Maria Gadu – Morro da Urca (27/2/2010)

Temperatura agradável, teto retrátil aberto, uma certa confusão e muita gente nas filas para a compra de bebidas, faziam companhia à bela vista do Morro da Urca antes da apresentação de Maria Gadu no projeto Verão do Morro.

Algumas modificações na estrutura do espaço pareceram não funcionar muito bem (o fechamento de uma lanchonete ao lado do palco principal e a concentração dos caixas em um só espaço, causaram uma aglomeração que não ajudou na circulação das pessoas nem na velocidade de atendimento. Também não entendi bem o esquema de entrada de quem comprou o ingresso com antecedência pela Internet, mas isso é um problema que nem vou me atrever a comentar.

Maria Gadu é mais uma prova da facilidade que a MPB tem em produzir boas cantoras. Com um visual despojado, uma voz potente, banda afiada, convidados que acrescentam e – o mais importante – um ótimo repertório.

Depois de apresentações em palcos menores, Gadu mostra que tem cacife para vôos mais altos e que a produção do Verão do Morro acertou em cheio ao convidá-la. No repertório, alguns hits, sambas clássicos, blues, rock, Chico Buarque e clássicos da música pop. A platéia delirou, pediu mais e acabou com as canções ensaiadas pela banda, o que fez com que o bis fosse realmente um bis (uma canção que já havia sido tocada).

Maria Gadu tem tudo para se firmar entre as grandes da MPB. Só vai precisar de um pouco de cabeça e boa orientação.

Nota: 9

Fotos: Ag. News

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A Feijoada da Tia Surica

Tia Surica é daquelas figuras simpáticas e que mantém uma certa mística do samba de raiz, da tradição. Mesmo não sendo um especialista em batuques e afins, já havia dado meus pitacos desde o aniversário da Tia, em novembro de 2008. Desde então, vinha me esquivando da famosa feijoada comandada pela sambista, no Teatro Rival. Sabe como é, samba, cachaça e feijoada podem matar :p.

Neste sábado (27), mantendo o astral carnavalesco da cobertura da Sapucaí, resolvi ir lá conferir o feijão e pertences servidos na casa de espetáculos. Cheguei e o grupo DNA do Samba (formado por sobrinhos, filhos e netos de grandes nomes do samba) já estava tocando. Talvez o volume fosse um pouco mais alto do que o desejável para conseguir conversar (afinal, o feijão era a estrela), mas a participação de Tia Surica interpretando alguns clássicos fazia esquecer os decibéis a mais. Incompreensível mesmo foi o volume praticado pelo DJ que animava os intervalos. Era muito mais alto que o do DNA! Esse foi talvez o único senão de todo o evento.

A comida? Bem, poucas vezes provei uma feijoada tão saborosa e, acreditem, light. Nada m excesso, nada faltando. Perfeita!

No fim, ainda houve sorteios e, de maneira anônima, uma foto com a anfitriã da festa e a certeza de que voltarei sempre, sem culpa ou vontade de pensar na balança.

Tia Surica, um beijo!

Pelo jeito Paris Hilton é Devassa demais para o Brasil

Nós, o país das bundas e peitos de fora, das mulheres frutas & afins, da cahaça e da bala perdida, parece que não estamos prontos para uma Devassa estrangeira e muito endinheirada. O nosso sempre competente Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), antenado com a realidade brasileira, decidiu retirar do ar a propaganda da cerveja Devassa com a dondoca louca Paris Hilton. Tudo baseado na premissa de que um “anúncio não poderá ter eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem” e que “modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual“. Isso, sem contar o fato de que a campanha “tem conteúdo sexista e desrespeitoso à mulher”.

Adoro falso moralismo.


Twitter cada vez mais sério – só falta gente competente para gerir

A notícia confirma o que já tinha colocado aqui dias atrás: o Twitter não é apenas uma bincadeira de nerd adolescente. Segundo a revista Fortune, das 100 maiores empresas do mundo 47 têm conta ativa no microblog.  O problema é que a maioria delas ainda é muito mal gerida, assim como acontece no Brasil, onde qualquer gaiato que esteja no meio por pouco tempo pode se vender como expert. É só ter um sorrisinho maroto e hábitos sociais decentes (falta de cabelos é opcional).

