Recordações do show de Elton John no Rio – 19/2/14

DSC04987Reuni alguns vídeos do show de Elton John na HSBC Arena e resolvi compartilhá-los.

Padrão Jo Nunes de qualidade.

PS: Detalhe para o inglês perfeito da plateia no refrão de Crocodile Rock.

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Críticas inglesas, o que esperar do Brasil e as lições de Sochi

guardian-logoO brasileiro é orgulhoso e não admite que ninguém de fora fale mal do país. odos nós somos realmente mais ou menos assim. Reclamamos, criticamos e malhamos, mas não aceitamos muito bem quando as críticas vêm do exterior. Pouco mais de uma semana atrás o jornal britânico The Guardian publicou uma matéria/artigo onde pintava um futuro incerto para a Copa do Mundo, por conta dos atrasos, protestos e mortes durante as obras nos estádios. Porém, o pior mesmo foi ler que “promover a Copa do Mundo pretendia mostrar que a vez do Brasil – uma terra há muito condenada a ser “o país do futuro – e que sempre será” – teria chegado, mas não chegou.

Os superfaturamentos das obras, os atrasos incompreensíveis, as rusgas com a Fifa, a desconfiança na qualidade das construções, o maciço uso de verbas públicas e a comprovada incapacidade da polícia em lidar com baderneiros que se travestem de manifestantes, causa ceticismo aos britânicos. O amor pelos brasileiros e pelo jeito brasileiro de ser também fica nítido, mas não é suficiente para amenizar as críticas.

sochiAssim como aconteceu com a África do Sul, o olhar do The Guardian é cético em relação aos estádios, que poderão (e alguns vão mesmo) virar elefantes brancos. Além disso, a violência nas cidades sede, especialmente o Rio, assusta. E nem precisamos citar o trânsito e a tão falada mobilidade urbana, que são pontos absolutamente indefensáveis, mesmo para o mais patriota dos brasileiros.

Da mesma forma que eu, o jornal também acredita que ainda há tempo para que a Copa seja um sucesso, mas que adverte que essa possibilidade é cada vez menos.

As lições de Sochi

Com o término das Olimpíadas de Inverno na cidade de Sochi, na Rússia, ficou claro que, com rios de dinheiro público, é possível realizar um evento desse porte mesmo que a cidade esteja mais para balneário do que para estação de esqui. Os problemas enfrentados por lá se parecem muito com os daqui e podem servir como parâmetro para que as autoridades responsáveis pelos jogos do Rio de Janeiro evitem a enxurrada de críticas pela qual passaram os russos.

Sochi encerramentoAinda dá tempo para rever a utilização de alguns equipamentos e o esquema de trabalho, principalmente no quesito propaganda e divulgação de notícias. Geralmente um evento desse porte, raro nesse hemisfério, acaba trazendo uma certa soberba, que pode se amplificar, dependendo do ego de cada um dos envolvidos.

Só resta aos brasileiros – e principalmente aos cariocas – torcer para que tudo dê certo e que algo de bom (em termos de infraestrutura) fique como legado de toda essa maravilhosa oportunidade de mostrar o Brasil para todo o mundo.

Lançado app que mede qualidade das operadoras

No Brasil há algumas perguntas que parecem fáceis de responder. Por exemplo: Qual a melhor operadora de celular? Nenhuma!

Mesmo assim, algumas soluções para ajudar o consumidor são lançadas, todas com boas intenções, mas nem todas com real valor prático. Ainda não sei se esse app se encaixa nessa categoria.

App para operadoras GloveFoi lançado um aplicativo para Android que mede a qualidade das operadoras de telefonia e ajuda o usuário a decidir qual delas se encaixa melhor às suas necessidades.

Durante três dias, o Glove monitora o uso do celular para saber em quais lugares a pessoa mais usa o aparelho. Então ele encontra a operadora com o sinal mais forte nessas regiões.

A empresa que criou o app argumenta que três a cada quatro pessoas poderiam usar operadoras melhores, se soubessem qual delas se enquadra melhor às suas rotinas. Então, ao invés de trocar de celular achando que ele tem problemas de recepção ou contratar outra operadora no escuro, o ideal seria analisar a concorrência e escolher conscientemente.

