Um novo adepto do Android

androidDemorou até me render ao Android, mas estou adorando. Ok que o smartphone não é topo de linha (Razr D3) e que a rapidez com a qual a bateria acaba nesses dias de baixar, configurar e testar aplicativos, me irrita muito, mas estou feliz.

Não vou me atrever a fazer um review do aparelho ou do sistema (tarefa para a Elis Monteiro), mas de tempos em tempos vou postar uma ou outra novidade que descobrir.

Bem vinda, nova era!

Telejornais e outros programas da Globo chegam ao Android

globotv_appA Rede Globo lançou o aplicativo Globo.TV para Android. Agora, será possível assistir, gratuitamente, telejornais e outros programas da emissora em dispositivos com o sistema operacional móvel do Google.

O aplicativo não transmite a programação ao vivo, mas possui catálogo com atualização diária de capítulos completos de novelas, séries e outra atrações. De acordo com o TechTudo, o Globo.TV também traz conteúdos de canais por assinatura, como SporTV, Multishow, GNT, Off, Universal, Globo News e Canal Brasil.

Para assistir vídeos basta selecionar o programa em uma listagem dos conteúdos disponíveis. Programas completos são restritos a assinantes da Globo.com. O aplicativo é compatível com smartphones e tablets que tenham Android versão 4.0 ou superior.

Fonte: Comunique-se

Rádio Globo muda voz padrão da emissora

Pelo jeito a coisa no Sistema Globo de Rádio ainda continua tensa. Não bastasse os problemas e mudanças na CBN (leia aqui), a Rádio Globo também começa a sofrer com a falta de rumo.

Raimundo Nonato Rádio GloboO jornalista e locutor Roberto Nonato (foto) não é mais a voz padrão da Rádio Globo. A direção da emissora optou em deixar um locutor noticiarista do Rio de Janeiro na função ocupada pelo radialista durante os últimos 10 anos.
Nonato está no Sistema Globo de Rádio há 23 anos. Há dois, deixou a Antena 1 para se dedicar exclusivamente ao cargo de âncora da CBN, onde apresenta o ‘Jornal da CBN – 2ª edição’ e cobre as férias de Milton Jung na primeira edição do noticiário.

A Rádio Globo está passando por ampla reestruturação. A programação nacional está sendo substituída, aos poucos, por conteúdo regional. Essa mudança acontece pelo fato de a “matriz” carioca ter perdido há anos a liderança e, consequentemente, muitos ouvintes para a Super Rádio Tupi.

Fonte: Comunique-se

Facebook busca talentos brasileiros

Essa é para os nerds com disposição.

facebookO Facebook anunciará em breve a criação de um programa para recrutar profissionais para a operação brasileira da rede. O alvo do projeto são as pessoas que se interessam pelo desenvolvimento do empreendedorismo corporativo que, segundo o diretor geral do Facebook Brasil, Leonardo Tristão, é a cara da empresa. A companhia, que conta atualmente com 65 profissionais, terá até o final deste ano outras 20 posições disponíveis. Além de novas vagas em 2014.

O crescimento da operação é um dos três pilares que o Facebook trabalhará no próximo ano. Expandir o contato com as marcas e mostrar como a plataforma pode impactar as estratégias de negócios de empresas, principalmente as pequenas e médias, é um dos outros focos da rede. A aposta em segunda tela completa os objetivos. “Mais de 44 milhões de usuários acessam o Facebook por dispositivos móveis enquanto assistem à TV. Os eventos esportivos que virão oferecem oportunidades incríveis nesse sentido”, explica Tristão.

Outras praças da AL

O VP para a América Latina, Alexandre Hohagen, que inicialmente comandou a abertura do escritório no País, em 2011, passa a se dedicar mais aos outros mercados da América Latina, onde a rede tem 250 milhões de usuários, e aos escritórios da Argentina, do México e em Miami.

Leonardo Tristão segue atuante no País. Com 76 milhões de usuários ativos, o Brasil fica atrás de Estados Unidos e Índia em número de adeptos. Informações de mercado não confirmadas oficialmente pelo Facebook colocam a operação brasileira entre as cinco mais importantes para a rede em termos de faturamento.

Fonte: ProXXIma

Jorge Vercillo ao Vivo no Ceará

Cantor e compositor fala sobre o CD e DVD ‘Luar de Sol’, que tem a música ‘Face de Narciso’ como carro-chefe

jorgevercilloluarAlguns nomes se destacam no cenário musical, seja por sua sensibilidade, criatividade ou trabalho de marketing. No caso de Jorge Vercillo, criatividade e sensibilidade se sobrepõem ao marketing. Sendo assim, falar de seu último trabalho – o CD e DVD Luar de Sol ao Vivo no Ceará – é oportuno, mesmo que um dos destaques do álbum, a canção Face de Narciso, já não esteja em cartaz com a novela Flor do Caribe, que terminou recentemente.

