Os Correios e os pobres cariocas

O grande assunto do dia, pelo menos entre os colecionadores, consumidores e usuários dos Correios é o anúncio da implementação de uma Taxa de Violência de R$ 3. O inacreditável é que uma empresa estatal que detém um monopólio sobre um determinado serviço cobre uma taxa extra sobre um ouro serviço que, pelo menos no momento, também é de responsabilidade do Governo Federal. Isso, sem contar que a empresa, cuja função é entregar correspondências e encomendas, já tinha estabelecido a inacreditável Taxa de Armazenamento! Ou eu estou louco ou uma das funções da entrega de encomendas é armazená-las antes da entrega. Mas, como já detectei décadas atrás, o Brasil é um país muito peculiar.

Como ainda teremos um aumento das tarifas, os cariocas ficarão duplamente penalizados pelo mau serviço e incompetência da direção do nosso país. Infelizmente, enquanto não conseguirmos encontrar melhores opções para nossos dirigentes e opções para a execução de certos serviços, vamos ter que conviver com esses absurdos.

Espero que logo apareçam empresas e serviços que consigam burlar de alguma maneira esse monopólio e ofereçam a população a chance de fugir dessa verdadeira arapuca na qual se transformou os Correios, que já foi uma das empresas mais admiradas do Brasil.

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Mais burradas do Sistema Globo de Rádio

Adoro rádio (AM e FM), embora tenha tido poucas experiências no veículo, e sofro toda vez que vejo (ou ouço) as decisões que tiram do rumo o que estava dando certo.

Faz um bom tempo eu escrevi sobre a derrocada da CBN. Na época, falava sobre várias decisões equivocadas tomadas pela direção da emissora. Passado um bom tempo, o panorama parece não ter mudado, principalmente no Rio de Janeiro. Depois de alguns indícios de que a Central Brasileira de Notícias – sim, esse é o nome original da emissora, lembram? – poderia voltar ao primeiro lugar no Ibope das emissoras de notícias – todos os dados divulgados mostram que Ricardo Boechat e a BandNews estão na liderança com alguma folga há algum tempo -, a coisa parece que piorou.

A contratação de Fernando Molica como âncora do CBN Rio foi um acerto que, se não compensava os erros das demissões de gente do calibre do Sydney Rezende, Carolina Morand e Maurício Martins, para citar apenas alguns, mas deixava as manhãs do Rio de Janeiro com uma opção diferente da BandNews FM e do ótimo Ricardo Boechat e equipe, na faixa das rádios de notícias.

Os números não mentem e, seja lá qual for a razão da demissão de Molica – falaram em salário alto demais – a única verdade da qual não se pode escapar é da lavada que a rádio está levando das concorrentes em vários quesitos. Na verdade, o problema não está apenas na CBN, mas sim em todo o Sistema Globo de Rádio (SGR), que vai só caindo. A competição no segmento de notícias mostra que a BandNews nada de braçada, mas o pior mesmo é ver que no geral a rádio não consegue nem ficar entre as dez mais ouvidas e que a Rádio Globo segue a mesma trilha.

Bola fora no esporte

Alguns anos atrás os entendidos do SGR chegaram a conclusão de que manter equipes esportivas e programação exclusiva nas principais praças custava muito caro. Para diminuir os custos, juntaram as programações esportivas, fazendo programas que falavam de times do Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas e outros estado para toda a rede. Além disso, juntaram as equipes da Rádio Globo e da CBN em transmissões que passaram a ter dois comentaristas (geralmente um de cada emissora e, em muitos casos, um de cada estado). O resultado? Um fracasso total, que teve que ser desfeito depois de um curto tempo.

Que o futebol em AM precisa ser engraçado, popular e descontraído, ninguém discute, mas que o FM tem outro público e que a CBN já tinha estabelecido um estilo próprio e mais sóbrio, principalmente pela presença (no Rio) de narradores como Evaldo José e comentaristas como Carlos Eduardo Éboli, além de profissionais como Marcos Gyuotti (MG) – dispensado após o fim da Globo MG, outra decisão para lá de desastrada. Mas, voltando ao assunto do parágrafo anterior, após o fracasso da experiência de unificação das equipes esportivas, o tempo passou, a direção do SGR mudou e aí tiveram uma ideia brilhante para diminuir os custos e melhorar a audiência: unificar as equipes de esporte!

