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True Meanings, um Paul Weller acústico

Disco, o 26º da carreira de Weller, conta com participações de Martin Carthy e Danny Thompson, Conor O’Brien, Noel Gallagher e Lucy Rose

Clique e encomende a sua versão standard

Paul Weller é um veterano com mais de 40 anos de uma carreira muito respeitada e, no Brasil, pouco popular. Membro e principal força dos grupos The Jam e Style Council, Weller já navegou pelo rock, punk, new wave, pop, jazz, r&b e soul, sempre com maestria.

Agora, Weller lançou True Meanings — 26º disco da carreira ou 14º da carreira solo — um trabalho mais introspectivo e quase todo acústico.

Gravado no conforto de seu próprio estúdio, o álbum (lançado em setembro) pode até não estar entre os seus melhores, mas oferece ótimos momentos e vai crescendo a cada audição.

Climão folk

O folk é a principal influência do disco, até mesmo pelos convidados convocados por Weller. Martin Carthy e Danny Thompson, Conor O’Brien, Noel Gallagher e Lucy Rose são, na sua maioria, grandes nomes do gênero.

Mas o pop/jazz/soul não está ausente nesse novo trabalho. Logo na faixa de abertura — The Soul Searchers — a belíssima voz de Weller adorna uma melodia folk com toques do pop típico do inglês.

Talvez o momento mais belo e interessante do álbum seja Mayfly, canção que tem um sabor de r&b e blues com aquele tempero que só os britânicos sabem colocar em canções que poderiam ter sido criadas no interior dos Estados Unidos.

Marcas do tempo e David Bowie

Clique e encomende a versão deluxe

As rugas não escondem a idade. Aos 60, Weller parece mais reflexivo, mas não parece ter perdido o tesão e a inspiração para continuar como um dos nomes mais respeitados da cena inglesa desde os anos 80.

Outro momento interessante do disco é a homenagem que Weller faz ao camaleão David Bowie. Depois de alguns arranca-rabos, a dupla se entendeu e os dois acabaram se tornando bons amigos.

Agora, a homenagem sincera ao amigo chega na canção singelamente intitulada Bowie. Dá até para imaginar o camaleão ouvindo a canção e sorrindo lisonjeado.

Deluxe

True Meanings também pode ser encontrado em uma versão deluxe, com 5 faixas bônus, entre versões instrumentais e remixes e um libreto com 28 páginas.

Já a versão standard vem com 14 canções e um libreto de 12 páginas.

Em qualquer versão, True Meanings é um belo trabalho.

Escolha a sua versão.

As faixas da versão standard

1. The Soul Searchers
2. Glide
3. Mayfly
4. Gravity
5. Old Castles
6. What Would He Say?
7. Aspects
8. Bowie
9. Wishing Well
10. Come Along
11. Books
12. Movin On
13. May Love Travel With You
14. White Horses

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De Paul Weller para Paul McCartney – Uma bela homenagem

This coming Monday (June 18th) Weller will celebrate the birthday of a music legend with a special release.

For one day only fans will be able to download Paul’s cover of The Beatles’ ‘Birthday’ which he has recorded to honour the 70th birthday of Sir Paul McCartney, via iTunes.

The song was recorded in 24 hours by Weller and his band at his Black Barn studios.

Speaking about the release, Paul said: “I wanted to do something for Paul’s 70th, the man’s been, and still is, an immense and enduring inspiration for me. It was him and his three friends that made me want to pick up a guitar in the first place.

“I saw him play live recently and he inspired me just as much as ever, he was brilliant. I just hope he likes our little version, a token of my and the bands love for him and his music. Rock on Macca.”

Make sure you visit Weller’s Website, Facebook or Twitter for the download link on Monday morning.

Tim Festival faz água

Fiquei segurando a crítica do novo CD de Paul Weller (22 Dreams) para soltá-la perto da apresentação do artista no Rio. Dancei, como dançaram todos os que compraram ingressos para o show. Com uma justificativa estranha (leia mais aqui) o inglês cancelou as apresentações e o festival escalou Arnaldo Antunes e Roberta Sá para substituir (???) o britânico. Troca ridícula e com cheiro de fracasso no ar.

Leia a crítica de 22 Dreams que publiquei no Dia Online e assista abaixo Weller interpretando a faixa título.

Aguardando o Tim Festival

No sábado, 25 de outubro, o Tim Festival (versão carioca) vai receber sua melhor atração (na minha humilde opinião): Paul Weller. O ex-líder do Style Concil e do The Jam (ou vice-versa), é um dos músicos mais talentosos da Inglaterra, tendo uma carreira de sucesso mesmo sem a companhia de um grupo.

Mais do que um compositor, Weller é também um excelente cantor e aproveito para colocar o vídeo onde ele e o gênio Pete Townshend recriam de maneira muito inspirada So Sad About Us, uma música menor do The Who. O show é do ano de 2000 e prova que até os gênios podem ter mal-gosto, como pode ser comprovado olhando para a cor das camisas dos músicos.

So sad about us

La la la la la la la

So sad about us
So sad about us
Sad that the news is out now
Sad, suppose we can’t turn back now
Sad about us

So bad about us
So bad about us
Bad – never meant to break up
Bad – suppose we’ll never make up
Bad about us

Apologies mean nothing
When the damage is done
But you can’t switch off my loving
Like I can’t switch off the sun

La la la la la la la

La la la la la la la la la la

So sad about us
So sad about us
Sad – never meant to break up
Sad – suppose we’ll never make up
Sad about us

E para não deixar dúvidas de que Pete é um gênio, do mesmo show no Royal Albert Hall, em 2000, ele e Eddie Vedder destroem em I’m One.

Realmente espero morrer só depois de poder vê-lo ao vivo.

I’m One

Every year is the same
And I feel it again
I’m a loser – no chance to win
Leaves start falling
Come down is calling
Loneliness starts sinking in

But I’m one
I am one
And I can see
That this is me
And I will be
You’ll all see
I’m the one

Where do you get
Those blue blue jeans?
Faded patched secret so tight
Where do you get
That walk oh so lean?
Your shoes and your shirts
All just right

I got a Gibson
Without a case
But I can’t get that even tanned look on my face
Ill fitting clothes
I blend in the crowd
Fingers so clumsy
Voice too loud