Tirando o atraso

Ainda estou com muitos CDs na gaveta, mas hoje consegui tirar algum atraso. Além da crítica do show da Diana Krall no Vivo Rio, também escrevi sobre o novo do Sururu na Roda e o CD/DVD Samba Social Clube. Curiosamente bossa nova e samba não são meus ritmos favoritos, mas consigo ser até simpático quando o material é bom (Sururu e Krall, sem trocadilhos).

Abaixo os links para os textos.

Diana Krall

Sururu na Roda

Samba Social Clube

Anúncios

Homens gastam mais com mulheres de vermelho

Mais um sensacional estudo que tive o prazer de destacar no site do jornal. Leiam….porque ainda teve mais…fizeram uma suite da matéria falando até com o Wando (ai, meu Deus!).

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira nos EUA e publicada na revista Journal of Personality and Social Psychology, sugere que os homens gastam mais dinheiro com mulheres vestidas de vermelho. Os entrevistados disseram considerar mais atraente uma mulher que estivesse com roupas da “cor do pecado”.

De acordo com a agência Reuters, a pesquisa, conduzida pelo professor de psicologia Andrew Elliot, da Universidade de Rochester em Nova York, envolveu mais de cem homens, a maioria universitários, que viam fotos de uma mulher e tinham de dar “notas” sobre a beleza dela, a vontade de beijá-la e a vontade de fazer sexo com ela.

Os homens tendiam a avaliar melhor uma foto com moldura vermelha do que uma foto da mesma mulher com molduras branca, cinza ou verde. O mesmo resultado ocorreu quando uma foto idêntica era tratada digitalmente para que a cor da blusa da mulher passasse de azul para vermelha, informou a Reuters.

Os cientistas também fizeram a seguinte pergunta: “Imagine que você vai sair com esta pessoa e tem cem dólares na carteira. Quanto dinheiro você estaria disposto a gastar no encontro?”. De novo, os homens ficavam tentados a gastar mais com a dama de vermelho.

Os pesquisadores notaram ainda que a cor vermelha não alterava a nota dada pelos homens nos quesitos simpatia, inteligência e candura – apenas beleza física. E, quando eram mulheres avaliando a foto da moça, o vermelho não influenciou as notas dadas à beleza. Homens homossexuais e daltônicos foram excluídos do estudo. Os resultados parecem confirmar aquilo que tantos comerciantes já haviam percebido ao preparar suas vitrines para o Dia dos Namorados – que o vermelho é a cor do romance.

Embora esse “alerta vermelho” possa ser um traço culturalmente adquirido, ele também pode guardar raízes biológicas mais primitivas, segundo o professor e pesquisador Andrew Elliot, em entrevista à Reuters. Lembrando a semelhança genética dos humanos com outros primatas, ele disse que as fêmeas dos babuínos e dos chimpanzés ficam avermelhadas na época da ovulação, passando aos machos um sinal sexual irresistível.

Prêmio Embratel

Semana passada aconteceu a cerimônia de entrega do Prêmio Embratel de Jornalismo, aqui no Rio de Janeiro. O jornal para o qual trabalho (O DIA) ganhou em três categorias (o veículo impresso que mais prêmios ganhou) e me deu a oportunidade de ver, rever e conhecer algns coleguinhas que admiro e outros que aprendi a conviver sem levar muito a sério.

Num ano no qual sofremos com a tortura de uma equipe jornal foi torturada em uma favela do Rio (leia aqui), e no qual sofremos com bebês sendo abandonados, jogados de janelas, pessoas matando por amores não correspondidos e loucos atirando em inocente por qualquer motivo, é bom estar em um lugar lotado de mentes brilhantes, gente que faz com que tenhamos orgulho da nossa profissão.

Não vou citar nomes porque iria cometer alguma injustiça e poderia deixar alguns egos magoados, mas dou os parabéns para a ESPN Brasil por conquistar um prêmio. A emissora merece.

Alguns anos atrás escrevi na dedicatória do meu livro sobre Linux:

Agradeço aos bons profissionais que me ensinaram muito e aos maus profissionais, que me mostraram como não fazer as coisas.

Sinto orgulho dessa frase até hoje.

Parabéns aos verdadeiros jornalistas.

