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Dicas de Viagem IVc: minivisto para a Europa

Brasileiros precisarão de ‘minivisto’ eletrônico antes de viajar à Europa. Medida entra em vigor em 2021

A série de dicas para evitar ser barrado em um país estrangeiro já deveria ter terminado, mas a notícia de que a União Europeia vai passar a exigir um visto eletrônico para que cidadãos de vários países (inclusive o Brasil) me fez repensar e incluir mais um post na série.

A exigência só vai valer a partir de 2021 e é parte de uma estratégia para aumentar a segurança e evitar atentados terroristas e a imigração ilegal, alguns dos problemas mais graves do continente.

Como vai funcionar

O Etias (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem, na sigla em inglês) nem vai mudar muito a vida do turista brasileiro, apenas aumentar um pouco a burocracia na hora de planejar uma viagem. Segundo as informações divulgadas, o viajante que quiser visitar Paris ou Roma, por exemplo, terá que preencher um cadastro e pagar uma taxa de 7 euros (cerca de R$ 32, em valores de julho de 2018).

Relembrando: hoje, os turistas brasileiros que querem viajar para um dos países da União Europeia precisam apenas de um passaporte válido e responder a algumas perguntas sobre o motivo da viagem, além de comprovar a existência de um seguro de viagem e de fundos suficientes para se manter durante a estadia.

Quando o Etias estiver em vigor, será necessário preencher um formulário online com dados pessoais, número do passaporte e histórico anterior de viagens (o que deve facilitar a aceitação no continente). Esse formulário precisará ser preenchido com pelo menos 96 horas de antecedência do embarque e, conforme já mencionei, também será cobrada a tal taxa de 7 euros de taxa, sendo ou não concedida a autorização.

Os seus dados serão checados por vários órgãos – entre eles a Interpol – para saber se há algo que desabone a sua entrada no Velho Continente.

E o Reino Unido?

O Etias vai abranger toda a Área Econômica Europeia (AEE) e os países membros da Associação de Livre Comércio Europeia. Ou seja, toda a União Europeia, além da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. São, no total, 36 países que utilizarão a nova diretriz. Mas, e o Reino Unido? Bem, as Irlandas, a Inglaterra, País de Gales, Escócia, além de países como Bulgária, Croácia, Chipre e Romênia não vão exigir o Etias. Porém, como ele será exigido em caso de escalas em países da União Europeia, sua obrigatoriedade acontecerá em quase 100% dos casos.

Tempo de validade

A autorização de entrada na Europa será válida por até três anos.

Boa viagem (antes de 2021)!

Outras dicas de viagem

Dicas de Viagem Parte I – Programação

Dicas de Viagem Parte II – Orçamento

Dicas de Viagem Parte III – Transportes

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

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Dicas de Viagem IV(b): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (seguro de viagem)

Continuando as dicas para evitar problemas no desembarque em solo estrangeiro, chega a hora de falar de um item importante e muitas vezes negligenciado pelo viajante: o seguro viagem.

A importância do seguro

Antes de falarmos sobre quais países exigem o seguro, é importante dizer que ele é importante para a sua saúde e segurança. Ao contrário do que muitos pensam, o seguro viagem não é apenas um plano de saúde. Ele cobre vários outros itens, como perda de bagagem, despesas jurídicas e remarcação de passagens, entre outras coisas. Mas, mesmo que sua função fosse apenas cobrir gastos médico-odontológicos – e falo por experiência própria – ele já seria mais que útil, já que uma consulta médica na Europa pode desfalcar em muito o orçamento.


Seguro ou Assistência Viagem?

Embora exista essa diferenciação, para o viajante o nome não faz muita diferença. O importante é saber quem se está contratando e quais as condições do produto escolhido. O importante é saber se você terá que pagar pelos procedimentos médicos (escolhendo os locais de consulta e exames, por exemplo) ou se terá que se dirigir até um local credenciado pelo seguro. Há prós e contras nas duas modalidades, mas a disponibilidade financeira é mesmo o mais importante na hora de decidir.

Normalmente, em uma emergência, ter a liberdade de escolher onde ir é muito bom, mas os custos podem ser bastante altos. Para os que se preocupam com a burocracia, aviso que já utilizei essa modalidade e não tive nenhum problema com o reembolso das despesas. Uma boa notícia é que as seguradoras, na maioria das vezes, vendem os dois serviços no mesmo pacote. É preciso ler bem as letras miúdas do contrato.