Vercillo falou  sobre o novo trabalho, que já conquistou plateias de todo o País.

O trabalho segue um caminho mais incomum, com várias canções de menor “apelo radiofônico”. Por que essa decisão?

São as minhas músicas preferidas que estão nesse DVD. Pude resgatar de antigos CDs algumas delas (como Raiou e Olhos de Nunca Mais ou Apesar de Cigano) que sempre foram queridas pelo meu público e ainda não tiveram um registro audiovisual. Esse trabalho traz à tona a minha musicalidade brasileira e nordestina. Face de Narciso tem uma levada de maracatu lento misturado com uma sonoridade de rock progressivo do Yes.

O repertório do novo show privilegia canções com sotaque mais brasileiro e nordestino, que não tinham tocado em rádio, mas muito conhecidas pelos fãs, como Numa Corrente de Verão em parceria com Marcos Valle, o samba ternário Raiou (Jorge Vercillo), Apesar de Cigano (Altay Veloso/Aladim Texeira), a arabesca Oração Yoshua (Jorge Vercillo / Paulo Feital).

O DVD mostra uma descontração feliz. Você gosta de se ver em vídeo, prefere apenas se ouvir ou não tem o hábito de revisar seus trabalhos depois de lançados?

Gosto de me ver sim, mas meu filho Victor, de seis anos, escuta tanto para tocar bateria em cima do arranjo que não aguento mais (risos). Ele está estudando bateria e o ídolo dele é o Claudio Infante, grande músico que tem tocado conosco.

Como gostaria que os fãs encarassem o Luar de Sol?

A ideia é que o público se surpreenda com conteúdo novo, mas se identifique com os sucessos novos e antigos que estão presentes.

O DVD registra 29 canções do show filmado em 18 de setembro de 2012, no Theatro José de Alencar, em Fortaleza (CE), e é um dos registros mais genuínos já feitos pelo artista.

Recomendado!

Formação de plateias

Formando plateiasOutro dia estava lendo a Revista do Globo, um dos suplementos pelos quais nutro menos simpatia na nossa imprensa, mas… era um daqueles momentos solitários nos quais a gente pega qualquer coisa para ler, e encontrei uma reportagem interessante que falava da mania das pessoas em fotografar e filmar qualquer evento, seja ele um show de rock, um balé ou uma peça de teatro. Havia bons argumentos defendendo e censurando o novo hábito. A discussão corria bem, com fotógrafos defendendo sua profissão e afirmando (com boa dose de razão) que são atrapalhados por pessoas que, na primeira oportunidade, vão apagar os registros, principalmente pela má qualidade da fotografia/filmagem – o que tem de gente que filma e dança ao mesmo tempo é realmente espantoso -, mas o que me deixou sem respirar foi a declaração de uma pessoa cujo título era “criadora do curso de Formação de Plateias“!  Peraí….. formação de plateias?

Parei, pensei e resolvi parar de ler por ali mesmo. Fiquei imaginando você sair do trabalho, pegar um ônibus ou um táxi para ir para a sua aula de formação de plateias. Posso estar escrevendo a maior das imbecilidades, mas fiquei pensando em como seria isso. Aprender a sentar da maneira correta? Respirar baixo (caso vá a algum show do João Gilberto) ou até mesmo quando ou não fotografar e filmar. Todas as opções (rasteiras, mas lógicas) me pareceram absurdas demais para levar em consideração em 2013.

Para mim, formação de plateia é preço decente e espetáculo de bom nível. Querer ensinar a um adorador de funk ou samba como se comportar em um campo de golfe ou quadra de tênis (que também são espetáculos) é tão ridículo quanto querer que um torcedor do framengu aprenda como se comportar no Municipal. :p

Bem, esse texto sobre o nada é apenas para mostrar a minha surpresa com o título do curso. Se alguém souber realmente do que se trata, por favor, me informe.

O Rock in Rio 2013 visto de casa

Rock in Riop - Bruce Springsteen IAgora que o Rock in Rio terminou, é chegada àquela hora em que todo mundo dá a sua opinião sobre o que foi bom e o que foi rui no festival. Depois de muito tempo, assisti tudo pela TV e admito que foi uma experiência bastante boa, apesar dos apresentadores e da péssima mixagem do som do Multishow.

