Meu coração é como uma roda

Let Me Roll It
Wings

You gave me something I understand
You gave me loving in the palm of my hand
I can’t tell you how I feel
My heart is like a wheel
Let me roll it, let me roll it to you
Let me roll it, let me roll it to you

I wanna tell you, and now’s the time
I wanna tell you that you’re going to be mine
I can’t tell you how I feel
My heart is like a wheel
Let me roll it, let me roll it to you
Let me roll it, let me roll it to you

I can’t tell you how I feel
My heart is like a wheel
Let me roll it, let me roll it to you
Let me roll it, let me roll it to you

You gave me something I understand,
You gave me loving in the palm of my hand
I can’t tell you how I feel
My heart is like a wheel
Let me roll it, let me roll it to you
Let me roll it, let me roll it to you

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O Scorpions vai se aposentar

Foram 45 anos de estrada, música e sucesso. Na contra mão das reuniões, que trouxeram de volta atos como Hall & Oates, o Scorpions decidiu sair de cena. Os veteranos farofa-metaleiros alemães (no bom sentido), que lançaram um álbum de estúdio no início de 2009, fazem a última turnê mundial.

O grupo tem um grande número de fãs no Brasil e deve passar pelo país para uma despedida.

Os fãs jamais vão parar de cantar Still Loving You.

Ouça as canções do blog

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Querer, querer

Vivia bem, mesmo sem muito contato com a família
Era o que queria

Fumava, bebia e comia
Sempre o que e quem queria

Praia, sol, cachecol e horas no salão
Sempre queria mais

Fazia amigos de infância todos os dias
Sentia saudades dos novos conhecidos e nem sempre ligava para os mais velhos
Era assim que queria

Se livrava dos problemas, das amarras e responsabilidades
Enchia o peito cheia de si sempre
Sempre foi o que queria

Companhia constante, andar de braços dados
Não era o que queria

Falar todos os dias, dar satisfação
Ouvir falarem o nome do par
Nem de perto era o que queria

Carro novo, diversão com rumo
Hábitos de velho
Era tudo que não dizia que queria

Festa na morte, nada de choro
O que queria, felizmente, não tinha mais importância

O mundo vai acabar: Keith Richards, dos Rolling Stones, parou de beber

Essa é uma daquelas notícias que aumentam a sensação de que o mundo está mesmo chegando ao fim. Após décadas de uma sobrevivência que desafiava a lógica – com abuso de drogas e álcool e qualquer outra substância ilegal e que dê um barato Keith ‘Caveira’ Richards chegou a conclusão de que é hora de parar de beber! Uma decisão espantosa, vinda de uma pessoa que pode ter cheirado o próprio pai.

Pelo jeito Keith resolveu seguir as orientações de seu médico, além de tentar fugir da realidade encontrada por seu companheiro de banda, Ronnie Wood, que sofre com sérios problemas de alcoolismo e pode até mesmo ser despedido dos Rolling Stones.

Segundo o não tão confiável jornal inglês The Sun, faz quatro meses que o roqueiro não bebe um gota sequer.

Em 2006, Richards deu declarações de que havia parado de usar drogas porque os traficantes e os químicos, com o objetivo de lucrar mais, tinham reduzido o poder entorpecente de seus narcóticos preferidos.

Uma figura que, junto com Pete Townshend e Eric Clapton, prova que o corpo humano é super-humano para alguns.

Ouça as canções do blog

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O primeiro problema para todos, homens e mulheres, não é aprender, mas desaprender.

O primeiro problema para todos, homens e mulheres, não é aprender, mas desaprender.
Gloria Steinem

Aprender é fácil.  Desaprender é que complica
Fazer amizades também é fácil, manter as que valem é que exige esforço.

Encher a cara é fácil
Ficar ao lado dos que são obrigados a manter a solteironice, também

Os pelos no corpo e um sinal no ombro não são símbolos de inteligência ou sabedoria
Conselhos devem ser ouvidos de quem pode dá-los

Deve ser bom poder manter o vidro de camisinhas sempre a mão
E a cama sempre do jeito que queremos

20 anos de Unplugged

Minhas lembranças da série Unplugged (no Brasil, Acústico), da MTV, começam quando vi uma rápida e tímida apresentação de Elton John, que por anos achei ter sido a primeira da série. Portanto, foi com alguma surpresa que descobri que no dia 21 de janeiro, comemorou-se 20 anos que o primeiro programa da série Unplugged foi ao ar, com a super-famosa banda Squeeze. Engraçado notar que, ao contrário do que acontece no Brasil, a maioria dos programas das séries norte-americana e inglesa nem chegou a ser lançada em CD e DVD, apesar de alguns sucessos de vendas como as apresentações de Eric Clapton, Paul McCartney e Rod Stewart.

