Mais Paul McCartney ao vivo em 2010

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Parabéns para o Deus: Eric Clapton faz 65 anos

De prodígio para Deus. Obrigado pela sua música.

Leia outros textos meus sobre Eric Clapton:

Eric Clapton’s Behind the Sun

Eric Clapton inicia turnê sem Layla e Roger Daltrey sem Behind Blue Eyes

Um celular bluseiro

O debut de Clapton em versão de luxo

Eric Clapton vai para a estrada com Jeff Beck, Roger Daltrey e Steve Winwood

Eric Clapton and Steve Winwood Live at Madison Square Garden

Clapton: Uma autobiografia capenga

Eric Clapton: Nova biografia

Pêssegos e Diesel

A vida é aquilo que acontece enquanto você está fazendo outros planos – John Lennon

Definitivamente fazer planos é uma tremenda perda de tempo. Melhor que planejar, que sonhar, é procurar perceber os pequenos sinais, os gestos que podem mudar tudo de um minuto para o outro. De nada adianta querer, desenhar ou se esforçar. A vida, essa coisa inexplicavelmente linear e cruel, passa, muitas vezes como um caminhão sobre um pobre tomate que atravessava uma rua.

A poeira do lado errado da cama, as moedas retiradas da mesa da sala ou até mesmo uma resposta vaga podem ser um alerta. A vontade em não dar importância a compromissos assumidos – sempre com você, claro – devem sempre desfazer sonhos, planos, ideias.

E as palavras, eu que vivo delas, onde estão?Armando Nogueira

A vida não perdoa, como diria o mestre citado acima, é uma menina sapeca. Infelizmente, pode ser sapeca e egoísta, como muitos que conhecemos, deixando um rastro de voz alta e sorrisos perdidos, sem palavras inteligíveis.

Olhando daqui de cima, vendo o mar, os campos de pelada e a falação dos colegas, fico com a certeza de que a vida não vai me dar a chance de domá-la do jeito que queria.

xxxxxxxxxxxxxxx

O texto acima é do fim dos anos 90. Achei interessante publicá-lo, pela citação da frase de Armando Nogueira.

Mais uma do velho Macca: Paul McCartney resgata clássicos do Wings

Há tempo que reclamo de que oa shows de Paul McCartney se tornaran uma grande ode aos Beatles, deixando de lado sua carreira solo e os anos que passou como membro e lider do Wings. O seu ultimo CD/DVD ao vivo – Good Evening New York City – mostra isso. Mas, de maneira surpreendente, seu mais recente concerto, em 28/3/10, na Jobing.com Arena, em Phoenix, nos Estados Unidos, trouxe varias cancões que nunca foram tocadas ou estavam esquecidas faz décadas.

Abaixo a set list do show de McCartney (em negrito as novidades no repertorio) e dois vídeos do concerto de 2010 e uma versão de 1985, gravada em 1974. Compare as duas versões.

Venus And Mars/Rock Show
Jet
All My Loving
Got To Get You Into My Life
Highway
Let Me Roll It/Foxy Lady
The Long And Winding Road
Nineteen Hundred And Eighty Five
(I Want To) Come Home
My Love
I’m Looking Through You
Every Night
Two Of Us
Blackbird
Here Today
Dance Tonight
Mrs. Vandebilt
Eleanor Rigby
Something
Letting Go
Sing The Changes
Band On The Run
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Back in the USSR
I’ve got a feeling
Paperback writer
A day in the life/Give peace a chance
Let it be
Live And Let die
Hey Jude

Day Tripper
Lady Madonna
Get back

Yesterday
Helter Skelter
Sgt. Pepper’s ( reprise )
The End

Nova Pesquisa: Se você pudesse escolher, qual série não acabaria?

Como avisei alguns posts abaixo, a série 24 Horas vai acabar. Outras, como Lost, também já tiveram seu final anunciado e outras estão sob observação.

Se você pudesse escolher, qual série não acabaria?