Tudo bem que os parâmetros usados para definir conta ativa são estranhos. Eles consideram ativo aquele que posta uma mensagem uma vez por mês. Ainda detectaram que as companhias da área de seguros são as maiores adeptas do microblog, seguidas pelas do ramo de alimentação e que das 20% das empresas presentes na Fortune 500 mantém um blog corporativo de relacionamento, 19%usam podcast e 31% aderiram ao videoblog.

Mas….e o conteúdo?

Elis Monteiro: Buzz, Wave, Facebook, Orkut e outras Redes Sociais

Havia separado esse texto da querida e super competente Elis Monteiro (um beijão pra você) e as enrolações do Carnaval quase me fizeram deixar de publicá-lo. Assim como eu, Elis parece não se empolgar muito com as novas tentativas de redes sociais. São muitas e os atrativos poucos.

Só eu já estou em umas 10 (muitas por conta da profissão e por curiosidade tecnológica) e não me empolgo com quase nenhuma delas (como são mal aproveitadas, não?).

Vamos ao que diz a nossa Elis, em texto publicado no dia 16 de fevereiro, no ótimo site Fórum Pcs.

Se alguém te perguntasse, neste minuto, se o Orkut é ou não um sucesso o que você responderia? Se você for brasileiro e mora no Brasil, provavelmente dirá que sim. A verdade, no entanto, é que a rede social que deu (e ainda dá) as cartas nas redes sociais com sotaque português do Brasil só deu certo por aqui – está certo, também conquistou uns indianos. Nos Estados Unidos, o Orkut começou a ser visto com maus olhos a partir da entrada massiva dos brasileiros, com seu português invasor, seus hábitos espalhafatosos e, claro, sua educação internética ainda um tanto quanto atrasada. Enquanto o Orkut fazia sucesso aqui, os americanos buscavam uma alternativa por lá.

Depois de tentarem o MySpace, que acabou virando nicho de músicos ou candidatos a, os americanos adotaram, felizes, o Facebook, assim como os europeus e o resto do planeta. O Orkut continuou sendo usado aqui – são mais de 40 milhões de usuários – mas foi sendo abandonado pelos “formadores de opinião”, na verdade uma galera ciberneticamente antenada (ou que se acha isso) que abre as portas dos novos serviços para os meros mortais, depois de testá-los e aprová-los.

São os chamados “early adopters”, que no caso do Facebook acabaram comendo a maior mosca. Foi só em 2009 que a rede criada por Mark Zuckerberg começou a despontar no Brasil como candidato sério a sucessor do Orkut no coração e no dia-a-dia dos mouses e touchpads brasileiros das classes A e B e um pouco da C.

Enquanto isso, a adoção cada vez maior do Twitter no país bagunçava tudo. Mesmo sem ser uma rede social, este bem que pode substituir uma, ainda mais quando casado com um legítimo representante da categoria, como o Facebook. Assim, muitos têm instalado o aplicativo de Twitter dentro do Facebook e recebido as atualizações do segundo via e-mail, sem precisar abrir mais um programa todos os dias.

A ideia é, então, casar uma rede com a outra e tudo dá certo, o céu fica azul e os gênios de Mountain View ficam rindo à toa, certo? Não é bem assim. Simplesmente porque, desde o lançamento do Orkut, mais de cinco anos atrás, o Google não acerta uma bola dentro quando o assunto é rede de relacionamento na internet. Um exemplo rápido: o Google Wave, que chegou com ares de revolução, a quantas anda? Confuso demais? Muito evoluído para o nosso tempo? O que deu errado na rede que chegava a dar água na boca dos usuários, desesperados que ficaram por um convite? Faltou gente para “movimentar” o ambiente?

Robert Scoble, um dos mais conhecidos blogueiros de tecnologia do planeta, resumiu bem sua opinião sobre o Google Wave. Em artigo publicado em plena efervescência do desespero virtual por um convite, ele disparou: “Eu acabei de receber o meu convite para o Google Wave. Não, eu já estou fora. Assim, eu não posso mandar um para você, me desculpe”. Scoble foi enfático ao afirmar que o Wave mescla de forma improdutiva duas das principais ferramentas virtuais necessárias hoje: o e-mail e os programas de mensagens instantâneas. Assim, disse ele, o melhor é sair fora antes de começar a perder tempo.