Em 2009, a série teve um dos seus anos mais fracos, com artistas de menor calibre, mas nada que não possa ser mudado em 2010.

Abaixo a lista completa dos shows:

1989

Squeeze
The Smithereens e Graham Parker
10,000 Maniacs e Michael Penn
The Alarm e Nuclear Valdez
Joe Walsh e Dr. John

1990

Stevie Ray Vaughan e Joe Satriani
Michelle Shocked e Indigo Girls
Sinéad O’Connor e The Church
Don Henley
Great White e Damn Yankees
Crowded House e Tim Finn
Hall & Oates
Elton John
Aerosmith
Crosby, Stills & Nash
Ratt and Vixen
The Black Crowes e Tesla
The Allman Brothers Band
Poison

1991

The Cure
Paul McCartney
Winger e Slaughter
Sting
R.E.M.
Yo! Unplugged Rap: LL Cool J, MC Lyte, De La Soul, A Tribe Called Quest e Pop’s Cool Love
Elvis Costello

1992

Eric Clapton
Paul Simon
R&B Unplugged: Boyz II Men, Shanice e Joe Public
Mariah Carey
Pearl Jam
Queensrÿche
John Mellencamp
Annie Lennox
Eurythmics
Bruce Springsteen
k.d. lang
Arrested Development

1993

Rod Stewart (com Ronnie Wood)
Denis Leary
Neil Young
Roxette
Uptown Unplugged: Jodeci, Father MC, Mary J. Blige, Christopher Williams e Heavy D
Midnight Oil
Spoken Word I: 99, Maggie Estep, Barry Yourgrau, Reg E. Gaines, Bob Holman, Edwin Torres e Henry Rollins
10,000 Maniacs
Soul Asylum
Duran Duran
Stone Temple Pilots
Nirvana

1994

Tony Bennett
Spoken Word II: MC Lyte, Toby Huss, Bahiyyih Maroon, Eric Bogosian, Matthew Courtney, Hal Sirowitz, Gil Scott-Heron, Larry McDonald e Wanda Phipps
Spoken Word III: Max Blagg, Danny Hoch, Maggie Estep, Jim Carroll, John S. Hall e Paul Beatty
Lenny Kravitz
Robert Plant & Jimy Page
Los Fabulosos Cadillacs
Björk
Bob Dylan

1995

Hole
The Cranberries
Melissa Etheridge (com Bruce Springsteen)
Live
Sheryl Crow
Charly García
Herbert Grönemeyer
Chris Isaak
Los Caifanes
KISS
Los Tres

1996

Soda Stereo (com Andrea Echeverri)
Seal
Alice in Chains
Tori Amos
Hootie & the Blowfish
Illya Kuryaki and the Valderramas
Chage and Aska
Oasis
Maldita Vecindad

1997

Santa Sabina
Luis Alberto Spinetta
The Wallflowers
Jewel
Maxwell
BLACKstreet
Aterciopelados
Bryan Adams
Kenneth “Babyface” Edmonds (com Eric Clapton e Stevie Wonder)
Erykah Badu
Fiona Apple

1998

Björk

1999

Maná
Shakira
The Corrs
Alanis Morissette

2000

Die Fantastischen Vier
Jay-Z
No Doubt

2001

Los Ratones Paranoicos
R.E.M.
Hikaru Utada
La Ley
Staind
Alejandro Sanz

2002

Dashboard Confessional
Lauryn Hill
Die Ärzte

2003

Ken Hirai
Nickelback

2004

Diego Torres
El Tri

2005

Hitomi Yaida
Queens of the Stone Age
Giorgia Todrani
Alicia Keys
Die Toten Hosen

2006

Ricky Martin
Kayah
Korn (com Amy Lee, do Evanescence, e Robert Smith e Simon Gallup, ambos do The Cure)

2007

Hey
Bon Jovi
Mary J. Blige
Kenny Chesney
John Mayer
Ne-Yo
Joss Stone
Maroon 5

2008

Julieta Venegas
Söhne Mannheims vs. Xavier Naidoo
Wilki

2009

Sportfreunde Stiller
Adele
Silversun Pickups
All Time Low
Paramore
Katy Perry
Ayaka

Abaixo uma canção do primeiro programa da série.

Para nunca mais ficar perdido: Ovi Maps de graça

A Nokia anunciou que vai tornar gratuito o seu Ovi Maps para os serviços de GPS em telefones celulares. Isso significa que os proprietários de alguns modelos de telefone da Nokia poderão baixar o recurso, que traz informações de localização e de direção de 74 países em 46 diferentes idiomas – incluindo o português, e nunca mais se perderem.