Responda a pesquisa ai do lado direito da sua tela.

A pesquisa anterior, que perguntava qual o veículo de comunicação era mais confiável, terminou com o seguinte resultado:

Televisão 42%
Jornais 31%
Portais da Internet 17%
Rádio 6%
Outro: 6%

O Brasil Perde Armando Nogueira – 29/3/10

Jornalista, cronista eportivo, poeta. Armando Nogueira foi, entre muitas outras coisas, o criador do Jornal Nacional e do conceito original do Globo Repórter. Morreu, nesta segunda-feira (29/3/10) em sua casa, na Lagoa, aos 83 anos, vítima de um câncer, que o tirou das câmeras desde 2007.

O jornalismo perde um pioneiro, um mestre. O Brasil perde uma mente que fez muito pelo país.

R.I.P.

E Jack Bauer Mórreu!

Pelo jeito Nova York não deu sorte para Kiefer Sutherland & Cia. A Fox – rede de TV que produz o seriado 24 Horas – decidiu cancelar a produção ao final desta oitava temporada.

Parecde que a audiencia fraca foi decisiva para que Jack Bauer morresse (pelo menos na TV). A esperança é que os produtores consigam terminar a saga no cinema.

A série vai deixar muitos órfãos. Né, Debinha?

Saiba mais sobre o cancelamento aqui.

Celso Blues Boy – Teatro Rival – 24 e 25/3/10

Continuando as comemorações pelos 76 anos do Teatro Rival, Celso Blues Boy – o maior e um dos menos aproveitados guitarristas de blues do Brasil – subiu ao palco com uma série de amigos para apresentar dois shows baseados no CD/DVD Quem Foi Que Falou Que Acabou o Rock’N’Roll?

Os cabelos já podem estar escassos, a cerveja pode ser sem álcool, mas Blues Boy continua mandando muito bem. Com pequenas surpresas no repertório, que incluiu uma versão de Indiana, canção que gravou com B. B. King, e que quase nunca toca ao vivo, ele desfilou convidados e sucessos, acompanhados por um público que reverenciava o mestre a cada nota.

Tico Santa Cruz (Detonautas), Roberto Liy (Produtor e ex-baixista do Erva Doce), Jefferson Gonçalves (Gaita), Big Joe Manfra (Blues Man) e Leoni, também foram até o Rival para participar dos shows.

Na primeira noite, que contou com a presença (por algumas músicas) do presidente e eterno ídolo do Vasco, Roberto Dinamite, Celso entrou vestindo uma camisa do goleiro Fernando Pras, presente do presidente, e pareceu mais motivado e com muito mais técnica do que o atual time cruzmaltino. Um coro vascaíno surgiu no teatro, talvez para celebrar o músico, o ex-atleta ou apenas para sair da mesmice popular dos sem imaginação.

Os convidados, diferentemente do que acontece na maioria das vezes, funcionaram muito bem. Jefferson levou sua gaita para Dama da Noite e Expresso da Noite, Tico dividiu os vocais em Marginal e Expresso da Noite, além, claro da catarse final com Aumenta Que Isso Ai É Rock’N’Roll.

O público pode não ter lotado o Rival nos dois dias (sempre com lotação por volta dos 70%), mas deu uma demonstração de força e fidelidade, que rivalizaram com a fé macumbeira de Rita Ribeiro.

Que Celso volte mais e mais vezes ao Rio. Precisamos de músicos assim.

Nota: 9

Cinema: Dupla Implacável – Um Travolta Duro de Matar (e Engolir)

From Paris With Love, que no Brasil ganhou o singelo título de Dupla Implacável, é mais um daqueles filmes de ação que deveriam ir direto para o mercado via DVD. Estrelado por John Travolta e Jonathan Rhys Meyers (de Match Point) e dirigido por Pierre Morel (O Transportador), o longa é mais um daqueles onde um super-espiãomatador (Travolta), se une a um novato (Meyers) para matar muita gente e salvar o mundo. Bem, neste caso, impedir um atentado terrorista.