O resultado não podia ser outro: fracasso total (de novo). Nem mesmo a iniciativa de trazer globais como os bons Alex Escobar, Juninho Pernambucano e Júnior, pôde superar a rejeição as chegadas de nomes que sempre foram do segundo escalão do rádio AM do Rio e que em nada se encaixam no gosto dos ouvintes de futebol em FM como Luiz Penido e Dé (o Aranha). Prova disso é a surra que a CBN/Globo vem levando dos veteraníssimos, porém ainda competentes José Carlos Araújo, Gérson (o Canhotinha de Ouro), Jota Santiago, Gilson Ricardo e Washington Rodrigues.

Junte-se a má escolha da equipe esportiva (para o FM, deixo claro) com o fim da Globo BH e sua equipe de esportes, e a experiência má sucedida anteriormente e só poderia dar no que está dando. Se há tempo de reverter essa tendência? Não sei.

Sidney Rezende dá drible na CBN

Hoje – 29 de fevereiro de 2018 – o site do jornalista Sidney Rezende estreia um novo projeto que pode sepultar de vez o futebol da CBN. O portal montou uma equipe esportiva que transmitirá ao vivo por web rádio partidas de futebol com, basicamente, a equipe que foi dispensada pela Central Brasileira de Notícias: o jornalista e narrador Evaldo José, o comentarista Antonio Carlos Duarte, o repórter Felipe Santos e o jornalista Robson Aldir.

Provavelmente – apesar da esteeia seja transmitindo um jogo do framengu – essa nova opção vai causar ainda mais estragos na já combalida audiência do SGR e, muito provavelmente, até mesmo na líder Tupi.

Não sei quem escolhe os comandantes do SGR e de onde saem as brilhantes ideias para revitalizar a programação e a equipe (dispensando os melhores e mais experientes profissionais), mas sei que a coisa anda feia faz tempo.

Redes sociais são o futuro do jornalismo?

A discussão pode parecer velha e sem sentido, mas o retorno do Jornal do Brasil às bancas traz de volta dúvidas sobre a viabilidade ou não do jornalismo impresso. Um estudo, com dados de 2015, realizado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism mostrou que 41% dos usuários de internet (de todas as faixas etárias) usam as redes sociais para acessar notícias. Acredito que, mesmo com as recentes mudanças no Facebook e a decisão de alguns meios de comunicação brasileiros de deixarem de promover seus conteúdos nas redes sociais, a tendência desse número é aumentar.

Infelizmente a propagação de fake news e a proliferação de veículos com orientações político-partidárias-econômicas e que não são divulgadas abertamente ao público, provocando direcionamentos de pensamento com o intuito de enganar o leitor. O que poderia ser considerado um avanço – assim como aconteceu com o rádio, que aumentou em muito a sua audiência -, no caso do jornalismo precisa ser analisado com muito mais cuidado e atenção.

A tão propagada crise dos veículos de comunicação parece ser muito mais fruto da incompetência dos setores comerciais de cada empresa, que parecem ter muito mais dificuldade em se adaptar ao novo cenário do que todos os outros departamentos (jornalismo, principalmente). Isso me parece estranho, já que ainda é comum encontrar pessoas mais experientes nas redações do que na captação de recursos.

Ser analógico, hoje em dia, é um pecado mortal e parece que o número de pessoas que não se preocupam em analisar os números da audiência e as tendências que devem ser seguidas em suas respectivas atribuições. Não há nenhuma explicação lógica ara que um veículo de comunicação, em ano de Copa do Mundo e eleições, não consiga arrecadar recursos com publicidade. Recursos suficientes para garantir uma vida longa e próspera. É só colocar as pessoas certas nos lugares certos, seguir algumas regras básicas e lembrar que juventude nem sempre significa modernidade.

Concert for George é relançado

No dia 25 de fevereiro se comemora o aniversário de George Harrison, que completaria 75 anos em 2018. Foram muitas as lembranças e homenagens ao músico em publicações e nas redes sociais e, para marcar a data, foi relançado o que pode ser considerado um dos melhores concertos-tributo de todos os tempos: Concert for George.

Poderia perder um tempo explicando quem foi George Harrison, mas se alguém nunca ouviu falar dos Beatles ou escutou canções como Here Comes the Sun, My Sweet Lord, Something, Love Comes to Everyone ou Taxman, melhor se atualizar ou parar de ler por aqui.