O primeiro fim de semana do RIR foi, musicalmente, quase esquecível. Uma ou outra atração do Palco Sunset não caiu na rasteirice pop escalada para o palco principal. Ok, tivemos Thity Seconds to Mars e Muse, mas nada que compensasse Ivete e Beyoncé, que podem ter seu público, mas não tem qualquer relação com a marca Rock in Rio. A Homenagem a Cazuza? Uma pena. Melhor o rever o Tributo a Raul Seixas. Living Colour também mandou bem, assim como o encontro dos Autoramas com B Negão, sem contar o reencontro de Ivan Lins e George Benson, que estiveram na primeira edição do RIR, Benson fechando a noite de maior público da história do evento (250 mil pessoas). Mas o que valeu estava mesmo na segunda semana.

Rock in Riop - Bruce Springsteen IIOs primeiros shows da segunda semana foram pesados e, tirando a papagaiada desse tal Ghost B.C., Alice in Chains e Metallica fizeram a alegria dos que gostam de guitarras altas e distorcidas. Na sexta, foi o dia do rock farofa do hoje sem voz Bon Jovi, um dos mais populares artistas dessa edição e de um Frejat que, mais uma vez, colocou a galera pra dançar, com seu show ultra competente. Porém, seja lá por qual razão, a programação do sábado (21) foi absurdamente superior a dos outros dias. No Sunset: Lenine, Moraes Moreira, Pepeu e Roberta Sá, além de Fernanda Abreu. No principal: Skank, John Mayer e o The Boss Bruce Springsteen que, repito pela enésima vez, nunca foi um de meus artistas favoritos, mas fez o melhor show do RIR 2013. Não sei se orientado por alguém que já tenha vindo tocar no Brasil várias vezes – lembro que ele e Paul McCartney tiveram o som cortado durante um show em Londres por passarem do horário permitido -, mas a verdade é que ele usou todos os trunfos para deixar o público aos seus pés. Foi para a galera (literalmente), falou várias palavras em português e ainda por cima cantou uma música de Raul Seixas (Sociedade Alternativa) em português! Juntando isso ao seu show básico de quase 3h, Bruce deixou todo mundo pra trás e ainda prometeu voltar “very, very soon“!

Rock in Riop - Bruce Springsteen IIIA última noite teve Iron Maiden. Eddie & Cia mandaram mais uma vez muito bem, mas receberam menos atenção da mídia do que o encontro entre Zé Ramalho e Sepultura, o Zépultura!

Fim de festa e até 2015.

PS: Muita gente pode não gostar do Skank, mas os caras têm um show que mexe com a plateia e faz qualquer grupo que entre depois ter que suar muito a camisa para superá-los!

Fotos: Marcelo Feitosa

Qual o melhor show internacional do Rock in Rio 2013?

Agora que o Rock in Rio acabou, fica a pergunta: qual artista estrangeiro fez o melhor show do festival?

Ajude a pesquisa do F(r)ases da Vida e dê a sua opinião aqui no menu ao lado ——–>

A ‘Dança’ de Jeff

Capa CD_Jeff AltaO cantor e compositor Jeff apresenta seu segundo disco solo Dança, com um naipe de participações mais que especiais. Com um som girando em torno da percussão, Jeff se aproveita das presenças de Marcos Suzano, Robertinho Silva, Pirulito e Adriano Sampaio, para criar um batuque próprio.

Como destaque estão canções como Ritual, Noite Carioca e São João, onde o cantor mostra que tem personalidade e talento para misturar Olodum, axé, Maranhão, maracatu, Angola, Guiné, Morro Azul e Rio Grande do Sul, entre muitas outras influências.

Mas, embora calcado no som da percussão, Dança tem arranjos que não se prendem ao comum. Desde a faixa que abre o CD (Ritual) até o último segundo de O Poeta das Quadras (que fecha o trabalho), o ouvinte pode encontrar surpresas que tornam o disco uma delícia de ser ouvido.

Kanye West – ‘Yeezus’

kanye-west-yeezus-artwork-officialRap é um ritmo que divide opiniões e infla egos, de fãs e artistas. Yeezus, sexto e novo disco de Kanye West, é cheio de pistas de que seu ego não tem nada de pequeno. Pelo menos, o disco mostra que ele tem talento suficiente para ser marrento. Talvez o ponto baixo do disco seja a capa (ou a falta dela), o que também pode ser considerado um ato egocêntrico de quem acha que não precisa se mostrar. Há apenas um adesivo na parte traseira da caixa do CD com os créditos das canções.

