Greve dos caminhoneiros muda datas do festival de jazz e blues de Rio das Ostras

O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival vai acontecer entre os dias 15 a 17 de junho. As novas datas dos shows serão divulgadas na próxima semana.

O bloqueio das estradas e o desabastecimento de combustíveis causaram uma série de transtornos ao povo brasileiro e afetaram até mesmo o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, que aconteceria de hoje (31) até o dia 3 de junho (no feriadão de Corpus Christi), teve que alterar as suas datas, passando para o período de 15 a 17 de junho. No último dia do festival o público poderá assistir a estreia do Brasil em um telão que será instalado na Lagoa de Iriry.

– Temos mais de 70% das atrações confirmadas para as novas datas. Stanley Jordan e Armandinho, Banda Black Rio, Marlon Sette, Rosa Marya Colin e Jefferson Gonçalves, Azymuth e DJ Nuts, Igor Prado & Just Groove, Fred Sun Walk & The Dog Brothers, Amaro Freitas e Big Gilson – conta Stenio Mattos, diretor do Festival.

A nova programação será divulgada na próxima semana, no site do festival.

Abaixo a nota oficial da produção da Prefeitura de Rio das Ostras:

É com bastante tristeza que viemos anunciar em nota oficial que o Rio das Ostras Jazz & Blues será realizado em nova data: 15 a 17 de junho.

A mudança se deu em função da gravidade do desabastecimento de combustíveis e seus reflexos no município. Em nota oficial, a Prefeitura de Rio das Ostras informa que a decisão foi tomada em conjunto com a produção do evento, representantes de hotéis, pousadas e restaurantes da cidade, durante uma reunião na tarde desta segunda-feira (28).

Ainda segundo a Prefeitura, o festival é de grande importância cultural e econômica para o município.

Para a produção do Festival, o adiamento torna-se necessário para garantir a qualidade do festival. Nós da produção não nos sentiríamos a vontade em manter o festival sem as condições ideais de infraestrutura, diz Stenio Mattos, diretor do Festival. Pedimos desculpas pelo transtorno, contamos com a compreensão de todos e esperamos vocês no dia 15 para comemorarmos finalmente os nossos 15 anos!

 

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Graham Nash vai ganhar nova coletânea com raridades

Além dos sucessos solo e com os companheiros David Crosby, Stephen Stills e Neil Young, novo álbum vai trazer demos e mixagens inéditas

A Rhino, gravadora especializada em resgatar raridades de vários artistas, vai lançar no fim de junho a coletânea Over The Years, com 30 canções e demos da carreira do cantor e compositor inglês Graham Nash, um dos mais importantes nomes do rock inglês desde os anos 60, quando fez parte dos Hollies e do Crosby, Stills & Nash – e, ocasionalmente, Young.

Segundo a gravadora, o verdadeiro atrativo do novo set são mesmo as 15 demos (12 inéditas) e as duas canções (Better Days e I Used To Be King) do maravilhoso primeiro disco solo (Songs For Beginners), em novas mixagens. Realmente a Rhino precisava colocar muito material novo para poder justificar uma nova coletânea, já que em 2009 o selo lançou Reflections, um CD triplo que engloba todas as fases da sua carreira, inclusive com os Hollies. Pelo jeito, conseguiram.

– Fico feliz de apresentar minhas canções desta maneira. Espero que as pessoas gostem de ouvir os demos das minhas músicas – como as de Our House, Teach Your Children, e outras, que mostram como eu iniciei as suas composições e como elas terminaram se tornando as versões que conhecemos – diz Nash.

Lá fora, Over The Years vai ser lançado no dia 29 de junho e a edição em vinil (que não vai incluir nenhum dos demos!) só sai no dia 31 de agosto.

Setlist – Over The Years – 2CD Edition

CD 1
1. Marrakesh Express – Crosby, Stills & Nash
2. Military Madness – Graham Nash
3. Immigration Man – Crosby/Nash
4. Just A Song Before I Go – Crosby, Stills & Nash
5. I Used To Be King – Graham Nash *
6. Better Days – Graham Nash *
7. Simple Man – Graham Nash
8. Teach Your Children – Crosby, Stills, Nash & Young
9. Lady Of The Island – Crosby, Stills & Nash
10. Wind On The Water – Crosby & Nash
11. Our House – Crosby, Stills, Nash & Young
12. Cathedral – Crosby, Stills & Nash
13. Wasted On The Way – Crosby, Stills & Nash
14. Chicago/We Can Change The World – Graham Nash
15. Myself At Last – Graham Nash

* Previously unreleased mixes

CD 2: The Demos

1. Marrakesh Express – London, 1968
2. Horses Through A Rainstorm – London, 1968
3. Teach Your Children – Hollywood, 1969
4. Pre-Road Downs – Hollywood, 1969
5. Our House – San Francisco, 1969
6. Right Between The Eyes – San Francisco, 1969 *
7. Sleep Song – San Francisco, 1969 *
8. Chicago – Hollywood, 1970 *
9. Man In The Mirror – Hollywood, 1970
10. Simple Man – Hollywood, 1970
11. I Miss You – San Francisco, 1972
12. You’ll Never Be The Same – San Francisco, 1972
13. Wind On The Water – San Francisco, 1975
14. Just A Song Before I Go – San Francisco, 1976
15. Wasted On The Way – Oahu, 1980

Conheça um pouco da obra de Graham Nash

Versão brasileira da revista Rolling Stone sai de cena

Depois de 12 anos a versão impressa brasileira deixa as bancas em agosto

Mais uma má notícia para quem gosta de ler e, principalmente, para quem gosta de ler sobre música: a revista Rolling Stone vai deixar de existir na sua versão impressa, embora o Grupo Spring de Comunicação, responsável pelo título, diga que ela vai seguir com a sua versão online.

Enquanto a versão americana segue firme e forte (parece) desde 1967, a revista brasileira, lançada em 2006, chega ao fim de maneira melancólica, mantendo apenas quatro edições especiais por ano, como já acontece atualmente. Estranhamente – segundo dados da própria editora – a versão brasileira é/era a de maior circulação, depois da edição norte-americana.

Ainda não há informações sobre o que vai acontecer com os profissionais que formavam a redação da publicação. Já os assinantes serão contatados para receberem os valores pagos.

Mais uma triste notícia para a combalida imprensa musical do país.

Esse texto também foi publicado na Revista Ambrosia.

Número de brasileiros deportados dos EUA aumenta 29% entre 2016 e 2017

Antes de passar para o tópico Seguro de Viagem, das nossas Dicas de Viagens, acho que vale mostrar que a coisa não está fácil para os brasileiros que vivem nos Estados Unidos e, por conseguinte, para os brasileiros que pretendem viajar para o país.

Segundo dados oficiais do governo norte-americano, entre 2016 e 2017 houve um aumento de 29% de brasileiros deportados dos EUA. Foram 1.095 deportados em 2016, contra 1.413 em 2017.

As razões

Segundo alguns especialistas, um dos motivos para o aumento do número de brasileiros deportados é a entrada nos EUA com visto errado, embora permanecer no país após o prazo permitido também seja uma razão relevante.

De acordo com um relatório divulgado em dezembro pela Human Rights Watch, durante os sete primeiros meses da presidência de Trump, o número de imigrantes detidos no interior e não nas fronteiras dos EUA – sendo muitos deles arrancados de suas famílias e comunidades – aumentou 43% em comparação com o mesmo período em 2016. As detenções de imigrantes sem antecedentes criminais quase triplicaram.

Vale lembrar que se o seu visto for negado, um outro só pode ser pedido depois de seis meses e, caso seja deportado, a pessoa ficará sujeita a impedimento de retorno aos EUA por um período que varia entre 3 e 10 anos.

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem Parte IV(a) – Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro

Carl Palmer – Teatro Municipal de Niterói – 26/5/2018

Baterista termina turnê brasileira mostrando energia e que a magia do rock progressivo não morreu

Enquanto a história mostra que bandas de rock sofrem com a perda de seus bateristas (casos do The Who, com Keith Moon, e do Led Zeppelin, com John Bonham), algumas ficam com seu legado a cargo dos donos das baquetas. O Emerson, Lake and Palmer – formado pelos ingleses Keith Emerson, Greg Lake e Carl Palmer – entra nessa categoria.