Muitos tiros, muito sangue, alguma tentativa de humor, as inevitáveis perseguições de automóvel, uma história fraca e uma direção que não soube tirar o melhor dos dois bons atores. Esse é o resumo.

Travolta faz um mix de seus personagens em Pulp Fiction, A Senha (Swordfish), A Outra Face (Face / Off) e O Seqüestro do Metrô (The Taking of Pelham 123). Meyers interpreta um espião que quer deixar as missões internas e ir para o campo de batalha. Nada de novo, com um fim previsível.

O filme não é uma catástrofe (deve ser uma boa diversão numa Tela Quente da vida), mas está longe de valer o esforço e investimento que fazem alguém ir ao cinema. Até porque engolir John Travolta fazendo um filme de ação a essa altura do campeonato é dose para elefante parrudo.

O mais interessante do longa é mesmo que ele se passa em Paris e não na sempre presente Nova York. As paisagens são diferentes, as ruas mais estreitas e…acho que só isso mesmo.

O filme estreou nos cinemas do Rio (e do Brasil) nesta sexta (26), mas a cabine só aconteceu na quinta (25) portanto, acho que serão poucas as chances de alguém ler uma crítica sobre ele antes de sair de casa.

Como disse, melhor esperar pelo lançamento em DVD.

Parabéns para o Rival, um show de resistência cultural

Dia 22 de março de 2010 o teatro Rival – hoje Rival Petrobras – completou 76 anos de idade. Palco de alguns dos mais importantes espetáculos musicais e teatrais do país, o Rival, totalmente reformado, ganhou vida nova e abriga shows de ótima qualidade com preços acessíveis.

Quem não conhece, precisa. Afinal, o Rival é mesmo um Show de Resistência Cultural.

PS: No dia do aniversário aconteceu mais uma edição do Palco MPB (programa da rádio MPB FM), com Rita Ribeiro mostrando o seu TecnoMacumba.

Teatro Rival Petrobras
Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia


Impotência é forte indicador de ataques cardíacos

Alemães descobriram que a impotência pode ser um sintoma de ataques cardíacos. Espero que o medico que fizer meu próximo check up leve isso em consideração e me poupe daqueles testes e exames desnecessários.

Leia mais sobre o assunto

Um estudo alemão revelou que impotência sexual é um forte sinal em pacientes de alto risco de que estes podem estar perto de sofrer um ataque cardíaco. A pesquisa da Universidade do Sarre, na Alemanha, concluiu que entre os homens portadores de doenças cardíacas, aqueles que também apresentam quadros de impotência sexual têm o dobro de chance de sofrerem um ataque cardíaco.

Segundo o estudo, a probabilidade dos portadores de disfunção erétil sofrerem um derrame cerebral é 10% maior do que a dos demais pacientes cardíacos, enquanto que a possibilidade de precisarem ser hospitalizados por insuficiência cardíaca é 20% superior.

Os cientistas alemães acompanharam 1519 homens de 13 países diferentes que já possuíam alguma doença cardíaca. Os participantes foram perguntados sobre uma possível disfunção erétil no início da pesquisa, depois de dois anos e após cinco anos.

O grupo concluiu que a disfunção erétil é “um potente indicador” de mortes relacionadas a problemas cardíacos, como “infarto do miocárdio, derrame cerebral, e insuficiência cardíaca”. Para os autores do estudo, homens que estão tratando problemas de disfunção erétil deveriam fazer exames para saber se sofrem ou tem propensão a problemas cardíacos.

“Esses homens estão sendo tratados por disfunção erétil, mas não pela doença cardiovascular fundamental. Um grupo inteiro de homens está sendo posto em risco”, disse Michael Böhm, um dos autores do estudo. A pesquisa explica que a impotência sexual está ligada ao fluxo inadequado de sangue nas artérias penianas.

