A Copa de 2014 já começou

Foram R$ 30 milhões gastos pela prefeitura e pelo governo do estado para bancar a festa que, apesar de alguns discordarem das atrações musicais, correu muito bem e mostrou que o Brasil pode projetar uma imagem muito longe da real. Todos os que assistiram pela TV ao sorteio dos grupos das eliminatórias devem estar achando que tudo anda bem aqui pelo hemisfério Sul.

Com a presença de velhos ídolos e jovens promessas do nosso futebol – além de apresentadores da Rede Globo, claro – a festa foi pontual e sem atropelos. Houve uma ou outra gafe, mas nada que embaçasse o brilho da cerimônia. Políticos tentaram aparecer e revelaram certos ciúmes e disputas para saber quem é o verdadeiro dono da festa, mas, mais uma vez, nada comprometedor.

Ficou mais uma vez a certeza de que tudo vai ficar pronto e lindo na data marcada para a bola rolar.

Tomara!

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Concerto para Bangladesh ao vivo na internet


Para quem ão conhece e para aqueles que já viram e querem rever, em comemoração aos 40 anos do Concerto para Bangladesh – realizado por Gerorge Harrison no dia 1 de agosto de 1971 – a gravadora Rhyno e o site oficial de George Harrison estão transmitindo em streaming o filme completo do concerto até o dia 1 de agosto (segunda-feira).

Sigam o link e aproveitem o primeiro supershow realizado na Terra.

‘Chico’ mostra um Chico Buarque maduro e sofisticado

O novo CD de Chico Buarque é um trabalho que passa longe da simplicidade, mesmo sem ter qualquer tom de arrogância. Por isso, só agora (uma semana após seu lançamento) decidi escrever sobre ele. O trabalho, chamado simplesmente Chico, merece várias audições antes de se fazer um juízo sobre ele.

Chico é um disco maduro, onde fica a impressão que o seu autor está fazendo a música que lhe agrada, sem outras preocupações. Não é um disco para quem quer encontrar rimas fáceis – muitas vezes é difícil até mesmo encontrar uma – ou melodias que possam ser assobiadas após poucos minutos. O novo trabalho de Chico Buarque é recheado de melodias intrincadas, acordes dissonantes e arranjos elegantemente complexos. Nele, há mudanças de tempos, ritmos e uma (sempre) ótima poesia.

Na minha mão
O coração balança
Quando ela se lança
No salão
Para esse ela bamboleia
Para aquele ela roda a saia
Com o outro ela se desfaz
Da sandália

Em apenas dez faixas e pouco mais de meia hora, Chico nos leva a um universo romântico que, com o aprimoramento da vertente literária do autor, ficou mais maduro. Até mesmo as decepções parecem menos doídas e desesperadas. O CD nos leva pelo samba, baião, xote e outras paisagens musicais que vão passando com uma agradável brisa por nossas mentes.

Para os que gostam de uma música mais palatável, Querido Diário e Sou Eu – essa última uma parceria com Ivan Lins, gravada aqui em dueto com Wilson das Neves – parecem as escolhas óbvias. Seriam boas candidatas a single, caso eles ainda existissem.

Os gostos podem variar – Nina é outra das minhas preferidas enquanto Sinhá me diz pouco – mas Chico é mesmo um daqueles discos que merecem muitas audições antes de podermos dizer se gostamos dele ou não.

Para saber mais sobre o disco, siga esse link.

Capitão América – O Primeiro Vingador – A Crítica

Fazer a crítica de um filme baseado em um personagem dos quadrinhos é sempre complicado. Primeiro temos que nos separar da realidade e lembrar que o personagem foi criado com um intuito, uma missão e que seu mundo em nada se parece com o nosso. Caso contrário, podemos cair no erro de tentar comparar caráteres e linhas de pensamento que jamais deveriam ser misturados.

O Capitão América é, dos heróis criados pela equipe da Marvel, o mais complicado para se transferir para a telona. Seja pelo seu perfil patriótico-americano, pela falta de superpoderes ou mesmo pelo desafio de criar um roteiro que pudesse costurar sua história em 120 minutos. Essa missão caiu nas mãos do diretor Joe Johnston (de Jurassic Park III e IV, entre outras produções menos brilhantes).

Johnston e os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely (ambos veteranos de produções Disney) tiveram o trabalho de mostrar como o jovem e franzino Steve Rogers se transforma no Capitão América. Nesse momento vale lembrar que o herói foi criado antes da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial e era um estímulo ao lado civicamente inchado dos americanos, o que se pode notar pelo uniforme criado, onde a bandeira americana ganha destaque. Só essas circunstâncias poderiam explicar porque um jovem faz tanta força para se alistar e ainda aceita participar de um projeto para criar um super-soldado.