Ícone do rock progressivo, a banda tem sua música imortalizada pelo baterista Carl Palmer, que passou pelo Brasil com a sua Carl Palmer’s ELP Legacy Tour 2018, como parte da Top Cat Series, que também trouxe o guitarrista do Genesis, Steve Hackett e o grupo Premiata Forneria Marconi. Na sua última apresentação no país, o músico e seus dois ótimos escudeiros – Paul Bielatowicz (guitarra) e Simon Fitzpatrick (baixo) – fizeram uma apresentação de gala no Teatro Municipal João Caetano, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Clássicos

Seguindo um setlist bem próximo das apresentações anteriores, Palmer desfilou uma série de clássicos de seu ex-grupo, mostrando uma vitalidade e força surpreendentes para um senhor de 68 anos e viveu o auge do sexo, drogas e rock and roll. Peças musicais como Trilogy, Lucky Man, Fanfare for the Common Man e Tarkuso ponto alto da noite -, foram executadas com precisão e muita energia.

Recuperando o fôlego

A energia do baterista era recarregada entre as músicas, quando o britânico aproveitava para contar algumas histórias sobre as canções e sobre o grupo, e ainda recuperava o fôlego antes de atacar furiosamente a sua bateria. Normalmente a parte mais chata de um show de rock fica dividido entre a hora do solo de baixo ou do solo de bateria. Nos dois casos a surpresa foi mais que agradável. Simon Fitzpatrick fez um solo onde incluiu o clássico From the Beginning, com uma técnica de dedilhado (a lá Stanley Jordan) impecáveis. Já Palmer fez seu tour de force durante Fanfare for the Common Man, quase no fim da apresentação, marcada por vários pequenos solos.

Ataque epilético ou músicos cheios de ego e talento?

Há quem diga que o ELP não era apenas a reunião de músicos talentosos tocando música complexa e pretensiosa (no bom sentido). Para muitos o estilo do grupo se aproximava mais de um ataque epilético coletivo, onde cada um tocava de maneira egoísta. Apesar de concordar que musicalmente eles tinham um grande ego (com razão), a química e entrosamento eram inegáveis. A produtividade da banda no início dos anos 70, com a gravação de 5 álbuns de extrema qualidade – Emerson, Lake & Palmer (1970), Tarkus (1971), Pictures at an Exhibition (1971), Trilogy (1972) e Brain Salad Surgery (1973) – dentro de um período de apenas três anos é típica de uma época onde mesmo as mais complexas produções eram realizadas em uma velocidade impensável para os dias de hoje, assim como alcançar vendas de 48 milhões de discos, nesses tempos de streaming.

Teatro cheio de “combustível”

– Obrigado por terem vindo nos assistir essa noite. Sei dos problemas que vocês estão tendo com combustível e outras coisas. Nós mesmos tivemos uma carreta com equipamento parada em uma estrada e tivemos que alugar alguns equipamentos – falou Palmer para a plateia em certo momento da apresentação.

Se o país sofre com o bloqueio das estradas realizado por caminhoneiros e empresários e com a total falta de habilidade e força do Governo para resolver o problema, o público de Niterói deu uma demonstração de que mesmo com os problemas no transporte e a escassez de gasolina, a boa música vence. O belíssimo Teatro Municipal de Niterói estava praticamente lotado e, tenho certeza, suas paredes – quase bicentenárias – foram revigoradas com uma energia e uma música não muito comum para o local.

No fim das contas, os que não tiveram a oportunidade de assistir ao ELP com os três integrantes ou alguma de suas reencarnações, teve uma boa mostra da magia que a sua música ainda possui.

Ainda há grandes nomes do progressivo vivos e fazendo história. Quem tiver a oportunidade de, por exemplo, assistir ao Yes (com Rick Wakeman), não deve deixar de aproveitá-la, mas quem presenciou o Carl Palmer de 2018 pode se orgulhar de um ídolo que soube envelhecer com a força de um rapaz de vinte e poucos anos.

O show

Abaddon’s Bolero (Emerson, Lake & Palmer cover)
Karn Evil 9: 1st Impression, Part 2 (Emerson, Lake & Palmer cover)
Tank (Emerson, Lake & Palmer cover)
Knife-Edge (Emerson, Lake & Palmer cover)
Trilogy (Emerson, Lake & Palmer cover)
From the Beginning (+ solo de baixo)
Canario (Emerson, Lake & Palmer cover)
21st Century Schizoid Man (King Crimson cover)
Solo de guitarra
Hoedown (Aaron Copland cover)
Lucky Man (Emerson, Lake & Palmer cover)
Tarkus (Emerson, Lake & Palmer cover)
Carmina Burana (Carl Orff cover)
Fanfare for the Common Man (Aaron Copland cover)
Solo de bateria
Nutrocker (Pyotr Ilyich Tchaikovsky cover)

Uma versão deste texto foi publicado na Revista Ambrosia

Receita: Camarão na mini moranga

Há alguns pratos que ficam numa linha muito tênue entre o sofisticado e a cozinha regional. Embora muitos imaginem que a origem do camarão na moranga seja africana ou nordestina, a receita é normalmente atribuída a cidade de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Há até uma Festa do Camarão na Moranga, que é realizada anualmente na cidade de Bertioga, também no litoral paulista.

O camarão na mini moranga pode até não ser o prato ideal para ser postado na atual situação do país – com greve de caminhoneiros, estradas bloqueadas e desabastecimento -, mas qual receita é? Em tempos normais, essa receita, que rende para três pessoas, é bastante econômica, saindo por menos de R$ 16 por pessoa.

Equipamento

Há três maneiras diferentes de preparar a mini moranga, mas basicamente o que você vai precisar é de duas panelas (uma alta para cozinhar a moranga e outra normal para o recheio), um recipiente para temperar o camarão e uma travessa que vá ao forno, além dos utensílios normais de cozinha (faca, colher, etc).

Ingredientes

  • 3 mini morangas
  • 450g de camarão descascado e limpo
  • Suco de meio limão
  • Coentro a gosto
  • Lemon Pepper a gosto
  • Páprica defumada a gosto
  • Páprica doce a gosto
  • Alho a gosto
  • 250g de catupiry ou 1 pote de requeijão cremoso
  • 2 colheres de sopa de amido de milho (Maisena)
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • Óleo de soja
  • ½ lata de tomate pelati (aproximadamente 100g)
  • 1 colher de sobremesa de extrato de tomate
  • Molho de tomate (aproximadamente 100g)
  • 3 fatias de mussarela (opcional)
  • Água suficiente para cozinhar as mini morangas e para cozinhar os camarões

Modo de preparo

As mini morangas

Há três maneiras de pré-cozinhar as morangas, mas antes de explicar isso, vamos ao preparo básico. Primeiro corte a tampa das morangas com uma faca afiada, deixando o miolo aparente. Para isso, se guie pela própria moranga, que tem uma pequena marcação mostrando onde a tampa deve ser cortada (normalmente a abóbora tem uma marca mais clara, que serve como guia para saber onde a carne da moranga acaba). Essa marca natural ajuda no corte da tampa. Depois de retirada a tampa, pegue uma colher e retire todas as sementes que estão no interior da mini moranga. Com ela totalmente limpa, chega a hora de escolher o método de cozinha-la. Repetindo, eles são três e cada um tem suas características próprias. Testei todas e aí vão as dicas. Lembrete: não esqueça de colocar a tampa nas morangas antes do cozimento.

1- Micro-ondas – A maneira mais rápida de cozinhar as morangas. Encha cada moranga com água até a metade do seu volume e leve ao micro-ondas, em potência alta por 10 minutos (alguns micro-ondas podem precisar de 1 ou 2 minutos a mais). Verifique se as paredes ficaram macias, mas não moles (use um garfo), retire a água e reserve;

2- Forno – Coloque um fio de azeite dentro das mini morangas e espalhe com um pincel (opcional). Encha de água até a metade e leve ao forno médio (aproximadamente 180ºC). Fique monitorando até que estejam no ponto (macias) – normalmente esse procedimento demora entre 20 e 30 minutos, dependendo do tamanho da mini moranga. Esse processo é um pouco mais demorado, mas proporciona um resultado mais homogêneo, com as morangas cozidas de maneira mais uniforme;

3- Panela com água – Funciona, mas é a minha menos preferida (achei que as morangas ficaram moles demais). Encha uma panela alta com água e, quando estiver

fervendo, coloque a moranga nela até que fique macia. Retire e escorra as morangas de cabeça para baixo até que fiquem bem secas. É preciso tomar cuidado para não deixar cozinhar demais e deixa-las muito moles, o que pode acontecer com facilidade, já que elas continuam cozinhando por um tempo mesmo depois de tiradas da água

O recheio

Em um recipiente misture os temperos em pó, o coentro picado, o sal e o alho. Coloque os camarões e misture bem. Acrescente o suco de limão e deixe marinar por aproximadamente 30 minutos. Leve uma panela ao fogo médio, coloque um fio de óleo e jogue os camarões. Quando estiverem mudando de cor (cozinhando), coloque o molho de tomate, o tomate pelati, o extrato de tomate e misture. Prove para acertar o sal e acrescente o requeijão. Baixe o fogo, acrescente ½ xícara de água e deixe terminar de cozinhar os camarões (cuidado para não passar do ponto e deixá-los duros. Caso o caldo ainda esteja líquido demais, acrescente amido de milho até que fique com uma consistência cremosa. Preencha as mini morangas deixando um espaço para fechar a tampa. Leve ao forno médio (sem as tampas) por aproximadamente 10 minutos, retire, coloque uma fatia de mussarela sobre cada uma (caso tenha sobrado, pode colocar uma camada de catupiry ou requeijão) e leve novamente ao forno para gratinar. Retire, coloque a tampa e sirva em seguida.