Portanto, para muitos homens, a dificuldade constante de se atingir uma ereção pode ser um sinal prévio de que suas artérias estão tornando-se mais estreitas. Com base nisso, os autores da pesquisa defendem que os médicos deveriam indagar seus pacientes com mais de 40 anos sobre sua vida sexual, pois esses homens dificilmente tomam a iniciativa de relatar esse tipo de problema.

Fonte? BBC Brasil

Still Crazy After All These Years

Paul Simon

I met my old lover

On the street last night

She seemed so glad to see me

I just smiled

And we talked about some old times

And we drank ourselves some beers

Still crazy after all these years

Still crazy after all these years

I`m not the kind of man

Who tends to socialize

I seem to lean on

Old familiar ways.

And I ain`t no fool for love songs

That whisper in my ears

Still crazy after all these years

Still crazy after all these years

Four in the morning

Tapped out

Yawning

Longing my life away

I`ll never worry

Why should I ?

It`s all gonna fade

Now I sit by my window

And I watch the cars roll by

I fear I`ll do some damage

One fine day

But I would not be convicted

By a jury of my peers

Still crazy after all these years

Receitas: Cebolas Recheadas

Um dos melhores momentos na hora de cozinhar é recriar receitas usando os ingredientes e o dinheiro disponível. Muitas vezes o resultado é tão bom quanto e o custo pode cair até pela metade. Hoje vou colocar a receita de um acompanhamento que muita gente pode olhar torto (tem uma legião de odiadores de cebola), mas que fica sensacional e serve muito bem como suporte a um empadão, quiche ou frango.

Cebola Recheada

Ingredientes:

8 cebolas grandes
200g de presunto da sua preferência (ou 100g de presunto cozido e outras 100g de presunto cru)
3 ovos (dois batidos e um cozido)
1 xícara de salsa
2 fatias de pão de forma
½ xícara de leite
50g de queijo parmesão ralado
Sal e pimenta do reino a gosto
50g de manteiga

Modo de fazer:

Pique o(s) presunto(s) em pedaços bem pequenos e coloque em um prato com a salsa, também picada. Em uma panela com bastante água, coloque para cozinhar as cebolas e um ovo. As cebolas podem ser cozidas com casca e é preciso ter cuidado para não deixá-las cozinhar demais.

Depois de cozidas, tire as camadas duras da casca e, com uma colher pequena (pode ser de chá), retire o miolo, deixando apenas algumas camadas – o suficiente para que elas fiquem firmes.

Descasque o ovo, pique e coloque junto do presunto e da salsa. Pegue as fatias de pão, mergulhe no leite, destrinche e coloque junto dos outros ingredientes. Misture tudo em uma tijela, tempere com o sal e a pimenta do reino (lembre-se de que a cebola fica doce e de que o recheio precisa ser mais salgado que o normal). Por último, junte o ovo cru, para que o recheio fique ligado.

Agora, recheie as cebolas dentro de um refratário – que não precisa estar untado – e coloque um pouco de manteiga e queijo ralado por cima delas. Leva ao forno pré-aquecido (uns 200ºC) e espere o queijo ficar dourado.

É um ótimo acompanhamento e combina muito bem com arroz branco e/ou com passas ou alho poró.

Infelizmente não tirei fotos do prato arrumado. A fome era grande demais.

Segunda-feira infernal – Evil

It’s a long way from home,
Can’t sleep at night.
Call on your telephone;
Something just ain’t right.
That’s evil, evil is going on wrong.
I want to warn you brother,
You better watch your happy home.

You make it to your house,
Knock on the front door,
Run ‘round to the back;
You’ll catch him just before he goes.
That’s evil, evil is going on.
I have warned you brother,
You better watch your happy home.

If you call on the telephone
And she answers long and slow,
Grab the first thing smoking
And you have to haul her home.
That’s evil, evil is going on wrong.
I have warned you brother,
You better watch your happy home.