A decisão da Nokia segue a mesma linha do Google, que liberou o software para os aparelhos que utilizam o seu sistema Android 2.0.

No Brasil, os aparelhos compatíveis com o aplicativo Ovi Mapas são o Nokia 5800 Comes With Music e o 6710 Navigator. Nas próximas semanas, a fabricante anunciou que a série de aparelhos N97 também passará a dispor do sistema. O novo aplicativo de GPS pode ser baixado pelos usuários diretamente do site da Nokia.

TI, binários e preguiça

Foram anos escrevendo sobre tecnologia. Anos falando, entrevistando e escrevendo sobre pessoas binárias, interessantes, nerds, etc. Mas uma coisa que sempre me deixou com uma pulga atrás da orelha era a atitude das equipes de TI das empresas. Geralmente pessoas competentes, mas que sempre agiam como seres superiores, que tratavam de coisas que outros mortais não tinham idéia de como funcionava. Isso, mesmo quando não tinham idéia do background de quem estavam falando.

Essas características, aliadas a uma preguiça, que sempre os faz escolher a saída mais fácil e rápida, ao invés da mais correta, sempre deixou as equipes de TI com uma fama nada agradável, na maioria das empresas. As opções de segurança de redes são o melhor exemplo dessa preguiça. Ao invés de implementar rotinas que diminuam os perigos de uma invasão, 99,34% das equipes de TI opta por bloquear todas as aplicações. Afinal, bloquear tudo é mais fácil que trabalhar para encontrar soluções personalizadas.

Outro dia encontrei um artigo bastante interessante da Computer World/Canadá falando sobre como construir uma imagem positiva da equipe de TI. O artigo foca na má comunicação como uma das principais razões para essa má fama. Hum…….

Leiam e reflitam:

Na maioria das empresas, existe uma insatisfação dos funcionários em relação à equipe de TI. E uma das primeiras providências que os CIOs podem tomar para reverter essa situação é comunicar exatamente o que os profissionais da sua área estão fazendo e quais os objetivos principais do departamento, de acordo com a analista de pesquisa da consultoria de tecnologia e gestão Info-Tech Research Group, Jennifer Perrier-Knox.

Isso porque, segundo ela, a equipe de TI tende a ser excluída do resto da estrutura organizacional. “Eles acham que ninguém os entende, nem tampouco sabe quanto trabalham e o motivo pelo qual alguns de seus projetos demoram tanto para se tornar realidade”, afirma a especialista.

Para Jennifer, a resposta para todos esses problemas está dentro da própria área de TI, a qual faz um trabalho muito pobre de comunicação sobre suas responsabilidades e importância para os resultados corporativos, bem como para o funcionamento das demais áreas de negócio.

Outra aposta dos líderes de tecnologia deve estar voltada a melhorar os serviços de atendimento aos clientes, já que eles são o primeiro ponto de contato entre o departamento e o resto da companhia. “O suporte é responsável pela primeira impressão sobre a TI e, por isso, representa o primeiro ponto a ser alterado para que a reputação da área passe a ser diferente”, informa Jennifer.

Além dessas medidas, outras ações podem ser realizadas para melhorar a imagem do departamento perante as organizações.

Trate todos da mesma forma

Funcionários tendem a ser tratados de maneiras diferentes pela TI, dependendo da área na qual atuam, segundo a gerente de uma grande instituição financeira norte-americana, Lorraine Lanham. Ela conta que, quando trabalhava diretamente com os executivos do C-level, a relação com os profissionais de tecnologia era ótima. “Todas as minhas demandas eram realizadas rapidamente, sem nenhum problema”, conta a profissional, que complementa: “No entanto, quando passei a atuar em outro nível de gestão as mesmas necessidades que antes eram sanadas rapidamente pareciam demorar uma eternidade para serem resolvidas.”

Explique o que foi feito errado para que não se repita

“Quando o departamento de TI é acionado é porque quem o chamou realmente está com problemas e, claro, além de resolvê-los, quer saber o que foi feito errado e como evitá-los no futuro”, afirma a consultora de tecnologia de uma operadora de planos de saúde norte-americana, Julia Steltmann. Ela ainda explica que, como os funcionários de tecnologia não explicam as causas do problema, é comum que o mesmo departamento realize chamados seguidos para que o suporte resolva as mesmas questões.

Evite termos técnicos

Para os demais departamentos, o profissional de TI ideal é aquele que consegue explicar uma questão técnica de forma simples e que todos entendam. Funcionários de outras áreas não têm a obrigação de conhecer as particularidades tecnológicas da companhia.