Vai bem com arroz branco (ou com passas) e uma salada de folhas.

 

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro

Viajar para o exterior requer uma série de procedimentos e precauções. Nada pior do que ter as férias ou uma viagem de trabalho frustradas por ter a sua (ou de algum acompanhante) entrada barrada no país de destino. Muita gente acha que é só obter o visto de entrada e tudo está resolvido. Ledo engano! O visto é muitas vezes obrigatório, mas não garante nada. Além disso, há muitos outros fatores que podem contribuir para que sua entrada seja negada em algum território. Neste post vou apontar os principais pontos que devem ser observados para garantir que sua admissão seja quase garantida. Portanto, preste atenção nessas Dicas para não ser barrado em um país estrangeiro.

Os vistos

Bem, para início de conversa, verifique se o país para o qual está indo e – MUITO IMPORTANTE – todos os países onde eventualmente fará escalas exigem visto. Caso o seu voo faça uma escala, digamos, no Canadá, é obrigatório que você tenha o visto de entrada no país ou você não vai seguir viagem (veja abaixo a lista dos países que exigem visto). As coisas são mais simples quando a viagem é para a América do Sul (para a maioria dos países não é necessário nem passaporte, apenas um documento de identidade original com foto, em bom estado (de preferência com menos de dez anos de emissão, como o RG ou a CNH). Porém, lembre-se de que mesmo a obtenção do visto (muitas vezes com o pagamento de taxas não muito suaves) não garante nada. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, “certificados de hospedagem, comprovantes do objetivo da viagem, cartas-convite e bilhetes de retorno ao Brasil podem ser exigidos pelas autoridades estrangeiras”. Fique preparado!

Pesquise também o tempo que cada país demora para a emissão do visto. Não são raros os problemas técnicos que podem fazer com que o documento demore meses para chegar até as suas mãos. Portanto, nunca marque sua passagem antes de ter certeza de que conseguiu o visto.

Onde o visto é obrigatório

Afeganistão, Angola, Arábia Saudita, Argélia, Austrália, Azerbaijão, Bangladesh, Bahrein, Belize, Benin, Brunei, Burkina Faso, Burundi, Butão, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Canadá, Catar, Chade, China, Comores, Coreia do Norte, Costa do Marfim, Cuba, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Eritreia, Estados Unidos, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiana Francesa, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Iêmen, Ilhas Cook, Ilhas Kiribati, Ilhas Marianas, Ilhas Marshall, Ilhas Maurício, Ilhas Salomão, Índia, Irã, Iraque, Japão, Jordânia, Kuwait, Laos, Lesoto, Líbano, Libéria, Líbia, Madagascar, Malawi, Mali, Mauritânia, Moçambique, Moldova, Myanmar, Nepal, Níger, Nigéria, Omã, Papua-Nova Guiné, Paquistão, Quênia, Quirguistão, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Síria, Somália, Sri Lanka, Suazilândia, Sudão, Sudão do Sul, Tadjiquistão, Taiwan, Tanzânia, Timor Leste, Togo, Turcomenistão, Uganda, Uzbequistão, Vanuatu, Vietnã, Zâmbia e Zimbábue.

Visto não exigido para viagens de até 30 dias

Bolívia, Cazaquistão, Cingapura, Honduras, Ilhas Maldivas, Indonésia, Micronésia, Nauru, Nicarágua, República Dominicana, República do Palau e Tonga.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 60 dias

Samoa Ocidental e Venezuela.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 90 dias

África do Sul, Albânia, Alemanha, Andorra, Argentina, Armênia, Áustria, Bahamas, Belarus, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Botsuana, Bulgária, Chile, Chipre, Coreia do Sul, Costa Risca, Croácia, Dinamarca, Dominica, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Geórgia, Granada, Grécia, Guatemala, Haiti, Holanda, Hong Kong, Hungria, Ilhas Fiji, Ilhas Seychelles, Ilhas Tuvalu, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Jamaica, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macau, Macedônia, Malásia, Malta, Marrocos, México, Mônaco, Mongólia, Montenegro, Namíbia, Noruega, Nova Zelândia, Palestina, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Rússia, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Martinho, São Vicente e Granadinas, Sérvia, Suécia, Suíça, Suriname, Tailândia, Trinidad e Tobago, Tunísia, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Vaticano.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 180 dias

Antígua e Barbuda, Barbados, Colômbia e Grã-Bretanha.

Valores de alguns vistos

Austrália US$ 135
Canadá US$ 150
Estados Unidos US$ 160
Nova Zelândia US$ 140
China / Taiwan US$ 100
Rússia US$ 160

Cuidado com a bagagem e declare tudo

Problemas na bagagem são um dos principais motivos para barrar a entrada de estrangeiros. Sendo assim, muito cuidado ao aceitar levar encomendas para amigos ou conhecidos. Virar mula e ser preso ou deportado por conta de um favor, não é bom.

Outra dica muito importante é declarar tudo. Caso esteja levando algum produto que possa ser considerado agrícola (café, por exemplo), de origem animal (patês, etc) ou que possa infringir alguma lei sanitária do país de destino (queijo, etc), declare! Normalmente o viajante precisa preencher um formulário respondendo uma série de perguntas sobre o que está levando e, em caso de dúvida, opte por dizer que sim. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, essa tática pode até ser benéfica, já que você é atendido por um agente da imigração fora da fila normal e, caso não tenha nada de ilegal na sua bagagem, pode ganhar um tempo precioso.

No próximo post: A importância do seguro de viagem e de ter um roteiro definido.

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Outros posts sobre viagem e turismo

“Novo” Barão Vermelho revisita “velhos” sucessos

O Barão Vermelho, conjunto que catapultou Cazuza e Frejat para o rol dos grandes nomes da música nacional com sucessos como Pro Dia Nascer Feliz e Bete Balanço, aprendeu a se adaptar a perda dos dois líderes e segue com uma nova formação, preparando um novo disco de inéditas e regravando alguns dos clássicos da banda.

Pense e Dance, Pro Dia Nascer Feliz, Meus Bons Amigos, Puro Êxtase, Tão longe de tudo, Billy Negão e Eu Queria Ter Uma Bomba, foram gravadas no fim de 2017, por Maurício Barros (teclados), Guto Goffi (bateria), Fernando Magalhães (guitarra), Rodrigo Suricato (vocal e guitarra) e Rodrigo Santos (baixo), que também deixou o grupo. Já sem o baixista, o grupo ainda recriou versões acústicas de Por você e Brasil, formando o projeto Barão Pra Sempre, disponível nas plataformas de streaming.

– Escolhemos músicas que seguem relevantes para a banda e para o nosso público. Também foi uma forma de mostrar que várias músicas do repertório do grupo são de autoria dos integrantes da atual formação, que já cont

ribuem como compositores desde o primeiro disco – explica Maurício Barros.

Renovando o público

Muitas bandas acabam perdendo o rumo e a relevância muitas vezes pela incapacidade de renovar o seu público. Esse, definitivamente, não parece ser o caso do Barão Vermelho. Se a ban

da segue sendo um dos ícones do boom do rock brasileiro nos anos 80, as apresentações sempre lotadas, com público de todas as idades, comprovam o fôlego do Barão.

– A renovação é constante, muito aparente com a garotada, que vem ouvindo pela influência dos pais, assistindo documentários e agora tem a possibilidade de nos ver ao vivo e fazer com que o Barão faça parte da vida dela- diz Fernando Magalhães.

Novo disco

Enquanto seguem com uma agenda lotada de shows pelo Brasil, os membros do Barão também se preparam para o lançamento de um novo disco, que deve ser lançado ainda este ano.

– Estamos no processo de compor e gravar um material inédito e novo para lançarmos no segundo semestre. O disco será totalmente autoral – conta Fernando Magalhães.

O novo projeto – ainda sem título – promete ser um marco para a consolidação do som grupo na fase pós-Frejat e Rodrigo Santos.

– Neste disco vamos focar na nova formação tanto na parte autoral como na execução – complementa Guto Goffi, descartando a possibilidade de participações dos ex-integrantes.