Aqui no Brasil existe um aplicativo que faz exatamente a mesma coisa; chamado CrowdMobi, ele se difere por estar disponível também para iOS.

O Glove ainda está em fase beta e por enquanto só funciona na área da baía de São Francisco, em Nova York e em Israel. A versão para iOS será lançada até o fim do ano, segundo o The Next Web.

Site: Olhar DigitalA empresa que criou o app argumenta que três a cada quatro pessoas poderiam usar operadoras melhores, se soubessem qual delas se enquadra melhor às suas rotinas. Então, ao invés de trocar de celular achando que ele tem problemas de recepção ou contratar outra operadora no escuro, o ideal seria analisar a concorrência e escolher conscientemente.

Aqui no Brasil existe um aplicativo que faz exatamente a mesma coisa; chamado CrowdMobi, ele se difere por estar disponível também para iOS (conheça).

O Glove ainda está em fase beta e por enquanto só funciona na área da baía de São Francisco, em Nova York e em Israel. A versão para iOS será lançada até o fim do ano, segundo o The Next Web.

Fonte: Olhar Digital

Elton John – HSBC Arena – 19/2/2014 – Crítica

1059707_Elton_John_49_gElton John faz parte daquele naipe de artistas que podem fazer ótimos shows com quase 2h30 e ainda deixar de fora uma boa série de sucessos. Foi isso o que aconteceu na noite desta quarta-feira na HSBC Arena, na Barra da Tijuca. Elton e banda – Kim Bullard (teclados), John Mahon (percussão), Matt Bissonette (baixo), Davey Johnstone (guitarras, banjo, etc) e Nigel Olson (bateria) – subiram ao palco para apresentar a perna sul americana da turnê Follow de Yellow Brick Road, que comemora os 40 anos do disco Goodbye Yellow Brick Road.

Dificuldades para chegar até a Barra

Mas, antes de falar do show, é preciso destacar que boa parte das pessoas que chegaram atrasadas (mesmo com o início do espetáculo ter começado também atrasado) sofreram com o grande canteiro de obras que se transformou a cidade, em praticamente todos os bairros. Para piorar, sinalização é algo que parece não fazer parte do vocabulário das autoridades responsáveis pelo trânsito. Se para um carioca a coisa é complicada, imagine para um estrangeiro na Copa!

Simpatia e um caminhão de hits

1059689_Elton_John_32_gElton não é um desconhecido do público carioca. Desde 1995 ele vem visitando a cidade (e o país), com shows sempre de boa qualidade. Apesar de não ter mais uma banda tão brilhante quanto a da primeira apresentação, Elton fez seu melhor show na cidade, basicamente por conta do repertório e do seu ótimo humor. Ele esbanjou sorrisos, autógrafos, tirou até foto com um fã no palco, esteve falante e interagiu bem com a plateia Isso fez toda a diferença.

Vestindo um casaco azul com brilhantes e a inscrição Madman Across the Water nas costas (título de um de seus discos), Elton deixou o público de joelhos logo nos primeiros acordes de Funeral for a Friend / Love Lies Bleeding, a primeira das muitas canções de Goodbye Yellow Brick Road que iria apresentar.

VEJA VÍDEOS DA APRESENTAÇÃO

Dando preferência ao material produzido nos anos 70, Sir Elton Hercules John foi desfilando canções e sucessos de praticamente todos os álbuns que produziu naquela década. Lá estiveram, por exemplo, Levon e Tiny Dancer (Madman Across the Water), Mona Lisas and Mad Hatters e Rocket Man (Honky Château) e Someone Saved My Life Tonight (Captain Fantastic and the Brown Dirty Cowboys). Mas foi mesmo o material de GYBR que fez a diferença. Poucas vezes um disco teve tantos sucessos (Candle in the Wind, Bennie and the Jets, Saturday Night’s Alright for Fighting, Goodbye Yellow Brick Road, etc) e poucas vezes tantas músicas de qualidade que não foram hits apenas por “falta de tempo” (All The Girls Love Alice, The Ballad Of Danny Bailey (1903-34), I’ve Seen That Movie Too, Harmony, e por ai vai…).Infelizmente nem todas puderam ser tocadas (ou o show teria 4h de duração), mas a qualidade do resto do material preencheu essa lacuna. Até mesmo Home Again (a solitária canção do seu último disco Diving Board) poderia se encaixar perfeitamente na produção da sua fase de ouro.