‘Houveram muitos problemas’

Uma compilação de frases

Seguir as regras deixa todos felizes, algumas vezes, menos você (House)

A impaciência sem limites, tem como propriedades, destruir a esperança, sufocar a alma a razão e a fé, aborrecer o amor pretendido, manchar a dignidade e inchar o egoísmo (Ivan Teorilang)

O egoísta é alguém desprovido de consideração pelo egoísmo dos outros (Ambrose Bierce)

Homens maus fazem o que os bons só fantasiam (Gavin Ewart)

Nossos pensamentos mais importantes são os que contradizem nossos sentimentos (Paul Valéry)

Deve-se guardar sempre um pouco de dignidade para a saída final (Mae West)

Devemos ser gratos aos idiotas, sem eles o resto de nós não seria bem sucedido (Mark Twain)

As vezes as pessoas merecem mais que a verdade, merecem ter sua fé recompensada (Batman – O Cavaleiro das Trevas)

Ouça as músicas do F(r)ases da Vida

play-musicasdavida-playlist

David Gilmour ao vivo e com bônus

Foto Divulgação No mesmo dia que a banda carioca Bulldog faz uma homenagem aos 35 anos do lançamento do álbum The Dark Side Of The Moon, um dos mais aclamados discos de rock de todos os tempos, decidi finalmente escrever sobre o último lançamento de David Gilmour, Live in Gdansk. O CD duplo, com mais um DVD, foi gravado ao vivo na Polônia e trás alguns sucessos do Pink e da carreira solo, acompanhado da Orquestra Filarmônica-Sinfônica do Báltico.

O lançamento também é o último registro do tecladisda Rick Wright, morto em 15 de setembro e a primeira vez que canções como High Hopes e A Great Day for Freedom são tocadas com o acompanhamento de uma orquetra. A mixagem é seca, destacando a voz e guitarras, sem muito eco ou efeitos. Soa bem em alguns momentos e deixa saudades de registros como os encontrados em Pulse (1995).

Uma boa notícia para os compradores e uma possível saída para combater a pirataria é que quem comprar o produto original poderá, até setembro de 2009, baixar (todo dia 1) um mp3 ou vídeo bônus. O concerto, último da turnê de promoção do disco On an island, foi uma idéia de Lech Walesa, ex-presidente da Polônia e fundador do Sindicato Solidariedade, e do prefeito de Gdansk, para comemorar o 26° aniversário de fundação do sindicato.

Leia o resto do texto no Mistura Interativa

Cães x Gatos x Gente

Sou um apaixonado por gatos e sempre tive um ou mais deles por perto. Hoje, infelizmente, uma das duas gatinhas que tenho está com câncer e deve morrer por esses dias (ela ai na foto). Alguns meses atrás escrevi um texto no Mistura Interativa que até gerou alguma polêmica, porque uma outra pessoa apaixonada pelos felinos achou que eu estava falando mal deles. Não deve ter lido direito!

Como estou em semi-luto, reproduzo aqui o texto sobre os bichanos.

Normalmente os mais ‘engraçadinhos’ dizem que se você é filho único e gosta de gatos é gay. Bem, espero descobrir se isso é verdade apenas daqui a uns 20 anos. O fato é que há uma guerra silenciosa entre os humanos que gostam de cães e os que gostam de gatos. Como não poderia deixar de ser, não é diferente aqui na relação, embora os ‘caninos’ estejam em ampla desvantagem numérica.

Mas qual a razão deste post? Nada especial. Apenas levantar uma questão: o que faz com que se goste de um ou outro animal?

Sem querer tirar o lugar da linda coleguinha Gislandia Governo, responsável pelo blog É o Bicho, arrisco dizer que o encanta nos felinos é o total descompromisso, desapego e falta de respeito em relação aos seus ‘donos’.

Não há nada ou ninguém que possa ensinar um gato a se fingir de morto, rolar ou sentar. No máximo eles aprendem onde fica o seu (deles) banheiro. Outra característica é a total falta de caráter ou amor: caso os donos se mudem, mas os novos moradores mantiverem comida, cama quente e um cafuné, pronto, eles nem lembram mais de você.

Mas nada como uma brincadeira felina para alegrar o dia. Como diria o Skank, é impossível ‘Ver um bichano pelo chão. E não sorrir’.

Pode ser que os cães sejam mais fiéis, mas gatos não precisam de passeios noturnos, por exemplo. E não é que as melhores qualidades dos gatos podem ser as piores, se levadas para os seres humanos?

Já puderam notar que sou da turma felina (a mais feia das fotos é minha). E vocês, o que acham: cães ou gatos?

Ouça as músicas do F(r)ases da Vida, comente e aproveite para responder a enquete do blog (no menu lateral)

play-musicasdavida-playlist

Mini-Collor x Velhinho Malukinho

Moro no Rio de Janeiro e adoro trabalhar em campanhas políticas. Desta vez estou trabalhando na redação de um jornal e não pude trabalhar em nenhuma e, por isso mesmo, havia me prometido não escrever sobre isso. Desisti.