O álbum conta com a participação do Daft Punk – aumentando ainda mais o peso autobiográfico da canção I’m God (Eu Sou Deus) – e de outros convidados, realçando as inquietudes sociais e demais bandeiras do rap/hip hop. Yeezus pode não ter uma cara, mas é uma pancada sonora.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Beale Street lança primeiro DVD

CAPA DVD BEALE STREET (2)Blues é uma paixão e fazer blues no Brasil não é para qualquer um. Por isso, fico feliz sempre que vejo um artista do gênero produzindo e lutando para manter viva a chama de um dos mais tradicionais e interessantes ritmos do mundo.

O power trio carioca Beale Street, uma das bandas de blues mais ocupadas do País, lança o seu primeiro DVD, com um repertório composto apenas por canções autorais e em português, sempre um perigo para qualquer artista. Formada por Ivan Mariz (Guitarra e vocal), Cesar Lago (baixo e vocal) e Beto Werther (bateria e vocal), a banda mostra força nesse Ao Vivo no Espaço Cultural Escola Sesc.

Para tornar o projeto ainda mais especial, o grupo conta com a participação de alunos da Escola SESC de Ensino Médio, todos na faixa dos 16 anos, em cinco das 11 canções do DVD, encorpando ainda mais o som da banda. Como não poderia deixar de ser, as músicas do Beale Street falam de coisas bem cariocas, como Primavera em Ipanema, e ícones do blues, como os Campos de Algodão.

Uma versão deste texto também foi publicada no jornal O Fluminense

O último do Alice in Chains

Alice-In-Chains-The-Devil-Put-Dinosaurs-HereThe Devil Put Dinosaurs Here, mais recente registro de estúdio da banda norte-americana Alice in Chains, uma das atrações desta quinta-feira no Palco Mundo do Rock in Rio, reafirma que o grupo está longe de pendurar as chuteiras.

Quinto disco de estúdio e o segundo depois da morte do vocalista Layne Staley, The Devil Put Dinosaurs Here mantém a identidade do grupo na era pós-Staley – iniciada com Black Gives Way to Blue, de 2009.

Quem for ao Rock in Rio e ouvir antes ao disco, vai entender que o grupo não está de brincadeira logo na primeira faixa, Hollow, cheia de energia e com aquele tom heavy metal alternativo. Mas há muito mais para curtir e recuperar o rock que dá nome ao festival do qual farão parte. A faixa-título e a ótima Breath On A Window fazem o disco tocar, deixando um gostinho de quero uma faixa extra no ar.

Para quem não aguentava mais ver e ouvir artistas com repertórios que passavam longe do verdadeiro rock no RIR, Jerry Cantrell (vocais e guitarras), William DuVall (vocais e guitarras), Sean Kinney (bateria) e Mike Inez (baixo) devem chegar arrebentando para colocar as coisas no seu devido lugar. O Alice in Chains pode até ser classificada como uma banda veterana, mas ainda tem muita energia para queimar.

Mais um jornalista demitido por postagem no Twitter

Flavio Gomes - PortuguesaPelo jeito as empresas brasileiras ainda vão perder muita gente boa enquanto não entenderem que as redes sociais são particulares e que seus funcionários têm direito de se manifestar da maneira que quiserem, desde que não estejam vestindo a camisa da empresa. Não é porque alguém trabalha em um lugar com determinada orientação (seja política, comercial ou moral) que um jornalista precisa concordar com ela 100% do tempo. Mais ainda, as opiniões têm que ser respeitadas. Imagine se neste blog (que nem é tão visualizado) eu não puder xingar, expor minhas opiniões sobre o que ou quem quiser? Não haveria razão para esse espaço existir. Isso vale também para minhas contas no Twitter, Facebook, etc. Eu só reproduzo coisas do meu trabalho que expressem a minha opinião.

A notícia de que a ESPN Brasil demitiu o ótimo comentarista Flavio Gomes, por comentários que ele fez no seu Twitter após um jogo da Portuguesa é uma grande bola fora de uma empresa que sempre me pareceu um ótimo lugar para trabalhar. Espero que as empresas compreendam que jamais comandarão o pensamento de ninguém.

Leia a notícia completa publicada no Jornalistas & Cia.

O comentarista e repórter da ESPN Flavio Gomes foi desligado da emissora nesta segunda-feira (9/9) após duras críticas e ofensas que publicou em sua conta no Twitter contra torcedores do Grêmio. A confusão começou logo após a partida entre Portuguesa – time de coração do comentarista – e Grêmio, realizada no último sábado (7/9), que foi marcada por lances polêmicos com a arbitragem. Também por sua conta no Twitter, o diretor de Jornalismo da ESPN Brasil João Palomino pediu desculpas pelos comentários ofensivos, não apenas de Flávio Gomes, mas também de outro profissional da casa, o gerente de Programação dos canais ESPN Arnaldo Ribeiro.