Leve em conta também que alguns países da Europa exigem um seguro com cláusulas especiais (falaremos disso mais para frente no texto).

Quanto custa?

Essa é a grande pergunta. O custo do seguro depende muito do tempo, destino da viagem e do tipo de cobertura que se escolhe. Comparado com outras despesas (até mesmo taxas de embarque) o seguro é barato e há maneiras de deixa-lo ainda mais em conta ou até sem qualquer custo. Em 2017, para uma viagem de 17 dias para os EUA, o gasto foi de menos de R$ 300. Há vários sites onde é possível comparar preços de diversas seguradoras.

Como conseguir o seguro grátis

Hoje em dia há várias maneiras de conseguir bons descontos ou até mesmo o seguro de maneira grátis. Clubes de milhagens, programas de descontos e até mesmo cartões de crédito oferecem seguros de viagem para seus associados. É preciso verificar todos os seus programas e quais as condições e características do seguro disponível. Existe a possibilidade das condições e preço não serem interessantes, mas também é possível conseguir um produto que satisfaça as suas necessidades totalmente de graça.

Quanto tempo de cobertura?

Esse é um item com o qual o viajante novato costuma se enrolar. O seguro precisa cobrir desde o dia do embarque até a data do desembarque de volta. Não adianta fazer o seguro para o dia da saída do voo, mas sim da chegada! Esse cuidado é importante para a sua segurança e para os fiscais alfandegários.

O seguro é obrigatório?

Sim, é obrigatório para quem vai viajar para a Europa, Estados Unidos, Cuba e alguns outros destinos.

Europa x EUA

Há diferenças nas exigências dos seguros para os Estados Unidos e para a Europa.
Na Europa é preciso que o seguro cubra pelo menos 30 mil euros em despesas médicas – pode parecer muito, mas como já mencionei, o preço é bastante baixo e vale muito. Mais importante ainda, sem ele a sua entrada no destino está gravemente ameaçada. A regulamentação do Velho Continente é guiada pelo Tratado de Schengen, um acordo feito por vários países – Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Romênia e Suécia – e que obriga todas as pessoas de outros países que vão para lá, a fazerem um seguro de viagem.

Atendimento em português?

Normalmente as seguradoras oferecem telefones onde podemos conversar com alguém em português (voz ou mensagens instantâneas), mas é muito importante ler as letras pequenas do contrato, para ter certeza desses detalhes.

E se o seguro falhar?

Como dizem os ingleses: shit happens. Embora as chances de alguma zebra com o seu seguro acontecer seja raríssima, imaginando que você escolheu uma boa seguradora, a possibilidade sempre existe.

Caso tenha dificuldades em entrar em contato com a sua seguradora quando estiver no exterior, o ideal é deixar cópias dos seus documentos e do contrato com alguém de sua confiança no Brasil, onde será (em teoria) falar com a empresa. Se o problema for algum reembolso não efetuado, a dica é guardar todos os comprovantes dos pagamentos realizados para poder reclamar nos órgãos competentes – A Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), ou mesmo para acionar a seguradora na Justiça.

Caso tenha dúvidas ou algum aspecto que ache que devesse ter sido abordado, deixe um comentário no post ou envie um e-mail para blogdoferoli@gmail.com

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Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro (vistos)

Dicas de Viagem IV(a): Cuidados para não ser barrado em um país estrangeiro

Viajar para o exterior requer uma série de procedimentos e precauções. Nada pior do que ter as férias ou uma viagem de trabalho frustradas por ter a sua (ou de algum acompanhante) entrada barrada no país de destino. Muita gente acha que é só obter o visto de entrada e tudo está resolvido. Ledo engano! O visto é muitas vezes obrigatório, mas não garante nada. Além disso, há muitos outros fatores que podem contribuir para que sua entrada seja negada em algum território. Neste post vou apontar os principais pontos que devem ser observados para garantir que sua admissão seja quase garantida. Portanto, preste atenção nessas Dicas para não ser barrado em um país estrangeiro.