Scoble tem a mesma opinião que eu sobre o Wave: à primeira vista, observar as pessoas conversando num grande chat parece ser bem interessante. Mas só vale mesmo à pena se você estiver trabalhando em conjunto num trabalho importante – usando, vamos lá, o Google Docs. Eu cheguei a usar o Wave para traduzir um texto junto com um amigo indiano, que ia corrigindo o arquivo enquanto eu mexia nele também. Acabamos bem mais rápido porque fizemos juntos. Mesmo assim, achei a aplicação bem chata e não quis compartilhar mais nenhum trabalho online com ninguém. Ok, minha vida anda corrida, mas nem tanto que não me sobre um tempo para fazer uma tradução, enviar para o meu amigo – por e-mail porque passei dos 30 – e esperar suas considerações.

O blogueiro americano tocou, no artigo, em outro ponto importante sobre o qual também temos a mesma opinião: o Wave é muito, muito “barulhento”. Mesmo que tenha poucas pessoas na minha lista, elas sempre vão criar “ondas” que não me interessam e na qual eu não estarei interessada em imergir. O resultado é uma tela confusa, com nomes conhecidos e outros dos quais nunca ouvi falar. A vontade que dá é sair correndo e ir para o Twitter, onde reconheço os nomes, os rostos e posso decidir quando devo intervir, sem pensar em invasão de privacidade.

Um detalhe Scoble fez questão de ressaltar: se formos pensar no Wave como uma ferramenta de e-mail e compará-lo com um, digamos, Outlook, a criatura do Google deixa muito a desejar e peca feio no momento em que oferece as últimas mensagens na parte de baixo das “conversas”, enquanto novos e-mails sempre aparecem, na caixa de entrada, na parte de cima do programa. A subversão desta lógica, velha conhecida de todos, é perigosa e, claro, tende ao fracasso simplesmente porque exige que os usuários se acostumem a uma nova forma de receber e ler as mensagens.

Ok, ok, mas será que o Wave não pode vir a ser um novo Twitter? Diz Scoble (e eu assino embaixo, novamente): não há comparação entre um e outro porque o Twitter é dinâmico e as novidades aparecem na parte de cima da página. Ou seja, se eu comento alguma coisa, imediatamente ela aparece no topo de tudo, e não perdida em meio a uma discussão (caso do Wave). Além disso, os olhos chegam a doer quando você tenta observar as pessoas “conversando” em tempo real dentro do Wave.

Mas, afinal, se não é um Twitter nem uma rede social nem um e-mail, o que é o Google Wave? Para o blogueiro americano, ele chega quase a se aproximar de um programa de mensagem instantânea, mas que só serviria caso você só o compartilhasse com os amigos mais íntimos ou companheiros de trabalho. Com estranhos invadindo sua tela, nem pensar.

Concordo em gênero, número e grau com Scoble e, aqui, adianto que corri atrás para saber a opinião dele sobre o Buzz, a mais “nova novidade” do reino Google. E não é que, de novo, nosso amigo detesta um novo filhote da família Google? Pior ele diz que o Buzz não passa de uma “cópia” piorada do serviço FriendFeed.

O segundo problema, de acordo com Scoble? Para quem segue muita gente, ou seja, quem mantém contato com muitos dentro do Gmail (caso de Scoble e também o meu), o Buzz se torna “inusável”. De todos os defeitos encontrados pelo blogueiro, o mais grave para mim é “ele não permite que eu veja todos os comentários de uma única pessoa”, ou seja, ele espalha as conversações e, assim, eu preciso sair procurando por aquela pessoa no meio da multidão, o que dá um cansaço danado.

Assim como Scoble, eu achei o Buzz muito “barulhento”. Aliás, quem quiser 12 bons itens que o convencerão a não usar o Buzz, visite o post de Scoble sobre o assunto em http://tinyurl.com/yjlp6fe. Ah sim: a frase da qual eu mais gostei: “se você vai copiar outro sistema, pelo menos não o faça pior”.

A princípio, o Buzz foi criado para que o usuário possa ter uma experiência rápida de compartilhamento (seja de fotos, vídeos, links, páginas do Flickr, do Picasa e até do Twitter); para se integrar à caixa de entrada do Gmail, assim fica mais fácil receber notificações de atualizações e novos posts; para ganhar seguidores de forma automática, uma vez que os tais seguidores podem brotar da lista de contatos do Gmail.

