Léo Gandelman no Teatro Municipal de Niterói

O saxofonista Léo Gandelman, um dos mais requisitados músicos brasileiros e que já tocou com gente como Guilherme Arantes, Lulu Santos, Gilberto Gil e Paralamas do Sucesso, para citar alguns, chega ao Teatro Municipal de Niterói amanhã para apresentar o seu último trabalho, Vip Vop, neste sábado, às 21 horas.

Na verdade, Gandelman volta ao local onde gravou o DVD ao vivo que leva o mesmo nome do disco – título inspirado em um jogo de palavras com as expressões VIP (Very Important People) e VOP (Very Ordinary People) que brinca com a fama imediata conseguida por certas celebridades atuais.

“Durante dois anos eu tive um programa de rádio chamado Instrumental MPB e, uma vez por mês, fazíamos uma apresentação com algum convidado no Teatro Municipal. Em 2011 – no meu aniversário – eu resolvi me convidar e fazer uma premier do que seria o meu próximo trabalho. Minha intenção original era fazer clipes para o programa, mas, depois de ver o resultado final, decidi lançar o DVD. Foi uma apresentação única, que eu pretendo reproduzir neste sábado”, conta Gandelman.

Outra razão para a escolha do Municipal como local para a gravação do DVD foi a admiração de Gandelman pelo cenário musical de Niterói.

“Niterói é, antes de mais nada, um celeiro de ótimos músicos. Não sei bem explicar o porquê disso. Além do mais, o público de Niterói é extremamente musical e o Municipal é perfeito para a apresentação de música de Câmara”, conta Léo.

Sem lançar um disco com composições inéditas desde 2004, o músico se mostra preocupado com o futuro da profissão e do mercado da música.

“Prever o futuro da música é muito difícil. Se há 20 anos me dissessem que a carreira seria assim eu não acreditaria. A profissão de músico praticamente foi destruída com a plataforma digital. Hoje, qualquer um grava em qualquer lugar e por qualquer preço. Acho que a democratização dos meios de produção também banalizou a produção”, diz Léo.

Ao lado de uma banda formada por Serginho Trombone (Trombone), Eduardo Farias (Piano), Renato Massa (Bateria) e Alberto Continentino (Baixo) – Gandelman levará, não apenas o jazz, mas um apanhado musical da MPB durante as últimas décadas, principalmente os anos 50 e 60, em composições como Sinal Vermelho, Nêgo tá Sabendo, Vip Vop, Luz Azul, Numa Boa e Reza (Edu Lobo e Ruy Guerra).

“Procuro nunca fazer um roteiro totalmente fechado. Apesar da ideia ser reproduzir o DVD, surpresas sempre podem acontecer”, explica o músico.

Um mosaico de influências

“Ouço jazz e clássicos, música que contém improviso e choro. Não ouço música das quais eu não gosto. Música é uma árvore com muitos galhos, que serve até para vender. Eu acredito na música ao vivo. A música é um esporte coletivo e os músicos tocarem juntos faz toda a diferença”, filosofa.


Com esse pensamento de reproduzir essa ideia, Léo Gandelman juntou a banda, foi para o estúdio e gravou Vip Vop, em um clima de apresentação ao vivo, com todos tocando ao mesmo tempo, sem acréscimos posteriores e dando tons coloridos a temas aparentemente simples, em contrapartida a elegância em preto e branco das imagens captadas pelo DVD, onde apenas duas músicas registradas em estúdio não fazem parte do repertório.

Composto quase na totalidade em parceria com o pianista David Feldman, Vip Vop é um apanhado de influências que traduzem o painel multiétnico da música brasileira, que passa longe do comum, seja nas faixas mais influenciadas pelo samba, pelo jazz ou pela bossa nova.

Apesar do saxofone não ser um instrumento que se encaixe bem na função de acompanhar – é basicamente um instrumento para solos – as intervenções de Gandelman passam longe das babas de artistas como Kenny G, que tanto servem para popularizar quanto para criar preconceitos.

Nas dez faixas de Vip Vop não há concessões para nada que lembre “música de elevador”, que, erradamente, grande parte dos ouvintes imagina ser grande parte da produção da música instrumental. O que se encontra são temas delicados e sofisticados, sem ser de difícil entendimento.

Serviço: O Teatro Municipal de Niterói fica na Rua XV de Novembro, 35 – Centro. Às 21h. Mais informações: 2620-1624.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

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Um ogro em Paris – Parte I

Um comunicado antes do texto propriamente dito: não pretendo fazer um diário de viagem ou de dicas (há muitos excelentes pelo cyberespaço). Essa série de posts são apenas para dividir com quem quiser ler as minhas experiências (caso queira saber algum detalhe mais específico sobre um lugar ou situação, mande um e-mail).

Espero que se divirtam

Não sou grande fã da língua francesa, acho o cinema chato (na maior parte das vezes) e a música francesa é bem ruim. Por isso, viajar para a França nunca foi parte das minhas prioridades. Em maio deste ano, entretanto, resolvemos (eu e Jo Nunes) irmos até lá conhecer a cidade, mesmo que por poucos dias.

A ida foi por conta de uma empresa de viagens (Compett) que fez de tudo para que a empreitada desse errado. Durante todo o processo de preparação para a viagem eles nos enviaram transfer e número de passagens como se fossemos para Nova York! E, claro, as trapalhadas continuariam mesmo conosco já na Europa.