Parceiro x Companheiro

Algumas palavras apresentam similaridades e escondem diferenças que são suficientemente grandes para definir os rumos de um relacionamento. Amigos, conhecidos e amantes deveriam procurar entender seus significados antes de usá-las por ai, esperando que os outros entrem em suas cabeças e entendam o que querem dizer. Abaixo cito dois exemplos de palavras cujas definições deveriam ser ensinadas nas escolas do país.

Parceiro – é uma gíria carioca muito usada por jovens, designando uma relação de amizade, companheirismo, camaradagem etc. Já o dicionário nos diz:

(par.cei.ro)

1. Que faz par com; que é muito semelhante a outro; PARELHO
sm.
2. Pessoa que faz parceria (para dançar, jogar, participar de empreendimento etc.).
3. Companheiro, camarada.
4. Pessoa com quem se tem relação sexual.
5. Pop. Finório espertalhão.
[F.: Do lat. partiarius, a, um.]

Quanto ao companheiro, a coisa é mais embaixo:

(com.pa.nhei. ro)

1. Que acompanha alguém (animal companheiro)
2. Que acompanha alguma coisa, combinando com ela: sapato e bolsa companheiros
sm.
3. Aquele ou aquilo que acompanha, faz companhia
4. Aquele que tem uma convivência íntima e harmoniosa com alguém, com mútua proteção, ajuda, compartilhamento etc.; CAMARADA; PARCEIRO
5. Homem casado, ou que vive maritalmente com uma mulher,
6. Forma de tratamento entre amigos, camaradas, conhecidos etc., ou eventual, como chamamento: Ei, companheiro, você pode me ajudar a tirar o carro da vaga?
7. Astron. Estrela companheira (2), que forma com outra um sistema de duas estrelas (sendo ou não visível)
[F.: companha (séc. XIII ‘grupo de pessoas que seguem juntas’) + -eiro]

Erasmo Carlos e Blitz – Morro da Urca – 19/3/10

O projeto Verão do Morro – que leva shows e cinema para o Morro da Urca e que, este ano, já tinha sido palco de uma excelente apresentação da cantora Maria Gadu, recebeu nesta sexta-feira (19/3/10) Erasmo Carlos e a Blitz.

Com uma temperatura agradável, sem as chuvas, dilúvios, ventanias, tempestades e afins que andaram atingindo o Rio e causando até mesmo o adiamento de alguns shows, o Tremendão levou seu show Rock’n’Roll para uma animada e já acima dos 40. Antes, um interessante documentário sobre o grupo de teatro Dzi Croquettes.

Erasmo, que fez uma versão um pouco reduzida do espetáculo que estreou no Vivo Rio, em setembro de 2009 , conseguiu cativar o público, que vibrava com os velhos sucessos, com os novos arranjos para clássicos da jovem guarda, e que recebeu com respeito as composições do último disco.

De diferente mesmo, só a retirada do bloco no qual cantava músicas que foram imortalizadas na voz de Roberto Carlos, mas que têm DNA de Erasmo. A exclusão foi pela necessidade de fazer a Blitz entrar no palco em um horário ao menos razoável para uma platéia mais velha. Não funcionou.

Pelo que se viu, era melhor o Tremendão manter o seu show na íntegra. A Blitz, que só começou a tocar depois das 3h, já pegou um anfiteatro com bem menos gente que Erasmo e, lá pelo 5º número, o lugar já estava com confortáveis espaços e uma razoável fila para pegar o bondinho de descida.

O grupo, que lançou um DVD recheado de convidados, apresentou algumas novas composições que ficam milhas distante das músicas que não paravam de tocar nas rádios nos anos 80. Além disso, e apesar do esforço de Evandro Mesquita & Cia, o cansaço diluiu a animação da audiência de maneira incontornável.

Talvez a mistura deste sábado (Paralamas do Sucesso e Afrorregae) consiga segurar o público (que deve ser bem mais jovem), mas duas atrações mais maduras é uma idéia que precisa ser revista nas próximas (toma que várias) edições do evento.