O show – organizado pela viúva e pelo filho do ex-beatle (Olivia e Dhani) e tendo como diretor musical o amigo Eric Clapton– teve por objetivo celebrar a obra de Harrison, um ano após a sua morte. Realizado no Royal Albert Hall, em Londres, em novembro de 2002, Concert for George reuniu um elenco estrelar de amigos de George que incluía gente do calibre de Ray Cooper, Tom Petty, Billy Preston, Jools Holland, Albert Lee, Sam Brown, Gary Brooker, Joe Brown, Jeff Lynne, Klaus Voormann, os ex-beatles Ringo Starr e Paul McCartney, além de Eric Clapton e da banda que acompanhou Harrison em sua turnê pelo Japão em 1991, entre muitos outros, como os membros do Monty Phyton.

Lançado originalmente em 2002, Concert for George ganhou novas edições – inclusive em vinil – remasterizadas e ampliadas. Por que ver e ouvir Concert for George? Porque a celebração musical ultrapassa o conceito de homenagem e dos shows-reunião onde cada artista chega, canta sua canção e se vai, sem ensaio ou coerência. Eric Clapton fez três semanas de ensaio (o que causou até alguns atritos com outros astros) e produziu um setlist muito bem amarrado e tocado por gente que realmente conviveu e amou Harrison, o que proporcionou momentos verdadeiramente emocionantes, como Something (que foi a estréia da versão que Paul McCartney toca até hoje em seus shows) e Joe Brown fechando o show com I’ll See You in My Dreams (uma canção que não foi escrita por Harrison, mas que deixa lagrima nos olhos).

HGorge era considerado por todos os amigos uma pessoa cheia de humor, apesar de ter um lado ranzinza, principalmente em relação ao grupo que o catapultou para a fama e suas canções refletiam isso, indo da melancolia extrema ao escracho. Foi o beatle que fez mais sucesso nos primeiros anos após a separação do grupo e, apesar de uma certa preguiça na produção de álbuns, deixou um legado que vai durar por muitos anos.
Concert for George já está sendo vendido lá fora e pode ser encontrado nas Amazons da vida.

Arrependimento

Dizem que não devemos nos arrepender de nossas ações. MENTIRA! No início de 2002 – ainda sob o impacto do 11 de setembro – fiz uma viagem para a Inglaterra e os Estados Unidos. Com a impressão de que o mundo poderia acabar ou entrar em uma guerra, gastei e conheci razoavelmente bem cidades emblemáticas como Londres, Liverpool e Nova York.

De volta ao Brasil, ao trabalho e à realidade, fiquei sabendo do concerto, que poderia me fazer concretizar alguns sonhos (assistir um show no Royal Albert Hall, ver Paul McCartney novamente, ver Ringo Starr pela primeira vez e ouvir canções que dificilmente seriam tocadas novamente). Bem, no dia da venda de ingressos eu consegui chegar até a última tela de compra e, no último segundo, decidi não finalizar o processo (BURRO!). Pesou o fato de ainda estar pagando a viagem do início do ano e de ser difícil explicar para o então-imbecil-chefe que iria viajar de novo.

É, me arrependo muito dessa decisão.

As canções da edição em CD:

Disco 1

1. “Sarve Shaam” (traditional)
2. “Your Eyes (Sitar Solo)” (Ravi Shankar) Anoushka Shankar
3. “The Inner Light” Jeff Lynne, Dhani Harrison and Anoushka Shankar4. “Arpan” (Ravi Shankar) Anoushka Shankar

Disco 2

1. “I Want to Tell You” Jeff Lynne
2. “If I Needed Someone” Eric Clapton
3. “Old Brown Shoe” Gary Brooker
4. “Give Me Love (Give Me Peace on Earth)” Jeff Lynne
5. “Beware of Darkness” Eric Clapton
6. “Here Comes the Sun” Joe Brown
7. “That’s the Way It Goes” Joe Brown
8. “Taxman” Tom Petty and the Heartbreakers
9. “I Need You” Tom Petty and the Heartbreakers
10. “Handle With Care” Tom Petty and the Heartbreakers with Jeff Lynne and Dhani Harrison
11. “Isn’t It a Pity” Billy Preston & Eric Clapton
12. “Photograph” Ringo Starr
13. “Honey Don’t” Ringo Starr
14. “For You Blue” Paul McCartney

As versões originais

 

As versões do show

Phil Collins – Maracanã – 22/2/2018 (by Débora Thomé)

“I can feel it coming in the air tonight, oh Lord
And I’ve been waiting for this moment for all my life, oh Lord
Can you feel it coming in the air tonight, oh Lord, oh Lord”

Dia 22 de fevereiro de 2018, guardem essa data: foi o dia em que o hitmaker Phil Collins atingiu 40 mil pessoas em cheio, de uma só vez, sem nem levantar da cadeira. Mas poderia ter sido mais, digamos assim, destruidor, caso o popstar britânico tivesse consultado minha página no Facebook — como “fizeram”, bem recentemente, os compatriotas do The Who.