A viagem

Para quem quiser ir e aproveitar a crise econômica europeia que assola o continente, dois lembretes: nada de Compett e nada de Iberia – embora ela tenha as melhores tarifas, o que sempre pesa na decisão. A empresa espanhola tem razões para cobrar taxas mais baratas. A distância entre as cadeiras é ridícula, o café é péssimo e a comida não existe. Além disso, algumas aerovelhas são extremamente mal-humoradas, o que torna uma viagem de 10h ou mais em uma verdadeira agonia (saudades da British). Pelo menos os voos saíram no horário e a conexão em Madrid não foi complicada. Vale um comentário sobre o aeroporto de Madrid. Nunca andei tanto a pé, em esteiras rolantes ou embarquei em tantos elevadores para chegar a algum lugar como nesse aeroporto. Gigante, limpo, moderno e gigante (já tinha dito que ele é muito grande?).

A chegada em Paris foi tranquila, por volta das 12h. Ai aconteceu a primeira surpresa, não informada por nenhum dos meus amigos que já haviam estado na capital francesa: você não passa pela imigração! Você sai do avião, pega suas bagagens e vai andando… quando vê, está no lado de fora do setor de desembarque! Nem uma autoridade, nem um carimbo, nada! Cheguei a ir a um balcão de informações saber se era assim mesmo. ERA!

Já no saguão do aeroporto descubro que nosso transfer estava atrasado porque a Compett havia informado errado o horário da nossa chegada. Precisei ligar para a empresa responsável pelo transfer e torcer para que falassem um inglês que eu entendesse. Tudo certo (ou quase). O carro chegou, nos levou para o hotel e COBROU, sendo que o serviço já havia sido pago no Brasil.

Mas ainda tinha mais….

Ao chegar ao hotel (pequeno, mas simpático e otimamente localizado (Montmartre), descobrimos que nossa reserva havia sido cancelada porque a empresa (já falei que o nome dela é Compett?) havia informado que deveríamos ter chegado no dia anterior!

Depois de alguma conversa e de sermos acomodados em um quarto diferente do que havíamos pago, fomos aconselhados a ligar para São Paulo e ver o que estava acontecendo. Depois de pagar uma ligação internacional, tudo foi resolvido e nos prometeram trocar de quarto no dia seguinte e devolver o dinheiro pago pelo transfer.

Após essa novela mexicana (ou seria francesa?), deixamos as malas no hotel e fomos direto para o primeiro ponto turísitico da viagem: o Louvre.

Fim da parte I

Um ogro em Paris – Parte I

Um ogro em Paris – Parte II

Fotos: Jo Nunes e Fernando de Oliveira

Microsoft muda logomarca pela primeira vez em 25 anos

Será que essa mudança fará alguma diferença na qualidade dos produtos e serviços da empresa?

A Microsoft apresentou nesta quinta-feira a primeira mudança na logomarca em 25 anos, com o objetivo de integrar os produtos às vésperas de fazer uma série de lançamentos.

A maior fabricante de softwares do mundo adotou um quadro multicolorido perto do nome da companhia escrito de maneira simples, em vez do conhecido logo em estilo itálico.

A companhia lançará ainda neste ano o sistema operacional Windows 8, mais uma versão do pacote Office e o novo software para smartphone, e espera que a nova marca faça o cliente ter uma visão mais integrada dos produtos, assim como a Apple.

“Já faz 25 anos que a Microsoft tinha mudado o logo e agora é a hora certa de mudar”, disse o diretor-geral da estratégia de marca da Microsoft.

“Esta série de lançamentos não só reúne apenas os nossos melhores produtos como representa uma nova era para a Microsoft. Então, nossa marca deve acentuar visualmente este novo começo”, acrescentou no site da companhia.

A nova marca, que lembra a do Windows, já está no site da Microsoft e à mostra na mais nova loja, aberta nesta quina-feira em Boston.

Fonte: UOL

Enquanto os show não chegam, Robert Plant em DVD

Para quem não pode esperar para ver as apresentações de Robert Plant, o eterno vocalista do Led Zeppelin, no Brasil – no Rio ele sobe ao palco da HSBC Arena no dia 18 de outubro – um bom aperitivo é p lançamento do DVD Robert Plant & Band of Joy: Live from the Artists Den (Universal), gravado ao vivo em Nashiville, em 2011. Nele, Plant mistura clássicos do Zep (devidamente revisitados com roupagem mais… folk/country) e canções que fazem parte do disco lançado em 2010.

Apesar da qualidade da apresentação e do ótimo repertório, o DVD não deve servir como parâmetro para o Plant que encontraremos por aqui. Nessa apresentação da Terra da Country Music, o vocalista mergulha nas raízes da música norte-americana, dando continuidade a sua incessante busca por algo novo para a sua carreira. Já nos concertos brasileiros ele deve ser, digamos, mais conservador.

O show é entremeado de depoimentos de Plant (que podem ser conferidos na íntegra nos extras do DVD) e mostram um sessentão de bem com a vida, com as marcas do tempo estampadas no rosto, mas com a voz ainda em forma.


Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Twitter vai abrir escritório no Brasil

Será?

O jornal Financial Times anunciou que o Twitter está trabalhando para abrir escritórios em vários países, entre eles o Brasil. A publicação revela que o objetivo do microblog é chegar ao país antes da realização da Copa do Mundo, em 2014, e dos Jogos Olímpicos, em 2016. O Twitter busca expandir seus negócios no mercado internacional, abrindo escritórios também na Itália, Espanha, França, Alemanha e Países Baixos.

Fonte: ProXXIma