ESPN BrasilEm entrevista a Luiz Carlos Reche, da Rádio Guaíba, o comentarista defendeu-se afirmando que tudo havia sido um grande mal-entendido que teve uma consequência proporcional ao tamanho deste: “Quem me segue sabe que meu nível de brincadeira no Twitter é esse. Eu estava de folga e utilizando essa ferramenta que é absolutamente pessoal, sem ligação a nenhuma empresa. Respeito a decisão da empresa, que é soberana, mas acho que isso abre um precedente muito grave. As redes sociais ainda não estão sendo bem entendidas pelas empresas de comunicação e estão misturando muito do que é brincadeira com o que é jornalismo. Eu não me arrependo de brincar com o futebol.  O dia em que eu parar de brincar com o futebol, como torcedor da Portuguesa que sou, o futebol pra mim vai perder a graça”.

Daniel Castro deixa o R7 quatro anos depois de ser atraído por projeto “que nunca existiu”

Há coisas que o tempo se encarrega de explicar. A notícia abaixo saiu no Comunique-se

0danielc1609Acabou no domingo, 15, a parceria entre no jornalista Daniel Castro e o portal R7. Há quatro anos no site, o colunista deixou a página para se dedicar ao “jornalismo que sempre acreditou”. Ainda nesta semana, ele lançará o projeto Notícias da TV.

Embora a página não possa ser aberta nesta segunda-feira, 16, o anúncio sobre o encerramento da coluna de Castro saiu no espaço que comandava no R7. No comunicado, o jornalista se despediu e agradeceu aos leitores que diariamente acessavam o conteúdo.

Ao Comunique-se, Castro conta que foi para a Record atraído pela oportunidade de dirigir programa de televisão, “algo que nunca existiu”. “O projeto morreu e não me avisaram. Então, segui com o blog, pensei em quebrar o contrato, mas a multa era muito alta”.

O jornalista diz que, pouco depois de assumir a página que levava seu nome, sua liberdade foi cerceada. “Proibiram-me de publicar diretamente os textos. Existia uma estratégia da assessoria de imprensa da Record de controlar tudo. Perdi a vontade, fiquei frustrado e meu trabalho perdeu a relevância”.

Castro, ex-Folha de S. Paulo, afirma que aprendeu que o compromisso é com o leitor e isso era o que mais incomodava. “Na Record, o compromisso é com o canal. Estava a serviço do R7 e por quatro anos não trabalhei a serviço do cidadão. Era um suicídio lento e gradual“.

Sobre o novo projeto, a ser lançado neste 18 de setembro, o jornalista afirma que abordará de maneira ampla assuntos relacionados à televisão e bastidores de grandes empresas. “Quero que, em pouco tempo, o site vire portal. Pretendo fazer a maior página que cobre TV do Brasil”. O site criado por Castro terá na equipe os jornalistas Gilvan Marques (ex-Flávio Ricco/UOL), Márcia Pereira (ex-Record/Follha), Eduardo Bonjoch (ex-Home Theater), João da Paz e Paulo Pacheco. Daniel Rosa e Marcus Gurgel, da Dainet, respondem pela comercialização.

Fonte: Comunique-se

Ney Matogrosso – Um trabalhador da Música

É sempre um prazer dividir um texto com um jovem e promissor talento. A matéria abaixo foi praticamente toda produzida pela ótima Vanessa Berthein, que deixou o jornal, por um tempo breve, espero.

Um beijo, Vanessa!

32fa1Ator, compositor, coreógrafo, iluminador, dançarino e, claro, cantor, Ney Matogrosso volta ao Rio com o seu show Atento aos sinais. Depois de uma temporada bem sucedida na cidade e que também passou por várias cidades brasileiras, Ney volta ao palco do Vivo Rio nos dias 21 e 22, para desfilar seu talento e versatilidade. Aos 72 anos, recém completados, o artista ainda se mostra em ótima forma, inquieto e com um espetáculo pensado nos mínimos detalhes, a marca perfeccionista do cantor, que ainda aproveita para interagir com artistas da nova geração e se autoproclamar um trabalhador da música.

Ney Matogrosso fala sobre a carreira, o show e sobre a liberdade artística que permite que continue em constante movimento.