A nova fase do Barão Vermelho pode ajudar na renovação do pouco divulgado rock nacional.

Vida longa ao Barão!

 

Uma versão deste texto foi publicado na Revista Ambrosia

Han Solo: Uma História Star Wars – apenas uma boa diversão

Filme conta a história do personagem imortalizado por Harrison Ford. Diverte, mas não empolga

Han Solo: Uma História Star Wars, chega as telonas brasileiras nesta quinta bombardeado por uma série de opiniões divergentes. Se por um lado a direção precisa de Ron Howard não pode receber muitas críticas, a escolha do elenco causa polêmica, principalmente a do protagonista Alden Ehrenreich, que faz um Han Solo longe do original de Harrison Ford.

A história

A ideia do longa é mostrar a origem de Solo, o início de sua amizade com Chewbacca, e como tomou a Millenium Falcon do dono Lando Calrissian (Donald Glover). Ou seja, não é um filme para os não iniciados, se é que eles ainda existem. Os demais personagens da história são fracos. Nenhum deles consegue trazer nada de peso para a história e não merecem ser lembrados em mais nenhum momento da saga.

O novo Solo

Seguir os passos de Harrison Ford não é tarefa fácil e Alden Ehrenreich não é muito feliz. Enquanto alguns argumentam que a ideia não era imitar Ford, mas criar um novo Han Solo – pode ser, mas preferiria ver uma atuação mais parecida com a de Chris Pine, recriando todos os trejeitos do James T. Kirk original, fazendo com que o novo capitão da Enterprise se tornasse uma boa xerox do interpretado por William Shatner – a maior parte da plateia sai do cinema com uma sensação estranha de que algo não está certo.

No fim das contas o longa diverte, mas fica longe de ser memorável e não deve chegar nem perto dos sucessos emplacados pela Marvel.

Han Solo: Um História Star Wars (Solo: A Star Wars Story)
Direção: Ron Howard
Elenco: Alden Ehrenreich, Emilia Clarke, Donald Glover
Duração: 2h 15 min
Classificação: 12 anos

Esses Ingleses Maravilhosos e suas Pesquisas Voadoras XXIV – As cidades mais caras do mundo para se viver

Há pouco tempo publiquei uma pesquisa que mostrava quais as cidades estrangeiras preferidas pelos brasileiros. Com o atual cenário do dólar e das principais moedas (euro e libra) a escolha de um destino passa obrigatoriamente pela questão econômica. Se uma cidade é considerada cara para se viver pelos próprios locais, imagine os custos para nós,

Uma pesquisa da revista britânica The Economist revela o ranking das cidades mais caras e as mais baratas para se viver no mundo. Fiquei surpreso com a colocação das cidades brasileiras (que considero muito caras). São Paulo aparece na 77ª posição e o Rio de Janeiro em um estranho 82º. Os lugares mais caros são dominados pela Ásia e Europa, enquanto os mais baratos estão melhor divididos.

Os quesitos

Para chegar a esse ranking a publicação analisou 150 itens como custo com comida, bebida, moradia, transporte, cuidados pessoais, entretenimento, educação, transporte, compras de supermercado e até o preço dos cigarros. A pesquisa é extensa e esmiuçar todos os seus aspectos demandaria um tempo demasiado longo. Então….

Cingapura é a mais cara

Se houve variação no ranking, ela passou longe do 1º lugar. Pela quinta vez consecutiva Cingapura foi classificada como a cidade mais cara do mundo. A cidade foi a mais cara no transporte e nas compras de supermercado. Nova York e Los Angeles foram as mais caras dos Estados Unidos (13º e 14º lugares, respectivamente), ficando muito adiante de Londres (30º), por exemplo.

Portanto, na hora de escolher um destino de viagem, de intercâmbio ou mesmo um local para viver longe do Brasil, vale a pena dar uma conferida nesse ranking.

As mais baratas

Gostaria de falar mais sobre as mais baratas, mas não acredito que Damasco (na Síria) ou Caracas (Venezuela) sejam capazes de atrair a atenção de muita gente no momento, principalmente por conta do péssimo momento social/econômico pelos quais os países onde estão localizados passam.

O ranking

Rio das Ostras volta a sediar festival de jazz e blues

Festival volta ao calendário da cidade após um ano de ausência e ganha edição carioca, em setembro

Depois de um ano de ausência por conta da crise econômica que se abateu sobre o estado do Rio e seus municípios, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival chega a sua 15ª edição, entre os dias 31 de maio e 3 de junho, no feriado de Corpus Christi. Esse ano, apesar do cenário ainda pouco favorável, o evento traz grandes nomes (nacionais e internacionais) na sua escalação de shows, inteiramente grátis.

– Ano passado não tivemos como realizar o festival, mas esse ano, mesmo com uma verba menor e quase sem nenhum patrocínio, conseguimos montar uma estrutura que faz jus ao padrão do festival. Teremos nomes como o Stanley Jordan (que se apresenta ao lado de Armandinho), a Banda Black Rio, Rosa Marya Colin, Azymuth, Big Gilson, Amaro Freitas e Leon Beal Jr., só para citar alguns – explica Stenio Mattos, criador e produtor do festival.

Grandes nomes

Desde a sua primeira edição (2003) o festival trouxe nomes de peso ao país, se consolidando como um dos principais eventos do mundo. Logo na estreia o naipe de artistas que se apresentaram nos palcos do evento (hoje, são três) trazia Nuno Mindelis, Blues Etílicos, Baseado em Blues, Yamandú Costa e Kenny Brown, só para citar alguns.

– Durante todos esses anos conseguimos trazer gente do calibre do Stanley Clark, Ron Carter, Coco Montoya, John Mayall & the Bluesbreakers, T.M. Stevens e Al Jarreau, que foi um gentleman e fez questão de vir tocar no festival, fazendo uma de suas últimas apresentações – lembra Mattos.

Além da volta do festival em Rio das Ostras, uma outra boa notícia é que o evento vai ganhar uma edição carioca, entre os dias 7 e 9 de setembro, como parte do projeto Reage Rio, embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados.

Jovens talentos

Se grande parte do público é atraído pelos nomes conhecidos e consagrados, o Festival também é palco para que jovens talentos mostrem o seu trabalho e conquistem novos fãs. Este ano, uma das grandes apostas é o pianista Amaro Freitas. Vencedor do Prêmio MIMO Instrumental de 2016, o pernambucano promete um show autoral, baseado no seu álbum de estreia, Sangue Negro (2016), mas com algumas novidades.

 

– Pretendo mostrar canções que vão entrar no meu próximo disco, que ainda não tem data para ser lançado, mas que pode acontecer ainda este ano – revela Amaro.

Com uma técnica apurada e improvisos com toques regionais, Amaro (de apenas 26 anos) considera a apresentação na Região dos Lagos uma experiência diferente.

– Normalmente toco mais em pubs e teatros. Grandes festivais como o de Rio das Ostras permitem estar em contato direto com a massa. É um desafio, assim como é um desafio viver somente de música no Brasil – conta o músico.

Amaro se apresenta no palco principal no dia 1 de junho.

 

Confira a programação completa da 15ª edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

Uma versão deste texto foi publicado na Revista Ambrosia.

 

 

Rosa Marya Colin – 19 de maio de 2018 – Festival Tudo Blues – Teatro da UFF (Niterói)

Música boa é atemporal! Dito isso, qualquer coisa que seja dita sobre a voz e o repertório da apresentação da cantora Rosa Marya Colin, na sexta-feira (18 de maio) no Teatro da UFF, como parte do Festival Tudo Blues, pode parecer supérfluo, mas não é. Acompanhada de uma banda de primeira – Flavinho Santos (bateria), Samir Aranha (contrabaixo) e Eduardo Ponti (guitarra) – e com a participação mais que especial do mestre da gaita, Jefferson Gonçalves.

O repertório foi um luxo, com clássicos do rock, soul e rithym and blues, como Precious Lord, St Louis Blues, Summertime, Sunshine of Your Love, The Weight e, claro, California Dreamin’, fizeram parte da apresentação. Com arranjos elegantemente certeiros e usando a gaita de Jefferson Gonçalves de maneira inteligente, não servindo apenas como instrumento de solo, a cantora fez uma apresentação empolgante.

Rosa Maria, cuja carreira iniciou nos anos 60, mas que estourou mesmo em 1998, com a gravação de California Dreamin’ para um comercial de TV, está em plena forma. Sua voz afinadíssima e potente, e sua imagem (quase uma Nina Simone) nos transportam para uma Lousiana imaginária, que se mistura com uma Londres psicodélica e alguma igreja do Harlen.