(Explico. Sofro de alta-ansiedade-pré-mega-shows. O gatilho é a compra do ingresso; pesquiso setlists, assisto a shows, documentários e entrevistas antigos no YouTube, pesquiso a vida do artista/banda no Google, compro biografias. Mergulho de cabeça quando me interessa. Os mais recentes “music divings” desse tipo foram Rod Stewart, The Who e Phil Collins. Consulta às minhas sugestões de setlist não passa de uma brincadeira, que virou uma enorme coincidência no caso do The Who.

E apesar de ter sido tudo lindo, maravilhoso, tio Phil meteu um pequeno engodo em geral. Não mentiu quando disse que a voz está em dia, apesar das limitações físicas. Nem um pouco; está tinindo mesmo o gogó. Mas não cumpriu o prometido, que era trazer um show maior para o público brasileiro, que aguarda esse encontro desde 1980.

O safadjenho cortou a “parada técnica” — a turnê realizada em 2017 teve shows divididos em dois sets, com um video engraçadíneo de autozoação no intervalo — e limou uma música de cada set. Ou seja. Em vez de marcar um gol de placa em pleno Maracanã, resolveu fazer “o técnico maluco do Framengo*” e mexeu errado.

Só que ele acusou o golpe, que eu vi. Tomou um susto quando, mesmo sem querer, já garrou a gente pelos cabelos nos primeiros acordes da balada arrasa-quarteirão Against all odds. Dali do meio-campo, quer dizer, da pista, eu olhava aqueles celularzinhos todos acesos, balançando no anel do Maraca naquele efeito maravilhosamente brega e pensava “nossa, esse cara fez essa música por absoluta encomenda, como pode?”.

Moro em frente ao estádio. Fui brindada com dois shows, porque rolou ensaio (aquilo não foi passagem de som, não) na quarta à noite, e anotei o setlist para preparar meu coraçãozinho. Segunda música, outro sucesso balada; estava batendo com o ensaio, eu feliz e esperançosa. Na terceira veio o drible pro lado errado. CADÊ One more night, cacete? Quase ouvi o Galvão gritar PRA FOOOOOOOOOOOOORAAAAAAAAAAAAA no sistema de som da Suderj que mora dentro da minha cabeça.

Mas ok, emendou I missed again e tinha muito jogo pela frente. Mas aí ele me mete as desnecessárias Hang in long enough e Wake up call em sequência, e o time perdeu um pouco o ritmo.

Sério. Consegui até avançar mais no meio do público, que abriu um clarão nessa hora. Só que talento é talento, né. Para não deixar escapar o controle sobre a turba, que pulou no colo do cara nas primeiras músicas, ele me manda um clássico do Genesis.

Juro pra vocês: houve um momento, durante a execução de Throwing it all away, em que vi Phil Collins abrir um sorrisão enquanto a torcida (ops!) a plateia cantava o refrão a plenos pulmões, aquele monte de mãozinha batendo palmas pra cima. Show de bola. E foi só alegria dali até o fim, apesar de eu ter considerado desnecessário Dance into the light na sequência final dançante.

Se ele presta atenção em mim tinha incluído dois petardos ali naquela meiuca, para lavar a alma e correr pro abraço! Enfim, como ele mesmo canta, “it’s just another day for you and me in paradise“. Para quem vai assistir aos shows em São Paulo (dias 24 e 25) ou Porto Alegre (dia 27), desejo apenas que ele leia este post e faça os devidos (e pequenos, vamos combinar) ajustes!