Tenho ouvido muita gente dizer que Eduardo Paes está parecendo um Mini-Collor, um clone do Cesar Maia ou até mesmo um pau mandado sem personalidade. Exagero.

Não compartilho com essa onda verde de mentalidade da Zona Sul,mas admito estar preocupado com a possibilidade de derrota do candidato do PMDB. Na verdade, imagino como estão todos que trabalham na campanha dele, preocupados com essa possibilidade. Caso a derrota aconteça, não vai ter jeito da coordenação política da campanha tirar o corppo fora. Como explicar um Paes despreparado para o primeiro debate (na Band) e como explicar aceitar um número tão grande de debates, dando chance do adversário aprender como se apresentar na frente das câmeras. Caso venha, a derrota será uma vergonha, até por conta dos apoios e da quantidade de dinheiro gasto.

Gabeira, que conta com a simpatia de intelectuais e modernosos, não me passa confiança de que será capaz de agrupar uma equipe competente para gerir a cidade. Ele mesmo não tem experiência administrativa e sempre acho ele com cara de um Velhinho Malukinho, assim como Cesar Maia é o Menino Malukinho. Sempre me achei de centro-esquerda, mas não compartilho mesmo dessa onda verde (e nem é porque sou suburbano).

A disputa está caminhando para uma decisão apertada e disputada até o último voto.

Boa eleição e boa sorte para o Rio.

Tim Festival faz água

Fiquei segurando a crítica do novo CD de Paul Weller (22 Dreams) para soltá-la perto da apresentação do artista no Rio. Dancei, como dançaram todos os que compraram ingressos para o show. Com uma justificativa estranha (leia mais aqui) o inglês cancelou as apresentações e o festival escalou Arnaldo Antunes e Roberta Sá para substituir (???) o britânico. Troca ridícula e com cheiro de fracasso no ar.

Leia a crítica de 22 Dreams que publiquei no Dia Online e assista abaixo Weller interpretando a faixa título.

Leave me alone

Que a sociedade norte americana tem vários vícios estranhos, é fácil detectar. Que muitos de seus cidadãos também apresentam algumas distorções de personalidade, manias e fobias que são difíceis de explicar, além de normalmente só olharem para dentro do próprio umbigo/país, tá na cara. Que os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais de loucos, psicopatas e assassinos sem razão, é fato.

Ver seriados e assistir filmes apenas faz aumentar a lista de esquisitices, mas até que em algumas coisas eles têm razão. Apesar da mania de sempre terem alguém gritando para incentivar (preste atenção em qualquer cena que envolva esforço fisico. Tem sempre alguém que não faz nada mas não pára de dizer coisas como: força, isso, pra esquerda, etc), nas horas mais delicadas sempre aparece o leave me alone (me deixa quieto).

É difícil saber quando deixar alguém sozinho e quando devemos insistir com nosso apoio (coisa para os amigos – olha eles ai de novo – saberem). Pena que não possamos aprender isso vendos seriados de TV.

Será que um dia o brasileiro vai entender o leave me alone?

Será que o Brasil vai se transformar em um produtor de débeis mentais ciumentos e carentes, além dos já cruéis abandonadores e arremessadores de bebês?

Tomara que não.

Se você não estiver disposto a ser um idiota, nada de sensacional vai acontecer na sua vida

Ser idiota pode parecer estupidez, mas pode ser a coisa mais inteligente que alguém pode fazer. Ser idiota é abrir o peito, largar os dogmas, as certezas, os quereres. É deixar acontecer e não pensar que pode haver um poste pelo caminho. É ter certeza de que o pára-quedas vai abrir e, mesmo que não abra, acreditar que a queda vai ser amparada por uma superfície macia.

Quem se faz de inteligente e senhor do seu castelo, cai sempre na armadilha de querer algo sensacional, desde que seja da sua maneira, o que torna tudo muito menos sensacional.

Pode ser sensacional viajar para lugares distantes, desde que se tenha coragem para enfrentar o novo, da mesma forma que se glorifica o novo que sempre esteve por perto.

Ser idiota é não crescer, falar bobagens infantis e ter sempre uma visão ingênua de tudo. É não acreditar em calotes, cretinices, covardias, egoísmos ou falta de caráter, mesmo que alguns avisem, previnam.

Só estando sem defesas para que algo maravilhoso apareça.