Skyline Pigeon com banda

1059701_Elton_John_43_gSempre imagino o que deve passar pela cabeça de Elton e dos músicos com a recepção que a canção Skyline Pigeon, que segundo uma coletânea do cantor é uma das suas mais obscuras músicas. Se em 1995 ele ignorou a força dessa melodia, desde 2009 que ela é presença certa no setlist dos shows no Brasil (e só no Brasil, que fique bem claro). Porém, dessa vez, a boa nova foi que ela não se limitou a Elton e o piano. Toda a banda (muito bem ensaiada) participou do momento que a maioria do público presente na Arena vai lembrar para o resto da vida. Público que, na sua grande maioria, tinha mais de 40 anos, já que, talvez pelos preços praticados, pouquíssimos jovens e crianças deram as caras na Barra da Tijuca.

As poucas alterações no setlist foram positivas – talvez apenas a exclusão de Oceans Away e I’ve Seen That Movie Too provoquem alguma lamentação – e a plateia carioca pode acreditar que os elogios feitos a ela foram sinceros. Tão sinceros quanto os dela pela existência de um artista dessa envergadura e com esse talento para emocionar e para fazer você sentir vontade de dançar. Philadelphia Freedom e o fechamento do primeiro ato, com Your Sister Can’t Twist (But She Can Rock ‘n Roll) e Saturday Night’s Alright for Fighting, não me deixam mentir.

Ave Elton, Dave e Nigel. É um privilégio poder dividir o mesmo espaço com vocês  e poder ouvi-los tocar.

1059697_Elton_John_3_gSetlist:

Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding
Bennie and the Jets
Candle in the Wind
Grey Seal
Levon
Tiny Dancer
Holiday Inn
Mona Lisas and Mad Hatters
Believe
Philadelphia Freedom
Goodbye Yellow Brick Road
Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long, Long Time)
Hey Ahab
I Guess That’s Why They Call It the Blues
The One
Skyline Pigeon
Someone Saved My Life Tonight
Sad Songs (Say So Much)
All the Girls Love Alice
Home Again
Don’t Let the Sun Go Down on Me
I’m Still Standing
The Bitch Is Back
Your Sister Can’t Twist (But She Can Rock ‘n Roll)
Saturday Night’s Alright for Fighting

Bis:
Your Song
Crocodile Rock

Fotos: AgNews

Google supera Nike como empresa mais inovadora

google11Com 29 projetos em andamento, o Google foi escolhido como a empresa mais inovadora da lista anual da Fast Company. Entre as iniciativas da companhia baseada em Mountain View estão o Google Glass, o Google Fiber (que conecta algumas cidades nos EUA com internet de altíssima velocidade), o carro que anda sozinho, o experimento de varejo chamado de Shopping Express e a Calico, spin-off dedicado a buscar soluções biotecnológicas que combatam males associados ao envelhecimento.

Segundo a revista, o Google, uma companhia de US$ 350 bilhões, foi nomeada a primeira da lista pela amplitude de seus investimentos e projetos, por sua ambição e “incansável espírito” para continuar criando o futuro. Com isso, a empresa superou a Nike, a vencedora de 2013 – naquele ano a gigante tecnológica ficou em 11º lugar. No ranking atual, a marca esportiva ocupa a sétima posição. Esta é a segunda vez que o Google assumiu o primeiro lugar. Em 2008 ela também tinha sido selecionada.

Entre as 50 companhias relacionadas está uma brasileira, a Braskem, apontada como a 41ª mais inovadora.

O segundo lugar da lista de 2014 coube a uma fundação, a Bloomberg Philanthropies, que distribuiu US$ 452 milhões para iniciativas visando melhorar a vida nas cidades, para projetos sociais e para ações comunitárias. A Fast Company a escolheu por “fazer o bem, com método”. A fundação atua com um sofisticado sistema de dados, que orienta cada passo do envolvimento da entidade em um processo, identificando prioridade e monitorando o progresso.