Respeite o tempo

Mesmo com o excesso de demandas das áreas de negócios, o gestor de TI tem o dever de organizar as equipes de forma que elas não acumulem semanas entre uma solicitação e o atendimento. Todos sabem que quando um departamento solicita a ajuda da tecnologia, precisa desse apoio imediatamente e não quase um mês depois.

Comunique previsões

De acordo com Jennifer, quando solicita um projeto à TI, ela quer saber quanto tempo levará até que toda a iniciativa seja concluída e qual é a margem de atraso. “Além disso, é importante ter feedbacks (retornos) ao longo do projeto para saber o que está dando certo, o que nós da área solicitante poderíamos fazer para agilizar o trabalho do pessoal de TI, entre outros”, diz Jennifer.

O início do fim da ditadura da TV aberta?

O Brasil é um país onde mais de 90% dos lares possuem um aparelho de TV. A TV funciona como instrumento de integração e até como instrumento cultural. Infelizmente, a qualidade da Cultura disseminada pela telinha vem caindo cada vez mais. Não importa como anda a luta pela liderança na audiência, a verdade é que a qualidade da programação é pobre.

A melhor saída é a TV a cabo, paga. Infelizmente (novamente), o preço ainda é proibitivo para a grande maioria da população, mesmo a que usa as gatonets. Mesmo assim, já são 7,3 milhões de pessoas com TV a cabo em suas casas. Entre janeiro e novembro de 2009, 1.030.891 de lares passaram a ter TV por assinatura.

Considerando o total de assinaturas habilitadas entre os meses de janeiro e novembro, o ano de 2009 traz o melhor desempenho para o setor dos últimos quatro anos, com crescimento de 16,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Tomara que essa tendência cresça, obrigando os canais abertos a reverem suas políticas e programações.

Rede Viral ou como espalhar notícias

Adoro essa mania de inventar novas nomenclaturas para coisas já bem velhinhas. Uma das mais novas modas são as redes virais. Quem lê pela primeira vez pode até se assustar, mas não é nada mais que o famoso compartilhamento de conteúdo.

Agora, uma pesquisa, realizada pela F/Nazca com o Datafolha, descobriu que mais da metade dos 66 milhões de internautas brasileiros identificados têm o costume de publicar conteúdos na rede.

Cerca de 45,5 milhões de pessoas, ou seja, 69% dos usuários nacionais compartilham conteúdos online, sendo que a maioria utiliza o Orkut como principal canal (54%). Os outros meios preferidos para o compartilhamento são o MSN (45%) e o e-mail (41%).

O melhor é que nem tudo é óbvio. Por exemplo, a maioria das pessoas que compartilham está no Nordeste e não no Sudeste, sabia?

De forma geral, os conteúdos mais populares na rede são as fotos – trocadas por 49% dos internautas, seguidas de textos e vídeos, ambos com 30%.

Engraçado que há empresas que contratam gente para serem virais e falam disso como se fosse uma grande novidade (espalhar notícias). Eu mesmo quase já fiz isso – aliás, people, vamos melhorar esse serviço, porque anda fraquinho e é ano de eleição.

Durou menos de 8h esse quase emprego.  😉

Boca Livre – Teatro Rival – 24/1/10

O  silêncio quase religioso que podia ser notado durante quase todas as canções do show, contrastava com a reação hiper calorosa que a platéia dava até mesmo aos números ainda inéditos, apresentados neste sábado pelo Boca Livre.

O grupo, que ainda apresenta um espetáculo baseado no lançamento do seu DVD, aprimorou a apresentação e conseguiu lotar por dois dias o Teatro Rival – o que não é fácil, principalmente em um sábado, quando poucos se animam a ir até o Centro da cidade. Lourenço Baeta, David Tygel, Maurício Maestro e Zé Renato, estão mais entrosados que nunca e cantando harmonias renovadas sobre melodias que já são conhecidas há décadas.

A duração dos aplausos durante canções como Toada, Feito Mistério e Bicicleta, mais os incessantes pedidos por Diana e Ponta de Areia, devem deixar a certeza de que o grupo precisa manter uma carreira constante, mesmo com os projetos individuais dos seus componentes.

O Boca Livre fez mais uma apresentação onde faltou tempo. O público queria mais e só saiu porque o grupo realmente tem um roteiro. Caso contrário, talvez ainda estivéssemos lá ouvindo a bela música que vem daqueles quatro afinados homens.

Nota: 10

O poder de um relacionamento está nas mãos de quem se importa menos

O lado forte de um casal quase sempre é mesmo o lado que se importa menos com a relação. Quem se importa, abre mão, agrada, faz questão de ver um sorriso no rosto do companheiro(a).