I’m such a good lover because I practice a lot on my own – Woody Allen

Amigos: esses bichos estranhos

Dizem que melhor que fazer novos amigos é manter os antigos. Pode ser verdade, mas o que sei é que amigos são bichos estranhos. Tentam proteger você, mesmo quando não há proteção possível; evitam tomar posição, mesmo quando sabem que isso vai ser preciso e cobrado (em algum momento); e tentam mostrar coisas que nem sempre quem deveria fazê-lo tem coragem.

Amigos são sempre os primeiros a falar as verdades óbvias (que nem sempre vemos) e sempre dão um jeitinho de esconder as verdades cruéis. São aqueles que te procuram nos momentos ruins e podem deixar você quieto nos momentos felizes.

Pode ser que amigos novos possibilitem novos aprendizados, novos horizontes, mas são os amigos antigos quem procuramos nos momentos de dor. Nessas horas, antigüidade é posto, sim! Antigüidade que pode levar a escolhas difíceis, rupturas, constrangimentos.

Amigos são aqueles que não somem na mesma velocidade que aparecem na sua vida, mesmo quando precisam acreditar em alguma verdade distorcida contada por um outro amigo mais antigo.

Há sempre aquele amigo mau-caráter ou nada confiável, que é seu amigo apenas porque é. Sem uma explicação lógica. Há aqueles que você precisa compreender e há os que são seus amigos sem que eles saibam.

Ainda bem que há pessoas que não são nem nunca serão suas amigas, para você gostar. Sem elas, ninguém saberia a importância desses bichos estranhos.

Amigos são poucos e são conhecidos no olhar. Alguns são encontrados ao acaso, outros perdidos pelo caminho, mas a amizade verdadeira é contagiosa e muito difícil de curar. Amizade não vê defeitos, virtudes, raça ou cor. É a perfeição do amor platônico.

Um abraço para vocês, meus amigos.
Saudades, sempre.

“Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade…
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração”.


William Shakespeare

O Infinito ao Redor de Marisa Monte


Muitos podem pensar que devem estar lendo outra pessoa. Afinal, estaria eu elogiando tanta coisa de música popular brasileira de verdade? Bem, a resposta é SIM!

Marisa Monte é uma dessas paixões que vieram para ficar e, com sorte, nunca sairá do meu coração. Antes de assistir ao primeiro show (dos três que vi) da sua última turnê, recebi um aviso de uma amiga: ‘O show é lindo, mas o bloco da dor-de-cotovelo dá vontade de chorar ou de se jogar do segundo andar do Vivo Rio‘. Não acreditei, mas, por segurança, preferi ficar em uma mesa no térreo, onde uma queda não faria grandes estragos.

Como havia escrito no post anterior, a pré-estréia do documentário Infinito ao Meu Redor aconteceu no Cine Leblon, para uma platéia que misturava jornalistas, gente de gravadora, da produção do filme e até leitores de jornal que ganharam convites em uma promoção. Eclético.

Fiz uma crítica mais profissional no Mistura Interativa, mas deixo aqui algo mais emocional quando digo: ‘O FILME É MUITO BOM E MERECE SER COMPRADO (NÃO PIRATEADO)‘.

Abaixo um clipe de uma das mais belas canções dos dois CDs (Infinito Particular e Universo ao Meu Redor) que eram o combustível de um dos mais prazerosos espetáculos musicais do ano passado e que também fazia parte do bloco da dor-de-cotovelo. E, para quem não viu nenhum show e não quer esperar até 6 de novembro para comprar o produto original, a apresentação de Marisa e banda no Programa do Jô, cantando Infinito Particular.

E a minha crítica do novo filme de Kiefer ’24 horas’ Sutherland (Espelhos do Medo) pode ser lida aqui.

Infinito Particular (Programa do Jô – 8/12/2006)

Até Parece


Até parece
Que não lembra
Que não sabe
O que passou
Não faz assim!…

Não faz de conta
Que não pensa
Em outra chance
Prá nós dois
Olha prá mim…

Não me torture
Não simule
Não me cure
De você…

Deixa o amanhã dizer!
Deixa o amanhã dizer!…

http://www.youtube.com/watch?v=lxiNvRn7y9M

Infinito ao Meu Redor

Coincidência ou não, na mesma semana que estréia na web o blog Meu Infinito Particular (aqui do lado nos meus sites preferidos), temos a pré-estréia do documentário Infinito ao Meu Redor, que mostra o show de Marisa Monte, que encantou todo o Brasil. O espetáculo bateu o recorde de permanência no Vivo Rio e fez sucesso também em São paulo e no resto do país. A pré-estréia é hoje, no Leblon, e admito estar ansioso para ver o resultado do melhor show de um artista brasileiro que vi nos últimos 365 dias.