Quem perdeu o show (veja o vídeo completo abaixo) ainda pode se programar para ir até Rio das Ostras, onde a cantora se apresenta no dia 2 de junho (de graça), na 15ª edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

O Festival Tudo Blues segue até o dia 27 de maio, no Teatro da UFF, com shows de El84 Rock’n’ Blues Band (24), Ticão Freitas (25), Blues Etílicos (26) e The Al Pratt Blues Session (27).

 

Pete Townshend: um gênio que completa 70 anos

A idade já não é mesma, mas a genialidade, sim.

F(r)ases da Vida - O Blog do feroli

Pete Townshend 70 I Não é incomum chamar uma pessoa de gênio, principalmente na música. Alguns deles – John Lennon, Paul McCartney, Jimmy Hendrix, Chico Buarque, Paul Simon e Muddy Waters, são mesmo – outros são pessoas super talentosas – Milton Nascimento, Keith Richards e Jack Bruce, por exemplo – e ainda há aqueles que viram deuses – Eric Clapton. Peter Dennis Blandford Townshend, que nesta terça-feira (19 de maio) completa 70 anos, faz parte do time dos gênios.

Para muitos, Pete Townshend é sinônimo de The Who e nada mais. Engano grave! A obra de Townshend não se resume a óperas-rock e clássicos adolescentes como I Can’t Explain ou Anyway, Anyhow, Anywhere. Também não fica apenas nos experimentos eletrônicos de Baba O’Riley ou We Won’t Get Fooled Again, e muito menos se restringe a personagens como Tommy. Ele trabalhou em editoras…

Ver o post original 1.331 mais palavras

Pepsi “resgata” antigos “garotos-propaganda”

Enquanto, em terras tupiniquins, a líder do mercado de refrigerantes fez uma promoção para que os consumidores escolhessem os artistas que gravariam o novo sucesso da música brasileira, nos Estados Unidos a sua concorrente resgata ícones da música nas suas latas. Tudo bem que colocar a Britney Spears na mesma série onde estão Michael Jackson e Ray Charles pode ser um pouco forçação de barra, mas não deixa de ser uma boa iniciativa.

Divulgação

As latas fazem parte de uma edição limitada que segue o conceito lançado na propaganda no Super Bowl deste ano. A propaganda iniciou o conceito Pepsi Generations, onde a marca relembra alguns artistas que foram parceiros da marca e garrafas, rótulos e latas antigas.

Jovens ou velhos?

Os marqueteiros da Pepsi pensaram em atingir o público jovem, mas eu acho que essa campanha parece ser muito mais atraente aos mais velhos – o que você acha?

A ideia é parar a sangria nas vendas nos Estados Unidos – a Pepsi perdeu 4,5% e a Coca-Cola. Essa queda segue uma tendência dos últimos 13 anos, uma consequência da onda saudável que assola o mundo.

Tomara que continuem com a campanha.

Com informação do Meio & Mensagem

INTERPOL e Banco do Brasil firmam acordo de cooperação

Estava mais que na hora.

Information Security

Brasília/DF – A INTERPOL e o Banco do Brasil, com apoio e mediação da Polícia Federal, assinaram acordo de cooperação e compartilhamento de informações relacionadas a crimes cibernéticos. A parceria público-privada, consolidada em 7 de maio de 2018, objetiva estabelecer um fluxo contínuo de dados relacionados a ameaças virtuais e proporcionará o fortalecimento das atividades de segurança cibernética adotadas pela INTERPOL e seus 192 países membros.

A partir do acordo assinado, o Banco do Brasil torna-se a primeira instituição financeira das Américas a integrar um seleto grupo de empresas que irão compartilhar informações com a maior e mais importante organização policial internacional. Com a parceria, o Banco do Brasil poderá enviar funcionário ao Complexo Global para Inovação da INTERPOL, em Singapura, local onde irá trabalhar ao lado de especialistas de empresas do ramo tecnológico e financeiro, além de policiais dos países membros da organização.

Durante solenidade realizada no Escritório Central…

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Niterói recebe a 4ª edição do festival Tudo Blues

Evento acontece entre os dias 17 e 27 de maio, sempre de quinta a domingo, no Teatro da UFF

Hoje, quando se pensa em Rio de Janeiro o que vem à mente é crise, violência e desgoverno. Quando vamos para o campo da música logo ouvimos samba ou bossa nova, mas não é só disso que vive o estado e sua capital. Alguns eventos insistem em sobreviver e oxigenar a cena fluminense. O festival Tudo Blues, é um desses.

Idealizado por Luiz Claudio Vasconcellos, o Tudo Blues chega a sua 4ª edição – entre os dias 17 e 27 de maio – no Teatro da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói.

– Nos anos 90, eu já havia realizado um festival no mesmo teatro, chamado Em Janeiro Tudo é Blues. Foram três edições e, em 2014, numa reunião com a direção do Teatro da UFF, surgiu a ideia do retorno do festival. Criamos o Tudo Blues e já estamos aí na quarta edição – conta Vasconcellos.

Mistura de Gêneros

Rosa Marya Colin – Foto de Cláudio Medeiros

Para a edição 2018 o line up promete muito blues com pitadas de gospel, country e soul. Nomes conhecidos, como Rosa Marya Colin e Blues Etílicos, se juntam com os não menos talentosos Laranjeletric, Daniel Cheese, Colorado Country, EL84 Rock’n’Blues Band, Ticão Freitas e The Al Pratt Blues Session.

– A curadoria é minha e procuro evitar repetir atrações que já passaram pelo Tudo Blues em um curto intervalo de tempo – explica Luiz.

Serviço:

Tudo Blues Festival

Data: De 17 a 27 de maio de 2018 (quinta a domingo)
Horário: 20h
Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niteró
Preço: R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia-entrada para estudantes, pessoas acima de 60 anos e servidores da UFF)

Daniel Cheese – Foto de Elaine Werneck

Programação:

17/5 – Laranjeletric
18/5- Daniel Cheese
19/5- Rosa Marya Colin
20/5- Colorado Country
24/5- El84 Rock’n’ Blues Band
25/5- Ticão Freitas
26/5- Blues Etílicos
27/5- The Al Pratt Blues Session

Uma versão deste texto foi publicado na Revista Ambrosia

Saneamento avança menos de 1% nas cidades mais populosas do Brasil

Assim como a distribuição de renda é um problemão no país, o saneamento básico – basicamente obras que não aparecem e, segundo os políticos, não dão votos – é sempre negligenciado.  Aumentar o saneamento em 1% em três anos é ridículo, mesmo para países pobres.

Abaixo dados do Ranking do Saneamento 2017, divulgado pelo Instituto Trata Brasil.

As melhorias e avanços nas políticas, em obras e infraestrutura no setor de saneamento básico das 100 cidades mais populosas do país foram tímidas nos últimos três anos.

De acordo com o Ranking do Saneamento 2017, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, a coleta de esgoto nas cidades mais populosas avançou menos de 1% entre os anos de 2014 e 2015. Isso significa que a universalização do sistema ainda está longe no país.

O problema é que a garantia do fornecimento do serviço está diretamente ligada aos investimentos do governo que, segundo o senador Armando Monteiro, do PTB, de Pernambuco, não são suficientes para financiar o setor. O senador é a favor das parcerias público-privadas como alternativa viável para alavancar os investimentos em saneamento básico.“O Brasil precisa investir mais nessa área. Agora, como investir mais com o Estado brasileiro enredado nessa crise fiscal profunda? É fundamental criar um marco adequado para estimular as parcerias público-privadas nessa área, sem a qual nós não vamos poder dar a resposta rápida a esse desafio”.

O ranking

As cidades que mais necessitam de investimentos em saneamento estão na região Norte do país. No ranking divulgado pelo Instituto Trata Brasil, entre as 100 cidades mais populosas, Ananindeua e Santarém, no Pará, Porto Velho, em Rondônia e Macapá, no Amapá, estão na faixa de oferta do serviço à população de zero a 20%.

A especialista em Políticas Industriais, Ilana Dalva Ferreira, explica que a proposta de criar parcerias público-privadas para fomentar o saneamento é boa. “Só com o dinheiro público não será possível. Assim como ocorreu em outros setores da infraestrutura, a participação, a parceria com o setor privado é imprescindível”, explica a especialista. Para Ilana, as parcerias não significam privatização. “Para o setor ser desenvolvido, ele precisa de modelos híbridos. Se um local que tem uma população apta a pagar por esse serviço, e esse serviço é rentável, coloque a participação privada. Para não acontecer de o governo Federal disponibilizar recursos para áreas que, às vezes, o setor privado poderia estar atuando muito bem’.

As cidades mais populosas com os maiores índices de cobertura em saneamento estão nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. O Plano Nacional de Saneamento Básico prevê a universalização da coleta e tratamento de esgoto para o ano 2033 no país. Para isso ocorrer, o governo Federal vai precisar investir mais de 300 bilhões de reais no setor.