Agora, é esperar por 2011.

Erasmo Carlos – Nota 9
Blitz – 6,5

Foto e Vídeo: Jo Nunes


Missa de 7º Dia do Gaúcho

Recebi um e-mail do Caetano Silveira, filho do Gaúcho (fotógrafo da Lapa – saiba mais aqui), comunicando a realização da Missa de 7º Dia em memória dele,  Sérgio Bandarra Silveira. A cerimônia acontece  na próxima segunda-feira, dia 22 de março, as 10:00 h da manhã, na Igreja de Santo Antônio dos Pobres, localizada na rua dos Inválidos nº42, esquina com a rua do Senado.

Vamos lá que ele merece!

Morre Fess Parker, o Daniel Boone

Morreu nesta quinta-feira (18/3/10) o ator, empresário e viticultor Fess E. Parker, conhecido no Brasil por interpretar o cowboy Daniel Boone. Aos 85 anos, Parker, que trocou a carreira na TV pela contrução de complexos imobiliários,  morreu no seu vinhedo na Califórnia, de causas naturais.

Fess Parker também interpretou Davy Crockett, personagem não muito conhecido em terras tupiniquins, e deixa uma laegião de fãs e quarentões mais triste.

R.I.P. Fess Parker!

Para saber mais sobre a sua morte, leia o R7.

O lado B do show de B. B. King no Rio (16/3/10)

Todo show tem seus detalhes desagradáveis. Algumas vezes por conta do artista ou, na maioria, de responsabilidade de parte do público. É de conhecimento público que blues e whiskey são coisas que combinam, mas mesmo os maiores consumidores do destilado sabem respeitar um momento sagrado, como era o show de B. B. King na última terça (leia a crítica do show). Afinal, todos estavam lá para reverenciar o mestre. Bem, quase todos.

Na quente noite do Vivo Rio (o ar condicionado não segurou a lotação da casa, coisa que só tinha visto acontecer uma vez) um grupo de sete jovens resolveram detonar 2 garrafas de whiskey, o que fez com que a noção do ridículo e da altura na qual falavam. Um belo exemplo de jovens idiotas que acabaram levando uma chamada de um coroa que queria assistir (e ouvir) o show e acabaram enfiando o rabo entre as pernas. Depois, como todos que não sabem beber, acabaram ficando sentados sem ação, sob o efeito do álcool.

Será que foram pegos na Lei Seca?

Outro Lado B negativo foi a qualidade do vinho branco vendido na entrada da casa de shows (R$ 10 a taça). Imbebível!

E, para não elogiar nada, a fila para pegar o carro – sempre uma epopeia – foi rápida e civilizada.

Fotos: Ag. News

U2 ainda incerto no Brasil

A turnê 360º já tem datas marcadas de junho até outubro. Estados Unidos e vários países da Europa (incluindo dois shows em Coimbra, Portugal) estão confirmados. Por enquanto, qualquer informação sobre shows na América Latina e Brasil não passam de especulação.

Alguns veículos de informação brasileiros já confirmaram a vinda da banda, enquanto outros descartaram shows por aqui, por conta do alto custo do gigantesco palco. Mas, a informação oficial é de que ainda não há nada decidido. A única coisa certa é que os irlandeses não pousam por aqui antes de outubro.

Confira a lista de shows internacionais confirmados para o Rio de Janeiro em 2010.