Conto mais assim que fizer o percurso Leblon / Encantado, mas deixo vocês com um aperitivo tirado do documentário: Marisa cantando Não é Proibido.

Kiefer Sutherland e os Espelhos da Morte

Nesta terça (14/10) teve cabine do filme Espelhos da Morte, do astro de 24 Horas (Kiefer Sutherland, sempre com a mesma voz sussurrada) e da bela Paula Patton (Déjà Vu). Estava tudo pronto para um belo post,  mas acabou que meu texto foi confiscado para o Guia Show & Lazer, que é publicado toda sexta no O Dia. Sendo assim, deixo pelo menos o trailer do filme de terror/suspense, que, se não é nenhuma Brastemp, fica longe de ser o desastre que os críticos americanos acham que é.

Para quem queria saber minha opinião 9será que alguém queria?), ai vai o link da matéria publicada no Guia Show & Lazer. Clique aqui e aproveite.

Relaxe, prepare-se para alguns sustos, tensão e ignore os absurdos do roteiro. Cinemão é assim mesmo.
Confira o trailer legendado de Espelhos da Morte, nos cinemas em 17/10/08.

Homens ‘emburrecem’ diante de loiras

Essa é a conclusão de mais um estudo estranho (que dessa vez não foi feito pelos ingleses). Discordo. Na verdade os homens emburrecem diante de qualquer mulher – o que é sempre bom. Não importa a cor, raça ou credo, há sempre algo para tirar a gente do sério e emburrecer. Pode até ser que o tempo nos deixe mais duros (o que e bem diferente de menos burros).

Nesse estudo em particular os autores concluíram que ‘o desempenho intelectual dos homens cai quando eles são expostos a fotográficas de mulheres loiras‘. Será mesmo?

Leia mais sobre o assunto em no O Dia Online

PS: Não falei de futebol até agora, devido ao estado lastimável da equipe pela qual torço, mas a vitória do Atlético Mineiro no Maracanã (11/10) merece um registro, principalmente pela qualificação da audiência que compareceu ao estádio.

Parabéns, Galo!

Adultos não precisam de conversa de adulto

Não sei o que é ser adulto. Talvez não precise ou queira saber. Nada no mundo adulto é tão fascinante quanto parece quando somos crianças e nada do mundo infanto-juvenil é tão bobo quanto parece quando passamos desta fase.

Ser adulto pode ser assumir responsabilidades ou aprender a fugir delas com maestria. Pode ser se preocupar em não ferir sentimentos, mas também é saber como falar na hora certa sobre os assuntos mais dolorosos. É fazer planos que podem ser mudados por uma chuva forte ou uma cerveja num fim de tarde.

Ser adulto pode ser viver um romance na faculdade, anos depois, em outro lugar, com outra pessoa, só para ter o gostinho, como pode ser viver dentro da sua concha. Pode ser tagarelar bobagens com colegas, filosofar sério entre desconhecidos ou fazer confidências entre amigos. Não sei.

A única coisa que sei é que: Adultos não precisam de conversa de adultos. O silêncio pode explicar tudo, assim como o olhar pode dissuadir. Falar o que é preciso, é preciso. Conversa de adulto não é para quem quer conversar, é para quem quer impôr ou brigar.

Para que deixar a vida mais chata e complicada do que já é?

Este texto foi foi criado editando um documento de 1993 e outro escrito em novembro de 2007.

Amor por vinhos

Como explicar gostar tanto de algo que vem da França, quando não gosto da música do país, não sou fã do cinema da França, acho o idioma chato e a maioria dos seus habitantes pedantes? Deve ser um caso de amor platônico ou, quem sabe, apenas uma razão para não achar que tudo da França é ruim ;).

Engraçado que os vinhos que menos aprecio (simplesmente por não ter dinheiro para comprar os bons) são mesmo os da França. Chile, Argentina, Itália e Portugal, para citar alguns países, têm bebidas de melhor qualidade para a faixa de preço que normalmente norteia minhas compras.

Não sou um expert, mas dou minhas cacetadas. Um amigo perguntou porque falo tanto de vinho no Mistura Interativa, onde tento postar algo todas as sextas sobre o assunto. Simples: vinho é algo que demanda estudo (e bebeção) constante (graças a Deus) e eu também me sinto na obrigação moral de tentar qualificar meu leitores e amigos. Nem só de cerveja e chope vive o mundo.

Ainda não tinha escrito nada sobre vinhos e prometo não deixar esse assunto tornar conta do blog. Mas que é bom beber e escrever…é!

Hoje é sexta, quem puder aproveite, que amanhã tem plantão.