Aqui entra um grande problema: além dos “buzzies” dos seus contatos, você pode acabar recebendo buzzies dos contatos dos seus contatos, ou seja, na sua tela poderá aparecer a conversa dos seus amigos com os amigos destes. E assim por diante, sem que você consiga entender em que momento você entrou naquela grande loucura.

Diz o Google que é possível separar, de forma muito simples, o conteúdo privado do conteúdo público, mas não foi bem o que o Google fez. Assim que lançou o Buzz, ele foi logo aparecendo na página inicial do Gmail e identificando as páginas que os usuários possuíam no Blogger, assim como as contas de Picasa, canais no YouTube e outras coisas que muitos podem considerar pessoais mas que ficaram ali, disponíveis para quem acessasse o Buzz um do outro.

Concordo que ainda é cedo para saber o que o Buzz vai oferecer aos usuários que outras ferramentas como o Twitter já não oferecem. E gosto de saber que o Google está batalhando para criar A aplicação, como já está acostumado. O problema é que agora ele lida com pesos-pesados. O Facebook já passa dos 500 milhões de usuários, enquanto o Twitter prossegue em sua trajetória de subida e não parece estar perdendo o fôlego. E o Google, claro, não está acostumado a perder ou a ficar em segundo, que dirá em terceiro plano…

Enquanto isso, a repaginada dada no Orkut não funcionou e o Buzz não parece ter agradado tanto assim – lembra o Facebook, mas o segundo é muito mais ágil e menos confuso. Eu ainda não desativei o meu Buzz e, confesso, pelo menos duas vezes por dia passo lá para ver se entendo. Mas também adianto que não me agrada o visual tumultuado, aquela página descendo e os “grupos de conversação” se formando, tal qual um e-mail do Gmail. Fico com preguiça só de pensar em dar meus pitacos por lá.

Decerto que tudo pode ser uma rejeição ao novo. Mas pelo que andei pesquisando – perguntei, por exemplo, aos meus seguidores de Twitter – o Buzz ainda não conseguiu agradar. Falta alguma coisa nele. Ou sobra. Vamos ver.

Walmart é a marca mais valiosa do mundo

Direto do Meio & Mensagem

Oito empresas brasileiras aparecem entre as 500 primeiras do ranking produzido pela Brand Finance

Pelo segundo ano consecutivo, a rede Walmart foi considerada a marca mais valiosa do mundo segundo estudo da Brand Finance, consultoria independente com sede em Londres e escritórios em mais 17 países, incluindo o Brasil. A marca da rede varejista americana foi avaliada em US$ 41, 4 bilhões, um incremento de 1,8% em comparação a 2009.

A segunda colocação do ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo ficou com o Google. Avaliada em US$ 36,2 bilhões, a gigante da Internet ganhou três posições em relação a 2009, deixando para trás a Coca-Cola, a IBM e Microsoft, que completam o Top 5 da lista.

O banco Santander, que mais do que dobrou o valor de sua marca e subiu da 41ª posição para a 12ª, e a montadora Mitsubishi, que cresceu impressionantes 493% e saltou da 220ª para a 25ª, foram as empresas com as ascensões mais vigorosas do relatório.

Outro destaque do ranking é o aumento de empresas brasileiras: são 8 em 2010, contra 6 em 2009. O Bradesco é a mais bem posicionado. O banco subiu da 75ª colocação para a 42ª, com sua marca avaliada em 13,2 bilhões.

Também aparecem na lista o Banco Itaú (115º), o Banco do Brasil (117º lugar), a Petrobrás (147º), a Oi (196º), a Vivo (194º), a Gerdau (437 º) e a Vale (486º).

“As condições desfavoráveis das economias de países desenvolvidos afetaram o valor das marcas. No Brasil, a força do mercado e a pouca intensidade da crise fizeram com que as marcas saíssem fortalecidas”, analisa Gilson Nunes, diretor da Brand Finance no Brasil. Nunes , no entanto, não acredita que os bancos brasileiros possam sustentar suas posições no ranking do ano que vem. “São marcas muito regionais, com mais de 90% do negócio delas concentrado no Brasil”, justifica.