Fonte: Agência do Rádio Mais

Big Gilson, ícone do blues brasileiro, comemora 30 anos de carreira

O blues brasileiro nunca teve o mesmo espaço na mídia que outros ritmos como a bossa nova, o pagode ou o sertanejo. Pode até ser que o som criado nas plantações de algodão do Sul dos Estados Unidos no século XIX não seja visto como algo natural para o brasileiro. Mas um país que já teve (e tem) artistas do calibre de Celso Blues Boy, Baseado em Blues, Blues Etílicos e Big Gilson não pode relegar a qualidade da música produzida por essas bandas.

Gilson Szrajbman, o Big Gilson, guitarrista, cantor, compositor e um dos maiores nomes do gênero do Brasil, já tendo tocado e recebido elogios do mestre B.B. King, que disse: “Quando vejo um jovem tocando blues tão bem assim e tão longe da América, sinto que minha missão nesta vida está cumprida”, completa 30 anos de estrada com uma série de shows e um disco autoral.

Fundador do grupo Big Alambik, responsável por ótimos trabalhos como Blues special reserve (1993) e Black Coffee (1995) — que infelizmente estão perdidos, já que não estão disponíveis no formato físico ou nos serviços de streaming —, Big Gilson se apresenta no Blue Note RJ, no dia 18. O show mescla canções do seu 13º disco, o ótimo XXX, e sucessos da carreira solo.

Movido a desafios

Big Gilson, que além do Blue Note, também sobe no palco do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, no dia 31, segue o conselho de Muddy Waters e está sempre em movimento para não deixar o limo crescer.

– Não gosto de seguir a maré. Sou movido a desafios. Estou preparando um DVD desse show, que gravei no Mississippi Delta Blues Festival (em Caxias do Sul, RS), no fim do ano passado. As apresentações do Blue Note e do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (no fim de maio) serão praticamente prévias desse DVD, com algumas músicas extras. O bom dessas apresentações é que eu já sei quais músicas funcionam ao vivo, deixando o setlist bastante poderoso. Há algumas canções clássicas que faço versões que as deixam com a minha cara, soando praticamente novas – explica o guitarrista.

Sempre repaginado, sempre renovando

Gilson é daqueles músicos que muitas vezes é mais reconhecido lá fora que no Brasil, já tendo tocado com alguns dos maiores nomes do blues.

– Faço muitos shows lá fora e até já tive convites para morar no exterior. Tive a sorte de viver grandes momentos, mas, pra mim, o highlight da minha carreira foi quando fui convidado para abrir o show do Johnny Winter, que é o meu mentor guitarrístico, que foi quem me inspirou a empunhar uma guitarra, e tocar com ele. Também foi inesquecível tocar com o Mick Taylor, subir no palco do clube do Buddy Guy – com ele na plateia – e abrir shows do Chuck Berry, no B.B. King Club, em Nova York (infelizmente recém-fechado) – conta.

Com as mudanças na indústria da fonográfica, viver de música no Brasil não é fácil. Viver tocando blues é mais difícil ainda, já que o estilo fica fora da grande mídia.

– O mercado, tanto lá fora quanto aqui está difícil. Blues nunca foi fácil, mas tem uma característica muito interessante: o público é fiel. Aqui no Brasil estão acontecendo muitos festivais e até mesmo os eventos de Food Truck travestidos de festivais ajudam a mostrar a música para um público diferente. O problema maior é mesmo a renovação do público. Por isso os festivais são importantes – diz Gilson, que acredita na renovação do estilo.

– O Joe Bonamassa é o top do momento, mas vira e mexe aparece alguém de quem eu nunca tinha ouvido falar e que arrebenta. Infelizmente, nem tudo chega ao nosso alcance. O próprio John Meyer, que é o Eric Clapton da atualidade, misturando o blues, o pop e o rock, tudo muito bem, ajuda a manter acesa a chama do blues. Quem gosta de música boa, gosta de música boa. Não adianta – sentencia.

O disco

XXX é o 13º disco de Big Gilson e mostra que o bluseiro caprichou na comemoração de seus 30 anos de carreira. Cantado totalmente em português (embora com alguns números instrumentais), XXX é explosivo, misturando rock e blues, como na faixa de abertura (Hey Você) e na também roqueira Xamã do Raul.

– Parti do zero nas composições para este disco. Tudo nele é material inteiramente novo. Seria muito mais fácil fazer um Best of ou regravar clássicos do blues, mas queria algo novo para mim e para o meu público– conta Gilson.

Mas o CD é eclético. Há até baladas (Canto), mas sempre baseadas em ótimos riffs de guitarra. A produção de Bacalhau Baca (ex-baterista dos Autoramas e Planet Hemp), as letras do parceiro Leão Leibovich e os convidados especiais – Jefferson Gonçalves (gaita), Sergio Rocha (guitarra) e do produtor Bacalhau Baca (bateria), entre outros – dá mais peso ainda a celebração musical de Big Gilson.

Disponível nas plataformas musicais e em algumas das ainda existentes lojas que vendem CD, XXX é daquelas obras que merecem ser ouvidas, seja pela excelência na execução, seja pelo momento histórico da carreira de um músico que pode ser considerado um orgulho nacional.

Fotos: Jo Nunes e Divulgação

Uma versão deste texto foi publicada na Revista Ambrosia.

Um quinto do Brasil tem Bolsa Família

Os defensores dos programas sociais como forma de inclusão da população mais pobre precisam refletir sobre o efeito deles na sociedade brasileira. Não há dúvidas de que a criação de mecanismos como o Bolsa Família beneficiou milhões de brasileiros, mas também criou novos e cruéis currais eleitorais que servem para perpetuar a pobreza e eternizar a eleição de políticos que fazem do quanto pior, melhor a sua plataforma eleitoral.

Um levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) mostra que os beneficiários do Bolsa Família representam mais de um terço da população de 11 Estados brasileiros das regiões Norte e Nordeste. Se levarmos em conta que para fazer parte do programa é necessário ter a renda mensal por pessoa da família de até R$ 185, a situação é de calamidade. Os valores repassados aos inscritos varia entre R$ 39 e R$ 372 (pouco, diga-se), mas representam mais de 6% do PIB local para 579 municípios (muito).

O que se vê é uma manutenção (se não crescimento) do número de pessoas pobres e de pessoas inscritas nesse programa, quando o ideal era que o número de beneficiários diminuísse muito e rápido. O problema é complexo, já que engloba vários aspectos da nossa sociedade (educação, segurança, emprego, etc), mas exige que nós (eleitores) tomemos consciência de que (gostemos ou não) será através da política e dos políticos que poderemos mudar essa situação.

Não adianta eleger extremistas de direita, com pensamentos que podem trazer de volta alguns dos piores pensamentos já existentes no País, nem retrógrados de esquerda que acham que o assistencialismo é a solução para tudo. Sinto náuseas sempre que ouço expressões como “os prédios precisam cumprir a sua função social”. Não posso acreditar que pessoas inteligentes sigam por esse caminho.

Voltando ao Bolsa Família, sua importância é comprovada quando sabemos que 48% da população do Maranhão recebe algum valor vindo dele, seguido por Piauí e Acre, estados entre os mais pobres do Brasil.

Entre 2000 e 2010, a taxa média de crescimento no IDH municipal das cidades brasileiras foi de 26%. Nas cidades onde os beneficiários representam menos de metade da população local, o número foi de 22%. Nos municípios em que os beneficiários são mais da metade, a taxa é de 43%. Dentre as cidades onde mais de dois terços vivem do programa, a taxa atinge 58%.

Os números do parágrafo acima são de deixar qualquer um de boca aberta e mostram (mais uma vez) a falência do nosso sistema republicano atual – não que seja preciso mudar o sistema político brasileiro, mas sim, mudar os políticos brasileiros.

É triste saber que há famílias que só conseguem comprar pão por causa do dinheiro do Bolsa Família, mas realmente espero que possa ver o país se livrar dessa necessidade antes de morrer. Sei que a tarefa é difícil, mas espero que as eleições deste ano possam iniciar esse processo.

Fonte: Blog Televendas & Cobrança

As cidades estrangeiras que o brasileiro mais gosta de visitar

OrlandoQue o brasileiro gosta de viajar ninguém duvida, mas que o gosto pelos destinos pode ser questionado também não tenho dúvidas. Segundo um levantamento realizado pela agência ViajaNet (entre janeiro e março deste ano), Londres fica de fora dos dez destinos mais procurados, enquanto quatro cidades dos Estados Unidos estão no Top 10. A pesquisa é tão surpreendente que Paris aparece numa modesta 6ª posição e Roma na , mostrando que o Velho Continente e o turismo cultural andam em baixa na conta dos turistas tupiniquins.