O líder é sempre aquele que pensa em si, que conjuga tudo na primeira pessoa e se preocupa em fazer que os roteiros sigam o seu script, as suas vontades. Afinal, porque se importar com o outro, se o que importa são  os seus hábitos?

Assim como a velocidade de um comboio é sempre determinado pelo mais lento, os relacionamentos têm sempre seu destino determinado pelo comprometimento (ou falta de) do seu vértice menos interessado.

Portando, quando achar alguém submisso, apagado, saiba que é ele(a) quem realmente tem o sentimento mais forte do casal.

Nessas horas vem a pergunta: Vale à pena ter o poder em um relacionamento?

Rita Lee – Vivo Rio – 16/1/10

A despedida da turnê Multishow ao Vivo não poderia ser melhor. A cidadã carioca brindou o público que lotou o Vivo Rio com um espetáculo ainda melhor do que os que havia apresentado no início da turnê. Os arranjos roqueiros, cheios de guitarras, estavam mais redondos, os vídeos – todos excelentes – com sincronização perfeita e a artista, embora sem a vitalidade de outrora, afinal, já é uma avó no alto dos seus 62 anos, divertida, inteligente e afiada, como sempre.

O set list, praticamente um greatest hits, era certeza de entretenimento e deixou muita gente rouca de tanto cantar. Claro que gosto quando um artista da estatura de Rita lança um novo trabalho autoral, mas shows como este deveriam ser obrigatórios para quem tem uma carreira tão longa e com tantos sucessos. Ovelha Negra, Doce Vampiro, Ando Meio Desligado e outros sucessos da fase mais pop, se misturaram com citações aos Mutantes. Sensacional!

Rita continua a mesma, falando de política, sexo e divertindo a plateia com seu jeito palhaço e cheio de trejeitos que reverenciam Mick Jagger e Pete Townshend. A banda – Roberto de Carvalho e Beto Lee (guitarras) Brenno di Napoli (baixo), Edu Salvitti (bateria), Danilo Santana (teclados), Débora Reis e Rita Kfouri (backing) – termina a turnê em estado de graça, sem um erro e deixando a Rainha do Rock Tupiniquim em casa. A adição dos backing vocals é daquelas decisões que só acrescentam. A Ovelha Negra já não tem a mesma potência e pode se poupar durante as quase duas horas no palco.

Detalhe: A impagável aparição de Michael Jackson em Bad é daqueles momentos para se guardar na memória. Quem não viu, chore de arrependimento.

Muito bom ver que Erasmo Carlos e Rita Lee – o Casal Real do Rock Brasileiro – ainda têm pique para guitarras e shows elaborados.

Até a próxima, Rita.

Nota: 9,5

Fotos:  Ricardo Nunes

Set List:

Final Feliz
Luz Del Fuego
Saúde
Amor e Sexo
Bwana, Bwana / Baby / Medley Mutantes
Banho de Espuma
Chega Mais
Bad (com Michael Jackson)
Obrigado não
Doce Vampiro
Ovelha Negra
Só Falta Voce

Bis:
Ando Meio Desligado
Mania de Você
Erva Venenosa
Lança Perfume

Chrome é o 3º navegador mais usado no mundo

Outra boa notícia para quem gosta de navegar bem pela rede e não tolera agüentar as distorções do Internet Exploder: O Chrome já é o 3º navegador mais usado no mundo! È mais uma prova de que há vida além da preguiça de se usar um navegador que já vem pré-instalado no sistema operacional.

Com o sucesso do Chrome e do Firefox, ressurge a esperança de que desenvolvedores e usuários tomem vergonha e usem apenas os melhores softwares e não aqueles que estão mais perto.

O Google conseguiu, em menos de 1 ano, tornar o seu navegador mais interessante, rápido e popular, ultrapassando o velho Safari, que até então ocupava o terceiro lugar na preferência dos internautas.

Detalhe importante: uma das grandes deficiências do Chrome, a falta de extensões (plugins), foi contornada. Já experimentou algum?

De acordo com uma pesquisa da Net Applications, relativa a dezembro de 2009, o produto do Google obteve 4,63% de participação no mercado de navegadores, ficando atrás do Internet Exploder, da Microsoft (que continua liderando o segmento, com mais de 60% de participação) e do Firefox, da Mozilla (detentor de 24,6% do mercado).

A idéia parece mesmo quebrar o monopólio da Microsoft. No último mês de maio, o Google lançou o seu primeiro comercial na TV, nos Estados Unidos, para promover o novo navegador. O filme teve custo de US$ 10 mil e foi exibido também no YouTube.