Esse trabalho tem músicas de, entre outros artistas, Criolo, Dani Black e Vitor Pirralho, que são um pessoal da nova geração da música. Você é antenado com o que rola de novo ou chegou ao trabalho deles por acaso?

NEY_MATOGROSSO_foto_RICARDO-NUNES-829Tem o Tono também, o Zabomba. Eu cheguei de várias formas. Em 2009 comecei a mexer nesse disco. A primeira música que eu decidi que eu queria cantar foi a do Vitor Pirralho (Tupi Fusão), que eu conheci em 2009. Alguns me mandaram discos, outros eu vi na net e fui atrás, e ai assim foi, fui organizando o material. O Dani eu conheci já, porque ele é filho da Tetê Espíndola, então eu o conheço desde pequenininho. E ai, fui organizando muito calmamente esse repertório. Ai, teve um momento que eu percebi que era isso, era mostrar um monte de gente nova.

E acaba sendo uma espécie de homenagem/reconhecimento a esses novos artistas. Como eles receberam isso?

Todos gostaram, porque cada um é conhecido no seu Estado, mas ninguém é conhecido no Brasil todo, então e eu sou uma oportunidade de levar esses todos para o Brasil, para que as pessoas possam ficar conhecendo eles. Eu acho que eles gostaram.

NEY_MATOGROSSO_foto_RICARDO-NUNES-830O show retoma o seu lado mais pop/rock. É com essa pegada que você está encarando os seus recém-completados 72 anos?

Não sei dizer. Na verdade, resultou que o que eu gostava era assim. Então, ele é mais rock e pop mesmo. Porque o repertório que eu estava gostando e selecionando caminhava todo por ai.

Atento aos sinais foi gerado no Rio de Janeiro e agora está retornando a cidade. Qual é a expectativa para as novas apresentações na cidade?

A expectativa é a melhor possível, porque por onde eu tenho passado a receptividade é imensa. Todos os lugares por onde vou têm os ingressos esgotados com muita antecedência. Eu estou achando que vai acontecer a mesma coisa aqui no Rio.

Como você se sente em ser considerado uma das maiores influências da música popular brasileira, não só para a sua geração, mas para todas as outras, inclusive para os meninos que compõem o seu repertório do show?

32fa5  Ney Matogrosso-8805Eu, sinceramente, eu não me acho nada. Eu sou uma pessoa que trabalha, que gosta do que faz, e que está ainda em constante movimento. Eu não parei. Então, eu acho que é isso, eu sou um trabalhador da música. Não acho que eu tenha alcançado nada, porque também, se você achar que você já chegou a algum lugar, que você já alcançou, você para. E eu então, prefiro achar que não cheguei a lugar nenhum.

Esses bem sucedidos 40 anos de estrada incluem inúmeras apresentações e parcerias. O que ainda pretende fazer dentro de sua já brilhante carreira, já que frisa que não quer parar?

Eu tenho feito muito cinema paralelamente, mas eu não sei, eu não tenho uma ideia de qual será o próximo passo, porque eu ainda estou muito envolvido com isso. Acho que vou precisar de um certo distanciamento, fazer isso mais tempo, para eu poder entender qual é a próxima coisa que eu poderia fazer. Nesse momento, eu não sei.

Há algum gênero da música que ainda gostaria de explorar?

Não sei. O fato de eu não ser compositor me deixa em uma situação confortável, porque me da abertura pra tudo. Eu não tenho um estilo musical, eu desfruto de tudo que a música oferece. O fato de não compor, no meu caso, é positivo.

Serviço
Show – Ney Matogrosso “Atento aos sinais”
Local – Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Flamengo
Data – 20 e 21 de Setembro, às 22h
Preço – Entre R$ 40 e R$ 260

Fotos: Divulgação e Ricardo Nunes

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Dois super discos ganham super edições

Enquanto o Rock in Rio patina com atrações pra lá de discutíveis (em termos musicais) e um ou outro acerto, aproveito para postar que dois grandes discos vão ganhar aquelas milionárias edições de luxo que servem para nos deliciar e deixar bem mais pobres. São ele: Unplugged (Eric Clapton) e Tommy (The Who).

Os dois lançamentos chegam ao mercado antes do fim do ano e, pelo menos um deles deve ser vendido no Brasil de maneira oficia“, sem a necessidade de importação.

Veja os detalhes dos lançamentos.

EC UNPLUGGED 2013Unplugged Amplified

O pacote trará 2 CDs e 1 DVD, com o disco original e mais seis canções que haviam ficado de fora do álbum, tudo com som remasterizado. O DVD tem a íntegra do programa da MTV e mais de 1 hora de imagens inéditas, incluindo algumas do ensaio de Clapton e banda.