O novo Queen


Após muitas audições e um tremendo cuidado para não deixar o lado fã gritar mais alto, escrevi sobre o novo disco do Queen – agora também sem o baixista John Deacon. The Cosmos Rocks é um bastante decente disco de rock e um fraco disco do Queen.

Pena que eles só vão tocar em São Paulo.

Leia a crítica completa no Mistura Interativa.

Miquinhos Amestrados: Música e humor

Na última segunda-feira (5/10) João Penca e Seus Miquinhos Amestrados foram a atração do Palco MPB – programa de rádio que é gravado sempre no Teatro Rival, no Centro, e que é transmitido todas as terças (16h), com reprise aos domingos (20h).

Depois de mais de uma década longe do mercado, os Miquinhos voltaram exatamente como sempre foram: irreverentes, debochados, engraçados e talentosos. O teatro lotou com jovens e velhos fãs, além de um seleto grupo de lindas meninas, que poderiam ser chamadas de Miquetes, mas ficariam zangadas e poderiam acabar pagando um mico.

Preparando-se para gravar um DVD e com uma versão de Surfin’ Safari (dos Beach Boys), os Miquinhos voltaram com força total. Após uma mini-temporada no Estrela da Lapa (linda casa da Lapa, claro), Selvagem Big Abreu, Bob Gallo e Avelar Love, mostram que o grupo, que apareceu acompanhando Eduardo Dusek no disco Cantando no Banheiro (1982), continua sua mistura de rockabilly, surf music e humor, azeitada.

Com desafinos aparentemente ensaiados, os três mostram que a idade e os cabelos brancos em nada diminuíram sua energia, que deve conseguir muitos novos fãs, que se acabam se transformando em seguidores. Afinal, ouvir pérolas como Telma, Eu Não Sou Gay, Lágrimas de Crocodilo, O Monstro (Do You Love Me?) e Romance Em Alto Mar, não é algo que deva-se deixar passar.

O trio promete mais novidades, mas apenas fazer com que todos dancem e riem é mais que suficiente.



Clique neste link e assista mais trechos da gravação do Palco MPB (MPB FM)
.

*Fotos: Sergio Pagano

Joyce e Zé Renato II

Outro dia assisti ao excelente show Encontro das Águas, de Zé Renato e Joyce. Nele, a dupla mostrava algumas canções inéditas, sendo que uma delas era de cortar os pulsos, segundo Joyce.

Abaixo, a letra do samba ainda inédito.

Desarmonia (Zé Renato/ Joyce)

Filosofia é fácil de fazer
Tudo num samba pode acontecer
Eu acreditava na palavra do compositor
Eu levava fé no grande amor
Só que a teoria não é bem assim
Quando na vida um grande amor tem fim
Eu bem que dizia, eu já sabia
E você demonstrou
Mas pra que rimar amor e dor
Alegria
Pra quem sabe viver
Nostalgia
De um bem-querer
Que ironia
Ouvir na voz do cantor
Que o ridículo da vida é o amor
Desarmonia em nossos corações
Não pode a vida ser como as canções
Mas disse o poeta
E o poeta ninguém contradiz
É melhor viver que ser feliz

Pete Townshend – Slit Skirts

Há artistas que estão entre os meus heróis, há discos que estão entre os meus favoritos e, desde 1982, Pete Townshend e seu All the Best Cowboys Have Chinese Eyes, fazem parte da minha vida (bem antes de conhecer direito o The Who).

Pete é um gênio louco, ex-drogado, bêbado, mas sempre brilhante. Numa época na qual nem sabia inglês direito, fiquei apaixonado pelo segundo verso de uma das músicas mais belas que já ouvi e sempre senti que aquelas palavras foram escritas para mim (em negrito na letra).

Algumas frases são simplesmente muito bem sacadas e o vídeo (que tem um vocal diferente do disco) é direto e efetivo, uma performance em estúdio que valoriza o mais importante: a música.

Vejam, ouçam, leiam e digam se estou ou não certo.

Slit Skirts (Pete Townshend)

I was just thirty-four years old and I was still wandering in a haze
I was wondering why everyone I met seemed like they were
Lost in a maze

I don’t know why I thought I should have some kind of
Divine right to the blues
It’s sympathy not tears people need when they’re the
Front page sad news.

The incense burned away and the stench began to rise
And lovers now estranged avoided catching each others’ eyes

And girls who lost their children cursed the men who fit the coil
And men not fit for marriage took their refuge in the oil
No one respects the flame quite like the fool who’s badly burned
From all this you’d imagine that there must be something learned

Slit skirts, Jeanie never wears those slit skirts
I don’t ever wear no ripped shirts
Can’t pretend that growing older never hurts.