Cinemas terão cota mínima para filmes brasileiros

Foi só elogiar que os brasileiros foram mais ao cinema em 2009, que descobrimos uma má notícia. Mesmo com o aumento da qualidade média das produções nacionais e o sucesso dos nossos diretores, o governo achou que estava na hora de dar uma mãozinha.

Será que Tropa de Elite e Se Eu Fosse Você não ensinaram que o mercado sabe se regular? Que o número de salas reservadas é proporcional ao apelo de público do título oferecido?

Lamentável.

O decreto 7.061/2009, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece a cota mínima de dois filmes brasileiros diferentes e 28 dias de exibição nos complexos comerciais de cinema em 2010.

A “Cota de Tela” será regulamentada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e tem como objetivo promover a auto-sustentabilidade da indústria e o aumento da produção cinematográfica. Nos últimos três anos, a obrigatoriedade da cota de exibição também foi fixada em 28 dias.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o diretor da Ancine, Mário Diamante, disse que a cota de tela é sem dúvida a principal ferramenta para ajudar na expansão do cinema brasileiro. Ele ressaltou que é interessante a agência ter mantido essa estabilidade por criar condições de planejamento para as empresas exibidoras e distribuidoras.

A obrigatoriedade abrange as empresas proprietárias, locatárias ou arrendatárias de salas pertencentes à mesma empresa exibidora e que integrem espaços ou locais de exibição pública comercial localizados em um mesmo complexo.

O número de dias e filmes diferentes exibidos varia de acordo com a quantidade de salas em cada complexo. Grandes complexos com vinte salas, por exemplo, terão uma cota de 64 dias e exibirão até 11 filmes distintos.

As informações são da Agência Brasil.

O Injusto Sofrimento dos Enófilos

Esse texto foi escrito por Maurício Tagliari e publicado no Enoeventos, do querido Oscar Daud. A leitura é obrigatória!

Prometo que não vou reclamar novamente dos altíssimos impostos cobrados sobre os vinhos no Brasil. O assunto é outro. Sou só eu ou mais alguém percebe que está na moda falar mal de quem gosta de vinhos? Em alguns círculos e na mídia em geral, parece que o legal é ironizar quem demonstra um interesse mais sério a respeito de vinhos. Basta você tentar sentir o aroma de um deles em um restaurante mais descolado que alguém da mesa do lado olha torto, com ar superior, como quem diz “olha aí mais um enochato”! Às vezes, até mesmo alguém da sua mesa solta uma gracinha a respeito.

Pior! Todo texto de colunista ou blogueiro mais esperto, até os que tenho em alta conta, não perde a oportunidade de dizer o quanto é ridículo girar taça em público, que não se deve enfiar o nariz no copo, que é bobagem olhar a rolha, etc… E todos pregam na testa do coitado do enófilo o epíteto “enochato”. Já soube de conhecidos que, apesar de gostarem de bons vinhos, intimidam-se de pedi-los em público. Passaram a pedir cervejas mais finas. Mas, mesmo assim, disfarçam ao “cheirar” a bebida para não serem censurados ou ironizados.

Me pergunto qual seria a razão desta fúria. Inveja da sensibilidade alheia? Medo do desconhecido? Preguiça? Necessidade moderna de parecer tosco para ser interessante? Ou todas as anteriores? Pela minha experiência no mundo da música, aposto na última alternativa. É um estranho fenômeno moderno, este. Moderno no sentido do início do século XX. Mas que agora chegou até à classe média.

Para ser cool e sofisticados, temos de ser desleixados, proto-ignorantes. Temos de valorizar a estranheza e não gostar do que seria de bom tom gostar. Somos todos um pouco dadaístas, um pouco snobs e, por que não, um pouco toscos! Mas com “atitude”.

Por que cair de pau justamente nas “enopessoas”? Há chatos muito piores e mais ruidosos. Os cinéfilos, por exemplo. Outro dia quase saí correndo ao escutar as bobagens que uma atriz cult vomitava na fileira de trás do cinema para suas duas amigas! Mas não me ocorreu chamá-la de “cinechata”… E os maníacos por futebol? Alguns beirando o insuportável. E sem freios civilizatórios. Quem os trata por “futechatos”? E os nerds? E os geeks? A lista é enorme.

O termo enochato se disseminou de tal maneira que passou a ser arremessado contra qualquer pobre apreciador de vinho. Além disso, é uma jabuticaba! Só existe no Brasil. Há o wine bore em inglês mas não é exatamente a mesma coisa. Ou o arcaico italiano enolaio. Mas não destilam o mesmo preconceito contra o cidadão que tenta simplesmente degustar seu vinhozinho sem fazer mal ao próximo.