A Brand Finance produz o relatório das 500 marcas mais valiosas do mundo com base em levantamento financeiro sobre as empresas e impressões de especialistas em avaliar a penetração das marcas.

Abbey Road não vai ser demolido

Nas últimas semanas circularam boatos sobre a venda dos estúdios de Abbey Road, os mais famosos do mundo e que são responsáveis por obras primas gravadas por Beatles, Pink Floyd e vários outros pesos pesados da música.

O medo de que os estúdios fossem destruídos e que surgisse um prédio de aparamentos em seu lugar fez surgir até um abaixo-assinado para salvar o prédio. Mas, pelo jeito, os boatos são apenas boatos. A EMI divulgou uma nota oficial tranquilizando todos os que amam a música.

A EMI comemora a divulgada aceleração nos planos da English Heritage em relação ao estúdio a Abbey Road, por julgar ser essa a maneira apropriada de proteger o mais famoso estúdio de gravação da nossa história, que carrega nossa herança musical. Em resposta à recente especulação da imprensa, a EMI confirma que está promovendo discussões preliminares com terceiros, para a revitalização da Abbey Road.

Quando a Terra Firma adquiriu a EMI, em 2007, fez da preservação de Abbey Road uma prioridade. Ao longo dos anos, o estúdio vem perdendo dinheiro, fato que nos fez a desenvolver planos para revitalizá-lo, que envolvem injeção substancial de capital.

Desde novembro de 2009, a EMI vem conduzindo discussões com vários parceiros em potencial, capazes de financiar e manter esta casa única em atividade. Em todas as ocasiões, os planos mantêm foco em fornecer acesso a artistas e, quando possível, ao público. Na metade do ano passado, recebemos uma oferta para vender a Abbey Road por mais de 30 milhões de libras, mas ela foi rejeitada, já que acreditamos que o estúdio deve ficar sob a gerência da EMI.

Receitas: “Carne Assada” de panela (bem Temperada)

Fazer uma carne assada é razoavelmente simples. Porém, a maioria delas tem um sabor e molho suaves e, algumas vezes, uma consistência pouco macia. Como sou fã de comidas bastante temperadas e macias, fiz mais uma receita (testada e aprovada) que une dicas de várias receitas (inclusive da minha mãe) para chegar ao prato ideal.

Vamos lá!

Ingredientes:

1 peça de lagarto redondo, de aproximadamente 1,5 kg, recheado com lingüiça calabresa e cenoura
Óleo de soja
6 dentes de alho amassados (ou aquelas pastas de alho que são encontradas nos supermercados)
Sal grosso (de preferência já misturado com ervas finas)
Ervas finas (caso não ache junto com o sal grosso)
Vinagre
2 cebolas
2 tomates (médios ou grandes)
2 tabletes de caldo de bacon
Pimenta do reino branca
Folhas de louro
Sal
½ kg de batatas

Modo de preparo:

Limpe bem a carne e coloque em um pirex. Pegue um punhado do sal grosso e espalhe bem por toda a carne. Faça o mesmo com o alho amassado (ou a pasta de alho), a pimenta do reino e o sal. Não economize!

Depois, coloque algumas folhas de louro e regue com o vinagre, fazendo um Vinha d’alho. Deixe descansar por, no mínimo, 2 horas, virando a carne a cada 15 minutos, para que todas as partes dela entrem em contato com o molho.

Enquanto isso, descasque as batatas e corte pela metade. Se forem pequenas, você pode até optar por deixá-las inteiras. Elas serão cozidas junto com a carne.

Corte os tomates em pedaços médios (com pele e caroço) e pique as cebolas em pedaços bem pequenos. Reserve.

Após o tempo marinando, pegue a carne e coloque em uma panela grande com uma camada de óleo (suficiente para cobrir todo o fundo da panela) bem quente e sele a carne. Ou seja, passe rapidamente a carne na panela até que ela doure, impedindo que perca líquidos durante o cozimento.

Assim que a carne selar, pegue as cebolas e o tomate e refogue. Coloque água o suficiente para cobrir metade da carne e acrescente todo o conteúdo que estava no pirex onde a carne marinou. Junte também o caldo de bacon e coloque as batatas, caso queira que elas fiquem bem temperadas. Caso prefira que fiquem mais durinhas, espere 1 hora para colocar no molho da carne.

