
“Burn Down The Mission” – Phil Collins

Disco 3: 1991 – 2011

“No Son Of Mine” – Genesis
“Could’ve Been Me” – John Martyn
“Hero” – David Crosby
“Ways To Cry” – John Martyn
“I’ve Been Trying” – Phil Collins
“Do Nothing ‘Till You Hear From Me” – Quincy Jones
“Why Can’t It Wait Til Morning” – Fourplay
“Suzanne” – John Martyn
“Looking For An Angel” – Laura Pausini
“Golden Slumbers / Carry That Weight / The End” – George Martin
“In The Air Tonite” – Lil’ Kim featuring Phil Collins
“Welcome” – Phil Collins
“Can’t Turn Back The Years” – John Martyn

Disco 4: Ao Vivo 1981 – 2002

“In The Air Tonight” (Live At The Secret Policeman’s Other Ball) – Phil Collins
“While My Guitar Gently Weeps” – George Harrison
“You Win Again” – The Bee Gees
“There’ll Be Some Changes Made” – Phil Collins and Tony Bennett
“Stormy Weather” – Phil Collins and Quincy Jones
“Chips And Salsa” – The Phil Collins Big Band
“Birdland” – Phil Collins with The Buddy Rich Big Band
“Pick Up The Pieces” (Live At The Montreux Jazz Festival 1998) – The Phil Collins Big Band
“Layla” (Live At Party At The Palace, 3 June 2002) – Eric Clapton
“Why” (Live at Party At The Palace, 3 June 2002) – Annie Lennox
“Everything I Do (I Do It For You)” (Live at Party At The Palace, 3 June 2002) – Bryan Adams
“With A Little Help From My Friends” (Live at Party At The Palace, 3 June 2002) – Joe Cocker

Uma versão desse texto foi publicada na Revista Ambrosia.