É claro que há chatos em qualquer atividade, trabalho ou hobby. E provavelmente um ou outro novo rico, snob e chato pode ter irritado muita gente com seu papo de vinho. Talvez até mesmo algum inocente apreciador mais entusiasmado tenha atravessado um pouco a linha da chatice. Mas, convenhamos, a reação da sociedade foi exagerada: cunhou um neologismo!

Penso tudo isso após um jantar com Maurizio Zanella, o proprietário, enólogo e ideólogo da Ca’ del Bosco, uma estrela da Franciacorta, região que produz o melhor espumante da Itália. Do nível dos melhores Champagnes.

Seu charme despojado, entusiamo e conhecimento de causa nos remete a um mundo em que apreciar vinho é a coisa mais natural. Um mundo onde não existem nem enochatos nem seus críticos. Um mundo no qual todos somos curiosos, honestos e sem preconceitos.

Zanella contou sua trajetória de estudante relapso de uma família sem tradição vitivinícola a produtor de vinhos finíssimos (e caros) com humildade e bom humor. Contou-nos que, ironicamente, os jogadores brasileiros do Milan, clube do qual é conselheiro, têm um grande interesse e uma cultura de vinhos maior do que a dos jogadores italianos. Confirmou, inclusive, que o capitão Cafu é um connaisseur.

Criticou fundamentadamente as taças flûte para beber espumantes mais encorpados e aromáticos como os Franciacorta e Champagnes. E mais, enfiou no copo seu nariz italiano despudoradamente para apreciar os deliciosos aromas de seus vinhos. E por que não seria assim? Afinal, ele nem sabe da existência dos enochatos. E não tem nenhuma razão para se sentir intimidado pelos “espertochatos”.

Para os filhos “sem tempo”

Uma reportagem sobre idosos abandonados em asilos, me fez lembrar do privilégio que é ter um avô ou avó vivos. Uma mãe e um pai convivendo conosco. Não há nada que possa ser mais importante que mantê-los perto da gente. Não há profissão ou diversão que mereça deixar alguém em um asilo só para melhorar a nossa qualidade de vida ou incrementar nossos ganhos.

Já falei disso no post Mães, avós e respeito, mas não pude deixar de lembrar que esse é o caminho mais curto para se perder alguém.

George Clooney voando alto – Up in the Air (Amor sem Escalas)

George Clooney não é o tipo do ator que ganhe muitos prêmios. Ele é um tipo como Richard Gere, que interpreta, na maioria das vezes, o mesmo personagem, cheio de charme, voz calma e que passa pouca emoção. Em Up in the Air – que ganhou o péssimo título de Amor sem Escalas – Clooney vira o jogo e consegue uma interpretação onde equilibra humor e drama, sarcasmo e sinceridade, alegria e frustração, como nunca antes na carreira. Não sei se será suficiente para ganhar o Oscar, mas a indicação ao Globo de Ouro foi mais que merecida.

O ex-médico de ER está na pele de Ryan Bingham, um executivo que tem como emprego viajar pelos Estados Unidos demitindo pessoas de empresas que estão se restruturando ou apenas sofrendo os efeitos da crise econômica. Bingham é fútil, solitário, cínico, charmoso, sem laços afetivos e com um ar de independência que mascara o vazio no qual vive.

Aqui um parêntesis: O filme retrata o pior momento da crise econômica nos Estados Unidos e o personagem principal tem um emprego inimaginável no Brasil. Aqui, os chefes são suficientemente cretinos para dizer na sua cara que a demissão não é algo pessoal. Mas, como em qualquer obra de ficção, essa realidade pode ser transferida para alguém que viaja demais coordenando parte de algum grande projeto ou algo parecido. Fecha parêntesis.

O estilo de vida autômato, sem muito contato com a família, sem o menor vestígio de comprometimento emocional com alguém e a fixação por conseguir um prêmio por um número de milhas voadas, parece perfeito, mas esconde uma alma fria, solitária e vazia. Bem característica das pessoas descoladas, profissionalmente realizadas, que amam sua individualidade e se apavoram com a possibilidade alguma mudança na sua rotina.

A descoberta de uma jovem que pretende modificar o modus operandis de como demitir uma pessoa e o encontro com uma outra empresária que vive uma rotina de trabalho parecida com a sua e com quem se envolve romanticamente, mudam a cabeça de Ryan.

O diretor Jaison Reitman (o mesmo de Juno) consegue juntar uma bela fotografia com doses de humor, drama e romance, na medida certa. Não, o filme não é uma obra prima, mas diverte e até deve fazer muita gente refletir sobre alguns aspectos de suas vidas.