Com um garfo bem grande e afiado, vá virando e furando a carne de 15 em 15 minutos até que ela fique macia (demora aproximadamente 2 horas em fogo médio).

Quando estiver macia, retire a carne e as batatas e coloque em um pirex. Coloque um pouco do molho por cima da carne e das batatas e sirva.

Para acompanhar prefira sempre arroz branco, farofa e uma salada verde ou de palmito e aspargos.

PS: As fotos são reais!

Palavra do Dia: Engodo

Recentemente, uma apresentadora e uma emissora de TV foram condenados pela justiça por terem anunciado um produto que levou um de seus clientes a abrir o processo por ter se sentido lesado, considerando tanto a apresentadora quanto a emissora como participantes do engodo.

O exemplo acima é apenas um dos muitos que poderia citar. Engodo pode ser um ato ou uma pessoa. Collor seria um engodo? Não sei.

A palavra engodo é um substantivo masculino que tem sua origem obscura. O termo designa, no sentido figurado, aquilo que se usa para enganar alguém.

Segundo o dicionário:

1. Isca para pegar peixes, pássaros etc.

2. Fig. Aquilo que se usa para enganar; CILADA; ENGANO: A promessa de aumento foi um engodo para interessá-lo no projeto.

3. Fig. Chamariz para atrair alguém

Um ogro trabalhando na Sapucaí

Ogro (gordo), calorento, roqueiro. Tudo para dar errado numa cobertura de Carnaval no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Fazia tempo que não fazia uma cobertura lá (nem lembro qual foi o último ano que estive lá), mas, como macaco velho (era a minha 11ª ou 12ª cobertura como membro ou coordenador de equipe), fui lá, pensando apenas em sobreviver.

Para meu azar, o calor na cidade era infernal e não deu trégua em nenhum dia e minha credencial (concentração) deixava a sala de imprensa – único lugar com ar condicionado no qual podia chegar – bem longe.

Tirando um certo desconhecimento da história de famosos, gostosas e gente que faz parte de realities ou Malhação, tudo estava caminhando para ir bem. Levei meu protetor auricular (que se perdeu na segunda-feira) e fui confiante para o desfile das Escolas Mirins!

Tá, criança e samba é uma combinação que quem me conhece sabe que não acho agradável, mas foi bom para rever alguns coleguinhas, que sofriam na fila para pegar as credenciais. Mas a noite foi pouco produtiva.

Depois, foi só pauleira. Na sexta, 12 escolas do Grupo de Acesso, e 6 em cada noite do Grupo Especial. Tirando os decibéis das batucadas, os ânimos exaltados de alguns dirigentes e o desagradável barulho e poluição dos fogos de artifício que antecediam cada desfile. Era uma fumaceira e uma chuva de restos de papel das embalagens dos fogos, que parecia uma chuva de cinzas após uma erupção vulcânica. Falta de noção de quem confunde barulho com beleza.

As (minhas) vestimentas também foram sendo aprimoradas com o passar dos dias. Sim, já havia esquecido que os pés precisavam de um calçado muito confortável e não, não havia uniforme com o logo da empresa, etc. Fiquei social mesmo.

Tirando algumas pautas um pouco bizarras e a falta de acesso ao Sambódromo – não entrava nem no Setor 1 – foram dias de muitos flashes para a redação paulista.

No fim das contas os pés, dedos e batatas das pernas estavam em frangalhos. Minha atual condição física não ajuda, né?

Ah, outra reclamação importante: tá tudo muito pudico. Cadê os seios de fora, os tapa-sexo? Lamentável!

O Ogro agora quer distância. Quer rock, blues e boa música.

PS: Sabrina Sato é bonita mas não tem nada de oriental.

Fotos: Ag. News (belezas) e minhas (Concentração)


Sonhos de consumo: Geladeira com cerveja na porta

Essa maravilha da tecnologia me foi apresentada pelo amigo Daniel Uran – o que tinha uma máquina de gelo no apartamento. Chega desse negócio de geladeira com água. Agora a onda é geladeira com cerveja (invenção dos suecos).

Quando será que começa a ser vendida no Brasil?

Palmito, my love

Faz algum tempo que não posto uma receita (em breve) e a próxima deve contar com o palmito – uma de minhas paixões – como ingrediente. Além de delicioso, razoavelmente barato e fácil de harmonizar, o palmito ainda é pouco calórico e saudável.