B. B. King – Vivo Rio (16/3/10) – One More Time

Pode soar batido, mas, como um verdadeiro rei, B. B. King sentou-se em sua cadeira no meio do palco e tratou sua Lucille como uma verdadeira dama. Fazendo-a gemer e gritar como só um homem experiente sabe. Aos 84 anos, B. B. King pode não ter a mesma vitalidade de outros tempos, não dança mais, mas continua esbanjando charme e simpatia, conquistando suspiros de senhoras e marmanjos que lotaram o quente Vivo Rio (os ingressos estavam esgotados há mais de uma semana), no Rio de Janeiro, na abertura da parte brasileira de sua turnê  One More Time, nesta terça-feira (16/3/10). Com pouco mais de vinte minutos de atraso (nada, se comparado aos abusos cometidos por artistas brasileiros) a banda, formada por músicos cascudos, muitos acompanhando B. B. King há mais de 30 anos, começou o show. Foram 2 longas canções onde cada um mostrava suas qualidades em solos inspirados e nada excessivos, que agradaram em cheio aos cariocas. Depois do cartão de visitas dada por James “BoogaLoo” Bolden, Melvin Jackson, Walter King & Cia, entrou o rei, com o andar lento, distribuindo palhetas e sorrisos, aparentando uma forma até melhor da que mostrou em 2006, durante a Farewell Tour. Quem for assistir a um show dessa One More Time tour, não deve esperar surpresas. Apesar de deixar o público pedir canções, o mestre não foge do repertório do DVD gravado na turnê de 2006 e disponível no mercado brasileiro. Com o público literalmente a seus pés, o mestre contou piadas, falou bastante, usou os músicos da banda para recuperar o fôlego e energia. Também tocou música (e como tocou!). O setlist foi recheado de clássicos como Good Times Roll, Key to the Highway, When Love Comes to Town, You Are My Sunshine, Guess Who, Rock Me Baby, Thrill is Gone e When the Saints Go Marching In. Com duas horas quase cravadas, B. B. Se levantou da cadeira (ajudado por dois músicos), colocou seu chapéu panamá, um casaco e partiu. Mas, antes disso, prometeu voltar. Nada de despedidas dessa vez. Fotos: Ag. News

 

Perdemos o último fotógrafo da Lapa: Gaúcho

Poderia ficar falando sobre o Gaúcho, que qualquer um que já tenha frequentado a noite/madrugada da Lapa conheceu. Mas tomo a liberdade de reproduzir parte do texto publicado ontem no blog do companheiro Juarez Becosa, no Globo.

Não é boêmio de verdade quem já não o tenha visto circulando pelas mesas, de máquina na mão, paletó e gravata sempre impecáveis. E tenho certeza de que não serão poucos os leitores que se lembrarão de ter guardado em algum lugar pelo menos uma fotografia tirada por ele, uma noite qualquer, no salão do Capela, do Brasil, do Carlitos ou tantos outros que existem ou existiram ali entre os Arcos e a Gomes Freire. As mais antigas em preto em branco, reveladas com esmero num laboratório que só ele conhecia. As mais novas provavelmente já meio esmaecidas, parecendo até mais velhas ainda, geradas pela Polaroid surrada que era, há vários anos, seu único instrumento de trabalho. E que foi também o último, pois o Gaúcho morreu neste domigo, aos 76 anos, de infarto fulminante. Deixa um filho, dezenas de milhares de registros da história da Lapa e uma grande lacuna na noite da Lapa. Seu corpo será enterrado nesta quarta-feira, às 10h, no Cemitério do Catumbi.

Dizer o quê dessas coisas, que só deixam a gente mais certo de que o tempo é implacável mesmo e o futuro, por melhor que possa vir a ser, jamais será a mesma coisa? Gaúcho era o último fotógrafo de botequim no Rio, o derradeiro representante de uma profissão que agora finalmente se extinguiu na cidade.

Abaixo um perfil do Gaúcho. Você vai fazer falta!

Perdemos Peter Graves, o eterno “Mr. Missão Impossível”

Alguns podem lembrar dele como o piloto tarado de Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu, clássico do besteirol. Mas quem tem um pouco mais de idade sabe que Peter Graves (e não Tom Cruise) é a eterna cara e voz de Missão Impossível.

Não dá para ouvir a frase: Essa mensagem se autodestruirá em cinco segundos, sem lembrar do rosto do ator, que morreu nesta segunda-feira (15 de março de 2010), aos 83 anos.

A morte de Graves é mais um indício de que tô muito velho. Saravá!