Em quase nenhum momento a película segue pelo óbvio, embora algumas situações até sejam previsíveis, caso você entenda o raciocínio do diretor, que consegue manter a atenção da plateia, que precisa mesmo estar atenta aos pequenos detalhes.

O longa (como sempre) não segue fielmente o livro no qual foi baseado e que tinha um final bem mais pesado, mas a descoberta de que se é um parêntesis, já é dolorosa o suficiente. No fim, Amor sem Escalas acaba sendo um ótimo entretenimento e o elenco (Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick) tem um desempenho muito acima dos padrões encontrados em suas interpretações.

Nota: 8,5



Fotos: Divulgação

Parque da Mônica (SP) fechará em fevereiro

Depois de fechar o Parque da Mônica do Rio – funcionou entre 2000 e 2005 –, Maurício de Sousa anuncia o fechamento da versão paulista do parque, que ficava dentro do Shopping Eldorado, um dos mais famosos e luxuosos de São Paulo.

O próprio Maurício de Sousa já havia escrito no seu Twitter que a administração do shopping havia pedido a área para a utilização em novos projetos. Já a assessoria do shopping diz que que há tempos o parque de diversões não passava por uma manutenção e que gostaria de utilizar o espaço para oferecer instalações e opções de lazer mais modernas e confortáveis aos seus clientes.

O Parque da Mônica encerra sua atividades em 16 de fevereiro.

Pelo jeito os velhos personagens já não têm o mesmo apelo.

Refrigerante vitaminado

Depois de inventarem o refrigerante de leite – que aparentemente não vai decolar – os pensadores da Coca-Cola resolveram apostar no refrigerante saudável. Na São Paulo Fashion Week – evento onde as protagonistas quase nunca têm uma figura saudável – acontece o lançamento da Coca-Cola Light Plus. Refrigerante que mistura a versão light, nutrientes, vitaminas B3, B6 e B12, magnésio e zinco.

Posso até estar enganado, mas acho que o frisson (se houver) deve ficar por conta da nova lata (mais fina e bonita) e pelo (tomara) sabor, que deve ser melhor que o da versão light tradicional (o que não é difícil de conseguir).

Ainda não o encontrei nos supermercados do Rio, mas a promessa é de que estaria sendo vendido ainda na primeira quinzena de janeiro.

Os marqueteiros da Coca dizem que a nova versão vai aliar o prazer de tomar refrigerante ao conceito da nutrição. Será que isso existe?

Os 10 discos que levaria para uma ilha deserta (internacional)

Sempre faço uma brincadeira com amigos, músicos e famosos. Pergunto quais seus 10 discos favoritos e peço para listá-los. A última vez foi no (ainda) falecido Mistura Interativa.

Para nimar um pouco os comentários do blog, coloco abaixo meus 10 mais internacionais de todos os tempos.

Mandem os seus, reclamem, discordem, critiquem. A idéia é essa mesma.

Não há ordem de preferência!

1- Who’s Next – The Who

2- Tug Of War – Paul McCartney

3- Layla and Other Assorted Love Songs– Derek and the Dominos (aka, Eric Clapton)

4- Goodbye Tellow Brick Road – Elton John

5- Sweet Baby James – James Taylor

6- Bridge Over Trouble Water – Simon & Garfunkel

7- 1984 – Van Halen

8- Abbey Road – Beatles

9- Pet Sounds – Beach Boys

10- Joshua Tree – U2

A lista muda de tempos emtempos, e os discos que ficaram como reservas dessa vez foram:

All The Best Cowboys Have Chinese Eyes – Pete Townshend

Ringo – Ringo Starr

Tatoo You – Rolling Stones

PS: Confira a lista de shows internacionais que passarão pelo Rio.

PS”: A lista dos discos nacionais será publicada em um futuro não muito distante.

Os lucros de Elvis não morreram

Assim como os Beatles, Sinatra e Jimmy Hendrix, parece que o legado de Elvis Presley ainda vai alimentar muitas gerações. Depois de 33 anos de seu falecimento, o Rei do Rock continua sendo uma das celebridades mais lucrativas do planeta, de acordo com a Forbes.

Se ele morreu mesmo ou não, não sei e nem quero me aprofundar no assunto. O que não há como negar é que um artista que consegue ganhar US$ 55 milhões em 2009, não é fraco. Elvis tem 75 anos, mas com lucros de uma gostosa qualquer nos seus 20 e poucos.

Dia 8 de janeiro, data do aniversário do astro, foram várias as homenagens ao Rei do Rock, mas nenhuma foi mais comemorada pelos beneficiários do artista que os altos lucros.

Para fechar, Elvis deve ganhar um aplicativo no Facebook e uma “Barbie”.

Parabéns Elvis!