Mas e o filme? Bem, como disse no início, o Capitão América é o Vingador mais complicado para vender e a escolha de Chris Evans – o Tocha Humana dos dois (fracos) filmes do Quarteto Fantástico – parece não ter ajudado muito. Não que ele esteja mal na fita, mas nem de longe consegue o resultado de Robert Downey Jr. como Homem de Ferro. Ate mesmo o vilão Caveira Vermelha (Hugo Weaving, da saga Matrix) ficou muito pouco aterrorizador e malvado. O destaque mesmo vai para o veterano Tommy Lee Jones, que vive o coronel Chester Phillips, um dos responsáveis pela criação do herói.

3D perfeito e mocinha sem sal

O filme mistura ação, humor e romance, em doses mais açucaradas que nos outros Vingadores, mas ganha com a ótima utilização da tecnologia 3D. As cenas de combate ganham muito com essa tecnologia e o filme também.

Nem mesmo a presença da bela Hayley Atwell como par do baixinho/franzino Steve Rogers ou do alto/sarado Capitão América. Aliás, difícil saber quais efeitos foram usados em Chris Evans para as duas encarnações do personagem. Atwell não consegue passar emoção, sensualidade ou qualquer tipo de veracidade a sua Peggy Carter.

No fim, o filme serve apenas para explicar o envolvimento de Howard Stark (pai de Tony Stark) com o que viria a se tornar a S.H.I.E.L.D., de Nick Fury, e para preparar terreno para o longa dos Vingadores – previsto para 2012 – e que vai reunir os heróis Marvel em uma grande aventura.

Capitão América – O Primeiro Vingador é um filme menor no universo dos super-heróis Marvel e, apesar de não ser um desastre completo, fica muito longe do melhor produzido nos últimos anos pelo estúdio.

Sem delírios políticos-cinematrográficos, é essa a minha opinião.

P.S.: Sim, há uma cena escondida nos créditos, mas isso é melhor você saber como é lá no cinema.

Laia sobre outros filmes da Marvel: Thor, Homem de Ferro, Homem de Ferro 2,

Cerveja é cerveja, vinho é vinho

Cervejas têm o seu valor. São deliciosas (muitas) e bastante democráticas (principalmente nos preços0. Bem, pelo menos a maioria ainda é. Hoje, há uma moda de cervejas premium, gourmet e outras expressões, que fazem a bebida chegar a ter preços altíssimos e requintes que chegam a lembrar os mais sofisticados vinhos.

Logo agora que os vinhos estão se popularizando, as cervejas parecem querer deixar o povão.

Leia a matéria publicada na Veja Rio.

Cervejas nobres chegam às importadoras com preço de vinho de primeira linha

O ritual lembra a degustação de um vinho raro. Carregada cuidadosamente pelo garçom, a garrafa chega à mesa com temperatura de 7 graus, nem mais, nem menos. Aberta, é servida entre os convivas em taças alongadas de cristal. A bebida em questão não leva uvas em sua formulação, mas sim cevada e lúpulo, e é proveniente de uma cidadezinha litorânea no nordeste da Escócia. Batizada como BrewDog Sink The Bismarck (uma homenagem ao cruzador alemão afundado pelos ingleses na II Guerra Mundial), a cerveja carrega o título de mais cara da cidade do Rio de Janeiro. Cada garrafa, de 330 mililitros, custa inacreditáveis 699,90 reais.

Assim como acontece com a marca escocesa, uma série de novidades tem animado os apreciadores de cervejas finas. Quase todas carregam histórias tão instigantes quanto o sabor que apresentam. A belga Gouden Carolus Cuvee Van Keizer Blauw é feita uma única vez por ano, no dia 24 de fevereiro, em honra ao aniversário do imperador Carlos V, que reinou sobre a Europa Central no comando do Sacro Império Romano entre 1519 e 1556. Apenas 312 unidades são fabricadas nessa ocasião e despachadas para distribuidores de todo o mundo. Por aqui cada garrafa de 750 mililitros sai por 299,90 reais. A também belga Deus, de 249,90 reais, e a alemã Infinium, de 199,90 reais, incorporam técnicas vinícolas, como o método champagnoise, que lhes conferem sabor levemente adocicado e aroma cítrico.

As cervejas de primeiríssima linha fazem parte de um fenômeno que tem ampliado os limites do universo cervejeiro. Ele começou com a chegada de variedades que iam além da pilsen tradicional, como as feitas de trigo, as ale e stout e as do tipo abadia — tanto nacionais quanto importadas. Desdobrou-se em novos hábitos, como o interesse pela produção artesanal da bebida, no fundo do quintal ou na cozinha do apartamento, e pelas degustações de marcas importadas em bares especializados. O próprio Delirium Café, em Ipanema, aberto há onze meses, é uma franquia de uma rede criada em Bruxelas presente em sessenta países. Ligada à cervejaria Huyghe, dona da marca Delirium Tremens, ela se orgulha de oferecer em sua sede 2 004 rótulos diferentes. Por aqui, são 300. Não deixa de ser um bom começo.

Fonte: Veja Rio