COMO ENSAIOU

– Against all odds
– Another day in paradise
One more night
– Wake up call
– Follow you, follow me
Can’t turn back the years
– I missed again
– Hang in long enough
– Separate lives
I don’t care anymore
– Something happened on the way to heaven
You know what I mean
– In the air tonight
– You can’t hurry love
– Dance into the light
Don’t lose my number
– Invisible touch
– Easy lover
– Sussudio
– Take me home

COMO FOI

– Against all odds
– Another day in paradise
– I missed again
Hang in long enough
Wake up call
– Throwing it all away
– Follow you, follow me
– Only you know and I know
– Separate lives
– Something happened on the way to heaven
– In the air tonight
– You can’t hurry love
Dance into the light
– Invisible touch
– Easy lover
– Sussudio
– Take me home

O QUE EU SONHAVA PRESENCIAR

– Against all odds
– Another day in paradise
– One more night
– Tonight, tonight, tonight
– Follow you, follow me
– Land of confusion
– I missed again
– I wish it would rain down
– A groovy kind of love
– I don’t care anymore
– Something happened on the way to heaven
– You know what I mean
– In the air tonight
– You can’t hurry love
– I cannot believe it’s true
– Don’t lose my number
– Invisible touch
– Easy lover
– Sussudio
– Take me home

* Mudança feita pelo editor do site, que é limpinho.

Sobre a autora: Débora Thomé é jornalista talentosa, escocesa por opção e amiga por toda  vida. Como não pude ir ao show, escalei essa  enviada mais que especial.

Fotos: Marcos Serra Lima

Fotos da galeria: Marcos Hermes

Receita: Molho cítrico para salada

Quem viaja ou já viajou de avião na classe econômica sabe que pouca coisa se salva quando falamos sobre comida. A capacidade de transformar carnes, aves e massas em refeições com o mesmo sabor (ruim) é incrível. Porém, vez ou outra um detalhe pode chamar a tenção e até inspirar uma boa receita. Certa vez eu provei um molho para salada que se assemelhava aos italianos que podem ser encontrados nos supermercados da vida, mas que com alguns acréscimos pode se transformar em algo realmente excelente. Aqui vai a minha versão melhorada do molho.

Ingredientes:

Maionese
Azeite
Suco de meio limão
Vinagre de maçã
Alho em pasta (ou dois dentes de alho moído)
Alho em pó
Coentro picado
Flor de sal
Ervas finas
Chimichurri
Mostarda amarela (pode ser dijon)

Modo de preparo:

Com todos os ingredientes em temperatura ambiente, pegue uma tigela e coloque aproximadamente 25 ml de vinagre, o suco de limão, uma colher de sobremesa de alho em pasta, uma pitada de alho em pó e algumas flores de sal (poucas). Misture bem até que tudo se transforme em um líquido quase homogêneo. Então, acrescente as ervas finas e o chimichurri (a seu gosto), um fio de azeite, duas colheres de sobremesa de maionese e um pouco de mostarda. Misture bem até atingir a consistência semicremosa. Prove, ajuste o sal, junte um pouco de coentro picado e coloque mais mostarda caso seja necessário.

Algumas pessoas preferem o sabor mais ácido (o que necessita de mais vinagre), mas eu prefiro o molho com um toque cítrico mais acentuado. Sendo assim, sempre deixo um pouco de suco de limão de reserva, caso seja preciso deixar o sabor mais forte.

Aproveite.

Paul McCartney e Donovan: Heather

Em 1968, Paul McCartney era recém casado e tinha uma enteada (Heather), uma menininha que pode ser vista em algumas cenas do filme Let it Be. Donovan era/é um músico inglês, uma espécie de trovador, no estilo de Bob Dylan. Durante as sessões de gravação do disco Postcards, de Mary Hopkin, os dois se encontraram e tocaram algumas canções. Entre elas estava Heather, que se mantém inédita até hoje. Eu gosto dessas canções de violão no estilo Blackbird.


 

Pretos ou pardos são 63,7% dos desocupados

Numa época onde todos os assuntos têm alguma correlação com o politicamente correto, sei que vai aparecer alguém para dizer que os dados da notícia abaixo são preconceituosos. Imagino que também aparecerão os doutores e estudiosos sociais que farão verdadeiros tratados sobre como a sociedade é injusta e impõe restrições às pessoas dessas raças. Bem, vamos deixar claro que a nossa sociedade não é justa (alguma é?), que é preciso melhorar os indicadores sociais no Brasil () e que nem sempre as oportunidades aparecem para todos. Porém, é preciso deixar claro que nem toda mulher que morre é vítima de (argh) feminicídio, que nem todo gay agredido é por conta da sua orientação sexual e que nem todo negro/preto é vítima de racismo.