Knee pants, Jeanie never wears no knee pants
Have to be so drunk to try a new dance
So afraid of every new romance

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Romance, romance, why aren’t we thinking up romance?
Why can’t we drink it up true heart romance
Just need a brief new romance

Let me tell you some more about myself, you know I’m sitting at home just now.
The big events of the day are passed and the late TV shows have come around.
I’m number one in the home team, but I still feel unfulfilled.
A silent voice in her broken heart complaining that I’m unskilled.

And I know that when she thinks of me, she thinks of me as him,
But, unlike me, she don’t work off her frustration in the gym.

Recriminations fester and the past can never change
A woman’s expectations run from both ends of the range

Once she walked with untamed lovers’ face between her legs
Now he’s cooled and stifled and it’s she who has to beg

Slit skirts, Jeanie never wears those slit skirts
And I don’t ever wear no ripped shirts
Can’t pretend that growing older never hurts

Knee pants, Jeanie never wears no knee pants
We have to be so drunk to try a new dance
So afraid of every new romance

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Slit skirts, slit skirt
Jeanie isn’t wearing those slit skirts, slit skirt
She wouldn’t dare in those slit skirts, slit skirt
Wouldn’t be seen dead in no slit skirt

Romance, romance, why aren’t we thinking up romance?

Atum com crosta de gergelim e molho teriyaki

Sábado am casa, por conta de problemas dentários, e a necessidade de comer algo macio, foram o cenário perfeito para mais uma experiência culinária. O atum com crosta de gergelim e molho teriyaki pareceu uma escolha apropriada.

Para preparar a minha receita (que mais uma vez é uma adaptação de várias outras) é necessário meio quilo de atum fresco (o congelado é mais difícil de cortar, pois ele dissolve) cortado em formato de medalhões ou bifes bem grossos, açúcar mascavo, gergelim (com casca) preto e branco, vinagre balsâmico, gengibre, vinho do Porto branco (ou saquê), molho shoyo e dois limões.

Já tem o seu Bowl? Aproveite a oferta


Modo de preparo (atum)

Corte o atum em formato de medalhão ou bifes grossos. Em uma travessa esprema o suco dos limões e gengibre bem picadinho (a gosto).

Coloque o peixe para marinar por 30 minutos, temperando suavemente à parte que ficar para cima com um pouco de sal e pimenta do reino. Após esse tempo, vire o peixe, tempere novamente à parte que ficar por cima e deixe marinar por mais 30 minutos.

Enquanto o atum pega o tempero, em uma tigela misture:
2 colheres de sopa de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de molho shoyo
1 dose (pequena) de vinho do porto (ou saquê)
1 colher de sobremesa de vinagre balsâmico
Gengibre a gosto

Coloque um fio de azeite em uma frigideira e coloque rapidamente o atum, derramando o gergelim na parte de cima. Vire o peixe (deixando-o cru por dentro) e derrame o gergelim do lado que ainda não recebeu as sementes.

Tire e reserve.

O molho

Em uma panela, em fogo bem baixo, coloque outras duas colheres de sopa de açúcar mascavo e mexa até derreter. Então, misture o conteúdo da tigela até conseguir uma consistência entre o líqüido e o cremoso.

Coloque por cima do atum e sirva.

Não consegui fotografar o passo-a-passo e, como vocês devem ter notado, o vinho do Porto branco entrou como substituto aos dois tipos de saquê normalmente usados para o molho (as fotos do post são meramente ilustrativas).

Rápido, fácil e gostoso.

Sábado de Alta Fidelidade

Um sábado com clima louco e um dente que precisa ser operado. Cenário perfeito para um dia aborrecido. Ligo a TV e me deparo com um dos meus filmes preferidos e que tem como personagem principal alguém que muitos aspectos (e até eu concordo) parece muito comigo (não no visual, claro): Alta Fidelidade (High Fidelity), lançado em 2000 e estrelado por John Cusack, Iben Hjejle, Black Jack e participações de Tim Robins, Joan Cusack e Catherine Zeta-Jones, entre outros.

Ganhei esse DVD de uma ex-namorada (que não era ex ainda), o que já coloca por terra a tese dos que dizem que é um filme para dor-de-cotovelo. Baseado em um livro do escritor inglês Nick Hornby – que também é o autor do ótimo Febre de Bola (Pitch Fever), que também virou filme.