Em terceiro, ficou uma chinesa: a Xiaomi, por “reinventar o modelo de negócios do setor de smartphones no maior mercado mobile do mundo”. A empresa, que tem apenas três anos, lançou quatro modelos no ano passado e vendeu mais de 19 milhões de aparelhos no período, uma alta de 150% sobre o exercício anterior. O quarto posto foi ocupado pela Dropbox. E em quinto brilhou a estrela da Netflix. Para conferir a lista completa, clique em Most Innovative Companies 2014.

12 dicas para inovar

Google TabletA Fast Company listou também 12 lições de inovação, feitas a partir da observação da equipe da revista que passou mais de seis meses debruçada sobre o projeto, coletando e analisando dados (que resultaram no ranking principal e em outras listas, definidas por setores, como tecnologia e publicidade). Desse processo, resultaram estas 12 dicas:

1 – Espere pelo excepcional – as empresa mais inteligentes tendem a focar em poucos objetivos. Ambição demasiada pode distrair a companhia do essencial e básico.

2 – Inovação é episódica – empresas se alternam muito no ranking, mas não é porque perderam seu olhar para a inovação, e sim os momentos inovadores vêm e vão.

3 – Fazer dinheiro importa – ter grandes ideias é cativante, mas as companhias precisam se sustentar. Dropbox e Airbnb, a quarta e a sexta colocadas no ranking das mais inovadoras, respectivamente, são vistas por investidores como empresas de risco, mas elas cobram de seus clientes. Ao contrário de alguns empreendimentos que buscam receitas principalmente com publicidade, as duas são companhias baseadas em transações.

4 – A sustentabilidade encontrou um novo motor – não se trata mais de fazer promessas “verdes”. Hoje a eficiência energética, os combustíveis alternativos e a reciclagem são vantagens competitivas. A Braskem, uma petroquímica de US$ 19 bilhões, usa etanol de cana de açúcar em vez de petróleo. A Levi Strauss (número 30 no ranking) produz mais de 10% de suas roupas com material reciclado.

5 – Desbloqueie talentos globais e amplie possibilidades – no Quênia, um centro tecnológico, iHub (38º lugar na lista) segue os caminhos do Vale Silício. Conta com 10 mil membros. Ajudou a lançar 152 companhias e gera esforços semelhantes na Tanzânia e em Uganda.

6 – A paixão está subestimada – ter uma boa base de fãs é uma ferramenta poderosa. O SXSW (12ª companhia mais inovadora) começou como um pequeno projeto regional. Agora, atrai mais de 60 mil pessoas ao redor do mundo. Ter a colaboração do público pode ser um recurso valioso para o desenvolvimento de iniciativas.

7 – Conflitos não são requeridos – como se implantam mudanças transformadoras em instituições calcificadas? Às vezes, o melhor é contornar essas calcificações.

Google Chrome8 – Clientes felizes fazem empresas felizes – premiar antigos clientes com novos features é uma estratégia de sucesso do Yelp (décimo no ranking). Outras empresas prosperam ao resolver problemas persistentes dos consumidores.

9 – Software bate o hardware – mesmo a iluminação, graças ao LED, se verá cada vez menos como um produto físico e mais como uma aplicação.

10 – “Made in China” é um elogio – a qualidade na produção da China está voltando. A ideia de que as companhias de lá não são adeptas da inovação ficou no passado. Além do exemplo da Xiaomi, o Beijing Genomics Institute (37º na lista) se tornou a maior instituição habilitada para fazer sequenciamento de código genético.

11 – O grande ganhador da “app economy” ainda é a Apple – a loja de aplicativos da Apple (14ª empresa mais inovadora) atingiu vendas de US$ 10 bilhões em 2013.

12 – Pensar grande não é bobagem. É obrigatório – A GE (27ª no ranking) estima que equipar motores de avião com um determinado tipo de sensores poderia resultar em uma economia de US$ 30 bilhões para as companhias aéreas em um prazo de 15 anos. A visão da Tesla de montar uma rede nacional de carros elétricos é muito ilusória? Talvez. Mas sem os sonhos, nunca vamos encontrar o caminho para o que é verdadeiramente possível.

Fonte: Meio & Mensagem