Precisamos melhorar o Brasil em quase todos os aspectos (Educação, Segurança, Economia), mas precisamos também deixar de lado o pensamento assistencialista e populista que muitos levantam como uma bandeira das mais lógicas e importantes da nossa sociedade. Não vou entrar na discussão política, mas espero que a maioria das pessoas possam interpretar os dados da pesquisa do IBGE sem idealismos político-partidários.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, no terceiro trimestre de 2017, aponta que, dos 13 milhões de brasileiros desocupados, 8,3 milhões eram pretos ou pardos, ou seja 63,7%.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, o rendimento dos trabalhadores pretos e pardos também era menor: R$1.531, enquanto o dos brancos era de R$2.757.

Dos 23,2 milhões de empregados pretos ou pardos do setor privado, apenas 16,6 milhões tinham carteira de trabalho assinada. Outro dado relevante da pesquisa é que a participação dos trabalhadores pretos e pardos era superior à dos brancos na agropecuária, na construção, em alojamento e alimentação e, principalmente, nos serviços domésticos. É o caso do vigilante Everton Souza, de 35 anos. Ele trabalhava com serviços gerais em uma empresa que presta serviços para órgãos públicos e quem se destacava neste emprego, tinha a oportunidade de fazer um processo seletivo para ser promovido. Após passar por algumas fases, disseram que ele não tinha o perfil para a vaga.

“Eu e mais dois se destacamos, só que só tinha uma vaga. Beleza. Aí nós fizemos a seleção entre nós, fizemos a dinâmica, aí eu saí melhor do que os outros dois camaradas. Só que, quando ele viu, tipo assim, ele olhou para mim e eu acho que ele viu que eu era negro e falou que eu não tinha o perfil adequado para a vaga que eles tinham disponível, sendo que eu tinha sido o melhor de todo o processo seletivo lá que foi feito. Me senti discriminado.”

Fonte: Agência Rádio Mais

Venda de guitarras despenca 80% em cinco anos no Brasil

Blackie, a Fender mais famosa do mundo, em NY

Enquanto outros ritmos parecem perder o pudor em adotar a guitarra como instrumento musical, a informação de que a venda de guitarras vem caindo no Brasil assusta. Afinal, a guitarra está associada ao rock – talvez o mais nobre dos ritmos populares – e pode significar que os samplers estão se tornando mais importante que os bons instrumentistas.

É verdade que os rockeiros mais importantes da história ou estão morendo ou se aposentando, mas saber que empresas como Fender e Gibson estão enfrentando problemas financeiros é de deixar lágrimas nos olhos.

Podemos lembrar dos abusivos preços cobrados no Brasil – o que faz com que a maioria dos instrumentos de grife sejam comprados lá fora – e que essa pode ser uma das principais razões para a queda nas vendas. Infelizmente, parece que estamos cada vez mais longe de um dia termos outros Hendrix, Claptons ou Pages andando e tocando no nosso planeta.

Saiba mais sobre o assunto

Cartórios conveniados com a PF poderão emitir passaportes

Os problemas para a emissão de passaportes vêm se repetindo ano após anos pelas mais diversas razões. A última delas, se dá por conta do temporal que atingiu o Rio de Janeiro nesta quinta-feira (14 de fevereiro de 2018). Agora, chega a notícia de que alguns cartórios vão poder emitir o documento. Se essa é uma notícia boa eu realmente não sei (dado os diversos casos de corrupção, além da burocracia), mas vale o registro, já que pode se tornar uma opção para quem não tem como se locomover até um dos postos da PF.

Cartórios conveniados com a Polícia Federal poderão emitir passaportes

Os cartórios de todo o Brasil receberam autorização para iniciar o processo de emissão de passaporte para cidadãos brasileiros. Com a novidade, não será mais obrigatório solicitar o documento apenas em órgãos públicos, assim diminuindo a burocracia. Mas atenção: a prestação deste serviço na unidade requer um convênio que terá de ser firmado entre a Polícia Federal e a Associação Nacional dos Cartórios de Registro Natural.