Confiram a reportagem que fala dos benefícios do palmito seguindo o link.

A maior audiência de todos os tempos na TV

A crise dos meios tradicionais de comunicação não parece afetar a Televisão. Segundo os dados do Ibope americano, a final da edição de 2010 do Super Bowl, registrou um recorde histórico de audiência no País: mais de 106,5 milhões de telespectadores, batendo um velho recorde do último capítulo da série M*A*S*H, 27 anos atrás.

Vale lembrar que o show do intervalo contou com apresentação do The Who.

Larry Knechtel – o elo entre Bread e Simon & Garfunkel

Sabem o que o grupo Bread (conhecido por suas canções mela-cueca da década de 70) e a dupla formada por Paul Simon e Art Garfunkel têm em comum? Bem, um dos membros do Bread é o responsável pela introdução de piano da música mais famosa de Paul Simon: Bridge Over Trouble Water.

Larry Knechtel, tecladista de mão cheia que morreu em agosto de 2009, também emprestou seu talento para artistas de peso como Duane Eddy, The Beach Boys, The Mamas & the Papas, The Doors, e Elvis Presley. No Bread, ao lado de David Gates e Jimmy Griffin, foi o responsável por inúmeros sucessos e, apesar de tecladista, é o cara que faz o solo na canção Guitar Man. Só isso!

Como sou fã dos dois grupos, fico feliz em lembrar que há uma boa conexão entre os dois, mesmo que por conta de uma figura quase desconhecida do grande público.

Para quem acha que twitter é apenas brincadeira de nerd e adolescente

Essa notícia foi repassada pelo amigo Marlos Mendes e mostra como o Twitter virou coisa séria.

As “tuitadas” do representante da Associação Software Livre,org, Marcelo Branco, que do dia para a noite tornou-se porta-voz do presidente Lula, ao revelar declarações dele sobre a reativação da Telebrás, gerou nesta quarta-feira, 03/03, um volume de negócios com as ações preferenciais da estatal (com direito à voto e em lotes de mil ações), no mercado à vista da Bovespa, da ordem de R$ 224,6 milhões.

Para se ter uma idéia do que isso representa – um único dia de especulação financeira dos acionistas da Telebras suspostamente embasados nas declarações de Lula postadas no Twiiter por Marcelo Branco – o volume de negócios da estatal foi maior do que todo o esforço de investimentos feitos pelo Serpro e pela Dataprev ao longo de 2009, respectivamente, R$ 131,3 milhões, e R$ 186,3 milhões.

Os blogs vão morrer?

Pelo jeito eu demorei tanto para começar um blog que eles parecem estar saindo de moda, pelo menos nos Estados Unidos. Como os hábitos norte-americanos não são muito parecidos com os dos brasileiros (thanks God), há chance do F(r)ases durar mais um bom tempo.

Segundo uma pesquisa da Pew Internet os americanos estão trocando os blogs pelas redes sociais, como o Facebook e até mesmo outras ferramentas como o Twitter.

Em 2006, o percentual de americanos que possuíam um blog era 28%. Atualmente, esse índice caiu para 14%. Agora, a popularidade das redes sociais é bem grande: 73% dos jovens internautas pesquisados afirmam ter um perfil no Facebook, Orkut ou MySpace.

Sendo assim, pode ser que eu perca alguns visitantes lá dos States, mas espero não perder nenhum dos meus corajosos leitores dos trópicos.

Espumas e Paetês – Um bloco cheio de gás

Embora não seja um grande fã de Carnaval, há alguns eventos que não há como ignorar. Um deles, talvez o mais marcante do ano, foi a criação do bloco Espumas e Paetês, das amigas Aurora Lilian e Claudia Holanda, no sábado, dia 6 de fevereiro.

Para começar, o bloco só concentra, mas não sai. Depois, a bebida oficial (como o nome já diz) era o nosso melhor produto no tocante a vinhos: o espumante. Por fim, havia o horário decente (15h), que já previa alguma sombra, além da localização mais do que simpática (Laranjeiras).

Segundo palavras de uma das criadoras do bloco ele surgiu:

… numa conversa de bar no carnaval de 2008 (ou foi 2007?) entre Mike Taylor, Claudia Holanda e Lilian Rodrigues, o bloco ficou no plano das ideias até 2009.