Os vistos

Bem, para início de conversa, verifique se o país para o qual está indo e – MUITO IMPORTANTE – todos os países onde eventualmente fará escalas exigem visto. Caso o seu voo faça uma escala, digamos, no Canadá, é obrigatório que você tenha o visto de entrada no país ou você não vai seguir viagem (veja abaixo a lista dos países que exigem visto). As coisas são mais simples quando a viagem é para a América do Sul (para a maioria dos países não é necessário nem passaporte, apenas um documento de identidade original com foto, em bom estado (de preferência com menos de dez anos de emissão, como o RG ou a CNH). Porém, lembre-se de que mesmo a obtenção do visto (muitas vezes com o pagamento de taxas não muito suaves) não garante nada. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, “certificados de hospedagem, comprovantes do objetivo da viagem, cartas-convite e bilhetes de retorno ao Brasil podem ser exigidos pelas autoridades estrangeiras”. Fique preparado!

Pesquise também o tempo que cada país demora para a emissão do visto. Não são raros os problemas técnicos que podem fazer com que o documento demore meses para chegar até as suas mãos. Portanto, nunca marque sua passagem antes de ter certeza de que conseguiu o visto.

Onde o visto é obrigatório

Afeganistão, Angola, Arábia Saudita, Argélia, Austrália, Azerbaijão, Bangladesh, Bahrein, Belize, Benin, Brunei, Burkina Faso, Burundi, Butão, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Canadá, Catar, Chade, China, Comores, Coreia do Norte, Costa do Marfim, Cuba, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Eritreia, Estados Unidos, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiana Francesa, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Iêmen, Ilhas Cook, Ilhas Kiribati, Ilhas Marianas, Ilhas Marshall, Ilhas Maurício, Ilhas Salomão, Índia, Irã, Iraque, Japão, Jordânia, Kuwait, Laos, Lesoto, Líbano, Libéria, Líbia, Madagascar, Malawi, Mali, Mauritânia, Moçambique, Moldova, Myanmar, Nepal, Níger, Nigéria, Omã, Papua-Nova Guiné, Paquistão, Quênia, Quirguistão, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Síria, Somália, Sri Lanka, Suazilândia, Sudão, Sudão do Sul, Tadjiquistão, Taiwan, Tanzânia, Timor Leste, Togo, Turcomenistão, Uganda, Uzbequistão, Vanuatu, Vietnã, Zâmbia e Zimbábue.

Visto não exigido para viagens de até 30 dias

Bolívia, Cazaquistão, Cingapura, Honduras, Ilhas Maldivas, Indonésia, Micronésia, Nauru, Nicarágua, República Dominicana, República do Palau e Tonga.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 60 dias

Samoa Ocidental e Venezuela.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 90 dias

África do Sul, Albânia, Alemanha, Andorra, Argentina, Armênia, Áustria, Bahamas, Belarus, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Botsuana, Bulgária, Chile, Chipre, Coreia do Sul, Costa Risca, Croácia, Dinamarca, Dominica, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Geórgia, Granada, Grécia, Guatemala, Haiti, Holanda, Hong Kong, Hungria, Ilhas Fiji, Ilhas Seychelles, Ilhas Tuvalu, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Jamaica, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macau, Macedônia, Malásia, Malta, Marrocos, México, Mônaco, Mongólia, Montenegro, Namíbia, Noruega, Nova Zelândia, Palestina, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Rússia, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Martinho, São Vicente e Granadinas, Sérvia, Suécia, Suíça, Suriname, Tailândia, Trinidad e Tobago, Tunísia, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Vaticano.

Onde o visto não é exigido para viagens de até 180 dias

Antígua e Barbuda, Barbados, Colômbia e Grã-Bretanha.

Valores de alguns vistos

Austrália US$ 135
Canadá US$ 150
Estados Unidos US$ 160
Nova Zelândia US$ 140
China / Taiwan US$ 100
Rússia US$ 160

Cuidado com a bagagem e declare tudo

Problemas na bagagem são um dos principais motivos para barrar a entrada de estrangeiros. Sendo assim, muito cuidado ao aceitar levar encomendas para amigos ou conhecidos. Virar mula e ser preso ou deportado por conta de um favor, não é bom.

Outra dica muito importante é declarar tudo. Caso esteja levando algum produto que possa ser considerado agrícola (café, por exemplo), de origem animal (patês, etc) ou que possa infringir alguma lei sanitária do país de destino (queijo, etc), declare! Normalmente o viajante precisa preencher um formulário respondendo uma série de perguntas sobre o que está levando e, em caso de dúvida, opte por dizer que sim. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, essa tática pode até ser benéfica, já que você é atendido por um agente da imigração fora da fila normal e, caso não tenha nada de ilegal na sua bagagem, pode ganhar um tempo precioso.

No próximo post: A importância do seguro de viagem e de ter um roteiro definido.

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