A Polícia Federal poderá autorizar, também, que os cartórios participem do processo de renovação de passaportes. Neste caso, quem pagar uma taxa extra pelo serviço poderá ir ao local, onde terá as digitais colhidas e enviadas à PF para validação dos dados pessoais. A medida administrativa foi anunciada em 26 de janeiro pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Marcio Evangelista, a medida não afeta a confiabilidade do passaporte brasileiro, que obedece a exigências internacionais de segurança. “A Polícia Federal continuará responsável por emitir o passaporte. O convênio só permitirá o compartilhamento do cadastro de informações dos cidadãos brasileiros com os cartórios, que apenas colherão as digitais e confirmarão para a Polícia Federal a identidade de quem solicitar o documento”.

Outro serviço disponibilizado é o de emissão de documento de identidade (RG), caso o cartório seja conveniado a Secretaria de Segurança Pública.

Fonte: Melhores Destinos

Receitas – Croquetes de Carne

Relembrando uma boa receita

F(r)ases da Vida - O Blog do feroli

Estes croquetes de carne são ideais para serem preparados em dias festivos ou que peçam uma cervejinha gelada.

Modo de preparo:

Meia xícara de chá de azeite de oliva
Uma cebola média ralada
Dois dentes de alho amassados
Meia quilo de carne moída
Uma xícara de chá de molho de tomate
Meia xícara de chá de azeitona preta picada
Um sachê de caldo de carne
Uma colher de chá de molho de pimenta
Duas colheres de sopa de salsinha picada
Sal
Uma xícara de chá de farinha de trigo
Três xícaras de chá de farinha de rosca
Óleo

Modo de preparo:

Aqueça o azeite em uma panela e refogue a cebola e o alho. Acrescente a carne e deixe refogar por mais 15 minutos no fogo médio ou até que esteja cozida. Em seguida, acrescente o molho de tomate, a azeitona, o caldo de carne, o molho de pimenta e deixe apurar por mais dez minutos. Por fim, acrescente a…

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A Nestlé vai desistir do chocolate?

Não sei se a maioria das pessoas tem conhecimento, mas a Nestlé vendeu a sua divisão de doces nos Estados Unidos. Se isso vai ser uma tendência da empresa ou se foi apenas um negócio de ocasião, só o tempo vai dizer.

A venda da divisão de doces nos Estados Unidos para a Ferrero vai além de um alinhamento de portfólio e sinaliza o foco da empresa em alimentação saudável

A compra da divisão de doces da Nestlé nos Estados Unidos pela italiana Ferrero, anunciada nesta terça-feira, 16, foi a segunda grande transação envolvendo Mark Schneider, CEO da companhia suíça desde dezembro de 2016. Os analistas de mercado já davam a venda como certa e indicavam que esse movimento da Nestlé — em se desfazer de marcas de chocolates e confeitos como BabyRuth, Butterfinger e Crunch – vai muito além do que apenas redirecionar esforços no portfólio, mas compõe a missão de Schneider: orientar a companhia para um portfólio mais saudável.

O movimento da empresa, desde que Schneider assumiu, está em linha com o que outras grandes companhias de alimentos como PepsiCo, General Mills e Kraft Heinz vêm fazendo. Em dezembro do ano passado, a Nestlé pagou US$ 2,3 bilhões pela fabricante de vitaminas Atrium Innovations. Já sua divisão de doces nos Estados Unidos foi vendida por US$ 2,8 bilhões. De acordo com a Euromonitor, naquele país, o market share da Nestlé em chocolates é de 8,3%, atrás de Hershey’s, Mars e Lindt, a presença de mercado da Ferrero é de 3,2%. No mundo, a Nestlé ocupa a terceira posição com 9,6% de share, atrás de Mars e Mondelez.

Apesar do novo direcionamento estratégico da Nestlé, o argumento oficial dado pela empresa, de acordo com a Reuters, foi o baixo desempenho da divisão de chocolates nos EUA. Raphael Moreau, analista sênior de alimentação e nutrição da Euromonitor, afirma que uma das principais marcas da Nestlé no mercado americano, a Butterfinger, sofreu contra concorrentes com um posicionamento premium e marketing agressivo, incluindo Lindt e Mars. “Embora as empresas de private equity tenham demonstrado interesse, é provável que a Ferrero esteja disposta a pagar um prêmio de preço mais alto para alcançar seu objetivo estratégico de aumentar sua presença nos EUA. A transação pode fazer da Ferrero um dos maiores players de chocolate do mundo”, diz Moreau.