Mas agora, está borbulhando para sair, ou melhor, concentrar em 2010.

Tudo bem real, com direito a banda e coral, naquele ambiente idílico que é a Rua General Glicério, nas Laranjeiras.

Se havia alguma dúvida de que a comunidade do vinho era chegada a uma confraternização, ela terminou quando vimos a grande quantidade de pessoas que compareceram ao nascimento do bloco. Amantes, membros da Sbav (Sociedade dos Amigos do Vinho), ABS (Associação Brasileira de Sommeliers), cheffs e pessoas do povo, se juntaram para ouvir marchinhas e degustar bons espumantes.

Parabéns Claudinha e Lilian. Valeu demais!

Abaixo os links para matérias e fotos sobre o bloco nos sites Enoventos (da loura Oscar Daud) e O Jantar Está Servido, da Claudia Holanda.

As fotos são de Claudia Holanda e Oscar Daud.

The Who ganha de Beyoncé (de goleada)


Quem ficou em casa e viu a emocionante vitória do New Orleans Saints no Superbowl ainda teve a chance de ver um set magnífico do The Who, durante o intervalo.

Se as pernas da musa são muito interessantes, a música perde longe para a dos veteranos ingleses.

Abaixo o anúncio da apresentação e a mesma (dividida em duas partes).

Mozilla lança versão mobile do Firefox

Mais uma boa notícia para os que querem navegar com qualidade. No fimzinho de janeiro foi lançada a versão do Firefox para celulares. Por enquanto, ele só irá rodar no Nokia Maemo, uma plataforma baseada no Linux, mas já é um começo.

O Firefox 1.0 pode ser totalmente integrado a um computador utilizando a ferramenta chamada Weave Sync. Com essa ferramenta, você pode navegar no computador, e quando mudar para o smartphone, encontrará tudo o que acessou: histórico, favoritos e até senhas.

Com informações do Meio&Mensagem.

Corazon Espinado

Supernatural (1999) foi um tremendo sucesso. Ganhou 15 discos de platina, só no Brasil ganhou 1 – 250 mil cópias vendidas –, e fez com que Santana levasse nove Grammy(s) para casa. Agora, vai ser relançado em versão de luxo e com várias canções extras.

Enquanto isso não acontece, coloco uma das melhores canções do disco (que conta com a participação do grupo mexicano Maná) para meus queridos leitores.

Corazon Espinado
Santana

Esa mujer me esta matando
Me ha espinado el corazon
Por más que trato de olvidarla
Mi alma no da razón

Mi corazón aplastado
Molido y abandonao’
A ver a ver tu sabes, dime mi amor,
Cuanto amor
Y qué dolor nos quedo

Ah ah ah corazon espinado — Como duele, me duele no amar
Ah ah ah como me duele el amor

Como duele como duele el corazón
Cuando no es bien entregado
Pero no olvides mujer que algun dia dirás
Ay ya yay como me duele el amor

Como me duele el olvido
Como duele el corazon
Como me duele estar vivo
Sin tenerte a un lado amor

Corazon espinado

Tenência

Um dia vou entender porque alguns acham que têm o poder ou a capacidade apara dizer o que os outros devem fazer, como devem se comportar. Pode até ser que eles saibam algo que nós – o resto dos mortais – não sabemos, mas não creio.

Já é difícil de acreditar que eles saibam o que é realmente importante. Imagine saberem algo que só se aprende com os anos.

Tomem tenência, folks.

TENÊNCIA

Tenência é um substantivo feminino com origem no latim vulgar tenentia, ae.

(te.nên.ci:a)

sf.

1. Bras. Pop. Prudência, cuidado: É necessário tomar tenência.

2. Bras. Pop. Vigor, firmeza: “De ver Diadorim, com agrado, minha tenência pegava a se enfraquecer.” (Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas.)

3. S Costume, hábito, jeito.

4. Mil. Posto de tenente.

5. Mil. A casa em que habita o tenente.

6. Tença, posse: “…durante os oito anos de tenência, nunca mais pôs os pés em Cartago.” (Aquilino Ribeiro, Avós de nossos avós.)

[F.: Do lat. vulg. tenentia, ae.]