As datas oficiais de lançamento são:

October 11: Germany, Australia, New Zealand, Switzerland, Ireland, Belgium, Finland, & The Netherlands
October 14: UK, Czech Republic, Austria, South Africa, Hong Kong, Poland, France, Denmark, & Norway
October 15: US, Canada, Argentina, Brazil, Mexico, Chile, Italy, & Spain
October 16: Japan & Sweden

Tommy

tommy1Seguindo o que Townshend & Cia fizeram com o Quadrophenia e outros lançamentos, o LP duplo original vai se transformar em um mega pacote com 4 CDs, além de um livro de capa dura e 80 páginas e um pôster, além de itens de memorabília como letras escritas a mão fotos e anotações.

A data oficial de lançamento na Inglaterra é 11 de novembro.

Disco 1 – The original album (2013 re-master)

Digitally re-mastered in HD

Disco 2 – The demos and out-takes

Com (segundo eles) 20 faixas nunca lançadas, tiradas do arquivo de demos de Pete Townshend

Disco 3 – The 5.1 album mix – Hi Fidelity Pure Audio Blu-ray

O disco remixado em surround e em Blu-ray

Disco 4 – The live ‘bootleg’ album

Disco com 21 canções nunca lançadas tiradas de vários shows de 1969.

Palavra do Dia – Intuição

Intuição é algo que eu preciso trabalhar melhor na minha vida. Não sou muito bom em prever algo (bom ou ruim) chegando e isso, por vezes, traz problemas.

intuitionA intuição é uma forma de conhecimento imediato, independente de qualquer processo de raciocínio. Assim, de acordo com a autora de “Os mitos da felicidade”, nosso sistema intuitivo se vale, normalmente, de atalhos mentais rápidos e superficiais ou de regras gerais. Equivocadamente, os julgamentos intuitivos são interpretados como premissas ou fatos consumados, pois parecem emergir de maneira espontânea. Portanto, as reações iniciais aos momentos críticos estão contaminadas por nossa parcialidade intuitiva.

Definição:

(in.tu:i.ção)

sf.

1. Percepção pronta e clara; instinto, sexto sentido.

2. Pressentimento sobre acontecimento futuro; PRESSÁGIO

3. Fil. Forma de conhecimento imediato, independente de qualquer processo de raciocínio.

[Pl.: -ções.]

[F.: Do lat. intuitio, onis.]

Intuição linguistica
1 Ling. Capacidade intuitiva de o falante de uma língua perceber e aceitar a estrutura semântica e gramatical de sentenças nessa língua como expressão de determinados significados, de estabelecer analogias com outras formas de expressão desses significados, de reconhecer ambiguidades e indefinições etc.

O Rock in Rio e a minha felicidade

logo_rockinrioDepois de assistir a trechos do dia de abertura do Rock in Rio (que definitivamente deveria mudar de de nome) fiquei com uma sensação ainda mais forte de que não ir na edição deste ano – profissionalmente ou por diversão – foi uma boa escolha. Entendo perfeitamente o espírito do festival, que sempre quer reunir várias tribos, mas esse primeiro dia ficou tão longe de qualquer conotação com a palavra rock que fiquei satisfeito em não ter me despencado para a Barra da Tijuca para ver e ouvir o que foi oferecido.

Me chamem quando o The Who for tocar.

Bianca Gismonti – DNA de categoria

layoutdigiBianca_corte2.inddFilha do multinstrumentista Egberto Gismonti, a pianista cantora e compositora Bianca Gismonti lança seu primeiro trabalho solo – Sonhos de Nascimento (Biscoito Fino) – comprovando que o DBA musical faz toda a diferença. Mesclando temas instrumentais com canções letradas, Bianca demonstra segurança vocal e um domínio estupendo do piano, o que deve deixar o clã Gismonti bastante orgulhoso.

Os temas de Sonhos de Nascimento (como a ótima faixa de abertura – Festa no Carmo) não deixam de citar de alguma forma o som do pai, no melhor dos sentidos. Em alguns momentos (Filha de Acari) lembrando a cantora Joyce, e em outros dialogando com a voz e a percussão de Nana Vasconcelos (O Vôo de Hanuman), Bianca Gismonti marca com estilo o seu primeiro voo solo.

Mais um bom título lançado neste bom ano de 2013.