Gabriel Rossi, consultor e professor da ESPM, aponta que se trata de uma redução de portfólio, porém, há também a preocupação da empresa de crescer em novos nichos e segmentos promissores. “Cabe lembrar que o fato de uma marca ser forte e tradicional no mercado, além de ser flexível, não significa que a sua extensão seja um sucesso em relação aos concorrentes com maior economia de escala, mais rápidos e com melhor relacionamento com os fornecedores da categoria”, afirma.

De acordo com Luís Eduardo Ribeiro, diretor da Lelo Logística, esse movimento reflete diferentes momentos da Ferrero e da Nestlé. “A Ferrero busca escala — produtividade e força de negociação — e ganha participação de mercado se consolidando como gigante de doces e chocolates no mercado americano. Já a Nestlé quer apostar em segmentos saudáveis ou de margens maiores, como café, comida para animais, água e suplementos nutricionais”. Ele reforça que com a venda, a Nestlé ganha reforço de caixa para aquisições com foco saudável. “Outros negócios podem acontecer em breve de acordo com negociações que a empresa vem fazendo com a Merck”, diz Ribeiro referindo-se às tentativas da empresa suíça de tentar comprar a unidade de consumos da farmacêutica Merck.

Luiz Morcelli, CMO do Ahoy! Berlin, responsável pela chegada da Berlin School ao Brasil, afirma que o negócio é um sinal claro do caminho que a Nestlé está tomando. “Desde que escolheu esse novo CEO, que veio de uma empresa bem tradicional alemã, ela sinaliza o foco em produtos mais saudáveis com uma venda significativa num mercado de consumo tão pesado como americano. E, além dessa venda emblemática, ela é a principal candidata a adquirir as operações da Merck na área de produtos de consumo, como vitaminas e suplementos nutricionais”.

Fonte: Meio & Mensagem

 

Palavra do Dia – Superficialidade

Muitos seres humanos têm por característica a superficialidade, seja por falta de conteúdo, como um mecanismo de proteção ou por opção de vida. A superficialidade pode ser expressada de várias maneiras e, normalmente, é encoberta por uma atitude proativa e cheia de segurança.

O superficial pode ser detectado nas amizades – afinal, ter milhões de amigos que são levados para festas em casa não significa que sejam confiáveis -, nos relacionamentos – aqueles que acontecem após um cruzar de olhos em um ônibus ou avião e não nos que são baseados em entrega e troca -, em caixas – sejam elas cheias de bolas de gude ou camisinhas – ou na incontrolável necessidade de demonstrar que a alma é livre e sem destino.

Não vamos confundir superficialidade com dissimulação (são coisas bem diferentes). Fico triste toda vez que vejo uma pessoa fugir de algo apenas por conta da falta de comprometimento e medo de algo que fuja do que pode ser considerado raso. Para muitos, se abrir é um verdadeiro tormento e se expor é algo que pode dar aos outros a chance de conhecer o que se esconde lá no fundo do seu ser.

Para manter a capa de superficialidade muitos riem (muito e alto), outros precisam manter a popularidade. Mas a superficialidade pode estar também na música, na política ou no estilo de vida. Nem sempre ser superficial é ruim. Há casos nos quais pode até ser uma boa tática de sobrevivência, mas sejamos honestos, é muito desagradável ver pessoas sendo enganadas por uma linda e superficial camada de personalidade.

Definição

superficialidade:

s.f. Superficialismo; condição ou qualidade do que é superficial, básico, elementar, pouco profundo: a superficialidade dos comentários na internet.

Observação ou análise feita sem reflexão, sem profundidade: os políticos se mantiveram em superficialidades.

Caráter do que não é profundo, daquilo que se situa na superfície.

(Etm. superficial + i + dade)


Sinônimos
:

superficialismo

Classe gramatical:

substantivo feminino

Citações:

“Ler é sonhar pela mão de outrem. Ler mal e por alto é libertarmo-nos da mão que nos conduz. A superficialidade na erudição é o melhor modo de ler bem e ser profundo.” – Fernando Pessoa

“Nada é mais insondável do que a superficialidade da mulher.” – Karl Kraus

*Esse texto foi escrito entre 2007 e 2008

Wendy’s no Super Bowl

O Super Bowl é a maior audiência esportiva da TV americana e os espaços comerciais são os mais caros do mundo. Alguns anúncios são criativos, outros convencionais, mas, em 2018, o que mais me chamou a atenção foi o comercial do Wendy’s, uma cadeia de fast food que usa hambúrgueres quadrados e cheios de gordura. Pena que ela não esteja representada no Rio de Janeiro