Alta Fidelidade é um daqueles raros casos nos quais o livro não é melhor que o filme. Como no livro a história acontece na Inglaterra e o roteiro do filme foi transposto para os Estados Unidos, muitas referências foram modificadas, tornando as duas obras similares, mas impedindo comparações. O meu preferido? Acho que dá empate.

Rob Fleming (no livro) ou Rob Gordon (no filme) é dono de uma loja de discos (basicamente em vinil), viciado em listas, músicas e em depressão. O diretor Stephen Frears conseguiu tirar ótimas atuações do elenco, até mesmo dos difíceis Jack Black e Tim Robins.

Entre as muitas características comuns entre Rob e eu, estão: a apurada técnica e a enorme quantidade de regras para criar fitas (hoje CDs) de música, a eterna arrumação de sua coleção, o número enorme de listas criadas sobre tudo e a mania de ranquear as coisas.

“What came first, the music or the misery? People worry about kids playing with guns, or watching violent videos, that some sort of culture of violence will take them over. Nobody worries about kids listening to thousands, literally thousands of songs about heartbreak, rejection, pain, misery and loss. Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?”

Talvez Rob tenha algumas atitudes muito civilizadas para o meu gosto, mas nisso não impede de admira-lo.

Apesar de ser musicalmente superficial (com discussões que não levam ninguém a lugar nenhum), Alta Fidelidade tem uma trilha sonora fenomenal, impulsionada pela variedade de gostos dos personagens. Engraçado que uma das músicas citadas (e criticadas) no filme (e que aparece nos créditos – I Believe (When I Fall In Love It Will Be Forever)) é uma das minhas favoritas. Até mesmo seus intérpretes (Steve Wonder, que também é o autor), Art Garfunkel (que faz a minha versão favorita) e Peter Frampton, são colocados como decadentes ou simplesmente desprezíveis.

John Cusack emendou uma série de filmes que me agradam: Being John Malcovich, High Fidelity, America’s Sweethearts e Serendipity. Atualmente anda escolhendo maus roteiros (minha opinião), mas continua um ótimo ator e vale a pena assistir Grosse Pointe Blank (Matador em Conflito), de 1997.

“It would be nice to think that since I was 14, times have changed. Relationships have become more sophisticated. Females less cruel. Skins thicker. Instincts more developed”.

Ótimo me ver na tela da TV.

Em tempo: Quais as cinco melhores músicas para um sábado de Alta Fidelidade?

Clique na imagem e ouça as músicas que acompanham bem um dia de Alta Fidelidade

play-musicasdavida-playlist

Papo de botequim e o grande palmito de Troisgros

O segundo dia do Circuito Rio Show de Gastronomia foi marcado pelo bom humor. A mesa redonda discutindo as diferenças entre cozinha de botequim, bar e restaurante (com a presença de Moacyr Luz, Carlos Eduardo Thomé – o Kadu – do Bracarense, Antonio Rodrigues, do Belmonte, Luciana Fróes e Jefferson Lessa, ambos do Globo) foi uma sessão de terapia e para ficar perfeita só faltou mesmo a cerveja gelada.

“Todo dono de botequim quer ser dono de bar, assim como os donos de bares querem ter restaurantes e os donos de restaurantes queriam mesmo é ter um botequim”, analisou o Moacyr. Perfeito!

A briga entre os donos do Bracarense e do Belmonte também teve momentos engraçados, mas as risadas aumentaram de intensidade durante a apresentação do maravilhoso curta-metragem Papo de Botequim. Clique aqui e pare 20 minutos para assistir uma produção que me fez acreditar novamente nos futuros cineastas brasileiros (o curta foi feito pelo pessoal da UFF).

No campo das receitas, o melhor ficou por conta de um doce de chocolate com sucrilhos e um poderoso, grande e grosso palmitA (como diz o chef, com seu sotaque francês) assado e recheado com foie gras e farofa de quinoa (fotos do post), preparados por Claude Troisgros.

Agora é juntar dinheiro, comprar os ingredientes e ir para a cozinha.

PS: Troigros utilizou o palmito pupunha, ecologicamente correto, mas que não tem um terço do sabor do palmito retirado das palmeiras. O Brasil é o maior  produtor e  consumidor de palmito (iguaria tipicamente brasileira). A produção nacional chegou a 41.714 toneladas em 2001 (mais de 50% da produção mundial) e precisa descobrir um jeito de preservar suas florestas e continuar com a produção do palmito de palmeira.

É ridículo que países que dizimaram seus índios, torraram suas árvores e não cuidam da poluição que produzem. Assim como são ridívulos os ambientalistas que acham que não devemos utilizar nada da natureza.

Abaixo o pupunha!

Fotos de Rogério Resende.