Ainda segundo a pesquisa, as vendas de passagens aéreas internacionais cresceram 27% entre janeiro e março deste ano no Brasil, quando comparadas com o mesmo exercício anterior e (segundo a pesquisa F(r)ases da Vida/Blog do feroli) o preço das passagens para os EUA e para as principais cidades da Europa ficaram praticamente parelhos, não justificando a preferência pela Terra do Tio Sam.

MiamiSegue o ranking

1 – Orlando

2 – Miami

3 – Nova Iorque

4 – Los Angeles

5 – Lisboa

6 – Paris

7 – Toronto

8- Roma

9 – Madri

10 – Cancun

Fonte: ViajaNet 

B.B. King Club NY fecha as portas

A última visita (julho/2017)

Toda vez que uma boa casa de espetáculos fecha sinto uma enorme dor no coração, principalmente quando conheço e gosto do lugar. A notícia de que o B.B. King Blues Club & Grill, no coração de Nova York (no 237 da rua 42) encerrou as atividades choca tanto quanto os do Olympia, em São Paulo (em 2006) e do Canecão (em 2010).

Conheci a casa – que funcionava desde 2000 – em 2002 e sempre tive ótimas experiências tanto em relação aos shows, quanto ao cardápio e o atendimento – cheguei a ganhar convites grátis para um show porque era um dos únicos brancos em um show de soul music. Por lá, passaram nomes como o do próprio B.B., Aretha Franklin, James Brown, Etta James, Prentiss Mcneil, Alicia Keys, The Allman Brothers, ZZ Top, Jay-Z, Bon Jovi, Big Gilson, Mary J. Blige, Denny Laine, Jerry Lee Lewis, Little Richard, Chuck Berry, Al Green, Bruce “Big Daddy” Wayne, Wilson Pickett, Bo Diddley e Buddy Guy (que fez o show de encerramento). Lá também era a casa de um ótimo brunch com coro gospel (The Harlem Gospel Choir) aos domingos e com um cover dos Beatles, aos sábados.

Buddy Guy fez o último show, em 29 de abril.

A razão do fechamento – dada em nota oficial – foi o preço do aluguel, que ficou alto demais, apesar da quase totalidade dos shows ser sold out. Tsion Bensusan, responsável pelo local, também reclamou da prefeitura de Nova York, que fez um grande esforço para revitalizar a área duas décadas atrás, mas que agora não está se preocupando com o futuro da área.

Os shows que estavam programados foram realocados para outras casas, mas a maioria será realizada no Sony Hall, que ainda não conheço, mas que fica pertinho (na 46, entre 7ª e 8ª. Infelizmente alguns foram para bem longe do Times Square, mas nada que uma pequena viagem de metrô não resolva.

O (bom) vinho dos Rolling Stones

Uma pena que um dos marcos de Nova York, onde podíamos assistir bons shows por um preço justo e até experimentar o vinho (surpreendentemente bom) dos Rolling Stones, agora, seja apenas uma lembrança.

Ainda não há informações sobre o que vai funcionar no local, mas espero que não seja uma igreja ou uma farmácia, como acontece por aqui,

Deve ser horrível morar em uma cidade que não cuida da sua memória cultural!

Lembrando do caso Canecão

Desde maio de 2010 que o Canecão está fechado por conta de uma ordem judicial que determinou sua reintegração a UFRJ. Na época (e até hoje), muita gente inteligente saudou a decisão, como se a universidade tivesse alguma competência para operar o que era a principal casa de espetáculos do Rio. Sempre há o argumento de que o contrato era danoso (!?) para a instituição. Quem defende isso parece esquecer que o fim do Canecão foi danoso para a cidade, o estado e o país, já que perdemos uma grande parte da nossa história musical.

Abaixo um trecho do meu post de 8 de janeiro de 2012.

A UFRJ continua sendo uma instituição incompetente para gerir o espaço, diferente do que pode acontecer na gestão do seu ensino. Saber que membros da chamada academia se recusam a sequer admitir passar parte da gestão para alguma empresa ou grupo de pessoas fora da instituição é prova de que vivem dissociados da realidade. Querer criar algo como um Centro Cultural é ridículo! Centro Cultural, na visão dos nobres membros do Conselho Universitário, o fórum de 50 integrantes (afora os suplentes) pelo qual passa toda decisão importante tomada na UFRJ, é sinônimo de atrações que não interessam ao público do Rio e nem mesmo aos estudantes, que poderiam ser obrigados a prestigiar o espaço.

Viva a (burra) autonomia universitária e a facilidade em destruir o que beneficia o público. Não é só o Rio e o Canecão que foram vítimas de decisões estúpidas. Várias outras instituições de ensino – verdadeiros buracos negros de verbas e que se preocupam mais com pesquisas do que com ensino, o desenvolvimento cultural ou o bem-estar da população, vivem retomando e fechando teatros, cinemas e casas de espetáculo Brasil afora.

A academia deve estar feliz em ver Roberto Carlos e Chico Buarque falando publicamente que sentem não tocar no Canecão. Também devem estar felizes em saber que um espaço voltado para a comunidade acadêmica não deverá ser utilizado por plebeus da música mundana ou por qualquer evento relativo aos Jogos Olímpicos ou a Copa do Mundo. Afinal, quem precisa disso? Precisamos é de salas de cultura, onde possamos ver curtas-metragens ou exposições de fotos ou mesmo de obras de arte feitas de barro, sei lá.

Johnny Winter, um dos últimos grandes shows que vi no Canecão

O Brasil é um país sem rumo. Políticos corruptos/incompetentes/retrógrados, tribunais superiores infestados de ratos, instituições de ensino que não usam suas verbas para o que deveria ser sua finalidade (o ensino e não a pesquisa), uma total falta de respeito pela vida, além de visões tortas sobre o conceito de social.

Não sei se ainda verei alguma mudança significativa na situação geral do país, mas tenho certeza de que nunca mais verei um Canecão que possa trazer algo de realmente bom para a Cultura.

 

Fotos: Divulgação, Jo Nunes e Fernando de Oliveira

Vídeo: Jo Nunes

Temperos: a diferença na sua receita

EspeciariasFaz tempo que digo que os temperos são a diferença entre uma refeição comum e uma experiência gastronômica única. Já em 2012 falava da importância dos temperos na hora de executar uma receita. De lá pra cá a coisa evoluiu muito. A quantidade de temperos, ervas e especiarias (pelo menos para mim) aumentou muito e ficou bastante mais simples encontrá-los. Eles possuem a finalidade de realçar o sabor dos alimentos, tornando-os ainda mais saborosos.

temperos-basicosOs temperos básicos – sal, pimenta do reino, limão, cebola, orégano, vinagre, azeite, salsa e cebolinha (o famoso cheiro verde), coentro, louro e alho – continuam indispensáveis, mas não há como fugir do charme e do sabor de outras ervas e verduras que levam nossos pratos para um outro nível. Quem assiste aos (hoje) vários programas culinários da TV brasileira (aberta e por assinatura) pode ficar surpreso com alguns nomes ou imagens de produtos, mas também deve ficar curioso em experimentá-los, até porque, na grande maioria das vezes, seus preços são muito baixos.

manjericãoEntre os temperos que classificaria como semi-básicos estão: alecrim, cominho, noz-moscada, lemon pepper, hortelã, manjericão, pimentas (cayena, jamaicana, etc.), páprica (doce e picante), ervas finas (uma mistura de manjericão, tomilho, manjerona, sálvia, alecrim e orégano), alho em flocos, gengibre, açúcar mascavo, mel e caldos (galinha, carne, legumes e bacon), além das misturas de temperos que, no Rio de Janeiro, podem ser encontrados nas Casas Pedro. O Tempero do Edu Guedes – Açafrão Puro, Alho Granulado, Cebola Granulada, Desidratada, Cebolinha Verde Flocos, Cenoura Granulada, Caldo de Costela, Pimentão Vermelho, Pimentão Verde e Salsa Desidratada em Flocos – é um daqueles que podem ser usados em carnes ou para a criação de molhos de salada que ficam com um sabor bastante peculiar e que devem ser experimentados.

Plantar ou comprar?

alecrimHá uma diferença grande entre os temperos frescos e os desidratados. A boa notícia é que alguns deles podem ser cultivados até mesmo em apartamentos e sem a necessidade de muitos cuidados (apenas uma rega diária ou, na pior das hipóteses, de dois em dois dias. Manjericão, hortelã e alecrim, por exemplo, são algumas plantas que podem ser plantadas sem grande problema – o manjericão nasce quase como mato. Isso facilita na hora de cozinhar e ainda proporciona uma boa economia, já que não é preciso comprar uma quantidade enorme de nenhum desses produtos, colhendo apenas o necessário. Existem outros – coentro e certos tipos de pimentas e pimentões, entre outros – que não são tão fáceis de vingar e que recomendo ir até a feira/supermercado e comprar.