James Brown destruindo tudo no seu palco preferido

jamesbrownbestofJames Brown era um dínamo no palco. O rei do soul e do verdadeiro (e bom) funk incendiava toda e qualquer apresentação, não importando onde fosse o show, mesmo quando a idade já pesava ou as condições técnicas não ajudavam. Porém, era no palco do Apollo Theater, no Harlem, em Nova York, que o artista parecia se sentir mais energizado. A prova disso foram os quatro álbuns ao vivo que Brown lançou com registros feitos no Apollo – Live at the Apollo (1963), Live at the Apollo vol. II (1968), Revolution of the mind – Recorded live at the Apollo vol. III (1971) e Live at the Apollo 1995. Agora, para comemorar os 50 anos do lançamento do primeiro destes álbuns, a Universal Music despeja no mercado a (ótima) coletânea Best of live at the Apollo: 50th anniversary, que ainda traz dois registros inéditos gravados em 1972 para um disco que jamais foi lançado. Raridade total!

Best of live at the Apollo: 50th anniversary é perfeito para aqueles que ouvem a palavra funk e se arrepiam de medo (ou nojo). James Brown e sua banda (The Famous Flames) colocam fogo em tudo e todos nas 12 faixas do CD.

Feliz Sex Machine para todos.

 

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Dia do Gordo – um recadinho atrasado

Elefante com minissaiaVocê sabe que tem algo errado quando alguém que tem um corpinho digno de ser exposto no zoológico acha que pode se vestir como a Mary Quant. Pior ainda quando acha que o QI é elevado.

 

PS: Se não sabe quem é Mary Quant, pede pra cagar e sai de fininho!

Os enganos em relação ao câmbio

Variação do dólar IIEsse não é um texto para dissertar sobre as táticas econômicas ou as consequências da alta do dólar no país, mas sim para refletir sobre o comentário de um experiente analista econômico sobre as previsões e expectativas erradas em relação à cotação da moeda norte-americana. Em um comentário onde falava sobre como acha que o câmbio vai se comportar, o economista disse que não acredita em uma alta maior do que as dos últimos dias (em torno de R$ 2,40). Questionado sobre essa opinião, já que a maioria dos especialistas diz que o dólar deve subir ainda mais. Com uma risada (que me pareceu ter um quê de desdém), disse:

“Essa é uma visão equivocada, característica de gente mais jovem ou com interesses políticos”.

Na hora fiquei um pouco surpreso, pensando no que a juventude teria conexão com uma análise econômica. Mas, logo depois, ele explicou.

“Quem é jovem não passou ainda por experiências que definem a nossa visão das coisas. Por exemplo, antes da confirmação da eleição do Lula (da 1ª vez) o dólar chegou a custar R$ 4,5. Dias depois recuou para o patamar normal da época, que era por volta de R$ 1,5. Assim como dessa vez, várias outras variações fortes já aconteceram e só quem viveu ou quem tem interesse em pesquisar vai lembrar-se disso”, disse.

O que isso significa? Na verdade NADA, mas prova que nem sempre ser mais novo significa novidade, ideias frescas ou uma visão mais “antenada” dos fatos.

Variação do dólarUma das coisas que jamais vou esquecer é de que você precisa estar atualizado sempre no que faz e absorver todas as novas tendências e aprendizados com o que já viveu, a tal experiência. Lembro que uma vez disse (em uma entrevista de emprego) que a Rede Social que menos me atraia era o Facebook. Os olhares foram de estranhamento e, claro, não fiquei com a tal vaga, mas a resposta é a mesma até hoje, independente de usá-la diariamente. Assim como até hoje não consigo ver muita vantagem em um tablet, a não ser para questões profissionais. Acho que os novos ultrabooks são bem mais úteis (e caros).

Ao escrever esse texto, o câmbio já ameaça uma recuada (ainda tímida), mas que me deixa uma impressão ainda mais forte de que há muitos especialistas sem experiência no que fazem zanzando por ai. Será mesmo que um profissional com apenas dois empregos (entre estágio e contratação) pode  autointitular-se especialista em jornalismo digital, por exemplo?

Melhor esperar a queda do dólar, que é bem mais segura do que o conselho de um especialista fajuto desses.

PS: Escrevi esse texto e lembrei do nome de um personagem do filme besteirol Top Secret. Ele se chamava (em português) Latrine!

I Put a Spell on You

I-Put-A-Spell-On-YouAlgumas vezes sentimos mesmo uma vontade de enfeitiçar alguém, da mesma maneira e com a mesma intensidade com a qual nos enfeitiçam. O problema é achar as palavras corretas, o momento oportuno e o local que não permita fugas. Afinal, um feitiço sempre pode ser potencializado com uma boa “armadilha”, mesmo que isso demore a acontecer.

All in Love is Fair.