Temperos menos comuns

EstragãoDepois que você pega o gosto pelo uso e pelas experiências na mistura de temperos, alguns produtos menos comuns acabam entrando no seu radar. Fumaça em pó, estragão, manjerona, ervas de Provence (um mix de alecrim, manjericão, manjerona, tomilho, louro, segurelha e alfazema), sálvia e flor de sal, são alguns deles. Há muitos outros, mas não vou querer que os meus 12 leitores tenham uma coleção de opções tão grande quanto a que fui construindo ao longo dos anos.

Carne, aves, peixes

Claro que existem alguns temperos que combinam melhor com certas carnes – carne de boi/cominho, peixe/coentro/lemon pepper/lemon e ervas finas/alecrim, aves/colorau/ chimichurri/alecrim -, mas experimentar sabores e aromas diferentes não é um pecado, muito pelo contrário. Páprica no peixe pode tornar o sabor e até mesmo a aparência do prato e deixando-o bastante diferente, o mesmo vale para o açafrão. Já para carne vermelha, sálvia ou chimichurri são boas opções.

Massas e saladas

As massas são um campo amplo pra experimentações. Adoro fazer molhos com base tomate e acrescentar estragão, ervas de Provence, sálvia e algum tipo de pimenta. Já nos molhos brancos, sempre uso queijos, alho poró ou alecrim, ervas finas ou de Provence. Outra boa combinação é manteiga e limão, muito utilizada na Itália e que produz pratos deliciosos.

Marinadas

PápricaAs marinadas são misturas de temperos e líquidos (vinho, vinagre, suco de limão, etc.) que tem por objetivo amaciar e acentuar o sabor das carnes. Algumas misturas clássicas são vinho/louro/sal/alho (qualquer tipo)/páprica/pimenta ou suco de limão/páprica doce/alecrim/sal/açafrão/chimichurri ou algum mix de temperos, como o já citado Edu Guedes.

O normal é deixar a carne marinar por 30/40 minutos, mas há casos nos quais a marinada pode exigir de 8 a até mais de 24 horas (geralmente deixo as carnes de porco por um tempo mais longo). Nesses casos, não esqueça de colocar a carne na geladeira!

Uso com parcimônia

Tempero Edu GuedesA grande variedade de temperos disponíveis pode deixar o cozinheiro menos experiente com a vontade de misturar ingredientes demais e em quantidades excessivas. Os temperos, na maioria das vezes, são bastante marcantes e uma pequena pitada pode ser o suficiente (dependendo do tamanho do prato, claro) para deixar a sua marca. As misturas também devem ser experimentadas aos poucos. Algumas ervas tem um sabor mais doce e acentuado, e não devem ser misturadas com outras que tenham a mesma característica (sálvia e estragão, por exemplo), mas essa é uma regra que também pode ser quebrada, dependendo dos demais ingredientes utilizados.
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No fim das contas, o uso dos temperos pode (e deve) seguir o melhor para o seu paladar. Há muitos livros sobre o assunto e sempre existe a possibilidade de se pesquisar na internet (cuidado com a fonte, já que há sites que sugerem alguns usos que considero bastante questionáveis). Mas o que recomendo de verdade é o bom e velho método da tentativa e erro (até porque não existe um errado absoluto).

Abaixo coloco o link de algumas receitas minhas que usam bem os temperos

Nhoque com ervas, pimenta e manteiga

Strogonoff

Linguado com molho crioulo

Molho barbecue caseiro

 

Cuidados nas compras online no Dia das mães

Todo ano aparecem as notícias sobre o aumento no número de fraudes em compras online. O que pouca gente faz questão de frisar é que o número das vendas online aumenta todos os anos e, com isso, também sobrem as ocorrências de pessoas lesadas por sites criminosos. Faz pouco tempo que publiquei dados de outra pesquisa que mostrava que 91% do público sênior realiza compras pela internet.  Ou seja, há cada ve mais gente de mais classes e faixas etárias aderindo ao comércio eletrônico.

Reproduzo abaixo o texto com dicas de Fernando Azevedo, sócio da Silicon Minds e autor dos livros Segredos de Reputação Online e O negócio sujo das Fake News. Espero que seja útil.

De acordo com o Portal E-commerce Brasil, um terço das compras para os dias das mães será online, o que representaria um faturamento de aproximadamente 5.6 bilhões de Reais. Cabe notar ainda que muitos também usam a internet como fonte de pesquisa de produtos e comparação de preços.

Fernando Azevedo é hacker ético, sócio da empresa de reputação online Silicon Minds e autor dos livros “Segredos de Reputação Online” e “O negócio sujo das Fake News”. Ele separou algumas dicas para quem quer comprar online.

A primeira dica é ver se a loja contém o cadeado verde do lado do seu endereço virtual dentro da barra de endereço.

1) O cadeado verde significa que os seus dados como cartão de crédito estão criptografamos e indica que você está em uma loja com o mínimo de proteção.

2) Pesquise resenhas de outros compradores na mesma loja. Use seu mecanismos de busca favorito para saber se há clientes reclamando da loja e procure sites de reclamações como o Reclame aqui.

3) Desconfie de preços muito abaixo da concorrência pois podem ser produtos usados ou lojas interessadas em seus dados de cartão de crédito.

4) Cheque o prazo de entrega para ter certeza que seu presente chegará a tempo.

5) Ao criar uma conta de usuário na loja, escolha uma senha difícil, longa com números, letras e caracteres especiais. Não use palavras existentes. E não use a mesma senha do seu email nem do seu banco

6) Se possível, ligue o fator de dupla autenticação para receber um SMS com código toda vez que sua conta fizer login em um computador desconhecido.

7) Mantenha seu celular e computador atualizados pois os mesmos podem conter falhas de segurança onde hackers podem copiar suas informações. Computadores de terceiros nem pensar.

8) Evite wifi público para entrar em contas de banco, se você precisar entrar checar seu dinheiro no banco.

9) Não salve as informações do seu cartão de crédito

10) Cheque sua fatura com frequência.

11) Bonus: Use os mecanismos de busca para achar o preço mais baixo (em lojas de boa reputação).

Fonte: Silicon Minds

Nestlé compra divisão de grãos da Starbucks

A Nestlé, dona das marcas Nespresso e Nescafé comprou a divisão de grãos e cápsulas de café da Starbucks. O negócio – uma pechincha de US$ 7,2 bilhões – é mais um passo da Starbucks na direção de diminuir o seu escopo de negócios. Em novembro, a rede de cafés já havia vendido a marca de chás Tazo para a Unilever por US$ 384 milhões. Esses movimentos não significam que a Starbucks esteja mal das pernas. A empresa vai manter toda a sua rede de lojas e focar naquilo que sabe fazer melhor, dá mais lucro e na qual é líder no mercado norte-americano (servir café e derivados).

Para a Nestlé, o negócio reforça ainda mais as marcas Nespresso e Nescafé e deve aumentar a sua participação nos supermercados dos EUA, já que as suas marcas já perderam a liderança para marcas como Keurig Green Mountain e Peet´s, ambas de propriedade da JAB Holding. Para evitar a sangria, a Nestlé já tinha comprado as marcas Blue Bottle Coffee e Chameleon Cold-Brew, sem muito sucesso.

O mercado é tão complexo que lembro que a Nestlé já tinha vendido a sua divisão de chocolates para a italiana Ferrero por US$ 2,8 bilhões, deixando de ser a dona de marcas fortes como a Crunch, e a Starbucks vendeu, em março, a sua operação no Brasil para a paulista SouthRock Capital, que controla a Brazil Airport Restaurants.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Com informações do Meio & Mensagem

Antarctica cria escola gratuita para capacitar garçons no Rio de Janeiro

Academia da BOA fica na Lapa, no coração da boemia carioca

De tempos em tempos algumas empresas criam projetos que merecem aplausos demorados. A Ambev é uma dessas empresas e a iniciativa de criar uma escola para os garçons cariocas é louvável, já que os garçons são a alma dos botequins e restaurantes e nem sempre estão preparados para atender bem o consumidor.

O projeto deve formar 500 pessoas para o mercado de trabalho ainda este ano, sendo: 300 novos garçons e 200 profissionais reciclados.

Os interessados em informações sobre o projeto ou inscrição para turmas podem se informar em http://www.antarctica.com.br/academiadaboa ou pelo e-mail projetoacademiadaboa@rj.senac.br

Fotos: Felipe Panfili/Divulgação